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Patrick Brito Odontologia @trickbrito Dentística e Materiais Dentários → O que é Dentística? A especialidade de dentística em uma visão abrangente e humanística, tem como objetivo o estudo e a aplicação de procedimentos educativos, preventivos e terapêuticos, para devolver ao elemento dentário sua integridade fisiológica, e assim contribuir de forma integrada com as demais especialidades para o reestabelecimento e a manutenção da saúde do sistema estomatognático. → Em que consiste o processo de estratificação? Consiste em devolver naturalmente o que foi perdido. ex: Refazer a concha palatina: que tem como objetivo reestabelecer a forma e o tamanho do elemento dental a ser restaurado. → Anamnese O termo anamnese vem da palavra grega “anamnésis”, que significa ‘lembrança’. Logo, fazer com que o paciente se lembre do que está sentindo e relate informações importantes sobre sua saúde. Questionar sobre doenças, medicamentos e terapias em andamento. Indagar sobre padrões de alimentação, conhecimentos e atitudes do indivíduo, hábitos de higiene oral. → Exame Clínico Consiste em analisar o paciente, observando os sinais e sintomas clínicos, além de realizar manobras com o intuito de diagnosticar doenças. Inspecionar fatores salivares, higiene bucal, experiência anterior e atual com a doença. Realizar exame macro de característica das lesões existentes. Ex: Hipossalivação: candidíase, mucosa pálida e seca, língua lobulada, fissurada ou com ardência, aderência, com aderência do espelho clínico. Experiência atual e anterior da doença: Há muitos dentes perdidos? Por que foram perdidos? Quando foram extraídos? Quantas restaurações? Quando foram realizadas? Há lesões iniciais? Quantas? Ativas ou Inativas? Cavitações? Quantas? → Exames Auxiliares Consiste na solicitação e realização de exames de imagens e laboratoriais para auxiliar no fechamento do diagnóstico do paciente. → Diagnóstico da Cárie Dentária • Cárie ativa em esmalte: lesão branca em esmalte, sem brilho, aspecto poroso/frágil, podendo haver coloração acastanhada. Qual tratamento: Não invasivo. • Mancha branca ativa em esmalte: indica atividade de cárie. É uma lesão de cárie ativa em progressão, e normalmente está localizada nas regiões de maior contenção de placa bacteriana. → Cárie Dentária É um processo de DesRe. Com desmineralização e remineralização frequente, devido a uma disbiose entre fatores determinantes e modificadores. → Profilaxia É a utilização de procedimentos ou recursos que buscam prevenir doenças; Para uma medida de prevenção eficiente é fundamental que se realize profilaxia. Para uma melhor inspeção clínica, pode-se haver necessidade de realizar primeiramente uma profilaxia, e somente após realizar a visualização de forma eficiente, com o local seco e bem iluminado. → Qual a superfície mais acometida? A superfície oclusal dos pré-molares e molares é a mais vulnerável e que possuem maior prevalência de cárie. A lesão se inicia na entrada das fissural e sulcos, se coalescendo no fundo em forma de cone, com a Patrick Brito Odontologia @trickbrito sua base sendo direcionada para a junção amelodentinária (JAD). → Selamento Biológico Partes mais profundas das fissuras apresentam acúmulos celulares em processo de degeneração, com poucas bactérias reconhecíveis e áreas focais de mineralização, sugerindo que o conteúdo bacteriano seja progressivamente transformado em uma massa mineralizada. → O uso da Sonda Exploradora não é mais recomendado? Correto!! O uso da sonda transmite flora cariogênica de um local infectado para um não infectado. Produz danos irreversíveis ao esmalte potencialmente remineralizável. E não é mais preciso do que a inspeção visual. Quando então utilizar a Sonda Exploradora? • Para remoção de placa bacteriana • Em lesões secundárias e na superfície radicular • Determinar consistência e textura da lesão • Utilizar sempre a sonda com ponto romba → Lesão de Cárie Paralisada em Esmalte (cárie inativa) Lesão Escurecida / Enegrecida em Esmalte Sem margens esbranquiçadas Com aspecto liso Esse tipo de lesão é mais resistente que o esmalte que não sofreu processo de desmineralização!!! Lesão de Cárie Inativa (paralisada) em esmalte. → Hipoplasia x Fluorose x Cárie Ativa • Hipoplasia: Acomete dente homólogo (mesmo tipo, sendo que de lados opostos no mesmo arco). • Fluorose: Acomete os elementos dentários de forma aleatória. • Cárie Ativa: lesão branca em esmalte, sem brilho, aspecto poroso/frágil, podendo haver coloração acastanhada. → Método Auxiliar para Diagnóstico da Cárie • Radiografia bite-wing (Interproximal) Nomenclatura e Classificação da Cavidades → Planos Dentários - Plano Horizontal/Transversal (A) - Plano Vestibulolingual (B) - Plano Mesiodistal (C) Patrick Brito Odontologia @trickbrito → Principais Fórmulas de Registros Dentais - Sistema Palmer (1 a 8 – sup, inf, dir, esq) / a à e decí - Sistema ADA (1 a 32) - Sistema de 2 Dígitos: Aprovado pelo FDI em 1971 Propósitos: Simples para compreender e ensinar, fácil de pronunciar, fácil de comunicar, fácil de transmitir para um computador, e facilmente aplicado aos esquemas padrões e fichas. (É o mais utilizado nos dias atuais) – Utiliza 4 quadrantes. → Divisão das Faces Dentárias Mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina. Da coroa: terço incisal/oclusão, médio e cervical. Da raiz: terço apical, médio e cervical. → Cavidade Patológica Cavidade Preparada É uma cavidade provocada por processo de destruição das estruturas duras do dente. Já a cavidade preparada consiste no resultado de procedimentos operatórios utilizados para remover o tecido cariado e promover formas adequadas e compatíveis para a estrutura dental remanescente e para o material restaurador indicado. → Nomenclatura das Partes constituintes das cavidades Paredes: - Circundantes: são as paredes laterais das cavidades e recebem o nome da face do dente a que correspondem ou da qual estão mais próximas. - de fundo: correspondem ao assoalho da cavidade e podem ser chamadas de axial, quando se apresentam paralelas ao eixo longitudinal do dente, e pulpar, quando perpendiculares ao eixo longitudinal do dente. Ângulos -- Ângulos diedros: são formados pela união de duas paredes de uma cavidade e denominados combinando-se os respectivos nomes. Esses ângulos podem ser: de 1º, de 2º e de 3º grupo. - 1º grupo: formados pela junção das paredes circundantes. - 2º grupo: formados pela união de uma parede circundante com uma parede de fundo da cavidade. - 3º grupo: formados pela união das paredes de fundo da cavidade. -- Ângulos triedros: são formados pela união de três paredes e denominados segundo as combinações respectivas: Ex: vestíbulo-pulpo-axial; linguo-axo-gengival; -- Ângulo cavossuperficial: são formados pela junção das paredes da cavidade com a superfície externa do dente. Esse tipo de ângulo pode ser definido ou biselado. → Denominação da Cavidade Uma cavidade pode ser denominada de acordo com: - Número de faces envolvidas, podendo ser: Simples, composta ou complexa. - Faces do dente envolvida: oclusal, mesioclusal, mesioclusodistal, mesioclusolingual. - Forma e extensão: Intracoronária (Inlay), extracoronária parcial (Onlay), extracoronária total. → Classificação das Cavidades De acordo com: - a finalidade: podendo ser terapêutica ou protética: Cavidade Terapêutica: São as realizadas quando existe lesão cariosa, abrasão, erosão, fratura, ou outras lesões que comprometam a estrutura dental. Cavidade Protética: São as preparadas para servir como retentores ou apoio para próteses fixas e removíveis. circundante fundo p fundo a PatrickBrito Odontologia @trickbrito - a profundidade: Superficial: Cavidade que acomete somente o esmalte, sem romper a junção amelodentinária (JAD). A melhor opção para sua a proteção do completo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Rasa: Cavidade acometendo um esmalte mais profundo, ainda sem romper a junção amelodentinária (JAD). A melhor opção para a proteção do completo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Média: Cavidade acometendo dentina inicial, já rompendo um pouco a junção amelodentinária (JAD). Melhor opção para proteção do complexo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Profunda: Cavidade que já rompeu a junção amelodentinária, porém ainda se encontra longe da polpa dentária. A melhor opção para a a proteção do completo dentinopulpar é o uso de CIV forrador + sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Muito Profunda: Cavidade que já rompeu a junção amelodentinária (JAD), porém sem acometer a polpa dentária e sem sangramento. A melhor opção para a proteção do completo dentinopulpar é o uso de Cimento Hidróxido de Cálcio Ca(OH)2 + CIV forrador + sistema adesivo + material restaurador (resina composta. - com Black: De forma etiológica: é baseada nas áreas dos dentes que são suscetíveis a cárie, sendo: Cavidades de cicatrículas e fissuras, e cavidades de superfícies lisas. De forma artificial: São cavidades reunidas em classes que requerem a mesma técnica de instrumentação e restauração. Da Classe I a Classe V. Black Classe I: Cavidades preparadas em regiões de má coalescência do esmalte (cicatrículas e fissuras). Geralmente ocorrendo em: - Face oclusal de molares e pré-molares; -2/3 oclusais da face vestibular dos molares inferiores; - 2/3 oclusais da face palatina dos molares superiores; -Face lingual dos incisivos superiores. Black Classe II: Cavidades preparadas nas faces proximais de pré-molares e molares. Patrick Brito Odontologia @trickbrito Black Classe III: Cavidades preparadas nas fazes proximais dos incisivos e caninos, sem remoção do ângulo incisal. Black Classe IV: Cavidades preparadas nas faces proximais dos incisivos e caninos, com remoção do ângulo incisal. Black Classe V: Cavidades preparadas no terço cervical das faces vestibular e lingual de todos os dentes. - classificações complementares a Black: • Cavidade Classe VI de Howard e Simon • Cavidade Classe I “de ponto” Sockwell Patrick Brito Odontologia @trickbrito Preparos conservadores → • Classe I: tipo ponto, tipo risco, tipo olho de cobra, tipo shot gun. • Classe II: “Slot” vertical de Marley; “Slot” horizontal de Roger Kamp; tipo túnel Proteção do Complexo Dentinopulpar Quando houver perda de substância dental, e o consequentemente o dente tiver que ser restaurado, é necessário que a vitalidade do complexo dentinopulpar seja preservada. Dentina primária: formada durante o desenvolvimento do dente. Dentina secundária: formada após o desenvolvimento do dente. → Proteção Direta e Proteção Indireta → Causas de Injúrias no Complexo Dentinopulpar Química: Material restaurador, toxinas bacterianas (lesão cariosa) Patrick Brito Odontologia @trickbrito Físicos: Traumas mecânicos (preparo cavitário), elétricos, térmicos, radiação. → Dentina Terciária •Dentina Reacional (quando a injúria é mínima), e pode ser causada por cárie incipiente ou preparo cavitário superficial. E a deposição dessa dentina é feita pelos odontoblastos primários. •Dentina Reparadora (quando a injúria é severa), e pode ser causada quando há exposição pulpar por cárie ou preparo. E a deposição dessa dentina é realizada por odontoblastos recém diferenciados. Alguns fatores podem interferir na Indicação para a proteção do complexo dentinopulpar, são eles, a profundidade da cavidade, a condição pulpar e a idade do paciente. - Profundidade: superficial, rasa, média, profunda e muito profunda. - Condição Pulpar: Reversível ou Irreversível Reversível: dor provocada e momentânea, cor normal, periapice negativo. Irreversível: dor espontânea, contínua, intermitente, pulsátil, reflexa. Cor alterada. Periápice positivo nos estágios mais avançados. - Idade do Paciente: Polpa jovem ou envelhecida. Qualidade e velocidade resposta biológica do tecido pulpar. → Características Ideais dos Materiais utilizados para a proteção do Complexo Dentinopulpar Ser bactericida e bacteriostático Estimular a formação de dentina terciária Remineralizar a dentina remanescente Ser biocompatível → Diferentes Categorias de Materiais de Proteção Pulpar • Verniz Cavitário - Apresentação: Cavitine (forrador de cavidades) - Composição: Resina natural (copal) ou sintética. - Solventes: acetona, clorofórmio, éter. -Finalidades: Vedamento da interface dente/restauração de amálgama. - Propriedades: Aceitável compatibilidade biológica; Bom isolante elétrico (composição resinosa); Previne a descoloração de uma estrutura dentinária pela incorporação de íons metálicos; • Hidróxido de Cálcio - Formas de Apresentação: Hidróxido de Cálcio P.A (Pó); Pasta (pó de Ca(OH)2 + água); Cimento - Propriedades: estimula a formação de dentina esclerosada e reparadora; Possui pH alcalino; Protege a polpa contra estímulos térmicos e elétricos; Apresentação antimicrobiana; é hidrossolúvel. • Sistema Adesivo - Monômeros resinosos de diferentes pesos e viscosidades. - Diluentes resinosos, solventes orgânicos (acetona, etanol), além de água, presente em várias formulações. Os sistemas adesivos são amplamente utilizados nos dias atuais com as resinas compostas como materiais restauradores. São eles que permitirão a adesão deste material restaurador à estrutura dentária. • Cimento Ionômero de Vidro - Composição: sílica, alumina, fluoreto de cálcio. Patrick Brito Odontologia @trickbrito - Líquido: solução aquosa de ácidos policalcenóicos, com a inclusão de aceleradores de presa (ácido tartárico). - Propriedades: Menor toxicidade, adesão a estrutura dentinária, liberação de flúor, coeficiente de expansão térmica linear muito próximo ao da estrutura dentária. Biocompatível. • Agregado de Trióxido de Mineral Surgiu no início dos anos 90, sendo desenvolvido com o objetivo de selar as comunicações entre o exterior e interior do dente. - Propriedades: Estimula a formação de dentina esclerosada, reparadora, assemelhando-se aos produtos à base de hidróxido de cálcio; Apresenta melhores propriedades mecânicas em comparação ao hidróxido de cálcio. Profundidade Cavitária (Relembrando) Superficial: Cavidade que acomete somente o esmalte, sem romper a junção amelodentinária (JAD). A melhor opção para sua a proteção do complexo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Rasa: Cavidade acometendo um esmalte mais profundo, ainda sem romper a junção amelodentinária (JAD). A melhor opção para a proteção do completo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Média: Cavidade acometendo dentina inicial, já rompendo um pouco a junção amelodentinária (JAD). Melhor opção para proteção do complexo dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Profunda: Cavidade que já rompeu a junção amelodentinária, porém ainda se encontra longe da polpa dentária. A melhor opção para a a proteção do completo dentinopulpar é o uso de CIV forrador + sistema adesivo + material restaurador (resina composta). Muito Profunda: Cavidade que já rompeu a junçãoamelodentinária (JAD), porém sem acometer a polpa dentária e sem sangramento. A melhor opção para a proteção do completo dentinopulpar é o uso de Cimento Hidróxido de Cálcio Ca(OH)2 + CIV forrador + sistema adesivo + material restaurador (resina composta. • Necessidade Proteção direta do Complexo Dentinopulpar? Geralmente quando há exposição pulpar durante remoção da lesão de cárie, ou quando ocorre alguma exposição por trauma ou iatrogenia. Deve-se sempre avaliar o risco de contaminação e inflamação pulpar, para chegar-se a um prognóstico positivo. Dependendo do tamanho da exposição e da severidade do sangramento, aplicar Hidróxido de Cálcio P.A (aplicar como pó ou pasta) – Pó mais água destilada ou soro fisiológico. Passo a passo: Ca(OH)2 pa + Pasta de Ca(OH)2 pa + CIV Instrumentos Operatórios em Dentística Para estabelecer o preparo cavitário, são necessários instrumentos que proporcionem o acesso a lesão que afeta a estrutura dentária, de modo a possibilitar diferentes abordagens, em função do tipo de procedimento que se pretende realizar. → O que são instrumentais? Patrick Brito Odontologia @trickbrito São todos os instrumentos manuais e rotatórios necessários para a remoção de tecido cariado, preparo da cavidade, inserção de materiais e outras finalidades em dentística. A estrutura dentária, em especial o esmalte, é um elemento de grande dureza, o que implica a necessidade de instrumentos suficientemente resistentes para cortar ou desgastar com eficiência o esmalte ou a dentina. A utilização racional e padronizada de instrumentos mecânicos ou manuais traz resultados benéficos tanto para o profissional quanto para o paciente. Com o uso dos diferentes instrumentos operatórios é possível ter acesso às diferentes áreas da cavidade bucal e, consequentemente, obter preparos de cavidades sistematizados. Os instrumentos operatórios para o preparo de cavidades podem ser agrupados nas seguintes categorias: - Instrumentos Cortantes Manuais - Instrumentos Rotatórios - Laser e Instrumentos Ultrassônicos (que são instrumentos alternativos aos rotatórios, com grande enfoque para abordagens de lesões cariosas e não cariosas, permitindo uma configuração cavitaria especialmente adequada aos sistemas restauradores adesivos. → Instrumentos para Profilaxia Escova Robinson: podendo ser cônica ou cilíndrica; Pasta profilática ou pedra pomes. → Instrumentos para Exame Clínico Espelho clínica, pinça clínica, e sonda exploradora (com a ponta romba). → Instrumentos para Preparo de Cavidade Instrumentos Manuais Cortantes A maioria dos instrumentos possuem um cabo octavado e serrilhado, de modo a evitar deslizamentos quando em função. Em contrapartida os instrumentos de cabo circular são oco, mais leves e de melhor empunhadura. Funções: clivar, cortar, planificar a estrutura dentária, completa a ação do instrumento rotatório durante o preparo cavitário. → o objetivo principal é reduzir a infiltração marginal. Poder ser simples (com apenas uma ponta ativa), ou duplo (com duas pontas ativas). Estes podem ser classificados em: - Recortadores de margem gengival → para planificação da ângulo cavo-superficial, arredondamento do ângulo áxio-pulpar, e determinação de retenção na parede gengival de cavidades classe II. Cabo ou Haste Colo ou Intermediário Ponta Ativa Cabo ou Haste Patrick Brito Odontologia @trickbrito Fórmula de 3 números em referência a ponta ativa 1º número: largura da lâmina 2º número: comprimento em mm 3º número: ângulo formado entre a lâmina e o eixo longitudinal do cabo, em graus centesimais. Fórmula de 4 números em referência a ponta ativa: 1º número: largura da lâmina 2º número: ângulo formado entre a extremidade do cortante e o longo eixo do instrumento 3º número: comprimento (mm) 4º número: ângulo formado entre a lâmina (ponta ativa) e o eixo longitudinal do cabo, em graus centesimais. O segundo n° na fórmula > que 90 = caixa distal O segundo nº na fórmulaOdontologia @trickbrito Colação de pontas e brocas através de sistema push-botton ou saco broca. *** Esterilização Ideal – (autoclave) Desinfecção da Superfície – Iodóforos ou álcool 70% Lubrificação de Ambas as Peças Pontas de Aço (Liga de Ferro-Carbono) → utilizados para procedimentos de remoção de dentina cariada. E acabamento de cavidades em baixa rotação. Pontas Carbide (Carboneto de Tungstênio) → utilizados para preparo de cavidades, remoção de tecido cariado, acabamento das paredes de cavidades, acabamento das superfícies de restaurações, remoção de restaurações antigas, e acabamento de preparos dentais com finalidades protéticas. (1/4; ½; 2, 4, 6, 7, 8) ** Quantos mais lâminas, menor é o poder de corte. Brocas Multilaminadas (45 lâminas) As pontas das brocas podem ser: - Esféricas - Cilíndricas - Tronco-cônicas - Cone-invertida - Roda - Picotada Em que consiste DESGASTE: Na remoção de partículas de um substrato por meio de ação de instrumentos abrasivos colados ou unidos (abrasão do material com dente). As partículas são dispostas de forma aleatória. Isolamento Absoluto Todos os materiais restauradores requerem campo operatório isolado, seco e perfeitamente limpo para serem inseridos ou condensado nas cavidades. O isolamento do campo operatório pode ser absoluto ou relativo. Como medida auxiliar, é possível usar medicamentos que diminuem o fluxo salivar, contribuindo para a eficiência do tratamento. Isolamento Asboluto (Dique de Borracha) O uso do dique de borracha é essencial para que alcançar a mais alta qualidade da restauração, pois é o único meio de se obter um campo totalmente livre de umidade. Além disso, há uma série enorme de outras vantagens, resumidas a seguir: - retração e proteção dos tecidos moles para promover o acesso à área a ser operada. - melhor visibilidade do campo operatório - condições adequadas para inserção e condensação dos materiais restauradores - proteção do paciente contra a aspiração ou deglutição de instrumentos, restos de material restaurador ou qualquer outro tipo de elemento estranho. O isolamento absoluto deve ser sempre empregado, sendo preterido em casos de total impraticabilidade. Para sua aplicação, é necessário um conjunto de materiais, dispositivos e instrumentos, sendo eles listados abaixo: • Lençol de Borracha • Perfurador de Lençol de Borracha Ainsworth (246M) • Porta Dique de Borracha (Arco de Young) • Grampos - 200 a 205: para molares - 206 a 209: para pré-molares 210 a 211: para anteriores Patrick Brito Odontologia @trickbrito Grampos usados para retração: 212: para anteriores 1A: para posteriores Grampos Especiais: 26: para molares W8A: para posteriores 14A: para posteriores 14: para molares • Pinça Porta-Grampo (Palmer) • Sugador de Saliva • Espátula para Inserção • Tesoura • Fio Dental • Lubrificante • Kit Clínico → Operações para realizar o Isolamento Absoluto Antes de se iniciar a colocação do isolamento absoluto na boca do paciente, devem ser realizadas algumas operações prévias na cavidade oral, afim de se remover quaisquer empecilhos que possam atrapalhar o bom andamento do isolamento. Passo-a-passo Isolamento Absoluto: 1) Preparação do Lençol de Borracha 2) Marcação em Cruz com Caneta, para separação dos quadrantes. 3)Acoplamento no Arco de Young 4) Demarcação dos Furos de acordo com a posição dos dentes, apertando o lençol de borracha sobre a oclusal dos dentes, e posterior marcação com caneta retroprojetora permanente 5) Perfuração do Lençol de Borracha, com o perfurador Ainsworth bem afiado, para se evitar que discos de borracha fiquem presos pós-corte, podendo causar futuros rasgos no lençol. 6) Preparo dos Dentes para receber o Dique de Borracha (limpar, secar, verificar contato Interproximal) 7) Uso de Lubrificante na parte inferior do lençol para facilitar a invaginação dos dentes a serem isolados, e posteriormente terminar de invaginá- los nas áreas gengivais com a ajuda de um fio dental 8)Amarra-se um pedaço de fio dental no grampo a ser acoplado e segura-se, para evitar que este não se solte dentro da cavidade oral do paciente. 9) Com auxílio de uma pinça porta-grampo Palmer, acopla-se o grampo na ponta ativa da pinça para que seja colocado no dente desejado 10) Finaliza-se o isolamento realizando todos os ajustes do lençol após o acoplamento do grampo para que evite ao máximo a exposição de saliva Patrick Brito Odontologia @trickbrito Preparo de Cavidade Classe I – Amálgama Delimita-se a área da superfície do dente que deverá ser incluída no preparo cavitário, preservando se possível as estruturas de reforço do dente, como vertentes de cúspides e cristas marginais. Inicialmente a Broca n°245 (para molares) é posicionada na fóssula distal com uma inclinação de 45° para se executar a penetração inicial, possibilitando assim uma melhor visualização, um maior controle do corte e uma melhor refrigeração do campo operatório. A seguir, é posicionada paralela ao eixo longitudinal do dente e, com movimentos para distal e mesial ao longo do sulco central, forma-se uma canaleta cuja profundidade corresponde à altura da ponta ativa da broca ou 0,5 mm do limite amelo- dentinário, tendo a sua largura o istmo do machado de pré-molares, ou ¼ da distância entre os vértices das cúspides vestibular e lingual. A inclinação das paredes vestibular, lingual, mesial e distal, será determinada pela própria inclinação da broca, onde seu plano axial deve permanecer ao eixo longitudinal do dente, determinando as paredes convergentes para oclusal, com intuito de que o esmalte permaneça suportado por tecido dentinários, proporcionando uma borda de restauração de aproximadamente 70°. A extensão da cavidade no sentido mésio-distal deverá apenas envolver as respectivas fossas e sulcos secundários, preservando ao máximo as cristas marginais. Complementando a forma de contorno, a broca é movimentada ligeiramente para os lados nos sulcos secundários vestibular e lingual, e ao nível dos sulcos que se originam nas fossas mesial e distal. A broca ao mesmo tempo de determina as paredes circundantes com suas arestas laterais, deve, com a extremidade plana, aplainar a parede pulpar e definir os ângulos diedros de segundo grupo. Características da Cavidade Classe 1 para Amálgama quando utilizada broca n° 245. • Abertura vestíbulo-lingual na região do istmo com ¼ de distância entre os vértices das cúspides. • Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente (com exceção do primeiro pré-molar inferior – acompanhando o plano de inclinação das cúspides). •Paredes vestibular, lingual, mesial e distal convergente para oclusal. •Ângulos diedros do segundo grupo ligeiramente arredondados • Ângulo cavossuperficial nítido e sem bisel Completando a forma de contorno, a broca é movimentada ligeiramente para os lados, nos sulcos secundários vestibular e lingual, e no nível dos sulcos que se originam nas fossetas mesial e distal (Figuras 6.6 e 6.7). Patrick Brito Odontologia @trickbrito A broca, ao mesmo tempo que determina com as arestas laterais as paredes circundantes, deve, com seu extremo plano, aplainar a parede pulpar e definir os ângulos diedros do segundo grupo ligeiramente arredondados (Figura 6.8). Figura 6.4 Paredes convergentes para oclusal e ângulos diedros do 2o grupo arredondados, obtidos com a broca nº 245. Figura 6.5 Broca posicionada para determinar as paredes proximais (mesial e distal) ligeiramente divergentes para oclusal. Dessa maneira, as paredes mesial e distal permanecem com “esmalte” apropriado em “dentina”, o que proporciona borda de restauração de aproximadamente 70°. Patrick Brito Odontologia @trickbritoPreparo de Cavidade Classe II – Amálgama Segue os mesmos parâmetros já estabelecidos para as cavidades classe I, entretanto como esta caixa representa o início de um preparo ocluso-proximal, com o auxílio da fresa 245 realiza-se um desgaste complementar envolvendo parte das cristas marginais mesial e distal, deixando-as com menor espessura possível, sem, no entanto, rompê-las. Esse procedimento tem a finalidade de facilitar o acesso proximal posteriormente, diminuindo os riscos de comprometimento do dente vizinho e de desgaste excessivo no sentido axial, ao mesmo tempo que caracteriza um seguimento oclusal com maior dimensão mésio-distal que na cavidade de Classe I simplesmente oclusal. Convém salientar ainda, que o desgaste parcial das cristas marginais deve seguir sempre em direção à região de contato, evitando a superextensão da futura caixa proximal no sentido vestíbulo-lingual. Deve-se proteger o dente vizinho com uma matriz de aço inoxidável utilizada para restaurações. A caixa proximal só deve ser iniciada após a complementação do preparo oclusal. Patrick Brito Odontologia @trickbrito