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Revisão Filosofia Antiga 
 
 
1. (Enem PPL) A ciência ativa rompe com a separação antiga entre a ciência (episteme), o 
saber teórico, e a técnica (techne), o saber aplicado, integrando ciência e técnica. Do ponto de 
vista da ideia de ciência, a valorização da observação e do método experimental opõe a ciência 
ativa à ciência contemplativa dos antigos; assim também, a utilização da matemática como 
linguagem da física, proposta por Galileu sob inspiração platônica e pitagórica, e contrária à 
concepção aristotélica. 
 
MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 2008 (adaptado). 
 
 
Nesse contexto, a ciência encontra seu novo fundamento na 
a) utilização da prova para confirmação empírica. 
b) apropriação do senso comum como inspiração. 
c) reintrodução dos princípios da metafísica clássica. 
d) construção do método em separado dos fenômenos. 
e) consolidação da independência entre conhecimento e prática. 
 
2. (Upe-ssa 1) Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico: 
 
 
 
No período socrático ou antropológico, no âmbito da filosofia grega, surgem os sofistas. A 
palavra era antigamente sinônimo de sábio. Porém, no século V a.C., toma um matiz pejorativo 
e se aplica a um grupo de mestres ambulantes, que recorrem aos cidadãos gregos, ensinando 
o que eles chamam de sabedoria. 
(COLOMER, Klimke. Historia de la filosofia. Madrid: Labor, 1961, p.39) Adaptado. 
 
 
No âmbito do conhecimento filosófico, o texto retrata que, no período socrático ou 
antropológico, os sofistas representam algo totalmente novo nesse cenário com relação ao 
estudo do homem. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Os sofistas foram, na verdade, reputados como grandes mestres de cultura; inicia-se a fase 
antropológica. 
b) Os sofistas foram sábios nos estudos da natureza cosmológica e deram pouca importância 
ao problema antropológico. 
c) Com a sofística, inicia-se uma nova fase no período filosófico, o estudo de Deus. 
d) Os sofistas não reconheceram o valor formativo do saber e elaboraram o conceito de 
natureza, excluindo o homem da sua consideração. 
e) Os sofistas influenciaram parcialmente o curso da investigação filosófica, com seu enfoque 
teórico frente aos problemas prático-educativos. 
 
 
 
 
 
 
Highlight
3. (Upe-ssa 2) Leia o texto a seguir sobre o tema Filosofia na História: 
 
 
 
A filosofia antiga grega e greco-romana tem uma história mais que milenar. Partindo do século 
VI a.C., chega até o ano de 529 d.C., ano em que o imperador Justiniano mandou fechar as 
escolas pagãs e dispersar os seus seguidores. Nesse arco de tempo, podemos distinguir o 
momento das grandes sínteses de Platão e Aristóteles. 
(REALE, Giovanni. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. São Paulo: Paulinas, 
1990, p. 25-26). 
 
 
O autor na citação acima sinaliza a significância do período sistemático da filosofia antiga. No 
que tange à filosofia de Platão, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Platão propõe a existência das ‘essências ou formas’, que estão presentes no mundo das 
ideias e são modelos eternos das coisas sensíveis. 
b) A filosofia de Platão salienta as essências do mundo sensível que são modelos para o 
mundo das ideias. 
c) O pensamento de Platão não teve papel decisivo do desenvolvimento da mística, da teologia 
e da filosofia cristã. 
d) As ideias de Platão têm a confiança absoluta no poder dos sentidos e desconfiam do 
conhecimento racional. 
e) O pensamento filosófico de Platão tem como finalidade a descoberta do mundo físico, 
declinando do campo da metafísica. 
 
4. (Enem PPL) Dado que, dos hábitos racionais com os quais captamos a verdade, alguns são 
sempre verdadeiros, enquanto outros admitem o falso, como a opinião e o cálculo, enquanto o 
conhecimento científico e a intuição são sempre verdadeiros, e dado que nenhum outro gênero 
de conhecimento é mais exato que o conhecimento científico, exceto a intuição, e, por outro 
lado, os princípios são mais conhecidos que as demonstrações, e dado que todo conhecimento 
científico constitui-se de maneira argumentativa, não pode haver conhecimento científico dos 
princípios, e dado que não pode haver nada mais verdadeiro que o conhecimento científico, 
exceto a intuição, a intuição deve ter por objeto os princípios. 
 
ARISTÓTELES. Segundos analíticos. In: REALE, G. História da filosofia antiga. São Paulo: 
Loyola, 1994. 
 
 
Os princípios, base da epistemologia aristotélica, pertencem ao domínio do(a) 
a) opinião, pois fazem parte da formação da pessoa. 
b) cálculo, pois são demonstrados por argumentos. 
c) conhecimento científico, pois admitem provas empíricas. 
d) intuição, pois ela é mais exata que o conhecimento científico. 
e) prática de hábitos racionais, pois com ela se capta a verdade. 
 
5. (Enem PPL) O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII e VII a.C., constitui, na 
história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual 
como no domínio das instituições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma 
forma nova, cuja originalidade foi plenamente sentida pelos gregos, manifestando-se no 
surgimento da filosofia. 
 
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado). 
 
 
Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi resultado do(a) 
a) constituição do regime democrático. 
b) contato dos gregos com outros povos. 
c) desenvolvimento no campo das navegações. 
d) aparecimento de novas instituições religiosas. 
e) surgimento da cidade como organização social. 
 
6. (Uema) De acordo com a historiadora Maria Lúcia de Arruda Aranha, a Revolução Francesa 
derrubou o antigo regime, ou seja, o absolutismo real fundamentado no direito divino dos reis, 
derivado da concepção teocrática do poder. O término do antigo regime se consuma quando a 
teoria política consagra a propriedade privada como direito natural dos indivíduos. 
 
Fonte: ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: Introdução à filosofia. São 
Paulo: Moderna, 2003. 
 
 
Esse princípio político que substitui a antiga teoria do direito divino do rei intitula-se 
a) Contratualismo. 
b) Totalitarismo. 
c) Absolutismo. 
d) Liberalismo. 
e) Marxismo. 
 
7. (Uema) Leia o poema do moçambicano Craveirinha, Cantiga do negro do betelão. 
 
Se me visses morrer 
Os milhões de vezes que nasci... 
Se me visses chorar 
Os milhões de vezes que te riste... 
Se me visses gritar 
Os milhões de vezes que me calei... 
Se me visses cantar 
Os milhões de vezes que morri... 
E sangrei 
Digo-te, irmão europeu 
Também tu 
Havias de nascer 
Havias de chorar 
Havias de cantar 
Havias de gritar 
Havias de morrer 
E sangrar... 
Milhões de vezes como eu 
 
Fonte: CRAVEIRINHA. In: Revista do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da 
FFCLH da USP. São Paulo: Edusp, 2002, p.100. 
 
 
O poeta constrói ou reconstrói a realidade em seus versos e o filósofo, ao ser “tocado” pela 
poesia, é chamado a refletir sobre ela. A primeira condição ou primeira virtude para o filosofar é 
a) problematizar. 
b) questionar. 
c) persuadir. 
d) teorizar. 
e) admirar. 
 
8. (Ueg) Considerando a história contada por Platão no livro VII da República, mais conhecida 
como Mito da Caverna, podemos deduzir que: 
a) o homem, apesar de nascer bom, puro e de posse da verdade, pode desviar-se e passar a 
acreditar em outro mundo mais perfeito de puras ideias. 
b) não podemos confiar apenas na razão, pois somente guiados pelos sentimentos e 
testemunhos dos sentidos poderemos alcançar a verdade. 
c) a caverna, na alegoria platônica, representa tudo aquilo que impede o surgimento da 
consciência filosófica, que possibilitaria uma ascensão para o mundo inteligível. 
d) a razão deve submeter-se aos testemunhos dos sentidos, pois a verdade que está no 
mundo inteligívelsó será atingida mediante a sensibilidade. 
e) os homens devem se libertar da crença na existência em outro mundo e buscar resolver 
seus conflitos aprofundando-se em sua interioridade. 
 
9. (Uece) “Talvez [...] a verdade nada mais seja do que uma certa purificação das paixões e 
seja, portanto, a temperança, a justiça, a coragem; e a própria sabedoria não seja outra coisa 
do que esse meio de purificação.” 
PLATÃO. Fédon, 69b-c, adaptado. 
 
 
Nessa fala de Sócrates, a “purificação” das paixões ocorre na medida em que a alma se afasta 
do corpo pela “força” da sabedoria. Com base nisso, assinale a afirmação FALSA. 
a) As virtudes são a eliminação das paixões através da sabedoria. 
b) Temperança, justiça e coragem resultam da purificação das paixões. 
c) A sabedoria é a potência da alma pela qual as virtudes se constituem. 
d) A alma atinge a verdade através da virtude da sabedoria. 
 
10. (Uel) Sócrates, Giordano Bruno e Galileu foram pensadores que defenderam a liberdade 
de pensamento frente às restrições impostas pela tradição. Na Apologia de Sócrates, a 
acusação contra o filósofo é assim enunciada: 
 
Sócrates [...] é culpado de corromper os moços e não acreditar nos deuses que a cidade 
admite, além de aceitar divindades novas (24b-c). 
 
Ao final do escrito de Platão, Sócrates diz aos juízes: 
 
Mas, está na hora de nos irmos: eu, para morrer; vós, para viver. A quem tocou a melhor parte, 
é o que nenhum de nós pode saber, exceto a divindade. (42a). 
 
(PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2001. p. 122-
23; 147.) 
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a disputa entre filosofia e tradição presente na 
condenação de Sócrates, assinale a alternativa correta. 
a) O desprezo socrático pela vida, implícito na resignação à sua pena, é reforçado pelo 
reconhecimento da soberania do poder dos juízes. 
b) A aceitação do veredito dos juízes que o condenaram à morte evidencia que Sócrates 
consentiu com os argumentos dos acusadores. 
c) A acusação a Sócrates pauta-se na identificação da insuficiência dos seus argumentos, e a 
corrupção que provoca resulta das contradições do seu pensamento. 
d) A crítica de Sócrates à tradição sustenta-se no repúdio às instituições que devem ser 
abandonadas em benefício da liberdade de pensamento. 
e) A sentença de morte foi aceita por Sócrates porque morrer não é um mal em si e o livre 
pensar permite apreender essa verdade. 
 
11. (Uel) Leia o texto a seguir. 
 
Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente nos caminhos do amor ou por outro se 
deixar conduzir: em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como 
que servindo-se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos 
belos corpos para os belos ofícios, e dos ofícios para as belas ciências até que das ciências 
acabe naquela ciência, que de nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça enfim o que 
em si é belo. 
 
(PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os 
Pensadores) p. 48). 
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, é correto afirmar que 
a) a compreensão da beleza se dá a partir da observação de um indivíduo belo, no qual 
percebemos o belo em si. 
b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que visam a uma dimensão 
transcendente da beleza em si. 
c) a compreensão do que é belo se dá subitamente, quando partimos dele para compreender 
os belos ofícios e ciências. 
d) a observação de corpos, atividades e conhecimentos permite distinguir quais deles são 
belos ou feios em si. 
e) a participação do mundo sensível no mundo inteligível possibilita a apreensão da beleza em 
si. 
 
12. (Upe-ssa 1) Leia o texto a seguir sobre o pensamento grego: 
 
Platão escreveu diálogos filosóficos, verdadeiros dramas em prosa. Foi um dos maiores 
escritores de todos os tempos, e ninguém conseguiu, como ele, unir as questões filosóficas à 
tamanha beleza literária. As ideias filosóficas de Platão é a primeira grande síntese do 
pensamento antigo. (Adaptado) 
(REZENDE, Antonio. Curso de Filosofia, Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 46.) 
 
 
No tocante a essa temática, assinale a alternativa CORRETA sobre o pensamento de Platão. 
a) Enfatiza as ideias no mundo sensível, buscando a verdade na natureza. 
b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do mundo ideal para fazer possível a 
verdadeira ciência. 
c) Prioriza a verdade do mundo concreto com a confiança no conhecimento dos sentidos. 
d) Sinaliza o valor dos sentidos como condição para o alcance da verdade. 
e) Atenta para o significado da razão no plano da existência da realidade sensível. 
 
13. (Upe-ssa 3) Na temática da Lógica, leia o texto a seguir sobre os tipos de inferência: 
 
A dedução e a indução são conhecidas com o nome de inferência, isto é, concluir alguma coisa 
a partir de outra já conhecida. Sobre a indução e a dedução, entende-se como inferências 
mediatas. 
(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1996, p. 68.) Adaptado. 
 
 
A autora acima enfatiza a singularidade dos tipos de inferência no âmbito da razão discursiva. 
Sobre isso, observe a seguinte inferência: 
 
Sócrates é homem e mortal 
Platão é homem e mortal 
Aristóteles é homem e mortal 
Logo, todos os homens são mortais. 
 
A inferência expressa o raciocínio 
a) dedutivo. 
b) dialético. 
c) disjuntivo. 
d) indutivo. 
e) conjuntivo. 
 
14. (Ufu) Considere o seguinte trecho 
 
"No diálogo Mênon, Platão faz Sócrates sustentar que a virtude não pode ser ensinada, 
consistindo-se em algo que trazemos conosco desde o nascimento, defendendo uma 
concepção, segundo a qual temos em nós um conhecimento inato que se encontra 
obscurecido desde que a alma encarnou-se no corpo. O papel da filosofia é fazer-nos recordar 
deste conhecimento" 
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. 
p. 31. 
 
 
Nesse trecho, o autor descreve o que ficou conhecido como 
a) a teoria das ideias de Platão. 
b) a doutrina da reminiscência de Platão. 
c) a ironia socrática. 
d) a dialética platônica. 
 
15. (Unioeste) Segundo a conhecida alegoria da caverna, que aparece no Livro VII da 
República, de Platão, há prisioneiros, voltados para uma parede em que são projetadas as 
sombras de objetos que eles não podem ver. Esses prisioneiros representam a humanidade 
em seu estágio de mais baixo saber acerca da realidade e de si mesmos: a doxa, ou “opinião”. 
Um desses prisioneiros é libertado à força, num processo que ele quer evitar e que lhe causa 
dor e enormes dificuldades de visão (conhecimento). Gradativamente, ele é conduzido para 
fora da caverna, a um estágio em que pode ver as coisas em si mesmas, isto é, os 
fundamentos eternos de tudo o quê, antes, ele via somente mediante sombras. Esses 
fundamentos são as Formas. Para além das Formas, brilha o Sol, que representa a Forma das 
Formas, o Bem, fonte essencial de todo ser e de todo conhecer e unicamente acessível 
mediante intuição direta. 
 
Com base nisso, responda à seguinte questão: se chegamos ao conhecimento das Formas 
mediante a dialética, que é o estabelecimento de fundamentos que possibilitam o 
conhecimento das coisas particulares (sombras), é CORRETO dizer: 
a) para Platão, a dialética é o conhecimento imediato (doxa) dos objetos particulares. 
b) o Bem é um objeto particular, que pode ser conhecido sensivelmente, de modo imediato e 
indolor, por todos os seres humanos. 
c) as Formas são somente suposições teóricas, sem realidade nelas mesmas. 
d) a dialética, que não é o último estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo 
difícil, que exige esforço, às coisas em si mesmas (Formas). 
e) a dialética, último estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo 
difícil, ao conhecimento do Bem.16. (Unioeste) Considere os seguintes excertos: 
 
“Dionísio já havia sido afugentado do palco trágico e o fora através do poder demoníaco que 
falava pela boca de Eurípedes. Também Eurípedes foi, em certo sentido, apenas máscara: a 
divindade, que falava por sua boca, não era Dionísio, tampouco Apolo, porém um demônio de 
recentíssimo nascimento, chamado Sócrates”. 
 
Nietzsche, F. O Nascimento da Tragédia ou Helenismo e Pessimismo. Trad. J. Guinsburg. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1996. 
 
 
“O Nascimento da tragédia tem dois objetivos principais: a crítica da racionalidade conceitual 
instaurada na filosofia por Sócrates e Platão; a apresentação da arte trágica, expressão das 
pulsões artísticas dionisíaca e apolínea, como alternativa à racionalidade”. 
Machado, R. “Arte e filosofia no Zaratustra de Nietzsche” In: Novaes, A. (org.) Artepensamento. 
São Paulo. Companhia das Letras, 1994. 
 
 
Os trechos acima aludem diretamente à crítica nietzschiana referente à atitude estética que 
a) subordina a beleza à racionalidade. 
b) cultua os antigos em detrimento do contemporâneo. 
c) privilegia o cômico ao trágico. 
d) concebe o gosto como processo social. 
e) glorifica o gênio em detrimento da composição calculada. 
 
17. (Pucpr) Na primeira parte da Apologia de Sócrates, escrita por Platão, Sócrates apresenta 
a sua defesa diante dos cidadãos atenienses, afirmando que: “(...) considerai o seguinte e só 
prestai atenção a isto: se o que digo é justo ou não. Essa de fato é a virtude do juiz, do orador 
(...)” (PLATÃO, 2000\2003, p.4). A partir da análise do fragmento, qual é, segundo Sócrates, a 
virtude do juiz, do orador, a que se refere o texto em questão? 
a) Lidar com a mentira. 
b) Dizer a verdade. 
c) Tergiversar a verdade. 
d) Convencer-se das acusações. 
e) É deixar-se guiar somente pela defesa. 
 
18. (Uel) Leia os textos a seguir. 
 
Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é preciso conhecer para te iniciares na 
política; antes, não. Então, primeiro precisarás adquirir virtude, tu ou quem quer que se 
disponha a governar ou a administrar não só a sua pessoa e seus interesses particulares, 
como a cidade e as coisas a ela pertinentes. Assim, o que precisas alcançar não é o poder 
absoluto para fazeres o que bem entenderes contigo ou com a cidade, porém justiça e 
sabedoria. 
 
PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-
285. 
 
 
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A 
menoridade é a incapacidade de fazer uso do seu entendimento sem a direção de outro 
indivíduo... Sapere Aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema 
do esclarecimento. 
KANT, I. Resposta à pergunta: que é ‘Esclarecimento’ (‘Aufklärung’). Trad. Floriano de Souza 
Fernandes, 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. p. 100-117. 
 
 
Tendo em vista a compreensão kantiana do Esclarecimento (Aufklärung) para a constituição de 
uma compreensão tipicamente moderna do humano, assinale a alternativa correta. 
a) Fazer uso do próprio entendimento implica a destruição da tradição, na medida em que o 
poder da tradição impede a liberdade do pensamento. 
b) A superação da condição de menoridade resulta do uso privado da razão, em que o 
indivíduo faz uso restrito do próprio entendimento. 
c) A saída da menoridade instaura uma situação duradoura, pois as verdadeiras conquistas do 
Esclarecimento se afiguram como irreversíveis. 
d) A menoridade é uma tendência decorrente da natureza humana, sendo, por esse motivo, 
superada no Esclarecimento, com muito esforço. 
e) A condição fundamental para o Esclarecimento é a liberdade, concebida como a 
possibilidade de se fazer uso público da razão. 
 
19. (Upe-ssa 3) Leia o texto a seguir sobre o Pensamento Ético-político: 
 
O que enaltece e enobrece a política de Platão é que ela, no fundo, quer uma só coisa: uma 
sociedade e um cidadão justos, ou seja, a harmonia social alcançada pela perfeição moral dos 
cidadãos. É evidente que até hoje lutamos para realizar essas metas, não mais no restrito 
âmbito de uma polis grega, mas no mundo globalizado. 
 
PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 
35. 
 
 
Na citação acima, o autor retrata a significância do pensamento ético-político como fundamento 
para uma sociedade justa. Essa linha de pensamento expressa que 
a) no mundo globalizado, a dimensão ético-política tem a confluência do que é justo. 
b) a política de Platão enaltece o cidadão justo, declinando da harmonia social. 
c) enobrecer a política de Platão é priorizar o espaço restrito no âmbito da pólis grega. 
d) a baliza central do estado é tornar os cidadãos melhores com alcance da ordem justa na 
esfera pública. 
e) a harmonia social, alcançada na esfera política, independe da perfeição moral do cidadão. 
 
20. (Upe-ssa 3) Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Ética. 
 
 
 
Toda a obra de Platão tem um profundo sentido ético. Três poderiam ser os eixos centrais, que 
comandam a ética platônica: primeiro, a justiça na ordem individual e social; segundo, a 
transcendência do Bem; terceiro, as virtudes humanas e a ordem política presididas pela 
justiça. 
PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 
25-26. (Adaptado). 
 
 
O autor acima demarca alguns pontos singulares dos temas centrais da ética de Platão. Sobre 
esse assunto, é CORRETO afirmar que 
a) as virtudes humanas estão em conexão com a transcendência do bem e desvinculadas da 
ordem política, presidida pela justiça. 
b) o sentido ético-político na filosofia de Platão prioriza a ordem individual em detrimento do 
plano social. 
c) Platão defende um ideal ético, centrado na sabedoria, declinando da ordem política presidida 
pela justiça. 
d) a justiça e o bem se realizam na ordem individual, e a virtude, na ordem política. 
e) na ética de Platão, a virtude é prática da justiça. 
 
21. (Uece) Se na Ética a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o indivíduo à felicidade, na 
Política ele tem por finalidade alcançar o bem comum, o bem viver. Por isso, ele compreende 
que a origem da polis está na necessidade natural do homem em buscar a felicidade. A 
comunidade natural mais incipiente é a família, na qual seus membros se unem para facilitar as 
atividades básicas de sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a aldeia. E as 
aldeias se juntam para instituir a polis. 
 
Sobre isso, é correto afirmar que 
a) o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da 
família. 
b) a polis não é uma noção artificial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas 
potencialidades em vista ao bem-viver. 
c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da 
família. 
d) a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade 
natural a que o homem pertence. 
 
22. (Uece) “Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos 
partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e 
que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.” 
 
ARISTÓTELES. Metafísica, 996b27-30. 
 
 
Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-metafísicos que 
ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não 
contradição, o qual 
a) indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a 
contradição faz parte da realidade. 
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais características não as 
tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias. 
c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham 
ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias. 
d) é normativo, oumoral; portanto, deve ser rejeitado como antimetafísico, ou seja, não 
caracteriza a realidade. 
 
23. (Enem PPL) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; 
evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos 
prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições 
que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, 
quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em 
certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a 
sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem. 
 
ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado). 
 
 
De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a 
a) moral e a vida privada. 
b) virtude e os interesses públicos. 
c) utilidade e os critérios pragmáticos. 
d) lógica e os princípios metafísicos. 
e) razão e as verdades transcendentes. 
 
24. (Uel) Leia o texto a seguir. 
 
Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, 
quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, 
visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela 
em que existe uma quantidade de população suficiente para viver bem numa comunidade 
política. [...] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a 
quantidade necessária de indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum a todos. 
Fica, assim, determinada a questão relativa à grandeza da cidade. 
 
(ARISTÓTELES, Política 1326b6-25 Edição bilíngue. Tradução e notas de António C. Amaral e 
Carlos C. Gomes. Lisboa: Vega, 1998. p. 495- 499.) 
 
 
Com base no texto e considerando o papel da cidade-estado (pólis) no pensamento ético-
político de Aristóteles, assinale a alternativa correta. 
a) As dimensões da pólis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, 
maior e melhor será a sua participação política. 
b) A pólis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quantidade de 
cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente. 
c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da pólis, pois o bem viver depende 
mais do indivíduo que da sociedade. 
d) A pólis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que 
possibilite o bem viver. 
e) O ser humano, como animal político, tende a realizar-se na pólis, mesmo que esta possua 
quantidade excessiva de cidadãos. 
 
25. (Ufu) "O filósofo natural e o dialético darão definições diferentes para cada uma dessas 
afecções. Por exemplo, no caso da pergunta "O que é a raiva?", o dialético dirá que se trata de 
um desejo de vingança, ou algo deste tipo; o filósofo natural dirá que se trata de um 
aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o 
outro, segundo a forma e a definição. A definição é o "o que é" da coisa, mas, para existir, esta 
precisa da matéria." 
 
Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403a 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010. 
 
 
Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), 
assinale a alternativa que nomeia corretamente a doutrina aristotélica em questão. 
a) Teoria das categorias. 
b) Teoria do ato-potência. 
c) Teoria das causas. 
d) Teoria do eudaimonismo. 
 
26. (Upe-ssa 2) Sobre o problema político e social, atente ao texto a seguir: 
 
O homem verdadeiramente político também goza a reputação de haver estudado a virtude 
acima de todas as coisas, pois que ele deseja fazer com que os seus concidadãos sejam bons 
e obedientes às leis. Mas a virtude que devemos estudar é, fora de qualquer dúvida, a virtude 
humana; porque humano era o bem e humana a felicidade que buscávamos. 
 
Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, 1973, p. 263. 
 
 
Na citação acima, Aristóteles retrata que 
a) a virtude humana é a busca da felicidade e não diz respeito à dimensão política que é da 
esfera do social. 
b) o verdadeiro homem prudente no âmbito político busca e faz uso do equilíbrio da vida 
pessoal e social. 
c) os cidadãos são bons e obedientes às leis, isto é, declinam do valor da virtude humana. 
d) o homem verdadeiramente político deve buscar o bem e a felicidade na esfera individual. 
e) a virtude humana é um projeto individual e indiferente no âmbito da convivência político-
social. 
 
27. (Upe-ssa 3) Sobre a Lógica, observe o texto a seguir: 
 
 
 
Para Aristóteles, a lógica não era uma ciência teorética nem prática ou produtiva, mas um 
instrumento para as ciências. Eis por que o conjunto das obras lógicas aristotélicas recebeu o 
nome de Órganon, palavra grega que significa instrumento. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 1996, p. 183. 
 
 
A autora retrata a dimensão que tem a lógica como instrumento do pensamento no plano das 
obras da filosofia de Aristóteles. Com relação a esse assunto, é CORRETO afirmar que 
a) a lógica na concepção de Aristóteles é um instrumento que não pode ser utilizado pelas 
ciências. 
b) a lógica para Aristóteles possui um caráter instrumental e preocupa-se primordialmente com 
o aspecto informal de um argumento. 
c) Aristóteles, na sua lógica clássica, concebe como instrumento do pensamento três funções 
básicas: conceber, julgar e raciocinar. 
d) a dimensão lógica para Aristóteles não é um estágio preparatório que antecede ao 
conhecimento propriamente dito. 
e) na lógica clássica de Aristóteles, a ciência prática ou produtiva se sobrepõe ao caráter 
instrumental do pensamento. 
 
28. (Unisc) Aristóteles, na obra Etica a Nicômaco, procura o fim último de todas as atividades 
humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa alcançar um bem, ou o que nos parece ser um 
bem. Pergunta-se, então, pelo “sumo bem”, aquele que em si mesmo é um fim, e não um meio 
para o que quer que seja. Para Aristóteles, na Ética a Nicômaco, o sumo bem está 
a) na honra. 
b) na riqueza. 
c) na fama. 
d) na vida feliz. 
e) na lealdade. 
 
29. (Enem (Libras)) TEXTO I 
 
Aquele que não é capaz de pertencer a uma comunidade ou que dela não tem necessidade, 
porque se basta a si mesmo, não é em nada parte da cidade, embora seja quer um animal, 
quer um deus. 
ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 
 
 
TEXTO II 
Nenhuma vida humana, nem mesmo a vida de um eremita em meio à natureza selvagem, é 
possível sem um mundo que, direta ou indiretamente, testemunhe a presença de outros seres 
humanos. 
ARENDT, H. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense, 1995. 
 
 
Associados a contextos históricos distintos, os fragmentos convergem para uma particularidade 
do ser humano, caracterizada por uma condição naturalmente propensa à 
a) atividade contemplativa. 
b) produção econômica. 
c) articulação coletiva. 
d) criação artística. 
e) crença religiosa. 
 
30. (Uel) Leia os textos a seguir. 
 
A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo facto de 
atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma aparição. 
Adaptado de: PLATÃO. A República. 7.ed. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: 
Calouste Gulbenkian, 1993. p.457. 
 
O imitar é congênito no homem e os homens se comprazem no imitado. 
Adaptado de: ARISTÓTELES. Poética. 4.ed. Trad. De Eudoro de Souza. São Paulo: Nova 
Cultural, 1991. p.203. Coleção “Os Pensadores”. 
 
Com base nos textos, nos conhecimentos sobre estética e a questão da mímesis em Platão e 
Aristóteles, assinale a alternativa correta. 
a) Para Platão, a obra do artista é cópia de coisas fenomênicas, um exemplo particular e, por 
isso, algo inadequado e inferior, tanto em relação aos objetos representados quanto às 
ideias universaisque os pressupõem. 
b) Para Platão, as obras produzidas pelos poetas, pintores e escultores representam 
perfeitamente a verdade e a essência do plano inteligível, sendo a atividade do artista um 
fazer nobre, imprescindível para o engrandecimento da pólis e da filosofia. 
c) Na compreensão de Aristóteles, a arte se restringe à reprodução de objetos existentes, o 
que veda o poder do artista de invenção do real e impossibilita a função caricatural que a 
arte poderia assumir ao apresentar os modelos de maneira distorcida. 
d) Aristóteles concebe a mímesis artística como uma atividade que reproduz passivamente a 
aparência das coisas, o que impede ao artista a possibilidade de recriação das coisas 
segundo uma nova dimensão. 
e) Aristóteles se opõe à concepção de que a arte é imitação e entende que a música, o teatro e 
a poesia são incapazes de provocar um efeito benéfico e purificador no espectador. 
 
31. (Uel) Leia o texto a seguir. 
 
É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que 
conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa 
diz-se em quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a essência (o 
“porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a 
segunda causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a 
quarta causa, que se opõe à precedente, é o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, 
o fim de toda a geração e movimento). 
 
Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril S. A. 
Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que indica, 
corretamente, a ordem em que Aristóteles apresentou as causas primeiras. 
a) Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal. 
b) Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente. 
c) Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final. 
d) Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final. 
e) Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente. 
 
32. (Enem PPL) A utilidade do escravo é semelhante à do animal. Ambos prestam serviços 
corporais para atender às necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e do 
homem livre de forma diferente. O escravo tem corpo forte, adaptado naturalmente ao trabalho 
servil. Já o homem livre tem corpo ereto, inadequado ao trabalho braçal, porém apto à vida do 
cidadão. 
 
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985. 
 
 
O trabalho braçal é considerado, na filosofia aristotélica, como 
a) indicador da imagem do homem no estado de natureza. 
b) condição necessária para a realização da virtude humana. 
c) atividade que exige força física e uso limitado da racionalidade. 
d) referencial que o homem deve seguir para viver uma vida ativa. 
e) mecanismo de aperfeiçoamento do trabalho por meio da experiência. 
 
33. (Uea) A sabedoria do amo consiste no emprego que ele faz dos seus escravos; ele é 
senhor, não tanto porque possui escravos, mas porque deles se serve. Esta sabedoria do amo 
nada tem, aliás, de muito grande ou de muito elevado; ela se reduz a saber mandar o que o 
escravo deve saber fazer. Também todos que a ela se podem furtar deixam os seus cuidados a 
um mordomo, e vão se entregar à política ou à filosofia. 
 
(Aristóteles. A política, s/d. Adaptado.) 
 
O filósofo Aristóteles dirigiu, na cidade grega de Atenas, entre 331 e 323 a.C., uma escola de 
filosofia chamada de Liceu. No excerto, Aristóteles considera que a escravidão 
a) é um empecilho ao florescimento da filosofia e da política democrática nas cidades da 
Grécia. 
b) permite ao cidadão afastar-se de obrigações econômicas e dedicar-se às atividades próprias 
dos homens livres. 
c) facilita a expansão militar das cidades gregas à medida que liberta os cidadãos dos 
trabalhos domésticos. 
d) é responsável pela decadência da cultura grega, pois os senhores preocupavam-se somente 
em dominar os escravos. 
e) promove a união dos cidadãos das diversas pólis gregas no sentido de garantir o controle 
dos escravos. 
 
34. (Enem PPL) Ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é sábio ou que possui 
entendimento, mas que é calmo ou temperante. No entanto, louvamos também o sábio, 
referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor chamamos virtude. 
 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova CuIturaI, 1973. 
 
 
Em Aristóteles, o conceito de virtude ética expressa a 
a) excelência de atividades praticadas em consonância com o bem comum. 
b) concretização utilitária de ações que revelam a manifestação de propósitos privados. 
c) concordância das ações humanas aos preceitos emanados da divindade. 
d) realização de ações que permitem a configuração da paz interior. 
e) manifestação de ações estéticas, coroadas de adorno e beleza. 
 
35. (Uel) No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz 
uma frase enigmática: “Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para continuar 
no mesmo lugar.” 
 
(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. 
p.186.) 
 
Já na Grécia antiga, Zenão de Eleia enunciara uma tese também enigmática, segundo a qual o 
movimento é ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue ultrapassar o 
mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro atingir o ponto de onde partiu o perseguido, de 
tal forma que o mais lento deve manter sempre a dianteira.” 
 
(ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-
socráticos. 4.ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.) 
 
Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar 
que seu argumento 
a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, 
numa explicação naturalista pautada pelos sentidos. 
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o 
sensível por condições que lhe são estranhas. 
c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual 
se chegaria pelos sentidos. 
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois 
isso nos apontam as evidências dos sentidos. 
e) pressupõe a noção de continuidade entre os instantes, contida no pressuposto da 
aceleração do movimento entre os corredores. 
 
36. (Ufu) [...] após ter distinguido em quantos sentidos se diz cada um [destes objetos], deve-
se mostrar, em relação ao primeiro, como em cada predicação [o objeto] se diz em relação 
àquele. 
Aristóteles, Metafísica. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Edições Loyola, 2002. 
 
De acordo com a ontologia aristotélica, 
a) a metafísica é “filosofia primeira” porque é ciência do particular, do que não é nem princípio, 
nem causa de nada. 
b) o primeiro entre os modos de ser, ontologicamente, é o “por acidente”, isto é, diz respeito ao 
que não é essencial. 
c) a substância é princípio e causa de todas as categorias, ou seja, do ser enquanto ser. 
d) a substância é princípio metafísico, tal como exposto por Platão em sua doutrina. 
 
37. (Enem) A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, 
e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das 
coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que 
amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas 
a melhor, nós a identificamos como felicidade. 
 
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. 
 
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica 
como 
a) busca porbens materiais e títulos de nobreza. 
b) plenitude espiritual a ascese pessoal. 
c) finalidade das ações e condutas humanas. 
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. 
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 
 
38. (Enem PPL) O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às 
pessoas ambiciosas (no sentido de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas, 
de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas serão justas. O justo, então, é 
aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo. 
 
ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996 (adaptado). 
 
Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa quando ela observa o 
a) compromisso com os movimentos desvinculados da legalidade. 
b) benefício para o maior número possível de indivíduos. 
c) interesse para a classe social do agente da ação. 
d) fundamento na categoria de progresso histórico. 
e) princípio de dar a cada um o que lhe é devido. 
 
39. (Uff) Aristóteles considerava que era melhor para a sociedade a soberania política ser 
entregue ao povo, como ocorre na democracia, do que a alguns homens notáveis, como na 
oligarquia ou aristocracia. Ele argumentava que, mesmo que um indivíduo isoladamente não 
fosse muito competente no ato de julgar, quando unido a outros cidadãos julga melhor, porque 
a união reúne as qualidades de cada um. 
 
A vantagem da democracia, segundo o ponto de vista de Aristóteles, seria a de 
a) combinar as qualidades de muitos e neutralizar seus defeitos. 
b) garantir que os defeitos do povo sejam corrigidos pela elite. 
c) proporcionar à maioria as vantagens da corrupção. 
d) permitir que os grandes homens falem em nome de todos. 
e) promover o anonimato das opiniões e decisões. 
 
40. (Ueg) Aristóteles é considerado por muitos estudiosos como o primeiro crítico literário. Sua 
vasta produção, além de abordar Política, Biologia, Metafísica e Ética, também trata de 
Poética. Acreditava que um grande poeta, como Homero, deveria ser considerado também um 
filósofo. Nesse sentido, Aristóteles defendia que a Poesia é superior à História porque 
a) a beleza formal dos versos poéticos não poderia ser igualada ao texto informativo dos 
historiadores. 
b) a poesia lida com conceitos universais, enquanto a narrativa histórica precisa focar um tema 
específico. 
c) a poesia poderia ser transformada em peças dramáticas, enquanto textos de história só 
poderiam ser lidos. 
d) o número de leitores de poesia era muito superior ao de leitores de textos sobre história, na 
Grécia Antiga. 
 
Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: 
 [A] 
 
O paradigma científico da ciência ativa, conforme apresentado no texto, encontra na utilização 
da prova seu critério de confirmação empírica. Ou seja, é considerado verdadeiro aquilo que, 
através de um método, pode ser provado. 
 
Resposta da questão 2: 
 [A] 
 
O período destacado pelo texto é caracterizado por uma prática filosófica voltada para a 
reflexão das questões relacionadas ao indivíduo, cujos primeiros expoentes são Sócrates e os 
filósofos sofistas. Nesse contexto, atribui-se aos sofistas a introdução da retórica, que 
possibilitou o desenvolvimento da habilidade de convencimento através do discurso, de modo 
que se aponta os sofistas como mestres da oratória. 
 
Resposta da questão 3: 
 [A] 
 
Para responder à questão, o aluno deve conhecer o pensamento filosófico platônico, segundo 
o qual o verdadeiro conhecimento humano se daria a partir da passagem do “mundo das 
aparências” para o “mundo das essências” ou “mundo das ideias”. Para Platão, as formas e 
conceitos só existiriam em suas formas puras e imutáveis no plano das ideias, o que 
possibilitaria um conhecimento autêntico de todas as coisas. As impressões advindas dos 
sentidos, por sua vez, levariam a ideias ilusórias, de modo que no mundo sensível estariam 
presentes cópias imperfeitas e mutáveis dos conceitos, tal como indicado pela alternativa [A]. 
 
Resposta da questão 4: 
 [D] 
 
Aristóteles atribui, para as formas racionais de apreensão da realidade destacadas no texto - o 
cálculo, a opinião, o conhecimento científico e a intuição - uma hierarquização que classifica as 
duas últimas como sendo sempre verdadeiras. Dentre essas formas de conhecimento racional 
que somente admitem o que é verdadeiro, ele atribui, ainda, maior grau de exatidão à intuição, 
sendo essa, portanto, a única forma de conhecimento adequada para formular juízos acerca 
dos princípios. 
 
Resposta da questão 5: 
 [E] 
 
O surgimento da filosofia grega está intimamente relacionado com o aparecimento da pólis. 
Assim é que um pensamento racional e sistemático passou a ter lugar dentro da Grécia antiga. 
 
Resposta da questão 6: 
 [D] 
 
O filósofo que inaugura a o conceito de propriedade privada como direito natural é John Locke. 
Segundo este pensador, os princípios de sua filosofia são: a liberdade (ação por deliberação 
pessoal, sem nenhuma influência); a propriedade privada (iniciando a partir do próprio corpo 
que se possui e por aquilo que se consegue pelo trabalho); e a igualdade (mesmas condições 
para que todos possam usufruir dos recursos e leis da natureza). Por meio destes referenciais, 
Locke estabelece que se vivemos em natureza e seguimos as suas leis, estas mesmas leis 
devem servir de modelo para a constituição do Estado. O papel do governo consiste 
exclusivamente em fazer respeitar o direito natural de cada indivíduo determinado em 
conformidade com as leis da natureza. Portanto, o governo civil é o remédio apropriado para os 
inconvenientes do estado de natureza que pode se tornar um estado de guerra. Ele não deve 
ser um ditador ou alguém que deva ser obedecido, mas alguém que administra um 
empreendimento social onde os interesses e liberdades individuais determinam os rumos que a 
sociedade deve seguir, sendo que seu poder é temporal e limitado. Daí o governo não deve 
estabelecer aquilo que acredita ser melhor no modo de condução, mas deve concordar em 
servir a um interesse maior a garantia dos direitos de igualdade, liberdade e propriedade 
privada. A liberdade é o fundamento da vida em sociedade, servindo como justificativa para a 
disposição como se aprouver da propriedade privada que os indivíduos estabelecem. Esta é 
garantida pela igualdade entre todos para que pela apropriação dos recursos da natureza 
possam adquirir condições de sobreviverem segundo a melhor maneira que lhes aprouver. 
Esta concepção exposta, com mínima interferência do governo nos rumos, com a valorização 
da liberdade e propriedade privada garantida pela igualdade é conhecida como liberal. 
 
Resposta da questão 7: 
 [E] 
 
Desde o surgimento da filosofia a característica mais marcante em toda sua trajetória foi o 
espanto que o mundo gerava. Devido às condições políticas e históricas que possibilitaram o 
surgimento de um novo modo de pensar o mundo que se revelava aos homens, isto fez com 
que os homens buscassem explicações ante os fenômenos naturais que aconteciam a sua 
volta e tentassem compreender sua origem e significado. A filosofia em seus primórdios 
buscava explicações que não dependessem do sobrenatural, mas que pudessem ser mais 
próximas a realidade ao qual estava inserida. Os pré-socráticos buscaram por meio da “physis” 
(natureza) encontrar o “arché” (princípio). Nesta busca, o “cosmos” (universo) fascinava os 
humanos e conduzia-os, primeiramente a uma condição de espanto ante a realidade. Como 
surgimento de explicações mais ligadas a realidade vivida levou-os a admiração pelo 
encadeamento e funcionamento da natureza. O caráter problematizador e questionador eram 
recursos utilizados para se produzir teorias que seriam expostas no intuito de persuadir os 
interlocutores ante as descobertas realizadas. Mas isto somente surge posteriormente. A 
admiração é o motor para se desejar filosofar e compreender mais sobre a realidade e sobre ohomem. 
 
Resposta da questão 8: 
 [C] 
 
Na alegoria platônica, a caverna é a representação das “sombras” do mundo sensível, que 
remetem às opiniões ilusórias dos homens e impedem o desenvolvimento do pensamento 
racional, ou seja, da consciência filosófica, que possibilitaria a aproximação com o mundo 
inteligível das ideias. 
 
Resposta da questão 9: 
 [A] 
 
A partir da análise do texto, percebe-se que a letra [A] apresenta uma afirmativa incorreta, haja 
vista que o desenvolvimento da razão e a sabedoria levaria, não à eliminação das paixões, 
mas a um uso comedido delas. Portanto, as virtudes levariam à “purificação” das paixões 
mencionadas no texto, mas não à sua eliminação, como proposto pelo item. 
 
Resposta da questão 10: 
 [E] 
 
De acordo com a filosofia socrática, a vida no mundo sensível afasta a alma do conhecimento 
verdadeiro e imutável, apenas disponíveis no mundo das ideias puras. Para Sócrates, os 
filósofos estão preparados para o processo da morte, pois desejam atingir o conhecimento na 
sua forma pura, o que só seria possível a partir do afastamento do mundo material, ideia 
presente na alternativa [E]. 
 
Resposta da questão 11: 
 [B] 
 
Para Platão, a percepção da beleza no mundo sensível estaria relacionada à uma maior 
reminiscência do mundo das ideias puras, onde a beleza existiria em sua forma plena. Dessa 
forma, algumas almas seriam mais aptas a perceberem a beleza que, em sua forma pura, 
transcende o mundo sensível. 
 
Resposta da questão 12: 
 [B] 
 
Segundo a filosofia platônica, o conhecimento humano se dá a partir da passagem do mundo 
das aparências para o mundo das essências. Platão explica as essências a partir da doutrina 
das ideias, segundo a qual os conceitos puros somente existiriam no plano das ideias, atingível 
por meio da razão. Assim, o verdadeiro conhecimento só seria possível no mundo das ideias, 
ou mundo ideal, transcendente às percepções sensoriais. 
 
Resposta da questão 13: 
 [D] 
 
A Lógica tem com objeto de estudo inferências expressas a partir de argumentos 
demonstrativos que, por sua vez, diferenciam-se em dois tipos: dedutivos e indutivos. Para 
responder a questão, o aluno deve saber que inferências que indicam um raciocínio dedutivo 
partem de uma sentença geral para concluir uma outra, que está contida na primeira. Já 
inferências que indicam raciocínios indutivos partem de sentenças particulares para concluir 
uma sentença geral. A inferência apresentada pela questão chega à uma conclusão geral, pois 
diz respeito a todos os homens, a partir de sentenças particulares, que se referem a Sócrates, 
Platão e Aristóteles, o que caracteriza, portanto, uma inferência do tipo indutiva. 
 
Resposta da questão 14: 
 [B] 
 
Segundo a filosofia platônica, antes de habitar o corpo material no mundo sensível, a alma 
humana encontrava-se no mundo inteligível, ou mundo das ideias, onde os conceitos existiriam 
em sua forma pura. Para Platão, o conhecimento verdadeiro contemplado pela alma no mundo 
inteligível permanece “adormecido” nos indivíduos, sendo a filosofia o meio pelo qual seria 
possível recordar esse conhecimento, ideia que ficou conhecida como Teoria da 
Reminiscência, opção apresentada pela alternativa [B]. Nessa teoria, o conhecimento é 
concebido como um processo de recordação, ou seja, em uma perspectiva inatista. 
 
Resposta da questão 15: 
 [D] 
 
De acordo com o pensamento de Platão, a dialética é o instrumento que possibilita ao indivíduo 
o alcance da verdade. A dialética platônica serve para mostrar as contradições e falhas 
fundamentais das ideias do senso comum. Assim, o método dialético admite as contradições 
para poder superá-las, através do questionamento das ideias pré-concebidas, para, a partir de 
então, poder buscar o conhecimento verdadeiro. 
 
Resposta da questão 16: 
 [A] 
 
A estética socrática relaciona a arte à lógica, uma vez que, para Sócrates, a produção artística 
deve ter como essência uma postura crítica racional, subordinando a ideia de beleza à de 
racionalidade. Já para Nietzsche, a estética não se limita à verificação do que é lógico, mas se 
relaciona ao subjetivo, ou seja, à essência do indivíduo. Assim, Nietzsche faz uma crítica à 
atitude estética proposta por Sócrates, defendendo a estética como expressão de pulsões 
artísticas que não estariam subordinadas à racionalidade conceitual. 
 
Resposta da questão 17: 
 [B] 
 
Para Sócrates, a ação virtuosa tem como pressuposto a consciência do agente moral. Ou seja, 
é virtuoso e ético o indivíduo que conhece a origem de suas ações e da finalidade das 
mesmas. Assim, aquele que conhece o que é bom e justo, só pode agir virtuosamente. Nesse 
sentido, a virtude do juiz seria, segundo Sócrates, avaliar se o que está sendo defendido é 
justo ou não, dizendo, a partir dessa percepção, a verdade. 
 
Resposta da questão 18: 
 [E] 
 
Para Kant, o esclarecimento pressupõe a capacidade do indivíduo de fazer uso da sua própria 
razão de forma autônoma, ou seja, a partir do uso de seu próprio entendimento de maneira 
independente do entendimento alheio. A autonomia de pensamento característica do 
esclarecimento implica, por sua vez, a liberdade, o que inclui a possibilidade do indivíduo de se 
expressar livremente, realizando o uso público da sua razão, como constatado na alternativa 
[E]. 
 
Resposta da questão 19: 
 [D] 
 
Ao condicionar o alcance da harmonia social à uma política ética e justa, o autor estabelece 
que a gestão social, que nas sociedades ocidentais contemporâneas está sob a competência 
do Estado, deve ter essa finalidade atrelada à ordem pública, de modo a tornar os cidadãos 
melhores, como aponta a alternativa [D]. 
 
Resposta da questão 20: 
 [E] 
 
Para Platão, como apontado no texto, a concepção de ética não está desvinculada da ação 
pública, incluindo a gestão da vida coletiva. Com efeito, as ações virtuosas, tanto no âmbito 
privado como no coletivo, tornariam o governante apto para conduzir a política de forma justa, 
de modo que a virtude seria a prática da justiça, como apontado pela alternativa [E]. 
 
Resposta da questão 21: 
 [B] 
 
A partir da leitura do texto, o aluno deve identificar que, no pensamento de Aristóteles, a pólis 
tem origem na natureza humana, como resultado da necessidade natural do indivíduo de 
buscar a felicidade A política, presente na pólis, seria um espaço social onde os indivíduos 
buscam gerir a vida coletiva de modo a alcançar o bem comum, noção que se fundamenta 
também na busca natural pela felicidade. O único item que apresenta uma afirmação de acordo 
com essas considerações é a letra [B]. 
 
Resposta da questão 22: 
 [C] 
 
O princípio da não contradição aristotélico afirma que duas afirmações que se contradizem não 
podem ser, ambas, verdadeiras ao mesmo tempo e em referência à mesma coisa. Ou seja, 
não seria possível que algo tenha uma característica e não a tenha ao mesmo tempo, sob as 
mesmas circunstâncias, tal como indica a alternativa [C]. 
 
Resposta da questão 23: 
 [B] 
 
O legislador deve, segundo Aristóteles, agir em função do bem comum, perseguindo, portanto, 
o exercício da virtude. 
 
Resposta da questão 24: 
 [D] 
 
Questão filosófica que envolve a grandeza de uma cidade onde o texto destaca que uma 
cidade melhor para se viver é aquela em que existe uma quantidade de população suficiente 
que não excede a quantidade necessária para realizar uma vida autossuficiente comum a 
todos. A alternativa que mantém a ideia central do texto é da letra [D]. 
 
Resposta da questão 25: 
 [C] 
 
Segundo a metafísica aristotélica, a aparência dos objetos diz respeito a como os objetos estão 
em determinado momento. Para compreender o que as coisas são em sua essência seria 
preciso investigar os princípios que fazem as coisas serem como são. Assim, Aristóteles 
formulou a Teoria das causas, segundo a qual existiriam princípios fundamentais, ou seja, 
causas primeiras, que constituiriam o ser enquanto ser, ou a essência que faz o objeto ser talcomo ele é. 
 
Resposta da questão 26: 
 [B] 
 
Para Aristóteles, ao homem apto à condução da vida política, é fundamental o domínio da 
virtude, que, para esse filósofo, se relaciona à justa medida, ou seja, ao equilíbrio tanto na vida 
pessoal quanto na pública. 
 
Resposta da questão 27: 
 [C] 
 
A lógica Aristotélica é um importante instrumento para estruturar o discurso e o pensamento de 
forma racionalmente válida, e as operações de conceber (apreender uma ideia), julgar 
(perceber e negar ou afirmar uma relação entre ideias) e raciocinar (inferir uma ideia) são 
entendidas, por esse pensador, como operações do intelecto sobre as quais a lógica se torna 
aplicável. 
 
Resposta da questão 28: 
 [D] 
 
Na obra citada pelo texto da questão, Aristóteles defende que a eudaimonia é a finalidade da 
vida e de todas as ações humanas, ou seja, todas as atividades humanas seriam motivadas 
pela busca da eudaimonia, que em grego é o equivalente à “felicidade”. A questão, no entanto, 
não traz textos ou análises de casos a partir dos quais o aluno possa identificar o conceito 
cobrado ou levantar reflexões sobre o mesmo, fazendo com que, para responder a questão, o 
aluno precise fazer uso apenas da memorização. 
 
Resposta da questão 29: 
 [C] 
 
Retomando a reflexão clássica em relação ao espaço público e à política, Hannah Arendt 
desenvolve a ideia de mundo comum, que corresponde ao espaço em que estamos em 
companhia dos outros e onde há um interesse comum, ou seja, onde há um articulação 
coletiva. 
 
Resposta da questão 30: 
 [A] 
 
Platão defendeu a teoria de que o conhecimento verdadeiro se encontra no mundo inteligível 
(Mundo das Ideias), representado pelas ideias perfeitas que não sofrem a corrupção, captadas 
pelo pensamento. Neste mundo, as ideias estão organizadas hierarquicamente das mais 
elevadas a de menor perfeição, sendo o bem, o belo e o justo as ideias mais elevadas. Oposto 
ao Mundo das Ideias está o Mundo Sensível (Mundo da Matéria). Neste mundo residem os 
objetos que temos acesso, porém estes são cópias imperfeitas captadas pelos sentidos. Desta 
forma, qualquer representação das ideias ou da beleza são apenas imitações (mimesis) das 
coisas sensíveis e não das verdadeiras ideias. Assim, a arte é uma imitação inferior da 
perfeição das ideias, sendo considerada como uma mera ilusão para os sentidos. 
De forma diferente, embora Aristóteles concorde que a arte é imitação, isto não ocorre da 
mesma forma que Platão. Para este filósofo, a arte é uma imitação de coisas possíveis que não 
tem realidade, mas podem vir a ter. A mimesis é algo natural dos seres humanos, como forma 
de invenção da realidade. Portanto, a arte representa possibilidade de compreensão e 
conhecimento da realidade, servindo também como aprimoramento do ser humano na busca 
de sua realização moral, nas palavras do filósofo é uma “catarse” que por meio da educação 
dos sentidos conduz o ser humano ao equilíbrio. A alternativa [A] é a única que se enquadra 
nas teorias explicitadas. 
 
Resposta da questão 31: 
 [C] 
 
A teoria do conhecimento em Aristóteles busca explicar a mutabilidade da realidade. Para este 
filósofo, para que se desenvolva um conhecimento verdadeiro, deve-se compreender as etapas 
que constituem a realidade, objetivando com isto, compreender o processo como um todo. Os 
conceitos desenvolvidos por ele buscam conhecer a mutabilidade da realidade através da 
potencialidade (potência), a capacidade para se transformar em um determinado objeto e o 
processo de transformação (ato), a realização da transformação. Soma-se a isto a relação 
estabelecida pelo filósofo entre matéria e forma. Assim, quanto maior for a compreensão da 
relação entre ato e potência e matéria e forma, maior será a compreensão da verdade. No livro 
“Metafísica” para ele descreve a teoria das 4 causas como sendo: causa material - do que a 
coisa é feita; causa eficiente - aquilo que produz a coisa; causa formal - a forma, os contornos, 
a aparência, aquilo que a coisa vai ser; e causa final - a finalidade, aquilo para o qual a coisa é 
feita. 
 
Resposta da questão 32: 
 [C] 
 
A partir da associação entre a estrutura corporal de indivíduos escravizados, o trabalho braçal 
realizado por eles e a suposta inaptidão para o exercício da cidadania, Aristóteles considera 
esse tipo de trabalho um trabalho puramente físico que dispensa o uso de atividade intelectual, 
legitimando, dessa forma, um aspecto de natureza cultural da ordem social vigente em sua 
época a partir do uso de argumentos de natureza biológica. 
 
Resposta da questão 33: 
 [B] 
 
Aristóteles era pertencente à aristocracia e com isto defendia um sistema de pensamento que 
considerava a escravidão algo natural. Para ele, cada ser, somente poderia realizar-se em 
plenitude, seguindo suas aptidões naturais, isto é, seguindo uma natureza que lhes seria 
própria, assim, Aristóteles realizou a divisão da sociedade em classes. Nesta sociedade 
idealizada: a classe dos comerciantes era responsável por prover a cidade daquilo que fosse 
necessário para a sobrevivência; a classe dos guerreiros era responsável por proteger a cidade 
e a classe dos administradores que tinha como função determinar os melhores rumos para a 
realização de todos os habitantes da cidade de acordo com suas aptidões naturais. Assim, 
Aristóteles comparava o escravo a um bem, um instrumento, não sendo diferenciado dos 
animais, não sendo nem ao menos enquadrados em seu sistema de classes. Uma vez que a 
escravidão estava garantida, segundo a concepção deste autor, o senhor, o dono do escravo, 
poderia dedicar-se a atividades próprias aos cidadãos, aos homens livres, ou seja, colaborar 
para o desenvolvimento pleno da cidade. 
 
Resposta da questão 34: 
 [A] 
 
De acordo com o pensamento aristotélico, as virtudes éticas se desenvolvem a partir do hábito, 
ou seja, de uma prática constante de ações moralmente boas, condizentes, portanto, com o 
bem comum. 
 
Resposta da questão 35: 
 [C] 
 
O argumento de Zenão problematiza a tese de que o espaço, conceitualmente dado, é 
divisível. Portanto, o seu argumento parte da suposição da verdade dessa qualidade do 
espaço, sua divisibilidade, para provar o seu absurdo. Se considerarmos possível a divisão do 
espaço, então teremos que assumir, por exemplo, que é impossível Aquiles ultrapassar a 
tartaruga em uma corrida, pois para Aquiles ultrapassar a tartaruga ele teria antes que 
ultrapassar a metade da distância entre eles, e depois a metade da metade, e depois a metade 
da metade, assim por diante infinitamente, de modo que Aquiles nunca sairia do seu lugar de 
origem. Como isso é absurdo, então o espaço não é efetivamente divisível e sim uno; também, 
o movimento é ilusório, pois não existe um percurso que se percorre, afinal não se pode 
realmente dividir o espaço. 
 
Resposta da questão 36: 
 [C] 
 
Em Categorias, Aristóteles concebe a substância apenas como indivíduos e define distinções 
lógicas importantes entre tipos de atributos que se referem a estas substâncias, já em 
Metafísica, o filósofo engendra uma análise fundante sobre a substância mesma e a posiciona 
diferentemente como um complexo de matéria e forma. De maneira geral podemos tomar a 
substância como o ser dito de várias maneiras: 1) ela é o princípio da realidade e do 
conhecimento, 2) é a causa por excelência sendo em todos os sentidos causa formal, material, 
eficiente e final, 3) é o suporte de propriedades essenciais e 4) é a essência, ou seja, aquilo 
sem o qual a coisa deixa de ser o que é. 
 
Resposta da questão 37: 
 [C] 
 
Aristóteles parte do senso comum para afirmar que todas as atividades humanas, pragmáticas 
ou teóricas, miram um bem qualquer, de modo que o bem pode ser definido como aquilo a que 
todas as ações tendem. Todavia, nem todas as atividades do homem tendem para o bem da 
mesma maneira, pois algumas ações são seus próprios fins e outras são meios através dos 
quais se atinge alguma finalidade desejada. O homem é capaz de muitasatividades e, por 
conseguinte, é capaz de atingir muitos fins. Alguns destes fins estão subordinados a outros – 
por exemplo, a finalidade da agricultura é a alimentação – e, consequentemente, se não 
podemos dizer que cultivamos apenas por cultivarmos, ao contrário podemos dizer que nos 
alimentamos apenas por nos alimentarmos. Entretanto, a questão é que poderíamos 
considerar todas as nossas atividades, até a alimentação, em função de outras, e o fim visado 
pela primeira tornar-se-ia o começo da segunda. Se assim considerássemos, a sequência 
seguiria infinitamente, nos fazendo transitar de uma ação para outra nunca nos tranquilizando. 
Ora, a atividade humana deve visar o bem tendo em vista aquela atividade mais excelente, o 
sumo bem. Conhecer tal sumo é, então, de grande importância, pois afetaria a maneira como 
agimos e facilitaria a realização da nossa felicidade nos dando um bom termo para nossas 
ações. Segundo o filósofo grego, a política é a arte mestra, pois é decisiva para a determinação 
dos conteúdos de todas as ciências, isto é, todos os conhecimentos se subordinam à finalidade 
da política; se considerarmos que o bem é a felicidade e o sumo bem é a felicidade de todos, 
então a política se torna a mais decisiva das ciências por ser a atividade que realiza o último 
fim, o sumo bem. Portanto, se a felicidade é a atividade da alma em conformidade com a 
virtude perfeita, e esta virtude perfeita é adquirida através de um bom hábito dirigido pela 
ciência política, então a felicidade é algo divino, pois ela é o que de melhor existe no mundo, ou 
seja, ela é a felicidade de todos os cidadãos atingida pela boa direção da alma de cada um. 
 
Resposta da questão 38: 
 [E] 
 
A ideia de justiça é fundamental dentro da filosofia aristotélica, sendo, na concepção desse 
filósofo, uma virtude associada às relações entre os indivíduos da polis. Para Aristóteles, a 
justiça é relativa à ação correta de um indivíduo em relação à outro a partir da noção de uma 
justiça distributiva baseada na equidade, cujo fundamento básico é a distribuição à cada um 
daquilo que lhe é proporcional de acordo com seu mérito individual. Dessa forma, justo é aquilo 
que é proporcional, sendo tudo o que recebido em excesso ou em pobreza, injusto. 
 
Resposta da questão 39: 
 [A] 
 
A resposta para esta questão encontra-se no próprio texto do enunciado. A afirmação de que 
“a união reúne as qualidades de cada um” está em nítida relação com a alternativa [A], a única 
alternativa correta. Vale ressaltar que a proposta política de Aristóteles pode ser considerada 
como o inverso da visão platônica. 
 
Resposta da questão 40: 
 [B] 
 
Segundo Aristóteles, a diferença básica entre a história e a poesia é que a primeira trata de 
acontecimentos particulares, que já ocorreram, enquanto que a poesia trata do universal, do 
que poderia ocorrer. É por esse mesmo motivo que a poesia é considerada superior à história.

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