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Eletrônica I 26 de fevereiro de 2025 1 1 Semicondutores Materiais que possuem uma resistência intermediária entre os condutores e isolantes. Figura 1: Semicondutores Os semicondutores mais utilizados na Eletrônica são o Silı́cio e o Germânio. Ambos possuem 4 elétrons na Camada de Valência. Isso os torna semicondutores. Figura 2: Semicondutores na tabela periódica 1.1 Tipos de Semicondutores • Semicondutor intrı́nseco (puro): Tando o Si quanto o Ge se estabilizam quando possuem 8 elétrons na última camada. Quando vários átomos de Silı́cio ou de Germânio são colocados juntos, formam uma estrutura cristalina onde compar- tinham seus elétrons na Camada de Valência com os átomos vizinhos (ligação covalente), formando um cristal semicondutor. 2 Figura 3: Semicondutor puro (100% Silı́cio) Dessa forma, cada átomo passa a ter 8 elétrons na última camada. Nenhum elétron sobra ou falta, pois todos pertencem a dois átomos do semicondutor. • Semicondutor extrı́nseco (dopado/impuro): Denomina-se dopagem o processo de adicionar impurezas ao cristal semicondutor. Impurezas são materiais com átomos trivalente ou pentavalentes (3 ou 5 elétrons na Camada de Valência). Dopagem Tipo P Figura 4: Dopagem tipo P Dopando o cristal com impurezas trivalentes, como possui 3 elétrons de valência, falta 1 elétron para o Silı́cio ficar estável. Esse buraco é chamado de lacuna: a ausência de um elétron esperado na ligação covalente. Como falta um elétron, diz-se que esse semicondutor está dopado positivamente. 3 Dopagem Tipo N Dopando o cristal semicondutor com impurezas pentavalentes. Figura 5: Dopagem tipo N Como a impureza possui 5 elétrons na última camada, sobra um pra completar a ligação (chamado de elétron livre). Como temos 1 elétron sobrando, dizemos que o cristal está dopado negativamente 1.2 Junção PN e Recombinação Os cristais do Tipo P e Tipo N, sozinhos, não possuem muita utilidade na Eletrônica, mesmo sendo bons condutores de eletricidade. Quando são juntos, ocorre a junção PN, sendo a base da Eletrônica. Figura 6: Junção PN As lacunas do lado esquerdo atraem os elétrons livres da direita. Esse efeito é chamado de recombinação. Agora, só há elétrons livres longe das regiões próximas ao centro. Todo 4 o restante das ligações está estável (no centro). Quando colamos um cristal semicondutor do Tipo P a um Tipo N, temos, então, uma Junção PN, chamado de diodo. 1.3 Junção PN e Diodo Polarizado Reversamente Polarizar significa ligar polos. Junção PN polarizada reversamente consiste em ligar o polo negativo da bateria no Tipo P e o polo positivo no Tipo N. Figura 7: Diodo polarizado reversamente O que ocorre é: as lacunas serão atraı́das pelo polo negativo da fonte. O mesmo ocorre do outro lado. Com isso, cargas se concentram nos extremos e a camada de depleção (ou barreira de potencial) aumenta. Dessa forma, a corrente não consegue circular. Logo, Um diodo polarizado reversamente não consegue transportar corrente. 1.4 Junção PN e Diodo Polarizado Diretamente Nesse caso, temos o polo positivo da bateria conectado ao Tipo P e o polo negativo, ao tipo N. 5 Figura 8: Diodo polarizado diretamente Aplicando uma tensão na bateria, ocorre uma repulsão das cargas. Com isso, a camada de depleção diminui. Um diodo polarizado diretamente consegue transportar corrente. Temos que o diodo é o mais simples dos componentes eletrônicos. Ele permite a passagem da corrente em um único sentido. Possui apenas dois terminais: o ãnodo (positivo) e o cátodo (negativo). 2 Diodos 2.1 Diodos de sinal Figura 9: Representação esquemática do diodo de sinal O diodo de sinal (ou de chaveamento) é melhor para trabalhar com processos de alta frequência. Trabalha com correntes (mili) e tensões baixas (poucas dezenas), e tensões altas (até 1 GHz). Clipping em forma de onda, proteções de entrada, chaveamento e demodulação (detecção de sinal modulado) são algumas aplicações do diodo de sinal. 6 2.2 Diodos Zener Figura 10: Representação esquemática do diodo Zener Quando polarizado reversamente, consegue conduzir uma corrente limitada com uma tensão bem menor (tensão Zener). É aplicado em circuitos para regular a tensão. É instável, pois a temperatura influencia seu comportamento. 3 Transistores Transistores são dispositivos semicondutores ded 3 terminais. Ao manipular a tensão e/ou corrente entre os terminais de entrada, pode-se controlar o comportamento dos terminais de saı́da. Figura 11: Representação esquemática do diodo Zener Pode funcionar de três maneiras: • Chave aberta (𝐼2 = 0, 𝑉23 ≠ 0); • Chave fechada (𝑉23 ≈ 0, 𝐼2 > 0); • Fonte controlada de corrent (𝐼2 = 𝑓 (𝑉13, 𝐼1)). 7 3.1 Transistor Bipolar de Junção (BJT) Consiste na associação de 3 semicondutores dopados (Tipo N e/ou Tipo P). Figura 12: TBJ NPN Figura 13: TBJ PNP Em geral, para o TBJ: Figura 14: Resumo TBJ 8 3.2 Transistor Efeito de Campo (FET) Diferente do TBJ, o FET possui 4 portas, porém, 2 devem estar em curto-circuito para ser adicionado a um circuito. Figura 15: TBJ MOSFET 3.3 Transistor CMO Divididos em transistor do Tipo N e do Tipo P. 4 Amplificadores Divididos principalmente em classe A, B e AB, a respeito da polarização dos transis- tores. • Classe A: Dissipa muita potência e não entrega muita potência sonora. Funciona havendo, ou não, sinal. • Classe B: Funciona apenas se há sinal. Qualidade do som é inferior à da classe A. • Classe AB: Junta a caracterı́stica dos dois: pré-polarização (A) e dois transistores (B). Eficiência maior que do A, mas menor que do B. 5 Fontes de Alimentação Alimenta o circuito com a corrente. Ponto de partida para todo o funcionamento do circuito. 9