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Critérios diagnósticos do TEA 2 PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO. Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais 3 O processo de diagnóstico traz consigo questões culturais que nos fazem muitas vezes questionar se de fato o laudo é importante. Dentre vários aspectos que tornam de extrema relevância o fechamento de um diagnóstico fidedigno, ressaltamos que por meio dele o indivíduo desenvolve o autoconhecimento, compreende qual o tratamento mais adequado a ser realizado, tem acesso e direito à terapias e inúmeros outros benefícios expressos na LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e quando consideramos crianças e adolescentes, pensamos também no direito à um acompanhante terapêutico especialização na escola, assim como a adaptação e adequação dos objetivos previstos no currículo acadêmico. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC), nos Estados Unidos, apresentou que 1 a cada 44 pessoas possuem o Transtorno do Espectro Autista, o que deu margem à falsas afirmações sobre o aumento do nascimento de pessoas com TEA. O que ocorre é que atualmente houve um avanço de extrema relevância em pesquisas que auxiliaram na compreensão, identificação e no tratamento de pessoas dentro do Espectro. É importante compreender, entretanto, que atualmente não possuímos na ciência, exames que identifiquem o Autismo com fácil acesso, apesar de haverem protocolos a serem seguidos pelos médicos para identificar comorbidades e/ou justificar sintomas com outros diagnósticos que não o TEA, tais como o Potencial evocado auditivo (BERA) ou Audiometria condicionada, Eletroencefalograma e a Ressonância Magnética. Então como é realizado o diagnóstico atualmente no Brasil? Por meio dos critérios previstos no DSM-V até que o CID-11 esteja efetivamente validado no Brasil. O DSM-V oferece uma padronização para que os diagnósticos não ocorram por meio de opiniões pessoais, porém, é necessário que os profissionais especializados envolvidos neste processo, apliquem protocolos validados para analisar a presença dos sintomas por meio de observações clínicas, tomando como parâmetro os marcos do desenvolvimento. Atualmente, são indicados para avaliar e desenvolver os sintomas do TEA, profissionais das áreas de Psicologia especializada em ABA, Psicopedagogia especializada em ABA e Transtornos do Neurodesenvolvimento, Fonoaudiologia Especializada em ABA, Apraxia de Fala e Comunicação Aumentativa e Alternativa e Terapeutas Ocupacionais especializados em Integração Sensorial de Ayres. A avaliação de investigação e fechamento de diagnóstico do TEA atualmente envolve entrevista com os responsáveis para investigação do histórico de desenvolvimento desde a gestação, visto que já se compreende a influência destes no desenvolvimento neurológico e aplicação de Protocolos que investiguem os sintomas previstos no DSM, como habilidades sociais e de comunicação, além de comportamentos restritos e estereotipados. Dentre os Protocolos atuais, destacamos aqueles baseados na Análise do Comportamento Aplicada, que não são restritos apenas para Psicólogos: Vbmapp, Ablls-R, Inventário Portage, Q-10 entre outros. Além disto, é importante que os profissionais realizem também avaliação do paciente/aluno no ambiente escolar e em outros ambientes frequentados por ele (mercado, shopping, lojas, entre outros) para avaliar habilidades sociais. 4 Após a equipe concluir o prognóstico, o médico fecha o diagnóstico. É fundamental compreender que objetivo das terapias não é buscar a “cura” para o TEA, visto que isto não existe, pois não se trata de uma doença e sim uma condição neurológica, mas melhorar a qualidade de vida dos pacientes e famílias. Além das terapias, é comum o uso de medicações, mas ressaltamos que atualmente não há intervenção medicamentosa para TEA no Brasil, apenas para comorbidades. 5 Referências BERTAGLIA, Bárbara. Uma a cada 44 crianças é autista, segundo CDC. 2022. In: Autismo e Realidade. Department Of Health And Human Services. Prevalence and Characteristics of Autism Spectrum Disorder Among Children Aged 8 Years: autism and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, united states, 2018. Morbidity And Mortality Weekly Report, Atlanta, v. 11, n. 70, p. 1-20, dez. 2021. HUANG, Yunhe et al. Diagnosis of autism in adulthood: a scoping review. Autism, [S.L.], v. 24, n. 6, p. 1311-1327, fev. 2020.