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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DAS ESTRUTURAS Programa de Pós-Graduação em Engenharia das Estruturas RELATÓRIO- ensaios de caracterização de metais executados no CDTN Relatório apresentado ao docente Rodrigo Barreto Caldas, pela discente Priscila Alves S. Machado como requisito parcial da disciplina Análise Estrutural das Estruturas. Belo Horizonte Junho de 2023 2 1 INTRODUÇÃO O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) é uma das Unidades de Pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado no campus universitário da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, bairro Pampulha, em Belo Horizonte, o CDTN atua na pesquisa e desenvolvimento, ensino (pós-graduação) e prestação de serviços na área nuclear e em áreas correlatas. Um dos serviços tecnológicos disponíveis no CBTN é o núcleo de apoio a Inovação em Estudos de Materiais, Minerais e Componentes Estruturais, que visa utilizar tecnologias avançados em análise e caracterização de materiais; avaliação da integridade estrutural de componentes mecânicos e beneficiamento de minerais, fortalecendo os setores onde as tecnologias convencionais não conseguem dar respostas satisfatórias. O Laboratório de ensaios mecânicos realiza ensaios padronizados em conformidade com Normas Técnicas para caracterização de propriedades mecânicas e avaliação do seu comportamento em função de diferentes tipos de solicitações mecânicas. São realizados ensaios de tração, compressão, fadiga flexo-rotativa, flexão, impacto, dureza, fluência, usinagem de entalhes em corpos de prova tipo Charpy e preparação de corpos de prova de chapas de até ¼”. A execução de ensaios realizados em materiais apresenta grande importância, pois servem para averiguação de suas propriedades, realização de análises de risco, analisar possíveis falhas, verificar o comportamento do material sob condições de trabalho, entre muitas outras características. Os conceitos de mecânica da fratura como parâmetros de tenacidade à fratura e modelos de crescimento de trinca por fadiga são utilizados na avaliação de integridade estrutural. . 3 2 OBJETIVOS O presente relatório tem como objetivo elucidar ensaios acompanhados em visita ao CDTN no dia 19 de maio de 2023. Os ensaios demonstrados foram: a) fadiga flexo-rotativa b) ensaio de impacto c) ensaio de tração d) ensaio de nucleação e propagação de trincas 3 ENSAIOS ACOMPANHADOS 3.1 Ensaio de Fadiga flexo-rotativa 3.1.1 Referencial teórico sobre o ensaio O termo fadiga é determinado por ASTM E 1823-2000, como um fenômeno de ruptura no material, alterando sua estrutura na localidade de forma irreversível e progressiva, como consequência de tensões dinâmicas e variáveis, que podem ser responsáveis pelo aparecimento de trincas e por sua propagação, gerando fraturas de maneira lenta e gradativa em detrimento de um número de ciclos. Como resultado, tem-se o rompimento do material e/ou componente mecânico. Budynas e Nisbett (2011) explica que há três fatores básicos necessários para o fenômeno da fadiga estar presente: a) uma tensão máxima de valor consideravelmente elevado, b) uma grande oscilação entre tensões mínima e máxima, c) e um número de ciclos alto. A falha por fadiga em um material tem aparência semelhante a uma falha frágil. Considerando os estágios até a falha de um componente, tem-se: a) Estágio 1 – Início de uma ou mais microtrincas, como consequência de deformações plásticas cíclicas seguidas da propagação cristalográfica que se estende por cinco grãos a partir da origem. 4 b) Estágio 2 – Propagação da ou das microtrincas, originando a superfície de fratura como platôs paralelos separados por sulcos. c) Estágio 3 – Fratura rápida e repentina que ocorre no ciclo final de tensão, quando o material restante não consegue suportar as cargas aplicadas (BUDYNAS e NISBETT, 2011). Nesse sentido, o ensaio de fadiga é utilizado para estimar os limites de tensão e tempo de uso a que um produto, peça ou elemento de máquina pode ser submetido, sendo que a partir destes é possível determinar o melhor material para composição de um produto. Existem diversas maneiras de realizar a análise da fadiga em materiais, de acordo com o tipo de solicitação a qual será aplicada, elas podem ser: Torção, Tração-Compressão, Flexão e Flexão-Rotativa. O ensaio Flexo rotativo é um método muito usado para determinar o efeito de variações no material, geometria, condição da superfície, tensão e definir a expectativa de vida de um determinado componente ou material que está sujeito a tensão direta em números relativamente grandes de ciclos. Este método consiste em submeter um corpo de prova a solicitações de flexão enquanto é rotacionado em seu próprio eixo por um motor de alta rotação e conectado a um contador de giros, caracterizando assim uma aplicação de tensões cíclicas, conforme apresentado na Figura 1. Figura 1- Tensões que variam com o período Fonte: Takahashi (2014) O ensaio em materiais é realizado através de corpos de provas (CPs’) padronizados com superfícies cuidadosamente usinadas e polidas em uma direção axial para evitar interferências por parte de acabamentos superficiais e não podendo haver tratamentos térmicos. O CP possui formato de Ampulheta 5 (Figura 2), para que a fratura ocorra na superfície com menor diâmetro (região desejada). Figura 2- Corpo de prova usado nos ensaios por flexão rotativa Fonte: Takahashi (2014) A amostra é rotacionada até o seu rompimento, na qual o momento Fletor que o mesmo está sujeito é uniforme em toda a sua extensão. Após o rompimento, é gerado um Gráfico de curvas S-N para cada carga aplicada, em que para se obter um curva completa, ao todo são utilizados dez corpos de provas do mesmo material, sendo que o ensaio se inicia com a carga máxima utilizada, porém abaixo do limite de Escoamento do aço estudado e se reduz a cada CP rompido, obtendo desta forma quantos ciclos o material suporta para cada solicitação. Figura 3- Modelo de curva S-N de materiais distintos. Aço 1045 e Alumínio 2014-T6 Fonte: Nogueira et. al (2014) As curvas S-N (Stress-Number of cycles) também conhecida como curva de Wöhler, caracterizam a Força aplicada, ou seja, caracteriza a magnitude da 6 forças aplicada sobre o CP pelo número de ciclos até o rompimento. Este método serve para prever e controlar o número de ciclos com uma determinada carga até o rompimento. Um material possui vida infinita a partir de 105 números de ciclos. Segundo Turatti (2017) quanto ao número de ciclos, classifica-se a fadiga em: fadiga de baixo ciclo (FBC) com número de até 10³ ciclos, ou ainda fadiga de alto ciclo (FAC), que corresponde a números de ciclos superiores a 10³ ciclos. Machado (2005) explica que quanto maior a intensidade da amplitude de tensão empregada ao corpo de prova, menor será a quantidade de ciclos que o material conseguirá suportar até sua fratura. O limite de fadiga do material representa o valor mais elevado de amplitude de tensão, o que não acarreta na fratura do material, mesmo considerando uma quantidade de ciclos infinito. 3.1.2 Normas Técnicas • E466 : Ensaios axiais sob controle de força; • E606 : Ensaios controlados pela deformação; • E739 : Análise estatística de dados de fadiga; • E647 : Medida da taxa de propagação da trinca; • E1049 : Contagem de ciclos em fadiga; • E2789 : Ensaio de fadiga por fretting; • ASTM-E 466: ensaio de Fadiga para a obtenção da Curva S-N; • DIN 50113; • ISO 1143; • STP 566 Manual de Ensaios deFadiga; • STP 588 Manual de Planejamento Estatístico e Análise de Experiências de Fadiga; • STP 731 Tabelas para Estimativa dos Limites Medianos de Fadiga. Para preparação dos corpos de provas metálicos, são levadas em consideração as seguintes normas: • E467 Prática para Verificação de Forças Dinâmicas de Amplitude Constante em um Sistema de Teste de Fadiga Axial; • E468 Prática para Apresentação de Resultados do Teste de Fadiga de Amplitude Constante para Materiais Metálicos; • Método de Teste E606 / E606M para Teste de Fadiga Controlada por Tensão; • E1823 Terminologia relativa ao teste de fadiga e fratura. 7 3.1.3 Metodologia do Ensaio O ensaio é de natureza destrutiva e é baseado no princípio de um eixo giratório, em que se utiliza um corpo de prova (CP) com entalhe (apresentado na Figura 1) que funciona como uma viga simples sofrendo carregamento simétrico em dois pontos. Quando girado metade da revolução, as tensões nas fibras originalmente abaixo da linha neutra do CP são revertidas de tração para compressão e vice-versa. Ao completar a revolução, as tensões são novamente revertidas para que, durante uma revolução, o corpo de prova passe por um ciclo completo de esforço fletor (tração e compressão). O equipamento utilizado para realização do ensaio é similar a um braço de alavanca. Em um lado da alavanca existe um peso de compensação e no outro se aplicam pesos mortos, de acordo com a tensão que se deseja aplicar no corpo de prova. O fator de multiplicação dessa máquina é 10, portanto, a força aplicada no corpo de prova equivale a dez vezes a força do peso morto. O motor elétrico da máquina transmite diretamente essas rotações ao corpo de prova através de uma mola. O equipamento possui, acoplada a ela, um contador eletrônico que registra o número de ciclos no corpo de prova. O equipamento e a esquematização são mostrados nas Figuras 5 e 6. Figura 4- Equipamento utilizado Fonte: Acervo Pessoal (2023) 8 Figura 5- Esquematização Os corpos de prova utilizados para o ensaio foram produzidos do aço ABNT 1020. As características desse material são apresentadas na Tabela 1 e Tabela 2. Tabela 1- Composição do alo ABNT 1020 Aço Carbono (C) Manganês (Mn) Fósforo (P) Enxofre (S) 1020 0,18-0,23% 0,30-0,60% 0,040% 0,050% Fonte: NBR NM 87 (ABNT, 200, p.5). Tabela 2- Propriedades mecânicas do aço ABNT 1020 Resistência a tração Módulo de elasticidade Coeficiente de Poisson Dureza Densidade 380 MPa 205 GPa 0,291 111Hb 7870kg/m³ Fonte: Budynas e Nisbett, 2011. O ensaio é interrompido no momento da ruptura do corpo de prova, porém a visita ao CDTN se encerrou antes que ocorresse a ruptura. Após o término do ensaio, os dados fornecidos (carga aplicada x número de ciclos) serão plotados no gráfico SxN (Tensão x Número de ciclos), e a partir deste gráfico será possível estimar o limite de fadiga do material, ou seja poderemos estimar a vida útil de um componente feito a partir deste material e submetido a uma carga determinada. 9 3.2 Ensaio de Impacto 3.2.1 Referencial teórico sobre o ensaio A Fratura consiste na separação de um corpo em dois em resposta a uma tensão imposta. A ductilidade é uma indicação de quanto uma estrutura irá se deformar antes da fratura. O ensaio de impacto possui natureza destrutiva, tem como objetivo, medir a quantidade de energia absorvida (tenacidade) por uma amostra de material (corpo de prova) quando submetido a um esforço de choque (dinâmico) conhecido. Dessa forma, também faz parte da definição do objetivo desse ensaio a análise e estudo da fratura frágil e a transição dúctil/frágil dessa fratura em metais. No Quadro 1 é apresentado a diferença entre fratura frágil e fratura dúctil. Quadro 1- Diferenças entre a fratura frágil e a fratura dúctil Fratura frágil Fratura dúctil • Trincas se espalham de maneira extremamente rápida com muita pouca deformação plástica (trinca instável) • Ocorre repentinamente e catastroficamente, consequência da espontânea propagação de trincas • Extensa deformação plástica na vizinhança da trinca. Processo prossegue de maneira lenta (trinca estável) • Presença de deformação plástica dá um alerta de que uma fratura é iminente • Mais energia de deformação é necessária pois geralmente são mais tenazes O ensaio é importante, pois em certos metais e ligas que possuem comportamento dúctil de fratura em ensaios estáticos (ensaio de tração, por exemplo) passam a ter comportamento frágil de fratura a depender da temperatura (primeiro fator que influencia na fratura e no ensaio). 3.2.2 Normas Técnicas • ASTM E23–16- Standard Test Methods for Notched Bar Impact Testing of Metallic Materials 10 3.2.3 Metodologia do Ensaio O método mais comum para para ensaiar metais é o do golpe, desferido por um peso em oscilação. Basicamente é utilizado um aparelho, composto por um pêndulo a qual é elevado a uma certa posição e adquire uma energia potencial conhecida pela altura h atingida. Quando ele despenca, essa energia se transforma em energia cinética também conhecida quando atinge o corpo de prova que absorve parte dessa energia. A posição final, temos uma energia potencial conhecida pela altura h’ (necessariamente, menor que a inicial). Justamente essa diferença de energia entre a final e a inicial é a quantidade absorvida pelo material do corpo de prova, representada em “Joules”. Dessa forma, a altura final é inversamente proporcional à energia absorvida para deformar e romper o corpo de prova Para o ensaio de impacto, podem ser utilizados dois tipos de corpos de provas, do tipo Charpy e do tipo Izod. No Ensaio utilizando o corpo de prova Charpy, comumente denominado “ensaio de impacto Charpy”, o golpe do martelo acontece na face oposta ao entalhe, e no “ensaio Izod” na mesma face do entalhe (Figura 6). Figura 6- Diferença entre os tipos de ensaio . O corpo de prova possui em um entalhe, que pode ser de três tipos: Charpy tipo A, Charpy tipo B e Charpy tipo C 11 Figura 7- Corpos de provas para o ensaio de Charpy A demonstração realizado no CDTN foi de corpos de prova tipo Charpy tipo A. Na Figura 8 é apresentado a esquematização do equipamento utilizado para realização do ensaio e a imagem do equipamento Figura 8- Esquematização do equipamento utilizado 12 Os corpos de prova utilizados para o ensaio foram produzidos do aço ABNT 1020 e aço ABNT 1045. Na Tabela 3 é apresentado algumas características do aço SAE 1045. Tabela 3- Características do aço ABNT 1045 Tipo de aço Teor de carbono Limite de elasticidade (GPa) Limite de escoamento (MPa) Limite de resistência à tração (MPa) Alongamento (%) ABNT 1045 0,45 250 310 560 17 O aço ABNT 1020 é um aço de baixo-carbono, sendo ele mais dúctil quando comparado com o aço ABNT 1045 que é um aço médio-carbono, tal situação foi demonstrada após ensaio pela análise da aparência da fratura. Na Figura 9 é apresentado a ruptura do aço ABNT 1020 e do aço ABNT 1045. Figura 9- Tipos de ruptura dos aços ensaiados Além da composição, principalmente se tratando da taxa de carbono, foi explicado que Três fatores contribuem para o surgimento da fratura frágil, em materiais que são normalmente dúcteis à temperatura ambiente: • existência de um estado triaxial de tensões, • Baixa temperatura e 13 • taxa ou velocidade de deformação elevada. Esses três fatores não precisam atuar necessariamente ao mesmo tempo para produzira fratura frágil. 3.3 Ensaio de tração 3.3.1 Referencial teórico sobre o ensaio O Ensaio de Tração é amplamente utilizado para o levantamento de informações básicas sobre a resistência dos materiaise como um teste de aceitação de materiais que se faz pelo confronto das propriedades determinadas pelo ensaio e ajustes especificados em projeto. O ensaio consiste na aplicação de uma carga uniaxial crescente a um corpo de prova especificado, ao mesmo tempo em que são medidas as variações no comprimento. Apesar de não ser necessariamente capaz de fornecer informações para prever o comportamento dos materiais quando sujeitos a carregamentos em condições de serviço, o ensaio de tração permite avaliar características de resistência e de ductilidade que podem ser usadas para estabelecer critérios de controle de qualidade que assegurem desempenho satisfatório em determinadas aplicações. 3.3.2 Normas Técnicas • ABNT ISO 6892 3.3.3 Metodologia do ensaio A metodologia do ensaio consiste na fixação do corpo de prova pelas suas extremidades nas garras de fixação da máquina universal de ensaios. São aplicadas cargas crescentes na direção axial e as deformações correspondentes são medidas com auxílio de um extensômetro. Os corpos de provas são solicitados, geralmente até a ruptura, com o proposito de determinar uma ou mais propriedades mecânicas do material. 14 Os dados obtidos com o teste permitem construir as curvas de tensão versus deformação que geram muitos dados para caracterização quantitativa, qualitativa, controle de qualidade e pesquisas. Na demonstração no CDTN foi ensaiado um aço ABNT 1020. Como mencionado anteriormente, o aço possui característica dúctil, dessa maneira o gráfico tensão x deformação é marcado por um patamar de escoamento e com evidente marco da passagem da deformação elástica para a plástica (Figura 10) denominado limite de escoamento. Figura 10- Diagrama tensão x deformação aço dúctil típico Na Figura 11 é apresentado a captura da tela referente aos dados coletados e gerados para execução do ensaio de tração. 15 Figura 11- Tela capturada do ensaio de tração Através das dimensões iniciais e finais do corpo de prova é possível determinar a redução da área da secção transversal ou estricção e o alongamento do aço através das seguintes formulações: Redução de área ou estricção (Ra)= á𝑟𝑒𝑎 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙−á𝑟𝑒𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 á𝑟𝑒𝑎 𝑖𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑥 100 Alongamento= 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙−𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑥 100 Na Tabela 4 é apresentado os valores referentes a estricção e ao alongamento que ocorreram no corpo de prova ensaiado. Tabela 4- Valores estricção e alongamento Estricção 67,31% Alongamento 39,55% 16 5 CONCLUSÕES O estudo da fadiga é de extrema importância para mecânica, pois através dele é possível determinar qual o melhor material para construção de um componente, peça ou produto, estimar a vida útil deste componente, verificar seu comportamento quando em utilização. Com esses dados é possível, por exemplo, programar manutenções antes de uma falha catastrófica que pode levar a perdas de produção e por consequência perdas econômicas. Além do fator econômico, o estudo da fadiga é também importante para redução de acidentes, pois muitos destes são causados devido a falhas geradas pela perda das propriedades do material devido a fadiga.] O comportamento dúctil dos materiais pode ser mais amplamente caracterizado por ensaios de impacto O ensaio de impacto, pela sua facilidade de ensaio e baixo custo de confecção dos CPs fez dele um dos primeiros e mais empregados para o estudo de fratura frágil nos metais. Pode-se determinar a tendência de um material a se comportar de maneira frágil. O ensaio de tração é um dos ensaios mecânicos mais importantes para determinar as propriedades mecânicas de um material, como a resistência, ductilidade, tenacidade e elasticidade. É amplamente utilizado na engenharia e na indústria para testar a qualidade dos materiais e garantir sua adequação para aplicações específicas. O ensaio de tração permite determinar a resistência à tração de um material, ou seja, a quantidade máxima de carga que o material pode suportar antes de se romper. Além disso, também fornece informações sobre a ductilidade do material, que é a capacidade de deformar plástica e permanentemente antes da ruptura. Essas informações são essenciais para projetar estruturas que devem suportar cargas e tensões específicas. A análise executada nos materiais é uma forma de garantir a conformidade com normas e padrões, s, verificando se os materiais atendem aos requisitos mínimos tecnológicos esperados. 17 6 REFERÊNCIAS AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM E 1823-96: Terminology Relating to Fatigue and Fracture Testing. 2000. BANATINE, J.A, Ph.D., COMER, J.J. Ph.D & HANDROCK, J.L. Ph.D. Fundamentals Of Metal Fatigue Analysis. Pratice Hall. Englewood Cliffs, New Jersey 07632. 1990. BUDYNAS, Richard G.; NISBETT, J. Keith. Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica. Tradução de João Batista de Aguiar, José Manoel de Aguiar. 8. ed. rev. Porto Alegre: AMGH, 2011. 1084 p., il. ISBN 9788563308207. CAZAUD, R. Fadiga de los Metales. Aguilar, Madrid. 1957. MACHADO. F.A. Influência do Grau de Deformação e do Tratamento Térmico de bake hardening na Propagação de Trinca Por Fadiga em Dois Aços Bifásicos Usados em Rodas Automobilísticas. 2005. 129 f. Dissertação (Mestrado em Engenahria de Materiais) – Universidade Federal do Ouro Preto. Ouro Preto, 2005 TAKAHASH. B.X. Metodologia Moderna para Análise de Fadiga Baseada em Elementos Finitos de Componentes Sujeitos a Fadiga Uni e Multiaxial. 2014. 374 f. Tese (Mestrado em Engenharia Mecânica) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2014. Túlio César Nogueira; Vitor Pereira Alves; Geraldo Lúcio de Godefroid; Geraldo Lúcio de Faria; Paulo José Modenesi. INFLUÊNCIA DO APORTE TÉRMICO DE SOLDAGEM NO CRESCIMENTO DE TRINCA POR FADIGA EM JUNTAS SOLDADAS DE DOIS AÇOS INOXIDÁVEIS FERRÍTICOS , p. 6664-6674. In: 69° Congresso Anual da ABM - Internacional, São Paulo - Brasil, 2014. TURATTI. E. Avaliação do comportamento do Aço SAE 4140 submetido a ensaios de Fadiga. 2017. 103 f. Tese (Graduação em Engenharia Mecânica) - Centro Universitário Univates. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas. Curso de engenharia mecânica. 2017.