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Marcelo Costa Alves 
CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE GRAÇA ARANHA 
ESCOLA DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE 
EMBARCAÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA 
E SALVAMENTO 
EMBARCAÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA E 
SALVAMENTO 
 OBJETIVO: 
 
 Capacitar os tripulantes dos navios mercantes para 
lançar e assumir a responsabilidade de conduzir uma 
embarcação de sobrevivência e/ou uma embarcação de 
salvamento em situações de emergência*, em conformidade 
ao parágrafo 1 da Seção VI-2 da Convenção Internacional 
sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de 
Certificados e Serviços de Quarto, 1978, emendada em 1995. 
 
 
*Curso Modelo IMO 1.23 – Profiency in Survivol Craft and Rescue Boats 
EMBARCAÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA E 
SALVAMENTO 
HABILITA: 
 
1 – Instrução de Salvatagem. 
 
2 - Condução de Embarcação de Sobrevivência e Salvamento. 
 
 
CONVENÇÕES E CÓDIGOS QUE VERSAM 
SOBRE SEGURANÇA E SALVATAGEM 
1. SOLAS – Capítulo III 
2. CÓDIGO LSA 
3. CÓDIGO MODU 
4. MANUAL IAMSAR VOLUME III 
5. NORMAM 01 
 
 
INTRODUÇÃO E SEGURANÇA 
 A Sobrevivência no mar, mesmo por um período curto, 
depende da preparação adequada e conhecimento das 
técnicas de sobrevivência. 
 
 Pilares Fundamentais: 
1) Conhecimento Teórico – doutrina de sobrevivência 
2) Conhecimento Prático 
3) Condicionamento Físico 
 
 
EMERGÊNCIA 
 Emergência é a situação anormal que coloca em 
perigo a segurança da unidade dos tripulantes ou de 
ambos. 
 
EMERGÊNCIA 
 TIPOS DE EMERGÊNCIA: 
• Incêndio 
• Colisão 
• Explosão 
• Afundamento (Naufrágio) 
• Homem ao mar 
• Acidente aeronáutico (com helicóptero) 
 
EMERGÊNCIA 
 A Lista de Emergências que podem requerer o 
lançamento e operação da embarcação de salvamento: 
1. Abandono, incluindo o agrupamento de embarcações de 
sobrevivência; 
2. Homem ao mar; 
3. Reboque e recolhimento de embarcação de sobrevivência 
oriunda de uma embarcação que afundou. 
 
EMERGÊNCIA 
 Sinais de Emergência e Sistema de alto falantes – 
R III / 6.4.2 da SOLAS e Seção 7.2 do LSA Code 
 
 O Sistema de alarme geral consiste em sete ou mais 
sons curtos , seguidos de um longo, produzidos pelo apito ou 
pela sirene da Unidade. Em caso de abandono, a campainha 
de alarme geral soará ininterruptamente. 
 
 O Sinal deverá ser perceptível em todas as partes do 
navio. 
 
EMERGÊNCIA 
 Os Sinais deverão ser descritos na Tabela de Postos. 
 O Sistema de Alto Falantes deverá permitir a 
transmissão de mensagens para todos os compartimentos em 
que normalmente estejam presentes os membros da tripulação, 
bem como para os postos de reunião. 
 O Sistema de Alto Falantes deverá possibilitar que as 
mensagens sejam transmitidas da estação de controle e de 
outros locais que a Administração considere necessário. 
 
EMERGÊNCIA 
TABELA DE POSTOS – SOLAS R III / 37 - Instruções 
Relativas à Tabela de Postos e a Situações de Emergência 
 
 As Tabelas Mestras (ou Tabelas de Postos) devem estar 
dispostas em locais visíveis por toda a unidade, incluindo os 
compartimentos de controle e os espaços das acomodações. 
 
 A Tabela Mestra deverá especificar detalhes dos sinais 
do sistema geral de alarmes, bem como a ação a ser adotada 
nas diversas fainas de emergência por cada pessoa a bordo, 
quando esses alarmes forem soados, indicando a localização 
para qual devem se dirigir, e as ações gerais esperadas, se 
aplicado. 
 
 
EMERGÊNCIA 
A Tabela Mestra deverá incluir as seguintes tarefas: 
 
.1 fechamento das portas estanques, portas de incêndio, 
válvulas, embornais, portinholas, gaiútas, vigias e outras 
aberturas semelhantes existentes na unidade; 
.2 equipamento das embarcações de sobrevivência e outros 
equipamentos salva-vidas; 
.3 preparação e lançamento das embarcações de 
sobrevivência; 
EMERGÊNCIA 
.4 preparativos gerais de outros equipamentos salva-vidas; 
.5 reunião de visitantes; 
.6 utilização dos equipamentos de comunicações; 
.7 composição das equipes de combate a incêndio; 
.8 tarefas especiais relativas à utilização dos equipamentos e 
instalações de combate a incêndio; 
 
EMERGÊNCIA 
Tabela Mestra 
 
 A Tabela Mestra deverá especificar os substitutos das 
pessoas chave que possam vir a ficar incapazes, levando em 
consideração que diferentes situações de emergência podem 
exigir ações diferentes. 
 
 
EMERGÊNCIA 
 A Tabela Mestra deverá indicar as tarefas designadas aos 
diversos membros da unidade com relação aos visitantes em 
caso de emergência. 
 O substituto do tripulante encarregado da embarcação de 
sobrevivência deverá possuir também, uma lista dos tripulantes 
designados para a embarcação. 
 A ordem para abandonar ou evacuar o navio deve ser 
dada pela pessoa encarregada e claramente identificada para tal. 
 
 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SOLAS III 11 e Resolução A.760 
 
 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
SÍMBOLOS REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS E 
DISPOSITIVOS SALVA-VIDAS 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE 
OPERATIVA 
SOLAS III / 19.2.1 – Adestramento e Exercícios de Emergência 
 Todos os membros da tripulação, designados para 
tarefas de emergência, deverão estar familiarizados com essas 
tarefas. 
SOLAS III / 19.3.1 - Exercícios 
 Os exercícios deverão ser realizados, na medida do 
possível, como se fosse uma situação real. 
SOLAS III / 19.3.2- Exercícios 
 Os exercícios devem ser programados de modo que 
todo o pessoal de bordo participe de um exercício de 
abandono e combate a incêndio pelo menos uma vez por mês. 
 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE 
OPERATIVA 
SOLAS III / 19.3.3.1- Exercícios de abandono do navio 
Os exercício deverão conter: 
1. Convocação dos passageiros e da tripulação para os postos 
de reunião, por meio do alarme, seguido do anúncio de 
exercício, através do sistema de alto-falantes; 
2. A apresentação aos postos e a preparação para as tarefas 
descritas na tabela de postos; 
3. Verificação que os passageiros e a tripulação estão 
adequadamente vestidos e os coletes corretamente 
colocados; 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE 
OPERATIVA 
4. O arriamento de pelo menos uma embarcação salva-vidas; 
5. Partida e o funcionamento do motor da embarcação salva-
vidas; 
6. Operação do turco; 
7. Simulação da busca e salvamento de passageiros presos 
em suas acomodações; 
8. Instrução sobre o uso do rádio dos equipamentos salva-
vidas (sendo conveniente instrução sobre EPIRB e o 
SART). 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE 
OPERATIVA 
SOLAS III 19.3.3.3 - Exercícios de abandono da Unidade 
 
 Cada embarcação salva-vidas deverá ser lançada com a 
sua tripulação a bordo e manobrada na água, pelo menos, uma 
vez a cada três meses, durante um exercício de abandono do 
navio. 
 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
SOLAS III 19.3.6 - Exercícios de abandono da Unidade 
 Na medida do razoável e do possível, as embarcações de 
salvamento deverão ser lançadas na água todos os meses com a 
sua tripulação a bordo e manobradas na água. Em todos os 
casos, essas prescrições deverão ser atendidas pelo menos a 
cada três meses. 
SOLAS III 19.4.2 – Adestramento e instruções realizadas a bordo 
 Todos os membros da tripulação deverão receber 
instruções: 
1. Operação das balsas salva-vidas infláveis; 
2. Problemas de hipotermia, primeiros socorrosà hipotermia e 
outros procedimentos de primeiros socorros apropriados; 
3. Instrução sobre os equipamentos salva-vidas; 
4. Operação e utilização dos equipamentos de combate a 
incêndio 
 
 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
SOLAS III 19.4.3– Adestramento e instruções realizadas a bordo 
 Adestramento com balsas salva-vidas lançadas por turco, 
deverá ser realizado em intervalos não superiores a 04 meses 
 
SOLAS III 20 – Disponibilidade Operativa, Manutenção e 
Inspeções 
 Todos os equipamentos salva-vidas deverão estar em boas 
condições e prontos para uso imediato. 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
SOLAS III 20 – Disponibilidade Operativa, Manutenção e 
Inspeções 
 Deverá haver instruções relativas à manutenção realizada 
a bordo nos equipamentos salva-vidas. 
 As embarcações de sobrevivência, de salvamento deverão 
sofrer inspeções visuais, semanalmente. 
 Os motores de todas as embarcações salva-vidas e de 
salvamento deverão funcionar durante 03 minutos, no mínimo, 
semanalmente. 
 O sistema de alarme geral de emergência deverá ser 
testado semanalmente. 
 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
SOLAS III 20 – Disponibilidade Operativa, Manutenção e 
Inspeções 
 Inspeções mensais deverão ser realizadas nos 
equipamentos salva-vidas, incluindo os equipamentos das 
embarcações salva-vidas, utilizando uma lista de verificação. 
 Manutenção anual nos seguintes equipamentos: Todas 
as balsas salva-vidas, sistema de evacuação marítima, 
unidades de liberação hidrostática 
 
 
 
 
SOLAS III 35 – Manual de Adestramento e Acessórios de 
Ensino de Bordo 
 Deverá haver um manual em cada refeitório e sala de 
recreação ou em cada camarote dos membros da tripulação. 
 O manual de adestramento deverá conter informações 
relativas aos equipamentos salva-vidas existentes na Unidade 
e aos melhores métodos de sobrevivência. Os seguintes itens 
deverão ser explicados, detalhadamente: 
• modo de vestir coletes salva-vidas, roupas de imersão e anti-
exposição; 
• reunião nos postos designados; 
 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
 
• embarque, lançamento e afastamento do navio, das 
embarcações de sobrevivência e das embarcações de 
salvamento, inclusive, quando aplicável, a utilização dos sistemas 
de evacuação marítima; 
• método de lançamento, do interior da embarcação de 
sobrevivência; 
• liberação dos equipamentos de lançamento; 
• métodos e utilização dos dispositivos de protção nas áreas de 
lançamento, quando apropriado. 
• iluminação nas áreas de lançamento; 
• utilização dos equipamentos de sobrevivência; 
• utilização dos equipamentos de detecção; 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
 
 
• com auxílio de ilustrações, a utilização do rádio dos 
equipamento salva-vidas; 
• utilização de âncoras flutuantes; 
• utilização de motores e acessórios; 
• recolhimentos das embarcações de sobrevivência e de 
salvamento, inclusive a sua estiva e peiação; 
• perigos da exposição e necessidades de roupas de frio; 
• a melhor utilização dos recursos existentes a bordo das 
embarcações de sobrevivência, de modo a conseguir sobreviver; 
TREINAMENTO, EXERCÍCIOS E DISPONIBILIDADE OPERATIVA 
 
• métodos de resgate, incluindo a utilização dos dispositivos de 
resgate dos helicópteros (estropos, cestas, macas), das bóias-
calção, dos aparelhos salva-vidas e dos equipamentos lança 
retinida do navio; 
• todas as demais funções contidas na Tabela de Postos e nas 
instruções de emergência; 
• instruções relativas a reparos de emergência nos equipamentos 
salva-vidas. 
 
• Obs: Todo navio dotado de um sistema de evacuação marítima 
deverá dispor de acessórios sobre a utilização do sistema. 
 
 
INSTRUÇÕES DE OPERAÇÃO 
SOLAS R. III / 9 
EQUIPAMENTOS DE SALVATAGEM 
 
 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS 
 
 1) COLETE SALVA-VIDAS 
 2) BÓIA SALVA-VIDAS (BÓIAS CIRCULARES) 
 3) ROUPA DE IMERSÃO 
 4) MEIO DE PROTEÇÃO TÉRMICA 
 5) ROUPA ANTI-EXPOSIÇÃO 
ACESSÓRIOS: 
- COLETES SOLAS, VIAGEM INTERNACIONAL. 
 
 FITAS RETROREFLETORAS LUZ SINALIZADORA 
 BATERIA 
 APITO 
TIPO II: 
- ÁGUAS JURIDICIONAIS BRASILEIRAS ( CABOTAGEM ), NÃO TEM LUZ. 
 
 TIPO III: 
- ÁGUAS ABRIGADAS (NÃO TEM CAPACIDADE DE GIRO). 
 
TIPO IV: 
- SERVIÇO 
COLETE SALVA-VIDAS INFLÁVEL 
AMPOLA DE GÁS 
ROUPA DE IMERSÃO 
CARACTERÍSTICA: 
TEMPERATURA 
DA ÁGUA 
 
TEMPO DE IMERSÃO 
 
QUEDA DA 
TEMPERATURA 
 
0 A 2 Cº 
 
6 HORAS 
 
 2º C 
 
 EXPECTATIVA DE VIDA – 45 MIN. 
 
ROUPA ANTI-EXPOSIÇÃO 
TEMP. DA ÁGUA 
 
QUEDA DE TEMP. APÓS A 1º ½ HORA DE IMERSÃO 
 
5º C 
 
 1,5º P/HORA 
 
 
 
 
- NA EMBARCAÇÃO DE SALVA MENTO – 1 RI OU 1 AES P/ CADA TRIPULANTE 
 
MEIO DE PROTEÇÃO TÉRMICA 
DEFINIÇÃO: 
 MEIO DE PROTEÇÃO TÉRMICA É UM SACO, OU ROUPA, 
CONFECCIONADO COM MATERIAL À PROVA D’ÁGUA, COM BAIXA 
CONDUTIVIDADE TÉRMICA. 
MEIO DE PROTEÇÃO TÉRMICA 
BÓIAS SALVA-VIDAS 
• RETINIDA FLUTUANTE – Uma vez e meia a distância entre o convés de 
estiva e a linha d’água ou trinta metros, o que for maior. 
• DISPOSITIVO DE ILUMINAÇÃO AUTOMÁTICA (FACHO HOLMES) 
• SINAL FUMÍGENO FLUTUANTE LARANJA 
Normam 01/Cap09 - N01.doc
 Dotação a bordo: 
 
 Navios de carga não deverão ter a bordo um número de bóias 
salva-vidas que atendam ao disposto na Regra 7.1 e na Seção 
2.1 do Código inferior ao prescrito na tabela abaixo. 
 
Menos de 100 m 08 bóias 
100 e menos de 150 m - 10 bóias 
150 e menos de 200 m - 12 bóias 
200 ou mais - 14 bóias 
 
 
Bóias Salva-vidas 
 
 
 
 
ESTAÇÕES DE REUNIÃO E DE EMBARQUE 
 As estações de reunião e de embarque nas 
embarcações de sobrevivência lançadas por meio de turco 
deverão ser dispostas de modo a permitir o embarque de 
pessoas transportadas em macas. 
 
 Segundo a Regra III / 31.1.5 da SOLAS, todas as 
embarcações de sobrevivência necessárias para possibilitar 
o abandono do número total de pessoas a bordo deverão 
poder ser lançadas com toda a sua lotação de pessoas e 
toda a sua dotação de equipamentos, num tempo inferior a 
10 minutos após ter sido dado o sinal de abandonar o navio. 
 
AÇÕES IMEDIATAS AO SER CHAMADO PARA O POSTO DE ABANDONO 
 
• Vestir-se adequadamente, levar o seu cobertor; 
• O tripulante responsável por cada embarcação de sobrevivência 
deve checar se todos os tripulantes e passageiros estão 
presentes e que toda a tripulação e passageiros estão 
apropriadamente vestidos e estão com os coletes colocados de 
forma correta; 
• Preparar a embarcação de sobrevivência para ser lançada: fixar 
as boças, soltar as travas de segurança, soltar os cabos de 
amarração; 
• A embarcação deverá ser arriada e ocupada sob as ordens do 
encarregado; 
 
AÇÕES TOMADAS AO SER CHAMADO PARA O 
POSTO DE ABANDONO 
 
• As pessoas designadas pela tabela mestra, deverão levar os 
rádios VHF portáteis, EPIRB e o SART. 
ABANDONO 
Ações tomadas para o abandono do Navio – STCW Tabela 
A-VI/2-1 col. 3 
• O navio somente deverá ser abandonado sob as ordens do 
encarregado; 
• Itens adicionais deverão ser levados para a embarcação de 
sobrevivência, se o tempo permitir; 
• Os tripulantes tomam assento na embarcação de 
sobrevivência (passando o cinto de segurança); 
• O embarque nas balsas salva-vidas lançadas por turco deve 
ser supervisionado; 
 
 
ABANDONO 
• O embarque nas balsas salva-vidas deverá ser feito 
diretamente no seu interior; 
• Não se deve saltar em cima da cobertura da balsa; 
• Todo esforço deve ser feito pra se manter seco durante o 
embarque (preferência pelo embarque direto); 
• O tripulante responsável pela embarcação deve se assegurar 
que todos estão presentes e que todos estão sentados, com 
seu cinto de segurançapresos, antes de baixar a embarcação 
de sobrevivência; 
 
ABANDONO 
• Ligar o motor da baleeira; 
• O sistema de spray e ar autônomo devem operar (se 
aplicável), com o fechamento das portas e escotilhas da 
embarcação de sobrevivência, se lançar a baleeira e o mar 
estiver coberto de óleo; 
• Antes de baixar a embarcação de sobrevivência e lançar a 
balsa salva-vidas inflável, deve-se assegurar que a área abaixo 
está livre; 
• Se houver a constatação de que é impossível lançar a 
baleeira ( meio principal de abandono ), deve-se lançar a balsa 
inflável ( meio secundário ) 
ABANDONO 
Ações tomadas quando estiver na água 
• A pessoa que entrar na água, sempre deverá estar vestindo um 
colete salva-vidas; 
• Uma roupa de imersão, TPA ou roupa anti-exposição, deverão 
ser vestidas, se disponíveis; 
• Qualquer objeto flutuante pode ajudar o naufrago a flutuar; 
• Um naufrago que estiver na água vai ter o seu corpo resfriado e 
sofrer com a exposição, mesmo em águas temperadas, a menos 
que esteja utilizando o equipamento adequado; 
 
ABANDONO 
• Os náufragos que estiverem na água, deverão nadar para a 
embarcação de sobrevivência ou qualquer destroço, dentro do 
seu alcance, mas caso contrário, deverão evitar esforços 
desnecessários; 
• A luz e o apito do coletes salva-vidas são acessórios que 
ajudam, na detecção e resgate; 
• Os acessórios de embarque da balsa, deverão ser usados de 
maneira correta; 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA 
 Embarcação de sobrevivência é uma embarcação capaz 
de preservar as vidas das pessoas em perigo, a partir do 
momento em que abandonam o navio. (SOLAS R. III / 3.23) 
 
 Cada embarcação de sobrevivência deverá ser estivada 
em um estado contínuo de prontidão, de modo que dois membros 
da tripulação possam realizar os preparativos para o embarque e 
lançamento em menos de 5 minutos. (SOLAS R. III / 13) 
 
 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE RESGATE 
Embarcação Salva-vidas totalmente fechada – LSA 4.4 
 
Características: 
 
• Auto-adriçamento; 
• O casco deverá ser de material retardador de fogo; 
• A embarcação salva-vidas deverá suportar um impacto lateral 
contra o costado, com uma velocidade de pelo menos 3,5m/s e 
uma queda na água de uma altura não inferior a 3 metros 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
• Nenhuma embarcação salva-vidas poderá ser construída para 
acomodar mais do que 150 pessoas; 
• A embarcação salva-vidas deverá permitir o embarque de 
toda a sua tripulação, em no máximo 3 minutos; 
• Deverá possuir uma escada de embarque; 
• A entrada deverá permitir que uma pessoa carregada em uma 
maca, seja levada para bordo; 
• O motor deverá ser capaz de funcionar durante pelo menos 5 
minutos fora d’água; 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
• A embarcação salva-vidas deverá ter uma autonomia não 
inferior a 24 horas a velocidade de 6 nós; 
• O número de pessoas que a embarcação salva-vidas está 
autorizada a transportar deverá estar inscrita na sua cobertura 
– LSA 1.2.2.9 e 4.4.1.2 e STCW Tabela A-VI/2-1 col. 3 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
BALEEIRA DE QUEDA LIVRE 
(FREE-FALL) 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
BALEEIRA ARRIADA PELO COSTADO 
Sistema de ar autônomo 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Sistema de borrifo 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Balsa Salva-Vidas Inflável – LSA 4.1 e 4.2 
Características: 
• Ter resistência para repetidos saltos de uma altura de 4,5 
metros; 
• Isolamento térmico ( piso inflável); 
• Vigia de observação; 
• Duas entradas diametralmente dispostas; 
• O número de pessoas que a balsa está autorizada a 
transportar deverá estar inscrita na sua cobertura; 
 
 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
• A capacidade mínima de seis pessoas; 
• Linha salva-vidas fixadas tanto externamente quanto 
internamente; 
• O comprimento do cabo de acionamento ( boça ) deverá ser 
de 10 metros mais a distância da posição de estivagem ou de 
15 metros , o que for maior; 
• A luz de sinalização deverá funcionar continuamente por um 
período mínimo de 12 horas; 
• A balsa lançada por turco deverá suportar uma queda na água 
de uma altura não inferior a 3 metros; 
 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃODE SALVAMENTO 
• A balsa deverá flutuar através de duas câmaras estanques; 
• Rampa de embarque; 
• A balsa quando estiver totalmente inflada, deverá ser estável, 
mesmo em condições de mar agitado; 
• Casulo das balsas; 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
BALSA SALVA-VIDAS INFLÁVEL 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Embarcação de Salvamento – LSA 5.1 
 
 
 Embarcação de salvamento é uma embarcação 
concebida para salvar pessoas em perigo e conduzir as 
embarcações de sobrevivência. ( SOLAS R. III / 19.3 ) 
 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Embarcação de resgate 
Características: 
• Poderão ser do tipo rígido, inflável ou semi rígido; 
• Comprimento não inferior a 3,8 metros e não superior a 8,5 
metros; 
• Capacidade para pelo menos 5 pessoas sentadas e uma 
deitada numa maca; 
• A sua autonomia deverá ser de pelo menos 6 nós durante 4 
horas; 
 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA E EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
• Motorização; 
• Capacidade de reboque; 
• Quando a embarcação for inflável, a câmara de flutuação 
deverá ser dividida em cinco e deverá permanecer inflada; 
• pelo menos uma embarcação de resgate deverá ser 
carregada a bordo; 
• Poderão ser instalados de maneira permanente, os 
dispositivos de reboque; 
 
Embarcação de salvamento (rescue boat) 
 casco rígido 
 
EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Embarcação de salvamento - casco inflável 
 
EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
Embarcação de salvamento - combinação casco rígido e inflável 
(semi-rígido) 
 
EMBARCAÇÃO DE SALVAMENTO 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
 
STCW Tabela A-VI/2-1, SOLAS III 12,17,23,33 e LSA 6.1 
Turco de gravidade ( Fixo ): 
 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
 
Turco de Pivotamento 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
 
Turco de rolamento 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Balsas Salva-vidas 
Lançamento pela Borda 
DK.mpg
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Lançamento da balsa por Turco 
DKFS.mpg
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Liberação por Flutuação Livre 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Liberação por Flutuação Livre 
H20.EXE
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Turco da embarcação de resgate – SOLAS R III / 17.5 
MOB.mpg
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Embarcação de resgate 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Free-Fall 
queda da free fall.mpeg
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Lançamento secundário 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Sistema de Evacuação Marítima 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Sistema de Evacuação Marítima 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Sistema de Evacuação Marítima 
DISPOSITIVOS DE LANÇAMENTO 
Sistema de Evacuação Marítima 
Dispositivos rádio dos equipamentos salva-vidas 
 Todas os navios de passageiros e todos os navios de carga de 
arqueação bruta igual a 500 ou mais deverão ser dotados de 
pelo menos três transceptores de VHF. Se houver um 
transceptor de VHF instalado em uma embarcação de 
sobrevivência ele deverá atender a padrões de desempenho não 
inferiores aos adotados pela Organização. 
EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
- EPIRB - RADIOBALIZA INDICADORA DE POSIÇÃO EM EMERGÊNCIA 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE 
EMERGÊNCIA 
 SART - Search and Rescue Transponder 
 Todo navio de passageiro e todo navio de carga de arqueação 
bruta igual a 500, ou mais, deverá portar pelo menos um 
transpondedor radar em cada bordo. 
 Nos navios que estiverem portando pelo menos dois 
transpondedores radar e que forem dotados de embarcações 
salva-vidas de queda livre, um desses transpondedores radar 
deverá ser guardado numa embarcação salva-vidas de queda 
livre e o outro deverá ficar em um local próximo ao passadiço, 
de modo que possa ser utilizado a bordo e estar pronto para ser 
transferido para qualquer das outras embarcações de 
sobrevivência. 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE 
EMERGÊNCIA 
 
SART 
 Foguetes iluminativos com pára-quedas 
 No mínimo 12 foguetes iluminativos com pára-quedas devem 
ser carregados e guardados no passadiço, ou próximo a ele. 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
 
Facho manual 
 Fumígeno Flutuante 
EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
 O lança-retinida é um equipamento de grande importância, 
sendo obrigatório de acordo com a Regra 18 do Capítulo III da 
SOLAS. 
 Esse equipamento deverá possuir não menos de quatro 
projéteis, cada um deles capaz de lançar a retinida a pelo menos 
230 metros com precisão aceitável, com bom tempo. 
 
EQUIPAMENTO LANÇA-RETINIDA 
 Durante uma situação de emergência, determinadas 
pessoas serão requisitados a comporem equipes específicas 
para lidar com o problema. 
 Alguns estarão envolvidos, por exemplo, com o combate a 
incêndio. Outros poderão estar engajados com operação de 
apoio, guarnecendo a estação de rádio, resgatando pessoas e 
prestando os cuidados médicos, ou então, preparando as 
embarcações de sobrevivência para um eventual abandono da 
unidade. 
ABANDONO 
 Dependendo do tipo da emergência, a Tabela de Postos 
pode indicar que os passageiros e tripulantes não essenciais 
devem se dirigir às embarcações de sobrevivência ou a um 
lugar seguro nas acomodações. 
ABANDONO 
 O Comandante do Navio, auxiliado pelos chefes de 
departamentos, irá providenciar para que os procedimentos de 
emergência estabelecidos no plano de contingência do navio 
sejam prontamente implementados, informando imediatamente 
os serviços de resgate baseados em terra e toda assistência 
disponível nas proximidades. 
 
EVACUAÇÃO / ABANDONO 
 O abandono do navio, por se tratar de uma medida 
extrema, se justifica quando a mesma não mais fornecer 
condições seguras a seus ocupantes. 
 
 
 
 
ABANDONO 
 A ORDEM PARA ABANDONAR O NAVIO DEVE SER 
DADA PELA PESSOA ENCARREGADA E CLARAMENTE 
IDENTIFICADA PARA TAL. 
 
 No mar, o navio é o lugar mais seguro! 
 
- Havendo área de pouso no navio os tripulantes devem se lembrar 
que os dois maiores perigos na aproximação de um helicóptero 
com os rotores funcionando são a inclinação do rotor principal 
para frente e o giro do rotor de cauda. Ambos os perigos podem 
ser evitados ficando fora das zonas de risco 
 
 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aproximação
Segura
Aproximação
Segura
PERIGO
PERIGO
PERIGO
 
- No caso de inexistência de área de pouso, ou na 
impossibilidade de utilizá-la, uma outra área do navio 
pode ser destinada à evacuação. Neste caso, as 
pessoas serão içadas por meio dos acessórios 
encontrados a bordo das aeronaves SAR. 
- É comum que um tripulante da aeronave seja descido 
para auxiliar as pessoas com o equipamento de 
içamento. 
 
 
 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
 
- Acessórios de 
 
 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
 
- Acessórios de içamento - maca e assento 
 
 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
 
- Acessórios de içamento - cesto e rede 
 
 
EVACUAÇÃO DO NAVIO POR AERONAVE 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
• Ao escutar o toque de abandono, as pessoas devem vestir 
roupas adicionais (roupas quentes) e os coletes salva-vidas e 
então, dirigirem-se para suas estações de reunião. Esse 
toque antecede a ordem de abandono verbal emanada da 
pessoa encarregada. 
• Na estação de reunião (ou de embarque), haverá a 
conferência, por parte dos encarregados das embarcações de 
sobrevivência, se todas as pessoas designadas para elas 
estão presentes. 
 
IMO4519C.jpg
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
PONTO DE ENCONTRO EM UMA PLATAFORMA 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
• Após tal conferência,inicia-se a execução dos procedimentos 
de lançamento e embarque nas embarcações de 
sobrevivência. Com a embarcação na água, afasta-se do navio 
sinistrado o suficiente para evitar riscos. 
• No caso de abandono por meio de balsa salva-vidas lançadas 
manualmente, as pessoas deverão descer por escadas até as 
balsas infladas no mar, embarcando diretamente, sem, 
contudo, saltar sobre seu toldo. Após todos estarem 
embarcados, o cabo de acionamento deve ser cortado e a 
embarcação afastada do navio. 
 
 
 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
• Vista roupas adicionais, de preferência roupas de lã. e 
não esqueça do colete salva-vidas; 
• Verifique se é possível armazenar mais água potável; 
• Leve mais sinalizadores (fumígenos e pirotécnicos), 
normalmente existe um conjunto de reserva; 
• Iniciar o afastamento 
• Procurar por náufragos dentro d’água e, localizando-os, 
promover o salvamento; 
• Prestar os primeiros socorros a quem necessitar; 
• Lançar a âncora flutuante; 
 
 
 
 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
• Unir as embarcações de sobrevivência por meio de cabos, 
de modo a aumentar o alvo de detecção para as equipes de 
busca e salvamento; 
• Funcionar a EPIRB e o SART; 
• Verificar possíveis furos na balsa. localizando-os, promover o 
reparo de emergência, pois o gás que infla a balsa é asfixiante 
(dióxido de carbono); 
• Enxugar o fundo da balsa; 
• Secar as roupas; 
• Distribuir tarefas e ler manuais; 
 
 
 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
 
• Distribuir pílulas anti-enjôo; 
• Estabelecer serviço de vigia, com duração máxima de duas 
horas; 
• Escalar a pessoa responsável pela guarda das rações; 
• Distribuir as rações apenas após 24 horas do início da 
sobrevivência; 
• O encarregado deverá proceder a guarda dos pirotécnicos e 
fumígenos; 
• Estabelecer procedimentos de terapia ocupacional. 
 
 
 
 
 O salto na água, como meio de abandonar o 
navio, é desaconselhável e indesejável. 
 A altura do salto pode causar lesões nas 
pessoas. 
 Além disso, tem-se o problema da 
hipotermia, considerada a maior causa de 
mortes em sobrevivência no mar. 
PROCEDIMENTOS DE ABANDONO 
 A maior causa de morte em sobrevivência no mar é a 
hipotermia por imersão, que pode ser definida como a 
diminuição da temperatura do corpo causada pela exposição do 
náufrago a ambientes frios, principalmente no caso de imersão 
em água fria. 
 
 Antes mesmo do náufrago enfrentar os problemas 
decorrentes da hipotermia, poderá sofrer o choque térmico 
inicial, que pode ser fatal para a pessoa que tenha que se lançar 
na água. As roupas adicionais reduzirão este efeito. 
 
 A roupa, portanto, representa o primeiro elemento da 
proteção do náufrago. Assim, deve-se abandonar a unidade 
apropriadamente vestido. 
 
 
 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
 A velocidade de resposta é a chave para o resgate com 
vida de uma pessoa que esteja na água. 
 
 Dependendo da temperatura da água, a imersão de alguns 
minutos pode ser suficiente para matar uma pessoa por 
hipotermia. 
 
 Para se ter uma estimativa do tempo de sobrevivência de 
uma pessoa imersa na água, sem proteção adequada, de acordo 
com a temperatura do meio aquático, podemos consultar o 
quadro que se segue. 
 
EXPECTATIVA DE SOBREVIVÊNCIA DE UMA PESSOA 
IMERSA NA ÁGUA, SEM A PROTEÇÃO ADEQUADA 
Temperatura (
0
C) Expectativa de sobrevivência
Menos de 2 
0
C
De 2 
0
C a 4 
0
C
De 4 
0
C a 10 
0
C
De 10 
0
C a 15 
0
C
De 15 
0
C a 20 
0
C
Acima de 20 
0
C
Menos de ¾ de hora
Menos de 1 ½ hora
Menos de 3 horas
Menos de 6 horas
Menos de 12 horas
Indefinido (dependendo da fadiga)
HIPOTERMIA 
CONGELAMENTO ( FROSTBITE ) 
 O congelamento das partes expostas do corpo 
acontece quando há o congelamento dos líquidos dos 
tecidos de determinadas zonas do corpo, como mãos, pés 
e rosto, com a formação de cristais de gelo sobre a pele. 
frostbite.jpg
 A pessoa que estiver dentro da água também 
deve adotar os procedimentos adequados com o 
objetivo de reduzir a perda de calor do seu corpo. 
 
 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
  Pessoa na água 
 
 A pessoa que se encontra dentro da água deverá adotar 
todas as ações possíveis para reduzir a perda de calor 
corporal. 
 
 Ao contrário do que a maioria das pessoas acham, 
quanto mais atividade física alguém fizer dentro da água, 
como por exemplo nadar, mais calor irá perder e, 
consequentemente, menor será seu tempo de sobrevivência. 
 
 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
 Assim, a atitude correta para a pessoa que estiver dentro da 
água é reduzir os movimentos, procurando proteger as áreas 
onde ocorrem maior perda de calor do corpo, ou seja, cabeça, 
pescoço, axilas e virilha. 
 
 Havendo algum objeto com flutuabilidade nas 
proximidades, a pessoa deve procurar utilizá-lo como uma bóia, 
a fim de retirar a maior parte do corpo possível de dentro da 
água. 
 
 Lembre-se, a água rouba calor cerca de vinte e cinco vezes 
mais intensamente que o ar na mesma temperatura, em 
decorrência de sua condutibilidade térmica. 
 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
 
 A pessoa dentro da água não deve retirar as roupas, pois a 
água que fica contida entre as vestimentas e o corpo rapidamente 
adquire a temperatura corporal, funcionando como um 
isolamento térmico. 
 
 No caso da pessoa dentro da água estar utilizando o colete 
salva-vidas, a sua vestimenta correta é fundamental para a 
adoção das posições acima descritas. 
 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
 A melhor atitude da pessoa dentro da água é não nadar e 
aguardar que a embarcação venha até seu encontro e faça o 
salvamento. Para reduzir a perda de calor, é importante que a 
pessoa adote a posição HELP. 
Posição HELP 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
 No caso de um grupo de pessoas na água, a melhor posição 
para ser adotada é a posição agrupada. 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
POSIÇÃO AGRUPADA 
 Caso algum tripulante tenha que se lançar ao mar para o 
resgate, deverá observar os seguintes procedimentos: 
- deverá estar vestindo roupa de imersão ou roupa anti-exposição ou 
colete salva-vidas; 
- deverá estar munido do anel de salvamento; 
- deverá atar um cabo secundário à cintura, estando o chicote desse 
cabo ancorado na embarcação. 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
Aro flutuante ou anel 
de salvamento 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
Recuperação 
da vítima 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA 
ÁGUA 
 
• Não beba água do mar, nem misture com água potável (doce); 
• Recolha toda água da chuva que puder; 
• Não use enema, nem beba urina; 
• Evite ao máximo a perda de água pela sudorese, não se 
agitando, mantendo a ventilação da balsa e, se for necessário, 
molhando as roupas 
• Evite o enjôo no mar tomando o comprimido contra enjôos; 
• Recolha o orvalho condensado no toldo da embarcação de 
sobrevivência; 
•Não beba sangue de animais marinhos, nem seus fluídos 
corpóreos (considere esses líquidos como alimento); 
 
 
 
 
JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA 
ÁGUA 
 
• Estimule a salivação chupando botões, pedaço de pano, 
chiclete, etc.); 
• havendo na embarcação de sobrevivência destilador solar ou 
dessalgador de pressão osmótica reversa, utilize-o; 
• Em caso de febre e diarréia, use os medicamentos do estojo 
de primeiros socorros, para evitar a perda de água do 
organismo; 
• Procure repousar e não se afobe. 
 
 
 
 
JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA 
ALIMENTAÇÃO 
 
• Não se alimente (aves, peixes, tartarugas) se não dispuser de 
uma boa quantidade de água; 
• Siga as instruções para o consumo das rações sólidas; 
• Improvise ou utilize o equipamento de pesca; 
• Se sentir náuseas ao comer pescado cru, não insista no seu 
consumo; 
•Se não estiver conseguindo pescar, não desanime. Mude a 
técnica, a isca, ou o comprimento da linha (observe as 
sugestões para a pesca no mar constantes no manual de 
sobrevivência no mar); 
•Antes de comer qualquer alimento, verifique se o mesmo não 
está deteriorado;JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA 
ALIMENTAÇÃO 
 
• Interrompa a pesca se aparecerem tubarões, e se forem de 
grande porte, não tente capturá-los; 
• Alguns animais marinhos (certas espécies de equinodermos e 
celenterados), não servem de alimento. Evite tocá-los; 
• Os moluscos agarrados a cascos de navios ou objetos 
metálicos não devem ser comidos; 
• Se encontrar algas, verifique se são comestíveis, e a 
aceitabilidade do seu organismo; 
• Aves e tartarugas marinhas podem ser comidas); 
• Lembre-se, a sua primeira prioridade não é o alimento, e sim 
a água. 
 
 
 
 
SALVAMENTO 
Conceito: Operação para salvar pessoas em perigo e 
atender às suas necessidades médicas iniciais, ou a 
outras necessidades, e levá-las para um local seguro. 
(IAMSAR Manual Vol. III) 
SALVAMENTO

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