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Leucose Aviaria
Doença infecciosa e neoplásica (tumores), que acomete aves, principalmente galinhas, e é causada por um retrovírus. 
Causa um grande impacto econômico por conta da queda na produção e qualidade dos ovos, redução na eficiência 
reprodutiva, aumento da mortalidade de aves → isso gera grandes prejuízos na avicultura comercial.
• Agente: vírus da leucose aviária (VLA), pertence à família Retroviridae, gênero Retroviros, tipo C Aviário
• Retrovírus envelopado: Envelope Pleomórfico (varia de forma), com Glicoproteínas responsáveis pela entrada do 
vírus na célula hóspede.
Subgrupos do vírus da VLA:
• A, B, C, D, E, J → Desses, E é endógeno (já está no genoma da ave), os outros são exógenos (transmitidos entre 
as aves). Cada subgrupo atinge diferentes tipos de células, levando a formas clínicas variadas da doença.
Tipos de Leucose 
• Leucose Linfoide → Tem origem nos Linfócitos B da bolsa cloacal, com subgrupos ALV-A e ALV-B envolvidos. 
Nesse, há formação de tumores em órgãos linfoides como fígado, baço, rim, e medula óssea. 
• Leucose Mieloide → Tem origem em células mieloides (linha branca da medula óssea), com subgrupo ALV-J 
envolvido. Há formação de tumores em tecidos hematopoiéticos e viscerais. 
Epidemiologia e Transmissão:
• Vertical (via ovo): A galinha infetada transmite o vírus pros filhotes dentro do ovo (eles já nascem infectados - 
viremia) e sem resposta imune eficaz. 
• Horizontal (de ave pra ave): Pelo contato direito (entre aves) ou indireto (ambiente contaminado, fezes, ração…).
• Importante! Para o ALV-J, o mecônio do pintinho é uma fonte de contaminação nas máquinas de eclosão.
A Prevalência vai variar conforme a granja e manejo.
• Aves de linhagem pesada (de corte), são mais suscetíveis que as leves (poedeiras). 
• Fêmeas são mais afetadas que machos.
Sinais Clínicos Visíveis → Crista pálida, inapetência, fraqueza, aumento do abdômen e manchas nas penas.
• LL: é lenta e progressiva, o vírus vai agir nos linfócitos B da Bolsa de Fabrício, esses vão se multiplicar e formar 
tumores em órgãos como fígado e baço, causando fraqueza, abdômen desatendido, cristã murcha.
• LM: o vírus ALV-J tem tropismo por células mieloides (linha branca do sangue), essas células se transformam 
em tumores e em ossos. Causa palidez, crescimento lento, paralisia, má formação óssea.
-
Diagnósticos - Testes utilizados!
• Elisa → Detecta antígenos virais no sangue. É útil, mas não identifica qual subgrupo do vírus está presente.
• PCR → Mais específica e sensível, detecta o material genética (RNA ou DNA) do vírus. Muito bom para 
identificar o ALV-J, que é mais agressivo. 
• Coleta de amostras para testes: Sangue (soro ou leucócitos), órgãos como fígado e baço.
Lesões Macroscópicas - Visíveis nos Órgãos
• LL: Nódulos tumorais redondas e acinzentados, podem ser difusos (espalhados) ou localizados. Ocorrem no 
fígado, baço, rins e intestino.
• LM: Aumento do fígado e baço, pontos brancos (tumores) na superfície dos órgãos, hipertrofia (aumento) dos 
lobos do fígado por infiltração linfóide. Na microscopia, mostra as células tumorais que substituem o tecido 
hepático normal.
NÃO EXISTE VACINA! Mas há Medidas de Controle:
• Eliminar aves infectadas (principalmente aves que transmitem vírus pelo voo - vertical).
• Biossegurança rígida, ou seja, higiene nas incubadoras, separação de lotes, controle de visitantes…
• Evitar o uso de reprodutores infectados.
• Implantar Programas de erradicação nas granjas, principalmente para o ALV-J, que causa mais dano.
enquanto
Doenca de Marek
Doença viral que afeta principalmente aves jovens, causada pelo Herpesvírus Aviário Tipo 2 (GaHV - 2). Esse vírus 
ataca os nervos, órgãos internos, pele e o sistema imunológico, podendo causar tumores e paralisia.
Transmissão:
• Aérea: as aves inalam poeira com vírus, eliminado por outras aves contaminadas.
• Folículos das penas: o vírus se replica ali e é eliminado constantemente.
• Contato direto ou indireto: o vírus permanece no ambiente por meses, contaminando outros animais.
Ciclo da doença:
1. Infeção Inicial (entrada) → O vírus entra pela inalação de poeira contaminada (penas de aves doentes), chega nos 
pulmões, começa a se replicar e entra no sistema linfático (sistema de defesa). O alvo inicial são as células da 
Bolsa de Fabrício, órgão importante do sistema imune das aves. 
2. Fase Citolítica precoce (destruição celular): O vírus destrói células imunológicas, principalmente:
• Linfócitos B → redução na produção de Anticorpos.
• Linfócitos T → prejudica defesa celular.
• Isso causa uma Imunossupressão, deixando a ave suscetível a infecções secundárias. 
3. O vírus se esconde dentro das células T, sem causar sintomas visíveis. Ele pode ficar inativo por um tempo, mas 
 permanece pronto pra se reativar quando a ave estiver estressada ou com o sistema imune fraco.
4. Fase de Transformação Neoplásica (tumores) → O vírus transforma os linfócitos T em células tumorais, que. 
 aparecem nos nervos periféricos (paralisia); fígado, baço, rins, bolsa de Fabrício, pulmões (tumores viscerais); 
 olhos (altera a cor da íris e cegueira); pele (nódulos e tumores visíveis nas penas e folículos).
• Paralisia Assimétrica: perna pra frente e outra pra trás “Esquiador”.
5. Excreção e Contaminação do ambiente → O vírus se replica nos folículos das penas e é eliminado continuamente. 
 Aves doentes se tornam portadores permanentes
Sinais Clínicos
• Paralisia assimétrica (afeta asas e pescoço tb); caquexia (emagrecimento severo) que dificulta a locomoção; 
marcha cambaleante (perda da coordenação motora); imunossupressão; alterações oculares (iris cinza ou 
irregular, cegueira); manifestações cutâneas (nódulos ou massas visíveis na pele e folículos). Forma visceral 
(comum e grave): hepatomegalia (aumento do fígado com nódulos/tumores).
&
Diagnóstico Clínico
• Idade das aves, entre 4 a 16 semanas;
• Alta mortalidade;
• Sinais neurológicos + emagrecimento + imunossupressão.
Diagnóstico Laboratorial 
• PCR → Detecta DNA do vírus;
• Histopatologia → Observa-se os linfomas T nos tecidos;
• Imunohistoquímica → Confirma a presença do vírus nos tumores.
Controle e Prevenção - NÃO EXISTE CURA!
• VACINA obrigatória no Brasil, feita no incubatório no primeiro dia de vida ou In Ovo (18° dia de incubação).
Há as vacinas → HVT (sorotipo 3) a mais comum no Brasil ou Rispens CVI 988, que é a mais eficaz (quando 
combinada com HVT). 
• A vacina não impede a infeção, mas reduz sintomas e mortalidade.
• Como Biossegurança, há a desinfecção rigorosa dos aviários, controle da poeira, troca frequente da cama, uso de 
aves vindas de granjas livres do vírus, evitar estresse por conta da imunossupressão.
• 20% de mortalidade em aves não vacinas, 60% de condenação de carcaças (com tumores)
Inoculacao em Ovos Embrionados
É uma técnica usada principalmente em virologia, onde vírus ou bactérias são introduzidos (inoculados) em ovos de 
galinha com embriões vivos. Isso serve para:
• Diagnóstico Virológico (vírus da Newcastle…), produção de vacinas, isolamento e cultivo de micro-
organismos, estudos de patogenicidade.
Materiais Necessários
• EPIs (Proteção Individual Obrigatória) → Jaleco descartável, máscara (pode ser cirúrgica), luvas estéreis, 
óculos de proteção.
Materiais Técnicos
• Ovos embrionados entre 9 e 12 dias de incubação, incubadora (37°), álcool 70% e iodo para desinfecção, 
perfurador estéril. 
Métodos de Inoculação
• Cada via de tem uma finalidade diferente:
LOCAL DE INOCULAÇÃO IDADE DO EMBRIÃO OBJETIVO
 Saco Vitelino 5 a 7 dias Cultivo de bactérias e alguns vírus 
 Cavidade Alantoide 9 a 12 dias Isolamento da New. C. e IA
 Cavidade Amniótica 9 a 12 diasProdução de vacina ativas
Protocolo Pártico dos ovos
• Escolher ovos viáveis → marcar a câmara de ar (parte mais larga do ovo) → desinfetar a casca (álcool e iodo) 
→ perfura a casca com perfurador estéril (na aula usamos agulha msm cinza ou roxa) e ter cuidado para não 
romper as membranas internas → injeta 0,1 a 0,2 mL da amostra no local indicado (na aula foi a alantoide com 
o azul de metileno) → aí leva pra incubação e mantém a 37°C, e umidade entre 55-60%, virando os ovos 
regulamente.
Após a Incubação, o embrião pode apresentar sinais que ajudam no diagnóstico:
• Morte do embrião até 24h: o inóculo pode
 ser muito patogênico.
• Membranas espessadas: sinal de infecção 
 bacteriana (micoplasma, salmonela…).
• Placas na membrana corioalantoide; suspeita 
 de infecção por Poxvírus.
~
S
Biossegurança e Descarte
• Trabalhar sempre em cabines de segurança biológica; uso obrigatório de todos os EPIs; ovos inoculados devem 
ser descartados com segurança por autoclavagem (esterilização com valor e pressão) ou incineração (destruição 
completa).
Pipped Embryo 
🐣
É o embrião que já rompeu a membrana interna do ovo e furou a casca na região da câmara de ar, ou seja, ele tentou 
nascer, mas não conseguiu sair do ovo completamente (não eclodiu).
Qual o problema disso? 
• Esse embrião estava quase pronto para nascer, então a morte dele indica que algo deu errado bem no final do 
processo, isso pode acontecer por conta de erros no manejo da incubação (umidade ou temperatura errada), 
doenças infecciosas, falta de oxigênio, problemas genéticos ou nutricionais.
Importância 
• Na avicultura, a gente trabalha com alta produção. Se muitos embriões morrem antes de eclodir, há prejuízos 
econômicos.
• Além disso, podemos identificar doenças que causam mortes embrionárias, permite corrigir o ambiente da 
incubadora, melhora o controle de qualidade na produção de vacinas ou pintinhos comerciais.
Análise Teórica 
• Ver se o embrião furou a casca, observar se ele estava bem posicionado, se o saca vitelino foi absorvido, se a 
membrana estava seca ou úmida.
Necropsia - Ovo que não eclodiu!
• Posição, ver se absorveu o saco vitelino (deve ser antes da eclosão), se há contaminação ou cor estranha nas 
membranas, estado da câmara de ar.
Exemplos de ACHADOS, significado e o que fazer
• Membrana Ressecada → Umidade baixa → Nesse caso, tem que aumentar a umidade na incubadora (60-65%).
• Embrião com cabeça mal posicionada → Ovo não foi virado direito → Precisa melhorar o sistema de viragem.
• Saco vitelino não absorvido → Deficiência nutricional → Precisa melhorar a alimentação das galinhas 
matrizes.
• Cor verde ou amarelo mas membranas → Contaminação bacteriana → Melhorar higiene e biossegurança.
Plano Nacional de Sanidade Agricola
Programa oficial do Brasil, coordenado pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), que tem como objetivo:
• Manter o status sanitário do país; prevenir e controlar doenças de notificação obrigatória; garantir 
biossegurança e rastreabilidade; facilitar o acesso ao mercado internacional, respeitando exigências sanitárias 
globais.
Doenças monitoradas pelo PNSA
• Influenza Aviária (IA); Doença de Newcastle (DNC); Salmoneloses; Micoplasmose aviária. Além disso, o 
programa pode monitorar outras doenças que podem ameaçar a avicultura.
Biossegurança obrigatória nas granjas
• Barreiras sanitárias – impedem a entrada de agentes infecciosos;
• Controle de trânsito – pessoas e veículos são monitorados;
• Desinfecção constante – de equipamentos, instalações e objetos;
• Controle de pragas – como aves silvestres e roedores.
Monitoramento e testagem
• Devem ser feitos testes regulares para Influenza Aviária, Newcastle e Salmoneloses. As granjas reprodutoras 
passam por monitoramento contínuo para detectar riscos ou surtos.
Notificação Obrigatória de Doenças
• Mortalidade >10% em até 72h + Sinais respiratórios, neurológicos ou digestivos + Queda na produção de ovos 
>10%.
A notificação é pelo sistema e-SISBRAVET (online), pessoalmente ou por telefone na Unidade Veterinária Local 
(UVL), precisando oferecer a localização da granja, número de aves afetadas, sinais clínicos observados e histórico 
de entrada/saída de aves. As granjas, incubadores e abatedouros devem ser resgistrados e certificados, para o MAPA 
realizar auditorias e inspeções periódicas. 
Em casos de surtos
• Sacrifício sanitário (elimina aves infectadas), restrição de trânsito e, áreas afetadas, vacinação obrigatória se 
aplicável a doença.
Importância 
• Garante que o país esteja 100% conforme com as normas sanitárias nacionais, além de ser um exportador de 
carne de frango e ovos confiável.
Quem executa o PNSA? MAPA (coordena e fiscaliza em nível nacional); órgãos estaduais (executam ações locais e 
estabelecimentos (granjas, incubatórios e frigoríficos).
Bronquite Infecciosa Aviaria 
Doença viral, aguda e altamente contagiosa, com grande impacto econômico na avicultura mundial, principalmente 
em frangos de corte e poedeiras.
• Agente: Avian Coronavirus (gênero Gammacoronavirus, família Coronaviridae, ordem Nidovirales).
• Classificação: Grupo 3 que afeta exclusivamente aves.
• Variabilidade: Apresenta diversos sorotipos e variantes, dificultando o controle vacinal.
• Alta capacidade de mutação: Devido à proteína M, o vírus realiza recombinações genéticas com frequência.
Sorotipos Vacinais: 
→ EUA: M41, Ma5
→ Holanda: H52, H120 (H de Humberto – nome do isolador do vírus)
→ Brasil: BR1, BR2
• As vacinas são obtidas por passagens sucessivas do vírus (ex: 120 vezes em ovos embrionados), gerando cepas 
atenuadas.
Patogenia
1. Infeção Inicialmente Entrada por aerossóis → vírus se instala no trato respiratório superior.
• Tropismo Celular: Primário - células epiteliais respiratórias; Secundário → células do oviduto (sistema 
reprodutivo) e dos rins (cepas nefropatogênicas).
2. Consequências: Destruição do epitélio ciliado → perda da barreira protetora → predisposição a infecções 
 secundárias; Ciliostase → paralisia dos cílios → acumplicio de bacteriana Lesões → Traqueíte, congestão 
 pulmonar, nefrite-nefrose, aerossaculite.
Impactos Zootécnicos
• Queda de desempenho produtivo (ganho de peso, conversão alimentar); mortalidade elevado; condenações no 
abatedouro; queda na postura e qualidade dos ovos (casca mole, rugosa ou ausência de casca); imunossupressão 
(predisposição a outras doenças).
Transmissão 
• Horizontal: Direta → aerossóis e gotículas respiratórias; Indireta → Fômites (roupas, equipamentos…).
Eliminação
• Secreções respiratórias e fezes.
Período de Incubação 
• 48 a 96 horas, podendo variar de 1 a 11 dias.
↑
S
3
Sinais Clínicos 
• Respiratórios → Espirros, tosse, ruídos respiratórios, secreção nasal serosa e mucoide, conjuntivite.
• Reprodutoras (poedeiras) → Ovos deformados, rugosos ou sem casca, albúmen aquoso, lesões no oviduto 
(magno e útero).
• Renais (cepas nefropatogênicas) → Diarreia, uranos excessivos, aumento no consumo de água, lesões de nefrite-
nefrose.
Diagnóstico 
• Sinais respiratórios + Histórico do lote.
• Laboratorial:
→ RT-PCRm Detecta RNA viral.
→ Isolamento viral: Em ovos embrionados. 
→ Sequenciamento: Define sorotipo pra escolha vacinal.
→ Sorologia: ELISA HI (inibição da hemaglutinação - detecta anticorpos).
Tratamento e Condutas de Suporte
• Manter termoneutralidade, hidratação, ventilação adequada, antibióticos para infecções secundárias, 
suplementação com imunoestimulantes (β-glucanas, vitaminas), aditivos na ração.
Prevenção - VACINA
• Vacinas vivas atenuadas: para imunidade precoce.
• Vacinas inativas: para proteção duradoura.
• Programas vacinais regionais, ajustados ao sorotipo predominante.
• Vacinação In Ovo pode reduzir eclosão dos embriões.
Biossegurança 
• Higienização rigorosa dos galpões e equipamentos.
• Barreiras sanitárias e controle de acesso.
• Ambiente: Ventilação, poeira e temperatura.
•Controle de estresse.
• Monitoramento sorológico periódico.
3
Aspergilose Aviaria 
Causada por fungos do gênero Aspergillus, principalmente Aspergillus fumigatus. É um patógeno oportunista, ou 
seja, afeta principalmente aves com imunidade baixa.
• Está presente em materiais orgânicos em decomposição, como cama de aviário contaminada, incubadoras mal 
higienizadas, ração mofada e ambiente com muita umidade e ventilação ruim.
• Pode afetar aves de todas as idades, mas é mais grave em pintinhos e aves imunodeprimidas.
Observação Importante: Diferente de doenças como Bronquite Infecciosa, a Aspergilose não é contagiosa entre aves. 
A transmissão é ambiental, por inalação de esporos no ar.
Patogenia
1. Inalação de esporos fúngicos no ambiente.
2. Colonização → Os espertos chegam ao trato respiratório inferior, onde germinam.
3. Formação de Granulomas → O fungo causa inflamação, formando lesões granulomatosas e necrose tecidual. 
Pode afetar: Pulmões, sacos aéreos, traqueia, Olhos (aspergidos ocular).
Transmissão - Não é contagiosa!
• Via de infecção: Inalação de esporos fúngicos no ar, cama úmida e suja, alimentos mofados, ovos contaminados, 
incubadoras sem higiene adequada.
Sinais Clínicos
• Forma Aguda (mais comum nos pintinhos): Alta mortalidade em poucos dias, com sintomas respiratórios 
intensos (dispneia, cianose, sonolência, crescimento retardado. Pode ocorrer surto em incubatórios mal 
higienizados.
• Forma Crônica (mais comum em aves adultas): Evolução mais lenta, com lesões granulomatosas no trato 
respiratório, comportamento ocular e nervoso, redução da produção de ovos. A ave fica magra e com penas 
arrepiadas. Aspergilose ocular, quando o fungo afeta os olhos e causa uveíte, cegueira, exsudato branco nos 
olhos. Acontece especialmente em aves expostas a altas cargas de esporos ou com contato direto com cama 
contaminada.
Diagnóstico 
• Exame clínico + Observação dos sinais clínicos + Ambiente + Histórico do lote.
Necropsia
• Lesões características: Granulomas branco-amarelados nos pulmões e nos sacos aéreos, espessamento da parede 
dos sacos aéreos (aerosaculite), presença de placas caseosas e áreas esverdeadas (fungo visível).
-
-
Exame Laboratorial
• Coleta de material das lesões (pulmão, saco aéreo) para o cultivo em meio específico.
• Crescimento de colônias de aspergillus spp. em placas de cultura.
Histopatologia 
• Análise microscópica do tecido lesionado, uso de colorações especiais, como Grocott (GMS) – realça as hifas 
fúngicas (filamentos pretos ramificados no tecido) e permite confirmar a presença do fungo no tecido afetado.
Tratamento
• O tratamento é difícil, pois o fungo forma lesões granulomatosas com baixa penetração de medicamentos. 
Porém, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico!
• Duração média de 3 a 5 semanas de tratamento contínuo
• Antifúngicos utilizados:
Tipo de Tratamento Fármacos Utilizados
Sistêmico (via oral ou injetável) Itraconazol, Voriconazol
Tópico/Neublização Clotrimazol, Terbinafina
Casos muito graves Anfotericina B (uso hospitalar e monitorado)
Infecção secundária Antibióticos como Trissulfim (se houver infecção bacteriana associada)
• Suporte ambiental (essencial): Baixa umidade (só usa esse.
• Swab: Cloacal e Traqueal → Bactérias e vírus.
• Fezes: Parasitas ou cultura bacteriana.
• Órgãos: Na necropsia → Pedaços em formol 10% e refrigerados.
Biosseguridade
• Controle de Acesso: Cercas, pedilúvios, troca de roupas, veículos…
• Monitoramento de tudo.
• Manejo sanitário, com limpeza e desinfecção constantes, controle de pragas…
Vacinas - Aplicação 
• Doença Newcastle, Pasteurelose, Hepatite Viral, Influenza.
• Subcutânea (nuca ou parte de trás do pescoço), Intramuscular (peito ou coxa), Ocular/Nasal (pingos nos olhos 
ou narina, usa mais em vacinas vivas que estimulam a imunidade mais rápido), Via água de beber (diluída, mas 
as aves precisam estar em jejum de água antes, pra elas beberem a quantidade correta).
Uso Correto de Antimicrobianos 
• Saber antes qual a doença certa, realizar Antibiograma e ver quais antibióticos são necessários pra bactéria 
isolada, além da dose, via e duração certa. Ambientes limpos, nutrição e manejo adequado… 
Períodos de Carência 
• É o tempo que deve passar entre o último uso de um medicamento e o consumo da carne, ovos ou produtos do 
animal. Isso garante que não haja resíduos de antibióticos, antiparasitários ou outros medicamentos nos 
alimentos que chegam até as pessoas.
• Pra Carne: Esperar de 7 a 14 dias após a última dose do antibiótico (tempo que a ave leva pra eliminar o 
medicamento).
• Pra ovos: Esperar de 3 a 7 dias após última dose.
·
&
Manejo Nutricional - 3 Fases
1. Filhotes: de 1 a 21 dias.
• Como eles são filhotes, precisam de desenvolver e crescer rápido, ent precisam de muita proteína!
Proteína | 20–22% | → Alta, para crescimento rápido.
Energia | 2900 kcal/kg | → Fornece força e disposição.
Cálcio | 0,65% | → Ajuda na formação dos ossos.
Fósforo | 0,40% | → Trabalha junto com o cálcio na estrutura óssea.
2. Crescimento: de 22 a 49 dias.
• Agora, que eles já cresceram bastante, não precisam de tanta proteína, mas sim de mais energia e gordura.
Proteína | 16–18% | → Menos que na fase de filhote.
Energia | 3000 kcal/kg | → Mais energia do que na fase anterior, porque começam a engordar e se fortalecer.
Cálcio | 0,60% | → Mantém os ossos fortes.
Fósforo | 0,35% | → Trabalha com o cálcio.
3. Terminação – acima de 50 dias (fase final antes do abate).
• O crescimento ósseo e muscular já esta completo, agora a prioridade é ganhar peso .
Proteína | 14–16% | → Bem menor, porque já não estão crescendo tanto.
Energia | 3100 kcal/kg | → Maior quantidade de energia, para aumentar peso.
Cálcio | 0,55% | → Só manutenção dos ossos.
Fósforo | 0,30% | → Manutenção também.