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1° FESTIVAL DE BALÉ DA REME UM SONHO EM MOVIMENTO
Julho 2025: 6° ao 9°
Agosto 2025: grupo 4, grupo 5 das Emeis, 1° ano ao 5°ano das escolas.
1 Histórico
O balé é uma das mais expressivas formas de dança artística, que teve suas origens nas cortes italianas do século XV, durante o Renascimento. Nesse período, as celebrações da nobreza incluíam elaborados espetáculos de dança, que combinavam música, poesia e coreografia. No século XVII, sob o reinado de Luís XIV, conhecido como o "Rei Sol", o balé alcançou um novo patamar. Luís XIV, entusiasta das artes e dançarino, fundou a Académie Royale de Danse em 1661, estabelecendo padrões formais para a dança e solidificando a terminologia técnica que ainda hoje é utilizada (FANTINI, 2015; NASCIMENTO, 2019, DA SILVA FERREIRA, 2020).
Em relação ao uso do nome balé para a referida dança, Couto (2022, p. 10) contextualiza:
[...] é a partir do libreto do Ballet Comique de la Reine (1581), de Balthasar de Beaujoyeulx (1535-1587), que balé começa a ser compreendido como um gênero específico de espetáculo coreográfico, cuja composição deveria obedecer a certas regras e padrões que lhe confeririam beleza, coesão e coerência. Ainda persistiria o uso do termo balé no sentido de baile ou pequena coreografia cênica, passando a fazer referência, ao mesmo tempo, ao espetáculo total e às suas partes (entradas) dançadas.
No século XVIII, Jean-Georges Noverre emergiu como figura central na reforma do balé. Em 1760, publicou "Letters sur la Danse", obra que criticava a rigidez e a superficialidade das performances da época, defendendo uma dança mais expressiva e integrada ao enredo. Noverre propôs a simplificação dos movimentos e a utilização da pantomima (uso de gestos e expressões) para transmitir emoções, influenciando profundamente o desenvolvimento do balé dramático (VALLEJOS; DA SILVA FERREIRA, 2021).
No século XX, o balé passou por transformações significativas, influenciado por movimentos modernistas e pela globalização. Além disso, o balé expandiu-se para além da Europa e dos Estados Unidos, ganhando popularidade em países como Rússia, China e Brasil. A criação de companhias de dança internacionais e a realização de festivais contribuíram para a democratização e a diversificação dessa arte, mantendo-a relevante no cenário cultural global.
2. Apresentação
O 1º Festival de Balé da REME – "Um Sonho em Movimento" é uma iniciativa da Divisão de Esporte, Arte e Cultura (DEAC), vinculada à Superintendência de Gestão das Políticas Educacionais (SUPED) da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Campo Grande/MS. O evento visa promover a dança como linguagem artística e instrumento de desenvolvimento integral dos alunos da Rede Municipal de Ensino (REME), incentivando a expressão corporal, a criatividade e a valorização da identidade cultural.
O festival nasce do compromisso da REME com a ampliação das oportunidades culturais para os alunos, alinhando-se às Diretrizes e Fundamentos do Projeto Arte e Cultura da REME (2022), que destacam a importância da arte na formação social e estética dos estudantes. Assim, a dança, em especial o balé clássico, será o eixo central deste evento, proporcionando aos participantes um espaço de vivência artística e troca de experiências.
O 1° Festival Infantil de Balé da REME tem a proposta de ser um evento emocionante e repleto de magia, onde pequenos dançarinos e dançarinas terão a oportunidade de brilhar sob as luzes do palco. Com o objetivo de promover a dança entre as crianças e valorizar o trabalho desenvolvido nas aulas de balé nas escolas da rede municipal de ensino de Campo Grande/MS, o festival não é apenas uma apresentação, mas uma celebração da arte, da cultura e do esforço coletivo.
Desde os primeiros passos na sala de aula até a apresentação final, cada criança vivencia um percurso repleto de descobertas e amadurecimento. O festival simboliza a culminância desse processo, onde a técnica, a expressão e a criatividade se encontram. As aulas de balé no ambiente escolar vão além da dança; elas ensinam disciplina, respeito, trabalho em equipe e autoconfiança. Cada movimento ensaiado é resultado da dedicação e do amor pela dança.
Os preparativos para o festival começam meses antes, com os professores e alunos mergulhados em ensaios intensos e coreografias cuidadosamente elaboradas. As crianças, muitas delas com idades entre 4 e 13 anos (grupo 4, grupo 5, primeiro ao sexto ano), se dedicaram a aprender não apenas os passos de balé, mas também a importância de se apresentar diante de um público. Essa experiência, sem dúvida, será inesquecível e contribuirá significativamente para seu desenvolvimento pessoal.
Um dos principais objetivos do 1° Festival Infantil de Balé da REME é promover a inclusão e a diversidade. A dança é uma linguagem universal e, nessa perspectiva, todos são convidados a participar, independentemente de suas capacidades ou desafios. O festival foi planejado para assegurar que todas as crianças se sintam acolhidas, permitindo que cada uma delas tenha sua oportunidade de brilhar.
Além disso, pretende-se desenvolver juntos a estas crianças e adolescentes a percepção do balé como uma atividade que possa se tornar atrativa sob o aspecto da formação do espectador; ou seja, não somente existe a formação do interesse na prática em si entre os alunos da REME, como também há a perspectiva do estímulo à apreciação deste tipo de evento artístico.
3. Conteúdos
	BALÉ
	CONTEÚDOS
	OBJETIVOS
	1) Breve história do balé;
2) Técnicas básicas do balé clássico;
3) Expressão artística e criatividade;
4) Coreografias e composição;
5) Apresentações e formação de plateia.
	● Conhecer a história do balé e sua evolução ao longo dos séculos;
● Desenvolver a consciência corporal e a técnica dos movimentos;
● Estimular a expressão individual e coletiva por meio da dança;
● Promover a criação de coreografias que integrem técnica e expressividade;
● Incentivar a apreciação da dança e a formação de plateia entre os alunos e a comunidade escolar.
	
	
	
	
	
	
	
	
4. Orientações Metodológicas
Promover, no espaço escolar, o balé como um processo educacional, com vistas a contribuir para o aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das potencialidades humanas e na relação com os outros e o mundo, além de favorecer a criatividade e o processo de construção de conhecimento.
Com base nas diretrizes curriculares da dança e na experiência de cada professor, os conteúdos podem ser articulados e complementados, possibilitando mais riqueza de conhecimento para os alunos. Ressaltando-se que os conteúdos apresentados nas diretrizes devem ser abordados e acrescidos de contribuições, de acordo com a vivência prática e atuação do professor e com o perfil da turma atendida pelo Projeto.
Os conteúdos envolvem:
a) a história do balé e sua relação com as produções da atualidade;
b) o desenvolvimento da técnica e da consciência corporal;
c) a exploração da expressão artística e da criatividade;
d) a criação e execução de coreografias;
e) a apreciação de apresentações de dança e a formação de plateia.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR – BNCC. Educação Básica. Brasília: MEC, 2017.
COUTO, Clara Rodrigues. O balé por escrito: preceitos e regras de composição dos balés de corte na França do Antigo Regime (1581-1682). Rev. Bras. Estud. Presença 12 (1), 2022. 
DA SILVA FERREIRA, Rousejanny. O impacto da matemática no balé:entre o corpo artístico e o corpo esportivo. Revista Tecnia, v. 5, n. 1, p. 251-265, 2020.
FANTINI, W. de S. A dança do rei: o balé de corte e o poder de soberania em Foucault. HOLOS, v. 1, p. 280-290, 2015.
NASCIMENTO, Diego Ebling do. Do balé clássico à dança moderna: impressões e pistas para o entendimento das concepções de corpo na dança. Revista da FUNDARTE, v. 37, n. 37, p. 160-173, 2019.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE. Diretrizes e Fundamentos do Projeto Arte e Cultura da REME. SEMED, 2022.
VALLEJOS, J. I.; DA SILVA FERREIRA, Rousejanny.Os Usos do livro e da escrita no Balé Europeu do século XVIII: o caso das Lettres sur la danse et le ballet (Cartas sobre dança e balé), de Jean Georges Noverre. Paralelo 31, p. 244-244, 2021.