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1 
 
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - UNIFESSPA 
Faculdade de Geologia – FAGEO 
 
GEOL01030 – Petrologia Ígnea 
2022.2 - Turma 2019 
Professor Daniel F. Martins de Sousa 
TEXTURAS* 
 
* Extraído de MacKenzie W.S., Donaldson C.H., Guilford C. 1982. Atlas of igneous rocks and their textures. 
Longman. 148p. 
 
Texturas são as relações geométricas entre os minerais constituintes de uma rocha e qualquer material amorfo (vidro 
ou gás em cavidades) que possa estar presente. As texturas têm as seguintes propriedades: 
1. Cristalinidade (grau de cristalização): proporção relativa entre vidro e cristais; 
2. Granulação (tamanho do grão): tamanho absoluto e relativo dos cristais; 
3. Forma dos cristais; 
4. Relações entre cristais ou material amorfo 
 
Observação: A petrografia (da qual as relações texturais são parte) é o lado descritivo da petrologia enquanto a 
petrogênese é o lado interpretativo. 
 
1) Cristalinidade 
Quanto à cristalinidade, as rochas ígneas variam de inteiramente cristalinas a inteiramente vítreas. Os 
seguintes adjetivos são utilizados: 
 
100% cristais 100% vidro 
holocristalina hipocristalina 
ou hipohialina 
holohialina 
 
Obs. Vítreo e hialino são designações indicativas de que a rocha é mais ou menos inteiramente composta de vidro. 
Ex: granito holocristalino, basalto hipocristalino, tufo riolítico vítreo. 
2) Granulação 
Esta propriedade envolve três conceitos diferentes: 
A) o que se pode ver à vista armada ou desarmada, 
B) tamanho absoluto dos cristais; 
C) tamanho relativo dos cristais. 
 
2A) Classificação baseada no que se pode ver à vista armada e desarmada: 
❖ Textura Fanerítica (ou fanerocristalina): Os minerais podem ser identificados à vista desarmada 
❖ Textura Afanítica: Com exceção dos fenocristais, os minerais não podem ser identificados à vista desarmada. 
Essa textura inclui os subtipos: 
▪ Textura microcristalina: os minerais podem ser identificados em seção delgada com o 
auxílio de microscópio petrográfico. Cristais extremamente pequenos e que mostram cores 
de interferência são denominados micrólitos 
▪ Textura criptocristalina: os minerais são muito pequenos e não podem ser identificados nem 
mesmo em microscópio. Cristais globulares, em bastonetes ou capilares e que são muito 
pequenos para mostrarem cores de interferência são conhecidos como cristalitos 
Ex: basalto microcristalino, rocha criptocristalina, granito fanerocristalino, matriz criptocristalina em tufo. 
 
2B) Classificação baseada no tamanho absoluto dos cristais: 
• Grossa: diâmetro dos cristais > 5 mm 
2 
• Média: diâmetro dos cristais 1-5 mm 
• Fina: diâmetro dos cristais Aug). 
Classificação: augita-olivina basalto fírico 
 
- Textura Seriada: variação contínua no tamanho dos cristais. Se há uma quebra no intervalo de 
tamanho dos cristais, a textura Hiatal pode ser empregada. 
Ex. peridotito equigranular, andesito porfirítico, basalto fírico, olivina basalto seriado. 
3. Forma dos cristais 
3A) Termos que expressam a qualidade de desenvolvimento das faces do cristal: 
Preferível* Sinônimo Sinônimo Significado 
Euédrico Idiomórfico Automórfico Cristais limitados por suas faces 
características 
Subédrico Hipidiomórfico Hipautomórfico Cristais limitados somente por algumas 
de suas faces características 
Anédrico Alotriomórfico Xenomórfico Cristais desprovidos de suas faces 
características 
Ex. olivina euédrica em basalto, fenocristal anédrico de olivina em basalto. 
 
3B) Termos que expressam a forma tridimensional do cristal: 
• Equidimensionais: grão, gota, gotícula 
• Inequidimensionais: tabular, lamelar, laminar (ripa), colunar (prismático), acicular 
• Específicos: esquelético, dendrítico, embaiado 
Ex. ilmenita esquelética, quartzo embaiado 
4. Relações entre cristais ou material amorfo 
4A) Texturas equigranulares 
Preferível* Sinônimo Definição 
Granular euédrica Granular panidiomórfica A maior parte dos cristais é euédrica e de 
tamanho uniforme 
Granular subédrica Granular hipidiomórfica A maior parte dos cristais é subédrica e de 
tamanho uniforme 
Granular anédrica Granular alotriomórfica A maior parte dos cristais é anédrica e de 
tamanho uniforme 
Ex. hornblendito granular euédrico, granito granular 
3 
 
4B) Texturas inequigranulares 
Porfirítica: cristais maiores (fenocristais) em uma matriz relativamente mais fina; 
Seriada: cristais mostram variação contínua de tamanho; 
Hiatal: há uma quebra no intervalo de tamanho dos cristais; 
Glomeroporfirítica: variedade da textura porfirítica, onde vários fenocristais se agrupam; 
Poiquilítica: cristais de um ou mais minerais inclusos dentro de um fenocristal; o cristal hospedeiro é denominado 
oikocristal e o incluso de chadacristal; 
Ofítica: é uma variação da textura poiquilítica, na qual os chadacristais, desorientados, são alongados e estão 
completamente (ou quase) inclusos no oikocristal (chadacristais em maior quantidade que oikocristais). A ocorrência 
mais comum é de ripas de plagioclásio (chadacristal) envolvidos por cristais de piroxênio (oikocristais) em basaltos; 
Subofítica: semelhante à textura ofítica, porém os chadacristais estão parcialmente inclusos nos oikocristais 
(chadacristais e oikocristais em número aproximado). Comum em diabásios e gabros; 
Intersticial: duas variedades são identificadas com base no material que ocupa os espaços angulosos entre as ripas de 
plagioclásio (textura comum em rochas máficas – basalto, diabásio, gabro): 
❖ Intersertal: vidro ou material hipocristalino ocupa (parcialmente a totalmente) os espaços entre as 
ripas de plagioclásio 
❖ Intergranular: minerais ferromagnesianos (piroxênio, olivina) e minerais opacos ocupam os espaços 
entre as ripas de plagioclásio 
Ex: basalto tholeiítico glomeroporfirítico, diabásio subofítico, olivina gabro intergranular. 
 
4C) Texturas orientadas ou direcionadas 
Existem vários tipos, destacando-se: 
Traquítica: arranjo subparalelo de microcristais (ripas) de feldspato em rocha vulcânica. O termo não se restringe às 
rochas de composição traquítica; andesitos também podem exibir essa textura. Alinhamento dos cristais ocorre em 
função do fluxo de lava; 
Traquitóide: Arranjo subparalelo de cristais tabulares ou prismáticos de granulação mais grossa (termo correspondente 
para rochas plutônicas); 
Textura de crescimento paralelo: um único cristal alongado e esquelético, que em lâmina pode parecer como um 
punhado de cristais com mesma direção de alongamento e mesma orientação ótica. 
 
4D) Texturas de intercrescimento 
Gráfica e Micrográfica: intercrescimento entre dois minerais produzindo a aparência de escrita cuneiforme. É muito 
comum o intercrescimento de feldspato alcalino e quartzo. Textura comum em rochas pegmatíticas; 
Granofírica: intercrescimento de feldspato alcalino e quartzo comumente radiado no entorno de cristaisde feldspato, 
sendo menos regular do que a textura micrográfica. Pode também estar presente nos interstícios dos grãos da rocha. 
Textura comum em rochas subvulcânicas (hipabissais): granitos granofíricos ou granófiros; 
Mirmekítica: intercrescimento de plagioclásio e quartzo vermicular. É frequentemente encontrado nas bordas de 
cristais de feldspato alcalino; 
Intercrescimentos lamelares e goticulares: lamelas paralelas ou trilhas de gotículas de um mineral estão inclusas em 
outro mineral hospedeiro. Resultam da exsolução (separação) de uma fase homogênea em 2 fases distintas (exsolução 
é um termo interpretativo, e não descritivo). Exemplos: 
Pertita: lamelas de exsolução de feldspato sódico (albita) em feldspato potássico (microclínio ou 
ortoclásio) 
Antipertita: lamelas de exsolução de feldspato potássico (microclínio ou ortoclásio) em feldspato 
sódico (albita) 
Simplectítica: é caracterizada pelo intercrescimento de dois minerais, sendo que um deles possui forma vermicular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
4E) Texturas radiadas 
Textura radiadas são mais frequentes em rochas de granulação fina (mas não exclusivamente): 
Esferulítica: são corpos esferoidais em uma rocha, compostos por agregados de cristais fibrosos (de um ou mais 
minerais) que radiam de um núcleo (ex: riolito esferulítico). Há cristais ou vidro entre os cristais radiais. Textura 
esferulítica mais comum: agregados radiados de feldspato alcalino acicular com vidro entre os cristais; 
Variolítica: cristais fibrosos em forma de leque; as fibras são frequentemente de plagioclásio e os espaços são ocupados 
por vidro ou grãos de piroxênio, olivina ou opacos. Esta textura difere da esferulítica por não formar corpos esféricos. 
4F) Texturas de sobrecrescimento 
São texturas desenvolvidas por crescimento de um mineral sobre outro da mesma espécie ou de espécies 
diferentes. 
Coronítica (borda de reação): um mineral é circundado por um ou mais minerais. Essa relação resulta da reação 
incompleta entre o mineral (interno) e o fundido; 
Rapakivi: sobrecrescimento de plagioclásio sódico ao redor de cristal de feldspato alcalino; 
Zoneamento: mudanças graduais ou abruptas na composição química do cristal (que forma solução sólida) geram 
zoneamentos. Refletem mudanças na composição do magma. 
 
4G) Texturas bandadas 
Bandamento ou acamamento: essa textura envolve duas ou mais camadas (ou bandas) pouco espessas (até alguns 
centímetros) que são distinguíveis por diferenças texturais e/ou mineralógicas e/ou com base na proporção entre 
minerais; 
Textura orbicular: caracterizada pela presença de corpos esféricos com zoneamento concêntrico, denominados 
orbículos. Variam de poucos até 20 cm de diâmetro. As camadas são compostas em geral por quartzo, feldspato e 
biotita (mesma mineralogia da matriz). 
Dentro dos orbículos a textura pode ser granular euédrica, ou os minerais podem estar dispostos radialmente. 
Essa textura é extremamente rara, sendo encontrada em alguns poucos granitos e dioritos. 
 
4H) Texturas de cavidade 
Conjunto de texturas que descrevem cavidades (buracos) na rocha, ou cavidades que foram parcialmente ou 
totalmente preenchidos por cristais. 
Vesicular: cavidades ovóides, redondas ou alongadas, formadas por expansão de gases no magma; 
Amigdaloidal: antigas cavidades preenchidas por minerais tardi-magmáticos e secundários (ex: carbonato, zeólita, 
quartzo, calcedônia, analcita, clorita); 
Miarolítica: são cavidades irregulares (drusas) em rochas plutônicas ou hipabissais. 
 
Textura ocelar: presença de glóbulos esféricos leucocráticos, denominados ocelos, envoltos numa matriz de 
composição mais máfica. Diferentemente das amígdalas, os minerais que preenchem os ocelos podem ser normalmente 
encontrados na rocha hospedeira. Sua origem pode estar associada à imiscibilidade (separação) de duas fases silicáticas 
no magma. 
 
Textura spinifex: cristais centimétricos aciculares e/ou esqueléticos de olivina com orientação aleatória ou com 
arranjo similar ao de arbustos de capim (cristais paralelos ou divergentes). É exclusiva de rochas komatiíticas. 
Desenvolve em função de resfriamento extremamente rápido da lava rica em MgO.

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