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Membranas celulares Slides membranas celulares.pdf Divisão por compartimentos na célula eucariótica faz com que seus processos se tornem mais complexos. Estrutura geral: Composição específica é diferente, mas todas possuem moléculas lipídicas e proteicas mantidas unidas principalmente por ligações não covalentes Bicamada lipídica com estrutura fluida bidimensional. Proporção lipídeo X proteína - Representação estrutural Mielina - célula que envolve os axônios, predominantemente lipídica. Função de isolamento elétrico, lipídeos são ótimos isolantes Mitocondrial - predominantemente proteica Monocamada ou folheto*** hidrocarbonetos cauda acil Fosfolipídeos Caráter anfipático + formato da molécula - responsável pela formação espontânea da bicamada lipídica. Cauda de hidrocarbonetos/acil com insaturação = flexiona o bracinho A formação da bicamada depende apenas das propriedades químicas dos lipídeos, não é necessário nenhuma enzima para a ativação. A formação é espontânea Três tipos gerais - fosfolipídeos, glicolipídeos e colesterol FOSFOLIPÍDEOS - fosfoglicerídeos e esfingolipídeos (subtipos, final é o grupamento cabeça) FOSFOGLICERÍDEOS 1 grupamento polar cabeça, duas caudas de hidrocarboneto (1 saturada e outra insaturada), glicerol (fosfoglicerídeos). Membranas celulares 1 https://www.notion.so/signed/attachment%3Af8e14afb-5a57-4c33-a0b0-17212fcd7248%3ASlides_membranas_celulares.pdf?table=block&id=1c39e60b-ae01-8015-93ac-d6378862593e&spaceId=0a5215f2-e9ab-4136-9317-a1240bf3532e&userId=d6d28364-6175-4796-a424-87269b524dae&cache=v2 Como as moléculas se organizam espontâneamente? Exemplo molécula anfipática - provavelmente algo parecido com um ácido graxo — formação de micelas. Não existem moléculas de água na região Apolar - interações hidrofóbicas com repulsão da água. Micela como mecanismo para transporte de componentes hidrofóbicos Em comparação ao exemplo anterior, devido ao espaço ocupado pelas duas caudas a região Apolar deixa de ser um “cone” para ser um “cilindro” - Área hidrofóbica maior torna IMPOSSÍVEL a formação de uma estrutura micelar, por isso a forma de organização que separa a parte Apolar do ambiente aquoso é a bicamada lipídica. Não é energéticamente favorável expor a parte hidrofóbica a água. Para garantir que não exista a água, a camada plana deve se encontrar para se tornar uma esfera, cujo interior é um ambiente hidrofílico. Propriedade de auto-selamento. Lipossomo - estrutura citada Fluidez da membrana - não é sólida, mas sim líquida. SE ADAPTA A MUDANÇA (vídeo fluidez) Foto slide 16 - fusão entre dois lipossomos, após a fusão as proteínas marcadas se encontram em toda a superfície estrutural. Fluidez de membrana tem a ver com a movimentação das moléculas, principalmente dos lipídeos. Moléculas estão livres para se mover lateralmente - VER MOVIMENTOS ***** Difusão lateral - trocam de lugar com seus vizinhos em uma mesma monocamada Flexão das caudas hidrocarbonicas - movimento caudas Movimento transverso (flipflop) - movimento mais lento, onde o fosfolipídeo muda de monocamada, Difícil de acontecer, pois não é energeticamente favorável devido a entrada da cabeça no campo Apolar FLIPFLOP PERMITE A ENTRADA DE AGUA NO CAMPO HIDROFÓBICO??? Rotação**** Uma membrana pode ser mais ou menos fluidas de acordo com a composição dos lipídeos e a temperatura ambiente onde ela está inserida. Duas características principais: Presença de insaturações e comprimento de cadeia. 01/04/2025 Bicamada Lipídica e sua Fluidez Composição: presença ou ausência de insaturações e o comprimento das cadeias carbônicas Membranas celulares 2 Fluidez - liberdade de movimento dos fosfolipídeos. Se movimentam quando estão menos presas umas as outras, quanto maior o grau de interações intermoleculares hidrofóbicas conseguem se movimentar menos INSATURAÇÕES Por isso, quando há a insaturação em cis o grau de fluidez é maior, pois difimui as forças intermoleculares devido à flexão nas cadeias carbônicas Nenhuma camada é 100% saturada ou insaturada, há uma variação muito grande entre os fosfolipídeos que constituem as membranas COMPRIMENTO DE CADEIA Com a ocorrência de fosfolipídeos com cadeias mais longas, maior o grau de interações hidrofóbicas entre si. Por isso, quanto maior a cadeia, menor a fluidez ESPESSURA Variável conforme a composição de seus fosfolipídeos, não é constante Temperatura de transição de fase Transição de fase ocorre quando há a passagem da membrana do estado fluido para o estado rígido ou em gel. Emperatura é intrínseca a bicamada Membrana de maior fluidez →gel: temperatura de transição precisa ser muito baixa Membrana de menor fluidez →gel: como já é menos fluida, a temperatura não precisa abaixar tanto para que haja a transição de fase INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA Temperatura é mais relevante em organismos pecilotérmicos ou unicelulares A medida que um corpo aquece, há maior agitação nas suas moléculas. Logo, com maior temperatura há maior fluidez da bicamada e com menor temperatura, menor fluidez. As células de organismos pecilotérmicos/unicelulares controlam a fluidez de sua membrana: em ambiente mais frio há maior produção de fosfolipídeos insaturados, enquanto em ambientes quentes há a maior sintetização de fosfolipídeos saturados. Tipos gerais de lipídeos Slide 27 - tipos de variações entre fosfolipídeos Hidroxila nos enfingolipídeos - gera polaridade adicional na cabeça destes compostos Esfingolipídeos - cadeia totalmente saturada →menor fluidez Membranas celulares 3 Colesterol Não é proveniente de ácidos graxos Possuem estruturas de anéis rígidas, o que faz com que as suas caudas não se movimentem - molécula rígida Anfipático devido à presença de uma hidroxila polar “na pontinha” Essencial para as membranas biológicas, pois cria uma barreira de permeabilidade, diminuindo a possibilidade de que moléculas polares (hidrossolúveis) passem a barreira lipídica. Por ser uma molécula rígida, a presença de colesterol aumenta a rigidez da cama como um todo. Camadas com colesterol estão menos sujeitas a deformações. MOVIMENTAÇÃO NÃO É IGUAL RIGIDEZ Não se sabe ao certo como a presença de colesterol altera a fluidez, mas auxilia a bicamada a manter uma fluidez saudável, como um regulador (Campbell) Eucariontes apresentam altas taxas de colesterol Comportamento membrana - ver slides Assimetria Membrana plasmática separa dois ambientes diferentes (citoplasma e meio extracelular), por isso não são iguais, mas sim adequadas aos seus ambientes. Assimetria é a composição desigual de lipídeos entre as monocamadas (Estingomielina, esfingomielinase, corta esfingomielina, célula da resposta aumentando o cálcio no interior celular. Precisa estar no meio extracelular para que fique disponível para a ação da esfingomielinase) Carga negativa da fosfatidilserina atrai proteínas que ficam próximas da membrana plasmática. Estas proteínas possuem atuação na membrana Fosfatidilserina na apoptose: Quando a célula começa a entrar em apoptose, há uma mudança na assimetria da membrana plasmática, onde as moléculas de fosfatidilserina em ambas as camadas (externa e interna) passa a ser igual. As bicamadas passam a ser simétricas, o que expõe a carga negativa da fosfatidilserina para o meio externo. Assim, há uma sinalização química para células que fazem fagocitose (macrófago) para que a célula em apoptose seja fagocitada Membranas celulares 4 Flip Flop ocorre pouco, é mínimo para que haja manutenção da assimetria Flipase se liga a fosfatidilserina para desfazer o Flip Flop aleatório Na apoptose há a desativação da flipase da fosfatidilserina, há a ativação da scrumblase para que haja embaralhamento Membrana sai simétrica do retículo liso, as flipase realizam a assimetria GLICOLIPÍDEOS 🚨⚠ Possui a assimetria mais extrema, os glicolipídeos estão sempre na camada externa da membrana. Não fazem Flip flop Glicolipídeo vai sendo sintetizado no complexo de Golgi, sai uma vesícula de transportedo Golgi, que vai em direção a membrana. Vesícula se funde com a membrana e a parte de açúcar que estava na parte interna do Golgi e na parte interna da vesícula passa a estar voltado para fora na membrana plasmática Glicolipídeos também são saturados, menor fluidez na membrana Glicocálix: camada de açúcar, gera proteção da superfície celular contra ação de pH extremos e enzimas inespecíficas na superfície. Glicolipídeos, a maioria tem carga residual negativa e acabam atraindo cargas positivas para a membrana plasmática (como íons Cálcio). Também participam da proteção e sinalização Modelo do mosaico fluido atual Balsa lipídica: nossos lipídeos se organizam em balsas (lipid rafts), regiões ricas em colesterol e esfingolipídeos. Pensar nesta região como uma região de líquido ordenado Membranas celulares 5 Colesterol aumenta a espessura da bicamada, por isso as lipid rafts são regiões mais espessas. Região azulzinha na foto. Regiões de balsas lipídicas são transientes, não definitivas Características regiões de balsa lipídica + Hidrofóbica + Espessa + Colesterol + Fosfolipídeos saturados + Fosfolipídeos de cauda longa Proteína trans membrana - região que passa pelo núcleo hidrofóbico da membrana precisa ser rica em aminoácidos apolares, já a região da proteína na parte externa da membrana tem a predominância de aminoácidos polares (proteína anfipática). Existem proteínas grandes, que se encaixam melhor em regiões de balsas lipídicas, devido à maior espessura desta região. Não seria energeticamente favorável a presença destes tipo de proteína em regiões “mais fininhas” 02.04.2025 FUNCOES RAFT - ATRASADA Proteínas de membrana Membranas celulares 6 Podem estar associadas a bicamada de diferentes formas Proteínas integrais 1 a 6 slide Trans membrana - caráter anfipático, alfa hélice (1 e 2) mais comum em eucariotos, 3 fitas beta Anexadas à membrana - não atravessam a membrana Ziguezague rosa pink - ácido graxo, faz ligação covalente com uma proteína GPI - glicosil fosfatidil inositol, molécula mais complexa. Âncora GPI - proteína ancorada a bicamada Proteínas periféricas Se associam de forma não covalente com as partes da membrana A maioria das proteínas de membrana é glicosiladas, açúcares sempres voltados para o meio extracelular da membrana. Glicoproteínas + glicolipídeos = glicocálice Proteoglicano = proteína + açúcar, mas glicoproteína é diferente de proteoglicano A forma de associação das proteínas é relacionada a sua função, as proteínas transmembranas atuam dos dois lados da membrana e atuam no transporte de moléculas/íons através da membrana (em todas elas) Associadas ao lado cotosólico: sinalização intracelular Integrais transmembrana: possuem orientação única, sintetizados e inseridas na membrana assimétrica mente. Não existe flipflop de proteína, a partir do momento em que são inseridas não conseguem mudar de lugar Uma estrutura beta em um núcleo hidrofóbico se organisa na forma de um barril Hidropatia - localiza possíveis segmentos de alfa hélice FOTO amino terminal e carboziterminal Parte verde claro - aminoácidos hidrofílicos polares Parte verde escura - aminoácidos hidrofóbicos apolares Ver sequencia e deduzir - pode mostrar se está trabalhando com uma proteína transmembranas Gráficos de hiropatia provavelmente apenas quando é alfa hélice, pois a alfa hélice possui cerca de 30 aminoácidos, enquanto folha beta possui apenas 10 aminoácidos, o que é comum em outras partes Membranas celulares 7 Maioria da proteínas transportadoras são alfa hélice Funções glicocálice: proteção, reconhecimento celular, manter moléculas e outras células a distância (glicocálice tem uma carga residual negativa, assim exerce uma força de repulsão entre com outras células e impede a interação) Domínios de membrana Proteínas da superfície apical que não estão presentes na superfície lateral. Domínios são separados por Junções de oclusão - restringe o movimento, separam os domínios e os mantém bem separadinhos NAO ENTENDI Espermatozóide - mesma membrana, mas existem proteínas que só estão presentes em determinadas partes, ou seja, apenas no espermatozóide existem 3 domínios de membrana diferentes Não ter equilíbrio - domínios diferentes Membranas celulares 8