Prévia do material em texto
UNITPAC – Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos ODONTOLOGIA DESAFIO DO ATENDIMENTO ENDODÔNTICO NÃO CIRÚRGICO EM DENTE COM LESÃO PERIAPICAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 – RELATO DE CASO Jéssica Silva Costa Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inácio Araguaína/ TO Março/2021 Jéssica Silva Costa Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inácio DESAFIO DO ATENDIMENTO ENDODÔNTICO NÃO CIRÚRGICO EM DENTE COM LESÃO PERIAPICAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 – RELATO DE CASO Araguaína/ TO Março/2021 Trabalho apresentado como requisto parcial para obtenção de grau de bacharel em Odontologia no UNITPAC. Profº orientador MSc. Ricardo Kiyoshi Yamashita Profº co-orientador MSc. Leandro Iwai Ogata Jéssica Silva Costa Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inácio DESAFIO DO ATENDIMENTO ENDODÔNTICO NÃO CIRÚRGICO EM DENTE COM LESÃO PERIAPICAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 – RELATO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNITPAC como requisito parcial para obtenção de grau de Bacharel em Odontologia submetido à Banca Examinadora em 30/03/2021. Banca: __________________________________________________________ Presidente Profº MSc. Ricardo Kiyoshi Yamashita __________________________________________________________ Profº Esp. Roberto Reijiro Yamashita __________________________________________________________ Profº Esp. Celio José Cordeiro Soares AGRADECIMENTOS À Deus, por toda bondade, graça e misericórdia. Antes desse sonho ser meu, ele veio do coração dEle. E se hoje estou a um passo da sua realização, é porque a todo instante o Senhor cuidou de mim. Em cada detalhe. Nos mínimos detalhes. Então à Ele toda honra e toda glória. Em especial aos meus pais, Honorato, Maria Nilda (In memoriam), Eunice e Adriel, por serem o melhor que há em mim. Por viverem esse sonho comigo, dia após dia, não me deixando desanimar ou desistir. Agradeço por todo amor e por todas as vezes que renunciaram a suas vidas e suas necessidades, para que eu pudesse estar aqui. É por vocês e para vocês. À Elia, Edivaldo e Ana Vitória, que me deram mais que uma moradia, dividiram comigo tudo o que tinham, não importando se tinham pouco ou muito. Aos meus irmãos, família e amigos, que com palavras de carinho e apoio nunca me deixaram perder o ânimo. À Primeira Igreja Batista em Araguaína, que sempre foi casa. Às minhas colegas Amanda e Cassia, por toda compreensão e auxílio na realização desse caso. À minha dupla de TCC Sarah, por sempre caminharmos juntas, nos apoiando, nos incentivando e trazendo um pouco de paz e equilíbrio para a outra. Ao nosso orientador MSc. Ricardo Kiyoshi Yamashita, por aceitar nos orientar, e principalmente por toda parceria, compreensão e incentivo. Obrigada por todas as vezes que respondeu vamos e por não nos deixar dar, menos do que o melhor de nós. Ao nosso co-orientador MSc. Leandro Iwai Ogata por ter aceitado e nos ajudado sempre que precisamos. À todos os docentes, por todo conhecimento passado. Em especial ao Esp. Célio José Cordeiro Soares e MSc. Patrícia Arantes e Silva Martins de Sá, por me inspirarem a amar e a fazer com tanto afinco a disciplina de Endodontia. Por fim, agradeço ao meu trio da vida, Giselia e Rafaela, que estão comigo desde o início, gratidão pela amizade e pela parceria que construímos, a trajetória acadêmica e esse trabalho foi, sem sombras de dúvidas, mais fácil por tê-las comigo. E ao Pedro Henrique, que tanto me ajudou e contribuiu para a realização deste. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos, vocês são parte dessa conquista. Jéssica Silva Costa AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar a Deus, por me permitir ter força e persistência para que pudesse concluir mais esta etapa. Agradeço aos meus pais por serem meu pilar desde os momentos mais difíceis até os momentos mais felizes desta trajetória, não medindo esforços para que eu pudesse chegar até o fim. Essa vitória é nossa. Ao meu marido e filha que por diversas vezes compreenderam e me estimularam dar o meu melhor. Às minhas irmãs, avós e tios que todos de alguma forma também contribuíram para a realização deste sonho. À todos os meus amigos, que estiveram torcendo por mim. E por fim, agradeço a minha dupla de TCC e da vida, que com ela pude ver além de uma amiga que a faculdade me deu, mas como também um ser humano de luz, que por onde passa deixa um ensinamento de força e fé. Gratidão ao nosso mestre orientador Ricardo e a todos os docentes que percorreram conosco durante estes anos de graduação. Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inacio. “Até aqui nos ajudou o Senhor” I Samuel 7:12 RESUMO DESAFIO DO ATENDIMENTO ENDODÔNTICO NÃO CIRÚRGICO EM DENTE COM LESÃO PERIAPICAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 – RELATO DE CASO Jéssica Silva Costa jessicas.costa@outlook.com.br Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inácio saarah_cmmoraes@outlook.com Ricardo Kiyoshi Yamashita ricardo.yamashita@unitpac.edu.br As patologias pulpares podem ser ocasionadas por lesões cariosas extensas ou traumatismos dentoalveolares. A relação entre os fatores etiológicos e a resposta imune do organismo resulta em um processo inflamatório agudo ou crônico, reversível ou irreversível. A periodontite apical crônica é uma infecção caracterizada por ser assintomática e por apresentar, radiograficamente, desde ligeiro espaçamento do ligamento periodontal a pequenas reabsorções ósseas, que são percebidas como uma área radiolúcida no periápice. Neste contexto o tratamento endodôntico se faz necessário, e para que seja sucesso é preciso diagnosticar corretamente e cumprir assiduamente todas as fases do tratamento. Contudo, diante do cenário atual gerado pela pandemia do Covid-19 mudanças na atenção à saúde bucal foram necessárias. Nessa perspectiva o propósito desse trabalho é descrever um caso clínico de um tratamento endodôntico convencional em um dente com lesão periapical, cujo o tratamento foi dificultado, prejudicado e postergado com as paralizações dos atendimentos odontológicos decorrente da pandemia da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Paciente adulto, 37 anos, gênero masculino, compareceu a Clínica Odontológica Francisco Esteves do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos-UNITPAC, na disciplina de Endodontia Clínica, queixando-se que precisava “fazer um canal”, relatou que “há bastante tempo” começou a sentir dor, porém só buscou tratamento há cerca de um ano. O dente foi esvaziado e a dor cessada, o mesmo então interrompeu e só voltou quando o dente fraturou. Clinicamente o dente apresentava-se cariado e fraturado coronalmente e radiograficamente possuía uma lesão periapical. Com base nos exames clínico e complementares o plano de tratamento foi elaborado, objetivando devolver a função dentária da forma mais conservadora possível, neste caso em questão com a necropulpectomia associado a múltiplas sessões de troca de medicação. O plano de tratamento foi atrasado devido as suspenções de atendimentos clínicos em função da pandemia do covid-19. Embora a lesão periapical tenha aumentado durante a realização do tratamento, devido as intercorrências encontradas na execução do plano de tratamento, pode se concluir que o tratamento endodôntico não cirúrgico associado a troca múltiplas de medicação intracanal é eficaz no tratamento de dente com lesão periapical e que a pandemia do novo coronavírus também complicou, mesmo que indiretamente, a saúde bucal do paciente em estudo. Palavras chaves:Covid-19. Endodontia. Lesões periapicais. Periodontite apical crônica. Terapia endodôntica não cirúrgica. mailto:jessicas.costa@outlook.com.br mailto:saarah_cmmoraes@outlook.com mailto:ricardo.yamashita@unitpac.edu.br ABSTRACT CHALLENGE OF NON-SURGICAL ENDODONIC CARE IN TOOTH WITH PERIAPICAL INJURY DURING THE COVID-19 PANDEMIC - CASE REPORT Jéssica Silva Costa jessicas.costa@outlook.com.br Sarah Carvalho di Gaspar Moraes Inácio saarah_cmmoraes@outlook.com Ricardo Kiyoshi Yamashita ricardo.yamashita@unitpac.edu.br The pulp pathologies can be caused by extensive carious lesions or dentoalveolar trauma. The relationship between the etiological factors and the body's immune response results in an acute or chronic inflammatory process, reversible or irreversible. Chronic apical periodontitis is an infection characterized by being asymptomatic and presenting, radiographically, from slight spacing of the periodontal ligament to small bone resorption, which are perceived as a radiolucent area in the periapex. In this context, endodontic treatment is necessary, and for it to be successful, it is necessary to correctly diagnose and assiduously comply with all phases of treatment. However, given the current scenario generated by the Covid-19 pandemic, changes in oral health care were necessary. In this perspective, the purpose of this work is to describe a clinical case of a conventional endodontic treatment in a tooth with periapical lesion, whose treatment was hindered, impaired and postponed with the stoppage of dental care resulting from the disease pandemic caused by the SARS-CoV-2 coronavirus. Adult patient, 37 years old, male, attended the Clínica Clínica Odontológica Francisco Esteves of Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos-UNITPAC, in the discipline of Clinical Endodontics, complaining that he needed to “make a canal”, reported that “it has been a long time” to feel pain, but only sought treatment for about a year. The tooth was emptied and the pain ceased, it then interrupted and only returned when the tooth fractured. Clinically, the tooth was decayed and coronally fractured and radiographically it had a periapical lesion. Based on the clinical and complementary exams, the treatment plan was elaborated, aiming at returning the dental function in the most conservative way possible, in this case in question with the necropulpectomy associated with multiple medication exchange sessions. The treatment plan was delayed due to the suspension of clinical visits due to the covid-19 pandemic. Although the periapical lesion increased during the treatment, due to the complications found in the execution of the treatment plan, it can be concluded that the non-surgical endodontic treatment associated with multiple changes of intracanal medication is effective in the treatment of teeth with periapical lesions and that the pandemic of the new coronavirus also complicated, even if indirectly, the oral health of the patient under study. Keywords: Covid-19. Endodontics. Periapical injuries. Chronic apical periodontitis. Non- surgical endodontic therapy. mailto:jessicas.costa@outlook.com.br mailto:saarah_cmmoraes@outlook.com mailto:ricardo.yamashita@unitpac.edu.br LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 01: Radiografia inicial (18/02/2020) 11 FIGURA 02: Radiografia de odontometria (10/03/2020) 12 FIGURA 03: Medicação intracanal (10/03/2020) 13 FIGURA 04: Radiografia inicial – pós paralização Covid-19 (10/07/2020) 14 FIGURA 05: Radiografia de odontometria – pós paralização Covid-19 (10/07/2020) 14 FIGURA 06: Radiografias da medicação intracanal – pós pandemia Covid-19 15 FIGURA 6A: MIC em 10/07/2020 15 FIGURA 6B: MIC em 28/07/2020 15 FIGURA 6C: MIC em 25/08/2020 15 FIGURA 6D: Acompanhamento da lesão em 05/11/2020 15 FIGURA 07: Radiografia da prova do cone (05/11/2020) 15 FIGURA 08: Radiografia da condensação lateral (05/11/2020) 16 FIGURA 09: Radiografia de controle realizado 130 dias depois (15/03/2021) 16 SUMÁRIO Págs. 1 INTRODUÇÃO 10 2 DESCRIÇÃO E DISCUSSÃO DO CASO CLÍNICO 11 3 CONCLUSÃO 17 REFERÊNCIAS 18 10 1 INTRODUÇÃO As patologias pulpares podem ser ocasionadas por lesões cariosas extensas ou traumatismos dentoalveolares, dentre outros fatores. A relação entre os fatores etiológicos e a resposta imune do organismo resulta em um processo inflamatório agudo ou crônico, reversível ou irreversível. (RÔÇAS et al., 2010; GHORBANZADEH et al., 2017) As alterações mais recorrentes que dão origem as patologias no tecido pulpar e região periapical se desenvolvem como resposta inflamatória do hospedeiro diante de uma infecção microbiana e de seus subprodutos. Quando o organismo não consegue combater a agressão uma infecção crônica é instalada, podendo evoluir para necrose pulpar e, por conseguinte uma lesão periapical (RÔÇAS et al., 2015). A depender do nível de inflamação e da infecção é que se determina qual é a patologia e qual o plano de tratamento indicado. A periodontite apical crônica é uma infecção caracterizada por ser assintomática e por apresentar, radiograficamente, desde ligeiro espaçamento do ligamento periodontal a pequenas reabsorções ósseas, que são percebidas como uma área radiolúcida no periápice (ESTRELA, 2004). Neste caso, para que haja sucesso no tratamento endodôntico não cirúrgico, nenhuma das fases do processo de sanificação, modelagem, medicação intracanal e obturação dos condutos radiculares podem ser negligenciadas, afim que se consiga controle da infecção, reparo tecidual do periápice e o reestabelecimento da saúde bucal do paciente. (MOSHARI et al.,2017 e SIQUEIRA JUNIOR, 2001) Contudo, diante do cenário atual gerado pela pandemia da Covid-19 mudanças na atenção à saúde bucal foram necessárias, as consultas eletivas ficaram suspensas, e somente mantiveram assistência de urgência e emergência, com a finalidade de reduzir a transmissão e contaminação do novo coronavírus SARS-CoV-2. (FRANCO, DE CAMARGO e PERES, 2020 e BRASIL, 2020) Portanto, o presente trabalho tem como objetivo descrever um caso clínico de um tratamento endodôntico não cirúrgico em um 2º pré-molar inferior direito com lesão periapical, tendo como destaque a intercorrência encontrada devido a paralisação dos atendimentos no afastamento social gerado pela pandemia da doença Coronavírus 2019. 11 2 DESCRIÇÃO E DISCUSSÃO DO CASO CLÍNICO Paciente do gênero masculino, meloderma, 37 anos, compareceu a Clínica Odontológica do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos-UNITPAC, na disciplina de Endodontia Clínica, no dia 18 de fevereiro de 2020, relatando a necessidade de “fazer um canal” como queixa principal. Durante a anamnese o paciente relatou que “há bastante tempo” começou a sentir dor, todavia, só buscou atendimento odontológico há um ano, quando foi realizado abertura coronária, o esvaziamento dos condutos radiculares e o curativo de demora. Como a dor havia sido cessada, o paciente interrompeu o tratamento. Contudo houve uma fratura no dente, fazendo com que buscasse novamente o atendimento. O paciente estava bem de saúde, sem comprometimento sistêmico e não possui alergia medicamentosa. Ao exame físico intrabucal o dente estava cariado e fraturado, não apresentava nenhum edema ou fístula e não respondeu aos testes de palpação, percussão horizontal, percussão vertical e de sensibilidade ao frio, feito com Endo Ice (Maquira, Maringá, Brasil). Radiograficamente foi observado uma lesão periapical radiolúcida, unilocular, de formato circular, bem delimitada e localizada parapicalmente (distal) no dente 45 (FIGURA 1).FIGURA 1: Radiografia inicial (18/02/2020) FONTE: Autoria própria (2021) De acordo Siqueira Junior et al. (2012), para um melhor resultado do plano de tratamento é importante que conheça as características clínicas das doenças pulpares e periapicais, os recursos terapêuticos disponíveis e as suas corretas aplicações. Isso também é defendido por Pereira et al. em 2013, quando destacaram a importância do correto diagnóstico e planejamento para o sucesso do tratamento endodôntico. Com base nessas informações chegou-se à hipótese de diagnóstico pulpar: necrose pulpar e diagnóstico periapical: periodontite apical crônica. Para tal, o plano de tratamento sugerido foi a intervenção endodôntica convencional por necropulpectomia. Pois, é sabido que o tratamento das doenças infecciosas é feito com a eliminação e/ou redução da infecção. Logo, no tratamento de dente com periodontite apical crônica é preciso eliminar as bactérias do sistema de canais radiculares e da região periapical (SIQUEIRA JUNIOR et al., 2012). Para Naves (2017), conforme o grau de complexidade da lesão as possibilidades de tratamento são variadas, podendo ser endodontia convencional, cirurgia parendodôntica ou até mesmo a extração dental. O paciente optou pelo tratamento proposto, diante disso foi advertido quanto a necessidade de concluir todo o tratamento, respeitando as fases e seguindo todas as orientações. A segunda sessão clínica aconteceu no dia 10 de março de 2020, nela foi realizado a abertura coronária, o esvaziamento pulpar, a instrumentação e a aplicação da medicação intracanal. Iniciou-se essa sessão fazendo a anestesia por bloqueio regional do nervo mentual e complementar por anestesia terminal infiltrativa supraperiostal por lingual, administrando Mepivacaína a 2% com epinefrina 1:100.000 (Mepiadre 100, DFL, Rio de Janeiro, Brasil). 12 Então foi feita a remoção de todo o tecido cariado com a broca esférica multilaminada (KG Sorensen, Cotia, Brasil) número 2, para, em seguida realizar o isolamento absoluto do campo operatório com o grampo 209 (Golgran, São Caetano do Sul, Brasil). Realizou-se a antissepsia do lençol de borracha, grampo e dente com álcool 70% (Itajá, Rio de Janeiro, Brasil). A abertura coronária foi realizada com a ponta diamantada esférica 1012 (KG Sorensen, Cotia, Brasil) e refinada com a broca tronco cônica Endo Z (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça), ambas em alta rotação e sob constante irrigação. Pode-se então confirmar a hipótese de diagnóstico pulpar, ou seja, Necrose Pulpar. Na sequência foi feito a penetração desinfetante com a lima KF (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 15 no comprimento de 20 mm, sob irrigação de 5 mL de solução de Milton (Asfer, São Caetano do Sul, Brasil). Posteriormente, procedeu- se a odontometria, obtendo-se o comprimento real de trabalho (CRT) 23,5 mm com o instrumento apical inicial (IAI) KF (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 30 (FIGURA 2). FIGURA 2: Radiografia de odontometria (10/03/2020) FONTE: Autoria própria (2021) Segundo Siqueira Junior, Roças e Lopes (2015), a instrumentação do canal é conseguida através da interação mecânica dos instrumentos endodônticos, interação química das soluções irrigadoras e a interação física do movimento de irrigação e aspiração durante o preparo. Ela tem por finalidade fazer a limpeza, a sanificação, o alargamento e a modelagem do conduto cirúrgico. Leonardo e Da Silva (2005) ainda orienta, em casos de tratamento de dente com lesão periapical crônica, fazer o desbridamento foraminal para que haja a descontaminação de todo o tecido infectado. Entretanto, diante da possibilidade de traumatizar os tecidos periapicais desnecessariamente, a pesquisa feita por Schaeffer, White e Walton em 2005 defende o preparo biomecânico nos limites do CRT, ou seja, 1,0 mm aquém do forame apical. Na sequência operatória, o preparo químico mecânico (PQM) total do canal foi realizado manualmente pela técnica escalonada, na qual definiu a lima K (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 45 como a lima memória no CRT, onde foi observado clinicamente a confecção do batente apical. O escalonamento foi executado com recuo progressivo programado a partir do CRT, em que a cada 1 mm reduzido, aumentou-se (em diâmetro) uma lima, até que se estabeleceu como lima final a lima K (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) de número 70 calibrada em 19,5 mm. Toda essa fase também foi realizada sob constante irrigação com solução de Milton a cada troca de lima, e no final foi feito uma irrigação com Edta 17 % (Biodinâmica, Ibiporã, Brasil), que foi agitada com Lentulo (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça), permanecendo dentro do canal por 3 minutos. O canal foi então irrigado com hipoclorito de sódio a 1% (Asfer, São Caetano do Sul, Brasil), para posterior secagem do canal com cones de papeis absorventes (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 45. Embora a instrumentação e irrigação do canal feito conjuntamente, propicie uma redução expressiva da microbiota e, consequentemente redução da infeção, elas por si só não 13 são suficientes para promover a completa sanificação do sistema de canais radiculares. Pois, a morfologia interna dental dificulta o controle microbiano, com penetração dos microrganismos nos túbulos dentinários, canais acessórios e região periapical. À vista disso, se faz necessário o uso de um curativo de demora que tenha ação antimicrobiana por contato direto e indireto, que seja biocompatível e favoreça o reparo tecidual. Por apresentar todas essas características esperadas a melhor medicação intracanal são à base de Hidróxido de Cálcio (LAW e MESSER, 2004; ESTRELA e HOLLAND, 2004). Com base nisso, medicação intracanal de escolha foi Callen com PMCC (SS White Artigos Dentários Ltda., Rio de Janeiro, Brasil), feita em todo o conduto cirúrgico por meio da seringa endodôntica ML e agulha longa, a comprovação do correto preenchimento foi realizada por uma radiografia da medicação intracanal (FIGURA 3). FIGURA 3: Medicação intracanal (10/03/2020) FONTE: Autoria própria (2021) A sessão foi finalizada com o selamento provisório do dente com Coltosol (Coltene, Rio de Janeiro, Brasil) e Cimento de Ionômero de Vidro (MaxxionR, FGM, Joinville, Brasil), ajustado adequadamente na oclusão dental com papel carbono (Acculfilm, Parkell, Nova York, Estados Unidos). O retorno foi marcado para 15 dias depois, contudo diante das incertezas e inseguranças geradas pela pandemia do Novo Coronavírus e com o objetivo de preservar a saúde e segurança dos acadêmicos, corpo docente, funcionários e pacientes o Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos-UNITPAC optou por antecipar a Semana de Trabalho Efetivo Discente, que aconteceria em abril de 2020 para os dias 17 a 24 de março de 2020 (UNITPAC, 2020). Durante essa parada interna das atividades acadêmicas, o Governo do Estado do Tocantins mediante o decreto nº 6.071, de 18 de março de 2020 suspendeu por tempo indeterminado todas as aulas presenciais de ensino público e privado do Estado (TOCANTINS, 2020). No dia 06 de junho a Prefeitura Municipal de Araguaína restabeleceu os atendimentos das clínicas e consultórios odontológicos, mediante a implementação de novas práticas de biossegurança, conforme disposto no decreto 227, de 06 de junho de 2020 (ARAGUAÍNA, 2020). Mesmo com a continuidade da suspenção das atividades escolares e acadêmicas, por a Clínica Odontológica Francisco Esteves possuir CNPJ diferente da IES e prestar serviço à comunidade, foi permitido e amparado legalmente que as práticas clínicas retornassem as atividades. Com isso, a IES buscou fazer a capacitação dos alunos, professores e funcionários quanto as novas medidas de biossegurança, bem com a adequação da estrutura física e organizacional da clínica. Para a Anvisa (2005), a biossegurança é conseguidacom ações que buscam precaver, minimizar e evitar riscos que possam afetar a saúde humana, animal e ambiental. Essas ações 14 devem preservar tanto a saúde do paciente, quanto as dos profissionais de saúde. O paciente precisa ter seu problema de saúde solucionado e não deve adquirir outra enfermidade, por negligência dos protocolos de biossegurança, da mesma forma o profissional não deve ser contaminado durante a prestação de serviço (GUIMARÃES JUNIOR, 2001). Com base nas singularidades da prática clínica odontológica, a equipe de saúde bucal está em contato, direto e constante, com focos de transmissão de infecções, como saliva, sangue, aerossóis, etc. Existindo assim, diversas situações em que podem ocorrer a contaminação cruzada de paciente para profissional, e vice-versa (KRIEGER, BUENO e GABARDO, 2010). A epidemia da doença Coronavírus 2019 que começou na China em dezembro de 2019, se espalhou pelo mundo e tornou-se um grande desafio de saúde pública mundial. Ela possui alta transmissibilidade, e os equipamentos de proteção individual comumente utilizados por profissionais de saúde não possuíam efetividade de proteção contra esse vírus, surgindo então a necessidade de adequar as práticas de biossegurança (MENG; HUA e BIAN, 2020). No dia primeiro de julho de 2020 iniciou os atendimentos clínicos na Clínica Odontológica Francisco Esteves, e no dia 10 de julho, o paciente retornou para a continuidade do tratamento endodôntico, na entrevista feita o paciente informou que durante essa paralização o curativo havia caído. Clinicamente o dente se encontrava aberto e radiograficamente foi notado um aumento no diâmetro da lesão periapical (FIGURA 4). FIGURA 4: Radiografia inicial – pós paralização Covid-19 (10/07/2020) FONTE: Autoria própria (2021) Com isso, foi decidido refazer a odontometria (FIGURA 5), a instrumentação do canal com a lima memória e todo o escalonamento sob irrigação de solução de Milton (Asfer, São Caetano do Sul, Brasil) entre as trocas de limas. Novamente a medicação intracanal foi o Callen com PMCC (SS White Artigos Dentários Ltda., Rio de Janeiro, Brasil) (FIGURA 6A) e o selamento provisório Coltosol (Coltene, Rio de Janeiro, Brasil) e Ionômero de Vidro (Ionofast, Biodinâmica, Ibiporã, Brasil). FIGURA 5: Radiografia de odontometria – pós paralização Covid-19 (10/07/2020) FONTE: Autoria própria (2021) Outras trocas de medicações intracanais foram feitas com 18 e 46 dias depois (FIGURA 6B-C). O dente foi obturado no dia 05 de novembro de 2020, quando foi constatado reparação 15 óssea (FIGURA 6D), possibilidade de secagem, ausência de sintomatologia dolorosa, edema ou mobilidade. Nessa sessão clínica, foi removido o selamento provisório com ponta diamantada esférica (KG Sorensen, Cotia, Brasil) número 1012, remoção da medicação intracanal com lima KF (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 25, sob irrigação com hipoclorito de sódio 1% (Asfer, São Caetano do Sul, Brasil), o canal foi reinstrumentado com a lima memória no CRT e uma irrigação final foi realizada com 5 mL de solução de Milton (Asfer, São Caetano do Sul, Brasil). O passo seguinte foi a realização da secagem dos canais com ponta de papel absorvente (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 50, seleção do cone de guta-percha principal (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) número 50 ajustado no CRT, na comprovação radiográfica (FIGURA 7). FIGURA 6: Radiografias da medicação intracanal pós paralização Covid-19. A: MIC em 10/07/2020. B: MIC em 28/07/2020. C: MIC em 25/08/2020. D: Acompanhamento da lesão em 05/11/2020. FONTE: Autoria própria (2021) De conformidade com Leal (2005), todas as fases do tratamento endodôntico merecem igual atenção, pois de nada servirá respeitar todas as etapas anterior a obturação e não selar hermeticamente o conduto radicular. Dessa forma, para uma correta obturação todo o espaço interno do canal deve ser preenchido por um material biocompatível, que permita o vedamento e reparação periapical. FIGURA 7: Radiografia da prova do cone (05/11/2020) FONTE: Autoria própria (2021) Souza et al. (2016) afirma que a técnica de obturação da condensação lateral é a mais difunda no mundo. Entretanto, Siqueira Junior, Lopes e Elias (2015) diz que a técnica a ser escolhida deve ser a que melhor domina o cirurgião-dentista, pois cientificamente não existe 16 nenhuma que seja superior a outra. Sob esse mesmo ponto de vista, foi o resultado de um estudo feito por Kandemir e Çalsikan (2016), que comparando a técnica de obturação guta-percha plastificada versus a técnica de obturação da condensação lateral, ambas tiveram taxas de qualidade e de sucesso a longo prazo bem similiar. O que permite inferir que a boa execução da técnica é mais eficaz, que a técnica em si. Desse modo, por ter mais habilidade com a técnica da condensação lateral e vertical clássica, esta foi a técnica escolhida para o caso. Foi utilizado o cone de guta-percha principal, selecionado anteriormente, cones de guta- percha acessórios XF e FF (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça) e cimento endodôntico Sealer 26 (Denstply/Maillefer, Ballaigues, Suíça), preparado até a consistência homogênea semelhante à de “leite condensado” em placa de vidro e com a espátula 24 (Golgran, São Caetano do Sul, Brasil) esterilizados. Após visualizar na radiografia da condensação lateral o correto preenchimento do conduto nos terços médio e apical (FIGURA 8), foi feito o corte dos cones de guta-percha com auxílio do calcador de Paiva (Golgran, São Caetano do Sul, Brasil) número 2 ao rubro no nível de embocadura do canal, para posterior condensação vertical também com o auxílio do calcador de Paiva (Golgran, São Caetano do Sul, Brasil), porém frio. A limpeza da cavidade foi efetuada com bolinhas de algodão estéril embebida em álcool 70%. Por fim o dente foi restaurado com Coltosol (Coltene, Rio de Janeiro, Brasil) e Ionômero de Vidro (Ionofast, Biodinâmica, Ibiporã, Brasil) e realizado a radiografia final para proservação do elemento dental. FIGURA 8: Radiografia da Condensação Lateral (05/11/2020) FONTE: Autoria própria (2021) No dia 17/03/2021 o paciente retornou a clínica para controle do dente obturado, nesse intervalo de tempo entre as consultas o paciente não teve nenhuma sintomatologia dolorosa, ao exame intrabucal, não apresentava nenhum edema ou mobilidade, e no exame radiográfico foi averiguado toda a reparação óssea do periápice envolvido (FIGURA 9). FIGURA 9: Radiografia de controle realizado 130 dias depois (15/03/2021) FONTE: Autoria própria (2021) 17 3 CONCLUSÃO Diante dos resultados obtidos, conclui-se que o tratamento endodôntico não cirúrgico, associado a múltiplas sessões de trocas de medicação intracanal a base de hidróxido de cálcio e paramonoclorofenol canforado foi apropriada para a resolução do caso em questão, o que foi comprovado clínica e radiograficamente, haja visto a ausência de sintomatologia e o completo reparo ósseo. Depreende-se também que a pandemia causada pelo novo coronavírus além dos prejuízos materiais, financeiros e as perdas vidas, tem dificultado a realização de tratamentos odontológicos e consequentemente agravando a saúde bucal dos pacientes. Uma vez que as paralizações dos atendimentos delongam o tempo que seria necessário para o tratamento dentário e dar margem para a exacerbação da gravidade do caso, como aconteceu nesse relato. 18 REFERÊNCIAS ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Biossegurança. Revista Saúde Pública. São Paulo, v.39, n.6, p.989-991. 2005. ARAGUAÍNA. Prefeitura de Araguaína. Decreto º 227, de 06 de junho de 2020. Araguaína, n.2.073, jun. 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. NOTA TÉCNICA Nº 16/2020-CGSB/DESF/SAPS/MS.Brasília-DF, 2020. Disponível em: http://www.crosp.org.br/uploads/arquivo/295c9c14409db20cb63c862bb07ce0e4.pdf. Acesso em: 16 mar. 2021. ESTRELA, Carlos. Diagnóstico e tratamento da Periodontite Apical. In. ESTRELA, Carlos. Ciência Endodôntica. 1ª Ed. São Paulo, Artes Médicas, 2004. V.2, Cap.6, p.175-234. ESTRELA, Carlos; HOLLAND, Roberto. Hidróxido de Cálcio. In. ESTRELA, Carlos. Ciência Endodôntica. 1ª Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2004. V.2, Cap.12, p.457-538. FRANCO, Juliana Bertoldi; DE CAMARGO, Alessandra Rodrigues; PERES, Maria Paula Siqueira de Melo. Cuidados Odontológicos na era do COVID-19: recomendações para procedimentos odontológicos e profissionais. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas. São Paulo, v.74, n.2, p.18-21. mar. 2020. GHORBANZADEH; Sajedeh. at al. Nonsurgical Management of a Large Periapical Lesion: A Case Report. Iranian Endodontic Journal. Teerã, v.12, n. 2, p. 253-256. 2017. GUIMARÃES JUNIOR, Jayro. Biossegurança e controle de infecção cruzada em consultórios odontológicos. São Paulo: Santos, 2001. 517p. KANDEMIR, Demirci Gozde; ÇALSIKAN, Mehmet Kemal. A prospective randomized comparative study of cold lateral condesation versus core/gutta-percha in teeth with periapical lesions. Journal of Endodontics. Chicago, v.74, n.2, p.206.210. fev. 2016. KRIEGER; Débora, BUENO; Roberto Eduardo, GABARDO; Marilsa Carneiro Leão. Perspectiva de Biossegurança em Odontologia. Revista Gestão & Saúde. Curitiba, v.1, n.2, p.1-10. 2010. LAW, Amanda; MESSER, Harold. An Evidence-Based Analysis of the Antibactial Effectiveness of Intracanal Medicaments. Journal of Endodontics. Chicago, v.30, n.10, p.689-694, out. 2004. LEAL, Jayme Maurício. Obturação dos Canais Radiculares (Definição, Importância, Objetivos, Limite e Momento). In: LEONARDO, Mario Roberto. Endodontia: tratamento de canais radiculares, princípios técnicos e biológicos. 4ª Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2005. V. 2, Cap.24, p.1049-1061. LEONARDO, Mario Roberto; DA SILVA, Lea Assed Bezerra. Filosofia do tratamento de canais radiculares Necropulpectomia: conceituação. In: LEONARDO, Mario Roberto. Endodontia: tratamento de canais radiculares, princípios técnicos e biológicos. 4ª Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2005. V.2, Cap.6, p.123-166. 19 MENG, L.; HUA, F; BIAN, Z. Coronavirus disease 2019(COVID-19): Emerging and Future Challenges for Dental and Oral Medicine. Journal of Dental Research. Alexandria, v.99, n.5, p.481-487, mai. 2020. MOSHARI, Amirabbas. at al. Nonsurgical Management of an Extensive Endodontic Periapical Lesion: A Case Report. Iranian Endodontic Journal. Teerã, v. 12, n.1, p.116-119. 2017. NAVES, Vanessa Araujo. Tratamento Endodôntico não cirúrgico de lesão periapical extensa – Relato de caso. Orientadora: Luciana Arantes Porto Carvalho. 18f. Trabalho de Conclusão de curso (Odontologia). Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia, 2017. PEREIRA, Renato Piai et al. Resolução cirúrgica de periodontite apical crônica: relato de caso. Revista Odontológica da Universidade Cidade de São Paulo. São Paulo, v.25, n.1, p.77-82. jan./abr. 2013. RÔÇAS, Isabela N. et al. Patologia Pulpar e Perirradicular. In: LOPES, Helio Pereira; SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas. Endodontia Biologia e Técnica. 4ª Ed. Rio de Janeiro-RJ, 2015. Cap.2, p.55-123. SCHAEFFER, Michelle A.; WHITE, Robert R.; WALTON, Richard E. Determining the optimal obturation length: a meta-analysis of literature. Journal of Endodontics. Chicago, v.31, n.4, p.271-274. abr. 2005. SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas. Strategies to treat infected root canals. Journal of the California Dental Association. Sacramento, v.29, n.12, p.825-837. dec. 2001. SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas; ROÇAS, Isabela N.; LOPES, Hélio Pereira. Fundamentação Fisiológica do Tratamento Endodôntico. In. LOPES, Helio Pereira; SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas. Endodontia Biologia e Técnica. 4ª Ed. Rio de Janeiro-RJ, 2015. Cap.9, p.459-515. SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas; LOPES, Hélio Pereira; ELIAS, Carlos N. Obturação dos Canais Radiculares. In. LOPES, Helio Pereira; SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas. Endodontia Biologia e Técnica. 4ª Ed. Rio de Janeiro-RJ, 2015. Cap.16, p.992-1102. SIQUEIRA JUNIOR, José Freitas et al. Princípios biológicos do tratamento endodôntico de dentes com polpa necrosado e lesão periapical. Revista Brasileira de Odontologia. Rio de Janeiro, v. 69, n.1, p.8-14. jan./jun. 2012. SOUSA, Ronaldo Araújo et al. Tratamento endodôntico de incisivo lateral superior com curvatura apical acentuada e lesão periapical. Revista Baiana de Odontologia. Salvador, v.7, n.1, p.74-79. mar. 2016. TOCANTINS. Casa civil. Decreto nº 6.071, de 18 de março de 2020. Determina ação preventiva para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 (novo Coronavírus). Palmas, n.5.566, p.1-2. mar. 2020. UNITPAC, Pró-Reitoria. Comunicado – Prevenção do contágio e propagação do Coronavírus (COVID-19). Araguaína. 16 mar. 2020. Disponível em: https://www.unitpac.com.br/noticias/2020/3/16/comunicado-prevencao-do-contagio-e- propagacao-do-coronavirus-covid-19. Acesso em: 16 mar. 2021. https://www.unitpac.com.br/noticias/2020/3/16/comunicado-prevencao-do-contagio-e-propagacao-do-coronavirus-covid-19 https://www.unitpac.com.br/noticias/2020/3/16/comunicado-prevencao-do-contagio-e-propagacao-do-coronavirus-covid-19