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Aula 11
Livro Eletrônico
Constituição Federal e Estadual do PR p/ TJ-PR 2018 (Técnico
Judiciário) Com videoaulas-Pós-Edital
Equipe Ricardo e Nádia 01, Nádia Carolina, Ricardo Vale, Equipe Ricardo e Nádia 02
SUMÁRIO 
1- Preâmbulo
2-Organização do Estado
3-Organização Municipal
4- Administração Pública
5-Lista de Questões e Gabarito 
PÁGINA
1
2 – 12
12 – 23
23 – 42
43 - 46 
 
Nós, representantes do povo paranaense, reunidos em Assembleia Constituinte
para instituir o ordenamento básico do Estado, em consonância com os
fundamentos, objetivos e princípios expressos na Constituição da República
Federativa do Brasil, pr1o0m21u9l0g5amos, sob a proteção de Deus, a seguinte
Constituição do Estado do Paraná. 
Comentários: 
É importante que façamos dois questionamentos ao ler o Preâmbulo da 
Constituição do Estado do Paraná (CE/PR): 
1) É obrigatória a reprodução do Preâmbulo da Constituição Federal 
pelas Constituições Estaduais? 
Não. O STF já�� decidiu que o preâmbulo da Constituição Federal não é de 
observância obrigatória pelas Constituições Estaduais. Assim, o Preâmbulo da 
Constituição Federal de 1988 não precisa ser reproduzido pela Constituição 
Estadual. 
No caso concreto apreciado pelo STF, discutia-se a constitucionalidade da 
Constituição do Estado do Acre, que omitia a referência à proteção de Deus, 
presente no texto da Constituição Federal de 1988. Ao julgar a Ação Direta de 
Inconstitucionalidade, o STF entendeu que a Constituição do Acre não 
precisava fazer referência à proteção de Deus. 
0909190974989982) Qual a relevância jurídica do Preâmbulo da Constituição do Estado 
do Paraná? 
Segundo o STF, o Preâmbulo não tem força normativa, eis que se situa no 
campo da política. Assim, o Preâmbulo está fora do campo do direito, não 
servindo para aferição do controle de constitucionalidade de leis. Também é 
necessário afirmar que o Preâmbulo não limita a atuação do Poder Constituinte 
Derivado, ao promover reformas no texto constitucional via emenda 
constitucional. 
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Aula 11: DIREITO CONSTITUCIONAL 
Preâmbulo 
1- Generalidades: 
Art. 1°. O Estado do Paraná, integrado de forma indissolúvel à República 
Federativa do Brasil, proclama e assegura o Estado democrático, a cidadania, 
a dignidade da pessoa humana, os valores sociais, do trabalho e da livre 
iniciativa, o pluralismo político e tem por princípios e objetivos: 
I - o respeito à unidade da Federação, a esta Constituição, à Constituição 
Federal e à inviolabilidade dos direitos e garantias fundamentais por ela 
estabelecidos; 
II - a defesa dos direitos humanos; 
III - a defesa da igualdade e o consequente combate a qualquer forma de 
discriminação; 
IV - a garantia da aplicação da justiça, devendo prover diretamente o 
custeio da gratuidade processual aos reconhecidamente pobres, nos 
termos da lei; 
V - a busca permanente do desenvolvimento e da justiça social; 
VI - a prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a modicidade 
das tarifas; 
VII - o respeito incondicional à moralidade e à probidade 
administrativas; 
VIII - a colaboração e a cooperação com os demais entes que integram 
a Federação; 
IX - a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida. 
Comentários: O Estado do Paraná é um ente da federação brasileira, e, por isso,
tem sua 
autonomia assegurada pela Constituição Federal. Essa autonomia traduz-se, 
auto-organizar, dentre outras características, na capacidade de se 
regendo-se por sua Constituição e por suas próprias leis, observada a 
Constituição Federal. 
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A doutrina considera que o Preâmbulo serve como parâmetro interpretativo 
do texto constitucional, uma vez que elenca os valores essenciais que 
nortearam a ação do legislador constituinte. 
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Da Organização do Estado 
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O artigo 1o da CE/PR apresenta os princípios e objetivos do Estado do 
Paraná. Peço que atente para as palavras em negrito, que facilitarão a 
memorização do dispositivo. 
A Constituição Federal de 1988 consagra, como fundamentos da República 
Federativa do Brasil, a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa 
humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo 
político. 
Logo em seu art. 1º, a Constituição do Estado do Paraná dispõe que esses 
também são fundamentos da organização estadual; dentre eles, o único 
que não se aplica ao Paraná é a soberania. Não poderia acontecer diferente, 
uma vez que o Paraná, enquanto ente federativo, não é dotado de soberania, 
mas tão-somente de autonomia política. 
1021905
Bastante cuidado na prova! O Estado do Paraná e seus 
municípios não possuem soberania, mas apenas 
autonomia. 
O Estado do Paraná está integrado de forma indissolúvel à República 
Federativa do Brasil, o que é decorrência do princípio federativo; sabe-se, 
afinal, que, no estado federal, é vedada a secessão. Como não poderia 
deixar de ser, a Constituição do Estado do Paraná proclama e assegura o 
Estado democrático de direito. 
Com fundamento no princípio da dignidade humana, valor-fonte de todo o 
ordenamento jurídico brasileiro, a Constituição Estadual elenca como princípios 
a inviolabilidade dos direitos e garantias fundamentais, a defesa dos 
direitos humanos, a defesa da igualdade e o consequente combate a 
qualquer forma de discriminação. Ademais, tem como objetivo garantir a 
aplicação da justiça, devendo prover diretamente o custeio da gratuidade 
processual aos reconhecidamente pobres, na forma da lei. 
Relacionados à eficiência na gestão pública, são princípios / objetivos do 
Estado do Paraná o respeito incondicional à moralidade e à probidade 
administrativas e a prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a 
modicidade das tarifas (tarifas baixas). Busca-se, ainda, de maneira 
permanente, o desenvolvimento e a justiça social. O desenvolvimento, 
todavia, deve ser sustentável, preocupando-se com as gerações futuras; daí a 
Constituição Estadual fazer menção expressa à defesa do meio ambiente e 
da qualidade de vida como objetivos do Estado do Paraná. 
Não se pode esquecer ainda de que é objetivo elencado na Constituição 
Estadual a colaboração e a cooperação com os demais entes que 
integram a Federação. Norma de conteúdo programático, este dispositivo 
revela verdadeira estratégia de desenvolvimento econômico e social; 
representa o reconhecimento de que os estados da federação, ao buscarem 
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resolver de forma conjunta seus problemas alcançarão, de maneira mais 
efetiva, os objetivos da República Federativa do Brasil. 
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Art. 2º. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo 
voto direto e secreto, nos termos desta Constituição e da lei, e mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
Comentários: O voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea
prevista na 
Constituição Federal de 1988; é a forma por excelência de manifestação da 
soberania popular. Não é, todavia, a única: há que se lembrar de que, no 
Brasil, vigora uma democracia semidireta, a qual possui como importantes 
mecanismos de participação popular o plebiscito, o referendo e a iniciativa 
popular. 
Mas o que são plebiscito e referendo?” 
Tanto o plebiscito quanto o referendo são formas de consulta ao povo sobre 
matéria de grande relevância. A diferença entre esses institutos reside no 
momento da consulta. Enquanto no plebiscito a consulta se dá 
previamente à edição do atode cargo em comissão. 
E qual remuneração será recebida pelo servidor afastado para exercer 
mandato eletivo federal ou estadual? 
Essa é uma boa pergunta. Ele receberá a remuneração do mandato eletivo, 
obrigatoriamente. 
E se o servidor público for investido em mandato eletivo municipal? 
Nessa caso, temos regras diferentes. O servidor que for investido no mandato 
de Prefeito, será afastado do cargo e poderá optar pela remuneração do 
seu cargo ou pela remuneração do mandato eletivo. 
Por outro lado, o servidor investido no mandato de Vereador poderá 
acumular os dois cargos (mandato eletivo e cargo público), desde que haja 
compatibilidade de horários. Receberá, nesse caso, as duas remunerações. 
Se não houver compatibilidade de horários, o servidor investido no 
mandato de Vereador será afastado do cargo, podendo optar pela 
remuneração. 
Todas essas regras são sintetizadas a seguir: 
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Cargo Eletivo Regra 
Cargos do Executivo ou Afastamento do cargo efetivo ou em comissão, 
do Legislativo Federal, função ou emprego público. A remuneração 
Estadual ou Distrital 
Prefeito 
percebida será a do cargo eletivo. 
Afastamento do cargo efetivo ou em comissão, 
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Vereador 
Art. 33. O Estado e os Municípios instituirão conselho de política de administração
e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos
Poderes. 
§ 1º. A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do 
sistema remuneratório observará: 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos 
componentes de cada carreira; 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos; 
IV - sistema de méritos objetivamente apurados para ingresso no serviço e 
desenvolvimento na carreira; 
V - remuneração adequada à complexidade e responsabilidade das tarefas e à 
capacitação profissional; 
VI - tratamento uniforme aos servidores públicos, no que se refere à 
concessão de índices de reajuste ou outros tratamentos remuneratórios ou 
desenvolvimento nas carreiras. 
§ 2º. O Estado manterá escola de governo para a formação e o 
aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos 
cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a 
celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. 
§ 3º. Aplica-se aos servidores ocupantes de cargos públicos o disposto no art. 
7°, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, da 
Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de 
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função ou emprego público. A remuneração poderá 
ser a do cargo eletivo ou a do cargo efetivo ou em 
comissão, função ou emprego público, de acordo 
com a opção do servidor. 
Poderá, caso haja compatibilidade de horários, 
acumular o cargo político com o cargo efetivo ou 
em comissão, função ou emprego público. Nesse 
caso, receberá as duas remunerações. Caso não 
haja compatibilidade, será afastado do cargo 
efetivo ou em comissão, função ou emprego 
público, podendo optar pela remuneração de 
qualquer um deles. 
 
 
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admissão quando a natureza do cargo o exigir. 
§ 4º. O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo e os Secretários 
Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado 
em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, 
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, 
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 27, X e XI desta Constituição. 
§ 5º. A lei poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração 
dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 27, 
XI, desta Constituição. 
§ 6º. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os 
valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. 
§ 7º. Leis estadual e municipal disciplinarão a aplicação de recursos 
orçamentários provenientes de economia com despesas correntes em cada 
órgão, autarquia e fundações, para aplicação no desenvolvimento de 
programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, 
modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive 
sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. 
§ 8º. A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá 
ser fixada nos termos do § 4º deste artigo. 
§ 9º. Lei complementar estabelecerá a organização, as atribuições e o estatuto 
das carreiras exclusivas do Estado. 
§ 10. A remuneração, sob a forma de subsídio passa a ser fixada com a 
diferença de 5% de uma para outra classe, aos servidores públicos integrantes 
da Carreira Jurídica Especial de Advogado dos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário do Estado do Paraná, obedecendo ao disposto no § 4º do artigo 39 
da Constituição Federal, observado, o contido nos incisos X, XI e XV do artigo 
27 desta Constituição. 
Comentários: 
O art. 33 da CE/PR estabelece os critérios para a fixação da remuneração 
dos servidores públicos, tais como grau de responsabilidade, requisitos para 
investidura e complexidade e responsabilidade das tarefas. Também assegura 
tratamento uniforme aos servidores públicos, no que se refere à 
concessão de índices de reajuste ou outros tratamentos remuneratórios ou 
desenvolvimento nas carreiras. 
Art. 34. São direitos dos servidores públicos, entre outros: 
I - vencimentos ou proventos não inferiores ao salário mínimo; 
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II - irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos ocupantes de cargo e 
emprego público, ressalvado o que dispõe o artigo 37, XV, da Constituição 
Federal; 
III - garantia de vencimento nunca inferior ao salário mínimo para os que 
percebem remuneração variável; 
IV - décimo terceiro vencimento com base na remuneração integral ou no 
valor da aposentadoria; 
V - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
VI - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa 
renda nos termos da lei; 
VII - duração da jornada normal do trabalho não superior a oito horas diárias 
e quarenta horas semanais, facultada a compensação de horário e redução de 
jornada, nos termos da lei; 
VIII - repouso semanal remunerado; 
IX - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta 
por cento à do normal; 
X - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do 
que a remuneração normal, vedada a transformação do período de férias em 
tempo de serviço; 
XI - licença à gestante, sem prejuízo do cargo ou emprego e dos vencimentos 
ou subsídios, com a duração de cento e vinte dias; 
XII - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos 
específicos, nos termos da lei; 
XIV - redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, 
higiene e segurança; 
XV - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou 
perigosas, na forma da lei; 
XVI - proibição de diferença de vencimentos, de exercício de funções e de 
critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; 
XVII - adicionais por tempo de serviço, na forma que a lei estabelecer; 
XVIII - assistência e previdência sociais, extensivas aos dependentes e ao 
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cônjuge;XIX - gratificação pelo exercício de função de chefia e assessoramento; 
XX - promoção, observando-se rigorosamente os critérios de antigüidade e 
merecimento. 
A CE/PR assegura aos servidores públicos a duração da jornada de trabalho 
não superior a quarenta horas semanais. Trata-se de regra mais 
benéfica do que a do art. 7o, XIII, c/c art. 39, § 3o, da CF/88, que prevê o 
limite máximo de quarenta e quatro horas semanais. 
Art. 35. Aos servidores públicos titulares de cargos efetivos do Estado e dos 
Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de 
previdência de caráter contributivo observados critérios que preservem o 
equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 
I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de 
contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia 
profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei; 
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição; 
III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de 
efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se 
dará a aposentadoria observadas as seguintes condições: 
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e 
cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; 
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se 
mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 
§ 1º. Os servidores de abrangidos pelo regime de previdência de que trata 
este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos 
valores fixados na forma do § 3º deste artigo. 
§ 2°. Os proventos da aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua 
concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no 
cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para 
a concessão da pensão. 
§ 3º. Os proventos da aposentadoria, por ocasião da concessão, serão 
calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se 
der a aposentadoria e, na forma da lei, corresponderão à totalidade da 
remuneração. 
§ 4º. È vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a 
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concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este 
artigo, ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob 
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física definidos 
em lei complementar. 
§ 5º. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 
cinco anos, em relação ao disposto no § 1°, III, "a", para o professor que 
comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de 
magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. 
§ 6º. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes de cargos acumuláveis na 
forma desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma 
aposentadoria à conta do regime de previdência de que trata este artigo. 
§ 7º. Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que 
será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor de proventos 
a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento, 
observado o disposto no § 3° deste artigo. 
§ 8º. Observado o disposto no art. 27, XI, desta Constituição os proventos de 
aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma 
data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, 
sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer 
benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em 
atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do 
cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência 
para a concessão da pensão, na forma da lei. 
§ 9º. O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado 
para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito 
de disponibilidade. 
§ 10. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de 
contribuição fictício. 
§ 11. Aplica-se o limite fixado no art. 27, XI desta Constituição à soma total 
dos proventos da inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de 
cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a 
contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante 
resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo 
acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei 
de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. 
§ 12. Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores 
públicos titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e 
critérios fixados para o regime geral de previdência social. 
§ 13. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão, bem 
como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime 
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geral de previdência social. 
§ 14. O Estado e os Municípios, desde que instituam regime de previdência 
complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, 
poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas 
pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os 
benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da 
Constituição Federal. 
§ 15. Observado o disposto no art. 202 da Constituição Federal, lei 
complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de 
previdência complementar pelo Estado e Município, para atender aos seus 
respectivos servidores titulares de cargos efetivos. 
§ 16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§14 e 
15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até 
a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de 
previdência complementar. 
De modo bastante semelhante à Constituição Federal, a Constituição do Paraná 
prevê as seguintes formas de aposentadoria para os servidores públicos 
estatutários: 
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a) Aposentadoria por invalidez permanente: O servidor com 
invalidez permanente irá se aposentar com proventos proporcionais 
ao tempo de contribuição. Caso a invalidez seja decorrente de acidente 
em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou 
incurável, a aposentadoria se dará com proventos integrais. 
b) Aposentadoria compulsória: o inciso II do art. 35 da CE/PR foi 
revogado EC nº 88/2015 (conhecida como “PEC da Bengala”). Até a 
reforma constitucional, os servidores públicos federais, estaduais e 
municipais deveriam se aposentar compulsoriamente aos 70 anos. 
a Chegando aos 70 anos, não havia outra alternativa senão 
aposentadoria compulsória. 
Com a EC nº 88/2015, a redação do art. 40, § 1º, II, foi modificada e 
aposentados 
compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 
(setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar. 
Como se vê, trata-se de norma de eficácia limitada, dependente de 
regulamentação para produzir todos os seus efeitos. Até que fosse 
editada a mencionada lei complementar, os servidores públicos 
continuariam se aposentando compulsoriamente aos 70 anos de idade. 
Todavia, a lei regulamentadora já foi editada. É a Lei Complementar nº 
152/2015, aplicável aos servidores públicos de todas as esferas 
federativas, bem como aos membros do Poder Judiciário, Ministério 
passou a prever que os servidores públicos serão 
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2 O art. 1º, da Lei nº 10.887/2004, ao regulamentar esse dispositivo, prevê 
que , no cálculo dos proventos de aposentadoria, será considerada a média 
aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para 
as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve 
vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período 
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Público, Defensorias Públicas e Tribunais de Contas. Assim, hoje, a 
aposentadoria compulsória de servidores públicos já se dá aos 75 
(setenta e cinco) anos. 
c) Aposentadoria voluntária: EC nº 41/2003, que eliminou a 
aposentadoria com proventos integrais (salvo no caso de invalidez 
permanente que decorra de acidente em serviço, moléstia profissional ou 
que 
ingressarem no serviço público após a sua promulgação. Assim, para os 
servidores que ingressaram no serviço público após a EC nº 41/2003, 
não cabe mais falar em aposentadoria com proventos integrais; 
para eles, o valor da aposentadoria será baseado na média das 
remunerações sobre as quais o servidor contribuiu.1 
Aplicam-se, portanto aos servidores públicos do Paraná, as regras 
previstas no art. 40, § 1o, da CF/88: 
doença grave, contagiosa ou incurável) para os servidores 
§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que 
trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a 
partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: 
(...) 
III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez 
anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo 
efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes 
condições: 
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se 
homem, e cinquenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, 
se mulher; 
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de 
idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de 
contribuição. 
O servidor poderá se aposentar voluntariamente. Mas para isso deverá 
possuir tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício no 
serviço público e 5 (cinco) anos de exercício no cargo efetivo e, 
ainda, cumprir os seguintes requisitos: 
- 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de 
idade e 30 anos de contribuição, se mulher, com proventos calculados 
com base nas contribuições do servidor, atualizadas 2; ou 
 
 
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 O cálculo exato se dá pela aplicação da regra do art. 1º, da Lei nº 10.887/2004. 
contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da
contribuição, se posterior àquela competência. 
3
Direito Constitucional p/ TJ-PR
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- 65 anos de idade, se homem, e 60 anos de idade, se mulher, com 
proventos proporcionais ao tempo de contribuição.3 
Vale destacar que, os requisitos de idade e tempo de contribuição 
serão reduzidos em 5 (cinco) anos para o professor que comprove 
exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na 
educação infantil e no ensino fundamental e médio. 
Art. 36. São estáveis, após três anos de efetivo exercício os servidores 
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º. O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo
administrativo em que lhe seja assegurada ampla 
defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma 
de lei complementar federal, assegurada ampla defesa. 
§ 2º. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele 
reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo 
de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em 
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
§ 3º. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável 
ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, 
até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 
§ 4º. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a 
avaliação especial de desempenho por comissão intituída para essa finalidade. 
Art. 37. Ao servidor público eleito para cargo de direção sindical são 
assegurados todos os direitos inerentes ao cargo, a partir do registro da 
candidatura e até um ano após o término do mandato, ainda que na condição 
de suplente, salvo se ocorrer exoneração nos termos da lei. 
§ 1º. São assegurados os mesmos direitos, até um ano após a eleição, aos 
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 Na aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, sobre o
valor obtido nos termos do art. 1º, da Lei nº 10.887/2004, há a aplicação de fração
que tem no numerador o tempo de contribuição efetivo e no denominador o tempo de
contribuição total exigido. Por exemplo, se um homem contribui 20 anos para o RPPS,
deverá ser multiplicada a fração 20/35 pelo valor obtido nos termos do art. 1º, da Lei
nº 10.887/2004. 
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candidatos não eleitos. 
§ 2º. É facultado ao servidor público, eleito para a direção de sindicato ou 
associação de classe, o afastamento do seu cargo, sem prejuízo dos 
vencimentos, vantagens e ascensão funcional, na forma que a lei estabelecer. 
Art. 38. Ao servidor será assegurada remoção para o domicílio da família, se o 
cônjuge também for servidor público, ou se a natureza do seu emprego assim 
o exigir, na forma da lei. 
Art. 39. É vedada a contratação de serviços de terceiros para a realização de 
atividades que possam ser regularmente exercidas por servidores públicos, 
bem como para cobrança de débitos tributários do Estado e dos Municípios. 
Os servidores públicos estaduais adquirem estabilidade após três anos de 
efetivo exercício. O servidor público estável só perderá o cargo: i) em 
virtude de sentença judicial transitada em julgado; ii) mediante processo 
administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; iii) mediante 
procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar federal, assegurada ampla defesa. 
Uma previsão constitucional bastante salutar é a de que ao servidor será 
assegurada remoção para o domicílio da família, se o cônjuge também 
for servidor público, ou se a natureza do seu emprego assim o exigir, na forma 
da lei. Isso aumenta, e muito, a satisfação dos servidores no ambiente de 
trabalho. 
Art. 40. É vedada a participação de servidores públicos no produto da 
arrecadação de tributos e multas, inclusive da dívida ativa. 
Art. 41. É assegurada, nos termos da lei, a participação paritária de servidores 
públicos na gerência de fundos e entidades para as quais contribuem. 
Art. 42. O Estado promoverá o bem-estar social e o aperfeiçoamento físico e 
intelectual dos servidores públicos e de suas famílias. 
§ 1º. O Estado manterá instituição destinada a concessão e manutenção de 
benefícios previdenciários e de atendimento à saúde dos servidores titulares de 
cargos efetivos, incluídos os membros do Poder Judiciário, do Ministério 
Público, do Tribunal de contas, os serventuários da justiça e os militares 
estaduais. 
§ 2º. Toda prestação de serviços de assistência e a concessão de benefícios de 
previdência, destinada aos servidores do Estado e seus dependentes só poderá 
ser concedida, majorada ou estendida mediante efetiva contribuição. 
§ 3º. O cônjuge ou companheiro de servidora, ou o cônjuge ou a companheira 
de servidor segurados são consideradosseus dependentes e terão direito à 
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14. (Questão Inédita) Segundo a Constituição do Estado do Paraná, a 
Administração Pública deverá observar aos princípios da legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, 
motivação e economicidade. 
Comentários: 
Isso é exatamente o que está previsto no art. 27 da Constituição Estadual do 
Paraná. Questão correta. 
15. (Questão Inédita) O princípio da eficiência não se aplica à 
Administração Pública do Estado do Paraná. 
Comentários: 
O princípio da eficiência também se aplica à Administração Pública do Estado 
do Paraná. Questão errada. 
16. (Questão Inédita) Somente por lei específica poderá ser 
autorizada a criação de autarquia e fundação pública, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. 
Comentários: 
As autarquias precisam ser criadas por lei específica. Questão errada. 
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pensão previdenciária, na forma da lei. 
§ 4º. A inscrição ao órgão de previdência e assistência dos servidores de que 
trata o § 1° é obrigatória, sendo a contribuição social do Estado e de seus 
servidores devidas na forma e percentual fixados em lei, separando-se as 
contribuições para a previdência e para a assistência. 
Art. 43. É vedada a cessão de servidores públicos da administração direta ou 
indireta do Estado a empresas ou entidades privadas, salvo, na forma da lei, 
quando a cessionária for entidade privada sem fins lucrativos. 
Comentários: 
O artigo 40 da CE/PR impede que os servidores públicos recebam um 
adicional vinculado ao produto da arrecadação de tributos e multas, 
prática comum em outros Estados. 
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1. (MPE/PR/ MPE-PR – 2012)Assinale a alternativa correta. São 
símbolos do Estado do Paraná, expressos na Constituição: 
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17. 
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(Questão Inédita) Os estrangeiros não poderão ocupar cargos 
públicos na Administração Pública do estado do Paraná. 
Comentários: 
Por expressa disposição da CF/88, os estrangeiros poderão ocupar cargos 
públicos na Administração Pública. Questão errada. 
18. (Questão Inédita) A investidura em cargo ou emprego público 
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de 
provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou 
emprego, na forma prevista em lei, respeitada a ordem de 
classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. 
Comentários: 
É exatamente o que dispõe o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual. 
Questão correta. 
19. (Questão Inédita) A publicidade dos atos, programas, obras e 
serviços, e as campanhas dos órgãos e entidades da administração 
pública, salvo quando não custeadas diretamente por esta, deverão ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, nelas não 
podendo constar símbolos, expressões, nomes, “slogans” ideológicos 
político-partidários ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridade ou de servidores públicos. 
Comentários: 
Pegadinha! O único erro da questão foi usar a expressão “salvo quando”. 
Mesmo que a publicidade não seja custeada pela administração pública, não 
pode ficar caracterizada a promoção pessoal de autoridade ou de servidores 
públicos. Questão errada. 
20. (Questão Inédita) Semestralmente, a administração direta, 
indireta e fundacional, publicará, no Diário Oficial, relatório das 
despesas realizadas com a propaganda e a publicidade dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas, especificando os nomes dos 
veículos publicitários. 
Comentários: 
É o que dispõe o art. 27, § 2º, da Constituição Estadual. Questão errada. 
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Lista de Questões 
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a) Além dos símbolos nacionais, somente a Bandeira, o Hino e o Brasão de 
Armas; 
b) A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas, o Sinete e a Araucária; 
c) A Bandeira, o Hino, a Araucária e o Sinete; 
d) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e a 
Araucária; 
e) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o 
Sinete. 
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2. (COPS-UEL/ PC-PR – 2013) Com relação às competências 
comuns entre a União Federal e o Estado do Paraná, previstas 
constitucionalmente, considere as afirmativas a seguir. 
I. Estabelecer e implantar política de educação para a segurança do 
trânsito. 
II. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento 
alimentar. 
III. Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência.
IV. Explorar, mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
3. (MPE-PR/ MPE-PR – 2012) Para a criação, a incorporação e o 
desmembramento de Municípios, no Estado do Paraná, assinale a 
alternativa incorreta: 
a) É necessária representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 
300 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados; 
b) É indispensável lei estadual, após consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de 
viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei; 
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c) Nas consultas plebiscitárias, entende-se por população diretamente 
interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do 
que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a 
população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; 
e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao 
total da população consultada; 
d) É indispensável a preservação da continuidade e da unidade histórico-
cultural do ambiente urbano e a não-constituição de área encravada no 
Município de origem; 
e) A aprovação do eleitorado dar-se-á pelo voto da maioria simples, exigindo-
se o comparecimento da maioria absoluta do eleitorado, mas caso o 
comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o resultado do 
plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser renovada na 
mesma sessão legislativa. 
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4. (Questão Inédita) É vedado a qualquer dos Poderes delegar 
atribuições, e ao cidadão investido em um deles, exercer função em 
outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. 
5. (Questão Inédita) É competência dos Estados dispor sobre o 
horário e dias de funcionamento do comércio local e de eventos 
comerciais temporários de natureza econômica. 
6. (Questão Inédita) A prestação eficiente dos serviços públicos, 
garantida a modicidade das tarifas é um dos objetivos do Estado do 
Paraná. 
7. (Questão Inédita) Os símbolos do Estado do Paraná a Bandeira, o 
Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. 
8. (Questão Inédita) São bens do Estado do Paraná as terras 
devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à 
preservação ambiental. 
9. (Questão Inédita) São bens do Estado do Paraná os rendimentos 
decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da 
exploração dos bens imóveis de se domínio. 
10. (Questão Inédita) No Estado do Paraná, a fiscalização do 
Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal,mediante 
controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder 
Executivo Municipal, na forma da lei 
11. (Questão Inédita) É permitida a criação, no Estado do Paraná, de 
Tribunais de Contas municipais. 
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12. 
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(Questão Inédita) A intervenção do Estado do Paraná nos 
Municípios será feita mediante decreto do Governador, o qual 
especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se 
couber, nomeará interventor. O decreto será submetido à apreciação 
da Assembleia Legislativa dentro de 24 horas. Caso a Assembleia 
convocada Legislativa não esteja reunida, ela será 
extraordinariamente no mesmo prazo. 
13. (Questão Inédita) A instituição de região metropolitana, 
aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios será feita 
mediante lei complementar estadual. 
14. (Questão Inédita) Segundo a Constituição do Estado do Paraná, a 
Administração Pública deverá observar aos princípios da legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, 
motivação e economicidade. 
15. (Questão Inédita) O princípio da eficiência não se aplica à 
Administração Pública do Estado do Paraná. 
16. (Questão Inédita) Somente por lei específica poderá ser 
autorizada a criação de autarquia e fundação pública, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. 
17. (Questão Inédita) Os estrangeiros não poderão ocupar cargos 
públicos na Administração Pública do estado do Paraná. 
18. (Questão Inédita) A investidura em cargo ou emprego público 
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de 
provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou 
emprego, na forma prevista em lei, respeitada a ordem de 
classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. 
19. (Questão Inédita) A publicidade dos atos, programas, obras e 
serviços, e as campanhas dos órgãos e entidades da administração 
pública, salvo quando não custeadas diretamente por esta, deverão ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, nelas não 
podendo constar símbolos, expressões, nomes, “slogans” ideológicos 
político-partidários ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridade ou de servidores públicos. 
20. (Questão Inédita) Semestralmente, a administração direta, 
indireta e fundacional, publicará, no Diário Oficial, relatório das 
despesas realizadas com a propaganda e a publicidade dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas, especificando os nomes dos 
veículos publicitários. 
 
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Gabarito 
1. 2.
3. 4.
5. 6.
7. 8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
20. 
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LETRA D 
LETRA D 
LETRA A 
CERTA 
ERRADA 
CERTA 
CERTA 
ERRADA 
CERTA 
CERTA 
ERRADA 
CERTA 
CERTA 
CERTA 
ERRADA 
ERRADA 
ERRADA 
CERTA 
ERRADA 
ERRADA 
 
 
 
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Aula 12
Livro Eletrônico
Constituição Federal e Estadual do PR p/ TJ-PR 2018 (Técnico
Judiciário) Com videoaulas-Pós-Edital
Equipe Ricardo e Nádia 01, Nádia Carolina, Ricardo Vale, Equipe Ricardo e Nádia 02
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AULA 12: CONSTITUIÇÃO ESTADUAL 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1 
2 – 27 
27 - 33 
34 - 36 
1-Palavras Iniciais 
2- Organização dos Poderes 
3- Funções Essenciais à Justiça 
4-Lista de Questões e Gabarito 
Olá, amigos do Estratégia, tudo bem? 
Estamos de volta para continuar estudando a Constituição do Estado do 
Paraná. Na última aula, nós estudamos os fundamentos do Estado do Paraná, 
a organização do Estado e a Adminis1t0r2a1ç9ã0o5 Pública. 
Na aula de hoje, estudaremos outros temas: “Organização dos Poderes” e 
“Funções Essenciais à Justiça”. 
Vamos em frente! 
Um abraço a todos, 
Nádia Carolina 
____________________x___________________ 
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Organização dos Poderes 
1 – Poder Legislativo Art. 52. O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia
Legislativa, constituída 
de representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional, por voto direto e 
secreto, observadas as seguintes condições de elegibilidade: 
I - nacionalidade brasileira; 
II - pleno exercício dos direitos políticos; 
III - alistamento eleitoral; 
IV - domicílio eleitoral na circunscrição do Estado; 
V - filiação partidária; 
VI - idade mínima de vinte e um anos. 
Parágrafo único. Cada legislatura terá duração de quatro anos. 
Na União, o Poder Legislativo é bicameral, com a existência de duas casas 
legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Nos Estados e nos 
Municípios, por sua vez, o Poder Legislativo é unicameral. Nos Estados, o 
Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa; nos Municípios, pela 
Câmara dos Vereadores. 
A Assembleia Legislativa é constituída de Deputados, eleitos e investidos na 
forma da legislação federal, para uma legislatura de 4 (quatro) anos. Uma 
pergunta que se pode fazer nesse momento é a seguinte: quantos Deputados 
possui a Assembleia Legislativa? 
A resposta está no art. 27, caput, da CF/88, que dispõe que “o número de 
Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da 
representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o 
número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os 
Deputados Federais acima de doze”. Vale destacar que o número total de 
Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será 
estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, 
procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que 
nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de 8 (oito) ou mais de 
70 (setenta) Deputados. 
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Art. 53. Cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção do Governador do
Estado, a qual não é exigida, no entanto, para o especificado no art. 54,
dispor sobre todas as matérias de competência do Estado, especificamente: 
I - plano plurianual e orçamentos anuais; 
II - diretrizes orçamentárias; 
III - tributos, arrecadação e distribuição de rendas; 
IV - dívida pública, abertura e operações de crédito; 
V - planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento; 
VI - normas suplementares de direito urbanístico, bem como de planejamento 
e execução de políticas urbanas; 
VII - fixação e modificação dos efetivos da Polícia Militar; 
VIII - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções 
públicas na administração direta, autárquica e fundacional e fixação de 
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias; 
IX - servidores públicos da administração direta, autárquica e fundacional, 
seu regime jurídico único, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria 
de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; 
X - criação, estruturação e definição de atribuições das Secretarias de Estado; 
XI - organização do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da 
Defensoria Pública, do Tribunal de Contas, da Polícia Militar, da Polícia Civil e 
demais órgãos da administração pública; 
XII - organização e divisão judiciárias; 
XIII - bens do domínio público; 
XIV - aquisição onerosa e alienação de bens imóveis do Estado;XV - transferência temporária da sede do Governo Estadual;
XVI - matéria decorrente da competência comum prevista no art. 23 da 
Constituição Federal; 
XVII - matéria da legislação concorrente da Constituição Federal.
Comentários: 
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As matérias elencadas no art. 53, da Constituição Estadual, são da competência da
Assembleia Legislativa, que sobre elas disporá mediante lei (ordinária ou
complementar). Para isso, é necessária a sanção do Governador do Estado. Já as
matérias relacionadas no art. 54 são de competência privativa da Assembleia
Legislativa do Paraná e independem de sanção do Governador do Estado. 
Art. 54. Compete, privativamente, à Assembléia Legislativa: 
I - eleger a Mesa e constituir as Comissões; 
II - elaborar o Regimento Interno; 
III - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, 
e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os 
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
IV - aprovar créditos suplementares à sua Secretaria, nos termos desta 
Constituição; 
V - conceder licença para processar deputado; 
VI - fixar, por meio de lei, o subsídio dos Deputados Estaduais, à razão de, no 
máximo 75% (setenta e cinco por cento) daquele estabelecido, em espécie, 
para os Deputados Federais, observado o que dispõe os artigos 37, XI, 39, 
§4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III e 153, §2º, I, da Constituição Federal; 
VII - fixar os subsídios do Governador e do Vice-Governador do Estado e dos 
Secretários de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 
150, II, 153, III, e 153 § 2º, I, da Constituição Federal; 
VIII - dar posse ao Governador e ao Vice-Governador; 
IX - conhecer da renúncia do Governador e do Vice-Governador; 
X - conceder licença, bem como autorizar o Governador e o Vice-Governador 
a se ausentarem do País por qualquer tempo, e do Estado, quando a ausência 
exceder a quinze dias; 
XI - processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos crimes de 
responsabilidade, e os Secretários de Estado, nos crimes da mesma natureza 
conexos com aqueles; 
XII - processar e julgar o Procurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do 
Estado e o Defensor-Geral da Defensoria Pública nos crimes de 
responsabilidade; 
XIII - aprovar, por maioria absoluta, a exoneração de ofício do Procurador-
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Geral de Justiça, antes do término de seu mandato, na forma da lei
complementar respectiva; 
XIV - destituir do cargo o Governador e o Vice-Governador, após condenação 
irrecorrível por crime comum cometido dolosamente, ou de responsabilidade; 
XV - proceder à tomada de contas do Governador do Estado, quando não 
apresentadas dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; 
XVI - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador do Estado e 
apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; 
XVII - escolher cinco dos sete conselheiros e auditores do Tribunal de Contas 
do Estado; 
XVIII - apreciar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas; 
XIX - aprovar, previamente, após arguição pública, a escolha:
a) de conselheiros e auditores do Tribunal de Contas do Estado, indicados 
pelo Governador; 
b) de interventor em Município; 
c) dos titulares de cargos que a lei determinar; 
XX - apreciar a legalidade dos convênios a serem celebrados pelo Governo do 
Estado; 
XXI - autorizar plebiscito e referendo, na forma da lei; 
XXII - aprovar convênios intermunicipais para modificação de limites; 
XXIII - solicitar intervenção federal; 
XXIV - aprovar ou suspender intervenção em Município;
XXV - suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato normativo 
declarado inconstitucional por decisão irrecorrível do Tribunal competente; 
XXVI - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; 
XXVII - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da 
administração indireta; 
XXVIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do 
Estado em operações de crédito; 
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XXIX - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da
atribuição normativa dos outros Poderes; 
XXX - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas, 
com área superior a cem hectares, ressalvado o disposto no art. 49, XVII, da 
Constituição Federal; 
XXXI - mudar temporariamente sua sede; 
XXXII - manifestar-se, mediante resolução aprovada pela maioria de seus 
membros, perante o Congresso Nacional, na hipótese de incorporação, 
subdivisão ou desmembramento de área do território do Estado, nos termos 
do art. 48, VI, da Constituição Federal; 
XXXIII - convocar, por si ou qualquer de suas comissões, Secretários de 
Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao Governo 
do Estado para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto 
previamente determinado, importando em crime de responsabilidade a 
ausência sem justificação adequada; 
XXXIV - autorizar operações de natureza financeira externa ou interna; 
XXXV - sustar as despesas não autorizadas na forma do art. 76 desta 
Constituição. 
Parágrafo único. Nos casos previstos no inciso XII, funcionará, como 
Presidente, o do Tribunal de Justiça, limitando-se a condenação, que somente 
será proferida por dois terços dos votos da Assembléia Legislativa, à perda do 
cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem 
prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. 
Dentre as atribuições acima relacionadas, vale destacar a competência da 
Assembleia Legislativa para processar e julgar o Governador e o Vice-
Governador, nos crimes de responsabilidade. Além disso, a Assembleia 
Legislativa é responsável por julgar, anualmente, as contas prestadas 
pelo Governador de Estado e apreciar os relatórios sobre a execução dos 
planos de governo. 
A Assembleia Legislativa também detém a prerrogativa de fiscalizar e 
controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração 
indireta. Essa atividade de fiscalização consiste em função típica do Poder 
Legislativo. 
Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembléia 
Legislativa e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos, 
presente a maioria absoluta de seus membros. Não será permitido o 
voto secreto nas deliberações do processo legislativo. 
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Art. 57.!Os Deputados são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. § 1º.
Desde, a expedição do diploma, os Deputados não poderão ser presos, 
salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, 
sem prévia licença da Assembléia Legislativa. 
§ 2º. O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação 
suspende a prescrição enquanto durar o mandato. 
§ 3º. No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, 
dentro de vinte e quatro horas, à Assembléia Legislativa, para que a mesma, 
pelo voto secreto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão e 
autorize, ou não, a formação de culpa. 
§ 4º. Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de 
Justiça do Estado. 
§ 5º. Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do exercíciodo mandato, nem sobre as 
pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 
O art. 27, da CF/88, estabelece que “será de quatro anos o mandato dos 
Deputados Estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre 
sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de 
mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.” Assim, é 
importante fazermos uma leitura combinada dos textos da Constituição Federal 
e da Constituição Estadual para detalharmos as imunidades dos deputados 
paulistas. 
A Constituição Estadual dispõe que os Deputados são invioláveis, civil e 
penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. Trata-se da 
chamada “imunidade material”, que permite que o congressista possa 
exercer suas atribuições com a mais ampla liberdade de expressão. Com 
efeito, o deputado não poderá ser responsabilizado na esfera civil, penal ou 
administrativa por suas opiniões, palavras e votos proferidos. Destaque-se que 
a imunidade material somente abrange os atos emanados do parlamentar em 
decorrência do exercício de seu mandato. Caso a manifestação do 
parlamentar não tenha qualquer conexão com o exercício de suas atribuições, 
ele estará sujeito às normas de direito, assim como qualquer cidadão comum. 
O Deputado Estadual também faz jus à imunidade formal. Nos termos do 
art. 14, § 2º, da Constituição Estadual, desde a expedição do diploma, os 
membros da Assembléia Legislativa não poderão ser presos, salvo em 
flagrante de crime inafiançável. Ressalte-se que a diplomação antecede a 
posse no cargo. Ela consiste no ato de expedição de diploma pela Justiça 
Eleitoral, atestando que o candidato foi regularmente eleito. Assim, antes 
mesmo de serem nomeados, os membros da Assembleia Legislativa não 
poderão ser presos, a não ser em flagrante de crime inafiançável. A 
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diplomação já é suficiente para que o Deputado Estadual esteja protegido pela
imunidade formal. Cabe destacar que a impossibilidade de prisão de Deputado
Estadual também alcança os crimes praticados antes da diplomação. 
Na hipótese de flagrante de crime inafiançável praticado por Deputado 
Estadual, este poderá ser preso. Nessa situação, os autos serão remetidos 
dentro de 24 horas à Assembleia Legislativa para que, pelo voto da 
maioria dos membros, decida-se pela manutenção da prisão ou pela liberdade 
do Deputado. 
Os Deputados Estaduais, desde a diplomação, serão submetidos a julgamento 
perante o Tribunal de Justiça. No caso de crime praticado por Deputado 
após a diplomação, será possível a sustação do andamento da ação. Mas 
como isso funciona? 
Uma vez recebida a denúncia contra Deputado, por crime ocorrido após a 
diplomação, o Tribunal de Justiça dará ciência à Assembléia Legislativa. A 
Assembleia Legislativa, por iniciativa de partido político nela 
representado e pelo voto da maioria dos membros poderá, até a decisão 
final, sustar o andamento da ação. O pedido de sustação será apreciado pela 
Assembléia Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu 
recebimento pela Mesa Diretora. A sustação do processo suspende a 
prescrição, enquanto durar o mandato. 
Outra prerrogativa dos Deputados Estaduais diz respeito ao fato de que estes 
não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou 
prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que 
lhes confiaram ou deles receberam informações. 
- No caso de crime praticado antes da diplomação, não 
será possível a sustação do andamento do processo 
perante o Tribunal de Justiça. 
- Mesmo no caso de crime praticado antes da 
diplomação, o Deputado Estadual será julgado perante 
o Tribunal de Justiça. 
- Após a diplomação, o Deputado não poderá ser preso 
(salvo no caso de flagrante de crime inafiançável), 
mesmo em virtude de crime praticado antes da 
diplomação. 
§ 6º. A incorporação às Forças Armadas de Deputados, embora militares e 
ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Assembléia 
Legislativa. 
Esse é um dispositivo de fácil entendimento! O Deputado Estadual, 
mesmo que seja militar, para ser incorporado às Forças Armadas necessitará 
de prévia licença da Assembleia Legislativa. Tal regra vale inclusive para a 
incorporação de Deputados às Forças Armadas em tempo de guerra. 
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§ 7º. As imunidades de Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só
podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da
Assembléia Legislativa, nos casos de atos praticados fora de seu recinto que
sejam incompatíveis com a execução da medida, e só quando assim o forem
as dos Deputados Federais e Senadores, conforme fixa a Constituição Federal. 
As imunidades dos Deputados Estaduais subsistem até mesmo durante o 
estado de sítio. Apenas no caso de atos praticados fora da Assembleia 
Legislativa e que sejam incompatíveis com o estado de sítio é que poderá 
haver suspensão das imunidades parlamentares. Para isso, será necessário o 
voto de 2/3 dos membros da Assembleia Legislativa. 
Art. 58. Os Deputados não poderão: 
I - desde a expedição do diploma: 
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, 
autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa 
concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a 
cláusulas uniformes; 
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de 
que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea 
anterior; 
II - desde a posse: 
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor 
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer 
função remunerada; 
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas 
entidades referidas no inciso I, alínea "a"; 
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se 
refere o inciso I, alínea "a"; 
d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. O art. 15 relaciona
as condutas vedadas aos Deputados Estaduais. No inciso 
I, estão previstas condutas que não podem ser adotadas desde o momento em 
que ocorre a diplomação. Já no inciso II, temos condutas proibidas a partir da 
posse. 
Art. 59. Perderá o mandato o Deputado: 
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; 
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II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III -
que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das 
sessões ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela 
Assembléia; 
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição 
Federal; 
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. 
§ 1º. Além de outros casos definidos no Regimento Interno, considerar-se-á 
incompatível com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas 
asseguradas ao Deputado, ou a percepção, no exercício do cargo, de 
vantagens indevidas. 
§ 2º. Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda de mandato será decidida pela 
Assembléia Legislativa, pela maioria absoluta de seus membros, mediante 
provocação da Mesa ou de partido político representado na Assembléia 
Legislativa, assegurada ampla defesa. 
§ 3º. Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa, de 
ofício ou mediante a provocação de qualquer de seus membros, ou de partido 
político representado na Assembléia Legislativa, asseguradaampla defesa. 
As situações de perda de mandato do Deputado Estadual previstas na
Constituição do Paraná são idênticas às previstas na CF/88 para os Deputados
Federais e Senadores. Como é possível verificar, há situações em que a perda do
mandato é decidida pela Assembleia Legislativa. Em outras situações, é a Mesa
quem declara a perda do mandato. 
Art. 60. Não perderá o mandato o Deputado: 
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, 
Secretário de Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão 
diplomática temporária; 
II - licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença, ou para 
tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o 
afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. 
§ 1º. O suplente será convocado nos casos de vaga decorrente da investidura 
em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. 
§ 2º. Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para 
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preenchê-la, se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. § 3º.
Na hipótese do inciso I, o Deputado poderá optar pela remuneração do 
mandato. 
O Deputado Estadual que for investido na função de Ministro, Governador de 
Território, Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura 
de Capital ou chefe de missão diplomática não perderá o mandato. Da mesma 
forma, não perderá o mandato o Deputado Estadual licenciado pela 
Assembléia Legislativa por motivo de doença ou para tratar, sem subsídio, 
de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse 
120 dias por sessão legislativa. 
Art. 61. A Assembléia Legislativa reunir-se-á, anualmente, na Capital do 
Estado, independente de convocação, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º 
de agosto a 22 de dezembro. 
§ 1º. As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o 
primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados ou feriados. 
§ 2º. A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto 
de lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 3º. A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se-á em sessão preparatória, 
a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano de legislatura, para a posse de 
seus membros e eleição da mesa para mandato de dois anos. 
Esses dispositivos dizem respeito à organização das sessões legislativas. De 
início, é importante ressaltar, para que não se confunda, a diferença entre 
legislatura e sessão legislativa. Legislatura é o período de 4 (quatro) anos 
dentro do qual os Deputados exercem seus mandatos; sessão legislativa é o 
período anual de trabalho do Poder Legislativo. Considerando-se que a 
legislatura tem a duração de 4 (quatro) anos, podemos afirmar que ela é 
composta de 4 (quatro) sessões legislativas ordinárias. Diz-se que a sessão 
legislativa é ordinária porque ela independe de convocação. 
No Estado do Paraná, a sessão legislativa ordinária ocorrerá de 2 de fevereiro 
a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Dentro desses 
períodos, a Assembleia Legislativa estará reunida; fora deles, estará de 
recesso. As reuniões marcadas para essas datas e que recaírem em sábados 
ou feriados, serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente. 
No primeiro ano da legislatura, é necessário que os novos Deputados 
tomem posse e, ainda, que seja eleita a Mesa (órgão administrativo de 
direção da Assembleia Legislativa). Com esse objetivo é que, no primeiro ano 
da legislatura, a Assembléia Legislativa reunir-se-á em sessão preparatória, 
a partir de 1º de fevereiro. 
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A Constituição Estadual dispõe, ainda, que a sessão legislativa não será
interrompida sem aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 4º. A convocação extraordinária da Assembléia Legislativa poderá ser feita: 
I - pelo seu Presidente, para o compromisso e a posse do Governador e Vice-
Governador do Estado, bem assim em caso de intervenção; 
II - pelo seu Presidente, ou a requerimento da maioria de seus membros, ou 
pelo Governador do Estado, em caso de urgência ou de interesse público 
relevante. 
§ 5º. Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa somente 
deliberará sobre a matéria para a qual foi convocada, vedado o pagamento de 
parcela indenizatória, em razão da convocação. 
A sessão legislativa poderá ser ordinária (de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 
1º de agosto a 22 de dezembro) ou extraordinária. A sessão legislativa 
extraordinária é aquela que é instaurada para apreciar certas questões de 
natureza especial. Destaque-se que na sessão legislativa extraordinária, os 
Deputados não irão deliberar sobre questões estranhas ao motivo pelo qual 
foram convocados. Ademais, a convocação não poderá dar ensejo a 
pagamento de parcela indenizatória de valor superior ao subsídio mensal. 
E quem pode fazer a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa? 
A convocação extraordinária poderá ser realizada: i) pelo Presidente da 
Assembleia Legislativa; ii) pela maioria absoluta dos membros da Assembleia 
Legislativa ou ; iii) pelo Governador. 
Art. 62. A Assembléia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, 
constituídas na forma e com as atribuições previstas nesta Constituição, no 
Regimento Interno, ou no ato de que resultar a sua criação. 
§ 1º. Na constituição da Mesa e de cada comissão, é assegurada, tanto 
quanto possível, a representação proporcional dos partidos, ou dos blocos 
parlamentares que participam da Assembléia Legislativa. 
§ 2º. As comissões, em razão da matéria e sua competência, cabe: 
I - discutir e votar o projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a 
competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros 
da Assembléia Legislativa; 
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; 
III - convocar Secretários de Estado para prestarem informações sobre 
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assuntos inerentes a suas atribuições; IV - receber petições, reclamações,
representações ou queixas de qualquer 
pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; 
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; 
VI - apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de 
desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. 
A composição da Mesa (órgão administrativo da Assembleia Legislativa) e das 
Comissões deverá observar, tanto quanto possível, a representação 
proporcional dos partidos políticos com assento na Assembleia Legislativa. 
Cabe destacar que a Assembleia Legislativa possui dois tipos de Comissões: as 
Comissões permanentes (ex: Comissão de Constituição, Justiça e Redação, 
Comissão de Saúde) e as comissões temporárias. Estas serão constituídas e 
terão atribuições conforme previsto no Regimento Interno da Assembleia 
Legislativa. 
O § 2º versa sobre as competências das Comissões permanentes e 
temporárias da Assembleia Legislativa. Sua memorização não é fácil, mas vale 
a pena dar uma lida para termos uma noção do que compete às 
comissões. É, claro, cada uma das comissões da Assembleia Legislativa 
possui competências específicas definidas no Regimento Interno. As 
competências acima relacionadas são genéricas. 
§ 3º. As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no 
Regimento Interno da Assembleia Legislativa, serão criadas mediante 
requerimento de um terço dos Deputados, para apuraçãode fato determinado 
e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao 
Ministério Público, para que promova a responsabilização civil ou criminal dos 
infratores. 
Quem pensava que as CPI’s existiam apenas em nível federal, estava muito 
enganado. Existem também CPI’s estaduais. Sobre as CPI’s, é relevante 
destacar: 
a) possuem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. 
As CPI’s consistem em atuação típica do Poder Legislativo e evidenciam a 
opção do legislador por um sistema de separação de poderes baseado em 
mecanismos de “freios e contrapesos “. Por meio das CPI’s, o Poder 
Legislativo realiza sua atribuição típica de controle e fiscalização. 
É bem vasta a jurisprudência sobre as CPI’s, de forma que vale a pena 
mencionarmos alguns entendimentos do STF: 
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1. (Questão Inédita) O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia 
Legislativa, constituída de representantes do povo, eleitos pelo 
sistema majoritário, por voto direto e secreto. 
Comentários: 
Os membros da Assembleia Legislativa (Deputados estaduais) são 
eleitos pelo sistema proporcional. Questão errada. 
- As CPI’s, no exercício de suas funções investigatórias, podem convocar particular
e autoridades públicas para prestarem depoimento, seja na condição de
testemunhas ou de investigados. 
- As CPI’s podem determinar a quebra do sigilo bancário, fiscal e 
telefônico dos investigados. Cabe destacar que as CPI’s não podem autorizar 
as escutas telefônicas (interceptação telefônica). Tal medida apenas pode ser 
implementada mediante ordem judicial. 
- As CPI’s podem determinar a prisão em flagrante, mas não têm 
competência para decretar outras espécies de prisão (prisões temporárias, 
preventivas e outras). 
- As CPI’s não têm competência para determinar a busca e 
apreensão domiciliar e de documentos. 
b) são criadas mediante requerimento de 1/3 dos membros da Assembleia 
Legislativa. 
c) destinam-se a apurar fato determinado e por prazo certo. § 4º. Durante o
recesso, haverá uma comissão representativa da Assembleia 
Legislativa, eleita na última sessão ordinária do período legislativo, com 
atribuições definidas regimentalmente e cuja composição reproduzirá, tanto 
quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. 
Conforme já estudamos, a sessão legislativa ordinária, no Estado do Paraná, 
ocorrerá de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de 
dezembro. Fora desses períodos, a Assembleia Legislativa estará de recesso. 
Entretanto, durante o recesso, estará em funcionamento a Comissão 
Representativa da Assembleia Legislativa, cujas atribuições estão 
previstas no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. 
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2. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia
Legislativa processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos
crimes comuns e de responsabilidade. 
Comentários: 
Nos crimes comuns, o Governador e o Vice-Governador são processados e 
julgados pelo STJ; nos crimes de responsabilidade, por um Tribunal Especial. 
Questão errada. 
3. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia 
Legislativa - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador 
do Estado e apreciar os relatórios, sobre a execução dos planos de 
governo. 
Comentários: 
O julgamento das contas prestadas pelo Governador do Estado compete à 
Assembleia Legislativa, conforme art. 54, inciso XVI, da Constituição Estadual. 
Questão correta. 
4. (Questão Inédita) Os Deputados serão submetidos a julgamento 
perante o Tribunal de Justiça do Estado. 
Comentários: 
É exatamente o que dispõe o art. 57, § 4°, da Constituição Estadual. Questão 
correta. 
5. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado investido no 
cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de 
Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão 
diplomática temporária. 
Comentários: 
A investidura nesses cargos não leva à perda de mandato do Deputado. 
Questão errada. 
6. (Questão Inédita) A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se-
á, anualmente, na Capital do Estado, independente de convocação, de 
2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. 
Comentários: 
Esse é o período da sessão legislativa no estado do Paraná. Questão correta. 
7. (Questão Inédita) Os Deputados não poderão, desde a expedição 
do diploma, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito 
público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou 
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empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes. 
Comentários: 
É o que dispõe o art. 58, inciso I, alínea “a”, da Constituição Estadual. Questão 
correta. 
8. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado que deixar de 
comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões 
ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela Assembleia. 
Comentários: 
Isso é o que está previsto no art. 59, inciso III, da Constituição Estadual. 
Questão correta. 
9. (Questão Inédita) As comissões, permanentes ou temporárias, 
podem convocar Secretários de Estado para prestarem informações 
sobre os assuntos inerentes a suas atribuições. 
Comentários: 
De fato, as comissões podem convocar Secretários de Estado para prestarem 
informações sobre os assuntos inerentes a sua atribuições. Trata-se de 
competência que viabiliza o controle, pelo Poder Legislativo, da execução de 
políticas públicas. Questão correta. 
2- Poder Executivo 
O exercício do Poder Executivo compete ao Governador, com o auxílio dos 
Secretários de Estado. Os Secretários de Estado, na órbita estadual, são 
equivalentes aos Ministros de Estado, na órbita federal. Assim como existe o 
Ministro da Fazenda e o Ministro do Planejamento, nos Estados existe o 
Secretário da Fazenda e o Secretário de Planejamento. 
A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 
anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, 
e no último domingo de outubro em segundo turno, se houver, do ano 
anterior ao término do mandato de seus antecessores e a posse ocorrerá em 
primeiro de janeiro de ano subseqüente. A eleição do Governador do Estado 
implicará a do candidato a Vice-Governador com ele registrado. Se, decorridos 
dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador, 
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado 
vago. 
Tanto o Governador quanto o Vice-Governador são eleitos pelo sistema 
majoritário, no qual é eleito o candidato com maior número de votos. A 
eleição se dá pelo sistema de dois turnos, sendo considerado eleito o candidato 
que obtiver a maioria dos votos válidos (não computados os em branco 
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e os nulos). Caso não obtenha essa maioria na primeira votação, será
realizado um novo turno de votações. 
A Constituição Estadual prevê soluções para os casos de impedimento do 
Governador e de vacância do seu cargo. Os impedimentos são afastamentos 
temporários do Governador, ocorrendo, por exemplo, quando ele se ausenta 
Já a vacância é o afastamento definitivo do cargo, com do País. 
consequente sucessão. 
Substituirá o Governador, em caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de 
vaga, o Vice-Governador do Estado. Em caso de impedimento do Vice-
Governador,ou vacância do seu cargo, serão sucessivamente chamados ao 
exercício da Governadoria o Presidente da Assembléia Legislativa e o 
Presidente do Tribunal de Justiça. 
Se, nos dois primeiros anos do mandato, ocorrer vacância dos cargos de 
Governador e Vice-Governador, será feita eleição 90 dias após aberta a 
última vaga. O povo é “chamado às urnas” se os dois cargos (Governador e 
Vice-Governador) ficarem vagos nos dois primeiros anos do mandato. 
Por outro lado, ocorrendo vacância nos últimos 2 (dois) anos do período 
governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias 
depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da lei. 
Percebe-se que, nesse caso, o povo não é convocado às urnas; vagando os 
cargos de Governador e Vice-Governador nos últimos 2 anos do mandato, a 
Assembleia Legislativa fará eleições indiretas. 
O Governador e o Vice-Governador do Estado tomarão posse em sessão 
solene perante a Assembléia Legislativa, especialmente convocada, prestando 
compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e a do 
Estado, observar as leis e promover o bem-estar geral do povo paranaense. O 
Governador e o Vice-Governador de Estado exercerão o cargo por 4 
(quatro) anos, podendo ser reeleitos para um único período subseqüente. 
O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Assembléia 
Legislativa, ausentar-se do País e do Estado, quando a ausência exceder a 15 
(quinze) dias, sob pena de perda do cargo. 
Cessada a investidura no cargo de Governador do Estado, quem o tiver 
exercido em caráter permanente fará jus, a título de representação, desde que 
não tenha sofrido suspensão dos direitos políticos, a um subsídio mensal e 
vitalício, igual ao percebido pelo desembargador do Tribunal de Justiça do 
Estado. 
2.1- Atribuições do Governador do Paraná: 
As atribuições do Governador do Estado do Paraná estão previstas no art. 87 
da Constituição Estadual. Trata-se de um rol exemplificativo, não excluindo 
outras atribuições previstas em outras partes do texto constitucional. 
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Art. 87. Compete privativamente ao Governador:
I - representar o Estado nas suas relações jurídicas, políticas e
administrativas;
II - nomear e exonerar os Secretários de Estado;
III - exercer, com o auxílio dos Secretários de Estado, a direção
superior da administração estadual;
IV - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Constituição;
V - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e expedir
decretos e regulamentos para a sua fiel execução;
VI - dispor sobre a organização e o funcionamento da
Administração estadual, na forma da lei;
VII - vetar projeto de lei, total ou parcialmente;
VIII - solicitar a intervenção federal no Estado, nos termos da 
Constituição Federal; 
==f97d1==
IX - decretar e fazer executar a intervenção estadual nos 
Municípios, na forma desta Constituição; 
X - remeter mensagem e plano de governo à Assembléia 
Legislativa, por ocasião da abertura da Sessão Legislativa, 
expondo a situação do Estado; 
XI - prestar contas anualmente à Assembléia Legislativa, dentro 
de 60 (sessenta) dias após a abertura da Sessão Legislativa, 
relativamente ao ano anterior; 
XII - prestar informações solicitadas pelos Poderes Legislativo e 
Judiciário, nos casos e prazos fixados em lei; 
XIII - nomear agentes públicos, nos termos estabelecidos nesta 
Constituição; 
XIV - enviar à Assembléia Legislativa o plano plurianual, o 
projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de 
orçamento previstos nesta Constituição; 
XV - indicar dois dos conselheiros, auditores e controladores do 
Tribunal de Contas do Estado; 
XVI - prover e extinguir os cargos públicos estaduais, na forma 
da lei e com as restrições previstas nesta Constituição; 
XVII - nomear os conselheiros, auditores e controladores do 
Tribunal de Contas do Estado, sendo 5 (cinco) após aprovação da 
Assembléia Legislativa, obedecido o disposto no art. 77, § 1º 
desta Constituição; 
XVIII - celebrar ou autorizar convênios ou acordos com 
entidades públicas ou particulares, na forma desta Constituição; 
XIX - realizar as operações de crédito previamente autorizadas 
pela Assembléia; 
XX - mediante autorização da Assembléia Legislativa, subscrever 
ou adquirir ações, realizar ou aumentar capital, desde que haja 
recursos hábeis, de sociedade de economia mista ou de 
empresas públicas, bem como dispor, a qualquer título, no todo 
ou em parte, de ações ou capital que tenha subscrito, adquirido, 
realizado ou aumentado. 
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Parágrafo único. O Governador do Estado poderá delegar as
atribuições, mencionadas nos incisos VI e XVI, primeira parte, aos
Secretários de Estado, ao Procurador-Geral de Justiça e ao
Procurador-Geral do Estado, que deverão observar os limites
traçados nas respectivas delegações. 
2.2- Secretários de Estado: 
No Estado do Paraná, os Secretários de Estado serão escolhidos dentre 
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício de seus direitos 
políticos. Compete aos Secretários de Estado, além de outras atribuições 
estabelecidas na Constituição Estadual e na lei: 
- exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e 
entidades da Administração estadual, na área de suas atribuições, e referendar 
os atos e decretos assinados pelo Governador; 
- expedir instruções para a execução das leis, decretos e 
regulamentos; 
- apresentar ao Governador do Estado e à Assembleia Legislativa 
ser relatório anual de sua gestão na Secretaria, o qual deverá 
obrigatoriamente publicado no Diário Oficial; 
- praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas 
ou delegadas pelo Governador do Estado; 
- encaminhar à Assembleia Legislativa informações por escrito, 
quando solicitado pela Mesa, podendo ser responsabilizado, na forma da lei, 
em caso de recusa ou não-atendimento no prazo de trinta dias, bem como de 
fornecimento de informações falsas. 
Os Secretários de Estado poderão comparecer à Assembléia Legislativa, 
por sua iniciativa e mediante entendimento com a Mesa Executiva, para expor 
assunto de relevância de sua Secretaria. 
Nos crimes comuns e de responsabilidade, os Secretários de Estado serão 
processados e julgados pelo Tribunal de Justiça. Já nos crimes conexos 
com os do Governador do Estado, os Secretários de Estado serão 
processados e julgados pelos órgãos competentes para o processo e 
julgamento do Governador. Destaque-se que, nos crimes comuns, o 
Governador é julgado pelo STJ; nos crime de responsabilidade, pela 
Assembleia Legislativa. 
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10. (Questão Inédita) O Poder Executivo é exercido pelo Governador 
do Estado, com o auxílio dos Secretários de Estado. 
Comentários: 
Segundo o art. 79, da Constituição Estadual, o exercício do Poder Executivo 
compete ao Governador, com o auxílio dos Secretários de Estado. Questão 
correta. 
11. (Questão Inédita) Vagando os cargos de Governador e Vice-
Governador, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última 
vaga. 
Comentários: 
Exatamente o que dispõe o art. 85, § 2°, da Constituição Estadual. Questão 
correta. 
12. (Questão Inédita) Em caso de impedimento do Governador e do 
Vice-Governador, serão sucessivamente chamados ao exercício da 
Governança o Presidente do Tribunal de Justiça e o Presidente da 
Assembleia Legislativa. 
Comentários: 
O Presidente da Assembleia Legislativa é chamado antes do Presidente do 
Tribunal de Justiça. Questão errada. 
13. (Questão Inédita) O Governador e o Vice-Governadorlegislativo ou administrativo, que retratará 
a decisão popular, no referendo ela ocorre posteriormente, cabendo ao 
povo ratificar (confirmar) ou rejeitar o ato. 
Art. 3º. É mantida a integridade territorial do Estado, que só poderá ser 
alterada mediante aprovação de sua população, por meio de plebiscito, e por 
lei complementar federal. 
Comentários: 
O art. 3º traz norma que é repetida em inúmeras leis orgânicas e Constituições 
Estaduais. Segundo o referido dispositivo, é mantida a integridade do 
território do Estado, o que significa que os limites territoriais do Paraná não 
serão alterados. Sobre esse ponto, fazemos remissão ao art. 18, § 3º, da 
CF/88. 
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou 
desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos 
Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de plebiscito, e do 
Congresso Nacional, por lei complementar. 
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Assim, os limites territoriais do Estado do Paraná somente poderão ser 
alterados na forma do que prevê a Constituição Federal de 1988, após 
aprovação da população (mediante plebiscito) e do Congresso Nacional 
(mediante lei complementar). É necessária, ainda, a oitiva das Assembleias 
Legislativas dos estados interessados (art. 48, inciso VI, da CF/88). 
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Art. 4º. A organização político-administrativa do Estado compreende os 
Municípios, regidos por leis orgânicas próprias, observados os princípios da 
Constituição Federal e desta. 
Art. 5º. A cidade de Curitiba é a Capital do Estado e nela os Poderes têm sua 
sede. 
Parágrafo único. A Capital somente poderá ser mudada mediante lei 
complementar e após consulta plebiscitária. 
Art. 6º. O Estado adota como símbolos, além dos nacionais, a Bandeira, o 
Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. 
Art. 7º. São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Parágrafo único. Salvo as exceções previstas nesta Constituição, é vedado 
a qualquer dos poderes delegar atribuições, sendo que quem for investido na 
função de um deles não poderá exercer a de outro. 
Comentários: 
Esses artigos apresentam a estrutura básica do Estado do Paraná. Os Poderes do
Estado, independentes e harmônicos entre si, são o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Ressalte-se que é vedado a qualquer 
dos Poderes delegar atribuições e, ao cidadão investido em um deles, 
exercer função em outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. 
A capital do Paraná é a cidade de Curitiba, onde os Poderes (Executivo, 
Legislativo e Judiciário) têm sua sede; para que seja modificada a capital, 
faz-se necessário lei complementar e consulta plebiscitária. Os símbolos do 
estado são, além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o 
Sinete. 
A organização político-administrativa do Paraná compreende os Municípios, 
os quais são regidos por leis orgânicas próprias. 
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1. 
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(MPE/PR/ MPE-PR – 2012)Assinale a alternativa correta. São 
símbolos do Estado do Paraná, expressos na Constituição: 
a) Além dos símbolos nacionais, somente a Bandeira, o Hino e o Brasão de 
Armas; 
b) A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas, o Sinete e a Araucária; 
c) A Bandeira, o Hino, a Araucária e o Sinete; d) Além dos símbolos nacionais, a
Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e a 
Araucária; 
e) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o 
Sinete. 
Comentários: 
De acordo com o art. 6o da CE/PR, o Estado do Paraná adota como símbolos, 
além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. O 
gabarito é a letra D.
Art. 8º. Incluem-se entre os bens do Estado: 
I - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem em seu domínio, 
excluídas aquelas sob o domínio da União, dos Municípios ou de terceiros; 
II - as ilhas fluviais e lacustres e as terras devolutas situadas em seu 
território, não pertencentes à União; 
III - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em 
depósitos, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras 
da União; 
IV - os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua 
competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. 
Comentários: 
Para saber quais são os bens do Estado do Paraná, devemos fazer uma leitura 
combinada dos textos da Constituição Federal e da Constituição Estadual. O 
art. 26 da CF/88 dispõe o seguinte sobre os bens dos Estados: 
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e 
em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as 
decorrentes de obras da União; 
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II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no 
seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios 
ou terceiros; 
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; 
[Comentário: As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes 
com outros países são bens da União.] 
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. 
[Comentário: As terras devolutas da União são aquelas 
indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à 
preservação ambiental.] 
O rol de bens dos Estados relacionado pela CF/88 não é taxativo. Nesse 
sentido, a Constituição do Paraná trouxe uma novidade: incluiu como bens do 
Estado os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua 
competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Segundo 
essa perspectiva, considera-se bem do estado do Paraná os aluguéis recebidos 
a partir da locação de imóveis integrantes do patrimônio estadual. 
Art. 9º. Cabe ao Estado explorar, diretamente ou mediante concessão, a ser 
outorgada após licitação pública, os serviços locais de gás canalizado na 
forma da Lei. 
Comentários: 
O art. 9º, da Constituição do Paraná, reproduz dispositivo da Constituição 
Federal. Segundo o art. 25, § 2º, da CF/88, cabe aos Estados explorar 
diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, 
na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua 
regulamentação. Cabe destacar que a Constituição Estadual fez questão de 
deixar explícita a necessidade de que a concessão do serviço de gás canalizado 
deverá ser precedida de licitação. 
Art. 10. Os bens imóveis do Estado não podem ser objeto de doação ou de 
utilização gratuita, salvo, e mediante lei, se o beneficiário for pessoa jurídica 
de direito público interno, órgão ou fundação de sua administração indireta ou 
entidade de assistência social sem fins lucrativos, declarada de utilidade 
pública, ou para fins de assentamentos de caráter social. 
Parágrafo único. A alienação, a título oneroso, de bens imóveis do Estado 
dependerá de autorização prévia da Assembleia Legislativa e será precedida de 
concorrência pública, a qual será dispensada quando o adquirente for uma das 
pessoas jurídicas de direito público interno, referidas neste artigo, ou para fins 
de assentamentos de caráter social. 
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Segundo o art. 10, da Constituição Estadual, é vedada a doação ou 
utilização gratuita dos bens imóveis do Paraná. Essa é a regra geral, 
excepcionada apenas se o beneficiário for pessoa jurídica de direitonão 
poderão, sem licença da Assembleia Legislativa, ausentar-se do 
Estado, por período superior a quinze dias, sob pena de perda do 
cargo. 
Comentários: 
Segundo o art. 86, da Constituição Estadual, o Governador e o Vice-
Governador não poderão, sem licença da Assembléia Legislativa, ausentar-se 
do País, por qualquer tempo, e do Estado, quando a ausência exceder a 15 
(quinze) dias, sob pena de perda do cargo. Questão correta. 
14. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Governador dispor 
sobre a organização e o funcionamento da Administração estadual, na 
forma da lei. 
Comentários: 
Trata-se de competência privativa do Governador, nos termos do art. 87, 
inciso VI, da Constituição Estadual. Questão errada. 
15. (Questão Inédita) Ocorrendo vacância dos cargos de Governador 
e Vice-Governador nos primeiros 2 (dois) anos do período 
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governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias
depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da lei. 
Comentários: 
Caso ocorra a vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador nos dois 
primeiros anos do período governamental, ocorrerão eleições diretas (e não 
eleições feitas pela Assembleia Legislativa!). Questão errada. 
16. (Questão Inédita) Os Secretários de Estado são livremente 
nomeáveis e exoneráveis pelo Governador, sendo escolhidos dentre 
brasileiros natos ou naturalizados, maiores de trinta e cinco anos e no 
exercício dos direitos políticos. 
Comentários: 
Os Secretários de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de 21 
(vinte e um) anos, no exercício de seus direitos políticos. Questão errada. 
3- Poder Judiciário: 
O art. 93, da Constituição Estadual, relaciona os órgãos do Poder Judiciário 
no Estado do Paraná: 
Art. 93. São órgãos do Poder Judiciário no Estado: 
I - o Tribunal de Justiça; 
II – (Revogado) 
III - os Tribunais do Júri; 
IV - os Juízes de Direito; 
V - os Juízes Substitutos; 
VI - os Juizados Especiais; 
VII - os Juízes de Paz 
No Tribunal de Justiça do Paraná, haverá um órgão especial, integrado por 
25 (vinte e cinco) desembargadores, para o exercício de atribuições 
administrativas e jurisdicionais, delegadas da competência do tribunal pleno, 
promovendo-se a metade das vagas por antigüidade e a outra metade por 
eleição pelo tribunal pleno. 
A exigência do quinto constitucional encontra previsão explícita na 
Constituição do Estado do Paraná. Segundo o art. 95, da CE, um quinto dos 
lugares dos Tribunais de Justiça será composto de membros do 
Ministério Público, com mais de 10 (dez) anos de carreira, e de advogados 
inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná, de notório 
saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de 10 (dez) anos de efetiva 
atividade profissional. 
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Os integrantes do quinto constitucional serão indicados em lista sêxtupla pelos
órgãos de representação das respectivas classes. Recebidas as indicações, o
Tribunal de Justiça formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo que, nos
20 (vinte) dias subsequentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação. 
A Constituição do Estado do Paraná (art. 97) assegura à Magistratura todas as 
garantias, prerrogativas e vedações estabelecidas na Constituição Federal 
e no Estatuto da Magistratura. 
No que se refere às garantias, de acordo com José Afonso da Silva, elas podem 
ser de dois tipos: institucionais (que protegem o Judiciário como instituição) 
e funcionais ou de órgãos, que abrange a vitaliciedade, a inamovibilidade, a 
irredutibilidade dos subsídios e a imparcialidade dos membros do Judiciário (na 
forma de vedações). As três principais garantias são as seguintes: 
vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade. 
A vitaliciedade confere a garantia, ao magistrado, de que ele só perderá o 
cargo por sentença judicial transitada em julgado, com todas as garantias 
inerentes ao processo. Essa garantia é adquirida após dois anos de efetivo 
exercício do cargo, no caso de juiz que ingressou na carreira por meio de 
concurso público de provas e títulos e imediatamente para os membros dos 
Tribunais. Assim, o empossado pela regra do quinto constitucional adquire 
vitaliciedade no momento da posse, estando dispensado de estágio probatório. 
A garantia da inamovibilidade assegura ao juiz que este não será removido, 
de uma localidade para outra (ou mesmo de uma comarca ou sede para 
outra), sem o seu consentimento. Assegura, também, que ele não será 
afastado da apreciação de um caso ou de um processo por mecanismos 
institucionais. A remoção, em regra, só poderá se dar com a concordância do 
magistrado. 
Há, contudo, uma exceção, prevista constitucionalmente: a remoção (ou 
mesmo disponibilidade ou aposentadoria) do magistrado por interesse 
público. Nesse caso, deverá haver decisão da maioria absoluta do respectivo 
tribunal ou do CNJ, assegurada ampla defesa. 
Por fim, a irredutibilidade de vencimentos afasta a possibilidade de que lei 
reduza os subsídios pagos aos juízes. Visa-se, com isso, proteger o Judiciário 
contra pressões do Legislativo. 
3.1- Tribunal de Justiça: 
O Tribunal de Justiça, com sede na Capital e jurisdição em todo o território 
do Estado, compõe-se de desembargadores, em número fixado em lei, 
nomeados entre os juízes de última entrância. 
As competências do Tribunal de Justiça estão elencadas no art. 101, da 
Constituição Estadual: 
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Art. 101. Compete privativamente ao Tribunal de Justiça, através de
seus órgãos: I - propor à Assembléia Legislativa, observado o
disposto no art. 169 da Constituição Federal: a) a alteração do
número de seus membros; b) a criação e a extinção de cargos e a
remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhe forem
vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos
juízes, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III e 153, §
2º, I da Constituição Federal; c) a criação, extinção ou alteração do
número de membros dos tribunais inferiores; d) a alteração da
organização e da divisão judiciárias; e) a criação e extinção de
comarcas, varas ou distritos judiciários. 
Comentários: Com relação às competências relacionadas nesse inciso I, é 
importante destacar que o Tribunal de Justiça limita-se a exercer função 
propositiva; é necessária uma lei estadual para implementá-las. Por 
exemplo, o Tribunal de Justiça não pode, por ato próprio, alterar o número de 
seus membros ou a organização e divisão judiciária; a alteração do número 
dos membros do Tribunal de Justiça e da organização e divisão judiciária cabe 
à Assembleia Legislativa, por meio de lei estadual. 
II - prover, na forma prevista na Constituição Federal e nesta, 
os cargos de magistratura estadual, de primeiro e segundo 
graus, incluídos os de desembargador, ressalvada a competência 
pertinente aos cargos do quinto constitucional. 
III - aposentar os magistrados e os servidores da Justiça; 
IV - conceder licença, férias e outros afastamentos aos 
magistrados que lhe forem vinculados; 
Comentários: Os incisos II, III e IV evidenciam competências relacionadas à 
função atípica do Poder Judiciário. São competências essencialmente 
administrativas, relacionadas à forma pela qual o Tribunal de Justiça busca 
se organizar. 
V - encaminhar a proposta orçamentária do Poder Judiciário; 
Comentários: O Poder Judiciário possui autonomia administrativa e 
financeira. O Tribunal de Justiça elaborará a proposta orçamentária do 
Poder Judiciário, dentro dos limites estipuladosconjuntamente com os 
demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. 
VI - solicitar, quando cabível, a intervenção federal no Estado; 
Comentários: Uma das hipóteses de intervenção do Estado do Paraná em 
seus Municípios é quando o Tribunal de Justiça der provimento à 
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representação do Procurador-Geral de Justiça para assegurar a observância de
princípios indicados na Constituição do Estado, ou para prover a execução de lei,
de ordem ou de decisão judicial. 
VII - processar e julgar, originariamente: 
a) nos crimes comuns e de responsabilidade, os deputados 
estaduais, os juízes de direito e juízes substitutos, os Secretários 
de Estado, os membros do Ministério Público e os Prefeitos 
Municipais, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral, e, nos 
crimes comuns, o Vice-Governador do Estado; 
b) os mandados de segurança contra atos do Governador do 
Estado, da Mesa e da Presidência da Assembléia Legislativa, do 
próprio Tribunal ou de algum de seus órgãos, de Secretário de 
Estado, do Presidente do Tribunal de Contas, do Procurador-
Geral de Justiça, do Procurador-Geral do Estado e do Defensor-
Geral da Defensoria Pública; 
c) os mandados de injunção e os “habeas-data”; 
d) os “habeas-corpus” nos processos cujos os recursos forem de 
sua competência, ou quando o coator ou paciente for autoridade 
diretamente sujeita à sua jurisdição; 
e) as ações rescisórias de seus julgados e as revisões criminais 
nos processos de sua competência; 
f) as ações diretas de inconstitucionalidade e de 
constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e 
municipais contestados em face desta Constituição e a 
inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva 
norma constitucional; 
g) a execução de sentença nas causas de sua competência 
originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de 
atos processuais; 
h) a reclamação para a preservação de sua competência e 
garantia da autoridade de suas decisões; 
i) as causas e os conflitos entre o Estado e os Municípios, 
inclusive entre as respectivas entidades da Administração 
indireta; 
j) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e 
judiciárias do Estado, ou entre estas e as administrativas 
municipais; 
VIII - julgar, em grau de recurso, os feitos de competência da 
justiça estadual, salvo atribuídos, por lei, órgãos recursais dos 
juizados especiais; 
IX – exercer as demais funções que lhe forem atribuídas por lei. 
X – (Revogado) 
Comentários: As competências relacionadas nos incisos VII e VIII são as 
relativas à função jurisdicional do Tribunal de Justiça. Chamamos a sua 
atenção para a competência do Tribunal de Justiça para apreciar ação 
direta de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, estaduais ou 
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municipais, face à Constitucional Estadual. Na prova, nunca diga que apenas o
STF pode julgar ações diretas de inconstitucionalidade. Os Tribunais de Justiça
também podem... 
 
17. (Questão Inédita) Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz não 
integram a estrutura do Poder Judiciário do Estado do Paraná. 
Comentários: 
Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz integram a estrutura do Poder 
Judiciário do Estado do Paraná. Questão errada. 
18. (Questão Inédita) No Tribunal de Justiça haverá um órgão 
especial, integrado por 25 (vinte e cinco) desembargadores, para o 
exercício de atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da 
competência do tribunal pleno, promovendo-se a metade das vagas 
por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. 
Comentários: 
O órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná terá 25 desembargadores. 
Ele será o responsável pelas atribuições administrativas e jurisdicionais 
delegadas da competência do tribunal pleno. Questão correta. 
19. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de 
Justiça, através de seus órgãos, propor à Assembleia Legislativa a 
criação, extinção ou alteração do número de membros dos tribunais 
inferiores. 
Comentários: 
Exatamente o que dispõe o art. 101, inciso I, alínea “c” da Constituição 
Estadual. Questão correta. 
20. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de Justiça 
de 
atos 
normativos estaduais e municipais contestados em face da 
Constituição Estadual. 
Comentários: 
Segundo o art. 101, inciso VI, alínea “f”, compete ao Tribunal de Justiça 
processar 
inconstitucionalidade 
e julgar, originariamente, ações diretas 
ou e de constitucionalidade de leis 
processar e julgar as ações diretas de inconstitucionalidade e de 
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constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais face à
Constituição Estadual. Questão correta. 
21. (Questão Inédita) A proposta orçamentária do Poder Judiciário 
do Paraná será elaborada pelo Tribunal de Justiça, independentemente 
dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias. 
Comentários: 
Segundo o art. 98, § 1º, da Constituição Estadual, o Tribunal de Justiça 
elaborará a proposta orçamentária do Poder Judiciário, dentro dos limites 
estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes 
orçamentárias. Questão errada. 
1- Ministério Público 
O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional 
do Estado, que tem como funções a defesa da ordem jurídica, do regime 
democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 
127, “caput”, CF/88 c/c art. 114 Constituição do Estado do Paraná). 
São princípios institucionais do Ministério Público: i) a unidade; ii) a 
indivisibilidade e; iii) a independência funcional. 
O princípio da unidade determina que os membros do Ministério Público 
integram um único órgão, sendo chefiados apenas por uma pessoa. No âmbito 
da União, o Ministério Público Federal é chefiado pelo Procurador-Geral da 
República (PGR); no âmbito dos Estados, a chefia cabe ao Procurador-Geral de 
Justiça. Veja bem: não existe unidade entre o Ministério Público Federal e os 
Estaduais; a unidade se dá no âmbito de cada Ministério Público. 
Já a indivisibilidade possibilita que os integrantes da carreira possam ser 
substituídos uns pelos outros ao longo do processo. Isso porque o Ministério 
Público não se subdivide internamente em instituições autônomas, mas é uno 
e indivisível. Novamente, o princípio se aplica no âmbito interno de cada 
Ministério Público do nosso ordenamento jurídico. 
Por fim, a independência funcional determina que cada um dos membros do 
Ministério Público se vinculará apenas ao ordenamento jurídico e à sua 
convicção, não podendo sofrer retaliações devido à sua atuação. Como 
consequência, a Constituição de 1988 elevou à categoria de crime de 
responsabilidade do Presidente da República os atos praticados por este que 
atentem contra o livre exercício das atribuições do Parquet (CF, art. 85, II). A 
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 
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única hierarquia existente no âmbito do Ministério Público é de ordem
administrativa. 
O Ministério Público do Estado do Paraná tem por chefe o Procurador-Geral 
de Justiça, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os integrantes da 
carreira, indicados em lista tríplice elaborada, na forma da lei, por todos os 
seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, 
em que se observará o mesmo processo. O Procurador-Geral de Justiça 
poderá serdestituído por deliberação da maioria absoluta da Assembléia 
Legislativa, na forma da lei complementar respectiva. 
O Ministério Público é dotado de autonomia funcional e administrativa. 
Nesse sentido, tem competência para: 
- elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites da lei de 
diretrizes orçamentárias; 
- propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos 
e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de 
provas e títulos; 
- propor ao Poder Legislativo a política remuneratória e os planos 
de carreira. 
As funções institucionais do Ministério Público do Estado do Paraná estão 
relacionadas no art. 120, da Constituição Estadual: 
Art. 120. São funções institucionais do Ministério Público: 
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da 
lei; 
II - zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos 
serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta 
Constituição e na da República, promovendo as medidas 
necessárias à sua garantia; 
III - promover o inquérito civil e ação civil pública, para 
proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de 
outros interesses difusos e coletivos; 
IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação 
para fins de intervenção do Estado no Município, nos casos 
previstos nesta Constituição e na Federal; 
V - expedir notificações nos procedimentos administrativos de 
sua competência, requisitando informações e documentos, para 
instruí-los, na forma da lei complementar respectiva; 
VI - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da 
lei complementar mencionada no inciso anterior; 
VII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de 
inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas 
manifestações processuais; 
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VIII - exercer fiscalização dos estabelecimentos prisionais e dos que
abriguem menores, idosos, incapazes ou pessoas portadoras de
deficiência, supervisionando sua assistência; IX - fiscalizar,
concorrentemente, a aplicação das dotações públicas destinadas
às instituições assistenciais; X - participar em organismos estatais
de defesa do meio ambiente, do trabalhador, do consumidor, de
menores, de política penal e penitenciária e outros afetos a sua
área de atuação; XI - receber petições, reclamações, representações
ou queixas de qualquer pessoa por desrespeito aos direitos
assegurados na Constituição Federal e nesta, promovendo as
medidas necessárias à sua garantia; XII - exercer outras funções
que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com as suas
finalidades, sendo-lhe vedada a representação judicial e a
consultoria jurídica de entidades públicas. Parágrafo único. A
legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas
neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses,
segundo o disposto na Constituição Federal e na lei. 
O ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso 
público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do 
Brasil, observada, nas nomeações, a ordem de classificação. As funções do 
Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que 
deverão residir na comarca da respectiva lotação. 
A organização, as atribuições e o estatuto do Ministério Público são objeto de 
lei complementar. A referida lei complementar deverá prever garantias e 
vedações aos membros do Ministério Público. 
As garantias estão previstas no art. 188, inciso I, da Constituição Estadual e 
compreendem a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de 
subsídio. 
A vitaliciedade garante que o membro do “Parquet” não poderá perder o 
cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. É adquirida após dois 
anos de exercício. Já a inamovibilidade garante que ele não será removido 
de ofício, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão 
colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de 
seus membros, assegurada ampla defesa. Por fim, a irredutibilidade dos 
subsídios impede protege os ganhos dos membros do Ministério Público 
contra ingerências políticas. 
As vedações previstas no texto da Constituição Estadual, por sua vez, são as 
seguintes: 
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- receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou
custas processuais, sendo a verba honorária decorrente da sucumbência recolhida
ao Estado, como renda eventual, à conta da Procuradoria-Geral de Justiça, para
seu aperfeiçoamento, o de seus integrantes e o de seus equipamentos; 
- exercer a advocacia; 
- participar de sociedades comerciais, na forma da lei;
- exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função 
pública, salvo uma de magistério; 
- exercer atividade político-partidária, salvo exceções previstas 
em lei. 
2- Procuradoria-Geral do Estado: 
Segundo o art. 123, da CE, a advocacia do Estado, como função 
institucionalizada e organizada por lei complementar, terá como órgão único 
de execução a Procuradoria-Geral do Estado, diretamente vinculada ao 
Governador e integrante de seu gabinete. O Procurador-Geral do Estado, 
chefe da instituição, é de livre nomeação do Governador, preferencialmente 
dentre os integrantes da carreira e gozará de tratamento e prerrogativas de 
Secretário de Estado. 
As atribuições da Procuradoria-Geral do Estado estão relacionadas no art. 
124, da Constituição Estadual: 
Art. 124. Compete à Procuradoria-Geral do Estado, além de 
outras atribuições que lhe forem conferidas por lei: 
I - a representação judicial e extrajudicial do Estado e a 
consultoria jurídica do Poder Executivo; 
II - a unificação da jurisprudência administrativa do Estado; 
III - a cobrança judicial da dívida ativa do Estado; 
IV - a realização dos processos administrativo-disciplinares, nos 
casos previstos em lei; 
V - a orientação jurídica aos Municípios, em caráter 
complementar ou supletivo. 
O exercício das atribuições da Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos 
procuradores integrantes da carreira, que será organizada e regida por 
estatuto próprio, definido em lei complementar. 
O ingresso na carreira de procurador far-se-á na classe inicial, mediante 
concurso público específico de provas e títulos, organizado e realizado 
pela Procuradoria-Geral do Estado, assegurada a participação da Ordem 
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dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, obedecida, na nomeação, a
ordem de classificação. 
Os Procuradores do Estado possuem as seguintes garantias: 
I - irredutibilidade de subsídios e proventos; 
II – inamovibilidade, na forma da lei; 
III - estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, mediante 
avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório 
circunstanciado da Corregedoria; 
IV - promoção voluntária por antigüidade e merecimento, 
alternadamente, observados os requisitos previstos em lei; 
V - subsídios fixados com a diferença de 5% (cinco por cento) de 
uma para outra classe, observado o disposto no art. 37, XI, desta 
Constituição.1 
Aos Procuradores do Estado é vedado exercer a advocacia fora das 
funções institucionais e exercer qualquer outra função pública, exceto o 
magistério. 
3- Defensoria Pública: 
A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe a orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a 
defesa, em todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos 
interesses individuais e coletivos dos necessitados,na forma da lei. 
São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a 
impessoalidade e a independência na função. Lei complementar, 
observada a legislação federal, disporá sobre a organização, estrutura e 
funcionamento da Defensoria Pública, bem como sobre os direitos, deveres, 
prerrogativas, atribuições e carreiras de seus membros. 
 
1 O art. 37, inciso XI, da CF/88, é o que trata do teto remuneratório da Administração 
Pública. 
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22. (Questão Inédita) São princípios institucionais do Ministério Público a unidade,
a indivisibilidade e a independência funcional. 
Comentários: 
De fato, a unidade, indivisibilidade e independência funcional são princípios 
institucionais do Ministério Público. Questão correta. 
23. (Questão Inédita) O Ministério Público tem por chefe o 
Procurador-Geral do Estado, nomeado pelo Governador do Estado 
dentre os integrantes da carreira, indicados em lista tríplice elaborada, 
na forma da lei, por todos os seus membros, para mandato de 2 (dois) 
anos, vedada a recondução. 
Comentários: 
O chefe do Ministério Público do Estado é o Procurador-Geral de Justiça. 
Questão errada. 
24. (Questão Inédita) Os membros do Ministério Público sujeitam-se, 
entre outras vedações, à proibição de exercer, ainda que em 
disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de 
magistério, se houver compatibilidade de horário. 
Comentários: 
Exatamente o que dispõe o art. 118, inciso II, alínea “d”, da Constituição 
Estadual. Questão correta. 
25. (Questão Inédita) A Procuradoria Geral do Estado do Paraná, 
além de outras atribuições, tem competência para prestar a orientação 
jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. 
Comentários: 
Uma das funções da Procuradoria-Geral do Estado é prestar a orientação 
jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. Questão 
correta. 
26. (Questão Inédita) É vedado aos procuradores do Estado do 
Paraná exercer a advocacia fora das funções institucionais. 
Comentários: 
Os procuradores do Estado do Paraná não podem exercer a advocacia fora das 
funções institucionais. Questão correta. 
27. (Questão Inédita) A Procuradoria-Geral do Estado é instituição 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a 
orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa, em 
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todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos interesses
individuais e coletivos dos necessitados, na forma da lei. 
Comentários: 
É a Defensoria Pública do Estado que tem a competência para realizar a 
orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa dos direitos e 
dos interesses individuais e coletivos dos necessitados. Questão correta. 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (Questão Inédita) O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia 
Legislativa, constituída de representantes do povo, eleitos pelo 
sistema majoritário, por voto direto e secreto. 
2. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia 
Legislativa processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos 
crimes comuns e de responsabilidade. 
3. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia 
Legislativa - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador 
do Estado e apreciar os relatórios, sobre a execução dos planos de 
governo. 
4. (Questão Inédita) Os Deputados serão submetidos a julgamento 
perante o Tribunal de Justiça do Estado. 
5. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado investido no 
cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de 
Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão 
diplomática temporária. 
6. (Questão Inédita) A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se-
á, anualmente, na Capital do Estado, independente de convocação, de 
2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. 
7. (Questão Inédita) Os Deputados não poderão, desde a expedição 
do diploma, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito 
público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou 
empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato 
obedecer a cláusulas uniformes. 
8. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado que deixar de 
comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões 
ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela Assembléia. 
9. (Questão Inédita) As comissões, permanentes ou temporárias, 
podem convocar Secretários de Estado para prestarem informações 
sobre os assuntos inerentes a suas atribuições. 
10. (Questão Inédita) O Poder Executivo é exercido pelo Governador 
do Estado, com o auxílio dos Secretários de Estado. 
11. (Questão Inédita) Vagando os cargos de Governador e Vice-
Governador, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última 
vaga. 
12. (Questão Inédita) Em caso de impedimento do Governador e do 
Vice-Governador, serão sucessivamente chamados ao exercício da 
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Governança o Presidente do Tribunal de Justiça e o Presidente da
Assembleia Legislativa. 
13. (Questão Inédita) O Governador e o Vice-Governador não 
poderão, sem licença da Assembleia Legislativa, ausentar-se do 
Estado, por período superior a quinze dias, sob pena de perda do 
cargo. 
14. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Governador dispor 
sobre a organização e o funcionamento da Administração estadual, na 
forma da lei. 
15. (Questão Inédita) Ocorrendo vacância dos cargos de Governador 
e Vice-Governador nos primeiros 2 (dois) anos do período 
governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) 
dias depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da 
lei. 
16. (Questão Inédita) Os Secretários de Estado são livremente 
nomeáveis e exoneráveis pelo Governador, sendo escolhidos dentre 
brasileiros natos ou naturalizados, maiores de trinta e cinco anos e no 
exercício dos direitos políticos. 
17. (Questão Inédita) Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz não 
integram a estrutura do Poder Judiciário do Estado do Paraná. 
18. (Questão Inédita) No Tribunal de Justiça haverá um órgão 
especial, integrado por 25 (vinte e cinco) desembargadores, para o 
exercício de atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da 
competência do tribunal pleno, promovendo-se a metade das vagas 
por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. 
19. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de 
Justiça, através de seus órgãos, propor à Assembleia Legislativa a 
criação, extinção ou alteração do número de membros dos tribunais 
inferiores. 
20. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de 
Justiça processar e julgar, originariamente, ações diretas de 
atos 
normativos estaduais e municipais contestados em face da 
Constituição Estadual. 
inconstitucionalidade e de constitucionalidade de leis ou 
21. (Questão Inédita) A proposta orçamentária do Poder Judiciário 
do Paraná será elaborada pelo Tribunal de Justiça, independentemente 
dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias. 
22. (Questão Inédita) São princípios institucionais do Ministério 
Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. 
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2.
3.
4.
5.
6. 
23. (Questão Inédita) O Ministério Público tem por chefe o Procurador-Geral do
Estado, nomeado pelo Governador do Estado dentre os integrantes da carreira,
indicados em lista tríplice elaborada, na forma da lei, por todos os seus membros,
para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. 
24. (Questão Inédita) Os membros do Ministério Público sujeitam-
se, entre outras vedações, à proibição de exercer, ainda que em 
disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de 
magistério, se houver compatibilidade de horário. 
25. (Questão Inédita) A Procuradoria Geral do Estado do Paraná, 
além de outras atribuições, tem competência para prestar a orientação 
jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. 
26. (Questão Inédita) É vedado aos procuradores do Estado do 
Paraná exercer a advocacia fora das funções institucionais. 
27. (Questão Inédita) A Procuradoria-Geral do Estado é instituição 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a 
orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa, em 
todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos 
interesses individuais e coletivos dos necessitados, na forma da lei. 
GABARITO 
E 
E 
C 
C 
E 
C 
7. 
8. 
9. 
10. 
11. 
12. 
C 
C 
C 
C 
C 
E 
13. 
14. 
15. 
16. 
17. 
18. 
C 
E 
E 
E 
E 
C 
19. 
20. 
21. 
22. 
23. 
24. 
C 
C 
E 
C 
E 
C 
25. 
26. 
27. 
C 
C 
C 
1021905público 
interno, órgão ou fundação de sua administração indireta ou entidade de 
assistência social sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública, ou para 
fins de assentamentos de caráter social. 
Por sua vez, a alienação de bens imóveis do Estado do Paraná depende de 
dois requisitos: i) autorização prévia da Assembleia Legislativa e; ii) prévia 
concorrência pública (licitação). A concorrência será dispensada apenas se o 
adquirente for pessoa jurídica de direito público ou para fins de assentamentos 
de caráter social. 
2.2- Competências do Estado: 
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Art. 11. O Estado exerce em seu território toda a competência que não lhe 
seja vedada pela Constituição Federal. 
Art. 12. É competência do Estado, em comum com a União e os Municípios: 
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas 
e conservar o patrimônio público; 
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das 
pessoas portadoras de deficiência; 
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, 
artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os 
sítios arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e 
de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; 
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; 
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas 
formas; 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento 
alimentar; 
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das 
condições habitacionais e de saneamento básico; 
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, 
promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; 
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2. (COPS-UEL/ PC-PR – 2013) Com relação às competências 
comuns entre a União Federal e o Estado do Paraná, previstas 
constitucionalmente, considere as afirmativas a seguir. 
I. Estabelecer e implantar política de educação para a segurança do 
trânsito. 
II. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento 
alimentar. 
III. Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência.
IV. Explorar, mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
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XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa 
e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território; 
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do 
trânsito. 
Parágrafo único. A cooperação entre o Estado, a União e os Municípios será 
definida em lei complementar e visará ao equilíbrio do desenvolvimento e do 
bem-estar no âmbito estadual e municipal. 
Comentários: 
A Constituição Federal de 1988 não listou, de forma taxativa, todas as 
competências dos Estados, motivo pelo qual a doutrina considera que os 
Estados possuem competência remanescente (residual). O art. 11 da 
Constituição Estadual reproduz norma da CF/88, que, em seu art. 25, § 1º, 
dispõe que “são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam 
vedadas por esta Constituição”. 
No art. 12, da Constituição Estadual do Paraná, temos novamente a 
reprodução de dispositivo da Constituição Federal. Nesse dispositivo, são 
reproduzidas as competências comuns da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. A peculiaridade do dispositivo é a previsão do 
parágrafo único de que a cooperação entre o Estado, a União e os Municípios 
será definida em lei complementar e visará ao equilíbrio do desenvolvimento 
e do bem-estar no âmbito estadual e municipal. 
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b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: Os itens I, II e III estão previstos na CF/88 e na CE/PR como sendo 
competências comuns entre a União e o Estado do Paraná. Já o item IV é 
competência unicamente do Estado do Paraná (art. 9o, CE/PR). O gabarito é a 
letra D. 
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Art. 13. Compete ao Estado, concorrentemente com a União, legislar sobre: 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II - orçamento; 
III - juntas comerciais; 
IV - custas dos serviços forenses; 
V - produção e consumo; 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e 
dos recursos naturais, proteção ao meio ambiente e controle da poluição; 
VII - proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e 
paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor e a bens 
e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
IX - educação, cultura, ensino e desportos; 
X - criação, competência, composição e funcionamento dos juizados 
especiais de que trata o art. 109 desta Constituição, observado o disposto no 
art. 98, I, da Constituição Federal; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
XIII - assistência jurídica e defensoria pública; 
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XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres da Polícia Civil. 
§ 1º. O Estado, no exercício de sua competência suplementar, observará as 
normas gerais estabelecidas pela União. 
§ 2º. Inexistindo lei federal sobre as normas gerais, o Estado poderá exercer 
competência legislativa plena para atender às suas peculiaridades. 
§ 3º. A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a 
eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. 
Comentários: 
O art. 13 da Constituição Estadual enumera as competências concorrentes 
entre a União e o Estado do Paraná. É, mais uma vez, dispositivo que reproduz 
a CF/88. Sobre a competência concorrente, cabe destacar o seguinte: 
a) A União é responsável por editar normas gerais, ao passo que os Estados 
e o Distrito Federal editam normas suplementares. 
b) O Estado, no exercício de sua competência suplementar, observará as 
normas gerais estabelecidas pela União. 
c) Inexistindo lei federal sobre as normas gerais, o Estado poderá exercer 
competência legislativa plena para atender às suas peculiaridades. Assim, 
no âmbito da competência concorrente, os Estados podem atuar, 
fundamentalmente, de duas formas diferentes: 
-Exercitando a competência suplementar: caso a União edite normas 
gerais. 
- Exercendo a competência legislativa plena: caso a União não edite 
sua lei de normas gerais. Nessa situação, o Estado poderá editar lei 
sobre normas gerais. 
d) A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a eficácia da 
Cuidado, pessoal, pois as bancas lei estadual, no que lhe for contrário. 
examinadoras adoram falar em revogação, o que está errado. 
Art. 14. O Estado do Paraná poderá celebrar convênios com entidades de 
direito público ou privado, para a realização de obras ou serviços. 
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Art. 15. Os municípios gozam de autonomia, nos termos previstos pela
Constituição Federal e por esta Constituição. 
Art. 16. O município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com 
interstício mínimo de dez dias, e aprovadapor dois terços dos membros da 
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos 
na Constituição Federal, nesta Constituição e os seguintes preceitos: 
I - eleição do Prefeito e Vice-Prefeito, entre eleitores inscritos maiores de 
vinte e um anos, e dos Vereadores, entre maiores de dezoito anos, para 
mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo, em todo País; 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito, noventa dias antes do término do 
mandato daqueles a que devem suceder, aplicadas as regras do art. 77 da 
Constituição Federal no caso de Municípios com mais de duzentos mil 
eleitores; 
III - os Prefeitos ou quem os houver sucedido ou substituído no curso dos 
mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente; 
IV - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1° de janeiro do ano 
subsequente ao da eleição; 
V - número de Vereadores proporcional à população do Município, 
obedecidos os seguintes limites: 
a) até quinze mil habitantes, nove Vereadores; 
b) de quinze mil e um a trinta mil habitantes, onze Vereadores; 
c) de trinta mil e um a cinquenta mil habitantes, treze Vereadores; 
d) de cinquenta mil e um a setenta mil habitantes, quinze Vereadores; 
e) de setenta mil e um a noventa mil habitantes, dezessete Vereadores;
f) de noventa mil e um a cento e vinte mil habitantes, dezenove Vereadores;
g) de cento e vinte mil e um a um milhão de habitantes, vinte e um 
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O art. 14 trata da possibilidade de o Paraná celebrar convênios com 
entidades de direito público ou privado, para a realização de obras ou 
serviços. O convênio é um ajuste entre duas partes, envolvendo mútua 
colaboração, com o objetivo de alcançar interesses comuns. É diferente do 
contrato, em que as partes têm interesses opostos. 
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Organização Municipal 
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Vereadores; 
h) de um milhão e um a um milhão e quinhentos mil habitantes, trinta e 
cinco Vereadores; 
i) de um milhão e quinhentos mil e um a dois milhões de habitantes, trinta e 
sete Vereadores; 
j) de dois milhões e um a dois milhões e quinhentos mil habitantes, trinta e 
nove Vereadores; 
l) de dois milhões e quinhentos mil e um a cinco milhões de habitantes, 
quarenta e um Vereadores; 
m) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinquenta e cinco nos municípios 
de mais de cinco milhões de habitantes. 
VI - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais 
fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem 
os arts. 37, XI, 39, §4°, 150, II, 153, III e 153, §2º, I, da Constituição 
Federal; 
VII - subsídios dos Vereadores fixado por lei de iniciativa da Câmara 
Municipal, na razão de 75% (setenta e cinco por cento), daquele 
estabelecido, em espécie, para os Deputados Estaduais, observado o que 
dispõem os arts. 39, §4°, 57, §7°, 150, II, 153, III, e 153, §2°, I, da 
Constituição Federal; 
VIII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá 
ultrapassar o montante de 5%, cinco por cento, da receita do município; 
IX - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no 
exercício do mandato e na circunscrição do Município; 
X - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no 
que couber, ao disposto na Constituição Federal, para os membros do 
Congresso Nacional, e nesta Constituição, para os membros da Assembleia 
Legislativa; 
XI - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; 
XII - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara 
Municipal; 
XIII - cooperação das associações representativas no planejamento 
municipal; 
XIV - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do 
Município, da cidade ou de bairros, através de, pelo menos, cinco por cento 
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do eleitorado; 
XV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, §1° da 
Constituição Federal. 
Comentários: 
Esses dispositivos reproduzem vários incisos do art. 29 da CF/88.
Os Municípios do Paraná, dotados de autonomia política, administrativa e 
financeira, serão regidos por Lei Orgânica e pela legislação que adotarem, 
na 
Constituição Estadual. A Lei Orgânica é votada em dois turnos, com interstício 
mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara 
Municipal. 
observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e 
O Município não tem três Poderes, mas apenas dois. 
São Poderes do Município, independentes e harmônicos 
entre si, o Legislativo, exercido pela Câmara Municipal, 
e o Executivo, exercido pelo Prefeito. 
 
Art. 17. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar 
suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar 
balancetes nos prazos fixados em lei; 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a lei estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de concessão ou 
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte 
coletivo, que tem caráter essencial; 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, 
programas de educação pré-escolar, de educação especial e de ensino 
fundamental; 
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, 
serviços de atendimento à saúde da população; 
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial mediante 
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo 
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urbano; 
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a 
legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual; 
X - garantir a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida; 
XI - instituir guardas municipais incumbidas da proteção de seus bens, 
serviços e instituições, na forma da lei. 
Comentários: 
O art. 17 da CE/PR baseia-se no art. 30 da CF/88, que trata das competências 
dos Municípios. 
A competência legislativa dos municípios subdivide-se em exclusiva e 
suplementar: 
a) Competência exclusiva para legislar sobre assuntos de interesse 
local (CE/PR, art. 17, I); 
b) Competência suplementar, para suplementar a legislação federal 
ou estadual, no que couber (CE/PR, art. 17, II). Destaque-se que os 
Municípios poderão, inclusive, suplementar a legislação federal ou 
estadual que trate de matéria afeta à competência concorrente. É o 
caso, por exemplo, da legislação tributária municipal, que suplementa a 
legislação federal e estadual. 
Já a competência administrativa dos Municípios autoriza sua atuação sobre 
matérias de interesse local, especialmente sobre aquelas constantes dos 
incisos III a IX do art. 17 da CE/PR. 
Art. 18. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo 
Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do 
Poder Executivo Municipal, na forma da lei. 
§ 1º. O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do 
Tribunal de Contas do Estado, competindo-lhe, no que couber, o disposto no 
art. 75 desta Constituição. 
§ 2º. O parecer prévio, emitido pelo órgão competente, sobre as contas que o 
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois 
terços da Câmara Municipal. 
§ 3º. As contas dos Municípios ficarão, a cada ano,durante sessenta dias, nas 
Câmaras Municipais, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e 
apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
§ 4º. É vedada a criação de tribunais, conselhos ou órgãos de contas 
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municipais. 
§ 5°. As Câmaras Municipais elegerão o órgão oficial do Município para a 
publicação das leis. 
Comentários: 
Os recursos públicos sofrem duas formas de controle: o controle interno, 
realizado no âmbito de cada poder e o controle externo, realizado pelo Poder 
Legislativo. É por isso que o art. 18 da CE/PR dispõe que a fiscalização da 
administração pública municipal competirá: 
1021905
- à Câmara Municipal, mediante controle externo; 
- ao sistema de controle interno do Poder Executivo Municipal. 
O art. 18 da Constituição do Estado do Paraná faz menção, ainda, ao papel do 
Tribunal de Contas. Nesse sentido, o controle externo é realizado pela Câmara 
Municipal com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. 
Art. 19. Lei complementar estadual disporá sobre a criação, a incorporação, a 
fusão e o desmembramento de Municípios. 
§ 1º. Os seguintes requisitos serão observados na criação de Municípios: 
I - efetivação por lei estadual; 
II - a criação, incorporação, fusão e desmembramento de município far-se-ão 
por Lei Estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal 
e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos 
municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de viabilidade municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei; 
III - preservação da continuidade e da unidade histórico-cultural do ambiente 
urbano; 
IV - não-constituição de área encravada no Município de origem. 
§ 2º. O procedimento de criação, incorporação, fusão e desmembramento de 
Municípios terá início mediante representação dirigida à Assembleia Legislativa, 
subscrita por 100 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados. 
§ 3º. O projeto de criação, incorporação, fusão e desmembramento de 
Municípios apresentará a área da unidade proposta em divisas claras, precisas 
e contínuas. 
§ 4º. A aprovação do eleitorado, prevista no § 1°, II, deste artigo, dar-se-á 
pelo voto da maioria simples, exigindo-se o comparecimento da maioria 
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absoluta do eleitorado. 
§ 5º. Se o comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o 
resultado do plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser 
renovada na mesma sessão legislativa. 
Comentários: 
O art. 19, da Constituição Estadual do Paraná dispõe que lei complementar 
o 
1021905
estadual 
desmembramento de Municípios. Alguns requisitos precisam ser observados; 
tais requisitos derivam da própria Constituição Federal de 1988. 
Mas, afinal, o que diz a Constituição Federal? 
disporá sobre a criação, a incorporação, a fusão e 
Art.18-........................................................................... 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de 
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período 
determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos 
de Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos 
Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 
Da leitura do dispositivo supratranscrito, percebe-se que são necessários os 
seguintes requisitos para a criação, incorporação, a fusão e o 
desmembramento de Municípios: 
1) Lei ordinária estadual responsável pela criação, incorporação, a fusão 
e o desmembramento. É a lei que efetiva a criação do Município. 
2) A lei ordinária estadual deverá ser publicada dentro do período 
determinado por lei complementar federal. 
3) Há necessidade de consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos Municípios envolvidos. 
4) Deve ser aprovada lei ordinária federal estabelecendo os requisitos 
genéricos para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de 
Municípios. 
5) Devem ser divulgados Estudos de Viabilidade Municipal, na forma da 
lei. A consulta às populações envolvidas deverá ser posterior à 
divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. 
O art. 19 da CE/ PR traz alguns requisitos adicionais para a criação de 
Municípios no Estado, não previstos na CF/88: a preservação da 
continuidade e da unidade histórico-cultural do ambiente urbano e a 
não-constituição de área encravada no Município de origem. 
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Prevê, ainda, que o procedimento de criação, incorporação, fusão e 
desmembramento de Municípios terá início mediante representação dirigida à 
Assembleia Legislativa, subscrita por 100 eleitores das áreas interessadas, 
devidamente identificados. 
Art. 20. O Estado não intervirá nos Municípios, exceto quando: 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, 
a dívida fundada; 
II - não forem prestadas as contas devidas, na forma da lei; 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na 
manutenção e desenvolvimento do ensino; 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a 
observância de princípios indicados na Constituição do Estado, ou para prover 
a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
A Constituição Federal de 1988 tratou sobre o tema da intervenção estadual 
em seu art. 35, norma esta que foi parcialmente reproduzida pela 
Constituição Estadual do Paraná. Segundo a CF/88, as hipóteses de 
intervenção do Estado nos municípios são as seguintes: 
1021905
- deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos 
consecutivos, a dívida fundada; 
- não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
– não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na 
manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde; 
-o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a 
observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para 
prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
Comparando o texto da CF/88 com a Constituição Estadual, verificamos uma 
Na CF/88, uma das hipóteses de intervenção do Estado nos 
municípios é quando não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita 
municipal nos serviços públicos de saúde. Apesar de ela não estar 
explícita na Constituição Estadual, essa hipótese de intervenção deve ser 
entendida como aplicável no âmbito do Paraná em virtude de expresso 
comando da CF/88. 
A intervenção no Município dar-se-á por decreto do Governador e poderá 
ocorrer de quatro maneiras diferentes: 
diferença. 
a) de ofício; 
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b) mediante solicitação da Câmara Municipal, aprovada pelo voto da 
maioria absoluta dos seus membros; 
c) mediante solicitação do Tribunal de Contas e; 
d) mediante requisição do Tribunal de Justiça, no caso do inciso IV, do 
art. 20. 
O decreto de intervenção será submetido, no prazo de 24 horas, à 
apreciação da Assembleia Legislativa, a qual, se não estiver reunida, será 
convocada extraordinariamente, no mesmo prazo. O referido decreto 
especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, 
nomeará interventor. 
Aprovada a intervenção, o Governador nomeará o interventor, que 
assumirá seus encargos perante a Mesa Executiva da Câmara Municipal ou, se 
for o caso,perante a autoridade judiciária competente, mediante a prestação 
do compromisso de cumprir as Constituições Federal e Estadual, observar as 
leis e os limites do decreto interventivo, para bem e lealmente desempenhar 
as funções de seu encargo extraordinário. O interventor prestará contas de 
sua administração à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas, nas mesmas 
condições estabelecidas para o Prefeito Municipal. 
No caso de representação provida pelo Tribunal de Justiça, o decreto irá 
se limitar à suspensão do ato impugnado, se esta medida bastar ao 
restabelecimento da normalidade. Destaque-se que, nesse caso, fica 
dispensada a apreciação da Assembleia Legislativa. 
Por último, cabe destacar que, uma vez cessados os motivos da 
intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, 
salvo impedimento legal. 
Art. 21. O Estado instituirá, mediante lei complementar, regiões 
metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por 
agrupamentos de Municípios limítrofes, para integrar a organização, o 
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, 
assegurando-se a participação dos Municípios envolvidos e da sociedade civil 
organizada na gestão regional. 
O art. 21 da Constituição Estadual estabelece que o Estado instituirá, mediante 
lei complementar, região metropolitana, aglomerações urbanas e 
microrregiões, constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. 
O objetivo é integrar a organização, o planejamento e a execução de 
funções públicas de interesse comum, assegurando-se a participação dos 
Municípios envolvidos e da sociedade civil organizada na gestão regional. Para 
o atingimento desses objetivos serão destinados recursos financeiros do 
Estado e dos Municípios integrantes, previstos nos respectivos orçamentos 
anuais. 
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3. (MPE-PR/ MPE-PR – 2012) Para a criação, a incorporação e o 
desmembramento de Municípios, no Estado do Paraná, assinale a 
alternativa incorreta: 
a) É necessária representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 
300 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados; 
b) É indispensável lei estadual, após consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de 
viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei; 
c) Nas consultas plebiscitárias, entende-se por população diretamente 
interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do 
que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a 
população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; 
e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao 
total da população consultada; 
d) É indispensável a preservação da continuidade e da unidade histórico-
cultural do ambiente urbano e a não-constituição de área encravada no 
Município de origem; 
e) A aprovação do eleitorado dar-se-á pelo voto da maioria simples, exigindo-
se o comparecimento da maioria absoluta do eleitorado, mas caso o 
comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o resultado do 
plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser renovada na 
mesma sessão legislativa. 
Comentários: 
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É facultada a criação, mediante lei, de órgãos ou entidades de apoio 
técnico de âmbito regional, para organizar, planejar e executar as funções 
públicas de interesse comum. Com efeito, o planejamento das regiões 
metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões deverá adequar-se às 
diretrizes de desenvolvimento do Estado. 
Poderão os Municípios, com anuência e fiscalização das respectivas Câmaras 
Municipais, tendo em vista interesses mútuos, associar-se e conceder 
serviço público, para utilização conjunta, a qualquer entidade com 
personalidade jurídica própria, direção autônoma e finalidade 
específica. Serão instituídos, por lei complementar, mecanismos de 
compensação financeira para os Municípios que sofrerem diminuição ou 
perda da receita, por atribuições e funções decorrentes do planejamento 
regional. 
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A letra A está incorreta. A CE/PR exige que o procedimento de criação, 
incorporação, fusão e desmembramento de Municípios tenha início mediante 
representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 100 eleitores 
das áreas interessadas, devidamente identificados. 
A letra B está correta. Esses são os requisitos previstos nos incisos I e II do 
art. 19, § 1o, da CE/PR. 
A letra C está correta. complementar. Na ADIN nº 2.650/DF, o STF considerou 
que se deve dar ao termo “população diretamente interessada” o significado de 
que, nos casos de desmembramento, incorporação ou subdivisão de Estado, 
deve ser consultada, mediante plebiscito, toda a população do (s) Estado (s) 
afetado (s), e não apenas a população da área a ser desmembrada, 
incorporada ou subdividida. 
A letra D está correta. Esses requisitos estão previstos nos incisos III e IV do 
art. 19, § 1o, da CE/PR. 
A letra E está correta. É o que prevê o § 4o do art. 19 da CE/PR. 
O gabarito é a letra A. 
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4. (Questão Inédita)- É vedado a qualquer dos Poderes delegar 
atribuições, e ao cidadão investido em um deles, exercer função em 
outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. 
Comentários: 
De fato, nenhum dos Poderes pode delegar atribuições a outro. Além disso, o 
cidadão investido em qualquer dos Poderes não poderá exercer função em 
outro, exceto nos casos previstos na Constituição Estadual. Questão correta. 
5. (Questão Inédita)- É competência dos Estados dispor sobre o 
horário e dias de funcionamento do comércio local e de eventos 
comerciais temporários de natureza econômica. 
Comentários: 
Os Municípios têm competência para dispor sobre o horário e dias de 
funcionamento do comércio local e de eventos comerciais temporários de 
natureza econômica. Questão errada. 
6. (Questão Inédita) A prestação eficiente dos serviços públicos, 
garantida a modicidade das tarifas é um dos objetivos do Estado do 
Paraná. 
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De fato, a prestação eficiente dos serviços públicos e a modicidade das tarifas 
é objetivo do Estado do Paraná (art.1º, inciso VI, da CE). Questão correta. 
1021905
7. (Questão Inédita)- Os símbolos do Estado do Paraná a Bandeira, 
o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. 
Comentários: 
A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete são símbolos do Estado do 
Paraná. Questão correta. 
8. (Questão Inédita)- São bens do Estado do Paraná as terras 
devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à 
preservação ambiental. 
Comentários: 
As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação 
ambiental são bens da União. Questão errada. 
9. (Questão Inédita)- São bens do Estado do Paraná os rendimentos 
decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da 
exploração dos bens imóveis de se domínio. 
Comentários: 
Segundo o art. 8º, inciso IV, da Constituição Estadual, são bens do Estado do 
Paraná os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua 
competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Questão 
correta. 
10. (Questão Inédita) No Estado do Paraná, a fiscalização do 
Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante 
controle externo, e pelos sistemas de controle internodo Poder 
Executivo Municipal, na forma da lei 
Comentários: 
O controle externo é responsabilidade do Poder Legislativo Municipal, nos 
termos do art. 18, da Constituição Estadual. Questão correta. 
11. (Questão Inédita) É permitida a criação, no Estado do Paraná, de 
Tribunais de Contas municipais. 
Comentários: 
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Ao iniciar esse tema, devemos nos fazer a seguinte pergunta: quais são os
princípios da Administração Pública?
Conforme você já estudou em Direito Administrativo, a CF/88 estabelece que 
são princípios da Administração Pública a legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência. Esses são os princípios explícitos 
da Administração Pública, assim chamados por estarem expressamente 
previstos no art. 37 da CF/88. Vejamos: 
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É vedada a criação de tribunais, conselhos ou órgãos de contas municipais 
Questão errada. 
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12. (Questão Inédita)-A intervenção do Estado do Paraná nos 
Municípios será feita mediante decreto do Governador, o qual 
especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se 
couber, nomeará interventor. O decreto será submetido à apreciação 
da Assembleia Legislativa dentro de 24 horas. Caso a Assembleia 
convocada Legislativa não esteja reunida, ela será 
extraordinariamente no mesmo prazo. 
Comentários: 
Questão bastante longa, com várias informações corretas sobre a intervenção 
do Estado do Paraná em seus Municípios: 
1) A intervenção será feita mediante decreto do Governador. 
2) O decreto interventivo especificará a amplitude, o prazo e as 
condições de execução e, se couber, nomeará interventor. 
3) A Assembleia Legislativa apreciará o decreto interventivo dentro de 24 
horas. Se ela não estiver reunida, será convocada extraordinariamente 
no mesmo prazo. 
Por tudo o que comentamos, a questão está correta. 
13. (Questão Inédita)- A instituição de região metropolitana, 
aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios será feita 
mediante lei complementar estadual. 
Comentários: 
De fato, é matéria de lei complementar estadual a instituição de região 
metropolitana, aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios. 
Questão correta. 
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Administração Pública 
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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, 
ao seguinte 
Municípios obedecerá aos princípios de 
Mas esses não são os únicos princípios da Administração Pública. Há diversos 
outros princípios, conhecidos como princípios implícitos da Administração 
Pública, alguns dos quais foram relacionados, em âmbito federal, pelo art. 2º 
da Lei nº 9.784/99. Citamos, entre os princípios implícitos, os princípios da 
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório, 
segurança jurídica e interesse público. 
Art. 2º. A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos 
princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, 
segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
A Constituição Estadual do Paraná, em seu art. 27, traz o conjunto de 
princípios que deverão informar a Administração Pública daquela unidade da 
Federação. Vejamos: 
Art. 27.!A administração pública direta, indireta e fundacional, de qualquer dos 
Poderes do Estado e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, motivação, 
economicidade e, também, ao seguinte: 
O que você vê de diferente nesse dispositivo? 
A diferença é que ele prevê, explicitamente, como princípios da Administração 
Pública a razoabilidade, motivação e economicidade. 
O princípio da razoabilidade, conforme já estudamos em Direito 
Administrativo, tem como objetivo verificar se há compatibilidade entre os 
meios empregados e os fins visados pela Administração Pública. 
O princípio da economicidade, por sua vez, é o que prega pela obtenção de 
resultados esperados ao menor custo possível. Guarda íntima relação com o 
princípio da eficiência. 
O princípio da motivação é o que determina que os atos administrativos 
devem ser motivados, é dizer, a Administração Pública deverá apresentar a 
declaração escrita do motivo que determinou a prática do ato. A motivação 
deriva do princípio da publicidade, que impõe a necessidade de transparência 
dos atos administrativos. 
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I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que 
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na 
forma da lei; 
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Em virtude de expressa determinação da CF/88, os cargos, empregos e 
funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. 
Observe que estrangeiros também podem ocupar cargos, empregos e 
funções públicas. 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia 
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a 
natureza e complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, 
respeitada a ordem de classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em 
comissão; 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, 
prorrogável, uma vez, por igual período; 
IV - durante o prazo previsto no edital de convocação, respeitado o disposto 
no item anterior, os aprovados em concurso público de provas ou de provas e 
títulos serão convocados, com prioridade sobre novos concursados para 
assumir cargo ou emprego; 
Para ser investido em cargo ou emprego público, é necessário, em regra, a 
aprovação prévia em concurso público, que poderá ser de provas ou de 
provas e títulos. Destaque-se, entretanto, que o provimento de cargos em 
comissão independe de aprovação em concurso. Tais cargos são de livre 
nomeação e exoneração. 
Os concursos públicos têm a validade de 2 (dois) anos, sendo possível uma 
prorrogação por igual período. Durante esse período, os aprovados têm 
prioridade para nomeação em relação a novos concursados. Cabe ressaltar que 
a nomeação dos candidatos deverá obedecer à ordem de classificação. 
V - as funções de confiança exercidas exclusivamente por servidores 
ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão a serem preenchidos por 
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos 
em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento; 
tem VI - é garantido ao servidor público civil, estadual e municipal, o direito à livre 
associação sindical; 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei 
específica; 
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Esses dois dispositivos versam sobre “direitos dos servidores públicos”. O 
primeiro deles é o direito de livre associação. Não pode a lei exigir 
autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no 
órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical. O segundo dispositivo, por sua vez, trata do direito de 
greve do servidor público. 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as 
pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios desua admissão; 
Esse inciso busca garantir a inclusão dos portadores de necessidades especiais. 
Uma das medidas adotadas para esse fim é o estabelecimento, nos concursos 
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públicos, de vagas reservadas aos portadores de necessidades 
especiais. São as chamadas cotas. 
IX - lei complementar estabelecerá os casos de contratação, por tempo 
determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse 
público, atendidos os seguintes princípios: 
a) realização de teste seletivo, ressalvados os casos de calamidade pública; 
b) contrato com prazo máximo de dois anos; 
Esse dispositivo trata da possibilidade de a Administração Pública efetuar 
contratações temporárias em razão de excepcional interesse público. No 
Estado do Paraná, a contratação temporária é feita por um prazo máximo de 2 
(dois) anos e depende de teste seletivo prévio, que é, na verdade, um 
processo seletivo simplificado. 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o §4° do 
art. 39 da Constituição Federal, somente poderão ser fixados ou alterados por 
lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada 
revisão anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
A remuneração e o subsídio de servidores públicos devem ser fixados ou 
alterados por lei, sendo assegurada a revisão anual, sempre na mesma 
data e sem distinção de índices. O objetivo da revisão anual é evitar a perda 
do poder de compra dos salários dos servidores públicos. 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos 
públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de 
qualquer dos Poderes dos Estados e dos Municípios, dos detentores de 
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou 
outras espécies remuneratórias, percebidos cumulativamente ou não, incluídas 
as vantagens pessoais de qualquer natureza, não poderão exceder o subsídio 
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; 
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O teto remuneratório da Administração Pública é o subsídio dos Ministros 
do Supremo Tribunal Federal. 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não 
poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies 
remuneratória para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão 
computados nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos 
ulteriores; 
O inciso XII tem como objetivo impedir com que os servidores do Poder 
Executivo recebam remuneração inferior àquela percebida pelos 
servidores do Poder Legislativo e Poder Judiciário. 
O inciso XIII veda a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias para 
efeito de remuneração de pessoal do serviço público. Não é possível 
estabelecer, por exemplo, que um Auditor-Fiscal da SEFAZ-PR receberá 90% 
do que recebe um Juiz Estadual. 
Por último, o inciso XIV impede o “efeito repique” nas remunerações dos 
servidores públicos. O “efeito repique” seria a incidência de gratificações “em 
cascata”, ou seja, a incidência cumulativa de gratificações. Nesse sentido, o 
parâmetro para incidência das gratificações deverá ser sempre o mesmo: o 
vencimento percebido pelo servidor público. 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos 
públicos são irredutíveis, ressalvados o disposto nos incisos XI e XIV deste 
artigo e nos arts 39 §4°, 150, II, 153, III e 153, §2°, I da Constituição 
Federal; 
O inciso XV consagra a regra da irredutibilidade das remunerações dos 
servidores públicos. 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando 
houver compatibilidade de horários, observados em qualquer caso o disposto 
no inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico
ou científico; c) a de dois cargos privativos de médico; 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista, 
suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder 
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Público. 
A regra geral é a vedação da acumulação remunerada de cargos 
públicos. Tal regra é excepcionada apenas quando houver compatibilidade 
de horários e se tratarem: i) de dois cargos de professor; ii) de um cargo de 
professor com outro técnico ou científico ou; iii) de dois cargos privativos de 
médico 
XVIII - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de 
fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de 
sua atuação; 
XIX - depende de autorização legislativa a transformação, fusão, cisão, 
incorporação, extinção e privatização e, em cada caso, a criação de 
subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a 
participação de qualquer delas em empresa privada; 
A criação de autarquias é feita mediante lei específica; por sua vez, a 
criação de fundações, empresas públicas e sociedades de economia 
mista é autorizada por lei. Cabe à lei complementar definir as áreas de 
atuação das fundações. 
XX - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, 
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação que 
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que 
estabeleçam as obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da 
proposta, nos termos da lei, a qual permitirá somente as exigências de 
qualificação técnico-econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das 
obrigações; 
XXI - além dos requisitos mencionados no inciso anterior, o órgão licitante 
deverá, nos processos licitatórios, estabelecer preço máximo das obras, 
serviços, compras e alienações a serem contratados; 
XXII - as obras, serviços, compras e alienações contratados de forma 
parcelada, com o fim de burlar a obrigatoriedade do processo de licitação 
pública, serão considerados atos fraudulentos, passíveis de anulação, por eles 
respondendo os autores, civil, administrativa e criminalmente, na forma da lei; 
A regra geral é a de que as contratações públicas dependem de prévia 
licitação. No entanto, há casos previstos em lei em que a licitação é 
dispensada ou inexigível. O objetivo do procedimento licitatório é assegurar 
que a Administração adquira, com maior eficiência, bens e serviços. A 
realização de licitação está intimamente relacionada ao princípio da moralidade 
administrativa e assegura isonomia àqueles que desejam contratar com o 
Poder Público. 
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XXIII - a admissão nas empresas públicas, sociedades de economia mista, 
fundações e autarquias da administração indireta estadual depende de 
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. 
O acesso a cargos nas empresas públicas, sociedades de economia mista, 
fundações e autarquias depende de aprovação prévia em concurso 
público. 
§ 1º. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação 
social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
§ 2º. Semestralmente, a administração direta, indireta e fundacional, 
publicará, no Diário Oficial, relatório dasdespesas realizadas com a 
propaganda e a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e 
campanhas, especificando os nomes dos veículos publicitários. 
Esse dispositivo é muito interessante! É bastante comum que a Administração 
Pública dê publicidade aos atos por ela realizados. Quantas vezes você não 
ligou a televisão e viu uma propaganda em que o Governo federal dizia que foi 
concluída a obra de uma determinada rodovia? Muitas, não é mesmo? 
Pois bem! A publicidade dos atos governamentais não deve ter como 
objetivo a promoção pessoal de autoridades públicas ou de servidores 
públicos. A publicidade desses atos deve ter um caráter educativo, 
informativo ou de orientação social. Caso fique caracterizada a tentativa 
de promoção pessoal de autoridades públicas ou servidores públicas, haverá 
flagrante violação ao princípio da impessoalidade. 
§ 3º. A não-observância do disposto nos incisos II, III, IV, VIII, IX e XXII 
deste artigo implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade 
responsável, nos termos da lei. 
§ 4º. A lei disciplinará as formas de participação do usuário na Administração 
Pública direta e indireta, regulando especialmente: 
I - as reclamações relativas a prestação dos serviços públicos em geral, 
asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a 
avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativo e a informações sobre 
atos de Governo observado o disposto no art. 5°, X e XXXIII da Constituição 
Federal; 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de 
cargo, emprego ou função na administração pública. 
§ 5º. Os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos 
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direitos políticos, na perda da função pública, na indisponibilidade de bens e no 
ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei federal, sem 
prejuízo da ação penal cabível. 
§ 6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, 
nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra 
o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
§ 7º. Os vencimentos dos servidores estaduais devem ser pagos até o último 
dia do mês vencido, corrigindo-se os seus valores, se tal prazo for 
ultrapassado. 
(vide ADIN-175) 
§ 8º. A sonegação e o fornecimento incompleto ou incorreto ou a demora na 
prestação de informações públicas importam em responsabilidade, punível na 
1021905
==f97d1==
forma da lei. 
§ 9º. As contas da administração pública direta, fundações, autarquias, 
empresas públicas e sociedades de economia mista ficarão, durante sessenta 
dias, anualmente, em local próprio da Assembleia Legislativa, à disposição, 
para exame e apreciação, de qualquer contribuinte, o qual poderá questionar-
lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
§ 10. O servidor aposentado, no exercício de mandato eletivo, de cargo em 
comissão ou quando contratado para prestação de serviços públicos, poderá 
perceber a remuneração dessas atividades cumulada com os proventos da 
aposentadoria, observado o disposto no art. 35, §11, desta Constituição. 
§ 11. Nos concursos públicos promovidos pela Administração Pública, não 
haverá prova oral de caráter eliminatório, ressalvada a prova didática para os 
cargos do Magistério. 
§ 12. A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou 
emprego da Administração direta e indireta que possibilite o acesso a 
informações privilegiadas. 
§ 13. A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades 
da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato de 
gestão, a ser firmado entre seus administradores e o Poder Público, que tenha 
por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, 
cabendo à lei dispor sobre: 
I - o prazo de duração de contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e 
responsabilidades dos dirigentes; 
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III - a remuneração do pessoal. 
§ 14. O disposto no inciso XI deste artigo aplica-se às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista e suas subsidiárias que receberem recursos da 
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos municípios para pagamento de 
despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
§ 15. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria 
decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição Federal com a 
remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos 
acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em 
comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. 
§ 16. O direito de regresso deverá ser exercido após o trânsito em julgado da 
sentença condenatória, caso não tenha sido promovida a denunciação à lide. 
Comentários: 
A CE/PR inova ao vedar a realização de provas orais de caráter 
eliminatório nos concursos públicos do Estado, exceto no caso de prova 
didática para os cargos do Magistério. Note que poderão ser realizadas 
provas orais nos demais casos, mas apenas de caráter classificatório. 
Art. 28. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, 
no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado de seu 
cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito será afastado do cargo, emprego ou 
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador e havendo compatibilidade de 
horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem 
prejuízo da remuneração do cargo eletivo e, não havendo compatibilidade, 
será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato 
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto 
para promoção por merecimento; 
V - para efeito de benefícios previdenciários, no caso de afastamento, os 
valores serão determinados como se no exercício estivesse. 
Art. 29. Nenhum servidor poderá ser diretor ou integrar conselho de empresa 
fornecedora, ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Estado, 
sob pena de demissão do serviço público. 
Art. 30. As empresas, sob controle do Estado, as autarquias e as fundações 
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por ele constituídas terão, no mínimo, um representante dos seus servidores 
na diretoria, na forma que a lei estabelecer. 
Art. 31. Ao Estado é vedado celebrar contrato com empresas que 
comprovadamente desrespeitarem normas de segurança, de medicina do 
trabalho e de preservação do meio ambiente. 
Art. 32. A lei instituirá o registro obrigatório de bens e valores pertencentes 
ao patrimônio das pessoas que assumirem cargo, função ou emprego na 
administração direta, indireta e fundacional. 
Comentários: 
Qualquer que seja o mandato eletivo federal ou estadual, o servidor 
ficará afastado do seu cargo, emprego ou função. Não importa se ele está 
ocupando um cargo no Poder Executivo (Presidente ou Governador) ou no 
Poder Legislativo (Senador, Deputado Federal ou Deputado Estadual). Se ele 
estiver exercendo mandato eletivo federal ou estadual ou distrital, 
ocorrerá o afastamento do cargo. Destaque-se que essa regra de 
afastamento vale tanto para os servidores ocupantes de cargo efetivo quanto 
para os ocupantes

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