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UNIVERSIDADE PAULISTA CAMPUS CASTANHAL INSTITUTO DE CIÊNCIA DA SAÚDE BACHARELADO EM ENFERMAGEM ANGELA MARIA LOPES GONÇALVES DE OLIVEIRA ELIZABETE MARIA CASTRO PEREIRA HERMIDIA DA SILVA CONCEIÇÃO LEANDRA DO SOCORRO DE SOUZA BRITO RAQUEL PENA DA SILVA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO COM CÂNCER. Castanhal/PA 2025 ANGELA MARIA LOPES GONÇALVES DE OLIVEIRA ELIZABETE MARIA CASTRO PEREIRA HERMIDIA DA SILVA CONCEIÇÃO LEANDRA DO SOCORRO DE SOUZA BRITO RAQUEL PENA DA SILVA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO COM CÂNCER. Trabalho de Conclusão de Curso como parte do exigido para obtenção do título de Graduação em Enfermagem apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Orientador: Prof. Esp Irlan Menezes da Paixão Castanhal/PA 2025 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO COM CÂNCER. Trabalho de Conclusão de Curso como parte do exigido para obtenção do título de Graduação em Enfermagem apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Orientador: Prof. Esp Irlan Menezes da Paixão Data de aprovação: / / Banca Examinadora Orientador Prof Esp. Irlan Menezes da Paixão. Universidade Paulista – UNIP Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP Castanhal/PA 2025 “Nós estamos além do debate se a enfermagem é ciência ou a arte. Nosso compromisso é fazer a diferença”. Afaf Meleis AGRADECIMENTOS Primeiro, gostaríamos de expressar nossa imensa gratidão a Deus, cuja graça e direção nos acompanharam em todas as etapas desta viagem. Sua força e sabedoria nos forneceram a confiança necessária para enfrentar os desafios acadêmicos. Agradecemos aos instrutores e orientadores cuja experiência e conselhos foram essenciais para o desenvolvimento e construção deste trabalho. Agradecemos aos nossos pais, que sempre nos inspiram e nos ajudam em nossa jornada, e aos nossos amigos e familiares, que nos deram a força para superar e alcançar nossos objetivos. Cada um de vocês contribuiu de uma maneira única e significativa para que tudo desse certo, e a cooperação de corações e mentes foi o resultado deste trabalho. A todos, portanto, nossos sinceros agradecimentos. 4 RESUMO Este estudo analisa os principais desafios enfrentados por enfermeiros no cuidado paliativo oncológico, com foco nos aspectos emocionais, estruturais e na capacitação profissional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, baseada na Análise de Conteúdo de Bardin. Foram selecionados 14 artigos publicados entre 2020 e 2024 em bases como BVS, MEDLINE, LILACS e SciELO. Os resultados indicam estresse emocional, síndrome de Burnout, deficiências na formação profissional e limitações estruturais como obstáculos à qualidade da assistência. Conclui-se que o fortalecimento da educação permanente, o suporte emocional e a melhoria das condições institucionais são estratégias essenciais para qualificar o cuidado prestado. Palavras-chave: Cuidados paliativos. Enfermagem oncológica. Capacitação profissional. Desafios estruturais. Suporte emocional. ABSTRACT This study analyzes the main challenges faced by nurses in oncological palliative care, focusing on emotional, structural, and professional training aspects. It is an integrative literature review with a qualitative approach, based on Bardin’s Content Analysis. Fourteen articles published between 2020 and 2024 were selected from databases such as BVS, MEDLINE, LILACS, and SciELO. The findings highlight emotional stress, burnout syndrome, gaps in professional education, and structural limitations as barriers to quality care. It is concluded that strengthening continuing education, providing emotional support, and improving institutional conditions are essential strategies to enhance the quality of care provided. Keywords: Palliative care. Oncological nursing. Professional training. Structural challenges. Emotional support. 6 TABELA E QUADRO TABELA 01- ARTIGOS E BASES DE DADOS.........................................................23 QUADRO 1-PRINCIPAIS ARTIGOS/AUTORES DE MAIOR RELEVÂNCIA........…24 CRONOGRAMA.........................................................................................................28 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS APS – Atenção Primária em Saúde BVS – Biblioteca Virtual da Saúde SciELO – Scientific Electronic Library Online CP – Cuidados Paliativos DeCS – Descritores em Ciências da Saúde MS – Ministério da Saúde SUS – Sistema Único de Saúde OMS – Organização Mundial da Saúde PCA – Pesquisa Convergente Assistencial RIL – Revisão Integrativa da Literatura SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………11 1.1TEMAGERAL……………………………………………………………………………13 1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA…………………………………………………………….13 1.3 JUSTIFICATIVA………………………………………………………………………..14 1.4 PROBLEMA DA PESQUISA………………………………………………………….15 1.5 OBJETIVOS…………………………………………………………………………….16 1.5.1 OBJETIVO GERAL…………………………………………………………………..16 1.5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS……………………………………………….……….16 2. SUPORTE TEÓRICO…………………………………………………………………...17 2.1 CAPÍTULO I……………………………………………………………………………17 2.2 CAPÍTULO II……………………………………………………………………………19 2.3.CAPÍTULO III…………………………………………………………………………...20 3.METODOLOGIA………………………………………………………………………….21 3.1. TIPO DE ESTUDO…………………………………………………………………….21 3.2. COLETA E ANÁLISE DE DADOS…………………………………………………...22 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES………………………………………………………23 5. CONCLUSÃO……………………………………………………………………………27 6. CRONOGRAMA…………………………………………………………………………28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………………...29 11 1. INTRODUÇÃO Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou uma definição para o conceito de cuidados paliativos. Em 2002, essa definição foi revisada, passando a ser compreendida como a assistência oferecida a pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida. Os cuidados paliativos vão além da abordagem focada na terminalidade, constituindo uma forma de atenção especial que considera a individualidade do paciente e suas dinâmicas familiares, desde o diagnóstico até o período pós- morte. Assim, é fundamental que a equipe de cuidados paliativos oncológicos seja multiprofissional, capacitada para atuar de forma integrada em todas as dimensões do cuidado. A neoplasia, conhecida popularmente como câncer, é uma doença crônica que provoca ampla perturbação, dor e sofrimento ao paciente e sua rede de apoio. Seu desenvolvimento ocorre por meio do crescimento desordenado de células em órgãos e tecidos, não sendo causado exclusivamente por fatores genéticos, mas também por estilos de vida e fatores ambientais diversos. De acordo com Sousa et al. (2021), o câncer representa um sério desafio para a saúde pública global, evidenciado pelo elevado número de mortes prematuras. O envelhecimento populacional, o crescimento demográfico e fatores socioeconômicos agravam ainda mais esse cenário. A literatura aponta que aproximadamente80% a 90% dos cânceres têm relação com fatores externos, como alimentação inadequada, tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo, enquanto apenas 10% a 20% decorrem de fatores internos (GERMANO et al., 2021). O início do tratamento oncológico costuma ser exigente, inicialmente com foco na cura ou remissão. Contudo, ao se confirmar o caráter terminal da doença, surgem impactos emocionais relevantes para o paciente e seus familiares. Nessa fase, os cuidados paliativos tornam-se essenciais, pois visam à melhoria da qualidade de vida por meio do alívio do sofrimento, avaliação precisa e tratamento da dor e outros sintomas em todas as dimensões: física, psicológica, social e espiritual. A enfermagem, como parte integrante dessa equipe, tem papel central na promoção de uma assistência ética e humanizada. Cabe ao enfermeiro desenvolve ações de promoção do conforto, controle de sintomas, escuta ativa e suporte psicossocial e espiritual atuando também como educador em saúde. 12 O cuidado ao paciente oncológico exige do enfermeiro competências técnico-científicas específicas e habilidades no relacionamento interpessoal. A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), por meio do Processo de Enfermagem (PE), possibilita a identificação de necessidades biopsicossociais e espirituais, orientando o planejamento da assistência adequada. De acordo com a Lei nº 7.498/1986, compete ao enfermeiro o planejamento, a organização, a coordenação e a execução dos serviços de enfermagem, além da consulta e prescrição da assistência. Dessa forma, o enfermeiro deve estabelecer uma comunicação eficaz com o paciente e sua família, reconhecendo suas necessidades e promovendo uma assistência digna e humanizada até o final da vida. O enfermeiro deve prover uma maior aproximação aos doentes com câncer, com foco na comunicação eficaz e personificada, visando a identificação de suas necessidades e desenvolvimento de situações que melhor possam impulsionar sua qualidade de vida. Dá-se por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, assim como da identificação precoce, avaliação precisa e tratamento eficaz da dor e de outros sinais físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Nesse sentido é fundamental que essa assistência seja oferecida de maneira holística, integrando corpo, mente e espírito (ANACLETO et al., 2020). 13 1. 1. TEMA GERAL Assistência de Enfermagem aos Cuidados Paliativos ao Idoso Com Câncer. 1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA – ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO COM CÂNCER. O presente estudo tem como foco analisar os desafios enfrentados pelos enfermeiros na prestação de cuidados paliativos oncológicos, com ênfase nas limitações estruturais, na deficiência da capacitação profissional e nos impactos emocionais vivenciados. A pesquisa busca compreender como esses fatores afetam a qualidade da assistência prestada e quais estratégias podem ser adotadas para minimizar essas dificuldades. A investigação será delimitada ao contexto da enfermagem oncológica no Brasil, considerando publicações científicas entre os anos de 2020 e 2024, disponíveis em bases de dados reconhecidas. O estudo abordará exclusivamente a perspectiva dos enfermeiros atuantes na área, excluindo a visão de outros profissionais de saúde, pacientes ou familiares. Além disso, serão analisadas propostas de capacitação profissional, iniciativas institucionais para suporte emocional e soluções para a melhoria da infraestrutura em hospitais e unidades especializadas. A pesquisa pretende identificar lacunas no ensino acadêmico e na educação permanente dos enfermeiros, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam maior preparo e eficiência no cuidado paliativo. 14 1.3 JUSTIFICATIVA O cuidado paliativo oncológico é uma área essencial da assistência à saúde, visando promover qualidade de vida e alívio do sofrimento de pacientes em estágio avançado da doença. No entanto, os enfermeiros enfrentam desafios significativos, incluindo barreiras emocionais, deficiências na capacitação profissional e limitações estruturais das instituições de saúde. A relevância científica deste estudo reside na necessidade de compreender e propor soluções para essas dificuldades, garantindo um atendimento humanizado e eficaz. A literatura aponta que o estresse emocional e a síndrome de Burnout são comuns entre enfermeiros que lidam diariamente com pacientes em cuidados paliativos, o que compromete sua saúde mental e a qualidade da assistência prestada. Além disso, há uma lacuna na formação acadêmica e na educação permanente, resultando em profissionais despreparados para lidar com a complexidade desse tipo de atendimento. Isso reforça a importância de aprofundar a pesquisa sobre estratégias para qualificação profissional e suporte psicológico aos enfermeiros. As limitações estruturais das instituições de saúde também representam um grande obstáculo, assim como a carência de equipamentos, equipe reduzida e dificuldades na implementação de protocolos específicos que comprometem a efetividade dos cuidados paliativos. Dessa forma, investigar e discutir essas questões é essencial para fomentar políticas públicas e diretrizes institucionais que melhorem as condições de trabalho dos profissionais e, consequentemente, a qualidade da assistência ao paciente oncológico. Portanto, este estudo se justifica pela necessidade urgente de aprimorar a capacitação dos enfermeiros, oferecer suporte psicológico e fortalecer a infraestrutura voltada aos cuidados paliativos. Sua relevância científica e social está na possibilidade de contribuir para avanços no ensino e na prática da enfermagem, promovendo melhorias na assistência prestada e incentivando uma abordagem mais humanizada, qualificada e eficiente no cuidado paliativo oncológico. 15 1.4 PROBLEMA DE PESQUISA Na atualidade, há um contingente cada vez maior de pessoas morrendo em virtude de doenças crônicas ou de natureza progressiva, aumentando o percentual de doentes em estado terminal nos hospitais e domicílios. Nesse sentido, os cuidados paliativos (CP) vêm mostrando-se como área essencial a ser atendida pelos sistemas de saúde, na assistência à pacientes com doenças irreversíveis e fora de possibilidades terapêuticas de cura, sendo o enfoque no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida (SILVA et al., 2020). Apesar de os cuidados paliativos serem uma realidade bastante comum nos dias de hoje, nas décadas passadas os pacientes que eram diagnosticados em estágio terminal de doenças eram esquecidos pelos serviços de saúde, devido à exploração do modelo biomédico que não ofertava melhor qualidade de vida aos pacientes, e tinha como foco principal a medicina curativa e uma assistência padronizada (SILVA et al, 2022). Entre os profissionais de enfermagem segundo Cruz et al., (2023), há poucos que são capacitados de forma a atender as demandas biopsicossociais desses pacientes, necessitando assim de profissionais com prévia capacitação para atuar nessa área e proporcionar um atendimento sistematizado e prestar uma assistência adequada, tanto em área hospitalar, quanto em domicílio. Além disso, aborda também a falta de instrumentalização para técnicas adequadas de tratamentos, causando assim sentimento de impotência e sofrimento aos que prestam esse tipo de serviço. Conforme o divulgado, a demanda global por cuidados para pessoas com doenças terminais continuará crescendo à medida que a população envelhece e a carga de doenças crônicas não transmissíveis aumenta. É previsto ainda queem 2060, a necessidade de cuidados paliativos deverá quase dobrar (OMS, 2021). Existe um grande desafio no ponto de vista de Rosa et al., (2020), os profissionais da saúde em prestar os cuidados ao ser humano na sua totalidade, realizando uma assistência eficaz em relação à dor e ao sofrimento, nas dimensões física, psíquica, social e espiritual, usando suas habilidades tecnocientíficas e seu senso de humanização. É importante que o profissional se identifique com seu trabalho e sinta que este lhe traz satisfação pessoal. Para tal atuação, destaca-se a importância da articulação da equipe multiprofissional, além da competência científica, a qual deve envolver a 16 participação efetiva para promover o cuidado ao paciente e à sua família (PEREIRA et al., 2021). Considerando o que foi exposto, foi elaborada a seguinte questão norteadora: Quais os principais desafios enfrentados pelos enfermeiros quanto na assistência de enfermagem em pacientes oncológicos em fase terminal? 1.5 OBJETIVOS 1.5.1 OBJETIVO GERAL Analisar os desafios enfrentados pelos enfermeiros na assistência a pacientes idosos oncológicos em fase terminal. 1.5.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS Identificar como se dá a assistência de enfermagem em paciente idoso oncológico em fase terminal; Classificar os principais desafios que possam se tornar um entrave na assistência humanizada à pessoa idosa; Descrever as principais ações de enfermagem frente ao idoso oncológico em cuidados paliativos; Propor estratégias que possam qualificar e humanizar a assistência de enfermagem no contexto paliativo de idosos com câncer. 17 2. SUPORTE TEÓRICO 2.1 CAPÍTULO I - FISIOPATOLOGIAS DO CÂNCER EM IDOSOS O câncer é uma doença multifatorial, cuja incidência está associada a fatores ambientais, culturais e socioeconômicos, além do estilo de vida e da predisposição genética. Entre os principais fatores de risco destacam-se a obesidade, o tabagismo, o consumo de álcool, a inatividade física e a alimentação inadequada. As transições demográfica e epidemiológica indicam um crescimento significativo dos casos de câncer nas próximas décadas. Estima-se que, até 2025, a carga global da doença aumentará em 50%, impulsionada pelo envelhecimento populacional e pelo agravamento dos fatores de risco (FRANCISCO et al, 2020). O envelhecimento populacional no Brasil e no mundo tem aumentado a preocupação com doenças prevalentes entre os idosos, como as neoplasias malignas. Entre 1990 e 2016, as mortes por câncer em pessoas acima de 70 anos cresceram 86,3%, resultando em cerca de 4 milhões de óbitos anuais nessa faixa etária. Outras condições, como afecções urogenitais e desordens neurológicas, também apresentaram crescimento proporcional semelhante (aproximadamente 90%), mas totalizaram menos de 1 milhão de mortes em números absolutos (GALVÃO JUNIOR, 2022). O termo câncer refere-se a um grupo de mais de 100 doenças caracterizadas pelo crescimento rápido, desordenado e agressivo das células. Essas células alteradas formam tumores malignos, que invadem tecidos e órgãos adjacentes e podem se espalhar para outras regiões do corpo, processo conhecido como metástase. A origem dessa doença está na mutação genética do DNA celular, que desencadeia uma proliferação descontrolada de células defeituosas (RIBEIRO et al, 2023). Diante do diagnóstico de câncer, o impacto emocional e social sobre o idoso e sua família é significativo. Independentemente de fatores como classe social, etnia, sexo ou raça, cada indivíduo pode reagir de maneira única, manifestando medo, ansiedade, negação e preocupação. Além do sofrimento pessoal, a dinâmica familiar também é afetada, uma vez que muitos familiares não possuem 18 conhecimento suficiente para lidar com a nova realidade imposta pela doença, tornando-se igualmente vulneráveis (SERRA et al, 2021). 2.1.1 TIPOS DE CUIDADOS PALIATIVOS Os cuidados paliativos compreendem uma abordagem ampla que visa promover qualidade de vida a pacientes com doenças ameaçadoras da vida. Eles podem ser aplicados em diferentes fases da trajetória da doença, assumindo formas variadas conforme a necessidade do paciente. Cuidados Paliativos Precoce referem-se à integração dos cuidados paliativos desde o diagnóstico de uma doença grave, concomitantemente ao tratamento modificador da doença. Essa abordagem possibilita um cuidado integral e melhora o controle de sintomas, além de promover maior satisfação do paciente e familiares (SILVA et al., 2021). Cuidados Paliativos Predominantes são aplicados quando a ênfase maior recai nos cuidados paliativos, mas ainda há intervenções curativas em andamento. Essa fase geralmente ocorre na progressão da doença, com maior controle de sintomas e menor foco em tratamentos invasivos (OLIVEIRA; FREITAS, 2022). Cuidados Paliativos Exclusivos são indicados quando não há mais benefício clínico na continuidade de tratamentos curativos. O foco passa a ser exclusivamente o alívio do sofrimento, o conforto e a dignidade do paciente, especialmente no fim da vida (COSTA; MENDONÇA, 2023). Cuidados Paliativos Complementares ocorrem em paralelo ao tratamento curativo e têm como objetivo promover bem-estar, aliviando sintomas físicos, emocionais e espirituais. São muito utilizados em pacientes oncológicos e com doenças crônicas em fase inicial ou intermediária (ALMEIDA et al., 2020). A inserção dos cuidados paliativos nos diferentes momentos da doença é essencial para garantir qualidade de vida e suporte adequado à pessoa e sua rede de apoio. Centros como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também têm papel relevante, ao oferecerem suporte psicossocial e cuidados interdisciplinares a pacientes com sofrimento psíquico em doenças crônicas, sendo aliados dos cuidados paliativos, principalmente em contextos de vulnerabilidade social (FERREIRA; SOUZA, 2024). 19 2.2 CAPÍTULO II – ASSISTÊNCIAS DE ENFERMAGEM A IDOSOS EM CUIDADOS PALIATIVOS A função da enfermagem é proporcionar aos seus pacientes um cuidado holístico e seguro com o propósito de melhorar a clínica de uma doença para que o paciente recupere o seu estado de saúde, e, quando essa normalidade não pode ser restaurada, o seu papel é proporcionar alívio dos sintomas. Nesse contexto, o enfermeiro que durante a sua trajetória de formação é ensinado a olhar para o paciente como um ser que possui história e vontades, e não somente para a doença em si, observa-se que é o profissional adequado para o manejo dos CPs (COSTA E SILVA 2021). Igualmente, é o cuidado prestado pela enfermagem à pessoa idosa que requer os cuidados paliativos, pois, em se tratando dessa idade é comum que boa parte deles portam diversas comorbidades que necessitem das intervenções paliativistas para promover alívio dos sintomas à eles (PARAIZO-HORVATH et al 2022; SOUZA 2021). Além disso, a enfermagem pode atuar, dentro dos cuidados paliativos, com o intuito de garantir conforto ao paciente idoso, em diversos ambientes, sendo eles o hospitalar, ou ambulatorial ou o domicílio. Para tal, é preciso identificar os riscos e os benefícios da realização do tratamento em cada um desses locais. Dessa forma, o profissional pode planejar, com segurança, o melhor manejo paliativo para a pessoa idosa, orientando à eles e a família sobre a importância desses cuidados para o doente, e, frisando que o TP é, de modo nenhum, curativo (LAÍS MESSIAS, 2024). Estudos recentes, como o de Bevilaqua et al. (2024), destacam a importância dos cuidados paliativos no fornecimento de suporte holístico para pacientesidosos, abordando não apenas os aspectos físicos da doença, mas também suas necessidades emocionais, sociais e espirituais. A integração precoce de cuidados paliativos para pacientes idosos pode levar a uma melhor qualidade de vida, uma comunicação mais eficaz entre pacientes, familiares e profissionais de saúde, além de uma redução do uso de intervenções agressivas no final da vida. Com isso, os cuidados paliativos no processo de finitude de vida dos idosos é um tema em que os profissionais de saúde, especificamente os enfermeiros, 20 defronta-se com os princípios éticos e bioéticos envolvidos durante os cuidados prestados cotidianamente, este trabalho tem como questão de investigação, quais são os aspectos éticos do cuidado de enfermagem ao idoso em cuidados paliativos? Identificar e descrever as evidências disponíveis na literatura sobre os aspectos éticos do cuidado do enfermeiro ao idoso em cuidados paliativos (OLIVEIRA et al, 2021). 2.3 CAPÍTULO III - IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DO CÂNCER EM IDOSOS E O PAPEL DA ENFERMAGEM A vulnerabilidade emocional é intensificada pelo processo de envelhecimento. Isso torna essencial o suporte psicológico e a humanização do cuidado prestado pela enfermagem. O câncer em idosos não afeta apenas a saúde física, mas também gera impactos emocionais e sociais significativos. O diagnóstico muitas vezes é acompanhado por sentimentos de medo, ansiedade e depressão, prejudicando a qualidade de vida do paciente (BRASIL, 2022). Além do impacto emocional, para Silva et al (2023), os idosos com câncer enfrentam desafios sociais que afetam sua rotina e relações interpessoais. O isolamento social é frequente devido às limitações físicas e ao estigma da doença, podendo levar à solidão e ao abandono. Nessa perspectiva, o enfermeiro desempenha um papel fundamental ao promover o acolhimento e incentivar a participação do idoso em redes de apoio e convivência. A dinâmica familiar também sofre alterações diante do câncer em idosos, exigindo adaptações dos cuidadores e familiares. Muitas vezes, a sobrecarga emocional e física dos cuidadores pode levar ao estresse e à exaustão, comprometendo o suporte ao paciente. Dessa forma, o enfermeiro deve atuar não apenas no cuidado direto ao idoso, mas também no suporte e orientação à família, promovendo um atendimento integral (ALMEIDA; FERREIRA, 2021). No contexto dos cuidados paliativos, a comunicação eficaz entre equipe de saúde, paciente e familiares é essencial para garantir um atendimento humanizado. Estratégias como a escuta ativa e o uso de linguagem acessível contribuem para a compreensão do processo de adoecimento e das opções terapêuticas disponíveis. Assim, o enfermeiro pode auxiliar na adaptação do idoso 21 e da família à nova realidade, minimizando o sofrimento psíquico (COSTA; MENEZES, 2020). Segundo Oliveira et al (2024), a implementação de programas de suporte psicossocial na assistência oncológica pode melhorar a qualidade de vida dos idosos. Intervenções como grupos terapêuticos, atendimento psicológico e atividades de promoção da saúde mental têm demonstrado benefícios significativos na adaptação à doença e na redução dos impactos emocionais. Dessa forma, a assistência de enfermagem deve abranger não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais e sociais. Os desafios psicossociais enfrentados pelos idosos com câncer, torna-se fundamental investir na capacitação dos enfermeiros para uma abordagem holística do paciente. A inclusão de conteúdos sobre suporte emocional e cuidados paliativos na formação acadêmica e na educação permanente dos profissionais pode aprimorar a assistência prestada. (SOUZA; RIBEIRO, 2023) 3. METODOLOGIA 3.1 TIPO DE ESTUDO O presente estudo foi aplicado a revisão integrativa da literatura, na qual possibilita a identificação, síntese e a realização de uma análise ampliada da literatura, acerca de uma temática específica na elaboração e implementação de novas intervenções para que novas investigações possam ser desenvolvidas. Nessa metodologia, possui seis fases distintas que são: 1) Identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para a elaboração da revisão; 2) estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos ou pesquisas de literatura; 3) definição das informações a serem utilizadas de acordo com os estudos selecionados; 4) avaliação dos estudos incluídos no estudo de revisão integrativa; 5) interpretação dos resultados e, 6) apresentação da revisão/síntese do conhecimento (SILVA et al., 2020). 22 3.2 COLETA E ANÁLISE DE DADOS Para as análises das publicações relacionadas ao tema a ser estudado, foram pesquisados nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Bases de Dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e a base bibliográfica Scopus. No total, foram identificados 62 artigos distribuídos nessas bases de dados. No entanto, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 12 artigos para compor a análise final do estudo. O estudo utilizou a Análise de Conteúdo de Laurence Bardin (2016) como método para examinar as mensagens presentes nos artigos selecionados e inferir conhecimentos sobre suas condições de produção e recepção. Esse método foi escolhido devido à sua eficácia na organização e interpretação de dados qualitativos, permitindo uma abordagem sistemática e rigorosa do material analisado. A aplicação da análise de conteúdo seguiu três etapas principais: 1- Pré-análise – Consistiu na leitura flutuante do material coletado, com o objetivo de identificar os temas recorrentes e organizar as ideias iniciais. Nessa fase, também foram definidos os critérios para a seleção dos textos e elaboradas categorias preliminares de análise. 2- Exploração do material – Nessa etapa, os dados foram organizados em categorias temáticas, de acordo com a frequência e a relevância dos conteúdos identificados. Para isso, utilizou-se as informações, permitindo classificar e agrupar os elementos conforme padrões emergentes no corpus analisado. 3- Tratamento dos resultados e interpretação – Após a categorização dos dados, foram realizadas inferências e análises interpretativas, buscando validar os achados e estabelecer relações entre os conteúdos dos textos selecionados e os objetivos do estudo. Essa fase permitiu a formulação de conclusões baseadas nas evidências encontradas. Os critérios de inclusão foram definidos com base na pertinência dos estudos ao tema da pesquisa e na atualidade das publicações. Foram selecionados artigos científicos completos, publicados entre 2020 e 2024, que abordam a atuação do enfermeiro nos cuidados paliativos com idosos, utilizando 23 os descritores “Enfermeiro”, “câncer”, “cuidados paliativos” e “idosos”. A escolha desse recorte temporal visou garantir que as informações analisadas. Os critérios de exclusão eliminaram textos que não se enquadram na temática central da pesquisa, como estudos que abordassem cuidados paliativos em outras populações que não idosos ou com outras enfermidades que não tratassem especificamente da atuação do enfermeiro. Foram excluídos também estudos de casos, editoriais, documentos ministeriais, monografias, tabloides, teses e dissertações, pois o foco da pesquisa estava em artigos científicos revisados por pares e publicados em periódicos reconhecidos.Nos aspectos éticos, por se tratar de uma revisão de literatura baseada exclusivamente em dados secundários e de domínio público, não foi necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. No entanto, o estudo seguiu rigorosamente as diretrizes éticas para pesquisas científicas, assegurando a devida citação e referenciamento conforme as normas da ABNT, garantindo a integridade acadêmica e respeitando os direitos autorais das fontes utilizadas. Após as análises dos artigos selecionados permitiu identificar e categorizar as principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros na assistência a pacientes oncológicos idosos em fase terminal. A partir da aplicação da Análise de Conteúdo de Bardin (2016), emergiram três categorias principais: (1) desafios emocionais e psicológicos, (2) limitações estruturais e de recursos e (3) deficiência na capacitação profissional para os cuidados paliativos. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os resultados das três categorias principais emergentes da análise dos 12 estudos selecionados: Desafios Emocionais e Psicológicos, Limitações Estruturais e de Recursos e Deficiência na Capacitação Profissional para os Cuidados Paliativos, podem ser observados através do gráfico 1. Que representa a importância atribuída a essas categorias por cada estudo, com as notas variando de 1 a 3, sendo 1 para menor relevância e 3 para maior relevância. O gráfico 1. Destaca os fatores relacionados aos desafios emocionais e psicológicos 41,6% (5/12) e limitação de estruturais 41,6%(5/12), apresentam como a mais relevantes e 33,3% (4/12) consideram as deficiências na capacitação dos trabalhadores como maior relevância. 24 A partir das definições dos graus de relevância, as análises proporciona uma visão clara das áreas mais desafiadoras identificadas na prática da enfermagem em cuidados paliativos, ressaltando a necessidade de intervenções nas áreas de formação, suporte emocional e adequação das condições estruturais para melhorar a qualidade do cuidado. Os desafios emocionais e psicológicos com a terminalidade, a dor e o sofrimento dos pacientes impõe uma carga emocional significativa aos profissionais de enfermagem. Estudos como os de Gomes e Lira (2022), Silva et al. (2020) e Lima e Rocha (2020) apontam sentimentos de impotência, frustração e tristeza, frequentemente não acolhidos pelas instituições. A ausência de suporte psicológico e a naturalização do sofrimento do profissional reforçam esse quadro, comprometendo a qualidade da assistência e o bem-estar do trabalhador. Nesse sentido, o cotidiano dos profissionais de enfermagem, com o contato direto ao sofrimento humano, na fase de finitude da vida e a morte, podem gerar um desgaste emocional que vai além do físico (Silva et al, 2020). 25 Segundo Lima e Rocha (2020), A experiência de acompanhar um paciente que se aproxima do fim da vida, especialmente em condições de dor e vulnerabilidade, mobiliza sentimentos profundos como tristeza, impotência, angústia e até culpa, especialmente quando os profissionais sentem que não podem fazer mais para aliviar o sofrimento da pessoa sob seus cuidados. Logo a falta de espaços para escuta, acolhimento psicológico e valorização do sofrimento do cuidador contribuem para um cenário de sobrecarga psíquica. O enfermeiro muitas vezes precisa silenciar suas emoções para manter a postura profissional, o que pode gerar processos de adoecimento mental, como estresse, ansiedade ou burnout. Essa repressão emocional compromete não apenas o bem- estar do profissional, mas também a qualidade do cuidado ofertado ao paciente, pois dificulta a empatia e a presença humanizada no processo de morrer (Almeida, et al. 2022). Além disso, muitos profissionais relatam a dificuldade em lidar com a morte por não terem sido preparados para isso durante sua formação acadêmica. A morte ainda é um tema pouco abordado nos cursos de enfermagem de maneira aprofundada, o que gera insegurança e sofrimento diante dessas situações. A vivência com a terminalidade sem preparo emocional e teórico torna-se um fardo contínuo, e muitos profissionais acabam desenvolvendo mecanismos de defesa, como o distanciamento emocional, que podem comprometer a integralidade do cuidado paliativo. É nesse contexto que a valorização do cuidado ao cuidador se torna fundamental. Instituições de saúde que atuam com pacientes em cuidados paliativos precisam reconhecer e acolher as emoções dos profissionais, promovendo espaços de diálogo, escuta ativa e apoio psicológico. A sensibilização para a importância da saúde mental do enfermeiro é essencial para a construção de uma prática mais humanizada e resiliente, tanto para quem cuida quanto para quem está sendo cuidado. Dessa forma, enfrentar os desafios emocionais e psicológicos não deve ser uma tarefa solitária do profissional, mas um compromisso institucional com a qualidade da assistência e o respeito à dignidade humana em todas as suas fases. Quando se refere as condições das limitações de estruturais, a falta de insumos básicos, espaços inadequados para o cuidado humanizado e ausência de protocolos específicos foram amplamente relatados em estudos como os de Barreto et al. (2020), Pereira et al. (2023) e Tavares e Melo (2024). Essas 26 limitações dificultam a execução de um cuidado paliativo adequado e comprometem a dignidade do paciente em fase terminal. Além disso, muitos serviços não possuem equipes multiprofissionais estruturadas nem locais apropriados para acolhimento e escuta ativa de familiares. Os fatores relacionados com as limitações estruturais e de recursos também contribui para a qualidades da assistência ao idoso na fase da finitude relatam a escassez de materiais, leitos e suporte institucional como entraves à assistência humanizada (Pereira, et al. 2023; Tavares e Melo, 2025). A precariedade dos ambientes hospitalares afeta a qualidade dos cuidados paliativos oferecidos. Tais limitações revelam falhas na gestão e na política pública de saúde voltadas aos cuidados em fim de vida (Rocha e Lima, 2020). As deficiências estruturais e a escassez de recursos comprometem diretamente a qualidade da assistência de enfermagem, dificultando a efetivação dos cuidados paliativos de maneira digna, eficaz e humanizada. Na prática, os enfermeiros enfrentam ambientes hospitalares inadequados, falta de insumos básicos, ausência de equipamentos específicos para o conforto do paciente, e, em muitos casos, equipes reduzidas que precisam dar conta de um número elevado de pacientes. Essas limitações impactam não apenas na execução de procedimentos técnicos, mas também no tempo e na qualidade da atenção oferecida. A sobrecarga de trabalho causada pela escassez de profissionais impede que o enfermeiro dedique tempo suficiente para o cuidado individualizado e humanizado, que é essencial no contexto dos cuidados paliativos. Essa realidade leva à priorização de tarefas técnicas em detrimento de aspectos subjetivos e emocionais do cuidado, que também são fundamentais, especialmente para pacientes em fase terminal. A estrutura física das instituições também é uma barreira significativa. Muitos locais não contam com ambientes adequados para o acolhimento da família, nem espaços reservados para garantir privacidade e conforto ao paciente em seus últimos dias. A ausência de ambientes apropriados contribui para o distanciamento da família no processo de morte e dificulta o estabelecimento de vínculos mais acolhedores e respeitosos entre paciente, profissional e familiares. Outro aspectoimportante refere-se à falta de políticas institucionais voltadas especificamente aos cuidados paliativos. Muitas instituições de saúde ainda não reconhecem esses cuidados como uma prioridade, o que resulta na 27 escassez de protocolos, rotinas bem definidas e capacitação constante das equipes. Sem um planejamento institucional que reconheça a importância dos cuidados paliativos, a assistência prestada tende a ser fragmentada, reativa e insuficiente. Assim, percebe-se que, para garantir um cuidado paliativo de qualidade aos idosos oncológicos em fase terminal, é fundamental que as instituições invistam em melhorias estruturais, ampliem os recursos materiais e humanos e desenvolvam políticas que reconheçam e valorizem o cuidado integral. Apenas com a superação dessas limitações será possível oferecer um cuidado digno, acolhedor e centrado na pessoa, mesmo diante da inevitabilidade da morte. 5. CONCLUSÃO A pesquisa conseguiu demonstrar alguns fatores relevantes ao cuidado da pessoa idosa no período da finitude ocasionado a fatores oncológicos refletir sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros durante a assistência a pacientes oncológicos idosos em fase terminal, evidenciando que os desafios vão além das competências técnicas, envolvendo também fatores emocionais, estruturais e formativos. Diante da identificação das três categorias centrais que corrobora mais implantação e implementação de ações voltada a assistência aos cuidados paliativos a pessoa idosa. Os desafios emocionais e psicológicos revelam a sobrecarga mental enfrentada pelos enfermeiros ao lidar com a terminalidade da vida, o sofrimento do paciente e as angústias familiares. A ausência de suporte psicológico para esses profissionais contribui para o desgaste emocional, podendo levar à exaustão, ao adoecimento psíquico e à desumanização do cuidado. Soma-se a isso a dificuldade de comunicação frente a situações de morte iminente, que exige empatia, preparo e equilíbrio emocional. No âmbito estrutural, a precariedade das condições de trabalho, como a escassez de materiais, a ausência de protocolos de cuidados paliativos e a falta de espaços adequados para o acolhimento dos pacientes e suas famílias, compromete seriamente a qualidade da assistência. Essas limitações dificultam a prestação de um cuidado integral, confortável e humanizado, além de sobrecarregarem ainda mais a equipe de enfermagem. 28 Portanto, foi possível perceber que as ações voltadas para capacitações profissionais aos cuidados paliativos são incipientes, necessitando de implementação voltada à assistência humanizada à pessoa idosa. Também se faz urgente a implementação de políticas públicas voltadas à valorização dos profissionais, à criação de espaços de escuta e apoio emocional, e à adequação das estruturas físicas e materiais dos serviços de saúde. Para esse cenário, é fundamental que instituições de ensino e saúde promovam mudanças estruturais e pedagógicas que fortaleçam a formação dos profissionais de enfermagem, assegurando uma abordagem humanizada, ética e qualificada no cuidado paliativo. Através dessas medidas, será possível garantir uma assistência mais digna e acolhedora aos pacientes oncológicos idosos em fase terminal, promovendo conforto, respeito e qualidade de vida até o fim. 6. CRONOGRAMA Tabela 2 – Cronograma Etapa 1 Ano 2024 Ago. Set. Out. Nov. Dez. Escolha do tema X Delimitação do tema Levantamento Bibliográfico X X X Elaboração do Projeto X X x X Entregado do Pré-projeto X Etapa 2 Ano 2025 Fev Mar Abr Mai Jun Levantamento Bibliográfico X Elaboração do Projeto X X X Coleta de Dados X X Análise dos Dados X Entrega do TCC X 29 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, J. P.; FERREIRA, M. G. Impacto do câncer em idosos: desafios e adaptações familiares. 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AGRADECIMENTOS RESUMO ABSTRACT QUADRO 1-PRINCIPAIS ARTIGOS/AUTORES DE MAIOR RELEVÂNCIA........…24 CRONOGRAMA.........................................................................................................28 1.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………11 1.1TEMAGERAL……………………………………………………………………………13 1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA…………………………………………………………….13 1.3 JUSTIFICATIVA………………………………………………………………………..14 1.4 PROBLEMA DA PESQUISA………………………………………………………….15 1.5 OBJETIVOS…………………………………………………………………………….16 1.5.1 OBJETIVO GERAL…………………………………………………………………..16 1.5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS……………………………………………….……….16 2. SUPORTE TEÓRICO…………………………………………………………………...17 2.1 CAPÍTULO I……………………………………………………………………………17 2.2 CAPÍTULO II……………………………………………………………………………19 2.3.CAPÍTULO III…………………………………………………………………………...20 3.METODOLOGIA………………………………………………………………………….21 3.1. TIPO DE ESTUDO…………………………………………………………………….21 3.2. COLETA E ANÁLISE DE DADOS…………………………………………………...22 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES………………………………………………………23 5. CONCLUSÃO……………………………………………………………………………27 6. CRONOGRAMA…………………………………………………………………………28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………………...29 Tabela 2 – Cronograma