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FICHAMENTO FREUD, S. Moisés e o Monoteísmo, Esboço de Psicanálise e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago Editora, 2006. Esboço de Psicanálise · Presumimos que a vida mental é função de um aparelho ao qual atribuímos as características de ser extenso no espaço e de ser constituído por diversas partes. · À mais antiga destas localidades ou áreas de ação psíquica damos o nome de id. Ele contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está assente na constituição – acima de tudo, portanto, os instintos, que se originam da organização somática e que aqui [no id] encontram uma primeira expressão psíquica, sob formas que nos são desconhecidas. · O que atua como intermediário do id e do mundo externo, chamamos de ego. · O ego obtém controle sobre as exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser satisfeitas, adiando essa satisfação para ocasiões e circunstâncias favoráveis no mundo externo ou suprimindo inteiramente as suas excitações, · O ego se esforça pelo prazer e tenta evitar o desprazer. · O id e o superego apresentam algo em comum: ambos representam as influências do passado – o id, a influência da hereditariedade; o superego, a influência, essencialmente, do que é retirado de outras pessoas, enquanto o ego é principalmente determinado pela própria experiência do indivíduo, isto é, por eventos acidentais e contemporâneos. · A função do ego, é encontrar maneiras de satisfazer o id, de uma maneira mais apropriada, levando em conta o mundo externo. · Os instintos podem mudar de objetivo, através do deslocamento. · Existem dois instintos básicos: Eros e Instinto destrutivo. · É somente quando uma pessoa se acha completamente apaixonada que a cota principal da libido é transferida para o objeto e este, até certo ponto, toma lugar do ego. · Para a Psicanálise a vida sexual não começa apenas na puberdade, mas, logo após o nascimento. · É necessário fazer uma distinção nítida entre os conceitos de “sexual” e “genital”. O primeiro é o conceito mais amplo e inclui muitas atividades que nada têm a ver com os órgãos genitais. · A vida sexual inclui a função de obter prazer das zonas do corpo, função que, subsequentemente, é colocada a serviço da reprodução. As duas funções muitas vezes falham em coincidir completamente. · O primeiro órgão a surgir como zona erógena é a boca. Inicialmente, toda a atividade psíquica se concentra em fornecer satisfação às necessidades dessa zona – Fase oral. · Tudo o que for inconsciente e que se comporte desta maneira, que pode facilmente trocar de estado inconsciente pelo consciente, é, portanto, preferivelmente descrito como “capaz de tornar-se consciente” ou como pré-consciente. · Há outros processos psíquicos e material psíquico que não têm um acesso tão fácil ao se tornarem conscientes, mas têm de ser inferidos, reconhecidos e traduzidos para a forma consciente através da maneira descrita. Para tal material, reservamos o nome de inconsciente propriamente dito. · Existem três qualidades aos processos psíquicos: consciente, pré-consciente e inconsciente. · O que é pré-consciente pode tornar-se consciente sem a nossa intervenção, e o que é inconsciente, pode tornar-se consciente através de intervenção. · A única qualidade predominante no id é a de ser inconsciente. Id e inconsciente acham-se tão intimamente ligados quanto o ego e o pré-consciente. · Os sonhos, como todos sabem, podem ser confusos, ininteligíveis ou positivamente absurdos, o que dizem pode contradizer tudo o que sabemos da realidade, e comportamo-nos neles como pessoas insanas, visto que, enquanto estamos sonhando, atribuímos realidade objetiva ao conteúdo do sonho. · A nossa distinção entre conteúdo manifesto de um sonho e os pensamentos oníricos latentes. O processo que produz aquele a partir desses é descrito como elaboração onírica. · A formação de um sonho pode ser provocada de duas maneiras diferentes. Ou um impulso instintivo que é comumente suprimido (um desejo inconsciente) encontra durante o sono força suficiente para fazer-se sentido pelo ego, ou um impulso que sobrou da vida desperta, uma sequência pré-consciente de pensamento, com todos os impulsos conflitantes a ela ligados, recebe reforço, durante o sono, de um elemento inconsciente. Em resumo, os sonhos podem originar-se do id ou do ego.