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Aula 11 Livro Eletrônico Constituição Federal e Estadual do PR p/ TJ-PR 2018 (Técnico Judiciário) Com videoaulas-Pós-Edital Equipe Ricardo e Nádia 01, Nádia Carolina, Ricardo Vale, Equipe Ricardo e Nádia 02 SUMÁRIO 1- Preâmbulo 2-Organização do Estado 3-Organização Municipal 4- Administração Pública 5-Lista de Questões e Gabarito PÁGINA 1 2 – 12 12 – 23 23 – 42 43 - 46 Nós, representantes do povo paranaense, reunidos em Assembleia Constituinte para instituir o ordenamento básico do Estado, em consonância com os fundamentos, objetivos e princípios expressos na Constituição da República Federativa do Brasil, pr1o0m21u9l0g5amos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição do Estado do Paraná. Comentários: É importante que façamos dois questionamentos ao ler o Preâmbulo da Constituição do Estado do Paraná (CE/PR): 1) É obrigatória a reprodução do Preâmbulo da Constituição Federal pelas Constituições Estaduais? Não. O STF já�� decidiu que o preâmbulo da Constituição Federal não é de observância obrigatória pelas Constituições Estaduais. Assim, o Preâmbulo da Constituição Federal de 1988 não precisa ser reproduzido pela Constituição Estadual. No caso concreto apreciado pelo STF, discutia-se a constitucionalidade da Constituição do Estado do Acre, que omitia a referência à proteção de Deus, presente no texto da Constituição Federal de 1988. Ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade, o STF entendeu que a Constituição do Acre não precisava fazer referência à proteção de Deus. 0909190974989982) Qual a relevância jurídica do Preâmbulo da Constituição do Estado do Paraná? Segundo o STF, o Preâmbulo não tem força normativa, eis que se situa no campo da política. Assim, o Preâmbulo está fora do campo do direito, não servindo para aferição do controle de constitucionalidade de leis. Também é necessário afirmar que o Preâmbulo não limita a atuação do Poder Constituinte Derivado, ao promover reformas no texto constitucional via emenda constitucional. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Prof. Nádia Carolina 1 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Aula 11: DIREITO CONSTITUCIONAL Preâmbulo 1- Generalidades: Art. 1°. O Estado do Paraná, integrado de forma indissolúvel à República Federativa do Brasil, proclama e assegura o Estado democrático, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais, do trabalho e da livre iniciativa, o pluralismo político e tem por princípios e objetivos: I - o respeito à unidade da Federação, a esta Constituição, à Constituição Federal e à inviolabilidade dos direitos e garantias fundamentais por ela estabelecidos; II - a defesa dos direitos humanos; III - a defesa da igualdade e o consequente combate a qualquer forma de discriminação; IV - a garantia da aplicação da justiça, devendo prover diretamente o custeio da gratuidade processual aos reconhecidamente pobres, nos termos da lei; V - a busca permanente do desenvolvimento e da justiça social; VI - a prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a modicidade das tarifas; VII - o respeito incondicional à moralidade e à probidade administrativas; VIII - a colaboração e a cooperação com os demais entes que integram a Federação; IX - a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida. Comentários: O Estado do Paraná é um ente da federação brasileira, e, por isso, tem sua autonomia assegurada pela Constituição Federal. Essa autonomia traduz-se, auto-organizar, dentre outras características, na capacidade de se regendo-se por sua Constituição e por suas próprias leis, observada a Constituição Federal. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale A doutrina considera que o Preâmbulo serve como parâmetro interpretativo do texto constitucional, uma vez que elenca os valores essenciais que nortearam a ação do legislador constituinte. 1021905 Prof. Nádia Carolina 2 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Da Organização do Estado Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale O artigo 1o da CE/PR apresenta os princípios e objetivos do Estado do Paraná. Peço que atente para as palavras em negrito, que facilitarão a memorização do dispositivo. A Constituição Federal de 1988 consagra, como fundamentos da República Federativa do Brasil, a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Logo em seu art. 1º, a Constituição do Estado do Paraná dispõe que esses também são fundamentos da organização estadual; dentre eles, o único que não se aplica ao Paraná é a soberania. Não poderia acontecer diferente, uma vez que o Paraná, enquanto ente federativo, não é dotado de soberania, mas tão-somente de autonomia política. 1021905 Bastante cuidado na prova! O Estado do Paraná e seus municípios não possuem soberania, mas apenas autonomia. O Estado do Paraná está integrado de forma indissolúvel à República Federativa do Brasil, o que é decorrência do princípio federativo; sabe-se, afinal, que, no estado federal, é vedada a secessão. Como não poderia deixar de ser, a Constituição do Estado do Paraná proclama e assegura o Estado democrático de direito. Com fundamento no princípio da dignidade humana, valor-fonte de todo o ordenamento jurídico brasileiro, a Constituição Estadual elenca como princípios a inviolabilidade dos direitos e garantias fundamentais, a defesa dos direitos humanos, a defesa da igualdade e o consequente combate a qualquer forma de discriminação. Ademais, tem como objetivo garantir a aplicação da justiça, devendo prover diretamente o custeio da gratuidade processual aos reconhecidamente pobres, na forma da lei. Relacionados à eficiência na gestão pública, são princípios / objetivos do Estado do Paraná o respeito incondicional à moralidade e à probidade administrativas e a prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a modicidade das tarifas (tarifas baixas). Busca-se, ainda, de maneira permanente, o desenvolvimento e a justiça social. O desenvolvimento, todavia, deve ser sustentável, preocupando-se com as gerações futuras; daí a Constituição Estadual fazer menção expressa à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida como objetivos do Estado do Paraná. Não se pode esquecer ainda de que é objetivo elencado na Constituição Estadual a colaboração e a cooperação com os demais entes que integram a Federação. Norma de conteúdo programático, este dispositivo revela verdadeira estratégia de desenvolvimento econômico e social; representa o reconhecimento de que os estados da federação, ao buscarem Prof. Nádia Carolina 3 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale resolver de forma conjunta seus problemas alcançarão, de maneira mais efetiva, os objetivos da República Federativa do Brasil. 1021905 Art. 2º. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, nos termos desta Constituição e da lei, e mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. Comentários: O voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea prevista na Constituição Federal de 1988; é a forma por excelência de manifestação da soberania popular. Não é, todavia, a única: há que se lembrar de que, no Brasil, vigora uma democracia semidireta, a qual possui como importantes mecanismos de participação popular o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular. Mas o que são plebiscito e referendo?” Tanto o plebiscito quanto o referendo são formas de consulta ao povo sobre matéria de grande relevância. A diferença entre esses institutos reside no momento da consulta. Enquanto no plebiscito a consulta se dá previamente à edição do atode cargo em comissão. E qual remuneração será recebida pelo servidor afastado para exercer mandato eletivo federal ou estadual? Essa é uma boa pergunta. Ele receberá a remuneração do mandato eletivo, obrigatoriamente. E se o servidor público for investido em mandato eletivo municipal? Nessa caso, temos regras diferentes. O servidor que for investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo e poderá optar pela remuneração do seu cargo ou pela remuneração do mandato eletivo. Por outro lado, o servidor investido no mandato de Vereador poderá acumular os dois cargos (mandato eletivo e cargo público), desde que haja compatibilidade de horários. Receberá, nesse caso, as duas remunerações. Se não houver compatibilidade de horários, o servidor investido no mandato de Vereador será afastado do cargo, podendo optar pela remuneração. Todas essas regras são sintetizadas a seguir: 1021905 Cargo Eletivo Regra Cargos do Executivo ou Afastamento do cargo efetivo ou em comissão, do Legislativo Federal, função ou emprego público. A remuneração Estadual ou Distrital Prefeito percebida será a do cargo eletivo. Afastamento do cargo efetivo ou em comissão, Prof. Nádia Carolina 32 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Vereador Art. 33. O Estado e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. § 1º. A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira; II - os requisitos para a investidura; III - as peculiaridades dos cargos; IV - sistema de méritos objetivamente apurados para ingresso no serviço e desenvolvimento na carreira; V - remuneração adequada à complexidade e responsabilidade das tarefas e à capacitação profissional; VI - tratamento uniforme aos servidores públicos, no que se refere à concessão de índices de reajuste ou outros tratamentos remuneratórios ou desenvolvimento nas carreiras. § 2º. O Estado manterá escola de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. § 3º. Aplica-se aos servidores ocupantes de cargos públicos o disposto no art. 7°, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, da Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 função ou emprego público. A remuneração poderá ser a do cargo eletivo ou a do cargo efetivo ou em comissão, função ou emprego público, de acordo com a opção do servidor. Poderá, caso haja compatibilidade de horários, acumular o cargo político com o cargo efetivo ou em comissão, função ou emprego público. Nesse caso, receberá as duas remunerações. Caso não haja compatibilidade, será afastado do cargo efetivo ou em comissão, função ou emprego público, podendo optar pela remuneração de qualquer um deles. Prof. Nádia Carolina 33 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale admissão quando a natureza do cargo o exigir. § 4º. O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 27, X e XI desta Constituição. § 5º. A lei poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 27, XI, desta Constituição. § 6º. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. § 7º. Leis estadual e municipal disciplinarão a aplicação de recursos orçamentários provenientes de economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundações, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. § 8º. A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º deste artigo. § 9º. Lei complementar estabelecerá a organização, as atribuições e o estatuto das carreiras exclusivas do Estado. § 10. A remuneração, sob a forma de subsídio passa a ser fixada com a diferença de 5% de uma para outra classe, aos servidores públicos integrantes da Carreira Jurídica Especial de Advogado dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Paraná, obedecendo ao disposto no § 4º do artigo 39 da Constituição Federal, observado, o contido nos incisos X, XI e XV do artigo 27 desta Constituição. Comentários: O art. 33 da CE/PR estabelece os critérios para a fixação da remuneração dos servidores públicos, tais como grau de responsabilidade, requisitos para investidura e complexidade e responsabilidade das tarefas. Também assegura tratamento uniforme aos servidores públicos, no que se refere à concessão de índices de reajuste ou outros tratamentos remuneratórios ou desenvolvimento nas carreiras. Art. 34. São direitos dos servidores públicos, entre outros: I - vencimentos ou proventos não inferiores ao salário mínimo; 1021905 Prof. Nádia Carolina 34 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale II - irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos ocupantes de cargo e emprego público, ressalvado o que dispõe o artigo 37, XV, da Constituição Federal; III - garantia de vencimento nunca inferior ao salário mínimo para os que percebem remuneração variável; IV - décimo terceiro vencimento com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; V - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; VI - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; VII - duração da jornada normal do trabalho não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação de horário e redução de jornada, nos termos da lei; VIII - repouso semanal remunerado; IX - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; X - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que a remuneração normal, vedada a transformação do período de férias em tempo de serviço; XI - licença à gestante, sem prejuízo do cargo ou emprego e dos vencimentos ou subsídios, com a duração de cento e vinte dias; XII - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; XIV - redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XV - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; XVI - proibição de diferença de vencimentos, de exercício de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; XVII - adicionais por tempo de serviço, na forma que a lei estabelecer; XVIII - assistência e previdência sociais, extensivas aos dependentes e ao 1021905 Prof. Nádia Carolina 35 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale cônjuge;XIX - gratificação pelo exercício de função de chefia e assessoramento; XX - promoção, observando-se rigorosamente os critérios de antigüidade e merecimento. A CE/PR assegura aos servidores públicos a duração da jornada de trabalho não superior a quarenta horas semanais. Trata-se de regra mais benéfica do que a do art. 7o, XIII, c/c art. 39, § 3o, da CF/88, que prevê o limite máximo de quarenta e quatro horas semanais. Art. 35. Aos servidores públicos titulares de cargos efetivos do Estado e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei; II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição; III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. § 1º. Os servidores de abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3º deste artigo. § 2°. Os proventos da aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. § 3º. Os proventos da aposentadoria, por ocasião da concessão, serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e, na forma da lei, corresponderão à totalidade da remuneração. § 4º. È vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a 1021905 Prof. Nádia Carolina 36 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física definidos em lei complementar. § 5º. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no § 1°, III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. § 6º. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes de cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência de que trata este artigo. § 7º. Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor de proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento, observado o disposto no § 3° deste artigo. § 8º. Observado o disposto no art. 27, XI, desta Constituição os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei. § 9º. O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. § 10. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. § 11. Aplica-se o limite fixado no art. 27, XI desta Constituição à soma total dos proventos da inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. § 12. Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. § 13. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime 1021905 Prof. Nádia Carolina 37 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale geral de previdência social. § 14. O Estado e os Municípios, desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição Federal. § 15. Observado o disposto no art. 202 da Constituição Federal, lei complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de previdência complementar pelo Estado e Município, para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargos efetivos. § 16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. De modo bastante semelhante à Constituição Federal, a Constituição do Paraná prevê as seguintes formas de aposentadoria para os servidores públicos estatutários: 1021905 a) Aposentadoria por invalidez permanente: O servidor com invalidez permanente irá se aposentar com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Caso a invalidez seja decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, a aposentadoria se dará com proventos integrais. b) Aposentadoria compulsória: o inciso II do art. 35 da CE/PR foi revogado EC nº 88/2015 (conhecida como “PEC da Bengala”). Até a reforma constitucional, os servidores públicos federais, estaduais e municipais deveriam se aposentar compulsoriamente aos 70 anos. a Chegando aos 70 anos, não havia outra alternativa senão aposentadoria compulsória. Com a EC nº 88/2015, a redação do art. 40, § 1º, II, foi modificada e aposentados compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar. Como se vê, trata-se de norma de eficácia limitada, dependente de regulamentação para produzir todos os seus efeitos. Até que fosse editada a mencionada lei complementar, os servidores públicos continuariam se aposentando compulsoriamente aos 70 anos de idade. Todavia, a lei regulamentadora já foi editada. É a Lei Complementar nº 152/2015, aplicável aos servidores públicos de todas as esferas federativas, bem como aos membros do Poder Judiciário, Ministério passou a prever que os servidores públicos serão Prof. Nádia Carolina 38 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br1 2 O art. 1º, da Lei nº 10.887/2004, ao regulamentar esse dispositivo, prevê que , no cálculo dos proventos de aposentadoria, será considerada a média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 Público, Defensorias Públicas e Tribunais de Contas. Assim, hoje, a aposentadoria compulsória de servidores públicos já se dá aos 75 (setenta e cinco) anos. c) Aposentadoria voluntária: EC nº 41/2003, que eliminou a aposentadoria com proventos integrais (salvo no caso de invalidez permanente que decorra de acidente em serviço, moléstia profissional ou que ingressarem no serviço público após a sua promulgação. Assim, para os servidores que ingressaram no serviço público após a EC nº 41/2003, não cabe mais falar em aposentadoria com proventos integrais; para eles, o valor da aposentadoria será baseado na média das remunerações sobre as quais o servidor contribuiu.1 Aplicam-se, portanto aos servidores públicos do Paraná, as regras previstas no art. 40, § 1o, da CF/88: doença grave, contagiosa ou incurável) para os servidores § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (...) III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. O servidor poderá se aposentar voluntariamente. Mas para isso deverá possuir tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício no serviço público e 5 (cinco) anos de exercício no cargo efetivo e, ainda, cumprir os seguintes requisitos: - 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, se mulher, com proventos calculados com base nas contribuições do servidor, atualizadas 2; ou Prof. Nádia Carolina 39 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br O cálculo exato se dá pela aplicação da regra do art. 1º, da Lei nº 10.887/2004. contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência. 3 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 - 65 anos de idade, se homem, e 60 anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.3 Vale destacar que, os requisitos de idade e tempo de contribuição serão reduzidos em 5 (cinco) anos para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. Art. 36. São estáveis, após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. § 1º. O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar federal, assegurada ampla defesa. § 2º. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. § 3º. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. § 4º. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão intituída para essa finalidade. Art. 37. Ao servidor público eleito para cargo de direção sindical são assegurados todos os direitos inerentes ao cargo, a partir do registro da candidatura e até um ano após o término do mandato, ainda que na condição de suplente, salvo se ocorrer exoneração nos termos da lei. § 1º. São assegurados os mesmos direitos, até um ano após a eleição, aos Prof. Nádia Carolina 40 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Na aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, sobre o valor obtido nos termos do art. 1º, da Lei nº 10.887/2004, há a aplicação de fração que tem no numerador o tempo de contribuição efetivo e no denominador o tempo de contribuição total exigido. Por exemplo, se um homem contribui 20 anos para o RPPS, deverá ser multiplicada a fração 20/35 pelo valor obtido nos termos do art. 1º, da Lei nº 10.887/2004. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale candidatos não eleitos. § 2º. É facultado ao servidor público, eleito para a direção de sindicato ou associação de classe, o afastamento do seu cargo, sem prejuízo dos vencimentos, vantagens e ascensão funcional, na forma que a lei estabelecer. Art. 38. Ao servidor será assegurada remoção para o domicílio da família, se o cônjuge também for servidor público, ou se a natureza do seu emprego assim o exigir, na forma da lei. Art. 39. É vedada a contratação de serviços de terceiros para a realização de atividades que possam ser regularmente exercidas por servidores públicos, bem como para cobrança de débitos tributários do Estado e dos Municípios. Os servidores públicos estaduais adquirem estabilidade após três anos de efetivo exercício. O servidor público estável só perderá o cargo: i) em virtude de sentença judicial transitada em julgado; ii) mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; iii) mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar federal, assegurada ampla defesa. Uma previsão constitucional bastante salutar é a de que ao servidor será assegurada remoção para o domicílio da família, se o cônjuge também for servidor público, ou se a natureza do seu emprego assim o exigir, na forma da lei. Isso aumenta, e muito, a satisfação dos servidores no ambiente de trabalho. Art. 40. É vedada a participação de servidores públicos no produto da arrecadação de tributos e multas, inclusive da dívida ativa. Art. 41. É assegurada, nos termos da lei, a participação paritária de servidores públicos na gerência de fundos e entidades para as quais contribuem. Art. 42. O Estado promoverá o bem-estar social e o aperfeiçoamento físico e intelectual dos servidores públicos e de suas famílias. § 1º. O Estado manterá instituição destinada a concessão e manutenção de benefícios previdenciários e de atendimento à saúde dos servidores titulares de cargos efetivos, incluídos os membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de contas, os serventuários da justiça e os militares estaduais. § 2º. Toda prestação de serviços de assistência e a concessão de benefícios de previdência, destinada aos servidores do Estado e seus dependentes só poderá ser concedida, majorada ou estendida mediante efetiva contribuição. § 3º. O cônjuge ou companheiro de servidora, ou o cônjuge ou a companheira de servidor segurados são consideradosseus dependentes e terão direito à 1021905 Prof. Nádia Carolina 41 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br 14. (Questão Inédita) Segundo a Constituição do Estado do Paraná, a Administração Pública deverá observar aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, motivação e economicidade. Comentários: Isso é exatamente o que está previsto no art. 27 da Constituição Estadual do Paraná. Questão correta. 15. (Questão Inédita) O princípio da eficiência não se aplica à Administração Pública do Estado do Paraná. Comentários: O princípio da eficiência também se aplica à Administração Pública do Estado do Paraná. Questão errada. 16. (Questão Inédita) Somente por lei específica poderá ser autorizada a criação de autarquia e fundação pública, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. Comentários: As autarquias precisam ser criadas por lei específica. Questão errada. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale pensão previdenciária, na forma da lei. § 4º. A inscrição ao órgão de previdência e assistência dos servidores de que trata o § 1° é obrigatória, sendo a contribuição social do Estado e de seus servidores devidas na forma e percentual fixados em lei, separando-se as contribuições para a previdência e para a assistência. Art. 43. É vedada a cessão de servidores públicos da administração direta ou indireta do Estado a empresas ou entidades privadas, salvo, na forma da lei, quando a cessionária for entidade privada sem fins lucrativos. Comentários: O artigo 40 da CE/PR impede que os servidores públicos recebam um adicional vinculado ao produto da arrecadação de tributos e multas, prática comum em outros Estados. 1021905 Prof. Nádia Carolina 42 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br 1. (MPE/PR/ MPE-PR – 2012)Assinale a alternativa correta. São símbolos do Estado do Paraná, expressos na Constituição: Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 17. 1021905 (Questão Inédita) Os estrangeiros não poderão ocupar cargos públicos na Administração Pública do estado do Paraná. Comentários: Por expressa disposição da CF/88, os estrangeiros poderão ocupar cargos públicos na Administração Pública. Questão errada. 18. (Questão Inédita) A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, respeitada a ordem de classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. Comentários: É exatamente o que dispõe o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual. Questão correta. 19. (Questão Inédita) A publicidade dos atos, programas, obras e serviços, e as campanhas dos órgãos e entidades da administração pública, salvo quando não custeadas diretamente por esta, deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, nelas não podendo constar símbolos, expressões, nomes, “slogans” ideológicos político-partidários ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos. Comentários: Pegadinha! O único erro da questão foi usar a expressão “salvo quando”. Mesmo que a publicidade não seja custeada pela administração pública, não pode ficar caracterizada a promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos. Questão errada. 20. (Questão Inédita) Semestralmente, a administração direta, indireta e fundacional, publicará, no Diário Oficial, relatório das despesas realizadas com a propaganda e a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas, especificando os nomes dos veículos publicitários. Comentários: É o que dispõe o art. 27, § 2º, da Constituição Estadual. Questão errada. Prof. Nádia Carolina 43 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Lista de Questões Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale a) Além dos símbolos nacionais, somente a Bandeira, o Hino e o Brasão de Armas; b) A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas, o Sinete e a Araucária; c) A Bandeira, o Hino, a Araucária e o Sinete; d) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e a Araucária; e) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. 1021905 2. (COPS-UEL/ PC-PR – 2013) Com relação às competências comuns entre a União Federal e o Estado do Paraná, previstas constitucionalmente, considere as afirmativas a seguir. I. Estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. II. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. III. Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência. IV. Explorar, mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 3. (MPE-PR/ MPE-PR – 2012) Para a criação, a incorporação e o desmembramento de Municípios, no Estado do Paraná, assinale a alternativa incorreta: a) É necessária representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 300 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados; b) É indispensável lei estadual, após consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei; Prof. Nádia Carolina 44 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale c) Nas consultas plebiscitárias, entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada; d) É indispensável a preservação da continuidade e da unidade histórico- cultural do ambiente urbano e a não-constituição de área encravada no Município de origem; e) A aprovação do eleitorado dar-se-á pelo voto da maioria simples, exigindo- se o comparecimento da maioria absoluta do eleitorado, mas caso o comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o resultado do plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser renovada na mesma sessão legislativa. 1021905 4. (Questão Inédita) É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições, e ao cidadão investido em um deles, exercer função em outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. 5. (Questão Inédita) É competência dos Estados dispor sobre o horário e dias de funcionamento do comércio local e de eventos comerciais temporários de natureza econômica. 6. (Questão Inédita) A prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a modicidade das tarifas é um dos objetivos do Estado do Paraná. 7. (Questão Inédita) Os símbolos do Estado do Paraná a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. 8. (Questão Inédita) São bens do Estado do Paraná as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. 9. (Questão Inédita) São bens do Estado do Paraná os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. 10. (Questão Inédita) No Estado do Paraná, a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal,mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei 11. (Questão Inédita) É permitida a criação, no Estado do Paraná, de Tribunais de Contas municipais. Prof. Nádia Carolina 45 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 12. 1021905 (Questão Inédita) A intervenção do Estado do Paraná nos Municípios será feita mediante decreto do Governador, o qual especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, nomeará interventor. O decreto será submetido à apreciação da Assembleia Legislativa dentro de 24 horas. Caso a Assembleia convocada Legislativa não esteja reunida, ela será extraordinariamente no mesmo prazo. 13. (Questão Inédita) A instituição de região metropolitana, aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios será feita mediante lei complementar estadual. 14. (Questão Inédita) Segundo a Constituição do Estado do Paraná, a Administração Pública deverá observar aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, motivação e economicidade. 15. (Questão Inédita) O princípio da eficiência não se aplica à Administração Pública do Estado do Paraná. 16. (Questão Inédita) Somente por lei específica poderá ser autorizada a criação de autarquia e fundação pública, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. 17. (Questão Inédita) Os estrangeiros não poderão ocupar cargos públicos na Administração Pública do estado do Paraná. 18. (Questão Inédita) A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, respeitada a ordem de classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. 19. (Questão Inédita) A publicidade dos atos, programas, obras e serviços, e as campanhas dos órgãos e entidades da administração pública, salvo quando não custeadas diretamente por esta, deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, nelas não podendo constar símbolos, expressões, nomes, “slogans” ideológicos político-partidários ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos. 20. (Questão Inédita) Semestralmente, a administração direta, indireta e fundacional, publicará, no Diário Oficial, relatório das despesas realizadas com a propaganda e a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas, especificando os nomes dos veículos publicitários. Prof. Nádia Carolina 46 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Gabarito 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 LETRA D LETRA D LETRA A CERTA ERRADA CERTA CERTA ERRADA CERTA CERTA ERRADA CERTA CERTA CERTA ERRADA ERRADA ERRADA CERTA ERRADA ERRADA Prof. Nádia Carolina 47 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Aula 12 Livro Eletrônico Constituição Federal e Estadual do PR p/ TJ-PR 2018 (Técnico Judiciário) Com videoaulas-Pós-Edital Equipe Ricardo e Nádia 01, Nádia Carolina, Ricardo Vale, Equipe Ricardo e Nádia 02 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 1 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br AULA 12: CONSTITUIÇÃO ESTADUAL SUMÁRIO PÁGINA 1 2 – 27 27 - 33 34 - 36 1-Palavras Iniciais 2- Organização dos Poderes 3- Funções Essenciais à Justiça 4-Lista de Questões e Gabarito Olá, amigos do Estratégia, tudo bem? Estamos de volta para continuar estudando a Constituição do Estado do Paraná. Na última aula, nós estudamos os fundamentos do Estado do Paraná, a organização do Estado e a Adminis1t0r2a1ç9ã0o5 Pública. Na aula de hoje, estudaremos outros temas: “Organização dos Poderes” e “Funções Essenciais à Justiça”. Vamos em frente! Um abraço a todos, Nádia Carolina ____________________x___________________ Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 2 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Organização dos Poderes 1 – Poder Legislativo Art. 52. O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, constituída de representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional, por voto direto e secreto, observadas as seguintes condições de elegibilidade: I - nacionalidade brasileira; II - pleno exercício dos direitos políticos; III - alistamento eleitoral; IV - domicílio eleitoral na circunscrição do Estado; V - filiação partidária; VI - idade mínima de vinte e um anos. Parágrafo único. Cada legislatura terá duração de quatro anos. Na União, o Poder Legislativo é bicameral, com a existência de duas casas legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Nos Estados e nos Municípios, por sua vez, o Poder Legislativo é unicameral. Nos Estados, o Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa; nos Municípios, pela Câmara dos Vereadores. A Assembleia Legislativa é constituída de Deputados, eleitos e investidos na forma da legislação federal, para uma legislatura de 4 (quatro) anos. Uma pergunta que se pode fazer nesse momento é a seguinte: quantos Deputados possui a Assembleia Legislativa? A resposta está no art. 27, caput, da CF/88, que dispõe que “o número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze”. Vale destacar que o número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de 8 (oito) ou mais de 70 (setenta) Deputados. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 3 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Art. 53. Cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção do Governador do Estado, a qual não é exigida, no entanto, para o especificado no art. 54, dispor sobre todas as matérias de competência do Estado, especificamente: I - plano plurianual e orçamentos anuais; II - diretrizes orçamentárias; III - tributos, arrecadação e distribuição de rendas; IV - dívida pública, abertura e operações de crédito; V - planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento; VI - normas suplementares de direito urbanístico, bem como de planejamento e execução de políticas urbanas; VII - fixação e modificação dos efetivos da Polícia Militar; VIII - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas na administração direta, autárquica e fundacional e fixação de remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; IX - servidores públicos da administração direta, autárquica e fundacional, seu regime jurídico único, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; X - criação, estruturação e definição de atribuições das Secretarias de Estado; XI - organização do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas, da Polícia Militar, da Polícia Civil e demais órgãos da administração pública; XII - organização e divisão judiciárias; XIII - bens do domínio público; XIV - aquisição onerosa e alienação de bens imóveis do Estado;XV - transferência temporária da sede do Governo Estadual; XVI - matéria decorrente da competência comum prevista no art. 23 da Constituição Federal; XVII - matéria da legislação concorrente da Constituição Federal. Comentários: 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 4 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br As matérias elencadas no art. 53, da Constituição Estadual, são da competência da Assembleia Legislativa, que sobre elas disporá mediante lei (ordinária ou complementar). Para isso, é necessária a sanção do Governador do Estado. Já as matérias relacionadas no art. 54 são de competência privativa da Assembleia Legislativa do Paraná e independem de sanção do Governador do Estado. Art. 54. Compete, privativamente, à Assembléia Legislativa: I - eleger a Mesa e constituir as Comissões; II - elaborar o Regimento Interno; III - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; IV - aprovar créditos suplementares à sua Secretaria, nos termos desta Constituição; V - conceder licença para processar deputado; VI - fixar, por meio de lei, o subsídio dos Deputados Estaduais, à razão de, no máximo 75% (setenta e cinco por cento) daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõe os artigos 37, XI, 39, §4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III e 153, §2º, I, da Constituição Federal; VII - fixar os subsídios do Governador e do Vice-Governador do Estado e dos Secretários de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153 § 2º, I, da Constituição Federal; VIII - dar posse ao Governador e ao Vice-Governador; IX - conhecer da renúncia do Governador e do Vice-Governador; X - conceder licença, bem como autorizar o Governador e o Vice-Governador a se ausentarem do País por qualquer tempo, e do Estado, quando a ausência exceder a quinze dias; XI - processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos crimes de responsabilidade, e os Secretários de Estado, nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; XII - processar e julgar o Procurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do Estado e o Defensor-Geral da Defensoria Pública nos crimes de responsabilidade; XIII - aprovar, por maioria absoluta, a exoneração de ofício do Procurador- 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 5 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Geral de Justiça, antes do término de seu mandato, na forma da lei complementar respectiva; XIV - destituir do cargo o Governador e o Vice-Governador, após condenação irrecorrível por crime comum cometido dolosamente, ou de responsabilidade; XV - proceder à tomada de contas do Governador do Estado, quando não apresentadas dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; XVI - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador do Estado e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; XVII - escolher cinco dos sete conselheiros e auditores do Tribunal de Contas do Estado; XVIII - apreciar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas; XIX - aprovar, previamente, após arguição pública, a escolha: a) de conselheiros e auditores do Tribunal de Contas do Estado, indicados pelo Governador; b) de interventor em Município; c) dos titulares de cargos que a lei determinar; XX - apreciar a legalidade dos convênios a serem celebrados pelo Governo do Estado; XXI - autorizar plebiscito e referendo, na forma da lei; XXII - aprovar convênios intermunicipais para modificação de limites; XXIII - solicitar intervenção federal; XXIV - aprovar ou suspender intervenção em Município; XXV - suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato normativo declarado inconstitucional por decisão irrecorrível do Tribunal competente; XXVI - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; XXVII - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XXVIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do Estado em operações de crédito; 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 6 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br XXIX - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XXX - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas, com área superior a cem hectares, ressalvado o disposto no art. 49, XVII, da Constituição Federal; XXXI - mudar temporariamente sua sede; XXXII - manifestar-se, mediante resolução aprovada pela maioria de seus membros, perante o Congresso Nacional, na hipótese de incorporação, subdivisão ou desmembramento de área do território do Estado, nos termos do art. 48, VI, da Constituição Federal; XXXIII - convocar, por si ou qualquer de suas comissões, Secretários de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao Governo do Estado para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando em crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada; XXXIV - autorizar operações de natureza financeira externa ou interna; XXXV - sustar as despesas não autorizadas na forma do art. 76 desta Constituição. Parágrafo único. Nos casos previstos no inciso XII, funcionará, como Presidente, o do Tribunal de Justiça, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos da Assembléia Legislativa, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Dentre as atribuições acima relacionadas, vale destacar a competência da Assembleia Legislativa para processar e julgar o Governador e o Vice- Governador, nos crimes de responsabilidade. Além disso, a Assembleia Legislativa é responsável por julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador de Estado e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo. A Assembleia Legislativa também detém a prerrogativa de fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta. Essa atividade de fiscalização consiste em função típica do Poder Legislativo. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembléia Legislativa e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros. Não será permitido o voto secreto nas deliberações do processo legislativo. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 7 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Art. 57.!Os Deputados são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. § 1º. Desde, a expedição do diploma, os Deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença da Assembléia Legislativa. § 2º. O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende a prescrição enquanto durar o mandato. § 3º. No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de vinte e quatro horas, à Assembléia Legislativa, para que a mesma, pelo voto secreto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão e autorize, ou não, a formação de culpa. § 4º. Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. § 5º. Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercíciodo mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. O art. 27, da CF/88, estabelece que “será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.” Assim, é importante fazermos uma leitura combinada dos textos da Constituição Federal e da Constituição Estadual para detalharmos as imunidades dos deputados paulistas. A Constituição Estadual dispõe que os Deputados são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. Trata-se da chamada “imunidade material”, que permite que o congressista possa exercer suas atribuições com a mais ampla liberdade de expressão. Com efeito, o deputado não poderá ser responsabilizado na esfera civil, penal ou administrativa por suas opiniões, palavras e votos proferidos. Destaque-se que a imunidade material somente abrange os atos emanados do parlamentar em decorrência do exercício de seu mandato. Caso a manifestação do parlamentar não tenha qualquer conexão com o exercício de suas atribuições, ele estará sujeito às normas de direito, assim como qualquer cidadão comum. O Deputado Estadual também faz jus à imunidade formal. Nos termos do art. 14, § 2º, da Constituição Estadual, desde a expedição do diploma, os membros da Assembléia Legislativa não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Ressalte-se que a diplomação antecede a posse no cargo. Ela consiste no ato de expedição de diploma pela Justiça Eleitoral, atestando que o candidato foi regularmente eleito. Assim, antes mesmo de serem nomeados, os membros da Assembleia Legislativa não poderão ser presos, a não ser em flagrante de crime inafiançável. A 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 8 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br diplomação já é suficiente para que o Deputado Estadual esteja protegido pela imunidade formal. Cabe destacar que a impossibilidade de prisão de Deputado Estadual também alcança os crimes praticados antes da diplomação. Na hipótese de flagrante de crime inafiançável praticado por Deputado Estadual, este poderá ser preso. Nessa situação, os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Assembleia Legislativa para que, pelo voto da maioria dos membros, decida-se pela manutenção da prisão ou pela liberdade do Deputado. Os Deputados Estaduais, desde a diplomação, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça. No caso de crime praticado por Deputado após a diplomação, será possível a sustação do andamento da ação. Mas como isso funciona? Uma vez recebida a denúncia contra Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de Justiça dará ciência à Assembléia Legislativa. A Assembleia Legislativa, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria dos membros poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. O pedido de sustação será apreciado pela Assembléia Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. Outra prerrogativa dos Deputados Estaduais diz respeito ao fato de que estes não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. - No caso de crime praticado antes da diplomação, não será possível a sustação do andamento do processo perante o Tribunal de Justiça. - Mesmo no caso de crime praticado antes da diplomação, o Deputado Estadual será julgado perante o Tribunal de Justiça. - Após a diplomação, o Deputado não poderá ser preso (salvo no caso de flagrante de crime inafiançável), mesmo em virtude de crime praticado antes da diplomação. § 6º. A incorporação às Forças Armadas de Deputados, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Assembléia Legislativa. Esse é um dispositivo de fácil entendimento! O Deputado Estadual, mesmo que seja militar, para ser incorporado às Forças Armadas necessitará de prévia licença da Assembleia Legislativa. Tal regra vale inclusive para a incorporação de Deputados às Forças Armadas em tempo de guerra. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 9 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br § 7º. As imunidades de Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Assembléia Legislativa, nos casos de atos praticados fora de seu recinto que sejam incompatíveis com a execução da medida, e só quando assim o forem as dos Deputados Federais e Senadores, conforme fixa a Constituição Federal. As imunidades dos Deputados Estaduais subsistem até mesmo durante o estado de sítio. Apenas no caso de atos praticados fora da Assembleia Legislativa e que sejam incompatíveis com o estado de sítio é que poderá haver suspensão das imunidades parlamentares. Para isso, será necessário o voto de 2/3 dos membros da Assembleia Legislativa. Art. 58. Os Deputados não poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior; II - desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, alínea "a"; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, alínea "a"; d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. O art. 15 relaciona as condutas vedadas aos Deputados Estaduais. No inciso I, estão previstas condutas que não podem ser adotadas desde o momento em que ocorre a diplomação. Já no inciso II, temos condutas proibidas a partir da posse. Art. 59. Perderá o mandato o Deputado: I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 10 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela Assembléia; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. § 1º. Além de outros casos definidos no Regimento Interno, considerar-se-á incompatível com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado, ou a percepção, no exercício do cargo, de vantagens indevidas. § 2º. Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda de mandato será decidida pela Assembléia Legislativa, pela maioria absoluta de seus membros, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Assembléia Legislativa, assegurada ampla defesa. § 3º. Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa, de ofício ou mediante a provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado na Assembléia Legislativa, asseguradaampla defesa. As situações de perda de mandato do Deputado Estadual previstas na Constituição do Paraná são idênticas às previstas na CF/88 para os Deputados Federais e Senadores. Como é possível verificar, há situações em que a perda do mandato é decidida pela Assembleia Legislativa. Em outras situações, é a Mesa quem declara a perda do mandato. Art. 60. Não perderá o mandato o Deputado: I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária; II - licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 1º. O suplente será convocado nos casos de vaga decorrente da investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 2º. Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 11 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br preenchê-la, se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. § 3º. Na hipótese do inciso I, o Deputado poderá optar pela remuneração do mandato. O Deputado Estadual que for investido na função de Ministro, Governador de Território, Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática não perderá o mandato. Da mesma forma, não perderá o mandato o Deputado Estadual licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença ou para tratar, sem subsídio, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse 120 dias por sessão legislativa. Art. 61. A Assembléia Legislativa reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, independente de convocação, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. § 1º. As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados ou feriados. § 2º. A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. § 3º. A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se-á em sessão preparatória, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano de legislatura, para a posse de seus membros e eleição da mesa para mandato de dois anos. Esses dispositivos dizem respeito à organização das sessões legislativas. De início, é importante ressaltar, para que não se confunda, a diferença entre legislatura e sessão legislativa. Legislatura é o período de 4 (quatro) anos dentro do qual os Deputados exercem seus mandatos; sessão legislativa é o período anual de trabalho do Poder Legislativo. Considerando-se que a legislatura tem a duração de 4 (quatro) anos, podemos afirmar que ela é composta de 4 (quatro) sessões legislativas ordinárias. Diz-se que a sessão legislativa é ordinária porque ela independe de convocação. No Estado do Paraná, a sessão legislativa ordinária ocorrerá de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Dentro desses períodos, a Assembleia Legislativa estará reunida; fora deles, estará de recesso. As reuniões marcadas para essas datas e que recaírem em sábados ou feriados, serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente. No primeiro ano da legislatura, é necessário que os novos Deputados tomem posse e, ainda, que seja eleita a Mesa (órgão administrativo de direção da Assembleia Legislativa). Com esse objetivo é que, no primeiro ano da legislatura, a Assembléia Legislativa reunir-se-á em sessão preparatória, a partir de 1º de fevereiro. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 12 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br A Constituição Estadual dispõe, ainda, que a sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. § 4º. A convocação extraordinária da Assembléia Legislativa poderá ser feita: I - pelo seu Presidente, para o compromisso e a posse do Governador e Vice- Governador do Estado, bem assim em caso de intervenção; II - pelo seu Presidente, ou a requerimento da maioria de seus membros, ou pelo Governador do Estado, em caso de urgência ou de interesse público relevante. § 5º. Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. A sessão legislativa poderá ser ordinária (de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro) ou extraordinária. A sessão legislativa extraordinária é aquela que é instaurada para apreciar certas questões de natureza especial. Destaque-se que na sessão legislativa extraordinária, os Deputados não irão deliberar sobre questões estranhas ao motivo pelo qual foram convocados. Ademais, a convocação não poderá dar ensejo a pagamento de parcela indenizatória de valor superior ao subsídio mensal. E quem pode fazer a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa? A convocação extraordinária poderá ser realizada: i) pelo Presidente da Assembleia Legislativa; ii) pela maioria absoluta dos membros da Assembleia Legislativa ou ; iii) pelo Governador. Art. 62. A Assembléia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas nesta Constituição, no Regimento Interno, ou no ato de que resultar a sua criação. § 1º. Na constituição da Mesa e de cada comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos, ou dos blocos parlamentares que participam da Assembléia Legislativa. § 2º. As comissões, em razão da matéria e sua competência, cabe: I - discutir e votar o projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Assembléia Legislativa; II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; III - convocar Secretários de Estado para prestarem informações sobre 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 13 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br assuntos inerentes a suas atribuições; IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI - apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. A composição da Mesa (órgão administrativo da Assembleia Legislativa) e das Comissões deverá observar, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos com assento na Assembleia Legislativa. Cabe destacar que a Assembleia Legislativa possui dois tipos de Comissões: as Comissões permanentes (ex: Comissão de Constituição, Justiça e Redação, Comissão de Saúde) e as comissões temporárias. Estas serão constituídas e terão atribuições conforme previsto no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. O § 2º versa sobre as competências das Comissões permanentes e temporárias da Assembleia Legislativa. Sua memorização não é fácil, mas vale a pena dar uma lida para termos uma noção do que compete às comissões. É, claro, cada uma das comissões da Assembleia Legislativa possui competências específicas definidas no Regimento Interno. As competências acima relacionadas são genéricas. § 3º. As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno da Assembleia Legislativa, serão criadas mediante requerimento de um terço dos Deputados, para apuraçãode fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilização civil ou criminal dos infratores. Quem pensava que as CPI’s existiam apenas em nível federal, estava muito enganado. Existem também CPI’s estaduais. Sobre as CPI’s, é relevante destacar: a) possuem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. As CPI’s consistem em atuação típica do Poder Legislativo e evidenciam a opção do legislador por um sistema de separação de poderes baseado em mecanismos de “freios e contrapesos “. Por meio das CPI’s, o Poder Legislativo realiza sua atribuição típica de controle e fiscalização. É bem vasta a jurisprudência sobre as CPI’s, de forma que vale a pena mencionarmos alguns entendimentos do STF: 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 14 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br 1. (Questão Inédita) O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída de representantes do povo, eleitos pelo sistema majoritário, por voto direto e secreto. Comentários: Os membros da Assembleia Legislativa (Deputados estaduais) são eleitos pelo sistema proporcional. Questão errada. - As CPI’s, no exercício de suas funções investigatórias, podem convocar particular e autoridades públicas para prestarem depoimento, seja na condição de testemunhas ou de investigados. - As CPI’s podem determinar a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados. Cabe destacar que as CPI’s não podem autorizar as escutas telefônicas (interceptação telefônica). Tal medida apenas pode ser implementada mediante ordem judicial. - As CPI’s podem determinar a prisão em flagrante, mas não têm competência para decretar outras espécies de prisão (prisões temporárias, preventivas e outras). - As CPI’s não têm competência para determinar a busca e apreensão domiciliar e de documentos. b) são criadas mediante requerimento de 1/3 dos membros da Assembleia Legislativa. c) destinam-se a apurar fato determinado e por prazo certo. § 4º. Durante o recesso, haverá uma comissão representativa da Assembleia Legislativa, eleita na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas regimentalmente e cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. Conforme já estudamos, a sessão legislativa ordinária, no Estado do Paraná, ocorrerá de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Fora desses períodos, a Assembleia Legislativa estará de recesso. Entretanto, durante o recesso, estará em funcionamento a Comissão Representativa da Assembleia Legislativa, cujas atribuições estão previstas no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 15 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br 2. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia Legislativa processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos crimes comuns e de responsabilidade. Comentários: Nos crimes comuns, o Governador e o Vice-Governador são processados e julgados pelo STJ; nos crimes de responsabilidade, por um Tribunal Especial. Questão errada. 3. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia Legislativa - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador do Estado e apreciar os relatórios, sobre a execução dos planos de governo. Comentários: O julgamento das contas prestadas pelo Governador do Estado compete à Assembleia Legislativa, conforme art. 54, inciso XVI, da Constituição Estadual. Questão correta. 4. (Questão Inédita) Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. Comentários: É exatamente o que dispõe o art. 57, § 4°, da Constituição Estadual. Questão correta. 5. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. Comentários: A investidura nesses cargos não leva à perda de mandato do Deputado. Questão errada. 6. (Questão Inédita) A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se- á, anualmente, na Capital do Estado, independente de convocação, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Comentários: Esse é o período da sessão legislativa no estado do Paraná. Questão correta. 7. (Questão Inédita) Os Deputados não poderão, desde a expedição do diploma, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 16 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. Comentários: É o que dispõe o art. 58, inciso I, alínea “a”, da Constituição Estadual. Questão correta. 8. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela Assembleia. Comentários: Isso é o que está previsto no art. 59, inciso III, da Constituição Estadual. Questão correta. 9. (Questão Inédita) As comissões, permanentes ou temporárias, podem convocar Secretários de Estado para prestarem informações sobre os assuntos inerentes a suas atribuições. Comentários: De fato, as comissões podem convocar Secretários de Estado para prestarem informações sobre os assuntos inerentes a sua atribuições. Trata-se de competência que viabiliza o controle, pelo Poder Legislativo, da execução de políticas públicas. Questão correta. 2- Poder Executivo O exercício do Poder Executivo compete ao Governador, com o auxílio dos Secretários de Estado. Os Secretários de Estado, na órbita estadual, são equivalentes aos Ministros de Estado, na órbita federal. Assim como existe o Ministro da Fazenda e o Ministro do Planejamento, nos Estados existe o Secretário da Fazenda e o Secretário de Planejamento. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro em segundo turno, se houver, do ano anterior ao término do mandato de seus antecessores e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro de ano subseqüente. A eleição do Governador do Estado implicará a do candidato a Vice-Governador com ele registrado. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. Tanto o Governador quanto o Vice-Governador são eleitos pelo sistema majoritário, no qual é eleito o candidato com maior número de votos. A eleição se dá pelo sistema de dois turnos, sendo considerado eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos (não computados os em branco 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 17 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br e os nulos). Caso não obtenha essa maioria na primeira votação, será realizado um novo turno de votações. A Constituição Estadual prevê soluções para os casos de impedimento do Governador e de vacância do seu cargo. Os impedimentos são afastamentos temporários do Governador, ocorrendo, por exemplo, quando ele se ausenta Já a vacância é o afastamento definitivo do cargo, com do País. consequente sucessão. Substituirá o Governador, em caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Governador do Estado. Em caso de impedimento do Vice- Governador,ou vacância do seu cargo, serão sucessivamente chamados ao exercício da Governadoria o Presidente da Assembléia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça. Se, nos dois primeiros anos do mandato, ocorrer vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador, será feita eleição 90 dias após aberta a última vaga. O povo é “chamado às urnas” se os dois cargos (Governador e Vice-Governador) ficarem vagos nos dois primeiros anos do mandato. Por outro lado, ocorrendo vacância nos últimos 2 (dois) anos do período governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da lei. Percebe-se que, nesse caso, o povo não é convocado às urnas; vagando os cargos de Governador e Vice-Governador nos últimos 2 anos do mandato, a Assembleia Legislativa fará eleições indiretas. O Governador e o Vice-Governador do Estado tomarão posse em sessão solene perante a Assembléia Legislativa, especialmente convocada, prestando compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e a do Estado, observar as leis e promover o bem-estar geral do povo paranaense. O Governador e o Vice-Governador de Estado exercerão o cargo por 4 (quatro) anos, podendo ser reeleitos para um único período subseqüente. O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Assembléia Legislativa, ausentar-se do País e do Estado, quando a ausência exceder a 15 (quinze) dias, sob pena de perda do cargo. Cessada a investidura no cargo de Governador do Estado, quem o tiver exercido em caráter permanente fará jus, a título de representação, desde que não tenha sofrido suspensão dos direitos políticos, a um subsídio mensal e vitalício, igual ao percebido pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. 2.1- Atribuições do Governador do Paraná: As atribuições do Governador do Estado do Paraná estão previstas no art. 87 da Constituição Estadual. Trata-se de um rol exemplificativo, não excluindo outras atribuições previstas em outras partes do texto constitucional. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 18 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Art. 87. Compete privativamente ao Governador: I - representar o Estado nas suas relações jurídicas, políticas e administrativas; II - nomear e exonerar os Secretários de Estado; III - exercer, com o auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; IV - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; V - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução; VI - dispor sobre a organização e o funcionamento da Administração estadual, na forma da lei; VII - vetar projeto de lei, total ou parcialmente; VIII - solicitar a intervenção federal no Estado, nos termos da Constituição Federal; ==f97d1== IX - decretar e fazer executar a intervenção estadual nos Municípios, na forma desta Constituição; X - remeter mensagem e plano de governo à Assembléia Legislativa, por ocasião da abertura da Sessão Legislativa, expondo a situação do Estado; XI - prestar contas anualmente à Assembléia Legislativa, dentro de 60 (sessenta) dias após a abertura da Sessão Legislativa, relativamente ao ano anterior; XII - prestar informações solicitadas pelos Poderes Legislativo e Judiciário, nos casos e prazos fixados em lei; XIII - nomear agentes públicos, nos termos estabelecidos nesta Constituição; XIV - enviar à Assembléia Legislativa o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição; XV - indicar dois dos conselheiros, auditores e controladores do Tribunal de Contas do Estado; XVI - prover e extinguir os cargos públicos estaduais, na forma da lei e com as restrições previstas nesta Constituição; XVII - nomear os conselheiros, auditores e controladores do Tribunal de Contas do Estado, sendo 5 (cinco) após aprovação da Assembléia Legislativa, obedecido o disposto no art. 77, § 1º desta Constituição; XVIII - celebrar ou autorizar convênios ou acordos com entidades públicas ou particulares, na forma desta Constituição; XIX - realizar as operações de crédito previamente autorizadas pela Assembléia; XX - mediante autorização da Assembléia Legislativa, subscrever ou adquirir ações, realizar ou aumentar capital, desde que haja recursos hábeis, de sociedade de economia mista ou de empresas públicas, bem como dispor, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital que tenha subscrito, adquirido, realizado ou aumentado. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 1021905 Profª Nádia Carolina 19 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Parágrafo único. O Governador do Estado poderá delegar as atribuições, mencionadas nos incisos VI e XVI, primeira parte, aos Secretários de Estado, ao Procurador-Geral de Justiça e ao Procurador-Geral do Estado, que deverão observar os limites traçados nas respectivas delegações. 2.2- Secretários de Estado: No Estado do Paraná, os Secretários de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício de seus direitos políticos. Compete aos Secretários de Estado, além de outras atribuições estabelecidas na Constituição Estadual e na lei: - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração estadual, na área de suas atribuições, e referendar os atos e decretos assinados pelo Governador; - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; - apresentar ao Governador do Estado e à Assembleia Legislativa ser relatório anual de sua gestão na Secretaria, o qual deverá obrigatoriamente publicado no Diário Oficial; - praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Governador do Estado; - encaminhar à Assembleia Legislativa informações por escrito, quando solicitado pela Mesa, podendo ser responsabilizado, na forma da lei, em caso de recusa ou não-atendimento no prazo de trinta dias, bem como de fornecimento de informações falsas. Os Secretários de Estado poderão comparecer à Assembléia Legislativa, por sua iniciativa e mediante entendimento com a Mesa Executiva, para expor assunto de relevância de sua Secretaria. Nos crimes comuns e de responsabilidade, os Secretários de Estado serão processados e julgados pelo Tribunal de Justiça. Já nos crimes conexos com os do Governador do Estado, os Secretários de Estado serão processados e julgados pelos órgãos competentes para o processo e julgamento do Governador. Destaque-se que, nos crimes comuns, o Governador é julgado pelo STJ; nos crime de responsabilidade, pela Assembleia Legislativa. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 20 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br 10. (Questão Inédita) O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado, com o auxílio dos Secretários de Estado. Comentários: Segundo o art. 79, da Constituição Estadual, o exercício do Poder Executivo compete ao Governador, com o auxílio dos Secretários de Estado. Questão correta. 11. (Questão Inédita) Vagando os cargos de Governador e Vice- Governador, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. Comentários: Exatamente o que dispõe o art. 85, § 2°, da Constituição Estadual. Questão correta. 12. (Questão Inédita) Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador, serão sucessivamente chamados ao exercício da Governança o Presidente do Tribunal de Justiça e o Presidente da Assembleia Legislativa. Comentários: O Presidente da Assembleia Legislativa é chamado antes do Presidente do Tribunal de Justiça. Questão errada. 13. (Questão Inédita) O Governador e o Vice-Governadorlegislativo ou administrativo, que retratará a decisão popular, no referendo ela ocorre posteriormente, cabendo ao povo ratificar (confirmar) ou rejeitar o ato. Art. 3º. É mantida a integridade territorial do Estado, que só poderá ser alterada mediante aprovação de sua população, por meio de plebiscito, e por lei complementar federal. Comentários: O art. 3º traz norma que é repetida em inúmeras leis orgânicas e Constituições Estaduais. Segundo o referido dispositivo, é mantida a integridade do território do Estado, o que significa que os limites territoriais do Paraná não serão alterados. Sobre esse ponto, fazemos remissão ao art. 18, § 3º, da CF/88. § 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. Prof. Nádia Carolina 4 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Assim, os limites territoriais do Estado do Paraná somente poderão ser alterados na forma do que prevê a Constituição Federal de 1988, após aprovação da população (mediante plebiscito) e do Congresso Nacional (mediante lei complementar). É necessária, ainda, a oitiva das Assembleias Legislativas dos estados interessados (art. 48, inciso VI, da CF/88). 1021905 Art. 4º. A organização político-administrativa do Estado compreende os Municípios, regidos por leis orgânicas próprias, observados os princípios da Constituição Federal e desta. Art. 5º. A cidade de Curitiba é a Capital do Estado e nela os Poderes têm sua sede. Parágrafo único. A Capital somente poderá ser mudada mediante lei complementar e após consulta plebiscitária. Art. 6º. O Estado adota como símbolos, além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. Art. 7º. São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Parágrafo único. Salvo as exceções previstas nesta Constituição, é vedado a qualquer dos poderes delegar atribuições, sendo que quem for investido na função de um deles não poderá exercer a de outro. Comentários: Esses artigos apresentam a estrutura básica do Estado do Paraná. Os Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Ressalte-se que é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições e, ao cidadão investido em um deles, exercer função em outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. A capital do Paraná é a cidade de Curitiba, onde os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) têm sua sede; para que seja modificada a capital, faz-se necessário lei complementar e consulta plebiscitária. Os símbolos do estado são, além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. A organização político-administrativa do Paraná compreende os Municípios, os quais são regidos por leis orgânicas próprias. Prof. Nádia Carolina 5 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1. 1021905 (MPE/PR/ MPE-PR – 2012)Assinale a alternativa correta. São símbolos do Estado do Paraná, expressos na Constituição: a) Além dos símbolos nacionais, somente a Bandeira, o Hino e o Brasão de Armas; b) A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas, o Sinete e a Araucária; c) A Bandeira, o Hino, a Araucária e o Sinete; d) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e a Araucária; e) Além dos símbolos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. Comentários: De acordo com o art. 6o da CE/PR, o Estado do Paraná adota como símbolos, além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. O gabarito é a letra D. Art. 8º. Incluem-se entre os bens do Estado: I - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem em seu domínio, excluídas aquelas sob o domínio da União, dos Municípios ou de terceiros; II - as ilhas fluviais e lacustres e as terras devolutas situadas em seu território, não pertencentes à União; III - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósitos, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; IV - os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Comentários: Para saber quais são os bens do Estado do Paraná, devemos fazer uma leitura combinada dos textos da Constituição Federal e da Constituição Estadual. O art. 26 da CF/88 dispõe o seguinte sobre os bens dos Estados: Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; Prof. Nádia Carolina 6 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros; III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; [Comentário: As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países são bens da União.] IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. [Comentário: As terras devolutas da União são aquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental.] O rol de bens dos Estados relacionado pela CF/88 não é taxativo. Nesse sentido, a Constituição do Paraná trouxe uma novidade: incluiu como bens do Estado os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Segundo essa perspectiva, considera-se bem do estado do Paraná os aluguéis recebidos a partir da locação de imóveis integrantes do patrimônio estadual. Art. 9º. Cabe ao Estado explorar, diretamente ou mediante concessão, a ser outorgada após licitação pública, os serviços locais de gás canalizado na forma da Lei. Comentários: O art. 9º, da Constituição do Paraná, reproduz dispositivo da Constituição Federal. Segundo o art. 25, § 2º, da CF/88, cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. Cabe destacar que a Constituição Estadual fez questão de deixar explícita a necessidade de que a concessão do serviço de gás canalizado deverá ser precedida de licitação. Art. 10. Os bens imóveis do Estado não podem ser objeto de doação ou de utilização gratuita, salvo, e mediante lei, se o beneficiário for pessoa jurídica de direito público interno, órgão ou fundação de sua administração indireta ou entidade de assistência social sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública, ou para fins de assentamentos de caráter social. Parágrafo único. A alienação, a título oneroso, de bens imóveis do Estado dependerá de autorização prévia da Assembleia Legislativa e será precedida de concorrência pública, a qual será dispensada quando o adquirente for uma das pessoas jurídicas de direito público interno, referidas neste artigo, ou para fins de assentamentos de caráter social. Prof. Nádia Carolina 7 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Segundo o art. 10, da Constituição Estadual, é vedada a doação ou utilização gratuita dos bens imóveis do Paraná. Essa é a regra geral, excepcionada apenas se o beneficiário for pessoa jurídica de direitonão poderão, sem licença da Assembleia Legislativa, ausentar-se do Estado, por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. Comentários: Segundo o art. 86, da Constituição Estadual, o Governador e o Vice- Governador não poderão, sem licença da Assembléia Legislativa, ausentar-se do País, por qualquer tempo, e do Estado, quando a ausência exceder a 15 (quinze) dias, sob pena de perda do cargo. Questão correta. 14. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Governador dispor sobre a organização e o funcionamento da Administração estadual, na forma da lei. Comentários: Trata-se de competência privativa do Governador, nos termos do art. 87, inciso VI, da Constituição Estadual. Questão errada. 15. (Questão Inédita) Ocorrendo vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador nos primeiros 2 (dois) anos do período 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 21 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da lei. Comentários: Caso ocorra a vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador nos dois primeiros anos do período governamental, ocorrerão eleições diretas (e não eleições feitas pela Assembleia Legislativa!). Questão errada. 16. (Questão Inédita) Os Secretários de Estado são livremente nomeáveis e exoneráveis pelo Governador, sendo escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados, maiores de trinta e cinco anos e no exercício dos direitos políticos. Comentários: Os Secretários de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de 21 (vinte e um) anos, no exercício de seus direitos políticos. Questão errada. 3- Poder Judiciário: O art. 93, da Constituição Estadual, relaciona os órgãos do Poder Judiciário no Estado do Paraná: Art. 93. São órgãos do Poder Judiciário no Estado: I - o Tribunal de Justiça; II – (Revogado) III - os Tribunais do Júri; IV - os Juízes de Direito; V - os Juízes Substitutos; VI - os Juizados Especiais; VII - os Juízes de Paz No Tribunal de Justiça do Paraná, haverá um órgão especial, integrado por 25 (vinte e cinco) desembargadores, para o exercício de atribuições administrativas e jurisdicionais, delegadas da competência do tribunal pleno, promovendo-se a metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. A exigência do quinto constitucional encontra previsão explícita na Constituição do Estado do Paraná. Segundo o art. 95, da CE, um quinto dos lugares dos Tribunais de Justiça será composto de membros do Ministério Público, com mais de 10 (dez) anos de carreira, e de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná, de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de 10 (dez) anos de efetiva atividade profissional. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 22 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Os integrantes do quinto constitucional serão indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. Recebidas as indicações, o Tribunal de Justiça formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo que, nos 20 (vinte) dias subsequentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação. A Constituição do Estado do Paraná (art. 97) assegura à Magistratura todas as garantias, prerrogativas e vedações estabelecidas na Constituição Federal e no Estatuto da Magistratura. No que se refere às garantias, de acordo com José Afonso da Silva, elas podem ser de dois tipos: institucionais (que protegem o Judiciário como instituição) e funcionais ou de órgãos, que abrange a vitaliciedade, a inamovibilidade, a irredutibilidade dos subsídios e a imparcialidade dos membros do Judiciário (na forma de vedações). As três principais garantias são as seguintes: vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade. A vitaliciedade confere a garantia, ao magistrado, de que ele só perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado, com todas as garantias inerentes ao processo. Essa garantia é adquirida após dois anos de efetivo exercício do cargo, no caso de juiz que ingressou na carreira por meio de concurso público de provas e títulos e imediatamente para os membros dos Tribunais. Assim, o empossado pela regra do quinto constitucional adquire vitaliciedade no momento da posse, estando dispensado de estágio probatório. A garantia da inamovibilidade assegura ao juiz que este não será removido, de uma localidade para outra (ou mesmo de uma comarca ou sede para outra), sem o seu consentimento. Assegura, também, que ele não será afastado da apreciação de um caso ou de um processo por mecanismos institucionais. A remoção, em regra, só poderá se dar com a concordância do magistrado. Há, contudo, uma exceção, prevista constitucionalmente: a remoção (ou mesmo disponibilidade ou aposentadoria) do magistrado por interesse público. Nesse caso, deverá haver decisão da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ, assegurada ampla defesa. Por fim, a irredutibilidade de vencimentos afasta a possibilidade de que lei reduza os subsídios pagos aos juízes. Visa-se, com isso, proteger o Judiciário contra pressões do Legislativo. 3.1- Tribunal de Justiça: O Tribunal de Justiça, com sede na Capital e jurisdição em todo o território do Estado, compõe-se de desembargadores, em número fixado em lei, nomeados entre os juízes de última entrância. As competências do Tribunal de Justiça estão elencadas no art. 101, da Constituição Estadual: 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 23 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Art. 101. Compete privativamente ao Tribunal de Justiça, através de seus órgãos: I - propor à Assembléia Legislativa, observado o disposto no art. 169 da Constituição Federal: a) a alteração do número de seus membros; b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhe forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III e 153, § 2º, I da Constituição Federal; c) a criação, extinção ou alteração do número de membros dos tribunais inferiores; d) a alteração da organização e da divisão judiciárias; e) a criação e extinção de comarcas, varas ou distritos judiciários. Comentários: Com relação às competências relacionadas nesse inciso I, é importante destacar que o Tribunal de Justiça limita-se a exercer função propositiva; é necessária uma lei estadual para implementá-las. Por exemplo, o Tribunal de Justiça não pode, por ato próprio, alterar o número de seus membros ou a organização e divisão judiciária; a alteração do número dos membros do Tribunal de Justiça e da organização e divisão judiciária cabe à Assembleia Legislativa, por meio de lei estadual. II - prover, na forma prevista na Constituição Federal e nesta, os cargos de magistratura estadual, de primeiro e segundo graus, incluídos os de desembargador, ressalvada a competência pertinente aos cargos do quinto constitucional. III - aposentar os magistrados e os servidores da Justiça; IV - conceder licença, férias e outros afastamentos aos magistrados que lhe forem vinculados; Comentários: Os incisos II, III e IV evidenciam competências relacionadas à função atípica do Poder Judiciário. São competências essencialmente administrativas, relacionadas à forma pela qual o Tribunal de Justiça busca se organizar. V - encaminhar a proposta orçamentária do Poder Judiciário; Comentários: O Poder Judiciário possui autonomia administrativa e financeira. O Tribunal de Justiça elaborará a proposta orçamentária do Poder Judiciário, dentro dos limites estipuladosconjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. VI - solicitar, quando cabível, a intervenção federal no Estado; Comentários: Uma das hipóteses de intervenção do Estado do Paraná em seus Municípios é quando o Tribunal de Justiça der provimento à 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 24 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br representação do Procurador-Geral de Justiça para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição do Estado, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. VII - processar e julgar, originariamente: a) nos crimes comuns e de responsabilidade, os deputados estaduais, os juízes de direito e juízes substitutos, os Secretários de Estado, os membros do Ministério Público e os Prefeitos Municipais, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral, e, nos crimes comuns, o Vice-Governador do Estado; b) os mandados de segurança contra atos do Governador do Estado, da Mesa e da Presidência da Assembléia Legislativa, do próprio Tribunal ou de algum de seus órgãos, de Secretário de Estado, do Presidente do Tribunal de Contas, do Procurador- Geral de Justiça, do Procurador-Geral do Estado e do Defensor- Geral da Defensoria Pública; c) os mandados de injunção e os “habeas-data”; d) os “habeas-corpus” nos processos cujos os recursos forem de sua competência, ou quando o coator ou paciente for autoridade diretamente sujeita à sua jurisdição; e) as ações rescisórias de seus julgados e as revisões criminais nos processos de sua competência; f) as ações diretas de inconstitucionalidade e de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais contestados em face desta Constituição e a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional; g) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais; h) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; i) as causas e os conflitos entre o Estado e os Municípios, inclusive entre as respectivas entidades da Administração indireta; j) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias do Estado, ou entre estas e as administrativas municipais; VIII - julgar, em grau de recurso, os feitos de competência da justiça estadual, salvo atribuídos, por lei, órgãos recursais dos juizados especiais; IX – exercer as demais funções que lhe forem atribuídas por lei. X – (Revogado) Comentários: As competências relacionadas nos incisos VII e VIII são as relativas à função jurisdicional do Tribunal de Justiça. Chamamos a sua atenção para a competência do Tribunal de Justiça para apreciar ação direta de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, estaduais ou 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 25 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br municipais, face à Constitucional Estadual. Na prova, nunca diga que apenas o STF pode julgar ações diretas de inconstitucionalidade. Os Tribunais de Justiça também podem... 17. (Questão Inédita) Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz não integram a estrutura do Poder Judiciário do Estado do Paraná. Comentários: Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz integram a estrutura do Poder Judiciário do Estado do Paraná. Questão errada. 18. (Questão Inédita) No Tribunal de Justiça haverá um órgão especial, integrado por 25 (vinte e cinco) desembargadores, para o exercício de atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, promovendo-se a metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. Comentários: O órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná terá 25 desembargadores. Ele será o responsável pelas atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno. Questão correta. 19. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de Justiça, através de seus órgãos, propor à Assembleia Legislativa a criação, extinção ou alteração do número de membros dos tribunais inferiores. Comentários: Exatamente o que dispõe o art. 101, inciso I, alínea “c” da Constituição Estadual. Questão correta. 20. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de Justiça de atos normativos estaduais e municipais contestados em face da Constituição Estadual. Comentários: Segundo o art. 101, inciso VI, alínea “f”, compete ao Tribunal de Justiça processar inconstitucionalidade e julgar, originariamente, ações diretas ou e de constitucionalidade de leis processar e julgar as ações diretas de inconstitucionalidade e de 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 26 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais face à Constituição Estadual. Questão correta. 21. (Questão Inédita) A proposta orçamentária do Poder Judiciário do Paraná será elaborada pelo Tribunal de Justiça, independentemente dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias. Comentários: Segundo o art. 98, § 1º, da Constituição Estadual, o Tribunal de Justiça elaborará a proposta orçamentária do Poder Judiciário, dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. Questão errada. 1- Ministério Público O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, que tem como funções a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 127, “caput”, CF/88 c/c art. 114 Constituição do Estado do Paraná). São princípios institucionais do Ministério Público: i) a unidade; ii) a indivisibilidade e; iii) a independência funcional. O princípio da unidade determina que os membros do Ministério Público integram um único órgão, sendo chefiados apenas por uma pessoa. No âmbito da União, o Ministério Público Federal é chefiado pelo Procurador-Geral da República (PGR); no âmbito dos Estados, a chefia cabe ao Procurador-Geral de Justiça. Veja bem: não existe unidade entre o Ministério Público Federal e os Estaduais; a unidade se dá no âmbito de cada Ministério Público. Já a indivisibilidade possibilita que os integrantes da carreira possam ser substituídos uns pelos outros ao longo do processo. Isso porque o Ministério Público não se subdivide internamente em instituições autônomas, mas é uno e indivisível. Novamente, o princípio se aplica no âmbito interno de cada Ministério Público do nosso ordenamento jurídico. Por fim, a independência funcional determina que cada um dos membros do Ministério Público se vinculará apenas ao ordenamento jurídico e à sua convicção, não podendo sofrer retaliações devido à sua atuação. Como consequência, a Constituição de 1988 elevou à categoria de crime de responsabilidade do Presidente da República os atos praticados por este que atentem contra o livre exercício das atribuições do Parquet (CF, art. 85, II). A FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 27 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br única hierarquia existente no âmbito do Ministério Público é de ordem administrativa. O Ministério Público do Estado do Paraná tem por chefe o Procurador-Geral de Justiça, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os integrantes da carreira, indicados em lista tríplice elaborada, na forma da lei, por todos os seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, em que se observará o mesmo processo. O Procurador-Geral de Justiça poderá serdestituído por deliberação da maioria absoluta da Assembléia Legislativa, na forma da lei complementar respectiva. O Ministério Público é dotado de autonomia funcional e administrativa. Nesse sentido, tem competência para: - elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentárias; - propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos; - propor ao Poder Legislativo a política remuneratória e os planos de carreira. As funções institucionais do Ministério Público do Estado do Paraná estão relacionadas no art. 120, da Constituição Estadual: Art. 120. São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; II - zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição e na da República, promovendo as medidas necessárias à sua garantia; III - promover o inquérito civil e ação civil pública, para proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção do Estado no Município, nos casos previstos nesta Constituição e na Federal; V - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos, para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva; VI - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no inciso anterior; VII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais; 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 28 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br VIII - exercer fiscalização dos estabelecimentos prisionais e dos que abriguem menores, idosos, incapazes ou pessoas portadoras de deficiência, supervisionando sua assistência; IX - fiscalizar, concorrentemente, a aplicação das dotações públicas destinadas às instituições assistenciais; X - participar em organismos estatais de defesa do meio ambiente, do trabalhador, do consumidor, de menores, de política penal e penitenciária e outros afetos a sua área de atuação; XI - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa por desrespeito aos direitos assegurados na Constituição Federal e nesta, promovendo as medidas necessárias à sua garantia; XII - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com as suas finalidades, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. Parágrafo único. A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto na Constituição Federal e na lei. O ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, observada, nas nomeações, a ordem de classificação. As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação. A organização, as atribuições e o estatuto do Ministério Público são objeto de lei complementar. A referida lei complementar deverá prever garantias e vedações aos membros do Ministério Público. As garantias estão previstas no art. 188, inciso I, da Constituição Estadual e compreendem a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsídio. A vitaliciedade garante que o membro do “Parquet” não poderá perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. É adquirida após dois anos de exercício. Já a inamovibilidade garante que ele não será removido de ofício, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa. Por fim, a irredutibilidade dos subsídios impede protege os ganhos dos membros do Ministério Público contra ingerências políticas. As vedações previstas no texto da Constituição Estadual, por sua vez, são as seguintes: 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 29 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br - receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais, sendo a verba honorária decorrente da sucumbência recolhida ao Estado, como renda eventual, à conta da Procuradoria-Geral de Justiça, para seu aperfeiçoamento, o de seus integrantes e o de seus equipamentos; - exercer a advocacia; - participar de sociedades comerciais, na forma da lei; - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério; - exercer atividade político-partidária, salvo exceções previstas em lei. 2- Procuradoria-Geral do Estado: Segundo o art. 123, da CE, a advocacia do Estado, como função institucionalizada e organizada por lei complementar, terá como órgão único de execução a Procuradoria-Geral do Estado, diretamente vinculada ao Governador e integrante de seu gabinete. O Procurador-Geral do Estado, chefe da instituição, é de livre nomeação do Governador, preferencialmente dentre os integrantes da carreira e gozará de tratamento e prerrogativas de Secretário de Estado. As atribuições da Procuradoria-Geral do Estado estão relacionadas no art. 124, da Constituição Estadual: Art. 124. Compete à Procuradoria-Geral do Estado, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei: I - a representação judicial e extrajudicial do Estado e a consultoria jurídica do Poder Executivo; II - a unificação da jurisprudência administrativa do Estado; III - a cobrança judicial da dívida ativa do Estado; IV - a realização dos processos administrativo-disciplinares, nos casos previstos em lei; V - a orientação jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. O exercício das atribuições da Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira, que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei complementar. O ingresso na carreira de procurador far-se-á na classe inicial, mediante concurso público específico de provas e títulos, organizado e realizado pela Procuradoria-Geral do Estado, assegurada a participação da Ordem 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 30 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, obedecida, na nomeação, a ordem de classificação. Os Procuradores do Estado possuem as seguintes garantias: I - irredutibilidade de subsídios e proventos; II – inamovibilidade, na forma da lei; III - estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado da Corregedoria; IV - promoção voluntária por antigüidade e merecimento, alternadamente, observados os requisitos previstos em lei; V - subsídios fixados com a diferença de 5% (cinco por cento) de uma para outra classe, observado o disposto no art. 37, XI, desta Constituição.1 Aos Procuradores do Estado é vedado exercer a advocacia fora das funções institucionais e exercer qualquer outra função pública, exceto o magistério. 3- Defensoria Pública: A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa, em todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos interesses individuais e coletivos dos necessitados,na forma da lei. São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a impessoalidade e a independência na função. Lei complementar, observada a legislação federal, disporá sobre a organização, estrutura e funcionamento da Defensoria Pública, bem como sobre os direitos, deveres, prerrogativas, atribuições e carreiras de seus membros. 1 O art. 37, inciso XI, da CF/88, é o que trata do teto remuneratório da Administração Pública. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 31 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br 22. (Questão Inédita) São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Comentários: De fato, a unidade, indivisibilidade e independência funcional são princípios institucionais do Ministério Público. Questão correta. 23. (Questão Inédita) O Ministério Público tem por chefe o Procurador-Geral do Estado, nomeado pelo Governador do Estado dentre os integrantes da carreira, indicados em lista tríplice elaborada, na forma da lei, por todos os seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. Comentários: O chefe do Ministério Público do Estado é o Procurador-Geral de Justiça. Questão errada. 24. (Questão Inédita) Os membros do Ministério Público sujeitam-se, entre outras vedações, à proibição de exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério, se houver compatibilidade de horário. Comentários: Exatamente o que dispõe o art. 118, inciso II, alínea “d”, da Constituição Estadual. Questão correta. 25. (Questão Inédita) A Procuradoria Geral do Estado do Paraná, além de outras atribuições, tem competência para prestar a orientação jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. Comentários: Uma das funções da Procuradoria-Geral do Estado é prestar a orientação jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. Questão correta. 26. (Questão Inédita) É vedado aos procuradores do Estado do Paraná exercer a advocacia fora das funções institucionais. Comentários: Os procuradores do Estado do Paraná não podem exercer a advocacia fora das funções institucionais. Questão correta. 27. (Questão Inédita) A Procuradoria-Geral do Estado é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa, em 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 32 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos interesses individuais e coletivos dos necessitados, na forma da lei. Comentários: É a Defensoria Pública do Estado que tem a competência para realizar a orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa dos direitos e dos interesses individuais e coletivos dos necessitados. Questão correta. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 33 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br LISTA DE QUESTÕES 1. (Questão Inédita) O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída de representantes do povo, eleitos pelo sistema majoritário, por voto direto e secreto. 2. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia Legislativa processar e julgar o Governador e o Vice-Governador, nos crimes comuns e de responsabilidade. 3. (Questão Inédita) Compete privativamente à Assembleia Legislativa - julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador do Estado e apreciar os relatórios, sobre a execução dos planos de governo. 4. (Questão Inédita) Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. 5. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, Secretário de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. 6. (Questão Inédita) A Assembléia Legislativa do Paraná reunir-se- á, anualmente, na Capital do Estado, independente de convocação, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. 7. (Questão Inédita) Os Deputados não poderão, desde a expedição do diploma, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. 8. (Questão Inédita) Perderá o mandato o Deputado que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo se em licença ou missão autorizadas pela Assembléia. 9. (Questão Inédita) As comissões, permanentes ou temporárias, podem convocar Secretários de Estado para prestarem informações sobre os assuntos inerentes a suas atribuições. 10. (Questão Inédita) O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado, com o auxílio dos Secretários de Estado. 11. (Questão Inédita) Vagando os cargos de Governador e Vice- Governador, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. 12. (Questão Inédita) Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador, serão sucessivamente chamados ao exercício da 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 34 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br Governança o Presidente do Tribunal de Justiça e o Presidente da Assembleia Legislativa. 13. (Questão Inédita) O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Assembleia Legislativa, ausentar-se do Estado, por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 14. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Governador dispor sobre a organização e o funcionamento da Administração estadual, na forma da lei. 15. (Questão Inédita) Ocorrendo vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador nos primeiros 2 (dois) anos do período governamental, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias depois da última vaga, pela Assembléia Legislativa, na forma da lei. 16. (Questão Inédita) Os Secretários de Estado são livremente nomeáveis e exoneráveis pelo Governador, sendo escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados, maiores de trinta e cinco anos e no exercício dos direitos políticos. 17. (Questão Inédita) Os Juizados Especiais e os Juízes de Paz não integram a estrutura do Poder Judiciário do Estado do Paraná. 18. (Questão Inédita) No Tribunal de Justiça haverá um órgão especial, integrado por 25 (vinte e cinco) desembargadores, para o exercício de atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, promovendo-se a metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. 19. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de Justiça, através de seus órgãos, propor à Assembleia Legislativa a criação, extinção ou alteração do número de membros dos tribunais inferiores. 20. (Questão Inédita) Compete privativamente ao Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, ações diretas de atos normativos estaduais e municipais contestados em face da Constituição Estadual. inconstitucionalidade e de constitucionalidade de leis ou 21. (Questão Inédita) A proposta orçamentária do Poder Judiciário do Paraná será elaborada pelo Tribunal de Justiça, independentemente dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias. 22. (Questão Inédita) São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. 1021905 Direito Constitucional p/ TJ-PR Profª Nádia Carolina – Aula 12 Profª Nádia Carolina 35 de 35 www.estrategiaconcursos.com.br1. 2. 3. 4. 5. 6. 23. (Questão Inédita) O Ministério Público tem por chefe o Procurador-Geral do Estado, nomeado pelo Governador do Estado dentre os integrantes da carreira, indicados em lista tríplice elaborada, na forma da lei, por todos os seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. 24. (Questão Inédita) Os membros do Ministério Público sujeitam- se, entre outras vedações, à proibição de exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério, se houver compatibilidade de horário. 25. (Questão Inédita) A Procuradoria Geral do Estado do Paraná, além de outras atribuições, tem competência para prestar a orientação jurídica aos Municípios, em caráter complementar ou supletivo. 26. (Questão Inédita) É vedado aos procuradores do Estado do Paraná exercer a advocacia fora das funções institucionais. 27. (Questão Inédita) A Procuradoria-Geral do Estado é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica integral e gratuita, a postulação e a defesa, em todas as instâncias, judicial e extrajudicial, dos direitos e dos interesses individuais e coletivos dos necessitados, na forma da lei. GABARITO E E C C E C 7. 8. 9. 10. 11. 12. C C C C C E 13. 14. 15. 16. 17. 18. C E E E E C 19. 20. 21. 22. 23. 24. C C E C E C 25. 26. 27. C C C 1021905público interno, órgão ou fundação de sua administração indireta ou entidade de assistência social sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública, ou para fins de assentamentos de caráter social. Por sua vez, a alienação de bens imóveis do Estado do Paraná depende de dois requisitos: i) autorização prévia da Assembleia Legislativa e; ii) prévia concorrência pública (licitação). A concorrência será dispensada apenas se o adquirente for pessoa jurídica de direito público ou para fins de assentamentos de caráter social. 2.2- Competências do Estado: 1021905 Art. 11. O Estado exerce em seu território toda a competência que não lhe seja vedada pela Constituição Federal. Art. 12. É competência do Estado, em comum com a União e os Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; Prof. Nádia Carolina 8 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br 2. (COPS-UEL/ PC-PR – 2013) Com relação às competências comuns entre a União Federal e o Estado do Paraná, previstas constitucionalmente, considere as afirmativas a seguir. I. Estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. II. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. III. Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência. IV. Explorar, mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. A cooperação entre o Estado, a União e os Municípios será definida em lei complementar e visará ao equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar no âmbito estadual e municipal. Comentários: A Constituição Federal de 1988 não listou, de forma taxativa, todas as competências dos Estados, motivo pelo qual a doutrina considera que os Estados possuem competência remanescente (residual). O art. 11 da Constituição Estadual reproduz norma da CF/88, que, em seu art. 25, § 1º, dispõe que “são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição”. No art. 12, da Constituição Estadual do Paraná, temos novamente a reprodução de dispositivo da Constituição Federal. Nesse dispositivo, são reproduzidas as competências comuns da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A peculiaridade do dispositivo é a previsão do parágrafo único de que a cooperação entre o Estado, a União e os Municípios será definida em lei complementar e visará ao equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar no âmbito estadual e municipal. Prof. Nádia Carolina 9 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: Os itens I, II e III estão previstos na CF/88 e na CE/PR como sendo competências comuns entre a União e o Estado do Paraná. Já o item IV é competência unicamente do Estado do Paraná (art. 9o, CE/PR). O gabarito é a letra D. 1021905 Art. 13. Compete ao Estado, concorrentemente com a União, legislar sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção ao meio ambiente e controle da poluição; VII - proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX - educação, cultura, ensino e desportos; X - criação, competência, composição e funcionamento dos juizados especiais de que trata o art. 109 desta Constituição, observado o disposto no art. 98, I, da Constituição Federal; XI - procedimentos em matéria processual; XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; XIII - assistência jurídica e defensoria pública; Prof. Nádia Carolina 10 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV - proteção à infância e à juventude; XVI - organização, garantias, direitos e deveres da Polícia Civil. § 1º. O Estado, no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União. § 2º. Inexistindo lei federal sobre as normas gerais, o Estado poderá exercer competência legislativa plena para atender às suas peculiaridades. § 3º. A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Comentários: O art. 13 da Constituição Estadual enumera as competências concorrentes entre a União e o Estado do Paraná. É, mais uma vez, dispositivo que reproduz a CF/88. Sobre a competência concorrente, cabe destacar o seguinte: a) A União é responsável por editar normas gerais, ao passo que os Estados e o Distrito Federal editam normas suplementares. b) O Estado, no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União. c) Inexistindo lei federal sobre as normas gerais, o Estado poderá exercer competência legislativa plena para atender às suas peculiaridades. Assim, no âmbito da competência concorrente, os Estados podem atuar, fundamentalmente, de duas formas diferentes: -Exercitando a competência suplementar: caso a União edite normas gerais. - Exercendo a competência legislativa plena: caso a União não edite sua lei de normas gerais. Nessa situação, o Estado poderá editar lei sobre normas gerais. d) A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a eficácia da Cuidado, pessoal, pois as bancas lei estadual, no que lhe for contrário. examinadoras adoram falar em revogação, o que está errado. Art. 14. O Estado do Paraná poderá celebrar convênios com entidades de direito público ou privado, para a realização de obras ou serviços. Prof. Nádia Carolina 11 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Art. 15. Os municípios gozam de autonomia, nos termos previstos pela Constituição Federal e por esta Constituição. Art. 16. O município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e aprovadapor dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal, nesta Constituição e os seguintes preceitos: I - eleição do Prefeito e Vice-Prefeito, entre eleitores inscritos maiores de vinte e um anos, e dos Vereadores, entre maiores de dezoito anos, para mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo, em todo País; II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito, noventa dias antes do término do mandato daqueles a que devem suceder, aplicadas as regras do art. 77 da Constituição Federal no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores; III - os Prefeitos ou quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente; IV - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1° de janeiro do ano subsequente ao da eleição; V - número de Vereadores proporcional à população do Município, obedecidos os seguintes limites: a) até quinze mil habitantes, nove Vereadores; b) de quinze mil e um a trinta mil habitantes, onze Vereadores; c) de trinta mil e um a cinquenta mil habitantes, treze Vereadores; d) de cinquenta mil e um a setenta mil habitantes, quinze Vereadores; e) de setenta mil e um a noventa mil habitantes, dezessete Vereadores; f) de noventa mil e um a cento e vinte mil habitantes, dezenove Vereadores; g) de cento e vinte mil e um a um milhão de habitantes, vinte e um Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale O art. 14 trata da possibilidade de o Paraná celebrar convênios com entidades de direito público ou privado, para a realização de obras ou serviços. O convênio é um ajuste entre duas partes, envolvendo mútua colaboração, com o objetivo de alcançar interesses comuns. É diferente do contrato, em que as partes têm interesses opostos. 1021905 Prof. Nádia Carolina 12 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Organização Municipal Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 Vereadores; h) de um milhão e um a um milhão e quinhentos mil habitantes, trinta e cinco Vereadores; i) de um milhão e quinhentos mil e um a dois milhões de habitantes, trinta e sete Vereadores; j) de dois milhões e um a dois milhões e quinhentos mil habitantes, trinta e nove Vereadores; l) de dois milhões e quinhentos mil e um a cinco milhões de habitantes, quarenta e um Vereadores; m) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinquenta e cinco nos municípios de mais de cinco milhões de habitantes. VI - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, §4°, 150, II, 153, III e 153, §2º, I, da Constituição Federal; VII - subsídios dos Vereadores fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal, na razão de 75% (setenta e cinco por cento), daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Estaduais, observado o que dispõem os arts. 39, §4°, 57, §7°, 150, II, 153, III, e 153, §2°, I, da Constituição Federal; VIII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de 5%, cinco por cento, da receita do município; IX - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; X - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto na Constituição Federal, para os membros do Congresso Nacional, e nesta Constituição, para os membros da Assembleia Legislativa; XI - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; XII - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal; XIII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal; XIV - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através de, pelo menos, cinco por cento 13 de 47 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 do eleitorado; XV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, §1° da Constituição Federal. Comentários: Esses dispositivos reproduzem vários incisos do art. 29 da CF/88. Os Municípios do Paraná, dotados de autonomia política, administrativa e financeira, serão regidos por Lei Orgânica e pela legislação que adotarem, na Constituição Estadual. A Lei Orgânica é votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e O Município não tem três Poderes, mas apenas dois. São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, exercido pela Câmara Municipal, e o Executivo, exercido pelo Prefeito. Art. 17. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a lei estadual; V - organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar, de educação especial e de ensino fundamental; VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população; VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo 14 de 47 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 urbano; IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual; X - garantir a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida; XI - instituir guardas municipais incumbidas da proteção de seus bens, serviços e instituições, na forma da lei. Comentários: O art. 17 da CE/PR baseia-se no art. 30 da CF/88, que trata das competências dos Municípios. A competência legislativa dos municípios subdivide-se em exclusiva e suplementar: a) Competência exclusiva para legislar sobre assuntos de interesse local (CE/PR, art. 17, I); b) Competência suplementar, para suplementar a legislação federal ou estadual, no que couber (CE/PR, art. 17, II). Destaque-se que os Municípios poderão, inclusive, suplementar a legislação federal ou estadual que trate de matéria afeta à competência concorrente. É o caso, por exemplo, da legislação tributária municipal, que suplementa a legislação federal e estadual. Já a competência administrativa dos Municípios autoriza sua atuação sobre matérias de interesse local, especialmente sobre aquelas constantes dos incisos III a IX do art. 17 da CE/PR. Art. 18. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. § 1º. O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, competindo-lhe, no que couber, o disposto no art. 75 desta Constituição. § 2º. O parecer prévio, emitido pelo órgão competente, sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços da Câmara Municipal. § 3º. As contas dos Municípios ficarão, a cada ano,durante sessenta dias, nas Câmaras Municipais, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. § 4º. É vedada a criação de tribunais, conselhos ou órgãos de contas Prof. Nádia Carolina 15 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale municipais. § 5°. As Câmaras Municipais elegerão o órgão oficial do Município para a publicação das leis. Comentários: Os recursos públicos sofrem duas formas de controle: o controle interno, realizado no âmbito de cada poder e o controle externo, realizado pelo Poder Legislativo. É por isso que o art. 18 da CE/PR dispõe que a fiscalização da administração pública municipal competirá: 1021905 - à Câmara Municipal, mediante controle externo; - ao sistema de controle interno do Poder Executivo Municipal. O art. 18 da Constituição do Estado do Paraná faz menção, ainda, ao papel do Tribunal de Contas. Nesse sentido, o controle externo é realizado pela Câmara Municipal com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. Art. 19. Lei complementar estadual disporá sobre a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios. § 1º. Os seguintes requisitos serão observados na criação de Municípios: I - efetivação por lei estadual; II - a criação, incorporação, fusão e desmembramento de município far-se-ão por Lei Estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei; III - preservação da continuidade e da unidade histórico-cultural do ambiente urbano; IV - não-constituição de área encravada no Município de origem. § 2º. O procedimento de criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios terá início mediante representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 100 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados. § 3º. O projeto de criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios apresentará a área da unidade proposta em divisas claras, precisas e contínuas. § 4º. A aprovação do eleitorado, prevista no § 1°, II, deste artigo, dar-se-á pelo voto da maioria simples, exigindo-se o comparecimento da maioria Prof. Nádia Carolina 16 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale absoluta do eleitorado. § 5º. Se o comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o resultado do plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser renovada na mesma sessão legislativa. Comentários: O art. 19, da Constituição Estadual do Paraná dispõe que lei complementar o 1021905 estadual desmembramento de Municípios. Alguns requisitos precisam ser observados; tais requisitos derivam da própria Constituição Federal de 1988. Mas, afinal, o que diz a Constituição Federal? disporá sobre a criação, a incorporação, a fusão e Art.18-........................................................................... § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos de Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Da leitura do dispositivo supratranscrito, percebe-se que são necessários os seguintes requisitos para a criação, incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios: 1) Lei ordinária estadual responsável pela criação, incorporação, a fusão e o desmembramento. É a lei que efetiva a criação do Município. 2) A lei ordinária estadual deverá ser publicada dentro do período determinado por lei complementar federal. 3) Há necessidade de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos. 4) Deve ser aprovada lei ordinária federal estabelecendo os requisitos genéricos para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios. 5) Devem ser divulgados Estudos de Viabilidade Municipal, na forma da lei. A consulta às populações envolvidas deverá ser posterior à divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. O art. 19 da CE/ PR traz alguns requisitos adicionais para a criação de Municípios no Estado, não previstos na CF/88: a preservação da continuidade e da unidade histórico-cultural do ambiente urbano e a não-constituição de área encravada no Município de origem. Prof. Nádia Carolina 17 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Prevê, ainda, que o procedimento de criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios terá início mediante representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 100 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados. Art. 20. O Estado não intervirá nos Municípios, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II - não forem prestadas as contas devidas, na forma da lei; III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino; IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição do Estado, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. A Constituição Federal de 1988 tratou sobre o tema da intervenção estadual em seu art. 35, norma esta que foi parcialmente reproduzida pela Constituição Estadual do Paraná. Segundo a CF/88, as hipóteses de intervenção do Estado nos municípios são as seguintes: 1021905 - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; -o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. Comparando o texto da CF/88 com a Constituição Estadual, verificamos uma Na CF/88, uma das hipóteses de intervenção do Estado nos municípios é quando não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal nos serviços públicos de saúde. Apesar de ela não estar explícita na Constituição Estadual, essa hipótese de intervenção deve ser entendida como aplicável no âmbito do Paraná em virtude de expresso comando da CF/88. A intervenção no Município dar-se-á por decreto do Governador e poderá ocorrer de quatro maneiras diferentes: diferença. a) de ofício; Prof. Nádia Carolina 18 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 b) mediante solicitação da Câmara Municipal, aprovada pelo voto da maioria absoluta dos seus membros; c) mediante solicitação do Tribunal de Contas e; d) mediante requisição do Tribunal de Justiça, no caso do inciso IV, do art. 20. O decreto de intervenção será submetido, no prazo de 24 horas, à apreciação da Assembleia Legislativa, a qual, se não estiver reunida, será convocada extraordinariamente, no mesmo prazo. O referido decreto especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, nomeará interventor. Aprovada a intervenção, o Governador nomeará o interventor, que assumirá seus encargos perante a Mesa Executiva da Câmara Municipal ou, se for o caso,perante a autoridade judiciária competente, mediante a prestação do compromisso de cumprir as Constituições Federal e Estadual, observar as leis e os limites do decreto interventivo, para bem e lealmente desempenhar as funções de seu encargo extraordinário. O interventor prestará contas de sua administração à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas, nas mesmas condições estabelecidas para o Prefeito Municipal. No caso de representação provida pelo Tribunal de Justiça, o decreto irá se limitar à suspensão do ato impugnado, se esta medida bastar ao restabelecimento da normalidade. Destaque-se que, nesse caso, fica dispensada a apreciação da Assembleia Legislativa. Por último, cabe destacar que, uma vez cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal. Art. 21. O Estado instituirá, mediante lei complementar, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, assegurando-se a participação dos Municípios envolvidos e da sociedade civil organizada na gestão regional. O art. 21 da Constituição Estadual estabelece que o Estado instituirá, mediante lei complementar, região metropolitana, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. O objetivo é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, assegurando-se a participação dos Municípios envolvidos e da sociedade civil organizada na gestão regional. Para o atingimento desses objetivos serão destinados recursos financeiros do Estado e dos Municípios integrantes, previstos nos respectivos orçamentos anuais. Prof. Nádia Carolina 19 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br 3. (MPE-PR/ MPE-PR – 2012) Para a criação, a incorporação e o desmembramento de Municípios, no Estado do Paraná, assinale a alternativa incorreta: a) É necessária representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 300 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados; b) É indispensável lei estadual, após consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, após a divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei; c) Nas consultas plebiscitárias, entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada; d) É indispensável a preservação da continuidade e da unidade histórico- cultural do ambiente urbano e a não-constituição de área encravada no Município de origem; e) A aprovação do eleitorado dar-se-á pelo voto da maioria simples, exigindo- se o comparecimento da maioria absoluta do eleitorado, mas caso o comparecimento do eleitorado não tiver sido suficiente ou o resultado do plebiscito for desfavorável à proposição, esta não poderá ser renovada na mesma sessão legislativa. Comentários: Prof. Nádia Carolina Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale É facultada a criação, mediante lei, de órgãos ou entidades de apoio técnico de âmbito regional, para organizar, planejar e executar as funções públicas de interesse comum. Com efeito, o planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões deverá adequar-se às diretrizes de desenvolvimento do Estado. Poderão os Municípios, com anuência e fiscalização das respectivas Câmaras Municipais, tendo em vista interesses mútuos, associar-se e conceder serviço público, para utilização conjunta, a qualquer entidade com personalidade jurídica própria, direção autônoma e finalidade específica. Serão instituídos, por lei complementar, mecanismos de compensação financeira para os Municípios que sofrerem diminuição ou perda da receita, por atribuições e funções decorrentes do planejamento regional. 1021905 20 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale A letra A está incorreta. A CE/PR exige que o procedimento de criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios tenha início mediante representação dirigida à Assembleia Legislativa, subscrita por 100 eleitores das áreas interessadas, devidamente identificados. A letra B está correta. Esses são os requisitos previstos nos incisos I e II do art. 19, § 1o, da CE/PR. A letra C está correta. complementar. Na ADIN nº 2.650/DF, o STF considerou que se deve dar ao termo “população diretamente interessada” o significado de que, nos casos de desmembramento, incorporação ou subdivisão de Estado, deve ser consultada, mediante plebiscito, toda a população do (s) Estado (s) afetado (s), e não apenas a população da área a ser desmembrada, incorporada ou subdividida. A letra D está correta. Esses requisitos estão previstos nos incisos III e IV do art. 19, § 1o, da CE/PR. A letra E está correta. É o que prevê o § 4o do art. 19 da CE/PR. O gabarito é a letra A. 1021905 4. (Questão Inédita)- É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições, e ao cidadão investido em um deles, exercer função em outro, salvo nos casos previstos na Constituição Estadual. Comentários: De fato, nenhum dos Poderes pode delegar atribuições a outro. Além disso, o cidadão investido em qualquer dos Poderes não poderá exercer função em outro, exceto nos casos previstos na Constituição Estadual. Questão correta. 5. (Questão Inédita)- É competência dos Estados dispor sobre o horário e dias de funcionamento do comércio local e de eventos comerciais temporários de natureza econômica. Comentários: Os Municípios têm competência para dispor sobre o horário e dias de funcionamento do comércio local e de eventos comerciais temporários de natureza econômica. Questão errada. 6. (Questão Inédita) A prestação eficiente dos serviços públicos, garantida a modicidade das tarifas é um dos objetivos do Estado do Paraná. Comentários: Prof. Nádia Carolina 21 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale De fato, a prestação eficiente dos serviços públicos e a modicidade das tarifas é objetivo do Estado do Paraná (art.1º, inciso VI, da CE). Questão correta. 1021905 7. (Questão Inédita)- Os símbolos do Estado do Paraná a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete. Comentários: A Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete são símbolos do Estado do Paraná. Questão correta. 8. (Questão Inédita)- São bens do Estado do Paraná as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. Comentários: As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental são bens da União. Questão errada. 9. (Questão Inédita)- São bens do Estado do Paraná os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Comentários: Segundo o art. 8º, inciso IV, da Constituição Estadual, são bens do Estado do Paraná os rendimentos decorrentes das atividades e serviços de sua competência e da exploração dos bens imóveis de se domínio. Questão correta. 10. (Questão Inédita) No Estado do Paraná, a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle internodo Poder Executivo Municipal, na forma da lei Comentários: O controle externo é responsabilidade do Poder Legislativo Municipal, nos termos do art. 18, da Constituição Estadual. Questão correta. 11. (Questão Inédita) É permitida a criação, no Estado do Paraná, de Tribunais de Contas municipais. Comentários: Prof. Nádia Carolina 22 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Ao iniciar esse tema, devemos nos fazer a seguinte pergunta: quais são os princípios da Administração Pública? Conforme você já estudou em Direito Administrativo, a CF/88 estabelece que são princípios da Administração Pública a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses são os princípios explícitos da Administração Pública, assim chamados por estarem expressamente previstos no art. 37 da CF/88. Vejamos: Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale É vedada a criação de tribunais, conselhos ou órgãos de contas municipais Questão errada. 1021905 12. (Questão Inédita)-A intervenção do Estado do Paraná nos Municípios será feita mediante decreto do Governador, o qual especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, nomeará interventor. O decreto será submetido à apreciação da Assembleia Legislativa dentro de 24 horas. Caso a Assembleia convocada Legislativa não esteja reunida, ela será extraordinariamente no mesmo prazo. Comentários: Questão bastante longa, com várias informações corretas sobre a intervenção do Estado do Paraná em seus Municípios: 1) A intervenção será feita mediante decreto do Governador. 2) O decreto interventivo especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, nomeará interventor. 3) A Assembleia Legislativa apreciará o decreto interventivo dentro de 24 horas. Se ela não estiver reunida, será convocada extraordinariamente no mesmo prazo. Por tudo o que comentamos, a questão está correta. 13. (Questão Inédita)- A instituição de região metropolitana, aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios será feita mediante lei complementar estadual. Comentários: De fato, é matéria de lei complementar estadual a instituição de região metropolitana, aglomerações urbanas, microrregiões e redes de Municípios. Questão correta. Prof. Nádia Carolina 23 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Administração Pública Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 1021905 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte Municípios obedecerá aos princípios de Mas esses não são os únicos princípios da Administração Pública. Há diversos outros princípios, conhecidos como princípios implícitos da Administração Pública, alguns dos quais foram relacionados, em âmbito federal, pelo art. 2º da Lei nº 9.784/99. Citamos, entre os princípios implícitos, os princípios da motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica e interesse público. Art. 2º. A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. A Constituição Estadual do Paraná, em seu art. 27, traz o conjunto de princípios que deverão informar a Administração Pública daquela unidade da Federação. Vejamos: Art. 27.!A administração pública direta, indireta e fundacional, de qualquer dos Poderes do Estado e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, eficiência, motivação, economicidade e, também, ao seguinte: O que você vê de diferente nesse dispositivo? A diferença é que ele prevê, explicitamente, como princípios da Administração Pública a razoabilidade, motivação e economicidade. O princípio da razoabilidade, conforme já estudamos em Direito Administrativo, tem como objetivo verificar se há compatibilidade entre os meios empregados e os fins visados pela Administração Pública. O princípio da economicidade, por sua vez, é o que prega pela obtenção de resultados esperados ao menor custo possível. Guarda íntima relação com o princípio da eficiência. O princípio da motivação é o que determina que os atos administrativos devem ser motivados, é dizer, a Administração Pública deverá apresentar a declaração escrita do motivo que determinou a prática do ato. A motivação deriva do princípio da publicidade, que impõe a necessidade de transparência dos atos administrativos. Prof. Nádia Carolina 24 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 1021905 Em virtude de expressa determinação da CF/88, os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. Observe que estrangeiros também podem ocupar cargos, empregos e funções públicas. II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, respeitada a ordem de classificação, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão; III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável, uma vez, por igual período; IV - durante o prazo previsto no edital de convocação, respeitado o disposto no item anterior, os aprovados em concurso público de provas ou de provas e títulos serão convocados, com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego; Para ser investido em cargo ou emprego público, é necessário, em regra, a aprovação prévia em concurso público, que poderá ser de provas ou de provas e títulos. Destaque-se, entretanto, que o provimento de cargos em comissão independe de aprovação em concurso. Tais cargos são de livre nomeação e exoneração. Os concursos públicos têm a validade de 2 (dois) anos, sendo possível uma prorrogação por igual período. Durante esse período, os aprovados têm prioridade para nomeação em relação a novos concursados. Cabe ressaltar que a nomeação dos candidatos deverá obedecer à ordem de classificação. V - as funções de confiança exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; tem VI - é garantido ao servidor público civil, estadual e municipal, o direito à livre associação sindical; VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; Prof. Nádia Carolina 25 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Esses dois dispositivos versam sobre “direitos dos servidores públicos”. O primeiro deles é o direito de livre associação. Não pode a lei exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. O segundo dispositivo, por sua vez, trata do direito de greve do servidor público. VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios desua admissão; Esse inciso busca garantir a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Uma das medidas adotadas para esse fim é o estabelecimento, nos concursos 1021905 públicos, de vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais. São as chamadas cotas. IX - lei complementar estabelecerá os casos de contratação, por tempo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, atendidos os seguintes princípios: a) realização de teste seletivo, ressalvados os casos de calamidade pública; b) contrato com prazo máximo de dois anos; Esse dispositivo trata da possibilidade de a Administração Pública efetuar contratações temporárias em razão de excepcional interesse público. No Estado do Paraná, a contratação temporária é feita por um prazo máximo de 2 (dois) anos e depende de teste seletivo prévio, que é, na verdade, um processo seletivo simplificado. X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o §4° do art. 39 da Constituição Federal, somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; A remuneração e o subsídio de servidores públicos devem ser fixados ou alterados por lei, sendo assegurada a revisão anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. O objetivo da revisão anual é evitar a perda do poder de compra dos salários dos servidores públicos. XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes dos Estados e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outras espécies remuneratórias, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais de qualquer natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; Prof. Nádia Carolina 26 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale O teto remuneratório da Administração Pública é o subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratória para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores; O inciso XII tem como objetivo impedir com que os servidores do Poder Executivo recebam remuneração inferior àquela percebida pelos servidores do Poder Legislativo e Poder Judiciário. O inciso XIII veda a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. Não é possível estabelecer, por exemplo, que um Auditor-Fiscal da SEFAZ-PR receberá 90% do que recebe um Juiz Estadual. Por último, o inciso XIV impede o “efeito repique” nas remunerações dos servidores públicos. O “efeito repique” seria a incidência de gratificações “em cascata”, ou seja, a incidência cumulativa de gratificações. Nesse sentido, o parâmetro para incidência das gratificações deverá ser sempre o mesmo: o vencimento percebido pelo servidor público. XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvados o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts 39 §4°, 150, II, 153, III e 153, §2°, I da Constituição Federal; O inciso XV consagra a regra da irredutibilidade das remunerações dos servidores públicos. XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, observados em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos privativos de médico; XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder 1021905 Prof. Nádia Carolina 27 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale Público. A regra geral é a vedação da acumulação remunerada de cargos públicos. Tal regra é excepcionada apenas quando houver compatibilidade de horários e se tratarem: i) de dois cargos de professor; ii) de um cargo de professor com outro técnico ou científico ou; iii) de dois cargos privativos de médico XVIII - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; XIX - depende de autorização legislativa a transformação, fusão, cisão, incorporação, extinção e privatização e, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; A criação de autarquias é feita mediante lei específica; por sua vez, a criação de fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista é autorizada por lei. Cabe à lei complementar definir as áreas de atuação das fundações. XX - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam as obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, a qual permitirá somente as exigências de qualificação técnico-econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações; XXI - além dos requisitos mencionados no inciso anterior, o órgão licitante deverá, nos processos licitatórios, estabelecer preço máximo das obras, serviços, compras e alienações a serem contratados; XXII - as obras, serviços, compras e alienações contratados de forma parcelada, com o fim de burlar a obrigatoriedade do processo de licitação pública, serão considerados atos fraudulentos, passíveis de anulação, por eles respondendo os autores, civil, administrativa e criminalmente, na forma da lei; A regra geral é a de que as contratações públicas dependem de prévia licitação. No entanto, há casos previstos em lei em que a licitação é dispensada ou inexigível. O objetivo do procedimento licitatório é assegurar que a Administração adquira, com maior eficiência, bens e serviços. A realização de licitação está intimamente relacionada ao princípio da moralidade administrativa e assegura isonomia àqueles que desejam contratar com o Poder Público. 1021905 Prof. Nádia Carolina 28 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale XXIII - a admissão nas empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações e autarquias da administração indireta estadual depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. O acesso a cargos nas empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações e autarquias depende de aprovação prévia em concurso público. § 1º. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. § 2º. Semestralmente, a administração direta, indireta e fundacional, publicará, no Diário Oficial, relatório dasdespesas realizadas com a propaganda e a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas, especificando os nomes dos veículos publicitários. Esse dispositivo é muito interessante! É bastante comum que a Administração Pública dê publicidade aos atos por ela realizados. Quantas vezes você não ligou a televisão e viu uma propaganda em que o Governo federal dizia que foi concluída a obra de uma determinada rodovia? Muitas, não é mesmo? Pois bem! A publicidade dos atos governamentais não deve ter como objetivo a promoção pessoal de autoridades públicas ou de servidores públicos. A publicidade desses atos deve ter um caráter educativo, informativo ou de orientação social. Caso fique caracterizada a tentativa de promoção pessoal de autoridades públicas ou servidores públicas, haverá flagrante violação ao princípio da impessoalidade. § 3º. A não-observância do disposto nos incisos II, III, IV, VIII, IX e XXII deste artigo implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. § 4º. A lei disciplinará as formas de participação do usuário na Administração Pública direta e indireta, regulando especialmente: I - as reclamações relativas a prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; II - o acesso dos usuários a registros administrativo e a informações sobre atos de Governo observado o disposto no art. 5°, X e XXXIII da Constituição Federal; III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública. § 5º. Os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos 1021905 Prof. Nádia Carolina 29 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale direitos políticos, na perda da função pública, na indisponibilidade de bens e no ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei federal, sem prejuízo da ação penal cabível. § 6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 7º. Os vencimentos dos servidores estaduais devem ser pagos até o último dia do mês vencido, corrigindo-se os seus valores, se tal prazo for ultrapassado. (vide ADIN-175) § 8º. A sonegação e o fornecimento incompleto ou incorreto ou a demora na prestação de informações públicas importam em responsabilidade, punível na 1021905 ==f97d1== forma da lei. § 9º. As contas da administração pública direta, fundações, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista ficarão, durante sessenta dias, anualmente, em local próprio da Assembleia Legislativa, à disposição, para exame e apreciação, de qualquer contribuinte, o qual poderá questionar- lhes a legitimidade, nos termos da lei. § 10. O servidor aposentado, no exercício de mandato eletivo, de cargo em comissão ou quando contratado para prestação de serviços públicos, poderá perceber a remuneração dessas atividades cumulada com os proventos da aposentadoria, observado o disposto no art. 35, §11, desta Constituição. § 11. Nos concursos públicos promovidos pela Administração Pública, não haverá prova oral de caráter eliminatório, ressalvada a prova didática para os cargos do Magistério. § 12. A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da Administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. § 13. A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato de gestão, a ser firmado entre seus administradores e o Poder Público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I - o prazo de duração de contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidades dos dirigentes; Prof. Nádia Carolina 30 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale III - a remuneração do pessoal. § 14. O disposto no inciso XI deste artigo aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista e suas subsidiárias que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. § 15. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição Federal com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. § 16. O direito de regresso deverá ser exercido após o trânsito em julgado da sentença condenatória, caso não tenha sido promovida a denunciação à lide. Comentários: A CE/PR inova ao vedar a realização de provas orais de caráter eliminatório nos concursos públicos do Estado, exceto no caso de prova didática para os cargos do Magistério. Note que poderão ser realizadas provas orais nos demais casos, mas apenas de caráter classificatório. Art. 28. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; II - investido no mandato de Prefeito será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no mandato de Vereador e havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; V - para efeito de benefícios previdenciários, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no exercício estivesse. Art. 29. Nenhum servidor poderá ser diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora, ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Estado, sob pena de demissão do serviço público. Art. 30. As empresas, sob controle do Estado, as autarquias e as fundações 1021905 Prof. Nádia Carolina 31 de 47 www.estrategiaconcursos.com.br Direito Constitucional p/ TJ-PR Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale por ele constituídas terão, no mínimo, um representante dos seus servidores na diretoria, na forma que a lei estabelecer. Art. 31. Ao Estado é vedado celebrar contrato com empresas que comprovadamente desrespeitarem normas de segurança, de medicina do trabalho e de preservação do meio ambiente. Art. 32. A lei instituirá o registro obrigatório de bens e valores pertencentes ao patrimônio das pessoas que assumirem cargo, função ou emprego na administração direta, indireta e fundacional. Comentários: Qualquer que seja o mandato eletivo federal ou estadual, o servidor ficará afastado do seu cargo, emprego ou função. Não importa se ele está ocupando um cargo no Poder Executivo (Presidente ou Governador) ou no Poder Legislativo (Senador, Deputado Federal ou Deputado Estadual). Se ele estiver exercendo mandato eletivo federal ou estadual ou distrital, ocorrerá o afastamento do cargo. Destaque-se que essa regra de afastamento vale tanto para os servidores ocupantes de cargo efetivo quanto para os ocupantes