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OS DESAFIOS DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO HUMANIZADO NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA INTRA-HOSPITALAR Elizandra Spachinski da Cruz1 Franciele Aparecida Machado de Lima2 Maristeli Martins Rodrigues3 RESUMO Introdução: A humanização do atendimento em serviços de urgência e emergência representa uma temática de grande relevância na atualidade, especialmente diante dos inúmeros desafios enfrentados diariamente por profissionais de enfermagem e usuários. Objetivo: identificar os principais desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem na implementação da assistência humanizada em contextos de urgência e emergência intra-hospitalar. Método: Revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa. Resultados: 08 estudos publicados entre 2020 e 2025 revelou que os entraves incluem superlotação, escassez de recursos humanos e materiais, estrutura física inadequada, sobrecarga de trabalho, além de lacunas na capacitação dos profissionais. Também foram destacadas dificuldades na comunicação com grupos específicos, como pessoas com deficiência. Como estratégias facilitadoras da humanização, ressaltam-se o Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), a escuta qualificada, a valorização dos profissionais de saúde, o fortalecimento da atenção primária e a gestão compartilhada. Conclusão: A efetivação da humanização na urgência e emergência exige ações integradas que envolvam mudanças estruturais, políticas públicas e o comprometimento ético dos profissionais e gestores. Descritores em Saúde: Enfermagem 1. Humanização 2. Urgência e Emergência 3. 1 Acadêmica da graduação em Enfermagem do Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI. E-mail: 2773170@aluno.uniasselvi.com.br 2 Acadêmica da graduação em Enfermagem do Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI. E-mail: 2874864@aluno.uniasselvi.com.br 3 Enfermeira especialista em Urgência e Emergência. Docente do Centro Universitário Leonardo Da Vinci. Email: 100188213@professor.uniasselvi.com.br 2 1 INTRODUÇÃO A política Nacional de humanização (PNH) criada em 2003, sendo uma política transversal inserida em todas as redes de saúde, tem como principais objetivos a valorização dos usuários, trabalhadores e gestores do SUS, promovendo comunicação entre eles para promoção da humanização na assistência à saúde (BRASIL, 2021). Na atualidade, a humanização nos serviços de urgência e emergência intra- hospitalar é percebida como uma necessidade indispensável, especialmente considerando-se a dinâmica acelerada e frequentemente impessoal dos serviços de saúde (KELLER; CRUZ; GOMES, 2021). Nesse contexto, o papel dos enfermeiros é essencial, pois são eles que mantêm o contato direto e contínuo com o paciente, desempenhando um papel fundamental na modulação entre as práticas assistenciais e o cuidado humano (CAMPOS, 2020). Diante a todo o cenário, observa-se que embora se reconheça a importância do processo de humanização nos serviços de saúde, diversos obstáculos ainda dificultam a sua plena implementação, como superlotação das urgências e emergências, sobrecarga de trabalho, falta de recursos humanos e tecnológicos, corroborando para alto nível de estresse físico e emocional dos profissionais de enfermagem que impacta diretamente no cuidado ao paciente (DUARTE et al. 2020). A demanda por uma assistência que seja não apenas tecnicamente eficaz, mas também empática e respeitosa com as necessidades e vulnerabilidades dos pacientes, destaca-se como um desafio premente para os profissionais de enfermagem (RIBEIRO & BATISTA, 2021). Além disso, enfrenta-se a lacuna existente entre o ideal da humanização e a realidade das práticas institucionais, as quais ainda são marcadas por um paradigma que prioriza a eficiência operacional em detrimento da qualidade do cuidado personalizado (RADAELLI; COSTA; PISSAIA, 2019). Observa-se que a pressão por eficiência leva a realização de excessivos procedimentos técnicos, um fazer acelerado, onde conduz o enfermeiro a um trabalho mecanizado, arbitrariamente deixando de lado os aspectos emocionais, psicológicos e sociais dos pacientes (COSTA & PEREIRA, 2021). 3 Finamor e Silva (2022), sugere que um dos desafios no processo de humanização é a “Empatia organizacional” com isso percebe-se que a inclusão de uma abordagem humanizada implica uma reavaliação das estruturas, práticas e cultura das organizações. Conforme resolução 564/2017 do código de ética da enfermagem, a assistência deve ser realizada a todos sem nenhum tipo de exclusão, considerando o cidadão e todas as suas peculiaridades, integralidade e complexidade (COREN-BA, 2024). Diante do exposto, cabe ressaltar que alguns desafios são encontrados ao realizar a assistência as pessoas com deficiência, como por exemplo a barreira comunicacional com a pessoa surda. Diversos autores de modo geral, define a deficiência como a perda parcial ou total de uma função corporal, o que pode envolver alterações significativas nos aspectos motores, sensoriais ou mentais do indivíduo. Ela pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da natureza e da gravidade da condição, que pode ou não impactar a capacidade do indivíduo de interagir com o ambiente ao seu redor (PEREIRA et al, 2019). Segundo Gonçalves & Silvano (2019), é possível observar a presença de uma barreira na comunicação entre a equipe e os pacientes, que frequentemente se torna restrita. Isso ocorre porque tanto para pessoas com deficiência sensorial quanto para profissionais de enfermagem, surgem dificuldades ao tentar realizar uma abordagem qualificada. As desigualdades sociais constituem eixos estruturadores da sociedade brasileira, cujos resultados são refletidos nas diversas dimensões da qualidade de vida, restringindo acessos, oportunidades e a própria realização de direitos sociais legalmente constituídos (COBO; CRUZ; DICK. 2021). Observa-se desafios na integralidade do cuidado da saúde nas abordagens sensíveis à etnia, gênero e sexualidade. Analisa-se que o preconceito, o estigma e julgamento de determinados profissionais são barreiras que atrapalham o processo de humanização. Desde o início, a PNH tem se esforçado para integrar a valorização da dignidade humana nas práticas diárias dos profissionais de saúde, conjuntamente com a eficiência técnica (KELLER; CRUZ; GOMES, 2021). Essa integração é particularmente vital em contextos de urgência e emergência, onde as demandas são imediatas e não se restringe ao desenvolvimento de habilidades técnicas, mas 4 estende-se à capacidade de atuar em um ambiente que exige respostas rápidas e eficazes, sem que isso comprometa a sensibilidade para com o sofrimento e a dignidade humana. Para Duarte et al., (2020), esta abordagem atende diretamente aos desafios enfrentados pelos enfermeiros, que frequentemente necessitam de apoio para conciliar a pressão operacional com a necessidade de prover um atendimento cuidadoso e respeitoso. A PNH não atua somente nos aspectos clínicos, mas também abrange toda a organização do trabalho e o ambiente hospitalar, incentivando a criação de ambientes saudáveis e práticas de gestão democrática (BRASIL, 2021). Este cenário requer uma análise crítica das políticas de saúde vigentes e um comprometimento ativo para a reformulação das práticas de gestão e formação em enfermagem, visando equilibrar competência técnica com compaixão e empatia, elementos fundamentais para a promoção de um cuidado verdadeiramente humanizado (COSTA; PEREIRA, 2021). Partindo das perspectivas acima mencionadas, esta pesquisa teve como proposito responder a seguinte questão: Quais são os maiores desafios enfrentados pelos profissionais da enfermagem na prestação do atendimento humanizado na urgência e emergência intra-hospitalar? Esta indagação parte-se da ideiade que os desafios para a implementação de práticas humanizadas nos serviços de urgência e emergência são complexos e variados e tanto os usuários, quanto os profissionais de enfermagem são os mais afetados. Diante da pergunta norteadora e a magnitude dessa problemática, essa pesquisa tem como objetivo identificar os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem na implementação de práticas humanizadas no atendimento de urgência e emergência intra-hospitalar. 2 MÉTODO Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa, que segundo Mendes et al. (2008), consiste na aplicação de métodos rigorosos para realizar uma busca abrangente na literatura, além da análise crítica dos estudos e da síntese das informações sobre um determinado tema, o autor ressalta ainda que este 5 tipo de método de revisão está preconizados nas práticas baseadas em evidências (PBE) e oferece contribuições importantes para a pesquisa na saúde e na enfermagem. A estratégia PICO conforme abordado por Santos, Pimenta e Nobre (2007), um acrônimo para População, Intervenção, Comparação e outcome (desfecho), foi utilizada para a formulação da pergunta norteadora da pesquisa, sendo um método que contribui para a elaboração de questionamentos claros e objetivos, facilitando a identificação de literatura pertinente para responder questões específicas. O levantamento foi realizado no mês de abril de 2025, utilizando as bases de dados da LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e BDENF (Banco de dados de Enfermagem), através do portal da Biblioteca Virtual de Saúde e também dos periódicos da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), utilizando os seguintes descritores em saúde com suporte do operador booleano AND “Enfermagem”, “Humanização” e “Urgência e Emergência”. Para o levantamento da coleta de dados se optou por definir os critérios de inclusão, sendo artigos disponíveis com texto completo e de forma gratuita no idioma português, que tenha relevância direta com o tema da humanização em saúde, com enfoque nos cenários da urgência e emergência intra-hospitalar, com intuito de delimitar o tema e selecionar os estudos com melhores evidências científicas, sendo estas publicadas entre os anos de 2020 e 2025, garantindo uma perspectiva atualizada. Quanto aos critérios de exclusão, foram descartados estudos que não responderam à questão norteadora da pesquisa e que não atenderam aos critérios necessários da base teórica, assim como aquelas que não oferecem uma análise consistente e que não possuem dados adequados para comprovar suas alegações. Outro aspecto que foi considerado para exclusão, foi estudos focados exclusivamente em aspectos técnicos ou operacionais, sem considerar a dimensão humana e ética da enfermagem. 2.1 COLETA DE DADOS Durante as buscas, foram aplicados filtros conforme critérios de inclusão para delimitar as buscas, após, foi realizada criteriosamente a leitura do título e resumo e 6 quando não suficiente realizado a leitura da produção na integra para verificar se estavam dentro dos critérios de inclusão. A coleta de dados foi realizada por dois pesquisadores de forma independente e conferido pelos mesmos com suporte do instrumento de coleta de dados, que segundo URSI (2005), este instrumento visa sintetizar as produções evitando duplicações. Na análise dos dados os materiais selecionados foram examinados em profundidade, nesta etapa as publicações foram organizadas de forma decrescente ao ano de publicação correspondendo ao título, autores e objetivos. FIGURA 1: FLUXOGRAMA DE SELEÇÃO DOS ARTIGOS Fonte: AUTORAS, 2025. Identificação dos estudos através de bases de dados Base de dados: LILACS (n = 93) BDENF (n = 61 ) Periodicos CAPES (n = 40 ) Total ( n= 194) Id e n ti fi c a ç ã o Filtro dos critérios de inclusão LILACS (n = 13 ) BDENF (n = 7 ) Periodicos CAPES (n = 17 ) Total ( n= 37) Registro excluidos (n = 19) Leitura de titulo e resumos, por não correspoder o tema proposto T ri a g e m Publicações avaliadas para elegibilidade – Leitura completa na integra LILACS (n = 5 ) BDENF (n = 5 ) Periodicos CAPES (n = 8 ) Total ( n= 18) Registro excluidos (n = 10) Critérios de exclusão, duplicações Estudos incluídos na revisão LILACS (n = 1 ) BDENF (n = 2 ) Periodicos CAPES (n = 5 ) Total ( n= 8) In c lu íd o 7 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Resultados A partir das buscas realizadas nas bases de dados selecionadas, a amostra inicial apresentou 194 publicações (100%), após aplicar os filtros conforme critérios de inclusão (Texto completo, idioma em português, entre os anos 2020 a 2025), obteve-se 37 publicações (19,07%), após leitura do título e resumo, 18 artigos (9,27%) passaram para leitura completa do texto, ao qual obteve-se para amostra final 08 publicações (4,12%), compondo, assim, o corpus da presente revisão. As amostras foram organizadas e apresentadas no Quadro 01, conforme os seguintes critérios: título, autor, ano de publicação e objetivos de cada estudo. QUADRO 01: AMOSTRAS SELECIONADAS PARA COMPOR A REVISÃO INTEGRATIVA. Titulo Autor e ano Objetivos Informações transmitidas às famílias das crianças na emergência na perspectiva da Enfermagem. Santos et al. (2020) Analisar a atuação da enfermagem na transmissão das informações às famílias das crianças na emergência. Humanização no Atendimento de Urgência e Emergência: Olhar da enfermagem à luz da fenomenologia. Celich et al. (2021) Compreender o significado da humanização para a equipe de enfermagem no cenário da urgência e emergência. Potencialidades e fragilidades da política nacional de humanização nos serviços de urgência e emergência sob a perspectiva da enfermagem. Andrade et al. (2021) Reconhecer as potencialidades e fragilidades relacionadas ao atendimento em urgência e emergência que interferem diretamente na humanização da assistência de enfermagem. Atuação do enfermeiro diante do atendimento humanizado nos serviços de urgência e emergência: os desafios para a implementação. Rocha et al. (2021) O papel dos enfermeiros frente ao atendimento humanizado no serviço de urgência e emergência, assim como as principais dificuldades encontradas para sua implementação. Cuidado à pessoa com transtorno do espectro do autismo e sua família em pronto atendimento. Sandri et al. (2022) Analisar a atuação dos enfermeiros a pessoas com autismo, bem como à sua família no Pronto Atendimento. A percepção da equipe de enfermagem sobre humanização no serviço de urgência e emergência Santana et al. (2022) Conhecer e analisar a percepção da equipe de enfermagem acerca da humanização no atendimento de urgência e emergência A humanização da enfermagem nos cenários de urgência e emergência. Soares et al. (2022) Analisar as produções científicas sobre a assistência humanizada prestada pelos enfermeiros nos serviços de emergência e urgência, considerando a sua influência no cuidado do paciente adulto. 8 Atendimento humanizado em urgência e emergência. Silva et al. (2023) Descrever as ações e estratégias utilizadas por enfermeiros que atuam em unidades de urgência e emergência para a aplicação da humanização no atendimento à pacientes e familiares. Fonte: AUTORAS, 2025. Na análise dos dados, foi construído o Quadro 02, no qual se apresentam, de forma sistemática e organizada, as principais informações relativas aos tipos de estudos analisados, bem como às respectivas revistas de origem em que foram publicados. Esse quadro configura-se como uma ferramenta importante para a consolidação e visualizaçãoestruturada dos dados, possibilitando uma compreensão mais clara, aprofundada e crítica dos achados. Além disso, sua elaboração contribui significativamente para a identificação de padrões recorrentes, variações e tendências metodológicas, facilitando a comparação entre os diferentes enfoques adotados pelos estudos selecionados. QUADRO 02: CARATER METODOLÓGICO E ORIGEM DAS PÚBLICAÇÕES. Autor e ano Tipo de estudo Publicação Santos et al. (2020) Estudo descritivo com abordagem qualitativa. Revista Online de pesquisa - UFRJ Celich et al. (2021) Método fenomenológico, com abordagem qualitativa. Research, Society and Development. Andrade et al. (2021) Revisão integrativa da literatura, de caráter exploratório e descritivo com enfoque quantitativo. Research, Society and Development. Rocha et al. (2021) Revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. Research, Society and Development. Sandri et al. (2022) Pesquisa de natureza básica, exploratória, descritivo, com abordagem qualitativa. Semina. Ciencias Biologicas e da Saude. Santana et al. (2022) Revisão integrativa de literatura com abordagem qualitativa. RECIMA 21 - Revista científica multidisciplinar Soares et al. (2022) Revisão Integrativa da literatura. Revista Enfermagem em Foco Silva et al. (2023) Revisão Integrativa da literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação – REASE Fonte: AUTORAS, 2025. Em relação aos tipos de estudos selecionados, observou-se que 62,5% (03 artigos) são revisões integrativas da literatura, 12,5% (01 artigo) têm caráter descritivo, 12,5% (01 artigo) seguem uma abordagem fenomenológica e 12,5% (01 artigo) são de natureza básica. A abordagem metodológica qualitativa esteve presente em 87,5% 9 dos estudos, enquanto apenas 12,5% utilizaram abordagem quantitativa. Quanto aos periódicos, houve predominância de publicações na revista Research, Society and Development, que concentrou 37,5% dos artigos analisados. No gráfico (Figura 02) é apresentado a porcentagem de artigos selecionados por ano. FIGURA 02: PORCENTAGEM DE ARTIGOS SELECIONADOS POR ANO. Fonte: AUTORAS, 2025. A minuciosa análise dos estudos, permitiu que os artigos fossem agrupados e organizados como consta no Quadro 03. Essa disposição visa facilitar a visualização comparativa, permitindo uma compreensão mais aprofundada dos resultados relacionados à temática em questão. QUADRO 03 - RESULTADOS DOS ARTIGOS SELECIONADOS. Autor e ano Resultados Santos et al. (2020) As informações transmitidas ao familiar/acompanhante foram relacionadas ao ambiente, normas e rotinas hospitalares, higiene corporal, procedimentos invasivos, e medicamentos. Três momentos distintos para a transmissão de informações foram identificados: admissão da criança, permanência na unidade e alta. Celich et al. (2021) Os conceitos fenomenológicos de “ser com” e “ser no mundo”, possibilitou desvelar os significados da humanização para estes profissionais resultando em três temas: o Ser aí no encontro com o outro no mundo do cuidado; processo de trabalho no mundo do (des) cuidado; elementos que interferem na humanização. Andrade et al. (2021) As principais fragilidades foram: falta de capacitação profissional, sobrecarga de trabalho, superlotação do serviço e déficit de recursos humanos, falta de equipamentos, má gestão dos leitos credenciados e conflitos interprofissionais. Em relação às potencialidades, observou-se que a escuta ativa e o acolhimento com classificação de risco realizado pelo enfermeiro são fatores que contribuem, de forma positiva, para implementação da PNH. 2020 12% 2021 37% 2022 38% 2023 13% 2024 0% 2025 0% 10 Rocha et al. (2021) O processo de humanização dentro do setor de urgência e emergência pode ser implementando, porém a longo prazo, desde que as práticas sejam colocadas em práticas, não fiquem somente na literatura, por meio de treinamentos nas equipes de saúde, com foco nos profissionais que passam anos no mesmo serviço, que acabam se acostumando com a rotina e muitas vezes trabalham de maneira fria. Sandri et al. (2022) Através da fala dos profissionais entrevistados, ficou evidente que há certo conhecimento sobre o TEA por parte dos enfermeiros, mas de maneira limitada. Fica clara a necessidade do papel da família como elo entre o paciente e os profissionais de saúde e a prestação do cuidado humanizado a esses pacientes. Santana, et al. (2022) Estudos aponta Acolhimento com classificação de risco (ACR) como principal instrumento de humanização da assistência no serviço de urgência e emergência. O ACR é o principal mecanismo para implementar eficazmente a Política Nacional de Humanização, mas existem obstáculos à sua implementação ao nível de organização, das questões estruturais, materiais e do trabalho multidisciplinar. Soares et al. (2022) Observou-se que a humanização do atendimento da enfermagem não depende exclusivamente da capacitação do corpo de enfermagem, mas envolve outros coeficientes, como: infraestrutura hospitalar e recursos humanos. Silva et al. (2023) A implementação de metodologias, como o método do enfermeiro de referência, é fundamental para garantir a qualidade nos cuidados de enfermagem em unidades de urgência e emergência. O atendimento humanizado valoriza o desempenho do papel dos enfermeiros na responsabilidade e autonomia para as tomadas de decisões para cuidados de qualidade, tratando cada paciente de forma única. Boas práticas organizacionais e empatia são essenciais para um ambiente acolhedor, preservando a integridade, o respeito e a dignidade humana. Fonte: AUTORAS, 2025. A partir de uma análise criteriosa do conjunto de pesquisas selecionadas, e com o propósito de atender aos objetivos do estudo, emergiram duas categorias temáticas alinhadas aos objetivos específicos que estão destacadas na figura 03. Essa categorização possibilitou uma abordagem mais sistemática e aprofundada dos dados. FIGURA 03 – CATEGORIZAÇÃO TEMÁTICA DOS OBJETIVOS ESPECÍFICOS. Fonte: AUTORAS, 2025. O B J E T IV O S E S P E C ÍF IC O S 1 - Identificar os desafios que os profissionais de enfermagem encontram para prestar assistência humanizada na urgência e emergência. 2 - Descrever os fatores e estratégias que favorecem a humanização na implementação da assistência humanizada na urgência e emergência. 11 3. 1. 2 Desafios que os profissionais de enfermagem encontram para prestar assistência humanizada na urgência e emergência. A implementação da humanização passa por diversos desafios, ao qual em conjunto promove o fosso entre o ideal da humanização e a realidade dos Serviços de Urgência e Emergência (SUE). A alta demanda de pacientes que procura o SUE foi destacada como obstáculo. Andrade et al. (2021), descreve que a superlotação inviabiliza a oferta de um atendimento integral, o que produz uma assistência fragmentada, com um foco direcionado às ações imediatas e específicas diante da queixa apresentada. Aliado a isso, Rocha et al. (2021), menciona que o acúmulo de usuários nos serviços, interfere significativamente na qualidade do atendimento. Falhas na organização dos serviços de saúde contribui para a superlotação no SUE, o estudo de Santana et al. (2022), destaca a falta de atendimento aos pacientes no serviço da atenção primária, além disso, o estudo mostra que muitos, em função de não receberem um atendimento satisfatório, acabam recorrendo à emergência, persistindo na cultura popular a concepção da procura por soluções, acarretando uma sobrecarga no setor. Soares et al. (2022), identificou que há pouco investimento na atenção básica, colaborando para baixa resolutividade dos problemas, devido a isso aumenta a quantidade de atendimento em prontos-socorros.Todavia, Silva et al. (2023), cita que a superlotação e a má utilização dos recursos pelos usuários são problemas constantes, a alta demanda de serviço e falta de recursos levam profissionais de enfermagem a não compreender a relação entre Humanização da Assistência e Acolhimento Com Classificação de Risco (ACCR). Isso gera superlotação, sobrecarga e um atendimento rápido e desumanizado. Santos et al. (2020), relata que a sobrecarga de trabalho na emergência pediátrica é alta, e na maioria das vezes, a assistência é pautada no cumprimento de tarefas, impossibilitando o estabelecimento do diálogo. Somado a isso, Celich et al. (2021), revela que um ambiente de trabalho em que as condições são adversas, identificadas pela sobrecarga de trabalho, necessidade de realização de tarefas em tempo reduzido, tendem a gerar sofrimento e redução na qualidade do atendimento. Outro fator determinante apontado por Andrade et al. (2021), são as estruturas físicas inadequadas, onde, essas instalações não conseguem contemplar adequadamente a demanda diária de clientes, isso claramente dificulta o 12 planejamento da assistência e, consequentemente, a implementação das ações dos serviços específicos. Durante a pesquisa, identificou-se através dos estudos de Sandri et al. (2022), que a desorganização do fluxo e inadequação da estrutura física dos serviços hospitalares frente a complexidade do cuidado, dificulta a implementação de um ambiente acolhedor e funcional, especialmente para públicos com necessidades específicas, como pessoas com deficiências, ao exemplo disso, encontra-se pessoas com transtorno do espectro autista, ao qual devido a alterações sensoriais acabam sendo afetados pelo barulho, acumulo de pessoas e agitação do ambiente. Vinculado a estruturação física, outro elemento que dificultam o atendimento humanizado é a falta de equipamentos como relatado por Celich et al. (2021), apontado como fragilidade que afeta a qualidade e satisfação dos profissionais. Os estudos de Andrade et al. (2021), traz como aspectos o número de leitos credenciados ao qual não consegue amparar todos os pacientes, para mais, o tempo para ser atendido ultrapassa o tempo que a equipe tem para atuar. Em consequência disso, destaca que esses problemas, aumenta-se risco de erros e mortalidade, cuidados inadequados, pacientes em macas nos corredores, além de aumentar o estresse para a equipe, colaborando para um cuidado desumanizado e comprometedor para segurança do paciente. Celich et al. (2021), na luz da fenomenologia, aponta que os profissionais não são percebidos pelos gestores como seres que necessitam de cuidados. O impacto emocional sobre as equipes de enfermagem que lida diariamente com morte e sofrimento dos pacientes e familiares é relevante. Além disso, o modelo de organização dos processos de trabalho, marcado por jornadas excessivas e dimensionamento inadequado de pessoal, contribui para o estresse ocupacional e para a desumanização do cuidado. Soares et al. (2022), destaca que o quantitativo insuficiente de profissionais de enfermagem para dimensionamento adequado, resulta uma sobrecarga para a equipe, para além disso, a elevada carga horária de trabalho implica diretamente na qualidade da produção do cuidado, além da insatisfação profissional, devido a situações constantes de estresse. Segundo Andrade et al. (2021), o conhecimento sobre o processo de humanização ainda é limitado, principalmente devido à falta de domínio sobre a Política Nacional de Humanização (PNH) e à escassez de capacitações voltadas para 13 as equipes que atuam nos serviços de urgência e emergência. Os dados analisados evidenciam um descompasso entre os princípios idealizados da Política Nacional de Humanização (PNH) e a realidade no cotidiano desses serviços. Para Santana et al. (2022), a classificação de risco, necessita de mais divulgação sobre o dispositivo, devido à falta de aceitação pela sociedade, por desconhecimento, os usuários referem insatisfação quando são classificados como de menor prioridade. De acordo com Rocha et al. (2021), é necessária a realização de treinamentos contínuos para as equipes de saúde, pois muitos, adotam uma postura automatizada, focada unicamente no tratamento clínico, o que pode comprometer a prática humanizada. Em concordância, Sandri et al. (2022), identificou muitos desafios no atendimento pelos profissionais da enfermagem, destacando a população com transtorno do espectro autista. Ficou explicito que muitos dos enfermeiros não conseguem identificar sozinhos, um paciente autista, principalmente em casos mais brandos, acerca das características que englobam o transtorno. Conforme observado por Santos et al. (2020), em determinadas situações no exercício da enfermagem, a falta de um diálogo adequado compromete a transmissão eficaz de informações. Os autores ressaltam ainda que a fragmentação do cuidado, distribuído entre diversos procedimentos e profissionais de áreas distintas, contribui para uma comunicação ineficaz, impactando diretamente o atendimento ao paciente e o apoio prestado à sua família. 3. 1. 3 Fatores e estratégias que favorecem a humanização na implementação da assistência humanizada na urgência e emergência. Diante dos problemas e desafios anteriormente mencionados, os estudos analisados nesta revisão indicam estratégias e propõem ações voltadas à implementação de um cuidado verdadeiramente humanizado, visando a melhoria da qualidade assistencial, o acolhimento efetivo dos pacientes e a valorização das práticas centradas no ser humano. Andrade et al. (2021), aponta o Acolhimento com Classificação de Risco como estratégia primordial para humanização, pois, a adesão à ferramenta, possibilita resultados positivos, como: redução da taxa de mortalidade; diminuição da fila de espera dos pacientes na recepção e priorização do atendimento aos pacientes com 14 maior gravidade. Colaborando, Santana et al. (2022), descreve que o enfermeiro da classificação de risco desempenha importantes funções neste processo assistencial, pois, no exercício da profissão, segundo o Conselho Federal de Enfermagem, através da resolução nº 661/2021, no âmbito da enfermagem a classificação de risco é atividade privativa do enfermeiro, o mesmo deverá ter curso de capacitação, além de consultório em condições adequadas para o desenvolvimento da classificação, ressalta ainda a normativa, que o enfermeiro classificador não deverá exercer outras atividades concomitantes. Além disso, Silva et al. (2023), indica que o enfermeiro exerça uma escuta qualificada das queixas dos pacientes, compreendendo de forma abrangente suas necessidades físicas, emocionais e psicossociais, bem como interpretando adequadamente os sinais não verbais, como expressões faciais e linguagem corporal. Tal prática reforça a importância de protocolos bem definidos, mas também da atuação ética e sensível dos profissionais. Nesse processo, o papel do enfermeiro é central, pois, sua atuação não é somente como executor técnico, mas como mediador entre a urgência da situação clínica e a singularidade de cada paciente. O estudo de Sandri et al. (2022), sugere que na classificação de risco é importante a participação da família de pessoas com transtorno do espectro autista, pois, a revelação imediata da condição, facilita o processo e potencializa o cuidado, priorizando o atendimento, levando em consideração o comportamento apresentado pelo paciente. Segundo Celich et al. (2021), elementos como a empatia, o diálogo e a escuta qualificada são reconhecidos e valorizados como ferramentas essenciais que orientam e sustentam a prática do cuidado humanístico. Essas competências favorecem a construção de vínculos mais sólidos entre profissionais e pacientes, contribuindo para um ambiente de confiança e respeito mútuo. Deacordo com Soares et al. (2022), a humanização no cuidado pode ser promovida por meio de ações integradas entre os diferentes membros da equipe de saúde, sendo o enfermeiro identificado como um agente facilitador do cuidado multiprofissional. Isso se deve à sua capacidade gerencial, que lhe permite coordenar e organizar o processo de atenção à saúde de forma universal, integral e voltada às demandas específicas do contexto emergencial. Em relação a organização dos serviços de saúde, Soares et al. (2022), evidencia que a ampliação da compreensão, tanto por parte dos profissionais quanto 15 dos pacientes, sobre os diferentes níveis de atenção à saúde pode contribuir significativamente para os fluxos assistenciais. Isso tende a refletir no atendimento, reduzindo demandas nos hospitais que podem ser resolvidas na atenção primária. Ao abordar o ideal de humanização no cuidado, Celich et al. (2021) destacam que a organização dos serviços, com a devida disponibilidade de tecnologia, recursos humanos e materiais, bem como uma infraestrutura adequada, constitui um fator fundamental para que os profissionais de enfermagem possam exercer sua prática de forma qualificada e eficaz. Somando a isto, Santana et al. (2022), ressaltam que a gestão compartilhada se configura como estratégia eficaz para promover novas formas de organização e cuidado no âmbito da saúde. Nesse contexto, a humanização da assistência envolve não apenas a escuta e o acolhimento, mas também a oferta qualificada de serviços, tecnologias, recursos humanos, materiais e infraestrutura, com o objetivo de garantir um cuidado seguro, confortável e centrado na experiência do paciente. A necessidade de articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde e de uma gestão mais colaborativa, além de investimento em infraestrutura, recursos humanos e capacitação contínua, são pré-requisitos para uma prática profissional de qualidade. Isso inclui o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde que é fundamental para a redução da sobrecarga nos serviços de urgência e emergência (SANTANA et al. 2022). Para Sandri et al. (2022), no contexto das situações de emergência, é fundamental que o ambiente seja adaptado às necessidades específicas das pessoas com deficiências, de modo a garantir seu acolhimento, minimizar a sobrecarga sensorial e preservar sua segurança e bem-estar. Entre as adaptações recomendadas, destaca-se a criação de um ambiente mais calmo e controlado, que favoreça a tranquilidade e reduza estímulos potencialmente estressantes para pessoas com transtorno do espectro autista. Segundo Rocha et al. (2021), uma das principais atribuições dos enfermeiros no contexto do atendimento humanizado é atuar na educação continuada com treinamentos e capacitação da equipe de saúde, com o objetivo de promover a prática do cuidado de forma holística e integralizada. Silva et al. (2023), salienta que os profissionais de saúde, em especial da enfermagem, devem atuar em ambientes que favoreçam e incorporem os princípios da humanização no cuidado. A presença de recursos humanos e materiais 16 adequados, jornadas de trabalho equilibradas e a devida valorização profissional são fatores que contribuem significativamente para a motivação da equipe, otimizando a prestação de um cuidado verdadeiramente humanizado. Rocha et al. (2021) destacam, em sua pesquisa, a importância da conscientização por parte dos gestores hospitalares e de enfermagem acerca da necessidade de estudos voltados à identificação de fatores de risco relacionados ao estresse ocupacional entre os profissionais de saúde. Tal iniciativa é fundamental para subsidiar a elaboração de estratégias eficazes de enfrentamento das adversidades do cotidiano laboral, além de fomentar espaços de discussão sobre os riscos vivenciados, contribuindo para a prevenção de doenças ocupacionais e a promoção do bem-estar no ambiente de trabalho. Além disso, o ambiente de trabalho precisa ser humanizado para os próprios profissionais conforme foi abordado em Rocha et al. (2021), sobre o estresse ocupacional, o Ministério do Trabalho e Emprego promoveu recentemente uma atualização na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), fortalecendo as diretrizes para a gestão de segurança e saúde no trabalho. Com essa alteração, torna-se obrigatória a inclusão da avaliação de riscos psicossociais nos processos das empresas do setor privado e dos serviços públicos. A nova diretriz enfatiza que fatores como estresse ocupacional, assédio moral e sobrecarga mental devem ser reconhecidos, avaliados e controlados pelos empregadores, integrando-se às medidas de proteção à saúde dos trabalhadores. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente pesquisa evidenciou que, embora a humanização do atendimento seja um princípio essencial e amplamente defendido pelas políticas públicas de saúde, sua aplicação nos serviços de urgência e emergência ainda enfrenta obstáculos significativos. As adversidades apontadas configuram-se como barreiras recorrentes à efetivação da assistência humanizada. Ficou claro que o desafio da humanização não se restringe ao esforço individual dos profissionais, mas depende, sobretudo, de mudanças estruturais e organizacionais. Destaca-se também que o cuidado humanizado deve incluir o próprio profissional de saúde, sendo essencial o investimento em melhores condições de trabalho. 17 Considerando a importância dessa temática, observa-se que os profissionais de enfermagem são fundamentais para humanização na urgência e emergência, com isso é importante conhecer os fatores que afetam na implantação deste processo, para que seja criada intervenções eficazes e consolidem o processo da humanização nas urgências e emergências. A finalidade desta pesquisa vai além de aprimorar a experiência dos pacientes, ele também busca melhorar os resultados clínicos, potencializar os estudos que favoreçam as equipes de enfermagem e ajudar organizações para intervir em problemas que afetam diretamente seus processos de trabalhos. Ademais, reforça-se a importância de adaptações específicas no atendimento de grupos vulneráveis, bem como a necessidade de estudos relacionada o atendimento e resolução de problemas que cabem ao nível da atenção primária para reestruturação dos serviços. Portanto, é possível afirmar que os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem para prestar uma assistência verdadeiramente humanizada nos SUE são complexos, inter-relacionados e exigem ações integradas. A humanização da assistência na urgência e emergência demanda um esforço coletivo, que envolve desde ações micro (como a escuta atenta e o acolhimento) até mudanças macro, relacionadas à gestão, políticas públicas e investimentos estruturais, formação contínua, apoio institucional e reorganização dos fluxos assistenciais, de modo a promover um cuidado humanizado, firmando um compromisso ético e social, que exige a articulação entre técnica e sensibilidade, ciência e humanidade. Para concluir, é fundamental reconhecer que o tema abordado apresenta uma complexidade que exige aprofundamento contínuo. Diante a este cenário, opina-se para o desenvolvimento de novos estudos para conhecer os desafios enfrentados pela enfermagem para implementação da humanização. 5 REFERÊNCIAS ANDRADE, Ana Fática Souza Melo, et al. Potencialidades e fragilidades da política nacional de humanização nos serviços de urgência e emergência sob a perspectiva da enfermagem. Research, Society and Development, v. 10, n. 13, out, 2021. Disponível: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/21536/19001. Acesso em 28 de abril de 2025. 18 BRASIL. Empresas brasileiras terão que avaliar riscos psicossociais a partir de 2025. Ministério do Trabalho e Emprego, 2024. Disponível: https://www.gov.br/trabalho-e- emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Novembro/empresas-brasileiras-terao-que-avaliar-riscos-psicossociais-a-partir-de-2025. Acesso em 02 de maio de 2025. BRASIL. 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