Prévia do material em texto
Gestão de Obras Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Professor: Dr. Ariovaldo Fernandes de Almeida 02GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras IPOG - INSTITUTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E GRADUAÇÃO Todos os direitos quanto ao conteúdo desse material didático são reservados ao(s) autor(es). 03GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Sumário Apresentação Objetivos Tecnologia construtiva de fundações diretas ou rasas Tecnologia construtiva de fundações indiretas ou profundas Estruturas de concreto Tecnologias construtivas de obras brutas Tecnologias construtivas de obras finas Gestão e projetos de canteiros Gestão de resíduos da construção Sumário 05 06 07 09 10 15 19 24 26 04GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Indica conteúdos adicionais, como vídeos ou links externos. Indica um tópico ou assunto para o qual o leitor deve reservar especial atenção. Indica uma atividade prática ou exercício a ser realizado. Indica uma observação que merece destaque ou advertência. Glossário de Ícones 05GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Apresentação O Setor da construção civil absorve um número expressivo de mão de obra, porém a mesma se encontra despreparada para os desafios dos novos tempos. O Setor, que é responsável por uma parte bastante significativa do PIB gerado no Brasil, vem crescentemente assumindo seu papel na trans- formação desta realidade. O mercado está cada vez mais competitivo e as margens dos novos negó- cios cada vez menores. Tais fatores exigem dos profissionais, da área gestão de obras, maior domínio dos temas específicos, assim como maior precisão na elaboração de trabalhos que envolvam tais conhecimentos. A Gestão de Obras atualmente extrapola as barreiras das obras e dos canteiros das obras, pois construir sem controle efetivo de custos, sem pla- nejamento, sob riscos de patologias e desempenho aquém das necessidades dos clientes, potencializam os erros e consomem os resultados. A conexão com os novos princípios de gestão, aplicados à construção civil, exige novos modelos mentais, novos conhecimentos e aprimoramento de tantos outros, já adquiridos, imprescindíveis para o mercado atual e para profissionais que nele atuam. 06GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Objetivos › Capacitar o aluno a gerenciar o processo de execução de obras, através das boas práticas e ferramentas, visando a sua aplicação para a definição e acompanhamento do custo de um empreendimento, do planejamento e controle da construção. › Aplicar os conhecimentos de gestão propostos na ementa do curso, utilizando-se de ferramentas compatíveis com a sistematização do mesmo, e sua comprovação em campo através de controles, medições e feedbacks, para melhoria e obtenção de resultados satisfatórios. › Analisar o empreendimento sob os aspectos econômicos e financei- ros, capacitando os alunos acerca dos métodos de avalições de resultado e viabilidade do empreendimento. › Capacitar o aluno para gestão de pessoas (operários, parceiros, pro- jetistas e clientes, dentre outras), preparando-o para uma atitude inovadora de liderança, para negociação de expectativas, desenvolvimento e aprimo- ramento de equipes e gestão de conflitos, visando o melhor resultado. 07GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras 1. Tecnologia construtiva de fundações diretas ou rasas As fundações diretas ou fundações rasas são aquelas em que a carga é transmitida ao solo por meio de elementos superficiais. São executadas nas primeiras camadas do solo, geralmente a uma pro- fundidade de até duas vezes a sua menor dimensão em planta ou até 3 mt. • Bloco: › Em geral, é calculado e dimensionado somente com o concreto. › Se o bloco tiver uma inércia suficiente para resistir às tensões da estrutura, não será preciso dimensionar uma armadura complementar. • Sapata isolada: › São recomendadas para terrenos com solo firme e de boa resis- tência. › A carga da edificação é transmitida para os pilares, que, por sua vez, transferem para as sapatas que distribuem para o solo. › Geralmente, as sapatas isoladas têm a base quadrada ou retangular e o topo pode ser reto ou piramidal. 08GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras • Sapata corrida: › É uma fundação superficial muito utilizada na construção de casas com vãos pequenos, muros, paredes de reservatórios e piscinas. › É uma estrutura contínua de concreto armado que fica abaixo das paredes, assemelha-se à viga baldrame, porém suas dimensões de largura e altura são normalmente maiores. • Radier: › É recomendado para solos com baixa resistência. O radier é uma placa de concreto armado ou protendido que fica abaixo da edificação e em contato direto com o solo. › A carga da edificação é transmitida uniformemente ao solo. 09GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras 2. Tecnologia construtiva de fundações indiretas ou profundas As fundações indiretas ou fundações profundas são aquelas executadas nas camadas mais profundas do solo e, em sua maioria, são realizadas com o auxílio de um equipamento de escavação ou cravação. • Estacas: › A fundação com estacas é indicada para solos com pouca resistên- cia, como aterros, por exemplo. › Este tipo de fundação transmite as cargas ao solo por atrito lateral e pela resistência de ponta. › Podem ser escavadas ou cravadas. › As estacas podem ser pré-moldadas ou moldadas in loco. › Temos estacas de madeira, concreto e aço. As de madeira e de aço são sempre cravadas. • Tubulões: São elementos de fundação profunda construídos concretando-se um poço (revestido ou não) aberto no terreno, geralmente dotado de base alargada. Diferenciam-se das estacas porque, em sua etapa final, é necessária a descida de um operário para completar a geometria ou fazer a limpeza. 10GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras 3. Estruturas de concreto Sinteticamente, as misturas dos elementos do concreto podem ser desig- nadas da seguinte forma: Pasta cimento + água Argamassa pasta + agregado miúdo Concreto argamassa + agregado graúdo 11GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Concreto armado concreto + armadura passiva Concreto protendido concreto + armaduras passiva e ativa As normas da ABNT para projetos e execução de estruturas de concreto armado são: › NBR 6118/2014: "Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento". › NBR 12654/1992: "Concreto - Controle tecnológico de materiais e componentes - Procedimento". › NBR 12655/2015: "Concreto – Preparo, controle e recebimento - Procedimentos". A parte superior da estrutura de uma edificação que suporta as cargas dos diversos pavimentos e as transmite à infraestrutura é chamada supe- restrutura. O conjunto de elementos que constituem a superestrutura de uma edifi- cação são: › Lajes; › Vigas; › Pilares. • Lajes: Destinam-se a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção, normalmente de pessoas, móveis, pisos, paredes, e os mais variados tipos de carga que podem existir em função dafinalidade. › Lajes maciças: Toda a espessura é composta por concreto, contendo armaduras longitu- dinais de flexão e eventualmente armaduras transversais. › Lajes nervuradas: 12GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras A NBR 6118 define como sendo “as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. › Lajes pré-fabricadas ou pré-moldadas: Define-se como a laje que tem suas partes constituintes fabricadas em escala industrial no canteiro de uma fábrica. • Vigas: São elementos lineares, que são tratados como “barras”, que têm seção transversal com dimensões denominadas “largura” e “altura” e se caracteri- zam, principalmente, pelo comportamento à flexão. Em relação ao seu comportamento estrutural, as vigas podem ser isos- táticas e hiperestáticas (vigas contínuas). • Pilares: São elementos de barra que se caracterizam pelo fato de serem verticais e trabalharem predominantemente à compressão. Em geral, são retos e de seção transversal constante, devem ter garantida a própria estabilidade por engastamento, nas fundações. • Produção: Tipos de mistura: › Manual: Obras de pequena importância (NBR 6118). › Mecanizada: Nas concreteiras, ou na obra, com uso de betoneira. Recomendação para mistura manual: Mistura-se a seco o agregado miúdo e cimento, de maneira a obter-se coloração uniforme. A seguir, adiciona-se e mistura-se o agregado graúdo, e, após isso, adiciona-se a água e mistura-se tudo. Para mistura em betoneiras, a ordem mais aconselhável para colocação dos materiais é a seguinte: 13GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras I. Parte do agregado graúdo + parte da água do amassamento; II. Cimento + restante da água + areia; III. Restante do agregado graúdo. • Transporte: Deve ser o mais rápido possível para se manter homogêneo, evitando-se a segregação dos materiais. O transporte pode ser nas seguintes direções: › Horizontal: carrinhos, caminhões, bombas. › Vertical: caçambas, guinchos, bombas. › Obliquo: correias transportadoras, calhas. • Lançamento: › O concreto deve ser lançado logo após a mistura; › Não se admite o uso de concreto remisturado; › As formas devem ser molhadas antes do lançamento e ser estan- ques; › A altura máxima de lançamento em concretagens comuns é de, no máximo, 2 metros; acima disso devem-se utilizar janelas; * Foto de Rodolfo Quirós no Pexels. 14GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Para as juntas de concretagem, são recomendados os seguintes cuidados: › A superfície do concreto antigo deve tornar-se rugosa esfre- gando-se uma escova de aço, jato de água de tal maneira que o agregado graúdo fique aparente, removendo-se a pasta e o agregado fino. • Adensamento: Cuidados para a aplicação de um vibrador: › O aparecimento de ligeira camada de argamassa na superficie do concreto, assim como o quase completo desaparecimento de bolhas de ar, corresponde ao término do periodo útil de vibração; › Daí em diante, o efeito da vibração será negativo, devido ao fato da separação cada vez maior dos elementos da mistura. › A imersão da ponta vibrante no concreto deve ser rápida e sua retirada muito lenta, ambas com o aparelho em funcionamento. A retirada muito rápida ou com o vibrador desligado poderá deixar um vazio na massa do concreto. • Cura: É o nome que se dá ao conjunto de medidas com a finalidade de evitar a evaporação prematura da água necessária à hidratação do cimento que reage a pega e seu endurecimento. A NBR 6118 exige proteção nos primeiros 7 dias contados a partir da data do lançamento. As condições de umidade e temperatura, principalmente nos primeiros dias, tem importância muito grande nas propriedades do concreto endurecido. Na obra, a cura do concreto pode ser feita por vários processos: › Irrigação periódica das superfícies. › Recobrimento das superfícies com areia ou sacos de aniagem, que são mantidos sempre úmidos. › Emprego de compostos impermeabilizantes de cura. 15GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras › Recobrimento das superfícies com papéis impermeáveis, que im- pedem a evaporação, dispensando o uso de água. › Aplicação superficial do cloreto de cálcio, na razão de 800 g/m2. Este sistema é mais indicado nos climas úmidos, o produto absorve água do ambiente e a retém. 4. Tecnologias construtivas de obras brutas • Alvenaria: A execução de alvenaria consiste em uma etapa fundamental de pratica- mente todas as obras da construção civil. Por isso, é imprescindível que o responsável por acompanhar este serviço conheça todo o método constru- tivo e tenha os cuidados necessários para evitar futuros problemas. Basicamente, alvenaria é constituída de tijolos ou blocos, ligadas ou não por meio de argamassa; tendo como principal função a separação de am- bientes – no caso da alvenaria de vedação. * Foto de Pixabay no Pexels. › Assentamento: Antes da locação das paredes, é necessário conferir a posição de cada 16GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras componente estrutural, como pilares e vigas, com base na marcação da pri- meira fiada. Para lançar as medidas, é indispensável um esquadro de 90° para marcação dos cantos, encontros de paredes e colocação da primeira fiada. › Antes de começar o assentamento, deve-se limpar e umedecer a superfície que receberá a fiada de marcação. › Quando as paredes atingirem a altura de 1,5m, aproximada- mente, deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. › É importante a conferência do nível a cada três ou quatro fiadas assentadas. Da mesma forma, deve-se proceder com a verificação do prumo. › Encunhamento ou respaldo: › Em alvenarias destinadas a fechamento (alvenaria de vedação), deve-se deixar um pequeno vão entre a alvenaria e a viga superior. › Após o período de cura do assentamento da alvenaria e, ainda, depois do adicionamento das cargas principais do pavimento superior, pro- cede-se ao fechamento desse vão, que é o chamado “encunhamento”. › O encunhamento é executado com tijolos maciços, assentados e inclinados com argamassa, e pressionados entre a viga e a alvenaria já executada. › O preenchimento do vão pode, ainda, ser executado com o uso de espuma expansiva de poliuretano e, nesse caso, o vão entre a alvenaria e a viga não deve ser superior a 3 cm. 17GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras › Vergas e contravergas: A fim de evitar a sobrecarga nas esquadrias e o surgimento de prováveis trincas, faz-se necessário o uso de vergas e contravergas. › Vergas: elemento estrutural executado acima dos vãos das portas e janelas. › Contravergas: elemento estrutural executado imediatamente abaixo dos vãos de janelas e vãos de mais aberturas nas alvenarias. • Reboco: A técnica convencional de reboco consiste na aplicação de três camadas de argamassa: chapisco, emboço, reboco. O chapisco é a primeira camada, mais irregular, cuja função é garantir maior aderência às camadas posteriores e é feita com a argamassa grossa sendo lançada na parede com a colher de pedreiro. O emboço é feito com argamassa grossa e serve para regularizar a su- perfície. A terceira camada, o reboco, é feita com argamassa fina que define melhor a angulação de vértices, no encontro entre paredes, e uma textura mais fina para sua superfície. 18GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todosos direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras › Fissuras no reboco: Nas superfícies em que existem elementos de concreto rebocados, pilares ou vigas, é comum aparecerem pequenas fissuras entre estes e as alvenarias de tijolos cerâmicos. Isso se deve ao fato de que o concreto absorve mais água e mais rapidamente do que a cerâmica, podendo ocasionar fissuras no reboco sobre a junção entre estes dois materiais. Também é comum que apareçam fissuras no reboco externo, que se devem à sua própria constituição, pelo fato de a superfície exterior estar exposta a intempéries. Alguns construtores utilizam argamassas mais sofisticadas, em que agre- gam fibras que visam principalmente melhorar seu desempenho mecânico do reboco, prevenindo fissuras. › Sistema DryWall: É uma tecnologia moderna de construção civil que substitui as paredes de alvenaria. O termo significa “parede seca”. As paredes feitas em drywall são compostas por uma estrutura de aço galvanizado e chapas de gesso de alta resistência, fixadas com parafusos autobrocantes em ambos os lados. 19GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras 5. Tecnologias construtivas de obras finas • Piso e revestimento cerâmico: Existe uma variedade muito grande de cerâmicas oferecidas no mercado em vários padrões, cores e dimensões, desde as pastilhas de 2x2 cm até as grandes peças. O assentamento destas peças cerâmicas se dá com o auxílio de argamassas pré-fabricadas chamadas argamassas colantes ou cimento colante. PEI 0 Resistência Baixíssima Paredes PEI 1 Resistência Baixa Banheiros e quartos residenciais PEI 2 Resistência Média Todas as dependências residenciais sem interligação com a área externa PEI 3 Resistência Alta Todas as dependências residenciais (internas e externas) PEI 4 Resistência Alta Todas as dependências residenciais e ambientes comerciais de tráfego médio PEI 5 Resistência Altíssima Todas as dependências residenciais e ambientes comerciais de tráfego intenso 20GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Classe de limpabilidade Remoção da mancha Classe 5 Máxima facilidade de remoção de mancha Classe 4 Mancha removível com produto de limpeza fraco Classe 3 Mancha removível com produto de limpeza forte Classe 2 Mancha removível com ácido clorídrico, hidróxido de potássio e tricloroetileno Classe 1 Impossibilidade de remoção de mancha As principais patologias que ocorre em revestimentos cerâmicos são: › Destacamento: Pode ser chamado de descolamento; este processo ocorre devido a falha ou ruptura na interface entre as camadas piso cerâmico, ou entre base e substrato (alvenaria, estrutura etc). › Trincas, fissuras e gretamento: As trincas ocorrem por problemas na estabilidade do sistema construtivo; já as fissuras e gretamento ocorrem por defeitos nas peças antes mesmo da instalação. › Manchas: As manchas d’água podem ser defeitos na fabricação da peça, devido a furos no esmalte cerâmico. Defeito construtivo, como vazamento na tubu- lação hidráulica, ou associado à retenção de água da preparação da arga- massa colante, está diretamente ligada aos materiais e/ou procedimentos de assentamento. › Deterioração de juntas: Esta patologia compromete todo o revestimento cerâmico, em vista de as juntas serem responsáveis pela estanqueidade e pela capacidade de absorver 21GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras deformações. A deterioração das juntas pode levar à perda da estanqueidade logo após a execução devido a limpezas incorretas que acabam danificando parte do material constituinte, ou por ataques agressivos do meio ambiente. Pode ocorrer também pelo envelhecimento do material de preenchimento aplicado. › Caimento de pisos: Piso Caimento Ambientes não molháveis (quartos e salas) No nível ou no máximo 0,5% Interno, ambientes molháveis (banheiros, cozinhas, lavanderias e corredores de uso comum) 0,5% em direção ao ralo, não deve ser ultrapassado o valor de 1,5% Box de banheiro 1,5% a 2,5% em direção ao ralo Térreo externo aplicado sobre base de concreto simples ou armado Mínimo de 1% Térreo externo aplicado sobre laje Mínimo de 1,5% • Pintura: Para pintar corretamente, é necessário saber tudo sobre pintura de parede e garantir um bom serviço. O tipo de tinta de parede a ser usada depende bastante do local, do tipo de revestimento escolhido e de sua frequência de pintura. Algumas são mais duráveis, outras possuem a facilidade na lavagem. As tintas são formadas por resina (revestimento e proteção), pigmentos (cor), solventes (o cheiro forte, responsável pela textura) e aditivos (variam de acordo com o tipo de tinta, podendo ser de secagem rápida, sem cheiro e de limpeza). 22GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras * Foto de Malte Luk no Pexels. › Principais tipos de tinta: › Acrílica: Solúvel em água, possui um revestimento mais brilhoso, ideal para interio- res e exteriores. Sua camada de resina tem mais capacidade para proteção da cor, por isso é indicada para ambientes externos com mais sol e chuva como fachadas de casas e jardins. Costumam ter uma cor mais forte e vibrante, por isso são preferidas para interiores também e paredes texturizadas. › Látex ou PVA: Também solúvel em água e mais usada em interiores por seu baixo custo. É uma ótima tinta para interiores porque é facilmente lavável com um pano úmido. Seu cheiro é forte, por isso há opções no mercado de látex antialérgica para quem tem alergia ao aroma do PVA da tinta. › Esmalte: Não solúvel em água, possuem uma cobertura mais consistente, por isso é indicada para cobrir superfícies em ferro e materiais semelhantes. Pode ser usada em madeira também. › Epóxi e poliuretano: 23GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Não são tintas solúveis em água e tem alguns fins específicos, como reser- vatórios de água, podendo ainda ser aplicadas em pisos de postos de com- bustíveis e outras obras industriais e comerciais. Possuem um alto poder de revestimento, mas, algumas regras de uso, por isso, são tintas que precisam de mão de obra especializada para o melhor manuseio. Costumam funcionar bem com revestimentos mais longos e duram bastante, mas podem precisar de outros químicos para o manuseio. › Dicas para pintura de parede: › Para ter uma coloração uniforme e mais agradável, o ideal é usar uma tinta mais grossa, sem muita adição de água. › Pode ser mais econômico diluir, mas não é a melhor forma para ter um revestimento plano e de boa qualidade. › Use cores claras se você tiver uma parede desigual ou texturas, pois disfarçam melhor a falta de nivelamento. › Para quartos de crianças ou casa com animais, use tinta lavável, ótima para remover manchas mais facilmente. • Louças e metais: Os consumidores podem ter dificuldade em escolher essas peças, já que há diferentes padrões de qualidade entre marcas, além de diversidade estética. * Foto de Max Vakhtbovych no Pexels. 24GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Além disso, existe um forte movimento da indústria para desenvolver pro- dutos que economizam água. Mas, no fim das contas, a variação dos preços ainda acaba ocorrendo em função do design. O primeiro passo para a escolha das louças e metais é a definição do projeto como um todo. Na planta de layout, é definida a setorização do espaço e também são alocados os móveis. Além disso, é importante ter em mãos as medidasdos ambientes projeta- dos, para que as peças compradas não excedam as medidas. Uma questão interessante é comprar pelo menos as louças e metais no mesmo local. Assim você consegue ver a proporção da altura das torneiras em relação à profundidade da cuba. Verifique, portanto, se o metal e a louça são práticos para o uso no dia a dia. Observe a empunhadura de torneiras, certificando-se de que as medidas estejam de acordo com o projeto. 6. Gestão e projetos de canteiros • Objetivos do planejamento de canteiros: Obter a melhor utilização do espaço físico disponível, de forma a possibilitar que homens e máquinas trabalhem com segurança e eficiência, principal- mente por meio da minimização das movimentações de materiais, compo- nentes e mão-de-obra. • Planejamento do canteiro: O planejamento de canteiro deve ser realizado através de um procedimento sistematizado, compreendendo algumas etapas básicas: › Verificação das necessidades do canteiro: 25GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Devem ser listadas todas as instalações de canteiro que deverão ser lo- cadas, estimando-se a área aproximada necessária para cada uma delas. › Informações sobre o terreno e o entorno da obra: Devem estar disponíveis informações tais como a localização de árvores na calçada e dentro do terreno, pré-existência de rede de esgoto, passagem de rede alta tensão em frente ao prédio, desníveis do terreno, rua de trânsito menos intenso, caso o terreno seja de esquina, etc. Mesmo que estas informações estejam representadas nas plantas dos vários projetos, é recomendável a conferência in loco. * Foto de Anete Lusina no Pexels. › Definições técnicas da obra: Devem estar definidas as principais tecnologias construtivas adotadas, a fim de que se possa ter claro quais serão os espaços necessários para a circulação, estocagem de materiais e áreas de produção. › Cronograma de mão-de-obra: Deve ser estimado o número de operários no canteiro para três fases bá- sicas do layout, ou seja, para a etapa inicial da obra, a etapa de pico máximo de pessoal e a etapa final ou de desmobilização do canteiro. 26GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras › Arranjo físico detalhado: Nesta etapa, define-se, por exemplo, a localização de cada instalação dentro das áreas de vivência, ou seja, as posições relativas entre vestiário, refeitório e banheiro, com as respectivas posições de portas e janelas. › Áreas de vivência e apoio: › Quarto do funcionário residente; › Escritório; › Almoxarifado; › Refeitório; › Vestiário; › Área de lazer; › Instalações sanitárias; › Acesso coberto para pessoas; › Portão de veículos; › Portão de pessoas. › Instalações de movimentação e armazenamento de materiais: › Elevador de carga e posto do operador; › Betoneira; › Baia de areia; › Baia de brita; › Baia de argamassa pré-misturada; › Estoque de cimento; › Estoque de blocos; › Estoque de armaduras; › Estoque de tubos de PVC; › Caçamba ou baia para entulho; › Central de carpintaria; › Central de aço. 7. Gestão de resíduos da construção Popularmente conhecido no Brasil como entulho ou sobras, indo para um termo ou uma linguagem técnica a nomenclatura a ser utilizada é de 27GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Resíduos de Construção e Demolição (RCD), que consistem em todo ou qual- quer material processado nas atividades de construção civil. De acordo com alguns estudos, a geração de resíduos da construção civil no Brasil varia de 54 a 70% dos resíduos sólidos urbanos. No Brasil, já existem algumas políticas públicas que incentivam as cons- trutoras a buscarem melhores práticas em relação ao tratamento dado os resíduos gerados nos canteiros. A principal ação efetivada em termos legais foi a publicação da Resolução CONAMA 307, que surgiu em 05 de Julho de 2002, estabelecendo diretrizes e critérios para a gestão de resíduos da construção civil e disciplinando as ações necessárias para minimizar os impactos ambientais causados por estes resíduos. A fim de auxiliar no tratamento e na destinação em que os resíduos da construção civil devem ter, a Resolução CONAMA 307 propõe uma classifi- cação, divida em quatro categorias: › Classe A: São resíduos reutilizáveis ou recicláveis, como concreto, argamassa, tijolos, blocos, placas de revestimento, inclusive solos prove- nientes de terraplanagem. › Classe B: São resíduos recicláveis, como plásticos, papéis, papelão, vidros, metais e madeiras. › Classe C: São resíduos que ainda não dispõe de tecnologia ou apli- cações economicamente viáveis que permitam a reciclagem ou recuperação, como os produtos provenientes do gesso. › Classe D: São resíduos perigosos, como tintas, solventes e óleos. • Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC Trata-se das atividades que devem ser desenvolvidas dentro dos canteiros de obras, associadas diretamente à geração e ao manuseio dos resíduos, sendo a sua elaboração e implementação de responsabilidade dos Grandes 28GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Geradores de resíduos. O projeto deve ser apresentado, juntamente com o projeto do empreendimento, ao órgão competente do poder público munici- pal, para análise e posterior aprovação, assim legalizando o empreendimento para a construção. Os principais aspectos positivos percebidos diante da implantação de um programa de gestão de resíduos são: › Redução dos custos de coleta; › Redução do desperdício (menor geração de resíduos); › Reaproveitamento dos resíduos dentro da própria obra; › Limpeza e organização nos canteiros; › Redução dos riscos de acidente do trabalho. 29GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Mini Currículo - Profº Dr. Ariovaldo Fernandes de Almeida • Doutor PPG-FAU-UnB; • Mestre em Engenharia Civil – UFG; • MBA Executivo em Liderança e Gestão Empresarial – IPOG; • Engenheiro Civil – PUC-GO; • Professor efetivo dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Arquitetura da Universidade Federal de Goiás – UFG; • Professor titular dos Cursos de MBA em Gerenciamento de Obras, Estruturas e Fundações, Projeto e Execução de Estruturas Metálicas e Madeiras do IPOG; • Professor do curso de graduação em Engenharia Civil do IPOG; • Empresário no ramo de engenharia, com mais de vinte e seis anos de experiência em projetos e execução de obras. 30GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produção nas Obras Referências Bibliográficas AZEREDO, H. A. O edifício até sua cobertura. 2. ed. São Paulo: Edgar Blucher, 1998. MILITO, J. A. de. Técnicas de construção civil e construção de edifícios. Apostila. Coordenador Eng. Civil e Prof. Da PUC-Campinas. Sorocaba: Faculdade de Engenharia de Sorocaba (FACENS), 2006, 303p. SALGADO, Julio. Técnicas e Práticas Construtivas para Edificação, 1.ed. Editora Érica, 2009. https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=178 https://imoveis.culturamix.com/dicas/manual-da-pintura-de-parede/nggal- lery/slideshow Notas de aula - Tecnologia da Construção Civil I - Estruturas de concreto - Prof. Roberto dos Santos Monteiro. https://www.sienge.com.br/blog/materiais-de-acabamento-louca-e-me- tais/ Projeto de gerenciamento de resíduos da construção civil: Uma análise das propostas existentes - Fábio Martins Brum (UFJF), Maria Aparecida Steinherz Hippert (UFJF). 31GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias Módulo: Tecnologias e Boas Práticas de Produçãonas Obras Anotações