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UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE PEDAGOGIA 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Conhecimento Pré-Existente e o Letramento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belém-Pa 
2025.1 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE PEDAGOGIA 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amanda Rosiane da Silva Teles 
Claudia Praxedes Miranda 
Geane Fernanda Pinheiro Dias 
Priscila Wanzeler de Sousa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Conhecimento Pré-Existente e o Letramento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belém-Pa 
2025.1 
O Conhecimento Pré-Existente e o Letramento 
 
 
Introdução 
 
O presente trabalho pretende analisar o tema alfabetização e letramento 
através de uma perspectiva que integre o conhecimento preexistente dos alunos ao 
chegar no ambiente escolar, logo, este estudo revisitará de forma abrangente os 
pressupostos teóricos e histórico-cultural das práticas pedagógicas acerca do 
conteúdo em questão. 
A alfabetização e o letramento são importantes de modo que constrói a 
formação dos indivíduos na sociedade. O autor Vygotsky (1996) enfatiza que a 
interação social com os pares e com o meio, faz com que o ser humano desenvolva 
suas funções psicológicas superiores como a percepção, o raciocínio, a memória, a 
atenção e as habilidades linguísticas. Deste modo, o conhecimento existe por diversos 
viés, pelo manuseio de livros, da leitura e histórias, de jogos e frases significativas 
para as crianças, entre outros. 
Ao longo deste estudo, será apresentado tópicos importantes condizentes ao 
tema em questão, e que contribuem para a formação social dos aprendizes. O objetivo 
do trabalho será mostrar a relevância desse estudo, apresentando os principais 
subsídios que os profissionais de pedagogia devem desenvolver para uma prática 
eficiente em sala de aula, considerando os conhecimentos prévios dos alunos, o qual 
é tão importante para o melhor desenvolvimento de ensino dos aprendizes. 
 
 
 
Análise da Obra 
 
7. O Conhecimento Pré-Existente e o Letramento 
 
Neste tópico podemos observar diante da leitura, que ao chegarem no 
ambiente escolar, as crianças trazem consigo seus conhecimentos e habilidades, 
assim como suas crenças e entendimento de mundo que irão impactar de forma 
positiva ou negativa, se não trabalhadas corretamente no mundo escolar. Deste modo, 
na sala de aula, o entendimento de mundo da criança ainda estará incompleto, e é 
neste viés que o professor assumirá o papel de agente do conhecimento, 
transformando e complementando as interpretações sociocultural das crianças, ou 
seja, o professor ajudará o aluno na sua vida escolar, considerando suas ideias para 
que o aprendiz tenha um entendimento maduro acerca de determinado assunto. 
O autor SOARES (2010, p.21) afirma que letrar é mais do que alfabetizar, é 
ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham 
sentido e façam parte da vida do aluno, logo, é ineficiente somente juntar letras para 
formar palavras e reunir palavras para compor frases, é importante compreender o 
que se lê, aprender diversos tipos de textos e formar relações entre eles. 
O estudo ainda destaca que o que vai existindo e se formando na vida da 
criança tende a ser refletida, como, quando animais e objetos demonstram 
comportamentos que já estão inseridos no repertorio de conhecimento da criança, ou 
seja, a criança em seu desenvolvimento observa falas, filmes, vídeos, encenações e 
o movimento adulto ou de outras crianças, e aos poucos compreende seu contexto e 
significado. Ao entrar no mundo das letras isso não é diferente, pois nesse lugar a 
criança terá também sua vivencia com seus colegas, seus professores e toda a 
comunidade escolar, e tudo isso levará ao entendimento do mundo das letras. 
Conforme Cosson, “Ler é um processo que, qualquer que seja o seu ponto de partida 
teórico, passa necessariamente pelo leitor, autor, texto e contexto.” (COSSON, 2014, 
p. 41). 
 
7.1Aprendizagem ativa 
Neste texto, o autor aborda a aprendizagem ativa, no contexto de alfabetização 
e letramento, onde o aluno se torna também autônomo na sua própria aprendizagem, 
ou seja, assim como o professor, este será o agente do conhecimento. É uma 
abordagem importante, que traz simulações de situações problemas em sala de aula 
e as diferentes resoluções dos professores, onde alguns professores diante dessa 
modalidade interferem muito no estudo, e outros docentes já deixam o aluno mais à 
vontade diante das atividades propostas. 
A seguinte modalidade de ensino torna-se fundamental, uma vez que 
desenvolve funções e habilidades cognitivas e sociais, moldando os entornos do 
ensino, pois com essa metodologia, os alunos sentem-se mais engajados como 
participantes, ajudando na resolução de problemas e na colaboração do pensamento 
crítico. Esta leitura de ensino aborda a ótica de mudança do paradigma, então 
abordagem ativa é a “migração do ‘ensinar’ para o ‘aprender’, o desvio do foco do 
docente para o aluno, que assume a corresponsabilidade pelo seu aprendizado” 
(SOUZA; IGLESIAS; PAZINFILHO, 2014, P. 285). 
Na aprendizagem ativa, o foco do conhecimento está no aluno, o que trará 
grandes melhorias para as aulas, que não serão mais simplesmente transmitidas as 
informações, mas sim haverá o estímulo, a participação ativa, crítica, reflexiva, e 
colaborativa nos diversos contextos educativos. Mas para que isso aconteça, é 
necessário apresentar atividades e adaptar metodologias que tornem fundamental o 
envolvimento do aluno, alguns exemplos de metodologias que engajem este ensino, 
como, a sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem 
baseada em projetos, entre outras, as quais irão potencializar a aprendizagem ativa. 
 
7.2 Implicações das práticas para a educação 
A aprendizagem ativa, o letramento e o conhecimento prévio são elementos 
fundamentais para uma aprendizagem eficaz e significativa. As linhas ou tendências 
pedagógicas enfatizam questões que, na prática, aparecem de forma simultânea na 
pedagogia. Conhecer cada uma é de extrema importância para o docente que deseja 
construir sua prática. 
Segundo Dias (2007), constantemente a educação passa por processos de 
transformação, muitas vezes influenciados pelo momento político e histórico de cada 
época. Estes momentos originaram as tendências pedagógicas que são a união das 
práticas didático-pedagógicas com os desejos e aspirações da sociedade de forma a 
favorecer o conhecimento. O texto ressalta a pedagogia contemporânea onde a 
educação assume o papel de aproximar os alunos para uma formação mais efetiva, 
onde ela agirá de modo a produzir conhecimentos essenciais à uma sociedade, ou 
seja, a educação será a responsável pelo bom funcionamento da sociedade através 
de sua ação humanizadora à formação dos indivíduos. 
 
7.3 Principais conclusões 
Afim de fazer uma pauta sobre o conteúdo estudado, neste tópico observamos 
três hipóteses de situações sobre o processo de ensino-aprendizagem, onde o texto 
ressalta a importância do conhecimento inicial do aluno, ou seja, o conhecimento que 
o rodeia antes mesmo do ambiente escolar, logo, se tal conhecimento não for 
aproveitado de forma positiva na sala de aula, isso acabará implicando no 
conhecimento futuro do aluno, então o ensino pode apresentar algumas lacunas 
quanto à introdução de novos conceitos e informações repassadas em sala de aula. 
O texto também nos remete a ideia de que tanto no ensino fundamental assim 
como no ensino médio, os alunos iniciam sua trajetória como aprendizes, adaptando 
seus conhecimentos informais sobre determinando assunto e alternando as 
informações que vão recebendo, logo, é no processo de ensino e aprendizagem, que 
os conhecimentos e habilidades dos alunos modificam-se para o amadurecimento 
acerca do que está sendo transmitido em sala de aula. Deste modo assim como o ato 
de ensinar não se limita apenas nos espaços formais deeducação, o ato de aprender 
também transcende os muros da escola. 
Diante da avaliação de que o espaço escolar tem tamanha importância na vida 
dos educandos, o texto traz a abordagem metacognitiva do processo de ensino-
aprendizagem, uma vez que este pode influenciar de forma positiva na autonomia dos 
alunos, fazendo com que os mesmos sejam capazes de conseguir controlar sua 
própria aprendizagem. Para Frison, a abordagem metacognitiva "ela ocorre quando se 
consegue exercer alguma espécie de controle sobre a própria ação, sobre a busca de 
opções para conseguir metas em função de seus interesses e valores [...]". 
 
7.4 As implicações para o ensino 
Diante dos princípios de aprendizagem estudados, neste tópico descreveremos 
as implicações que estes apresentam para o ensino assim como para os docentes. 
Para que os professores trabalhem considerando o conhecimento prévio dos alunos, 
é necessário que o mesmo docente não veja a criança de forma direta ao ensino, ou 
seja, o professor deve considerar o externo a vida da criança, como sua crença, 
aptidões e habilidades sociais, e através destas informações estimular o ambiente de 
aprendizagem com ferramentas adequadas e que propicie o encorajamento e 
amadurecimento das ideias que os alunos trazem consigo para a escola. 
 Outro ponto importante é considerar as formas de avaliação deixando de lado 
as configurações tradicionais. De acordo com Luckesi (2002) a avaliação não é um 
fim, e sim, um meio que possibilita investigar se os objetivos educacionais estão de 
fato sendo alcançados, e isto permite que os professores reformulem seu trabalho 
caso o ensino-aprendizagem não esteja tendo os resultados esperados. 
 No ambiente escolar muitas são as questões que surgem diariamente, e uma 
delas é o preconceito previsível dos alunos, principalmente ao ser trabalhado 
temáticas como cultura e religião, logo, é essencial que os profissionais de educação 
estejam preparados para este momento, através de cursos de capacitação, e em sala 
de aula, envolva os alunos com atividades em grupos para que os mesmos construam 
o conhecimento sobre eles. 
Diante da leitura do texto fica evidente que a capacitação do professor é um 
ponto importante para a sua trajetória de ensino, ressaltando o ensino de habilidades 
metacognitivas. O processo de pensar sobre a própria aprendizagem e o pensamento 
é denominado por Flavell (1979) como metacognição, ou seja, com esta abordagem 
os alunos serão capazes de avaliar e regular seus próprios processos cognitivos. 
 
7.5 Tentando ordenar o caos 
Neste tópico é enfatizado as estratégias pedagógicas para a aprendizagem, 
estratégias estas que devem auxiliar o aluno a pensar e desenvolver as habilidades 
para resolver problemas, fazendo os mesmos entenderem certas situações que para 
eles são complexas, e instigando uma visão crítica no mesmo, diante dos fatos, 
habilidades e sua relevância para a sociedade. Entende-se que os alunos tem seus 
pensamentos formulados diante de sua vivência, ou seja, eles pensam de forma 
diferente e tem seu próprio ritmo na aprendizagem. Logo, as instituições de 
ensino devem considerar este fato e fazer a aplicação de diferentes estratégias 
pedagógicas afim de potencializar o ensino-aprendizagem dos estudantes. 
Para que a aprendizagem tenha sentido e seja de fato significativa, o professor 
deve apoiar sua prática de ensino em situações simples mas que se tornam eficientes 
ao longo dos dias, e isso se dá pela ação de arrumar as cadeiras por exemplo, a forma 
como é feita, juntando os alunos para que nenhum se sinta excluído na sala de aula, 
outro ponto considerado importante é considerar a metodologia aplicada, para que as 
aulas não caiam na rotina e os alunos tenham curiosidades e busquem compreender 
mais sobre um assunto que não entenderam. 
 
7.6 Projetando ambientes para a sala de aula 
As técnicas desenvolvidas em sala de aula contribuem muito para um processo 
de ensino significativo para os estudantes. A abordagem de ensino centrada no aluno 
auxilia e favorece para que o aluno alcance seu crescimento pessoal. Com isso, este 
tipo de ensino visa a autonomia, maturidade, e o autorreconhecimento dos 
estudantes, logo, ao disponibilizar um espaço na sala de aula que seja centrado no 
conhecimento. 
Ao proporcionar um ambiente de sala de aula centrado no conhecimento do 
aluno, a visão do ambiente educacional deve centrar em cada aluno e suas 
particularidades, para que haja uma compreensão do aluno em sua totalidade, mas 
que isso seja feito de forma leve, sem exageros de querer saber afundo o que não 
convém para o ensino, assim como evitar julgamentos quanto ao seu aprendizado. É 
importante destacar que além do corpo docente, a família também tem um papel 
importante na trajetória acadêmica dos alunos, pois é na vivencia familiar que a 
criança dispõe suas interações sociai, as crianças sentem-se seguras ao perceberem 
seus responsáveis familiar no contexto de sua educação. 
 
7.7 Padrões significativos de informação 
No processo de ensino-aprendizagem, a ação educativa ocorre de diferentes 
formas, tendo o educador a missão de transformar os sujeitos, para isto, o educador 
vai fomentar diversas abordagens para que futuramente os discentes problematizem 
suas práticas sociais, logo, para que isto aconteça, é necessário que os profissionais 
de educação revejam suas metodologias de ensino, de modo a adotar formas de 
ensino que realmente capacite e ajude o aluno a alcançar uma formação significativa 
durante o processo de ensino-aprendizagem. Deste modo, a escola tem um papel 
primordial, onde não deve voltar seus conteúdos programáticos apenas para o 
entendimento da leitura e escrita, mas sim proporcionar um desenvolvimento de 
ensino integral, fazendo com que futuramente este aluno tenha uma visão crítica e um 
conhecimento explícito acerca de cada situação em nossa sociedade. 
 
7.8 A organização do conhecimento 
Ao se tratar da prática docente, é importante mencionar sobre o conhecimento 
especifico, ou seja, o conhecimento de especialistas em uma determinada área. Tais 
conhecimentos são fundamentais pois facilita um aprendizado eficaz através de 
informações que são realmente relevantes aos alunos. Quando o professor tem a 
capacidade e o domínio sobre certos conteúdos, ele transmite essas informações aos 
alunos, e estes por sua vez conseguem assimilar assuntos complexos, e também 
adquirem habilidades sociais e intelectuais, o que favorece o melhor desenvolvimento 
na aprendizagem, assim como trabalha o cognitivo do aluno. Logo, é pela educação 
que os alunos percebem o ato de aprender, o qual integra intelectualmente os eventos 
da natureza e da sociedade. 
Deste modo, conforme afirma (ISAIA E MACIEL (2011) a carreira docente se 
faz a partir de ensino significativo, trazendo as experiencias vivenciadas para a 
construção desta, e isto procede no enfrentamento cotidiano dos conhecimentos que 
procede a profissão de origem e docente. Não obstante, um sistema de aprendizagem 
constante na prática seguida da docência, “que acompanha toda a trajetória do 
professor, indicando sua incompletude como ser humano e como docente.” (ISAIA e 
BOLZAN, 2008). 
 
7.9 Contexto e acesso ao conhecimento 
É de fundamental importância que os estudantes tenham acesso a ferramentas 
que explorem seus conhecimentos e curiosidades, uma vez que os livros didáticos por 
si só, não auxiliam os mesmos a compreenderem determinadas situações da 
realidade, e os alunos acabam descobrindo através de outros meios como a atividade 
funciona. Os livros didáticos são um recurso excepcional, porém o professor não deve 
apoiar-se apenas neste item para uma aula mais dinâmica e motivadora, afim de que 
os alunos compreendam a realidade por uma abordagem diversificada e 
contextualizada. Deste modo, é importante tratar também do conhecimento 
condicionado, pois estes, tem diversos impactospara a aprendizagem, pois dão uma 
devolutiva sobre a aprendizagem, ajudando o aluno a desenvolver associações, 
respostas, e estímulos procedentes as suas atitudes. 
 
7.10 A memória imediata 
Pode-se afirmar que geralmente as pessoas tendem a possuir diversas 
habilidades quando se trata de aprendizagem, e isto procede de forma que exija um 
grau de esforço menor assim como para o maior, uma destas habilidades diz respeito 
a memória. A memória imediata, possibilita aos indivíduos facilidade e agilidade em 
suas rotinas, pois auxilia no armazenamento de informações que servirão para 
atividades a curto ou a longo prazo, como por exemplo o entendimento do conceito 
de matemática ou física. "A memória recolhe os incontáveis fenômenos de nossa 
existência em um todo unitário; não fosse a força unificadora da memória, nossa 
consciência se estilhaçaria em tantos fragmentos quantos os segundos já vividos" 
Ewald Hering (1920). 
7.11 Os elementos que promovem aprendizagem inicial 
Faz-se importante destacar que estar alfabetizado é possuir o domínio não 
somente do código escrito, mas também das funções administrativas do ato de ler e 
escrever, utilizando estes ensinos no dia a dia, pois além de saber ler e escrever é 
necessário que o aluno compreenda o que está sendo exposto, para que tenha uma 
visão crítica do mundo e sociedade em geral. O autor (FERREIRO, 2001) afirma 
“Progredir alfabetização adentro não é uma jornada tranquila. Encontram-se muitos 
altos e baixos nesse caminho[...] como qualquer outro conhecimento no domínio 
cognitivo, é uma aventura repleta de incertezas, com muitos momentos críticos”. 
Deste modo durante a alfabetização faz-se imprescindível que o professor 
possibilite uma aprendizagem estimulante, onde o aluno não apenas memorize o que 
foi transmitido, mas que ele possa levar esses conhecimentos para a sua vida, pois 
caso contrário, os aprendizes enfrentaram grandes dificuldades em sua vida 
acadêmica, principalmente em atividades que exijam um conhecimento especifico, 
como por exemplo concursos, processos seletivos e até mesmo o exame nacional do 
ensino médio. Paulo Freire enfatiza que “A narração, de que o educador é sujeito, 
conduz os educandos a memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a 
narração os transforma em “vasilhas”, em recipientes a serem enchidos pelo 
educador.” (FREIRE, 1987 Pág.57). 
 
Contribuição 
O ato educativo, assim como o ato de aprender não esteve desde sempre nos 
espaços de ensino, tanto que por muito tempo o ser humano não teve a necessidade 
do ato escolar. Contudo, no mundo atual, é imprescindível não notar tamanha 
relevância dos espaços formais de educação, sendo a educação a abertura de 
caminhos, de futuro aos seus aprendizes que sonham em ter um futuro recheado de 
conhecimentos diante do mundo que o cerca. 
Diante do conteúdo estudado, ficou evidente que uma educação que considera 
os conhecimentos prévios de seus alunos com foco no processo de alfabetização e 
letramento, constrói sujeitos que garantiram futuramente um caminho escolar de 
renovação e melhoria, pois valorizar os conhecimentos e ideias dos alunos transforma 
o objeto da aprendizagem. Para isso, ao chegar no ambiente escolar, a criança precisa 
ser compreendida por toda sua trajetória, não somente a vida escolar, mas o que a 
rodeia, como cultura, crenças e valores. Neste pensamento, Fino Pondera, que o 
“professor inovador, se estivesse a correr para os Óscares, não de Hollywood, mas 
da educação, seria candidato ao prémio de melhor ator secundário, enquanto o 
aprendiz seria o candidato natural a melhor ator principal” (FINO, 2008). 
Em suma, o texto nos faz refletir que é necessário considerar não somente a 
aprendizagem do aluno, mas, as formas de transmissão da aprendizagem, logo, 
entram o papel do professor, este por sua vez deve ser o agente do conhecimento, 
mas também optar por um currículo inovador, que explore mais os conhecimentos dos 
alunos. Então, o educador deve buscar ferramentas atrativas ao ensino-
aprendizagem, instrumentos e técnicas que possibilitam e estimulam a geração de 
ideias novas e soluções criativas, pois um ambiente de ensino onde o professor é o 
único que expõe suas ideias, e o aluno centra-se apenas na memorização, torna o 
ambiente escolar monótono e muitas das vezes desestimulante, o que acaba 
dificultando em uma aprendizagem realmente significativa na vida dos alunos. 
 
Recomendação 
Este conteúdo destina-se ao público da área da Pedagogia e áreas afins, como 
a Psicologia, Fonoaudiologia, Normal Superior e outras áreas da educação. O 
conteúdo visa profissionais que buscam aprofundar seus conhecimentos e melhorar 
suas práticas educativas, com seu recurso informativo e motivador aos profissionais 
da educação. 
 
 
 
 
Referências 
COSSON, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Contexto, 
2014. 
DIAS, Marly Moreira. Técnicas, procedimentos e recursos de ensino. Alfenas: 
UNIFENAS, 2007. 
FERREIRO Emília. Alfabetização em Processo. Tradução de Marisa do Nascimento 
Paro e Sara Cunha Lima. 13 ed. São Paulo: Cortez, 2001,136 p. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 
Frison LMB. Autorregulação da aprendizagem: atuação do pedagogo em 
espaços não escolares [Tese de Doutorado]. Porto Alegre: PUC-RS; 2006. p.282. 
SOARES, M. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Trabalho apresentado 
na 26° Reunião Anual da ANPED, Minas Gerais, 2010. 
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez, 
2002. 
ISAIA, S; BOLZAN. D.P.V. Compreendendo os movimentos construtivos da 
docência superior: construções sobre pedagogia universitária. In: Linhas 
Críticas.v.14, n.26, p. 43-58. Brasília, DF: UnB, 2008. 
ISAIA, S.M.A.; MACIEL, A.M.R. Comunidades de práticas pedagógicas universitárias 
em ação: construindo a aprendizagem docente. Imagens da Educação, v. 1, n. 1, p. 
37-47, 2011.

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