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A categorização de um organismo como praga quarentenária deve se dar com base 
em um procedimento de Análise de Risco de Pragas - ARP: 
 
Análise de Risco de Pragas - ARP: é o processo de avaliação biológica ou outra 
evidência científica e econômica para determinar se um organismo é uma praga, se 
ela deve ser regulamentada, e a intensidade de quaisquer medidas fitossanitárias a 
serem adotadas contra ela (FAO, 1995; revisada CIPV, 1997; NIMF No 2, 2007). 
 
Os produtos devem ser agrupados em categorias, de acordo com seu nível de risco, 
com base no grau de processamento e uso proposto. 
 
CATEGORIA 0 - Produtos que mesmo sendo de origem vegetal, pelo seu grau de 
processamento, não requerem nenhum tipo de controle fitossanitário e, portanto não 
requerem intervenção das ONPF e que não são capazes de veicular pragas em 
material de embalagem ou de transporte. 
 
CATEGORIA 1 - Produtos de origem vegetal industrializados, que foram submetidos 
a qualquer processo tecnológico de desnaturalização que os transforma em 
produtos incapazes de serem afetados diretamente por pragas de cultivos, mas que 
podem veicular pragas de armazenamento e em material de embalagem e meios de 
transporte, destinados ao consumo, uso direto ou transformação. 
 
CATEGORIA 2 - Produtos vegetais semiprocessados (submetidos à secagem, 
limpeza, separação, descascamento, etc.) que podem abrigar pragas e destinados 
ao consumo, uso direto ou transformação. 
 
CATEGORIA 3 - Produtos vegetais "in natura" destinados a consumo, uso direto ou 
transformação. 
 
CATEGORIA 4 - Sementes, plantas ou outros materiais de origem vegetal 
destinados à propagação e/ou reprodução. 
 
CATEGORIA 5 - Qualquer outro produto de origem vegetal ou não vegetal, não 
considerados nas categorias 
anteriores e que implicam um risco fitossanitário, podendo ser comprovado de 
acordo com a correspondente ARP. 
 
TIPOS DE PRAGAS QUARENTENÁRIAS 
 
Praga Quarentenária Ausente - PQA: praga de importância econômica potencial 
para uma área em perigo, que não esteja presente no território nacional; 
 
Praga Quarentenária Presente - PQP: praga de importância econômica potencial 
para uma área em perigo, presente no país, porém não amplamente distribuída e 
que se encontra sob controle oficial; 
 
Praga Não Quarentenária Regulamentada - PNQR: praga não quarentenária cuja 
presença em plantas para plantar afeta o uso proposto dessas plantas, com impacto 
econômico inaceitável e que esteja regulamentada dentro do território da parte 
contratante importadora. 
 
exemplos - PQP 
ácaro: Schizotetranychus hindustanicus 
insetos: Sternochetus mangiferae; Anthonomus tomentosus; Bactrocera carambolae 
 
ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS 
 
NÃO BT 
- Somente aplique inseticidas se a densidade populacional atingir o nível de 
controle. 
- Utilize janelas* de aplicação de inseticidas. 
- Rotacione inseticidas com diferentes modos de ação. 
- No caso de utilização de sementes tratadas, pode-se realizar pulverização de 
um inseticida com mesmo modo de ação apenas dentro da janela de 30 dias. 
- Dê preferência para os inseticidas seletivos aos inimigos naturais. 
- Não repita a mesma mistura pronta de inseticidas. Caso for utilizada uma 
mistura, recomenda-se não utilizar inseticidas que apresentem o mesmo 
mecanismo de ação na próxima janela ou em rotação. 
- Evite inseticidas para os quais há casos comprovados recentemente de 
resistência na região do cultivo. 
- Elimine plantas tigueras e espontâneas. 
- Faça rotação de culturas. 
 
BT 
- Siga as orientações dos fornecedores das sementes sobre a recomendação 
para pulverização foliar. 
 
REFÚGIO - algodão 
- Distância máxima de 800 m da plantação de algodão Bt. 
- Faixas dentro do campo da cultivar Bt são preferíveis. 
- Observe doses e níveis de ação recomendados em bula para pulverização 
foliar. 
- O uso de pulverização com inseticida foliar com Bacillus 
thuringiensis não é recomendado para o refúgio. 
 
REFÚGIO - milho 
- Distância máxima de 800 m da plantação de milho Bt. 
- Faixas dentro do campo da cultivar Bt são preferíveis. 
- Realizar no máximo 2 aplicações de inseticidas foliares para lagarta-do-cartucho até 
a fase V6 (aproximadamente 30 dias após a emergência da cultura). 
 
- Realizar aplicação de inseticida para lagarta-do-cartucho com um mínimo de 20% de 
plantas com dano maior ou igual a 3, na escala Davis. 
- Observe doses e níveis de ação recomendados para pulverização foliar. 
- O uso de pulverizações com inseticida foliar com Bacillus thuringiensis não é 
recomendado para o refúgio. 
- É recomendável que as plantações seguintes sejam com culturas não-hospedeiras 
de lagarta-do-cartucho 
 
REFÚGIO - soja 
- Distância máxima de 800 m da plantação de soja Bt. 
- Faixas dentro do campo da cultivar Bt são preferíveis. 
- Observe doses e níveis de ação recomendados em bula para pulverização foliar. 
- O uso de pulverização com inseticida foliar com Bacillus thuringiensis não é 
recomendado para o refúgio. 
 
MODO DE AÇÃO DOS INSETICIDAS 
Uma das principais estratégias do manejo da resistência de pragas (insetos, doenças e 
plantas daninhas) é a rotação e/ou associação de defensivos agrícolas. Para tal, o 
conhecimento do modo de ação é fundamental. Assim, os novos rótulos trazem informações 
relacionadas aos modos de ação, fundamentais na escolha correta do produto. Isso estimula 
o conhecimento e a adoção das boas práticas no campo. Proteja cada vez mais sua 
produtividade: adote o manejo da resistência de pragas (insetos, doenças e plantas 
daninhas). 
 
POR QUE É PRECISO CONHECER OS MODOS DE AÇÃO? 
Entre outras coisas, para evitar que defensivos com o mesmo modo de ação sejam 
utilizados ao mesmo tempo para a mesma praga-alvo, e para rotacionar estes modos de 
ação, ou seja, não repetir aplicações de produtos de mesmo grupo na mesma cultura. Dessa 
maneira, evitamos a seleção de indivíduos resistentes que podem prejudicar a eficácia do 
produto. 
 
4A → 4A = NÃO 
4A → 8E = OK