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TEMPLATE – COMPOSIÇÃO LIVRO EAD 
 
 
AUTOR: Profª. Esp. Juliana Spadoto 
DISCIPLINA: Comunicação e Produção Textual 
MODALIDADE: EaD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL 
 
 
 
 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
 
 
 AULA 1: NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 AULA 2: POR QUE NOS COMUNICAMOS? 
 
 AULA 3: FORMAS DE LINGUAGEM E VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 
 
 AULA 4: A ERA DA INFORMAÇÃO 
 
 AULA 5: TEXTO E CONTEXTO 
 
 AULA 6: REDAÇÃO TÉCNICA 
 
 AULA 7: ESTRATÉGIAS DE ESCRITA 
 
 AULA 8: COESÃO E COERÊNCIA 
 
 AULA 9: COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL 
 
 AULA 10: INADEQUAÇÕES ENTRE FALA E ESCRITA 
 
 AULA 11: HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS VERBOS PROBLEMÁTICOS 
 
 AULA 12: FORMAS DE PORQUÊS 
 
 AULA 13: VERBOS PROBLEMÁTICOS 
 
 AULA 14: VÍCIOS DE LINGUAGEM: VOCÊ TEM? 
 
 AULA 15: ERROS COMUNS DA LÍNGUA PORTUGUESA 
 AULA 16: PRÁTICA TEXTUAL 
 
 
 CONCLUSÃO 
 
 COMPLEMENTE SEUS ESTUDOS 
 
 REFERÊNCIAS 
 
 CURRÍCULO 
 
 
 
 
 Graduada em Tradução pelo Centro Universitário UNIVEM, SP, é especialista 
em Língua Inglesa pela UEL – Universidade Estadual de Londrina, PR, Redação e 
Oratória pela UCA, SP, e especializanda em Design Educacional pelo Instituto de 
Desenho Instrucional. Há 15 anos atua ativamente na área de tradução audiovisual e 
textual, comercial e científica, e de revisão textual em português e inglês, ao mesmo 
tempo em que leciona Língua Portuguesa e Comunicação em cursos superiores. Na 
sua trajetória profissional, passou por editoras e grandes instituições de ensino, além 
de atuar por mais de uma década como tradutora de filmes e séries de canais pagos. 
Atualmente, trabalha com revisão de conteúdo EaD, produz material didático para 
graduação e ministra disciplinas de Língua Portuguesa, Redação e Comunicação em 
preparatórios para vestibulares e concursos. 
Currículo Lattes em http://lattes.cnpq.br/8805065189308067 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 Olá, estimado (a)! 
 
 Vamos iniciar a disciplina de Comunicação e Produção Textual, e espero que 
você se surpreenda com como é bom rever língua portuguesa, comunicação e 
gramática com outro olhar! 
Muitos graduandos me perguntam: “Por que tenho que estudar comunicação 
ou língua portuguesa se não vou utilizar o texto como ferramenta principal do meu 
ofício?” - será que não vai? Pois esse questionamento é justamente nosso ponto de 
partida nesta disciplina. Na Aula 1, você vai refletir sobre a necessidade de ter 
consciência de que a boa comunicação, além de ser nosso cartão de visitas, é prova 
de que tivemos estudo em nível superior e somos indivíduos que necessitam de uma 
boa comunicação para o sucesso tanto pessoal quanto acadêmico e profissional. O 
tratamento dado à língua enfatiza seu conhecimento de mundo e suas diferentes 
formas de interagir. O jeito que você usa as modalidades oral e escrita, formal e 
informal é o que dá status a cada uma delas, conferindo-lhes poder de expressão e de 
convencimento em dada circunstância. 
Quanto à presente disciplina, vamos pensá-la em duas partes: primeiro, aulas 
mais conceituais para que você tenha uma base e referências sobre os estudos da 
linguagem. Falaremos de linguagem e sociedade, comunicação na Era Digital, 
variações da língua e estilos formais e informais, além de um panorama sobre 
comunicação interpessoal no âmbito profissional. A outra parte conterá aulas com 
assuntos gramaticais tais como escrita técnica, problemas de concordância, vícios de 
linguagem e erros comuns da língua portuguesa. 
Espero que você faça bom uso deste material. Aproveite o momento para 
refletir sobre o jeito como você se comunica e para se conscientizar da importância da 
leitura, além de sanar eventuais dúvidas acumuladas ao longo do tempo. 
 
Bons estudos, e conte com a gente! 
 
 
 
 
Profª. Juliana Spadoto 
julianaspadoto.ead@unimar.br 
 
 
 
AULA 1: nossa língua portuguesa 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/livros-leitura-p%C3%A1ginas-1149959/ 
 
 
 Olá, estimados (as)! 
 Vamos agora dar início à disciplina de Comunicação e Produção Textual e, 
para tanto, começaremos com uma reflexão: por que você, como pessoa adulta e 
alfabetizada, ainda deve estudar língua portuguesa? 
 Para ajudar na reflexão, vamos recorrer a uma autora da área. Em tópicos 
sucintos, Brasileiro (2016) diz que: 
 
 – Ter boa comunicação escrita e falada é exigência das empresas. 
 – Ainda na graduação, as disciplinas “menos importantes” são as que mais fazem 
diferenças nos detalhes 
 
Já o gestor e escritor Max Gehringer diz que: “O português ruim elimina muitos 
candidatos a emprego. Empresas não querem contratar funcionários que não saibam 
redigir um relatório ou um memorando.” (maxcomvoce.com.br). 
 
 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/livros-leitura-p%C3%A1ginas-1149959/
 
 As ideias começaram a clarear? 
 Agora, leia o que Ghiraldelo tem a dizer sobre o assunto: 
 
A necessidade do conhecimento sobre a língua materna é 
constantemente retroalimentado pela sociedade. Basta que olhemos 
os anúncios de empregos publicados em jornais do país para 
notarmos que, independente da carreira, quanto mais altos os cargos 
na pirâmide hierárquica de uma empresa, mais exigido é dos 
candidatos o domínio da comunicação oral e escrita em língua 
materna. Há também a mídia retroalimentando a necessidade de tal 
conhecimento da língua materna. (GHIRALDELO, s/d, p. 01). 
 
 Percebe que são vários os motivos, tanto técnicos quantos sociais? Além 
disso, há o fato de que se espera que quem passou por um curso superior cometa 
menos erros de gramática porque teve mais contato com leitura, informações de 
variadas áreas, opiniões e pontos de vistas. Você cria um repertório próprio ao estudar 
e fica mais preparado para enfrentar o mercado de trabalho e usar o português – 
falado e escrito – como ferramenta para atingir seus objetivos profissionais e pessoais. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Você já deve ter ouvido que “quem é da área de exatas ou não é de Letras não sabe 
escrever bem”. Tal fala é proferida por empregadores, pelos próprios estudantes de 
dessas áreas e até mesmo por alguns professores, o que nos leva a crer que o aluno 
incorpora uma avaliação que vem de outras pessoas, não dele mesmo ou de uma 
autoavaliação. Trata-se de um estereótipo socialmente criado que deve ser 
combatido com interesse pela língua portuguesa e estudo contínuo. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 Mas o que é se comunicar bem? 
 Quando falamos em dominar a escrita e a oralidade formal na língua materna, 
pensamos que “escrever bem” é escrever como os grandes escritores da língua 
portuguesa, é “escrever rebuscado”; e “falar bem” traz à nossa memória imagens de 
pessoas que usam palavras pouco empregadas no dia a dia e que falam sem nenhum 
erro gramatical. Mas não é bem assim! Falar bem é entendido como falar para 
persuadir, convencer o ouvinte a fazer alguma coisa que desejamos que ele faça. 
Além disso, devemos levar em conta que é com a língua e pela língua que nos 
constituímos como seres humanos: nossa identidade cultural e nacional dá-se por 
meio da língua materna. Assim, é importante aproveitar este momento em que você 
 
 
faz um curso de graduação para se conscientizar da importância de tirar suas dúvidas 
e se aprimorar na escrita e na fala. 
 Sei que se atualizar na língua portuguesa é um trabalho que exige dedicação e 
que não existem fórmulas mágicas: a prática contínua e a reflexão, aliada à leitura de 
bons autores, são indispensáveis para a boa comunicação nos vários meios pelos 
quais a gente transita. 
1.1 Breve História da Língua Portuguesa 
 
 
Há quem diga que uma pessoa inteligente não é aquela que sabe tudo sobre 
um assunto, e sim aquela que sabe um pouco de cada assunto. Você concorda? 
Seja qual for sua opinião, não podemos negar que um aluno ou profissional que 
se expressa bem – ou pelo menos não comete erros crassos na hora de falar e 
escrever – causa uma boa impressão, alémassim, que o texto é uma mensagem que 
consegue transmitir um sentido completo, ainda que este sentido seja compreendido 
por uma única palavra. 
 Cabe aqui, então, estudar o que é contexto. 
 
 
5.2 CONTEXTO 
 
 Quanto ao contexto, para o linguista russo Roman Jakobson (2005), a ideia de 
contexto está ligada ao ambiente em que a mensagem foi elaborada, à situação 
social em que ela ocorre e a experiência do autor e do leitor em relação a 
determinado assunto. 
 Façamos um teste mental com as imagens a seguir: imagine quem são essas 
pessoas, onde elas estão, como seria o estilo de vida delas e o que estavam sentindo 
no momento em que as fotos foram tiradas. 
 
 
 
 
Fotos: Cartier-Bresson & Delpire (apud Cartier-Bresson, 1986), p.39. 
Fonte: arquivo pessoal. 
 
 
 Agora, veja a fotografia original: 
 
 
 
Foto: Cartier-Bresson & Delpire (apud Cartier-Bresson), 1986, p.39. 
Fonte: arquivo pessoal. 
 
 
 Isoladas, as duas fotografias podem parecer imagens comuns retratando um 
momento do cotidiano de algum vilarejo. Porém, elas fazem parte de uma única 
fotografia, e o contexto em que ela se insere é o período de intenso preconceito e 
 
 
segregação racial no sul dos Estados Unidos na década de 1940. De posse dessa 
informação, nossa interpretação das imagens em separado é diferente. Ou seja: só 
apreendemos a real mensagem da imagem quando conhecemos seu contexto. 
 
 Para fins ilustrativos, vamos analisar as imagens a seguir: 
 
Acordei às oito da manhã de hoje. Escovei os dentes. Coloquei o terno. Tomei o café 
de sempre. Fui para o trabalho. Papéis. Assinaturas. Comprovantes. Carimbo. Dois 
telefonemas. Almoço. Voltei às 13h30min. Reunião. Cafezinho. Fax. Problema. 
Solução. Cliente. E-mail. Fim do expediente. Aula de inglês. Presente perfeito. 
Cheguei em casa. Meu filho ainda não tinha dormido. Faltou luz. Tivemos que acender 
a lareira. Jantei com minha esposa. Só fui dormir às três da manhã. 
QUE DIA HORRÍVEL. 
 
Acordei às oito da manhã de hoje. Escovei os dentes. Coloquei o terno. Tomei o café 
de sempre. Fui para o trabalho. Papéis. Assinaturas. Comprovantes. Carimbo. Dois 
telefonemas. Almoço. Voltei às 13h30min. Reunião. Cafezinho. Fax. Problema. 
Solução. Cliente. E-mail. Fim do expediente. Aula de inglês. Presente perfeito. 
Cheguei em casa. Meu filho ainda não tinha dormido. Faltou luz. Tivemos que acender 
a lareira. Jantei com minha esposa. Só fui dormir às três da manhã. 
QUE DIA INCRÍVEL. 
 
CVV. Há 35 anos ajudando as pessoas a verem a vida por um ângulo diferente. 
 
Fonte: adaptado de Koch e Elias, 2009. 
 
 
 Trata-se de um anúncio do CVV – o Centro de Valorização à Vida, serviço 
voluntário de apoio emocional gratuito e atua na preservação do suicídio. O anúncio é 
composto por um texto para ser lido como “Um dia horrível” e outro para ser lido como 
“Um dia maravilhoso” dependendo do estado e do ânimo do leitor. 
 Perceba, aluno(a), que o texto em si é o mesmo para os dois títulos e, além do 
recurso de mudança de cor como contextualizador, se nós não lêssemos o título, a 
narrativa não ia fazer sentido. E o que nos transmitiu esse sentido para que 
entendêssemos a mensagem do anúncio da CVV? Justamente o contexto explicitado 
pelo título. Ou seja: o contexto de um texto é negativo, e o emissor da mensagem 
encara as atividades vividas no dia como algo ruim. No segundo texto, o contexto é 
positivo, pois o emissor vê o dia vivido como um dia muito bom. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
É comum, principalmente em discussões e comentários de redes sociais, alguém dizer 
que o outro está interpretando um texto ou mesmo uma fala “fora de contexto”. Isso 
 
 
acontece geralmente em campos políticos, religiosos e históricos. Dentre tantos 
outros, um exemplo que podemos usar como reflexão – e não como julgamento – é o 
caso do youtuber Júlio Cocielo que, em julho de 2018, fez uma piada considerada 
racista em relação ao jogador francês Mbappé. Depois da repercussão negativa, em 
sua defesa, Cocielo gravou um vídeo em que, entre outros argumentos, disse que “a 
frase havia sido interpretada fora do contexto”. A reflexão que fica é: será que o 
youtuber sabia o que significa contexto? O contexto pode justificar uma fala 
preconceituosa e ofensiva? 
Por isso, há que se ter cuidado, tanto como emissor quanto receptor de uma 
mensagem, ao usar a expressão “fora de contexto” em uma argumentação! 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
EXERCÍCIOS! 
 
 
 
 
AULA 6: REDAÇÃO TÉCNICA 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/adulto-artesanal-artesao-atividade-544965/ 
 
 Tenho certeza de que quando você leu a palavra “redação”, sentiu aquele 
calafrio se lembrando das aulas do ensino médio, certo? Mas não se trata exatamente 
da mesma coisa agora que estamos em um curso superior. 
 Em algum momento da nossa vida, somos cobrados a escrever um texto 
técnico. Pode ser um relatório, um abaixo-assinado, um e-mail que ficará registrado 
como documento, um atestado, declaração, memorando, ofício, procuração, recibo, 
relatório, requerimento, etc. Conceituando, segundo Medeiros (apud França, 2013), 
Redação Técnica “é qualquer espécie de linguagem escrita que trate de fatos ou 
assuntos técnicos ou científicos”. 
 Os princípios básicos da redação técnica são os mesmos de qualquer tipo de 
redação: clareza, correção, coerência, e ordenação lógica, embora sua estrutura e seu 
estilo apresentem algumas características próprias. Assim, a Redação Técnica é 
necessariamente objetiva quanto ao ponto de vista, logo, opiniões pessoais, 
experiência pessoal, crenças, filosofia de vida e deduções são necessariamente 
subjetivas. 
 
 
 5.1 Objetividade e subjetividade textual 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/adulto-artesanal-artesao-atividade-544965/
 
 
 Ser objetivo em um texto é basicamente ser imparcial, característica essencial 
em textos técnicos. É ter um ponto de vista neutro sobre o assunto ou o objeto 
descrito, sem dar opiniões pessoais. Para isso, o texto deve ser uma constatação, 
uma comprovação, algo concreto que pode ser observável de forma igual por todos. 
 
 Já a subjetividade tem a ver com as impressões pessoais do emissor da 
mensagem. É um texto cheio de adjetivos de valor, que varia de acordo com o 
julgamento de cada pessoa, e que cada um pode interpretar da sua maneira. 
 Qual conceito combina mais com a área de exatas? - a objetividade, claro! 
 
 Veja os dois enunciados seguintes: 
 
1 - Os moradores dos prédios na Rua dos Inválidos organizam um protesto em frente 
à construtora W Torre na manhã desta segunda-feira. O edifício onde eles moram está 
interditado desde quinta-feira, quando a construção apresentou rachaduras. A W Torre 
é a suposta responsável pelos abalos estruturais em razão da grande obra que faz em 
um terreno próximo do local. 
 
2 - Os indignados moradores dos prédios na Rua dos Inválidos organizam um 
barulhento protesto em frente à W Torre, construtora negligente, na manhã desta 
segunda-feira. O edifício onde eles moram, que não era muito bem estruturado, 
está interditado desde quinta-feira, quando a construção apresentou rachaduras 
assustadoras. A W Torre é a responsável pelos abalos estruturais em razão da 
grande e superfaturada obra que faz em um terreno próximo do local. 
 
Adaptado de: 
https://www.srzd.com/brasil/moradores-de-predios-da-rua-dos-invalidos-organizam-mani
festacao/ 
 
 Percebe, estimado(a) aluno(a), como os adjetivos (barulhento, negligente, 
assustadoras, etc.) transformam um relato objetivo em subjetivo? Pois quanto mais 
direto for o texto, mais objetivo ele é. 
 
 Vamos fazer um teste? Imagine que você precisa descrever uma sala qualquer. 
Você tem dois caminhos: ser objetivo (descrever o cenário de forma que não permite 
que ninguém discorde do que você relatou) ou ser subjetivo (descrevê-lo com 
palavras, principalmente adjetivos, que demonstre a sua opinião). 
 Como EXERCÍCIO, pegue uma folha de papel ou abra o bloco de notasdo 
Word e descreva o ambiente abaixo, com o máximo de elementos possíveis, das duas 
formas: 
 
https://www.srzd.com/brasil/moradores-de-predios-da-rua-dos-invalidos-organizam-manifestacao/
https://www.srzd.com/brasil/moradores-de-predios-da-rua-dos-invalidos-organizam-manifestacao/
 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/cadeiras-contempor%C3%A2nea-mobili%C3%A1rio-2181
960/ 
 
 ATENÇÃO: NÃO EXISTE UMA ÚNICA FORMA CERTA OU ERRADA! Faça a 
sua anotação e, depois, clique para comparar com as sugestões dadas. 
 
Sugestão de descrição objetiva: A sala tem paredes brancas, com três janelas 
grandes e piso de taco (madeira). Ao centro, uma mesa branca, provavelmente de 
laca, com oito cadeiras de estilo moderno com pés de madeira mais escura. Em cima 
da mesa, há três enfeites, dois com um tipo de planta. No canto, há uma televisão de 
plasma, e uma das paredes tem um relógio pendurado entre duas janelas. O teto tem 
estruturas de metal ou aço. 
 
Sugestão de descrição subjetiva: A sala é linda/não é tão bonita, tem paredes 
brancas, com três janelas grandes sem cortina, o que causa certo desconforto/o que a 
deixa mais moderna, e um elegante piso de taco (madeira)/ e piso de taco, que é meio 
cafona. Ao centro, uma mesa branca, provavelmente de laca – material muito 
versátil/muito ruim de limpar. A mesa tem oito cadeiras de estilo moderno com pés de 
madeira mais escura que não combinam/que combinam. Em cima da mesa, há três 
enfeites, dois com um tipo de planta. No canto, há uma televisão de plasma, e uma 
das paredes tem um discreto/ superchique relógio, que poderia ser maior, pendurado 
 
https://pixabay.com/pt/photos/cadeiras-contempor%C3%A2nea-mobili%C3%A1rio-2181960/
https://pixabay.com/pt/photos/cadeiras-contempor%C3%A2nea-mobili%C3%A1rio-2181960/
 
entre duas janelas. O teto tem estruturas de metal ou aço, o que deixa o ambiente 
mais arrojado/o que desvaloriza a sala. 
 
 
 5.2 Relatório 
 
 Em algum momento da sua vida profissional, vou vai ter que escrever um 
relatório. Trata-se de uma descrição objetiva de fatos, acontecimentos ou atividades, 
seguida de uma análise com o objetivo de tirar conclusões ou tomar decisões 
(ALMEIDA E ALMEIDA, 2008). Por isso, o relatório deve ser claro e fiel aos 
acontecimentos. 
 Podemos encontrar várias espécies de relatório, depende do que é pedido que 
se faça, mas os principais são: 
 
1. Relatórios administrativos: de gestão, sociais, de rotina, de inspeção, 
informativos, etc. Esses relatórios podem ser anuais, mensais, semanais, provisórios, 
progressivos, gerais e parciais. 
2. Relatórios técnicos ou científicos: relatório de estágio, trabalhos de pesquisa, 
resumos de livros, comunicados científicos, etc. 
 
 5.2.1 Características do relatório 
 
 1 – Um relatório deve responder primeiro a uma pergunta: O que 
acontece/aconteceu (o fato ou fatos)? No relatório, devemos defini-los e descrevê-los, 
trabalho que exige uma observação cuidadosa. Mas a descrição deve se limitar ao 
essencial e ao útil, tendo em vista o objetivo de selecionar as melhores informações. 
 2 – Depois, deve responder: Qual é a conclusão sobre o acontecido? Aqui 
pode haver a interferência do autor do relatório, pois ele vai contribuir com sua 
experiência e conhecimento para analisar os fatos, classificar seus elementos de 
forma imparcial e apresentar conclusões e soluções possíveis. 
 3 – Ao fim, deve-se responder: O que fazer? São sugestões para a solução dos 
problemas (se esse for o caso), com suas devidas justificativas. 
 
 5.2.2 Divisão do relatório 
 
 1. O relatório deve ter uma introdução com: 
 • local e data, 
 
 
 • título (assunto) 
 • vocativo (para quem é destinado) 
 • motivo 
 
 2. Desenvolvimento 
 • data e local do fato relatado (quando for relatório de ocorrência, por exemplo) 
 • método utilizado para o levantamento das informações (quando for o caso) 
 • discussão do assunto ou exposição dos fatos pela ordem apropriada 
 
 3. Conclusão 
 • considerações e recomendações de medidas ou providências necessárias a 
serem tomadas 
 • assinatura 
 
 Vamos ver um exemplo de relatório? 
 
MODELO DE RELATÓRIO 
 
ARI TORÍBIO FIAÇÃO E TECELAGEM 
 
Itatiba, 20 de outubro de 1998 
 Assunto: Distribuição das novas máquinas. 
 
 Sr. Marcos, 
 
 Sou encarregado de efetuar um planejamento para a melhor distribuição das 
novas máquinas de fiação. Assim, envio par o seu conhecimento o relatório das 
providências que, nesse sentido, tomei: 
 Em 10 de setembro de 1998, contratei a firma FACCINA – Assessoria 
Empresarial, especializada no assunto, que nos enviou dois de seus técnicos para o 
planejamento. 
 Os trabalhos começaram em seguida sob a minha supervisão direta. 
 A área estudada para a distribuição das máquinas é de 300 m² (trezentos 
metros quadrados) e a área a ser ocupada pelas máquinas é de 250 m² (duzentos e 
cinquenta metros quadrados). 
 
 
 De acordo com os estudos e levantamentos feitos pelos técnicos, conseguimos 
o melhor aproveitamento do espaço físico, conforme os mapas em anexo com uma 
perfeita visão da área. 
 Do exposto, concluo que é viável a distribuição das novas máquinas no Galpão 
B. 
Aproveito a oportunidade para agradecer pela confiança depositada nesta tarefa. 
Atenciosamente, 
José Comune 
Gerente Regional 
Fonte: adaptado de Almeida e Almeida, 2008 
 
#PARA GABARITAR# 
Em relatórios e outras redações técnicas, não chame o destinatário de “vossa 
senhoria” (V. Sª.) ou “digníssimo”, pois se trata de vocativos arcaicos, antigos. Prefira 
“senhor(es)”, “senhora(s)” e, no máximo, “ilustríssimo” (Ilmo.) 
#PARA GABARITAR# 
 
 Cuidados na hora do envio 
 Pense na seguinte situação: você precisa redigir algo importante. Esmera-se 
no conteúdo, consulta gramáticas, faz a revisão do texto. Como é comum hoje em dia, 
o envio deve ser feito por e-mail. Mas na hora de escrever o e-mail, você descuida da 
linguagem, usa vocativos errados e apresenta uma comunicação ruim. É grande a 
probabilidade de o destinatário colocar em dúvida a credibilidade do conteúdo do texto 
enviado. 
 Assim, é importante que haja cuidado em todas as etapas do processo de troca 
de informações, do começo ao fim. E falando especificamente do e-mail, que é o meio 
de envio mais comum tanto na esfera acadêmica quanto profissional, veja algumas 
dicas valiosas para a elaboração de seu e-mail, listadas por Brasileiro (2016): 
 
►Independentemente de quem seja o seu interlocutor, seja sempre cordial. A 
apresentação inicial de seu e-mail colaborará para o interesse por parte do 
destinatário, bem como para a dedicação de retorno. 
►Os e-mails corporativos devem sempre ser mais formais e, muitas vezes, são 
considerados documentos. Nada impede que você seja mais informal com quem 
tenha afinidades, porém dentro dos limites profissionais. 
►É importante evitar a linguagem utilizada na internet, ou seja, usar 
abreviaturas, símbolos e emojis que demonstram falta de profissionalismo. 
 
 
►Atente para o conteúdo que você vai desenvolver. Na maioria das vezes, o 
texto do e-mail deve ser claro e objetivo. No entanto, em algumas 
eventualidades, você poderá vir a ser mais abrangente, detalhando as 
informações para que fiquem mais claras ao destinatário. Tudo dependerá do 
assunto a ser tratado e da facilidade de entendimento do destinatário. 
►Evite escrever com todas as letras em caixa alta (maiúscula). Elas 
representam que você está sendo indelicado e/ou gritando. 
►Demonstre no campo “assunto” a informação que conterá no e-mail de forma 
clara e objetiva. Não deixe o título do assunto em branco. 
►Sempre avise no corpo do e-mail quando estiver enviando documentos 
anexados. 
►Para finalizar um e-mail, utilize termos formais como “atenciosamente” e, caso 
haja contexto, pode padronizar com “um abraço”, “abraço” etc.; 
►Não se esqueça de “assinar” seu e-mail com seu nome, cargo, empresa e 
telefone, se julgar adequado. Evite,porém, excesso de informações após a 
assinatura. Elas poluem o texto e ainda podem confundir o leitor. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Como NÃO escrever um e-mail: 
 
Olá, Bom dia! 
Escrevo para lembrar sobre o e-mail que passei no outro dia, assunto de seu 
interesse. Espero que já tenha resolvido aquilo e já esteja resolvendo outro sobre o 
qual conversamos pessoalmente. 
 
Nesse exemplo, fica impossível saber do que se trata e quem enviou. Assim, não use 
palavras indefinidas e demonstrativas sem referências: “no outro dia”, “aquilo”, “outro”, 
“seu colega de trabalho”. Outra Informação interessante é sobre as saudações “Bom 
dia, Boa tarde e Boa noite”. Se o e-mail é uma correspondência digital, não se pode 
prever quando e em que horário o receptor irá ler. Por isso, prefira o horário em que 
você, emissor, está escrevendo, independentemente do período em que o receptor vai 
ler. O “Olá” é totalmente aceito nesse tipo de correspondência, bem como desfechos 
tais como “Abraços” e “Saudações”. Formalidades que vão além dessas formas 
(“Estimas de consideração”, “Meus votos de respeito e felicidades”, etc.) podem 
parecer arrogante demais - ou no mínimo mostra que a pessoa ainda vive em uma 
variação histórica antiga” E é importante destacar que responder mensagens muito 
tempo depois demonstra ineficiência. 
Adaptado de França, 2013. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/contate-nos-contato-e-mail-telefone-2993000/ 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra quatro ícones que representam o e-mail, o telefone, o celular e a 
carta. Ao fundo, vê-se a figura levemente embaçada de um homem clicando no ícone 
do e-mail. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
#PARA GABARITAR# 
NÃO USE! PREFIRA: 
Venho/viemos através deste e-mail 
ou 
Venho/viemos por meio do presente 
e-mail 
 Vá direto à intenção do e-mail: 
solicito/envio/peço/compartilho/convido, etc. 
Acusamos o recebimento do e-mail Recebi/recebemos o seu e-mail. 
Sem mais para o momento. Só use em comunicações que não exige 
resposta do destinatário, tais como em cartas 
de cobrança ou similares. 
Fico no aguardo/No aguardo/Estou no 
aguardo. 
Aguardo. 
ou 
Fico à espera de respostas/retorno. 
Fonte: elaborado pela autora. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/contate-nos-contato-email-telefone-2993000/
 
AULA 7: ESTRATÉGIAS DE ESCRITA 
“A linguagem existe para que nos sirvamos dela, não para que sirvamos a ela” - 
Fernando Pessoa, poeta. 
 
 
 
Fonte: https://pixabay.com/pt/blogar-blogger-escrit%C3%B3rio-neg%C3%B3cios-336376/ 
 
 
 É inegável que hoje, na atualidade, com os avanços tecnológicos, nós 
escrevemos à mão muito menos do que a geração anterior, que cresceu sem 
computador, internet, Word ou corretor de textos. Por outro lado, vivemos uma geração 
que nunca recebeu e transmitiu tanta informação ao mesmo tempo. E onde fica o 
cuidado com a gramática, a grafia e a língua portuguesa em si? 
 
 Como alunos e profissionais, precisamos de algumas estratégias para escrever 
melhor ou ao menos não cometer erros considerados bobos, crassos. Aprender a se 
autocorrigir é uma atividade constante, pois quem relaxa de sua comunicação, relaxa 
do modo como aprende. 
 
 Para começar, sabia que ser organizado (ou desorganizado!) reflete muito na 
maneira como você escreve, aprende, recebe e passa informações? Seguem algumas 
dicas de como melhorar a comunicação verbal escrita por meio da organização 
prática: 
 
 
 
Fonte: Brasileiro, 2016. 
 
#TRANSCRIÇÃO# 
Enquanto anota algum recado, tenha atenção e organização. 
Evite papéis soltos: números de telefones anotados em qualquer papel branco ou em 
beiradas de cadernos significam desorganização e atrapalham o andamento do 
trabalho. 
Organização é um hábito: tenha um caderno, além de uma agenda com horários, para 
que seja seu diário. Anote tudo o que precisar somente nesse caderno, com data 
sempre atualizada. Assim, você terá um amigo fiel que lhe ajudará a lembra-se de 
situações que, muitas vezes, não são registradas nas agendas ou no computador. 
Anotações nas mãos, nem pensar! Não existe coisa mais deselegante, pois seu 
interlocutor sabe que aquele lembrete irá apagar. 
Ao redigir um recado, e-mail ou solicitação, tenha cuidado com as normas de escritas. 
Lembre-se de que a obrigação de se fazer entender é de quem inicia a interação! 
#TRANSCRIÇÃO# 
 
 
 7.1 Correção gramatical 
 
 “A nível de, menas, concerteza”? Você já notou esses erros ou será que é você 
quem os comete? Erros grosseiros e muitos outros são cometidos no cotidiano com 
clientes e parceiros de negócio, por isso, é preciso saber eliminá-los e ter uma boa 
redação, pois isso reflete até mesmo no resultado profissional. 
 
 Você assinaria um contrato cheio de erros? Não dá para confiar, certo? Então 
aprimore sua escrita. É necessário cuidado, pois o cenário no mercado atual é 
assustador. Já que escrever é um ato que a maioria dos profissionais exerce 
diariamente, e com a necessidade de agilidade exigida pelo mercado, cada vez mais 
se observa erros de escritas nas mensagens, e-mails e até mesmo orçamentos, 
relatórios e contratos. 
 
 
 
 Vamos a algumas expressões comuns que levam ao erro na escrita (ou na fala) 
cotidiana. Comece a notar como você os escreve ou fala! 
 
a) Viemos solicitar à sua empresa – o correto é VIMOS 
 b) Haviam dez pessoas na reunião – o correto é HAVIA 
c) Espero evoluir a nível profissional – o correto é EM NÍVEL. 
d) Eles pediram para mim entrar em contato – para EU entrar. 
e) Moro à rua João da Silva 23 – Moro NA RUA. (verbos que indicam localização 
– residir, morar, situar, localizar etc. são regidos por EM, nunca A) 
f) Assistimos o vídeo com atenção – ASSISTIMOS AO vídeo 
g) Viso o cargo de gerente – VISO AO cargo 
h) Passou por nós desapercebido – DESPERCEBIDO. 
i) Vou na empresa hoje – VOU À empresa. 
j) É proibido a permanência sem uso de EPIs - PROIBIDA A PERMANÊNCIA 
k) Contrata-se eletricistas - CONTRATAM-SE ELETRICISTAS. / Vende-se 
materiais de reuso - VENDEM-SE materiais. 
l) Ele já devia ter chego - TER CHEGADO 
m) Essa tarefa é meia complicada - MEIO COMPLICADA 
n) Não é difícil, ainda sim, vou explicar - AINDA ASSIM 
o) Parabéns à todos pelo sucesso do projeto. - Parabéns A TODOS. 
p) Não nos falamos a uma semana - HÁ uma semana 
 
 
Adaptado de: França, 2013. 
 
 Estimados (as), veremos muitos outros tópicos de correção gramatical ao longo 
desta disciplina, inclusive com aulas dedicadas especialmente aos erros comuns, 
certo? ☺ 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Duas notas: uma mulher ou alguém que se identifica como mulher sempre fala 
“obrigada”, e um homem ou alguém que se identifica como homem sempre fala 
“obrigado”. Assim, é errado um homem falar “obrigada” quando estiver falando com 
uma mulher e vice-versa. É o mesmo que acontece com “grata” e “grato”. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 7.2 Ruídos na comunicação 
 
 Toda situação de comunicação está sujeita a falhas devido a ruídos ou 
interferência – todo e qualquer fator que interfira no processo de comunicação, como 
por exemplo, distrações físicas, erros gramaticais, diferenças culturais, etc. Cada um 
de nós processa informações de maneiras diferentes, assim, falhas na comunicação 
podem gerar conflitos, improdutividade, prejuízos e até ressentimentos. 
 
 
 
 Os ruídos na comunicação são erros bastante comuns no dia a dia profissional, 
porém, muito prejudiciais para o bem-estar no ambiente corporativo e a credibilidade 
do prestador de serviço. E embora cada pessoa tenha uma maneira própria de se 
comunicar, existem práticas simples que podem ser adotadas para reduzir ao máximo 
a possibilidade de ruídos. Vejamos algumas: 
 
1 – Documente os acordos – registre sempre por e-mail decisões acordadas em 
reuniões presenciais, on-line ou por telefone. Não se esqueça de deixar claro quem 
ficou responsável por cada tarefa, datas de novas reuniões ou eventos e prazos 
estipulados. 
2 – Mantenha os envolvidos informados – certifique-se de que todos os envolvidosem determinado projeto ou processo estão a par de todas as informações necessárias 
copiando todos eles nos e-mails enviados, por exemplo. 
3 – Seja didático – é melhor pecar pelo excesso do que pela falta de explicações. 
Quando for instruir alguém, repasse até as informações que lhe parecerem mais 
óbvias, pois para o interlocutor, podem não ser. 
4 – Estipule prioridades e esclareça prazos – sempre que designar tarefas, deixe 
claro qual é a prioridade de cada uma e estipule prazos exatos, ou seja, nunca utilize 
termos como “o quanto antes”, por exemplo. Dê a data e, se necessário, o horário em 
que você precisa receber o material desejado. 
5 – Envie lembretes – nas vésperas de entregas importantes, verifique se está tudo 
certo com o andamento das tarefas e se o prazo acordado está mantido, assim, você 
tem tempo hábil para partir para um plano B, se necessário. O mesmo vale para 
reuniões agendadas, a confirmação evita deslocamentos e janelas desnecessárias na 
agenda. 
Fonte: http://www.redatoria.com/6-atitudes-para-evitar-falhas-na-comunicacao-empresarial/ 
 
 7.3 Orientações de escrita 
 
 Erros na escrita são comuns. Às vezes, pode se tratar de um erro de digitação, 
mas outras vezes, talvez você apenas não conheça a grafia correta de alguma 
palavra. Pode parecer algo bobo, mas em um mercado competitivo, até um erro como 
esse pode reduzir sua credibilidade diante da concorrência. 
 E mais: todos nós sabemos que o português não é dos idiomas mais fáceis, 
mas com as ferramentas de correção automática de texto disponíveis em softwares, 
não existe desculpa para não dar aquela revisada antes de enviar o seu e-mail. Veja: 
 
• Repetir palavras 
 
Quem trabalha com projetos de engenharia, por exemplo, está acostumado a ter a 
rotina interrompida inúmeras vezes ao longo do dia. Por isso, nem sempre é fácil 
 
 
sentar para escrever um e-mail, um relatório ou outro texto com calma sem receber 
uma ligação no meio do processo. Como consequência, na hora de retomar a 
mensagem, você pode acabar repetindo palavras que já havia escrito sem nem 
perceber. Nada que uma rápida releitura não resolva. 
 
• Errar a grafia do nome ou da empresa do cliente 
 
É o tipo de erro que pode dar a entender que o emissor não está interessado no seu 
próprio cliente. Enquanto algumas pessoas podem não ligar, outras podem até mesmo 
se ofender. Mais uma vez, nada que uma rápida revisão não resolva. 
Se você está conversando com um cliente ou empresa de grafia complexa, é melhor 
manter atenção redobrada! Na dúvida, copie e cole o nome a partir de alguma fonte 
segura, como o site da empresa ou algum e-mail anterior do cliente. 
 
• Utilizar parágrafos longos 
 
O parágrafo funciona como um pedaço do discurso que expressa um mesmo 
pensamento, e quebrar o texto em parágrafos ajuda bastante na leitura. Se você já 
precisou ler um longo bloco de texto, vai concordar que a experiência não é das 
melhores. 
 
 
• Utilizar discurso vago 
 
Vamos ser honestos: ninguém gosta quando a caixa de mensagens está cheia de 
ofertas ou propostas de produtos e serviços. Você até pode acabar adquirindo aquilo 
que foi oferecido no e-mail, mas a reação inicial não costuma ser positiva. 
Talvez por isso que tantos prestadores de serviço tenham receio de escrever 
mensagens tipo mala direta. É como se o vendedor estivesse com vergonha de 
demandar a atenção do seu possível cliente. Ao invés de escrever “Você, por um 
acaso, estaria interessado em agendar uma conversa para debatermos melhor a 
questão?”, busque ser objetivo e honesto em relação às suas intenções, optando por 
algo como “Podemos agendar uma conversa de 15 minutos para eu te apresentar 
meus serviços?” Ah: e apresente o objetivo da mensagem logo no início, deixando 
tudo claro e facilitando o entendimento! 
 
 
 
 
Fonte: adaptado de 
https://blog.staging.agendor.com.br/blog/os-10-erros-mais-comuns-na-redacao-de-um-e
mail-de-vendas/ 
 
 7.3.1 Cuidados complementares 
 
 Vejamos seis orientações iniciais para uma boa mensagem comercial: 
 
1. É importante ter em mente que na redação empresarial a escrita é coletiva, ou 
seja, você está falando em nome da organização que trabalha. Assim, normalmente 
pense em escrever frases com o sujeito “nós”, e não mais em primeira pessoa (eu). 
 
2. Preocupe-se com o destinatário da sua mensagem, busque entender a forma que 
ele pensa. Reflita como ele vai reagir ao conteúdo do texto produzido por você e 
enviado pela sua empresa. 
 
3. Reforçando, no seu texto você está representando toda a empresa, logo, a 
apresentação visual é primordial. Cuidado com uma mensagem mal formatada e 
sem correção, o que demonstra uma imagem pouco confiável ou de desleixo. Além 
disso, adapte a fonte ao texto do e-mail: algumas fontes são mais infantis, outras é 
difícil de ler em smartphones, etc. 
 
5. Procure usar palavras simples, que são facilmente compreendidas. Utilize também 
uma diagramação arejada, com fontes clássicas, sem recursos tais como sublinhar, 
negritar ou por em itálico. Também evite letras coloridas, gifs e memes para que seu 
texto não se torne cansativo ou fique “infantilizado”. 
 
6. Antes de escrever, se tiver dificuldade, pontue todos os temas que deseja 
abordar, e se forem muito distantes um dos outros, estabeleça subtítulos. Por fim, leia 
tudo o que escreveu e revise em busca de possíveis erros e expressões incorretas. 
Lembre-se: quanto mais você lê, mais você escreve e mais se aprimora! 
 
Fonte: BARBOSA, R.M. Catho, 2018. Disponível em: 
https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/carreira/dicas-emprego/6-orientacoes-para-uma-boa-redac
ao-empresarial/. Acesso em 11/ maio, 2019. 
 
 
 Exercícios! 
 Teste seus conhecimentos gramaticais e identifique o erro de cada oração - 
pode ser de grafia, acentuação, concordância, vírgula, crase... As respostas se 
encontram logo em seguida! 
 
a. Quando eu ver o mestre de obras, perguntarei se ele está melhor da renite. 
b. Vamos assistir o jogo pela televisão as 20 hs. 
c. De 1968 à 1980, o modelo econômico Brasileiro mudou. 
d. A obra está atrazada mas, devemos. 
e. O problema da segurança no Rio está sendo discutido a nível federal, pois 
envolve iminentes autoridades. A uma semana, só lemos sobre violência na 
cidade maravilhosa. 
f. O profissional melhor preparado visa bons salários. 
g. Construíram a estrada, localizada à cidade de Bom Jesus. 
 
https://blog.staging.agendor.com.br/blog/os-10-erros-mais-comuns-na-redacao-de-um-email-de-vendas/
https://blog.staging.agendor.com.br/blog/os-10-erros-mais-comuns-na-redacao-de-um-email-de-vendas/
 
h. Houveram muitos jornalistas que derão a notícia incompleta. 
i. Se você ver o João, diga a verdade. 
j. O Globo já atua no jornalismo fazem mais de 50 anos. 
k. Comprei duzentas gramas de mussarela. Se você quizer, comprarei mais 
amanhã. 
l. É um previlégio conhecer você.. 
m. O Iraque foi arrazado pelos EUA. Análizes realizadas no país demostra que 
levarão muito tempo para reconstrui-lo. 
n. Não diga-me que não avisei, aquela loja não vende à prazo, só à vista. 
o. O mixto de sensações tomou conta dos homenageados. Pretenciosos, eles 
contavam seus feitos. 
p. A descriminação, qualquer que seja, é maléfica a sociedade. 
q. Não ficamos lisongeados com sua atenção, tão pouco com seus presentes. 
 
Adaptado de: França, 2013. 
 
GABARITO: 
 
a. Quando eu vir o mestre de obras, perguntarei se ele está melhor da rinite. 
b. Vamos assistir ao jogo pela televisão às 20h. 
c. De 1968 a 1980, o modelo econômico brasileiro mudou. 
d. A obra está atrasada, mas devemos esperar. 
e. O problema da segurança no Rio está sendo discutido em nível federal, pois 
envolve eminentes autoridades. Há uma semana, só lemos sobre violência na 
cidade maravilhosa. 
f. O profissional mais bem preparado visa a bons salários. 
g. Construíram a estrada, localizada na cidade de Bom Jesus. 
h. Houve muitos jornalistas que deram a notícia incompleta. 
i. Se você vir o João, diga a verdade.j. O Globo já atua no jornalismo faz mais de 50 anos. 
k. Comprei duzentos gramas de muçarela. Se você quiser, comprarei mais 
amanhã. 
l. É um privilégio conhecê-lo. 
m. O Iraque foi arrasado pelos EUA. Análises realizadas no país demonstram que 
levará muito tempo para reconstruí-lo. 
n. Não me diga que não avisei, aquela loja não vende a prazo, só à vista. 
o. O misto de sensações tomou conta dos homenageados. Pretensiosos, eles 
contavam seus feitos. 
p. A discriminação, qualquer que seja, é maléfica à sociedade. 
q. Não ficamos lisonjeados com sua atenção, tampouco com seus presentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 8: COESÃO E COERÊNCIA 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/trabalho-em-equipe-se-encaixam-3237646/ 
 
 
Coesão e coerência são elementos fundamentais para a construção de um bom texto. 
Para que um discurso tenha êxito, seja oral ou escrito, ele deve construir um 
significado, ou seja, precisa ter coerência. Para tanto, deve-se usar elementos que 
estabeleçam ligação entre as partes, isto é, que confiram coesão ao discurso. 
 
 Chamamos de coesão os elementos conectivos que criam as relações de 
sentido dentro do texto. O uso inadequado desses elementos pode causar a falta de 
coerência. Podemos dizer então que o elemento conectivo tem o poder de determinar 
a coerência textual. Vejamos o exemplo de duas informações transmitidas 
separadamente: 
 
 1. Ontem fez sol. 2. Fui à praia. 
 
 Apesar de haver sentido entre as orações, não há nenhum elemento 
conectivo para estabelecer uma ligação entre elas. O ponto final faz uma separação 
entre as duas orações. Vamos acrescentar um elemento coesivo para que o texto fique 
articulado. Temos duas opções: 
 
 a) portanto b) entretanto 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/trabalho-em-equipe-se-encaixam-3237646/
 
 
 Qual é o conectivo correto? 
 Se a sua escolha foi a alternativa a), você acertou, pois o conectivo “portanto” 
indica uma conclusão. “Entretanto” é uma adversativa e quer dizer “mas, porém, 
todavia”. 
 
 1 - Ontem fez sol, portanto fui à praia - há coerência. 
 2 - Ontem fez sol, entretanto, fui à praia - não há coerência. 
 
 E se eu quisesse usar o conectivo “entretanto”, faria sentido? Não. Para isso, 
eu teria que alterar a oração, assim: 
 
 Ontem choveu, entretanto, fui à praia - há coerência. 
 
 
Podemos então resumir que coesão tem a ver com a estrutura da oração e coerência 
tem a ver com o sentido dela - e, claro, uma está ligada à outra. 
 
 
 8.1 Os elementos conectivos 
 
TEXTO 1: Sem conectivos TEXTO 2: Com conectivos 
Fui à padaria comprar pão. Fui assaltado 
na esquina. Voltei para casa sem dinheiro. 
Voltei pra casa sem pão. 
Fui à escola comprar pão, mas fui 
assaltado na esquina, por isso voltei para 
casa sem dinheiro e sem pão. 
 
 
 Os conectivos são responsáveis por estabelecer relações de sentido entre 
segmentos de um texto (palavras, frases, parágrafos, etc.). Os principais conectivos 
são as conjunções e as locuções conjuntivas. Antunes (apud Silva, 2017) apresenta 
duas funções fundamentais para o estudo da coesão e dos conectivos: 
a) entender que os conectivos são elementos de ligação de partes do texto e 
b) esses elementos indicam uma relação de sentido e de orientação argumentativa. 
 
 Vamos estudar essas relações de sentido: 
 
 
 8.1.1 Relações lógico-discursivas (coesão) 
 
● Relação de causalidade 
 
 É aquela que expressa uma causa para o fato apresentado. As conjunções 
aqui utilizadas são: porque, pois, por isso, já que, visto que, uma vez que, etc. 
 
 NÃO VOU AO CINEMA PORQUE ESTOU SEM DINHEIRO. 
 
 
 
 CAUSA: ESTOU SEM DINHEIRO 
 CONSEQUÊNCIA (FATO APRESENTADO): NÃO VOU AO CINEMA. 
 
 
● Relação de condicionalidade 
 
A relação se condicionalidade se dá quando um segmento expressa uma 
condição para que outra coisa aconteça. São orações com conjunções condicionais: 
se, caso, contanto que, a menos que, salvo se, desde que, etc. 
 
SE EU TIVESSE DINHEIRO, IRIA AO CINEMA. 
 
CONDIÇÃO ANTECEDENTE: SE EU TIVESSE DINHEIRO 
 CONSEQUÊNCIA HIPOTÉTICA: EU IRIA AO CINEMA 
 
 
● Relação de temporalidade 
 
Expressa uma relação de tempo por meio de conectivos tais como quando, 
assim que, logo que, enquanto, cada vez que, etc. 
 
QUANDO EU TIVER DINHEIRO, EU IREI AO CINEMA. 
 
CONDIÇÃO: TER DINHEIRO 
 CONSEQUÊNCIA: IR AO CINEMA 
 
● Relação de finalidade 
 
 A finalidade se estabelece quando há uma relação intenção x objetivo, 
finalidade, propósito. Os conectivos usados são os do grupo do “para”: para, para 
que, a fim de, a fim de que, etc. 
 
QUERO TER DINHEIRO PARA IR AO CINEMA 
 
 OBJETIVO: TER DINHEIRO 
 FINALIDADE: IR AO CINEMA 
 
 
● Relação de oposição ou de adversidade 
 
É quando um conteúdo expresso em um segmento se opõe ao conteúdo do 
outro segmento. A relação de oposição está em frase que contenham conjunções 
adversativas e concessivas, tais como mas, porém, no entanto, embora, apesar de, 
etc. 
 
 QUERO IR AO CINEMA, PORÉM, NÃO TENHO DINHEIRO. 
 
 CONTEÚDO 1: DESEJO DE IR AO CINEMA 
 
 
 CONTEÚDO DE OPOSIÇÃO: NÃO TER DINHEIRO 
 
 
● Relação de adição 
 Na relação de adição, ocorre a inclusão de mais um elemento - um item ou 
argumento. Contém conjunções aditivas, do grupo do “e”, que inclui o também, ainda, 
além de, além disso, nem, etc. 
 
 EU TENHO DINHEIRO E VOU AO CINEMA! 
 
 ELEMENTO 1: TENHO DINHEIRO 
 ELEMENTO 2: E TAMBÉM VOU AO CINEMA 
 
 
● Relação de conclusão 
 
Como o nome deixa claro, essa relação de coesão tem a ver com a conclusão 
de um algo a partir das proposições presentes em um segmento anterior do texto. É o 
grupo do “portanto”: logo, sendo assim, dessa forma, então, etc. 
 
 
 EU TENHO DINHEIRO, PORTANTO, VOU AO CINEMA. 
 
 PROPOSIÇÃO: TENHO DINHEIRO 
 CONCLUSÃO: VOU AONDE EU QUISER 
 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
O estudo dos conectivos é cobrado em praticamente todos os concursos públicos. Nos 
editais, a matéria a ser estudada aparece com o nome de “Relações 
Lógico-Discursivas”, e também é o que deve ser estudo quando exigem o tópico 
“Coesão e Coerência”. Conectivos podem aparecer tanto em questões de gramática 
quanto serem cobrados na escrita das questões dissertativas – as temidas redações. 
Quer um exemplo? Nunca se deve começar o último parágrafo da redação com uma 
conjunção adversativa, por exemplo. Esse parágrafo é chamado de “Conclusão”, logo, 
deve ser iniciado com uma conjunção conclusiva. Do contrário, a argumentação perde 
a coerência por não ter um elemento de coesão correto e o candidato perde pontos na 
prova. 
# ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 Veja abaixo uma tabela com os principais conectivos e suas respectivas 
relações. A maioria já foi explicada neste presente tópico; o restante, deixo com vocês, 
estimados! ☺ 
 
Tipo de relação Alguns conectivos 
Casualidade porque, uma vez que, visto que, já que, 
desde que, como 
 
 
Condicionalidade se, caso, desde que, contanto que , a 
menos que, sem que, salvo que, exceto 
que 
Temporalidade quando, enquanto, apenas, mal, antes 
que, depois que , logo que, assim que, 
sempre que, até que, desde que, todas as 
vezes que, cada vez que 
Alternância ou 
Conformidade de acordo, conforme, consoante, segundo, 
como 
Complementação que, se , como 
Delimitação ou restrição pronomes relativos 
Adição e, ainda, também, não só... mas também, 
além de, nem 
Oposição mas, porém, contudo, entretanto, no 
entanto, embora, se bem que, apesar de 
Justificativa ou explicação isto é, quer dizer, ou seja, pois 
Conclusão logo, portanto, pois, por conseguinte, 
então, assim como 
Comparação como, mais... do que, menos... do que, 
tanto... quanto 
Fonte: Silva, 2017 
 
 
#CONECTE-SE# 
O link nos leva ao texto “Coerência textual: um estudo com jovens e adultos”, um 
artigo que examinou se o estabelecimento da coerência textual está relacionado à 
aquisição da leitura e da escrita com jovens e adultos, em processo de alfabetização, 
em uma situação de produção de texto. 
http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16796.pdf 
#CONECTE-SE#8.2 Coerência 
 Como já falamos, coerência é relação lógica entre as ideias de um texto. 
Vamos a uma breve definição dos linguistas Platão e Fiorin (2007): 
 
A palavra coerência, da mesma família de aderência e aderente, 
provém do latim cohaerentia (formada pelo prefixo co = junto com, 
mais o verbo haerere = estar preso). Significa, pois, conexão, união 
estreita entre várias partes, relação entre ideias que se harmonizam, 
ausência de contradição. É a coerência que distingue um texto de um 
aglomerado de frases. 
 
 Ou seja: quando você transmite uma mensagem, certamente leva em 
consideração quem vai recebê-la. Provavelmente você também se lembra de que 
alguns cuidados devem ser tomados para que o receptor compreenda a mensagem. 
 
 
Nessa tentativa de se fazer compreendido, você deve estabelecer alguns padrões 
mentais que diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido, certo? 
 Intuitivamente, você está seguindo um princípio básico para uma boa escrita, 
chamado de coerência textual. A coerência é uma conformidade entre fatos ou 
ideias, é aquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos associá-la ao processo de 
construção de sentidos do texto e à articulação das ideias. 
 
 “Frase assim escreve uma coerência sintática, mas ninguém ainda que 
conheça não”. Não entendeu nada, certo? Pois é, ninguém escreve uma oração 
assim... Esse é o princípio básico da sintaxe: construir frases nas quais os elementos 
da oração estejam dispostos na ordem correta. Além disso, a coerência sintática evita 
a ambiguidade e garante o uso adequado dos conectivos. 
 
 Duas placas que viralizaram nas redes sociais e que exemplificam a falta de 
coerência são aquelas em que se lia PINTAMOS CASA A DOMICÍLIO e CORTAMOS 
CABELO AO VIVO. Alguém aí consegue explicar? 
 
#PARA GABARITAR# 
Sintaxe (pronuncia-se “sintásse”) é a parte da gramática que estuda a relação das 
palavras dentro das frases e das orações. Estuda, também, a oração dentro do 
período, permitindo que a frase tenha sentido e que as palavras estejam na ordem 
certa dentro da oração. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 No Carnaval de 2014, a prefeitura de Porto Nacional, em Tocantins, lançou 
uma inusitada campanha cuja faixa viralizou nas redes sociais. Ela dizia: 
 
 
BRINQUE O CARNAVAL COM SEGURANÇA, PREVINA-SE, 
USE CAMISINHA E JUNTOS VAMOS COMBATER O MOSQUITO DA DENGUE 
 
 
 
 Nesse caso claro de falta de coerência, percebe-se que a prefeitura queria 
passar duas informações distintas: 1) que os foliões da cidade usassem camisinha 
para se prevenir da dengue, 2) que os foliões combatessem o mosquito da dengue. 
Porém, o uso do conectivo “e” dá a ideia lógica-discursiva de adição, de acréscimo de 
 
 
ideias que se complementam, e não cabe no caso de duas ideias que não tem nada a 
ver. A faixa, obviamente, virou piada. 
 
• Coerência Temática 
É quando o texto discorrido - seja escrito ou falado - está de acordo com a 
proposta. Esse é o princípio da coerência temática, que privilegia apenas ideias que 
sejam relevantes para o bom desenvolvimento do tema. 
 
Lembra-se do candidato do Enem que, na redação cujo tema era “Imigração 
Legal”, escreveu uma receita de macarrão instantâneo do desenvolvimento? É um 
exemplo - mesmo que exagerado e sem noção da parte do “engraçadinho” - de falta 
de coerência temática. 
 
 
• Coerência Estilística 
 
A coerência estilística diz respeito à variedade linguística adotada em um texto. Se 
o emissor escolhe uma linguagem formal, é coerente que ele a use no texto inteiro. 
Não faz o menor sentido começar uma redação utilizando uma linguagem culta e de 
repente alterar o estilo e empregar a linguagem coloquial (ou informal). 
 
• Coerência Genérica 
 
A palavra “genérica”, aqui, quer dizer “de gênero”; de gênero textual, ou seja, 
dos estilos que existem (narrativo, informativo, descritivo, etc.) Tem a ver com a 
escolha adequada do gênero textual. Existe um gênero para cada ato de fala e escrita: 
por exemplo, se a intenção de quem escreve é anunciar algum produto para a venda, 
provavelmente ele optará pela linguagem informativa, e não um poema. Se a intenção 
é contar uma história, o conto ou a crônica são opções possíveis. 
 
No exemplo abaixo, temos a transcrição de uma placa real de estrada com 
duas informações coerentes e uma incoerente com o gênero informativo “placa de 
sinalização”. Fica óbvio qual está fora de contexto, não é? 
 
CRUZAMENTO PERIGOSO 
REDUZA A VELOCIDADE 
DOE LEITE MATERNO 
 
 Cabe aqui fazer uma observação: há casos em que o emissor da mensagem 
faz uso da falta de coerência propositalmente para causar algum efeito poético ou de 
humor. 
 Leia o trecho abaixo: 
 
 
 
Subi a porta e fechei a escada. 
Tirei minhas orações e recitei meus sapatos. 
Desliguei a cama e deitei-me na luz 
Tudo porque 
Ele me deu um beijo de boa noite... 
(Anônimo) 
 
 Fonte: Antunes, 2005. 
 
 Neste texto anônimo, a desordem das palavras é proposital, pois o “sentido” do 
poema está justamente na desorganização da forma como as coisas foram ditas. A 
intenção do autor era transmitir que as pessoas perdem o sentido; perdem a lógica 
das coisas quando se apaixonam e subvertem a ordem natural dos eventos. As 
pessoas ficam bobas, incoerentes de uma forma poética quando estão apaixonadas. 
☺ 
 
 
 
#CONECTE-SE# 
Assista a um bem-humorado vídeo da galera do Porta dos Fundos sobre problemas de 
falhas na comunicação, inclusive com o uso incorreto dos conectivos e a falta de 
coerência gerada na fala. Vá lá: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=jPSnhvG5fQ 
 
#CONECTE-SE# 
 
Exercícios! 
Complete com conjunções e locuções conjuntivas: 
 
1.Você (aditiva) _______ eu temos muito em comum. 
2.É original (aditiva) ________ interessante o que você diz. 
3. Uma coisa é certa: (aditiva) ______ os professores (aditiva) ________ eles 
estudaram 
matemática. 
 
 
4. Eu acho o seguinte: (alternativa) __________ fica calado, (alternativa) __________ 
enfrenta o problema de uma vez. 
5.Só nos resta reclamar (alternativa) __________ obedecer. 
6. Ora compremos, (alternativa) ________ vendamos, nunca teremos o bastante. 
7.Trabalhei muito, (adversativa) ___________ aguento um pouco mais. 
8. Os alunos se queixam das tarefas; (adversativa) __________ fazem-nas. 
9.Penso, (conclusiva) _________ existo. 
10.Disse-o com tanta convicção, (conclusiva) ________ é verdade. 
11. Errei, (conclusiva) ______________ estou disposto a pagar as consequências. 
12. Obedecerei as suas ordens, (adversativa) _________ antes direi o que penso. 
13.Escolha uma possibilidade (alternativa) _________ outra, não faço restrições. 
14.Os juízes têm que ser objetivos (aditiva) ___________ imparciais. 
15.Plantas (aditiva) _________ ervas são muito úteis quando usadas com critério. 
16. É inadmissível que tenha fugido; (adversativa) _____________ não me aventuro a 
censurá-lo. 
 
Gabarito: 1. e; 2. e; 3. nem, nem; 4. ou, ou; 5. ou; 6. ora; 7. 
mas/porém/contudo/todavia; 8. mas/porém/contudo/todavia; 9. logo/portanto; 10. 
logo/portanto; 11. portanto/logo; 12. mas/porém/contudo/todavia; 13. ou; 14. e; 15. e; 
16. mas/porém/contudo/todavia/entretanto 
 
Complete com conjunções e locuções conjuntivas subordinativas: 
1.Levantei-me (temporal) _____________ o prefeito terminou o discurso. 
2.Escrevi um carta (temporal) ____________ meu filho jantava. 
3. Deitei-me (temporal) _____________ terminou o jornal das dez. 
4.Fiquei na sala de jantar (temporal) _____________ meu filho terminou a sobremesa. 
5.Interessa-me saber (temporal) _____________ chegará meu pai. 
6.Terminarei o relatório (temporal) ______________ André me chame para o jantar. 
7.Insistirei na petição (temporal) _____________ a defiram. 
8. Impediram a minha inscrição no concurso (causal) ___________ sabiam que 
ganharia. 
9. É muito mais inteligente (comparativa) ________________ a irmã, que já se 
destaca 
bastante entre as colegas. 
10.Evitaram que declarasseperante o tribunal, (causal) _________ era pública e 
notória 
a sua culpa. 
11. Descreveu o aparelho nos seus mínimos detalhes (final) _____________ ninguém 
duvidasse da sua paternidade. 
12.Arrumou-se (consecutiva) _________________ que chamou a atenção de todo o 
mundo. 
13.Farei o que você quiser (condicional) _________ primeiro me relatar o que 
aconteceu naquela noite. 
14.Vou ler o manuscrito inteiro, (concessiva) _______________ prejudique a visão 
15.(concessiva) ________ esteja frio, sairei sem paletó. 
16.Fala (comparativa) ___________ o fazia o finado Baltasar. 
17.É tão obcecado (comparativa) ________ o irmão. 
 
 
18, (concessiva) _______________ fossem empregados, não se justificava uma 
atitude semelhante. 
19.Tal atitude é intolerável, (concessiva) _________________ compreensível. 
20.Falou (consecutiva) _______ tal ______ ________ ficaram todos abismados 
 
Gabarito: 1. logo que; 2. enquanto; 3. logo que; 4. até que; 5. quando; 6. antes que; 7. 
até que; 8. porque; 9. do que; 10. pois/porque; 11. para que; 12. tanto/de tal modo; 13. 
se; 14. mesmo que; 15. mesmo que/embora; 16. como; 17. quanto; 18. mesmo 
que/embora; 19. se bem que/embora; 20. de tal maneira que/de tal modo que. 
 
Adaptado de Masip, 2014. 
 
 
 
AULA 9: COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL 
“Não se pode ficar parado, sobretudo num mundo cujos pontos de referência estão 
sobre rodas.” Zygmunt Bauman (1925-2017), sociólogo e filósofo polonês. 
 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/acordo-aperto-de-mao-atraente-casual-2822647/ 
 
 
 Não somos seres isolados. Vivemos em comunidade em todos os estágios da 
nossa vida, e no âmbito profissional não seria diferente. Mesmo em profissões que 
exigem menos contato humano, ter habilidades de comunicação interpessoal é uma 
qualidade que as empresas têm buscado cada vez mais nos profissionais, pois se 
trata de pessoas que têm mais facilidade em passar ideias de uma maneira que todos 
possam entender sem gerar desentendimentos causados por falhas na comunicação. 
 
 
#PARA GABARITAR# 
O que é comunicação interpessoal? 
Comunicação interpessoal é a troca de informação que existe entre dois ou mais 
indivíduos. Basicamente, trata-se de passar e receber mensagens por meio da fala, da 
escrita, da mímica e dos meios tecnológicos (e-mails, intranet, WhatsApp, etc.) 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/acordo-aperto-de-mao-atraente-casual-2822647/
 
 Se você passou pelo porteiro hoje, acenou para ele e ele retribuiu, 
automaticamente vocês realizaram uma interação de comunicação interpessoal. No 
ambiente de trabalho, devemos ter cuidado com a maneira como passamos as 
mensagens para outras pessoas. Aliás, quantos casos você conhece de gente que 
entrou em conflito simplesmente por causa de desentendimento na comunicação? A 
mensagem desejada não é passada, o emissor é mal interpretado e isso causa um 
desconforto entre duas (ou mais) partes. 
 Uma comunicação interpessoal clara evita conflitos, pois faz com que as 
mensagens sejam passadas de uma maneira que os dois lados possam compreender, 
resultando assim no sucesso da troca de informações. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Uma pesquisa realizada por Albert Mehrabian, psicólogo americano e professor da 
Universidade da Califórnia – UCLA, constatou que as formas de comunicação não 
verbais, aquelas feitas por meio de gestos, postura corporal e contato visual, são 55% 
mais impactantes do que outras formas de comunicação por ser uma forma universal 
de relacionamento entre as pessoas. Ainda segundo Mehrabian, 38% do impacto da 
comunicação estão no nosso tom de voz, e apenas 7% nas palavras propriamente 
ditas. Desenvolver as habilidades de comunicação não verbal e verbal, portanto, é 
essencial para potencializar os resultados e construir harmonia nas relações 
interpessoais. 
Fonte: 
https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-carreira/comunicacao-interpessoal-nas
-organizacoes/ 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 9.1 Comunicação no ambiente profissional 
 
 Bom, vamos manter algo em mente durante esta aula: comunicar-se não 
envolve apenas o que falamos, mas também a maneira que passamos essas 
informações às outras pessoas, e isso faz muita diferença quando você está no meio 
de um grupo tanto como empregado quanto como empregador. 
 A linguagem corporal e o tom de voz influenciam na maneira como o outro 
recebe a sua mensagem. Por isso, é preciso prestar atenção em como você se porta 
perto das pessoas com quem interage, como fala com elas e como gesticula. 
 Enquanto exercemos nossas atividades diárias, é natural estar sempre 
comunicando algo, e claro que existem pessoas que demonstram mais facilidade em 
estabelecer a comunicação interpessoal com outros; da mesma forma que há quem 
considere tal prática irrelevante. Curiosamente, porém, quem não presta atenção ao 
jeito como ele fala com seus colegas são os mesmos que costumam reclamar que são 
“eternos incompreendidos”, não é? Daquele tipo que diz: “Ninguém gosta de mim...”! 
 Aprimorar práticas de comunicação interpessoal pode impulsionar sua vida 
pessoal profissional. Segundo a Endeavor, maior organização de apoio a 
empreendedorismo e empreendedores de alto impacto no mundo, há meios de 
sempre melhorar as relações profissionais por meio da comunicação. Vamos aos mais 
importantes: 
 
 
 
Utilize a comunicação interpessoal para resolver conflitos – ter uma boa 
comunicação interpessoal ajuda na resolução e na prevenção de conflitos. Não são 
raros os casos de profissionais que criam situações conflituosas porque se negam a 
dedicar dez minutos do dia para trocar ideias, desfazer equívocos e chegar a um 
consenso. Por isso, procure estimular o diálogo entre aqueles que trabalham com 
você. Atue como mediador, ouça as partes envolvidas e procure aproximá-las para 
que tudo se resolva com serenidade. 
Procure trocar algo mais que palavras – o ideal é que, quando você inicie a troca de 
informações com alguém, procure ser empático, ou seja, exerça a capacidade de se 
colocar no lugar da outra pessoa. Assim, você conseguirá conhecer fatos culturais que 
talvez você jamais chegue a vivenciar. 
Aprenda com seus interlocutores – a partir do momento em que você está aberto 
para se comunicar, está também aberto para aprender. Lembre-se que o processo de 
aprendizagem é bilateral: a troca de ideias e experiências é bastante relevante para o 
crescimento pessoal e profissional. 
Combata a inibição – a inibição é uma característica normal de muitas pessoas, mas 
quando se trata de compartilhar ideias ou conhecimento em um ambiente de trabalho, 
ela pode ser prejudicial, pois muitos profissionais deixam de apresentar suas ideias e 
mostrar o quanto podem ser valiosos à empresa por conta da timidez. Por isso, é 
muito importante exercitar esse lado para ganhar mais confiança, pois falar faz parte 
do contexto social em que você está inserido. 
Fique atento ao gestual – a comunicação interpessoal não se dá apenas por meio 
das palavras, mas principalmente pela entonação da voz e pelos gestos que você faz 
enquanto conversa com alguém. Para quem é atento, a postura e o gestual 
demonstram todo tipo de sentimento: euforia, contrariedade, desânimo, etc., e isso 
pode causar falhas de comunicação e desentendimentos. 
Melhore o desempenho de sua equipe – seja você gestor ou gerido, quando a 
comunicação interpessoal é praticada no ambiente de trabalho, as pessoas melhoram 
o desempenho porque passam a conviver melhor na busca de resultados coletivos. A 
ideia de uma equipe que sempre está em silêncio não combina com crescimento. 
Promova o autoconhecimento – a comunicação interpessoal também serve de 
termômetro para que um profissional saiba como os outros o percebem. Ao promover 
as práticas de comunicação interpessoal, você abrirá caminhos para não apenas 
conhecer a si próprio, mas para entender como os outros te veem. 
 
Fonte: adaptado de ENDEAVOR BRASIL. Comunicação interpessoal: dicas para 
melhorar suas relações corporativas. Disponível em:https://endeavor.org.br/desenvolvimento-pessoal/comunicacao-interpessoal/. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Já ouviu falar que toda empresa tem um “rádio corredor”? Qual o limite entre 
comunicação informal e fofoca? Neste artigo, Alessandra Becker, sócia-fundadora da 
FALE Consultoras, alerta para o perigo de boatos e fofocas se tornarem a 
comunicação oficial de uma organização. 
https://endomarketing.tv/comunicacao-informal-nas-organizacoes-alessandra-becker/#.
XObKGIhKjIU 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 
 
 9.2 Imagem pessoal 
 
 No mundo profissional, falam-se coisas do tipo: “Você é a sua melhor marca”, 
"Sua imagem pessoal é seu cartão de visita” ou “Nos negócios, menos é mais.” Você 
já ouviu alguma delas? E concorda? 
 No mercado de trabalho, a imagem pessoal tem muito valor. A construção da 
imagem pessoal no ambiente profissional é algo que se dá ao longo da carreira, mas é 
inegável que a marca que deixamos nas pessoas e como seremos lembrados pode 
ser positiva ou negativa. E aqui entra outro ditado: “A primeira impressão é a que 
fica”. Na modernidade, os profissionais bem-sucedidos obviamente mantêm uma 
imagem pessoal positiva. Para tanto, usam seu poder pessoal para conquistar 
objetivos, influenciar pessoas e assim construir uma base de valor pessoal sólida. 
 Mas como usar a imagem pessoal como estratégia profissional? Para ser 
eficiente, o marketing pessoal deve ser sutil e inteligente, a começar pela aparência. 
Exibir roupas de marca, por exemplo, não faz de você um profissional respeitado. Pior: 
o resultado pode até ser o contrário e revelar que, na falta do que falar, você exagera 
na aparência. 
 Logo, perceba que não se pode negar que o primeiro julgamento é o visual. É a 
partir dele que podemos perceber a que grupo uma pessoa pertence, se é cuidadosa 
ou não pelo seu penteado, se é calma ou agitada pelo modo de andar, sentar e falar, 
ou seja, fazemos uma avaliação de alguém que nem conhecemos. E certo ou errado, 
justo ou injusto, é que cada vez mais importante cuidar da imagem porque, querendo 
ou não, o candidato é julgado pelo inconsciente do recrutador, e depois de contratado, 
ele será julgado pelo inconsciente dos clientes e parceiros de negócio. 
 Mas, então, trata-se de uma “ditadura da imagem perfeita”? Não. Trata-se de 
ser flexível e se adequar aos diferentes contextos e grupos sociais que vivemos. 
Ninguém veste as mesmas roupas, faz os mesmos gestos ou fala com a mesma 
linguagem quando está com os familiares e com os clientes, por exemplo. Sua 
imagem pessoal não é única, e o bom profissional é capaz de se adaptar a 
diferentes ocasiões sem se esquecer de quem é ele, do seu estilo, da sua 
personalidade e dos seus gostos. 
 No ramo profissional é preciso unir conhecimento técnico com aquisição de 
aspectos culturais e sociais. Quer dizer que o profissional tem de desenvolver um perfil 
que explore suas habilidades sem mudar suas características pessoais, ao mesmo 
tempo em que cria uma imagem sempre coerente com a sua profissão. 
 Nesse sentido, não importa a função que se esteja exercendo em qualquer 
área da organização ou na sociedade: o fundamental é estar incluso (RIZZO, 2017). 
 
 
 9.2.1 Boas práticas e imagem pessoal 
 
 
BOA COMUNICAÇÃO 
 
 
BOA POSTURA 
 
COMUNICAÇÃO NÃO 
VERBAL 
 
 
 
 – A expressão tanto escrita 
quanto falada influencia muito 
nossa imagem pessoal, por 
isso deve ser mantida sempre 
em um nível adequado. 
 – Utilize palavras adequadas e 
pertinentes ao momento e 
cuide da língua portuguesa: 
fuja dos vícios de linguagem, 
erros de pronúncia, gírias, 
expressões que demonstrem 
intimidade ou tom de piada. 
Deixe a graça para os amigos 
e familiares! 
 – Procure falar em um tom de 
voz e velocidade de fala 
agradável, de preferência 
parecido com o da pessoa com 
quem você está conversando, 
o que dá mais harmonia à 
conversa. 
 
 
 – No ambiente de trabalho, 
é fundamental manter uma 
postura profissional e que 
esteja de acordo com os 
valores e normas da 
empresa, respeitando os 
códigos de trabalho, os 
horários, o código de 
vestimenta e as diretrizes. 
 
-. Não tente assumir uma 
postura do que você não é, 
pois assim você não 
conseguirá transmitir 
credibilidade sobre a sua 
imagem pessoal aos outros. 
Tenha uma postura natural 
e condizente com o que 
você realmente é. 
 
 – Preste atenção à sua 
linguagem corporal. O 
aperto de mão deve ser 
firme para transmitir 
segurança. Lembre-se de 
olhar sempre nos olhos das 
pessoas quando conversar 
com elas, o que demonstra 
confiança e dá mais 
credibilidade ao que 
dizemos. 
 – Evite uma postura de 
superioridade, com cabeça 
muito erguida e “nariz em 
pé”. Evite também andar 
curvado ou sentar-se jogado 
na cadeira denotando certo 
desleixo. Ombros bem 
alinhados e coluna ereta já 
são o suficiente para criar 
uma boa imagem. 
 
 
 
CUIDADO COM A 
APARÊNCIA 
 
 
IMAGEM NAS REDES 
SOCIAIS 
 
CÓDIGO DE ÉTICA 
 – Procure manter uma 
aparência condizente com o 
seu ambiente de trabalho, o 
que envolve o modo de se 
vestir e de se arrumar em 
geral. 
 
 – Os homens devem manter 
a barba bem feita, e as 
mulheres devem usar uma 
maquiagem mais leve. 
Ambos devem usar 
vestimentas adequadas 
seguindo o código de 
vestimenta da empresa. 
 – Postou é para sempre. O 
que você lança no 
ciberespaço revela crenças, 
valores, preconceitos e pode 
criar muita saia justa. 
 
 – Quando publicar fotos, 
evite divulgar imagens com 
pouca roupa ou consumindo 
bebidas alcoólicas, não 
escreva palavrões, não 
exponha suas opiniões 
sobre colegas de trabalho 
ou sobre a empresa, 
cuidado com os erros 
grosseiros de português e 
selecione bem os vídeos 
postados. Eles podem dar 
uma ideia errada de você e 
dos seus gostos. 
 – A ética é um valor 
fundamental em todas as 
esferas da vida para boa 
convivência com as outras 
pessoas. Não adianta ter uma 
boa postura dentro da 
empresa, ser 
supercomunicativo e 
habilidoso no que faz, mas 
não seguir códigos de ética. 
 
 – Fique longe de mentiras, 
fofocas, corrupção e de tudo 
que possa ser classificado 
como um desvio de conduta. 
 
 – Seja o tipo de pessoa que 
você gostaria de conhecer. 
Fonte: adaptado de 
https://blog.racheljordan.com.br/imagem-pessoal-no-ambiente-de-trabalho/. 
 
 
 
 
#CONECTE-SE# 
No início de 2016, um case corporativo ficou famoso nas redes sociais quando um 
estagiário da Cantareira Construtora e Imobiliária foi demitido após fazer posts 
machistas em suas redes pessoais. Nas fotos em que tirou ao visitar uma obra, 
escreveu na legenda algo como "procurando uma feminista para ajudar a descarregar 
a carga de cimento". 
A empresa se manifestou na página do Facebook e afirmou que as opiniões do 
estagiário não refletiam a visão da construtora. Via assessoria de imprensa, a 
Cantareira disse que ele seria demitido e não manteriam alguém que disseminasse 
opiniões sexistas. 
#CONECTE-SE# 
 
 Nunca se esqueça de que seus conhecimentos, habilidades, técnicas e outras 
qualidades que você possui formam o seu produto. A sua embalagem é a sua 
aparência, o seu visual, e é a primeira informação que o seu cliente ou contratante tem 
de você. 
 
 9.2.2 Falhas na comunicação interpessoal 
 
 Talvez nem seja necessário pontuar, mas é sempre bom validar conceitos com 
dados: segundo um estudo feito em 2014 pelo Sebrae, 60% dos problemas nas 
empresas causados se devem à falta de comunicação entre os colaboradores. Veja 
algumas das falhas mais recorrentes nesse âmbito: 
 
1 – Não pedir ajuda - quem tem vergonha de tirar alguma dúvida em algum momento 
vai fazer algo de errado. Lembre-se: pergunta boba é aquela que nunca foi feita! 
 
2 – Não explicar quando necessário - às vezes deixamos de explicar qual nossa 
expectativa ao designar uma tarefa acreditando que elas já compreenderam. Procure 
explicar sem receio o que você deseja dos outros. 
 
3 – Esconder-se atrás do e-mail - mensagens de texto como o WhatsApp também 
são válidas nesse caso. Com o advento tecnológico, preferimos enviar um e-mailou 
mensagem a resolver pessoalmente ou fazer uma ligação que levaria menos tempo. 
Quando sentir que pode resolver mais rapidamente por meio de uma ação ou 
conversa, vá e faça pessoalmente. 
 
4 – Não ir direto ao ponto - existem pessoas que começam um assunto, vão fazer 
alguma outra coisa no meio e não conseguem finalizá-lo. Reflita se você é essa 
pessoa. Nunca se esqueça de que todo assunto que tem um início deve ter um fim! 
 
5 – Falar demais, escutar de menos - já ouviu falar que não é à toa que temos dois 
ouvidos e uma boca, certo? Procure ouvir mais e fala menos, e tenha menos 
impulsividade no momento de defender alguma ideia. 
 
6 – Sempre concordar com tudo - nunca seja o tipo de pessoa que concorda com 
tudo, até com opiniões e fatos que, na verdade, você não concorda. Procure 
 
 
questionar aquilo que está sendo transmitido a você e não concordar de primeira em 
tudo quanto é assunto - sempre respeitando o ponto de vista do outro, claro. 
 
7 – Não revisar textos - em um e-mail ou mensagem de texto, revise antes de enviar. 
Veja se o que foi escrito está correto, se não tem problemas de gramática e se tem 
coerência. Revisar informações é muito importante para amadurecer a comunicação 
escrita e consequentemente a verbal. 
 
Fonte: adaptado de 
https://www.eusemfronteiras.com.br/7-erros-fatais-na-comunicacao-interpessoal/. 
 
 Nós temos o poder de mudança positiva no local em que vivemos e que 
trabalhamos. Por meio da comunicação, é possível consolidar essa positividade, e 
com os tópicos abordados nesta aula, você certamente terá uma comunicação de 
sucesso com seus pares. 
 
 
https://www.eusemfronteiras.com.br/7-erros-fatais-na-comunicacao-interpessoal/
 
AULA 10: INADEQUAÇÕES ENTRE FALA E 
ESCRITA 
 
 
 
https://www.pexels.com/photo/close-up-of-hand-holding-pencil-over-white-background-
316466/ 
Adaptado pela autora 
 
Existem várias ferramentas às quais podemos recorrer em caso de 
dúvida gramatical tais como dicionários, gramáticas ou uma simples busca no 
Google. Mas sabemos que a maioria dos estudantes e profissionais não 
consultam o dicionário quando se deparam com uma palavra desconhecida ou 
não buscam uma gramática para sanar dúvidas de grafia. 
Por isso, é muito comum o indivíduo aprender uma a palavra ou 
expressão e depois repeti-la sem conferir como é a escrita, causando uma 
inadequação entre o que se ouve - ou o que se fala - e como se escreve. 
Vamos a um exemplo: a expressão “por ora”, muito usada em 
correspondências, artigos científicos e relatórios, que significa “agora”, “no 
momento”. Não existe “h” no termo: “Por ora, nossa pesquisa teve 
resultados parciais”, ou seja, por enquanto, até agora, nossa pesquisa teve 
resultados parciais. Já “por hora” também existe, mas quer dizer “por um 
período de 60 minutos”: “O estacionamento cobra por hora.” 
 
https://www.pexels.com/photo/close-up-of-hand-holding-pencil-over-white-background-316466/
https://www.pexels.com/photo/close-up-of-hand-holding-pencil-over-white-background-316466/
 
A questão, então, é que essa expressão (e outras que são foco desta 
aula) são idênticas ou parecidas na fala, mas diferentes na forma escrita. 
 
Veja a seguinte placa: 
 
 
HOMENS TRABALHANDO HÁ 300m 
 
Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/site-risco-aviso-placa-de-rua-1750460/ 
 
Muitos acham exagero corrigir quem confunde “um simples ‘há’, ou ‘a’, ou 
ainda ‘à’... é tudo igual!”. Mas certamente deixam de achar besteira quando 
esse tipo de problema cai em concursos, processos seletivos ou avaliações 
das quais você depende para dar um passo importante na vida, além de ser um 
erro grave de gramática nas redações cotidianas. 
 No exemplo acima, a placa está incorreta; e o certo seria: 
 
“HOMENS TRABALHANDO A 300m”. 
 
“A” indica avanço para frente no tempo ou no espaço. Por exemplo: “Moro a 
dois quarteirões daqui”, “Vamos nos ver daqui a dois dias”. O “há” refere-se ao 
passado: “Falei com ela HÁ duas semanas”. 
 
 10.1 Confusões entre fala e escrita 
 
 Vejamos algumas dessas confusões geralmente causadas porque são 
iguais ou quase iguais na fala, mas diferentes na forma de escrever. 
 
 
https://pixabay.com/pt/vectors/site-risco-aviso-placa-de-rua-1750460/
 
 
MAU é um adjetivo, o oposto de bom: 
Estou de bom humor./ Estou de mau humor. 
Logo, temos: mau hálito, mau caráter, mau caminho, lobo mau, que podem ser 
todos substituídos por “bom” para fazer o antônimo. 
 
MAL é um advérbio, o oposto de bem: 
Todos falaram mal do filme. / Todos falaram bem do filme. 
Logo, temos: mal estar, passar mal, mal amado, mal visto, que podem ser 
todos substituídos por “bem” para fazer o antônimo. 
 
PERDA é um substantivo: a perda, as perdas, uma perda, sua perda, minha 
perda... 
Falar desse assunto é perda de tempo. 
Sinto muito pela sua perda. 
 
PERCA é verbo no imperativo (o modo do mando, do pedido) ou no subjuntivo: 
Não perca a promoção de sábado! 
Mesmo que eu perca, não vou desistir! 
 
TAMPOUCO significa “nem”, “também não” 
Ele fez o jantar, tampouco varreu a casa! 
Você não trabalha, tampouco estuda. (ATENÇÃO: “nem tampouco” é 
redundância). 
 
TÃO POUCO quer dizer muito pouco, pouquíssimo: 
Havia tão pouco entusiasmo naquele grupo que eu me desanimei. 
Eu como tão pouco e mesmo assim não perco peso! 
 
SENÃO significa “caso contrário" ou “exceto”. 
O contrato precisa estar assinado, senão será inválido. 
Trabalhamos todos os dias, senão aos domingos. 
 
SE NÃO introduz uma condição, usado quando o "se" é uma conjunção 
condicional (substituível por "caso"). 
Se não receber a ata por e-mail, avise-me. 
Amanhã começam as obras se não chover. 
 
 
MAS é uma conjunção adversativa, substituível por “porém, contudo, todavia, 
entretanto, no entanto”. 
É preciso trabalhar, mas é preciso se divertir também. 
Liguei várias vezes, mas ninguém atendeu. 
 
 
MAIS indica intensidade (em oposição a “menos”), soma ou aumento de 
quantidade. 
Pretendo ir mais vezes à Bahia. 
Quanto mais estudo, mais aprendo. 
 
ONDE é usado quando se fala de um lugar estático, parado, e pode ser 
substituído por “em que” ou “em que lugar” 
O local onde a nova escola será construída é agradável. 
Você sabe onde ela está? 
 
AONDE deve ser usado em frases com verbos de movimento tais como “ir” e 
“encaminhar-se” e pode ser substituído por “para onde”, “para qual lugar”. 
Aonde João foi com tanta pressa? 
Ninguém viu aonde se encaminhou o estagiário. 
 
 
#PARA GABARITAR# 
Aonde x Onde 
“Aonde” é usado quando a frase tem algum verbo de deslocamento, como é o 
caso de “ir” e outros que pedem a preposição “a”: ir a, dirigir-se a, 
encaminhar-se a, etc. Corresponde a “para onde você foi?”. Com outros 
verbos, é apenas “onde”, no sentido de “em que lugar”. Assim, o correto é 
“Onde você colocou as chaves?” e não “Aonde você colocou as chaves?”, 
“Onde você trabalha?” e não “Aonde você trabalha?”. Mas é correto “Eu sei 
aonde ele foi.”,por exemplo. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
10.2 Certo ou errado? 
 
Além das inadequações causadas porque existem palavras parecidas 
(como vimos no tópico anterior), há também o equívoco em si: palavras e 
expressões que comumente as pessoas ou aprenderam errado e repassaram 
adiante ao longo da vida. Vale lembrar que mesmo que na linguagem coloquial 
as pessoas dizem o que é “considerado” certo, se não estiver de acordo com a 
gramática ou com o dicionário, está errado. 
Então pegue uma caneta ou um lápis, puxe uma folha em branco e vá 
anotando o que você sempre falou e escreveu certo e o que você deve se 
autocorrigir a partir de agora! 
 
 
 
 
 
COMO É FALADO COMO É O CERTO 
Ele vive às custas do irmão. Ele vive à custa do irmão. 
É a melhor escola a nível estadual. É a melhor escola em nível 
 estadual. 
Joana estava ao par de tudo. Joana estava a par de tudo. 
Faça uma rúbrica no contrato. Faça uma rubrica no contato 
 (sem acento, sílaba tônica “bri”) 
A instituição atua em todo país. A instituição atuaem todo o 
 país. 
*A frase quer dizer que a instituição atua no país inteiro. Assim, o artigo depois 
de todo, toda (Ele comeu toda a comida), todos (Preciso de todos os 
relatórios), todas (Todas as alunas estão convidadas) é obrigatório. Sem o 
artigo, todo passa a ser sinônimo de "qualquer", como na frase "todo homem é 
igual perante à Lei.” 
 
Vou consigo até a cidade. Vou com você até a cidade. 
*Inverta a forma para conferir: de todas as que menos falaram, ela foi uma. 
 
Tenho renite. Tenho rinite. 
Lâmpadas florescentes. Lâmpadas fluorescentes. 
Eu estou quites com você. Eu estou quite com você. 
*QUITE é adjetivo e, portanto, deve concordar com a palavra a que se refere: 
Eu estou quite. Eles estão quites. 
 
Vende-se duas casas na praia. Vendem-se duas casas na praia. 
O professor interviu na briga. O professor interveio na briga. 
Casa germinada. Casa geminada. 
*A casa não germina como planta. “Geminado” vem de gêmeas, unidas, iguais. 
 
Diga não à descriminição! Diga não à discriminação! 
Pizza calabreza e portugueza Pizza de calabresa e portuguesa. 
Pare com essa hipocresia. Pare com essa hipocrisia. 
Faremos um bazar beneficiente. Faremos um bazar beneficente. 
 
 
#CONECTE-SE# 
Está on-line e pintou uma dúvida de como escrever uma palavra ou verificar se 
ela existe na língua portuguesa? Pesquise no VOLP, o Vocabulário Ortográfico 
oficial da Língua Portuguesa: 
http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario 
#CONECTE-SE# 
 
 
 
http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario
 
 
10.3 EXERCÍCIOS PRÁTICOS! 
Neste exercício, o gabarito está no final do exercício. Mas não se 
autossabote! Não espie a resposta certa para fazer, ok? Vamos lá: 
 
1. Escolha a forma correta: 
 
a) Estou cansado, (mas/mais) sairei com vocês. 
b) A equipe falou muito (mal/mau) do último gestor. 
c) Sou bem saudável: não fumo, (tampouco/tão pouco) bebo. 
d) Espero que você nunca (perda/perca) a vontade de se atualizar! 
e) Você não vai perder seus medos (se não/senão) tentar superá-los. 
f) (Onde/aonde) Lilian colocou os fichários? 
g) É preciso acabar com o (mal/mau) habito do sedentarismo. 
h) Foi uma (perda/perca) irreparável a saída dele. 
i) Não nos satisfaremos com (tampouco/tão pouco) na vida. 
j) Alguém sabe (onde/aonde) ela foi ontem à noite? 
k) A entrada para a cidade fica (a/há) 1km daqui. 
l) Comece a fazer o relatório agora, (se não/senão) você vai atrasar. 
 
2. Assinale C (certo) ou E (errado) para a grafia da palavra em destaque: 
 
a) O projeto foi levado a todo o pais, de norte a sul. ( ) 
b) A conta foi paga e estamos quite. ( ) 
c) A hipocresia é uma das piores atitudes do ser humano. ( ) 
d) Sabemos que sucesso vem à custa de esforço. ( ) 
e) Em nível acadêmico, esta instituição é a melhor! ( ) 
f) Descriminação racial é crime. ( ) 
g) A polícia fez certo quando interveio na contenda dentro da escola? ( ) 
h) A filial fica a 200km daqui. ( ) 
i) Algumas substâncias provocam renite. ( ) 
j) A coroa portugueza foi símbolo de poder até o fim da monarquia. ( ) 
h) Estou na correria, mas, por ora, consigo um horário para atendê-lo. ( ) 
 
 
Gabarito 1: a) - mas; b) - mal; c) - tampouco; d) - perca; e) - se não; f) - onde; 
g) - mau; h - perda; i) - tão pouco); j) - aonde; k) - a); l) - senão; m) 
 
Gabarito 2: a) - C; b) - E; c) - E); d) - C; e) - C); f) - E); g) - C; h) - C; i) - E; j - E; 
k - C. 
 
 
 
AULA 11: HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS 
 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/seta-lista-sinaliza%C3%A7%C3%A3o-dire%C3%A7
%C3%A3o-2085192/ 
 
 
 Quantas vezes você parou para pensar qual a grafia correta de alguns 
termos e expressões da língua portuguesa? Se foram muitas vezes, não se 
preocupe: nosso idioma é cheio de pegadinhas na grafia, mesmo. Mas chegou 
a hora de estudar em um nível conceitual, mais aprofundado, para que, da 
próxima vez que a dúvida surgir, você saiba onde procurar reposta e se corrigir. 
 
 
Fonte: elaborado pela autora 
 
 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/seta-lista-sinaliza%C3%A7%C3%A3o-dire%C3%A7%C3%A3o-2085192/
https://pixabay.com/pt/illustrations/seta-lista-sinaliza%C3%A7%C3%A3o-dire%C3%A7%C3%A3o-2085192/
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra uma mesa com um computador, uma agenda com clipes, 
uma xícara de café e as palavras “eminente” e “iminente” no centro. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 A diferença entre eminente e iminente é um exemplo clássico da 
confusão entre algumas palavras que são quase idênticas e têm significados 
diferentes, e não é raro vermos pessoas consideradas estudadas - jornalistas, 
repórteres, professores, etc. - usarem-nas de forma trocada. Mas por que isso 
acontece? Porque vai de cada indivíduo descobrir um jeito de guardar qual é 
um e qual é outro, pois não há uma regra gramatical que justifique tal 
semelhança. 
 No caso, EMINENTE, segundo o dicionário on-line Priberam, significa 
“ilustre, excelente, que excede os outros”. Já IMINENTE quer dizer 
“imediato, próximo, que está para acontecer”. Logo, são comuns 
expressões do tipo: 
 
● perigo iminente 
● risco iminente 
● partida iminente 
● morte iminente 
● derrota iminente 
● guerra iminente 
 
● personalidade eminente 
● posição eminente 
● deputado eminente 
● região eminente 
● eminente diretora 
● eminente obra 
 
11.1 Homônimos 
 
Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia - às vezes, a mesma 
grafia - , mas que possuem significados diferentes. 
 
Ex: Acender (colocar fogo) / ascender (subir) 
Acento (sinal gráfico) / assento (lugar em que se senta) 
 
Veja alguns exemplos no quadro a seguir: 
acender (colocar fogo) ascender (subir) 
acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta) 
apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido) 
bucho (estômago) buxo (arbusto) 
caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito) 
 
 
cegar (deixar cego) segar (cortar, ceifar) 
cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio) 
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo) 
céptico (descrente) séptico (que causa infecção) 
cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar) 
cerrar (fechar) serrar (cortar) 
cervo (veado) servo (criado) 
chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã) 
cheque (ordem de pagamento) xeque (lance no jogo de xadrez) 
círio (vela) sírio (natural da Síria) 
cito (forma do verbo citar) sito (situado) 
concertar (ajustar, combinar) consertar (reparar, corrigir) 
concerto (sessão musical) conserto (reparo) 
coser (costurar) cozer (cozinhar) 
esotérico (secreto) exotérico (que se expõe em público) 
espectador (aquele que assiste) 
expectador (aquele que tem esperança, 
que espera) 
esperto (perspicaz) experto (experiente, perito) 
espiar (observar) expiar (pagar pena) 
espirar (soprar, exalar) expirar (terminar) 
estático (imóvel) extático (admirado) 
esterno (osso do peito) externo (exterior) 
estrato (camada) extrato (o que se extrai de algo) 
estremar (demarcar) extremar (exaltar, sublimar) 
incerto (não certo, impreciso) inserto (inserido, introduzido) 
incipiente (principiante) insipiente (ignorante) 
laço (nó) lasso (frouxo) 
ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da Rússia) 
tacha (prego pequeno) taxa (imposto, tributo) 
tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa) 
Fonte: https://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman6.php 
 
 
 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Você já deve ter ouvido essa expressão, certo? Mas o correto é que alguém foi 
o bode ESPIATÓRIO ou o bode EXPIATÓRIO? 
O correto é “expiatório”, do verbo “expiar”, que quer dizer pagar por um erro, 
remir-se de uma culpa; e não “espiatório”, de quem está espiando. “Bode 
expiatório” é uma expressão usada para definir uma pessoa sobre a qual 
recaem as culpas alheias, quando alguém é acusado de um delito que não fez. 
É quando alguém leva sozinho a culpa de algo errado. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 11.2 Parônimos 
Parônimos são palavras com grafias ou pronúncias parecidas, mas com 
significados diferentesde ser uma pessoa muito mais agradável 
e articulada nos meios sociais. E se expressar bem implicar saber ler, pensar e buscar 
informações variadas. 
Por isso, que tal saber um pouco mais sobre a história da língua portuguesa, 
chamada pelo poeta Olavo Bilac (1865-1918) de “a última flor do Lácio, inculta e 
bela?” 
 
#PARA GABARITAR# 
Lácio é uma região na Itália onde se falava latim. Muitas línguas derivaram do latim, 
como o francês, o espanhol e o italiano. A última delas foi o português, por isso a 
língua portuguesa foi denominada pelo poeta brasileiro Olavo Bilac de “última flor do 
Lácio”, ou seja, o último idioma que nasceu do latim. E é “inculta” porque é uma 
variação do latim vulgar – não clássico – falado na época. 
#PARA GABARITAR# 
 
O português é resultado do latim vulgar (uma língua não clássica, variante da 
língua romana) e do galego (falado na província da Galícia – hoje, território espanhol). 
Essas línguas sofreram muitas transformações ao longo do tempo, e só no século XIII 
foi publicado o primeiro texto mais próximo do que hoje consideramos hoje a língua 
portuguesa. 
Na história da humanidade, os colonizadores geralmente utilizavam a própria 
língua como instrumento de dominação. Segundo Terciotti, 
 
Os romanos, por exemplo, sempre que dominavam uma nova região, 
impunham sua língua — o latim vulgar, falado pelo povo e pelos 
 
 
soldados — e, por meio das academias militares e escolas, 
procuravam fazer que o povo dominado adotasse o latim vulgar como 
língua oficial. No entanto, com esse contato, as duas línguas sofriam 
modificações (...). Isso levou à formação de uma terceira língua que, 
com o fim do Império Romano, acabou por tornar-se autônoma e 
independente. (TERCIOTTI, 2016, p. 10). 
 
 
 Mas por que, apesar de derivarem do latim, as línguas neolatinas (português, 
espanhol, galego, italiano, francês e romeno) são tão diferentes entre si? Foi porque 
latim se modificou durante o período de dominação do Império Romano, e o latim 
vulgar foi imposto aos povos da primeira região colonizada – e com o português no 
Brasil não foi diferente. 
 Ao longo dos séculos, o idioma falado no Brasil depois da colonização sofreu 
várias influências, como as dos povos indígenas que aqui estavam e dos africanos, 
trazidos como escravos. Mas imagine que quando o Brasil foi descoberto pelos 
portugueses, havia mais de MIL línguas no país, faladas por índios de diversas 
etnias. Para estabelecer uma comunicação com os nativos, os portugueses foram 
aprendendo os dialetos e idiomas indígenas. (TERSARIOL, 1970). 
 
 A partir da segunda metade do século XVIII, a língua portuguesa começou a 
predominar em relação à língua dos indígenas e dos africanos, e o crescente número 
de falantes do português tornou o bilinguismo das famílias portuguesas no país cada 
vez menor. Em 17 de agosto de 1758, a língua portuguesa se tornou idioma 
oficial do Brasil por meio de um decreto do Marquês de Pombal, e no ano seguinte, 
os jesuítas, que haviam catequizado os índios e produzido literatura em língua 
indígena, foram expulsos do país por Pombal. 
 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:O_Marqu%C3%AAs_de_Pombal_dita_a_Jos%C3%
A9_Seabra_o_decreto_da_expuls%C3%A3o_dos_Jesu%C3%ADtas.png 
 
O diplomata Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, ditando o 
decreto da expulsão dos jesuítas do Brasil. 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é uma pintura que mostra dois homens muito bem-vestidos com roupas de 
época, em uma sala com uma cortina vermelha ao fundo. Um está sentado 
escrevendo com uma pena e o outro em pé está segurando um papel e ditando algo. 
Ambos usam perucas brancas. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 Nessa época, o português já havia passado pela evolução natural que toda 
língua passa no decorrer do tempo e apresentava peculiaridades em sua fala, como a 
generalização do uso da forma de tratamento que até hoje se mantém no Brasil, mas 
que em Portugal era empregada apenas familiarmente: o "você", redução de 
"vosmecê", que por sua vez vem de "vossa mercê". 
 Sobre a influência de várias culturas responsáveis pelas transformações no 
português, Câmara Jr. diz: 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:O_Marqu%C3%AAs_de_Pombal_dita_a_Jos%C3%A9_Seabra_o_decreto_da_expuls%C3%A3o_dos_Jesu%C3%ADtas.png
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:O_Marqu%C3%AAs_de_Pombal_dita_a_Jos%C3%A9_Seabra_o_decreto_da_expuls%C3%A3o_dos_Jesu%C3%ADtas.png
 
 
Após a independência do Brasil, o tráfico de escravos diminui até 
cessar por volta de 1850. Novos imigrantes europeus tais como 
alemães e italianos chegaram ao país. O novo contato do 
português brasileiro com outras línguas foi um dos fatores que 
gerou as diversas variedades regionais existentes hoje no Brasil. 
A discussão sobre as distinções entre a fala de Portugal e a do Brasil 
se mantêm até hoje. O brasileiro incorporou empréstimos de termos 
não só das línguas indígenas e africanas, mas do francês, do 
espanhol, do italiano e mais recentemente do inglês, devido ao 
avanço das tecnologias, computação e cultura. (CÂMARA JR., 1979, 
grifo meu). 
 
1.2 A Língua Portuguesa hoje no mundo 
 
 Sabia que aqueles que falam a língua portuguesa são chamados de 
“lusófonos” (luso = de Portugal; fono = fala)? E que 250 milhões de pessoas falam o 
idioma português hoje no mundo? 
 Segundo dados do Governo do Brasil (2012), o português é a oitava língua 
mais falada no mundo e a terceira entre os países ocidentais, atrás apenas do inglês. 
e do espanhol, e adotado oficialmente em oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, 
Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste – além de 
Macau, região autônoma na costa sul da China. 
 Além disso, o português é uma das línguas oficiais da União Europeia desde 
que Portugal passou a integrar o grupo em 1986. 
 
#CONECTE-SE# 
Assista a uma videoaula sobre a influência da língua portuguesa sobre outros idiomas 
e sua importância no mundo: 
 
https://www.youtube.com/watch?v=o9RotGIEvXk 
#CONECTE-SE# 
 
 
 Apesar de ser predominante no Brasil, o português falado varia conforme a 
região e a localidade, e prova disso são os diferentes sotaques encontrados no nosso 
país. Outro aspecto é que, embora a língua portuguesa seja a oficial, ela não é a 
única: pesquisadores calculam que, além dela, ainda existam pelo menos 180 línguas 
indígenas no Brasil. A elas, somam-se as línguas alóctones (de descendentes de 
imigrantes), línguas crioulas, práticas linguísticas diferenciadas dos quilombos e a 
língua brasileira de sinais (Libras). Ou seja, vendo por essa perspectiva, o Brasil pode 
ser considerado um país multilíngue! 
 
 
 
 Mas uma medida visando à preservação e unificação do português que causou 
e ainda causa polêmica foi o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em 
2009 cujo fim do seu período de adaptação foi em 2014, que prevê a padronização da 
escrita entre os oito países que têm a língua portuguesa como oficial e integram a 
Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de ampliar o 
intercâmbio cultural e científico. Você já a estudou? Está por dentro das novas regras? 
 
#PARA GABARITAR# 
A USP disponibiliza um arquivo em PDF com uma guia prático sobre as mudanças 
depois do novo acordo ortográfico. Vá em: 
https://www.ime.usp.br/~yw/guia_reforma_ortografica_melhoramentos.pdf 
#PARA GABARITAR# 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Sabia que existe o Dia Internacional da Língua Portuguesa? É dia 5 de maio, 
comemorado anualmente entre os países lusófonos. A data celebra a importância 
cultural e histórica da língua portuguesa para toda a Comunidade de Países de Língua 
Portuguesa, e em 2018, a fim de celebrar o dia, o diretor Miguel Gonçalves Mendes 
produziu o vídeo “Sotaques” a partir da leitura do livro infantil de Valter Hugo Mãe “O 
paraíso são os outros”. Nele, percebemos a beleza dos vários sotaques da língua 
portuguesa, lembrando que não existe um jeitoe por isso facilmente confundidas: 
 
Ex: absolver (perdoar, inocentar) / absorver (sorver, aspirar) 
 Cavaleiro (que cavalga) / cavalheiro (homem cortês, educado) 
 
 
EMIGRAR IMIGRAR 
Deixar um país, sair da sua pátria Estabelecer-se em um país 
estrangeiro, geralmente em definitivo. 
 
 
 
Fonte das imagens: 
https://pixabay.com/pt/illustrations/do-sexo-masculino-modelo-3d-isolado-2071325/ 
https://pixabay.com/pt/illustrations/visto-aprovado-jornada-modelo-3653492/ 
 
Veja alguns exemplos no quadro a seguir: 
absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver) 
apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico) 
aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar) 
arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair) 
ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo) 
bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe) 
cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil) 
comprimento (extensão) cumprimento (saudação) 
deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir) 
delatar (denunciar) dilatar (alargar) 
descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência) 
descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir) 
despensa (onde se guardam 
mantimentos) 
dispensa (ato de dispensar) 
docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos) 
emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país) 
eminência (elevado) 
iminência (qualidade do que está 
iminente) 
eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer) 
esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado) 
estada (permanência em um lugar) 
estadia (permanência temporária em um 
lugar) 
flagrante (evidente) fragrante (perfumado) 
fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar) 
fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo) 
imergir (afundar) emergir (vir à tona) 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/do-sexo-masculino-modelo-3d-isolado-2071325/
https://pixabay.com/pt/illustrations/visto-aprovado-jornada-modelo-3653492/
 
inflação (alta dos preços) infração (violação) 
infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar) 
mandado (ordem judicial) mandato (procuração) 
peão (domador de cavalos) pião (tipo de brinquedo) 
precedente (que vem antes) procedente (que tem fundamento) 
ratificar (confirmar) retificar (corrigir) 
recrear (divertir) recriar (criar novamente) 
soar (produzir som) suar (transpirar) 
sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito) 
sustar (suspender) suster (sustentar) 
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal) 
https://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman7.php 
 
 
 11.2.1 Expressões parônimas 
 Além de palavras, existem também expressões incluídas no conceito do 
que é parônimo: escritas ou pronunciadas de forma parecidas, mas com 
significados diferentes. 
 Vamos às mais problemáticas: 
 
Ao encontro de tem sentido positivo, 
significa “em busca de”, “em direção 
a”, “para junto de”: Ele foi ao 
encontro do sucesso. 
De encontro a tem sentido negativo, 
significa “em oposição a”, “para 
chocar-se com”: O motorista foi de 
encontro ao muro. 
Acerca de significa “sobre”, “a 
respeito de”: Falei acerca de política. 
 
A cerca de: indica aproximação: 
Estava a cerca de 3 km daqui. 
 
E ainda temos Há cerca de: indica 
tempo decorrido: Brigamos há cerca 
de um mês. 
A princípio significa no começo, 
para começar: A princípio, pensei em 
desistir. 
 
Em princípio significa de maneira 
geral, sem entrar em detalhes, de 
forma geral: Em princípio, todos 
deveriam ter acesso à educação. 
Assistir ao significa ver, olhar: Hoje 
vou assistir ao jogo/ à novela. 
 
Assistir significa tomar conta, cuidar, 
dar assistência: O médico assistiu a 
paciente/ o paciente. 
 
 
Cessão: ato de ceder; A cessão do 
local pelo município tornou possível a 
realização da obra. 
 
Seção: setor, subdivisão de um todo, 
repartição, divisão: Em qual seção do 
ministério ele trabalha? 
 
E ainda temos Sessão: espaço de 
tempo que dura uma reunião, um 
congresso; reunião; espaço de tempo 
durante o qual se realiza uma tarefa: 
A próxima sessão legislativa será 
iniciada em 1º de agosto. 
Conjectura: suspeita, hipótese, 
opinião 
Conjuntura: acontecimento, 
situação, ocasião, circunstância 
Despercebido: que não se 
percebeu, não observado, não 
notado. Meu aniversário passou 
despercebido, que triste. 
Desapercebido: desprevenido, que 
não está preparado, sem provisões: 
Quando viu que ela estava 
desapercebida, ele lhe roubou a 
bolsa 
 
Traz: do verbo “trazer”. Todo dia ele 
traz um livro novo para casa. 
Trás: atrás, na parte posterior, 
detrás. Falar por trás das costas é 
fácil. Tente cara a cara! 
Fonte: adaptado de "Parônimos" em Só Português. em 
https://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman7.php 
 
O emprego equivocado de termos homônimos e parônimos pode facilmente ser 
evitado com a consulta ao dicionário de língua. Trata-se de um procedimento 
simples, mas que pode evitar grandes constrangimentos. 
 
 11.3 EXERCÍCIOS PRÁTICOS 
 Hora de pegar folha e papel! 
1. Escolha o termo correto para o contexto: 
a) O político foi (caçado/cassado) por irregularidades parlamentares. 
b) É preciso ter (censo/senso) de coletividade para viver em sociedade. 
c) A idoneidade do diretor foi colocada em (cheque/xeque). 
d) A impressora precisa de (concerto/conserto) urgentemente. 
e) O (estrato/extrato) bancário pode ser adquirido via internet. 
f) Julia foi (tachada/taxada) de inconsequente. 
g) Luis sabe (coser/cozer) muito bem, mas ainda não sabe cozinhar. 
h) Todos querem (acender/ascender) social e profissionalmente na vida. 
i) Os (estratos/extratos) sociais mais baixos são sempre os mais afetados 
durante crises econômicas. 
 
 
 
 
2. Veja os parônimos do quadro e coloque-os nas orações corretas: 
 
PRECEDENTES PROCEDENTES EM PRINCÍPIO A PRINCÍPIO 
DE ENCONTRO AOS AO ENCONTRO DOS 
DISCRIÇÃO DESCRIÇÃO ASSISTIU O ASSISTIU AO 
 EMINENTE IMINENTE SEÇÕES SESSÕES 
 
 
a) _____________ , segundo a Constituição, todos somos iguais. 
b) A enfermeira ___________ a criança enferma durante a tarde toda. 
c) Jacques Chirac era um ____________ político, ex-presidente da França. 
d) Peço a sua total __________ sobre esta entrevista de emprego. 
e) Todos os ________ dele indicam que se trata de uma ótima pessoa. 
f) Nós não concordamos politicamente: suas convicções vão _____________ 
meus ideais. 
g) Existem tantas _________ eleitorais que nem sei em qual eu voto. 
h) Seus argumentos têm ____________ sólidos. Parabéns! 
i) Pensei em desistir ____________, mas logo recobrei a vontade de fazer 
exercícios físicos. 
j) Nunca pensei que fôssemos tão parecidos! Meus planos vão 
_______________ seus! 
k) A __________ das mercadorias deve vir na nota fiscal. 
l) Você ______________ curso exibido via internet? 
m) É _________ tomar uma decisão acertada: não temos mais margem para 
equívocos. 
n) Quantas ____________ de terapia serão necessárias para me darem um 
diagnóstico? 
 
Gabarito exercício 1: a) - cassado; b) - senso; c) - xeque; d) - conserto; e) - 
extrato; f) - tachada), g) - coser; h) - ascender; i) - estratos. 
 
Gabarito exercício 2: 
 
a) Em princípio 
b) assistiu o 
c) eminente 
d) discrição 
e) precedentes 
f) de encontro aos 
g) seções 
h) procedentes 
i) a princípio 
 
 
j) ao encontro dos 
k) descrição 
l) assistiu ao 
m) iminente 
n) sessões 
 
 
 
 
AULA 12: FORMAS DE PORQUÊS 
 
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-ponto-de-interroga%C3%A7%C3%A3o-pessoa-6
87560/ 
 
 Olá, estimados(as)! 
 
 Já que estamos na aula passada falamos de palavras e expressões 
fáceis de confundir, vamos dar continuidade ao conteúdo com as quatro formas 
de porquês. 
 
 Na língua portuguesa, existem quatro formas de usar o porquê: 
 
 
PORQUE POR QUE 
junto e sem acento separado e sem acento 
 
PORQUÊ POR QUÊ 
junto e com acento separado e com acento 
 
PORQUE 
Segundo Martins e Zilberknop (2019), escreve-se porque, em uma só 
palavra, quando se trata de uma conjunção causalou explicativa. Significa por 
causa de, pois: 
 
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-ponto-de-interroga%C3%A7%C3%A3o-pessoa-687560/
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-ponto-de-interroga%C3%A7%C3%A3o-pessoa-687560/
 
 
Vamos nos apressar, porque o ônibus vem vindo. 
Sou feliz porque tenho quem cuide de mim. 
 
POR QUE 
Usa-se quando for "o motivo pelo qual" (geralmente usado junto dos verbos do 
tipo “saber, entender, desconfiar, imaginar, supor”) e no começo ou meio de 
perguntas. 
 
Agora eu sei por que você sempre vai embora mais cedo. 
Por que a gente nunca vai jantar no restaurante japonês? 
Não entendo por que ele saiu e nem deu tchau. 
 
PORQUÊ 
É um substantivo que pode ser substituído pela palavra “motivo”. Vem junto de 
artigo (O/UM PORQUÊ = O/UM MOTIVO), de um pronome possessivo (MEU 
PORQUÊ = MEU MOTIVO) e tem plural (OS PORQUÊS). 
 
Você só arruma desculpa para não sair, é um porquê atrás do outro! 
A infância é a fase dos porquês. 
 
POR QUÊ 
Quando o "que" estiver em final de sentença ou interrogação, ou seja, ao lado 
da pontuação (seja ponto final ou vírgula), precisa sempre ter o acento, em 
todos os casos. 
 
Ele está triste por quê? Por quê? 
Ninguém me explicou por quê, mas não vamos receber aumento. 
 
 
 Veja esta capa: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: arquivo pessoal 
 
 
 
 O livro acima era uma famosa enciclopédia de perguntas e respostas 
dos anos de 1960 e 70; uma espécie de “minigoogle” da era pré-internet. Mas 
talvez não fosse bom fazer a esse oráculo perguntas sobre gramática ou uso 
dos porquês – a própria capa estampa o uso errado. Qual seria a grafia certa? 
É “por quê” separado, por se tratar de uma interrogativa isolada, sozinha e sem 
complemento (final da pergunta). 
 
 Enquanto isso, na internet... 
 
 
SE TUDO PASSA, 
PORQUE VOCÊ 
NÃO ME PASSA 
SEU WHATSAPP? 
 
 
 
 
 
 A cantada pode até ser boa (será?), mas o “por que” deveria ser 
separado: mesmo estando no meio da frase, trata-se de uma interrogativa. 
 
 12.1 EXERCÍCIOS 
 
Complete com POR QUE, POR QUÊ, PORQUE, PORQUÊ: 
 
a) ....................................... você não fica mais um pouco? 
a) POR QUE você não fica mais um pouco? 
 
 
b) Ele não faz os exercícios ........................... não quer. 
b) Ele não faz os exercícios PORQUE não quer. 
 
c) Não entendo o ............................ dessas atitudes rudes. 
c) Não entendo o PORQUÊ dessas atitudes rudes. 
 
d) Gostaria de saber o motivo ........................... você não veio ontem. 
 
 
d) Gostaria de saber o motivo POR QUE você não veio ontem. 
 
e) Não sei ........................... ele não gosta dela. 
e) Não sei POR QUE ele não gosta dela. 
 
f) Você não mandou a fatura.....................? 
f) Você não mandou a fatura POR QUÊ? 
 
g) Nem sempre chegamos a saber o ................. das coisas. 
g) Nem sempre chegamos a saber o PORQUÊ das coisas. 
 
h) Sua atitude era elogiável ....................... era sincera. 
h) Sua atitude era elogiável PORQUE era sincera. 
 
i) Estes são os direitos ................... estamos lutando. 
i) Estes são os direitos POR QUE estamos lutando. 
 
j) Falta saber............ estamos sem luz elétrica. 
j) Falta saber POR QUE estamos sem luz elétrica. 
 
k) Eles estão revoltados ............? 
k) Eles estão revoltados POR QUÊ? 
 
l) Não fui ............ não tive tempo. 
l) Não fui PORQUE não tive tempo. 
 
 
Adaptado de Martins e Zilberknop, 2019. 
 
 
 
 
AULA 13: VERBOS PROBLEMÁTICOS 
 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/lista-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-teste-sele%C3
%A7%C3%A3o-1402461/ 
 
 Olá a todos! 
 Nesta aula, vamos falar sobre alguns verbos problemáticos quando se 
trata de conjugação. 
 Um exemplo: o verbo “caber”, no presente, na primeira pessoa do 
singular (“eu”), fica “caibo”. O verbo medir fica “meço”. São formas irregulares, 
mas mesmo assim, pela frequência do uso, é mais fácil de responder. Mas e o 
verbo “explodir”? “Eu explodo, eu expludo?” E “abolir?” “Eu abulo?” 
 Antes de irmos à matéria, adianto que esses dois verbos (explodir e 
abolir) não têm forma de presente na primeira pessoa do singular (eu). 
 
 
 13.1 Verbos defectivos 
 
 Defectivo vem de “defeituoso”. Assim, verbos defectivos são aqueles 
que possuem uma conjugação incompleta, ou seja, não se conjugam em todos 
os modos, tempos e pessoas. 
 
 Os motivos pelos quais esse fato ocorre são variados: alguns verbos se 
fossem conjugados iriam se confundir com outros, como é o caso de “falar” e 
“falir”, que na 1ª pessoa do indicativo (eu) ficariam do mesmo modo (“falo”). 
Assim, somente o verbo “falar” tem conjugação na primeira pessoa do singular 
do presente do indicativo. Para expressar o verbo “falir”, é preciso usar outra 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/lista-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-teste-sele%C3%A7%C3%A3o-1402461/
https://pixabay.com/pt/illustrations/lista-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-teste-sele%C3%A7%C3%A3o-1402461/
 
expressão, como “Estou indo à falência” ou “Vou falir”. 
 
Além do problema de equívoco que os verbos defectivos poderiam causar, há 
ainda outras causas: algumas formas são repudiadas porque causam sons 
desagradáveis, por não serem comuns no cotidiano ou por terem conotações 
pejorativas. 
 
Porém, vale destacar que o fato de um verbo ser caracterizado como defectivo 
hoje não quer dizer que será assim para sempre. A língua é viva, e nós, como 
falantes nativos, podemos adaptar a escrita à fala de acordo com a 
necessidade da época em que estamos. 
 
 
 13.1.2 Defectivos inexistentes com o pronome “eu” no presente 
 
Vejamos uma lista de verbos defectivos inexistentes no presente, na 1ª 
pessoa do singular (eu): 
 
abolir 
 
adir 
 
banir 
 
bramir 
 
brandir 
 
carpir 
 
colorir 
 
comedir-se 
compelir 
 
demolir 
 
discernir 
 
esbaforir 
 
exaurir 
 
explodir 
 
extorquir 
 
falir 
 
florir* 
 
ganir 
 
imergir 
 
latir* 
 
munir 
 
retorquir 
 
ruir 
 
submergir 
 
 
*verbos unipessoais, ou seja, que não são atribuídos a pessoas (chover, 
ventar, nevar, miar, rugir, mugir...) são usados apenas em linguagem figurada 
ou poética por razões óbvias. 
 
 13.1.2 Defectivos existentes com o pronome “eu” no presente 
 
 
 
 
Agora, vamos a uma lista de verbos que existem na 1ª pessoa do presente do 
indicativo, mas que podem causar dúvidas quanto à sua forma por soarem 
estranhos: 
 
ACUDIR – EU ACUDO 
ADERIR – EU ADIRO 
CABER – EU CAIBO 
COMPETIR - EU COMPITO 
AGUAR – EU ÁGUO 
MEDIR – EU MEÇO 
ADEQUAR – EU ADÉQUO 
MEDIAR – EU MEDEIO 
INTERMEDIAR – EU 
INTERMEDEIO 
ANSIAR – EU ANSEIO 
REQUERIR – EU REQUEIRO 
FREAR – EU FREIO 
RIR – EU RIO 
SACAR – EU SACO 
RESSARCIR - EU RESSARÇO 
COMPUTAR - EU COMPUTO 
EXPRIMIR - EU EXPRIMO 
COIBIR - EU COÍBO 
DIVERGIR - EU DIVIRJO 
VALER - EU VALHO 
AQUECER - EU AQUEÇO 
PERDER - EU PERCO 
POLIR - EU PULO 
JAZER - EU JAZO 
ROER - EU ROO 
(RE)ERGUER – EU (RE)ERGO 
ABRANGER - EU ABRANJO 
PENTEAR - EU PENTEIO 
MAQUIAR - EU MAQUIO 
 
Adaptado Almeida, 1985. 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Você viu na lista anterior que “intermediar” é “eu intermedeio”? Embora 
estranho, isso acontece com alguns verbos com a mesma terminação, e para 
você memorizar, pense na regra do MÁRIO, que reúne as iniciais dos principais 
verbos com esse padrão de conjugação: 
Mediar 
Ansiar 
Remediar 
Incendiar 
Odiar 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 
 13.2 TER, PÔR, VIR E VER (e derivados) 
 
 A maior dificuldade em relação aos verbos TER, PÔR, VIR E VER é a 
conjugação deles em certos tempos e modos. O certo é "quando eu pôr" ou 
"quando eu puser"? "Se eu vir ao colégio" ou "Se eu vier ao colégio?" 
 
 
 
#PARA GABARITAR# 
Lembra-se do modo subjuntivo? 
O tempo verbal denominado pretérito do subjuntivo indica hipótese e 
condição, e é iniciado pela conjunção "se" ou pela conjunção "caso". São 
aqueles que terminam na desinência "-sse": "Se eu estudasse”, "Caso 
estudássemos mais". 
O tempo verbal denominado futuro do subjuntivo indica possibilidade futura. 
É iniciado pela conjunção "quando" ou pela conjunção"se" e caracterizado pela 
desinência "ar", "er" ou "ir" e geralmente acompanhado de outro verbo no futuro 
do presente do indicativo: "Se eu estudar mais, conseguirei melhores notas"; 
"Quando estudarmos mais, conseguiremos melhores notas". 
#PARA GABARITAR# 
 
Agora analisemos os verbos apresentados como problemáticos - ter, pôr, vir e 
ver e derivados: 
 
ter – deter, reter, conter, entreter, 
pôr – propor, supor, depor, opor, expor, compor, antepor, contrapor, 
recompor, transpor 
vir – intervir, sobrevir, convir, desavir 
ver – prever, antever, rever, prover 
 
ERRADO CERTO 
Se mantermos contato, será legal. Se mantivermos 
contato... 
Esperava que você se oponhasse ao cargo. ...que você se opusesse 
Se a empresa o mantesse, seria um desastre. Se a empresa o 
mantivesse... 
Quando pormos dinheiro na conta, nós avisamos. Quando pusermos... 
Se o IR reter minha declaração, terei que refazê-la. Se o IR retiver ... 
Se você ver a professora, mande um abraço. Se você vir a 
professora... 
Ela iria embora se suposse o que aconteceria. ... se supusesse... 
Embora eu prevesse minha nota, foi pior ainda! Embora eu previsse... 
Se ele composse algo bom, eu escutaria. Se ele compusesse... 
Vou devolver a caixa se ela conter nove unidades ....se ela contiver... 
Quando ela vir, peça que traga um casaco. Quando ela vier... 
 
 
#CONECTE-SE# 
Um conjugador online bastante prático é o http://www.conjugador.com.br/. É só 
digitar o verbo sobre o qual você tem dúvida e aparece a conjugação completa, 
em todos os tempos, modos e pessoas. 
 #CONECTE-SE# 
 
http://www.conjugador.com.br/
 
 
 
 
AULA 14: VÍCIOS DE LINGUAGEM: VOCÊ TEM? 
 
https://pixabay.com/pt/photos/borracha-abras%C3%A3o-3822402/ 
 
 
 Algumas incorreções acontecem com mais frequência na escrita; outras, 
mais na fala. O fato é que é necessário cuidado constante para evitar vícios de 
linguagem em qualquer situação comunicativa, pois em algum momento você 
será testado. Um exemplo são as redações e respostas dissertativas que 
muitas entrevistas de emprego e processos seletivos exigem. Nessas 
situações, mais do que testar seu nível de conhecimento, o que se analisa é a 
sua capacidade de se expressar na linguagem escrita com menor número 
possível de erros gramaticais e vícios de linguagem. 
 
 Assim, vamos abordar aqui os principais vícios de linguagem com o 
propósito de fornecer suporte para que você, aluno(a), identifique se possui 
algum desses hábitos ruins na fala ou na escrita. Vamos lá? 
 
 
 14.1 Pleonasmo ou redundância 
 
 Pleonasmo é uma figura de linguagem que significa usar as palavras de 
forma redundante, por isso é também chamado de redundância. 
 
https://pixabay.com/pt/photos/borracha-abras%C3%A3o-3822402/
 
 Fugindo um pouco do “subir pra cima”, “descer pra baixo”, “sair pra fora” 
e “entrar pra dentro”, note que as pessoas falam coisas do tipo “encarar os 
fatos de frente” (tem como encarar de lado ou de costas?), “dar ré para trás” 
(tente dar ré para o lado!), ter “hemorragia de sangue” – sem comentários – e 
“repetir de novo” (seriam três vezes então?). 
 
 
Fonte: arquivo pessoal 
 
 Veja o quadro e marque quais dessas redundâncias você já falou ou já 
viu por aí: 
 
Abismo sem fundo 
Abusar demais 
Acabamento final 
Adega de bebida 
Adiar para depois 
Amanhecer o dia 
Anexar junto 
Arvore oca por dentro 
Avançar para frente 
Batom na boca 
Canja de galinha 
Comparecer em pessoa 
Consenso geral 
Conviver juntos 
Criar novos 
Crise caótica 
Decapitar a cabeça 
Déficit negativo 
Descoberta de novos 
Devolvido de volta 
Duas metades iguais 
Elo de ligação 
Empréstimo temporário 
Encarar de frente 
Engolir pela boca 
Exportar para fora 
Exultar com alegria 
Fato verídico 
Ganhe grátis 
Hemorragia de sangue 
Hepatite do fígado 
Individual de cada um 
Introduzir dentro 
Labaredas de fogo 
Lágrimas nos olhos 
Lançamento novo 
Manter o mesmo 
Massa polar fria 
Minha opinião pessoal 
Monopólio exclusivo 
Negociata suja 
Novidade inédita 
Orbitar ao redor 
Perpetuar-se para o 
futuro 
Planejar 
antecipadamente 
Plebiscito popular 
Pomar de frutas 
Preconceito intolerante 
Principal protagonista 
Recuar para trás 
Reincidir de novo 
Repetir outra vez 
 
 
Safra agrícola 
Sorriso nos lábios 
Surpresa inesperada 
Útero materno 
Vereador municipal 
Voar pelos ares 
 
 
#CONECTE-SE# 
Para complementar a leitura, veja um vídeo clássico do “Nós na Fita” - a dupla 
Marcius Melhem e Leandro Hassum - abordando alguns pleonasmos com 
muito humor. 
https://www.youtube.com/watch?v=Qbm2w_T4laY 
#CONECTE-SE# 
 
 
 14.1.1 Redundância sintática 
 
A redundância não acontece apenas em nível de sentido, mas também de 
estrutura. Veja: 
 
 - SE CASO você quiser, podemos marcar uma aula. 
 SE você quiser, podemos marcar uma aula. 
Ou: CASO você queria, podemos marcar uma aula. 
 
- HÁ um ano ATRÁS, mudei-me para cá. 
HÁ um ano, mudei-me para cá. 
Ou: Um ano ATRÁS, mudei-me pra cá! 
 
- Ela NEM SEQUER me deu tchau ao sair. 
Ela NEM me deu tchau ao sair. 
Ou: Ela SEQUER me deu tchau ao sair. 
 
- Nós NUNCA JAMAIS enfrentamos um processo judicial. 
Nós NUNCA enfrentamos um processo judicial. 
Ou: Nós JAMAIS enfrentamos um processo judicial. 
 
-O assunto AINDA vai CONTINUAR em discussão por muito tempo. 
 
 
O assunto AINDA vai ficar em discussão por muito tempo. 
Ou: O assunto vai CONTINUAR em discussão por muito tempo 
 
 
-AMBOS OS DOIS candidatos foram bem na prova. 
AMBOS OS candidatos foram bem na prova. 
Ou: OS DOIS candidatos foram bem na prova. 
 
-TODOS da classe foram UNÂNIMES na escolha do representante. 
TODOS da classe escolheram o representante. 
Ou: A classe foi UNÂNIME na escolha do representante. 
 
 
#ANOTE ISSO# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Certamente você já deve ter visto a placa acima em algum elevador, certo? E 
por que ela está em um material sobre erros da língua portuguesa? Por causa 
do pronome “mesmo”. Há uma tendência equivocada principalmente na 
linguagem escrita de se utilizar esse termo para substituir um substantivo. Por 
exemplo: “Consultei vários autores, e os mesmos indicaram a solução da 
questão” está errado. O correto é: “Consultei vários autores, e eles indicaram 
a solução da questão.” 
 
“Li a crônica e tirei conclusões da mesma” (Errado). 
“Li a crônica e tirei conclusões dela” (Correto). 
 
Assim, antes de escrever o termo “o mesmo” ou “a mesma”, pare e analise se 
há outro jeito de escrever a frase. No caso da placa do elevador, uma opção 
seria a frase “ANTES DE ENTRAR, VERIFIQUE SE O ELEVADOR 
ENCONTRA-SE PARADO NESTE ANDAR”. 
 
 
 
Ah: e se você tem idade para lembrar do extinto Orkut, você talvez se lembre 
de que lá havia uma comunidade chamada “Eu tenho medo do mesmo” 
satirizando esse aviso do elevador. 
#ANOTE ISSO# 
 
 
 
 
 14.2 Ambiguidade 
 
WHEY PROTEIN 
 
SUPLEMENTO ENERGÉTICO PARA ATLETAS EM PÓ 
 
 
 A transcrição acima é da embalagem de um produto e ilustra bem o que 
é ambiguidade: quando uma mensagem está escrita de tal maneira que causa 
certa estranheza quanto ao significado, geralmente relacionado à ordem das 
palavras. 
 Nesse caso, a expressão “em pó” está no lugar errado na frase, 
causando a sensação imediata de que os atletas são em pó. Obviamente, 
sabemos que tal coisa não existe, mas demonstra um despreparo linguístico e 
leva a um problema de coesão e coerência. O adequado seria “suplemento 
energético em pó para atletas”. 
Outros exemplos de ambiguidade: 
 
● O garoto está sentado perto do banco. (banco, aqui, é um assento ou 
uma agência bancária?) 
Uma construção como "O garoto está sentado perto do banco da praça" não 
deixaria esta dúvida. 
 
● O sargento estava precisando do cabo. (este cabo é relativo à patente 
de um militar ou ao cabo de uma vassoura, por exemplo?) 
● Tomei o isqueiro de João. (tomei o isqueiro que estava com João ou o 
isqueiroque pertencia a João?) 
● Preciso da chave do armário que estava na cozinha. (quem estava na 
cozinha, a chave ou o armário?) 
● Pedro disse a Jorge que seus argumentos convenceriam seu pai. (os 
argumentos de quem convenceriam: de Pedro ou de Jorge?) 
● Crianças que comem doces frequentemente têm cáries. (crianças que 
frequentemente comem doces ou crianças têm cáries frequentemente?) 
 
 
 
 A ambiguidade também pode acontecer por uso incorreto dos pronomes 
possessivos. Hoje, estabeleceu-se na mídia (jornalismo, legendagem, etc.) que 
é melhor utilizar o os pronomes dele e dela no lugar de “seu” quando se refere 
a uma terceira pessoa. Veja: 
 
MANTENHA SEU CÃO FORA DOS JARDINS 
E RECOLHA SEU COCÔ 
 
 
O enunciado diz “seu cão”, ou seja, do dono do cão (ou tutor, como as 
associações de proteção a animais sugerem), o que está correto. Mas o erro foi 
usar “suas fezes” no lugar de “as fezes dele”, ou simplesmente “recolha as 
fezes” – obviamente as fezes do cachorro. 
 
 
PROIBIDO O TRÂNSITO DE BICICLETAS 
ADULTOS E CRIANÇAS 
 
Bom, se é para cumprir a lei, então ninguém mais anda no Trianon em São 
Paulo, parque em que se encontra a placa de onde a transcrição acima foi 
tirada: nem bicicleta, nem adulto, nem criança. ☺ 
 
 
 14.3 Gerundismo 
 
 Quando se fala em gerundismo - e se fala bastante! -, é comum as 
pessoas apresentarem muitas dúvidas sobre esse conceito gramatical. Há até 
quem pergunte se a forma verbal do gerúndio não é mais usada ou se é errado 
usá-la. Mas é muito importante salientar que gerúndio e gerundismo são 
coisas distintas! Então, antes que se comece a tomar o certo pelo duvidoso e 
o errado pelo certo, vamos nos lembrar de algumas regras: 
 
 GERÚNDIO é o nome dado à forma verbal que termina em “-NDO”: 
estudando, escrevendo, sorrido, propondo, etc. Essa forma expressa uma ação 
em curso no presente ou no passado, e pode ser usado sozinho ou com outro 
verbo (composto): 
 
a) Vi as crianças brincando na pracinha. 
b) Os alunos estavam conversando enquanto a professora explicava a 
matéria. 
c) Ela chegou alegrando o escritório. 
d) Este ano, estou estudando com afinco. 
 
 O problema, contudo, é que o gerúndio passou a ser utilizado para 
conferir ao verbo uma ideia de progressividade no futuro e, conforme a norma 
culta, isso caracteriza erro ou vício de linguagem: 
 
 
 
a) Eu vou estar fazendo um bolo para o seu aniversário. 
b) Eu estarei telefonando para a escola para conversar com a professora. 
c) Você pode estar depositando o valor amanhã. 
d) Nós vamos estar resolvendo o problema assim que possível. 
 
 
 
TENHA CERTEZA: 
UM ATENDENTE DE CALL CENTER 
AINDA VAI ESTAR TE LIGANDO! 
 
 O segredo é ter cuidado dobrado quando você usar verbos no gerúndio. 
 
 14.4. Exercícios 
1 Leia este aviso, comumente encontrado em locais públicos: 
 
Fonte: elaborado pela autora 
 
Como vimos, criou-se recentemente a palavra “gerundismo” para designar o 
uso abusivo do gerúndio. Na sua opinião, esse tipo de desvio ocorre no aviso 
acima? Explique. 
 
No aviso em questão, não há desvio de gerundismo, pois a forma verbal de 
gerúndio foi empregada de forma correta. A construção “está sendo filmado” dá 
a ideia correta de continuidade. Errado seria “você pode estar sendo filmado”, 
com ideia no futuro. 
 
 
 
AULA 15: ERROS COMUNS DA LÍNGUA PORTUGUESA 
 
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/caneta-caneta-vermelha-2181101/ 
 
 
“Um bom professor de português quer formar bons usuários da língua escrita e 
falada, e não prováveis candidatos ao Prêmio Nobel de literatura!” - 
Marcos Bagno, professor, sociolinguista e filólogo brasileiro 
 
 
 Não é novidade nenhuma que o nosso idioma é complexo por natureza, 
e que é exatamente a essa complexidade que devemos prestar atenção e 
começar a nos corrigir. 
 Ninguém, nem mesmo profissionais da área de Letras, é obrigado a 
saber de tudo – para isso existe o auxílio de livros, dicionários e gramáticas. 
Mas o que se espera é que o aluno, em algum momento da sua vida, estude 
português em um nível tal que seja capaz de se destacar de outros que nunca 
buscaram saber como falar e escrever corretamente. Uma pequena informação 
a mais que o vizinho e você já está um passo à frente dele. 
 Assim, a intenção desta aula é oferecer um panorama dos problemas 
mais comuns observados na população média e tentar explicá-los. 
Preparado(a)? 
 
 
 
#CONECTE-SE# 
Antes de iniciarmos esta discussão, assista a uma reportagem que revela um 
número surpreendente: em cada dez pessoas que passam por uma entrevista 
de emprego, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado. Vá lá: 
https://www.youtube.com/watch?v=ygNTfjFScjg 
#CONECTE-SE# 
 
 
 15.1 Erros genéricos 
 
A tabela abaixo é uma coletânea de erros comumente encontrados em escritos 
de diferentes gêneros: profissionais, acadêmicos, empresariais e pessoais. 
Confira e corrija-se! 
ERRADO 
Fazem 12 anos que não viajo ao 
exterior. 
 CORRETO 
Faz 12 anos que não viajo ao exterior. 
Aquele foi o tempo onde mais fomos 
felizes. 
 Aquele foi o tempo em que/quando mais fomos 
felizes. 
Acusamos o recebimento do email. Confirmamos o recebimento do email.. 
Este livro é para mim ler, não é? Este livro é para eu ler, não é? 
Ela devia ter chego antes, mais está 
atrasada... 
 Ela devia ter chegado antes, mas está 
atrasada... 
Diga que volto daqui há pouco. Diga que volto daqui a pouco. 
Ele comprou trezentas gramas de 
mussarela. 
 Ele comprou trezentos gramas de muçarela. 
Quando nós vamos se ver denovo? Quando nós vamos nos ver de novo? 
Houveram vários acidentes ontem. 
Haviam dez alunos na sala. 
 Houve vários acidentes ontem. 
Havia dez alunos na sala. 
Ela mesmo arrumou a sala. Ela mesma arrumou a sala. 
Agente não vamos faltar amanhã. A gente não vai faltar amanhã. 
Entre eu e ele não há conversa nem 
acordo. 
 Entre mim e ele não há conversa nem acordo. 
A energia falhou derrepente, porisso 
perdemos o trabalho digitado. 
 A energia falhou de repente, por isso 
perdemos o trabalho digitado. 
Fiquei fora de si com aquela 
situação. 
 Fiquei fora de mim com aquela situação 
 
 
Aquela loja vende tudo apartir de 
R$1,99. 
 Aquela loja vende tudo a partir de R$1,99. 
As crianças falarão a verdade 
ontem. 
 As crianças falaram a verdade ontem. 
Quando eu falei que era um 
previlégio trabalhar com ele, ele 
disse: “Nada haver...” 
 Quando eu falei que era um privilégio trabalhar 
com ele, ele e disse: “Nada a ver...” 
O ladrão concerteza é de menor. O ladrão com certeza é menor. 
Fazemos entrega a domicílio. Para 
maiores informações, ligue 
xxxx-xxxx 
 Fazemos entrega em domicílio. Para mais 
informações, ligue xxx-xxxx 
Você quer que eu compro pra você? Você quer que eu compre pra você? 
Se você quizer viajar, eu estou afim. Se você quiser viajar, eu estou a fim. 
Parabéns à você e à todos os 
envolvidos! 
 Parabéns a você e a todos os envolvidos! 
Fonte: elaborado pela autora 
 
 
#PARA GABARITAR# 
MENAS E MEIA 
É o seguinte: “menas” NÃO EXISTE. Nunca. Em contexto nenhum. O advérbio 
é sempre masculino, logo, “Hoje eu tenho MENOS MATÉRIA para estudar”, ou 
“Ela está MENOS CANSADA que ontem.” 
Quanto à palavra “meia”, o termo não tem feminino quando dá uma quantidade; 
um nível para o adjetivo que o acompanha: “A bebê está MEIO SONOLENTA.” 
Porém, tem feminino quando quer dizer metade: “Comi apenas MEIA MAÇÔ, 
“Agora são meio dia e MEIA (hora)”. 
Outro caso é quando “meia” se refere ao substantivo “pedaço de pano 
costurado que se põe nos pés para aquecê-los”, 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 15.2 O Particípio 
 
 O particípio é uma das chamadas formas nominais do verbo 
(Lembra-se? São aqueles que, na maioria, terminam em -ado e -ido: amado, 
comprado, pagado, aliado, completado, falido, partido...). É assim chamado por 
não apresentar modo e tempo ou número e pessoa, parecendo mais um 
adjetivo do que uma forma verbal. 
 
 
 
Por isso, a principal função do particípioé expressar uma ação concluída, 
terminada, mas há muitos casos em que ele faz a função de adjetivo: 
O rapaz chegou em casa todo molhado. 
Os sapatos estavam jogados no canto da sala. 
Aquelas mulheres não eram amadas, mas maltratadas pelos maridos 
 
Nas suas formas regulares, o particípio termina em –ADO ou –IDO, e é usado 
junto com os verbos TER e HAVER em qualquer tempo, modo ou pessoa, 
formando uma locução: 
Exemplos: 
falar - falado: O senador não deveria ter falado besteira no discurso. 
caminhar - caminhado: Nós já tínhamos caminhado pela manhã. 
morrer - morrido: A mãe dele havia morrido fazia três meses. 
comer - comido: Se você tivesse comido mais, passaria mal! 
chegar - chegado: Ela já deveria ter chegado. 
 
 
15.2.1 Particípio irregular 
 
Alguns particípios apresentam duas formas de particípio: a REGULAR, 
terminada em -ADO ou -IDO, e a IRREGULAR, que é uma forma reduzida. 
Veja: 
INFINITIVO REGULAR IRREGULAR 
● Aceitar aceitado aceito 
● Entregar entregado entregue 
● Expressar expressado expresso 
● Expulsar expulsado expulso 
● Matar matado morto 
● Salvar salvado salvo 
● Acender acendido aceso 
● Benzer benzido bento 
● Eleger elegido eleito 
● Morrer morrido morto 
● Prender prendido preso 
 
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivos/
 
● Suspender suspendido suspenso 
● Exprimir exprimido expresso 
● Extinguir extinguido extinto 
● Imprimir imprimido impresso 
● Tingir tingido tinto 
 
#PARA GABARITAR# 
Alguns particípios não têm as duas formas (regular e irregular), mas apenas a 
irregular: 
● Abrir – aberto 
● Cobrir – coberto 
● Descobrir - descoberto 
● Dizer – dito 
● Escrever – escrito 
● Fazer – feito 
● Pôr – posto 
● Ver – visto 
● Vir – vindo 
#PARA GABARITAR# 
 
Voltando à regra, com os verbos TER e HAVER usa-se os regulares (primeira 
coluna), e com os verbos SER e ESTAR, os irregulares (segunda coluna). 
Exemplos: 
A professora HAVIA IMPRIMIDO as provas. As provas ESTÃO IMPRESSAS. 
Você deveria TER SALVADO os arquivos. Nenhum FOI SALVO. 
Assim sendo, estão erradas frases do tipo: 
A professora havia chego fazia muito tempo. 
O 13º foi empregue na reforma da casa. 
Ela podia ter trago o bolo. 
Você podia ter impresso a matéria antes! 
 
O correto é: 
A professora havia chegado fazia muito tempo. 
O 13º foi empregado na reforma da casa. 
Ela podia ter trazido o bolo. 
Você podia ter imprimido a matéria antes! 
 
 
 
 
COM OS VERBOS TER E HAVER COM OS VERBOS SER ou ESTAR 
pagado 
entregado 
gastado 
aceitado 
salvado 
prendido 
morrido 
matado 
fritado 
elegido 
pago 
entregue 
gasto 
aceito 
salvo 
preso 
morto 
morto 
frito 
eleito 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Há uma grande discussão sobre algumas formas, principalmente 
GANHADO/GANHO, PAGADO/PAGO e PEGAR/PEGO com ter e haver. Já se 
nota nas ruas, na tevê e na imprensa em geral o uso de estruturas tais como: 
“Ela devia ter pego o ônibus” e “Eu tinha ganho um dinheiro”, o que pode 
vir, no futuro, a se tornar regra. Porém, algumas referências consagradas como 
o Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo e obras de gramáticos 
influentes garantem que na norma culta, aquela que nos é exigida em provas e 
concursos, ainda vale as formas “ter pagado”, “ter pegado”, etc. “Chego” não 
existe como particípio! O correto é “tinha chegado”. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 15.3 A concordância de “anexo” 
Vamos pensar na palavra “anexo”. “Anexo” é adjetivo, logo, deve concordar 
em gênero e número com os substantivos: 
 
A PLANILHA SEGUE ANEXA. – singular e feminino 
AS PLANILHAS SEGUEM ANEXAS. – plural e feminino 
 
O ARQUIVO SEGUE ANEXO. – singular e masculino 
OS ARQUIVOS SEGUEM ANEXOS. – plural e masculino 
 
Porém, a expressão adverbial “em anexo” não faz a concordância: 
 
A PLANINHA SEGUE EM ANEXO / AS PLANILHAS SEGUEM EM ANEXO. 
 
 
Em emails, no caso da expressão “segue anexo”, geralmente iniciamos a frase 
com o verbo “segue” e esquecemos de concordá-lo com o sujeito, ou seja, a 
coisa anexada. Logo, as frases do exemplo acima ficam: 
 
 
 
SEGUE ANEXA A PLANILHA / SEGUEM ANEXAS AS PLANILHAS. 
SEGUE ANEXO O ARQUIVO/ SEGUEM ANEXOS OS ARQUIVOS. 
 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
“Fui eu que fiz” ou “Fui eu quem fiz”? Quem nunca teve essa dúvida de 
concordância, não é? Qualquer que seja o verbo, são duas as formas corretas, 
mas a diferença está no uso dos pronomes QUE e QUEM. Veja: 
 
1 – Fui eu QUE ENVIEI o relatório. = eu enviei. 
2 – Fui eu QUEM ENVIOU o relatório. = quem enviou? Eu. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 
AULA 16: O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO 
 
 
 
Fonte: https://unsplash.com/photos/e4FbcDByhjI 
 
 
 
"Enfim consegui familiarizar-me com as letras quase todas. Aí me exibiram outras vinte 
e cinco, diferentes das primeiras e com os mesmos nomes delas. Atordoamento, 
preguiça, desespero, vontade de acabar-me. Veio terceiro alfabeto, veio quarto, e a 
confusão se estabeleceu, um horror de quiproquós.” - Graciliano Ramos. 
 
 
 
 Nossa aula de hoje trata de um tópico que tem causado polêmica e dor 
de cabeça em alunos e professores: o acordo ortográfico da Língua 
Portuguesa, ou simplesmente a nova ortografia. 
 Polêmica porque muitos não veem sentido prático para as alterações e 
simplesmente as ignoram, preferindo escrever ainda da forma como 
aprenderam tempos atrás; e dor de cabeça porque, no geral, a população 
reclama que em muitos casos nem sabia a forma correta de usar o hífen, por 
exemplo, e agora precisam estudar regras que as confundem ainda mais. 
 
 Mas não há motivo para preocupação! Basta ter a consciência de que o 
acordo tem caráter oficial e deve ser respeitado. Assim, não podemos ignorá-lo 
ou achar que são mudanças pequenas; que só um hífen ou um acento agudo 
não faz diferença na escrita. Pois faz, e são essas diferenças que podem 
excluir ou aprovar um candidato em um processo seletivo ou concurso. 
 
 
 
#PARA GABARITAR# 
Em resumo, o Acordo Ortográfico está em vigor no Brasil desde 1º de janeiro 
de 2009, mas foi proposto inicialmente em 1990, quando assinado em Lisboa 
(Portugal) e só aprovado em 1995. A ratificação de Portugal ocorreu em 2008 e 
no ano seguinte o acordo foi decretado no Brasil. A princípio, havia sido 
determinado um prazo até 2013 para que as editoras e os brasileiros em geral 
absorvessem todas as mudanças que, enfim, tornar-se-iam normas 
obrigatórias. Mas esse prazo foi estendido pelo governo brasileiro até 2016, o 
que não nos desobriga de estudá-lo e usá-lo. 
 
O Portal da Língua Portuguesa traz uma explicação das questões diplomáticas 
do acordo, que envolve os sete países de língua oficial portuguesa (além do 
Brasil e de Portugal, também Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique 
e São Tomé e Príncipe). Traz também o link para que você conheça as 
reformas que o português sofreu desde 1911. É puro conhecimento, aproveite! 
 
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/acordo.php 
#PARA GABARITAR# 
 
#CONECTE-SE# 
Como preparatório para o material que aqui estudaremos, deixo um vídeo em 
que o Profº Sérgio Nogueira faz um “resumão” e relembra as regras de 
acentuação (monossílabos, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas). Isso vai 
nos ajudar imensamente a entender a nova ortografia: 
 
http://www.youtube.com/watch?v=4v0YnGCrruA 
#CONECTE-SE# 
 
 
 Para facilitar nossos estudos e principalmente para que você tenha um 
material de consulta, vamos separar as mudanças quanto aos acentos e outros 
sinais (trema e hífen). 
 
 Comecemos pelo ACENTO AGUDO 
 
 16.1 Acento agudo 
 
 O acento agudo deixa de existir em alguns poucos casos, vejamos: 
 
• Paroxítonas: CAI O ACENTO DE “EI” E “OI” E DE HIATOS COM “I” E “U” 
 
1. Nas palavras paroxítonas, ou seja, naquelas cuja sílaba tônica recai na 
penúltima sílaba, os ditongos abertos ei e oi que eram acentuados, não são 
mais. 
 
 
Assim, alguns termos que hoje se escreve de um jeito, tomam novos formatos 
ortográficos, como: assembleia,ideia, jiboia, proteico, heroico, etc. Já outros, 
continuam como sempre foram: cadeia, cheia, apoio, baleia, dezoito, etc. 
 
Como era Como fica 
alcalóide alcaloide 
alcatéia alcateia 
andróide androide 
apóia (verbo apoiar)apoia 
apóio (verbo apoiar)apoio 
asteróide asteroide 
bóia boia 
celulóide celuloide 
clarabóia claraboia 
colméia colmeia 
Coréia Coreia 
debilóide debiloide 
epopéia epopeia 
estóico estoico 
estréia estreia 
estréio (verbo estrear) estreio 
geléia geleia 
heróico heroico 
idéia ideia 
jibóia jiboia 
jóia joia 
odisséia odisseia 
paranóia paranoia 
paranóico paranoico 
platéia plateia 
tramóia tramoia 
 
Porém, o acento agudo permanece nas oxítonas (palavras cuja sílaba tônica 
incide na última sílaba) e nos monossílabos tônicos com ditongos abertos -éi, 
-éu ou -ói, seguidos ou não de –s: papéis, herói, remói, anéis, ilhéus, chapéu, 
etc. = todos continuam igual 
 
2. Nas palavras paroxítonas com hiatos formados com i e u, sendo que a 
vogal anterior a estas faz parte de um ditongo, ou seja, quando são precedidas 
 
 
de ditongo. Dessa forma, feiúra passa a ser feiura, baiúca passa a ser 
baiuca. 
 
 
16.2 Acento circunflexo 
 
Não existe mais circunflexo nos pares dobrado de “e” e “o”. Assim, antes 
era: crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem e agora fica: creem, deem, 
leem, veem, releem, preveem. 
 
De igual modo, o acento circunflexo deixa de existir na vogal tônica “o” de 
palavras paroxítonas, assim como: enjoo, voo, abençoo, perdoo. 
 
Como era Como fica 
 
abençôo abençoo 
crêem (verbo crer) creem 
dêem (verbo dar) deem 
dôo (verbo doar) doo 
enjôo enjoo 
lêem (verbo ler) leem 
magôo (verbo magoar) magoo 
perdôo (verbo perdoar) perdoo 
povôo (verbo povoar) povoo 
vêem (verbo ver) veem 
vôos voos 
zôo zoo 
 
Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára (verbo)/para 
(preposição), pêlo(s)(substantivo) /pelo(s)(preposição), pólo(s)/polo(s) 
Como era Como fica 
Ele pára o carro. Ele para o carro. 
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte. 
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. 
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos. 
Comi uma pêra. Comi uma pera. 
● Atenção: permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a 
forma do passado do verbo poder. Pode é a forma do presente do indicativo. 
Veja : Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. 
 
 
● Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é 
preposição. 
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. 
● Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos 
verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, 
conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: 
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. 
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. 
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. 
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. 
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. 
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. 
 
Ex: Vocês têm muito o que aprender! 
Os pais sempre intervêm nas escolhas dos filhos. 
 
Será que eles vêm de carro ou de ônibus? 
As caixas contêm dez unidades cada. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
O acento diferencial de número (plural) permanece na terceira pessoa do plural 
dos verbos TER e VIR e dos respectivos derivados. Nesse aspecto, não houve 
alteração, ou seja, a regra foi mantida: 
 
TER - Ele tem / Eles têm 
VIR - Ele vem / Eles vêm 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
16.3 Trema 
Sim, podemos dizer adeus ao trema (¨)! 
Assim sendo, palavras que normalmente eram grafadas com o trema, como 
lingüiça, tranqüilo, lingüística, bilíngüe, freqüentar, cinqüenta, agüenta, etc., não 
possuem mais o trema. 
 
Essa nova regra justificou-se no fato de que há ditongos na língua que não 
precisam do trema para indicar a quem lê o fato do “u” ter que ser 
pronunciado ou não, como em: língua e quente. No primeiro caso, sabe-se que 
o “u” deve ser pronunciado e no segundo não. Este fato não tem a ver com 
grafia e sim com fonética, ou seja, com o modo de dizer e não com o de 
escrever, tornando o trema desnecessário. 
 
 
16.4 Hífen 
 
 
 
Usa-se hífen com substantivos compostos cujas palavras quando separadas 
continuam fazendo sentido isoladamente: guarda-chuva (guarda e chuva), 
boa-fé (boa e fé), segunda-feira (segunda e feira), mesa-redonda (mesa e 
redonda), porta-malas (porta e malas), etc. Esses substantivos continuam 
iguais, ou seja, não perderam o hífen. 
 
Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem 
elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, 
tique-taque, cri-cri, glu-glu, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, 
pega-pega, corre-corre. Esses substantivos também continuam iguais, ou seja, 
não perderam o hífen. 
Não se usa o hífen – e nunca se usou – em compostos como pé de moleque, 
pé de vento, pai de todos, dia a dia, cara a cara, fim de semana, cor de vinho, 
ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra. 
 
 O acordo também se refere a palavras formadas por prefixos (anti, 
super, ultra, sub, etc.) ou por elementos que podem funcionar como prefixos 
(aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo, etc.). 
 
 
16.4.1 Casos gerais do hífen 
 
 1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: 
 
anti-higiênico 
anti-histamínico 
macro-história 
mini-hotel 
proto-história 
sobre-humano 
super-homem 
ultra-humano 
 
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a 
outra palavra. Exemplos: 
micro-ondas 
anti-inflamatório 
sub-bibliotecário 
micro-ônibus 
inter-racial 
 
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que 
se inicia a outra palavra. Exemplos: 
 
autoescola 
antiaéreo 
intermunicipal 
supersônico 
geopolítica 
 
 
anticoncepcional 
 
autoestima 
superinteressante 
agroindustrial 
aeroespacial 
semicírculo 
 
Atenção: segundo a nova ortografia, se o prefixo terminar por vogal e a outra 
palavra começar por r ou s, essas letras dobram: 
 
minissaia autorretrato 
antirracismo ultrassensível 
ultrassom antisséptico 
semirreta 
 
4 - Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além aquém, recém, pós, pré, pró, 
vice. Exemplos: 
 além-mar 
além-túmulo 
aquém-mar 
ex-aluno 
ex-diretor 
ex-presidente 
pós-graduação 
pré-história 
pré-vestibular 
pró-europeu 
recém-casado 
recém-nascido 
sem-terra 
vice-reitor 
 
 
 
 16.5 Mudanças no alfabeto 
 
O alfabeto passa a ter 26 letras, já que foram reintroduzidas as letras k, w e y. 
O alfabeto completo passa a ser: 
A B C D E F G H I J 
K L M N O P Q R S 
T U V W X Y Z 
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos 
dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações, como: 
- na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg 
(quilograma), W (watt) 
- na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, 
playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, 
kafkiano. 
 
 
 
#CONECTE-SE# 
A Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados disponibilizou um guia de bolso 
do acordo ortográfico em PDF. É só ir em: 
http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/2912/reforma_ortografic
a.pdf?sequence=2 
#CONECTE-SE# 
 
 
 
 
 
 CONCLUSÃO 
 
Chegamos ao final da disciplina, e espero que você tenha aproveitado o 
máximo. Ao longo dela, estudamos assuntos que ampliaram o seu 
conhecimento e sua formação no terceiro grau, e certamente lhe serão úteis 
em várias etapas do seu crescimento pessoal e profissional. Todo 
conhecimento é válido; nada que se aprende é em vão. 
Mais do que corrigir erros de português, e saber as formas de porquês, é 
preciso ter consciência de que se comunicar de forma simples e direta, tanto na 
escrita quanto na fala, garante seu sucesso no caminho que você pretende 
percorrer. Uma comunicação mal apresentada significa muito maisdo que a 
falha em si. Ela pode ser um fator que altera a percepção das pessoas sobre 
você, o cuidado que você toma ao divulgar informações, a sua atenção aos 
detalhes... Escrever um email mal redigido ou falar um erro grosseiro de 
português, por exemplo, pode levantar todas essas questões na mente de 
quem vai receber sua mensagem. 
 
Assim, fica aqui meu desejo de contínuo estudo e crescimento pessoal - 
e sucesso sempre! 
 
Profª Ju Spadoto 
julianaspadoto.ead@unimar.br 
 
 
 
 
COMPLEMENTE SEUS ESTUDOS! 
 
 
#LIVRO# 
 
 
 
Título: Preconceito Linguístico 
Autor: Marcos Bagno 
Editora: Parábola 
Sinopse: O preconceito, seja ele de que natureza for, é uma crença pessoal, 
uma postura individual diante do outro. Qualquer pessoa pode achar que um 
modo de falar é mais bonito, mais feio, mais elegante, mais rude do que outro. 
No entanto, quando essa postura se transforma em atitude, ela se torna 
discriminação e esta tem de ser alvo de denúncia e de combate. No caso da 
língua, é imprescindível que toda cidadã e todo cidadão que frequenta a escola 
(pública ou privada) receba uma educação linguística crítica e bem informada, 
na qual se mostre que todos os seres humanos são dotados das mesmíssimas 
capacidades cognitivas e que todas as línguas e variedades linguísticas são 
instrumentos perfeitos para dar conta de expressar e construir a experiência 
humana neste mundo. Este livro já é um clássico brasileiro sobre esse assunto 
tão delicado de se abordar. Vale a pena ler. 
#LIVRO# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#LIVRO# 
 
 
Título: Manual de Redação e Estilo do Estado de S. Paulo 
Autor: Eduardo Martins 
Editora Moderna 
Sinopse: Consagrado conjunto de normas da imprensa brasileira, que 
ultrapassa a fronteira do papel para o mundo online, o Manual de redação e 
Estilo do Estado cumpriu essa trajetória exatamente porque sua utilidade não é 
restrita às redações de jornais e revistas. 
De autoria do jornalista Eduardo Martins, com 40 anos dedicados ao ofício de 
moldar textos na Redação do Estado, o Manual chega agora à terceira edição 
impressa. Cada um dos seus verbetes traz a experiência de quem chefiou 
incontáveis editorias no jornal, foi seu secretário de Redação e já por oito anos 
auxilia a Direção da Redação no controle de qualidade dos textos publicados. 
Indispensável para que quer aprimorar sua escrita, pois funciona como um 
tira-dúvidas rápido e eficaz. 
#LIVRO# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#LIVRO# 
 
 
 
Título: Gramática da Língua Portuguesa para Leigos 
Autor: Magda Bahia Schlee 
Editora: Alta Books 
Sinopse: É muito comum ouvirmos dizer por aí que o português é uma língua 
difícil. Curioso é que muitas das pessoas que dizem isso usam o português no 
seu dia a dia para interagirem umas com as outras sem maiores problemas. 
Mas então que português é esse tão difícil assim? Na verdade, a grande 
dificuldade que muitos falantes têm em relação à língua portuguesa se 
concentra em uma de suas variedades, a chamada variedade padrão. 
Este livro aqui trata justamente dessa variedade, que costuma nos dar uma 
certa dor de cabeça. Isso ocorre porque esse é o padrão de linguagem usado 
em situações formais, mais distantes do uso coloquial que fazemos da nossa 
língua. Essa variedade se deduz fundamentalmente dos usos da língua em 
textos escritos e dos usos de grupos sociais com alto grau de escolarização, e 
também das situações de interação em que há maior formalidade entre os 
interlocutores. 
Em linguagem acessível, este manual apresenta os mecanismos básicos que 
constituem a língua portuguesa. 
#LIVRO# 
 
 
#WEB# 
Você gosta de filmes e séries? Veja aqui 14 filmes que o Guia de Estudantes 
listou para quem gosta ou quer entender um pouco mais dos mecanismos de 
comunicação nas áreas sociais, políticas, empresariais, virtuais e jornalísticas. 
https://guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/14-filmes-e-series-p
ara-quem-gosta-da-area-de-comunicacao/ 
 
 
#WEB# 
 
#WEB# 
Indispensável para quem escreve em uma base diária, o dicionário da língua 
portuguesa também serve como gramática e conjugador verbal. Veja na página 
do link abaixo 5 dicionários online gratuito, entre eles o Michaellis, o Aurélio e o 
Priberam: 
http://portuguesonline.net/5-dicionarios-de-portugues-online-gratis/ 
#WEB# 
 
 
#FILME# 
 
Título: Língua: Vidas em Português 
Ano: 2002 
Sinopse: Todos os dias, mais de duzentos milhões de pessoas levam suas 
vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, 
contam piadas e declaram amor. Todo dia a língua portuguesa renasce em 
bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, 
cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, 
temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito 
mais antigos e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados 
se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos 
imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe. 
 
Comentário: As filmagens ocorreram no ano de 2001 em seis países: Brasil, 
Moçambique, Índia, Portugal, Japão e França. O longa conta a respeito da 
língua portuguesa pelo mundo e na sua permanência entre culturas variadas, 
falada por mais de 240 milhões de pessoas (2013), das quais 211 milhões são 
brasileiros. Participação dos escritores José Saramago e João Ubaldo Ribeiro, 
entre outros. 
 
 
#FILME# 
 
#FILME# 
 
Título: A Chegada 
Ano: 2016 
Em “A Chegada”, Amy Adams interpreta Louise Banks, uma linguista brilhante 
convocada pelo governo americano para se comunicar com os alienígenas que 
estacionaram suas naves em diversos pontos do mundo. A Dra. Banks lidera a 
equipe que tenta desvendar o que eles querem. “Seria maravilhoso ter uma 
língua universal. Mas estamos bem longe disso”, diz Adams. “O que temos em 
comum são as emoções e nossa experiência humana. Somos todos iguais. 
Todos temos medos, compaixão, amor, raiva. Mas não sabemos nos 
comunicar.” 
#FILME# 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, Napoleão Mendes de, Gramática Metódica da Língua 
Portuguesa. 33ª ed., São Paulo, Editora Saraiva, 1985. 
 
ALMEIDA, Antonio Fernando Almeida, ALMEIDA, Valéria Silva de. Português 
básico: gramática, redação, texto. 5ª edição, 2008. [Minha Biblioteca]. 
 
ANTUNES, Irandé. Lutar com as palavras: coesão e coerência. São Paulo: 
Parábola Editorial, 2005. 
 
BORDENAVE, Juan E. Díaz. O que é comunicação. 1ª ed. São Paulo: 
Brasiliense, 1996. 
 
BRASILEIRO, Ada Magaly Matias. Comunicação e Expressão. Porto Alegre: 
SAGAH, 2016. 
 
CÂMARA JR., Joaquim Matoso. História e estrutura da língua portuguesa. 
2ª ed. Rio de Janeiro: Padrão, 1979. 
 
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: Leitura 
e redação. 18 ed. São Paulo: Ática, 2007. 
 
FRANÇA, Ana Shirley. Comunicação Escrita nas Empresas: teorias e 
práticas. São Paulo: Editora Atlas, 2013. 
 
GHIRALDELO, Claudete Moreno. O trabalho com língua portuguesa em 
cursos de Engenharia: produção e divulgação de conhecimentos. 
Disponível em: . Acesso em 
05 set. 2019. 
 
GOVERNO DO BRASIL. O Português é um dos idiomas mais falados no 
mundo. 2012. Disponível em: 
. Acesso em 06 set. 2019. 
 
HARARI, Yuval Noah. Sapiens: Uma breve história da humanidade. L&PM. 
Porto Alegre, 2018. 
 
INFANTE, Ulisses. Do Texto ao Texto - Curso Prático de Leitura e Redação. 
6ª ed. São Paulo: Scipione, 1991. 
 
 
http://www.abenge.org.br/cobenge/arquivos/20/st/t/t176.pdf
 
KOCH, Ingedore e ELIAS, Vanda Maria. Ler e Escrever: estratégias de 
produção textual. São Paulo: Contexto, 2009. 
 
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português 
Instrumental. 30ª edição. São Paulo: Atlas, 2019. 
 
MASIP, Vicente. Gramática Sucinta de Português. 2014. [Minha Biblioteca]. 
Retirado 
de https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2098-3/MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamento, resumo 
e resenhas. São Paulo: Atlas, 2000. 
 
TELLES, Venícius. Redação e Gramática. Curitiba: Bolsa Nacional do Livro 
Ltda, 2009. 
 
TERCIOTTI, Helena, S. Comunicação Empresarial na Prática. 3ª ed. São 
Paulo: Editora Saraiva, 2013. 
 
TERSARIOL, Alpheu. Biblioteca da língua portuguesa. 14ª ed. Editorial 
Irradiação S.A. São Paulo, 1970 
 
 
	COMUN.PROD.TEXT. 1 A 9_VÁLIDO-link.docx
	TEMPLATE – COMPOSIÇÃO LIVRO EAD 
	AUTOR: 
	DISCIPLINA: 
	MODALIDADE: 
	 
	 
	 
	1.1 Breve História da Língua Portuguesa 
	1.2 A Língua Portuguesa hoje no mundo 
	2.2 Breve História da Comunicação 
	Mulher, Empresária, Negócios, Em Todo O Mundo, Binária 
	AULAS 10 A 16_COMUN.PROD.TEXT.-link.docx
	As crianças falarão a verdade ontem. 
	 
	 
	15.2.1 Particípio irregular 
	​CONCLUSÃOcerto de se falar o português mesmo 
dentro do Brasil. Confira: 
 
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/05/videos/1494013953_142270.html 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
https://www.ime.usp.br/~yw/guia_reforma_ortografica_melhoramentos.pdf
 
AULA 2: por que nos comunicamos? 
 
 
 
https://unsplash.com/photos/AZl7zXGSSAE 
 
“Quem não se comunica se trumbica” - Chacrinha, comunicador 
 
 Nas nossas duas primeiras aulas, creio que ficou claro a importância de 
estudar a língua portuguesa no âmbito da comunicação e da expressão, certo? 
 Ter uma boa comunicação escrita e falada pode ampliar as oportunidades no 
mercado de trabalho, pois demonstra que você tem um nível a mais de educação e 
que está preparado para se comunicar em situações diversas, sejam elas com seus 
colegas de trabalho, clientes ou fornecedores. 
 Falar e escrever bem é importante tanto ao participar de um processo seletivo, 
por exemplo, como para atuar ativamente bem no seu trabalho, afinal, do que adianta 
ser um profissional com grande experiência e boa formação se você não tiver uma 
comunicação clara, que transmita todo o seu conhecimento? Acredite: um português 
bem falado e bem escrito faz a diferença. 
 
 3.1 Comunicação e sociedade 
 
 Então, estimado (a) aluno (a), pense nas seguintes questões: 
 
 
https://unsplash.com/photos/AZl7zXGSSAE
 
● Por que precisamos nos comunicar? 
● Comunicar-se é essencial para a vida ou é possível “existir” sem ter contato 
com a escrita, a fala e o contato social? 
 
Agora pense na sua casa, seu bairro, sua escola, sua turma. Esses certamente 
foram os primeiros meios sociais em que você viveu, e a comunicação foi o canal 
pelo qual sua cultura foi transmitida a você. 
 Foi usando a linguagem, falando e ouvindo, escrevendo e lendo, que você 
aprendeu a ser membro de sociedade (DÍAZ BORDENAVE apud INFANTE, 1991), que 
adotou seu modo de pensar e de agir, suas crenças e valores, seus hábitos e tabus. 
Não foram os professores na escola que lhe ensinaram sua cultura: foi a comunicação 
diária com pais, irmãos e amigos, na rua, no ônibus, no jogo, no bar e na igreja que lhe 
transmitiu, ainda criança, as qualidades essenciais para viver em sociedade e ser 
cidadão. 
 Utilizar bem a linguagem vai muito além do que apenas falar ou escrever: é 
fazer parte de grupos sociais, crescer pessoal e profissionalmente, adquirir e 
compartilhar conhecimento. A comunicação confunde-se com nossa própria vida. 
Temos tanta consciência de que comunicamos como de que respiramos ou andamos. 
Somente percebemos sua importância quando, por um acidente ou doença, perdemos 
a capacidade de nos comunicar. Você sabia que pessoas que foram impedidas de se 
comunicar durante longos períodos enlouqueceram ou ficaram perto da loucura? 
 Assim, vale ressaltar a importância de estar atento ao modo como nos 
comunicamos em diferentes meios que convivemos. Misturá-los é perigoso, causa 
uma impressão errada e pode até lhe retirar de algum meio de convívio social. 
 
 
#CONECTE-SE# 
No filme “O Náufrago”, de Robert Zemeckis, Chuck Noland (Tom Hanks) fica sozinho 
em uma ilha deserta depois de um desastre de avião. A certa altura da trama, ele “faz 
amizade” com uma bola de vôlei, à qual ele chama de Wilson – a marca da bola. À 
primeira impressão, o espectador pode achar que Chuck ficou louco por conversar e 
dedicar sentimentos a uma bola, mas o que se percebe é o contrário: ele sabe que 
ficará louco se não socializar com alguém na ilha. Logo, conversa com um objeto e a 
ele atribui características humanas para evitar ir à loucura enquanto está sozinho. 
 
Leia um artigo sobre as teorias da comunicação do filme em 
https://www.sosestudante.com/biblioteca/diversos/o-naufrago-e-as-terorias-da-comunicacao.
html 
#CONECTE-SE# 
 
 
https://www.sosestudante.com/biblioteca/diversos/o-naufrago-e-as-terorias-da-comunicacao.html
https://www.sosestudante.com/biblioteca/diversos/o-naufrago-e-as-terorias-da-comunicacao.html
 
2.2 Breve História da Comunicação 
 
Fonte: Harari, 2018. 
 
A marca de uma mão humana de cerca de 30 mil anos atrás, na parede de uma 
caverna em Chauvet-Pont-d’Arc, na França, indica que alguém tentou dizer: “Passei 
por aqui!” 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra a marca de uma mão em uma rocha. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
 A comunicação, segundo Bordenave (1996), é um dos fenômenos mais 
importantes da espécie humana e, para compreendê-lo, é preciso voltar no tempo, 
buscar as origens da fala e das linguagens. Você consegue imaginar como era a 
comunicação nos tempos dos homens da caverna, nos primórdios da existência do 
homo sapiens? 
 
 Até hoje os estudiosos buscam chegar a uma conclusão definitiva sobre como 
os homens primitivos começaram a se comunicar entre si: se foi por gritos ou 
grunhidos, por gestos ou pela combinação dos dois. À medida que o homem foi 
combinando um som e um gesto ou um desenho para designar alguma coisa, surgiu a 
necessidade de organizar essas combinações, pois se usadas de forma desordenada, 
transmitir alguma mensagem seria uma tarefa muito difícil – e foi essa situação que 
deu origem à comunicação. 
 
 Com o passar do tempo, a comunicação foi evoluindo e ficando mais clara. Os 
sumérios foram os primeiros a usar a escrita, conhecida como sistema pictográfico, 
 
 
que data de aproximadamente 8 mil anos antes da era cristã – ou seja, mais de 10 mil 
anos atrás! 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hymn_Iddin-Dagan_Louvre_AO8864.jpg?uselan
g=pt-br 
 
Peça de argila com escrita pictográfica dos sumérios, a mais antiga conhecida pela 
humanidade. 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra uma pedra multifacetada em formato cilíndrico cravada com 
inscrições. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
 No começo, o homem contava os acontecimentos na mesma ordem em que 
eles aconteciam: um caçador descrevia sua rotina na mesma sequência dos fatos. 
Quando pegava um instrumento usado como arma, enfrentava um animal, matava-o e 
comia-o, ele desenhava os pictogramas nessa ordem. 
 
#CONECTE-SE# 
Disponibilizados na Plataforma do Letramento, dois minidocumentários do MEC 
abordam a construção da escrita ao longo da história, desde os sistemas de escrita 
pictográficos egípcio, sumério e cretense, passando pelos ideogramas chineses e 
japoneses, até o primeiro alfabeto, desenvolvido pelos gregos por volta de 800 a.C. 
Vale a pena assistir! Vá lá: 
http://www.plataformadoletramento.org.br/acervo-para-aprofundar/348/a-construcao-da
-escrita.html 
#CONECTE-SE# 
 
 2.2.1 Da Pré-história à História 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hymn_Iddin-Dagan_Louvre_AO8864.jpg?uselang=pt-br
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hymn_Iddin-Dagan_Louvre_AO8864.jpg?uselang=pt-br
 
 
 
Fonte: 
https://pixabay.com/pt/evolu%C3%A7%C3%A3o-crep%C3%BAsculo-caricatura-3801547/ 
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra cinco pessoas em fila imitando a pose da evolução do macaco ao 
homem. Porém, o homo sapiens, o primeiro da fila, está visualizando um celular. Ao 
fundo, vê-se o pôr do sol. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 Tenho certeza de que ao longo de suas experiências escolares e pessoais em 
algum momento você precisou traçar mentalmente uma linha cronológica do que foi a 
pré-história e o que veio depois dela até os dias atuais. Todas as datas conhecidas 
sobre a evolução da comunicação são datas presumidas, sem muita exatidão, mas é 
necessário afirmar que ela acompanhou a evolução biológica da humanidade. 
#PARA GABARITAR# 
A história da escrita sempre despertou o fascínio dos homens. Antes que a tecnologia 
ocidental de impressão surgisse para disseminar os textos, as cópias manuscritas 
circulavam entre os poucos que decifravam seus códigos. Nas expedições que fazia, 
Alexandre, o Grande, carregava consigo a “Ilíada”, de Homero, um dos dois principais 
livros da Grécia Antiga, e uma biblioteca com cerca de meio milhão de manuscritos foi 
erguida na cidade que levou seu nome, Alexandria.PERLES, J.B. Comunicação: conceitos, fundamentos e história. Disponível em: 
http://www.bocc.ubi.pt/pag/perles-joao-comunicacao-conceitos-fundamentos-historia.p
df. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 
 Para ficar mais fácil a nossa compreensão, fez-se a divisão da evolução em 
Pré-História e História. Inclusive, pré-história é considerada toda forma de 
civilização anterior à invenção da escrita e data aproximadamente de 500.000 a.C. 
Segundo Harari (2018), foi nessa época que surgiram os neandertais onde hoje seriam 
a Europa e o Oriente Médio. 
 A transição da Pré-história para a História aconteceu no final da Idade dos 
Metais, que foi por volta de 4.000 a.C. e assim denominada porque foi quando o 
homem começou a utilizar cobre, ferro e bronze no seu dia a dia. Nessa época, os 
egípcios criaram a escrita hieroglífica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Papiro egípcio 
Fonte: https://pixabay.com/pt/papiro-hier%C3%B3glifos-eg%C3%ADpcio-antigo-63004/ 
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra uma folha escurecida e inscrições de escrita egípcias divididas em 
duas colunas. Há trechos com inscrições mais escuras e outras mais avermelhadas. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/egito-papiros-realeza-1744581/ 
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é um papiro envelhecido com desenhos do Egito Antigo. Vê-se uma figura 
em um trono, animais, pessoas e outros elementos da cultura egípcia. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
 Junto com a evolução da linguagem, desenvolveram-se também os meios de 
comunicação. Hoje, na História Moderna – também chamada de Era Atual –, temos 
arquivos que registram os acontecimentos. Mas no passado, a invenção da técnica de 
imprimir ilustrações, símbolos e a própria escrita foi a possibilidade de tornar a 
informação acessível a um número cada vez maior de pessoas, mudando assim o 
modo de viver e de pensar das sociedades existentes. 
 
 Em 1455, a invenção da imprensa foi um dos maiores avanços e contribuições 
para a comunicação no mundo moderno. A tipografia permitiu que os textos, antes 
escritos à mão, fossem impressos com letras móveis produzidas em cobre e 
colocadas em uma base de chumbo onde recebiam a tinta e eram prensadas no 
papel, como um carimbo, uma a uma. Dessa maneira, a imprensa, como ficou 
conhecida a invenção do alemão Johannes Gutenberg, passou a influenciar a 
produção e divulgação de conhecimento e a contribuir para um maior desenvolvimento 
da produção literária e de informações em geral na Europa e no mundo. 
 
https://pixabay.com/pt/photos/egito-papiros-realeza-1744581/
 
 
Réplica da prensa de Gutenberg 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Prensa_de_Gutenberg._R%C3%A9plica..png?uselan
g=pt-br 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é uma fotografia de um instrumento de madeira com partes de ferro. A peça 
tem uma mesa e um tipo de estrutura retangular sobre ela, como um carimbo gigante. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
 
Os tipos - letras da prensa de Gutenberg 
https://pixabay.com/pt/photos/lavagem-gancho-de-%C3%A2ngulo-705674/ 
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem mostra caixinhas com pequenas peças retangulares de metal ou ferro e 
uma peça maior em que essas peças estão encaixadas, formando palavras. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
Depois da prensa, veja as principais invenções a favor da comunicação: 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Prensa_de_Gutenberg._R%C3%A9plica..png?uselang=pt-br
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Prensa_de_Gutenberg._R%C3%A9plica..png?uselang=pt-br
https://pixabay.com/pt/photos/lavagem-gancho-de-%C3%A2ngulo-705674/
 
 
Fonte: Elaborado pela autora 
 
 Fazendo um resumo, vemos que houve um processo crescente em que o 
homem desenvolveu a linguagem depois dos desenhos nas cavernas, com a escrita, o 
papel, as impressões manuais e as mecânicas, e assim a informação passou cruzar 
grandes distâncias geográficas, culturais e cronológicas. 
 Passamos pelos meios de comunicação como jornais e revistas, rádio e 
televisão, e chegamos à nossa época, que podemos chamar de Era da Tecnologia e 
da Informação. Na era da tecnologia, o computador é o carro-chefe. Quando foi 
desenvolvido em 1943, era uma máquina gigantesca que ocupava uma sala inteira e 
só servia para fazer cálculos, até 1971, quando surgiu nos EUA o primeiro 
microcomputador. 
 Andando lado a lado com a evolução dos computadores, está a Internet, que 
nem sempre foi da maneira que a conhecemos: na verdade, ela foi desenvolvida para 
fins militares e não passava de um sistema de comunicação entre as bases militares 
dos EUA. Em 1971, a até então chamada ArpaNet passou a ser usada por 
acadêmicos e professores universitários, principalmente nos EUA, por meio da qual 
trocavam ideias e mensagens, e então recebeu o nome de Internet. A disseminação e 
a popularização da rede no Brasil aconteceram no final da década de 1990 e início dos 
2000, e aos poucos foi se tornando aquilo que conhecemos hoje: indispensável para a 
 
 
nossa vida, pois estar conectado à rede mundial é uma fonte de conhecimento, 
interatividade, diversão e, acima de tudo, de comunicação. 
 
 
 
AULA 3: formas de linguagem e variações 
linguísticas 
 
 
 
Fonte: https://pixabay.com/pt/polegar-m%C3%A3o-bra%C3%A7o-guia-422558/ 
 
 Nos diferentes espaços sociais em que vivemos, temos a oportunidade de 
encontrar diversas formas de linguagem escolhidas dependendo da intenção de quem 
transmite a mensagem – ou emissor. Vejamos algumas informações sobre as 
características e os aspectos mais relevantes que marcam as formas de linguagem, 
sejam elas no plano verbal ou no plano não verbal. 
 No instante em que você põe os olhos em um texto, você o lê. E por que você 
o leu? Porque, a partir do momento em que você se alfabetizou, ler se torna um ato 
instintivo, automático. Placas, sinais, canções, filmes, livros, bilhetes, posts de internet, 
todas essas manifestações só existem porque existe a linguagem aprendida. 
 
#PARA GABARITAR# 
Quando falamos em linguagem, não estamos falando apenas da linguagem escrita e 
do português padrão, correto e formal. A comunicação utiliza vários tipos de 
linguagens tais como a linguagem corporal, o tom de voz, os símbolos, as cores, etc. 
Além dos diferentes tipos de linguagens, devemos considerar a diversidade de 
contextos sociais e indivíduos culturais diferentes entre si. O diálogo realizado entre 
amigos no final da tarde em um happy hour não é o mesmo diálogo realizado pelos 
colegas dentro da empresa ou em uma reunião com a diretoria. Todos os lugares 
possuem suas regras próprias, inclusive os locais considerados informais. Ninguém 
chega à casa de um amigo e vai entrando no quarto sem pedir licença. Assim, 
acontece com a linguagem. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 Vamos aos tipos de linguagem. 
 
 
 
 
 3.1 Linguagem verbal 
 
 Quando conversamos com alguém ou lemos um texto, estamos utilizando a 
palavra como código. Quando alguém escreve um e-mail ou uma mensagem no 
WhatsApp, por exemplo, está usando a linguagem verbal, ou seja, está transmitindo 
informações através das palavras. 
 Esse tipo de linguagem é conhecido como linguagem verbal, pois a palavra – 
escrita ou falada. É certamente a forma mais comum no nosso dia a dia e devemos 
usar corretamente nas diferentes situações exigidas. 
 
CUIDADO! 
TRÂNSITO DE EMPILHADEIRA 
 
 
 
 3.1.1 Linguagem não verbal 
 
 Ao contrário da linguagem verbal, a linguagem não verbal não utiliza palavras, 
pois o código utilizado é um símbolo. Nessa forma de comunicação, o objetivo é 
utilizar outros meios comunicativos tais como figuras, placas, gestos, objetos, cores, 
etc. para transmitir a mensagem pretendida. 
 
Por exemplo: um jogo de futebol só acaba quando o juiz apita, e um motorista só para 
no sinal quando ele está vermelho. Ninguém deu ordem para parar, mas, como 
 se conhece a simbologia utilizada, apenas o apito e o sinal da luz vermelha já são 
suficientes para compreender a mensagem. Portanto, alinguagem não verbal é 
construída a partir de símbolos não verbais como imagens e cores. 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/empilhadeira-garfo-elevador-2558329/ 
 
 
 3.1.2 Linguagem mista ou híbrida 
 
 Como o próprio nome diz, a linguagem mista (ou híbrida) é o uso simultâneo da 
linguagem verbal e da linguagem não verbal – ou seja, palavras escritas e figuras ao 
mesmo tempo. As histórias em quadrinhos, as charges e os outdoors são um exemplo 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/empilhadeira-garfo-elevador-2558329/
 
deste tipo de linguagem, já que possuem imagens, símbolos e diálogos ao mesmo 
tempo. 
 
 
CUIDADO! TRÂNSITO DE EMPILHADEIRA 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/empilhadeira-garfo-elevador-2558329/ 
 
 
#CONECTE-SE# 
Sabia que a Libras, a Língua Brasileira de sinais, não é uma linguagem, mas uma 
língua; um idioma oficial do nosso país? 
Leia o decreto que regulamenta a Libras e sua inserção como disciplina curricular 
obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5626.htm 
 
Conheça a origem da Libras no Brasil: 
http://blog.handtalk.me/historia-lingua-de-sinais/ 
#CONECTE-SE# 
 
 
 3.1.3 Linguagem Formal e Informal 
 
 A linguagem formal é baseada na norma culta, que é o modelo de padrões 
linguísticos que determinam seu uso correto. Em outras palavras, é aquela linguagem 
sem erros e gírias, utilizada em livros, revistas, documentos oficiais, etc. Como 
podemos ver, a linguagem formal é voltada principalmente para a comunicação escrita 
e vai de acordo com a gramática vigente. 
 Por outro lado, quando conversamos espontaneamente e fazemos o uso de 
gírias e formas reduzidas tais como “cê” (você), “tai” (está aí), “pra” (para), por 
exemplo, temos a linguagem informal. Neste caso, nos comunicamos principalmente 
por meio da fala e de maneira coloquial. Um famoso exemplo da diferença existente 
entre tais é o poema “Pronominais”, de Oswald de Andrade. Veja: 
 
PRONOMINAIS 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/empilhadeira-garfo-elevador-2558329/
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro. 
 
 O primeiro verso foi escrito de acordo com a norma culta, logo, em uma 
linguagem formal, pois o verbo (dar) vem antes do pronome (me) = Dê-me. A 
gramática diz que o pronome (no caso “me”) nunca deve vir antes do verbo em 
começo de frase. No último verso, já ocorre o contrário: o pronome (me) vem antes do 
verbo (dar), representando assim a forma como falamos e também a linguagem 
informal = Me dá. Mas não podemos dizer que se trata de uma forma errada: é 
somente inadequada em ocasiões e discursos formais. 
 
 Resumindo: 
 
 LINGUAGEM FORMAL = NORMA CULTA 
 
● Preserva as convenções gramaticais sempre respeitando a norma culta da 
língua portuguesa. 
● É utilizada para comunicação com autoridades e superiores em organizações, 
em conferências, palestras e seminários, documentos oficiais e discursos 
públicos. 
● Envolve a comunicação entre pessoas que não se conhecem ou possuem 
pouca ou quase nenhuma afinidade. 
● Também chamada de norma culta ou padrão. 
 
 LINGUAGEM INFORMAL = COLOQUIAL 
 
● Preza pela descontração e pelo relaxamento quanto às regras gramaticais. 
● Permite o uso de palavras mais simples, abreviadas e até gírias. 
● É muito utilizada na comunicação entre amigos, colegas, familiares e pessoas 
com alto grau de envolvimento e relacionamento. 
● Também chamada de linguagem coloquial. 
 
 
 Existem diferentes situações de comunicação. Uma mesma pessoa pode 
escolher uma forma de linguagem mais conservadora numa situação formal ou um 
linguajar mais informal, em situação mais descontraída. Quantas vezes isso não 
 
 
acontece conosco no dia a dia? Na família e com amigos falamos de uma forma, mas 
em uma entrevista para procurar emprego, é muito diferente. 
 O sucesso da comunicação não depende apenas de saber utilizar os 
elementos do processo comunicativo. É preciso que o emissor considere, antes de 
qualquer coisa, quem é o seu público-alvo. Após estar ciente de quem receberá sua 
mensagem, você deve, então, adequar sua mensagem utilizando uma linguagem que 
atinja seu receptor da melhor forma. Para isso, é imprescindível levar em conta o 
contexto de comunicação, ou seja, se é um ambiente formal ou informal. Além 
disso, é importante compreender as expressões, gírias ou jargões específicos do 
público-alvo para que a comunicação flua da forma mais natural possível. 
 
 3.1.4 Exercício prático 
 
Façamos agora um exercício de substituição da linguagem informal para a formal, pois 
expressões coloquiais e gírias não devem aparecer em seus textos acadêmicos ou 
profissionais. Imagine que você precisa reescrever as ideias abaixo em um relatório, 
e-mail, etc. Assim, procure transformar as frases na linguagem padrão escrita, mais 
formal. E ATENÇÃO: NÃO EXISTE UMA ÚNICA FORMA CERTA OU ERRADA! Faça 
a sua anotação e, depois, clique na frase para comparar com as sugestões dadas. 
 
a) Vê se tu bota a cuca para funcionar e não dê mais mancada. 
Sugestão: Por favor, tenha mais atenção para que isso não aconteça novamente. 
 
b) Aquele picareta entregou um cheque frio pra gente! Dá pra ver isso pra mim? 
Sugestão: Gostaria de avisar que xxxx nos emitiu um cheque sem fundos. Por 
gentileza, verifique a situação e me dê um retorno. 
 
c) Estou mais perdido que cego em tiroteio com essa matéria. 
Sugestão: Você poderia passar alguma instrução sobre a matéria? 
 
d) Estou cru em matemática, mas não vou colar de ninguém. 
Sugestão: Embora eu ainda não dominasse matemática, vou fazer o trabalho sozinho. 
 
e) Se der ruim, dá um toque. 
Sugestão: Caso tenha algum problema, avise-me. 
 
f) Não vá nessa: quando você estiver por fora da jogada, cara, o melhor é pedir 
orientação para o mandachuva do trampo. 
Sugestão: Eu sugiro que você analise a situação com cuidado e peça orientação ao 
gestor/coordenador/diretor do projeto. 
 
g) Os caras atrasaram a entrega. Fala com o cliente, porque eu não to a fim de treta. 
Sugestão: Houve um atraso na entrega. Por favor, entre em contato com o cliente e 
deixe-o a par da situação. 
 
 
 
h) Valeu, mano! Já estou ficando joia em português, e o negócio agora é curtir 
matemática, que é o meu forte. 
Sugestão: Obrigado(a)! Agora que estou melhor em português, vou estudar 
matemática, que é o meu forte. 
 
i) Corta essa, não sei bulhufas desse lance de ser dedo-duro de colega de trabalho. 
Sugestão: 
Sugestão: Desculpe-me, não é do meu feitio entregar as ações de colegas de 
trabalho. 
 
 
Adaptado de Telles, 2009. 
 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Em escritas mais formais, acrescentar “por favor” ou “por gentileza”, “grato(a)”, 
“gostaria de” ou “gostaríamos de”, “verifique se”, “seria interessante se você..,” 
“eu sugiro que…” nas mensagens sempre passa uma boa impressão de cuidado 
com o texto e consequentemente com o destinatário da sua mensagem – alguém de 
cargo hierárquico superior, cliente, parceiro de negócios, gestores, etc. Na fala, esse 
recurso também sempre causa boa impressão! 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 3.2 Variações linguísticas 
 
 Além do português padrão, há outras variedades que são usadas em situações 
informais diversas e diferentes de acordo com o contexto e sujeitos do processo 
comunicativo. Fatores tais como escolaridade, nível social, idade, região, etc. são 
responsáveis por determinado tipo de linguajar que pode ser discriminado inclusive 
dentro de situações informais. 
 Infelizmente, a língua é vista como um status social e há muito preconceito em 
relação às pessoas que não sabem utilizar a norma-padrão e culta da língua 
portuguesa, mas conhecer as variações linguísticas é importante justamente para 
combater esse preconceito. 
 
 Leia o seguinte trecho: 
 
 Antigamente 
Antigamente,as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e 
muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. 
Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, 
mas ficavam longos meses debaixo do balaio. (...) Antigamente, acontecia o 
indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o 
doutor e, depois, ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas 
 
 
fedorentas. Antigamente, os homens portavam ceroulas, botinas e 
capa-de-goma, não havia fotógrafos, mas retratistas, e os cristãos não morriam: 
descansavam. Mas tudo isso era antigamente, isto é, outrora. 
 Carlos Drummond de Andrade, in: Quadrante (1962), obra coletiva. Reproduzida 
em Caminhos de João Brandão, José Olympio, 1970 
 
 É perceptível que nele existem expressões que já não usamos mais, tais como 
mademoiselles, janotas, pé-de-alferes, balaio, botica, ceroulas, outrora. O texto de 
Drummond fala exatamente disso: de como se falava antigamente. 
 Caso fôssemos adequá-las ao vocabulário atual, como ficaria? Os termos em 
destaque seriam substituídos por “mina”, “gatinha”, “cantadas”, “da hora”, “os caras”, 
“a galera,” “farmácia”, “cuecas” e assim por diante. 
 
 Perceberam que a língua é dinâmica? Ela sofre transformações com o passar 
do tempo em virtude de vários fatores advindos da própria sociedade, que também é 
totalmente mutável. 
 Ou seja: todo mundo tem seu jeito de falar, seja por história pessoal ou 
coletiva. O que vale lembrar é que não existe certo ou um errado quando a questão é 
sotaque, por exemplo, ou vocabulário diferente de uma geração ou região para outra. 
 Errado é o que não está de acordo com a gramática vigente. As diferentes 
formas de falar a língua portuguesa são chamadas de variações linguísticas. 
 
 Segundo Moysés (2014), 
 
 “[...] o português, como qualquer outra língua, não é estático e 
imutável. Assim sendo, podemos dizer que uma língua não é uma 
unidade homogênea e uniforme. Ela poderia ser definida como um 
conjunto de variedades. É esta diversidade que faz surgir os níveis de 
linguagem que variam de acordo com o nível social, econômico, 
cultural e geográfico. No Brasil há uma grande variedade de 
pronúncia e vocabulário: há diferentes sotaques: o sotaque mineiro, o 
gaúcho, o nordestino, etc. Também no vocabulário observam-se 
diferenças entre regiões e também na fala de quem mora na capital e 
de quem vive na zona rural” (MOYSÉS, 2014). 
 
 Assim, essas variações são dividas em: 
 
VARIAÇÃO HISTÓRICA – a língua sofre variações devido ao tempo que passou: 
conforme o tempo transcorre, o modo que as pessoas falam, o vocabulário e as 
estruturas vão mudando. 
 
VARIAÇÃO REGIONAL – a língua sofre variações devido ao lugar em que o falante 
vive. 
 
 
 
VARIAÇÃO SOCIOCULTURAL – a língua sofre variações devido à condição social, 
econômica e educacional e ao meio cultural em que o falante vive. 
 
 
3.2.1. Variação Histórica 
É aquela que sofre transformações ao longo do tempo. Por exemplo, a palavra “você”, 
que no tempo do Brasil colônia era “vossa mercê” e depois virou “vosmecê”. O mesmo 
acontece com as palavras escritas com PH, como era o caso de pharmácia, agora, 
farmácia. 
 
#TRANSCRIÇÃO# 
É PROHIBIDO COLLOCAR CARTAZES E ANNUNCIOS EM TODO O EDIFICIO 
D’ESTA ORDEM 
#TRANSCRIÇÃO# 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é uma placa antiga onde se lê “é proibido com agá, collocar cartazes e 
annuncios com dois éles no “colocar” e dois ênes em “anúncios”, em todo o edifício 
desta ordem, com apóstrofo no “desta” 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 
3.2.2 Variação Regional 
São as variações ocorridas de acordo com a cultura de uma determinada região como, 
por exemplo, a palavra mandioca, que em certas regiões é tratada por macaxeira e 
aipim; e abóbora, que também é conhecida como jerimum dependendo do estado 
brasileiro. O sotaque também é uma variação regional, como em regiões que puxam o 
 
 
“r” ou ainda falam “tu” mesmo que não conjugue o verbo corretamente (tu é, tu vai, 
etc.). 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
Diga aí: como a fruta abaixo é chamada onde você mora? 
 
 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é a foto de várias mexericas ou bergamotas, fruta parecida com a laranja, e 
uma está descascada, mostrando os gomos. 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
( ) bergamota 
( )mexerica 
( )mimosa 
( ) poncã 
( ) laranja-cravo 
( ) clementina 
( ) fuxiqueira 
( ) vergamota 
( ) mandarina 
( ) bitter Orange - se você vive no 
exterior! ☺ 
 
Pois saiba que todas as opções são diferentes nomes dados à fruta, dependendo da 
região encontrada. Assim, quando se fala em variação regional, não há certo ou 
errado! 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 
 3.2.3 Variação Sociocultural 
 É aquela pertencente a um grupo específico. Neste caso, podemos destacar as 
gírias, a linguagem coloquial usada no dia a dia das pessoas e a linguagem formal, 
que é aquela utilizada por pessoas com maior grau de instrução. 
 Também fazem parte deste grupo as gírias e os jargões, que pertencem a uma 
 
 
classe profissional mais específica, como é o caso dos médicos, profissionais da 
informática e policias, dentre outros. 
 
GÍRIA X JARGÃO 
A gíria teve sua origem na maneira de falar de grupos marginalizados que não 
queriam ser entendidos por quem não pertencesse ao grupo. Hoje, entende-se a gíria 
como uma linguagem específica de grupos específicos, como os jovens. Já o jargão é 
o modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão. Existe, por 
exemplo, o jargão dos médicos, o jargão dos especialistas em informática, os jargões 
dos jogadores de futebol, etc. 
 
Fonte: adaptado de 
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/giria-e-jargao-a-lingua-mudaconforme-situaca
o.htm 
 
 versus 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/mulher-de-neg%C3%B3cios-p%C3%A9-3023090/ 
https://pixabay.com/pt/illustrations/menina-moda-beleza-loira-young-2743313/ 
 
alinhar as agendas x combinar 
“Olá, como vai?” x “E aí, beleza?” 
passear x dar um rolê 
trabalho x trampo 
paquera x crush 
aventar x sugerir 
cefaleia x dor de cabeça 
incrível, sensacional x top 
“Por obséquio, qual é a sua graça?” x “Por favor, qual é o seu nome?” 
caranga x possante 
 
 
https://pixabay.com/pt/illustrations/mulher-de-neg%C3%B3cios-p%C3%A9-3023090/
https://pixabay.com/pt/illustrations/menina-moda-beleza-loira-young-2743313/
 
 Diante de tantas variantes linguísticas, é inevitável perguntar qual delas é a 
correta. Resposta: não existe uma opção correta em termos absolutos, mas sim, a 
mais adequada a cada contexto. Dessa maneira, falar bem significa se mostrar 
capaz de escolher a variante adequada a cada situação e conseguir o máximo de 
eficiência dentro da variante escolhida. 
 Usar o português próprio da língua escrita formal em uma situação 
descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. Soa como 
pretensioso, pedante, artificial. Por outro lado, é inadequado em situação formal usar 
gírias, termos chulos, desrespeitosos, fugindo das normas típicas dessa situação. 
 Dessa forma, todos os falantes são capazes de adaptar seu jeito de falar às 
diferentes circunstâncias sociais escolher quais formas são as mais apropriadas para 
o momento. 
 Quanto à escola, seja qual for a etapa de estudo, deve proporcionar reflexões 
acerca dos variados usos da língua, sem apresentar a norma-padrão como a única 
aceita. É com esse ensino plural que os estudantes poderão desenvolver suas 
competências linguísticas, lembrando que o ensino da língua padrão continua a ser 
dever da escola e um direito do aluno, mas não precisa ser substitutivo e, por isso, 
não implica a erradicação das variedades não padrões. 
 
 
#CONECTE-SE# 
Sotaques são fascinantes. É curioso perceber como uma entonação ou palavra são tão 
diferentes em lugares distintos do mesmo país, e com um país tão grande e diverso como 
o Brasil.Então escolha sabiamente, pois a chave para o sucesso está em alguma 
pronuncia entre o Oiapoque ao Chuí! Assista a uma sketch bem-humorada do grupo 
Porta dos Fundos sobre um inusitado candidato com diversos sotaques em uma 
entrevista de emprego: https://www.youtube.com/watch?v=GVTQO9czBsI 
#CONECTE-SE# 
 
EXERCÍCIOS! 
 
Teste seus conhecimentos sobre o significado de algumas variações linguísticas: 
 
Expressões típicas da região norte e nordeste: o que significa...? 
 
cambito - perna fina 
caxaprego - lugar muito longe 
fastiado - sem fome 
gaia - chifre, corno 
égua de largura - muita sorte 
Levar o farelo - morrer 
liso - sem dinheiro 
 
 
mangar - ridicularizar, tirar sarro 
varapau - pessoa alta 
xanha - coceira na pele 
Vigie bem - preste atenção 
Zé ruela - besta, abestado 
 
 
Expressões típicas da região sul: o que significa... ? 
 
alçar a perna - montar a cavalo 
campo santo - cemitério 
maleva - bandido, pessoa perversa 
niqueleira - porta-moedas 
cacetinho - pão francês 
pandorga - pipa, papagaio 
solito - sozinho 
 
 
Gírias antigas: o que significa... ? 
tinindo - ter vigor, energia 
esbórnia - bagunça, farra 
supimpa - muito bom 
chorumelas - bobeira, conversa fiada 
andar nos trinques - andar bem vestido, ser elegante 
fim da picada - situação fora do comum e ruim 
peita - camiseta 
 
 
 
 
 
AULA 4: A ERA DA INFORMAÇÃO 
 
 
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-empres%C3%A1ria-neg%C3%B3cios-3441
011/ 
 
 
“Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.” - Zygmunt Bauman 
 
 
 Era da Informação e Era Digital são os termos utilizados para designar os 
avanços tecnológicos resultantes da Terceira Revolução Industrial em um espaço 
virtual que se tornou possível por meio da informática e da internet. 
 
#PARA GABARITAR# 
A Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Informacional, teve 
início em meados do século XX, quando a eletrônica surgiu como meio de modernizar 
a indústria. Isso se deu após a II Guerra Mundial (1939-1945) e abrange o período que 
vai de 1950 e até os dias atuais. As principais características da Terceira Revolução 
Industrial são: 
● o uso de tecnologia e do sistema de informação na produção industrial; 
● o desenvolvimento da robótica, da engenharia genética e da biotecnologia; 
● a aceleração da economia capitalista e geração de emprego; 
● a utilização de várias fontes de energia, inclusive as menos poluentes, e a 
conscientização ambiental; 
● o amento da consciência ambiental e 
● a expansão das empresas multinacionais. 
 
#PARA GABARITAR# 
 
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-empres%C3%A1ria-neg%C3%B3cios-3441011/
https://pixabay.com/pt/photos/mulher-empres%C3%A1ria-neg%C3%B3cios-3441011/
 
 
A obtenção ágil da informação – e principalmente da informação de qualidade 
– é o grande desafio destes nossos tempos. De um microcomputador doméstico, um 
notebook ou um smartphone podemos ter acesso ao resultado de uma pesquisa 
eleitoral ou de mercado, acontecimentos registrados em forma impressa, áudio e 
vídeo, depoimentos de celebridades e chefes de Estado, resultados esportivos, 
anúncios de acordos, fusões e novos produtos, entretenimento sem fim e 
relacionamentos pessoais por meio de uma simples conexão à Internet (adaptado de 
JAMIL E NEVES, 2000). 
 Assim, fica claro que a exposição a essa enxurrada de informações causa 
algum impacto, positivo ou negativo, nas nossas relações, no modo como enxergamos 
o mundo e como interpretamos aquilo que lemos. Mas será que apenas ler a 
informação que nos é apresentada na Internet é o suficiente para adquirir 
conhecimento? 
 Para esclarecer essa dúvida, vamos primeiro discutir o conceito de 
analfabetismo, em especial o funcional. 
 
 4.1 O analfabetismo funcional 
 
Sempre ouvimos que analfabeto era aquele cidadão que não sabe ler e 
escrever, logo, por extensão, analfabetismo é a condição daqueles que não sabem ler 
e escrever. Hoje, porém, acrescenta-se a essa terminologia o “analfabetismo 
funcional”, cujo estudo nos será útil para entender algumas falhas e acertos na 
interpretação de informação advinda de meios digitais (Internet, Facebook, WhatsApp, 
Twitter, etc.) 
Segundo Soares (apud Balem, 2009), 
 
“o conceito de alfabetização tem variado ao longo da história; houve 
épocas em que saber assinar o nome era prova de que se estava 
alfabetizado. (...) Até a década de 40, o formulário do Censo definiu o 
indivíduo como analfabeto ou alfabetizado, perguntando-lhe se sabia 
assinar o nome: as condições culturais, sociais e políticas do país, até 
então, não exigiam muito mais do que isso da população. As pessoas 
aprendiam a desenhar o nome apenas para poder votar ou assinar 
um contrato de trabalho. A partir dos anos 40, o formulário do censo 
passou a usar uma outra pergunta: sabe ler e escrever um bilhete 
simples?” (Soares apud Balem, 2002). 
 
 
 
 O termo “alfabetismo funcional”, apesar de parecer recente, foi definido nos 
Estados Unidos na década de 1930 e utilizado pelo exército norte-americano durante a 
Segunda Guerra para indicar a capacidade de entender instruções escritas 
necessárias para a realização de tarefas militares (Castell, Luke & MacLennan apud 
Balem, 2002). A partir de então, o termo passou a ser utilizado para designar a 
capacidade de utilizar a leitura em contextos cotidianos, domésticos ou de trabalho. 
Pense nesse tipo de fenômeno relacionado ao termo analfabetismo funcional 
como grupos que mesmo tendo alguma vez aprendido a ler e escrever, não usam 
dessas habilidades e voltam à condição de analfabetos: apesar de terem aprendido a 
ler e a escrever na escola, não conseguem aplicar essas habilidades na sua vida 
diária. E é esse tipo que mais encontramos hoje quando se fala de analfabetismo 
funcional em meios digitais. 
 
#PARA GABARITAR# 
Quais seriam as causas do analfabetismo funcional no Brasil? 
Esse fenômeno está ligado a algumas causas pontuais, entre as quais: 
● Ensino Básico de baixa qualidade 
● Ineficiência no sistema de alfabetização atual 
● Prezar somente pelo significado das palavras e não pelo contexto 
● Ausência de campanhas de incentivo à leitura 
● Descaso do governo com a educação 
● Falta de políticas públicas para o oferecimento de oficinas, cursos ou 
minicursos de leitura e interpretação. 
 
E quais as soluções? 
As medidas são sutis, e a evolução é gradual, mas o investimento na educação básica 
deveria ser prioridade. 
Dentro do que já é aplicado nas escolas brasileiras, por ora, segundo Paulo Freire, a 
real solução para a extinção do analfabetismo funcional é ensinar o contexto de uma 
palavra, jamais apenas seu significado, pois limitar uma sentença ao seu significado é 
limitar a capacidade de interpretação de quem a aprende ou a lê. 
 
 Adaptado de 
 
# PARA GABARITAR# 
 
 
 4.1.1 O analfabetismo funcional e as redes sociais 
 
 Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional, o INAF, três em cada dez 
brasileiros têm limitação para ler, interpretar textos, identificar ironia e fazer operações 
 
 
matemáticas em situações da vida cotidiana. Por isso, são considerados analfabetos 
funcionais. 
 Entretanto, mesmo apresentando dificuldades, os analfabetos funcionais são 
usuários frequentes das redes sociais: 86% usam WhatsApp, 72% são adeptos do 
Facebook e 31% têm conta no Instagram. O problema é que essas pessoas não 
tiram o máximo proveito das redes sociais para conseguir informações, 
conhecimento e garantir direitos justamente porque não conseguem “peneirar” os 
conteúdos ou filtrar informações segundo credibilidade e fontes confiáveis. 
É fato que a Internet criou novos hábitos de comunicação entre as pessoas. 
Nós nos adaptamos às facilidades da nova tecnologia, e isso vale tanto para a leitura, 
em vista da enorme quantidade de textos veiculados na rede, quanto para a escrita, 
principal meio de expressãodo internauta – bem, apesar de até as conversas “via 
áudio” já estão se tornando mais corriqueiras… logo, as gerações vindouras nem mais 
saberão como é sua caligrafia! 
Podemos concluir então que cada vez mais o acesso às redes sociais é 
irrestrito, porém, as pessoas não sabem separar as informações mais valiosas 
para a aquisição do conhecimento daquelas meramente de entretenimento, 
superficiais ou falsas. 
Veja o exemplo a seguir: 
 
INTERPRETAÇÃO NAS REDES SOCIAIS 
Você posta: 
“Oi, meu nome é Lilian e vendo bolo de cenoura. Estarei hoje das 14h às 17h 
em frente à facul. Cada fatia é cinco reais, Interessados podem aparecer por lá ou 
encomendar pelo whats 9999-6666” 
E as pessoas perguntam: 
“Tem bolo de quê?” 
“Quanto custa?” 
“Posso buscar às 18h?” 
“Como faço pra comprar?” 
 
O exemplo foi inspirado em um meme, uma mensagem que viralizou nas redes 
como inúmeras que você já deve ter visto por aí. Na verdade, ele não traduz o 
analfabetismo funcional como conceito, mas reflete um tipo de falta de interesse 
comum entre os usuários de redes sociais: a preguiça. Sim, preguiça de ler. Você 
certamente já deixou de ler um post ou comentário por considerá-lo “muito longo” - e já 
existe neologismo para isso: o “textão”. 
 
 
Somam-se a isso a falta de leitura fora dos meios digitais (livro, jornal, revista, 
etc.) e o próprio caráter de leitura rápida (o “passar os olhos”) das tecnologias e temos 
o resultado: a falta de prática em leitura longa e desinteresse do usuário em dispor de 
um tempo maior para ler um enunciado mesmo que consideravelmente curto. Quando 
ele se depara com textos e enunciados grandes em provas e testes, a primeira 
sensação é de estar perdido quanto ao que fazer e por onde começar a ler (dica: pelo 
começo! ☺). 
Algumas reflexões pertinentes sobre o assunto: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: adaptado de https://anapdealmeida.com/2012/12/24/ler-pensar-e-escrever-na-era-digital/ 
e https://www.luis.blog.br/leitura-na-internet-eles-nao-leem-ou-nao-sabem-interpretar-texto/. 
Acesso em 27 nov. 2018. 
 
 
4.2 O fenômeno das fake news 
 
 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/almofadas-casual-dentro-de-casa-descontraido-1327
218/ 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
A imagem é a fotografia de uma mulher sentada em um sofá. Ela segura um jornal 
aberto de tal modo que não é possível ver o rosto dela. Na manchete do jornal, em 
vermelho, lê-se “fake news”. 
 
#DESCRIÇÃO DA IMAGEM# 
 
 O acesso praticamente irrestrito aos meios de comunicação permite que 
qualquer pessoa produza conteúdo e o publique nas redes sociais, mas grande parte 
da informação que consumimos não corresponde totalmente à verdade. As chamadas 
fake news são um fenômeno da Era Digital, mas que podem ter consequências 
nefastas na vida de alguém ou de um grupo. 
 Algumas fontes que criam notícias falsas têm objetivos ideológicos e querem 
promover ou criticar figuras públicas, como candidatos políticos ou personalidades 
famosas, mas a situação é tão séria que foi preciso criar agências especializadas em 
conferir a procedência dos fatos, as chamadas fact-checking agencies. 
 
#PARA GABARITAR# 
Em tradução literal para o português, fake news significa “notícias falsas”. Segundo a 
editora inglesa Collins, seriam “informações falsas e eventualmente 
sensacionalistas divulgadas sob o disfarce de notícias”. A expressão também foi 
escolhida como a “palavra do ano” em 2017, período em que as menções ao termo na 
mídia aumentaram em 365% (dados da BBC Brasil). No ano anterior, 2016, o termo 
eleito pelo Dicionário Oxford como a palavra do ano foi pós-verdade, conceito da 
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/almofadas-casual-dentro-de-casa-descontraido-1327218/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/almofadas-casual-dentro-de-casa-descontraido-1327218/
 
Sociologia que já abria caminho para o que viria a ser o fenômeno das fake news: 
“circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião 
pública do que emoções e crenças pessoais" (ENGLISH OXFORD LIVING 
DICTIONARIES, 2016). 
#PARA GABARITAR# 
 
 4.2.1 A pós-verdade 
 
 A pós-verdade encaixa-se em um mundo virtual em que mentiras e fofocas se 
espalham rapidamente em redes de pessoas que acreditam mais uma nas outras do 
que em um órgão tradicional da imprensa, nas instituições de pesquisa e até mesmo 
na ciência. E isso é grave. 
 Tal fenômeno social diz que uma pessoa está mais condicionada a acreditar 
em uma informação quando ela está alinhada às suas crenças pessoais – ou seja, é 
um tipo de “seleção afetiva” de identidade. Muitas vezes, a pessoa recebe aquela foto 
em grupos de WhatsApp, por exemplo, e passa adiante inocentemente, mas há vezes 
em que o compartilhamento está cheio de más intenções, pois querem difamar 
alguém ou promover alguma ideologia. Assim, se você concorda com a mensagem, a 
chance de você conferir se as fontes são confiáveis é mínima. 
 As fake news são uma ferramenta da pós-verdade, pois divulgar uma 
informação falsa porque é sabido que um grupo de pessoas vai acreditar e se envolver 
com o assunto mesmo que não seja verdadeiro é uma forma de manipulação, e isso 
pode acontecer tanto no mundo dos esportes e das celebridades quanto em assuntos 
bem mais sérios, como política, religião e relações externas. 
 
 De acordo com Paganotti (2019), 
 
[...] vale pensar que fake news não se trata de qualquer boato 
espalhado por rede social, visto que são um fenômeno mais 
específico: são sites que pretendem enganar seus leitores publicando 
propositadamente informações incorretas como se fossem verdade. 
As fake news se espalham porque foram criadas justamente para 
isso: para atrair público e tornarem-se virais. Isso significa que são 
sites criados propositadamente para divulgar informações incorretas, 
mas que soem plausíveis para seu público-alvo, enganando-os a 
ponto de atrair visitantes e potencialmente transformar parte de seu 
público em novos propagadores de seu conteúdo. 
 
 
 
 Mas por que as pessoas acreditam e espalham notícias falsas que podem ser 
prejudiciais para uma pessoa, um grupo e até mesmo parte da população? No geral, 
como qualquer boato, as fake news apelam para temas polêmicos, que chamam a 
atenção do público a ponto de ele interagir e compartilhar. 
 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
O termo fake news teve alcance global por causa do presidente norte-americano 
Donald Trump. Durante sua campanha eleitoral, o político usava o termo 
frequentemente para desmentir possíveis boatos que estavam rolando para prejudicar 
sua imagem. Porém, provou-se que eram suas equipes de assessores quem 
disseminavam informações e estatísticas não fundamentadas para fortalecer sua 
campanha e atingir seus adversários. Essas afirmações, relacionadas à segurança 
nacional e ao terrorismo, apelavam diretamente aos sentimentos de revolta e 
insegurança da população, que se sentiu representada pelo discurso sem se 
preocupar se os dados eram verdadeiros ou não. Entre as principais declarações dele, 
estão que Hillary Clinton criou o Estado Islâmico; o desemprego nos EUA chegava a 
42%; Barack Obama é muçulmano; o Papa Francisco apoiava sua campanha. 
 
Motivada por valores pessoais, parte da população americana acreditou nessas 
afirmações e Trump foi eleito presidente. 
#ABORDAGEM PRÁTICA# 
 
 4.3 O combate às notícias falsas 
 
A fim de combater a divulgação de notícias falsas no Facebook, a própria rede 
social criou uma espécie de manual com dez dicas para o usuário virtual. Vale citar 
que o conteúdo tem apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) 
(abraji.org.br) e do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro (itsrio.org). 
1. Seja cético com as manchetes: notícias falsas geralmente trazem manchetes 
apelativas e com pontos de exclamação. 
2. Olhe atentamente para a URL (o endereço na web): muitos sites de notícias falsas 
imitam veículos de imprensa autênticosfazendo pequenas mudanças na URL. 
3. Investigue a fonte: se a história for contada por uma organização não muito 
conhecida, verifique a seção “sobre” do site para saber mais sobre ela. 
4. Fique atento a formatações incomuns: muitos sites de notícias falsas contêm erros 
ortográficos ou apresentam layouts estranhos. 
5. Considere as fotos: notícias falsas geralmente contêm imagens ou vídeos que 
pode até ser autênticos, mas foi retirada do contexto. Tente procurar a foto ou 
imagem para verificar de onde ela veio, se é antiga ou recente, etc. 
 
 
6. Busque outras reportagens: se nenhum outro veículo na imprensa tiver publicado 
uma reportagem sobre o mesmo assunto, isso pode ser um indicativo de que a 
história é falsa. 
7. A história é uma farsa ou uma brincadeira?: algumas vezes, as notícias falsas 
podem ser difíceis de distinguir de um conteúdo de humor ou sátira. Verifique se a 
fonte é conhecida por paródias e se os detalhes da história e o tom sugerem que 
pode ser apenas uma brincadeira irônica. 
 
Fonte: adaptado de http://www.revista.pucminas.br/materia/fenomeno-noticias-falsas/ 
 
 
Fonte: adaptado de 
https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/manipulacao-de-dados-e-not
icias-falsas-poem-internet-em-xeque e https://www.significados.com.br/pos-verdade/. 
 Mas viver na Era Digital é tão ruim assim para a nossa formação como leitor? 
De jeito nenhum! Pelo contrário: deveríamos nos sentir privilegiados por, ao alcance 
de um clique, no tempo que leva acessar um link, ter à disposição uma profusão de 
textos, vídeos e áudios sobre todos os assuntos, de todas as épocas, sob todos os 
pontos de vista – e ainda poder debater com gente do mundo todo por um custo 
mínimo. 
 Nossa reflexão deve ser justamente acerca de como fazer do nosso notebook 
ou smartphone um filtro de tanta informação que nos ajudará a ler mais e a 
compreender melhor. 
 
http://www.revista.pucminas.br/materia/fenomeno-noticias-falsas/
 
 
#CONECTE-SE# 
A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no 
noticiário, segundo especialistas. Para evitar que as fake news tumultuem o debate 
público, essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da 
sociedade, como prestar atenção a dicas para identificar fake news e conhecer as 
agências de fact-checking: 
http://infograficos.estadao.com.br/focas/politico-em-construcao/materia/senso-critico-e-
arma-para-combater-fake-news 
 
Confira também a primeira agência brasileira de fact-checking, a Agência Lupa. Conheça 
em https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/ e no Twitter: @agencialupa 
 
#CONECTE-SE# 
 
 
 
AULA 5: TEXTO E CONTEXTO 
 
 
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/261763/ 
 
Estimado (a) aluno (a), perceba que texto e contexto são duas palavras 
familiares a qualquer pessoa que participa ou participou de alguma prática escolar, 
mesmo que não tenha necessariamente feito um estudo linguístico específico. Não 
são estranhas expressões tais como “redija um texto”, “isso está fora de contexto”, “o 
texto está bem elaborado”, “no contexto histórico...“, “melhore seu texto”, etc., e 
justamente por conta dessa frequência na utilização dos termos, todo leitor tem uma 
noção sobre o que é um texto e contexto, e isso é importante principalmente quando 
falamos em comunicação. 
 
5.1 Texto 
 
Comecemos pela consideração básica sobre texto: “texto não é um 
aglomerado de frases” (FIORIN & SAVIOLI, 2007). Ao contrário: ele é um bloco 
organizado que contém um sentido. Já Kobs (2012) explica que “texto é um conjunto 
de ideias acerca de um tema e deve desenvolver e aprofundar um assunto, a partir do 
encadeamento e da progressão de informações”. 
 
 
 
 
 
 
Imagina abrir uma revista ou uma página de internet e se deparar com o 
seguinte: 
 
Vem aí um novo Titanic, 110 anos após naufrágio 
 
Mas, talvez, nada disso aconteça. Quem conhece bem o controverso político duvida 
que ele consiga recriar o lendário navio, embora seja milionário. “A primeira réplica, 
anunciada em 2012, nem chegou a ser iniciada, depois mudou para 2016 e 2018, e 
agora para 2022”. Tudo indica que se o Titanic I era inafundável, o Titanic II vai 
afundar mesmo antes de existir. 
 
Adaptado de 
https://historiasdomar.blogosfera.uol.com.br/2018/10/30/vem-ai-um-novo-titanic-110-an
os-apos-naufragio-sera-mesmo/. 
 
 No exemplo, fica claro que algo está errado na composição do “texto”. O bloco 
acima tem palavras, orações, períodos e parágrafos, mas nem por isso podemos 
chamá-lo de texto. Isso se confirma logo no início, na primeira frase: no geral, um 
texto informativo ou jornalístico não pode começar com uma conjunção, principalmente 
adversativa (“mas”), exatamente porque o “mas” serve para ligar duas orações com 
sentidos adversos, contrários – e no exemplo acima não há nenhuma oração antes 
daquela iniciada com a conjunção. As mensagens são parciais, não há começo, meio 
e fim, logo, não há coesão ou coerência. 
 
 
#PARA GABARITAR# 
A palavra “texto” vem de uma das formas do verbo em latim “texo”, que significa 
“tecer”. Logo, o texto é um tecido, não um aglomerado desconexo de fios. O 
significado de uma frase do texto será compreendido dentro de uma totalidade. Assim, 
a mesma frase colocada em contextos diferentes pode apresentar sentidos diferentes. 
#PARA GABARITAR# 
 
 
 E por falar em mensagem, considere o seguinte: 
 
 
 
 
Fonte: https://www.pexels.com/T-br/foto/386135/ 
 
#DESCRIÇÃO# 
A imagem mostra uma mão feminina segurando um papel com o símbolo de sinal de 
internet. Percebe-se que o cenário é um local ao ar livre, em meio à natureza. 
#DESCRIÇÃO# 
 
 
Podemos dizer que a imagem acima é um texto? Sim, podemos. Texto não são 
só palavras, frases e parágrafos, mas tudo aquilo que transmite mensagem. A imagem 
do exemplo não contém nenhuma palavra escrita, mas entendemos sua mensagem, 
logo, fizemos uma interpretação dela a partir dos símbolos apresentados (o sinal de 
wi-fi, a natureza ao redor, a inferência de que é preciso equilibrar conectividade 
liberdade, etc.). 
 Segundo Martins e Zilberknop (2010), mensagem é o que se deseja transmitir. 
Ela pode ser visual, auditiva ou audiovisual e deve ter conteúdo e objetivos. Assim, 
em um e-mail, a mensagem é o texto. Em um quadro, a mensagem é a imagem 
retratada, e em uma canção, a mensagem é a letra mais a melodia. 
 Em uma entrevista à Revista Letra Magna, o professor linguista José Luiz 
Fiorin (2007) diz que 
 
 [...] texto não é apenas manifestado verbalmente, isto é, por meio de 
uma língua natural, como o inglês, o francês, o árabe, o português. 
Na verdade, ele pode manifestar-se visualmente, como uma pintura, 
por meio da linguagem verbal, visual e musical, como o cinema, por 
meio da linguagem verbal e visual como nos quadrinhos. Assim, um 
romance é um texto; um trecho de um romance é um texto; uma 
poesia é um texto; uma escultura é um texto; uma ópera é um texto. 
 
 
 
 Assim, vale frisar que independentemente da sua forma, o texto é algo 
produzido por um emissor para transmitir alguma ideia e produzir interações 
sociais. Sendo assim, sua funcionalidade é bem diversa. O texto serve para: 
 
informar 
desinformar 
formar opiniões 
emocionar 
manipular 
motivar 
persuadir 
refletir 
esclarecer 
descrever 
instruir, etc. 
 
 O texto é o motor do conhecimento 
 É possível explicitar uma ideia por meio de uma única palavra? Depende da 
situação e do contexto. Uma palavra isolada pode não significar nada se não estiver 
relacionada a um contexto e, sendo assim, ela não serve para nada. 
 Por exemplo, a palavra “ABERTO”, na porta de um estabelecimento comercial, 
serve para indicar que apesar de a porta estar fechada, o estabelecimento está aberto. 
Entretanto, a mesma palavra escrita em uma placa perdida no chão de uma calçada 
não tem função social nenhuma, simplesmente indica uma informação deslocada de 
seu contexto original. Podemos concluir,

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