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ACE I - Universidade e Sociedade

Caderno de estudos da disciplina Extensão 1: Universidade e Sociedade. Aborda a breve história das universidades e da extensão universitária, projeto interdisciplinar de extensão e Agenda 2030, além de apresentação, palavras dos reitores e considerações finais. Autor: Artur Rodrigues Neto.

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EXTENSÃO 1: 
UNIVERSIDADE E SOCIEDADE
EXTENSÃO 1: 
UNIVERSIDADE E SOCIEDADE
 
 
EXTENSÃO 1: 
UNIVERSIDADE E 
SOCIEDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artur Rodrigues Neto 
 
NEAD – UNIFACVEST | ii 
© 2022 – UNIFACVEST. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer 
processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais. 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________ 
NETO, Artur Rodrigues. Extensão 1: Universidade e Sociedade. 
Caderno de Estudos UNIFACVEST. PaperVest, Lages : SC, 
Brasil, 2022. 22p.: 28 cm 
1. Extensão 1: Universidade e Sociedade – I. I. Título. 
_____________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa: Núcleo de Produção EAD Unifacvest 
Imagem da capa: Copyright © 2010-2022 FreepikCompany 
Imagem livre de Direito Autoral 
Centro Universitário Unifacvest © 2022 - Todos os direitos reservados. 
Av. Mal. Floriano, 947 - Centro - CEP 88503-190 - Lages / SC 
 
 
 
NEAD – UNIFACVEST | iii 
SOBRE O AUTOR 
Artur Rodrigues Neto é graduado em História e Mestre em 
Práticas Transculturais pela UNIFACVEST. Sua experiência 
profissional é como professor de História na educação básica e 
atua no ensino superior ministrando disciplinas como 
Antropologia, Metodologia Científica e Sociologia. No campo da 
pesquisa dedicou-se principalmente à História da Infância em 
Lages-SC e ao universo das narrativas literárias, com enfoque 
nas aproximações e distanciamentos entre História e Literatura 
nas obras de Eduardo Galeano e Lima Barreto. Em 2021 publicou 
o livro História das Ideias Políticas, Econômicas e Sociaispela editora IESDE BRASIL. É 
produtor de materiais didáticos e tutor de Ensino à Distância na UNIFACVEST. 
NEAD – UNIFACVEST | iv 
GHHH 
 
Reitor: Geovani Broering 
Pró-Reitora de Administração e Finanças: Soraya Lemos Erpen Broering 
Pró-Reitor Acadêmico: Ricardo Leone Martins 
Pró-Reitor de Pesquisa e Extensão: Renato Rodrigues 
Núcleo de EaD Unifacvest: Felipe Boeck Fert e Viviane Grassi 
NEAD – UNIFACVEST | v 
Sumário 
v 
Palavras dos Reitores ............................................................................................................... 1 
Breve história das universidadese da extensão universitária ................................................ 4 
Projeto interdisciplinar de extensão e Agenda 2030 ............................................................. 12 
Considerações finais ......................................................................................................... 16 
 
 
 
 
Palavra dos Reitores 
 
 
Caro Leitor 
É com muita satisfação que nos dirigimos a você em nome de nossa 
Instituição de Ensino Superior. 
Estamos sempre dando novos passos na direção de aperfeiçoar a qualidade e a 
abrangência dos nossos serviços educacionais. Saiba que temos seguido à risca a 
legislação e as normatizações emanadas e supervisionadas pelo Conselho Nacional de 
Educação e pelo Ministério da Educação. Essa é a maior razão de termos aprovados e 
reconhecidos nossos Cursos Presenciais e a Distância com os melhores conceitos. 
A nossa estrutura tem qualidade e os nossos colaboradores e professores tem 
a determinação de fazer a diferença na formação de profissionais que precisam ser de 
excelente qualidade e reconhecidos como os melhores pela sociedade e pelos 
empregadores e usuários dos serviços por eles prestados. 
Somos jovens, quando comparados com instituições milenares europeias, 
estamos no caminho da terceira década, mas nossa garra é peculiar deste tempo. Não 
temos medo dos desafios, sabemos que podemos crescer e oferecer as melhores 
opções no setor educacional em nossa cidade sede, em nosso Estado e nos lugares em 
que estivermos presentes com a nossa estrutura ou nossos serviços. 
Queremos salientar que este material de produção científica é fruto dos 
esforços dos nossos acadêmicos e professores e está estruturado para atender 
necessidades de informação e formação acadêmica. Da mesma forma, queremos 
agradecer pela confiança neste trabalho que você tem em mãos. A nossa 
credibilidade é você quem garante. 
Um grande abraço, e boa leitura. 
 
Reitores da UNIFACVEST 
Geovani Broering 
Soraya Lemos Erpen Broering 
 
 
 
 
 
NEAD – UNIFACVEST | 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 3 
APRESENTAÇÃO 
 
Olá, seja bem-vindo (a)! Este é o seu caderno da disciplina Extensão 1: 
Universidade e Sociedade, e nele você encontrará as principais informações para o 
desenvolvimento de seus estudos. A elaboração deste material foi concebida para 
instrumentalizar os acadêmicos do Centro Universitário Facvest – UNIFACVEST na prática 
dessa disciplina. Sua formatação está direcionada para a construção de uma percepção 
teórica e sócio-histórica da prática de extensão, amparando-se em seus respectivos 
marcos legais. Ao mesmo tempo, trata-se de um material que fornecerá subsídios 
conceituais que permitam a realização prática, a qual se refletirá em ações concretas. 
Tais ações são o foco principal da disciplina. Por esse motivo, o material procura apontar 
para algumas possibilidades de extensão, sem a pretensão de esgotar o repertório de 
propostas e estudos que só poderão ser executados no contexto real da prática 
acadêmica. Ressalta-se, portanto, que a execução final dependerá sempre das ações 
manejadas no cotidiano acadêmico entre professores e alunos. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 4 
EMENTA 
Definição, numa perspectiva histórico-filosófica, estudos referentes ao Centro 
Universitário e à Extensão Universitária e a sua função acadêmica e social. Analisa as 
concepções, a legislação e as tendências da Extensão nas Universidades Brasileiras. 
Aborda os procedimentos pedagógicos, metodológicos e técnico-científicos de projetos 
e atividades de extensão universitária, articulados ao ensino de graduação e à iniciação 
científica/Pesquisa. 
 
OBJETIVOS 
Entender a função e responsabilidade social da Universidade e particularmente 
da Extensão Universitária. Discutir o significado da Extensão Universitária em uma 
perspectiva articuladora com o Ensino e a Iniciação científica/Pesquisa, assim como suas 
implicações no processo de formação acadêmico-profissional e de transformação social. 
Elaborar e desenvolver atividades e projetos de Extensão Universitária numa abordagem 
multidisciplinar e interdisciplinar. Divulgar o conhecimento científico produzido às 
comunidades acadêmicas e grupos sociais. 
 
INTRODUÇÃO 
Intitulado Extensão 1 – Universidade e sociedade, este caderno propõe uma 
reflexão histórica e crítica a respeito da formação da extensão universitária no Brasil e no 
Mundo e busca também contextualizar a prática da extensão universitária com o 
presente, apresentando paradigmas teóricos e práticos para a criação de projetos que se 
relacionem com as contradições e desafios da formação profissional e da iniciativa 
científica nesta primeira metade do século XXI. 
Faremos uma visão panorâmica sobre o surgimento das universidades na 
História e seu desenvolvimento tardio no Brasil, bem como analisaremos o desenrolar do 
conceito de extensão universitária em diferentes decretos e marcos legais regulatórios a 
respeito do ensino superior no país. Passaremos também por uma reflexão sobre a 
responsabilidade social das universidades, vinculando este processo às práticas e estudos 
do centro universitário Unifacvest e à relação entre conhecimento científico e os 
diferentes grupos sociais. 
Para encerrar este primeiro caderno sobre extensão universitária 
apresentaremos algumas possibilidades de projetos interdisciplinares e metodologias de 
pesquisa vinculadas a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, para a 
construção do desenvolvimento sustentável no Brasil. 
Bons estudos! 
 
1. BREVE HISTÓRIADAS UNIVERSIDADES E DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA 
A história das universidades no Brasil é bastante recente em relação a outros 
lugares do mundo. Enquanto a Europa consolidou as universidades como instituição 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 5 
social de protagonismo nos séculos finais da Idade Média, sobretudo a partir do século 
XII, o Brasil, por sua vez, conheceu sua primeira universidade somente na primeira 
metade do século XX. É uma história que tem dois aspectos fundamentais: primeiro, 
como dito, é muito recente. O Segundo ponto que serve como fundamento para o 
debate sobre extensão universitária que faremos neste caderno diz respeito a dimensão 
social das universidades brasileiras, que durante grande parte de sua existência enquanto 
instituição foi acessada por uma parte minoritária da população brasileira. A ampliação 
do acesso ao ensino superior às classes populares é ainda mais recente e remonta as 
primeiras décadas do corrente século XXI. 
Para datarmos com maior precisão os argumentos anteriores vamos realizar um 
olhar panorâmico sobre a criação e extensão das universidades no Brasil, de forma que o 
desenvolvimento tardio do ensino superior brasileira fica ainda mais evidente. A primeira 
universidade brasileira foi construída apenas em 1920sob o decreto 14.343. Trata-se da 
tradicional Universidade do Rio de Janeiro e sua criação se relaciona com uma missão 
diplomática do país que receberia o rei da Bélgica para conceder a este o título de doutor 
honoris causa. 
 
 
Diploma da Escola Polytechnica da Universidade do Rio de Janeiro em 1928 
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diploma_da_Escola_de_Engenharia_UFRJ.jpg 
 
Na América Latina há universidades consolidadas desde o século XVI, como a 
universidade São Marcos, no Peru e a Universidade do México, por exemplo. Ambas 
fundadas em 1551. No Brasil, além da Universidade do Rio de Janeiro, já citada, houve 
também a fundação da Universidade de São Paulo na década de 30 do século XX, muitos 
séculos depois destes exemplos de colonização espanhola. 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diploma_da_Escola_de_Engenharia_UFRJ.jpg
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 6 
 
Após a década de 30 o Brasil intensifica o processo universitário e também da 
educação básica na chamada Era Vargas. Em 1931 é promulgado um importante decreto 
que regulariza a questão do ensino superior no país. É o Estatuto das Universidades 
Brasileiras que definia as orientações para a formação e unificação de faculdades em 
universidades oficiais, geridas pelo Estado, ou livres, geridas pela iniciativa privada. Neste 
período ainda não se discutia o conceito de extensão universitária. A instituição 
universitária consistia na formação e divulgação de pesquisas para as classes sociais 
minoritárias que tinham acesso as letras e a educação formal. 
A partir da década de 1930 as universidades passam a figurar nas fotografias das 
principais capitais brasileiras. A consolidação da extensão universitária tal como a 
conhecemos hoje, vinculando a relação do conhecimento científico à comunidade é algo 
que remonta a organização dos profissionais da educação já nos idos da década de 1960. 
Mas antes de iniciarmos a descrição desse desenvolvimento é importante discutir sobre o 
conceito de extensão universitária e a formação histórica desta ideia. 
Para pensar a extensão universitária no Brasil é necessário que estejamos 
atentos a função social do conhecimento científico. Para quê e para quem servem as 
universidades? Qual a capacidade de reprodução e/ou transformação da vida social nos 
oferecem os bancos universitários? Como se relacionam o saber e o poder? O 
conhecimento tradicional e popular é compatível com o saber acadêmico? As práticas 
cotidianas constituem campo de reflexão e atuação entre os acadêmicos do Brasil? Essas 
e outras perguntas acerca das relações sociais e/na produção do conhecimento estão 
intrínsecas a discussão que faremos neste caderno sobre extensão universitária no Brasil. 
A universidade é hoje constituída de três características concomitantes para seu 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 7 
funcionamento: Ensino, Pesquisa e Extensão. Para que o ensino atinja efetividade é 
necessário que se efetuem pesquisas para a produção do saber e apropriação do 
conhecimento. O conhecimento, no entanto, não adquire sentido quando não é 
socialmente compartilhado. E é na socialização do saber produzido por diferentes grupos 
sociais e áreas do conhecimento que se estabelece a extensão universitária. Diz respeito 
à produção científica das universidades e sua relação com a sociedade em que se insere. 
Tanto para transformá-la, quanto para reproduzi-la em suas contradições, a depender do 
enfoque admitido pela extensão universitária. 
O início da ideia de extensão universitária remonta à Europa do século XIX e à 
consolidação gradual do sistema capitalista no mundo. Neste tempo histórico as 
transformações do mundo tecnológico e social através da revolução industrial já havia se 
tornado uma realidade material em grande parte do globo. E com estas transformações, 
também as suas contradições. 
Em um mundo marcado por uma produtividade nunca antes vista, com 
ampliação das indústrias e mercados, houve também uma reorganização da vida social 
no espaço urbano e a divisão da sociedade em duas principais classes sociais que 
vivenciavam a dinâmica das sociedades fabris: a burguesia, dona dos meios de produção 
(as fábricas, as terras, etc.) e o operariado, dona da força de trabalho. 
Esta sociedade profundamente marcada pela desigualdade social e econômica 
nas cidades possui contradições que se não mediadas pelo Estado e suas instituições, 
pelas classes dominantes e seus representantes e pela luta dos dominados, dos excluídos 
e dos marginalizados. É nesse contexto, no seio destas contradições que surge a 
extensão universitária. 
 
Ferro e Carvão, de William Bell Scott (1855-60). Cotidiano dos trabalhadores no período da 
revolução industrial. Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial#/media/Ficheiro:William_Bell_Scott_-
_Iron_and_Coal.jpg 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial#/media/Ficheiro:William_Bell_Scott_-_Iron_and_Coal.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial#/media/Ficheiro:William_Bell_Scott_-_Iron_and_Coal.jpg
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 8 
 
Os primeiros movimentos da extensão universitária na Inglaterra do século XIX, 
por exemplo, estavam relacionados a estes grupos sociais marginalizados pelo sistema 
capitalista e configuraram-se de diferentes formas. É nesse contexto que: 
 
O Estado e outras instituições responsáveis pela manutenção da ordem 
social despertaram para a necessidade de oferecer políticas capazes de 
atender/neutralizar reivindicações operário-populares, que também as 
universidades se voltaram, de fato, para a questão social, inicialmente, 
e, depois, para um amplo conjunto de campos e interesses, que vão da 
educação de jovens e adultos às políticas públicas de saúde e tecnologias 
à prestação de serviços, da produção cultural ao monitoramento, 
avaliação de políticas públicas, entre muitas outras atividades. (DE PAULA, p. 
9, 2013). 
As mudanças sociais que levaram os camponeses para a cidade e os trabalhadores 
das manufaturas para o chão de fábrica, como operários, fizeram com que a 
universidades também se transformassem. Era impossível que as instituições de ensino e 
a intelectualidade pudessem passar ilesas pelas transformações que afetaram toda a vida 
social na Europa e no mundo a partir da revolução industrial. 
Esta nova classe social, o operariado, que formava a imensa maioria dos 
habitantes das sociedades industriais, vivia em condições insalubres nos centros urbanos. 
Com jornadas de trabalho de 14 a 16 horas diárias e tendo em suas fileirastrabalhadores a 
partir de 5 anos de idade, esta classe começou a protagonizar uma série de revoltas e 
lutas sociais no seio da sociedade capitalista (DE PAULLA, 2013). 
A comuna de paris de 1871, por exemplo, foi a primeira vez que os trabalhadores 
decidiram protagonizar o destino construindo uma tomada de poder e lutar pela 
distribuição das riquezas e dos direitos produzidos na sociedade industrial. Para tanto, 
baseavam-se nos ideais socialistas e anarquistas, que propunham uma revolução social 
baseada na luta entre as classes sociais do operariado e da burguesia. 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 9 
 
Barricade The Paris Commune May, 1871. AndreDevambez, 1911. Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Barricade-the-paris-commune-may-1871-andre-devambez-
677166a1.jpg 
 
Para intervir nesta realidade social de desigualdade e ao mesmo tempo evitar o 
aprofundamento das revoltas e dos ideais revolucionários, a universidade e outras 
instituições, como a igreja católica, iniciam uma série de programas de assistência social 
junto aos grupos subalternos da sociedade industrial. A alfabetização da classe operária e 
a cientifização das sociedades fabris são marcas desse olhar das universidades para o 
campo social através da extensão universitária no século XIX. 
No Brasil dos anos 1960 o conceito de extensão universitária se pauta no interior 
de uma série de lutas pela democratização do acesso ao conhecimento científico, por um 
lado e da incorporação dos saberes populares às universidades, por outro. Esteve 
diretamente associada a luta por direitos para a população. 
Em 1964 com o advento do golpe militar que afastou do poder o presidente João 
Goulart as contradições da sociedade brasileira não estiveram concentradas apenas no 
campo político institucional. Todas as esferas da sociedade estiveram povoadas por 
disputas por direitos que vinham sendo consolidados pelas reformas populares de João 
Goulart e dos movimentos sociais e pela organização dos trabalhadores e intelectuais de 
diversos campos sociais. 
Segundo Moacir Gadotti (2017) a extensão universitária nesta década foi fruto da 
mobilização de alguns movimentos sociais como a UNE – União nacional dos estudantes, 
que com o projeto UNE Volante propunham caravanas de estudantes pelo Brasil para 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Barricade-the-paris-commune-may-1871-andre-devambez-677166a1.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Barricade-the-paris-commune-may-1871-andre-devambez-677166a1.jpg
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 10 
conscientizar a população sobre os seus direitos. É também parte desse período de 
articulação política a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP), o Movimento de 
Educação de Base e a experiência do educador Paulo Freire na Universidade de Recife, 
com o Serviço de Extensão Cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paulo Freire 1 Fotografia de 1977. 
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Paulo_Freire_1977.jpg 
Paulo Freire é tido como um dos maiores educadores mundiais, sendo o 
intelectual brasileiro mais citado em trabalhos científicos ao redor do mundo. Pedagogo, 
criou um modelo pioneiro de extensão universitária no país e um método de 
alfabetização que utilizava os saberes populares como base estrutural da construção do 
conhecimento. Uma das experiências que consagraram o trabalho do Seviço de Extensão 
Cultural dirigido por Freire foi a de Angico, no sertão do Rio Grande do Norte. Na ocasião 
Freire e seu grupo de professores alfabetizaram cerca de 300 trabalhadores rurais em 40 
horas. 
Para Freire, segundo Gadotti (p. 2, 2017), a experiência popular de extensão 
universitária defendida pelo educador “significa troca de saberes acadêmico e popular 
que tem por consequência não só a democratização do conhecimento acadêmico, mas, 
igualmente, uma produção científica, tecnológica e cultural enraizada na realidade”. 
Essa experiência de alfabetização e extensão como troca de saberes populares e 
científicos é uma ilustração muito efetiva do contexto de extensão universitária ligada a 
lutas por direitos na primeira década da ditadura militar. Vivida em 1963 pode, ainda 
assim, jogar luz sobre metodologias e intencionalidades dos projetos que podemos 
articular de acordo com as necessidades e sabedorias populares da atualidade. Abaixo, 
segue uma dica de documentário sobre a experiência de Freire em 1963: 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 11 
 
 
Disponível no youtube, o documentário 40 horas na memória, produzido pela Universidade 
Federal Rural do Semi-Árido, remonta e celebra o projeto pioneiro de Paulo Freire na alfabetização de 
Jovens e Adultos. Produzido em 2013 o audiovisual comemorou os 50 anos da experiência do Serviço de 
Extensão Cultural idealizado pelo educador. Link do documentário: 
https://www.youtube.com/watch?v=PkN97kOriJc 
Em 1968 surge o primeiro marco legal efetivo da extensão universitária. Trata-se 
da lei 5.540/68 que regula a relação entre a produção do conhecimento acadêmico e a 
necessidade de transmissão desta sabedoria formal para a população. Veja o artigo 20 
desta resolução, que sintetiza a concepção adotada, no quadro abaixo: 
 
“as universidades e as instituições de ensino superior estenderão à 
comunidade, sob a forma de cursos e serviços especiais, as atividades de ensino e os 
resultados da pesquisa que lhe são inerentes” 
Lei 5.540/68. Artigo 20. 
 
 
Resultado de experiências e embates no campo da educação, como vimos, este 
marco legal estabelece o conceito tradicional de extensão universitária, ou seja: uma 
forma de estender o conhecimento científico até as populações que não acessavam as 
instituições de ensino superior. 
Durante o regime militar Paulo Freire foi preso por 72 dias em 1964 e depois 
forçado ao exílio por ser considerado um subversivo. A repressão ao pensamento crítico, 
às organizações estudantis e de trabalhadores são uma marca do período que vai de 1964 
a 1985, de forma que a censura e o aparelhamento militar das universidades foram 
intensas. 
Com o fim da ditadura em 85, uma série de intelectuais e movimentos saem da 
clandestinidade e do exílio e passam a disputar os formatos e experiências de uma 
educação democrática. A extensão universitária não passa incólume a este processo e a 
https://www.youtube.com/watch?v=PkN97kOriJc
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 12 
criação do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas 
Brasileiras, em 1987, marcam um retorno a concepções mais críticas de extensão 
universitária. Hoje denominada FORPROEX (Fórum de Pró-Reitores de Extensão das 
Instituições de Educação Superior Públicas Brasileiras) esta organização compreende a 
extensão universitária como um processo dinâmico e democrático. Veja no quadro 
abaixo as diretrizes desta concepção, segundo Moacir Gadotti (p. 2, 2017): 
 
a Extensão Universitária foi entendida como um processo educativo, cultural 
e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a 
relação transformadora entre Universidade e Sociedade. Para o FORPROEX, A 
Extensão Universitária é "uma via de mão-dupla" entre Universidade e sociedade. O 
saber acadêmico e o saber popular se reencontravam. 
GADOTTI, Moacir. Expensãouniversitária : Para quê?. 2017 
 
 
Com a redemocratização do país outros marcos legais foram se tornando 
fundamentais para a compreensão do papel social das universidades e da extensão 
universitária no Brasil. A própria constituição promulgada em 1988, chamada de 
constituição cidadã, em em 1996 a criação das Leis de Diretrizes e Bases da educação dão 
o tom de uma nova etapa da história nacional e da educação concomitantemente. 
A LDB de 1996 (Lei 9.394/96) estabelece a indissociabilidade entre as três 
funções obrigatórias das universidades: o ensino, a pesquisa e a extensão. Configura a 
extensão universitária como um processo que envolvea comunidade e a universidade 
em uma troca de saberes e em busca de soluções para as contradições e necessidades do 
país. É nessa perspectiva que se deve pensar os projetos de extensão que se faz durante 
a trajetória acadêmica, como veremos mais adiante. 
Para organizar seus estudos vamos dialogar com o artigo do professor João 
Antônio de Paula (2013) e sistematizar a extensão universitária no Brasil em 3 grandes 
etapas, como você pode conferir no quadro abaixo: 
 
1. A anterior a 1964, cuja centralidade foi dada pela campanha pela Escola 
Pública e pela aproximação com o movimento das Reformas de Base, a partir de 
obra e de prática de Paulo Freire 
 
2. A etapa que vai de 1964 a 1985, polarizada pela emergência e demandas dos 
movimentos sociais urbanos 
 
3. A terceira etapa corresponde ao período pós-ditadura e se caracteriza pela 
emergência de três grandes novos elencos 
 
Os três novos elencos citados no artigo dizem respeito aos movimentos sociais 
urbanos e rurais; a ampliação do conceito de cidadania incorporando novos grupos e 
sujeitos sociais; e as demandas do setor produtivo, tecnológico e de serviços para o 
desenvolvimento nacional (DE PAULA, 2013, p. 19/20). 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
NEAD – UNIFACVEST | 13 
Já no século XXI a extensão universitária passa a ser defendida como parte do 
currículo formativo dos acadêmicos. Este caderno e os projetos que você defenderá 
junto aos professores da UNIFACVEST estão neste ínterim como resultado de um longo 
processo histórico como temos visto aqui. As diretrizes legais de forma detalhada você 
verá no Caderno 2 – Mídia eCidadania, escrita pelo professor da instituição Rafael Araldi 
Vaz. No entanto, veja abaixo uma cronologia da curricularização da extensão 
universitária para contextualizar a discussão: 
 Plano Nacional da Educação (PNE) 2001 – 2010: Obrigatoriedade de 10% dos 
créditos curriculares exigidos para a graduação, integralizados em ações 
extensionistas. 
 Plano Nacional da Educação (PNE) 2014 – 2023: Assegurar, no mínimo, 10% 
(dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação 
em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, 
prioritariamente, para áreas de grande pertinência social. 
 Resolução nº 7 - 2018: As atividades de extensão deverão fazer parte da 
matriz curricular dos cursos, compondo o mínimo de 10% do total da carga 
horária do curso. Compreende-se que a interação entre pesquisa-iniciação 
científica e ensino se dará no interior dos componentes curriculares 
oferecidos na grade curricular de cada curso. 
É de acordo com as normas e diretrizes acima citadas que a UNIFACVEST 
constrói seus projetos de extensão universitária, ou seja: articulando os projetos de 
extensão às demandas sociais nas quais está inserida, vinculando de forma conjunta e 
indissociável o ensino, a pesquisa e a extensão. Os trabalhos de iniciação científica na 
área de extensão devem envolver, portanto, coleta e análise de dados, divulgação e 
publicação. 
Para realizar os projetos de extensão universitária durante sua trajetória no 
ensino superior, vamos apresentar a seguir algumas ideias consolidadas 
internacionalmente para a construção de um futuro com equilíbrio social e 
sustentabilidade e que podem servir como uma orientação nas suas produções 
acadêmicas para além dos muros da universidade. Nossa intenção é que ao mesmo 
tempo em que os conhecimentos adquiridos na sua área de formaçãopossam ser levados 
para diálogo com a comunidade, você possa também fazer de forma transversal e 
interdisciplinar um diálogo com as demandas e sabedorias populares. 
Para tanto, fique atento as resoluções da agenda 2030 estabelecidas pela ONU – 
Organização das Nações Unidas – como objetivos e desafios contemporâneos do Brasil 
nesta década. Elas serão apresentadas nas reflexões a seguir. 
 
2. PROJETO INTEDISCIPLINAR DE EXTENSÃO E AGENDA 2030 
Você verá no caderno 2 de extensão que nas diretrizes da resolução nº7 de 2018, 
que regulam a extensão universitária no interior do currículo formativo, que os projetos 
Extensão 1: Universidade e Sociedade 
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de extensão devem ter uma série de compromissos com a melhora da sociedade em que 
vivemos e com a transformação e superação das desigualdades e desequilíbrios. 
Entendemos que a Agenda 2030 podem ser objetivos que orientem o plano de ação que 
os acadêmicos e professores devem desenvolver no decorrer dos semestres. 
Antes de apresentar os 17 objetivos globais para a erradicação da pobreza e pela 
sustentabilidade do planeta é importante frisar que a agenda 2030 aqui é uma 
provocação para despertar ideias e motivações para professores e acadêmicos e não um 
pressuposto para ser seguido acriticamente. É no decorrer das aulas, diálogos, debates, 
com o corpo acadêmico, os estudos e a comunidade que os projetos serão construídos. 
A agenda é uma construção assinada pelo Brasil e por outros 192 países que 
compõem a Organização das Nações Unidas. No Brasil a agenda tem 17 objetivos 
ambiciosos para a construção de um país mais justo e sustentável. Estes objetivos foram 
estabelecidos de acordo com as necessidades de uma realidade social marcada por 
desigualdades históricas e estruturais no campo econômico, de gênero, racial e 
ambiental. 
Entendemos que a universidade deve contribuir para que a sociedade caminhe em 
direção da resolução destes objetivos. Evidentemente que os acadêmicos da 
UNIFACVEST devem pensar a transformação da realidade a partir de seu próprio universo 
de experiência. É nos bairros, grupos sociais e demais comunidades com os quais se 
relacionam que os estudantes devem construir seus projetos de extensão, articulando os 
desafios locais com os desafios globais. Para tanto, é necessário que se desenvolva um 
plano de ação, uma metodologia de pesquisa, um corpo teórico que fundamente a sua 
atuação, como veremos mais detalhadamente a seguir e no caderno 2. 
Observe abaixo quais são os objetivos aglutinadores desta agenda global no 
Brasil: 
 
1.Erradicação da Pobreza; 2. Fome zero e agricultura sustentável; Saúde e bem-estar; 4. Educação de 
qualidade; 5. Igualdade de Gênero; 6. Água potável e saneamento; 7. Energia limpa e acessível; 8. 
Trabalho decente e crescimento econômico; 9. Indústria, inovação e infraestrutura; 10. Redução das 
desigualdades; 11. Cidades e comunidades sustentáveis; 12. Consumo e produção responsáveis; 13 Ação 
contra a mudança global do clima; 14. Vida na água; 15 Vida terrestre; 16. Paz, justiça e instituições 
eficazes; 17. Parcerias e meios de implementação. 
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Estes objetivos devem ser articulados de acordo com a área de formação do 
acadêmico. A articulação de ensino, pesquisa e extensão deve permear todo o projeto, 
portanto os conteúdos estudados durante a realização das disciplinas do semestre 
devem aparecer nos projetos junto à comunidade. Para fundamentar teoricamente um 
projeto que dialoga com estes objetivos, o site da Agenda 2030 traz uma série de 
reflexões sobre cada um destes temas.1 
Cada projeto deve ser produzido de acordo com os formulários de extensão 
estabelecidos pela instituição, pela ementa da disciplina e devem preencher os tópicos 
abaixo: 
 Título 
 Área de conhecimento 
 Objetivo geral 
 Objetivos Específicos 
 Justificativa 
 Metodologia 
 Local de realização 
Os projetos de extensão devem ser construídos de acordo com as Diretrizes da 
Extensão na Educação Superior e devem ser estruturadas de acordo com estas principais 
características (BRASIL, 2018): 
1. A interação dialógica da comunidade acadêmica com a 
sociedade; 
2. A formação cidadã dos estudantes; 
3. A produção de mudanças na própria instituição superior e nos 
demais setores da sociedade; 
4. Articulação entre ensino/extensão/pesquisa 
 
Enquanto o projeto é realizado a partir de uma relação de interesses e 
conhecimento prévios do estudantea respeito da comunidade com que pretende atuar e 
do conteúdo sobre o qual pretende atuar, o relatório de extensão, por sua vez, deve ser 
constituído de percepções acerca do trabalho realizado levando em conta os dados 
levantados com pesquisa, os resultados das ações promovidas, a amplitude do projeto. 
Toda a análise da ação que compõe o relatório deve ser feita de maneira científica, com 
rigor metodológico e fundamentação teórica. 
Pegando como exemplo um projeto que trabalhe a questão ambiental, em 
diferentes áreas do conhecimento, é possível dialogar com diversos temas da agenda de 
 
1 Site: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs 
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
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forma concomitante. Se o assunto que o acadêmico pretende trabalhar diz respeito a 
mudanças climáticas e aquecimento global, é possível articular este tema com as mais 
variadas áreas do conhecimento e estabelecer um enfoque especial, como por exemplo: 
hábitos culturais que contribuem para a preservação ambiental, reciclagem, análise de 
territórios e produção de resíduos, divulgação de tecnologias artesanais, possibilidades 
de reciclagem, material com dicas para a população sobre uso da água. Aliado a um 
projeto de ação é possível fazer uma pesquisa junto à comunidade, que pode ser 
qualitativa ou quantitativa. 
Os diferentes formatos de extensão universitária, bem como as diferentes 
mídias possíveis de serem utilizadas nos projetos serão apresentadas de forma minuciosa 
no segundo caderno e certamente permitirão que o acadêmico construa uma relação 
entre o conhecimento científico e as necessidades da população para transformar a 
realidade. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Vimos que a extensão universitária tal como a entendemos hoje foi um processo 
social e histórico longo de disputas no seio da sociedade brasileira. Entendemos as 
peculiaridades do Brasil na História da educação superior em relação a Europa e a 
América latina e discutimos a necessidade da extensão universitária estar vinculada a um 
compromisso ético com todo o corpo social. 
Entendemos que a extensão universitária não trata-se somente de levar o 
conhecimento para além dos muros da universidade, mas dialogar com a população com 
base nas diferentes sabedorias e demandas sociais de forma a intervir coletivamente no 
processo de desenvolvimento sustentável das regiões e coletivos humanos em que 
estamos inseridos. 
Este caderno é o início de uma grande jornada na relação entre a ciência e a vida 
em sociedade que os acadêmicos terão ainda durante toda a sua formação superior. 
Todas as ações que envolvem essa curricularização da extensão universitária deve servir 
para a formação da cidadania, com criticidade, conhecimento das causas em que atuam 
os envolvidos no processo e que se dará durante toda a vida, durante e depois de 
completar a graduação. 
Todo o conhecimento produzido no ensino superior está inserido em contextos 
de conquistas individuais que alteram a vida de quem completa este ciclo importante e 
repleto de desafios. Mas além destas conquistas profundas e fundamentais em nossas 
vidas, nossas comunidades precisam acompanhar estas conquistas e é nesse processo de 
intervenção e diálogo com a sociedade que o conhecimento que adquirimos passa a 
possuir sentido e significado. 
Esperamos que este caderno lhe ajude a compreender os desafios, bem como 
colabore com resultados práticos e efetivos na vida de todos os envolvidos. O diálogo 
apenas inicia nas palavras que aqui se apresentam, mas devem ser ampliados na relação 
entre professores, tutores e acadêmicos para a formação de projetos e relatórios com 
capacidade crítica, intenção solidária, vivência cientifica e fraterna. 
Os desafios sanitários, sociais e econômicos que compõem o cenário desta 
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primeira metade do século XXI são gigantescos e sem a contribuição da universidade não 
há perspectiva de um futuro mais justo, livre e igualitário como prega a nossa 
constituição federal de 1988. Portanto, vamos ao trabalho! 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2018. 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 7, de 18 de dezembro de 2018, que 
estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o 
disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014. Disponível em: http://mec.gov.br. acesso em: 
29 de março de 2021. 
COSTA, Aryana Lima. A extensão na formação de profissionais de história. In: Revista 
Brasileira de História. São Paulo, v. 30, nº 60, p. 35-53, 2010. 
DE PAULA, João Antônio - Interfaces - Revista de Extensão, v. 1, n. 1, p. 05 - 23, jul./nov. 2013 
GADOTTI, Moacir. Extensão universitária: Para quê?. São Paulo: Instituto Paulo Freire. 
2017. Disponível em: 
https://www.paulofreire.org/images/pdfs/Extens%C3%A3o_Universit%C3%A1ria_-
_Moacir_Gadotti_fevereiro_2017.pdf 
LOUBAK, Ana Letícia. O que é podcast? Saiba tudo sobre os programas de áudio online. 
2019. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/12/o-que-e-podcast-
saiba-tudo-sobre-os-programas-de-audio-online.ghtml. Acesso em 12 de março de 2021. 
MIHALIUC, Katherinne de Macêdo Maciel; MORAES, Silvia Elizabeth. Atividades de 
Extensão nos Currículos dos Cursos de Graduação: Formação Socialmente Responsável e 
Considerações à luz da Resolução CNE/CES N.7/2018. VI Congresso Internacional do 
Direito da Lusofonia. Fortaleza: Universidade de Fortaleza, 2019. Disponível em: 
https://www.unifor.br/documents/392178/2741263/Congresso-Internacional-da-Lusofonia-
GT9Atividades+de+extensao+nos+curriculos+dos+cursos.pdf/d88172d6-6c33-08b2-e795-
9ad7fa8633bc. Acesso em 20 de abril de 2021. 
RODRIGUES, Renato. Gonçalves, José Correa. Procedimentos de metodologia científica. 
10.ed. Lages, SC. PAPERVEST. 2021. 
SANTOS, B.S. Universidade do Século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória 
da Universidade. São Paulo: Cortez, 2004. 120p. (Coleção questões da nossa época; v. 
120). 
 
 
 
 
http://mec.gov.br/
https://www.paulofreire.org/images/pdfs/Extens%C3%A3o_Universit%C3%A1ria_-_Moacir_Gadotti_fevereiro_2017.pdf
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