Prévia do material em texto
Direito Processual Penal Da Audiência de Instrução e Julgamento Conceito: Ato judicial obrigatório que tem por instruir o processo para formar a convicção do magistrado para o julgamento Nat. Jurídica: Ato judicial Característica · Unicidade (Art. 400, §1°) · Oralidade (Art. 403) · Obrigatoriedade Previsão e Prazos Ordinário (Art. 400 – 60 dias) Sumário (Art. 531 – 30 dias) Sumaríssimo (Art. 81, Lei 9.099 – No ato) Tribunal do Júri 1° fase (Art. 411 – 90 dias) Procedimento -Art. 400 -Declaração do Ofendido (Art. 201) -Inquirição de Testemunhas (Art. 202 a 225) -Esclarecimento das Peritas (Art. 158 ao 184) -Acareação (Art. 229 e 230) -Reconhecimento de pessoas ou coisas (Art. 226 a 228) -Interrogatório do Acusado (Art. 185 a 196) Art. 400-A -Art. 401: Inquirição de Testemunhas : Numerárias · 8 (Ordinário) · 5 (Sumário) · 3 (Sumaríssimo) -Novas Diligências: Art. 402, oriundas de fatos ocorridas em audiência Das Alegações Finais Art. 403 · Orais · 20 min · Prorrogáveis por + 10 min Memoriais de Alegações Finais Art. 404, parágrafo único Art. 402 · Por escrito · Prazo: 5 dias Da Sentença - Proferida em Audiência -Prazo de 10 dias quando houver memoriais -Art. 404, §ún. Tribunal do Jurí Conceito É um instituto constitucional, que tem por finalidade julgar crimes dolosos contra a vida consumados ou tentados. O Tribunal do Júri é formado por um juiz Presidente (juiz de direito), e por um conselho de sentença composto por 7 jurados (cidadãos). Previsão Art. 5ª, XXXVIII, CF CPP. Art. 406 ao 497 Objeto Art. 121 ao 128 do CP Competência diversa ao Júri · Prerrogativa de função · Menor · Militar (Lei 13.491/17; Art. 9°, §2°, CPM) Princípios · Plenitude de Defesa · Sigilo das Votações · Soberania dos Vereditos (Tema 1068/STF) · Competência Exclusiva Estrutura Primeira Fase · Judicium Accusationis ou Sumário de Culpa · Juiz Monocrático Quando ocorre o Juízo de formação da culpa, os delitos dolosos contra a vida são investigados pela polícia através do inquérito policial, havendo provas suficiente é remetido ao Ministério Público que oferece a denúncia. O juiz colhe as provas sob o crivo do contraditório e ampla defesa para avaliar a admissibilidade da acusação e se será viável ou não remeter o caso ao Júri Fase de Preparação · Art. 420 ao 472 · Preparatório do processo Momento no qual será indicado pelas partes as provas que pretende produzir assim como elencar o rol de testemunhas (no máximo 5). Segunda Fase: Plenário · Judicium Merital · Art. 473 ao 497 · Jurados PRONÚNCIA Art. 413 Convencimento do Juiz sobre materialidade e indícios suficientes de autoria · Decisão interlocutória mista · Fundamentação indispensável · Exige-se prova de materialidade e indícios suficientes de autoria · Inserem-se qualificadoras e causas de aumento, mas não agravantes · Admite-se a referência à tentativa (causa de diminuição), pois ligada à própria tipicidade · Decide-se sobre a prisão cautelar ou liberdade do acusado, com base no art. 312 do CPP IMPRONÚNCIA Art. 414 Natureza Jurídica: DECISÃO INTERLOCUTÓRIA MISTA TERMINATIVA · Fundamentação indispensável · Ausência de prova da materialidade ou insuficiência de indícios de autoria · Admite-se reingresso em juízo, com nova acusação, se surgirem provas novas efetiva s ABS. SUMÁRIA Art. 415 · Decisão Terminativa de mérito · Fundamentação indispensável · Acolhimento de excludente de ilicitude (art. 23, CP) ou de excludente de culpabilidade ou; · Prova-se a inexistência do fato · Prova-se não ser o réu o autor/partícipe do fato · Prova-se não constituir o fato infração penal OBS: Não se aplica em caso de inimputabilidade, salvo quando tese única de defesa DESCLASSIFICAÇÃO Art. 419 · Decisão interlocutória simples · Fundamentação indispensável · Não se trata de crime doloso contra a vida, mas outro delito de competência de Juiz Singular · Se réu preso, cabe ao Juiz que recebeu o fato decidir o que fazer Pronúncia Intimação da Pronúncia (Art. 420) Art. 420. A intimação da decisão de pronúncia será feita: I – pessoalmente ao acusado, ao defensor nomeado e ao Ministério Público; II – ao defensor constituído, ao querelante e ao assistente do Ministério Público, na forma do disposto no § 1.º do art. 370 deste Código. Parágrafo único. Será intimado por edital o acusado solto que não for encontrado. Preparação do Processo para o plenário (Art. 422) Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário, até o máximo de 5 (cinco), oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. Alistamento dos jurados (Art. 425) Art. 425. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um milhão) de habitantes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população. § 1.º Nas comarcas onde for necessário, poderá ser aumentado o número de jurados e, ainda, organizada lista de suplentes, depositadas as cédulas em urna especial, com as cautelas mencionadas na parte final do § 3.º do art. 426 deste Código. § 2.º O juiz presidente requisitará às autoridades locais, associações de classe e de bairro, entidades associativas e culturais, instituições de ensino em geral, universidades, sindicatos, repartições públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para exercer a função de jurado. Desaforamento (Art. 427 e 428) Art. 427. Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente, poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não existam aqueles motivos, preferindo-se as mais próximas. § 1.º O pedido de desaforamento será distribuído imediatamente e terá preferência de julgamento na Câmara ou Turma competente. § 2.º Sendo relevantes os motivos alegados, o relator poderá determinar, fundamentadamente, a suspensão do julgamento pelo júri. § 3.º Será ouvido o juiz presidente, quando a medida não tiver sido por ele solicitada. § 4.º Na pendência de recurso contra a decisão de pronúncia ou quando efetivado o julgamento, não se admitirá o pedido de desaforamento, salvo, nesta última hipótese, quanto a fato ocorrido durante ou após a realização de julgamento anulado. Art. 428. O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de serviço, ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia. § 1.º Para a contagem do prazo referido neste artigo, não se computará o tempo de adiamentos, diligências ou incidentes de interesse da defesa. § 2.º Não havendo excesso de serviço ou existência de processos aguardando julgamento em quantidade que ultrapasse a possibilidade de apreciação pelo Tribunal do Júri, nas reuniões periódicas previstas para o exercício, o acusado poderá requerer ao Tribunal que determine a imediata realização do julgamento. Organização da Pauta de Julgamento (art. 429) Art. 429. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos, terão preferência: I – os acusados presos; II – dentre os acusados presos, aqueles que estiverem há mais tempo na prisão; III – em igualdade de condições, os precedentemente pronunciados. § 1.º Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica, será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados, obedecidaa ordem prevista no caput deste artigo. § 2.º O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado. Sorteio dos Jurados (art. 432) Art. 432. Em seguida à organização da pauta, o juiz presidente determinará a intimação do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Defensoria Pública para acompanharem, em dia e hora designados, o sorteio dos jurados que atuarão na reunião periódica. Dos Jurados (Art. 436) Art. 436. O serviço do júri é obrigatório. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade. § 1.º Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alistado em razão de cor ou etnia, raça, credo, sexo, profissão, classe social ou econômica, origem ou grau de instrução. § 2.º A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários-mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado. Da Composição do Tribunal do Juri (Art. 447) Art. 447. O Tribunal do Júri é composto por 1 (um) juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento. Da Reunião e das Sessões do Tribunal do Júri (art. 453) Art. 453. O Tribunal do Júri reunir-se-á para as sessões de instrução e julgamento nos períodos e na forma estabelecida pela lei local de organização judiciária. Início (art. 463; 468 e 472) Art. 463. Comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jurados, o juiz presidente declarará instalados os trabalhos, anunciando o processo que será submetido a julgamento. § 1.º O oficial de justiça fará o pregão, certificando a diligência nos autos. § 2.º Os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para a constituição do número legal. Art. 468. À medida que as cédulas forem sendo retiradas da urna, o juiz presidente as lerá, e a defesa e, depois dela, o Ministério Público poderão recusar os jurados sorteados, até 3 (três) cada parte, sem motivar a recusa. Parágrafo único. O jurado recusado imotivadamente por qualquer das partes será excluído daquela sessão de instrução e julgamento, prosseguindo--se o sorteio para a composição do Conselho de Sentença com os jurados remanescentes Art. 472. Formado o Conselho de Sentença, o presidente, levantando-se, e, com ele, todos os presentes, fará aos jurados a seguinte exortação: Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com imparcialidade e a proferir a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça. Os jurados, nominalmente chamados pelo presidente, responderão: Assim o prometo. Parágrafo único. O jurado, em seguida, receberá cópias da pronúncia ou, se for o caso, das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação e do relatório do processo. Da Instrução em Plenário (art. 473 e 474) Art. 473. Prestado o compromisso pelos jurados, será iniciada a instrução plenária quando o juiz presidente, o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor do acusado tomarão, sucessiva e diretamente, as declarações do ofendido, se possível, e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação. § 1.º Para a inquirição das testemunhas arroladas pela defesa, o defensor do acusado formulará as perguntas antes do Ministério Público e do assistente, mantidos no mais a ordem e os critérios estabelecidos neste artigo. § 2.º Os jurados poderão formular perguntas ao ofendido e às testemunhas, por intermédio do juiz presidente. § 3.º As partes e os jurados poderão requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos, bem como a leitura de peças que se refiram, exclusivamente, às provas colhidas por carta precatória e às provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis. Art. 474. A seguir será o acusado interrogado, se estiver presente, na forma estabelecida no Capítulo III do Título VII do Livro I deste Código, com as alterações introduzidas nesta Seção. § 1.º O Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor, nessa ordem, poderão formular, diretamente, perguntas ao acusado. § 2.º Os jurados formularão perguntas por intermédio do juiz presidente. § 3.º Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes. Dos Debates (art. 476) Art. 476. Encerrada a instrução, será concedida a palavra ao Ministério Público, que fará a acusação, nos limites da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação, sustentando, se for o caso, a existência de circunstância agravante. § 1.º O assistente falará depois do Ministério Público. § 2.º Tratando-se de ação penal de iniciativa privada, falará em primeiro lugar o querelante e, em seguida, o Ministério Público, salvo se este houver retomado a titularidade da ação, na forma do art. 29 deste Código. § 3.º Finda a acusação, terá a palavra a defesa. § 4.º A acusação poderá replicar e a defesa treplicar, sendo admitida a reinquirição de testemunha já ouvida em plenário. Prazo: Art. 477 · Réplica · Tréplica Art. 477. O tempo destinado à acusação e à defesa será de uma hora e meia para cada, e de uma hora para a réplica e outro tanto para a tréplica. § 1.º Havendo mais de um acusador ou mais de um defensor, combinarão entre si a distribuição do tempo, que, na falta de acordo, será dividido pelo juiz presidente, de forma a não exceder o determinado neste artigo. § 2.º Havendo mais de 1 (um) acusado, o tempo para a acusação e a defesa será acrescido de 1 (uma) hora e elevado ao dobro o da réplica e da tréplica, observado o disposto no § 1.º deste artigo. Proibição no plenário Art. 478. Durante os debates as partes não poderão, sob pena de nulidade, fazer referências: I – à decisão de pronúncia, às decisões posteriores que julgaram admissível a acusação ou à determinação do uso de algemas como argumento de autoridade que beneficiem ou prejudiquem o acusado; II – ao silêncio do acusado ou à ausência de interrogatório por falta de requerimento, em seu prejuízo. Art. 479. Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, dando-se ciência à outra parte. Parágrafo único. Compreende-se na proibição deste artigo a leitura de jornais ou qualquer outro escrito, bem como a exibição de vídeos, gravações, fotografias, laudos, quadros, croqui ou qualquer outro meio assemelhado, cujo conteúdo versar sobre a matéria de fato submetida à apreciação e julgamento dos jurados. ADPF 779 STF A decisão na ADPF 779 representa um marco na luta pelos direitos das mulheres e na evolução do Direito brasileiro. Ao rejeitar a tese da legítima defesa da honra, a corte reafirmou o compromisso com a igualdade de gênero e a proteção da dignidade humana. https://www.migalhas.com.br/depeso/425797/tribunal-do-juri-evolucao-e-impacto-da-decisao-do-stf-na-adpf-779#:~:text=A%20decis%C3%A3o%20na%20ADPF%20779,a%20prote%C3%A7%C3%A3o%20da%20dignidade%20humana. Do questionário e sua Votação Art. 482. O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acusado deve ser absolvido. Parágrafo único. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas, simples e distintas, de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão. Na sua elaboração, o presidente levará em conta os termos da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação, do interrogatório e das alegações das partes. Art. 484. A seguir, o presidente lerá os quesitos e indagará das partes se têm requerimento ou reclamação a fazer, devendo qualquer deles, bem como a decisão, constar da ata. Parágrafo único. Ainda em plenário, o juiz presidente explicará aos jurados o significado de cada quesito. SalaEspecial Art. 485. Não havendo dúvida a ser esclarecida, o juiz presidente, os jurados, o Ministério Público, o assistente, o querelante, o defensor do acusado, o escrivão e o oficial de justiça dirigir-se-ão à sala especial a fim de ser procedida a votação. § 1.º Na falta de sala especial, o juiz presidente determinará que o público se retire, permanecendo somente as pessoas mencionadas no caput deste artigo. § 2.º O juiz presidente advertirá as partes de que não será permitida qualquer intervenção que possa perturbar a livre manifestação do Conselho e fará retirar da sala quem se portar inconvenientemente. Decisão: Sentença Art. 492. Em seguida, o presidente proferirá sentença que: I – no caso de condenação: a) fixará a pena-base; b) considerará as circunstâncias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates; c) imporá os aumentos ou diminuições da pena, em atenção às causas admitidas pelo júri; d) observará as demais disposições do art. 387 deste Código; e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra, se presentes os requisitos da prisão preventiva, ou, no caso de condenação a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclusão, determinará a execução provisória das penas, com expedição do mandado de prisão, se for o caso, sem prejuízo do conhecimento de recursos que vierem a ser interpostos; f) estabelecerá os efeitos genéricos e específicos da condenação; II – no caso de absolvição: a) mandará colocar em liberdade o acusado se por outro motivo não estiver preso; b) revogará as medidas restritivas provisoriamente decretadas; c) imporá, se for o caso, a medida de segurança cabível. § 1.º Se houver desclassificação da infração para outra, de competência do juiz singular, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida, aplicando-se, quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo, o disposto nos arts. 69 e seguintes da Lei 9.099, de 26 de setembro de 1995. § 2.º Em caso de desclassificação, o crime conexo que não seja doloso contra a vida será julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, aplicando-se, no que couber, o disposto no § 1.º deste artigo. § 3.º O presidente poderá, excepcionalmente, deixar de autorizar a execução provisória das penas de que trata a alínea e do inciso I do caput deste artigo, se houver questão substancial cuja resolução pelo tribunal ao qual competir o julgamento possa plausivelmente levar à revisão da condenação. § 4.º A apelação interposta contra decisão condenatória do Tribunal do Júri a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclusão não terá efeito suspensivo. § 5.º Excepcionalmente, poderá o tribunal atribuir efeito suspensivo à apelação de que trata o § 4.º deste artigo, quando verificado cumulativamente que o recurso: I – não tem propósito meramente protelatório; e II – levanta questão substancial e que pode resultar em absolvição, anulação da sentença, novo julgamento ou redução da pena para patamar inferior a 15 (quinze) anos de reclusão. § 6.º O pedido de concessão de efeito suspensivo poderá ser feito incidentemente na apelação ou por meio de petição em separado dirigida diretamente ao relator, instruída com cópias da sentença condenatória, das razões da apelação e de prova da tempestividade, das contrarrazões e das demais peças necessárias à compreensão da controvérsia. Encerramento da Sessão Art. 493. A sentença será lida em plenário pelo presidente antes de encerrada a sessão de instrução e julgamento. SE LIGA NOS PRINCIPAIS PONTOS!!! 1. PRONÚNCIA – “Vai ter fogo no parquinho!”🔥 👉 Traduzindo: o juiz achou que tem indícios suficientes de que o réu pode ter cometido um crime doloso contra a vida. 🎙️Juiz: “Senhor réu, arrume o terno e prepare-se: você vai encarar o povo no tribunal do júri! Boa sorte, ou não…” 2. IMPRONÚNCIA – “Não tem prova, então... tchau, querido!” 😬 👉 O juiz olhou tudo e disse: “Hmm... faltou aquele tempero especial chamado prova suficiente.” 🎙️Juiz: “Não dá pra mandar pro júri sem base! Mas ó... se aparecer coisa nova, eu volto a te chamar, hein!” 3. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA – “Você tá LIVRE, leve e solto!” 💃 👉 Aqui o juiz viu logo de cara que o réu é inocente, legítima defesa, que o crime não existiu ou coisa parecida. 🎙️Juiz: “Gente, nem precisa chamar o júri... esse aqui tá mais limpo que nome em SPC após mutirão. Pode ir!” 4. DESCLASSIFICAÇÃO – “Esse palco não é seu, baby!” 🎭 👉 O juiz percebe que não era crime doloso contra a vida, mas algum outro tipo (ex: lesão corporal, porrada sem intenção de matar). 🎙️Juiz: “Esse caso não é comigo, vou passar pra outro juiz. Produção, chama o juiz comum da Vara Criminal!” 🎭 EPISÓDIO ESPECIAL: “DESAFORAMENTO — A TROCA DE PALCO!” 🎙️ Narrador dramático de reality: “Quando o réu está com medo de plateia comprada, torcida organizada ou juiz com favoritismo… ele pode pedir o quê? ISSO MESMO… o DESAFORAMENTO! 😱” ⚖️ O que é Desaforamento? É tipo quando um cantor do interior diz: 🎤 “Nesse palco eu não fico mais! Quero ir cantar na capital, onde a plateia é neutra!” (Leia-se: o processo vai ser julgado em outro lugar, por outro Tribunal do Júri.) 🧠 Motivos do Réu dar esse "Miguelão Jurídico": 1. 👀 Parcialidade na plateia (ops, quero dizer: comunidade/júri muito influenciada pelo caso!) 2. 🔒 Risco à segurança do réu ou do julgamento 3. 🐢 Demora sem fim – o processo tá enrolando mais que novela das 9! (julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia. Não se computará o tempo de adiamentos, diligências ou incidentes de interesse da defesa) 4. 🤯 Comoção popular nível final de Copa do Mundo! 🎬 "O Grande Julgamento Brasil – Edição: Elenco do Tribunal do Júri" 🎙️ Narrador com voz estilo Big Brother: "Senhoras e senhores, está formada a bancada mais temida da TV Justiça. Hoje você vai conhecer quem são os verdadeiros protagonistas do Tribunal do Júri!" 📢 Resumo do Elenco do Episódio do Júri: 🎭 O Juiz Presidente: o apresentador, mediador, o que diz “ordem no tribunal!” 👨👩👧👦 25 Jurados: o povo decidindo o destino do réu, do qual 7 formarão o conselho de sentença. 👩⚖️ Promotor: o acusador, tá ali pra dizer “esse aí é culpado SIM!” 👨⚖️ Defensor ou Advogado: o advogado do réu, que grita “inocente até que se prove o contrário, meritíssimo!” 🎙️ Narrador finaliza o episódio: “Esse é o elenco do nosso júri! Sete pessoas, uma decisão, e um julgamento que pode mudar tudo. Quem será eliminado… ou melhor, condenado?” 📺 A justiça nunca foi tão emocionante. 📢 Resumo do Episódio: Princípios do Júri – a base do nosso reality jurídico! 1. 🧠 Plenitude de Defesa → pode usar tudo pra defender o réu, até meme se for convincente. 2. 👑 Soberania dos Veredictos → os jurados mandam, e fim. 3. ⚔️ Competência para crimes dolosos contra a vida → palco exclusivo dos crimes mais sérios. 4. 🤐 Sigilo das votações → ninguém sabe quem votou em quem. Mistério nível “quem matou Odete Roitman”. PÓS CRÉDITOS, NÃO PERCA! · A Pronúncia será feita pessoalmente ao acusado, defensor nomeado, e ao MP · Prazo para os procedimentos do Tribunal do Juri : 90 DIAS · 1° FASE: JUDICIUM ACCUSATIONI; 2° FASE: JUDICIUM CAUSAEFASE: JUDICIUM CAUSAE Da Sentença Penal · Art. 381 Art. 381. A sentença conterá: I – os nomes das partes ou, quando não possível, as indicações necessárias para identificá-las; II – a exposição sucinta da acusação e da defesa; III – a indicação dos motivos de fato e de direito em que se fundar a decisão; IV – a indicação dos artigos de lei aplicados; V – o dispositivo; VI – a data e a assinatura do juiz. Conceito: Ato judicial privativo de magistrado, de natureza intelectual lógica que tem por finalidade, declarar, constituir e aplicar a jurisdição Natureza Jurídica Ato Judicial Princípios · Do Juiz Natural · Juiz Competente · Juiz Imparcial · Persuasão Racional ou do Livre conhecimento motivado (diferente do princípio da íntima convicção) Espécies-Decisões Interlocutórias: Não são definitivas e sim precárias/ cautelares. É aquela que determina um ato específico, e que em regra não falam sobre procedimento processual · Simples: Recebimento ou não da denúncia; Citação · Mista: Também podem recair sobre procedimentos; mais abrangentes; · Terminativas: Impronúncia, Desclassificar · Não terminativas: Pronúncia -Decisões de Mérito ou Resolutiva de Mérito: · Absolutória · Própria · Imprópria · Condenatória · Terminativa de Mérito Art. 107 do CP Prazos Art. 800, salvo se a lei não dispuser ao contrário Classificação das Decisões · Subjetivamente Simples: São as decisões dadas por juízos monocráticos · Subjetivamente Compostas: Conselhos ex: Turmas Recursais e os Conselhos de Justiça Militar (Especial e Permanente) · Subjetivamente Complexas: Tribunal do Juri Art. 381 I. A primeira parte da sentença é a qualificação das partes II. Histórico – Lei 9.099/95 III. Fundamentação da Sentença (Doutrina, Jurisprudência) IV. Fundamentação Legal V. Dispositiva (Descreva a absorção ou a condenação), tem que estar de acordo com a parte da fundamentação Embargos de Declaração Art. 382. Qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao juiz que declare a sentença, sempre que nela houver obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão. Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos embargos de declaração, no prazo de 2 (dois) dias contado da sua publicação, quando houver na sentença ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão. Da Sentença Condenatória 1. 1° Fase · Art. 68/Art. 59 CP 2. Agravante e Atenuante 3. Causa de Aumento/Causa de Diminuição Pena Definitiva 4. Aplicação do Regime de cumprimento da pena · Art. 33 do CP 5. Art. 44 Substituição da pena 6. Sursis da Pena (Art. 77) Efeitos da Sentença Condenatória Art. 91 e 92 do CP Dos Recursos Penais Conceito É instrumento de natureza voluntária que tem por objetivo provocar e instaurar o duplo grau de jurisdição e que traz por objeto possibilitar a revisão de decisão judicial. O recurso se fundamenta na análise de erro da prestação jurisdicional ou pelo mero inconformismo da parte. Características Voluntariedade (Art. 574) Art. 574. Os recursos serão voluntários, excetuando-se os seguintes casos, em que deverão ser interpostos, de ofício, pelo juiz: I – da sentença que conceder habeas corpus; II – da que absolver desde logo o réu com fundamento na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena, nos termos do art. 411. Previsão Interposto no prazo legal Cabimento Expressamente previstos em lei Princípios Taxatividade Dialeticidade Unirrecorribilidade Disponibilidade (Art. 576) Art. 576. O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto. Personalidade (Art. 577) Art. 577. O recurso poderá ser interposto pelo Ministério Público, ou pelo querelante, ou pelo réu, seu procurador ou seu defensor. Parágrafo único. Não se admitirá, entretanto, recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da decisão. Fungibilidade (Art. 579) art. 579. Salvo a hipótese de má-fé, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. Parágrafo único. Se o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, mandará processá-lo de acordo com o rito do recurso cabível. Classificação Quanto a fundamentação Forma livre Forma vinculada Quanto à forma A termo e Razões A petição (Art. 578) Quanto à matéria Ordinário Matéria · De fato · De Direito Extraordinário Quanto à Devolutividade da Matéria Plena Limitada Requisitos de Admissibilidade Requisitos Objetivos Cabimento Tempestividade Regularidade Formal Ausência de Fatos Impeditivos ou Extintivos Lei, Renúncia, Desistência, Deserção Requisitos Subjetivos Legitimidade Interesse Previsão Legal Efeitos Devolutivo Suspensivo Denúncia ou Queixa (Art. 406 c/c Art. 395) Resp. à Acusação Art. 406 §3° Art. 410; 411 e 412 (Prazo 90 dias) : 1° Pronúncia (2° Fase) 2° Impronúncia 3° Abs. Sumária 4° Desclassificação Intimação da Pronúncia Alistamento dos jurados Sorteio dos jurados Dos Jurados Início da sessão de julgamento 1° Fase Decisões possíveis Impronúncia: julgado inadmissível a acusação, extingue o processo Absolvição Sumária: julga improcedente a acusação e absolve o réu Desclassificação: decisão de não ser o Júri competente para julgar a causa e determina remessa à Vara competente Pronúncia: juiz julga admissível a acusação e remete o caso ao Júri