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Questionário de Teoria Geral do Processo e Processo Civil – Fase de Conhecimento 1. Em uma ação de indenização por danos materiais e morais, ajuizada perante a 1ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, o réu, após regularmente citado, apresenta contestação intempestiva. O autor, em sua réplica, requer a decretação da revelia e o julgamento antecipado do mérito, alegando que a matéria discutida é unicamente de direito e que os fatos alegados na inicial, por serem presumidos verdadeiros, não necessitam de prova. Diante desse cenário e à luz do Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta: a) A intempestividade da contestação, por si só, acarreta a presunção absoluta de veracidade dos fatos alegados pelo autor, impondo o julgamento antecipado do mérito. b) A revelia não implica automaticamente o julgamento antecipado do mérito, podendo o juiz, ainda assim, determinar a produção de provas se a matéria de fato não se revelar incontroversa. c) Mesmo com a revelia, o réu intempestivo pode intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontra, mas não poderá produzir provas que dependam de manifestação anterior. d) A presunção de veracidade dos fatos, decorrente da revelia, é mitigada se o litisconsórcio for passivo e algum dos réus apresentar contestação, impedindo o julgamento antecipado do mérito para todos. e) O julgamento antecipado do mérito, na hipótese de revelia, é uma faculdade do juiz, que deve analisar a conveniência e a oportunidade de sua aplicação, observando o princípio da economia processual. 2. Em uma ação de cobrança de dívida, ajuizada por uma pessoa jurídica de direito privado, o réu alega, em sua contestação, a incompetência territorial do juízo, suscitando que o foro competente seria o de seu domicílio, em outro estado da federação. O juiz, ao analisar a petição inicial e a contestação, percebe que a ação foi proposta em desacordo com as regras de competência relativas, que são de natureza derrogável. Considerando o instituto da competência no processo civil brasileiro, assinale a alternativa correta: a) A incompetência territorial, por ser relativa, deve ser alegada pelo réu como questão preliminar na contestação, sob pena de preclusão e prorrogação da competência. b) O juiz, de ofício, pode reconhecer a incompetência territorial em qualquer fase do processo, pois se trata de matéria de ordem pública, independentemente de arguição da parte. c) A alegação de incompetência territorial deve ser feita por meio de exceção de incompetência, e não como preliminar de contestação, sob pena de não ser conhecida. d) A regra geral de competência, que define o domicílio do réu como o foro competente, é absoluta e não pode ser modificada pela vontade das partes ou por conexão de causas. e) Se o réu não alegar a incompetência territorial, o juiz deverá remeter os autos ao juízo competente, mesmo que o processo já esteja em fase avançada, em prestígio ao princípio do juiz natural. 3. Uma associação de consumidores ajuíza ação civil pública visando a proteção de direitos difusos relacionados à publicidade enganosa de um produto. Durante a tramitação do processo, verifica-se a necessidade de produção de prova pericial complexa para aferir a real composição do produto e seus efeitos. O juiz, diante da extensão e complexidade da prova, profere decisão de saneamento e organização do processo, na qual define as questões de fato sobre as quais recairá a prova e distribui o ônus da prova entre as partes. À luz do Código de Processo Civil e da teoria das provas, assinale a alternativa correta: a) A decisão de saneamento e organização do processo é irrecorrível, pois sua finalidade é apenas preparar o processo para a fase instrutória, não havendo prejuízo imediato às partes. b) A distribuição do ônus da prova em casos de direitos difusos segue regras específicas, podendo o juiz, em caráter excepcional, inverter o ônus da prova em favor da associação de consumidores. c) A prova pericial, por sua natureza técnica, é a única forma de prova admitida em ações civis públicas que envolvem questões complexas, não se admitindo outras espécies probatórias. d) A decisão de saneamento, ao definir as questões de fato e distribuir o ônus da prova, não vincula as partes e pode ser revista a qualquer tempo, caso surjam novas provas ou argumentos. e) A prova é um instrumento essencial para que o magistrado reconstrua os fatos da causa e preste tutela jurisdicional adequada, sendo as espécies probatórias (ata notarial, depoimento pessoal, etc.) complementares e não excludentes. 4. Um indivíduo ajuíza uma ação de usucapião de imóvel rural, alegando posse mansa, pacífica e ininterrupta por mais de 20 anos. Após a citação dos confrontantes e da União, Estado e Município, e a ausência de contestação de qualquer um deles, o juiz profere sentença julgando procedente o pedido, fundamentando sua decisão na presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. Essa sentença, entretanto, é proferida antes da intimação do Ministério Público para manifestação, apesar de a demanda envolver interesse público. Diante do caso concreto e dos princípios processuais, assinale a alternativa correta: a) A intervenção do Ministério Público é dispensável em ações de usucapião, uma vez que o interesse envolvido é predominantemente privado, entre as partes. b) A ausência de intimação do Ministério Público, em causas que exigem sua intervenção, configura nulidade absoluta do processo, insanável mesmo que o MP se manifeste posteriormente. c) A presunção de veracidade dos fatos, decorrente da revelia, é uma regra processual que não se aplica integralmente em ações que envolvem direitos reais e interesse público. d) O juiz, ao proferir sentença antes da manifestação do Ministério Público, violou o princípio da legalidade, uma vez que a lei exige a intervenção do parquet em tais casos. e) A sentença proferida sem a manifestação do Ministério Público, em caso de interesse público, é apenas anulável, dependendo da demonstração de prejuízo para sua invalidação. 5. Uma sociedade empresária ajuíza ação de execução de título extrajudicial contra seu devedor. Após a citação, o devedor opõe embargos à execução, alegando excesso de execução e a nulidade de algumas cláusulas contratuais que fundamentam o título. O exequente, em sua impugnação aos embargos, aduz que a matéria alegada pelo executado deveria ter sido arguida em sede de ação revisional de contrato, e não em embargos à execução, os quais possuem cognição limitada. Considerando as espécies de processo e procedimentos, assinale a alternativa correta: a) Os embargos à execução possuem natureza de ação de conhecimento, permitindo ampla discussão da matéria, inclusive a revisão de cláusulas contratuais, sem restrição de cognição. b) A execução de título extrajudicial é um processo autônomo, com finalidade satisfativa, e os embargos do executado não suspendem automaticamente o curso da execução. c) A matéria alegada nos embargos à execução deve se limitar às hipóteses taxativas previstas em lei, não sendo possível discutir questões de direito material que demandem ampla dilação probatória. d) A distinção entre processo de conhecimento e processo de execução é meramente formal, sendo que ambos visam à resolução de conflitos e à pacificação social. e) O processo de conhecimento e o processo de execução são fases distintas do procedimento comum, e a oposição de embargos à execução não altera a natureza satisfativa do processo executivo. 6. Em um processo judicial, após a apresentação da contestação pelo réu, o juiz, verificando a ausência de litígios sobre os fatos e a necessidade de produção de prova pericial para dirimir uma questão técnica, profere uma decisão. Nessa decisão, o juiz: (i) delimita as questões de fato sobre as quais recairá a prova; (ii) define a distribuição do ônus da prova; e (iii) designa perito judicialpara a realização da perícia. De acordo com o Código de Processo Civil, qual a natureza e o momento processual dessa decisão? a) Trata-se de uma decisão interlocutória saneadora, proferida na fase de saneamento e organização do processo, com caráter de estabilidade. b) É uma sentença terminativa, pois encerra a fase de instrução processual, permitindo a imediata interposição de recurso de apelação. c) Configura um despacho de mero expediente, pois visa apenas dar andamento ao processo, não produzindo efeitos preclusivos. d) É uma decisão monocrática do relator, proferida em sede recursal, que visa acelerar o julgamento do mérito. e) Consiste em um ato meramente ordinatório da secretaria, que prepara o processo para a próxima fase, sem necessidade de homologação judicial. 7. Em uma ação de alimentos, o autor, menor impúbere, representado por sua genitora, ajuíza a demanda em face do genitor, requerendo a fixação de pensão alimentícia. Durante a instrução processual, as partes são intimadas para especificar as provas que pretendem produzir. O genitor, por sua vez, requer a produção de prova oral, consistente em depoimento pessoal da genitora, para comprovar sua real capacidade financeira. A genitora se recusa a depor, alegando a desnecessidade da prova. Diante da situação, assinale a alternativa correta sobre as provas no processo civil: a) O depoimento pessoal é um meio de prova que visa à confissão da parte, sendo a recusa em depor considerada confissão ficta, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados pela parte que a requereu. b) A recusa em depor, por si só, não acarreta a confissão ficta, devendo o juiz analisar o conjunto probatório e as demais circunstâncias do caso para formar sua convicção. c) A prova oral, incluindo o depoimento pessoal, é facultativa no processo civil, não sendo obrigatória a sua produção, mesmo que requerida por uma das partes. d) Em ações de alimentos, o interesse do menor impúbere prevalece, de modo que a recusa da genitora em depor não pode ser interpretada em prejuízo do alimentando. e) A prova pericial seria o meio mais adequado para comprovar a capacidade financeira do genitor, uma vez que envolve questões contábeis e fiscais. 8. Uma ação de execução de título extrajudicial é ajuizada com base em um contrato de mútuo bancário. O executado é regularmente citado e, em vez de opor embargos à execução, apresenta uma petição simples alegando a nulidade da cláusula de juros remuneratórios por abusividade. O juiz, ao analisar a petição, entende que a matéria alegada não pode ser conhecida dessa forma e indefere o pedido. À luz do Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta: a) A nulidade de cláusulas contratuais abusivas, em sede de execução de título extrajudicial, pode ser alegada por simples petição, por se tratar de matéria de ordem pública. b) A oposição de embargos à execução é o meio processual adequado para o executado alegar qualquer matéria de defesa, incluindo a nulidade de cláusulas contratuais. c) O princípio da primazia do mérito autoriza o juiz a conhecer da matéria alegada pelo executado, mesmo que por petição simples, adaptando o procedimento para garantir a ampla defesa. d) A alegação de nulidade de cláusulas contratuais em execução de título extrajudicial exige a propositura de ação autônoma de revisão contratual, pois não se admite cognição exauriente na execução. e) A execução de título extrajudicial é um processo autônomo e não admite a discussão de questões relativas à validade ou eficácia do título, que devem ser discutidas em processo de conhecimento. 9. Em uma ação de reintegração de posse, o autor alega esbulho praticado pelo réu e requer a concessão de liminar para ser reintegrado na posse do imóvel. O juiz, antes de analisar o pedido liminar, designa audiência de justificação prévia, na qual as partes são intimadas a produzir prova testemunhal. Após a audiência e a oitiva das testemunhas, o juiz defere a liminar. Diante do caso concreto e do funcionamento da audiência de instrução e julgamento, assinale a alternativa correta: a) A audiência de justificação prévia é uma etapa obrigatória em todas as ações possessórias, independentemente da demonstração de risco de dano irreparável ou de difícil reparação. b) A prova testemunhal produzida em audiência de justificação prévia tem caráter meramente informativo para o juiz, não vinculando sua decisão quanto à concessão da liminar. c) A audiência de instrução e julgamento é o momento processual adequado para a produção de todas as provas orais, incluindo o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas. d) A designação de audiência de justificação prévia demonstra a preocupação do juiz em assegurar o contraditório e a ampla defesa, antes de decidir sobre a medida liminar. e) A liminar em ações possessórias deve ser deferida de plano, com base na narrativa da petição inicial, sendo desnecessária a produção de prova em audiência preliminar. 10. Em um processo judicial, após a apresentação da contestação pelo réu, o autor, em sua réplica, informa que descobriu um novo documento que comprova suas alegações e requer sua juntada aos autos. O réu se opõe à juntada, alegando que o documento deveria ter sido apresentado com a petição inicial, conforme o princípio da concentração da defesa. Considerando as regras de produção da prova documental, assinale a alternativa correta: a) O documento novo pode ser juntado a qualquer tempo no processo, desde que seja relevante para a solução da lide e que a parte comprove a impossibilidade de apresentá-lo anteriormente. b) A juntada de documentos novos após a petição inicial e a contestação é vedada, em respeito ao princípio da estabilização da demanda e da preclusão. c) A apresentação de documentos novos depende da concordância da parte contrária, sob pena de violação do princípio do contraditório e da ampla defesa. d) Documentos novos podem ser juntados apenas se se referirem a fatos supervenientes ou se tornarem conhecidos, acessíveis ou disponíveis após as fases de postulação. e) A juntada de documento novo, mesmo que com a oposição da parte contrária, é uma faculdade do juiz, que deve avaliar a necessidade da prova para o deslinde do feito. 11. Em uma ação de divórcio litigioso, o autor, em sua petição inicial, alega a separação de fato do casal por mais de dois anos. O réu, em sua contestação, impugna a data da separação, afirmando que o casal ainda coabitava até poucos meses antes da propositura da ação. Para dirimir a controvérsia fática, o juiz determina a produção de prova testemunhal. Após a oitiva das testemunhas, verifica-se que as provas são contraditórias, gerando dúvida no juízo quanto à data da separação de fato. Diante desse cenário e do ônus da prova, assinale a alternativa correta: a) O ônus da prova, em ações de divórcio, recai sempre sobre o cônjuge que alega a separação de fato, independentemente da controvérsia gerada. b) Em caso de provas contraditórias, o juiz deve proferir sentença de improcedência do pedido, pois a dúvida impede o acolhimento da pretensão do autor. c) O ônus da prova de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor incumbe ao réu, de modo que a dúvida recai sobre a alegação do réu. d) O juiz pode, em casos de prova contraditória, determinar a produção de outras provas, como o depoimento pessoal das partes, para tentar esclarecer os fatos. e) A dúvida quanto à data da separação de fato é irrelevante, pois o divórcio pode ser decretado independentemente de prazo de separação. 12. Uma empresa é demandada em juízo por um ex-funcionário em uma ação trabalhista, na qual este alega ter sofrido assédio moral e requer indenização. Durante a fase de conhecimento, a empresa, para comprovar a inexistência do assédio, requer a produção de ata notarial que registre o conteúdo de conversas em aplicativo de mensagens entre o ex-funcionário ecolegas de trabalho, obtidas legalmente. A parte contrária se opõe à prova, alegando que a ata notarial não é um meio de prova válido no processo trabalhista. Considerando as espécies de prova e a sistemática processual, assinale a alternativa correta: a) A ata notarial é um meio de prova atípico, cuja admissibilidade depende da expressa previsão legal e da concordância das partes envolvidas no processo. b) A ata notarial é um documento público, lavrado por tabelião, que goza de fé pública e, portanto, é plenamente admissível como meio de prova em qualquer processo judicial, inclusive no trabalhista. c) A prova em questão é ilícita, pois a obtenção de conversas em aplicativo de mensagens, mesmo que legalmente, viola o direito à privacidade e à intimidade do ex-funcionário. d) A admissibilidade da ata notarial como prova é condicionada à ausência de outros meios de prova mais adequados para a comprovação do assédio moral. e) A validade da ata notarial como prova no processo trabalhista depende da análise do caso concreto pelo juiz, que avaliará sua relevância e pertinência para a elucidação dos fatos. 13. Em uma ação de cobrança, após a citação e a apresentação da contestação pelo réu, o juiz, em despacho saneador, delimita as questões de fato sobre as quais recairá a prova e defere a produção de prova testemunhal e documental. Em seguida, designa audiência de instrução e julgamento. No dia da audiência, uma das testemunhas arroladas pelo autor não comparece, e o autor, sem apresentar justificativa, requer a redesignação da audiência. O réu se opõe, alegando que a ausência injustificada da testemunha implica preclusão da prova. À luz do funcionamento da audiência de instrução e julgamento, assinale a alternativa correta: a) A ausência injustificada de testemunha arrolada por uma das partes implica a preclusão da produção daquela prova, não sendo possível a redesignação da audiência para sua oitiva. b) O juiz, em prestígio ao princípio da busca da verdade real, pode determinar a condução coercitiva da testemunha ausente, mesmo sem justificativa, para garantir a produção da prova. c) A redesignação da audiência de instrução e julgamento, em caso de ausência de testemunha, é uma faculdade do juiz, que deve ponderar a importância da prova para o deslinde do feito. d) A parte que arrolou a testemunha tem o dever de comprovar a impossibilidade de seu comparecimento, sob pena de perda da prova e prosseguimento do processo. e) A ausência de uma testemunha não impede a realização da audiência, devendo ser ouvidas as demais provas e, se for o caso, o processo prosseguir para julgamento. 14. Em uma ação de cumprimento de sentença, o exequente requer o levantamento de valores depositados em conta judicial, correspondentes ao principal da dívida. O executado, por sua vez, peticiona nos autos, solicitando que seja realizada perícia contábil para apurar o valor correto da correção monetária e dos juros, alegando que os cálculos apresentados pelo exequente estão incorretos. Diante desse cenário e do julgamento conforme o estado do processo, assinale a alternativa correta: a) A realização de perícia contábil em fase de cumprimento de sentença é inviável, pois a cognição nessa fase é limitada ao cálculo do valor devido, não se admitindo nova instrução probatória. b) O julgamento conforme o estado do processo na fase de cumprimento de sentença se limita à homologação dos cálculos apresentados pelas partes, sem possibilidade de produção de novas provas. c) A impugnação ao cumprimento de sentença, por excesso de execução, permite a produção de prova pericial contábil para aferir a correção dos cálculos, desde que a matéria não tenha sido objeto de discussão na fase de conhecimento. d) A necessidade de perícia contábil para apurar o valor da dívida em cumprimento de sentença demonstra que a fase de conhecimento não foi concluída adequadamente, devendo o processo retornar para a instrução. e) O juiz, em cumprimento de sentença, deve homologar os cálculos apresentados pelo exequente, presumindo-se sua correção, salvo se houver manifesta irregularidade. 15. Em uma ação de reintegração de posse, o autor, após ajuizar a demanda, percebe que não incluiu no polo passivo todos os ocupantes do imóvel, que configuram litisconsórcio passivo necessário. Diante dessa situação, o autor requer a emenda da petição inicial para incluir os demais litisconsortes. O juiz, ao analisar o pedido, defere a emenda. Considerando os requisitos da petição inicial e as providências preliminares, assinale a alternativa correta: a) A emenda da petição inicial é sempre facultativa para o autor, podendo ele optar por desistir da ação e ajuizar uma nova, caso não queira emendar. b) O juiz deve indeferir a petição inicial se o autor não incluir todos os litisconsortes necessários no polo passivo, pois se trata de vício insanável. c) A emenda da petição inicial para inclusão de litisconsortes necessários é uma providência preliminar que visa sanar vícios do processo, garantindo a regularidade da relação processual. d) A inclusão de novos litisconsortes após a citação do réu inicial não é permitida, em respeito ao princípio da estabilização da demanda, devendo o autor propor nova ação. e) A emenda da petição inicial, para fins de litisconsórcio necessário, é cabível apenas antes da citação do réu, pois, após a formação da relação processual, qualquer alteração depende da concordância da parte contrária. 16. Uma empresa, por meio de sua advogada, ajuíza uma ação de obrigação de fazer cumulada com indenização por perdas e danos. Na petição inicial, a advogada qualifica a parte autora de forma incompleta, omitindo o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e o endereço completo da sede. O juiz, ao receber a inicial, profere despacho determinando a emenda da petição inicial para que a autora regularize sua qualificação. Caso a empresa não cumpra a determinação judicial no prazo estabelecido, assinale a consequência jurídica correta: a) O processo será extinto sem resolução do mérito, por inépcia da petição inicial, visto que a qualificação incompleta impede a correta identificação da parte. b) A petição inicial será indeferida, e o processo será extinto sem resolução do mérito, em razão da não observância de requisito essencial da petição inicial. c) O juiz poderá, de ofício, diligenciar para obter as informações faltantes, em prestígio ao princípio da instrumentalidade das formas e da primazia do mérito. d) O processo será suspenso até que a parte autora regularize sua qualificação, sem prejuízo de aplicação de multa diária por descumprimento de ordem judicial. e) A revelia será decretada em desfavor da parte autora, impedindo-a de praticar quaisquer atos processuais futuros até a regularização da petição inicial. 17. Em uma ação de reparação de danos decorrentes de acidente de trânsito, o réu, ao ser citado, não comparece à audiência de conciliação ou mediação designada, e tampouco apresenta contestação. O autor, então, requer a decretação da revelia e o julgamento antecipado do mérito. O juiz, no entanto, antes de proferir qualquer decisão, determina a produção de prova pericial para aferir a extensão dos danos e o nexo de causalidade. Considerando os efeitos da revelia e o julgamento conforme o estado do processo, assinale a alternativa correta: a) A ausência de contestação e o não comparecimento à audiência de conciliação implicam a revelia e a presunção absoluta de veracidade dos fatos alegados pelo autor, tornando desnecessária a produção de provas. b) A revelia, embora presuma a veracidade dos fatos alegados pelo autor, não impede o juiz de determinar a produção de provas que entender necessárias para a elucidação da controvérsia, especialmente se a matéria não for unicamente de direito. c) O julgamento antecipado do mérito é obrigatório em caso de revelia, salvo sehouver a necessidade de produção de prova documental, que pode ser requerida pelo juiz de ofício. d) O não comparecimento à audiência de conciliação ou mediação, por si só, não gera a revelia, sendo a ausência de contestação o único fator determinante para sua decretação. e) A revelia impede o réu de produzir provas no processo, mesmo que se trate de prova documental ou pericial, pois ele perdeu o direito de se manifestar em tempo hábil. 18. Uma ação de despejo por falta de pagamento é ajuizada pelo locador em face do locatário. O locatário, em sua contestação, além de alegar o pagamento do aluguel, também apresenta reconvenção, pleiteando indenização por benfeitorias realizadas no imóvel. O locador, em sua resposta à reconvenção, impugna a alegação de benfeitorias, afirmando que o contrato proíbe expressamente qualquer indenização por melhorias. Diante desse cenário e do instituto da reconvenção, assinale a alternativa correta: a) A reconvenção é uma ação autônoma proposta pelo réu contra o autor no mesmo processo, que deve ter conexão com a ação principal ou com o fundamento da defesa. b) A reconvenção somente é cabível em ações de natureza possessória, sendo vedada em ações de despejo, por sua natureza específica. c) A apresentação da reconvenção suspende o curso da ação principal, aguardando-se a resolução da reconvenção para o prosseguimento do feito. d) O réu reconvinte, ao apresentar reconvenção, deve recolher as custas processuais correspondentes a uma nova ação, pois se trata de demanda autônoma. e) A reconvenção tem como principal objetivo a compensação de débitos entre as partes, não se admitindo outros pedidos que não sejam de natureza pecuniária. 19. Em um processo judicial, após a fase postulatória, o juiz, ao analisar o conjunto probatório já produzido e as alegações das partes, verifica que a causa se encontra madura para julgamento, não havendo necessidade de produção de outras provas. Diante dessa constatação, o juiz profere sentença, julgando o mérito da causa de forma antecipada. À luz do Código de Processo Civil e do julgamento conforme o estado do processo, assinale a alternativa correta: a) O julgamento antecipado do mérito é uma faculdade do juiz, que pode decidir se a matéria é unicamente de direito ou se os fatos já estão comprovados, independentemente de concordância das partes. b) O julgamento antecipado do mérito é cabível apenas se as partes concordarem expressamente com a dispensa da fase instrutória, em respeito ao princípio do contraditório. c) O juiz não pode proferir julgamento antecipado do mérito se houver pedido de produção de prova por uma das partes, pois a instrução é direito subjetivo das partes. d) O julgamento antecipado do mérito somente é possível quando a matéria for unicamente de direito, não se admitindo a dispensa de provas em causas que envolvam fatos. e) A sentença proferida em julgamento antecipado do mérito é passível de recurso de agravo de instrumento, por se tratar de decisão interlocutória que põe fim à fase de conhecimento. 20. Uma parte ajuíza uma ação buscando a anulação de um contrato sob a alegação de vício de consentimento. Durante a fase de instrução, o juiz, de ofício, determina a realização de prova pericial grafotécnica, mesmo sem requerimento das partes, para verificar a autenticidade das assinaturas no contrato. Uma das partes se opõe à perícia, alegando que não requereu tal prova e que a determinação judicial ofende o princípio dispositivo, que atribui às partes a iniciativa da prova. Com base nas disposições gerais sobre prova e nos princípios processuais, assinale a alternativa correta: a) A iniciativa da prova é exclusiva das partes, sendo vedado ao juiz determinar a produção de provas de ofício, sob pena de violação do princípio dispositivo e imparcialidade. b) O juiz, como destinatário da prova, pode determinar a produção de provas de ofício para formar sua convicção, desde que fundamentada a necessidade e observado o contraditório. c) A prova pericial é sempre de iniciativa das partes, cabendo a elas arcar com os custos e indicar os assistentes técnicos, não podendo o juiz interferir nessa prerrogativa. d) A determinação de produção de prova de ofício pelo juiz somente é possível em causas que envolvam direitos indisponíveis, em que o interesse público prevalece sobre o privado. e) A prova pericial grafotécnica, por sua natureza técnica, é imprescindível em casos de alegação de vício de consentimento, sendo sua produção obrigatória, independentemente de requerimento das partes. 21. Em um processo judicial, o autor busca a condenação do réu ao pagamento de indenização por danos materiais. Durante a audiência de instrução e julgamento, o juiz interroga o autor sobre os fatos da causa, e este, em seu depoimento pessoal, acaba por confessar que o valor pleiteado é superior ao efetivamente devido. Diante dessa situação, assinale a alternativa correta sobre a prova no processo civil: a) A confissão, em regra, faz prova contra o confitente, sendo que a confissão real é irrevogável e não pode ser desconsiderada pelo juiz, ainda que existam outras provas em sentido contrário. b) O depoimento pessoal é um meio de prova que visa exclusivamente à elucidação dos fatos da causa, não podendo ser utilizado para fins de confissão da parte. c) A confissão ocorrida em depoimento pessoal pode ser retratada pela parte a qualquer tempo, desde que demonstrado erro de fato ou coação. d) O juiz não está adstrito à confissão da parte, devendo analisar o conjunto probatório como um todo, aplicando o princípio da livre apreciação das provas. e) A confissão, para ter validade, deve ser expressa e formal, não sendo admitida a confissão tácita ou ficta, especialmente em depoimento pessoal. 22. Em um processo de conhecimento, o autor, após a apresentação da contestação pelo réu, percebe que a petição inicial contém um erro material na indicação do número da conta bancária para depósito da quantia pleiteada. Para corrigir tal erro, o autor requer a emenda da petição inicial, sem alterar o pedido ou a causa de pedir. O réu se opõe à emenda, alegando que a petição inicial é um ato preclusivo e que qualquer alteração após a citação é vedada. Considerando as providências preliminares e a emenda da petição inicial, assinale a alternativa correta: a) A emenda da petição inicial para correção de erro material é sempre permitida, mesmo após a citação e a contestação, pois não acarreta alteração do mérito da demanda. b) A emenda da petição inicial, após a citação do réu, depende da concordância expressa da parte contrária, sob pena de violação do princípio da estabilização da demanda. c) O juiz pode, de ofício, determinar a correção de erro material na petição inicial, independentemente de requerimento das partes, em prestígio ao princípio da economia processual. d) A petição inicial, uma vez apresentada, é imutável, e qualquer erro, mesmo que material, deve ser corrigido por meio de nova ação, com a desistência da anterior. e) A correção de erro material na petição inicial é uma medida que visa sanar vícios processuais, e sua negativa pelo juiz pode gerar nulidade do processo por cerceamento de defesa. 23. Em uma ação de reconhecimento e dissolução de união estável, o autor busca a partilha de bens adquiridos durante a convivência. Para comprovar a existência e a data de aquisição de determinados bens, o autor requer a exibição de documentos que estão em poder do réu, tais como extratos bancários e notas fiscais. O réu se recusa a exibir os documentos, alegando que são de sua propriedade e que a exibição viola seu direito à intimidade. Diante do caso concreto e da exibição de documento ou coisa como meio de prova, assinale a alternativa correta: a) A exibição de documento ou coisa é um meio de prova compulsório, e a recusa injustificada da parte em exibi-los pode gerar a presunção de veracidade dosfatos que a parte que requereu a exibição pretendia provar. b) A recusa em exibir documentos, por si só, não acarreta nenhuma consequência jurídica, devendo a parte que requereu a prova buscar outros meios para comprovar suas alegações. c) A exibição de documentos ou coisas em poder da parte contrária é sempre facultativa, em respeito ao princípio da autonomia da vontade e à proteção da propriedade privada. d) O juiz pode determinar a exibição de documentos de ofício, mesmo sem requerimento da parte, se entender que são essenciais para a elucidação dos fatos da causa. e) A exibição de documentos bancários e fiscais é vedada, em respeito ao sigilo bancário e fiscal, salvo se houver expressa autorização judicial em processo criminal. 24. Em um processo judicial, após a audiência de instrução e julgamento e a apresentação das alegações finais, o juiz, antes de proferir sentença, percebe que não houve a citação de um litisconsorte passivo necessário. Diante dessa constatação, o juiz, de ofício, determina a citação do litisconsorte e a reabertura da fase instrutória, concedendo prazo para que ele apresente contestação e produza provas. Assinale a alternativa correta quanto à atitude do juiz: a) A atitude do juiz é correta, pois a ausência de citação de litisconsorte passivo necessário gera nulidade absoluta do processo, que pode ser conhecida de ofício em qualquer fase. b) O juiz não poderia ter determinado a citação do litisconsorte após a fase de alegações finais, pois o processo já estava pronto para ser julgado, e a medida viola o princípio da celeridade. c) A ausência de citação de litisconsorte passivo necessário é um vício sanável, mas depende da arguição da parte, não podendo o juiz reconhecê-lo de ofício após o saneamento do processo. d) A reabertura da fase instrutória para a citação de litisconsorte necessário viola o princípio da preclusão e da segurança jurídica, pois as partes já haviam concluído a produção de provas. e) O juiz deveria ter proferido sentença de extinção do processo sem resolução do mérito, por ausência de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, evitando a reabertura da fase instrutória. 25. Uma ação de indenização por erro médico é ajuizada contra um hospital e um médico. Durante a instrução processual, o juiz determina a realização de perícia médica para apurar a existência do erro e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. O laudo pericial, embora conclusivo, não é totalmente claro em alguns pontos, e as partes, em suas manifestações, divergem quanto à interpretação de certas conclusões do perito. Diante disso, o juiz designa audiência para oitiva do perito e dos assistentes técnicos, para que prestem esclarecimentos. Considerando o papel do juiz e a prova pericial, assinale a alternativa correta: a) O juiz não está adstrito ao laudo pericial, podendo formar sua convicção com base em outras provas, mas a oitiva do perito para esclarecimentos é facultativa e depende de requerimento das partes. b) A oitiva do perito em audiência para esclarecimentos é uma medida que visa complementar a prova pericial, especialmente quando o laudo não é suficientemente claro, e é uma faculdade do juiz. c) O juiz não pode determinar a oitiva do perito após a entrega do laudo, pois a prova pericial se encerra com a sua apresentação, e quaisquer dúvidas devem ser dirimidas por meio de nova perícia. d) A oitiva do perito e dos assistentes técnicos em audiência é obrigatória sempre que houver divergência das partes quanto às conclusões do laudo pericial, garantindo o contraditório. e) O perito é auxiliar do juízo e suas conclusões são vinculantes para o juiz, de modo que a oitiva para esclarecimentos é desnecessária se o laudo já foi apresentado.