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??🐤Micoses Sistêmicas🐦🐤
🦤🦜🦇
Características Gerais 
▪︎Disseminam pelo corpo
▪︎Podem atingir vários tecidos
▪︎Porta de Entrada: vias aéreas
▪︎Inalação de conídios em locais contaminados
▪︎Dimórficos, Saprófitas 
▪︎Dimórficos: formam leveduras ou filamentosos, dependendo da temperatura.
▪︎Na natureza são filamentosos. Ao atingir a porta de entrada principal por inalação, ela se direciona ao pulmão, sendo o primeiro orgão alvo. Já no pulmão com a temperatura de 35 a 36°C, com essa temperatura ele se modifica a morfológia se transformando em uma levedura.
▪︎Os problemas não começam imediatamente, o animal contrai, porém só fica mal mais pra frente, semanas ou meses depois.
▪︎Se instala primeiramente no pulmão
▪︎Animal com imunidade boa consegue controlar o fungo, se a imunidade estiver prejudicada além de se disseminar no pulmão, ele atinge outros tecidos. E nesse momento em que ela se torna sistêmica.
▪︎Para acontecer a forma sistêmica precisa passar pela parte respiratória
▪︎Doenças com tratamento prolongado, 3 a 6 meses no mínimo
▪︎Das micoses existentes as sistêmicas são as que mais tem probabilidade de levar o animal a óbito
Principais Micoses Sistêmicas no Brasil
●Criptococose
●Histoplasmose
●Coccidioidomicose
●Paracoccidioidomicose
▪︎Todas as citadas são zoonoses, ocorre nos animais e nos humanos.
CRIPTOCOCOSE
▪︎Também chamadas de Doença do Pombo e Torulose
▪︎Foi identificada por 2 pessoas diferentes, já que uma descobriu a forma filamentosa e a outra a forma levedura, por isso a ciência reconhece dois descobridores.
▪︎Tropismo por sistema nervoso central (forma grave da doença)
▪︎Fungo permanece no local por 2 anos
▪︎A associação com pombo se dá pelo crescimento da população de pombos daquela época para cá. Porém, os pombos não são as únicas aves que podem ser incriminadas.
Etiologia 🐦
▪︎Variedade gattii não tem no Brasil
▪︎Saprófita: filamentos, ninfas e conideos
▪︎Levedura: presença de cápsula, que protege ela contra o sistema imune, essa cápsula prejudica o sistema imune no combate ao fungo
▪︎Forma que atua causando a Patogênia é a Cryptococcus.
Fontes e Vias 🐦
▪︎Tem tropismo por locais com presença de aves
▪︎As fezes de aves tem alto teor de nitrogênio e creatinina, e essas substâncias acabam estimulando o criptococos a crescer
▪︎As fezes em excesso formam como se fossem um meio de cultura, com isso ele encontra esse ambiente e se prolifera
▪︎Também é encontrado em madeira em decomposição
▪︎Forma de contração: inalação. Inalação da poeira com a presença dos conideos
▪︎É raro, mas o animal também pode se infectar por feridas na pele, via cutânea.
▪︎Algumas variantes do criptococos podem entrar 
por inalação e cair pelo nervo olfativo direto pro cérebro.
(Corrigindo foto: CANÍDEOS e leveduras. Na parte riscada)
▪︎Caminho normal: entra pelo fucinho e vai para o pulmão
▪︎Caminho raro: entra pelo facinho pegar o nervo olfativo presente no fucinho e se direcionar para o cérebro, nesse caso o animal pode ter uma doença mais grave e mais rápida
Epidemiologia 🐦
●Diversas espécies acometidas
●O gato é o que mais vemos contraindo a doença, mais sensível a esse fungo. Por ter o hábito de se limpar lambendo, acaba contraindo por esse ato. Já que é um fungo que vive no ambiente, logo o animal se limpando pode ingerir ou inalar a poeira que está nele mesmo.
●Para doença se instalar a imunidade tem que estar baixa
Patogênia 🐦
●Penetração: inalação. Pulmão ou nervo olfatorial
●Quando o fungo vira levedura ele cria uma cápsula fúngica, essa cápsula deixa o fungo muito resistente
●Se não tratado o fungo cai na corrente sanguínea. Tendo como principal foco, depois do pulmão, o sistema nervoso central. Sendo nesse nível fatal.
Formas Clínicas 🐦
No total são 4 formas:
●Respiratória:
- Mais comum, atinge o pulmão e as vias aéreas
- Em gatos que são mais sensíveis ela causa: espirros, secreção nasal e dificuldade respiratória.
●Disseminada × Neurológica:
- Ao persistem sem controle, a infecção que está no pulmão, pode se alastrar através da corrente sanguínea. Além de atingir outros órgãos do corpo, também pode ocorrer lesão no sistema nervoso central. lesões graves com alto índice de morte
- O fungo tem tropismo pelas meninges, então tanto em humanos quanto em animais vai causar lesões graves no SNC.
●Cutânea:
- Atinge a face
- Normalmente cães e gatos
- Lesões com úlceras, que lembram esporotricose
- Muito confundido com esporo. Tratamento é o mesmo.
Diagnóstico 🐦
- Diagnóstico clínico: difícil pelos sintomas parecidos.
- Exame direto: passar o Swab nas lesões e observar a presença de levedura.
- A levedura dela é bem característico, com contorno duplo.
- Cultura com Ágar Níger: utilizamos a semente de Níger, ela possui nutrientes que estimulam esse fungo a crescer de forma mais rápida. Depois de uma semana, coramos e analisamos.
- Elisa sorológico: mais utilizado em humanos, por ser caro
Tratamento 🐦
▪︎Tratamento difícil, pela demora do diagnóstico
▪︎No mínimo 2 meses, vai depender da evolução
▪︎A droga usada normalmente é o Itraconazol. O Cetoconazol e Anfotericina B, também podem ser opções.
Medidas Profiláticas 🐦
- Redução do risco de infecção
- Ambientes contaminados com fezes de aves
- Higiene dos ambientes que animais circulam
- Reduzir presença de pombos.
HISTOPLASMOSE
- Também chamada de Doença das cavernas ou Doença de Darling.
- Tem o mesmo hábito de tropismo por fezes de aves.
- Além dos morcegos fazerem ninhos em cavernas onde já pode haver o fungo e suas fezes também servirem de cultivo para esse fungo.
- Porém o morcego quando tem contato acaba desenvolvendo a doença, mas no caso deles causa diarréia. Logo, quando infectado ele amplifica a disseminação do fungo, através das suas fezes.
- Esse fungo é muito relacionado a cavernas por serem fechadas e ter a presença de morcegos
- A infecção também ocorre por inalação de conídios.
- Normalmente sua gravidade está associada a imunossupressão, sendo assim considerada uma doença oportunista. Ou seja, aproveita a fragilidade do indivíduo.
- Acomete o sistema respiratório de cães e gatos
Etiologia 🦇
▪︎Dimórfico e Saprófita
▪︎Histoplasma capsulatum variedade capsulatum
Fontes e Vias 🦇
●Focos: locais com excretas de morcegos em aves
●Minas, bueiros, cavernas, forros, pontes, árvores ocas..
●Aves não sofrem infecção apenas são carregadoras do fungo (nas penas, e as fezes servem de criatorio)
●Já o morcego sofre a infecção por ingestão acidentalmente, e na microbiota dele o fungo desenvolve, causando um quadro de gastroenterite. Logo quando ele defeca suas fezes saí o fungo.
●Infecção por conídeos suspensos
●Em casos de infecção de outros animais ou 
humanos, um indivíduo não é capaz de transmitir para o outro. A única forma de contração é inalando o fungo no ambiente.
●Situações: houve um caso de grupo de bombeiros que fizeram treinamento em uma caverna, no ambiente e inalando o ar do local, alguns apresentaram sintomas depois. Foi descoberto que estavam com Histoplasmose
Epidemiologia 🦇
▪︎Ambiente: solos úmidos com fezes de aves e morcegos.
▪︎Hospedeiros susceptíveis: humanos, cães, gatos, equinos, bovinos e suínos.
▪︎Cosmopolita, ou seja, no mundo todo.
▪︎Infecção depende da carga fúngica e do comprometimento da imunidade do indivíduo.
Patogênia 🦇
●Inalação dos Microconídeos em ambientes contaminados
●Devido a temperatura corporal ocorre mudança, da 
forma filamentosa para forma de levedura
●Forma filamentosa: muito resistente, contém melanina, que cria uma camada protetora dificultando a fagocitação desses fungos pelas células imunológicas.
●Alvéolos pulmonares: levedura deveria ser fagocitada, porém essa cápsula resiste podendo causar uma Pneumonia Focal.
●Cápsula com melanina resiste: Pneumonia focal
●Pacientes imunossuprimidos acaba disseminando, espalhando por outros tecido.
Formas clínicas 🦇
▪︎Forma Respiratória (cães e gatos)
- Inespecificos: perda de peso, letargia, inapetência, febre
- Aumento dos linfonódos cervicais e axilares,dispneia e tosse.
-Lesões cutâneas na face, semelhante a outras micoses.
▪︎Forma Disseminada (cães e gatos)
- Fígado, baço, Médula Óssea e trato gastrointestinal 
- Anemia, hepato e esplenomegalia, e diarréia hemorrágica
- Sintomas neurológicos pode ocorrer
Obs: a forma disseminada ocorre em animais com baixa imunidade.
Diagnóstico 🦇
●Clínico difícil, por conta da semelhança de sintomas com outras doenças
●Meio de cultivo: semeia o fungo do animal, para analisar o dimorfismo fúngico.
- Uma placa semeamos a 25°C, que fará formação de conídios e outra a 37°C que veremos a presença de leveduras.
●Histopatologia a partir das lesões
●Imunodiagnóstico: ELISA
●Teste intradérmico: histoplasmina, injeta na derme da pessoa o antígeno do fungo, e 3 dias depois se estiver vermelho o local, significa que vc teve contato prévio.
Tratamento 🦇
▪︎Em casos brandos é apenas sintomático
▪︎ Casos graves: Pulmonar aguda e forma cutânea (Febre >3 semenas)
- Nesses casos devemos utilizar itraconazol ou Anfotericina B.
Medidas Profiláticas 🦇
- Limpeza de locais de foco
- Reduzir contato com locais de risco, com aglomerações de pombos, moscegos, entre outras aves.
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