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🦠 P2 MICROBIOLOGIA Relação Parasita Hospedeiro Controle da população microbiana por métodos físicos Controle da População de Microrganismos Métodos Químicos Antibióticos e resistência Relação parasito-hospedeiro Podem ser harmônicas ou desarmônicas A maioria dos micróbios que vivem na nossa microbiota são oportunistas, e dependem de deficiências no hospedeiro para causar patologias DOENÇA Perturbação da estrutura ou da função de um órgão, de um sistema ou de todo o organismo ou de suas funções vitais DOENÇA INFECCIOSA Doença nos animais ou homens que resulta de uma infecção. Doenças infecciosas dependem do grau de patogenicidade (capacidade de causar doença) do microrganismo, este depende da sua respectiva virulência e da resistência do hospedeiro. P2 MICROBIOLOGIA 1 A virulência é um conjunto de técnicas, produtos e estruturas que aumentam a capacidade de infectar e lesar tecidos do hospedeiro. Como: aderir, colonizar, invadir, multiplicar, fixar, obter nutrientes, escapar de defesas ADESINAS Estruturas de adesão localizadas na superfície das bactérias Fímbrias Proteínas de Superfície Ácidos Lipoteicóicos G Lipopolissacarídeos G Biofilmes As fímbrias têm interação específica receptores do hospedeiro, tropismo. Capsulas, atuam na defesa fagocítica: Inibição da ligação com o fagócito; Inibição da ingestão fagocítica; Proteção dentro do fagolisossomo; Prevenção da deposição de complemento. QUORUM SENSING Mecanismo de comunicação bacteriano, baseado na produção, liberação e detecção de autoindutores. Permite que as bactérias coordenem ataques, aumentando sua eficácia Aumenta a resistência de biofilmes ENDOTOXINAS Componentes da parede de Gran negativas, o LP, localizado na membrana externa (endo). É liberado quando a bactéria morre ou rompe. P2 MICROBIOLOGIA 2 Causa ativação de macrófagos e neutrófilos, febre, inflamação, coagulação intravascular, ativação do complemento. EXOTOXINAS Produzida por bactérias vivas, termolábeis, atua em alvos definidos, alta potência 🧪 Classificação por Mecanismo de Ação 1. Toxinas que inibem síntese proteica Exemplo Ação Toxina da difteria Corynebacterium diphtheriae) Inativa o fator de elongação EF2 em ribossomos Toxina Shiga Shigella, EHEC Inativa ribossomo 60S morte celular 2. Toxinas que aumentam AMPc intracelular Exemplo Ação Toxina colérica Vibrio cholerae) Ativa adenilato ciclase → secreção de íons e água Toxina do antraz EF Bacillus anthracis) Ativa adenilato ciclase dependente de calmodulina 3. Toxinas neurotóxicas Exemplo Ação Toxina tetânica Clostridium tetani) Inibe liberação de GABA/glicina → espasmos Toxina botulínica Clostridium botulinum) Inibe liberação de ACh → paralisia flácida 4. Toxinas hemolíticas ou citolíticas Exemplo Ação Alfa-toxina Staphylococcus aureus) Forma poros em membranas celulares Estreptolisina O Streptococcus pyogenes) Hemólise e destruição de células imunes 5. Superantígenos Exemplo Ação Toxina do choque tóxico S. aureus) Ativa maciçamente linfócitos T liberação de citocinas Enterotoxinas S. aureus, E. coli) Estimulam resposta imune exagerada e vômito/diarreia 1. Exotoxinas P2 MICROBIOLOGIA 3 Essas características se aplicam às exotoxinas, que são proteínas liberadas pelas bactérias no meio externo: Produzida por Gram-positivas e Gram-negativas Muitos gêneros (como Clostridium, Staphylococcus, Corynebacterium, Vibrio, Escherichia) sintetizam exotoxinas e as secretam ativamente. Natureza protéica (↑ PM São proteínas de alto peso molecular (normalmente entre 10 e 100 kDa), o que as torna alvos fáceis para o sistema imune. Termolábeis Calor acima de 6080 °C costuma desnaturar a molécula, abolindo sua atividade tóxica. Imunogênicas Como proteínas, geram resposta imune forte e podem ser convertidas em toxóides (proteínas “inativadasˮ que servem de vacina, ex.: toxoide tetânico). 2. Endotoxinas Já as endotoxinas são constituintes da membrana externa de bactérias Gram-negativas: Parte integrante da bactéria São lipopolissacarídeos LPS que só são liberados em maior escala quando a célula se rompe. Encontrada em Gram-negativas Ausentes em Gram-positivas, pois estas não possuem membrana externa. Natureza lipopolissacarídica (↓ PM relativo) Embora sejam macromoléculas, a porção lipídica Lipid A é o principal responsável pela toxicidade. Termoestáveis Resistentes ao calor, mantêm atividade mesmo após autoclave. Imunógeno fraco Geram resposta imune menor e não são convertíveis em toxóides. 3. Principais diferenças em virulência Exotoxina Endotoxina Conversão em toxóide Sim Não Toxicidade Muito alta Moderada Receptores alvo Específicos (por exemplos, nervos, células epiteliais) Não específicos (ativação ampla de macrófagos) Distribuição do efeito Localizado (ou região específica) Generalizado (febre, choque) Localização gênica Frequentemente em plasmídeos ou bacteriófagos No DNA cromossômico Resumo em uma frase Exotoxinas são proteínas secretadas, altamente tóxicas e imunogênicas, com ação localizada e convertíveis em toxóides. Endotoxinas são lipopolissacarídeos estruturais de Gram-negativas, menos tóxicos, termorresistentes e geram efeitos sistêmicos não específicos. P2 MICROBIOLOGIA 4 RESITÊNCIA DEFESAS INESPECíFICAS Epitélio e mucosas Sistema mucociliar Secreções, lagrima, saliva Sistema imune de base celular Sistema complemente Imunidade Celular (base celular) Principais efetores: Linfócitos T, Fagócitos (macrófagos, neutrófilos), Células NK Mecanismos: Citotoxicidade, Fagocitose, Liberação de citocinas/quimiocinas Sistema Complemento Natureza: cascata de proteínas plasmáticas Vias de ativação: Clássica (anticorpos), Alternativa (direta na superfície microbiana), Lectinas MBL liga carboidratos) Funções principais: Opsonização (C3b): “sinalizaˮ patógenos para fagocitose Quimiotaxia C5a, C3a): atrai e ativa leucócitos FAGOCÍTOS neutrofilo, monocito, macrofago, dendriticas, mastocitos. A saliva exerce papel crucial na defesa bucal, agindo como barreira física (pela sua fração mucosa) e química, graças a várias proteínas antibacterianas. Dentre elas, a histatina inibe microrganismos, a lisozima hidrolisa a parede celular bacteriana e a lactoferrina sequestra ferro, privando as bactérias de um nutriente essencial. Além disso, a IgA secretora, principal imunoglobulina salivar, aglutina patógenos para que sejam removidos pelo fluxo salivar, contribuindo para a limpeza e manutenção do equilíbrio microbiano. P2 MICROBIOLOGIA 5 FATORES DE RISCO Idade como fator de risco Estresse e dieta como fatores de risco Hospedeiro comprometido (doenças concomitantes) Infecções hospitalares Tabagismo Alcoolismo Imunodeficiência Condições genéticas CONTROLE FISICO e QUIMICO Controle da População de Bactérias por Meios Físicos O controle físico de bactérias consiste em estratégias que visam eliminar ou reduzir significativamente a população microbiana por meio de agentes físicos, sem a necessidade de substâncias químicas. Esses métodos atuam danificando componentes essenciais das células bacterianas, como a parede celular, membranas, proteínas estruturais e funcionais, e ácidos nucleicos. Abaixo, destacam-se os principais métodos utilizados: Calor Calor úmido (ex: autoclavação): utiliza vapor d'água sob pressão 121 °C por 15 minutos a 15 psi), promovendo a desnaturação de proteínas e destruição de membranas celulares. É altamente eficaz para esterilização de materiais. Pasteurização: procedimento térmico aplicado principalmente a alimentos, com temperaturas moderadas 60 a 80 °C por tempo limitado. Reduz significativamente microrganismos patogênicos sem comprometer as propriedades sensoriais do alimento. Calor seco (ex: estufa de esterilização): utiliza ar quente a temperaturas elevadas 160 a 180 °C por 2 horas), provocando a oxidação de componentes celulares. É indicado para materiais que não podem ser expostos à umidade. Flambagem: exposiçãorápida à chama (ex: bico de Bunsen), utilizada para esterilização de alças de platina e bocais de frascos em laboratório. Incineração: destruição completa de resíduos contaminados pela combustão a altas temperaturas. É um método seguro para descarte de materiais biológicos. Radiação Radiação ultravioleta UV: atua induzindo formação de dímeros de timina no DNA, bloqueando a replicacão e transcrição genética. Eficaz para descontaminação de superfícies e ambientes fechados, com baixa penetração. Radiação ionizante (raios gama, raios X: penetra profundamente nos materiais e promove quebras na dupla hélice do DNA, além de formar radicais livres citotóxicos. Amplamente utilizada na esterilização de equipamentos médicos e alimentos industrializados. Filtração Consiste na remoção mecânica de bactérias por meio de barreiras físicas. Filtros com poros de aproximadamente 0,22 µm são capazes de reter microrganismos presentes em soluções ou no ar, sendo ideais para esterilização de substâncias termo-sensíveis. Dessecação (remoção de água) P2 MICROBIOLOGIA 6 A retirada da água essencial ao metabolismo bacteriano impede a multiplicação das células. Embora não seja letal para todas as bactérias, esse processo prolonga a conservação de alimentos e materiais. Pressão osmótica A utilização de meios hiperosmóticos, com altas concentrações de sal ou açúcar, promove a saída de água das células bacterianas por osmose, comprometendo sua viabilidade e proliferação. É uma técnica comum na conservação de alimentos. Congelamento Reduz a atividade metabólica e o crescimento microbiano, mas não necessariamente mata todos os microrganismos. Utilizado na conservação de alimentos e amostras biológicas. Ultrassom (ondas sonoras de alta frequência) Provoca cavitação (formação de microbolhas) em líquidos, o que leva à ruptura das paredes celulares bacterianas. É um método complementar utilizado em processos de higienização. Controle de qualidade Inclui práticas padronizadas de monitoramento e validação dos métodos físicos aplicados, garantindo eficácia da esterilização e segurança microbiológica em laboratórios, indústrias e hospitais. Resumo Rápido para Revisão: Calor: desnatura proteínas e destrói membranas (autoclave, estufa, flambagem, incineração, pasteurização) Radiação: danifica o DNA UV e ionizante) Filtração: retém fisicamente microrganismos Dessecação: inibe metabolismo pela remoção de água Osmose: desidrata as células por meio de soluções hiperosmóticas Congelamento: preserva mas não esteriliza Ultrassom: rompe células por cavitação Controle de qualidade: assegura a eficácia dos métodos aplicados 🧪 1. O QUE É UM AGENTE QUÍMICO IDEAL? Um produto químico ideal para controle microbiano deve apresentar: Característica Importância Atividade antimicrobiana Efetivo contra amplo espectro de microrganismos Solubilidade e estabilidade Mantém eficácia ao longo do tempo Baixa toxicidade Seguro para humanos e animais Não se combina com matéria orgânica Mantém ação na presença de sangue, pus, etc. Não corrosivo nem tintorial Não danifica instrumentos/superfícies e não mancha Poder de limpeza + efeito residual Remove sujidades e mantém ação prolongada 📊 2. CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS Níveis de atividade antimicrobiana: Nível de atividade Gram + Gram - TB (tuberculose) Esporos Fungos Vírus P2 MICROBIOLOGIA 7 Alto ✔ ✔ ✔ ✔ ✔ ✔ Intermediário ✔ ✔ ✔ ✘ ✔ ✔ Baixo ✔ ✔ ✘ ✘ ✔ ✔ 🔹 Esporos são os mais difíceis de eliminar → apenas agentes de alto nível ou esterilizantes funcionam. 🧼 3. DESINFETANTES x ANTISSÉPTICOS x ESTERILIZANTES Tipo Uso Exemplo Desinfetantes Objetos inanimados Hipoclorito, álcool, glutaraldeído Antissépticos Tecidos vivos PVPI, clorexidina Esterilizantes Eliminação total, incluindo esporos Óxido de etileno, ácido peracético 🧪 4. PRINCIPAIS AGENTES QUÍMICOS ▶ Tabela comparativa de agentes químicos (resumo) Agente Nível de ação Atua contra esporos? É afetado por matéria orgânica? Uso típico Ácido peracético Alto Esteriliza ✔ Sim ✘ Não Artigos críticos e semicríticos Glutaraldeído Alto Esteriliza ✔ Sim ✘ Pouco Artigos termosensíveis Formaldeído Alto ✔ Sim ✘ Pouco Esterilização em laboratórios Iodo Intermediário ✘ Variável ✔ Sim Pele e superfícies, com álcool Hipoclorito de sódio Intermediário ✘ Variável ✔ Sim Desinfecção geral Álcool 70% Intermediário ✘ Não ✔ Sim Pele, superfícies limpas Compostos fenólicos Intermediário ✘ Não ✘ Pouco Artigos não críticos Quaternários de amônio Baixo ✘ Não ✔ Sim Superfícies não críticas PVPI Iodóforo) Antisséptico ✘ Variável ✔ Sim Antissepsia da pele e mucosas Clorexidina Antisséptico ✘ Não ✘ Não Pele, mucosa, RN 🧬 5. CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS (EXPLICADAS) 🔸 Ácido peracético Ação Espectro amplo, atua mesmo com matéria orgânica. Indicação Artigos críticos e semicríticos. Diferencial Não deixa resíduos tóxicos. 🔸 Glutaraldeído Ação Muito eficaz contra esporos. Indicação Artigos que não podem ir à autoclave. Cuidado Tóxico – usar EPI. 🔸 Iodo P2 MICROBIOLOGIA 8 Ação Bom contra bactérias, fungos e vírus. Limitação Inativado por matéria orgânica e pode manchar. Indicação Associado ao álcool. 🔸 Hipoclorito de sódio Ação Amplo espectro, mas instável. Uso Superfícies, utensílios, desinfecção de lactários. Cuidado Corrosivo e tóxico. 🔸 Álcool 70% Ação Mata bactérias e fungos NÃO esporos. Limitação Evapora rápido, inativado por sujidade. Uso Pele e superfícies limpas. 🔸 Compostos fenólicos Ação Eficaz contra microrganismos vegetativos. Cuidado Alta toxicidade; evite próximo a alimentos e RN. 🔸 Quaternários de amônio Ação Contra Gram + e vírus envelopados. Limitação Baixa ação e inativado por sujidade. Uso Superfícies não críticas. 🧴 6. ANTISSÉPTICOS (TECIDO VIVO) Agente Ação principal Indicação PVPI Iodóforo) Libera iodo lentamente Pele íntegra, mucosas PVPI aquoso) Clorexidina Efeito residual, não inativado por sujidade Pele, mucosa, recém-nascidos Álcool Evapora rápido, sem ação sobre esporos Degermação rápida (injeções, curativos) ❌ Hexaclorofeno, éter, acetona e quaternários de amônio não são recomendados como antissépticos pelo Ministério da Saúde. 🧠 7. DICAS PARA PROVA Esporos = só com agentes de ALTO nível ou esterilização. Matéria orgânica interfere com a maioria dos produtos. Químicos não esterilizam automaticamente – depende do tempo, concentração e uso correto! Classificação dos artigos (críticos, semi e não críticos) define o tipo de desinfecção necessária. RESUMO COMPLETO – ANTIBIÓTICOS 1. INTRODUÇÃO P2 MICROBIOLOGIA 9 Antibióticos são substâncias naturais ou sintéticas capazes de inibir o crescimento (bacteriostáticos) ou destruir (bactericidas/bacteriolíticos) microrganismos. 2. CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS POR MECANISMO DE AÇÃO A. Inibidores da Síntese da Parede Celular (atuam principalmente contra Gram+) Betalactâmicos: penicilinas, cefalosporinas, carbapenens, monobactans. Penicilinas: amoxicilina, ampicilina, oxacilina, etc. Cefalosporinas: cefalotina, ceftriaxona, cefazolina, etc. Carbapenens: imipenem Monobactans: aztreonam Outros: Glicopeptídeos: vancomicina, teicoplanina Polipeptídeos: bacitracina Fosfomicina B. Atuantes na Membrana Citoplasmática (bactericidas, principalmente contra Gram-) Polipeptídeos: Polimixina, Colistina Ação tipo detergente catiônico C. Inibidores da Síntese de Ácidos Nucleicos (DNA/RNA) Quinolonas: Ácido nalidíxico Rifamicinas: Rifampicina D. Inibidores da Síntese Proteica Subunidade 30S Aminoglicosídeos: estreptomicina, gentamicina, tobramicina, etc. Tetraciclinas: doxiciclina, tetraciclina, minociclina, etc. Subunidade 50S Cloranfenicol, eritromicina, clindamicina, lincomicina E. Inibidores Competitivos (antimetabólitos) Sulfonamidas Trimetoprim Isoniazida (contra Mycobacterium) 3. EFEITOS DOS ANTIBIÓTICOS Bacteriostático: inibe o crescimento (ex.: tetraciclina) Bactericida: mata a bactéria (ex.: penicilina) Bacteriolítico: destróicom lise (ex.: beta-lactâmicos) 4. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA A. Métodos In Vitro P2 MICROBIOLOGIA 10 Difusão Antibiograma): discos com antibióticos → zonas de inibição Diluição: determina CIM (concentração inibitória mínima) e CBM (concentração bactericida mínima) Tolerância: CBM/CIM 16 bactéria tolerante B. Fatores que afetam In Vitro: pH, composição e estabilidade do meio, inóculo, tempo de incubação, metabolismo bacteriano C. In Vivo: Via de administração, distribuição, localização da infecção, metabolismo do MO, inativação por substâncias locais 5. RESISTÊNCIA BACTERIANA A. Mecanismos Diminuição da penetração: alteração de porinas, bombas de efluxo (ex.: eritromicina, tetraciclina) Produção de enzimas: Betalactamases → penicilinas, cefalosporinas, carbapenens Acetiltransferases, fosfotransferases → aminoglicosídeos, cloranfenicol Alteração do alvo: Ribossomos (aminoglicosídeos) DNA girase (quinolonas) Enzimas (diidrofolato redutase - trimetoprim) B. Disseminação Pressão seletiva: uso excessivo de antibióticos favorece cepas resistentes Transferência genética: plasmídeos, transposons → rápida disseminação entre espécies 6. ASSOCIAÇÕES E INIBIDORES DE RESISTÊNCIA Ácido clavulônico (inibidor de beta-lactamase) + amoxicilina Clavulin 7. OBSERVAÇÕES CLÍNICAS Sempre verificar espectro de ação e presença de mecanismos de resistência Uso racional evita seleção de cepas resistentes Preferir antibióticos com alta especificidade e boa penetração tecidual para infecções localizadas Mecanismo de Ação Classes Principais Exemplos de Fármacos Espectro Inibição da síntese da parede celular Betalactâmicos, Glicopeptídeos, Bacitracina, Fosfomicina Penicilinas, Cefalosporinas, Imipenem, Aztreonam, Vancomicina G (principalmente), alguns G Desorganização da membrana citoplasmática Polipeptídeos Polimixina B, Colistina, Bacitracina G (principalmente) Inibição da síntese de ácidos nucléicos Quinolonas, Rifamicinas Ác. Nalidíxico, Ciprofloxacino, Rifampicina G e G P2 MICROBIOLOGIA 11 Inibição da síntese proteica Aminoglicosídeos, Tetraciclinas, Macrolídeos, Cloranfenicol, Lincosamidas Estreptomicina, Doxiciclina, Eritromicina, Clindamicina G e G Inibição competitiva de vias metabólicas Sulfonamidas, Trimetoprim, Isoniazida Sulfametoxazol Trimetoprim, Isoniazida G, G, Micobactérias 🧬 1. Mecanismos de ação dos antibióticos Questão: Qual mecanismo de ação é caracteristicamente bacteriolítico? ✅ Gabarito: Inibição da síntese de parede celular 🔎 Comentário: Correto, pois antibióticos como as penicilinas e cefalosporinas agem impedindo a formação da parede celular em bactérias em crescimento, causando lise (ruptura). Excelente para avaliar compreensão do efeito bacteriostático versus bactericida/bacteriolítico. 🧫 2. Estágios da doença Questão: Multiplicação sem sintomas ocorre em qual estágio? ✅ Gabarito: Latência 🔎 Comentário: Excelente questão de fisiopatologia; reforça a distinção entre presença de microrganismos e manifestação clínica. A fase latente é comum em doenças virais. 🛡 3. Mecanismos de resistência bacteriana Exceto: Ativação de autolisinas 🔎 Comentário: A ativação de autolisinas não é um mecanismo típico de resistência — na verdade, pode aumentar a ação de certos antibióticos (como as β-lactamas). Boa para fixar mecanismos reais como modificação de alvos, enzimas inativadoras e efluxo. 🌡 4. Febre como resposta imunológica Questão sobre endotoxinas e citocinas ✅ Gabarito: LPS e IL1 🔎 Comentário: Reforça o papel de citocinas inflamatórias como pirógenos endógenos. Importante para integrar microbiologia e imunologia. 🔬 5. Resistência aos β-lactâmicos Questão sobre bactérias Gram negativas ✅ Gabarito: Betalactamases no espaço periplasmático 🔎 Comentário: Excelente, pois destaca uma característica estrutural dos Gram negativos (dupla membrana e espaço periplasmático). 💊 6. Tolerância Definição baseada em CIM e CBM ✅ Gabarito: CBM 16x CIM 🔎 Comentário: Questão conceitual mais avançada, ideal para estudantes com boa base em farmacodinâmica. 🚫 7. Mecanismos de ação – exceção Exceto: Inibição da membrana citoplasmática P2 MICROBIOLOGIA 12 🔎 Comentário: Polimixinas atuam sobre a membrana, mas isso não é tão comum quanto os outros mecanismos citados. Pode confundir alunos, mas é válida. 🧪 8. Indicador biológico para esterilização por calor úmido ✅ Gabarito: Bacillus stearothermophilus 🔎 Comentário: Muito boa. Indicadores biológicos são essenciais na prática de biossegurança e controle de qualidade. ⚗ 9. Relação antibiótico × local de ação Ex: Tetraciclinas – ribossomos, Cefalosporina – parede, Rifampicina RNA 🔎 Comentário: Questão excelente de associação direta, ajuda a revisar diferentes alvos bacterianos. 🛡 10. Defesas inespecíficas – exceção ✅ Gabarito: IgA (é específica) 🔎 Comentário: Boa para distinguir entre imunidade inata (inespecífica) e adaptativa. ☠ 11. Propriedades das exotoxinas – exceção ✅ Gabarito: Efeito tóxico após morte celular 🔎 Comentário: Isso descreve as endotoxinas, não as exotoxinas. Boa questão de diferenciação. 🧼 12. Agentes esterilizantes – exceção ✅ Gabarito: Álcool iodado 🔎 Comentário: Ele é desinfetante, não esterilizante. Questão prática com aplicação clínica. 📚 13. Definições e exceções conceituais Doença infecciosa vs. contagiosa 🔎 Comentário: Reforça conceitos fundamentais da epidemiologia. 🔥 14. Processo de esterilização ✅ Gabarito: Eliminação total de microrganismos, inclusive esporulados 🔎 Comentário: Ótima questão para diferenciar esterilização de desinfecção. 🧯 15. Controle microbiano – afirmações incorretas ❌ Pasteurização não é esterilização 🔎 Comentário: Questão muito completa que exige análise crítica. A parte sobre UV como método de esterilização é discutível, já que UV é mais um método de desinfecção (penetração limitada). Isso poderia confundir. 🧬 16. Resistência microbiana – esporos ✅ Gabarito: Esporos 🔎 Comentário: Correto e clássico. Esporos são extremamente resistentes. ❌ 17. Resistência – afirmação errada ✅ Gabarito: Modificação ribossomal → resistência a cefalosporinas P2 MICROBIOLOGIA 13 🔎 Comentário: Essa alteração está mais associada a antibióticos que agem nos ribossomos, como aminoglicosídeos e macrolídeos. 🔗 18. Ácido clavulônico ✅ Gabarito: Inibidor de betalactamases 🔎 Comentário: Clássico e importante na prática clínica veterinária. ❌ 19. Resistência – alternativa incorreta ✅ Gabarito: Uso de antibiótico único evita resistência 🔎 Comentário: Incorreta, pois o uso combinado pode retardar ou impedir resistência, especialmente em infecções graves. P2 MICROBIOLOGIA 14