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Patrick Brito 
Odontologia 
@trickbrito 
 
 
Dentística e Materiais 
Dentários 
 
→ O que é Dentística? 
A especialidade de dentística em uma visão 
abrangente e humanística, tem como objetivo o 
estudo e a aplicação de procedimentos educativos, 
preventivos e terapêuticos, para devolver ao 
elemento dentário sua integridade fisiológica, e assim 
contribuir de forma integrada com as demais 
especialidades para o reestabelecimento e a 
manutenção da saúde do sistema estomatognático. 
→ Em que consiste o processo de 
estratificação? 
Consiste em devolver naturalmente o que foi perdido. 
ex: Refazer a concha palatina: que tem como objetivo 
reestabelecer a forma e o tamanho do elemento 
dental a ser restaurado. 
→ Anamnese 
O termo anamnese vem da palavra grega 
“anamnésis”, que significa ‘lembrança’. Logo, fazer 
com que o paciente se lembre do que está sentindo e 
relate informações importantes sobre sua saúde. 
 
Questionar sobre doenças, medicamentos e terapias 
em andamento. Indagar sobre padrões de 
alimentação, conhecimentos e atitudes do indivíduo, 
hábitos de higiene oral. 
→ Exame Clínico 
Consiste em analisar o paciente, observando os sinais 
e sintomas clínicos, além de realizar manobras com o 
intuito de diagnosticar doenças. 
Inspecionar fatores salivares, higiene bucal, 
experiência anterior e atual com a doença. Realizar 
exame macro de característica das lesões existentes. 
Ex: Hipossalivação: candidíase, mucosa pálida e seca, 
língua lobulada, fissurada ou com ardência, 
aderência, com aderência do espelho clínico. 
Experiência atual e anterior da doença: Há muitos 
dentes perdidos? Por que foram perdidos? Quando 
foram extraídos? Quantas restaurações? Quando 
foram realizadas? Há lesões iniciais? Quantas? Ativas 
ou Inativas? Cavitações? Quantas? 
→ Exames Auxiliares 
Consiste na solicitação e realização de exames de 
imagens e laboratoriais para auxiliar no fechamento 
do diagnóstico do paciente. 
→ Diagnóstico da Cárie Dentária 
• Cárie ativa em esmalte: lesão branca em esmalte, 
sem brilho, aspecto poroso/frágil, podendo haver 
coloração acastanhada. 
Qual tratamento: Não invasivo. 
• Mancha branca ativa em esmalte: indica atividade 
de cárie. É uma lesão de cárie ativa em progressão, e 
normalmente está localizada nas regiões de maior 
contenção de placa bacteriana. 
→ Cárie Dentária 
É um processo de DesRe. Com desmineralização e 
remineralização frequente, devido a uma disbiose 
entre fatores determinantes e modificadores. 
→ Profilaxia 
É a utilização de procedimentos ou recursos que 
buscam prevenir doenças; Para uma medida de 
prevenção eficiente é fundamental que se realize 
profilaxia. 
Para uma melhor inspeção clínica, pode-se haver 
necessidade de realizar primeiramente uma 
profilaxia, e somente após realizar a visualização de 
forma eficiente, com o local seco e bem iluminado. 
→ Qual a superfície mais acometida? 
 A superfície oclusal dos pré-molares e molares é a 
mais vulnerável e que possuem maior prevalência de 
cárie. A lesão se inicia na entrada das fissural e sulcos, 
se coalescendo no fundo em forma de cone, com a 
 
 
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sua base sendo direcionada para a junção 
amelodentinária (JAD). 
→ Selamento Biológico 
Partes mais profundas das fissuras apresentam 
acúmulos celulares em processo de degeneração, 
com poucas bactérias reconhecíveis e áreas focais de 
mineralização, sugerindo que o conteúdo bacteriano 
seja progressivamente transformado em uma massa 
mineralizada. 
 
→ O uso da Sonda Exploradora não é mais 
recomendado? Correto!! 
O uso da sonda transmite flora cariogênica de um 
local infectado para um não infectado. Produz danos 
irreversíveis ao esmalte potencialmente 
remineralizável. E não é mais preciso do que a 
inspeção visual. 
Quando então utilizar a Sonda Exploradora? 
• Para remoção de placa bacteriana 
• Em lesões secundárias e na superfície radicular 
• Determinar consistência e textura da lesão 
• Utilizar sempre a sonda com ponto romba 
→ Lesão de Cárie Paralisada em Esmalte 
(cárie inativa) 
Lesão Escurecida / Enegrecida em Esmalte 
Sem margens esbranquiçadas 
Com aspecto liso 
Esse tipo de lesão é mais resistente que o esmalte que 
não sofreu processo de desmineralização!!! 
 
Lesão de Cárie Inativa (paralisada) em esmalte. 
→ Hipoplasia x Fluorose x Cárie Ativa 
• Hipoplasia: Acomete dente homólogo (mesmo tipo, 
sendo que de lados opostos no mesmo arco). 
• Fluorose: Acomete os elementos dentários de 
forma aleatória. 
• Cárie Ativa: lesão branca em esmalte, sem brilho, 
aspecto poroso/frágil, podendo haver coloração 
acastanhada. 
→ Método Auxiliar para Diagnóstico da Cárie 
• Radiografia bite-wing (Interproximal) 
Nomenclatura e 
Classificação da Cavidades
→ Planos Dentários 
- Plano Horizontal/Transversal (A) 
- Plano Vestibulolingual (B) 
- Plano Mesiodistal (C) 
 
 
 
Patrick Brito 
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→ Principais Fórmulas de Registros Dentais 
- Sistema Palmer (1 a 8 – sup, inf, dir, esq) / a à e decí 
- Sistema ADA (1 a 32) 
- Sistema de 2 Dígitos: Aprovado pelo FDI em 1971 
Propósitos: Simples para compreender e ensinar, fácil 
de pronunciar, fácil de comunicar, fácil de transmitir 
para um computador, e facilmente aplicado aos 
esquemas padrões e fichas. (É o mais utilizado nos 
dias atuais) – Utiliza 4 quadrantes. 
→ Divisão das Faces Dentárias 
Mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina. 
Da coroa: terço incisal/oclusão, médio e cervical. 
Da raiz: terço apical, médio e cervical. 
→ Cavidade Patológica Cavidade Preparada 
É uma cavidade provocada por processo de 
destruição das estruturas duras do dente. Já a 
cavidade preparada consiste no resultado de 
procedimentos operatórios utilizados para remover o 
tecido cariado e promover formas adequadas e 
compatíveis para a estrutura dental remanescente e 
para o material restaurador indicado. 
→ Nomenclatura das Partes constituintes das 
cavidades 
Paredes: 
- Circundantes: são as paredes laterais das cavidades 
e recebem o nome da face do dente a que 
correspondem ou da qual estão mais próximas. 
- de fundo: correspondem ao assoalho da cavidade e 
podem ser chamadas de axial, quando se apresentam 
paralelas ao eixo longitudinal do dente, e pulpar, 
quando perpendiculares ao eixo longitudinal do 
dente. 
 
Ângulos 
-- Ângulos diedros: são formados pela união de duas 
paredes de uma cavidade e denominados 
combinando-se os respectivos nomes. Esses ângulos 
podem ser: de 1º, de 2º e de 3º grupo. 
- 1º grupo: formados pela junção das paredes 
circundantes. 
- 2º grupo: formados pela união de uma parede 
circundante com uma parede de fundo da 
cavidade. 
- 3º grupo: formados pela união das paredes de 
fundo da cavidade. 
-- Ângulos triedros: são formados pela união de três 
paredes e denominados segundo as combinações 
respectivas: 
Ex: vestíbulo-pulpo-axial; linguo-axo-gengival; 
-- Ângulo cavossuperficial: são formados pela junção 
das paredes da cavidade com a superfície externa do 
dente. Esse tipo de ângulo pode ser definido ou 
biselado. 
→ Denominação da Cavidade 
Uma cavidade pode ser denominada de acordo com: 
- Número de faces envolvidas, podendo ser: Simples, 
composta ou complexa. 
- Faces do dente envolvida: oclusal, mesioclusal, 
mesioclusodistal, mesioclusolingual. 
- Forma e extensão: Intracoronária (Inlay), 
extracoronária parcial (Onlay), extracoronária total. 
→ Classificação das Cavidades 
De acordo com: 
- a finalidade: podendo ser terapêutica ou protética: 
Cavidade Terapêutica: São as realizadas quando 
existe lesão cariosa, abrasão, erosão, fratura, ou 
outras lesões que comprometam a estrutura dental. 
Cavidade Protética: São as preparadas para servir 
como retentores ou apoio para próteses fixas e 
removíveis. 
circundante fundo p 
fundo a 
 
 
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- a profundidade: 
Superficial: Cavidade que acomete somente o 
esmalte, sem romper a junção amelodentinária (JAD). 
A melhor opção para sua a proteção do completo 
dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material 
restaurador (resina composta). 
Rasa: Cavidade acometendo um esmalte mais 
profundo, ainda sem romper a junção 
amelodentinária (JAD). A melhor opção para a 
proteção do completo dentinopulpar é o uso de 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta). 
Média: Cavidade acometendo dentina inicial, já 
rompendo um pouco a junção amelodentinária (JAD). 
Melhor opção para proteção do complexo 
dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material 
restaurador (resina composta). 
Profunda: Cavidade que já rompeu a junção 
amelodentinária, porém ainda se encontra longe da 
polpa dentária. A melhor opção para a a proteção do 
completo dentinopulpar é o uso de CIV forrador + 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta). 
Muito Profunda: Cavidade que já rompeu a junção 
amelodentinária (JAD), porém sem acometer a polpa 
dentária e sem sangramento. A melhor opção para a 
proteção do completo dentinopulpar é o uso de 
Cimento Hidróxido de Cálcio Ca(OH)2 + CIV forrador + 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta. 
 
- com Black: 
De forma etiológica: é baseada nas áreas dos dentes 
que são suscetíveis a cárie, sendo: Cavidades de 
cicatrículas e fissuras, e cavidades de superfícies lisas. 
De forma artificial: São cavidades reunidas em 
classes que requerem a mesma técnica de 
instrumentação e restauração. Da Classe I a Classe V. 
 
Black Classe I: Cavidades preparadas em regiões de 
má coalescência do esmalte (cicatrículas e fissuras). 
Geralmente ocorrendo em: 
- Face oclusal de molares e pré-molares; 
-2/3 oclusais da face vestibular dos molares 
inferiores; 
- 2/3 oclusais da face palatina dos molares superiores; 
-Face lingual dos incisivos superiores. 
 
Black Classe II: Cavidades preparadas nas faces 
proximais de pré-molares e molares. 
 
 
 
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Black Classe III: Cavidades preparadas nas fazes 
proximais dos incisivos e caninos, sem remoção do 
ângulo incisal. 
 
 
Black Classe IV: Cavidades preparadas nas faces 
proximais dos incisivos e caninos, com remoção do 
ângulo incisal. 
 
Black Classe V: Cavidades preparadas no terço 
cervical das faces vestibular e lingual de todos os 
dentes. 
 
- classificações complementares a Black: 
• Cavidade Classe VI de Howard e Simon 
 
• Cavidade Classe I “de ponto” Sockwell 
 
 
 
 
 
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Preparos conservadores → 
• Classe I: tipo ponto, tipo risco, tipo olho de cobra, 
tipo shot gun. 
 
 
 
 
 
 
 
• Classe II: “Slot” vertical de Marley; 
 
 “Slot” horizontal de Roger Kamp; 
 tipo túnel 
 
Proteção do Complexo 
Dentinopulpar 
Quando houver perda de substância dental, e o 
consequentemente o dente tiver que ser restaurado, 
é necessário que a vitalidade do complexo 
dentinopulpar seja preservada. 
Dentina primária: formada durante o 
desenvolvimento do dente. 
Dentina secundária: formada após o 
desenvolvimento do dente. 
→ Proteção Direta e Proteção Indireta 
 
→ Causas de Injúrias no Complexo 
Dentinopulpar 
Química: Material restaurador, toxinas 
bacterianas (lesão cariosa) 
 
 
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Físicos: Traumas mecânicos (preparo cavitário), 
elétricos, térmicos, radiação. 
→ Dentina Terciária 
•Dentina Reacional (quando a injúria é mínima), 
e pode ser causada por cárie incipiente ou 
preparo cavitário superficial. E a deposição dessa 
dentina é feita pelos odontoblastos primários. 
•Dentina Reparadora (quando a injúria é severa), 
e pode ser causada quando há exposição pulpar 
por cárie ou preparo. E a deposição dessa dentina 
é realizada por odontoblastos recém 
diferenciados. 
 
Alguns fatores podem interferir na Indicação 
para a proteção do complexo dentinopulpar, são 
eles, a profundidade da cavidade, a condição 
pulpar e a idade do paciente. 
- Profundidade: superficial, rasa, média, 
profunda e muito profunda. 
- Condição Pulpar: Reversível ou Irreversível 
Reversível: dor provocada e momentânea, cor 
normal, periapice negativo. 
Irreversível: dor espontânea, contínua, 
intermitente, pulsátil, reflexa. Cor alterada. 
Periápice positivo nos estágios mais avançados. 
- Idade do Paciente: Polpa jovem ou envelhecida. 
Qualidade e velocidade resposta biológica do 
tecido pulpar. 
 
→ Características Ideais dos Materiais 
utilizados para a proteção do Complexo 
Dentinopulpar 
Ser bactericida e bacteriostático 
Estimular a formação de dentina terciária 
Remineralizar a dentina remanescente 
Ser biocompatível 
 
→ Diferentes Categorias de Materiais de 
Proteção Pulpar 
• Verniz Cavitário 
- Apresentação: Cavitine (forrador de cavidades) 
- Composição: Resina natural (copal) ou sintética. 
- Solventes: acetona, clorofórmio, éter. 
-Finalidades: Vedamento da interface 
dente/restauração de amálgama. 
- Propriedades: Aceitável compatibilidade biológica; 
Bom isolante elétrico (composição resinosa); Previne 
a descoloração de uma estrutura dentinária pela 
incorporação de íons metálicos; 
 
• Hidróxido de Cálcio 
- Formas de Apresentação: Hidróxido de Cálcio P.A 
(Pó); Pasta (pó de Ca(OH)2 + água); Cimento 
- Propriedades: estimula a formação de dentina 
esclerosada e reparadora; Possui pH alcalino; Protege 
a polpa contra estímulos térmicos e elétricos; 
Apresentação antimicrobiana; é hidrossolúvel. 
• Sistema Adesivo 
- Monômeros resinosos de diferentes pesos e 
viscosidades. 
- Diluentes resinosos, solventes orgânicos (acetona, 
etanol), além de água, presente em várias 
formulações. 
Os sistemas adesivos são amplamente utilizados nos 
dias atuais com as resinas compostas como materiais 
restauradores. São eles que permitirão a adesão 
deste material restaurador à estrutura dentária. 
• Cimento Ionômero de Vidro 
- Composição: sílica, alumina, fluoreto de cálcio. 
 
 
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- Líquido: solução aquosa de ácidos policalcenóicos, 
com a inclusão de aceleradores de presa (ácido 
tartárico). 
- Propriedades: Menor toxicidade, adesão a estrutura 
dentinária, liberação de flúor, coeficiente de 
expansão térmica linear muito próximo ao da 
estrutura dentária. Biocompatível. 
• Agregado de Trióxido de Mineral 
Surgiu no início dos anos 90, sendo desenvolvido com 
o objetivo de selar as comunicações entre o exterior 
e interior do dente. 
- Propriedades: Estimula a formação de dentina 
esclerosada, reparadora, assemelhando-se aos 
produtos à base de hidróxido de cálcio; Apresenta 
melhores propriedades mecânicas em comparação 
ao hidróxido de cálcio. 
Profundidade Cavitária 
(Relembrando) 
Superficial: Cavidade que acomete somente o 
esmalte, sem romper a junção amelodentinária (JAD). 
A melhor opção para sua a proteção do complexo 
dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material 
restaurador (resina composta). 
Rasa: Cavidade acometendo um esmalte mais 
profundo, ainda sem romper a junção 
amelodentinária (JAD). A melhor opção para a 
proteção do completo dentinopulpar é o uso de 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta). 
Média: Cavidade acometendo dentina inicial, já 
rompendo um pouco a junção amelodentinária (JAD). 
Melhor opção para proteção do complexo 
dentinopulpar é o uso de sistema adesivo + material 
restaurador (resina composta). 
Profunda: Cavidade que já rompeu a junção 
amelodentinária, porém ainda se encontra longe da 
polpa dentária. A melhor opção para a a proteção do 
completo dentinopulpar é o uso de CIV forrador + 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta). 
Muito Profunda: Cavidade que já rompeu a junçãoamelodentinária (JAD), porém sem acometer a polpa 
dentária e sem sangramento. A melhor opção para a 
proteção do completo dentinopulpar é o uso de 
Cimento Hidróxido de Cálcio Ca(OH)2 + CIV forrador + 
sistema adesivo + material restaurador (resina 
composta. 
 
• Necessidade Proteção direta do Complexo 
Dentinopulpar? 
Geralmente quando há exposição pulpar durante 
remoção da lesão de cárie, ou quando ocorre 
alguma exposição por trauma ou iatrogenia. 
Deve-se sempre avaliar o risco de contaminação 
e inflamação pulpar, para chegar-se a um 
prognóstico positivo. 
Dependendo do tamanho da exposição e da 
severidade do sangramento, aplicar Hidróxido de 
Cálcio P.A (aplicar como pó ou pasta) – Pó mais 
água destilada ou soro fisiológico. 
Passo a passo: Ca(OH)2 pa + Pasta de Ca(OH)2 pa 
+ CIV 
 
 
Instrumentos Operatórios 
em Dentística 
Para estabelecer o preparo cavitário, são 
necessários instrumentos que proporcionem o 
acesso a lesão que afeta a estrutura dentária, de 
modo a possibilitar diferentes abordagens, em 
função do tipo de procedimento que se pretende 
realizar. 
→ O que são instrumentais? 
 
 
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São todos os instrumentos manuais e rotatórios 
necessários para a remoção de tecido cariado, 
preparo da cavidade, inserção de materiais e 
outras finalidades em dentística. 
A estrutura dentária, em especial o esmalte, é um 
elemento de grande dureza, o que implica a 
necessidade de instrumentos suficientemente 
resistentes para cortar ou desgastar com 
eficiência o esmalte ou a dentina. 
A utilização racional e padronizada de 
instrumentos mecânicos ou manuais traz 
resultados benéficos tanto para o profissional 
quanto para o paciente. Com o uso dos 
diferentes instrumentos operatórios é possível 
ter acesso às diferentes áreas da cavidade bucal 
e, consequentemente, obter preparos de 
cavidades sistematizados. 
Os instrumentos operatórios para o preparo de 
cavidades podem ser agrupados nas seguintes 
categorias: 
- Instrumentos Cortantes Manuais 
- Instrumentos Rotatórios 
- Laser e Instrumentos Ultrassônicos (que são 
instrumentos alternativos aos rotatórios, com 
grande enfoque para abordagens de lesões 
cariosas e não cariosas, permitindo uma 
configuração cavitaria especialmente adequada 
aos sistemas restauradores adesivos. 
 
→ Instrumentos para Profilaxia 
Escova Robinson: podendo ser cônica ou 
cilíndrica; Pasta profilática ou pedra pomes. 
 
→ Instrumentos para Exame Clínico 
Espelho clínica, pinça clínica, e sonda 
exploradora (com a ponta romba). 
 
 
→ Instrumentos para Preparo de Cavidade 
Instrumentos Manuais Cortantes 
A maioria dos instrumentos possuem um cabo 
octavado e serrilhado, de modo a evitar 
deslizamentos quando em função. Em 
contrapartida os instrumentos de cabo circular 
são oco, mais leves e de melhor empunhadura. 
Funções: clivar, cortar, planificar a estrutura 
dentária, completa a ação do instrumento 
rotatório durante o preparo cavitário. → o 
objetivo principal é reduzir a infiltração marginal. 
 
 
 
 
 
Poder ser simples (com apenas uma ponta ativa), 
ou duplo (com duas pontas ativas). 
Estes podem ser classificados em: 
 
- Recortadores de margem gengival → para 
planificação da ângulo cavo-superficial, 
arredondamento do ângulo áxio-pulpar, e 
determinação de retenção na parede gengival de 
cavidades classe II. 
 
Cabo ou Haste 
Colo ou Intermediário 
Ponta Ativa 
Cabo ou Haste 
 
 
 
 
 
 
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Fórmula de 3 números em referência a ponta 
ativa 
1º número: largura da lâmina 
2º número: comprimento em mm 
3º número: ângulo formado entre a lâmina e o eixo 
longitudinal do cabo, em graus centesimais. 
 
Fórmula de 4 números em referência a ponta 
ativa: 
1º número: largura da lâmina 
2º número: ângulo formado entre a extremidade 
do cortante e o longo eixo do instrumento 
3º número: comprimento (mm) 
4º número: ângulo formado entre a lâmina (ponta 
ativa) e o eixo longitudinal do cabo, em graus 
centesimais. 
O segundo n° na fórmula > que 90 = caixa distal 
O segundo nº na fórmulaOdontologia 
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Colação de pontas e brocas através de sistema 
push-botton ou saco broca. 
*** 
Esterilização Ideal – (autoclave) 
Desinfecção da Superfície – Iodóforos ou álcool 
70% 
Lubrificação de Ambas as Peças 
 
 Pontas de Aço (Liga de Ferro-Carbono) → 
utilizados para procedimentos de remoção de 
dentina cariada. E acabamento de cavidades em 
baixa rotação. 
 Pontas Carbide (Carboneto de Tungstênio) → 
utilizados para preparo de cavidades, remoção de 
tecido cariado, acabamento das paredes de 
cavidades, acabamento das superfícies de 
restaurações, remoção de restaurações antigas, e 
acabamento de preparos dentais com finalidades 
protéticas. 
(1/4; ½; 2, 4, 6, 7, 8) 
** Quantos mais lâminas, menor é o poder de 
corte. 
Brocas Multilaminadas (45 lâminas) 
As pontas das brocas podem ser: 
- Esféricas 
- Cilíndricas 
- Tronco-cônicas 
- Cone-invertida 
- Roda 
- Picotada 
Em que consiste DESGASTE: Na remoção de 
partículas de um substrato por meio de ação de 
instrumentos abrasivos colados ou unidos 
(abrasão do material com dente). 
As partículas são dispostas de forma aleatória. 
Isolamento Absoluto
Todos os materiais restauradores requerem 
campo operatório isolado, seco e perfeitamente 
limpo para serem inseridos ou condensado nas 
cavidades. O isolamento do campo operatório 
pode ser absoluto ou relativo. Como medida 
auxiliar, é possível usar medicamentos que 
diminuem o fluxo salivar, contribuindo para a 
eficiência do tratamento. 
Isolamento Asboluto (Dique de Borracha) 
O uso do dique de borracha é essencial para que 
alcançar a mais alta qualidade da restauração, pois 
é o único meio de se obter um campo totalmente 
livre de umidade. Além disso, há uma série enorme 
de outras vantagens, resumidas a seguir: 
- retração e proteção dos tecidos moles para 
promover o acesso à área a ser operada. 
- melhor visibilidade do campo operatório 
- condições adequadas para inserção e 
condensação dos materiais restauradores 
- proteção do paciente contra a aspiração ou 
deglutição de instrumentos, restos de material 
restaurador ou qualquer outro tipo de elemento 
estranho. 
O isolamento absoluto deve ser sempre 
empregado, sendo preterido em casos de total 
impraticabilidade. Para sua aplicação, é necessário 
um conjunto de materiais, dispositivos e 
instrumentos, sendo eles listados abaixo: 
• Lençol de Borracha 
• Perfurador de Lençol de Borracha Ainsworth 
(246M) 
• Porta Dique de Borracha (Arco de Young) 
• Grampos - 200 a 205: para molares 
- 206 a 209: para pré-molares 
210 a 211: para anteriores 
 
 
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Grampos usados para retração: 
212: para anteriores 
1A: para posteriores 
Grampos Especiais: 
26: para molares 
W8A: para posteriores 
14A: para posteriores 
14: para molares 
• Pinça Porta-Grampo (Palmer) 
• Sugador de Saliva 
• Espátula para Inserção 
• Tesoura 
• Fio Dental 
• Lubrificante 
• Kit Clínico 
 
 
→ Operações para realizar o Isolamento 
Absoluto 
Antes de se iniciar a colocação do isolamento 
absoluto na boca do paciente, devem ser 
realizadas algumas operações prévias na cavidade 
oral, afim de se remover quaisquer empecilhos 
que possam atrapalhar o bom andamento do 
isolamento. 
 
Passo-a-passo Isolamento Absoluto: 
1) Preparação do Lençol de Borracha 
2) Marcação em Cruz com Caneta, para separação 
dos quadrantes. 
3)Acoplamento no Arco de Young 
4) Demarcação dos Furos de acordo com a posição 
dos dentes, apertando o lençol de borracha sobre 
a oclusal dos dentes, e posterior marcação com 
caneta retroprojetora permanente 
5) Perfuração do Lençol de Borracha, com o 
perfurador Ainsworth bem afiado, para se evitar 
que discos de borracha fiquem presos pós-corte, 
podendo causar futuros rasgos no lençol. 
6) Preparo dos Dentes para receber o Dique de 
Borracha (limpar, secar, verificar contato 
Interproximal) 
7) Uso de Lubrificante na parte inferior do lençol 
para facilitar a invaginação dos dentes a serem 
isolados, e posteriormente terminar de invaginá-
los nas áreas gengivais com a ajuda de um fio 
dental 
8)Amarra-se um pedaço de fio dental no grampo a 
ser acoplado e segura-se, para evitar que este não 
se solte dentro da cavidade oral do paciente. 
9) Com auxílio de uma pinça porta-grampo Palmer, 
acopla-se o grampo na ponta ativa da pinça para 
que seja colocado no dente desejado 
10) Finaliza-se o isolamento realizando todos os 
ajustes do lençol após o acoplamento do grampo 
para que evite ao máximo a exposição de saliva 
 
 
 
 
 
 
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Preparo de Cavidade 
Classe I – Amálgama 
Delimita-se a área da superfície do dente que 
deverá ser incluída no preparo cavitário, 
preservando se possível as estruturas de reforço 
do dente, como vertentes de cúspides e cristas 
marginais. 
Inicialmente a Broca n°245 (para molares) é 
posicionada na fóssula distal com uma inclinação 
de 45° para se executar a penetração inicial, 
possibilitando assim uma melhor visualização, um 
maior controle do corte e uma melhor 
refrigeração do campo operatório. A seguir, é 
posicionada paralela ao eixo longitudinal do 
dente e, com movimentos para distal e mesial ao 
longo do sulco central, forma-se uma canaleta 
cuja profundidade corresponde à altura da ponta 
ativa da broca ou 0,5 mm do limite amelo-
dentinário, tendo a sua largura o istmo do 
machado de pré-molares, ou ¼ da distância entre 
os vértices das cúspides vestibular e lingual. 
A inclinação das paredes vestibular, lingual, 
mesial e distal, será determinada pela própria 
inclinação da broca, onde seu plano axial deve 
permanecer ao eixo longitudinal do dente, 
determinando as paredes convergentes para 
oclusal, com intuito de que o esmalte permaneça 
suportado por tecido dentinários, 
proporcionando uma borda de restauração de 
aproximadamente 70°. A extensão da cavidade no 
sentido mésio-distal deverá apenas envolver as 
respectivas fossas e sulcos secundários, 
preservando ao máximo as cristas marginais. 
Complementando a forma de contorno, a broca é 
movimentada ligeiramente para os lados nos 
sulcos secundários vestibular e lingual, e ao nível 
dos sulcos que se originam nas fossas mesial e 
distal. A broca ao mesmo tempo de determina as 
paredes circundantes com suas arestas laterais, 
deve, com a extremidade plana, aplainar a parede 
pulpar e definir os ângulos diedros de segundo 
grupo. 
Características da Cavidade Classe 1 para 
Amálgama quando utilizada broca n° 245. 
• Abertura vestíbulo-lingual na região do istmo 
com ¼ de distância entre os vértices das cúspides. 
• Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo 
longitudinal do dente (com exceção do primeiro 
pré-molar inferior – acompanhando o plano de 
inclinação das cúspides). 
•Paredes vestibular, lingual, mesial e distal 
convergente para oclusal. 
•Ângulos diedros do segundo grupo ligeiramente 
arredondados 
• Ângulo cavossuperficial nítido e sem bisel 
 
 
Completando a forma de contorno, a broca é 
movimentada ligeiramente para os lados, nos 
sulcos secundários vestibular e lingual, e no nível 
dos sulcos que se originam nas fossetas mesial e 
distal (Figuras 6.6 e 6.7). 
 
 
 
Patrick Brito 
Odontologia 
@trickbrito 
 
 
 
A broca, ao mesmo tempo que determina com as 
arestas laterais as paredes circundantes, deve, 
com seu extremo plano, aplainar a parede pulpar 
e definir os ângulos diedros do segundo grupo 
ligeiramente arredondados (Figura 6.8). Figura 
6.4 Paredes convergentes para oclusal e ângulos 
diedros do 2o grupo arredondados, obtidos com 
a broca nº 245. Figura 6.5 
 
 
Broca posicionada para determinar as paredes 
proximais (mesial e distal) ligeiramente 
divergentes para oclusal. Dessa maneira, as 
paredes mesial e distal permanecem com 
“esmalte” apropriado em “dentina”, o que 
proporciona borda de restauração de 
aproximadamente 70°. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patrick Brito 
Odontologia 
@trickbritoPreparo de Cavidade 
Classe II – Amálgama 
Segue os mesmos parâmetros já estabelecidos para as 
cavidades classe I, entretanto como esta caixa 
representa o início de um preparo ocluso-proximal, 
com o auxílio da fresa 245 realiza-se um desgaste 
complementar envolvendo parte das cristas marginais 
mesial e distal, deixando-as com menor espessura 
possível, sem, no entanto, rompê-las. Esse 
procedimento tem a finalidade de facilitar o acesso 
proximal posteriormente, diminuindo os riscos de 
comprometimento do dente vizinho e de desgaste 
excessivo no sentido axial, ao mesmo tempo que 
caracteriza um seguimento oclusal com maior 
dimensão mésio-distal que na cavidade de Classe I 
simplesmente oclusal. Convém salientar ainda, que o 
desgaste parcial das cristas marginais deve seguir 
sempre em direção à região de contato, evitando a 
superextensão da futura caixa proximal no sentido 
vestíbulo-lingual. Deve-se proteger o dente vizinho 
com uma matriz de aço inoxidável utilizada para 
restaurações. A caixa proximal só deve ser iniciada 
após a complementação do preparo oclusal. 
 
 
 
Patrick Brito 
Odontologia 
@trickbrito

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