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ORTOGRAFIA
DIVISÃO SILÁBICA
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas:
Monossílabas: céu; chá; mar; eu
Dissílabas: país (pa-ís); vasco (vas-co); pesca (pes-ca)
Trissílabas: machado (ma-cha-do); palmeiras (pal-mei-ras)
Polissílabas: aprovação (a-pro-va-ção)
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica:
Proparoxítonas: última; sílaba; ótimo
Paroxítonas: concurso; estudos; caráter
Oxítonas: jacaré; Paraná; Pará
REGRAS ESPECÍFICAS:
Consoante + consoante: junta-se à sílaba anterior
- adjunto: ad-jun-to
Consoante + consoante no início: mantém na sílaba seguinte
- pneumonia: pneu-mo-ni-a
Encontro consonantais com L ou R: mantém as consoantes juntas
- planeta: pla-ne-ta
- prático: prá-ti-co
Dígrafos (RR; SS; SC; SÇ; XC): se separam
- carroça: car-ro-ça
- passeio: pas-sei-o
Dígrafos (CH; NH; LH): não se separam
- chuva: chu-va
- amanhecer: a-ma-nhe-cer
Vogais de hiato: devem ser separadas
- rainha: ra-i-nha
Vogais de ditongos e tritongos: não se separam
- madeira: ma-dei-ra
- Uruguai: u-ru-guai
Vogais idênticas: devem ser separadas
- veemente: ve-e-men-te
- caatinga: ca-a-tin-ga
Pegadinha de concurso:
Separação silábica e classificação da palavra ideia. Mesmo que ocorra ditongo e hiato, prevalece o ditongo, pois prevalece a sílaba tônica.
- ideia: i-dei-a
ENCONTRO VOCÁLICO
Ditongo: palavras que possuem encontros em uma vogal e uma semivogal, desde que estejam compreendidas dentro da mesma sílaba.
Ditongo crescente: formado por uma semivogal antes da vogal.
		Ex.: Água (á-gua)
Ditongo decrescente: formado por uma vogal antes da semivogal.
		Ex.: Ceia (cei-a)
Tritongo: encontro de uma vogal e duas semivogais dentro da mesma sílaba.
	Ex.: Uruguai (u-ru-guai)
Hiato: encontro de vogais em sílabas distintas
	Ex.: Coelho (co-e-lho)
Classificação de uma vogal e uma semivogal:
1. A vogal “a” sempre será vogal;
2. As vogais “e” e “o” serão predominantemente vogais; e
3. As vogais “i” e “u” serão predominantemente semivogais.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
1) Todas as proparoxítonas são acentuadas;
2) Acentuam-se as oxítonas terminadas em: A(s), E(s), O(s), EM(s);
3) Não se acentuam as paroxítonas terminadas em: A(s), E(s), O(s), EM(s);
4) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em: A(s), E(s), O(s);
5) Acentuam-se os ditongos abertos (EU, EI, OI) quando estiverem em posição oxítona;
6) Acentuam-se as vogais (I, U) quando forem a segunda vogal de um hiato;
7) Acentos diferencias mantidos:
a) Tem → Mantém (3ª Pessoa do Singular)
I. Têm → Mantêm (3ª Pessoa do Plural)
b) Vem → Intervém (3ª Pessoa do Singular)
I. Vêm → Intervêm (3ª Pessoa do Plural)
c) Pode (Presente Indicativo)
I. Pôde (Pretérito Prefeito do Indicativo)
d) Por (Preposição)
I. Pôr (Verbo)
8) Acentos em vogais redobradas: todos foram retirados; e
9) Exceções:
a) Regra do hiato: não são acentuadas as vogais (I e U) quando formarem hiato e serem seguidas de M, N, NH, R ou Z.
- Juiz; Ruim; Ruir; Rainha
b) Palavra “Hífen”: no singular temos Hífen, no plural temos hifens, sem acentuação.
USO DO HÍFEN
	
HÍFEN COM PREFIXO:
1) Prefixo seguidos da letra “h”;
2) Prefixo terminados em vogal seguida pela mesma vogal a qual o prefixo foi finalizado, ou seja, vogal + vogal;
3) Prefixo terminados em consoante seguida pela mesma consoante a que o prefixo foi finalizado, ou seja, consoante + consoante;
4) Prefixos que sempre exigem hífen:
- ex; sem; além; aquém; recém; pós; pré; pro; e vice.
HÍFEN ENTRE PALAVRAS: palavras compostas que os integrantes possuam;
1) Sílaba tônica própria;
2) Unidade de significado; e
3) Ausência de conectivo (preposição)
Obs.: Não se usa mais hífen em palavras que perderam a noção de composição.
²Obs.: Não se usa em palavras dotadas de preposição.
Exceção: água-de-colônia; cor-de-rosa; mais-que-perfeito; pé-de-meia; gota-d’ água; espécies botânicas ou zoológicas.
HÍFEN COM PALAVRAS MAL E BEM:
1. Na palavra mal emprega-se o hífen sempre quando a palavra for, a seguir, iniciada por vogal “H” ou “L”
2. Emprega-se hífen sempre na palavra bem, independente do início da palavra subsequente.
HÍFEN COM PALAVRAS NÃO E QUASE: sempre dispensa o uso.
HÍFEN COM PREFIXO “CO”: sempre dispensa o uso.
		
CLASSE GRAMATICAIS	
SUBSTANTIVO 
É o termo nuclear, ou seja, os demais elementos dependem dele. O substantivo sofre flexão de gênero e número, possuindo as seguintes significações abaixo:
1) Comum: representa todos os seres de uma espécie, por exemplo: mulher, cidade, cigarro.
2) Próprio: nomeia coisas específicas, pois representa apenas um ser de uma espécie, por exemplo: Matheus, Paris, Gran Cursos.
3) Substantivo Abstrato: palavras que nomeiam seres sem existência própria, dependendo de outros para existirem, por exemplo: amor; inveja; pobreza; viagem; leitura.
4) Substantivo Concreto: palavras que nomeiam seres que existem tanto no mundo real quanto no imaginário, que é de conhecimento de todos. Diferentemente do abstrato não depende de outro para existir, por exemplo: ar; vento; fada; Deus; mesa.
5) Coletivo: representa um coletivo de seres da mesma espécie.
		
CLASSES DETERMINANTES DO SUBSTANTIVO: artigo, pronome e numeral.
CLASSE MODIFICADORA DO SUBSTANTIVO: adjetivo.
		
FORMAÇÃO DE PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS:
1) Quando o termo é formado por classes variáveis, como substantivos, adjetivos, numerais e pronomes (exceto verbo) ambos variam;
		- Couve-Flor → Couves-Flores (substantivo + substantivo);
		- Quarta-Feira → Quartas-Feiras (numeral + substantivo)
2) Por consequência, as classes invariáveis (e os verbos) não variam em número;
- Beija-Flor → Beija-Flores (verbo + substantivo)
- Alto-Falante → Alto-Falantes (advérbio + adjetivo)
3) Na composição de dois substantivos, se o segundo especificar o primeiro por uma relação de tipo, semelhança ou finalidade, é mais comum que o segundo termo não varie. Contudo, é também correto flexionar os dois; e
- públicos-alvo(s), pombos-correio(s)
4) Quando a estrutura é formada por “substantivo + preposição + substantivo”, apenas o primeiro item da composição se flexiona.
- Pé de moleque → Pés de moleque
- Pôr do sol → Pores do sol
GRAU DOS SUBSTANTIVOS:
1) Aumentativo: forma analítica (adjetivo) e forma sintética (sufixos); e
2) Diminutivo: forma analítica (adjetivo) e forma sintética (sufixos).
		
ADJETIVO 
É o termo que caracteriza o substantivo.
FLEXÃO DE ADJETIVO SIMPLES: qualquer substantivo usado como adjetivo fica invariável.
- Faremos doze reuniões relâmpago amanhã!
FLEXÃO DE ADJETIVO COMPOSTO: 
1) varia-se apenas o último elemento do adjetivo composto.
- As intervenções médico-cirúrgicas foram um sucesso.
2) se algum adjetivo composto for um substantivo, todo o adjetivo ficará invariável.
- Estes cordões amarelo-ouro vão chamar atenção.
- Nossas fantasias verdes e rosa fizeram sucesso.
	
GRAU COMPARATIVO DOS ADJETIVOS:
1) de igualdade (tão... quanto/como)
- Raciocínio Lógico é tão divertido quanto/como matemática.
2) de superioridade ou de inferioridade (mais/menos... (do) que)
- Redação é mais divertido (do) que Gramática.
- Redação é menos divertido (do) que Gramática.
*LOCUÇÕES ADJETIVAS: grupo de vocábulos com valor adjetivo (preposição/locução prepositiva + substantivo/advérbio/pronome/verbo/numeral). Comumente liga-se ao substantivo.
	- Notícia de hoje, máquina de lavar.
*ADJETIVO DE RELAÇÃO, REGRAS:
1) Não aceita intensificadores;
2) Deriva de um substantivo; e
3) Colocado após o substantivo.
Obs.: “bastante” antes do substantivo é pronome indefinido, ao passo que depois do substantivo é adjetivo e tem mesma carga de suficiente. Não confunda esse conceito com a diferença entre bastante advérbio e adjetivo.
		
ARTIGO 
É o termo que acompanha o substantivo. Lembre-se, só haverá artigo se houver um substantivo após, entretanto não precisa ser necessariamente na sequência, podendo ser classificado das seguintes formas abaixo:
ARTIGO DEFINIDO: o, a, os, as. Individualiza ou indica que se trata de ser já conhecido pelo falante ou que já foi citado anteriormente no texto.
- O cachorro é o melhor amigo do homem.
ARTIGO INDEFINIDO: um, uma, uns,sentido de oposição ou ressalva. A conjunção adverbial concessiva inicia um oração subordinada na qual se admite um fato que, contrário à ação expressa na oração principal, é, contudo, incapaz de impedir que tal ação se realize. Há também uma diferença argumentativa, de foco:
- Matou, mas em legítima defesa. (foco na oração adversativa; ênfase na legitima defesa)
- Matou, embora em legítima defesa. (foco na oração principal; ênfase no fato de matar)
4) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONDICIONAIS
Exprime ideia de hipótese ou condição.
Obs.: geralmente trazem o verbo com sentido de hipótese e conjugado no modo subjuntivo, que é o tempo verbal com valor hipotético.
- Salvo se o edital for publicado, intensificarei os meus estudos.
5) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONFORMATIVAS
Exprime fato que se desenvolve com outro.
- Choveu a noite toda, conforme a previsão do tempo.
CONJUNÇÃO “COMO”
Causal: substitua por “porque”
Comparativo: substitua por “tal qual”
Conformativo: substitua por “conforme”
Obs.: em suma, caso esteja em dúvida entre alguma conjunção, substitua por outra com mesma carga semântica. Assim será possível verificar se o sentido se mantem.
6) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONSECUTIVAS
Exprimem ideia de consequência. Normalmente vem acompanhada de uma expressão “intensificadora” (como um advérbio de modo), que indica causa.
- Esforcei-me tanto para essa prova que acabei tendo “sorte”.
7) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS FINAIS
Exprimem ideia de propósito, objetivo, finalidade.
- Estudo muito para que eu passe em primeiro lugar no concurso.
8) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS PROPORCIONAIS
Exprimem ideia de proporção.
- As vendas caíram, ao passo que o número de seguidores aumentou.
9) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS TEMPORAIS
Exprimem ideia de tempo.
- Desde que você chegou ao Brasil não tivemos sossego.
Obs.: não necessariamente precisa exprimir ideia de tempo do relógio.
- Ao aumentar o tempo de treino, o tempo da volta reduz.
- O tempo da volta reduz quando aumenta o tempo de treino.
SINTAXE
SEMÂNTICA
Estudo do sentido de palavras ou de textos.
	
Função Denotativa: sentido direto, real da palavra.
Função Conotativa: sentido figurado, extensão do sentido real da palavra.
Sinonímia: palavras que possuem o mesmo sentido em relação a outra.
Antonímia: palavras que expressam o sentido contrário a outra.
Homonímias: iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas como significados diferentes.
	Homonímias Homófonas: pronúncia igual e grafia diferente.
Obs.: “homo” quer dizer “igual” ao passo que “fono” quer dizer “som”.
- ascender | acender
- caçar | cassar
Homonímias Homógrafas: grafia igual e pronúncia diferente.
Obs.: “homo” quer dizer “igual” ao passo que “grafa” quer dizer “grafia”.
- almoço (refeição) | almoço (verbo almoçar)
- colher (verbo) | colher (objeto)
Paronímias: palavras parecidas tanto na grafia, quanto na pronúncia, entretanto com sentidos diferentes.
- abjeção | objeção
- absolver | absorver
Polissemia: pluralidade significativa de uma mesma palavra, que, a depender do contexto, terá uma significação diversa.
Obs.: não muda de classe gramatical
- Peça de automóvel; - peça de teatro; - peça de carne
CRASE
Fusão de elementos, da seguinte forma:a, as (artigo)
a, as (pronome) = aquele, aquelas
aquele(s), aquela(s), aquilo
a qual, as quais
A +
A preposição pode ser solicitada por regência nominal ou verbal e ainda por locução adjetiva, adverbiais, prepositivas e conjuntivas.
É imperativo a identificação, primeiramente, da preposição e posteriormente o artigo.
REGRA 1: Substantivos Femininos no Plural
- Fomos contrários a opiniões dos jovens. 
Quem é contrário, é contrario a algo. Portanto há preposição, entretanto “opiniões” é um substantivo feminino flexionado no plural. Nesse caso, o único artigo possível para o substantivo é o termo “as”.
Diante do exposto, tenha em mente que poderá ocorrer as seguintes construções:
- Fomos contrários a opiniões dos jovens. (somente a preposição)
- Fomos contrários às opiniões dos jovens. (preposição e artigo “a + as = às”)
- Fomos contrários à opiniões dos jovens.
Obs.: não é permitido porque não pode haver a contração da preposição com o artigo no singular.
CASOS FACULTATIVOS: a crase será facultativa nos casos em que a preposição ou o artigo forem facultativos.
1) antes de pronome possesivos femininos com função adjetiva:
- Entregaram os boletins a/à minha turma. F
- Fiz duras criticas a/à sua postura. F
Obs.: pronome possesivo adjetivo é aquele que acompanha o substantivo.
2) quando o substantivo feminino estiver flexionado no plural:
- Entregaram os boletins a/às minhas turmas.
3) antes de nome próprio (de pessoa) feminino:
- Enviei flores a/à Ana.
4) após a preposição até:
- Vou até a/à praia de Guarapari.
Obs.: única preposição que aceita outra preposição junta a ela.
REGRA 2: Pronomes demonstrativos “aquele, aquela e aquilo”
Esses pronomes sofrem contração com a preposição “a”, portanto para verificar a ocorrência de crase basta apenas confirmar a presença da preposição.
Obs.: sugere-se substituir os pronomes demonstrativos acima por outro demonstrativo, no caso “esse, essa, isso”.
- Refiro-me àquela série que acabou agora. O
- Refiro-me a essa série.
- Eu vi aquela série. (o verbo ver é transitivo direto, portanto não há preposição)
- Eu vi essa série.
Obs.: o pronome demonstrativo “mesma” obriga a colocação de artigo definido anteposto a ele e, portanto, a ocorrência do acento grave passa a ser obrigatório.
- Você vai à mesma casa? O
REGRA 3: Antes de nomes próprios de lugar
Para esses casos utilize o “vou a, volto de = crase para quê?” “vou a, volto da = crase no a”.
- Referi-me a Salvador. P
- Referi-me a Blumenau. P
- Referi-me à Bahia. O
Obs.: somente haverá crase quando os nomes próprios de lugares forem modificados por algum elemento restritivo ou qualificativo.
Referi-me à Salvador do céu perfeito. O
- Referi-me à bela Blumenau. O
- Vou à Goiânia dos meus pais. O
REGRA 4: Antes das palavras “casa, terra e distância”
Somente haverá crase se esses nomes apresentarem especificação.
- Após meses, eles voltaram a terra. P
- Após meses, eles voltaram à terra dos seus pais. O
- Cheguei a casa. P
- Cheguei à casa de festas. O
- Ele estudou a distância. P
- Ele estudou à distância de dez metros da piscina. O
REGRA 5: Palavras femininas implícitas.
Observe os casos abaixo, em que há preposição e palavra feminina que motiva o emprego de acento de crase:
- Sua voz é idêntica à do seu irmão. O
- Sua voz é idêntica à (voz) do seu irmão.
- Consegui fazer o macarrão à Daniel. O
- Consegui fazer o macarrão à (moda) Daniel.
REGRA 6: Locuções femininas.
As locuções são, por natureza, elementos preposicionados. Por conseguinte, se há uma locução marcada pela preposição “a” e se essa locução tem núcleo feminino, a crase sempre será obrigatória.
- Ele saiu às pressas. O
- À medida que cresce, fica brava. O
PARALELISMO SINTÁTICO: tratamento igualitário às formas coordenadas.
- A loja funciona de 8h a 18h.
- A loja funciona das 8h às 18h.
- A loja funciona das 8h as 18h.
- A loja funciona das 8h a 18h.
- A loja funciona de 8h às 18h.
Ou seja, são válidas somente construções do tipo preposição e preposição ou preposição + artigo e preposição + artigo. 
CASOS PROIBITIVOS:
1) antes de nomes masculinos:
- Não assisto a filmes de terror. P
2) antes de verbos:
- Não comecei a redigir o texto ainda. P
3) antes de pronomes pessoais de tratamento:
- Não devo nada a V.S.ª. P
4) antes dos pronomes demonstrativos “esse, essa, isso”:
- Eu sempre obedeci a esse regulamento. P
5) Antes de pronomes indefinidos:
- Entreguei as chaves a alguém desta Superintendência. P
6) Em um “a” – singular – antes da palavra no plural:
- Ele doou alimentos a comunidades atingidas pelo temporal. P
7) Entre palavras repetidas:
- Elas ficaram face a face com o problema. P
8) Antes dos pronomes “quem” e “cuja”:
- Não vencemos o time a cuja escalação você fez elogios. P
9) Após qualquer preposição, exceto “até”:
- Não discuto mais sobre a atuação dele. P
- Ficamos perante a obra por horas.P
10) Antes das palavras “casa, terra e distância” sem especificação:
- Cheguei a casa. P
- Voltamos a terra. P
- Eles namoram a distância. P
SUJEITO
Termo com qual o verbo estabelece concordância.
Perguntar ao predicado: “quem?”, “o quê?”
Núcleo do sujeito: substantivo não preposicionado.
	
SUJEITO SIMPLES: é aquele que possui somente um núcleo.
- A proteção à criança e ao adolescente (sujeito) não constitui (verbo) obrigação exclusiva da família.
- A capacidade das sociedades (sujeito) criarem (verbo) regras.
- A capacidade de as sociedades criarem regras.
Obs.: o verbo concorda com o núcleo do sujeito.
²Obs.: o NÚCLEO do sujeito jamais será preposicionado.
³Obs.: não se separa o sujeito do verbo por vírgula.
SUJEITO PARTITIVO: é aquele que, com as expressões partitivas seguidas de termos pluralizados que indicam partes, a concordância nesse caso será opcional.
- Boa parte dos médicos (sujeito) atua (verbo) em consultório próprio.
- Boa parte dos médicos (sujeito) atuam (verbo) em consultório próprio.
- Os 90% da população (sujeito) vivem (verbo) em situação de rua.
Obs.: no caso acima deverá ser no plural visto que há determinante, no caso o artigo “Os”.
SUJEITO COMPOSTO: é aquele que possui mais de um núcleo
- Agiram (verbo) cuidadosamente o agente e o delegado.
- Agiu (verbo) cuidadosamente o agente e o delegado. (sujeito composto – posposto)
Obs.: no caso acima é facultado a concordância com os dois núcleos ou com o mais próximo. Nesse caso, o verbo poderá ser flexionado no singular ou plural, entretanto se o núcleo do sujeito mais próximo estiver no plural, o verbo não poderá mais flexionar para o singular.
- Agiram cuidadosamente os agentes e a diretora.
²Obs.: Quando houver sujeito composto flexionado no masculino e feminino, deve-se utilizar o verbo no masculino por se tratar de uma forma “mais” genérica.
	
SUJEITO ELÍPTICO: ocorre quando os pronomes pessoais do caso reto ficam subentendidos no verbo e, necessariamente, com um referencial teórico conhecido anteriormente.
a) Identificável pelo texto: verbo na 3ª pessoa do singular ou plural com referente textual; e
b) Identificável pelo discurso: verbo na 1ª ou 2ª pessoa do singular ou plural.
- Os turistas (sujeito) sempre vêm (verbo) ao Brasil. Conhecem (verbo) o país parcialmente.
- Os turistas sempre vêm ao Brasil. (Eles) conhecem o país parcialmente
SUJEITO INDETERMINADO: ocorre quando não se consegue determinar o sujeito do verbo. 
a) Verbo na 3ª pessoa do plural sem referente textual;
b) Verbo na 3ª pessoa do singular + partícula “se”; e
c) Infinitivo pessoal.
	Obs.: o verbo permanece da 3ª (terceira) pessoa do plural.
	- Quebraram (verbo) a janela.
		
SUJEITO ORACIONAL: ocorre quando a oração desempenha papel de sujeito de outra oração.
- É (verbo) fundamental (pred. do suj.) | eliminar o analfabetismo no Brasil. (sujeito).
Obs.: note que eliminar também é verbo.
- Quem ama (sujeito) | corrige (verbo).
Obs.: da mesma forma, ama é verbo.
SUJEITO INEXISTENTE OU ORAÇÃO SEM SUJEITO: ocorre com verbos impessoais ou verbos que indiquem fenômenos naturais.
		
Verbo HAVER: sentido de existir, ocorrer ou acontecer.
a) Verbo impessoal (3ª pessoa do singular);
b) Sujeito inexistente ou oração sem sujeito; 
Obs.: Quando se substitui o verbo haver pelo existir o objeto direto passa a ser automaticamente o sujeito.
- Haverá (V.T.D.) mudanças (OD) no atual cenário político (adj. adv. de tempo).
- Existiram (V.I.) mudanças (sujeito) no atual cenário político 
- Sempre houveram problemas socioambientais no Brasil.
		
Verbo HAVER dentro de uma locução verbal: regra do vizinho.
- Tem havido (locução verbal) problemas em sociedades autoritárias.
Caso ocorra a alteração para o verbo existe, o verbo auxiliar tem deverá concordar com o sujeito, da seguinte forma:
- Têm existido (locução verbal) problemas (sujeito)
Obs.: “Problemas” deixa de ser o objeto direto para ser o sujeito, neste caso o verbo ter está flexionado para a concordância correta.
Verbo FAZER ou HAVER: sentido de tempo transcorrido ou percepção climática
	- Faz dez anos que não vejo o mar
Fenômenos da natureza:
- Amanheceu muito frio hoje
Passa de, chega de, basta de:
- Já passa das 10 horas
PREDICATIVO DO SUJEITO
É o termo da oração que complementa e caracteriza o sujeito, atribuindo-lhe uma qualidade. Aparece maioritariamente no predicado nominal, juntamente com um verbo de ligação.
- Eu estou feliz.
- Minha avó está cansada.
PREDICATIVO DO OBJETO
É o termo da oração que complementa e caracteriza o objeto direto, atribuindo-lhe uma qualidade. Embora mais raro, pode caracterizar também o objeto indireto. Aparece apenas em predicados verbo-nominais, atuando como núcleo da parte nominal do predicado verbo-nominal.
- Nós consideramos esta funcionária dispensável. (predicativo do objeto direto)
- Eu chamei-lhe de falsa. (predicativo do objeto indireto)
PREDICADOS
É tudo aquilo que não é o sujeito, inclusive o verbo.
PREDICADO NOMINAL: predicado que necessariamente possui um verbo de ligação.
- Matheus é bonito. (“Matheus” é o sujeito, ao passo que “é bonito” é o predicado)
PREDICADO VERBAL: predicado que possui verbo significativo (ação ou fenômenos da natureza)
- Aqueles meninos brincavam de esconde-esconde.
PREDICADO VERBO-NOMINAL: predicado que possui um verbo de ação mais uma característica do sujeito ou do objeto. Em suma, é a junção dos dois casos acima.
- Matheus pulou feliz na cama-elástica.
Obs.: no caso acima temos uma característica do objeto “na cama-elástica” que é objeto indireto e do sujeito “feliz” que é predicativo do sujeito.
CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA VERBAL
EXPRESSÕES PARTITIVAS: pode concordar com o núcleo ou com aquele que o especifica (uma parte de; metade de; uma porção de; etc.)
- Uma parte dos candidatos | reclamou.
- Uma parte dos candidatos | reclamaram.
NUMERAIS PERCENTUAIS OU FRACIONÁRIOS: dá-se de maneira análoga às expressões partitivas.
- 20% de todo montante | serão doados.
- 20% de todo montante | será doado.
- 1/4 dos médicos | está de férias.
- 1/4 dos médicos | estão de férias.
Obs.: lembre-se que quando houver determinante anteposto, o verbo concordará com o núcleo do sujeito.
- Os 20% daquele montante serão doados.
QUANTIDADES APROXIMADA: dá-se somente com o núcleo do sujeito.
- Cerca de (aproximadamente) 30 pessoas | falaram.
MAIS DE UM: sempre terá o verbo no singular
- Mais de um deputado | será candidato.
Exceção! 
- Mais de um milhão de crianças | vive na fome.
- Mais de um milhão de crianças | vivem na fome. 
PALAVRAS PLURALIZADAS: dá-se, quando ocorrer, com o artigo.
- Os Estados Unidos | pautam a economia.
- Estados Unidos | pauta a economia
- Minas Gerais | integra a região sudeste.
VERBOS “DAR, BATER E SOAR”: quando faz referência às horas, concordam com o número de horas ou vezes (sujeito).
- Nove horas | soaram há muito tempo.
- Deram | duas horas, e eles permanecem acordados.
Obs.: se o sujeito for a palavra relógio, sino, etc., o verbo concordará com esse substantivo
- Deu | duas horas o relógio toca.
TERMO “UM DOS QUE”: quando sujeito, o verbo pode ficar, facultativamente, no singular ou plural.
- Esse autor foi um dos que mais | abusou do talento.
- Esse autor foi um dos que mais | abusaram do talento.
PRONOME RELATIVO “QUEM”: quando o pronome “quem” é empregado na função de sujeito, o verbo pode concordar com o referente do pronome ou ficar na 3ª pessoa do singular.
- Fui eu quem | escrevi essa carta.
- Fui eu quem | escreveu essa carta.
Obs.: essa regra somente vale para o pronome relativo “quem”.
APOSTO RESUMITIVO: normalmente representado por pronome indefinido (tudo, nada, ninguém, alguém, todos...) ou por pronome demonstrativo (isto, isso, aquilo...), resumindo o sujeito composto. Nesse caso, o verbo concorda justamente com o aposto, representante do sujeito.
- Dinheiro, fama, glória, nada | mudava o seu jeito de ser.
Obs.: o “nada” retoma “dinheiro, fama e glória”.
EXPRESSÕES “UM” E “OUTRO”, “NEM UM NEM OUTRO”: o verbo concorda indiferentemente no singular ou no plural.
- Nem um nem outro| já veio aqui.
- Nem um nem outro | já vieram aqui.
NÚCLEO COM DOIS ESPECIFICADORES: dois especificadores não influenciam o fato de haver apenas um núcleo. É com este que o verbo deve concordar.
- O preço da gasolina e do arroz | aumentou.
Obs.: se for empregado o termo “o” (e flexões), após a conjunção aditiva que liga os determinantes, ela passará a ligar dois núcleos. O verbo irá, nesse caso, para o plural.
- O preço da gasolina e o do arroz | aumentaram. (o termo “preço” está implícito)
	- O preço da gasolina e o (preço) do arroz aumentaram.
VERBO “SER”:
a) Regra geral: o verbo concorda preferencialmente com quem está no plural (sujeito ou predicativo)
- O problema eram | os seus projetos.
b) Pronome pessoal: caso haja, o verbo “ser” com ele concordará.
- As árvores somos | nós.
c) Núcleo designativo de pessoa: o verbo ficará no singular.
- Mel | é os melhores momentos da minha vida.
d) Expressões “é muito”, “é pouco”: o verbo fica no singular.
- Dez reais é | pouco.
e) Datas admitem as seguintes construções:
- Hoje é | dia 22 de setembro;
- Hoje são | 22 de setembro.
- Hoje é | vinte e dois de setembro.
	- Hoje é (dia) vinte e dois de setembro.
VERBOS “EXISTIR, OCORRER E ACONTECER”: esses verbos apresentam sujeito e o verbo estabelece a concordância naturalmente.
- Aconteceram | acidentes terríveis aqui.
- Não existem | novos alunos.
- Devem ocorrer | tragédias.
VERBOS IMPESSOAS “HAVER E FAZER”: ficam na 3ª pessoa do singular, por não apresentar sujeito.
- Houve acidentes terríveis aqui.
- Não há novos alunos.
- Deve haver tragédia.
Obs.: no caso acima, o verbo impessoal “haver” contamina o verbo auxiliar “deve”, portanto este também só pode estar no singular.
- Devem haver tragédia.
Obs.: importante lembra-se que na locução verbal, o verbo auxiliar faz a concordância.
- Faz dois anos que havia se casado.
Obs.: verbo “fazer” indicando tempo transcorrido não flexiona, entretanto indicando horas sim.
VERBO “PARECER”: quando precedido de núcleo no plural e seguido de infinitivo, ele poder fazer a concordância de duas maneiras.
a) Verbo “parecer” flexionando-se no plural
- Os alunos [pareciam estar] preocupados.
Obs.: o caso acima é exceção a regra do verbo auxiliar fazendo a concordância.
b) Verbo “parecer” ficando invariável e o verbo no infinitivo assumindo o plural.
- Os alunos [parecia estarem] preocupados.
PARTÍCULA “SE”: quando estiver associada a verbo que não apresenta expressa a figura do agente, ela poderá ser partícula apassivadora ou partícula de indeterminação do sujeito.
a) Será partícula apassivadora com VTD e VTDI, e concordará com o sujeito paciente, aquele que necessariamente sofre ação do verbo.
- Provou-se um bom vinho. (voz passiva sintética)
- Um bom vinho | foi provado. (voz passiva analítica)
- Provaram-se bons vinhos.
- Bons vinhos | foram provados.
b) Será partícula de indeterminação do sujeito com VTI, VL e VI, e o verbo ficará necessariamente no singular.
- Gosta-se de bons vinhos. (VTI, que fica no singular)
- Era-se feliz naquela época. (VL, que fica no singular)
SUJEITO COMPOSTO:
a) Anteposto ao verbo: dá-se somente no plural
- O homem e a mulher | batalham por melhorias.
b) Posposto ao verbo: pode concordar com o núcleo mais próximo ou com os dois
- Batalham por melhorias | o homem e a mulher
- Batalha por melhorias | o homem e a mulher
c) Oracional com verbos no infinitivo: 3ª pessoa do singular sempre.
- Treinar e cuidar da alimentação | faz bem para a alma.
Obs.: caso os verbos sejam antônimos, o verbo poderá ficar no plural.
- Rir e chorar | fazem parte da vida.
d) Posposto com mutualidade: dá-se somente no plural
- Beijaram-se ardentemente | o homem e a mulher.
e) Núcleos sinônimos: facultado a concordância no plural ou singular
- O medo e o terror | não podem controlar o mundo.
- O medo e o terror | não pode controlar o mundo.
f) Conjunções alternativas: dependendo do emprego do verbo muda o sentido da oração.
- Ana ou Joana | casará este sábado (exclusão, uma ou outra) ˅ - disjunção exclusiva
- Ana ou Joana | casarão este sábado (as duas ou uma) ˅ - disjunção
g) Núcleos ligados por “nem...nem...”: o verbo ficará no plural.
- Nem a criança nem o adulto | devem ficar no celular.
h) Verbo “SER”: somente sofrerá variação quando não se tratar de pronome pessoal do caso reto ou pessoas
- Nós | somos o futuro.
- João | era a preocupação de todos.
- Tudo na vida | é flores
- Tudo na vida são | flores
CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL
ADJETIVOS DEPOIS DOS SUBSTANTIVOS QUALIFICADOS: quando o adjetivo tem a missão de qualificar mais de um substantivo, é preciso estar atento à regra e aos casos especiais. No caso do adjetivo após os substantivos, ele pode ficar no plural ou concordar com o substantivo mais próximo.
- O candidato e a candidata estudiosos passarão.
- O candidato e a candidata estudiosa passarão.
- A candidata e o candidato estudioso passarão.
ADJETIVOS ANTES DOS SUBSTANTIVOS QUALIFICADOS: funcionando como determinante de um núcleo, o adjetivo anteposto concorda, em regra, com o núcleo mais próximo.
- Eles promoveram tenso debate e discussão.
- Eles promoveram tensos debate e discussão. (não pode concordar com os dois)
- Eles promoveram tensa discussão e debate.
Obs.: quando o adjetivo exercer a função de predicativo do objeto havendo dois ou mais núcleos de gêneros diferentes. Trata-se de exceção.
- Vimos as portas e o carro destruídos.
- Vimos destruídos as portas e os carros.
EXPRESSÕES PARTITIVAS: pode concordar com a expressão partitiva ou com o substantivo ligado a ela.
- Um dos fatores apontados frequentemente é a morte.
- Um dos fatores apontado frequentemente é a morte.
*EXPRESSÕES “É PROIBIDO, É BOM, É PRECISO, É NECESSÁRIO”: se o substantivo (núcleo do sujeito) estiver acompanhado de determinante (artigo, pronome ou numeral) anteposto, os adjetivos, que funcionam como predicativo, concordam com o núcleo.
- É permitida a entrada de animais.
- É permitido entrada de animais.
- Essa cerveja é gostosa.
	- Cerveja é gostoso.
Obs.: se ocorre a elipse do verbo “ser”, o que foi exposto anteriormente se mantém.
- (É) Proibido entrada
- (É) Proibida a entrada.
- (É) Expressamente proibido animais na praia.
*EXPRESSÕES “POUCO, MUITO, BASTANTE, BARATO, CARO, MEIO, MESMO, LONGE, SÓ”: 
a) Se modificam adjetivos ou verbos, essas palavras são invariáveis, por serem advérbios.
- Eles estão pouco preparados.
- Estudamos bastante.
Obs.: sugere-se substituir por “muito”, caso a palavra flexione, “bastante” também flexionará.
- Alunos muito focados passam.
- Essa roupa custa caro.
- Ela está meio cansada.
Obs.: “meio” no sentido de mais ou menos não flexiona, ao passo que “meio” no sentido de metade flexiona.
- Moramos longe.
- Vocês fizeram mesmo esse trabalho. (utilizado para reforçar ideia)
- Só façam o que é necessário.
b) Se modificam substantivos, essas palavras são variáveis, por serem adjetivos.
- Li poucos livros durante o ano.
- Já tenho bastantes problemas.
- Ela sempre teve muitas oportunidades.
- Não compro roupas caras.
- Bebi meia taça de vinho.
- Ando por longes terras.
- Você fez a mesma expressão de medo.
- Eles ficaram sós. (sentido de “sozinhos”)
Obs.: a expressão “à sós” é invariável.
EXPRESSÕES “ANEXO, INCLUSO, PRÓPRIO, OBRIGADO, QUITE, LESO”
- Seguem anexas as fotos.
- Os alunos ficaram quites com o professor.
- Muito obrigada, disse a aluna.
- Elas próprias fizeram o exercício.
- Isso foi um crime de lesa-pátria.
- Os comprovantes estão inclusos.
VOCÁBULO “MENOS”: invariável, não importando seu parceiro sintático.
- Havia menos pessoas na reunião.
PRONOMES DE TRATAMENTO: quanto à concordância nominal, os pronomes de tratamento harmonizam-se em gênero em consonância com o sexo da pessoa representada.
- Vossa Excelência, senhor juiz, é bastante dedicado.
- Vossa Excelência, senhora juíza, é bastante dedicada.
EXPRESSÃO “O MAIS... POSSÍVEL”: pode ser empregada como locução para indicar o grau superlativo, em regra, fica invariável. Ela também pode ser acompanhada do artigo feminino “a...possível”.O termo “possível” não deve concordar com o substantivo, mas como o artigo que vem antes.
- Vimos mulheres as mais bonitas possíveis.
- Vimos mulheres a mais bonitas possível.
- Pedimos pães o mais gostosos possível.
- Pedimos pães os mais gostosos possíveis.
TERMOS LIGADOS AO NOME
ADJUNTO ADNOMINAL X COMPLEMENTO NOMINAL
ADJUNTO ADNOMINAL
REGRAS:
1) Pode ser preposicionado ou não;
2) Refere-se ao substantivo concreto ou abstrato;
3) Relação semântica de agente, possuidor ou praticante.
PODE SER REPRESENTADO POR:
1) Artigo: “O carro parou”;
2) Pronome adjetivo: “Encontrei meu relógio”;
3) Numeral adjetivo: “Recebi a segunda parcela”;
4) Adjetivo: “Tive ali grandes amigos”;
5) Locução adjetiva: “Tenho uma mesa de pedra”.
COMPLEMENTO NOMINAL
REGRAS
1) Sempre preposicionado;
2) Refere-se ao substantivo abstrato, ao adjetivo ou ao advérbio;
3) Relação semântica de paciente, possuído, alvo.
PODE SER REPRESENTADO POR:
1) Substantivo: “Você fez um boa leitura do texto”
2) Adjetivo: “Você precisa ser fiel aos seus ideais”
3) Advérbio: “Você mora perto de Maria”
Obs.: ARTIGO SEMPRE será ADJUNTO ADNOMINAL.
DIFERENÇAS ENTRE ADJUNTO X COMPLEMENTO
ADJUNTOS ADNOMINAIS:
- O amor de mãe é especial. (agente: a mãe ama)
- A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou)
- A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu)
COMPLEMENTO NOMINAL:
- O amor à mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada)
- A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado)
- A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido)
RESUMO
Complemento nominal: é um termo sempre preposicionado e está subordinado a um adjetivo, advérbio ou substantivo abstrato.
Adjunto adnominal: é um termo ocasionalmente preposicionado e está subordinado a um substantivo abstrato ou concreto.
- Estamos (verbo ligação) insatisfeitos (adjetivo) com o atual cenário político (complemento nominal).
Obs.: Como o termo em destaque está ligado a um adjetivo, somente pode ser complemento nominal.
- Os homens (sujeito) da (preposição) usina (substantivo concreto) de açúcar são inteligentes
Obs.: Como o termo em destaque está ligado a um substantivo concreto, somente pode ser complemento nominal.
O problema está quando a ligação se dá com SUBSTANTIVO ABSTRATO.
Nesse caso, será adjunto adnominal caso ocorra uma relação ativa, enquanto será complemento nominal caso ocorra uma relação passiva.
MACETE: toda vez que houver um elemento preposicionado, iniciado com a preposição “A” e ligado ao nome vai ser sempre complemento nominal.
²MACETE: artigo sempre será adjunto adnominal.
- Amor (substantivo abstrato) de mãe (adjunto adnominal)
Obs.: Relação ativa. Pois, é a mãe que ama!
- Amor (substantivo abstrato) à mãe (complemento nominal)
Obs.: Relação passiva. Pois, é a mãe que é amada! Note ainda a presença da preposição.
APOSTO
Termo que se relaciona com o substantivo ou pronome, apresenta equivalência semântica.
APOSTO EXPLICATIVO
Explica ou esclarece o substantivo referido. Aparece isolado na frase por vírgulas ou correlatos.
- As crianças, futuro de qualquer nação, devem ser protegidas.
APOSTO RESUMITIVO
Resume em um substantivo ou pronome substantivo os termos citados anteriormente.
- Roupas, relógios e eletrônicos, ou seja, tudo foi levado pelos ladrões.
APOSTO ENUMERATIVO
Enumera os termos citados anteriormente.
- Estavam reunidas todas as categorias: professores, médicos e polícias.
APOSTO ESPECIFICATIVO/RESTRITIVO
Especifica um substantivo de uso genérico. Geralmente é um nome próprio ou lugar que não vem isolado por vírgulas.
- O tenente Cavalcanti é um exemplo de profissional.
APOSTO ESPECIFICATIVO x RESUMITIVO
- O André, Coordenador, é dedicado.
Obs.: sempre que houver um substantivo comum sendo especificado por um substantivo próprio, estaremos diante de um termo especificador.
- O Coordenador André é dedicado.
Obs.: sempre que houver um substantivo próprio sendo especificado por um substantivo comum, estaremos diante de uma explicação.
APOSTO ESPECIFICATIVO X ADJUNTO ADNOMINAL
- O candidato de Recife ganhou. (adjunto adnominal)
Obs.: “Recife” não é um exemplo de “candidato”.
Obs.: Note que não há relação de hiperônimo (genérico) e hipônimo (restrito).
- A cidade de Recife é bela. (aposto especificativo)
Obs.: Note que “cidade” é hiperônimo (genérico), enquanto “Recife” é hipônimo (restrito).
²Obs.: “Recife” é um exemplo de “cidade”.
VOCATIVO
Termo que evoca, chama algo ou alguém. Sempre deve estar isolado por vírgula.
- Vamos comer, gente?
- Elias, fale mais devagar.
PREDICATIVO DO SUJEITO X ADJUNTO ADVERBIAL X ADJUNTO ADNOMINAL
ADJUNTO ADNOMINAL: oferece informação ao substantivo (núcleo) que está dentro do sujeito.
PREDICATIVO DO SUJEITO: informação atribuída ao sujeito (núcleo) que está fora do sintagma.
ADJUNTO ADVERBIAL: palavra invariável que acompanha o verbo, adjetivo ou outro advérbio, tal qual advérbio.
Obs.: note que estamos tratando de análise sintática, diferentemente de análise morfológica.
- A garota tranquila saiu de casa. (adjunto adnominal)
- A garota saiu da sala tranquila. (predicativo do sujeito)
- A garota saiu da sala tranquilamente. (adjunto adverbial)
Obs.: adjunto significa unido, próximo, contíguo, junto, pegado.
PONTUAÇÃO
ORDEM DIRETA DA ORAÇÃO
A ordem natural de uma sentença é: 
SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + ADJUNTOS
Obs.: a inversão desses termos ou a inclusão de outros termos entre eles tem implicações na pontuação, permitindo assim a possibilidade de enxergar a relação de sentido e sequência natural da frase.
²Obs.: na ordem direta, a vírgula não pode separar esses que se ligam diretamente. Portanto, qualquer termo que vier entre eles deverá estar entre vírgulas, devidamente isolado para não interferir nessa ordem direta.
REGRAS GERAIS PARA O NÃO EMPREGO DE VÍRGULA:
1) entre sujeito e verbo.
- Mel, saiu ontem.
2) entre verbo e seu complemento.
- Mel comprou, uma bolsa.
3) entre verbo e predicativo.
- Mel é, professora de português.
4) entre nome e seu complemento ou adjunto.
- Tenho um carro, de corrida, mas tenho medo, de correr
5) entre predicativo e seu objeto.
- Considerei legal, o filme.
- Mel comprou um carro de corrida. (ordem direta)
- Mel, sem pensar muito, comprou, a prazo e sem poder pagar, um carro, que mais parecia uma nave, de corrida, ontem à noite. (ordem direta intercalada)
USO DA VÍRGULA
CASOS PARA USO DA VÍRGULA
1) Separa termos de mesma função sintática.
- Simplicidade, humildade, amor e inteligência são qualidades.
Obs.: na enumeração, pode-se dispensar a conjugação que liga o penúltimo ao último elemento e deixar só a virgula. Nesse caso, teremos a ideia de um “rol exemplificativo”
- Simplicidade, humildade, amor, inteligência são qualidades.
2) Separa aposto explicativo.
- Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica.
3) Separa vocativo.
- Ana, venha aqui.
- A jornalista, Patrícia, perdeu 22 quilos.
Obs.: as vírgulas que isolam o vocativo acima podem ser retiradas, entretanto o termo passará a ser aposto especificativo.
- A jornalista Patrícia perdeu 22 quilos.
Obs.: é possível considerar que o termo entre vírgulas é um aposto especificativo.
4) Separa predicativo do sujeito deslocado.
- Sereno e tranquilo, o condenado esperava sua morte.
- O condenado, sereno e tranquilo, esperava sua morte.
5) Separa (facultativamente) as expressões “para mim, para ti ou para si (ou sinônimas)” quando indicam benefício próprio ou posse, independentemente de sua posição na frase.
- Para mim, nada é melhor que acordar depois do meio dia.
6) Separar adjuntos adverbiais deslocados, podendo vir em termos simples, locuções ou até na forma de orações subordinadas adverbiais, introduzidas pelas conjunções subordinativas adverbiais (quando, embora, porque, como, conforme, à medida que, na medida em que, para que, tanto... que)
Obs.: importante destacar a diferença entre orações subordinadas adverbiais e adjuntos adverbiais. Aquela possui verbo em sua estrutura, ao passo que esta não.
- Ao efetuar uma denúncia no DNIT, é gerado um processo(oração)
- Na casa de minha namorada, vou jogar xadrez.
- Vou jogar, em casa, xadrez até a madrugada.
- Sem pensar muito, inscrevi-me no concurso.
- Inscrevi-me, sem pensar muito, no concurso.
Obs.: a vírgula é obrigatória se houver um adjunto adverbial deslocado longo. Longo é aquele que possui 3 (três) ou mais palavras. Ou seja, acima de 2 (duas) palavras a vírgula é obrigatória.
²Obs.: nas orações subordinadas adverbiais, quando a oração subordinada anteceder a oração principal, a vírgula é obrigatória.
- Quando eu correr, vou ganhar.
- Vou ganhar, quando eu correr.
7) Separa certa expressões explicativas, retificativas, exemplificativas, como: “isto é, ou seja, ademais, a saber, melhor dizendo, ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com efeito, data vênia, digo”
- O político, ao meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara, ou seja, de fácil compreensão.
8) Marcar a elipse de um verbo, ou seja, que um palavra foi suprimida, mas que pode ser subentendida pelo contexto.
- Ela gosta de curtir; eu, de estudar.
- Ela gosta de curtir; eu (gosto) de estudar.
Elipse: omissão de um termo que não foi expressamente mencionado, mas que pode ser identificado ou presumido no contexto.
Zeugma: a omissão de um termo que expressamente já foi mencionado.
9) Separa orações coordenadas assindéticas (sem conjunção)
- Levantava-me de manhã, entrava no chuveiro, organizava as ideias na cabeça.
- A honestidade “deveria” ser a ordem do dia, não “poderia”.
PONTO E VÍRGULA
A definição clássica do ponto e vírgula é ser uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto final, sendo, portanto, uma pontuação intermediária entre os dois.
1) Separar orações coordenadas assindéticas, normalmente entre trechos já separados por outros sinais de pontuação, marcando uma enumeração.
- As leis, em qualquer caso, não podem ser infringidas; mesmo em caso dúvidas, portanto, elas devem ser respeitadas.
2) Separar vários itens de uma enumeração, por exemplo incisos de um artigo.
3) Separar orações coordenadas cuja conjunção “implícita” é facilmente percebida.
- Comeu muito na festa, exageradamente; não conseguiu ir à aula de hoje.
- Comeu muito na festa, exageradamente, (por isso) não conseguiu ir à aula...
4) Separar orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocado.
- Ficarei com esta; não posso pagá-la à vista, porém.
DOIS PONTOS
1) Introduzir uma citação (discurso direto)
- Assim disse Voltaire: “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas”.
2) Ligar orações ou termos que tenham natureza de explicação
Obs.: essa relação geralmente é de explicação ou de, forma mais ampla, qualquer sentido que seja um desenvolvimento do que foi dito antes.
- O euro estava muito alto: não viajei.
Obs.: nesse caso, como são três orações coordenadas, poderia também haver entre elas uma vírgula ou ponto e vírgula.
- O euro estava muito alto; não viajei.
3) Introduz uma explicação ou enumeração após as expressões “por exemplo, isto é, saber, ou seja, etc.”
- Adquirimos vários saberes, como: Linguagens, Filosofia, Ciências.
RETICÊNCIAS
Indicam uma interrupção de algo que ia continuar, ou seja, expressam interrupções no texto.
O sinal de reticências sinaliza também uma ideia não concluída, algo que o escritor deixa no ar.
- Nós fizemos tudo para salvar sua filha, porém...
ASPAS
1) Indicar citações e reproduções literais do texto, as exatas palavras, no discurso direto.
- Encheu o peito de ar com orgulho e gritou: “Agora ferrou”.
Obs.: em citações literais, o ponto deve ficar dentro das aspas se a frase começa e termina com aspas.
- “Nunca fiz amigos bebendo leite.”
- Minha mãe sempre dizia que “lágrimas não são argumentos”.
2) Indicar estrangeirismo, neologismo, arcaísmo, expressão popular ou gíria.
- O menino “matou a pau” a questão.
- O menino participou do “workshop”.
3) indicar ironia ou sentido figurado
- Quem foi o “gênio” que tirou zero na prova?
TRAVESSÃO
O travessão serve para indicar a mudança de interlocutor e muitas vezes funciona como vírgula, nos casos em que ela é usada para isolar ou destacar palavras e orações.
Obs.: muitas questões sugerem alterar um par de vírgulas por travessões, o que é totalmente aceito.
²Obs.: podem aparecer outros sinais de pontuação após o travessão, mas eles serão justificados pelas suas próprias regras de uso.
- Minha filha – amor da minha vida–, não faça isso. (a vírgula isola o vocativo, ao passo que o travessão referencia “minha filha”.
PARÊNTESES
Servem para isolar esclarecimentos acessórios.
- A faculdade que estudei (UFMG) era longe do centro.
PONTO FINAL
1) Indica um fim de uma frase declarativa de um período simples ou composto.
- Fui embora mais cedo.
2) Indica abreviaturas.
Obs.: o ponto do etc. finaliza período, portanto não há outro ponto.
OBSERVAÇÕES SOBRE PONTUAÇÃO SINTÁTICA
- As criançasx cantavamx animadasx as canções. (P. Verbo-Nominal)
- As crianças (suj.) cantavam (v.t.d.) animadas (p. suj.) as canções (o.d.)
Obs.: no caso acima, o predicado do sujeito “animadas” está na posição original, portanto não há virgulas.
- Animadas, as crianças cantavam as canções. (P. Verbo-Nominal)
Obs.: dessa vez é obrigatória a vírgula, pois o Predicado Verbo-Nominal está com o Predicativo do Sujeito está fora da posição original.
PERÍODO COMPOSTO
INTRODUÇÃO
Trata-se de período com 2 (duas) orações ou mais. Lembrando que oração é uma frase dotada de verbo.
POR SUBORDINAÇÃO
Dependência sintática, ou seja, uma oração subordinada oferece informação sobre a oração principal, jamais separada por ponto final. (oração principal + oração subordinada).
1) Orações Subordinadas Substantivas (5 tipos);
2) Oração Subordinadas Adjetivas (2 tipos); e
3) Orações Subordinadas Adverbiais (9 tipos).
Obs.: as orações subordinadas adverbiais são aquelas constantes da tabela de conjunção.
POR COORDENAÇÃO
Não há dependência sintática e sim uma interação semântica, podendo ou não ser separada por ponto final.
1) Oração Coordenada Assindética + Oração Coordenada Sindética (5 tipos)
Obs.: síndeto significa conectivo.
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
CLASSIFICAÇÃO:
1) Subjetiva = sujeito;
2) Predicativa = predicativo;
3) Objetiva Direta = objeto direto;
4) Objetiva Indireta = objeto indireto;
5) Completiva = complemento nominal; e
6) Apositiva = aposto.
São introduzidas quando desenvolvidas pelas conjunções “QUE” e “SE”.
Teste: substituir a oração por “ISSO”
1) ORAÇÃO SUBORDINADA SUBJETIVA
- É necessário | QUE o governo adote medidas emergenciais.
- É (v.lig.) necessário (p. suj.) | que o governo adote medidas emergenciais (suj.)
- ISSO | é necessário.
Obs.: note que acima não há presença de determinante.
2) ORAÇÃO SUBORDINADA PREDICATIVA
- O ideal é | QUE o governo adote medidas emergenciais.
- O ideal (suj.) é (v.lig.) | que o governo adote medidas emergenciais (p. suj.).
- O ideal é | ISSO.
Obs.: note agora que há determinante.
COMO DIFERENCIAR O.S. PREDICATIVA DE O.S. SUBJETIVA
As predicativas sempre terão verbo de ligação na oração principal, ao passo que a subjetiva pode ou não ter.
A predicativa sempre contará, outrossim, com determinante, a subjetiva não.
3) ORAÇÃO SUBORDINADA OBJETIVA DIRETA
- Os docentes entendem | QUE os pais devem ser convocados.
- Os docentes (suj.) entendem (v.t.d.) | que os pais devem ser convocados (l.verb.).
- Os docentes entendem | ISSO.
4) ORAÇÃO SUBORDINADA OBJETIVA INDIRETA
- Preciso | DE QUE você trabalhe com seriedade.
- Preciso (v.t.i.) | de que você trabalhe com seriedade (obj. indi.).
- Preciso | DISSO.
5) ORAÇÃO SUBORDINADA COMPLETIVA NOMINAL
- Meus pais estavam certos | DE QUE eu venceria.
- Meus pais (suj.) estavam (v.l.) certos (p. suj.) | de que eu venceria (c. nomi.)
- Meus pais estavam certos | DISSO.
COMO DIFERENCIAR O.S. C. NOMINAL DE O. INDIRETA
Somente as Orações Subordinadas Objetivas Indiretas e Completivas Nominais contam com preposição. Note que a diferença se dá, pois a objetiva indireta tem preposição oriunda do verbo, enquanto a completiva nominal tem preposição oriundado substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio.
Obs.: nos casos 4 e 5 não será possível a substituição somente por “isso”, sendo necessário a fusão com a preposição (nisso; disso).
6) ORAÇÃO SUBORDINADA APOSITIVA
- Eu tenho um desejo: | QUE o dia termine bem.
- Eu (suj.) tenho (v.t.d.) um desejo (obj. diret.): | que o dia termine bem (aposto).
- Eu tenho | ISSO.
Obs.: A Oração Subordinada Apositiva é a única marca por pontuação dois pontos e travessão.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
CLASSIFICAÇÃO
1) Explicativas: com pontuação (vírgula, travessão ou parênteses)
2) Restritivas: sem pontuação.
INTRODUZIDAS PELOS PRONOMES
que; o qual; a qual; os quais; as quais; onde; cujo.
TESTE
Verifique se a oração caracteriza um substantivo.
Para saber se o pronome o “QUE” é pronome relativo, deve-se substituir por algum pronome relativo do tipo “O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS”.
1) ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA
- Jesus, QUE foi um grande profeta, anunciou a paz.
- Jesus, O QUAL foi um grande profeta, anunciou a paz.
2) ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA
- Os servidores QUE recebem bem trabalham satisfeitos.
- Os servidores OS QUAIS recebem bem trabalham satisfeitos.
OBSERVAÇÕES E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Jamais pense que a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa é um aposto.
Colocar ou retirar as vírgulas não prejudica a correção gramatical, porém altera o sentido.
A Oração Subordinada Explicativa demonstra uma identidade, no sentido de expressar que Jesus foi um grande profeta e só há um Jesus. Por outro lado, a Oração Subordinada Restritiva separa um grupo, ou seja, há servidores que recebem bem e outros que recebem mal, ou qualquer outra coisa que não se tem certeza.
ORAÇÃO S. A. RESTRITIVA E PRONOME RELATIVO “CUJO”
- O carro CUJAS portas estão amassadas é meu. (O. S. A. Restritiva)
- As portas do carro. (adjunto adnominal)
- Na terra CUJO herói matou um milhão de índios. (O. S. A. Restritiva)
- O herói da terra. (adjunto adnominal)
- A carne CUJA venda caiu será comercializada amanhã. (O. S. A. Restritiva)
- A venda da carne. (complemento nominal)
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
INTRODUÇÃO
1) Apresentam fortes interações semânticas com as orações principais;
2) São introduzidas, quando desenvolvidas, pelas conjunções subordinativas adverbiais;
3) possuem a seguinte estrutura: Oração Principal + Oração Subordinada Adverbial + 9 (nove) tipos.
4) As questões de provas, geralmente estão relacionadas ao sentido.
5) As conjunções marcam o início da Oração Subordinada.
1) ORAÇÃO SUBORDINADA CAUSAL
- A torcida aclamou | PORQUE o gol foi lindo.
Obs.: a torcida só aclamou porque o gol foi lindo, logo o gol ser lindo é a causa dos clamores.
²Obs.: toda causa tem consequência, note que a causa é que tem a conjunção, portanto não é consequência.
2) ORAÇÃO SUBORDINADA CONSECUTIVAS
- Foi TANTO amor | QUE os dois acabaram se casando.
- O susto foi TAMANHO | QUE ele precisou tomar calmante.
Obs.: o “tanto” e “tamanho” servem para intensificar.
3) ORAÇÃO SUBORDINADA CONCESSIVAS
- EMBORA você tenha boas intenções | é impossível acreditar em você.
4) ORAÇÃO SUBORDINADA COMPARATIVAS
- O enfermeiro foi mais eficiente | QUE o médico.
- O enfermeiro foi mais eficiente | DO QUE o médico.
5) ORAÇÃO SUBORDINADA CONDICIONAIS
- SE você demorar, | eu não vou te procurar.
Obs.: as condicionais são diferentes das causais, pois aquela é uma hipótese, à medida que esta é um fato, ou seja, aconteceu.
6) ORAÇÃO SUBORDINADA TEMPORAIS
- ENQUANTO os políticos descansam, | os brasileiros trabalham.
Obs.: a temporal é uma ideia certa, diferentemente da condicional que é hipotética.
7) ORAÇÃO SUBORDINADA CONFORMATIVAS
- SEGUNDO pesquisas apontam, | o aquecimento global é natural.
8) ORAÇÃO SUBORDINADA FINAIS
- AFIM DE alcançar bons resultados, | estudamos todos os dias.
9) ORAÇÃO SUBORDINADA PROPORCIONAIS
- Os homens destroem o planeta, | À MEDIDA QUE se desenvolvem.
ORAÇÕES COORDENADAS
INTRODUÇÃO
1) Não há dependência sintática, apenas interação semântica. Portanto, não existe oração principal.
2) São introduzidas pelas conjunções coordenativas.
3) Possuem a seguinte estrutura: Oração Coordenada Assindética + Oração Coordenada Sindética
4) Síndeto é conectivo.
1) ORAÇÃO COORDENADA ADITIVA
- Ele NÃO SÓ cobrou caro | COMO TAMBÉM foi displicente.
- TANTO nadar | QUANTO correr são ótimas atividades físicas.
2) ORAÇÃO COORDENADA ADVERSATIVA
- Este é um bom livro, | TODAVIA custa caro.
- Estudo bastante, | SÓ QUE não faço exercícios.
3) ORAÇÃO COORDENADA ALTERNATIVA
- OU mude seu comportamento, | OU mude-se daqui.
- ORA ele estuda para tribunais, | ORA ele se prepara para o legislativo.
Obs.: não necessariamente precisa conter uma Oração Coordenada Assindética + Oração Coordenada Sindética, pois as duas podem conter síndeto.
4) ORAÇÃO COORDENADA CONCLUSIVA
- Você estudou, | PORTANTO será aprovado em um bom concurso.
- A natureza é importante, deve, | POIS, ser preservada.
Obs.: a conjunção “pois” deslocada tem valor de conclusiva.
5) ORAÇÃO COORDENADA EXPLICATIVA
- Não prejudique as pessoas, | PORQUE você pode ser prejudicado.
- Ele completou dezoito anos, | PORQUE começou as aulas de direção.
DIFERENÇA ENTRE CAUSA E EXPLICAÇÃO
- Ele foi aprovado no concurso, | PORQUE estudou com antecedência.
O caso acima aconteceu antes, portanto é causa.
- Ele foi aprovado no concurso, | PORQUE está no trabalho há um mês.
O caso acima aconteceu depois, portanto é explicação.
ORAÇÕES REDUZIDAS
INTRODUÇÃO
Somente ocorre com as orações subordinadas.
	ORAÇÕES SUBORDINADAS
	REDUZIDAS DE
	Substantivas
	Infinitivo
	Adjetivas
	Infinitivo
	
	Particípio
	
	Gerúndio
	Adverbiais
	Infinitivo
	
	Particípio
	
	Gerúndio
1) Apresentam verbo em forma nominal, conforme apresentado acima.
2) Sem marca de conexão, sendo elas.
a) conjunção integrante (oração subordinada substantiva);
b) pronome relativo (oração subordinada adjetiva); e
c) conjunções subordinadas adverbiais (oração subordinada adverbial).
Obs.: somente as Orações Subordinadas Adverbiais podem aparecer com conjunções, mesmo em sua forma reduzida.
*REDUZIDAS DE INFINITIVO
1) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
- É preciso | cuidar das saúde das crianças.
- É preciso isso.
- Cabe aos governantes | criar medidas populares.
- Cabe isso.
2) Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal Reduzida de Infinitivo
- Eles são capazes | de criar uma nova empresa.
- Eles são capazes disso.
3) Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Infinitivo
- João não é um menino [de fazer birra nas lojas].
4) Oração Subordinada Adverbial Concessiva Reduzida de Infinitivo
- [Apesar de estudar muito,] ainda não entendo AFO.
5) Oração Subordinada Adverbial Final Reduzida de Infinitivo
- Ele trabalha muito [para conseguir um alto posto no setor].
Obs.: não necessariamente conseguiremos desenvolver a oração subordinada e vice-versa.
REDUZIDAS DE PARTÍCIPIO
1) Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Particípio
- A fala do presidente [apresentada na rádio] é preocupante.
2) Oração Subordinada Adverbial Causal Reduzida de Particípio
- [Atrapalhado pelo trânsito,] João chegou atrasado.
REDUZIDAS DE GERÚNDIO
1) Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Gerúndio
- Uma mãe [chorando pelo filho] merece nosso respeito.
2) Oração Subordinada Adverbial Concessiva Reduzida de Gerúndio
- [Mesmo não seguindo a dieta,] não deixou de ir à academia.
ORAÇÕES REDUZIDAS X LOCUÇÃO VERBAL
A locução verbal possui significado único, o sentido está no verbo principal. A oração reduzida, caso se retire um dos verbos, perde ou muda o sentido.
- Eles vão sair cedo.
- Eles sairão cedo.
- Ele está trabalhando na feira.
- Ele trabalha na feira.
- Acredito estar certo
- Acredito nisso.
- Ele deseja retomar os estudos
- Deseja isso.
Obs.: nos dois exemplos acima não é possível retirar algum verbo sem perder o sentido.
PONTUAÇÃO NO PERÍODO COMPOSTO
SUBORDINAÇÃO
1) SUBSTANTIVAS
Seguir o mesmo estabelecido no período simples, ou seja, aúnica pontuação obrigatória é da apositiva (aposto).
2) ADJETIVAS
Lembre-se que a pontuação altera o sentido da oração.
Explicativa: com pontuação.
- Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal, é um grande jurista.
Restritiva: sem pontuação.
- O ministrox Edson Fachin x é um grande jurista.
3) ADVERBIAIS
Possui a maior variedade de casos, portanto atenção!
Legenda:
Verde: pontuação obrigatória apenas quando a oração estiver deslocada. Se estiver na posição canônica (ordem direta) a pontuação é facultativa;
Ciano: pontuação obrigatória sempre; e
Vermelho: pontuação proibida (com observação).
a) Causais
- A torcida aclamou, porque o gol foi lindo. F
- A cidade está vazia, uma vez que muitas pessoas viajaram. F
- Porque o gol foi lindo, a torcida aclamou. O
b) Finais
- Os policiais trabalham, para que a segurança seja mantida. F
- Afim de alcançar bons resultados, estudamos todos os dias. O
c) Proporcionais
- Os homens destroem o planeta, à medida que se desenvolvem. F
- Quanto menos você dorme, menos rendem os estudos. O
d) Temporais
- Ela está parada, desde que chegou. F
- Quando digo que deixei de te amar, é porque eu te amo. O
e) Concessivas
- Embora você tenha boas intenções, é impossível acreditar em você. O
- Não consigo seguir uma dieta, por mais que eu tente. O
f) Condicionais
- Se você demorar, eu não vou te procurar. O
- A vaga está disponível, caso mude de ideia. O
g) Conformativas
- Mudanças são necessárias, conforme disse o procurador. O
- Segundo pesquisas apontam, o aquecimento global é natural. O
h) Consecutivas
- Foi tanto amorx que os dois acabaram se casando. P
- O susto foi tamanhox que ele precisou tomar calmante. P
Obs.: sempre proibida, porque não é possível deslocar a oração subordinada adverbial consecutiva.
i) Comparativas
- O enfermeiro foi mais eficientex que o médico. P
- Procuro ser estudiosox tal qual meu pai. P
- Tal qual meu pai, procuro ser estudioso. O
Obs.: dependendo da conjunção será possível o deslocamento, portanto a vírgula deixa de ser proibida e passa a ser obrigatória.
COORDENAÇÃO
Por tratar-se de coordenação, é possível o emprego de ponto final para separar as orações.
1) ADITIVAS
- Ele não só fez um péssimo trabalho, como também cobrou caro. F
- Ele fez um péssimo trabalhox e cobrou caro. P
Obs.: nos casos das conjunções “não só... mas também” e na “não só... como também” por se tratar de uma adição enfática, o emprego da vírgula é facultativo.
- Ele fez um péssimo trabalho e você cobrou caro por isso.
Obs.: no caso acima, a banca CESPE e o gramático Bechara entendem que a vírgula é facultativa. No entanto, os demais entendem que é obrigatória, visto que possuímos dois sujeitos com os respectivos verbos ligados pela conjunção.
CESPE e Bechara:
- Ele fez um péssimo trabalho, e você cobrou caro por isso. F
Demais estudiosos:
- Ele fez um péssimo trabalho, e você cobrou caro por isso. O
- Tanto nadarx quanto correr são ótimas atividades físicas. P
Obs.: diferentemente, agora “nadar” e “correr” são sujeitos do verbo “são”.
2) ADVERSATIVAS
Sempre separadas por pontuação.
a) Conjunções “mas; e; só que” são conjunções não deslocáveis, por conseguinte nunca poderão ser seguidas de vírgula.
b) As demais conjunções adversativas são deslocáveis, dessarte possuem regras específicas.
- Este é um bom livro, masx custa caro. O / P
- Tenho ódio, ex morro de amor por ela. O / P
- É um bom livro, entretantox custa caro. O / P
Obs.: nos casos acima, após as conjunções “mas; e; entretanto” é proibido o emprego de vírgula, pois há vírgula antes.
- É um bom livro; entretanto, custa caro. O / F
Obs.: no caso acima, o emprego será facultativo após a conjunção “entretanto” se houver ponto e vírgula ou ponto final antes dela.
- É um bom livro; custa, entretanto, caro. O / O / O
Obs.: por outro lado, obrigatório visto que a conjunção “entretanto” está deslocada.
Obs.: isso posto, o tratamento será igual para as demais, desde que não seja as conjunções “mas; e; só que”.
3) CONCLUSIVAS
Mesmo tratamento para as adversativas.
- Você estudou, por conseguintex será aprovado no concurso. O / P
- Você estudou; por conseguinte, será aprovado no concurso. O / F
- Você estudou; será, por conseguinte, aprovado no concurso. O / O / O
- A natureza é importante; deve, pois, ser preservada. O / O / O
Obs.: a conjunção “pois” é explicativa, entretanto caso esteja deslocada passar a ser conclusiva.
4) ALTERNATIVAS
Se possuir só uma conjunção o emprego de pontuação é facultativo, duas conjunções o emprego é obrigatório.
- Ou mude de vida, ou mude-se daqui. O
- Muda de vida, ou vai me perder. F
5) Explicativas
Pontuação sempre obrigatória.
- Não prejudique as pessoas, porque você pode ser prejudicado. O
- Meu filho, vá com Deus, que esse mundo inteiro é seu. O
PARTÍCULA “SE”
QUANDO APARECE COMO PRONOME
1. Índice de indeterminação do sujeito (IIS);
2. Partícula apassivadora (PA);
a. Nos dois casos acima, caso o sujeito seja localizado, é garantido que não se trata de ISS, tampouco PA.
3. Parte integrante do verbo (PIV); 
4. Pronome reflexivo; e
5. Partícula de realce (expletiva)
QUANDO APARECE COMO CONJUNÇÃO
1) Condicional;
2) Causal; e
3) Integrante.
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO (IIS)
	VTI				Sujeito Indeterminado.
	VI		+ SE
	VL				Verbo na 3ª P. do Singular.
- Cuida-se de crianças.
	Cuida (VTI) se (ISS) de crianças (O.I.)
PARTÍCULA APASSIVADORA (PA)
Marca a voz passiva sintética (VPS)
VTD
	+ SE = objeto direto → sujeito
VTDI
- Contratam-se funcionários
Contratam (VTD) se (PA) funcionários (O.D. → Sujeito)
Obs.: A voz passiva analítica é formada pelo verbo “SER” + “Particípio”
	PARTE INTEGRANTE DO VERBO (PIV)
Integra verbos essencialmente pronominais, ou seja, aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo, denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito. 
São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, dentre outros.
Neste caso, sugere-se conjugar o verbo e notar se o pronome se mantém junto a conjugação, da seguinte forma:
- Eu queixo-me
- Tu queixas-te
- Ela/Ele queixa-se
- Nós queixamo-nos
- Vós queixais-vos
- Eles/Elas queixam-se
20umas. Generaliza ou indetermina o sentido de um substantivo. Referindo-se geralmente a um ser desconhecido.
- Foi visto um assaltante pulando o muro de um prédio.
Obs.: a contração não ocorre antecedendo verbo no infinitivo com sujeito expresso. Uma vez que o núcleo do sujeito não pode estar preposicionado.
- Está na hora do almoço.
- Está na hora do almoço ficar pronto.
- Está na hora de o almoço ficar pronto. (Almoço é sujeito do verbo ficar e este está no infinitivo)
²Obs.: a contração não ocorre com qualquer artigo que faça parte do título de alguma obra.
- Camões é o autor de Os Lusíadas.
1) ARTIGO VERSUS PRONOME OBLÍQUO ÁTONO
Os pronomes oblíquos átonos o, a, os, as atuam como complemento de verbo, logo acompanham um verbo, e não um substantivo. 
– Não via meus amigos há muitos anos; minha esposa também não via as amigas dela há muito tempo. Decidimos ligar para eles. Eu os convidei para um almoço, e depois ela as convidou para um jantar. Foi ótimo!
O verbo convidar exige um complemento. O pronome os substitui amigos e as substitui amigas. Não há a mínima chance de ser artigo, pois o artigo vem antes de substantivo, determinando-o, e não junto ao verbo.
2) ARTIGO VERSUS PRONOME DEMONSTRATIVO 
Os pronomes demonstrativos o, a, os, as aparecem em alguns casos: antes de pronome relativo que, antes da preposição de e quando substitui um termo ou uma frase inteira (só o demonstrativo o atua nesse terceiro caso, vindo normalmente acompanhado dos verbos ser ou fazer). Tais pronomes podem ser substituídos por aquele(a/s) ou aquilo.
– As (= aquelas) que ficam na frente da sala são normalmente discriminadas, já os (= aqueles​) do “fundão” são os carismáticos, sendo meninos ou meninas. A verdade é que uma turma só é boa se seus componentes também o (isso = bons) forem.
3) ARTIGO VERSUS PREPOSIÇÃO
A preposição a vem iniciando locução adjetiva (barco a vela), locução adverbial (a olhos vistos), locução prepositiva (a despeito de), ligando verbos e nomes a seus complementos (Viso a um bom cargo/Sou fiel a vós), ligando verbo a verbo (Voltei a estudar), iniciando orações (A persistirem os sintomas...).
4) ARTIGO VERSUS PRONOME INDEFINIDO
Os pronomes indefinidos um, uns, uma, umas não vêm acompanhando um substantivo, vêm substituindo-o. Normalmente, na mesma frase, aparece o pronome outro.
– Várias pessoas foram convidadas para a formatura. Umas apareceram, outras não. Ele, por exemplo, é um que nem foi convidado.
5) ARTIGO VERSUS NUMERAL
O numeral um ou uma indica quantidade correspondente à unidade e admite o acompanhamento das palavras “só, somente ou apenas”.
– Acabei gastando um litro de gasolina para chegar aqui. (... só/somente/apenas um...)
Em “Entrei na livraria para comprar um livro anteontem.”, sem maior contexto, temos de entender tal vocábulo como artigo indefinido. “Ah, mas é possível colocar só, somente ou apenas antes de um!” É verdade. No entanto, só com tais palavras a ideia de número fica clara; sem essas palavras para ajudar e sem um contexto maior, teremos de encarar tal vocábulo como artigo indefinido. Observe agora este texto:
– Um aluno do curso passou no concurso mais concorrido do Brasil, dentre mais de 8.000 alunos da rede.
Pelo contexto, um só pode ser numeral, pois indica quantidade. Observe o contexto sempre!
	
NUMERAL 
É o termo que quantifica o substantivo, podendo ser classificado das seguintes formas abaixo:
NUMERAL ADJETIVO: acompanha um substantivo. São os numerais cardinais, ordinais, coletivos e fracionários.
NUMERAL SUBSTANTIVO: substitui um substantivo. 
- As crianças comeram dez (numeral adjetivo) mangas e eu comi duas (numeral substantivo).
PRONOMES
É o termo que acompanha ou substitui o substantivo, da seguinte forma abaixo:
PRONOME ADJETIVO: acompanha um substantivo.
PRONOME SUBSTANTIVO: substitui um substantivo.
- minha (pronome adjetivo) caneta é diferente da sua (pronome substantivo).
	PRONOME
	PESSOA
	ESPAÇO
	TEMPO
	ENUMERAÇÃO
	REMISSÃO TEXTUAL
	Este (s)
Esta (s)
Isto
	1ª
	Perto do emissor
	Presente
	Elemento mais próximo
	Para o que vai ser dito
	Esse (s)
Essa (s)
Isso
	2ª
	Perto do receptor
	Passado ou futuro próximos
	X
	Para o já se disse
	Aquele (s)
Aquela (s)
Aquilo
	3ª
	Distante dos interlocutores
	Passado distante
	Elemento mais distante
	X
O pronome pode ainda ser classificado como:
	PRONOMES PESSOAIS
	Pessoas do Discurso
	Retos
	Oblíquos Tônicos
	Oblíquos Átonos
	1ª P. S.
	Eu
	A mim, comigo
	Me
	2ª P. S.
	Tu
	A ti, contigo
	Te
	3ª P. S.
	Ele/Ela
	A ele, a ela, a si, consigo
	O, a, lhe, se
	1ª P. P.
	Nós
	A nós, conosco
	Nos
	2ª P. P.
	Vós
	A vós, convosco
	Vos
	3ª P. P.
	Eles/Elas
	A eles, a elas, a si, consigo
	Os, as, lhes, se
 
	PRONOMES
	Possesivos
	Demonstrativos
	Relativos
	Meu, minha
Meus, minhas
Teu, tua
Teus, tuas
Seu, sua
Seus, suas
Nosso, nossa
Nossos, nossas
Vosso, vossa
Vossos, vossas
	Este, estes
Esta, estas
Esse, esses
Essa, essas
Aquele, aquela
Aqueles, aquelas
Isto, isso, aquilo
O, a, os, as
Mesmo(a)(s)
Próprio(a)(s)
Semelhante, tal
	Que
Quem
Onde
Cujo(a)(s)
Quando
Como
O qual
A qual
Os quais
As quais
*Obs.: todo pronome relativo é um pronome anafórico, ou seja, refere-se a um termo antecedente.
	
PRONOMES
	Interrogativos
	Indefinidos
	Que
O que
Quem
Qual
Quanto
Quando
Onde
Por que
Como
	Algum(a)(s)
Alguém
Nenhum(a)(s)
Ninguém
Todo(a)(s)
Tudo
Outro(a)(s)
Outrem
Muito(a)(s)
Pouco(a)(s)
	Certo(a)(s)
Vários(as)
Tanto(a)(s)
Quanto(a)(s)
Qualquer
Quaisquer
Nada
Cada
Algo
	1) PRONOME POSSESIVO
Regras para emprego dos pronomes possesivos:
	1) Pronomes de tratamento exigem os pronomes possesivos na 3ª pessoa.
	- Vossa Senhoria deve encaminhar suas reivindicações ao reitor.
2) Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos assumem valor de possessivos
- Vou seguir-lhe os passos. (Vou seguir os seus passos)
-Apertou-me os braços. (Apertou os meus braços)
Obs.: Nos casos acima, quando for possível substituir o pronome oblíquo por pronome possesivo, então ele está se comportando como pronome possesivo.
3) O pronome possesivo “seu” (e variações) pode causar ambiguidade:
- O Policial Civil prendeu o bandido em sua casa. (Casa de quem?)
- O Policial Civil, em sua própria casa, prendeu o bandido.
- Fernando, Mel e seu filho saíram. (Filho de quem?)
- Fernando, Mel e o filho dela saíram.
- João contou-me que Mel perdeu seus documentos. (Documentos de quem?)
- João contou-me que Mel, cujos documentos perdera, ficou desesperada.
2) PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Funções do Pronome Demonstrativo: 
1. Função espacial;
a) Este, esta, isto: próximo do emissor;
b) Esse, essa, isso: próximo do receptor; e
c) Aquele, aquela, aquilo: distante do receptor e emissor.
2. Função temporal;
a) Este, esta, isto: presente;
b) Esse, essa, isso: passado ou futuro próximo; e
c) Aquele, aquela, aquilo: passado distante.
3. Função cognoscitiva ou referencial;
a) Exofórico (fora do texto): elemento dêitico
b) Endofórico (dentro do texto): 
i. Anafórico, referente ao que foi dito;
ii. Catafórico, referente ao que será dito.
Obs.: somente pode ser utilizado para 2 (dois) referentes, nem menos, tampouco mais.
4. Função distributiva;
a) Este: para o mais próximo
b) Aquele: para o mais distante
Outras palavras que são consideradas pronome demonstrativos:
1) Mesmo(a/s), próprio(a/s) com valor reforçativo ou junto de artigo, com sentido de “igual, exato, idêntico, em pessoa” é pronome demonstrativo.
- Ela própria costura suas roupas.
Obs.: Entretanto, o mesmo não retoma elementos ou ideias.
- Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar.
2) Tal(s), semelhante(s), quando aparecem no lugar de este(a/s), isto, aquilo, aquele(a/s).
- Tal (esse) absurdo eu não cometeria.
- Nunca vi semelhante (esta) explicação, meu Deus!
3) Pode haver contratação entre os demonstrativos e as preposições “a, de, em”. (a + aquilo = àquilo; de +este = deste; em + essa = nessa)
- Refiro-me àquilo que convençamos ontem.
3) PRONOME INDEFINIDO
São aqueles que fazem referência sempre à 3ª pessoa gramatical para se referir a algode modo vago e indeterminado.
- Alguma criança quebrou essa vidraça. (pronome indefinido)
- Ele sempre teve muito dinheiro. (pronome indefinido)
Obs.: no caso acima, o muito não é advérbio, pois não funcionam como intensificadores. Portanto, não são advérbios de intensidade.
	
	4) PRONOME RELATIVO*
São aqueles que, necessariamente, substituem termos de natureza substantiva anteriormente expressos.
- Faltou hoje o meu aluno. | Ele sempre responde às perguntas.
- Faltou hoje o meu aluno | que sempre responde às perguntas.
Obs.: no caso acima, o “que” funciona como sujeito do verbo responder.
	A) QUE
a) é invariável; 
b) refere-se a pessoas ou coisas;
c) é substituível pelo relativo “o qual” e flexões; e
d) é chamado de relativo universal, pois pode – geralmente – ser utilizado em substituição de todos os outros relativos.
- Comprei o livro de* que você precisava
- Este é o autor em* que você confia.
*Obs.: nos casos acima, quem pede a preposição é o verbo precisava e confia, respectivamente. Note que o verbo empresta a preposição para ficar próxima ao pronome relativo para uma harmonia na oração.
²Obs.: o antecedente do pronome relativo “que” pode ser o pronome demonstrativo “o”.
³Obs.: quando na construção “os que” for possível substituir por “aquele, aquela, aquilo”. O pronome “os” será demonstrativo, ao passo que “que” será relativo.
		
B) O QUAL
		a) é variável;
		b) refere-se a pessoas ou coisas; e
c) é chamado de relativo universal, pois pode – geralmente – ser utilizado em substituição de todos os outros relativos.
- O computador, o qual comprei com meu dinheiro, está quebrado.
C) QUEM
a) é invariável;
b) refere-se a pessoas ou a algo personificado;
c) a preposição “a” procederá o relativo “quem”, normalmente, exceto se o verbo ou nome da oração subordinada adjetiva exigir outra preposição.
d) de qualquer forma, vem sempre preposicionado.
- Chegará hoje o meu primo, de quem eu sempre falo.
Obs.: quem “fala”, fala de algo. Portanto, a preposição é necessária.
D) CUJO
a) é um pronome adjetivo que vem, geralmente, entre dois nomes substantivos explícitos, [possuidor (antecedente) e o possuído (consequente)];
b) é variável (concorda com o antecedente, mas concorda com o consequente);
c) nunca vem precedido ou seguido de artigo. Por isso que não há crase antes dele;
Obs.: isso não quer dizer que não possa haver construção do tipo abaixo, pois o “a” que antecede o pronome “cujo” é preposição do verbo referimos:
	- Os autores a cujos trabalhos nos referimos são sempre elogiados.
d) geralmente exprime valor semântico de posse;
e) equivale à preposição de + antecedente, se invertida a ordem dos termos.
		- Este é o compositor cuja obra foi muito premiada.
		- A obra do compositor foi premiada.*
*Obs.: na dúvida leia de trás para frente e troque o pronome por preposição.
²Obs.: o compositor é o possuidor, ao passo que obra é a possuída. Motivo pelo qual o pronome está flexionado no feminino.
		- Firmei o acordo com o funcionário em* cuja competência eu confio.
		*Obs.: o verbo “confio” pede a preposição “em”.
		E) ONDE
		a) é invariável;
		b) aparece com antecedente locativo real ou virtual;
		c) substituível “em que”, “no qual” (variações);
d) pode ser antecedido, principalmente, pelas preposições “a”, “de”, “por” e “para”. Aglutina-se com a preposição “a”, tornando-se “aonde”, e com a preposição “de”, tornando-se “donde”.
- Está é a casa onde eu nasci.
- Interditaram o prédio onde eles trabalham.
Obs.: nos casos acima, os verbos pedem a preposição “em”, entretanto o “onde” não se contrai com essa preposição. 
		
F) QUANDO
		a) é invariável;
		b) retoma antecedente que exprime valor temporal;
		c) equivale a “em que”.
- Refiro-me ao tempo quando Neymar jogava no santos. (jogava em um tempo)
CASO PARA SE GUARDAR NO CORAÇÃO
- (...) mas ele sempre fazia O QUE a mulher lhe pedia.
O: pronome demonstrativo (aquilo)
QUE: pronome relativo (o qual)
5) PRONOME INTERROGATIVOS
São aqueles que são utilizados para fazer interrogativas, que podem ser: diretas ou indiretas.
	1) Interrogativas Diretas: são aquelas que apresentam ponto de interrogação.
- O que é aquilo? Quem é ele?
2) Interrogativas Indiretas: são aquelas que não apresentam ponto de interrogação, mas a frase tem uma intenção interrogativa e normalmente envolve verbos com sentido de dúvida “perguntar, indagar, desconhecer, ignorar”
- Perguntei o que era aquilo. Indaguei quem era ele;
	6) PRONOME PESSOAL
Regras para emprego dos pronomes possesivos:
1) Em regra, o pronome reto não pode ocupar asa funções de complemento do verbo, ou seja, não pode exercer a função sintática de objeto direto (complemento).
- Beija eu.
- Beija-me.
2) Os pronomes oblíquos átonos, em tese, são empregados na função de complementos.
Os pronomes “o, a, os, as” exercem função de complemento direto, ao passo que os pronomes “lhe e lhes”, função de complemento indireto.
- Deus o abençoe imensamente. (objeto direto)
- Deus lhe abençoe imensamente.
Obs.: quem abençoa, abençoa alguém. Não há preposição, portanto o pronome “o” é o correto.
	- Eu lhes perdoei definitivamente. (objeto indireto)
	3) Os pronomes retos, que conjugam os verbos nos paradigmas de flexão verbal, 	geralmente exercem a função de sujeito dos verbos.
	- Eles investiram em novas tecnologias.
	- Nós alugamos o apartamento perto da praia.
	4) Os pronomes retos não podem exercer a função de objeto.
	- Encontrei elas na rua Barão de Mesquita.
	- Encontrei-as na rua Barão de Mesquita.
5) Após preposições, os pronomes pessoais passam a ser classificados como tônicos. E os pronomes “eu” e “tu” assumem outras formas: “mim” e “ti”.
- O autor concordou com eles. (oblíquo tônico)
- Falaram mal de ti. (oblíquo tônico)
“Para mim fazer” é sempre errado?
O pronome oblíquo tônico “mim” é o adequado após a preposições.
- Você poderia enviar dinheiro para mim. (o uso do pronome “eu” seria inadequado, por conta da preposição antecedente)
- Você poderia enviar o dinheiro para mim fazer este curso. (o uso do pronome “mim” está inadequado, pois os pronomes que exercem a função de sujeito são os pronomes retos, mesmo que haja preposição o antecedendo)
- Você poderia enviar o dinheiro para eu fazer este curso.
BIZU: para saber se o “mim” exerce função de sujeito, você deve tentar movê-lo dentro da oração. A possibilidade de mover a expressão prova que ela é apenas o termo acessório dentro da frase.
		- É fundamental para mim fazer este curso.
- Para mim é fundamental fazer este curso.
		- É para mim fundamental fazer este curso.
		- É fundamental fazer este curso para mim.
Obs.: termo acessório é qualquer termo que possa ser retirado da oração sem prejuízo sintático ou semântico.
PRONOMES PESSOAIS DO CASO OBLÍQUO (ÁTONOS)
Desempenha as funções sintáticas de objeto direto; objeto indireto; complemento nominal; adjunto adnominal; adjunto adverbial.
FUNÇÕES SINTÁTICAS MAIS COBRADAS EM PROVA
me; te; nos; vos → objeto direto e objeto indireto.
o; a; os; as → objeto direto
lhe; lhes → objeto indireto
- Ela comunicou o ocorrido aos familiares. (comunica algo a alguém)
- Ela comunicou-o aos familiares.
- Ela comunicou-lhes o ocorrido.
OUTRAS FUNÇÕES
1) Adjunto Adnominal: sempre haverá semântica de posse.
- Levaram-me a mala. (Levaram a minha mala)
- Cheirei-te os cabelos. (Cheirei os teus cabelos)
2) Complemento Nominal
- Suas ideias sempre me foram agradáveis. (...sempre foram agradáveis a mim)
- Eu sempre te serei fiel. (...sempre serei fiel a ti)
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
REGRAS
Próclise: antes do verbo.
- Ninguém me disse a verdade.
Mesóclise: entre o verbo (verbo no futuro).
- Convidar-me-ão para a festa
Ênclise: após o verbo (regra geral).
- Espera-se a sua colaboração.
Exceções à ênclise
a) fator de atração;
b) verbo no futuro; e
c) verbo no particípio.
PASSO A PASSO PARA RESOLVER
1) É ou não é verbo no futuro?
2) Se o verbo for futuro, sai a ênclise, ficando somente a próclise e mesóclise. Se houver, outrossim, fator de atração é próclise, caso contrário é mesóclise.
3) Se não for futuro, sai a mesóclise, ficandosomente a próclise e ênclise. Se houver, outrossim, fator de atração é próclise, se não, ênclise. 
CASOS FACULTATIVOS: quando se aceita 2 das 3 posições possíveis.
1) Núcleo substantivo do sujeito expresso.
- Esse país se tornou uma espécie de fábrica do mundo.
- Esse país tornou-se uma espécie de fábrica do mundo.
2) Sujeito oracional
- Comprar a casa nos rendeu belas histórias.
- Comprar a casa rendeu-nos belas histórias.
3) Infinitivo não flexionado (mesmo com palavras atrativas) ou precedido de preposições:
- O correto era não o convidar.
- O correto era não convidá-lo.
4) Após uma intercalação, mesmo que, antes da intercalação, exista uma palavra atrativa.
- Brasília, a capital federal, se prepara para o encontro dos líderes.
- Brasília, a capital federal, prepara-se para o encontro dos líderes.
5) Pronomes Demonstrativos
- Aquilo me incomodou.
- Aquilo incomodou-me.
Obs.: com relação aos pronomes demonstrativos, é preferível o uso da próclise, por questões fonéticas, mas o uso da ênclise também é correto.
²Obs.: se houver palavra de atração obrigatória precedendo palavra de atração facultativa, a próclise é recomendada.
- Eu sei que essa questão se resolve facilmente.
- Quando eu te vi pela primeira vez.
ADAPTAÇÃO FONÉTICA PARA MESÓCLISE E ÊNCLISE
	DIANTE DE VERBOS TERMINADOS EM
	USA-SE
	r, s ou z
	lo, la, los, las
	sons nasais (m ou ~)
	no, na, nos, nas
	demais verbos
	o, a, os, as
- É a hora de deixar o apartamento.
	- É hora de deixá-lo.
- Fiz as tarefas.
	- Fi-las.
- Ele quis alguns conselhos.
	- Ele qui-los.
- Fecharei minha casa com cadeado.
	- Fechá-la-ei com cadeado.
- Ele propõe novas regras.
	- Ele propõe-nas
Obs.: os verbos acima são todos transitivos diretos.
FATORES DE ATRAÇÃO
1) Palavras negativas;
- Jamais o deixaremos sozinho.
2) Advérbios;
- Provavelmente se realizará o evento em março.
3) Pronomes Interrogativos, Relativos ou Indefinidos;
- Quem me chamou essa hora?
- Estes são os políticos que se envolveram no escândalo.
- Muitos se declararam inocentes.
4) Conjunção Subordinativas;
- Ele disse que me chamaria para esse evento.
5) Exclamativas ou Optativas (desejo);
- Deus te abençoe!
6) Em + gerúndio.
- Em se tratando de futebol, convém ser fanático.
7) Numeral “ambos”
- Ambos nos deram bons conselhos.
Obs.: dos casos acima, os mais cobrados nas provas são: “não”; advérbios; e todo e qualquer “que”.
ÊNCLISE
1) Verbo no início da oração.
- Inscreva-se no processo seletivo 2024.
Obs.: nas intercalações a colocação pronominal logo após a segunda vírgula é válida.
2) Elemento isolado antes do verbo, sem atração.
- Em 2024, debateu-se muito sobre o assunto.
3) Verbos no gerúndio e no infinitivo sem palavra de atração obrigatória.
- Ele passou nesse concurso dedicando-se de verdade.
MESÔCLISE
1) Verbo no futuro sem palavra de atração obrigatória.
- Arrepender-me-ei certamente de não ter estudado mais.
2) Verbo no futuro do pretérito sem palavra de atração obrigatória.
- Realizar-se-ia essa festa tradicional, não fosse a pandemia.
LOCUÇÕES VERBAIS
1) Verbo auxiliar + gerúndio (sem palavra de atração): o pronome pode ficar antes do verbo auxiliar, depois do auxiliar, antes do principal e depois do principal.
- Eles me estavam chamando para a sociedade.
- Eles estavam-me chamando para a sociedade.
- Eles nos estavam me chamando para a sociedade.
- Eles nos estavam chamando-me para a sociedade.
2) Verbo auxiliar + gerúndio (com palavra de atração): o pronome poderá ficar antes do verbo auxiliar, antes do principal e depois do principal.
- Eles não me estavam chamando para a sociedade.
- Eles não estavam me chamando para a sociedade.
- Eles não estavam chamando-me para a sociedade.
Obs.: não pode, portanto, somente ênclise com o verbo auxiliar.
3) Verbo auxiliar + infinitivo (sem palavra de atração): o pronome poderá ficar antes do verbo auxiliar, depois do verbo auxiliar, antes do principal e depois do principal.
- As portas se vão abrir para você.
- As portas vão-se abrir para você.
- As portas vão se abrir para você.
- As portas vão abrir-se para você.
4) Verbo auxiliar + infinitivo (com palavra de atração): o pronome poderá ficar antes do verbo auxiliar, antes do principal e depois do principal.
- As portas hoje se vão abrir para você.
- As portas hoje vão se abrir para você.
- As portas hoje vão abrir-se para você.
Obs.: não pode, portanto, somente ênclise com o verbo auxiliar.
5) Verbo auxiliar + particípio (sem palavra de atração): o pronome poderá ficar antes do verbo auxiliar, depois do verbo auxiliar e antes do principal.
- Eles se tinham arrependido na hora.
- Eles tinham-se arrependido na hora.
- Eles tinham se arrependido na hora.
Obs.: não pode, portanto, somente ênclise com o verbo auxiliar.
6) Verbo auxiliar + particípio (com palavra de atração): o pronome poderá ficar antes do verbo auxiliar e antes do principal.
- Nunca me tinham chamado para esse evento.
- Nunca tinham me chamado para esse evento.
Obs.: não pode, portanto, somente ênclise com ninguém.
²Obs.: se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou do pretérito, a posição “depois do verbo auxiliar” deverá ser substituída pela mesóclise.
- Ele me haveria insultado diversas vezes.
- Ele haver-me-ia insultado diversas vezes.
- Ele haveria me insultado diversas vezes.
	
	VERBO AUXILIAR
	VERBO PRINCIPAL
	
	ANTES
	DEPOIS
	ANTES
	DEPOIS
	GERÚNDIO
	SEM ATRAÇÃO
	V
	V
	V
	V
	
	COM ATRAÇÃO
	V
	X
	V
	V
	INFINITIVO
	SEM ATRAÇÃO
	V
	V
	V
	V
	
	COM ATRAÇÃO
	V
	X
	V
	V
	PARTÍCIPIO
	SEM ATRAÇÃO
	V
	X
	V
	X
	
	COM ATRAÇÃO
	V
	X
	V
	X
GRUPO DOS VERBOS
VERBOS
É a palavra que normalmente indica uma ação ou um processo, mas pode indicar estado, mudança de estado ou fenômeno natural – sempre dentro de uma perspectiva temporal.
- O aluno estudou muito (ação/passado);
- A aluna está feliz (estado/presente, também chamado de verbo de ligação);
- Há dois amores na minha vida (existência/presente);
LOCUÇÕES VERBAIS
Composta por verbo auxiliar + verbo principal.
Obs.: o verbo auxiliar estabelece concordância, ao passo que o verbo principal carrega o sentido da locução.
Exemplos de verbos auxiliares: ser; estar; ter; haver; ir; dever; poder; etc.
Exemplo de verbos principais: aparece sempre nas formas nominais do verbo (infinitivo, particípio e gerúndio)
	
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS
1) INDICATIVO: verbo indica certeza, afirmação, convicção, constatação.
- Nossa! Como isso aqui está gostoso.
a) Presente;
b) Pretérito;
i. Perfeito;
ii. Imperfeito;
iii. Mais-que-perfeito.
e) Futuro.
i. Presente;
ii. Futuro do Pretérito.
2) SUBJUNTIVO: verbo indica dúvida, suposição, incerteza, possibilidade.	
- Espero que esteja gostoso mesmo.
a) Presente;
b) Pretérito imperfeito;
c) Futuro.
Obs.: As conjunções subordinativas, como regra, levam o verbo para o subjuntivo.
- Ainda que eu estude; - Se eu pudesse; - Embora fosse.
²Obs.: As orações adjetivas também utilizam o subjuntivo.
- Quero um emprego que me faça bem.
	
3) IMPERATIVO: verbo indica sugestão, ordem, pedido.
- Coma este hambúrguer, você não vai querer outro.
a) Afirmativo; 
b) Negativo.
Obs.: é importante saber que não podemos misturar as pessoas “tu” e “você”, pois a gramática exige uniformidade de tratamento.
²Obs.: cuidado com verbos terminados em “–zer” e “–zir”, pois geram um imperativo estranho aos ouvidos, mas correto: “Faze tu” ou “Faz tu”.
³Obs.: o verbo ser tem as seguintes formas de imperativo: “Sê tu” e “Sede vós”.
	MODOS VERBAIS
	TEMPOS VERBAIS
	EXEMPLOS
	INDICATIVO
	Presente
	Ele consegue
	
	Pretérito Perfeito
	Ele conseguiu
	
	Pretérito Imperfeito
	Ele conseguia
	
	Pretérito Mais-Que-Perfeito
	Ele conseguira
	
	Futuro do Presente
	Ele conseguirá
	
	Futuro do Pretérito
	Ele conseguiria
	
	
	
	SUBJUNTIVO
	Presente
	Que ele consiga
	
	Pretérito Imperfeito
	Se ele conseguisse
	
	Futuro
	Quando ele conseguir
	
	
	
	IMPERATIVO AFIRMATIVO
	
	Consiga você
	IMPERATIVO NEGATIVO
	
	Não consiga você
Obs.: pretérito significa passado!
PRESENTE DO INDICATIVO
Indica, principalmente, uma ação que ocorre no exato momento emque se narra a ação. Indica também uma ação habitual, uma característica do sujeito, um estado permanente de uma situação ou a verdade científica dos fatos.
Este tempo verbal pode ser usado ainda para indicar uma ação que ocorrerá num futuro próximo ou enfatizar fatos ocorridos no passado.
		a) fato pontual ou momentâneo no momento da fala:
		- Ele está ranzinza hoje.
		b) Hábito ou rotina no presente:
		- Eu corro e nado todo o dia.
c) fato permanente, verdade atemporal, universal, vista como fato certo, indiscutível:
		- A água ferve a 100 graus.
		- O Brasil faz parte do Mercosul.
		d) futuro próximo “indicando futuro visto como certo”
		- O presidente viaja amanhã.
		e) presente histórico/narrativo:
		- Em 1908, nasce o mito.
		- Machado de Assis publica Dom Casmurro em 1899.
	
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Canto
	Bebo
	Durmo
	TU
	Cantas
	Bebes
	Dormes
	ELE
	Canta
	Bebe
	Dorme
	NÓS
	Cantamos
	Bebemos
	Dormimos
	VÓS
	Cantais
	Bebeis
	Dormis
	ELES
	Cantam
	Bebem
	Dormem
	
PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO
Indica uma ação que ocorreu num determinado momento do passado.
Obs.: impressão que ocorreu somente uma vez.
		a) fato que teve início e fim num passado próximo ou distante:
		- Li duas aulas de constitucional hoje.
		- Li muitos livros na minha infância.
b) fato passado já concluído, mas cujos efeitos perduram até o presente (foco na conclusão da ação):
		- Aprendi inglês na infância.
		- Nunca entendi contabilidade.
c) Pretérito Perfeito Composto: indica continuidade, ação que se inicia em algum momento do passado e se estende até o momento da fala. Sua duração perdura até o presente (TENHO + PARTICÍPIO).
- Tenho feito muitos exercícios de português. (ter + particípio)
- Venho fazendo muitos exercícios de português. (ir + gerúndio)
- João tem investido muito em fundos mobiliários.
		- João vem investindo muito em fundos mobiliários. 
- Maria tem evitado açúcar após o derrame.
Obs.: Note nos exemplos acima a continuidade da ação.
Obs.: Note, outrossim, que a locução de ir/vir no presente do indicativo + gerúndio sugere as mesmas relações do Pretérito Perfeito Composto.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Cantei
	Bebi
	Dormi
	TU
	Cantaste
	Bebeste
	Dormiste
	ELE
	Cantou
	Bebeu
	Dormiu
	NÓS
	Cantamos
	Bebemos
	Dormimos
	VÓS
	Cantastes
	Bebestes
	Dormistes
	ELES
	Cantaram
	Beberam
	Dormiram
PRÉTERITO IMPERFEITO DO INDICATIVO
Refere-se a um fato ocorrido no passado, mas que não foi completamente terminado. Expressando, assim, uma ideia de continuidade e de duração no tempo.
		a) fatos repetidos, frequentes, habituais no passado:
		- Antigamente eu estudava todo dia e ainda malhava.
b) uma ação que estava ocorrendo (ação durativa ou contínua) quando outra (instantânea) aconteceu:
		- Eu estava dormindo, quando o cachorro latiu.
		c) ação planejada, esperada, que não se realizou:
		- Eu pretendia começar hoje o curso, porém foi tudo cancelado.
		- Quando eu ia avisar, já era tarde demais.
	
Obs.: as desinências do pretérito imperfeito do indicativo são:
	a) VA (amava; comprava) - b) A (era)
c) IA (pretendia; ia; fazia) - d) INHA (vinha; tinha)
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Cantava
	Bebia
	Dormia
	TU
	Cantavas
	Bebias
	Dormias
	ELE
	Cantava
	Bebia
	Dormia
	NÓS
	Cantávamos
	Bebíamos
	Dormíamos
	VÓS
	Cantáveis
	Bebíeis
	Dormíeis
	ELES
	Cantavam
	Bebiam
	Dormiam
 	
PRETÉRITO-MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO
Indica ação que ocorreu antes de outra ação passada. Pode indicar também um acontecimento situado de forma incerta no passado.
		a) Pretérito Mais-Que-Perfeito Simples
		- Quando cheguei ao ponto, o ônibus já passara.
		- Já passara das dez quando o táxi chegou.
		Obs.: desinência “-ra”
		b) Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto
		- Quando cheguei ao ponto o ônibus já havia passado.
		- Já tinha passado das dez quando o táxi chegou.
Obs.: locução “tinha/havia + particípio”
		
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Cantara
	Bebera
	Dormira
	TU
	Cantaras
	Beberas
	Dormiras
	ELE
	Cantara
	Bebera
	Dormira
	NÓS
	Cantáramos
	Bebêramos
	Dormíramos
	VÓS
	Cantáreis
	Bebêreis
	Dormíreis
	ELES
	Cantaram
	Beberam
	Dormiram
	LINHA DO TEMPO
Pretérito Perfeito
Pretérito
mais-que-perfeito
Pretérito Imperfeito
Pretérito Imperfeito
	
Presente
Pretérito
Futuro
FUTURO DO PRESENTE DO INDICATIVO
Ação ou acontecimento que provável ou certamente ocorrerá no futuro.
		a) indica fato futuro em relação ao momento da fala
		- Passarei no concurso dos meus sonhos.
		b) indica um futuro considerado certo por quem fala
		- O táxi chegará às 23.
		- Eu não me casarei na igreja.
		c) pode indicar incerteza ou dúvida (geralmente em perguntas)
		- Será que a prova virá fácil?
		- Não estaremos sendo muito rígidos com nossos cônjuges?
		d) pode ser usado com valor de imperativo, em frases categóricas
		- Não matarás. Honrará pai e mãe.
		- A pena não passará da pessoa do condenado.
	e) na forma composta, indica que um fato é concluído antes de outro no			futuro
	- Quando você chegar, já terei jantado.
f) em interrogativas, pode indicar também a dúvida/possibilidade sobre um fato passado
- Não terá sido em vão nosso esforço?
- Terão chegado a tempo na escola?
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Cantarei
	Beberei
	Dormirei
	TU
	Cantarás
	Beberás
	Dormirás
	ELE
	Cantará
	Beberá
	Dormirá
	NÓS
	Cantaremos
	Beberemos
	Dormiremos
	VÓS
	Cantareis
	Bebereis
	Dormireis
	ELES
	Cantarão
	Beberão
	Dormirão
	
FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO
Fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. É utilizado também para indicar uma ação que é consequente de outra, encontrando-se condicionada.
Obs.: expressa, outrossim, incerteza, surpresa e indignação.
²Obs.: terminação desse tempo verbal: -RIA.
		a) designa ações posteriores à época que se fala
		- Eu disse que você conseguiria.
			- Primeiro eu disse, depois você conseguiu.
b) expressa incerteza sobre fatos passados, assim como futuro do presente
		- Quem seria capaz de acertar essa questão?
		- Ela teria, segundo estimativas, quatro milhões de libras.
c) em contextos condicionais, indica fatos que não ocorreram e provavelmente não ocorrerão
		- Se eu soubesse, teria contado a todos.
		- Eu continuaria trabalhando, mesmo se ganhasse na loteria.
		d) expressa fato futuro duvidoso, dependente de uma condição:
		- Se eu pudesse*, viajaria*.
*Obs.: percebe-se que, no caso acima, há estreita correlação entre futuro do pretérito (-ria) e pretérito imperfeito do subjuntivo (-sse).
e) expressa polidez em pedidos e conselhos
- Seria bom você estudar mais português.
- Quem gostaria de uma sobremesa?
f) Futuro do Pretérito Composto (Base: Teria/Haveria + Particípio), funciona de forma muito semelhante
- Se tivéssemos morado juntos, teríamos sido felizes?
- Imaginei que ladrão teria escapado pela janela.
g) em interrogativas, pode indicar também a dúvida/possibilidade sobre um fato passado (nesse ponto, funciona de forma análoga ao Futuro do Presente Composto)
- Não terá/teria sido em vão nosso esforço?
- Terão/teriam chegado a tempo a escola?
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	Cantaria
	Beberia
	Dormiria
	TU
	Cantarias
	Beberias
	Dormirias
	ELE
	Cantaria
	Beberia
	Dormiria
	NÓS
	Cantaríamos
	Beberíamos
	Dormiríamos
	VÓS
	Cantaríeis
	Beberíeis
	Dormiríeis
	ELES
	Cantariam
	Beberiam
	Dormiriam
	
PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Indica uma ação do presente ou do futuro. Também utilizado para expressar desejos.
Obs.: terminação desse tempo verbal: -A/E.
		a) indica possibilidade no presente ou no futuro
		- Pena que a vida não seja assim tão colorida.
		- Temo que a prova venha difícil.
b) a conjunção subordinativa geralmente leva o verbo para o subjuntivo. Entretanto, observe a mudança de sentido que ocorre se trocarmos um tempo indicativo por um subjuntivo
- Alunos que estudam passam mais rápido. (indicativo)
- Alunos que estudem passam mais rápido. (subjuntivo)
Obs.: na primeira, o aluno estuda. Na segunda, o aluno talvez venha a estudar.
- Há quem comete maldade e não sabe dizer a verdade. (indicativo)
- Há quem cometa maldade e não saiba dizer a verdade. (subjuntivo)Obs.: na primeira, alguém comete. Na segunda, o aluno talvez venha a cometer.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	QUE EU
	Cante
	Beba
	Durma*
	QUE TU
	Cantes
	Bebas
	Durmas*
	QUE ELE
	Cante
	Beba
	Durma*
	QUE NÓS
	Cantemos
	Bebamos
	Durmamos*
	QUE VÓS
	Canteis
	Bebais
	Durmais*
	QUE ELES
	Cantem
	Bebam
	Durmam*
*As formas verbais indicadas apresentam particularidade gráfica.
PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO
Refere-se a um fato que pode ter ocorrido ou não. Frequentemente remete aos desejos, vontades, imaginação ou sentimentos do falante.
Obs.: terminação desse tempo verbal: -SSE, -SSES, -SSEMOS, -SSEIS, -SSEM.
		a) denota ação posterior a outro fato na oração principal
		- Duvidei que minha avó bebesse tanta tequila.
		- Pedi que eles se levantassem.
		b) denota ação posterior a outro fato na oração principal.
		- Se eu estudasse todo dia, passaria em qualquer prova.
		- Seria melhor que falassem logo.
		- Temia que fosse um golpe.
c) tempo eminentemente composto, com auxiliar “ter” ou “haver” no presente do subjuntivo, e expressa:
	i. Fato passado
	- Espero que você tenha entendido a explicação.
	ii. fato futuro já concluído, antes de outro também no futuro
	- Suponho que João já tenha saído quando chegarmos.
d) o pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo é tempo composto formado por: tivesse/houvesse (subjuntivo) + particípio.
		- Se a sorte nos tivesse favorecido, não faltaria dinheiro hoje.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	SE EU
	Cantasse
	Bebesse
	Dormisse
	SE TU
	Cantasses
	Bebesses
	Dormisses
	SE ELE
	Cantasse
	Bebesse
	Dormisse
	SE NÓS
	Cantássemos
	Bebêssemos
	Dormíssemos
	SE VÓS
	Cantásseis
	Bebêsseis
	Dormísseis
	SE ELES
	Cantassem
	Bebessem
	Dormissem
FUTURO DO SUBJUNTIVO
Expressa a possibilidade de algo que pode acontecer ou que você espera que aconteça no futuro. Comumente utilizado em orações subordinadas, ou seja, uma sentença que depende de outra.
		a) denota ação eventual ou hipotética no futuro
		- Quando você me pagar, eu entregarei o produto.
		- Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós.
		- Direi adeus àquelas que me traírem.
b) pode também ocorrer em forma composta, caso em que o particípio da locução vai sugerir uma ideia de completude da ação vista como hipotética
- Quando tudo estiver acabado, pediremos uma pizza.
Futuro do Subjuntivo x Infinitivo
- Quando eu entregar (fizer) o trabalho, ficarei tranquilo. (fut. do subj.)
- Para entregar (fazer) o trabalho, faço horas extras. (infinitivo)
Obs.: o macete para fazer essa diferenciação é trocar por um verbo que tenha infinitivo diferente do futuro do subjuntivo. Troque pelo verbo “fazer”.
	“Propor” (infinitivo) x “Propuser” (futuro do subjuntivo)
	“Entreter” (infinitivo) x “Entretiver” (futuro do subjuntivo)
	“Ver” (infinitivo) x “Vir” (futuro do subjuntivo)
	“Vir” (infinitivo) x “Vier” (futuro do subjuntivo)
Obs.: essa diferença vale para os verbos derivados de por, ter, ver e vir.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	QUANDO EU
	Cantar
	Beber
	Dormir
	QUANDO TU
	Cantares
	Beberes
	Dormires
	QUANDO ELE
	Cantar
	Beber
	Dormir
	QUANDO NÓS
	Cantarmos
	Bebermos
	Dormirmos
	QUANDO VÓS
	Cantardes
	Beberdes
	Dormirdes
	QUANDO ELES
	Cantarem
	Beberem
	Dormirem
	IMPERATIVO AFIRMATIVO
	PRESENTE DO SUBJUNTIVO
	PRESENTE DO INDICATIVO
	IMPERATIVO AFIRMATIVO
	Que eu beba
	Eu bebo
	-
	Que tu bebas
	Tu bebes
	Bebe tu
	Que ele beba
	Ele bebe
	Beba você
	Que nós bebamos
	Nós bebemos
	Bebamos nós
	Que vós bebais
	Vós bebeis
	Bebei vós
	Que eles bebam
	Eles bebem
	Bebam vocês
Obs.: com “tu” e “vós”, teremos a mesma conjugação do Presente do Indicativo só que sem o “S”.
Obs.: o Imperativo Afirmativo inicia-se da segunda pessoa, pois não é possível transmitir uma ordem a si mesmo.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	-
	-
	-
	TU
	Canta tu
	Bebe tu
	Dorme tu
	ELE
	Cante você
	Beba você
	Durma* você
	NÓS
	Cantemos nós
	Bebamos nós
	Durmamos* nós
	VÓS
	Cantai vós
	Bebei vós
	Dormi vós
	ELES
	Cantem vocês
	Bebam vocês
	Durmam* vocês
*As formas verbais indicadas apresentam particularidade gráfica.
IMPERATIVO NEGATIVO
	PRESENTE DO SUBJUNTIVO
	IMPERATIVO NEGATIVO
	Que eu beba
	-
	Que tu bebas
	Não o bebas tu
	Que ele beba
	Não o beba você
	Que nós bebamos
	Não o bebamos nós
	Que vós bebais
	Não o bebais vós
	Que eles bebam
	Não o bebam vocês
	Obs.: o Imperativo Negativo segue o padrão do Presente do Subjuntivo normalmente, sem aquelas exceções do “tu” e “vós”. Conjuga-se o subjuntivo, depois insere o “não”.
	
	CANTAR
	BEBER
	DORMIR
	EU
	-
	-
	-
	TU
	Não canta tu
	Não bebe tu
	Não dorme tu
	ELE
	Não cante você
	Não beba você
	Não durma* você
	NÓS
	Não cantemos nós
	Não bebamos nós
	Não durmamos* nós
	VÓS
	Não cantai vós
	Não bebei vós
	Não dormi vós
	ELES
	Não cantem vocês
	Não bebam vocês
	Não durmam* vocês
*As formas verbais indicadas apresentam particularidade gráfica.
FORMAS NOMINAIS DO VERBO
As orações construídas pelas formas nominais são chamadas de orações reduzidas (de infinitivo, particípio ou gerúndio). As formas nominais também são usadas nas locuções verbais.
- Posso tentar ajudar.
- Ele devia parar de fumar.
- Venho trabalhando demais ultimamente.
1) INFINITIVO: geralmente funciona como substantivo, com terminações em “ar”, “er” ou “ir”.
	- Nadar todo dia é saudável.
		a) Infinitivo Pessoal x Infinitivo Impessoal
O Infinitivo Pessoal é quando há sujeito, ao passo que o Impessoal não possui sujeito.
Obs.: o infinitivo impessoal, não flexionado, não concorda com nenhum termo, pois enuncia uma ação vaga, sem agente determinado. Assim é um recurso de indeterminação do sujeito.
²Obs.: o fato de estar no singular não quer dizer que seja impessoal, pois pode estar flexionado no singular porque seu sujeito é singular.
- É importante estudarmos para a prova (sujeito explícito na desinência “mos” = “nós”; o infinitivo concorda com ele)
- É importante estudar para a prova (quem deve estudar? Ação é vaga e indeterminada, pois não há sujeito para concordar)
³Obs.: não confunda o Infinitivo com o Futuro do Subjuntivo. Em alguns verbos eles são idênticos na grafia. Portanto, lembre-se do macete do verbo fazer.
- Quando o inverno chegar, eu quero estar junto a ti. (futuro do subjuntivo)
- Ao chegar à casa dos outros, limpe os pés. (infinitivo)
	2) PARTICÍPIO: geralmente funciona como advérbio, com terminações em “ado” ou “ido”.
	- Chegando a visita, convide-a para sentar.
	Obs.: Particípio abundante. Há verbos que trazem mais de um particípio, um regular, terminado em –do, e um não regular, que pode ter diversas terminações.
	INFINITIVO
	PARTICÍPIO REGULAR
	PARTICÍPIO IRREGULAR
	Aceitar
	Aceitado
	Aceito
	Acender
	Acendido
	Aceso
	Afligir
	Afligido
	Aflito
	Assentar
	Assentado
	Assento
	Corrigir
	Corrigido
	Correto
	Encher
	Enchido
	Cheio
	Entregar
	Entregado
	Entregue
	Expressar
	Expressado
	Expresso
	Extinguir
	Extinguido
	Extinto
A regra é simples: com os Particípios com terminação regular “-do” serão usados na voz ativa, com os verbos:
a) Ter/Haver (regular)
- Tenho pagado minhas dívidas em débito automático.
- Eu nunca havia aceitado bem críticas.
b) Os particípios regulares, com outras terminações, por exceção, serão usados na voz passiva, com os verbos “Ser e Estar” (irregular)
- O boleto foi pago em dinheiro vivo.
- Estive suspenso do trabalho, por desafiar ordens sem sentido.
3) GERÚNDIO: geralmente indica uma ação continuada ou ações que ocorrem simultaneamente funciona como adjetivo, com terminações em “ndo”.
	- A quantidade investida é altíssima.
Obs.: nas provas, podem ser cobrados outros sentidos: tempo, condição, modo e causa.
- Chegando ao banco, ele se assustou com a fila. (tempo: ele se assustou quando chegou)
- Lavando a louca, poderá sair. (condição: se lavar a louça, poderá sair)
- Desenvolveu a memória fazendo exercícios (modo: exercícios foram a maneira que usou para desenvolver a memória)
- Estudando com dedicação por anos, foi aprovada em primeiro lugar. (causa: foi aprovada em primeiro lugar porque estudou por anos)
²Obs.: Para expressar continuidade, pode-seusar:
	a) Locução de Gerúndio:
	- Ele vem buscando a aprovação.
	b) Locução de Infinitivo:
	- Ele está a buscar a aprovação.
	c) Particípio:
	- Ele tem buscado a aprovação.
VERBOS DEFECTIVOS
São verbos que têm defeito de conjugação, pois não são conjugados em todas as pessoas.
Normalmente pela semelhança que a conjugação teria com outro verbo (falar e falir: “eu falo”), ou pelo mau som: “ela computa”.
Na maioria dos casos, são conjugados só na 1ª e 2ª pessoa do plural do modo indicativo; na 2ª pessoa do plural do modo imperativo e não possuem flexões no presente do subjuntivo (porque não têm o presente do indicativo).
O Presente do Subjuntivo é derivado do radical da 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, em suma, “eu faço” vira “que eu faça”.
Por não trazer a 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, são defectivos os verbos:
- Abolir; banir; brandir; carpir; colorir; computar; delir; explodir; ruir; exaurir; demolir; puir; delinquir; fulgir (resplandecer); feder; aturdir; bramir; esculpir; extorquir; retorquir; soer (costumar: ter costume de).
VERBOS VICÁRIOS
São aqueles que fazem as vezes de outros verbos, substituindo-os para evitar repetição. Os mais comuns são os verbos “ser” e “fazer”.
Obs.: normalmente vêm acompanhados de um Pronome Demonstrativo “o”, que retoma a ação ou evento da ação anterior.
²Obs.: observe que há dois verbos e um substitui o outro, quando vicário, o “fazer” não traz seu sentido próprio, pois assume o sentido do outro verbo.
- Eu poderia ter fugido, mas não o fiz. (“o fiz” retoma “ter fugido”)
- Se você não estudou foi porque teve preguiça. (“foi” retoma “não estudou”)
- Se ela não aceitar ir ao cinema é porque não quer. (dever, obrigação)
VERBOS PRONOMINAIS
São aqueles que trazem um pronome integrante do verbo e que não podem ser conjugados sem ele, como por exemplo:
- Arrepender-se; atrever-se; assemelhar-se; candidatar-se.
Obs.: o “se” acima é chamado de parte integrante do verbo.
VOZES VERBAIS
Indica a relação do sujeito com o verbo, definindo o papel do sujeito como agente ou paciente.
	1) VOZ ATIVA: o sujeito é agente, pratica a ação.
	- O policial deteve os criminosos. (o sujeito executa a ação do verbo)
	2) VOZ PASSIVA: o sujeito é paciente, sofre a ação, recebe o efeito da ação.
	- Os criminosos foram detidos pelo policial. (o sujeito sofreu a ação do verbo)
a) Voz passiva analítica: formada por um verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI) na terceira pessoa (singular ou plural) mais o pronome “se” (apassivador).
- Praticam-se boas ações.
- Pratica-se boa ação.
Obs.: note que o verbo flexiona para concordar com o objeto que, nesse caso, é direto.
b) Voz passiva sintética: formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI).
- Boas ações foram praticadas.
Obs.: na voz passiva sintética, diferentemente de que muitos pensam, há a presença sim do sujeito. Quem sumiu foi o agente da ação verbal.
3) VOZ REFLEXIVA: o sujeito pratica a ação em si mesmo, é agente e paciente ao mesmo tempo.
- Os criminosos se entregaram à polícia. (o “se” tem função de objeto direto)
- O menino se feriu cm a faca. (o “se” tem função de objeto direto)
- Eles deram-se, após a tragédia, uma segunda chance. (o “se” tem função de objeto indireto)
Obs.: nos casos acima, para saber se a partícula “se” é voz reflexiva, substitua por “a si mesmo”.
- O menino feriu a si mesmo com a faca.
4) VOZ REFLEXIVA RECÍPROCA: os sujeitos praticam uma ação uns nos outros, mutuamente.
- Os criminosos se abraçaram na prisão.
Obs.: Há casos em que o verbo tem sentido de passivo (“levei um soco”), mas ainda assim, sintaticamente, a voz é ativa, porque o sujeito sintático pratica a ação.
5) TRANSPOSIÇÃO DE VOZ ATIVA PARA PASSIVA: na conversão da voz ativa para a passiva, o sujeito da voz ativa vira o agente da passiva. O objeto direto da ativa vira sujeito paciente na passiva.
- O desafiante derrotou o campeão. (voz ativa)
		O desafiante (sujeito) derrotou (verbo t. direto) o campeão (obj. direto)
- O campeão foi derrotado pelo desafiante. (voz passiva)
O campeão (sujeito paciente) foi derrotado (ser + particípio) pelo desafiante (agente da passiva).
Obs.: só é possível fazer a transição da voz ativa para a passiva com verbo transitivo direto ou verbo transitivo direto e indireto.
²Obs.: é necessário adicionar preposição ao agente da passiva, geralmente, a “por” que na contração fica “pelo” ou “pela”
	
TRANSITIVIDADE VERBAL
1) VERBO TRANSITIVO DIRETO (VTD): exige um complemento sem preposição.
	- Paguei a conta.
Paguei (verbo transitivo direto) a conta (objeto direto).
2) VERBO TRANSITIVO INDIRETO (VTI): exige um complemento com preposição.
	- Refiro-me à proposta.
Refiro-me (verbo transitivo indireto) à proposta (objeto indireto).
3) VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO (VTDI): exige dois complementos.
	- Informei a situação à servidora.
Informei (verbo transitivo direto e indireto) a situação (objeto direto) à servidora (objeto indireto).
			
4) VERBO INTRANSITIVO: rejeita o objeto.
	- Os torcedores sumiram do estádio.
Os torcedores (sujeito) sumiram (verbo intransitivo) do estádio (adjunto adverbial de lugar).
Obs.: os verbos “CHEGAR” e “IR” são verbos intransitivos circunstanciais.
	- Após a aula, eu irei ao estádio.
Após a aula, eu (sujeito) irei (v. intransitivo) ao estádio (adjunto adverbial de lugar).
5) VERBO DE LIGAÇÃO: liga a característica ao seu respectivo sujeito.
	- Joaquim tornou-se herói.
Joaquim (sujeito) tornou-se (verbo de ligação) herói (predicativo do sujeito)
	Mnemônico: T; V; C; A; F; E; S; P².
Tornar-se; Virar; Continuar; Andar; Ficar; Estar. Ser; Parecer; Permanecer.
OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
O objeto direto não precisa de preposição, mas em alguns casos, ele pode vir acompanhado de preposição - por questões estilísticas ou para evitar ambiguidades.
A diferença entre objeto direto e indireto é que a presença da preposição é obrigatória no objeto indireto; caso contrário, ele não faz sentido. O objeto direto não precisa da preposição, mas em alguns casos, ela pode ser usada.
- Ao irmão a irmã perdoou.
Obs.: Perdoar é um verbo transitivo direto, pois precisa de complemento sem exigência de preposição. No entanto, na oração “O irmão a irmã perdoou” não deixa claro quem perdoou quem, o que não acontece com a presença da preposição na oração (Ao irmão a irmã perdoou.), em que é possível perceber que a irmã perdoou o irmão.
- Cumpri com o que tinha prometido.
Obs.: Cumprir é um verbo transitivo direto, pois precisa de complemento sem exigência de preposição. O que cumpri? Cumpri o que tinha prometido. Neste caso, a presença da preposição “com” serve apenas para dar mais ênfase à mensagem que comunica o cumprimento de uma promessa.
Importante: o pronome quem sempre será precedido de uma preposição, inclusive quando exercer função de objeto direto.
- O rapaz que conheci ontem está em minha sala.
O pronome “que” funciona como objeto direto. Substituindo pelo “quem”, teremos:
- O rapaz a quem conheci ontem está em minha sala.
REGÊNCIA VERBAL
Relação que o verbo (termo regente) estabelece com seu complemento (termo regido). 
- Eu comprei a casa.
PARALELISMO SINTÁTICO
- Precisamos, acreditamos e gostamos da paz. (precisamos “de”, acreditamos “em” e gostamos “de”)
- Precisamos da paz, acreditamos nela e dela gostamos.
REGÊNCIA EM PRONOME RELATIVO
Ao se encontrar questão de regência com pronome relativo, é importante lembrar que a preposição, caso haja, vai próxima ao pronome.
- O profissional no qual se acreditou. (quem acredita, acredita “em” algo)
- O profissional em quem se confiou.
CASOS ESPECIAIS DE REGÊNCIA VERBAL
AGRADAR
VTD: sentido de fazer carinho
- O esposo agradava a mulher.
VTI: sentido de “ser agradável”
- O assunto não agradou aos convidados.
AJUDAR
VTD ou VTI: sem alteração do sentido
- O professor ajudou os (aos) alunos.
ATENDER
VTD ou VTI: sem alteração do sentido
- O juiz atendeu (a) todos os advogados.
	
ASPIRAR
VTD: sentidode sorver o ar, sugar
- A diarista aspirou o pó da sala.
VTI: no sentido de desejar, almejar, querer
- Ele aspira ao cargo público.
Obs.: não aceita o pronome oblíquo “lhe” como complemento.
- O jovem aspira-lhe.
- O jovem aspira a ele.
VISAR
VTD: sentido de “mirar”, “ver”
- O atirador visou o alvo.
VTI: sentido de almejar, desejar, querer
- Ele visa a um cargo público.
*ASSISTIR
VTI: sentido de ver, presenciar ou morar
- Eu assisti ao maravilhoso clássico.
- A família assiste em Brasília
VTD (preferencialmente) ou VTI: sentido de dar assistência, ajudar.
- O médico assiste os (aos) enfermeiros.
CHAMAR
VTD: sentido de convocar
- A mãe chamou o filho para almoçar.
VTD ou VTI: sentido de “dar nome” “apelidar”
- Eles chamavam a (à) mãe de heroína.
CHEGAR
VTI: quando acompanhado de expressões locativas.
- Chegamos cedo à escola.
IMPLICAR
VTI: sentido de zombar, provocar.
- É normal implicarmos com nossos irmãos.
VTD: sentido de acarretar, causar.
- O seu comportamento implica demissão.
*LEMBRAR / LEMBRAR-SE E ESQUECER / ESQUECER-SE
VTD: lembrar / esquecer (sem o pronome)
- Meu pai lembra o seu nome.
- Eu esqueci a sua blusa.
VTI: lembrar-se / esquecer-se (com o pronome)
- Meu pai se lembra do seu nome.
- Eu esqueci-me da sua bolsa.
	
OBEDECER
VTI: sempre intransitivo.
- Eles não obedeceram ao regulamento.
PREFERIR
VTDI: algo a algo.
- Eu prefiro os salgados aos doces.
Obs.: Muito cuidado com o coloquialismo “eu prefiro doces do que os salgados”.
PROCEDER
VTI: sentido de iniciar, executar ou sentido de ter procedência, ser verdadeiro.
- O ator procedeu à apresentação.
	
IR
VTI: sentido de encaminhar-se, dirigir.
- Fomos ao tribunal para assistir ao julgamento.
ANSIAR
VTD: sentido de causar ânsia.
- A doença ansiava o paciente.
VTI: sentido de desejar fortemente.
- eles anseiam por paz global.
*MORAR
Verbo intransitivo, entretanto usa-se a preposição “em”.
- Antônio mora em São Paulo.
- A rua em que moro é agitada.
NAMORAR
VTD: sentido de desejar algo ou de ter relacionamento com alguém.
- Ana namorou o sapato na vitrine.
- Ana namorou Pedro.
PAGAR
VTD: quando o complemento for coisa (aquilo que é pago).
- Paguei o carro à vista.
VTI: quando o complemento for pessoa (ou quem recebe o pagamento)
- Paguei ao banco à vista.
SOLICITAR
VTD: sentido de obter
- Ana solicitava doações.
VTDI: sentido de pedir ou fazer requerimento.
- Ana solicitou do (ao) chefe o aumento de salário.
SUCEDER
Verbo intransitivo no sentido de acontecer.
- Sucedeu que minha ausência foi notada durante toda reunião.
VTI: sentido de substituir, assumir, por nomeação ou eleição.
- Pedro está prestes a suceder ao diretor da escola.
ADVÉRBIO
Traz sentidos ou circunstâncias (valor circunstancial) a verbos, adjetivos e até mesmo outro advérbio. Trata-se de uma palavra invariável, ou seja, não sofre flexão.
- Essas crianças estudam longe. (o termo “longe” expressa ideia de lugar ao verbo “estudam”)
- O aluno muito dedicado conseguiu excelentes notas. (o termo “muito” intensifica o adjetivo “dedicado”)
- Essas crianças estudam bastante longe. (o termo “bastante” intensifica o advérbio “longe”)
Obs.: o sufixo “-mente” é formador de advérbios.
²Obs.: jamais modificará um substantivo.
³Obs.: em alguns casos o sufixo “mente” pode ser suprimido, veja o exemplo abaixo:
- Eu estou louca, perdida, desesperada e intensamente apaixonado por você.
	Advérbios
4Obs.: geralmente, próximo a verbos intransitivos há a presença de advérbios.
- Cheguei ao trabalho para a reunião.
5Obs.: quando o advérbio não estiver ligado a nenhuma palavra em especifico, pode-se muda-lo de lugar na frase sem que ocorra a mudança de sentido.
- Em 2022, eu fui aprovado no concursos dos meus sonhos.
- Eu fui aprovado, em 2022, no concurso dos meus sonhos.
- Eu fui aprovado no concurso dos meus sonhos em 2022.
LOCUÇÃO ADVERBIAL
Grupo geralmente formado por “preposição + substantivo” que tem valor de advérbio e se comporta como tal, ou seja, modifica o sentido do verbo.
- Eles estudam em casa.
- A turma leu em silêncio.
BASTANTE
Pode comportar-se como pronome indefinido adjetivo e como advérbio. Em todos os casos deve-se substituir por “muito”.
- Comprei bastantes blusas. (pronome indefinido adjetivo)
- Comprei muitas blusas. (como o “muito” flexionou, deve-se utilizar “bastantes” no plural e, nesse caso, ele é pronome ind. adj., pois é variável)
- Falamos bastante com nossos familiares. (advérbio)
	- Falamos muito com nossos familiares. (como não houve a flexão, o bastante permanece no singular e, nesse caso, ele é advérbio, pois é invariável)
ADVÉRBIO X ADJETIVO
	- A garota chegou depressa. (advérbio)
Note que é o modo como ela chegou, a maneira que ela realizou a ação.
- A garota chegou cansada. (adjetivo)
Note agora que é o estado da garota quando ela chegou.
	CIRCUNSTÂNCIAS ADVERBIAIS
- Decidimos não discutir sobre política. (assunto)
- Eles tremeram de medo. (causa)
- Esse político cometeu os crimes com os líderes. (companhia)
- Apesar de vocês, vamos obter êxito. (concessão)
- Sem coragem não se vai longe. (condição)
- Ele fez trabalho conforme o manual. (conformidade)
- Ele talvez decida o jogo com o seu talento. (dúvida)
- Nós nos arrumamos para a entrevista de emprego. (finalidade)
- Escrevi minha carta de despedida com esta caneta. (instrumento)
- O jogo acabou mais rápido. (intensidade)
- Eu acordei no chão. (lugar)
- Ela trabalhou sem pressão. (modo)
- Eles nunca fizeram esse trabalho. (negação)
- Acordei às 10h. Viajo amanhã. (tempo)
GRUPO DOS CONECTORES
PREPOSIÇÃO
Tem a função de ligar duas palavras, fazendo com que a segunda ofereça uma informação sobre a primeira, sendo elas:
A; ANTE; ATÉ; APÓS; COM; CONTRA; DE; DESDE; ENTRE; PARA; PER; PERANTE; POR; SEM; SOB; SOBRE; TRÁS.
Obs.: todo termo preposicionado é subordinado a outro termo da frase.
²Obs.: A substituição de preposições ocasiona a alteração do sentido da frase, conforme exemplos abaixo:
- Relógio de ouro. (matéria)
- Relógio com ouro. (adição)
- Relógio em ouro. (revestimento)
- Relógio sem ouro. (falta)
³Obs.: decore os casos abaixo!
Para + verbo no infinitivo: Finalidade
A fim de + verbo no infinitivo: Finalidade
Por + verbo no infinitivo: Causa
Apesar de + verbo no infinito: Concessão
A concessão é uma oposição incapaz de impedir a realização da oração principal.
Ao + verbo no infinitivo: Tempo
A + verbo no infinito: Condição
Verbo no infinitivo: AR; ER; e IR
LOCAIS
Vou a, vou e volto.
- Vou a Goiânia. (movimento)
Vou para, vou e fico.
- Vou para Goiânia. (destino)
PROPOSIÇÕES ACIDENTAIS
COMO; CONFORME (ou segundo/consoante); DURANTE; MEDIANTE; MENOS; SALVO; EXCETO; AFORA; SENÃO; EXCLUSIVE (sentido exclusivo, exceptivo); INCLUSIVE; VISTO. MALGRADO; MESMO; QUE.
LOCUÇÕES PREPOSITIVAS
Dois ou mais elementos que se comportam como preposição. Onde o último elemento sempre será uma preposição.
Abaixo de; acima de; a despeito de; além de; através de; em face de; junto de; quanto a; em prol de; de acordo com.
VALOR RELACIONAL E VALOR NOCIONAL
Valor relacional: preposições sem valor semântico. Introduzem um complemento verbal ou nominal.
- Todos os alunos gostam de conteúdo mais acessíveis. (a preposição “de” é exigência sintática do verbo “gostar”, sem valor semântico)
Valor nocional: preposições com valor semântico Introduzem adjunto adverbial ou adnominal.
- Eles sempre trabalharam em cidades mais perigosas. (a preposição “em” tem valor de lugar. Seu valor semântico de lugar é atribuído a todo o adjunto)
INTERJEIÇÃO
É palavra ou expressão por meio da qual os falantes exprimem emoções súbitas. Não exercem função sintática e não possuem estruturação lógica, nascem de questões afetivas por parte dos falantes.
Além disso, morfologicamente, é invariável.
- Ah, que prova fácil.
- Ah! Que prova fácil.
	
CONJUNÇÕES 
Liga elementos de uma mesma sentença, sejam eles termo de uma mesma oração ou orações de um mesmo período, conforme tabela na próxima página.
	CLASSIFICAÇÃO
	CONECTIVOS
	PONTUAÇÃO
	CONCLUSIVAS
	Logo, pois (deslocado), então, portanto, assim, enfim, por fim, por conseguinte,conseguintemente, consequentemente, donde, por onde, por isso.
Destarte, dessarte.
	Sempre separada por vírgula.
Seguir o mesmo tratamento das Adversativas.
O pois é uma conjunção explicativa, mas se estiver deslocado é conclusiva.
	ADVERSATIVAS
	Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, senão, não obstante (com indicativo), aliás, ainda sim.
Só que, e.
	Sempre separada por pontuação.
Obs.: As conjunções (mas, e, só que) não são deslocáveis, portanto nunca poderão ser seguidas de vírgula.
Já as conjunções restantes podem ser deslocáveis e, portanto seguirão as regras a seguir:
Se vier vírgula antes da conj.: proibido
Ponto e vírgula antes da conj.: facultativo
Ponto final antes da conj.: facultativo
	ADITIVA
	E, nem, também, que, não só...mas também, não só...como, tanto...como, assim...como.
Tampouco, tanto...quanto.
	Conjunções enfáticas = facultativa
Oraç. com mesmo sujeito = proibida
Oraç. com sujeito distintos = obrigatória (maioria) e facultativa (Bechara e Cespe)
	EXPLICATIVA
	Isto é, por exemplo, a saber, ou seja, verbi gratia, pois, pois bem, ora, na verdade, depois, além disso, com efeito que, porque, ademais, outrossim, porquanto.
	Sempre separada por vírgula.
	ALTERNATIVA
	Ou...ou, já...já, seja...seja, quer...quer, ora...ora, agora...agora.
	Uma conjunção = facultativa
Duas conjunções = obrigatória
	
CLASSIFICAÇÃO
	CONECTIVOS
	PONTUAÇÃO
	CAUSAIS
	Já que, porque, que, visto que, uma vez que, sendo que, como, pois que, visto como.
	Pontuação é facultativa. Pontuação obrigatória apenas quando a oração estiver deslocada. Se estiver na posição canônica, ordem direta
	FINAIS
	Para que, afim de que, que, porque.
De modo que, de forma que, de sorte que
	Pontuação obrigatória apenas quando a oração estiver deslocada. Se estiver na posição canônica, ordem direta, a pontuação é facultativa.
	PROPORCIONAIS
	Quanto mais...tanto mais, ao passo que, à medida que, quanto menos... tanto menos, à proporção que.
	Pontuação obrigatória apenas quando a oração estiver deslocada. Se estiver na posição canônica, ordem direta, a pontuação é facultativa.
	TEMPORAIS
	Quando, enquanto, apenas, mal, desde que, logo que, até que, antes que, depois que, assim que, sempre que, senão quando, ao tempo que.
	Pontuação obrigatória apenas quando a oração estiver deslocada. Se estiver na posição canônica, ordem direta, a pontuação é facultativa.
	CONCESSIVAS
	Embora, ainda que, conquanto, dado que, posto que, em que, quando mesmo, mesmo que, por menos que, por pouco que, apesar de que.
	Pontuação sempre obrigatória.
	CONDICIONAIS
	Se, salvo se, caso, sem que, a menos que, contanto que, exceto se, a não ser, com tal que.
	Pontuação sempre obrigatória.
	CONFORMATIVAS
	Consoante, segundo, conforme, da mesma maneira que, assim como, com o que.
	Pontuação sempre obrigatória.
	CONSECUTIVAS
	Tanto que, de modo que, de sorte que, tão que, sem que
	Proibida nas orações em que não é possível deslocar a Oração Subordinada Adverbial Consecutiva.
	COMPARATIVAS
	Como, tal como, tão como, tanto quanto, mais...(do) que, menos... (do) que, assim como.
	Proibida nas orações em que não é possível deslocar a Oração Subordinada Comparativa.
1) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ADITIVAS
Exprimem a ideia de acréscimo ou adição de uma informação.
- Amanhã irei correr e tomar água de coco.
CONJUNÇÃO “E”
Pode ter outros valores semânticos, por exemplo, o valor adversativo ou conclusivo.
- Não estudei para essa prova, e (porém) obtive um grande resultado.
- Estudei com muita seriedade todos os dias, e (portanto) obtive êxito na prova.
CONSTRUÇÃO “E NEM”
Segundo o professor José Maria da Costa, essa construção só pode aparecer junta se o “e” for uma conjunção aditiva e o “nem” for um advérbio de negação, exercendo cada uma, assim, sua própria função morfológica.
- O ordenamento jurídico busca a realização da justiça e nem sempre consegue.
Ainda segundo o professor: como conjunção, todavia, o termo “nem” já significa “e não”, razão pela qual não se lhe pode antepor o termo “e”.
- O professor não escreveu a justificativa, nem escreverá.
- O professor não escreveu a justificativa e não escreverá.
- O professor não escreveu a justificativa e nem escreverá.
2) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ADVERSATIVAS
Exprime um contraste entre as orações.
- Eles não queriam sair, no entanto foram intimados e tiveram que ir.
Obs.: As conjunções adversativas “porém; contudo; entretanto; no entanto” podem aparecer deslocadas no interior das orações, caso em que se faz obrigatório o uso das vírgulas.
- Eles divulgaram amplamente a notícia, o povo, entretanto, não deu importância.
- Eles divulgaram amplamente a notícia, entretanto o povo não deu importância.
CONJUNÇÃO “NÃO OBSTANTE”
Para a locução acima ser considerada coordenada adversativa, é preciso que o verbo esteja no modo indicativo (certeza). 
- Manifestamo-nos sobre as alegações, não obstante a defesa foi rejeitada.
Por outro lado, caso o verbo esteja no subjuntivo (incerto), será considerada subordinada concessiva.
- Não obstante treinasse muito, perdeu o jogo. 
3) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ALTERNATIVAS
Exprimem ideia de alternância.
- Seja no campo, seja na cidade, ela se sente feliz.
CONJUNÇÃO “OU”
Pode exprimir ideia de exclusão ou de inclusão.
- Ou você faz uma festa de aniversário ou você viaja para a Disney. (exclusão)
- Não se deve consumir álcool em excesso ou fumar cigarro. (inclusão)
CONSTRUÇÃO “E/OU”
Segundo Arnaldo Niskier: “A rigor, este recurso não faz parte do repertório da língua portuguesa. Modernamente, porém, tem sido muito usado para expressar a possibilidade de os elementos serem tomados em conjunto ou separadamente. É conveniente, no entanto, evitar o abuso desse recurso e, quando usá-lo, certificar que está sendo bem usado, isto é, que tanto a ideia de adição quanto a de alternância (e não apenas uma delas) estão presentes.
- As candidaturas poderão ser orais e/ou escritas.
4) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS CONCLUSIVAS
Exprime ideia de conclusão.
- Sou estudioso, portanto acerto muitas questões.
CONJUNÇÃO “POIS”
Após o verbo (entre vírgulas) exprime ideia de conclusão e antes, explicação.
- O time venceu, está, pois, classificado. (conclusão)
- O time venceu, pois está classificado. (explicação)
5) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS EXPLICATIVAS
Exprime ideia de justificativa.
- Descemos do carro, porquanto o trânsito estava parado.
Obs.: para saber se o “que” exerce função de explicação, substitua por “porque”.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES
Introduzem oração subordinada substantiva. Esse tipo de oração exerce as mais variadas funções sintáticas.
- Ele não tinha certeza de que o gabarito estava certo.
	- Ele não tinha certeza | disso.
- O povo observou que havia fraude naquele trabalho.
	- O povo observou | isso.
- Perguntamos se haveria aula.
	- Perguntamos | isso.
Obs.: a oração que a conjunção integrante introduz pode ser substituída pela palavra “isso” e suas variações.
1) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CAUSAIS
Exprime sentido de causa.
- Porque esse concurso é difícil, decidi dedicar-me exclusivamente aos estudos. 
consequência
causa
	NÃO CONFUNDA CAUSA; CONSEQUÊNCIA E EXPLICAÇÃO
- Choveu porque o dia foi muito quente. (causa)
- Choveu tanto que o chão está molhado. (consequência)
- Choveu, porque o chão está molhado. (explicação)
Obs.: o chão estar molhado não causa chuva! É só uma explicação ou justificativa para afirmação “choveu”. A vírgula também denuncia essa relação de coordenação, acentuando que são duas orações independentes.
2) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS COMPARATIVAS
Exprimem ideia de comparação ou contraste.
	- Ele é um excelente piloto, tanto quanto o pai.
3) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONCESSIVAS
Exprimem ideia contrária a principal, mas sem impedir a sua realização.
Obs.: a concessão também é uma adversidade, mas tem um sentido mais refinado de quebra de expectativa.
- Embora o vosso sangue me não corra nas veias, sou vosso neto.
²Obs.: nas orações concessivas o verbo vem no subjuntivo.
DIFERENÇA ENTRE ADVERSATIVA E CONCESSIVA
Ambas trazem

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