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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO NORTE DE MINAS GERAIS CAMPUS MONTES CLAROS BACHARELADO EM ENGENHARIA QUÍMICA ANA CAROLINA FERREIRA AGUIAR JOÃO PEDRO LOPES JARDIM MARIANA FRANCO RIOS LAMAS ROSIANE FERREIRA TIAGO ROCHA SANTOS RELATÓRIO 1: DETERMINAÇÃO DA MASSA MOLECULAR DE UM GÁS Montes Claros - MG Maio de 2025 ANA CAROLINA FERREIRA AGUIAR JOÃO PEDRO LOPES JARDIM MARIANA FRANCO RIOS LAMAS ROSIANE FERREIRA TIAGO ROCHA SANTOS RELATÓRIO 1: DETERMINAÇÃO DA MASSA MOLECULAR DE UM GÁS Relatório técnico apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina de Físico-Química Experimental no Curso de Engenharia Química do IFNMG – Campus Montes Claros. Docente: Dr. Daniel Rodrigues Magalhães Montes Claros - MG Maio de 2025 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................................... 4 2 MATERIAIS E MÉTODOS..............................................................................................6 2.1 Materiais..................................................................................................................... 6 2.2 Métodos Parte A........................................................................................................ 6 2.3 Métodos Parte B........................................................................................................ 7 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO......................................................................................8 4 CONCLUSÃO.............................................................................................................. 10 REFERÊNCIAS............................................................................................................... 11 1 INTRODUÇÃO Fórmulas e equações químicas carregam um significado quantitativo, pois os subscritos nas fórmulas e os coeficientes nas equações representam quantidades precisas. A fórmula H2O indica que uma molécula dessa substância (água) contém exatamente dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, da mesma forma, os coeficientes de uma equação química balanceada indicam as quantidades relativas de reagentes e produtos. A massa molecular (MM) ou peso molecular de uma substância representa a soma das massas atômicas dos átomos presentes na fórmula química da substância, na Química essa medida se relaciona com o mol (Brown et al., 2008). De muitas maneiras, os gases são a forma de matéria mais fácil de compreender. Embora diferentes substâncias gasosas possam ter propriedades químicas bastante diversas, elas se comportam de maneira muito semelhante com relação as suas propriedades físicas. Os gases diferem de maneira significativa dos sólidos e dos líquidos em vários aspectos. Por exemplo, um gás se expande espontaneamente preenchendo totalmente o volume do seu recipiente. Por isso, o volume de um gás é igual ao volume do próprio recipiente. Os gases também são altamente compressíveis: quando a pressão é aplicada a um gás, seu volume diminui com facilidade. Sólidos e líquidos, por outro lado, não se expandem para preencher o volume dos recipientes onde eles se encontram e não são facilmente compressíveis(Atkins et al., 2011). Uma forma de analisar o gás é através da equação dos gases ideais em que relaciona as variáveis que ministram o comportamento do gás de acordo com a equação 1. (1) 𝑃𝑉 = 𝑛𝑅𝑇 Na química experimental as práticas são feitas com repetição para aferir medições e cálculos em cima do que está sendo proposto, portanto é imprescindível o uso da estatística para fazer cálculos com intuito de estipular a média, o desvio padrão e estipular o intervalo de confiança da medida feita para mitigar o erro e ter valores confiáveis(Neto et al., 2010). De acordo com a equação 2 e 3 indicam como calcular a média e o desvio padrão amostral, respectivamente. (2) 𝑥 = 1 𝑛 𝑖=1 𝑖=𝑛 ∑ (𝑥 𝑖 ) (3) 𝑠 = 𝑖=1 𝑖=𝑛 ∑ (𝑥 𝑖 −𝑥)² 𝑛−1 Por meio da aplicação desses conceitos, o presente experimento visa determinar a massa molar de um gás recolhido sobre a água e, em uma segunda etapa, estimar o teor de carbonato de cálcio em amostras conhecidas e desconhecidas com base na liberação de dióxido de carbono. Para isso, são utilizados a equação dos gases ideais e os princípios da estequiometria, relacionando os dados experimentais com os modelos teóricos para obter resultados quantitativos confiáveis. 2 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 Materiais ● Isqueiro de gás butano (C4H10) ● Becker 1800 mL ● Balança analítica ● Termômetro ● Proveta ● kitassato ● Pipeta volumétrica ● Ácido clorídrico (HCl(aq)) ● carbonato de cálcio CaCO3(s) 2.2 Métodos Parte A Primeiramente, pesou-se o isqueiro. Em seguida, encheu-se um béquer e uma proveta com água. A proveta foi invertida dentro do béquer, de modo que permanecesse cheia e sem bolhas de ar. Utilizou-se uma mangueira fina para direcionar o gás do isqueiro para o interior da proveta. Ao abrir a válvula do isqueiro e pressionar levemente o botão, o gás butano (C₄H₁₀) foi liberado, deslocando a água. A transferência foi feita até que os níveis de água dentro e fora da proveta se iguala, garantindo que a pressão interna (do gás) fosse igual à pressão atmosférica. Após a liberação do gás, o isqueiro foi novamente pesado, e os valores da massa final e da massa de gás transferido foram anotados. Também foi medida a temperatura da água no momento do experimento. Definiu-se um padrão de 20 mL de gás, correspondente ao deslocamento dentro da proveta, e o experimento foi repetido três vezes. Considerou-se a pressão atmosférica como sendo 1 atm. Utilizando a equação geral dos gases ideais, , e lembrando que o número de mols (n) é dado pela 𝑃𝑉 = 𝑛𝑅𝑇 razão entre a massa do gás e sua massa molar, foi possível calcular a massa molar do gás liberado. 2.3 Métodos Parte B Nesta etapa do experimento, foi utilizado um sistema semelhante ao da Parte A, sendo o isqueiro substituído por um kitassato, onde ocorreu a reação entre carbonato de cálcio sólido (CaCO₃) e uma solução aquosa de ácido clorídrico (HCl), conforme a reação: CaCO3(s) + 2 HCl(aq) → CaCl2(aq) + CO2(g) + H2O(l) (4) Inicialmente, transferiu-se 10,0 mL de solução de HCl 6 mol·L⁻¹ para o kitassato. Em seguida, adicionou-se uma amostra sólida de carbonato de cálcio, previamente pesada e envolvida em papel toalha. Após a adição, o kitassato foi imediatamente fechado com uma rolha, de modo que o gás carbônico (CO₂) liberado na reação fosse direcionado para o interior da proveta contendo água. A temperatura da água foi medida, e o volume de gás coletado na proveta foi anotado. A pressão atmosférica foi considerada como 1 atm. Com base na equação dos gases ideais ( ) e na temperatura convertida para Kelvin, foi possível 𝑃𝑉 = 𝑛𝑅𝑇 determinar o número de mols de CO₂ produzido. A partir da estequiometria da reação, pôde-se estimar a quantidade de carbonato de cálcio reagente. Apesar de a massa exata da amostra e o volume de ácido não terem sido utilizados diretamente nos cálculos, as quantidades adequadas foram definidas com base na equação dos gases e na proporção estequiométrica da reação. O experimento foi repetido com uma amostra de teor de carbonato desconhecido, seguindo os mesmos procedimentos descritos. Esse experimento foirealizado três vezes. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a realização da primeira etapa do experimento, em que o objetivo é calcular a massa molecular do gás do isqueiro, em que na química é recebido o nome de butano e tem massa molecular equivalente a 58,124 g/mol(Atkins et al., 2011). O procedimento empírico se baseou em calcular a massa do gás do isqueiro utilizado, medir o volume do gás, medir a temperatura do sistema e calcular a pressão do sistema(a diferença entre a pressão atmosférica e a pressão de saturação da água na temperatura do sistema. Os resultados obtidos estão na Tabela 1, em que o experimento foi realizado em triplicata. Tabela 1: Cálculo da massa molar do gás Dados Ensaio 1 Ensaio 2 Ensaio 3 Massa do gás transferido 0,0438 0,0422 0,0421 Temperatura do sistema (ºC) 26 26 26 Pressão atmosférica (atm) 0,9999 0,9999 0,9999 Pressão de saturação da água (atm) 0,0313 0,0313 0,0313 Pressão do sistema 0,9686 0,9686 0,9686 Volume (mL) 20 20 20 Número de mols 0,0007 0,0007 0,0007 Massa molar (g/mol) 55,4599 53,4340 53,4036 Fonte: Autores Portanto, a massa molar do gás média é de g/mol e o percentual 54, 01 ± 1, 18 de erro foi de aproximadamente 7,06%. O resíduo calculado é considerado moderado, mas pode ser aceitável em contextos experimentais com margens de erro maiores, dependendo do nível de precisão esperado. Embora a massa molar experimental esteja relativamente próxima da tabelada, a diferença indica que houve algum erro experimental relevante, como vazamentos, impurezas ou medições imprecisas e uma possível presença de gás impuro ou presença de mistura gasosa pelo fato da massa molar média de uma mistura é menor que a de um gás puro mais pesado. Para a segunda parte do experimento foi calculada a partir da equação de gases ideais a quantidade produzida de dióxido de carbono. De acordo com Tabela 2 apresentada a seguir para a inferências medidas para efetuar a estimativa do CO2 liberado. Tabela 2: Cálculo da massa de dióxido de carbono liberado. Dados Ensaio 1 Ensaio 2 Ensaio 3 Massa do CaCO3 (g) 0,0438 0,0422 0,0421 Temperatura do sistema (ºC) 26 26 26 Pressão atmosférica (atm) 0,9999 0,9999 0,9999 Pressão de saturação da água (atm) 0,0313 0,0313 0,0313 Pressão do sistema 0,9686 0,9686 0,9686 Volume (mL) 20,5 21,0 21,5 Número de mols de CO2 0,00080 0,00083 0,00085 Massa de CO2 experimental (g) 0,03562 0,03649 0,03736 Massa de CO2 esperado(g) 0,03684 0,03684 0,03676 Fonte: Autores Ao comparar a massa de dióxido de carbono esperado, em que se baseou pela estequiometria da reação, com o experimental, que foi relacionado com a equação de gases ideais, foi obtido valores próximos, tendo uma diferença de 0,9 % em média de diferença entre essas massas. Tal fato indicam que a aplicação da equação dos gases ideais foi adequada para estimar a quantidade de CO₂ gerado nas condições experimentais de pressão; temperatura e volume, os erros sistemáticos ou aleatórios durante o procedimento foram mínimos e a reação ocorreu de forma eficiente e conforme o previsto, ou seja, a quantidade de produto formado está de acordo com a proporção molar esperada da reação química. 4 CONCLUSÃO Para o cálculo da massa molar do gás do isqueiro foi próxima da tabelada, a diferença indica que houve desvio nas medições realizadas ou podem ser tema de estudo futuro para averiguar possível presença de impurezas. A análise sugere que o experimento foi razoavelmente bem conduzido, só que pode ser melhorado para obter maior precisão. Para a segunda parte do experimento, ao comparar a massa de dióxido de carbono esperada, obtida a partir da estequiometria da reação química, com a massa experimental, determinada por meio da equação dos gases ideais, observou-se uma boa concordância entre os valores, que indica que o experimento foi bem-sucedido, com a reação ocorrendo conforme o previsto e com perdas mínimas. A proximidade dos resultados sugere que as condições experimentais foram adequadamente controladas, e que a equação dos gases ideais foi uma boa aproximação para descrever o comportamento do gás nas condições do experimento. REFERÊNCIAS BROWN, T. L.; LEMAY JR., H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R.; Química a ciência central; 9ª ed.; Pearson Prentice Hall do Brasil, 2008. ATKINS, P.; JONES, L.; Princípios de Química, questionando a vida moderna e o meio ambiente; 5ª Ed, Bookman Companhia Ed., 2011 NETO, Benício Barros; SCARMINIO, Ieda Spacino; BRUNS, Roy Edward. Como fazer experimentos: pesquisa e desenvolvimento na ciência e na indústria. Bookman Editora, 2010. 1 INTRODUÇÃO 2 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 Materiais 2.2 Métodos Parte A 2.3 Métodos Parte B 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS