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NOS TEMPOS DO IMPERADOR TEODOSIO Em 26 de junho de 363 em combate o imperador Juliano, após renuncia ao assédio de Ctesifonte, retirou-se com seu exército e provavelmente foi ferido por um dos soldados do seu próprio exército. A morte de Juliano causou grande alegria entre os cristãos. O seu sucessor, Gioviano, era um cristão, e anulou os atos do seu antecessor, mas desaparece em fevereiro 364. Sobe ao trono Valente I que se colocou neutro na disputa religiosa entre pagãos e cristãos. No oriente seu irmão Valente (364-378) fez o mesmo, a princípio se coloca a parte das disputas teológicas, posteriormente toma partido dos arianos e impõe perseguição ao clero contrário, revogando a perseguição em 377 d.C. Em agosto de 378 d.C. Valente afronta em Adrianópolis os bárbaros, vencendo a batalha, mas acabou morto. Em 379 Graziano nomeia Augusto o espanhol Teodósio (seu filho), com o encargo de governar a parte oriental do império juntamente com as doze dioceses da Dacia e Macedônia. No mesmo ano Graziano e Teodósio enfrentem a questão religiosa com procedimentos radicais, seja no confronto dos pagãos ou dos arianos, com uma política favorável aos ortodoxos. Anteriormente, em 378 Graciano publica a Sirmio um edito de tolerância para todas as religiões. Em Milão, posteriormente, revoga a disposição emitindo uma constituição contra as heresias. O reinado de Teodósio significou a mudança no relacionamento do império com a igreja cristã. Destruiu muitos templos pagãos e procurou assistir e reforçar a ortodoxia com leis e ações ante heréticas.Em 28 de fevereiro de 380 d.C. publica o edito “Cunctos Populos”, conhecido como Edito de Tessalônica: “todos os povos que é governado da administração da nossa clemencia devera praticar aquela religião que o divino Pedro Apostolo transmitiu aos romanos” (...) “É evidente que esta é a religião seguida do pontífice Damaso e de Pedro, bispo de Alexandria, pessoa de apostólica santidade” Teodósio aplicou uma concepção tipicamente ocidental a divisão da Igreja, colocou em evidência com seus atos o Papa Damaso, sucessor do Papa Libero em 366 que enfrentou um tempo de conflitos. A posição de Teodósio se compromete com a teologia de Niceia e contra os rivais de Roma. Dizia: “Nós cremos na unitária divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, segundo o conceito de igual majestade da Santa Trindade”. Papa Damaso havia presidido o concílio de Roma em 377 no qual condenou a cristologia de Apolinario e afirmou o concilio de Niceia com a inserção: “Nós não separamos o Espírito Santo, mas juntos com o Pai e o Filho, oferecemos a eles uma adoração conjunta enquanto completa em cada coisa, em potência, em honra, e majestade e em divindade”. Os adeptos a teologia de Niceia caminharam com tranquilidade durante após a morte de Constanzo II em 361, pois o imperador Valentiniano I não permitiu que o episcopado ocidental entrasse nas mãos dos contrários. No Oriente os opositores da ortodoxia governativa sofriam duramente sobre o governo de Valente. Entre os opositores se encontravam Basilio de Cesarea, Melezio de Antioquia. Entorno a Melezio se encontrava a maioria dos bispos orientais, entre eles os exegeta Diodoro de Tardo e os capadócios Gregório de Nissa e Gregorio Nazianzeno. O grupo capadociano da teologia trinitária prevalece juntamente com a maior parte dos bispos orientais, rebatendo a única substância do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas falando de três “Hypostases” pessoalmente distintas. Em 362, no sínodo de Alexandria, Atanásio havia procurado unir os dois pensamentos, na questão em que afirmavam que havia uma “hipóstase” poderia referir a uma simples divindade das três pessoas e que “três hypostases” não comportavam a separação das pessoas em três deuses, pois o termo levaria a tratar o Filho e do Espirito Santo simples criaturas. Sobre a base desta compreensão todos aqueles que condenaram Niceia e rejeitaram a doutrina do Espírito Santo como criatura entram em comum acordo pela união na fé. A divisão dos partidários de Niceia tornou majoritariamente difícil a reconciliação com outros grupos, seja aqueles que tratassem dos pneumáticos que professavam o credo de Niceia mas eram convintos que o Espírito Santo fosse uma criatura do Filho e priva de essência divina; seja os arianos como Demofilo de Constantinopla ou os anomeiani como Eunomio. Sobre a trindade o concilio de Roma de 377 d.C. confirmou Niceia e negou que separasse o Espírito Santo. Os apolinaristas eram considerados ortodoxos sobre o tema da trindade, mas duramente adversário dos outros partidos em Antioquia. Diodoro havia utilizado a fórmula “duas essências” para distinguir a divindade de Cristo da sua humanidade, e esta foi uma das expressões que provou o protesto dos Apolinaristas. O protesto da parte dos orientais sobre o cisma de Apolinario levaram a uma condenação daqueles que sustentavam que Cristo “obteve da Virgem Maria uma natureza humana incompleta” Os marcelianos e os Eustazianos passaram a contar com o apoio do meleziano e capadocianos onde afirmavam: “o Filho não é imanente no Pai, mas subsiste da eternidade para a eternidade. Este posicionamento foi comunicado aos antioquenos juntamente com o edito de Teodósio que indicava em Damaso o critério da ortodoxia. Diante das questões teológicas Teodosio levou a Igreja a um concilio geral em Constantinopla no ano de 381 que foi reconhecido em 451 como o segundo concilio ecumênico da Igreja. Estavam presentes 150 bispos de todas as regiões orientais. Determinavam os padres conciliares: · O primeiro cânone ratificado determinava: “a fé dos 318 padres conciliares que se reuniram em Niceia”. · O cânone terceiro declarava: “o bispo de Constantinopla terá o primado de honra depois do bispo de Roma, porque Constantinopla é a nova Roma” · O cânone quatro determinava: “que Massimo o Cínico não foi e não é bispo de Constantinopla e qualquer ordenação proferida por ele não é validada” · O cânone quinto: tomo dos bispos ocidentais” que receberam os de Antioquia que confessaram a única divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Durante o concilio Melezio morre e Gregorio Nazianzeno assume a presidência e a sede de Constantinopla. A ocupação da sede gerou discussão e discórdia quando da discussão referente ao título de sede de honra de Antioquia e Constantinopla; em apoio a Gregorio estavam os bispos ocidentais, egipcianos e macedônicos. Os melezianos contrariando a nomeação anterior de Gregorio de Nazianzeno nomearam Flavio como bispo, causando uma cisma entre as sedes de Constantinopla e Antioquia por sete anos. O credo de Constantinopla não contém nenhum dos anátemas ante arianos, mas afirma o artigo relativo ao Espírito Santo proclamado em Niceia: “E no Espírito Santo, que o Senhor dá vida, que procede do Pai, que juntamente ao Pai e ao Filho deve ser adorado e glorificado, que falou por meio dos profetas” (...)“desceu dos céus, do Espírito Santo e da Virgem Maria, foi crucificado por nós sobre Ponzio Pilatos; “sofreu” e foi sepultado, “e ressuscitou ao terceiro dia” segundo as escrituras, o qual o reino não terá mais fim. “o Espírito Santo” o Senhor e doador da vida”. De calcedônia para Niceia foi retirado o termo “as coisas do céu e as coisas da terra”. Calcedônia contem outro artigo referente ao Pai: “Criador” do céu e da terra e “de todas as coisas visíveis e invisível” omite “Deus de Deus”. Omite-se “da mesma substância do Pai” substitui-se por “do Pai antes de todo o tempo” (...)“e o seu reino não terá mais fim” em contra posição aos Marcelianos e apolinaristas. Também o termo: “do Espirito Santo e da Virgem Maria” – termo ante Apolinarista. O texto condenava os Apolinaristas, os marcelianos e os Melezianos e os Pneumaticos. O concílio confirma a consubstancialidade divina do Espírito Santo , em detrimento ao pensamento de Eustazio de Sebaste que negava a divindade do Espírito Santo. O credo de Constantinopla se tornou essencial para o batismo e eucaristia. Constantinopla foi ratificado pela maioria dos bispos do ocidente e oriente, eevoca quatro pontos importantes: a) A pessoa e obra do Espírito Santo são presentes segundo o fundamento bíblico. A fé trinitária vem expressa sem palavras controversas b) A posição do Filho vem declarada em modo diverso, em forma que evitam o tom marceliano de Niceia, que foi explicitado do credo de sardica em 342. Cristo vem descrito como “Unigênito Filho de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos”, assim “unigênito” vem interpretado no velho modo oriental Antes que tivesse inicio o mundo e o tempo o Filho existe como pessoa distinta ao lado do Pai e derivado dele. Em Niceia “o Filho de Deus, gerado do Pai, Unigênito, vale dizer da mesma substância do Pai.” “antes do todos os séculos” vem entendido a ideia que a geração seja a mesma da encarnação. O concílio de Roma em 377 havia adotado o termo que “Deus a palavra na sua potencia, não manifestado, mas nascido e não imanente no Pai assim para não ter uma existência real, mas subsistente da eternidade e na eternidade” A negação que deveria ser mantido em relação que o Filho fosse uma “hipóstase” distinta do Pai foi retirada. c) A expressão “e o seu reino não terá mais fim” é uma citação bíblica pensada para confrontar Marcelo, o qual sustentava que o reino de Cristo fosse terreno e temporário até que tivesse sido entregue ao Pai d) O termo “se encarnou por obra do Espírito Santo e da virgem Maria” teve o sentido teológico para opor a Apolinario. Cristo é formado das duas naturezas, uma divina e outra humana. Em oposição a Apolinário que afirmava uma só natureza encarnada de Deus na Palavra. Distinção entre causa religiosa e civil. Posteriormente Ambrósio escreve a carta “Benedictus” no qual expõe aos príncipes o dever deles na relação com a Igreja, no qual a Igreja dá ao poder político que cuide de seguir as decisões conciliares, mas proclama o próprio direito de gozar da liberdade de fronte ao poder civil. Nesta ótica, desde o início do novo momento, Constantino havia tentado integrar a Igreja no aparato imperial e de certo modo considerou o verdadeiro chefe dele de fato e não de direito, Na Igreja boa parte dos bispos, especialmente os ocidentais, haviam declarado a necessidade do princípio da distinção entre fé e poder público. Ao final do IV século os bispos se direcionam na invocação do apoio imperial em coisas eclesiásticas, pretendendo a intervenção do braço secular. A disputa ao entorno do altar da Vitoria: concepção pagã ou cristã. Em 382 Graciano decide retomar a luta contra a resistência pagã e manda tirar da sala da cúria romana o altar da Vitoria, privando o corpo governante pagão e a classe sacerdotal das imunidades que lhes era concedida. Decide também confiscar a suas rendas e suprime-se o título de Pontífice Máximo. O altar da pátria havia sido instituído por Augusto para celebrar a vitória de Azio, como símbolo da ligação entre a esfera religiosa pagã e política. O Altar era uma prova tangível, para os pagãos, da fidelidade do imperador a ala republicana e de lealdade de sua política. Os cristãos se declaravam sobre plano religioso cidadãos de um reino que superava e transcendia a cada realidade humana. No relacionamento político religiosa Ambrosio e Simmaco se colocam em distância com o poder político. Na obra “Non congruunt igitur vestra nobiscum” escreve Ambrósio, que exprime não somente uma visão e sim uma prática política, mas também a concepção teológica e antropológica ao significado da presença do homem na história, que tem distintamente os pagão e cristãos. Para os cristãos Ambrósio é o porta voz, Deus é o centro absoluto e único do qual tudo descende para depois sobressair, após se passado através da história. No ano de 384 estourou uma revolta na Bretanha entre os grupos romanos: foi aclamado imperador o general Magno Massimo e Graciano é preso em Lion, traído e morto em 25 agosto. Massimo foi batizado antes de se tornar imperador, invade a Itália e Teodósio intervêm com vistoria em Siscia e Petrovio. A vitória dava a Igreja um momento de cristalização ao governo de Teodósio. Do momento em que Massimo governou na Galia acontece pela primeira vez o fato de uma autoridade civil condenar a morte homens reconhecidos como heréticos. Foi o caso de Priscilliano, bispo de Avisa em Lusitânia, e dos seus companheiros. Após ter sido julgados como blasfemadores no concílio em Saragoza (380) e em Bordeaux (384), Prisciliano é acusado pelos bispos de maniqueísmo. Massimo emitiu uma sentença de condenação à morte que se realizou em Trevere no ano de 384 d.C. Martinho de Tours condenou o ato sustentando que deveria condenar a doutrina e salvar a pessoa. Alinhamento ideológico: pagãos, judeus e arianos A política religiosa imposta por três augustos no oriente em: · Teodosio manteve-se de certa forma distante e neutral nas questões religiosa. · Massimo adepto a ortodoxia, tinha a intenção de interversão na Itália e portanto se coloca contra os arianos e pagãos, como forma de alargar a potência · Valentiniano II estava na mão da corte Milanesa que se inclinava ao arianismo. Entre 383 e 389 a aristocracia pagã, socialmente, culturalmente e economicamente aguerrida; combate na esperança de consolidar-se no poder, com armas apologéticas idênticas a utilizadas por arianos e hebreus. Valentiniano II em janeiro de 386 consente a liberdade de culto aos arianos e ameaça com pena de morte a quem opor-se. Em Milão foi aberta uma clara oposição da corte sobre o fato do imperador ter cedido aos arianistas a Basílica Portiana, que gerou um forte motivo de contenda. Ambrosio, bispo local, em uma série de homilias e carta endereçada ao imperador exprime o seu pensamento acerca do direito da Igreja e aquele das “civitas” romana, em clara imposição sobre o pensamento do direito da Igreja e da autoridade civil. O bispo afirmava claramente que nas coisas de fé são os bispos que tem o dever de julgar os imperadores e não vice versa, e que a Igreja não pode submeter-se ao soberano. Condena os irmãos que para obter favor do soberano perderam o favor de Deus. Dizia: “Nós damos a Cesar aquilo que é de Cesar. Mas a Igreja é de Deus não de Cesar”(homilia de Ambrosio “Contra Auxentium” em 29 de março 386) (...) “com isto nenhum nos acuse de faltar de reverência ao imperador. De fato nenhuma honra é maior que esta: que o imperador possa dizer-se filho da Igreja. Porque o imperador faz parte também da Igreja, é na Igreja, não acima da Igreja” De Hilário de Poitiers a Basílio existiu uma linha que reivindicava a liberdade e independência da Igreja no exercício da própria função e que antes de tudo exigia a subordinação do soberano a Igreja na questão espiritual. Em 494 d.C. Anastásio I formulará uma teoria do poder régio e da autoridade pontifícia, “dois princípios” no qual a história é direta de Deus e que nele existe a legitimação, de onde deriva a consequência, segundo o qual em questão religiosa o mesmo imperador é submisso a autoridade do Papa Romano. De 388 a 392 Teodosio reside no palácio de Milão. Reprendendo o contato depois de alguns anos do imperador e o bispo da cidade. Dois episódios neste tempo eleva as disputas entre imperador e igreja: · Em Callinico, no rio Eufrate, no ano de 390 durante uma remoção, grupos de cristãos haviam incendiado a sinagoga e um santuário dos valentinianos. Teodosio ordenou de procurar os culpados e impõe ao bispo local de reconstruir com recursos próprios a sinagoga. Ambrósio em uma carta protesta junto ao imperador e depois, afronta-o na Igreja diante do povo milanês, o induz a retirar o procedimento. Após o ato o imperador emana uma série de disposições que favoreciam os cristãos e desagradava a comunidade Ariana de milão. Teodosio se submeteu a Igreja, é o primeiro exemplo de um soberano que reconhece a subordinação as leis mais que as suas e um bispo que reivindica o poder de julgar e de absolver os soberanos não somente pela conduta privada, mas também pelos atos oficiais. · Em 391 o imperador proíbe qualquer culto pagão na cidade de Roma e no mês de junho de 391 d.C. ordena o fechamentodos templos pagãos na Alexandria e, em âmbito cristão, emana uma lei contra aos incrédulos da fé, estabelecendo a incapacidade deles de executar um testamento e herança. Em 392 Valentiniano II se torna prisioneiro na Galia e Arbogaste, general de origem barbara, clama novo augusto Eugenio, após a morte de Valentiniano. Em novembro uma constituição de Teodosio, que sinalizava o fim do paganismo ao menos na cidade, proibia cada ato de culto, também doméstico, em todo o império, o que provocou forte reação em Roma. Eugenio, que era cristão, ordena o restabelecimento do altar da Vitoria do senado. O momento politicamente e religiosamente se torna tenso. No verão de 393 Eugenio e Arbogaste estão em Milão. O partido pagão repreende força, foram abertos os templos e completado atos de culto, se celebravam as festas que foram proibidas. Foram feitas ameaças de represália contra a Igreja em particular a de Milão. Em 394 Eugenio entre em batalha contra Teodosio, que se realizou entre 5 e 6 de setembro, em Aquileia. Na batalha são mortos Eugenio, Arbogaste e Nicomaco. Teodosio é o vencedor do combate. No ano de 395 Teodosio morre, deixando o império dividido entre os seus dois filhos: Onírio, augusto do ocidente e Arcadio, augusto do Oriente. Após a morte de Teodosio se repreendem as rebeliões e os saques proferidos dos bárbaros. No ano de 397 morre o bispo de Milão, Ambrosio. O IV século foi dominado da figura de Constantino, a segunda parte foi desenvolvida por uma série de personagem de notável estrutura, representantes das grandes correntes políticas, social, cultural que animou a história deste período. Costanzo II, sustentando o arianismo, escolheu uma vida mediano, no qual o monoteísmo veterotestamentário e o neoplatonismo prevaleceu sob o mistério trinitário. Juliano e depois Simmaco e outros fundamentam a sua visão religiosa e política sobre o politeísmo, em oposição a monarquia divina. O Deus superior reina sobre o mundo, mas existem os deuses inferiores, do qual dependem as simples nações a governar Graciano, Teodosio, entre eles os bispos Atanasio, Hilario, Gregório de Nazianzeno, Damaso, Ambrosio; tiveram uma presença diversa e com argumentos contrastantes. Portanto um tempo em que os imperadores cristãos interferiram nas questões religiosas para defender a Igreja e para atribuir privilégio. Foi um tempo de dificuldade para os cristãos em encontrar um ponto de equilíbrio entre inserir-se no mundo sem ser do mundo. Cristãos e paganismo no IV e V século A mensagem cristã deve ser olhada de duas formas: a) com a manifestação que se empregam para rende-la operante e na linguagem no qual é expresso; b) Outra posição de difusão do cristianismo é o poder, com o qual os atos do governo e com emanação de leis dá um timbre a sociedade do tempo. A linguagem utilizada pelos pagãos e pelos cristãos, em particular na expressão culta, tiveram larga zona comum, se fizeram transmitir de uma exigência própria do homem do tempo, usando imagem e meios literários que a tradição rica lhe pudesse oferecer. Exemplo a poesia de Prudêncio, ou os epitáfios que se eram difundidos com inscrição que remetiam a ressurreição, a vida eterna e a fé. Era o clima espiritual de uma sociedade na procura de um ponto de referimento seguro. · Gregorio Nazianzeno coloca acento sobre dois pontos que assinalam na história da salvação; · passagem da idolatria a lei e a passagem da lei ao evangelho. O olhar era de um movimento de justiça, gradual: “se não fossemos constritos, mas persuadidos; porque o fruto da constrição não é durável, ao contrário o fruto da persuasão é mais durável e seguro. O primeiro é obra daquele que usou a violência, o segundo é obra nossa; um do poder tirânico, outra da bondade divina. Deus, portanto, não retêm o dever de fazer o bene aos homens, mas rende benéfico aos homens que aos que os consenti”. Os filhos de Teodósio logo não demoram em declarar que intendiam aplicar contra os pagãos e heréticos as disposições emanadas do pai; e assim fizeram, somando ainda atos mais rigorosos. As leis entraram em vigor nos anos imediatamente sucessivos a 395 d.C., proibindo o culto pagão, impedindo, entre outros, a qualquer um de entrar nos templos; privou-se os sacerdotes pagãos das imunidades e benefícios que obtinham, suprimiram-se os subsídios destinados a manutenção idolátrica. Os templos pagãos e lugares pagãos foram transformados em igrejas com variações arquitetônicas. Declarava o imperador: “Covo de todas as imposturas, de todos os enganos, teses da esperteza dos sacerdotes para enganar os fiéis” A proibição causa confronto entre os cristãos e pagãos. Um exemplo desta dissidência foi o caso da filosofa e matemática Hipatia, exponente ilustre da filosofia neoplatônica, em Alexandria 415 d.C. Ela teria sido atacada e assassinada por um grupo de cristãos que a acusavam de ter criado um movimento anticristão. A autoridade utilizava de todas as funções sociais da nova religião, por isso o império se reserva de usar os próprios meios para que a fé seja difundida e seja removido qualquer obstáculo. O legislador não mira a uma conversão interior da consciência, mas a uma adesão formal dos indivíduos, que em tal modo demonstram a sua submissão a lei. Os imperadores cristãos receberam plenamente da religião a linha de tendência típica do direito romano. As leis de inspiração cristã não fizeram perder a justa prospectiva histórica dos problemas, assim como a fixação da doutrina que desenvolveu através dos grandes concílios ecumênicos do IV e do V século. O direito e a doutrina se impõem rapidamente no confronto com o mundo e a Cultura tardo antiga e não diversamente fizeram sentir o seu peso e influxo sobre a população barbara. Movimento monástico O movimento monástico foi visto como “a procura de uma ligação da terra com o céu”, ou uma forma de fazer com que o homem pudesse descobrir a sua verdade total. No âmbito cristão este movimento tem início quando as perseguições estão em sua fase final e há um desenvolvimento surpreendente quando a nova religião se torna a religião oficial. O modelo monástico é o modelo da perfeição possível dentro da cristandade. A forma mais antiga consiste no eremita, o retiro no deserto, porque as primeiras manifestações de tal gênero de ascese nasceram no Egito, país rico de desertos. Onde a condição ambiental e climática é diversa, o conceito é refugiar-se. Os monges abandonam a vida ativa do mundo para dedicar-se aquela contemplativa e ascética. Existiam três categorias de monges: · cenobitas, que vivem em cidades · Anacoretos que se isolam em lugares desertos e distanciavam-se dos homens · Girovago: vivem em dois ou três, algumas vezes mais números, e não depende de ninguém “o fruto do seu trabalho é procurar juntos o alimento. Vivem em cidades ou vilas, e tudo que vendem custam sempre mais, como se o trabalho deles e não ao suas vidas devessem ser considerados santos. Se vestem com mangas longas, sapatos largos, hábito roxo. Visitam as virgens, falam mal dos clérigos; Quanto aos cenobitas São Jerônimo Escreve: “a primeira lei para eles é aquela de obedecer aos superiores e fazer aquilo que lhe mandarem. São divididos em dez e em cem, de modo que em cada grupo de dez tem um que preside. E em cada grupo de cem tem um que comanda. Vivem separados na própria cela. Vivem de pão, legumes e ervas, temperados somente com sal. O vinho o prendem somente os velhos. É prescrito o trabalho quotidiano e o produto o trabalho entregue chefe do grupo e depois ao ecônomo, o qual transfere ao padre geral cada mês.” Antão (251-356) é o pai dos monges. Do médio Egito, onde ele nasce e viveu, se difundiu o movimento monástico. Com Pacomio, ainda no Egito, nasceu os cenobitas, ele funda a sua comunidade em uma vila abandonada a Tabennisi. Também na Síria aparece o monaquismo, não por germinação do egipciano, mas independentemente; depois se difundiu na Palestina, na Ásia menor, Capadócia e outras regiões. No IV século chega ao ocidente, onde se encontra por exemplo: em Milão, na África e naEspanha, Gália. No início do século V nos monastérios havia 7000 monges em dois grupos: No delta do rio Nilo 5.000 a 3500 monges. Em Constantinopla ou nas suas vizinhanças, ao final da segunda década do V século se encontravam bem 85 monastérios, aos quais se devem somar outros 39 que se encontravam entre Bósforo, na Calcedônia. O sentido da vida nos mosteiros emergia no sentido de alcançar a perfeição que é um dom de Deus, e que a contemplação deve manifestar-se na ação e, portanto, revelar-se na história, combatendo o mal (externo e interno). E contado que Santo Antão teria saído somente duas vezes do deserto, para ir a Alexandria. A primeira durante a perseguição de Diocleciano, para confortar os confessores e expor-se ao martírio se isto fosse o desejo de Deus. A segunda durante a controvérsia ariana para sustentar com o seu prestígio os bispos católicos, defendendo com eles a ortodoxia. Para Basílio de Cesareia a vida monacal é ligada àquela da inteira comunidade, pelo qual a escola, hospitais, orfanatos, fazem parte da integração do mosteiro. A vitória sobre o mundo que o monge, com ajuda de Deus, obtém, não quer dizer uma vitória de possessão política, ao menos onde mantem-se integra a fidelidade a vocação original. Ao contrário, significa a afirmação das exigências de Deus e do homem, na história. Onde as frentes que se abem seja em respeito aos erros doutrinais (paganismo e heresia) seja respeito aos erros da prepotência política. Para a vida monástica se aceitava a ideia de que o poder divino se manifesta tanto de forma direta ao indivíduo comum ou através instituições permanentemente estabelecida, mas somente em um número limitado de agentes humanos excepcionais, com um relacionamento sobrenatural especifico e estável. O monge era visto como alguém de grandes atributos pelos seus contemporâneos, pela sabedoria e exercício ascético. Uma sabedoria que compreendia a capacidade de conhecer o homem, no saber guardar até o íntimo do coração e por isto ajudá-lo. A raiz do sentido monástico está em uma profunda insatisfação do homem no confronto da realidade, uma tentativa na forma mais extrema para a antiguidade de contrapor a personalidade a sociedade existente, com o seu estado de: igualdade econômica, hierarquia social, religião, cultura. Um outro sentido foram os mosteiros femininos com diferença do sentido masculino, houve um desenvolvimento na transmissão da cultura no ocidente, aos efeitos que levavam a mulher a emancipação ou sentido da teologia mística. Estas mulheres separadas do mundo testemunharam melhor a capacidade de elevação no sentido espiritual. O Clero secular Após o IV século o clero passou a se constituir de homens bem-preparados intelectualmente e pastoralmente. Exemplos deste clero amplamente intelectualizado por ser lembrado por alguns expoentes como: Ambrósio, Agostinho; são homens cultos e influentes. O direito público os reconhecia o clero como uma classe a parte. Os responsáveis por comunidades maiores foram assimilados como dignitários de alto grau. Lhes era dado o intervir como juízo arbitral nas causas civis e as vezes também penal. O episcopado não possuía somente uma função social ou religiosa, mas foram munidos da função jurídica. As ações propriamente jurídicas deixavam espaço para a defesa dos humildes, proteção dos menos favorecidos, aos prisioneiros, órfãos, viúvas. O direito de auxílio que era diretriz da religião pagã havia passado a Igreja cristã. Também os padres passam a gozar de prestígio e privilégios. Os recursos financeiros se tornam mais largos propiciando a construção de igrejas. Os recursos provinham de doações de propriedade privada e ofertas voluntárias. Boa parte do dinheiro era destinado aos pobres para distribuição de comida e vestiário, manutenção de hospitais e outros benefícios. Também se destinava parte dos recursos para construção de estrutura nas cidades como: aquedutos. A disputa patriarcal Concilio de Niceia reconheceu três partições político administrativa no império: Roma, Antioquia e Alexandria. Em 451 o concilio de calcedônia transformava o primado de honra em jurisdição: “Os padres têm a bom direito reconhecido os seus privilégios a sede da antiga Roma, porque era a cidade imperial. Movido do mesmo motivo os 150 bispos caríssimos a Deus acordou igual privilégio a sede da nova Roma, retamente julgando que a cidade que é honrada como residência do imperador e do senado deva gozar dos mesmos privilégios da antiga cidade imperial”. São Leão Magno, bispo de Roma, recusa o cânone de calcedônia relativa à equivalência dos patriarcados. Em uma carta ao imperador Marciano afirmou que a ordem das coisas seculares e as divinas tem seu próprio critério valido para legitimar, ou seja, o primeiro é a dignidade imperial da cidade, o critério segundo é a fundação apostólica de uma sede episcopal. Salienta-se que para Leão Magno o relevo de importância política das cidades não tem origem apostólica e fundamentada direto ou indireta da obra de Pedro, pois somente Roma teria tal preeminência, como reconhecia o cânone 6 de Niceia. Deveria reconhecer primeiramente Roma e depois Alexandria, a última designando-a por ter um processo missionário apostólico no âmbito da sua fundação, onde Pedro havia enviado o seu discípulo Marco. Em 545 Justiniano, sem mencionar o bispo da nova Roma, determina privilégios igual aquele da antiga Roma, dando sanção jurídica ao cânone de calcedônia, impondo-a como lei no império. Ao final do VI o metropolita de Constantinopla assume o título de patriarca ecumênico. Em 691 se confirma o cânone determinando que Constantinopla havia os mesmos privilégios da sede de Roma. Durante o transcorrer do tempo se acelera a separação entre o mundo cristão do oriente e do ocidente. “à unidade romana característica da antiguidade sucede a divisão, não somente os trabalhos dos teólogos que se opõe, mas todo o estilo da vida cristã que se diversifica: Instituição eclesiástica, liturgia, ideal monástico, piedade popular, inserimento do cristianismo na vida cotidiana, em todos os setores aparecem elementos divergentes”. Concílios de Éfeso e Calcedônia Concílio de Éfeso Duas correntes de pensamento teológico dominavam o quarto século: · Corrente de Alexandria Caracterizada pela forte acentuação a unidade de Cristo, a união do Verbo de Deus com o a carne de Jesus, ou seja, o Homem Jesus é Deus, o que aparece na carne de Jesus é Deus ou o Logos Divino. O concílio de Calcedônia afirmava que: “Deus, ou um da santa Trindade, sofreu por nós”. Era a afirmação da Teologia Logos-sarx, verbo-carne. Apolinário de Laudiceia no IV século explicitava seu pensamento como: O Logos constituí com a carne uma unidade corpo-alma natural. Assim Cristo não tem uma alma humana, o Logos prende o lugar da alma, se há, portanto, um Deus em um corpo humano. Os representantes ortodoxos desta corrente, Atanásio de Alexandria (IV século) e sobretudo Cirilo de Alexandria (V século) reconhecem a existência no Cristo de uma plena natureza humana, com corpo e alma. Colocaram acento sobre a indivisibilidade da unidade: divindade e humanidade não são justapostas, mas formam uma única realidade. Cirilo afirma que o verbo se tornou homem e não entrou no homem ou não assumiu o homem. Cirilo fala de uma “única natureza” do verbo encarnado. O termo natureza (physis) não tem ainda o significado técnico posterior da “divindade” ou “humanidade”. Não é união moral, mas o homem Jesus é Deus. · Corrente de Antioquia Acentuada sobre a base da diversidade entre Deus e o homem. Sustentava a autônoma humanidade de Jesus. A Cristologia Logos-anthropos (verbo-homem). Cristo assume a totalidade do homem, e o logos habita no homem Jesus como em um templo ou como um instrumento. Caia-se nesta interpretação no perigo de declarar que Jesus era Filho de Deus somente em sentido moral. Considera a natureza própria do mundo e pensa a partir do homem. Os antagonistas deste pensamento são Nestório (patriarca de Constantinopla) que apoiava a corrente de Antioquia; eCirilo (patriarca da Alexandria) pertencente a corrente de Alexandria. Os fiéis de Constantinopla foram divididos diante da corrente de Antioquia visto o problema surgente com relação ao posicionamento da Theotokos (mãe de Deus). O título foi recusado por afirmar que Maria tinha gerado somente um homem no qual habitava a divindade (Nestorianismo) Teodoro de Mopsuestia em defesa do termo descrevia: “aquele que havia nascido de Maria, era Cristo, que era seja Deus, seja Homem”. Maria, portanto, devia ser chamada com mais precisão “geradora do Cristo” (Christotokos). Deveria ser honorada como “portadora de Deus” (theodochos). Nestório condena o título de Theotokos afirmando que Cristo era um simples homem no qual habitava a alma divina. A preocupação de Nestório era não misturar divindade com humanidade. Por isto recusava a expressão “Deus nasceu de uma mulher” “Deus sofreu” contrapondo a fórmula “Maria gerou um homem, um instrumento da divindade”. Não negou a separação da divindade e humanidade de Cristo, mas a considerou uma unidade pessoal. Cirilo se escandalizou e solicitou uma interpretação de Nestório, expondo seu pensamento e afirmando que: “Se a carne de Jesus não é a carne de Deus, agora Ele não pode dar-nos a vida; se a sua morte na cruz não é a morte de Deus, Ele não pode salvar-nos da morte” No ano de 430 um concilio romano recusou o pensamento de Nestório e pediu que se retratasse em dez dias ou seria excomungado. O Imperador Teodósio II convocou um concilio para Éfeso. Não foram convidados todos os bispos, mas somente os metropolitas do Oriente, o qual lhes foi concedida a faculdade de fazer-se acompanhar de alguns bispos das devidas províncias e pelo ocidente somente a sede de Roma e Cartagine. · O concílio O concílio teve início em 22 de junho com 150 a 160 bispos, sobretudo egipcianos, asiáticos e palestinos. Além de Cirilo, os metropolitas Mennone de Éfeso e Juvenal de Jerusalém. O imperador queria um acordo entre as duas correntes e pretendia que seu representante Candidiano fosse o presidente do concilio. Cirilo com apoio de Roma assume a direção do concilio e rejeitou a direção de Candidiano. Nestório recuso entrar no concilio até que não chegassem todos os bispos. O concílio, dirigido por Cirilo, afirmou que a segunda carta de Cirilo a Nestório era em perfeita sintonia com a fé de Niceia, enquanto a resposta de Nestório contradizia a fé de Nicéia. O concílio não pretendia opor-se a Niceia, nem o mesmo nível, por isto não emana nenhuma nova definição, se limita a verificar se as afirmações concordam ou não com Niceia. Niceia definia que o Filho de Deu, desceu do céus, sofreu, etc. O concilio depôs Nestório com “uma carta endereçada ao novo judas” e retirava dele toda a dignidade eclesiástica. Quatro dias após a abertura do concilio, em 26 de junho, chegaram os bispos da região de Antioquia. Com a direção de Giovanni de Antioquia, abriram um contra concilio (cerca de 50 bispos contra os 150 do outro concilio) e se depôs Cirilo. O imperador tão logo soube do contra concilio o declarou nulo e proibiu aos bispos de deixar Éfeso anunciando uma investigação da parte de um alto funcionário. No início de julho chegaram os legados romanos. O concilio foi retomado e foi comunicada a decisão do concilio romano tendo os padres conciliares aceitado a deposição de Nestório. Giovanni de Antioquia juntamente com trinta bispos foram excomungados. Acabou-se por depor seja Nestório quanto Cirilo que fugiu para Alexandria. Nestório se refugiou em um convento em Antioquia. Foi a vitória de uma teologia sobre a outra e a ruptura da comunhão dos patriarcados de Antioquia e Alexandria. Em 433 após esforço de Teodósio II chegou a paz entre os dois patriarcados. Realizou-se uma fórmula de união redigida pelos antioquenos e reconhecida pelos ortodoxos de Cirilo. Afirma a “união das duas naturezas” e da “união incontestável”; confessa Maria como “mãe de Deus”. Cirilo renunciou a fórmula controversa da “única natureza do verbo feito carne”. As duas correntes apesar da união na fórmula continuaram sustentando a sua visão teológica A corrente de Cirilo entendia “união das duas naturezas” no sentido que essas não formavam mais duas naturezas, mas “uma só natureza” a do Verbo encarnado. Eutique abade de um monastério de Constantinopla radicalizou a fórmula de Cirilo “única natureza do verbo encarnado”, segundo o qual Cristo possui duas naturezas, mas não em duas naturezas; o Logos assumiu uma natureza humana, mas as duas naturezas não conservaram a sua integridade, bem que a humanidade foi absorvida da divindade, como uma gota de agua pelo mar. Eutique encontrou apoio em Dioscoro (Alexandria) sucessor de Cirilo e encontrou no patriarca de Constantinopla Flaviano seu mais duro opositor. Em 448 Flaviano condenou Eutique em um concilio reunido em Constantinopla. Flaviano pediu a Eutique a confissão no único Cristo em duas naturezas. Eutique se recusou e apelou contra Constantinopla a outras sedes episcopais. Papa Leão Magno (440-461) escreve uma carta doutrinal a Flaviano (Tomus Leonis) no qual delineava a plena, permanente integridade das duas naturezas de Cristo. A carta apresenta um forte acento soteriologico (salvação por meio de Cristo) e explica que a nossa salvação depende do fato que Cristo pertence inteiramente a nós e ao tempo mesmo inteiramente a Deus, assim pode assumir plenamente a nossa limitação e a nossa mortalidade e nos doar ao mesmo tempo a libertação da carne para a vida em Deus. O imperador convoca um novo concilio em 449 para Éfeso com a presidência a Dioscoro. O concilio teve início em 8 de agosto com 150 bispos provenientes fundamentalmente da região cirílica, do Egito, Palestina e Ásia; também presentes representantes de Roma. Por vontade de Dioscoro e do imperador as principais forças da disputa foram excluídas, foi permitido a Flaviano de Constantinopla somente a intervenção como imputado. Dioscoro desafiou abertamente Roma quando da abertura em 8 de agosto, quando os legados romanos pediram para ler publicamente a carta do Papa Leão Magno. Dioscoro se recusa, e foi considerada uma grave ofensa a Roma. Dioscoro afirmava que o cânone 7 de Éfeso havia expressamente vetado de retirar ou colocar artigos ao símbolo de Niceia e sustentava que Flaviano, com sua fórmula de fé nas duas naturezas havia agregado a fé de Niceia coisas que não se encontravam. Desta forma Dioscoro havia assegurado a maioria. A minoria resistiu e protestaram com Hilário diácono como líder. Dioscoro fez abrir as portas da igreja e fez sair os opositores a sua decisão. Em 29 de setembro um concilio romano condenou o ato de Dioscoro. A partir do IV século Roma havia pretendido que independentemente do número dos bispos participantes os concílios não haveria alguma autoridade se faltava o acordo do bispo de Roma. Pela primeira vez na história se colocava de modo claro a questão da relação entre o bispo de Roma e um concilio que era ecumênico. O papa protestava contra o concilio e o imperador responde que o bispo de Roma não deveria se colocar no meio de contendas do Oriente. O Concilio de Calcedônia (451) Imperador Marciano queria um concilio que anulasse Éfeso II, mas o Papa Leão era cético. Ele queria que um eventual concilio se realizasse não no Oriente, mas na Itália, e que houvesse uma maioria de bispos provenientes do ocidente. A intenção do papa era imunizar o concilio das tendências monofisistas. Imperador convoca o concilio para Calcedônia e rapidamente o papa solicita a direção do concilio. O concilio iniciou em 8 de outubro e durou mais de três semanas finalizando em 1 de novembro. Foram 350 o número dos participantes o de maior número de padres. Os legados romanos pretendiam, em nome do Papa, que Dioscoro não participasse do concilio e não tivesse a palavra, poderia até sentar-se em um banco a parte. Caso não fosse atendida a solicitação os legados ameaçaram abandonar o concilio. Dioscoro foi condenado e deposto assim também como também Eutique, enquanto Flaviano foi reabilitado. Ordenou-sede ler publicamente a carta de Cirilo a Nestório. Em seguida publicou a carta do Papa Leão Magno a Flaviano, e os padres conciliares exclamaram: “Pedro falou pela boca de Leão”, esta é a nossa fé, Cirilo e Leão falaram a mesma coisa. Os comissários papal pediram que se redigisse uma nova formula de fé para retirar incerteza, mas os bispos se negaram por dizer que Niceia bastava. O concilio constata simplesmente se as interpretações da fé concordam com a fé de Niceia e condena o que contradiz, mas também não definiu nada de novo. A estrutura verbal de Niceia demonstrava a inclinação verso a unilateralidade da cristologia da união, do momento que afirma que o Filho de Deus desceu do céu, sofreu, etc. enquanto não exprimia no modo igualmente explicito a nível terminológico a distinção da divindade e humanidade O concilio, após insistência dos legados, e ordem do imperador, criar uma comissão com 23 padres para emitir um rascunha da profissão de fé que inseria a fórmula das “duas naturezas”. Após três dias redigiu-se a fórmula que votada em 25 outubro foi aprovado por unanimidade. A fórmula de fé na primeira parte expõe o contexto da “consubstancialidade a nós” com um “similar em tudo a nós, menos no pecado”. Na parte central a confissão do “único e mesmo Cristo em duas naturezas”. A Segunda parte os dois polos “são sem confusão ou divisão”. O caminho histórico que conduz a Calcedônia evidência duas coisas: · Ao final, sobretudo daquele da natureza e pessoa de Cristo, não se encontravam na filosofia, mas deveriam ser sotoposto a um acurado e laborioso processo de lapidação. Inicialmente demonstraram expostos o entendimento dos temos “omouios, hypostasis e physis” · As concepções que pareciam mais plausíveis a reflexão filosófica, como por exemplo o arianismo, o modalismo trinitário., cristologia, apolinarismo. Sobretudo a formula de Calcedônia é na forma dialética uma renúncia a interpretação filosófica. Além das definições cristológica, o concilio emanou: · 28 cânones de natureza jurídica. A maior parte dos cânones foi em referência a subordinação ao bispo dos clérigos e monges. · Emanou normas contra os clérigos vacantes, que deveriam se submeter ao bispo e proibia a ordenação que não era vinculada a uma diocese. · O concilio reconhecia a autoridade magistério de Roma por parte dos concilio da antiguidade. Roma é a Igreja no qual permanece o carisma dos apóstolos Pedro e Paulo. · Emanou o cânone 28 que daquele momento em diante Calcedônia teria ao jurisdição como nova Roma. Concilio Romano já havia reconhecido as três sedes em 382. Roma, Alexandria e Antioquia. O concilio fundava a pentarquia: Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.