Prévia do material em texto
Visão Panorâmica da História da Igreja Visão Panorâmica da História da Igreja A Fé Cristã na História A história da igreja é um vínculo vital entre as raízes bíblicas da fé cristã e suas expressões contemporâneas. É a história do povo de Deus, recordada e repetida em suas muitas variações da perspectiva da fé. A Fé Cristã na História A história da igreja é uma história participativa. Não é apenas o estudo “objetivo” do passado cristão, mas sim a investigação do passado à luz da revelação de Deus em Jesus Cristo. O valor da história. Igreja na antiguidade clássica Roma O Império Romano abrangeu o período do século VIII a.C. ao século v d.C., representando o que talvez seja a cultura mais influente da história. Sua história começou em torno de 500 a.C., quando os etruscos foram expulsos. Estabeleceu-se um sistema republicano, cujo governo cabia ao senado romano. Com o fim do século II, encerrou-se a república romana, que foi substituída por um sistema de governo ditatorial, baseado na liderança de vários césares. Durante esse período, Cristo nasceu. As ruínas do Coliseu romano A Fé Cristã na História Roman Empire ÍNDICE Destruição de Jerusalém 70 d. C. Forçou o cristianismo se separar do judaísmo. Auxílio para o crescimento da igreja: pax romana, difusão do grego, sinagogas e o status do judaísmo. Autoridade: Catolicismo, hierarquia, ortodoxos, credos e Protestantismo, cânon. 8 Diáspora O Arco de Tito é um Arco Triunfal, erigido em comemoração à conquista de Jerusalém. O Imperador Tito Flávio, filho de Vespasiano, comandou as legiões romanas que ocuparam a capital da Judéia em 1 de Agosto de 67. Com esta ocupação teve início a destruição do Templo de Jerusalém, que seria concluída no ano 70: acontecimento que foi considerado a realização de uma das profecias de Jesus Cristo. 9 Os pais apostólicos A primeira geração de líderes da igreja. A maioria deles conheceu os apóstolos, sendo que muitos eram seus discípulos. Antigos autores cristãos que com seus escritos instruíram as igrejas, articularam a doutrina cristã e combateram desvios teológicos do seu tempo. Eles podem ser entendidos como os campeões ortodoxos da igreja e os expositores da sua fé. O estudo dos pais da igreja geralmente é designado por dois termos correlatos: patrística e patrologia. A patrística refere-se ao estudo do pensamento dos pais, da sua teologia, e a patrologia é o estudo histórico dos próprios personagens e da sua obra. 10 Os pais apostólicos Clemente de Roma, um dos bispos da igreja de Roma, escreveu em nome da sua igreja à igreja co-irmã de Corinto, exortando os crentes a serem submissos aos seus presbíteros. Essa epístola, conhecida como I Clemente, foi escrita por volta do ano 95. Inácio, o bispo de Antioquia da Síria, foi condenado à morte por volta do ano 110 e levado a Roma para ser executado. Durante a viagem, escreveu cartas às igrejas de Eféso, Magnésia, Trales, Roma, Filadélfia, Esmirna e a seu colega Policarpo. Preocupações dominantes: o martírio iminente do autor, a unidade da igreja e os movimentos heréticos e cismáticos. Policarpo, bispo de Esmirna, escreveu uma carta aos filipenses por volta de 110, contendo exortações práticas. Policarpo foi martirizado no reinado do imperador Antonino Pio. 11 Clemente de Roma. c.30-100. Inácio de Antioquia. c.112. Policarpo de Esmirna. c. 69-160. Os pais apostólicos O Pastor, de Hermas (c. 150): baseado no Apocalipse, tem um objetivo moral e prático, dando ênfase ao arrependimento e a uma vida de santidade. Papias (c. 60-c.130), bispo de Hierápolis, na Frígia, escreveu “Interpretações dos Ditos do Senhor”, sobre a vida e as palavras de Cristo. Essa obra só é conhecida através de trechos preservados por Irineu de Lyon e Eusébio de Cesaréia. Epístola de Barnabé (c. 130): escrita por um cristão anônimo de Alexandria, afirma a suficiência de Cristo em relação à lei de Moisés; utiliza amplamente tipologia e alegoria. 12 Hermas c.120. Papias. c. 60-130. Barnabé de Alexandria. Os pais apostólicos Didaquê ou O Ensino dos Doze Apóstolos (2° séc.): é um manual de instrução para a igreja, abordando ensinos éticos, normas litúrgicas, os oficiais da igreja e questões disciplinares. É muito útil para o estudo da igreja sub-apostólica. 13 Didaquê. c.150. As Catacumbas de Roma Quando as perseguições se intensificaram, os cultos passaram as ser feitos nas catacumbas. Vastas galerias subterrâneas, comumente de 2,60m a 3,30m de largura, 1,30m a 2,0m de altura, estendendo-se por centenas de quilômetros no subsolo da cidade de Roma. Duas perseguições intensas, mas localizadas, ocorreram nos reinados de Marco Aurélio e Sétimo Severo. A primeira atingiu as igrejas de Lião e Viena, na Gália, no ano 177; a segunda abateu-se sobre o Egito e Cartago nos anos 202-206. Alguns mártires famosos foram Justino, Potino, Blandina, Perpétua e Felicidade. Muito mais grave foi a perseguição geral movida pelo imperador Décio em 250-251. Decidido a impor em todas as regiões o culto imperial, Décio exigiu que todos tivessem um certificado de sacrifício (libellus). Muitos cristãos foram martirizados e outros conseguiram sobreviver aos maus tratos (os confessores). Muitos outros negaram a fé: alguns simplesmente ofereceram o sacrifício e ficaram conhecidos como sacrificati; outros, os libellatici, compraram certificados falsos. Passada a perseguição, muitos desses relapsos procuraram reingressar na igreja, gerando um sério problema pastoral para os bispos. 18 Causas da perseguição Política Religiosa Causas da perseguição Sociais Econômicas As perseguições não foram contínuas nem generalizadas. As causas iam desde as habituais alegações de incesto (por causa da ênfase no amor fraternal), canibalismo (por causa da Ceia do Senhor) e ateísmo (pela negação dos deuses), até acusações mais especificamente políticas de subversão, falta de patriotismo e deslealdade ao império, principalmente em virtude da recusa dos cristãos em participar do culto imperial. 20 As perseguições da igreja Até o ano 100 Entre 100 e 250 Em dois longos períodos de paz no terceiro século (206-250 e 260-303), a igreja experimentou um crescimento sem precedentes. Finalmente, no início do quarto século, ocorreu a última e a maior de todas as perseguições, sob os imperadores Diocleciano e Galério (303-311). Foram publicados editos ordenando em toda parte a destruição das igrejas e de cópias das Escrituras. Os cristãos que entregaram essas cópias ficaram conhecidos como traditores (= traidores). 21 As perseguições da igreja Depois de 250 Sob Diocleciano Reação cismática: o donatismo Dessa época data o cisma donatista, no norte da África. Os cismáticos, dentre os quais um certo Donato, alegaram que uma determinada consagração episcopal foi inválida porque um dos bispos consagrantes teria sido um traditor. O cisma donatista durou mais de um século, criando uma igreja paralela à igreja católica. 22 mapa do conflito donatista A partir do segundo século houve uma necessidade urgente de vindicar o cristianismo contra falsas acusações. Apologistas Nome Data Objeções Quadrato II Contra o paganismo e o judaísmo Aristides II Contra o imperador Adriano Justino 110 – 172 Resistiu a Marcion Taciano II Contra as outras religiões Os Teólogos Apologistas Nome Data Objeções Atenágoras II A favor da união do cristianismo com o platonismo Teófilo 181 Contra os filósofos pagãos Melito 190 Produziu a primeira lista cristã dos livros do AT Hegesipo II Contra o judaísmo Os Teólogos Apologistas a reação monástica Monges medievais concílio de nicéia atanásio de alexandria (295-373) Juliano, o apóstata (363-361) Na segunda metade do século IV, o imperador Juliano (361-63), cognominado “o apóstata” por ter abandonado a fé cristã, fez a última tentativa de restaurar o paganismo. Duas décadas depois, o imperador Teodósio I (379-95), um espanhol, tornouo cristianismo “católico” a religião oficial do Império Romano (ano 380). 31 os pais capadócios Ambrósio de milão (337-397) joão crisóstomo 349-407 Eusébio sifrônio jerônimo (347-420) aurélio agostinho (354-430) A queda de roma (472) Na segunda metade do século IV, o imperador Juliano (361-63), cognominado “o apóstata” por ter abandonado a fé cristã, fez a última tentativa de restaurar o paganismo. Duas décadas depois, o imperador Teodósio I (379-95), um espanhol, tornou o cristianismo “católico” a religião oficial do Império Romano (ano 380). No século seguinte, o Império Romano ocidental (latino) entrou em declínio acentuado. No ano 476, o general germânico Odoacro destronou Rômulo Augústulo, o último imperador do ocidente. No oriente grego, o império continuou a existir por muitos séculos, tendo sua capital em Constantinopla ou Bizâncio e sendo conhecido como Império Bizantino. Um notável líder desse império foi Justiniano (527-565). 37 Acabou... image5.jpeg image6.gif image7.png image8.jpeg image9.gif image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.jpeg image22.gif image23.jpeg image24.png image25.jpeg image26.jpeg image27.png image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.png image34.png image3.jpeg image4.png