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DENGUE Componente: Saúde coletiva e vigilância O Brasil se tornou o primeiro país do mundo a disponibilizar vacinas contra a dengue no sistema público de saúde. Produzida pelo laboratório japonês Takeda, os imunizantes serão destinados, inicialmente, a regiões com maior incidência e transmissão do vírus, Os estados com maior incidência são Acre, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Roraima e Mato Grosso. Os estados de São Paulo e Minas Gerais se destacam pelo total de casos registrados. Só esses oito estados são responsáveis por 75% do número total registrado no Brasil. contemplando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A estratégia de vacinação foi anunciada no dia (25/01), pelo Ministério da Saúde, em uma coletiva de imprensa . Vaccine Description Here A Qdenga foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS e deve atender municípios de grande porte com alto índice de transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em consideração altas taxas de contaminação nos últimos meses. O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas. De todas, Guarujá foi a cidade mais numerosa, com 8.642 casos prováveis de dengue e seis óbitos. O aumento foi de 478% em relação a 2023. Mas, em contrapartida, Mongaguá foi o município da região que contou com o crescimento mais expressivo, o salto foi de 3.874% de um ano para o outro, de 39 foi para 1.550 nos casos e duas mortes. Santos foi a terceira cidade com o maior número de casos: 5.570 em 2024 e 717 em 2023, o que representa um aumento de 676% em 12 meses. Além de ter registrado quatro mortes. Logo em seguida vem Praia Grande, com oito óbitos e 2.937 casos, 923% a mais do que em 2023 (287). Em São Vicente, houve aumento de 423% nos casos em 2024. O Ministério da Saúde registrou 1.277 casos e cinco mortes, enquanto que em 2023, 244 casos. Cubatão é a cidade com os menores números, mas com um aumento expressivo: 404 casos em 2024, enquanto 2023 teve 61, um crescimento de 562%. Já Itanhaém e Peruíbe mostram números alarmantes. Itanhém tem dez óbitos, 6.306 casos, aumento de 3.566% na comparação com 2023. Peruíbe vem logo atrás com nove mortes confirmadas, 2.529 casos e um aumento de 1.811% nos últimos 12 meses. Por fim, Bertioga viu os números cresceram em 54%, passando de 1.424 casos para 2.207. No Brasil Em todo o país, a quantidade de casos também assusta. Em 2024 foram mais de 6,5 milhões de casos e 5.893 óbitos. O que representa aumento de 300% em relação a 2023. O que é dengue Os vírus estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Orthoflavivirus é transmitido para humanos por meio da picada de mosquitos fêmea infectados, que podem contaminar com quatro sorotipos virais diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, cuja prevalência pode variar de acordo com a localidade e estações do ano. Qual a composição da vacina da dengue? A Qdenga é um imunizante tetravalente produzido a partir do vírus vivo atenuado, ou seja, do micro-organismo infectado , mas enfraquecido. Essa condição pode melhorar a resposta do sistema imunológico, funcionando de forma semelhante à defesa do corpo humano nos casos de infecção pela dengue. Composto de trealose di-hidratada, poloxaleno, albumina sérica humana, fosfato de potássio monobásico, fosfato de sódio dibásico di-hidratado, cloreto de potássio e cloreto de sódio. O diluente é constituído por cloreto de sódio e água para injetáveis. Sem adjuvantes e conservantes. Vaccine Description Here A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em março de 2023, com base em estudo feito com mais de 28 mil pessoas, incluindo crianças e adultos. A concessão permite a comercialização do produto no Brasil, desde que sejam mantidas as condições aprovadas. Os efeitos da vacina continuarão sendo monitorados, sob responsabilidade da empresa fabricante e com acompanhamento do Ministério da Saúde. Como foi o processo de aprovação do imunizante no Brasil? Como foi a incorporação da vacina no SUS? Antes de ser incorporado ao sistema público de saúde, o produto foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologia (Conitec), e teve parecer favorável. A Conitec é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, responsável por avaliar a incorporação de tecnologia em saúde no SUS. Quais grupos podem se vacinar? Inicialmente, a vacinação contra a dengue vai contemplar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta maior risco de agravamento e regiões com maior incidência da doença. Isto porque o laboratório tem uma quantidade restrita de doses disponíveis. Como foram feitos os estudos? A pesquisa de desenvolvimento da vacina incluiu 20.099 crianças e adolescentes saudáveis de 4 a 16 anos, residentes em países endêmicos, que foram divididos por região (Ásia-Pacífico ou América Latina) e idade (4 a 5 anos, 6 a 11 anos, ou 12 a 16 anos) Quantas doses têm a vacina contra a dengue? O esquema vacinal da Qdenga é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre cada uma. Quem já teve dengue pode tomar a vacina? Quem já teve dengue também deve se vacinar para evitar novas infecção ou, em caso de contágio, sintomas mais leves. Além disso, nessas pessoas, é esperada uma resposta melhor ao imunizante. A recomendação para quem teve dengue recentemente é aguardar seis meses para tomar a vacina. Quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas. Qual é a eficácia da vacina Qdenga? De acordo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), a Qdenga demonstrou ser eficaz contra o DENV-1 em 69,8% dos casos; contra o DENV-2 em 95,1%; e contra o DENV-3 em 48,9%. Durante o estudo, o DENV-4 não pôde ser avaliado porque havia poucos casos de dengue causados por esse sorotipo. Foi comprovada também a eficácia nos casos de hospitalizações por “dengue confirmada laboratorialmente, com proteção geral de 84,1%, com estimativas semelhantes entre soropositivos (85,9%) e soronegativos (79,3%)”, explica a SBim. Quais são as contraindicações? Grupos contraindicados: Gestantes e lactantes Pessoas com imunodeficiência Pessoas com infecção por HIV Local de aplicação No braço por via subcutânea, ou seja, sob a pele. Cuidados de vacinação ⦁ Adiar a vacinação em caso de doença febril aguda de intensidade moderada a grave; ⦁ A vacinação de pessoas que vivem com o vírus HIV/AIDS deve ser avaliada e prescrita pelo(a) médico(a). ⦁ Mulheres em idade fértil devem evitar engravidar por quatro semanas após vacinação. ⦁ Verificar histórico prévio de adoecimento por dengue, já que a Dengvaxia® é contraindicada para pessoas que não infectadas previamente (soronegativas), pois há risco aumentado de hospitalização e dengue com sinal de alarme nesses indivíduos se adoecerem após vacinação. Efeitos e eventos adversos ⦁ Reações adversas mais relatadas: dor de cabeça, dor no local da injeção, mal-estar e mialgia. ⦁ Outras reações adversas possíveis: vermelhidão inchaço, hematoma e coceira no local da injeção, artralgia, fraqueza, febre, surgimento de gânglios (linfoadenopatia), náuseas e erupção cutânea. Curiosidade Atualmente, existem duas vacinas contra a dengue no Brasil. Ambas são atenuadas e previnem a infecção causada pelos quatro sorotipos do vírus: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Dengvaxia® (Sanofi) - até 25 meses após a terceira dose: cerca de 65% de eficácia para doença sintomática; 79% para dengue grave; 93% para dengue hemorrágica e mais de 80% para internação. QDenga® (Takeda) – até 54 meses após a segunda dose: cerca de 63% de eficácia para doença sintomática de qualquer gravidadee 85% para internação. Referências bibliográficas https://www.cofen.gov.br/entenda-como-funciona-a-vacina-contra-dengue-ofertada-pelo-sus/ https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses/informe-semanal/2024/informe-semanal-no-02-coe https://santaportal.com.br/baixada/baixada-santista-tem-aumento-de-585-nos-casos-de-dengue-em-2024 OBRIGADO image9.png image10.svg image1.png image2.svg image3.png image4.svg image5.png image6.svg image7.png image8.svg image11.png image12.svg image13.png image14.svg image15.png image16.svg image17.png image18.png image19.svg image20.png image21.png image22.svg image23.png image24.svg image25.png image26.svg image27.png image28.svg image29.png image30.svg image31.png image32.svg image33.png image34.svg image35.png image36.svg image37.png image38.png image39.svg