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QUEM NÃO É O MAIOR, CONSEGUE SER O MELHOR? O PAPEL DAS PEQUENAS EMPRESAS NA DINÂMICA DAS INOVAÇÕES NO BRASIL A PARTIR DOS DADOS DAS PINTECS Diset No 143Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura Mauro Oddo Nogueira Mylena da Silva Gomes Barreto Julho de 2025 Governo Federal Ministério do Planejamento e Orçamento Ministra Simone Nassar Tebet Fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Presidenta LUCIANA MENDES SANTOS SERVO Diretor de Desenvolvimento Institucional FERNANDO GAIGER SILVEIRA Diretora de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO Diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais ARISTIDES MONTEIRO NETO Diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (substituto) PEDRO CARVALHO DE MIRANDA Diretora de Estudos e Políticas Sociais LETÍCIA BARTHOLO DE OLIVEIRA E SILVA Diretora de Estudos Internacionais KEITI DA ROCHA GOMES Chefe de Gabinete ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA Coordenador-Geral de Imprensa e Comunicação Social GISELE AMARAL DE SOUZA Ouvidoria: https://www.ipea.gov.br/ouvidoria URL: https://www.ipea.gov.br © Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025 EQUIPE TÉCNICA Mauro Oddo Nogueira Coordenador de estudos em cadeias produtivas e micro e pequenas empresas (Cocam) na Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Diset/Ipea). Editor do boletim Radar. E-mail: mauro.oddo@ipea.gov.br. Mylena da Silva Gomes Barreto Pesquisadora bolsista do Subprograma de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) na Diset/Ipea. E-mail: mylena.barreto@ipea.gov.br. Como citar: NOGUEIRA, Mauro Oddo; BARRETO, Mylena da Silva Gomes. Quem não é maior, consegue ser o melhor? O papel das pequenas empresas na dinâmica das inovações no Brasil a partir dos dados das Pintecs. Brasília: Ipea, jul. 2025. (Diset: Nota Técnica, 143). DOI: https://dx.doi.org/10.38116/ntdiset143-port DOI: https://dx.doi.org/10.38116/ntdiset143-port As publicações do Ipea estão disponíveis para download gratuito nos formatos PDF (todas) e ePUB (livros e periódicos). Acesse: https://www.ipea.gov.br/portal/publicacoes. As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento e Orçamento. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas. mailto:mauro.oddo%40ipea.gov.br?subject= mailto:mylena.barreto%40ipea.gov.br?subject= 1 O CONTEXTO .................................................................................... 4 2 ATUALIZAÇÃO DOS DADOS PARA 2017 .............................................. 5 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................17 REFERÊNCIAS ....................................................................................18 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR .........................................................19 APÊNDICE A .......................................................................................21 4 1 O CONTEXTO Em 2017, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou o livro Um pirilampo no porão: um pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil (Nogueira e Zucoloto, 2017). Seu objetivo foi o de lançar um olhar – uma pequena luz – sobre um segmento da eco- nomia que, a despeito de sua relevância e magnitude tanto do ponto de vista econômico quanto social, tem sido negligenciado na produção de estudos e pesquisas voltados para maior compreensão do tecido produtivo brasileiro. O trabalho teve como premissa ideia de que as micro e pequenas empresas (MPEs) formais e informais formam o “alicerce” da estrutura econômica, alicerce esse que, por ser pouco estudado e compreendido, se encontra em uma região de “escuridão”. Isso tanto é verdade que o segmento muitas vezes é referenciado na literatura como shadow economy. Disso decorre o título do livro, que propõe a metáfora do “porão”, lugar escuro, pouco visitado, mas no qual se localiza o alicerce da casa. Em 2019, foi publicada a segunda edição da obra, com a atualização de parte dos dados que a com- põem. Um dos capítulos do livro (capítulo 7: Fiat Lux!!! – a inovação e as MPEs) tem como objeto descrever a participação das MPEs nos processos de inovação do país. O estudo teve como base os dados da Pesquisa de Inovação (Pintec), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas edições de 2011 e 2014. E é nesse capítulo que se concentram as diferenças mais evidentes entre as duas edições do livro. É composto por doze tabelas que retratam a relação entre as atividades e os esforços inovativos e as MPEs; tabelas que foram elaboradas com base em tabulações especiais fornecidas pelo IBGE, além dos dados públicos extraídos do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). Passada uma década em relação à data dos dados utilizados, esta nota técnica tem por objetivo uma atualização, a partir de novas edições da Pintec, buscando observar a evolução do comportamento das variáveis consideradas e, assim, avaliar se é possível identificar-se alguma evolução nessa atividade tão fundamental para o desenvolvimento econômico nacional. Essa atualização é importante para melhor compreender os desafios atuais enfrentados pelas MPEs brasileiras no campo da inovação. Historicamente, a pesquisa sempre ofereceu uma visão abrangente das práticas inovadoras no país. Porém, foi pausada em sua forma tradicional após a edição de 2017, o que acarretou dificuldades para uma atualização ainda mais recente dos dados. Na seção a seguir, discutiremos as implicações dessas mudanças e as dificulda- des encontradas para manter a continuidade e a comparabilidade dos dados entre as edições da Pintec. A Pintec era uma pesquisa de corte transversal, que cobre setores das indústrias, bem como de serviços selecionados e eletricidade e gás. Com periodicidade trienal, suas unidades de investigação eram as empresas com dez ou mais pessoas ocupadas, e seu objetivo era a centralização de esforços na obtenção de dados, com vistas a criar indicadores nacionais que retratassem as atividades de inovação realizadas por empresas no Brasil, alinhando-se aos padrões conceituais e metodológicos recomendados internacionalmente. Sua última edição aconteceu em 2017, e esperava-se que houvesse outra em 2020. Contudo, a pesquisa, na forma como era realizada, foi pausada pelo IBGE e substituída experimentalmente pela Pintec semestral1, que não abarca nosso objeto de estudo (as MPEs), visto que seu universo somente inclui empresas com cem ou mais pessoas ocupadas. Dadas as diferenças metodológicas entre essa nova pesquisa e a série que a antecedeu, esta não pode ser utilizada como correspondência direta daquela, nem para comparações, nem para a continuação das séries históricas elaborada anteriormente. Embora a Pintec 2017 inclua um conjunto mais amplo de atividades econômicas; os dados da Pintec de 2008, em que pese já incluírem os setores de eletricidade, gás e alguns serviços selecionados, possuem 1. A Pintec semestral é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem como objetivo a produção de uma nova geração de indicadores sobre a propensão à inovação dosetor industrial brasileiro no âmbito das empresas com cem ou mais pessoas ocupadas. Implementada em 2021, o levantamento possui fortes relações com a tradicional Pintec, da qual se deriva; porém, ao incorporar importantes modificações conceituais e metodológicas, em consonância com as mais recentes diretrizes internacionais, introduz novos indicadores concernentes ao tema e atualiza outros, até então produzidos trienalmente pelo IBGE. 5 uma cobertura diferente em relação às edições mais recentes. Nessa edição, além das entidades empresa- riais (natureza jurídica 2), também eram consideradas as entidades sem fins lucrativos (natureza jurídica 3) que desenvolviam atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Assim, nas edições anteriores do livro, as análises consideravam exclusivamente empresas industriais. Com o fito de assegurar a integridade da série histórica, neste estudo foram novamente consideradas apenas as atividades econômicas desse setor. A dificuldade de acesso aos dados entre as edições da Pintec impediu a plena atualização de dados e tabelas do capítulo 7 do livro, o que resultou na atualização de apenas sete das doze tabelas originalmente presentes. Entre as tabelas atualizadas, destacam-se aquelas que analisam a evolução das empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal, considerando-se faixas de pessoal ocupado e grau de novidade, bem como a evolução percentual desse total. Além disso, foram atualizadas as tabelas que abordam o uso de métodos de apropriabilidade tecnológica por porte e aquelas que analisam o impacto do apoio governamental sobre as atividades inovativas das empresas industriais, segundo o tipo de programa e a faixa de pessoal ocupado. O recorte utilizado no estudo estratificava os dados da Pintec simultaneamente segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)2 e por faixa de pessoal ocupado. Entretanto, a forma de divulgação dos resultados da Pintec não possibilita essa combinação de segmentações; porquanto, são mostrados separadamente: uma planilha segundo as CNAEs – dois ou três dígitos (quadro A.1 do apêndice) e outra por faixa de pessoal ocupado. Nas duas versões do livro, esse recorte apenas foi possível de ser apresentado, pois o IBGE forneceu as tabulações especiais solicitadas pelo Ipea, o que não ocorreu recentemente, quando se solicitou uma tabulação especial para a confecção da nota técnica. Sendo assim, atualizaram-se somente as tabelas que permitiam consultas pelo Sidra. 2 ATUALIZAÇÃO DOS DADOS PARA 2017 Diante do exposto, somente foi possível atualizar o estudo apresentado no livro com dados da Pintec 2017 para as tabelas que continham as faixas de pessoal ocupado separadamente. Nas edições do livro, as tabelas foram inseridas para caracterizar como ocorre a inovação por porte no cenário brasileiro. A seguir, estão apresentadas as tabelas do livro, segundo o ordenamento com que aparecem na obra, com os dados originais e os dados atualizados. Assim, possibilita-se uma análise comparativa da evolução dos indicadores de inovação das MPEs. TABELA 1 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017) (Em %)2 1A – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 47,1 40,1 20,4 19,7 6,4 4,1 2,2 0,7 0,3 0,4 De 100 a 499 54,2 38,0 19,6 18,4 12,8 5,8 7,0 3,4 1,4 2,0 Com 500 ou mais 77,0 40,6 21,5 19,0 27,0 12,0 14,9 9,4 4,3 5,2 Total 48,6 39,9 20,3 19,6 7,5 4,5 3,0 1,2 0,5 0,7 2. A CNAE é a “classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional na produção de estatísticas por tipo de atividade econômica, e pela Administração Pública, na identificação da atividade econômica em cadastros e registros de pessoa jurídica” (IBGE, 2007). 6 1B – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 47,6 39,0 20,4 18,5 8,0 4,5 3,6 0,6 0,3 0,2 De 100 a 499 64,3 44,0 23,9 20,1 16,7 8,4 8,3 3,5 1,5 2,1 Com 500 ou mais 50,8 27,4 13,8 13,5 17,3 8,1 9,3 6,1 2,3 3,8 Total 50,2 39,5 20,8 18,7 9,5 5,1 4,4 1,2 0,6 0,6 1C – Empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 52,1 42,3 22,0 20,3 9,1 4,7 4,4 0,7 0,2 0,5 De 100 a 499 63,2 40,0 19,2 20,8 19,2 9,7 9,5 4,0 1,8 2,2 Com 500 ou mais 49,7 26,1 13,3 12,8 17,1 7,6 9,5 6,6 2,9 3,7 Total 53,8 41,9 21,6 20,3 10,6 5,4 5,2 1,3 0,5 0,8 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado. ² Em relação às empresas que inovaram. GRÁFICO 1 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal (2009-2017) (Em %) 47,1 47,6 52,154,2 64,3 63,2 77,0 50,8 49,7 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 (2009-2011) (2012-2014) Grau de novidade (2015-2017) Pe rc en tu al d e em p re sa s De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. 7 TABELA 2 Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017) 2A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 17.248 14.663 7.452 7.211 2.334 1.514 819 251 103 149 De 100 a 499 2.045 1.434 740 694 482 217 265 129 54 75 Com 500 ou mais 843 444 236 208 295 132 163 103 47 57 Total 20.135 16.541 8.428 8.113 3.111 1.863 1.247 483 204 281 2B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014) Empresas industriaispor porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 17.787 14.565 7.638 6.926 3.004 1.673 1.330 219 130 89 De 100 a 499 2.769 1.897 1.032 865 720 361 359 153 64 88 Com 500 ou mais 1.000 538 273 266 341 159 182 121 46 75 Total 21.558 17.000 8.943 8.057 4.065 2.193 1.871 493 240 252 2C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 15.694 12.732 6.616 6.115 2.746 1.417 1.329 217 72 145 De 100 a 499 2.193 1.389 667 721 666 337 329 138 62 76 Com 500 ou mais 863 452 231 221 296 131 165 115 51 64 Total 18.751 14.573 7.514 7.057 3.708 1.885 1.823 470 185 285 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Nota: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado. As tabelas 1 e 2 mostram como ocorreu a implementação das inovações por parte das MPEs em seus produtos principais entre 2009 e 2017, tanto em percentual quanto em número de empresas, respec- tivamente. Enquanto os percentuais (gráfico 1) podem ter permanecido estáveis ou aumentado devido à redução na base total de empresas durante a crise que o Brasil enfrentou entre 2015 e 2017, percebeu-se queda geral na inovação no período analisado. Nessa época, o Brasil enfrentou uma das maiores crises econômicas de sua história recente, com contração acumulada em torno de 7% no produto interno bruto (PIB) entre 2015 e 2016 e taxa de desemprego que alcançou 13,7% em 2017 (Paula, 2019). Esse panorama econômico já dava sinais desde 2014, com diminuição dos postos de trabalho na indústria que reduziu cerca de 2,55% em relação ao ano anterior, o que corrobora com a diferença bastante acentuada no gráfico 2 entre o trimestre do período 2009-2011 e o do período 2012-2015 (IBGE, 2018). 8 TABELA 3 Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2017) (Em %) 3A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 85,7 88,6 88,4 88,9 75,0 81,3 65,7 52,0 50,3 52,9 De 100 a 499 10,2 8,7 8,8 8,6 15,5 11,7 21,2 26,7 26,4 26,6 Com 500 ou mais 4,2 2,7 2,8 2,6 9,5 7,1 13,1 21,4 22,8 20,2 3B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 82,5 85,7 85,4 86,0 73,9 76,3 71,1 44,5 54,2 35,3 De 100 a 499 12,8 11,2 11,5 10,7 17,7 16,5 19,2 31,0 26,7 35,1 Com 500 ou mais 4,6 3,2 3,0 3,3 8,4 7,2 9,8 24,5 19,0 29,8 3C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal,¹ segundo as faixas de pessoal ocupado e por grau de novidade (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e transformação) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Novo para o mercado mundial Total Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa Total Aprimoramento de um já existente Completamente novo para a empresa De 10 a 99 83,7 87,4 88,0 86,7 74,0 75,2 72,9 46,2 38,9 50,9 De 100 a 499 11,7 9,5 8,9 10,2 18,0 17,9 18,1 29,3 33,5 26,6 Com 500 ou mais 4,6 3,1 3,1 3,1 8,0 7,0 9,0 24,5 27,6 22,5 Fonte: Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020) Elaboração dos autores. Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que implementaram produto absolutamente novo ou substancialmente aprimorado. 9 GRÁFICO 2 Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações em seu produto principal (2009-2017) (Em %) 86% 83% 84% 10% 13% 12% 4% 5% 5% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) Pe rc en tu al d o n ú m er o t o ra l d e em p re sa s q u ei n o va ra m De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Realizando-se a comparação entre os resultados por porte, observa-se que, no que se refere a inovações em produtos, a propensão para inovar – entendida como a tendência das empresas de implementar inovações em produtos, processos, marketing ou organização (OCDE, 2018) – das MPEs era, na Pintec de 2011, a menor, em que pese um comportamento similar para todos os portes no que se refere a produtos que são novos apenas para as próprias empresas. Ou seja, o percentual das MPEs que passaram a produzir novos produtos era então o menor de todos. Porém, essa propensão por parte das grandes empresas se reduziu drasticamente desde então, fazendo com que a das pequenas, que se manteve relativamente estável, a ultrapassasse. Além disso, para todas as Pintecs, quando se observa o percentual extraído por meio dos números absolutos, a maioria das firmas que introduzem novos produtos é sempre exatamente as de menor porte, como visto na tabela 3. Nogueira e Zucoloto (2019) já haviam chamado atenção para esse fato, e as novas edições da Pintec corroboram o fenômeno. Até mesmo com menores recursos e enfrentando barreiras significativas de acesso a crédito e políticas de fomento, além da supracitada crise, as MPEs foram responsáveis por mais de 80% das inovações em produtos novos para o mercado nacional. Ademais, a participação das pequenas empresas na introdução de produtos completamente inéditos, aqueles que não apenas são aprimoramentos, mas também verdadeiras novidades para o mercado global, supera os 50%. Das 285 empresas que lançaram produtos inteiramente novos no último triênio da análise, 145 eram pequenas empresas, 76, médias e 64, grandes. Esse dado revela que 50,9% dessas inovações foram geradas por pequenas empresas, enquanto as grandes, apesar de seu maior acesso a recursos, representaram apenas 22,5%. Trata-se de números expressivos que desafiam a percepção comum de que as grandes empresas lideram o avanço inovativo no país.Essa realidade evidencia uma contradição no cenário da inovação no país: apesar de seu protagonismo no desenvolvimento de novos produtos, as MPEs continuam sendo negligenciadas em políticas públicas e instrumentos de incentivo à inovação. Enquanto grandes firmas possuem mais facilidade para acessar programas de financiamento e suporte governamental, as pequenas enfrentam entraves burocráticos e restrições financeiras que limitam seu potencial de crescimento. No entanto, se as MPEs já desempenham um papel importante na introdução de novos produtos, até mesmo diante de tantas dificuldades, políticas mais inclusivas de fomento à inovação poderiam potencializar ainda mais sua contribuição para a economia nacional. Medidas como ampliação do acesso ao crédito, desbu- rocratização de incentivos e fortalecimento de redes de colaboração entre pequenas empresas e instituições de pesquisa poderiam alavancar esse segmento, o que geraria um efeito multiplicador na competitividade da 10 indústria brasileira. Assim, os números evidenciam que as MPEs não somente inovam, mas também são essen- ciais para garantir a diversidade e o dinamismo do setor industrial. As MPEs, por sua natureza, frequentemente atuam em nichos de mercado, desenvolvendo produtos ou serviços diferenciados que atendem a necessidades específicas, o que contribui para maior diversidade no portfólio de soluções oferecidas. Estas têm a capacidade de se arriscar em áreas que as grandes empresas muitas vezes deixam de explorar, introduzindo novas ideias, abordagens e tecnologias que tornam o mercado mais variado e inovador (Audretsch e Keilbach, 2007). Ignorar seu potencial significa desperdiçar oportunidades valiosas de crescimento econômico e fortalecimento do ecossistema inovador do país, que é uma rede interconectada de atores (empresas, startups, universidades, institutos de pesquisa, governo, investidores e outros agentes) que interagem para fomentar a inovação. Esses ecossistemas são caracterizados por um ambiente propício ao desenvolvimento de novas ideias, produtos, serviços e processos, o que impulsiona a competitividade e o crescimento econômico (Autio e Thomas, 2014). GRÁFICO 3 Evolução das inovações organizacionais e/ou de marketing por porte (2009-2017) (Em %) 35,7 33,5 28,6 34,5 28,0 20,3 32,7 28,8 18,4 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 De 10 a 99 Ta xa d e in o va çõ es o rg an iz ac io n ai s e/ o u e m m ar ke ti n g De 100 a 499 Porte das empresas Com 500 ou mais (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) Fonte: IBGE (2013; 2016a; 2020). Elaboração dos autores. No gráfico 3, observa-se variação na adoção de inovações organizacionais e de marketing entre os diferentes portes de empresa. Em especial, as grandes empresas apresentaram redução mais expressiva na implementação dessas inovações em comparação com as MPEs. No entanto, os dados disponíveis não permitem afirmar que as práticas adotadas foram mais sofisticadas, uma vez que a pesquisa apenas identifica a introdução de mudanças significativas em conceitos ou estratégias de marketing, bem como em aspectos estéticos, de design ou subjetivos de pelo menos um dos produtos. TABELA 4 Evolução das empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica, por porte (Em %) 4A – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2006-2008) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Estratégicos Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores De 10 a 99 9,0 7,1 0,8 De 100 a 499 5,0 16,1 9,3 Com 500 ou mais 12,0 31,3 19,3 Total 1,6 8,7 2,1 11 4B – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Estratégicos Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores De 10 a 99 3,1 7,1 3,9 De 100 a 499 20,4 34,6 22,7 Com 500 ou mais 26,7 43,3 24,7 Total 5,5 10,9 6,4 4C – Empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Estratégicos Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores De 10 a 99 7,2 12,7 7,8 De 100 a 499 20,6 36,4 25,0 Com 500 ou mais 24,5 44,5 27,4 Total 9,1 16,2 10,2 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. GRÁFICO 4 Evolução das empresas que utilizam métodos de apropriabilidade tecnológica, por porte (Em %) 9,0 7,1 0,8 3,1 7,1 3,9 7,2 12,7 7,85,0 16,1 9,3 20,4 34,6 22,7 20,6 36,4 25,0 12,0 31,3 19,3 26,7 43,3 24,7 24,5 44,5 27,4 1,6 8,7 2,1 5,5 10,9 6,4 9,1 16,2 10,2 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores Complexidade no desenho Segredo industrial Tempo de liderança sobre os competidores (2006-2008) (2012-2014) (2015-2017) Pe rc en tu al d as e m pr es as Métodos de apropriabilidade tecnológica em três triênios De 10 a 99 De 100 a 499 500 ou mais Total Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. A tabela 4 e o gráfico 4 apresentam dados sobre a utilização de métodos de apropriabilidade tecnológica pelas MPEs. Essas ilustrações diferem das demais no que se refere à série temporal analisada. Enquanto outras tabelas oferecem uma evolução dos indicadores entre 2009 e 2017, a tabela 4 utiliza uma série temporal distinta, que cobre o período 2006-2017, com uma lacuna de dados para a edição de 2011. Essa discrepância ocorre devido à falta de continuidade na coleta de dados sobre apropriabilidade tecnológica nessa edição específica da Pintec, o que resultou em uma quebra na série histórica. 12 Esses métodos se referem às estratégias e aos mecanismos utilizados pelas empresas para proteger e assegurar os resultados dos esforços inovativos. Podem incluir o uso de patentes, segredos industriais, marcas registradas, direitos autorais, contratos de confidencialidade e vantagens baseadas na complexi- dade tecnológica ou no tempo de entrada no mercado. Assim, ainda que a análise dos métodos de apropriabilidade tecnológica das MPEs não possa ser acompanhada no mesmo intervalo de tempo dos demais indicadores, o que limita a comparabilidade direta com os outros aspectos da inovação estudados, os resultados encontrados apresentam variações interessantes. Houve diferença de 6 pontos percentuais (p.p.) na complexidade do desenho entre as edi- ções de 2008 e 2014, seguida por outra de 4 p.p. entre as edições de 2014 e 2017. Por sua vez, o segredo industrial apresentou diferença de 5 p.p. entre 2014 e 2017. Além disso, o tempo de liderança sobre os competidores registrou diferenças de 3 p.p. e 4 p.p. ao longo das três edições analisadas. No entanto, a relação entre essas variações e a dificuldade de registro de patentes ou outras práticas formais de proteção não pode ser estabelecida com os dados disponíveis, uma vez que a Pintec investiga métodos de proteção estratégicos, sem especificar a formalização dessas práticas. TABELA 5 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) (Em %)² 5A – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Total Clientes ou consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Empresas de consultoria Universidades e institutos de pesquisa Centros de capaci- tação profissional e assistência técnica Instituições de testes, ensaios e certificações De 10 a 99 14,1 9,8 13,7 4,8 1,0 6,0 5,8 7,66,2 De 100 a 499 24,4 21,5 25,7 10,3 6,1 13,5 14,1 13,4 15,2 Com 500 ou mais 48,6 44,7 55,2 20,6 30,3 33,8 38,5 29,1 38,7 Total 15,9 11,8 15,9 5,7 2,2 7,4 7,4 8,7 7,9 5B – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Total Clientes ou consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Empresas de consultoria Universidades e institutos de pesquisa Centros de capaci- tação profissional e assistência técnica Instituições de testes, ensaios e certificações De 10 a 99 12,0 8,7 9,3 3,0 1,5 3,9 2,4 3,1 3,7 De 100 a 499 25,1 16,4 18,4 5,6 7,7 8,9 7,7 6,6 10,7 Com 500 ou mais 44,5 28,1 32,0 11,1 21,5 14,9 19,0 13,3 20,2 Total 14,3 10,1 10,9 3,5 2,8 4,7 3,5 3,7 4,9 5C – Empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação¹ com outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Total Clientes ou consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Empresas de consultoria Universidades e institutos de pesquisa Centros de capaci- tação profissional e assistência técnica Instituições de testes, ensaios e certificações De 10 a 99 12,8 9,9 10,2 2,7 0,9 4,0 2,6 3,2 4,5 De 100 a 499 24,0 16,1 18,1 4,1 5,5 8,3 8,3 5,7 10,6 Com 500 ou mais 42,8 28,6 33,3 10,4 14,8 16,5 20,8 13,1 21,6 Total 14,9 11,1 11,8 3,1 1,9 4,8 3,8 3,8 5,7 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Notas: ¹ Foram consideradas as empresas que declararam que o parceiro teve alta ou média importância em projetos conjuntos para inovação. ² Em relação às empresas que inovaram. 13 GRÁFICO 5 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações com relações de cooperação com outras organizações por tipo de parceiro, segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) (Em %) 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 De 10 a 99 De 100 a 499 Porte Com 500 ou mais Ti p o d e C o o p er aç ão Clientes ou consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Empresas de consultoria Universidades e institutos de Centros de capacitação profissionale Instituições de testes,ensaios Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. A tabela 5 e o gráfico 5 mostram a evolução das MPEs que realizaram inovações com parcerias de cooperação, segmentadas por tipo de parceiro. Embora haja cooperação, esta tende a ser restrita a clientes ou consumidores e fornecedores, o que pode limitar o alcance das inovações. O padrão sugere que as MPEs poderiam beneficiar-se de maior incentivo para expandir suas redes de colaboração, especialmente com instituições de pesquisa e parceiros internacionais, o que fortaleceria suas capacidades de inovação. TABELA 6 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) (Em %)1 6A – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Total Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento2 Lei da Informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipa- mentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 33,4 0,7 1,2 0,4 0,9 0,7 27,8 De 100 a 499 40,4 9,1 3,0 2,7 3,0 2,1 26,2 Com 500 ou mais 54,8 39,4 4,3 5,2 6,9 5,8 15,4 Total 34,6 2,5 1,5 0,8 1,2 0,9 27,4 14 6B – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Total Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento¹ Lei da Informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 39,7 1,2 0,7 0,2 1,1 0,5 32,7 De 100 a 499 40,6 10,4 3,4 1,8 3,2 2,2 24,0 Com 500 ou mais 57,3 37,7 5,1 5,6 9,5 7,5 17,1 Total 40,4 3,2 1,1 0,5 1,5 0,9 31,4 6C – Empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e de trans- formação) Total Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento¹ Lei da informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 25,0 1,4 0,6 0,4 1,8 0,8 14,5 De 100 a 499 34,6 16,2 4,2 1,9 4,5 2,8 12,5 Com 500 ou mais 58,5 44,7 5,6 8,5 10,4 8,6 10,7 Total 27,1 4,3 1,1 0,8 2,3 1,2 14,1 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Notas: 1 Em relação às empresas que inovaram. 2 Incentivo fiscal à P&D (Lei no 8.661/1993 e Capítulo III da Lei no 11.196/2005). 3 Incentivo fiscal: Lei de Informática (Leis nos 10.664/2003 e 11.077/2004). GRÁFICO 6 Evolução das empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) (Em %) 2,0 1,8 2,0 0,4 0,4 29,4 34,3 17,0 12,2 13,8 20,4 2,7 1,80,2 1,9 31,2 29,4 19,9 43,7 42,8 50,3 5,2 5,6 8,5 28,2 34,1 29,7 0 10 20 30 40 50 60 (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) (2009-2011) (2012-2014) (2015-2017) Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pe rc en tu al d e em p re sa s Tipo de apoio governamental De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. A recessão severa, supracitada, resultou na queda de 4,3% do PIB per capita em relação ao ano ante- rior – considerada a maior redução do indicador desde o início da série em 1996 (IBGE, 2018). Durante esse período, o país atravessou uma das maiores crises econômicas de sua história recente, com a taxa de desemprego alcançando 13,7% em 2017 e retração da taxa de investimentos de 3,1% (Paula, 2019). Esse cenário gerou impacto sobre o apoio governamental, como demonstrado no gráfico 6. Embora o per- centual de incentivos fiscais tenha permanecido relativamente estável ao longo do tempo, beneficiando 15 especialmente grandes empresas mais resilientes, houve queda significativa nos financiamentos destinados a atividades inovadoras, particularmente para as MPEs. Essa redução foi de cerca de 17 p.p., o que reflete cortes específicos em programas de apoio que priorizavam o financiamento direto, em meio às políticas de ajuste fiscal. No setor industrial, a produção recuou para níveis observados dez anos antes, com impacto mais acentuado nas MPEs, que enfrentaram dificuldades crescentes em acessar recursos para inovação (IBGE, 2016). Enquanto grandes empresas, mais robustas financeiramente, conseguiram aproveitar a estabilidade dos incentivos fiscais, as MPEs foram mais afetadas pela retração dos programas de financiamento. Essa discrepância evidencia a dificuldade em manter políticas de suporte abrangentes durante períodos de crise, sobretudo diante da crescente demanda por financiamento governamental por parte das firmas de menor porte. TABELA 7 Evolução da quantidadetotal de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2017) 7A – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2009-2011) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento¹ Lei da Informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 269 456 157 315 248 10.190 De 100 a 499 344 115 100 111 78 986 Com 500 ou mais 431 47 57 76 64 169 Total 1.044 618 314 502 390 11.345 7B – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2012-2014) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento¹ Lei da Informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 430 245 85 398 184 12.236 De 100 a 499 450 146 76 139 96 1.033 Com 500 ou mais 488 66 72 123 97 221 Total 1.368 457 233 660 377 13.490 16 7C – Quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio e segundo as faixas de pessoal ocupado – Brasil (2015-2017) Empresas industriais por porte (extrativa e de transformação) Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento Pesquisa e desenvolvimento¹ Lei da Informática² Projetos de P&D e inovação tecnológica Compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovarSem parceria com universidades Em parceria com universidades De 10 a 99 423 182 127 537 227 4.354 De 100 a 499 560 147 66 157 98 433 Com 500 ou mais 522 66 99 121 101 125 Total 1.505 395 292 815 426 4.912 Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. Notas: ¹ Incentivo fiscal à pesquisa e ao desenvolvimento (Lei no 8.661/1993 e Capítulo III da Lei no 11.196/2005). ² Incentivo fiscal: Lei de Informática (Leis nos 10.664/2003 e 11.077/2004). GRÁFICO 7 Evolução da quantidade total de empresas industriais que implementaram inovações e receberam apoio governamental para suas atividades inovativas, por tipo de programa de apoio – Brasil (2009-2017) 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 De 10 a 99 De 100 a 499 Com 500 ou mais Número de empresas Ti p o d e ap o io g o ve rn am en ta l Incentivo fiscal (2009-2011) Incentivo fiscal (2012-2014) Incentivo fiscal (2015-2017) Subvenção econômica (2009-2011) Subvenção econômica (2012-2014) Subvenção econômica (2015-2017) Financiamento (2009-2011) Financiamento (2012-2014) Financiamento (2015-2017) Fonte: Nogueira e Zucoloto (2019) e IBGE (2020). Elaboração dos autores. As tabelas 6 e 7 apresentam dados sobre o apoio governamental às atividades inovativas das MPEs, incluindo-se incentivos fiscais e programas específicos. Os resultados mostram que, embora o apoio exista, este diminuiu ao longo do tempo entre as MPEs, o que sugere que muitas empresas podem não ter acesso a essas oportunidades. Políticas de divulgação mais amplas e a simplificação do acesso a esses incentivos poderiam contribuir significativamente para aumentar a inovação entre as pequenas empresas. Um aspecto notável é que a maior parte do apoio recebido por essas firmas foi direcionada para a compra de máquinas e equipamentos. Sugerindo que, para muitas dessas empresas, a inovação se concentra principalmente na atualização de infraestrutura física e no aprimoramento das capacidades de produção, em vez de investimentos em P&D ou em inovação organizacional. Esse foco na aquisição de equipamentos reflete estratégia de inovação voltada à eficiência operacional e à modernização dos processos. Esse fato talvez sugira a necessidade de aprimoramento dos instrumentos de financiamento para a aquisição de bens de capital e a contratação de serviços empresariais para as MPEs. A interrupção da Pintec em sua forma original apresenta um obstáculo significativo para o monito- ramento contínuo da inovação nas MPEs brasileiras, pois limita a capacidade de análise de tendências e comparações históricas essenciais para políticas de inovação. As adaptações metodológicas implementa- das neste trabalho buscam amenizar essas restrições, ainda que parcialmente. Nas considerações finais, 17 discutimos as implicações desse cenário para o acompanhamento futuro do ambiente inovativo das MPEs e sugerimos alternativas para contornar essas lacunas e fortalecer a base de dados disponível. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve como objetivo atualizar a análise sobre a inovação nas MPEs industriais brasileiras, baseada na Pintec, para compreender sua evolução entre 2009 e 2017. Buscou-se avaliar mudanças na participação das MPEs nos processos inovativos, apesar das dificuldades impostas pela ausência de tabulações especiais recentes da pesquisa, necessárias para a atualização completa das tabelas utilizadas no estudo. Além disso, o texto destaca a importância dos desafios que essas empresas enfrentam, como falta de acesso a crédito e políticas de fomento, e a necessidade de maior apoio governamental para for- talecer sua capacidade inovadora. Embora as diferenças percentuais nos indicadores observados tenham sido moderadas, constatou-se que as MPEs brasileiras seguem concentrando seus esforços inovativos em produtos incrementais, no uso moderado de ferramentas de apropriabilidade e em parcerias restritas; aspectos que influenciam diretamente sua competitividade. Além disso, ficou evidente o papel fundamental das MPEs na inovação de produtos, fato que merece destaque para uma economia em desenvolvimento como a brasileira. Até mesmo diante de restrições finan- ceiras e dificuldades no acesso a crédito, essas empresas são responsáveis por parcela significativa das inovações em produtos. Essa contribuição fortalece a economia, ao impulsionar a geração de empregos, diversificar a oferta e estimular a competitividade local. No entanto, apesar desse protagonismo, as MPEs seguem marginalizadas nas políticas públicas de fomento à inovação, enfrentando restrições de crédito e barreiras burocráticas que limitam seu crescimento. O foco excessivo dessas políticas em atividades em P&D, mais acessíveis às grandes empresas, desconsidera a importância das inovações incrementais, em processos e mercadológicas típicas das pequenas empresas. Diante disso, é essencial ampliar o acesso ao crédito, desburocratizar os incentivos e fortalecer redes de cooperação entre MPEs, instituições de pesquisa e grandes empresas, garantindo que esse segmento fundamental tenha condições de expandir sua contribuição para o desenvolvimento econômico e a competitividade industrial do país. Outro aspecto relevante foi a constatação de que as parcerias de inovação das MPEs estão, em grande parte, limitadas a fornecedores e clientes, com pouca interação com instituições de pesquisa e parceiros internacionais. Essa restrição reduz o potencial dessas empresas para o desenvolvimento de inovações mais sofisticadas e disruptivas. Paralelamente, apesar da existência de incentivos fiscais e programas de apoio governamental à inovação, as MPEs continuam sub-representadas nessas iniciativas. Embora o financiamento destinado à aquisição de máquinas e equipamentos seja proporcionalmente mais elevado para as MPEs em relação a outras formas de apoio à inovação,isso não significa necessariamente um acesso facilitado. Pelo contrário, é possível que as exigências para esse tipo específico de crédito sejam mais rígidas, pois impõem barreiras adicionais para as MPEs. Além disso, critérios rigorosos de concessão podem restringir a oferta de outros tipos de crédito. Empreendedores frequentemente reclamam de juros altos, de excesso de burocracia e da necessidade de apresentar documentos que comprovem fluxo de caixa – algo que muitas vezes não possuem formalmente. Nesse sentido, é fundamental que o Estado atue de forma mais incisiva na redução das barreiras de acesso ao crédito, um dos principais entraves ao financiamento de investimentos para essas empresas, conforme apontado por Nogueira et al. (2022). É chegado o momento de o Estado brasileiro buscar a formulação de novos instrumentos – inovações disruptivas no sistema de crédito e financiamento –, uma vez que os modelos tradicionais, até mesmo com os aprimoramentos constantes que vêm incorporando, não têm se mostrado capazes de atender de forma efetiva a esse segmento. Dado todo o contexto explicitado até o momento, as MPEs adotam estratégias de menor risco, pois priorizam as inovações incrementais e a modernização de equipamentos, considerando-se toda a dificuldade de acesso a várias formas de financiamento e apoio governamental. A escassez de recursos e os ajustes 18 fiscais restringem a efetividade das políticas públicas de incentivo à inovação e limitam sua capacidade de investir em projetos mais ambiciosos. Um dos maiores desafios enfrentados nesse estudo foi a descontinuidade da Pintec em sua forma tradicional após 2017, o que dificultou a atualização completa dos dados e comprometeu a continuidade histórica das séries temporais. A introdução da Pintec semestral, com nova metodologia e a exclusão de empresas com menos de cem empregados, restringiu ainda mais a análise do ambiente inovativo das MPEs. Diante desse cenário, torna-se evidente a necessidade de políticas de inovação mais resilientes e adaptadas à realidade econômica, especialmente em momentos de crise. Investimentos em capacitação, ampliação do acesso ao crédito e incentivo a parcerias estratégicas são fundamentais para fortalecer a inovação nas MPEs. Contudo, é essencial que esses investimentos sejam acompanhados por um processo de desburocratização e flexibilização dos critérios de concessão de crédito, considerando-se as especifi- cidades das MPEs e suas dificuldades em atender a exigências formais rigorosas. Além disso, a criação de novos indicadores que contemplem tanto inovações incrementais quanto radicais é essencial para aprimorar o monitoramento do setor e oferecer diagnóstico mais completo da inovação nas MPEs. Isso inclui a consideração de indicadores que melhor capturem as características ino- vativas típicas das MPEs, como a modernização de processos produtivos e as inovações mercadológicas. Por fim, a nota técnica recomenda a adoção de métodos alternativos de análise, como o uso de micro- dados e fontes complementares regionais e internacionais, para mitigar as lacunas deixadas pela interrupção da Pintec tradicional. Essa abordagem é crucial para fornecer diagnóstico mais preciso sobre o ambiente de inovação das MPEs no Brasil e embasar a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas. REFERÊNCIAS AUDRETSCH, D.; KEILBACH, M. The theory of knowledge spillover entrepreneurship. Journal of Management Studies, v. 44, n. 7, p. 1242–1254, 2007. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley. com/doi/10.1111/j.1467-6486.2007.00722.x. DOI: 10.1111/j.1467-6486.2007.00722.x. AUTIO, E.; THOMAS, L. D. W. Innovation ecosystems: implications for innovation management. In: DODGSON, M.; PHILIPS, N.; GANN, D. M. (Ed.). The Oxford handbook of innovation management. Oxford: Oxford University Press, 2014. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE: versão 2.0. 2. ed. Rio de Janeiro: Comissão Nacional de Classificação; IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv36932.pdf. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2011. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81830.pdf. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2014. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv99007.pdf. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Industrial Anual: empresa – 2015. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/ economicas/industria/9042-pesquisa-industrial-anual.html. Acesso em: 19 dez. 2024. 19 IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Industrial Anual: empresa – 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. Disponível em: chrome-extension:// efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/1719/ pia_2016_v35_n1_empresa_informativo.pdf. Acesso em: 22 jan. 2025. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Inovação 2017. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv101706_informativo.pdf. NOGUEIRA et al. Aníbal Pinto, Schumpeter e Friedman em um coquetel: uma proposta de sistema de capacitação e financiamento do aumento da produtividade das MPEs com pagamento quando e se o negócio prospera. Rio de Janeiro: Ipea, 2022. (Texto para Discussão, n. 2754). Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/11112/1/td_2754.pdf. NOGUEIRA, M. O.; ZUCOLOTO, G. F. Um pirilampo no porão: um pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil. Brasília: Ipea, 2017. NOGUEIRA, M. O.; ZUCOLOTO, G. F. Um pirilampo no porão: um pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil. 2. ed. rev. ampl. Brasília: Ipea, 2019. 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Disponível em: https:// repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/11608/4/NT_108_Diset_Proposta_para_um_projeto.pdf. 20 APÊNDICE A QUADRO A.1 Setores da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) analisados na Pesquisa de Inovação (Pintec) B Indústrias extrativas C Indústrias de transformação 10 Fabricação de produtos alimentícios 11 Fabricação de bebidas 12 Fabricação de produtos do fumo 13 Fabricação de produtos têxteis 14 Confecção de artigos do vestuário e acessórios 15 Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados 16 Fabricação de produtos de madeira 17.1 Fabricação de celulose e outras pastas 17.D Fabricação de papel, embalagens e artefatos de papel 18 Impressão e reprodução de gravações 19 Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis 19.2 Refino de petróleo 20.1 Fabricação de produtos químicos inorgânicos 20.2 Fabricação de produtos químicos orgânicos 20.AFabricação de resinas e elastômeros, fibras artificiais e sintéticas, defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários 20.6 Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos e produtos de perfumaria e higiene pessoal 20.D Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes, lacas e produtos afins e de produtos diversos 21.1 Fabricação de produtos farmoquímicos 21.2 Fabricação de produtos farmacêuticos 22 Fabricação de artigos de borracha e plástico 23 Fabricação de produtos de minerais não metálicos 24.A Produtos siderúrgicos 24.D Metalurgia de metais não ferrosos e fundição 25 Fabricação de produtos de metal 26.1 Fabricação de componentes eletrônicos 26.2 Fabricação de equipamentos de informática e periféricos 26.A Fabricação de equipamentos de comunicação 26.D Fabricação de outros produtos eletrônicos e ópticos 26.6 Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação 27.A Fabricação de geradores, transformadores e equipamentos para distribuição de energia elétrica 27.D Fabricação de pilhas, lâmpadas e outros aparelhos elétricos 27.5 Fabricação de eletrodomésticos 28.1 Fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão 28.D Outras máquinas e equipamentos 21 28.3 Máquinas e equipamentos para agropecuária 28.5 Máquinas para extração e construção 29.A Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários, caminhões e ônibus 29.D Fabricação de cabines, carrocerias, reboques e recondicionamento de motores 29.4 Fabricação de peças e acessórios para veículos 30 Fabricação de outros equipamentos de transporte 31 Fabricação de móveis 32 Outros produtos diversos 32.5 Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos 33 Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos 35 Eletricidade e gás Serviços 58.A Edição e gravação e edição de música 61 Telecomunicações 62 Atividades dos serviços de tecnologia da informação 62.01 Desenvolvimento de software sob encomenda 62.02 Desenvolvimento de software customizável 62.03 Desenvolvimento de software não customizável 62.D Outros serviços de tecnologia da informação 63.1 Tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas 71 Serviços de arquitetura e engenharia, testes e análises técnicas 72 Pesquisa e desenvolvimento Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2007). Elaboração dos autores. REFERÊNCIAS IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE: versão 2.0. 2. ed. Rio de Janeiro: Comissão Nacional de Classificação; IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv36932.pdf. 22 Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada EDITORIAL Coordenação Aeromilson Trajano de Mesquita Assistentes da Coordenação Rafael Augusto Ferreira Cardoso Samuel Elias de Souza Supervisão Alice Souza Lopes Revisão Amanda Ramos Marques Honorio Cláudio Passos de Oliveira Denise Pimenta de Oliveira Emilly Dias de Matos Gisela Carneiro de Magalhães Ferreira Letycia Luiza de Souza Nayane Santos Rodrigues Reginaldo da Silva Domingos Susana Sousa Brito Yally Schayany Tavares Teixeira Jennyfer Alves de Carvalho (estagiária) Katarinne Fabrizzi Maciel do Couto (estagiária) Editoração Augusto Lopes dos Santos Borges Cristiano Ferreira de Araújo Daniel Alves Tavares Danielle de Oliveira Ayres Leonardo Hideki Higa Capa Leonardo Hideki Higa Projeto Gráfico Leonardo Hideki Higa The manuscripts in languages other than Portuguese published herein have not been proofread. Ipea – Brasília Setor de Edifícios Públicos Sul 702/902, Bloco C Centro Empresarial Brasília 50, Torre B CEP: 70390-025, Asa Sul, Brasília-DF Roboto condensed regular 8/10,8 (texto) Roboto condensed bold (títulos, gráficos e tabelas) Brasília-DF Acesse nossas publicações Acompanhe nossas redes sociais Missão do Ipea Qualificar a tomada de decisão do Estado e o debate público.