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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
MÓDULO: URGÊNCIA E EMERGÊNCIA (SAMU) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
► INTRODUÇÃO 
As DCVs (Doenças Cardiovasculares) representam as principais causas de morte no mundo, 
quando analisada a população de modo geral. Após as 
DCVs encontramos, as Neoplasias, o Trauma e as 
Doenças respiratórias. 
Possuem considerável mortalidade e sem a manobra 
de RCP, a sobreida da vítima diminui de 7-10% por 
minuto. 
Para sistematizar o atendimento, a nova diretriz da 
AHA conta com as cadeias de atendimento, que 
funcionam como “passos” (Algorítmos) para os 
cenários do extra e do intra hospitalar. 
Cadeia de sobrevivência extra-
hospitalar: Nota-se que o primeiro 
elo é o reconhecimento rápido da 
PCR e acionamento do serviço de 
emergência, para que se aumente as 
chances de um socorro imediato e 
eficaz, seguida de uma RCP precoce 
e de qualidade, o que aumenta a 
sobrevida da vítima. 
Na cadeia de sobrevivência intra-hospitalar, o primeiro elo é a vigilância e prevenção, pois assim 
consegue-se intervir antes do paciente parar, ou seja, agimos sobre as causas que potencialmente 
pode levar à uma PCR. 
 
 
► INTRODUÇÃO 
O objetivo principal da RCP é prover um fluxo de oxigênio e 
sangue para o coração e o cérebro. Ela deve ser feita 
imediatamente (Tanto a RCP como uma rápida 
desfibrilação), pois, o cérebro não tolera mais de 4 minutos 
de hipóxia e após 10 minutos sem RCP tem se morte 
cerebral estabelecida. 
SBV – Suporte Básico de Vida 
1º DCV
2º Neoplasias
3º Trauma
4º Doenças 
Pulmonares
SBV NO ADULTO 
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"Hands-only" se o paciente for sabidamente COVID ou houver suspeita.

*Paramentação.

Exceção: Ventila crianças e afogados, mesmo que sabidamente COVID com o filtro HEPA. Nas crianças, grande parte das paradas são por causa respiratória.

1º sua segurança, 2º segurança da equipe, 3º segurança do paciente.
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Nota
Mudou um pouco a cadeia, adicionando um passo extra, a "recuperação", que inclui o acompanhamento pós-PCR.
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Os objetivos da RCP são: 
➢ Restaurar a circulação e ventilação pulmonar; 
➢ Redução das sequelas neurológicas (Quanto maior o tempo sem circulação, menor a 
possibilidade de recuperação cerebral); 
➢ Preservação da vida. 
► AVALIAÇÃO INICIAL 
Composta dos 5Cs (Checa-chama-checa-choca): 
➢ Checar responsividade (consciência): 
o “Senhor! Senhor! Meu nome é Matheus, o senhor está bem? Pode me explicar o que 
aconteceu?”. 
➢ Se irresponsivo, chamar ajuda: 
o “Você, ligue para o SAMU e me traga um DEA”! 
➢ Checar Pulso central e Respiração: 
o Vistos em concomitância, o pulso pela palpação da carótida e a respiração pelos 
movimentos torácicos. Essa averiguação deve durar entre 5-10s pois, em menos de 
5s, pode-se não perceber o pulso em casos de bradicardia e um tempo maior que 
10s acaba por piorar a pressão de perfusão das artérias coronárias. 
o OBS – Se a vítima não respira (Ou está em respiração agônica ou gasping) e não 
tem pulso → Ajuda: Você! Ligue para o SAMU e me traga um DEA (Importante que 
esse comando é tanto para o SAMU trazer o DEA, como para o transeunte procurar 
um DEA local). 
➢ Compressões torácicas; 
➢ Choque. 
► ATENDIMENTO 
O atendimento em SBV segue a ordem do CAB ou CABD. 
→ C: Compressões Torácicas: 
Devem ser feitas no centro do tórax da vítima. O socorrista se coloca em ajoelhado com as mãos 
no centro do tórax com as regiões hipotênares apoiadas sob o esterno 
(A RCP comprime o coração entre o esterno e os corpos vertebrais da 
coluna). Podemos afastar ou remover 
as roupas da vítima, apoia-la em uma 
superfície rígida e plana (Mais fácil de 
deprimir o tórax). Durante a 
compressão deve-se travar os 
cotovelos e colocar o peso do corpo no 
tórax da vítima, deprimindo o mesmo 
entre 5-6 cm em um ritmo de 100-120 
compressões/minuto. As compressões torácicas devem ser 
intercaladas com as ventilações em uma relação de 30x2 
(compressões X ventilações), sendo o ideal, um socorrista 
comprimir enquanto outro ventila. 
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Nota
As compressões fazem o papel da sístole e da diástole (permitir o retorno total do tórax). Deseja-se evitar a acidose secundária à hipóxia. 
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Nota
Avaliar a segurança da cena (movimentação da via, sinalização, desabamentos, fumaça, fios soltos, piso molhado, cachorro):
-Checar responsividade
-Chamar ajuda
-Checar pulso central e respiração: na dúvida, se não conseguiu checar o pulso, faz compressão.
-Compressões torácicas
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Nota
Centro do tórax, região inferior do esterno, na linha intermamilar.
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As compressões devem ser iniciadas em até 10s, a partir do reconhecimento da PCR. O socorrista 
também deve permitir o retorno do tórax da vítima a cada compressão (permitindo assim que o 
mesmo se encha de sangue), as interrupções devem ser minimizadas (Assim como os intervalos 
em que não haja compressões) e estas devem ser interrompidas apenas para realização das 
ventilações, troca de posição entre os socorristas (A cada 5 ciclos de 30x2 ou 2 minutos) e na 
análise do ritmo cardíaco e no momento do choque (indicado pelo DEA). 
→ A: Vias aéreas 
Nesse momento deve-se proceder com as manobras de abertura das VAs da vítima, “preparando” 
o caminho para a etapa de ventilação (B) que irá se suceder. É importante lembrar das manobras 
de abertura e manutenção da perviedade das VA. O ideal é que se use a “manobra tríplice” com 
head tilt + elevação do 
menton (chin-lift). 
Essa manobra permite 
a elevação da língua e 
desobstrução das VA 
(Que em si, é uma das 
causas de PCR). 
 
→ B: Breathing/Ventilação 
Abertas as VA, é hora de iniciar as ventilações no 
paciente. Para que sejam bem sucedidas o socorrista 
deve ajustar a máscara na face do paciente, vedando 
bem a as laterais para evitar escapamento aéreo 
através da técnica do C.E., pressionando a máscara 
com firmeza. Lembrar de não ocluir partes males, e 
se atentar no caso de pacientes idosos (devido às 
rugas e irregularidades da pele) e crianças de bebes 
(Dificuldade no tamanho da máscara) onde a 
vedação pode ser mais difícil. Administrar 2 
Ventilações e observar a elevação do tórax do 
paciente, administrando 1 ventilação a cada 1s. 
Estudos recentes mostraram que é aceitável uma ventilação a cada 6s, 
independente da vítima estar ou não com uma VA definitiva. Observe que isto é 
uma atualização na forma de sugestão, embasada em estudos novos, e não uma 
mudança definitiva no padrão de ventilação definido pelo último guide-line da AHA 
de 2015. 
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No covid, trocar de socorrista a cada 200 compressões ou 2 minutos.

É necessário trocar, porque após esse tempo reduz a efetividade das compressões.
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COVID: Devido ao risco de eliminação de aerossóis, não está indicada a ventilação com pressão positiva.
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Nota
Mas, a oxigenação é realizada.
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Nota
Essa elevação deve ser realizada em todas as ventilações.

Não vai fazer Head Tilt quando há suspeita de trauma cervical, mas é possível fazer Jaw-Thrust.
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Para ventilar podemos usar a pocket mask (máscara com válvula unidirecional que permite a 
passagem de ar para a vítima, mas impede a passagem de fluidos no sentido contrário) e o mais 
utilizado/comumrisco. 
Porém ainda contamos com leitos de UTI insuficientes e improvisados nas urgências, falta de 
acolhimento da atenção primária (Nem todas as pessoas tem acesso aos PSFs) e inadequação 
das unidades básicas de saúde (Sucateamento e falta de medicamentos), o que gera mais um 
motivo para superlotação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMO ANDAM AS URGÊNCIAS? 
O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o 
desafio de ter um sistema universal, público e gratuito. 
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► REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE 
Instituídas pela portaria nº 1.600 de 7/07/2011 que reformula a política nacional de atenção às 
urgências e instituiu a rede de atenção às urgências no SUS. 
Visam a qualificação e educação, informação, regulação e promoção e vigilância à saúde. 
 
► A REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS 
A organização da rede tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde 
objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de 
urgência nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna. 
 
REDES DE ATENÇÃO E LINHAS DE CUIDADO 
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
► COMPONENTES 
1. PROMOÇÃO E PREVENÇÃO – Versa sobre as campanhas que visam a conscientização 
sobre acidentes, emergências etc. 
2. SALA DE ESTABILIZAÇÃO - Local de estabilização de pacientes críticos/graves, de 
funcionamento 24 horas. 
• Critérios de escolha: 
➢ Vazios assistenciais (No transporte de doentes entre grandes cidades, 
por exemplo); 
➢ Municípios com mais de 50mil habitantes. 
• Pré-requisitos: 
➢ Estar em uma área da SAMU regional; 
➢ Articular com a rede de urgência para continuidade. 
3. FN-SUS – Objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência em 
situações de risco ou emergenciais para populações: 
• Catástrofes que envolvem múltiplas vítimas e demais condições de calamidade; 
• Agravos epidemiológicos de importância nacional; 
• Desassistência. 
4. SAMU 192 - Componente da rede de atenção às urgências, que objetiva ordenar o fluxo 
assistencial e disponibilizar atendimento e transporte adequado, rápido e resolutivo a 
vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, 
traumáticas e psiquiátricas, reduzindo a morbimortalidade. 
• Propostas: 
➢ Ampliação para cobertura de 100% da População; 
➢ Regionalização; 
➢ Reajuste no Repasse Financeiro de 50% do Custeio Mensal. 
5. UPA 24h – Unidades de Pronto Atendimento. 
6. HOSPITAL – Cuidados definitivos. Constituídos pelas: 
• Portas Hospitalares de Urgência; 
• Enfermarias de retaguarda clínicas e de longa permanência; 
• Leitos de cuidados intensivos; 
• Reorganização das linhas de cuidados prioritárias. 
7. ATENÇÃO DOMICILIAR – SAD (Sistema de Assistência Domiciliar). 
8. ATENÇÃO BÁSICA – Responsável pelo primeiro cuidado e acolhimento às urgências por 
meio da implantação da classificação de risco, de forma articulada aos outros pontos de 
atenção. Tem como objetivo ampliação do acesso e da resolutividade do cuidado. 
Composta pelas salas de observação e Plano de requalificação das UBS. 
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Nota
Assistência e repressão a situações epidemiológicas, de desastres ou de desassistência à população quando for esgotada a capacidade de resposta do estado ou município.
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
►LINHAS DE CUIDADO 
“Conjunto de saberes, tecnologias e recursos necessários ao enfrentamento de determinados 
riscos, agravos ou condições específicas do ciclo de vida a serem ofertados de forma oportuna, 
articulada e contínua pelo sistema de saúde, sendo sua implementação estratégia central para a 
organização e a qualificação das redes de atenção à saúde, com vistas à integralidade da 
atenção.” (Braga, E.C., 2006) 
Traduzindo, são um conjunto de ações que visam atender de maneira integral a determinados 
grupos de pacientes que necessitam de um tipo específico de atendimento. 
Possuímos 3 linhas de cuidado: 
1. Trauma: 
 
 
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2. Cardiologia – Protocolo IAM: 
 
 
 
 
3. Neurologia/Neurocirurgia – Protocolo AVC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► INTRODUÇÃO 
O SAMU, no Brasil, propõe um modelo de assistência padronizado que opera através do 
acionamento à Central de Regulação das Urgências, com discagem telefônica gratuita e de fácil 
acesso (linha 192), com regulação médica regionalizada (Atende Salvador e região metropolitana), 
hierarquizada (Regula para os níveis certos de cuidado) e descentralizada (Bases em postos 
estratégicos por toda cidade). 
► O QUE É O SAMU? 
É o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência que visa: Prestar atendimento especializado a 
vítimas de urgências clínicas, cirúrgicas, traumáticas, obstétricas, pediátricas, psiquiátricas, entre 
outras... diminuindo assim sequelas e o tempo de internação. 
Sua regulamentação está fundamentada nas portarias GM/MS nº 2.048, 1.600, 1.010, como 
componente da política nacional de atenção às Urgências. Atualmente, é regido no Brasil pela 
portaria nº 1.010 (2012) e suas despesas são tripartite (União – Estado – Município). 
► CENTRAL DE REGULAÇÃO 
É um espaço físico com telefones, computadores e uma equipe multiprofissional, que de acordo 
com a gravidade do chamado, fornece a orientação e/ou encaminha o recurso adequado. 
► AMBULÂNCIAS 
→ Ambulância de SBV – Atende os casos de menor gravidade e funciona com um condutor e um 
técnico de enfermagem (Pelo menos deveria...). No SAMU de Salvador, todos os motoristas foram 
capacitados também com o curso técnico de enfermagem. 
→ Ambulância de SAV – Atende os casos de maior gravidade e funciona com um condutor, médico 
e enfermeiro. 
► PARA ONDE OS PACIENTES ATENDIDOS SÃO ENCAMINHADOS? 
São levados para as unidades de saúde previamente comunicadas pela Central de Regulação. 
► TIPOS DE VEÍCULOS 
Embasados na portaria GM/MS nº 2.048 (2002). 
1. Tipo A – Ambulância de Transporte: 
Veículo destinado ao transporte de pacientes que não apresentam 
risco de vida. Utilizadas para remoções simples e de caráter eletivo. 
São as chamadas “cuiubinhas”. 
 
 
ASPECTOS FUNCIONAIS DO SAMU 192 
Existe a Regulação das Urgências e a Regulação dos Leitos (Se precisar de UTI, 
leito, etc). O SAMU realiza a Regulação das Urgências, a Regulação dos Leitos não 
é feito pelo SAMU. 
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2. Tipo B – Ambulância de Suporte Básico de Vida: 
Veículo destinado ao atendimento pré-hospitalar de 
pacientes com risco de vida classificado como não 
potencial de necessitar de intervenção médica no local 
e/ou durante transporte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Tipo C – Ambulância de Resgate: 
 Veículo de atendimento pré-hospitalar de vítimas de 
acidentes ou em locais de difícil acesso, com 
equipamentos de salvamento. Tripulada por 
profissionais certificados em salvamento. Muito 
utilizadas pelos bombeiros. 
 
 
 
 
4. Tipo D – Ambulância de Suporte Avançado de Vida: 
 
Veículo destinado ao atendimento e transporte de 
pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares 
e/ou de transporte inter-hospitalar (equipado para esta 
função). 
 
 
 
 
5. Tipo E – Aeronave de Transporte Médico: 
 
Aeronave de asa fixa (Avião) ou rotativa (Helicóptero) 
utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e 
ações de resgate. 
 
 
 
 
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br6. Tipo F – Embarcação de Transporte Médico: 
 
Veículo aquaviário, destinado ao transporte por via 
marítima ou fluvial. Pode ser Suporte Básico ou 
Avançado. As populares “ambulanchas”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. VIR – Veículo de Intervenção Rápida: 
 
Este veículos são utilizados para transporte de médicos 
com equipamentos que possibilitam oferecer suporte 
avançado nas ambulâncias A, B, C e F. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. Motolâncias: 
Pilotada por um profissional de enfermagem saindo da base em número de duas, 
permitindo dar o suporte inicial. 
► BASES DESCENTRALIZADAS 
As Bases Descentralizadas deverão estar estrategicamente localizadas dentro de um território, de 
forma a contemplar os atendimentos da região com um tempo-resposta adequado. 
► REGULAÇÃO MÉDICA 
Quando alguém disca 192, acessa o SUS; 
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Um médico acolherá e avaliará cada chamado (Após encaminhamento do TARM). A sua conduta 
deve ser direcionada a cada caso, avaliando as necessidades individuais e disponibilidades de 
recursos. Em definição, a regulação é: 
A rede de comunicação, acionamento dos recursos e assistência ao paciente que surge na 
abertura do chamado até o fim da ocorrência é denominado regulação médica. 
Em tese, vai desde a hora em que você liga e atendem, até o momento em que há a troca de 
cuidados na interface transicional do APH e AIH. 
O APH é composto pelo atendimento do SAMU, das UPAs, PSFs e o atendimento domiciliar. 
No tocante à regulação, existem dois tipos: 
1. Primária – Quando a ligação é feita de uma casa, ou da rua, por exemplo. Neste caso, 
concede-se o atendimento e estabilização inicial, seguido do transporte. 
2. Secundária – Quando um colega médico liga de uma UPA por exemplo, ou seja, é 
destinado a remoções e transferências interinstitucionais. 
O médico regulador é uma autoridade sanitária, devendo definir o melhor recurso e o melhor local 
de acolhimento às necessidades dos pacientes. No caos da rede, pode lançar mão da sua posição 
e buscar uma vaga onde não exista leito disponível (“vaga zero”). 
A central de regulação pode ter abrangência Municipal, Regional ou Estadual e concede acesso 
aos serviços de baixa, média e alta complexidade. 
O objetivo da central de regulação é determinar as necessidades, através do estabelecimento de 
um rápido diagnóstico sindrômico: 
1. Agudas ou não agudas; 
2. Urgentes ou que podem aguardar; 
3. Críticas (Imediatas). 
O diagnóstico sindrômico é realizado de acordo com a análise do conjunto de sinais e sintomas 
apresentados pelas vítimas, tais quais: 
➢ Choque; 
➢ Insuficiência respiratória aguda; 
➢ Dor Torácica Isquêmica; 
➢ Alterações do Nível de Consciência; 
➢ Surto psiquiátrico. 
Na regulação, é papel do médico regulador avaliar o grau de urgência: 
Dessa forma, a fórmula expressa que: A urgência é diretamente 
proporcional à Gravidade, Atenção e recursos necessários para o 
tratamento e à Valência/Valor social que envolve o caso (Que na verdade 
é muito subjetivo, é diferente por exemplo uma pessoa que está vomitando 
em casa e outra que desmaia em um shopping, onde há uma comoção 
social maior. Deve-se atentar de que a valência social é muito diferente de pena social ou de 
questão social, cujas causas o SAMU não pode resolver). Sendo inversamente proporcional ao 
tempo para iniciar o tratamento e aos Recursos da unidade solicitante. 
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G = gravidade do caso 
A = atenção, recursos necessários para tratamento 
V = valor social que envolve o caso 
T = tempo para iniciar o tratamento 
RU = recursos da unidade solicitante 
► CLASSIFICAÇÃO DAS OCORRÊNCIAS 
NÍVEL 1 (VERMELHA): Recurso mais próximo e o Suporte Avançado de Vida 
NÍVEL 2 (AMARELA): Suporte Avançado ou Suporte Básico de Vida 
NÍVEL 3 (VERDE): Suporte Básico de Vida 
NÍVEL 4 (AZUL): Suporte Básico de Vida ou Orientação 
► ETAPAS DA REGULAÇÃO MÉDICA 
1. Recepção e colhimento do chamado: 
O TARM (Telefonista de Auxílio à Regulação 
Médica) realiza a recepção do chamado. Eles 
tem aproximadamente 1 min que tem que 
acalmar o interlocutor, pegar nome da vítima, 
idade aparente, dar um apelido à ocorrência 
(Geralmente a Queixa Principal da vítima) e 
endereço com ponto de referência (Exceto 
bar). São atribuições do TARM: 
➢ Falar calma e compassadamente; 
➢ Procurar manter o controle desde o 
início da ligação; 
➢ Acalmar o solicitante; 
➢ Orientar de forma clara e precisa; 
➢ Registrar os dados; 
➢ Encaminhar para a chamada para o 
médico regulador; 
➢ Solicitar o apoio de outras instituições 
(TARM ligador). 
 
2. Abordagem do caso: Realizada pelo médico regulador que possui de 1 a 3 min para decidir 
a sua conduta. Realiza: 
➢ Diálogo com o solicitante; 
➢ Diagnóstico sindrômico; 
➢ Faz a gravidade presumida da ocorrência; 
➢ Define a melhor resposta ao chamado; 
➢ Faz orientações médicas; 
➢ Analisa as síndromes de valência forte, com valor social elevado; 
➢ Classifica as síndromes de semiologia potencialmente grave (Sinais e sintomas que 
indicam a gravidade); 
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➢ Classifica as síndromes de etiologia potencialmente grave (Causa indica uma 
gravidade elevada). 
 
3. Decisão e acompanhamento: Realização da decisão técnica para envio da ajuda, ou não. 
Nessa etapa são realizados. São realizados pelo rádio operador: 
➢ Orientação; 
➢ Envio do SBV; 
➢ Envio do SAV (Terrestre, aéreo e/ou aquático); 
➢ Acionamento de múltiplos recursos. 
O rádio operador: 
➢ Faz a liberação das viaturas; 
➢ Ver o melhor intinerário; 
➢ Controla a frota. 
A fase de acompanhamento é realizada através da: 
➢ Comunicação com o solicitante; 
➢ Comunicação com a equipe no local; 
➢ Comunicação com o serviço receptor; 
➢ Acionamento de múltiplos recursos; 
➢ Encerramento do caso (Transporte e remoção realizados). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Realceo AMBU (Dispositivo Bolsa-válvula-Balão). 
 
Durante as compressões o socorrista que ventila deve ter o cuidado de não ventilar enquanto o 
outro socorrista comprime o tórax (compressor). Caso 
existam vários socorristas e dois consigam ficar apenas 
na ventilação, estes podem usar a tática do CCEE (2C’s 
e 2E’s) onde um socorrista segura o AMBU com as duas 
mãos (CCEE) enquanto o outro apenas pressiona o 
balão no momento das compressões. Esta manobra 
provê uma maior vedação da máscara (Imagem ao 
lado). Caso o socorrista utilize a pocket mask, a 
quantidade de ar insuflada deve ser a correspondente a 
de uma expiração normal, no caso de adultos. Além 
disso, deve-se evitar a hiperventilação. 
→ D: DEA (Desfibrilador Externo Automático) 
O DEA chegou com o objetivo de reestabelecer as funções normais elétricas e mecânicas do 
coração. O dispositivo, consegue analisar os 2 ritmos cardíacos chocáveis os ritmos cardíacos 
chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular Sem Pulso). 
 
Fibrilação ventricular 
 
Taquicardia Ventricular sem Pulso 
O aparelho é capaz de aplicar uma corrente elétrica no coração, com o objetivo de cessar o ritmo 
anormal e reestabelecer as funções normais (elétricas e mecânicas). 
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Mais indicada quando há apenas 1 socorrista.
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Ritmos não chocáveis incluem: Assistolia e Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).
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Nota
Deve ser instalado assim que chegar no local.
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Nota
1. Aumenta a pressão intratorácica e reduz pré-carga e o DC.
2. Insuflação gástrica: Vence a pressão do esfíncter esofagiano inferior e gera refluxo e obstrução.
3. Alcalose respiratória --> Vasoconstricção.
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Nota
Bolsa-Válvula-Máscara
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Nota
Diferença entre DEA e Desfibrilador Manual:

-DEA: Não te diz o ritmo, apenas diz se é chocável ou não. Administra a carga por si só.

-Manual: Permite a visualização do ritmo, você mesmo que seleciona a carga
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O DEA pode ser manuseado da seguinte forma: 
1. Liga-se o DEA e espera-se os comandos do aparelho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Posiciona-se as pás no tórax do paciente e conforme a imagem abaixo (A pá direita na 
região abaixo da clavícula direita e pá esquerda, na região 
inframamária esquerda, no ápice cardíaco) 
 
 
 
 
 
 
 
3. Afasta-se do paciente para o DEA analisar o ritmo cardíaco, indicando ou não o choque. 
Caso o choque não seja indicado, retornar rapidamente para RCP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Administração do choque (quando indicado), conforme a orientação do aparelho, 
garantindo que todos estejam afastados. Recomenda-se antes da 
aplicação do choque a regra do 123: 
1 - Eu estou afastado; 
2 - Você está afastado; 
3 - Todos estão afastados. 
 
 
 
 
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Nota
O DEA só tem dois botões: Ligar e Choque.
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Nota
Indicações para interromper compressão:
T: Tosse.
R: Respiração.
M: Movimentação.
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Nota
Se indicado o choque pelo DEA: Aplica e depois retorna às compressões.

Caso não indicado o choque pelo DEA: Continua as compressões.
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Nota
A cada 2 min, o DEA solicita a análise do ritmo.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
O DEA é de extrema importância em uma PCR pois, sem ele, o sucesso da RCP varia entre 2 – 
5%, enquanto que, na presença do dispositivo, as taxas de sucesso aumentam consideravelmente 
para 50 – 80%. 
Existem algumas condições especiais para o uso do DEA, são elas: 
➢ Tórax peludo – Realiza-se a tricotomia; 
➢ Tórax molhado – Enxuga-se tórax; 
➢ Emplastro medicamentoso – Retira-se o adesivo para que na administração do choque não 
haja o risco de queimadura; 
➢ Cardiodesfibrilador implantado ou marcapasso – Colocar abaixo do mesmo (visualizado 
através de uma protuberância visível) de 2-3 dedos. 
► QUANDO PARAR AS MANOBRAS DE SBV 
Não há um tempo determinado! 
➢ Exaustão da equipe e não há quem assumir o SBV; 
➢ Cena tornou-se de risco; 
➢ Chegada de equipe avançada, que seguirá com SAV; 
➢ Mudança de prioridade; 
➢ Quando existe um grande números de vítimas graves necessitando de atendimento (IMV); 
➢ Quando há o retorno à circulação espontânea. 
► QUANDO NÃO COMEÇAR 
➢ Carbonização; 
➢ Degola; 
➢ Rigor mortis; 
➢ Decomposição; 
➢ Evisceração extensa de cérebro ou coração. 
 
 
 
 
 
 
Nas recomendações da AHA de 2015 há a realização da tricotomia com as próprias 
pás do DEA (“depilação”). Entretanto, aqui na Bahia, muitos locais (incluindo 
Salvador) tentam reutilizar as pás o maior número possível de vezes devido ao alto 
custo destas. Portanto, desaconselham esta técnica e pede-se para realizar a 
tricotomia com lâmina. 
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Caso o piso estiver molhado, tira o paciente e leva para outro local.
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Lembre-se do TRM: Tosse, Respiração, Movimentação.
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Nota
O CDI, colocado em pacientes com arritmia com risco de PCR, também pode disparar choque, o que será visto por uma contração na pele. Caso isso aconteça, você espera uns 30s antes de permitir o DEA aplicar o choque. Mas não te impede de usar o DEA!
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
► INTRODUÇÃO 
Alguns pontos convergem no atendimento do SBV para crianças. Entre eles, têm-se novamente 
a utilização de cadeias de sobrevivência: 
Na cadeia pediátrica o primeiro elo é a prevenção da RCP, e antecipação e resolução das causas 
de PCR, seguida de uma RCP precoce e efetiva que permita que o oxigênio e nutrientes cheguem 
ao coração e ao cérebro, aumentando assim, a sobrevida do paciente. 
Em pediatria, é preciso estar atento à nomenclatura: 
➢ Neonato: 0-29 dias (Arredonda-se para abaixo de 30); 
➢ Bebê ou Lactente: Entre 30 dias e 1 ano; 
➢ Criança: De um ano até a puberdade; 
➢ Adulto: Da puberdade em diante. 
► INDICAÇÕES DE SBV 
Em pediatria, as manobras de RCP estão indicadas quando a vítima encontra-se sem pulso 
(Parada cardíaca) e sem respiração (Parada respiratória) ou sem pulso e com bradicardia (FC Aumento da FR--> Uso de musculatura acessória--> Fadiga/falência respiratória--> PR--> PCR.
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Comentário do texto
Contar pulsoda criança por 6s---> se FC 100 ipm é sinal de alerta em qualquer faixa etária, de neonato até adulto.

FCfonte (geralmente o direito 
por ser mais curto, verticalizado e calibroso). Essa obstrução ao nível extra-hospitalar é ótima, 
pois assim, removo o CE da traqueia que antes impedia a ventilação de ambos os pulmões e 
permito a ventilação de pelo menos 1 pulmão completo, revertendo o quadro de apneia e 
possibilitando ao respiração da vítima. Posteriormente esse paciente é encaminhado ao 
serviço hospitalar onde se fará a melhor estratégia para retirada do CE (Geralmente 
broncoscopia) 
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
► INTRODUÇÃO 
A abordagem do SAV requer uma abordagem sistemática com metas pré-definidas: 
➢ Realizar um atendimento organizado e padronizado; 
➢ Manter uma circulação, ventilação e oxigenação adequadas; 
➢ Retorno com a função neurológica preservada. 
A equipe também precisa de uma dinâmica pré-estabelecida: 
➢ Ter um líder, cujo papel é: 
o Organizar o atendimento e coordenar o grupo; 
o Monitorar a atuação de cada membro em cada função: Dar assistência à equipe; 
o Postura adequada, fala clara e objetiva; 
➢ Os membros devem: 
o Ter clareza em suas atribuições; 
o Ser preparados para cumprir com êxito suas responsabilidades; 
o Conhecer os algoritmos; 
o Ter compromisso com o êxito; 
Pequenos detalhes podem comprometer todo o atendimento, portanto, alguns elementos são 
importantes para uma boa dinâmica da equipe, são eles: 
➢ Respeito mútuo; 
➢ Comunicação em circuito de alça fechada (Confirmar o pedido feito, repetindo em voz alta): 
o _Líder: Socorrista, pegue uma veia e injete 1 ampola de adrenalina! 
o _Socorrista: Veia obtida e 1 ampola de adrenalina injetada! 
➢ Mensagens claras: Fala nítida, tom de voz controlado; 
➢ Funções e responsabilidades claras; 
➢ Reconhecer as limitações profissionais e técnicas. 
➢ Resumir e reavaliar o atendimento: “Esquecemos de alguma coisa?”; 
➢ O líder deve aceitar intervenções construtivas da equipe; 
o Intervenção construtiva: Opinar sempre que necessário. 
➢ Debriefing: Discussão e avaliação do atendimento. 
► AVALIAÇÃO E ATENDIMENTO INICIAL 
Seguir o protocolo inicial predito pelo SBV 
1. Verificar responsividade; 
2. Acionar o SAMU/carrinho de parada (Caso PCRIH); 
3. Checar pulso e respiração; 
4. Compressões x Ventilações (30x2); 
5. Desfibrilação precoce. 
► CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
No Suporte Avançado de Vida é imprescindível que se determine o ritmo de parada, para que 
essa máxima seja alcançada de forma rápida, devemos sempre se utilizar de uma abordagem 
sistematizada: 
SAV – Suporte Avançado de Vida 
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Nota
Superfície rígida, afastar ou remover as roupas, travar os cotovelos, deprimir o tórax 5-6cm; comprimir entre 100-120 vezes/minuto.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
→ Se o paciente chegou vivo e apresentou uma PCR 
Quando o paciente chega vivo, sem PCR ele se move (é responsivo). Surge então a primeira 
máxima (“macete”) do atendimento: 
“ Para todo aquele paciente que se move. MOVE: 
Monitorização, O2, Veia, Exame físico + história.” 
Para isso, realizamos a monitorização em DII. 
→ Se o paciente chegou em PCR 
Nesse caso, não há tempo de realizar todos os passos do MOVE, então precisamos de algo que 
forneça a leitura e o ritmo cardíaco do paciente, para isso surge a segunda máxima do SAV: 
“PAciente PArado ganha PÁs no Peito” 
Logo, no paciente que chegou parado, deve-se colocar as pás do desfibrilador sobre o seu tórax. 
Com o ritmo cardíaco visualizado, conseguimos então guiar nosso atendimento. Caso o ritmo seja 
chocável aplico o choque e sigo com o protocolo. Após o choque, o socorrista responsável pelo 
mesmo pode então largar as pás do desfibrilador e iniciar a monitorização do paciente, 
simultaneamente à reanimação. 
► RITMOS DE PCR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Fibrilação Ventricular – FV 
Corresponde a aproximadamente 80% das PCR extra hospitalares. É um ritmo caótico, sem 
padrão ou regularidade, não sendo possível discernir onda QRS, ondas T e seguimentos ST. 
4 tipos de 
ritmo
Chocáveis
Fibrilação 
Ventricular
Taquicardia 
Ventricular 
(Sem Pulso)
Não 
chocáveis
Atividade 
Elétrica sem 
Pulso (AESP)
Assistolia
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→ Taquicardia Ventricular Sem Pulso – TVSP 
Sucessão de 3 ou mais batimentos ectópicos ventriculares. Pode ser monomórfica ou polimórfica. 
 
→ Atividade elétrica sem Pulso – AESP 
Qualquer atividade elétrica organizada que não gera pulso (mecânica ventricular). É a segunda 
causa de PCR no intra hospitalar. 
 
→ Assistolia 
Ausência de atividade elétrica detectável, sendo a primeira causa de parada no intra hospitalar. É 
o ritmo de pior prognóstico. 
 
Na vigência de uma Assistolia o socorrista deve por em prática a seguinte conduta: 
“Em Assistolia, usar CaGaDa para não fazer cagada” 
➢ Checar CABOS; 
➢ Aumentar o GANHO; 
➢ Mudar a DERIVAÇÃO. 
► SISTEMATIZAÇÃO 
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Nota
Ritmo organizado:
-Se tiver pulso = normal
-Sem pulso: Atividade elétrica sem pulso.
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Nota
Visualizou a linha reta no ECG: Abrir Protocolo da linha reta.
1. Confirmar assistolia: CaGaDa.
2. Você faz isso para diferenciar a assistolia de uma FV sutil, que é um ritmo chocável.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
➢ Determinar ritmo: 
Paciente ainda sem PCR → MOVE; 
Paciente já em PCR → PÁS. 
➢ O Ritmo é passível de desfibrilação? 
SIM → FV ou TV; 
NÃO → AESP ou Assistolia. 
Na desfibrilação o socorrista deve estar atento para aplicar o choque na vítima em segurança, 
para isso ele deve usar o comando de AFASTAR: 
“1- EU me afasto 
2- VOCÊ se afasta 
3- TODOS se afastam” 
Antes de aplicar o choque também, o socorrista deve verificar se não há fontes de O2 próximas. 
O procedimento para o uso do desfibrilador é simples e intuitivo, os passos que devem ser 
seguidos são: 
➢ Distribuir o gel condutor nas pás; 
➢ Posicionamento adequado com pressão firme no tórax; 
➢ Carregar o desfibrilador: 
o Bifásico: 200J; 
o Monofásico: 360J; 
o Na dúvida: Carga máxima do desfibrilador. 
➢ Comando AFASTAR; 
➢ Desfibrilação; 
➢ Reiniciar rapidamente a RCP; 
➢ Em 2 minutos (5 ciclos) checar (com desfibrilador) o ritmo. 
► MEDICAÇÕES DO SAV 
→ Adrenalina 
➢ É a 1ª droga administrada em qualquer tipo de PCR; 
➢ Feito a cada 3-5 minutos (Ideal de 4 minutos para que se mantenha ritmado com os ciclos 
da RCP), sem dose máxima: 
o Faz ciclo sim, ciclo não. 
➢ Dose: 1mg IV em bólus: 
o Fazer flushing de 20mL de solução fisiológica + Elevação do membro. 
→ Amiodarona 
➢ Administrada após a adrenalina; 
➢ Feita somente em ritmos chocáveis (FV e TV); 
➢ Feita a cada 3-5 minutos (Ideal de 4 minutos para que se mantenha ritmado com os ciclos 
da RCP), com dose máxima de 450mg; 
➢ Dose: 
o Primeira dose de 300mg, IV em bólus; 
o Segunda dose de 150mg, IV em bólus; 
o Fazer flushing de 20mL de solução fisiológica + Elevação do membro. 
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Nota
A maioria dos novos desfibriladores são bifásicos. Ser bifásico significa que o choque vai de uma pá para outra e retorna e a carga equivale a 360 J. Os mais antigos tendem a ser monofásicos.
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Nota
Largar as pás depois do choque, ir ajudar em outra coisa, reiniciar RCP, preparar acesso, medicação, VA.
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Nota
Deu choque, reiniciou RCP e começa a MOVER o paciente.
-Monitor: Colocar derivação DII. O ritmo já estaráno monitor, não precisa mais da pá para analisar o ritmo, ela terá apenas a função do choque.
-Oxigenoterapia.
-V: Venóclise.
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Nota
Diferente do DEA, o monitor não fala qual é o ritmo, você que analisa. 
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Nota
Auxilia na chegada até o coração.
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Nota
Pode administrar a Lidocaína 1-1,5 mg/kg IV em opção à amiodarona.

*A amiodarona é mais usada, devido a sua maior facilidade de administração. 
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Nota
Após iniciar compressões, nos primeiros dois minutos, já tenta conseguir o AVP do paciente. Intubação não é prioridade para os primeiros dois minutos.

Venóclise:
- AVP: 1ª opção.
Antecubital
Jelco (16,18,20)
- Via intra-óssea: 2ª opção. Tuberosidade da tíbia. Apenas se não conseguir o AVP de jeito nenhum.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Considerando os ciclos de RCP (Em um ritmo chocável de parada), as drogas devem ser 
administradas da seguinte maneira: 
Adrenalina (1mg) → Amiodarona (300mg) → Adrenalina (1mg) → Amiodarona (150mg) → 
Adrenalina (1mg) → Sem medicação → Adrenalina (1mg) → Sem medicação → ... 
►TRATAMENTO 
➢ Compressões; 
➢ Ventilações; 
➢ Desfibrilação (Se chocável): 
o Procurar, tanto nas vítimas chocáveis e principalmente nas não chocáveis as causas 
dos 5H’s e 5T’s. 
➢ Medicação da PCR. 
É imprescindível na parada, considerar as possíveis causas de PCR e fazer o possível para 
reverte-las: 
 
 
► VA NO SAV 
Durante o SAV, o manejo da VA deve estar condicionada às seguintes perguntas: 
➢ VA está patente? 
➢ É indicado uma VA avançada? 
A adrenalina pode ser administrada em qualquer ritmo de parada. Entretanto a 
amiodarona é um antiarrítmico e só deve ser administrada nos casos de TV e FV. 
Nos casos onde o ritmo é não chocável (AESP e assistolia) devemos nos atentar às 
causas que levaram à parada, e considerar os medicamentos que tratam as 
causas que levaram à esta PCR. 
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Nota
Paciente renal crônico em PCR: Principais causas são hipercalemia e acidose.
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Nota
Ou angioplastia.
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Nota
Punção de alívio
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Caso seja considerado intubar o paciente, devemos se ater a tentativas prolongadas e 
principalmente: durante a IOT as compressões NÃO devem parar. 
A VA avançada deve ser conseguida idealmente após a desfibrilação (Pois assim tenho até 2 
minutos para realizar a tentativa) pois durante o processo de IOT, as compressões não param, 
exceto para a confirmação do tubo, onde realizo a ausculta do epigástrio, base direita e esquerda 
e ápices direito e esquerdo. Depois procede-se normalmente com a fixação da cânula. 
Conseguida uma VA avançada, o ritmo de ventilação passa a ser 1 ventilação a cada 6s em 
assincronia com as compressões (100 – 120 compressões/minuto). 
► MANEJO 
Durante o manejo de uma PCR alguns pontos devem ser observados e revisados constantemente: 
➢ Qualidade da RCP 
• Realizar entre 100-120 compressões por minuto de 5-6cm de profundidade; 
• Minimizar as interrupções; 
• Evitar ventilação excessiva; 
• Alternar ao fim de cada ciclo de RCP (2 minutos); 
• Instalar capnografia de onda: Se PETCO2letes
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Nota
Monitorizar saturação de O2 pós-PCR
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
► INTRODUÇÃO 
Na emergência, precisamos de uma abordagem rápida e sistematizada. Para as arritmias existem 
alguns pontos que sempre devemos ter em mente. O primeiro e mais importante deles é: 
“Paras as arritmias que instabilizam o paciente → Tratamento imediato é o choque 
(Terapia elétrica)” 
Lembrando que: 
Taquiarritmias → CVES (Cardioversão elétrica sincronizada); 
Bradiarritmias → Marcapasso percutâneo. 
► SISTEMA EXCITO-CONDUTOR DO CORAÇÃO 
O impulso é gerado no nó AS, passa para o nó AV através de miocondução e então neste, é 
atrasado (permitindo os átrios se contraírem antes dos ventrículos). Depois, passam através do 
sistema de His-Purkinje onde o impulso chega nos ventrículos, permitindo a contração dos 
mesmos. 
Toda essa movimentação elétrica deixa registros e pode ser observada através do ECG. 
► NOÇÕES BÁSICAS DE ECG 
➢ ONDA P: 
o Representa a despolarização Atrial 
(contração); 
o É simétrica e menor que a onda T; 
o Deve sempre ser seguida do QRS. 
 
➢ INTERVALO PR: 
o Vai do início da onda P até o início do 
QRS. 
o Representa o atraso do nó 
atrioventricular (atraso proposital); 
o Normalmente dura até 5 
quadradinhos, ou seja, até 200ms (Entre 
0,12 e 0,20s, ou seja, 3 – 5 quadradinhos). 
 
➢ COMPLEXO QRS: Despolarização 
o Ventricular (contração); 
o O mais comum é ser estreito, na emergência, avalio a quantidade de quadradinhos, 
devendo durar até 3, pois isso indica que o estímulo está sendo gerado no átrio; 
o Por ser de grande magnitude, acaba cobrindo a atividade de repolarização dos 
átrios. 
 
➢ SEGMENTO ST: 
o Pausa entre o término e o início da despolarização ventricular; 
o Vai do fim do QRS (Ponto J) até o início da onda T. 
ARRITMIAS 
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Texto digitado
Repolarização
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Nota
Segmento PR = Corresponde ao atraso fisiológico do nó atrioaventricular. Representa a linha de referência basal para o ECG. O ST tem que estar alinhado com o PR, por exemplo.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
➢ INTERVALO QT: 
o Duração total das fases completas do ventrículo. 
 
➢ ONDA T: 
o Repolarização ventricular; 
o A onda é única e assimétrica e maior que a onda P; 
o Ramo ascendente mais lento que o descendente; 
o Ápice arredondado. 
O ECG é realizado em um papel milimetrado onde o 
comprimento de um quadradinho equivale a 0,04s e a altura 
0,1mV. 
Na emergência, preciso determinar rapidamente se o ritmo 
é ou não sinusal. Para isso, observo logo a onda P em DII. 
Para resumir, outro ponto que precisamos ficar atento na 
interpretação do ECG é a “regra” do 3 e 5: 
 
 
“3 → n° de quadradinhos que deve durar o complexo QRS 
5 → n° de quadradinhos que deve durar o intervalo PR” 
 
No contexto da emergência, seguindo o processo de sistematização, existe uma forma simples 
de verificar a existência de uma arritmia. 
► IDENTIFICANDO UMA ARRITMIA 
As arritmias são alterações: 
➢ Na frequência e/ou regularidade dos batimentos; 
➢ Na origem do impulso cardíaco ou sua condução; 
➢ Ativação miocárdica anormal. 
Lembrando que, nem sempre as arritmias podem causar sintomas. 
Na emergência, devemos nos perguntar 5 coisas importantes: 
1. Qual é a frequência cardíaca? 
2. Existe onda P facilmente visível? 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS (Onda P está gerando QRS)? 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? 
5. O ritmo é regular ou irregular? 
As arritmias são classificadas pelo mecanismo de sua origem: 
➢ Supraventriculares ou atriais (Mais fáceis de serem tratadas); 
➢ Ventriculares (Mais difíceis de serem tratadas). 
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Nota
Cada quadrado pequeno = 1mm
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Carimbo
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Nota
É uma anormalidade na frequência, regularidade, na origem do impulso ou uma alteração na sua condução , causando uma sequência anormal da ativação miocárdica.
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Nota
Onda P normal e facilmente visível*
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
► ANÁLISE DAS 5 PERGUNTAS 
1. Qual é a frequência cardíaca? 
É importante saber pois a conduta muda de acordo com a frequência. 
Para verificar o ritmo eu avalio o intervalo RR (Distância entre 
duas ondas R). Normalmente ele se situa entre 3 e 5 quadrados 
(Agora os quadradões do ECG). Posso contar a quantidade deles 
em 1 minuto. 
Nas taquicardias, o RR se estreita enquanto que, nas 
bradicardias, o RR se alarga, ficando maior que 5 quadrados. 
2. Existe onda P facilmente visível? 
A avaliação da onda P permite dizer se o ritmo é sinusal ou se há um arritmia. Para facilitar a 
mesma deve ser facilmente identificável, nada de ficar fosforilando muito. 
Um detalhe importante dessa imagem é que 
vemos um grande espaço no intervalo RR, logo 
de cara, sem nem precisar dos quadrados, 
vemos uma lentificação do impulso. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS (Onda P está gerando QRS)? 
Depois de ver se tem onda P, ver se cada uma delas (Ondas P) estão gerando um complexo QRS, 
que traduzindo, significa dizer que cada contração atrial está gerando uma ventricular (Caso não 
gerasse, estaríamos diante de um bloqueio). 
Aqui por exemplo houve um bloqueio, existiu onda P mas não houve o QRS. Nesse caso (Na 
verdade, em todas as situações da emergência) é interessante pedir um DII longo, para avaliar se 
existem bloqueios, pois, por vezes, só a DII comum, pode não mostrar algum bloqueio. 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? 
As arritmias ventriculares são bem mais difíceis de serem tratadas. Um exemplo 
disso é que os ritmos de parada, FV e TVSP são ventriculares também. Os ritmos 
ventriculares dão uma sintomatologia mais intensa, possuem maior 
morbimortalidade e um pior prognóstico. 
Lenta: 100 bpm 
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Nota
FC = 300/número de quadrados grandes entre um QRS e outro.
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Nota
Avaliar se a onda P é positiva em D2!
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Nota
Algumas referências consideram 0,12s (acima 3 quadradinhos) 
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Nota
Quando o coração bate muito rapidamente, há uma fase de relaxamento 
encurtado. Isso faz com que dois problemas principais: os ventrículos são incapazes de encher completamente, fazendo comque o débito cardíaco para 
diminuir; e as artérias coronárias recebem menos sangue, fazendo com que a oferta para o coração para diminuir.
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Nota
Quadro clínico: Hipotensão, sudorese, dor no peito, falta de ar, fraqueza, tontura, alteração do estado mental, edema pulmonar.
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Nota
Adicionar arritmias faladas na aula --> extrassístoles!
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Analise o ritmo abaixo: 
1. Qual é a frequência cardíaca? Acelerada ( RR menor que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Sim. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Toda onda P gera um QRS (Sem 
bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
TAQUICARDIA SINUSAL 
Preciso saber que é MUITO comum na emergência (Talvez a mais comum) e é secundária a algo. 
Tomar cuidado para pesquisar e tratar a causa como dor, ansiedade, medo, e stress, 
hipovolemia, desidratação, etc. 
A Taquicardia sinusal pode ser: 
➢ Fisiológica: 
✓ Infância; 
✓ Exercício; 
✓ Ansiedade. 
➢ Farmacológica: 
✓ -agonistas; 
✓ Estimulantes (café, fumo e álcool). 
➢ Patológica: 
✓ Choque; 
✓ Infecções; 
✓ Anemia; 
✓ Hipertireoidismo. 
 
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
→ Analise o ritmo abaixo: 
 
1. Qual é a frequência cardíaca? Acelerada ( RR menor que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Não. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Há QRS (Sem bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR REGULAR 
É muito comum em mulheres relativamente jovens, na faixa de 20 e poucos anos. Possui um 
vantagem: É fácil de reverter. Na emergência deve-se ter cuidado pois muitas vezes, pelo perfil e 
descrição da sintomatologia, muitos taxam erroneamente como "piti". 
→ Analise o ritmo abaixo: 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
 Em alguns momentos também trata-se a arritmia (Não só o que causou a mesma), 
controlando a FC. Os exemplos mais comuns são no caso de SCA, HDA, Sangramentos, etc, 
pois nesse caso, eu preciso evitar que o ritmo se exacerbe, evitando maior isquemia (SCA) ou 
maior exsanguinação (HDA, sangramentos). 
No caso de drogas simpaticomiméticas (cocaína), elas geralmente fazem taquicardia, nesse 
caso não pode-se administrar Beta-Bloqueadores (Pode induzir um espasmo coronariano, 
causar um IAM ou evento cerebrovascular). Nesse caso preciso usar benzodiazepínicos para 
tratar a Hiperatividade adrenérgica (Trato a causa) e assim trato o sintoma e consequentemente 
a taquicardia, que mesmo sendo sinusal pode dar sintomas. 
http://www.esacademic.com/pictures/eswiki/83/SVT_Lead_II.JPG
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Nota
GABA-estimulante
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
1. Qual é a frequência cardíaca? Acelerada ( RR menor que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Não. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Nem todas (Existem bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Irregular (Intervalo RR não se mantém constante). 
É uma taquicardia supraventricular irregular, ou seja: 
FIBRILAÇÃO ATRIAL 
É muito comum no paciente crônico: HAS crônico, Insuficiente cardíaco, Idoso, IAM prévio, etc. 
Em paciente jovem é comum naqueles com rotina desgastante e nesse caso, assumo que é 
agudo. 
No idoso, é importante procurar por IRA, uma úlcera, infecção urinária, ICC descompensada, etc. 
já que, normalmente a FA é crônica, ou seja, tenho que buscar uma causa. A cardioversão é o 
tratamento e depende do histórico da vítima: Se for o habitual (paciente crônico, geralmente idoso) 
a instabilidade foi causada por outra coisa, a FA foi apenas um achado. Se for um paciente jovem, 
pensar em rotina estressante, assumo que é aguda, está indicada a cardioversão. 
Lembrar que mesmo na FA aguda, pode haver a formação de um trombo, o que aumento o risco 
de acidentes cerebrovasculares. No entanto, caso a instabilidade (arritimia) do paciente ameace 
a sua vida, mesmo com o risco de haver trombo e risco de AVE, devo realizar a CVES 
(Cardioversão Elétrica Sincronizada). Em um cenário ideal, o paciente deve ser anticoagulado, 
realizar um ECO e então fazer a cardioversão. 
→ Analise o ritmo abaixo: 
1. Qual é a frequência cardíaca? Acelerada ( RR menor que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Não. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Existe QRS (Não há bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Largo (Maior que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como ventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
TAQUICARDIA VENTRICULAR REGULAR 
Nesse caso temos uma TV, a primeira coisa a se perguntar nesse paciente é: “Tem pulso?”, pois 
caso não haja, trata-se de uma TVSP (Ritmo de parada chocável), e devemos prosseguir com as 
manobras de Suporte de Vida. 
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Nota
É o que define se o ritmo é ou não sinusal
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
Se a TV é regular e toda “bonitinha”, como na imagem, classificamos como monomórfica. Caso 
ela se mantenha sustentada por mais de 30s, classificamos como uma TV sustentada. 
É como em pacientes homens, com mais de 50 anos com dor torácica, provavelmente com doença 
isquêmica. No exemplo, tem-se TV monomórfica sustentada. 
→ Analise o ritmo: 
 
 
 
 
 
1. Qual é a frequência cardíaca? Acelerada ( RR menor que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Não. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Existe QRS (Não há bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Largo (Maior que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como ventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Irregular (Intervalo RR não se mantém constante). 
TAQUICARDIA VENTRICULAR POLIMÓRFICA 
Essa tem um apelido: torção das pontas. É comum nos pacientes Hepatopatas, renal crônico, etc. 
Muito difícil na emergência. Não há onda P visível, e observa-se importante taquicardia. 
A FV (ritmo de parada) e a TV polimórfica são muito semelhantes. Esse paciente é uma exceção 
às regras sobre CVES, as respostas para as perguntas são iguais tanto para FV como para a 
Taquicardia Ventricular Polimórfica. Nesse caso, a abordagem também é igual, ao invés de fazer 
a CVES, eu desfibrilo, e não cardioverto. Na CVES a sincronização é feita com a onda R, que aqui 
é anárquica, não consegue-se achar essa onda, logo não consigo sincronizar, então desfibrilo. 
► TRATAMENTO 
O tratamento depende se a vítima está com uma taquiarritmia estável ou instável: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nota
Pode até parecer uma FV, mas nela o ritmo não segue nenhum tipo de padrão. Ritmo anárquico, você não consegue ver o QRS definido.
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Nota
Diferencio a partir das critérios de instabilidade clínica (5 Ds):
-Desconforto respiratório
-Dor torácica
-Diminuição da PA
-Déficits neurológicos 
-Desmaio
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Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
→ Taquiarritmias estáveis: 
Taquicardia Supraventricular Regular - É de simples resolução, muitas vezes, apenas a manobra 
vagal já é o bastante: 
1. Manobra Vasovagal: Podem ser feitas tosse, valsalva, massagem do seio carotídeo, 
dentre outras. Pode se realizar ainda a manobra de valsalva modificada,onde pede-
se ao paciente para que sopre o dorso da mão por 15s e ao final, muda-se 
rapidamente o mesmo de decúbito. Escolho uma dessas manobras, realizando por 
5 – 10s de cada lado e caso não resolva, vou para o passo 2. 
2. Adenosina: Deve-se realizar 6mg a 12mg em veia periférica proximal (Já que 
mesma é muito fugaz, evitando que se perca o efeito) + flushing de solução Salina 
e elevação do membro por 20s). A Adenosina bloqueia o no AV e encerra em torno 
de 95% das taquicardias supraventriculares regular. Ela não deve ser utilizada nos 
ritmos irregulares. 
3. β – bloqueadores ou BCCs (Verapamil ou Diltiazem). 
➢ Taquicardia Supraventricular Irregular – O passo primordial é o controle da FC, para isso 
pode-se utilizar: 
1. β – bloqueadores (Metoprolol 5mg de 5/5min até 15mg) ou BCCs (Verapamil ou 
Diltiazem). As vezes pela indisponibilidade dos medicamentos, usa-se até digitálico 
venoso. 
➢ Taquicardia Ventricular Regular: 
1. Antiarrítmico: Amiodarona 150mg em 100ml de SF (0,9%) em infusão lenta em torno 
de 10 min, podendo ser repetida. A infusão deve ser lenta pois se trata de uma 
arritmia e não de uma parada. Existe uma segunda linha de antiarrítmicos como a 
Procainamida e Sotalol. 
➢ Taquicardia Ventricular Irregular: 
1. Sulfato de Mg: 1 – 2mg em 100mL de SF (0,9%), IV em 5 a 20min. A infusão também 
deve ser lenta, monitorizando o reflexo patelar do paciente, débito urinário e padrão 
respiratório. Um antagonista para a droga é o Gluconato de Cálcio. 
Caso o paciente apresente alguns critérios de instabilidade clínica deve-se partir para uma 
abordagem sistemática. Os sinais instabilidade são os chamados 5Ds: 
• Desconforto Respiratório/Dispnéia; 
• Dor torácica; 
• Diminuição da Pressão Arterial; 
• Déficit Neurológico; 
• Desmaio. 
Os 5 Ds são importantes já que versam sobre os principais sistemas do corpo, os sistemas de 
alerta neurocardiorrespiratorio. 
A taquicardia dificilmente dá o sintoma de desmaio, a que mais dá desmaio é a bradicardia. Como 
o coração tá acelerado, na taquicardia, ele acaba não enchendo, o que diminui o débito. Na 
bradicardia é mais comum pois DC = VS x FC, e aí, nesse caso tanto volume sistólica como a FC 
estão baixas. 
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Deve ser realizada se as manobras não forem suficientes.

-Essa droga faz uma pausa sinusal no coração, o que gera um intenso mal-estar no paciente.
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Pode repetir se não reverter de primeira.
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2g**
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Nota
Deve ser evitada em idosos, porque pode mobilizar eventuais placas ateroscleróticas carotídeas.
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Nota
Antes de fazer o tratamento, precisa fazer o MOVER.
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Nota
Depois encaminhar o paciente para um especialista.
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Nota
Normalmente, o SAMU faz essa conduta antiarrítmica e a decisão de necessitar ou não de cardioversão vai ser tomada no hospital após realizar ECO transesofágico, verificar se precisa de heparina, etc.
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Nota
Se não deu certo com a amiodarona, pode tentar a adenosina 6 mg.
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Nota
Eleva as pernas 45 graus?
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Nota
Administra 6 mg, se não melhorar, administrar 12 mg após 2 minutos.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
A abordagem sistematizada se dá através do MOVER: 
➢ Monitorizações 
➢ Oxigenioterapia 
➢ Venóclise 
➢ ECG e Exame Físico 
➢ Reavaliação 
→ Taquiarritmias instáveis: 
 
Na prática, caso o socorrista não lembre qual carga usar para a CVES, posso utilizar 100J e ir 
escalonando, até no máximo, 200J. 
É importante lembrar que para realizar a CVES é necessário o protocolo ISASCO: 
➢ Informar; 
➢ Sedoanalgesia: 
o Se o paciente estiver hipotenso, preferir usar etomidato (Integridade cardiovascular) 
ou quetamina. 
➢ AMBU (Ventilar); 
➢ Sincronizar: 
o Processo feito com a onda R (Por isso que, nos casos de taquicardia ventricular 
irregular, se desfibrila, pois não se consegue encontrar as ondas R para sincronizar). 
➢ Choque: 
o Gel nas pás, pás no peito, afastar da fonte de O2 e fazer o mantra (Eu me afasto, 
você se afasta, todos se afastam). 
➢ Observar: 
o Ver se o paciente voltou ao ritmo sinusal, ou manteve a arritimia ou mesmo entrou 
em um ritmo de parada. 
►BRADIARRITIMIAS 
 
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Nota
Pode ser assintomático ou apresentar sintomas, como: 
• Falta de ar
• Estado mental alterado 
• Hipotensão 
• Edema pulmonar / congestão 
• Fraqueza / tonturas / vertigens
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Nota
Explicar ao paciente o procedimento que será realizado
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Nota
Mesma posição das pás da desfibrilação.
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Nota
Verificar se é bradi sinusal
Sempre olhar o PR
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Riscado
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1. Qual é a frequência cardíaca? Lenta ( RR maior que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Sim. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Toda onda P gera um QRS (Sem 
bloqueios). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
BRADICARDIA SINUSAL 
Um ritmo lento, com onda P facilmente visível e QRS estreito. O ritmo é regular e sinusal. 
Fisiológica: 
✓ Atletas; 
✓ Sono. 
Farmacológica: 
✓ Digital; 
✓ Morfina; 
✓ β-Bloqueadores. 
Patológica: 
✓ Estimulação vagal; 
✓ Hipotireoidismo; 
✓ Hipotermia grave; 
✓ Fase aguda do IAM de parede inferior. 
Caso necessário, tratar a causa. 
→ Analise o ritmo: 
 
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Nota

Dica:
-Ritmo regular--> BAV 1º grau ou BAV 3º grau (diferencia esses dois verificando se há uma P para cada QRS).
-Ritmo irregular-->BAV 2º grau (diferenciar tipo I e II através do aumento progressivo de PR).
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
1. Qual é a frequência cardíaca? Lenta ( RR maior que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Sim. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Toda onda P gera um QRS (Sem 
bloqueios). Intervalo PR alargado, maior que 5 quadradinhos (>0,20s). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
BLOQUEIO AV DE 1º GRAU 
Tem-se um intervalo PR alargado mas constante (Mobitz tipo II) o que representa um atraso de 
condução, ou seja, um bloqueio AV de 1º. 
→ Analise o ritmo: 
 
1. Qual é a frequência cardíaca? Lenta ( RR maior que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Sim. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Nem toda onda P gera um QRS 
(Há bloqueios verdadeiros). Vemos um aumento do intervalo PR progressivo (Maior que 
5 quadradinhos). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Estreito (Menor que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como supraventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Regular (Intervalo RR se mantém constante). 
BLOQUEIO AV DE 2º GRAU 
É considerado um bloqueio verdadeiro, já que, existem algumas ondas p que não produzem QRS, 
ou seja, existem contrações atriais que não geram ventriculares. A característica é o intervalo PR 
alargar e depois falhar (Mobitz tipo I – Alargamento progressivo do intervalo PR). 
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Nota
Usado em BAV 2º grau
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Texto digitado
É um ritmo irregular.
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→ Analiseo ritmo: 
 
1. Qual é a frequência cardíaca? Lenta ( RR maior que 3 quadrados). 
2. Existe onda P facilmente visível? Sim. 
3. Caso tenha onda P, qual a sua relação com o QRS? Nem toda onda P gera um QRS 
(Há bloqueios). Vemos um aumento do intervalo PR (Maior que 5 quadradinhos). 
4. O complexo QRS é estreito ou largo? Largo (Maior que 3 quadradinhos). Logo é 
classificado como ventricular. 
5. O ritmo é regular ou irregular? Irregular (Intervalo RR não se mantém constante). 
BLOQUEIO AV TOTAL DE 3º GRAU 
O que ocorre na verdade é uma assincronia entre os batimentos dos átrios e ventrículos. 
 
O átrio bate em uma frequência, o ventrículo em outra. Há uma dissociação, o ventrículo assume 
a resposta geradora de choque, produzindo seu próprio estímulo. Melhor forma de ver é pedindo 
DII longo. 
A importância do DII longo se dá, pois conseguimos ver agora a assincronia, que cada um está 
no seu ritmo. Aqui sabemos que existe onda P pelas características morfológicas da mesma (Pois 
ela é simétrica, enquanto a T é mais alta e assimétrica. Os ritmos que possuem QRS largo são 
ruins. 
Deve-se colocar marca-passo, pois o ritmo é um acelerador de morte súbita: Portanto, nos ritmos 
ventriculares com bradicardias → colocar marca-passo pois a chance de morte súbita é alta. 
► TRATAMENTO 
 
 
 
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Texto digitado
É regular, a distância entre os R-R é regular.
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Nota
Possui um dos 5 Ds de instabilidade clínica.
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Nota
E a estável? Encaminha para cardiologista, ver se precisa de marcapasso eletivo.
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
 
Nas bradicardias instáveis a medicação usada é a atropina em conjunto com o marca-passo. Na 
prática, faz logo no início a atropina, enquanto prepara os matérias para colocação do 
marcapasso. Este marcapasso é o chamado transcutâneo, pois na emergência é de mais fácil 
instalação, além de ser simples e temporário (Existem outros tipos como o Transvenoso e o 
subcutâneo). 
Normalmente não faz sedação, só analgesia, geralmente Fentanil ou Morfina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nota
Atropina NÃO é eficaz em: BAV 2º grau tipo II ou BAVT
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► INTRODUÇÃO 
Existem relatos desde o tempo de Hipócrates para as 
urgências e emergências. No séc. 18, Napoleão 
designou o Barão Larrrey para desenvolver um 
sistema de cuidados médicos para o exército francês. 
Larrey inclusive criou a chamada “ambulância 
voadora”, o primeiro protótipo de ambulância, 
desenvolvendo também os preceitos do cuidado 
médico de emergência pré-hospitalar, usados 
atualmente. Ambulância voadora 
► PRECEITOS 
➢ Rápido acesso ao paciente por profissional treinado; 
➢ Tratamento e estabilização no campo; 
➢ Rápido transporte aos hospitais apropriados; 
➢ Cuidados médicos durante o transporte. 
► AVANÇO & CRIAÇÃO DO SAMU 
A primeira guerra intensificou os trabalhos iniciados por Napoleão. O desenvolvimento oriundo da 
guerra avançaram muito o conhecimento do APH. Passado o tempo, foram aprimorados diversos 
conceitos até que em 1964, o professor Lareng propõe o 1º projeto “SAMU” (Chamado de SMUR). 
O SAMU surgiu como uma unidade reguladora de urgências e emergências e não apenas com o 
propósito de ter ambulâncias nas ruas. O decreto de Lareng obrigava os hospitais a possuírem 
ambulâncias com médico e enfermeiro. 
No início não havia nenhum treinamento específico para a equipe, até começarem os primeiros 
treinamentos: 
➢ 1969 – Comissão sobre SEM (Emergency Medical Service) é criada pela Associação 
Médica Americana; 
➢ 1975 – ACLS é desenvolvido pela Associação Americana de Cardiologia; 
➢ 1978 – Curso piloto do ATLS desenvolvido em Nebraska; 
➢ 1981 – PHTL (Prehospital Trauma Life Support) foi aprovado; 
➢ 1983 – Curso piloto do PHTLS em Lowa, Connecticut and Louisiana. 
No Brasil existiam várias frentes até serem unificadas. Em 1950 havia o SAMDU (Serviço de 
Assistência Médica Domiciliar de Urgência) considerado o embrião do atendimento pré-hospitalar 
no país. Na década de 90 iniciou-se o atendimento pré-hospitalar prestado pelo corpo de 
bombeiros (193) e em Curitiba foi criado o SIATE (Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma 
e Emergências), com a presença de equipe médica. A partir dos anos 2000 começaram a surgir 
HISTÓRICO DOS ATENDIMENTOS MÓVEIS DE URGÊNCIA 
Tudo começou com o SMUR (Serviço Móvel de Urgência e Reanimação) em 
1965, até que em 1968, passou a se chamar SAMU (Serviço de Atendimento 
Médico de Urgência). 
Matheus Dória Silva – matheussilva15.1@bahiana.edu.br 
portarias (Leis que determinam regras, criadas por um órgão executivo) para que fosse 
estabelecido uma padronização para o atendimento: 
➢ Portaria nº 2.048 (05/11/2002) → Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de 
Urgência; 
➢ Resolução CFM 1.671/03 (2003) → Atendimento pré-hospitalar. 
Então as Portarias Ministeriais 1.863 e 1.864 tornam o SAMU 192 um serviço nacional: 
➢ Portaria 1863/2003 → Implantação da Política Nacional de Atenção às Urgências 
➢ Portaria 1864/2003 → Institui o componente Pré-Hospitalar Móvel da PNAU 
Até que em Julho de 2005 surge o SAMU 192 em Salvador. 
► MODELOS DE ATENDIMENTO 
Existem dois principais modelos que guiam o processo de atendimento no pré-hospitalar: 
→ Modelo Americano: Scoop and Run 
➢ Baseado em profissionais de nível técnico; 
➢ Diagnóstico e cuidados definitivos no hospital; 
➢ Reduzir o tempo em cena. 
O modelo americano visa reduzir ao máximo o tempo em cena, para isso, conta com diversas 
bases descentralizadas para ter ambulâncias disponíveis o mais rápido possível na cena. 
→ Modelo Francês: Stay and Play 
➢ Baseado em Médicos e Enfermeiros; 
➢ Início do diagnóstico e cuidados definitivos na cena; 
➢ Resolutividade na cena; 
➢ Maior tempo em cena. 
Já o modelo francês visa é o oposto do americano, onde passa-se um maior tempo em cena, a 
fim de estabilizar o paciente e depois, leva-lo ao atendimento hospitalar, contando para isso com 
médicos e enfermeiros na ambulância. 
O modelo brasileiro é por vezes considerado como um misto entre o Scoop and run e Stay and 
play. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► PANORAMA DAS URGÊNCIAS 
Atualmente existe uma forte racionalidade hospitalocêntrica, ou seja, tudo “tem que ser resolvido 
nos hospitais”. Um exemplo claro é o que vemos no dia a dia, onde uma pessoa gripa, por 
exemplo, e vai direto ao HGE, superlotando o hospital por ir “pulando” etapas da rede. Este 
também é outro problema, quando etapas são puladas, a rede é desrespeitada, as referências 
acabam subdimensionadas e deficientes, sem clareza, desrespeitadas. 
Atualmente há uma distribuição inadequada da oferta de serviços de urgência, em Salvador é 
comum, por exemplo, locais de maior população com menos UPAs. Isso acarreta em trabalho 
extenuante aos profissionais, baixa resolutividade já que os hospitais de referência acabam 
ficando superlotados, culminando na desumanização das relações. 
Somado a isso, têm-se os problemas das poucas centrais de regulação médica, o transporte não 
regulado (O que atrasa a sequência de atendimento, pois, quando regulado, o centro é avisado e 
pode preparar melhor seus serviços para atender o doente. Isso ocorre nos casos de AVC em 
janela, onde, quando regulado, o centro pode preparar a terapia). Nesse panorama ainda existem 
os poucos serviços de APH móvel e insuficiente qualificação profissional. 
Ao longo dos anos, alguns paradigmas foram ou estão mudando, o atendimento por ordem de 
chagada é um deles. Hoje, já se fala em atendimento por classificação de

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