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QUEM NÃO É O MAIOR, CONSEGUE SER 
O MELHOR? O PAPEL DAS PEQUENAS 
EMPRESAS NA DINÂMICA DAS INOVAÇÕES 
NO BRASIL A PARTIR DOS DADOS DAS 
PINTECS
Diset
No 143Diretoria de Estudos e Políticas 
Setoriais, de Inovação, Regulação e 
Infraestrutura
Mauro Oddo Nogueira
Mylena da Silva Gomes Barreto
Julho de 2025
Governo Federal
Ministério do Planejamento e Orçamento 
Ministra Simone Nassar Tebet
Fundação pública vinculada ao Ministério do 
Planejamento e Orçamento, o Ipea fornece suporte 
técnico e institucional às ações governamentais – 
possibilitando a formulação de inúmeras políticas 
públicas e programas de desenvolvimento brasileiros – 
e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos 
realizados por seus técnicos.
Presidenta 
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Diretor de Desenvolvimento Institucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Diretora de Estudos e Políticas do Estado, 
das Instituições e da Democracia 
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Diretor de Estudos e Políticas 
Macroeconômicas 
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Diretor de Estudos e Políticas Regionais, 
Urbanas e Ambientais 
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Diretor de Estudos e Políticas Setoriais, 
de Inovação, Regulação e Infraestrutura (substituto)
PEDRO CARVALHO DE MIRANDA
Diretora de Estudos e Políticas Sociais
LETÍCIA BARTHOLO DE OLIVEIRA E SILVA
Diretora de Estudos Internacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Chefe de Gabinete
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coordenador-Geral de Imprensa e 
Comunicação Social 
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ouvidoria: https://www.ipea.gov.br/ouvidoria 
URL: https://www.ipea.gov.br
© Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
EQUIPE TÉCNICA
Mauro Oddo Nogueira
Coordenador de estudos em cadeias produtivas e micro e pequenas 
empresas (Cocam) na Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, 
de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada (Diset/Ipea). Editor do boletim Radar. 
E-mail: mauro.oddo@ipea.gov.br.
Mylena da Silva Gomes Barreto
Pesquisadora bolsista do Subprograma de Pesquisa para o 
Desenvolvimento Nacional (PNPD) na Diset/Ipea. 
E-mail: mylena.barreto@ipea.gov.br.
Como citar:
NOGUEIRA, Mauro Oddo; BARRETO, Mylena da Silva Gomes. Quem não é maior, 
consegue ser o melhor? O papel das pequenas empresas na dinâmica das 
inovações no Brasil a partir dos dados das Pintecs. Brasília: Ipea, jul. 2025. 
(Diset: Nota Técnica, 143). DOI: https://dx.doi.org/10.38116/ntdiset143-port
DOI: https://dx.doi.org/10.38116/ntdiset143-port
As publicações do Ipea estão disponíveis para download gratuito nos formatos PDF (todas) e ePUB (livros e periódicos). Acesse: 
https://www.ipea.gov.br/portal/publicacoes.
As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o 
ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento e Orçamento.
É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte.
Reproduções para fins comerciais são proibidas.
mailto:mauro.oddo%40ipea.gov.br?subject=
mailto:mylena.barreto%40ipea.gov.br?subject=
1 O CONTEXTO .................................................................................... 4
2 ATUALIZAÇÃO DOS DADOS PARA 2017 .............................................. 5
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................17
REFERÊNCIAS ....................................................................................18
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR .........................................................19
APÊNDICE A .......................................................................................21
4
1 O CONTEXTO
Em 2017, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou o livro Um pirilampo no porão: um 
pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil (Nogueira 
e Zucoloto, 2017). Seu objetivo foi o de lançar um olhar – uma pequena luz – sobre um segmento da eco-
nomia que, a despeito de sua relevância e magnitude tanto do ponto de vista econômico quanto social, 
tem sido negligenciado na produção de estudos e pesquisas voltados para maior compreensão do tecido 
produtivo brasileiro. O trabalho teve como premissa ideia de que as micro e pequenas empresas (MPEs) 
formais e informais formam o “alicerce” da estrutura econômica, alicerce esse que, por ser pouco estudado 
e compreendido, se encontra em uma região de “escuridão”. Isso tanto é verdade que o segmento muitas 
vezes é referenciado na literatura como shadow economy. Disso decorre o título do livro, que propõe a 
metáfora do “porão”, lugar escuro, pouco visitado, mas no qual se localiza o alicerce da casa.
Em 2019, foi publicada a segunda edição da obra, com a atualização de parte dos dados que a com-
põem. Um dos capítulos do livro (capítulo 7: Fiat Lux!!! – a inovação e as MPEs) tem como objeto descrever a 
participação das MPEs nos processos de inovação do país. O estudo teve como base os dados da Pesquisa 
de Inovação (Pintec), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas edições de 
2011 e 2014. E é nesse capítulo que se concentram as diferenças mais evidentes entre as duas edições 
do livro. É composto por doze tabelas que retratam a relação entre as atividades e os esforços inovativos 
e as MPEs; tabelas que foram elaboradas com base em tabulações especiais fornecidas pelo IBGE, além 
dos dados públicos extraídos do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).
Passada uma década em relação à data dos dados utilizados, esta nota técnica tem por objetivo 
uma atualização, a partir de novas edições da Pintec, buscando observar a evolução do comportamento 
das variáveis consideradas e, assim, avaliar se é possível identificar-se alguma evolução nessa atividade 
tão fundamental para o desenvolvimento econômico nacional. Essa atualização é importante para melhor 
compreender os desafios atuais enfrentados pelas MPEs brasileiras no campo da inovação. Historicamente, 
a pesquisa sempre ofereceu uma visão abrangente das práticas inovadoras no país. Porém, foi pausada 
em sua forma tradicional após a edição de 2017, o que acarretou dificuldades para uma atualização ainda 
mais recente dos dados. Na seção a seguir, discutiremos as implicações dessas mudanças e as dificulda-
des encontradas para manter a continuidade e a comparabilidade dos dados entre as edições da Pintec.
A Pintec era uma pesquisa de corte transversal, que cobre setores das indústrias, bem como de 
serviços selecionados e eletricidade e gás. Com periodicidade trienal, suas unidades de investigação 
eram as empresas com dez ou mais pessoas ocupadas, e seu objetivo era a centralização de esforços na 
obtenção de dados, com vistas a criar indicadores nacionais que retratassem as atividades de inovação 
realizadas por empresas no Brasil, alinhando-se aos padrões conceituais e metodológicos recomendados 
internacionalmente. Sua última edição aconteceu em 2017, e esperava-se que houvesse outra em 2020. 
Contudo, a pesquisa, na forma como era realizada, foi pausada pelo IBGE e substituída experimentalmente 
pela Pintec semestral1, que não abarca nosso objeto de estudo (as MPEs), visto que seu universo somente 
inclui empresas com cem ou mais pessoas ocupadas. Dadas as diferenças metodológicas entre essa nova 
pesquisa e a série que a antecedeu, esta não pode ser utilizada como correspondência direta daquela, nem 
para comparações, nem para a continuação das séries históricas elaborada anteriormente. 
Embora a Pintec 2017 inclua um conjunto mais amplo de atividades econômicas; os dados da Pintec 
de 2008, em que pese já incluírem os setores de eletricidade, gás e alguns serviços selecionados, possuem 
1. A Pintec semestral é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (UFRJ). Tem como objetivo a produção de uma nova geração de indicadores sobre a propensão à inovação dosetor industrial brasileiro no 
âmbito das empresas com cem ou mais pessoas ocupadas. Implementada em 2021, o levantamento possui fortes relações com a tradicional Pintec, 
da qual se deriva; porém, ao incorporar importantes modificações conceituais e metodológicas, em consonância com as mais recentes diretrizes 
internacionais, introduz novos indicadores concernentes ao tema e atualiza outros, até então produzidos trienalmente pelo IBGE.
5
uma cobertura diferente em relação às edições mais recentes. Nessa edição, além das entidades empresa-
riais (natureza jurídica 2), também eram consideradas as entidades sem fins lucrativos (natureza jurídica 3) 
que desenvolviam atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Assim, nas edições anteriores do livro, 
as análises consideravam exclusivamente empresas industriais. Com o fito de assegurar a integridade da 
série histórica, neste estudo foram novamente consideradas apenas as atividades econômicas desse setor.
A dificuldade de acesso aos dados entre as edições da Pintec impediu a plena atualização de dados e 
tabelas do capítulo 7 do livro, o que resultou na atualização de apenas sete das doze tabelas originalmente 
presentes. Entre as tabelas atualizadas, destacam-se aquelas que analisam a evolução das empresas 
industriais que implementaram inovações em seu produto principal, considerando-se faixas de pessoal 
ocupado e grau de novidade, bem como a evolução percentual desse total. Além disso, foram atualizadas 
as tabelas que abordam o uso de métodos de apropriabilidade tecnológica por porte e aquelas que analisam 
o impacto do apoio governamental sobre as atividades inovativas das empresas industriais, segundo o tipo 
de programa e a faixa de pessoal ocupado. O recorte utilizado no estudo estratificava os dados da Pintec 
simultaneamente segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)2 e por faixa de pessoal 
ocupado. Entretanto, a forma de divulgação dos resultados da Pintec não possibilita essa combinação de 
segmentações; porquanto, são mostrados separadamente: uma planilha segundo as CNAEs – dois ou três 
dígitos (quadro A.1 do apêndice) e outra por faixa de pessoal ocupado. Nas duas versões do livro, esse 
recorte apenas foi possível de ser apresentado, pois o IBGE forneceu as tabulações especiais solicitadas 
pelo Ipea, o que não ocorreu recentemente, quando se solicitou uma tabulação especial para a confecção 
da nota técnica. Sendo assim, atualizaram-se somente as tabelas que permitiam consultas pelo Sidra. 
2 ATUALIZAÇÃO DOS DADOS PARA 2017
Diante do exposto, somente foi possível atualizar o estudo apresentado no livro com dados da Pintec 2017 
para as tabelas que continham as faixas de pessoal ocupado separadamente. Nas edições do livro, as 
tabelas foram inseridas para caracterizar como ocorre a inovação por porte no cenário brasileiro.
A seguir, estão apresentadas as tabelas do livro, segundo o ordenamento com que aparecem na obra, 
com os dados originais e os dados atualizados. Assim, possibilita-se uma análise comparativa da evolução 
dos indicadores de inovação das MPEs.
TABELA 1
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo 
as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017)
(Em %)2
1A – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as 
faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 47,1 40,1 20,4 19,7 6,4 4,1 2,2 0,7 0,3 0,4
De 100 a 499 54,2 38,0 19,6 18,4 12,8 5,8 7,0 3,4 1,4 2,0
Com 500 ou mais 77,0 40,6 21,5 19,0 27,0 12,0 14,9 9,4 4,3 5,2
Total 48,6 39,9 20,3 19,6 7,5 4,5 3,0 1,2 0,5 0,7
2. A CNAE é a “classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional na produção de estatísticas por tipo de atividade econômica, e 
pela Administração Pública, na identificação da atividade econômica em cadastros e registros de pessoa jurídica” (IBGE, 2007).
6
1B – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as 
faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 47,6 39,0 20,4 18,5 8,0 4,5 3,6 0,6 0,3 0,2
De 100 a 499 64,3 44,0 23,9 20,1 16,7 8,4 8,3 3,5 1,5 2,1
Com 500 ou mais 50,8 27,4 13,8 13,5 17,3 8,1 9,3 6,1 2,3 3,8
Total 50,2 39,5 20,8 18,7 9,5 5,1 4,4 1,2 0,6 0,6
1C – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as 
faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 52,1 42,3 22,0 20,3 9,1 4,7 4,4 0,7 0,2 0,5
De 100 a 499 63,2 40,0 19,2 20,8 19,2 9,7 9,5 4,0 1,8 2,2
Com 500 ou mais 49,7 26,1 13,3 12,8 17,1 7,6 9,5 6,6 2,9 3,7
Total 53,8 41,9 21,6 20,3 10,6 5,4 5,2 1,3 0,5 0,8
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado.
² Em relação às empresas que inovaram.
GRÁFICO 1
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal (2009-2017)
(Em %)
47,1 47,6
52,154,2
64,3 63,2
77,0
50,8 49,7
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
(2009-2011) (2012-2014)
Grau de novidade
(2015-2017)
Pe
rc
en
tu
al
 d
e 
em
p
re
sa
s
De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
7
TABELA 2
Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto 
principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017) 
2A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 17.248 14.663 7.452 7.211 2.334 1.514 819 251 103 149
De 100 a 499 2.045 1.434 740 694 482 217 265 129 54 75
Com 500 ou mais 843 444 236 208 295 132 163 103 47 57
Total 20.135 16.541 8.428 8.113 3.111 1.863 1.247 483 204 281
2B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014)
Empresas 
industriaispor 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 17.787 14.565 7.638 6.926 3.004 1.673 1.330 219 130 89
De 100 a 499 2.769 1.897 1.032 865 720 361 359 153 64 88
Com 500 ou mais 1.000 538 273 266 341 159 182 121 46 75
Total 21.558 17.000 8.943 8.057 4.065 2.193 1.871 493 240 252
2C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente 
no mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
Total
Aprimoramento 
de um já 
existente
Completamente 
novo para a 
empresa
De 10 a 99 15.694 12.732 6.616 6.115 2.746 1.417 1.329 217 72 145
De 100 a 499 2.193 1.389 667 721 666 337 329 138 62 76
Com 500 ou mais 863 452 231 221 296 131 165 115 51 64
Total 18.751 14.573 7.514 7.057 3.708 1.885 1.823 470 185 285
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Nota: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado.
As tabelas 1 e 2 mostram como ocorreu a implementação das inovações por parte das MPEs em 
seus produtos principais entre 2009 e 2017, tanto em percentual quanto em número de empresas, respec-
tivamente. Enquanto os percentuais (gráfico 1) podem ter permanecido estáveis ou aumentado devido à 
redução na base total de empresas durante a crise que o Brasil enfrentou entre 2015 e 2017, percebeu-se 
queda geral na inovação no período analisado. Nessa época, o Brasil enfrentou uma das maiores crises 
econômicas de sua história recente, com contração acumulada em torno de 7% no produto interno bruto 
(PIB) entre 2015 e 2016 e taxa de desemprego que alcançou 13,7% em 2017 (Paula, 2019). Esse panorama 
econômico já dava sinais desde 2014, com diminuição dos postos de trabalho na indústria que reduziu 
cerca de 2,55% em relação ao ano anterior, o que corrobora com a diferença bastante acentuada no gráfico 2 
entre o trimestre do período 2009-2011 e o do período 2012-2015 (IBGE, 2018). 
8
TABELA 3
Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto 
principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017) 
(Em %)
3A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011)
Empresas 
industriais por
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente no 
mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já 
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
De 10 a 99 85,7 88,6 88,4 88,9 75,0 81,3 65,7 52,0 50,3 52,9
De 100 a 499 10,2 8,7 8,8 8,6 15,5 11,7 21,2 26,7 26,4 26,6
Com 500 ou mais 4,2 2,7 2,8 2,6 9,5 7,1 13,1 21,4 22,8 20,2
3B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014)
Empresas 
industriais por
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente no 
mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
De 10 a 99 82,5 85,7 85,4 86,0 73,9 76,3 71,1 44,5 54,2 35,3
De 100 a 499 12,8 11,2 11,5 10,7 17,7 16,5 19,2 31,0 26,7 35,1
Com 500 ou mais 4,6 3,2 3,0 3,3 8,4 7,2 9,8 24,5 19,0 29,8
3C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ 
segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017)
Empresas 
industriais por
porte (extrativa 
e transformação)
Novo para a empresa, mas já existente no 
mercado nacional
Novo para o mercado nacional, mas já
existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial
Total Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
Total
Aprimoramento
de um já
existente
Completamente
novo para a
empresa
De 10 a 99 83,7 87,4 88,0 86,7 74,0 75,2 72,9 46,2 38,9 50,9
De 100 a 499 11,7 9,5 8,9 10,2 18,0 17,9 18,1 29,3 33,5 26,6
Com 500 ou mais 4,6 3,1 3,1 3,1 8,0 7,0 9,0 24,5 27,6 22,5
Fonte: Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020)
Elaboração dos autores.
Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado.
9
GRÁFICO 2
Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto 
principal (2009-2017)
(Em %)
86%
83% 84%
10% 13% 12%
4% 5% 5%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
(2009-2011) (2012-2014) (2015-2017)
Pe
rc
en
tu
al
 d
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 n
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em
p
re
sa
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q
u
ei
n
o
va
ra
m
De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Realizando-se a comparação entre os resultados por porte, observa-se que, no que se refere a inovações 
em produtos, a propensão para inovar – entendida como a tendência das empresas de implementar inovações em 
produtos, processos, marketing ou organização (OCDE, 2018) – das MPEs era, na Pintec de 2011, a menor, 
em que pese um comportamento similar para todos os portes no que se refere a produtos que são novos 
apenas para as próprias empresas. Ou seja, o percentual das MPEs que passaram a produzir novos produtos 
era então o menor de todos. Porém, essa propensão por parte das grandes empresas se reduziu drasticamente 
desde então, fazendo com que a das pequenas, que se manteve relativamente estável, a ultrapassasse. Além 
disso, para todas as Pintecs, quando se observa o percentual extraído por meio dos números absolutos, a 
maioria das firmas que introduzem novos produtos é sempre exatamente as de menor porte, como visto 
na tabela 3. Nogueira e Zucoloto (2019) já haviam chamado atenção para esse fato, e as novas edições da 
Pintec corroboram o fenômeno. Até mesmo com menores recursos e enfrentando barreiras significativas de 
acesso a crédito e políticas de fomento, além da supracitada crise, as MPEs foram responsáveis por mais 
de 80% das inovações em produtos novos para o mercado nacional. Ademais, a participação das pequenas 
empresas na introdução de produtos completamente inéditos, aqueles que não apenas são aprimoramentos, 
mas também verdadeiras novidades para o mercado global, supera os 50%. Das 285 empresas que lançaram 
produtos inteiramente novos no último triênio da análise, 145 eram pequenas empresas, 76, médias e 64, 
grandes. Esse dado revela que 50,9% dessas inovações foram geradas por pequenas empresas, enquanto 
as grandes, apesar de seu maior acesso a recursos, representaram apenas 22,5%.
Trata-se de números expressivos que desafiam a percepção comum de que as grandes empresas 
lideram o avanço inovativo no país.Essa realidade evidencia uma contradição no cenário da inovação 
no país: apesar de seu protagonismo no desenvolvimento de novos produtos, as MPEs continuam sendo 
negligenciadas em políticas públicas e instrumentos de incentivo à inovação. Enquanto grandes firmas 
possuem mais facilidade para acessar programas de financiamento e suporte governamental, as pequenas 
enfrentam entraves burocráticos e restrições financeiras que limitam seu potencial de crescimento.
No entanto, se as MPEs já desempenham um papel importante na introdução de novos produtos, até 
mesmo diante de tantas dificuldades, políticas mais inclusivas de fomento à inovação poderiam potencializar 
ainda mais sua contribuição para a economia nacional. Medidas como ampliação do acesso ao crédito, desbu-
rocratização de incentivos e fortalecimento de redes de colaboração entre pequenas empresas e instituições 
de pesquisa poderiam alavancar esse segmento, o que geraria um efeito multiplicador na competitividade da 
10
indústria brasileira. Assim, os números evidenciam que as MPEs não somente inovam, mas também são essen-
ciais para garantir a diversidade e o dinamismo do setor industrial. As MPEs, por sua natureza, frequentemente 
atuam em nichos de mercado, desenvolvendo produtos ou serviços diferenciados que atendem a necessidades 
específicas, o que contribui para maior diversidade no portfólio de soluções oferecidas. Estas têm a capacidade 
de se arriscar em áreas que as grandes empresas muitas vezes deixam de explorar, introduzindo novas ideias, 
abordagens e tecnologias que tornam o mercado mais variado e inovador (Audretsch e Keilbach, 2007). Ignorar 
seu potencial significa desperdiçar oportunidades valiosas de crescimento econômico e fortalecimento do 
ecossistema inovador do país, que é uma rede interconectada de atores (empresas, startups, universidades, 
institutos de pesquisa, governo, investidores e outros agentes) que interagem para fomentar a inovação. Esses 
ecossistemas são caracterizados por um ambiente propício ao desenvolvimento de novas ideias, produtos, 
serviços e processos, o que impulsiona a competitividade e o crescimento econômico (Autio e Thomas, 2014).
GRÁFICO 3
Evolução das inovações organizacionais e/ou de marketing por porte (2009-2017) 
(Em %)
35,7
33,5
28,6
34,5
28,0
20,3
32,7
28,8
18,4
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
De 10 a 99
Ta
xa
 d
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in
o
va
çõ
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an
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ac
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 m
ar
ke
ti
n
g
De 100 a 499 Porte das empresas Com 500 ou mais
(2009-2011) (2012-2014) (2015-2017)
Fonte: IBGE (2013; 2016a; 2020).
Elaboração dos autores.
No gráfico 3, observa-se variação na adoção de inovações organizacionais e de marketing entre os 
diferentes portes de empresa. Em especial, as grandes empresas apresentaram redução mais expressiva 
na implementação dessas inovações em comparação com as MPEs. No entanto, os dados disponíveis 
não permitem afirmar que as práticas adotadas foram mais sofisticadas, uma vez que a pesquisa apenas 
identifica a introdução de mudanças significativas em conceitos ou estratégias de marketing, bem como 
em aspectos estéticos, de design ou subjetivos de pelo menos um dos produtos.
TABELA 4
Evolução das empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica, por porte
(Em %)
4A – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2006-2008)
Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação)
Estratégicos
Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores
De 10 a 99 9,0 7,1 0,8
De 100 a 499 5,0 16,1 9,3
Com 500 ou mais 12,0 31,3 19,3
Total 1,6 8,7 2,1
11
4B – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2012-2014)
Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação)
Estratégicos
Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores
De 10 a 99 3,1 7,1 3,9
De 100 a 499 20,4 34,6 22,7
Com 500 ou mais 26,7 43,3 24,7
Total 5,5 10,9 6,4
4C – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2015-2017)
Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação)
Estratégicos
Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores
De 10 a 99 7,2 12,7 7,8
De 100 a 499 20,6 36,4 25,0
Com 500 ou mais 24,5 44,5 27,4
Total 9,1 16,2 10,2
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
GRÁFICO 4
Evolução das empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica, por porte
(Em %)
9,0
7,1
0,8 3,1
7,1
3,9
7,2
12,7
7,85,0
16,1
9,3
20,4
34,6
22,7
20,6
36,4
25,0
12,0
31,3
19,3
26,7
43,3
24,7 24,5
44,5
27,4
1,6
8,7
2,1
5,5
10,9
6,4
9,1
16,2
10,2
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
Complexidade
no desenho
Segredo 
industrial
Tempo de
liderança 
sobre os
competidores
Complexidade
no desenho
Segredo 
industrial
Tempo de
liderança 
sobre os
competidores
Complexidade
no desenho
Segredo
industrial
Tempo de
liderança
sobre os
competidores
(2006-2008) (2012-2014) (2015-2017)
Pe
rc
en
tu
al
 d
as
 e
m
pr
es
as
Métodos de apropriabilidade tecnológica em três triênios
De 10 a 99 De 100 a 499 500 ou mais Total
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
A tabela 4 e o gráfico 4 apresentam dados sobre a utilização de métodos de apropriabilidade tecnológica 
pelas MPEs. Essas ilustrações diferem das demais no que se refere à série temporal analisada. Enquanto 
outras tabelas oferecem uma evolução dos indicadores entre 2009 e 2017, a tabela 4 utiliza uma série 
temporal distinta, que cobre o período 2006-2017, com uma lacuna de dados para a edição de 2011. Essa 
discrepância ocorre devido à falta de continuidade na coleta de dados sobre apropriabilidade tecnológica 
nessa edição específica da Pintec, o que resultou em uma quebra na série histórica. 
12
Esses métodos se referem às estratégias e aos mecanismos utilizados pelas empresas para proteger 
e assegurar os resultados dos esforços inovativos. Podem incluir o uso de patentes, segredos industriais, 
marcas registradas, direitos autorais, contratos de confidencialidade e vantagens baseadas na complexi-
dade tecnológica ou no tempo de entrada no mercado.
Assim, ainda que a análise dos métodos de apropriabilidade tecnológica das MPEs não possa ser 
acompanhada no mesmo intervalo de tempo dos demais indicadores, o que limita a comparabilidade 
direta com os outros aspectos da inovação estudados, os resultados encontrados apresentam variações 
interessantes. Houve diferença de 6 pontos percentuais (p.p.) na complexidade do desenho entre as edi-
ções de 2008 e 2014, seguida por outra de 4 p.p. entre as edições de 2014 e 2017. Por sua vez, o segredo 
industrial apresentou diferença de 5 p.p. entre 2014 e 2017. Além disso, o tempo de liderança sobre os 
competidores registrou diferenças de 3 p.p. e 4 p.p. ao longo das três edições analisadas. No entanto, a 
relação entre essas variações e a dificuldade de registro de patentes ou outras práticas formais de proteção 
não pode ser estabelecida com os dados disponíveis, uma vez que a Pintec investiga métodos de proteção 
estratégicos, sem especificar a formalização dessas práticas. 
TABELA 5
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com 
outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) 
(Em %)²
5A – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras 
organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2011)
Empresas industriais 
por porte (extrativa e 
de transformação)
Total Clientes ou 
consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa 
do grupo
Empresas de 
consultoria
Universidades 
e institutos de 
pesquisa
Centros de capaci-
tação profissional e 
assistência técnica
Instituições de testes, 
ensaios e certificações
De 10 a 99 14,1 9,8 13,7 4,8 1,0 6,0 5,8 7,66,2
De 100 a 499 24,4 21,5 25,7 10,3 6,1 13,5 14,1 13,4 15,2
Com 500 ou mais 48,6 44,7 55,2 20,6 30,3 33,8 38,5 29,1 38,7
Total 15,9 11,8 15,9 5,7 2,2 7,4 7,4 8,7 7,9
5B – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras 
organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2012-2014)
Empresas industriais 
por porte (extrativa e 
de transformação)
Total Clientes ou 
consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa 
do grupo
Empresas de 
consultoria
Universidades 
e institutos de 
pesquisa
Centros de capaci-
tação profissional e 
assistência técnica
Instituições de testes, 
ensaios e certificações
De 10 a 99 12,0 8,7 9,3 3,0 1,5 3,9 2,4 3,1 3,7
De 100 a 499 25,1 16,4 18,4 5,6 7,7 8,9 7,7 6,6 10,7
Com 500 ou mais 44,5 28,1 32,0 11,1 21,5 14,9 19,0 13,3 20,2
Total 14,3 10,1 10,9 3,5 2,8 4,7 3,5 3,7 4,9
5C – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras 
organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2015-2017)
Empresas industriais 
por porte (extrativa e 
de transformação)
Total Clientes ou 
consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa 
do grupo
Empresas de 
consultoria
Universidades 
e institutos de 
pesquisa
Centros de capaci-
tação profissional e 
assistência técnica
Instituições de 
testes, ensaios 
e certificações
De 10 a 99 12,8 9,9 10,2 2,7 0,9 4,0 2,6 3,2 4,5
De 100 a 499 24,0 16,1 18,1 4,1 5,5 8,3 8,3 5,7 10,6
Com 500 ou mais 42,8 28,6 33,3 10,4 14,8 16,5 20,8 13,1 21,6
Total 14,9 11,1 11,8 3,1 1,9 4,8 3,8 3,8 5,7
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que declararam que o parceiro teve alta ou média importância em projetos conjuntos para inovação. 
² Em relação às empresas que inovaram.
13
GRÁFICO 5
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação com 
outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) 
(Em %)
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
De 10 a 99 De 100 a 499
Porte
Com 500 ou mais
Ti
p
o
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e 
C
o
o
p
er
aç
ão
Clientes ou
consumidores
Fornecedores Concorrentes Outra empresa
do grupo
Empresas de
consultoria
Universidades
e institutos de
Centros de capacitação
profissionale
Instituições de
testes,ensaios
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
A tabela 5 e o gráfico 5 mostram a evolução das MPEs que realizaram inovações com parcerias de 
cooperação, segmentadas por tipo de parceiro. Embora haja cooperação, esta tende a ser restrita a clientes 
ou consumidores e fornecedores, o que pode limitar o alcance das inovações. O padrão sugere que as 
MPEs poderiam beneficiar-se de maior incentivo para expandir suas redes de colaboração, especialmente 
com instituições de pesquisa e parceiros internacionais, o que fortaleceria suas capacidades de inovação.
TABELA 6
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental 
para suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal 
ocupado – Brasil (2009-2017) 
(Em %)1
6A – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para 
suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal 
ocupado – Brasil (2009-2011)
Empresas industriais por porte 
(extrativa e de transformação) Total
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
 desenvolvimento2
Lei da 
Informática²
Projetos de P&D e inovação tecnológica
Compra de máquinas e equipa-
mentos utilizados para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 33,4 0,7 1,2 0,4 0,9 0,7 27,8
De 100 a 499 40,4 9,1 3,0 2,7 3,0 2,1 26,2
Com 500 ou mais 54,8 39,4 4,3 5,2 6,9 5,8 15,4
Total 34,6 2,5 1,5 0,8 1,2 0,9 27,4
14
6B – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para 
suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal 
ocupado – Brasil (2012-2014)
Empresas industriais por 
porte (extrativa e de 
transformação)
Total
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
desenvolvimento¹
Lei da 
Informática²
Projetos de P&D 
e inovação tecnológica Compra de máquinas e 
equipamentos utilizados 
para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 39,7 1,2 0,7 0,2 1,1 0,5 32,7
De 100 a 499 40,6 10,4 3,4 1,8 3,2 2,2 24,0
Com 500 ou mais 57,3 37,7 5,1 5,6 9,5 7,5 17,1
Total 40,4 3,2 1,1 0,5 1,5 0,9 31,4
6C – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para 
suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal 
ocupado – Brasil (2015-2017)
Empresas industriais por 
porte (extrativa e de trans-
formação)
Total
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
desenvolvimento¹
Lei da 
informática²
Projetos de P&D 
e inovação tecnológica Compra de máquinas e 
equipamentos utilizados 
para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 25,0 1,4 0,6 0,4 1,8 0,8 14,5
De 100 a 499 34,6 16,2 4,2 1,9 4,5 2,8 12,5
Com 500 ou mais 58,5 44,7 5,6 8,5 10,4 8,6 10,7
Total 27,1 4,3 1,1 0,8 2,3 1,2 14,1
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Notas: 1 Em relação às empresas que inovaram.
2 Incentivo fiscal à P&D (Lei no 8.661/1993 e Capítulo III da Lei no 11.196/2005). 
3 Incentivo fiscal: Lei de Informática (Leis nos 10.664/2003 e 11.077/2004).
GRÁFICO 6
Evolução das empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental 
para suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal 
ocupado – Brasil (2009-2017) 
(Em %)
2,0 1,8 2,0 0,4 0,4
29,4 34,3
17,0
12,2 13,8
20,4
2,7 1,80,2 1,9
31,2 29,4
19,9
43,7 42,8
50,3
5,2 5,6 8,5
28,2
34,1 29,7
0
10
20
30
40
50
60
(2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017)
Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento
Pe
rc
en
tu
al
 
d
e 
em
p
re
sa
s
Tipo de apoio governamental
De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
A recessão severa, supracitada, resultou na queda de 4,3% do PIB per capita em relação ao ano ante-
rior – considerada a maior redução do indicador desde o início da série em 1996 (IBGE, 2018). Durante 
esse período, o país atravessou uma das maiores crises econômicas de sua história recente, com a taxa 
de desemprego alcançando 13,7% em 2017 e retração da taxa de investimentos de 3,1% (Paula, 2019). 
Esse cenário gerou impacto sobre o apoio governamental, como demonstrado no gráfico 6. Embora o per-
centual de incentivos fiscais tenha permanecido relativamente estável ao longo do tempo, beneficiando 
15
especialmente grandes empresas mais resilientes, houve queda significativa nos financiamentos destinados 
a atividades inovadoras, particularmente para as MPEs. Essa redução foi de cerca de 17 p.p., o que reflete 
cortes específicos em programas de apoio que priorizavam o financiamento direto, em meio às políticas 
de ajuste fiscal.
No setor industrial, a produção recuou para níveis observados dez anos antes, com impacto mais 
acentuado nas MPEs, que enfrentaram dificuldades crescentes em acessar recursos para inovação (IBGE, 
2016). Enquanto grandes empresas, mais robustas financeiramente, conseguiram aproveitar a estabilidade 
dos incentivos fiscais, as MPEs foram mais afetadas pela retração dos programas de financiamento. Essa 
discrepância evidencia a dificuldade em manter políticas de suporte abrangentes durante períodos de 
crise, sobretudo diante da crescente demanda por financiamento governamental por parte das firmas de 
menor porte.
TABELA 7
Evolução da quantidadetotal de empresas industriais que implementaram inovações e receberam 
apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as 
faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017)
7A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio 
governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as 
faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2011)
Empresas industriais por 
porte (extrativa e de 
transformação)
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
desenvolvimento¹
Lei da 
Informática²
Projetos de P&D 
e inovação tecnológica Compra de máquinas e 
equipamentos utilizados para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 269 456 157 315 248 10.190
De 100 a 499 344 115 100 111 78 986
Com 500 ou mais 431 47 57 76 64 169
Total 1.044 618 314 502 390 11.345
7B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio 
governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as 
faixas de pessoal ocupado – Brasil (2012-2014)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa e de 
transformação)
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
desenvolvimento¹
Lei da 
Informática²
Projetos de P&D 
e inovação tecnológica Compra de máquinas e 
equipamentos utilizados para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 430 245 85 398 184 12.236
De 100 a 499 450 146 76 139 96 1.033
Com 500 ou mais 488 66 72 123 97 221
Total 1.368 457 233 660 377 13.490
16
7C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio 
governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as 
faixas de pessoal ocupado – Brasil (2015-2017)
Empresas 
industriais por 
porte (extrativa e de 
transformação)
Incentivo fiscal
Subvenção 
econômica
Financiamento
Pesquisa e 
desenvolvimento¹
Lei da 
Informática²
Projetos de P&D 
e inovação tecnológica Compra de máquinas e 
equipamentos utilizados para inovarSem parceria com 
universidades
Em parceria com 
universidades
De 10 a 99 423 182 127 537 227 4.354
De 100 a 499 560 147 66 157 98 433
Com 500 ou mais 522 66 99 121 101 125
Total 1.505 395 292 815 426 4.912
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
Notas: ¹ Incentivo fiscal à pesquisa e ao desenvolvimento (Lei no 8.661/1993 e Capítulo III da Lei no 11.196/2005). 
² Incentivo fiscal: Lei de Informática (Leis nos 10.664/2003 e 11.077/2004).
GRÁFICO 7
Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio 
governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio – Brasil (2009-2017)
0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000
De 10
a 99
De 100
a 499
Com 500
ou mais
Número de empresas
Ti
p
o
 d
e 
ap
o
io
 g
o
ve
rn
am
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ta
l
Incentivo fiscal (2009-2011)
Incentivo fiscal (2012-2014)
Incentivo fiscal (2015-2017)
Subvenção
econômica (2009-2011)
Subvenção
econômica (2012-2014)
Subvenção
econômica (2015-2017)
Financiamento (2009-2011)
Financiamento (2012-2014)
Financiamento (2015-2017)
Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020).
Elaboração dos autores.
As tabelas 6 e 7 apresentam dados sobre o apoio governamental às atividades inovativas das MPEs, 
incluindo-se incentivos fiscais e programas específicos. Os resultados mostram que, embora o apoio 
exista, este diminuiu ao longo do tempo entre as MPEs, o que sugere que muitas empresas podem não ter 
acesso a essas oportunidades. Políticas de divulgação mais amplas e a simplificação do acesso a esses 
incentivos poderiam contribuir significativamente para aumentar a inovação entre as pequenas empresas. 
Um aspecto notável é que a maior parte do apoio recebido por essas firmas foi direcionada para a compra 
de máquinas e equipamentos. Sugerindo que, para muitas dessas empresas, a inovação se concentra 
principalmente na atualização de infraestrutura física e no aprimoramento das capacidades de produção, 
em vez de investimentos em P&D ou em inovação organizacional. Esse foco na aquisição de equipamentos 
reflete estratégia de inovação voltada à eficiência operacional e à modernização dos processos. Esse fato 
talvez sugira a necessidade de aprimoramento dos instrumentos de financiamento para a aquisição de 
bens de capital e a contratação de serviços empresariais para as MPEs.
A interrupção da Pintec em sua forma original apresenta um obstáculo significativo para o monito-
ramento contínuo da inovação nas MPEs brasileiras, pois limita a capacidade de análise de tendências e 
comparações históricas essenciais para políticas de inovação. As adaptações metodológicas implementa-
das neste trabalho buscam amenizar essas restrições, ainda que parcialmente. Nas considerações finais, 
17
discutimos as implicações desse cenário para o acompanhamento futuro do ambiente inovativo das MPEs 
e sugerimos alternativas para contornar essas lacunas e fortalecer a base de dados disponível.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho teve como objetivo atualizar a análise sobre a inovação nas MPEs industriais brasileiras, 
baseada na Pintec, para compreender sua evolução entre 2009 e 2017. Buscou-se avaliar mudanças na 
participação das MPEs nos processos inovativos, apesar das dificuldades impostas pela ausência de 
tabulações especiais recentes da pesquisa, necessárias para a atualização completa das tabelas utilizadas 
no estudo. Além disso, o texto destaca a importância dos desafios que essas empresas enfrentam, como 
falta de acesso a crédito e políticas de fomento, e a necessidade de maior apoio governamental para for-
talecer sua capacidade inovadora. Embora as diferenças percentuais nos indicadores observados tenham 
sido moderadas, constatou-se que as MPEs brasileiras seguem concentrando seus esforços inovativos 
em produtos incrementais, no uso moderado de ferramentas de apropriabilidade e em parcerias restritas; 
aspectos que influenciam diretamente sua competitividade.
Além disso, ficou evidente o papel fundamental das MPEs na inovação de produtos, fato que merece 
destaque para uma economia em desenvolvimento como a brasileira. Até mesmo diante de restrições finan-
ceiras e dificuldades no acesso a crédito, essas empresas são responsáveis por parcela significativa das 
inovações em produtos. Essa contribuição fortalece a economia, ao impulsionar a geração de empregos, 
diversificar a oferta e estimular a competitividade local. No entanto, apesar desse protagonismo, as MPEs 
seguem marginalizadas nas políticas públicas de fomento à inovação, enfrentando restrições de crédito e 
barreiras burocráticas que limitam seu crescimento. O foco excessivo dessas políticas em atividades em 
P&D, mais acessíveis às grandes empresas, desconsidera a importância das inovações incrementais, em 
processos e mercadológicas típicas das pequenas empresas. Diante disso, é essencial ampliar o acesso 
ao crédito, desburocratizar os incentivos e fortalecer redes de cooperação entre MPEs, instituições de 
pesquisa e grandes empresas, garantindo que esse segmento fundamental tenha condições de expandir 
sua contribuição para o desenvolvimento econômico e a competitividade industrial do país.
Outro aspecto relevante foi a constatação de que as parcerias de inovação das MPEs estão, em grande 
parte, limitadas a fornecedores e clientes, com pouca interação com instituições de pesquisa e parceiros 
internacionais. Essa restrição reduz o potencial dessas empresas para o desenvolvimento de inovações 
mais sofisticadas e disruptivas. Paralelamente, apesar da existência de incentivos fiscais e programas 
de apoio governamental à inovação, as MPEs continuam sub-representadas nessas iniciativas. Embora o 
financiamento destinado à aquisição de máquinas e equipamentos seja proporcionalmente mais elevado 
para as MPEs em relação a outras formas de apoio à inovação,isso não significa necessariamente um 
acesso facilitado. Pelo contrário, é possível que as exigências para esse tipo específico de crédito sejam 
mais rígidas, pois impõem barreiras adicionais para as MPEs. Além disso, critérios rigorosos de concessão 
podem restringir a oferta de outros tipos de crédito. Empreendedores frequentemente reclamam de juros 
altos, de excesso de burocracia e da necessidade de apresentar documentos que comprovem fluxo de 
caixa – algo que muitas vezes não possuem formalmente. 
Nesse sentido, é fundamental que o Estado atue de forma mais incisiva na redução das barreiras de 
acesso ao crédito, um dos principais entraves ao financiamento de investimentos para essas empresas, 
conforme apontado por Nogueira et al. (2022). É chegado o momento de o Estado brasileiro buscar a 
formulação de novos instrumentos – inovações disruptivas no sistema de crédito e financiamento –, uma 
vez que os modelos tradicionais, até mesmo com os aprimoramentos constantes que vêm incorporando, 
não têm se mostrado capazes de atender de forma efetiva a esse segmento.
Dado todo o contexto explicitado até o momento, as MPEs adotam estratégias de menor risco, pois 
priorizam as inovações incrementais e a modernização de equipamentos, considerando-se toda a dificuldade 
de acesso a várias formas de financiamento e apoio governamental. A escassez de recursos e os ajustes 
18
fiscais restringem a efetividade das políticas públicas de incentivo à inovação e limitam sua capacidade 
de investir em projetos mais ambiciosos.
Um dos maiores desafios enfrentados nesse estudo foi a descontinuidade da Pintec em sua forma 
tradicional após 2017, o que dificultou a atualização completa dos dados e comprometeu a continuidade 
histórica das séries temporais. A introdução da Pintec semestral, com nova metodologia e a exclusão de 
empresas com menos de cem empregados, restringiu ainda mais a análise do ambiente inovativo das MPEs.
Diante desse cenário, torna-se evidente a necessidade de políticas de inovação mais resilientes e 
adaptadas à realidade econômica, especialmente em momentos de crise. Investimentos em capacitação, 
ampliação do acesso ao crédito e incentivo a parcerias estratégicas são fundamentais para fortalecer a 
inovação nas MPEs. Contudo, é essencial que esses investimentos sejam acompanhados por um processo 
de desburocratização e flexibilização dos critérios de concessão de crédito, considerando-se as especifi-
cidades das MPEs e suas dificuldades em atender a exigências formais rigorosas.
Além disso, a criação de novos indicadores que contemplem tanto inovações incrementais quanto 
radicais é essencial para aprimorar o monitoramento do setor e oferecer diagnóstico mais completo da 
inovação nas MPEs. Isso inclui a consideração de indicadores que melhor capturem as características ino-
vativas típicas das MPEs, como a modernização de processos produtivos e as inovações mercadológicas.
Por fim, a nota técnica recomenda a adoção de métodos alternativos de análise, como o uso de micro-
dados e fontes complementares regionais e internacionais, para mitigar as lacunas deixadas pela interrupção 
da Pintec tradicional. Essa abordagem é crucial para fornecer diagnóstico mais preciso sobre o ambiente 
de inovação das MPEs no Brasil e embasar a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas.
REFERÊNCIAS
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com/doi/10.1111/j.1467-6486.2007.00722.x. DOI: 10.1111/j.1467-6486.2007.00722.x.
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DODGSON, M.; PHILIPS, N.; GANN, D. M. (Ed.). The Oxford handbook of innovation management. 
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IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2011. Rio de 
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IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2014. Rio de 
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economicas/industria/9042-pesquisa-industrial-anual.html. Acesso em: 19 dez. 2024.
19
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Industrial 
Anual: empresa – 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. Disponível em: chrome-extension://
efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/1719/
pia_2016_v35_n1_empresa_informativo.pdf. Acesso em: 22 jan. 2025.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2017. 
Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
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NOGUEIRA et al. Aníbal Pinto, Schumpeter e Friedman em um coquetel: uma proposta de sistema 
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NOGUEIRA, M. O.; ZUCOLOTO, G. F. Um pirilampo no porão: um pouco de luz nos dilemas da 
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NOGUEIRA, M. O.; ZUCOLOTO, G. F. Um pirilampo no porão: um pouco de luz nos dilemas da 
produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil. 2. ed. rev. ampl. Brasília: Ipea, 
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PAULA, F. A. As causas da grande recessão brasileira (2014-2016). 2019. Monografia 
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Uberlândia, Uberlândia, 2019.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
MIRANDA, P.; KOELLER, P. A inovação e as MPEs: uma breve análise do período recente. Brasília: 
Ipea, 2018. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8278/1/Radar_n55_
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NOGUEIRA, M. O.; VASQUEZ, C. R. Proposta para um projeto de desenvolvimento verdadeiramente 
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repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/11608/4/NT_108_Diset_Proposta_para_um_projeto.pdf.
20
APÊNDICE A
QUADRO A.1
Setores da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) analisados na Pesquisa de 
Inovação (Pintec)
B Indústrias extrativas
C Indústrias de transformação
10 Fabricação de produtos alimentícios
11 Fabricação de bebidas
12 Fabricação de produtos do fumo
13 Fabricação de produtos têxteis
14 Confecção de artigos do vestuário e acessórios
15 Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
16 Fabricação de produtos de madeira
17.1 Fabricação de celulose e outras pastas
17.D Fabricação de papel, embalagens e artefatos de papel
18 Impressão e reprodução de gravações
19 Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis
19.2 Refino de petróleo
20.1 Fabricação de produtos químicos inorgânicos
20.2 Fabricação de produtos químicos orgânicos
20.AFabricação de resinas e elastômeros, fibras artificiais e sintéticas, defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários
20.6 Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos e produtos de perfumaria e higiene pessoal
20.D Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes, lacas e produtos afins e de produtos diversos
21.1 Fabricação de produtos farmoquímicos
21.2 Fabricação de produtos farmacêuticos
22 Fabricação de artigos de borracha e plástico
23 Fabricação de produtos de minerais não metálicos
24.A Produtos siderúrgicos
24.D Metalurgia de metais não ferrosos e fundição
25 Fabricação de produtos de metal
26.1 Fabricação de componentes eletrônicos
26.2 Fabricação de equipamentos de informática e periféricos
26.A Fabricação de equipamentos de comunicação
26.D Fabricação de outros produtos eletrônicos e ópticos
26.6 Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação
27.A Fabricação de geradores, transformadores e equipamentos para distribuição de energia elétrica
27.D Fabricação de pilhas, lâmpadas e outros aparelhos elétricos
27.5 Fabricação de eletrodomésticos
28.1 Fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão
28.D Outras máquinas e equipamentos
21
28.3 Máquinas e equipamentos para agropecuária
28.5 Máquinas para extração e construção
29.A Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários, caminhões e ônibus
29.D Fabricação de cabines, carrocerias, reboques e recondicionamento de motores
29.4 Fabricação de peças e acessórios para veículos
30 Fabricação de outros equipamentos de transporte
31 Fabricação de móveis
32 Outros produtos diversos
32.5 Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos
33 Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos
35 Eletricidade e gás
  Serviços
58.A Edição e gravação e edição de música
61 Telecomunicações
62 Atividades dos serviços de tecnologia da informação
62.01 Desenvolvimento de software sob encomenda
62.02 Desenvolvimento de software customizável
62.03 Desenvolvimento de software não customizável
62.D Outros serviços de tecnologia da informação
63.1 Tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas
71 Serviços de arquitetura e engenharia, testes e análises técnicas
72 Pesquisa e desenvolvimento
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2007).
Elaboração dos autores.
REFERÊNCIAS
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Classificação Nacional de Atividades 
Econômicas – CNAE: versão 2.0. 2. ed. Rio de Janeiro: Comissão Nacional de Classificação; IBGE, 
2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv36932.pdf. 
22
Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coordenação
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Assistentes da Coordenação
Rafael Augusto Ferreira Cardoso
Samuel Elias de Souza
Supervisão
Alice Souza Lopes
Revisão
Amanda Ramos Marques Honorio
Cláudio Passos de Oliveira
Denise Pimenta de Oliveira
Emilly Dias de Matos
Gisela Carneiro de Magalhães Ferreira
Letycia Luiza de Souza
Nayane Santos Rodrigues
Reginaldo da Silva Domingos
Susana Sousa Brito
Yally Schayany Tavares Teixeira
Jennyfer Alves de Carvalho (estagiária)
Katarinne Fabrizzi Maciel do Couto (estagiária)
Editoração
Augusto Lopes dos Santos Borges
Cristiano Ferreira de Araújo
Daniel Alves Tavares
Danielle de Oliveira Ayres
Leonardo Hideki Higa
Capa
Leonardo Hideki Higa
Projeto Gráfico
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