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JORGE FROTA PROFESSOR João Pedro, destacado aluno do último semestre do curso de Direito, logrou êxito no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, sendo então convidado a integrar, assim que formado, uma renomada sociedade de advogados da sua cidade. Apesar de ter ficado honrado com o convite, João Pedro está em dúvida, pois em seus estudos para o Exame da OAB verificou ser possível constituir sociedade unipessoal de advocacia, opção que lhe pareceu mais atrativa. Considerando o enunciado, assinale a afirmativa correta: A) A sociedade unipessoal de advocacia de João Pedro poderá ter como sede, filial ou local de trabalho, um espaço de uso individual ou compartilhado com outros escritórios de advocacia ou empresas, desde que respeitadas as hipóteses de sigilo previstas na legislação. B) João Pedro poderá integrar a sociedade de advogados e, simultaneamente, constituir uma sociedade unipessoal de advocacia, ambas com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. C) João Pedro poderá escolher livremente a denominação da sociedade unipessoal de advocacia que vier a constituir, desde que complemente com a expressão “Sociedade Individual de Advocacia”. D) A sociedade unipessoal de advocacia de João Pedro adquirirá personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Federal da OAB. LETRA “A” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 15, §12° DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. (Redação dada pela Lei nº 13.247, de 2016) § 1º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. (Redação dada pela Lei nº 13.247, de 2016) § 2º Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o Código de Ética e Disciplina, no que couber. (Redação dada pela Lei nº 13.247, de 2016) § 3º As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a sociedade de que façam parte. § 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. (Redação dada pela Lei nº 13.247, de 2016) § 5º O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar. (Redação dada pela Lei nº 13.247, de 2016) § 6º Os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não podem representar em juízo clientes de interesses opostos. § 7º A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração. (Incluído pela Lei nº 13.247, de 2016) § 8º Nas sociedades de advogados, a escolha do sócio-administrador poderá recair sobre advogado que atue como servidor da administração direta, indireta e fundacional, desde que não esteja sujeito ao regime de dedicação exclusiva, não lhe sendo aplicável o disposto no inciso X do caput do art. 117 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, no que se refere à sociedade de advogados. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) § 9º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia deverão recolher seus tributos sobre a parcela da receita que efetivamente lhes couber, com a exclusão da receita que for transferida a outros advogados ou a sociedades que atuem em forma de parceria para o atendimento do cliente. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) § 10. Cabem ao Conselho Federal da OAB a fiscalização, o acompanhamento e a definição de parâmetros e diretrizes da relação jurídica mantida entre advogados e sociedades de advogados ou entre escritório de advogados sócios e advogado associado, inclusive no que se refere ao cumprimento dos requisitos norteadores da associação sem vínculo empregatício autorizada expressamente neste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) § 11. Não será admitida a averbação do contrato de associação que contenha, em conjunto, os elementos caracterizadores de relação de emprego previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) § 12. A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia podem ter como sede, filial ou local de trabalho espaço de uso individual ou compartilhado com outros escritórios de advocacia ou empresas, desde que respeitadas as hipóteses de sigilo previstas nesta Lei e no Código de Ética e Disciplina. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) A análise da situação de João Pedro, um aluno prestes a se formar em Direito e que obteve aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nos leva a considerar as implicações legais e éticas relacionadas à constituição de uma sociedade unipessoal de advocacia em comparação com a possibilidade de integrar uma sociedade de advogados. Contexto Legal. A legislação pertinente à advocacia no Brasil é regida pela Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que estabelece o Estatuto da Advocacia e da OAB. Essa lei foi modificada pela Lei nº 13.247, de 2016, que trouxe importantes alterações no que diz respeito à constituição de sociedades de advogados e sociedades unipessoais de advocacia. Análise das Alternativas Alternativa A. Esta afirmativa está correta. O Art. 15, § 12 da Lei nº 8.906/94 permite que a sociedade unipessoal de advocacia tenha como sede, filial ou local de trabalho um espaço de uso individual ou compartilhado com outros escritórios ou empresas, desde que sejam respeitadas as normas de sigilo. Essa disposição é crucial, pois promove a flexibilidade na estruturação do escritório, favorecendo o compartilhamento de espaços enquanto se mantém a confidencialidade das informações. Alternativa B. Esta afirmativa é incorreta. O mesmo Art. 15, § 8º da lei proíbe que um advogado integre simultaneamente uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. Portanto, João Pedro não poderá estar vinculado a ambas as estruturas ao mesmo tempo. Alternativa C. Esta afirmativa também é incorreta. O nome da sociedade unipessoal de advocacia deve obrigatoriamente incluir o nome do titular seguido da expressão “Sociedade Individual de Advocacia”, conforme estipulado no Art. 16 da Lei nº 8.906/94. A liberdade para escolher a denominação é limitada por essa exigência, que visa assegurar a identificação clara da natureza da sociedade. Alternativa D. Esta alternativa está incorreta. A aquisição da personalidade jurídica da sociedade unipessoal de advocacia se dá com o registro dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB, e não no Conselho Federal, como sugere a afirmativa. O Art. 15, § 1º esclarece que tanto a sociedade de advogados quanto a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade jurídica com o registro no Conselho Seccional. Conclusão. Portanto, a análise das alternativas revela que a alternativa A é a única correta, pois respeita as disposições legais que regulamentam a constituição e o funcionamento das sociedades de advogados e sociedades unipessoais de advocacia. Para João Pedro, a escolha entre integrar uma sociedade de advogados ou constituir uma sociedade unipessoal deve considerar não apenas as possibilidades legais, mas também suas preferências pessoais e profissionais, levando em conta as limitações e responsabilidades que cadaopção envolve. image1.PNG image2.PNG