Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

O Estado Moderno
O Estado Moderno surge a partir do século XV, consolidando-se entre os séculos XVI e 
XVIII, com base em mudanças profundas nas estruturas políticas, econômicas e sociais. Ele 
representa uma ruptura com as formas fragmentadas e personalistas do Estado medieval, 
fundando uma nova concepção de autoridade centralizada, soberania territorial e 
racionalidade jurídica.
1. Jusnaturalismo Contratualista
Entre os séculos XV e XVIII, o jusnaturalismo contratualista propôs uma nova base para a 
legitimidade do poder político, em oposição às justificativas religiosas e ao direito divino dos 
reis. Ele parte da ideia de um contrato social, por meio do qual os indivíduos deixam o 
Estado de Natureza e entram no Estado Civil.
Características gerais:
● Busca secularizar o poder político.
● Estabelece o Estado como produto da razão humana.
● O contrato social serve como base para a legitimação do Estado e a manutenção da 
ordem jurídica.
Os principais pensadores e suas visões:
Thomas Hobbes
O Leviatã
● Estado de Natureza: o homem é egoísta, competitivo e vive em guerra constante – 
“o homem é o lobo do homem”.
● Direito natural é individual e ilimitado.
● Contrato Social: renúncia incondicional de todos os direitos individuais em favor de 
um soberano.
● O contrato é celebrado entre os indivíduos, não com o soberano.
● O Estado Civil é absolutista, com poder ilimitado e vínculo contratual insolúvel.
John Locke
Segundo Tratado sobre o Governo Civil
● Estado de Natureza: pacífico, com liberdade e igualdade, regido pela lei natural, 
reconhecida pela razão.
● Os indivíduos têm direito à vida, liberdade, propriedade e bens.
● Contrato Social: renúncia ao poder executivo da lei natural em favor da comunidade, 
com consentimento mútuo.
● O Estado Civil deve garantir os direitos naturais.
● A soberania é limitada e submetida ao controle popular.
● Há direito de resistência à opressão.
Jean-Jacques Rousseau
 Contrato Social
 e 
Discurso sobre a Desigualdade
● Estado de Natureza: o homem é livre, pacífico e vive de forma simples — o 
chamado “bom selvagem”.
● O mal surge com a propriedade privada, que instaura a desigualdade.
● Contrato Social: busca reconstruir a sociedade com base na vontade geral, que 
expressa a soberania popular.
● O Estado Civil deve garantir a liberdade coletiva sem destruir a liberdade individual.
● A soberania pertence ao povo, que pode revogá-la a qualquer momento.
2. Desenvolvimento do Estado Moderno
O surgimento do Estado moderno não é evolutivo, mas disruptivo: ele emerge de condições 
históricas específicas que rompem com a ordem medieval.
Causas da transição do Estado medieval ao moderno:
● Crise do feudalismo e enfraquecimento das instituições jurídicas medievais.
● Crescimento do comércio, do poder real e das burguesias urbanas.
● Centralização da autoridade:
○ Justiça
○ Cobrança de impostos
○ Exército
● Tudo que antes estava nas mãos privadas dos senhores feudais passa à esfera 
pública estatal.
3. O Estado Absolutista
O Estado Absolutista é a primeira forma histórica do Estado moderno. Caracteriza-se pela 
centralização total do poder nas mãos do rei, que governa sem divisão ou controle externo 
de poderes.
Características:
● Concentração de funções legislativas, judiciais e executivas.
● Fortalecimento do exército, da burocracia e da arrecadação de impostos.
● Território definido como base da soberania.
● Surgimento da noção moderna de soberania, como poder supremo, indivisível e 
independente.
Justificativas teóricas do absolutismo:
Fase teológica (direito divino dos reis):
● O rei governa por vontade de Deus.
● É o representante divino na Terra, não podendo ser contestado por nenhum poder 
terreno.
Jean Bodin
 (primeira fundamentação laica):
● A soberania é perpétua, indivisível e absoluta.
● O soberano não está sujeito a nenhuma autoridade, senão a Deus e à própria razão 
de Estado.
Segunda fase – Contextualismo (secularização do absolutismo):
● Já não se baseia apenas em argumentos religiosos.
● O poder é justificado por razões de eficácia, ordem e unidade nacional.
● O Estado é racionalizado como aparelho necessário à organização da sociedade.
Essa separação estabelece a dicotomia público–privado:
● Poder político → domínio da sociedade política (Estado).
● Poder econômico → domínio da sociedade civil (indivíduos e mercado).
4. A Evolução Posterior do Estado Moderno
Após o Absolutismo, o Estado Moderno assume novas formas, conforme as demandas 
sociais e econômicas se transformam:
Estado Liberal
● Surge como reação ao absolutismo.
● Defesa das liberdades individuais, direitos civis e do mercado livre.
● Papel mínimo do Estado: garantir segurança e propriedade.
Estado de Bem-Estar Social
● Resposta à crise do liberalismo (pós-1929).
● O Estado assume papel ativo na redução das desigualdades sociais.
● Criação de políticas públicas de:
○ Saúde
○ Educação
○ Previdência
○ Trabalho
Estado Neoliberal
● Surge a partir dos anos 1980.
● Crítica à intervenção estatal excessiva.
● Retorno à ideia de mercado como regulador.
● Privatizações, flexibilização de direitos sociais, redução do Estado.
O Estado Moderno é uma construção histórica que surge da ruptura com a sociedade feudal 
e se desenvolve por meio de mudanças profundas na base econômica, política e jurídica da 
sociedade. Do absolutismo à social-democracia, passando por liberalismo e neoliberalismo, 
o Estado se adapta às demandas e às crises de cada época. Os teóricos contratualistas 
ofereceram as bases racionais e filosóficas para a legitimação do poder político, que passou 
a ser visto não como dádiva divina, mas como expressão da vontade dos indivíduos 
organizados em sociedade.