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Prof. Marcos Allan Leite dos Reis SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA INSTITUTO DE TECNOLOGIA Programação: 2 Parte I: 4. Diagramas de Fases: 5. Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 02 4. Diagramas de Fases: 4.1. Limite de solubilidade; 4.2. Equilíbrio de Fases, fases unárias, binárias e intermediárias; 4.3. Reações eutetóides e peritéticas 4.4. Transformações de fases congruentes; 4.5. Diagramas de Fases Ternários 4.6. Microestruturas; 5. Sistema Ferro-Carbono: 5.1. Diagramas; 5.2. Elementos de Ligas; 5.3. Microestruturas; Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 02 Parte II: 1. Introdução 2. 3. Materiais Avançados: Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 1. Introdução 2. Classificação dos Materiais: 2.1. Metais; 2.2. Cerâmicas; 2.3. Polímeros; 2.4. Compósitos. 3. Materiais Avançados: 3.1. Biomateriais 3.2. Semicondutores e supercondutores; 3.3. Materiais Inteligentes; 3.4. Nanomateriais; 3.5. Nanocompósitos. Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 Bibliografia: 3 1. Introdução 4 A escolha correta de materiais previne possíveis falhas, aumenta a vida útil de operação em serviço. A escolha inadequada de materiais promove falhas constantes em serviço, podendo levar às falhas catastróficas. A imperfeição presentes no material, erros de fabricação e processamento são mais comuns em construção mecânica. MATERIAL PROPRIEDADES PROCESSAMENTO CONDIÇÕES DE SERVIÇO 1. Introdução 5 PROCESSAMENTO Prof. Dr. Cassius / USP 1. Introdução 6 PROPRIEDADES Prof. Dr. Cassius / USP 1. Introdução 7 CONDIÇÕES DE SERVIÇO Prof. Dr. Cassius / USP 1. Introdução 8 MATERIAL INADEQUADO: FRATURA EM SOLDA Estado Sólido 9 1. Introdução 10 1. Introdução 11 Nesta seção, descreveremos a classificação baseada nas propriedades Físicas dos materiais, com uma ênfase menor para a simetria. A classificação dos sólidos será baseada na distribuição e configuração dos elétrons de valência. 1. Introdução 12 Diferentes tipos de materiais são obtidos quando relaxamos condições de simetria e consideramos apenas as ligações promovidas pelos elétrons de valência. 1. Introdução 13 1. Introdução 14 Além das ligações, os elétrons de valência determinam as características elétricas dos materiais, como: isolantes; semicondutores e condutores. 1. Introdução 15 Estas características elétricas dos isolantes; semicondutores e condutores podem ser observadas diretamente na propriedade de transporte de carga desses materiais, como por exemplo, a condutividade elétrica. 1. Introdução 16 Características elétricas de alguns materiais sólidos: Callister, 8ª ed, 2010 1. Introdução 17 Características mecânicas de alguns materiais sólidos: Callister, 8ª ed, 2010 1. Introdução 18 Características mecânicas de alguns materiais sólidos: Callister, 8ª ed, 2010 1. Introdução 19 2.1. Metais: São os materiais onde a ligação covalente se expande até que a densidade de elétrons ocupem todas as regiões intersticiais e ocorre a superposição de bandas de energia: Ex.: Chumbo 2. Classificação dos Materiais 20 2.1.1 – Características dos Metais: Nos metais a força de ligação aumenta a medida que o número de elétrons disponíveis para a ligação aumenta: 2. Classificação dos Materiais 21 2.1.1 – Características dos Metais: Sólidos covalentes moleculares podem ter características metálicas que dependem das bandas de energia do preenchimento dos orbitais moleculares de mais baixa energia desocupados e mais alta energia ocupados: 2. Classificação dos Materiais 22 2.1.2 – Condutividade elétrica: A mobilidade de cargas em materiais metálicos ocorrem por transporte de íons ou elétrons: 2. Classificação dos Materiais MATERIAL metálico Condutividade iônica Condutividade eletrônica Portadores de carga: Cátions/ânions Portadores de carga: elétrons Condutividade iônica sem/com campo elétrico: Condutividade eletrônica sem/com campo elétrico: 23 2.1.2 – Condutividade elétrica: Teoria de Drude: Proposto por Paul Drude em 1900, 3 anos após a descoberta do elétron por J.J. Thomson; É um modelo dos metais baseado na Mecânica Clássica, especificamente, teoria cinética dos gases aplicados aos metais; O gás de elétrons livres movendo-se sobre um fundo de carga positiva, que deve- se aos cerne de íons positivos mais pesados; Não leva em conta detalhes da estrutura cristalina do material e do tipo de átomo que compõe o metal. 2. Classificação dos Materiais 24 2.1.2 – Condutividade elétrica: Teoria de Drude: Colisões no modelo de Drude: 2. Classificação dos Materiais 25 2.1.2 – Condutividade elétrica: Teoria de Drude para Condutividade Elétrica: Considere a lei de Ohm vetorial: Alem disso, a densidade de corrente de um gás de elétrons e dada por: onde n e a densidade eletrônica, q = -e a carga eletrônica e v a velocidade dos elétrons. Igualando as equações obtém-se a condutividade: A relação abaixo é denominada mobilidade. 2. Classificação dos Materiais 26 2.1.2 – Condutividade elétrica: Teoria de Drude para Condutividade Elétrica: Condutividade Elétricas (107S/m) de Alguns Metais: 2. Classificação dos Materiais 27 2.1.3 – Metais monofásicos: Fases Metais monofásicos apresentam uma única estrutura cristalina, mas sua composição pode ser de um elemento químico, metais puros, ou dois elementos que podem variar dependendo da solução sólida; Quando são usados dois elementos na composição, chamamos de ligas monofásicas; Caso o limite de solubilidade seja ultrapassado, então, formam-se ligas polifásicas. 2. Classificação dos Materiais 28 2.1.3 – Metais monofásicos: Exemplos de ligas monofásicas são latão (ZnCu) e ligas de cobre-níquel. 2. Classificação dos Materiais 29 2.1.3 – Metais monofásicos: O crescimento de grãos metálicos monofásicas dependem da energia térmica necessária pra promover o movimento atômico na fronteira de grão, onde os átomos migram para as superfícies côncavas. 2. Classificação dos Materiais Artigo 01 30 Artigo 01 31 32 2.2. Cerâmicas: São constituídos por elementos metálicos e não metálicos. Isolantes ao calor e eletricidade, bem como mais rígidos e resistentes, porém fáceis de fraturar em comparação aos metais: Ex.: Óxido de alumínio (alumina, Al2O3), dióxido de silício (sílica, SiO2), carbeto de silício (SiC). 2. Classificação dos Materiais 33 2.2.1 – Características das Cerâmicas: Para metais, a agitação térmica reduz o livre caminho médio dos elétrons com consequente diminuição da mobilidade eletrônica e aumento da resistividade. Portanto, assume um valor positivo (+d/dT) em (a), enquanto que para as cerâmicas, temos um valor negativo (-d/dT) em (b). Nas cerâmicas, a energia térmica liberta transportadores de carga. 2. Classificação dos Materiais 34 2.2.1 – Condutividade elétrica em isolantes: Para ocorrer transporte de carga em um sólido covalente é necessário que o elétron receba uma energia muito grande para sair de uma ligação. O diamante (a), por exemplo, precisa de 6 eV para demover um elétron de uma ligação covalente, o que representa uma probabilidade muito pequena de ocorrência. Porém, alguns tipos de sólidos covalentes apresentam baixa energia e condução intrínseca. 2. Classificação dos Materiais (a) (b) 35 2.2.2 – Ferroeletricidade, Piroeletricidade e Piezoeletricidade: Ferroeletricidade: E análoga ao ferromagnetismo. Mesmo na ausência de campo elétrico externo há a formação espontânea de uma polarização dielétrica, abaixo de uma temperatura crítica. Uma aproximação de campo médio leva ao comportamento crítico na forma da susceptibilidade:onde Tc é uma temperatura crítica, abaixo da qual pode haver polarização espontânea. 2. Classificação dos Materiais 36 2.2.2 – Ferroeletricidade, Piroeletricidade e Piezoeletricidade: Piro e Piezoeletricidade: formação de momentos de dipolo elétrico pela aplicação de temperatura ou pressão sobre o material. Tem aplicações tecnológicas importantes, sobretudo a piezoeletricidade. 2. Classificação dos Materiais 37 2.2.3 – Propriedades mecânicas das cerâmicas: • Elevada resistência mecânica quando aquecido; • Alta dureza; • Alta fragilidade; • Elevado ponto de fusão; • Bom isolamento térmico e elétrico. 2. Classificação dos Materiais 38 2.2.3 – Propriedades mecânicas das cerâmicas: Porosidade vs resistência • Depende da granulometria e temperatura de sinterização; • Propagam trincas; • Porosidades abertas e fechadas. 2. Classificação dos Materiais 39 2.2.4 – Cerâmicas: Fases • A mistura de seus componentes pode ser homogênea ou heterogênea; • Isomorfos: fase líquida + fase sólida; • Eutéticos: uma ou mais fases sólidas. 2. Classificação dos Materiais HOMOGÊNEAS ISOMORFOS UMA FASE COMPONENTES SOLÚVEIS ENTRE SÍ HETEROGÊNEAS EUTÉTICOS DUAS OU MAIS FASES COMPONENTES NÃO SÃO TOTALMENTE SOLÚVEIS ENTRE SÍ 40 2.2.4 – Cerâmicas: Sistema Isomorfo 2. Classificação dos Materiais 41 2.2.4 – Cerâmicas: Sistema Eutético 2. Classificação dos Materiais 42 2.2.4 – Cerâmicas: Classificação dos materiais cerâmicos com base em sua aplicação 2. Classificação dos Materiais Artigo 02 43 Artigo 02 44 45 2.3. Polímeros: São materiais orgânicos naturais e artificiais, podem ser estruturas moleculares muito longas baseadas em um tipo de monômero ou vários tipos de monômeros (copolímero), comparados aos metais e cerâmicas, possuem baixas massas específicas. Em geral, polímeros que contém moléculas grandes são mais resistentes mecanicamente e termicamente. 2. Classificação dos Materiais 46 Etileno Polietileno 2. Classificação dos Materiais 2.3. Polímeros: Estrutura 47 Polymer A Polymer B 2. Classificação dos Materiais 48 2. Classificação dos Materiais 49 Nos materiais não-cristalinos ou amorfos não existe ordem de longo alcance na disposição dos átomos Algumas cerâmica e polímeros não apresentam estruturas cristalina CUIDADO! 2. Classificação dos Materiais 50 2. Classificação dos Materiais 2.3.1. Polímeros: Fases 51 2. Classificação dos Materiais 2.3.2. Polímeros de engenharia: Os polímeros de engenharia oferecem as seguintes propriedades: • Alta resistência mecânica; • Ótima usinabilidade e estabilidade dimensional; • Boa resistência química; • Boa resistência a desgaste; • Versatilidade de forma e tamanho; • Aplicações em variadas temperaturas, podendo ser usado permanentemente entre 100 °C e 150 °C; • Exemplos: Nylon, PET, PETG, Kevlar Artigo 03 52 Artigo 03 53 54 2.4. Compósitos: São constituídos por dois ou mais materiais individuais (metais, cerâmicas ou polímeros); As propriedades do material compósito não são observadas em nenhum material que o constitui isoladamente; Compósitos mais comuns são reforçados por fibra de vidro ou fibra de carbono. 2. Classificação dos Materiais Partícula partícula 55 2.4.1. Compósitos: Fases Os materiais compósitos apresentam duas fases: Matriz: é a fase contínua, envolve a fase dispersa ou o reforço. A matriz pode ser constituída por metais, cerâmicas ou polímeros; Dispersa: é constituída pelo material de reforço, que confere grande parte das propriedades do material compósito, podem ser fibras ou partículas. 2. Classificação dos Materiais 56 2.4.2. Compósitos Estruturais: compósitos laminares Folhas ou painéis bidimensionais fixadas umas as outras e invertendo a direção do alinhamento das fibras em cada folha; A matriz pode ser resina, epóxi ou polimérica. 2. Classificação dos Materiais 57 2.4.3. Compósitos Estruturais: compósitos sanduichados Folhas externas mais resistentes (poliméricas ou metálicas) separadas por um preenchimento (espuma, borracha, colmeias, etc). 2. Classificação dos Materiais 58 2.4.4. Compósitos: propriedades 2. Classificação dos Materiais Cerâmica Polimérica Metálica Artigo 04 59 60 Artigo 04 1. Introdução 2. 3. Materiais Avançados: Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 1. Introdução 2. Classificação dos Materiais: 2.1. Metais; 2.2. Cerâmicas; 2.3. Polímeros; 2.4. Compósitos. 3. Materiais Avançados: 3.1. Biomateriais 3.2. Semicondutores e supercondutores; 3.3. Materiais Inteligentes; 3.4. Nanomateriais; 3.5. Nanocompósitos. Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 outline: parte I 61 3.1. Biomateriais – Área da Ciência e da Engenharia de materiais dedicada a investigação e aplicação de materiais aos cuidados da saúde, especialmente à cirurgia reconstrutiva. Ciência materiais Ciência dos materiais Ciências Química Ciências biológicas/ Química Campo Multidisc iplinar Ciências Ciências Mecânicas Ciências Ciências Médicas 3. Materiais Avançados 3.1. Biomateriais – Em termos gerais, os biomateriais podem ser definidos como materiais sintéticos, que foram concebidos para induzir uma atividade biológica específica. A principal diferença entre biomateriais e outros matérias é a sua capacidade de permanecer em um ambiente biológico sem danificar ou ser danificado pelo meio envolvente. Esquema de classificação dos biomateriais em relação a origem Biomateriais Biológico s Sintéticos Naturais Autógeno s Alógenos Xenógenos Metais Cerâmicos Polímeros Compósitos Colágeno Celulose Quitina 3. Materiais Avançados Em alguns casos, uma necessidade clínica só pode ser atendida por meio de uma combinação complexa de propriedades. Diferentes órgãos do corpo humano podem ser substituídos por biomateriais, conforme é ilustrado na figura 3. Fig. 2 – Ilustração de diferentes órgãos do corpo humano que podem ser substituídos As aplicações vão desde: ortopedia, odontologia, substituição de tecidos moles, substituição de tecidos, dentre outras aplicações Fonte: Black apud Basu; katti; Kumar (2010) 3. Materiais Avançados 3.1. Biomateriais: METAIS – comumente são utilizados na Medicina, e, entre seus inúmeros componentes, os mais empregados são as ligas de titânio, aço inoxidável e ligas a base de cobalto. Fig. 3 – Prótese de fêmur de titânio com cabeça de alumina Fig. 4 – Aparelho ortodôntico Fonte: Silva (2021) Fonte: Ferreira (2005) 3.1. Biomateriais: Diferentes tipos de biomateriais 3. Materiais Avançados POLÍMEROS – são utilizados como adesivos médicos e selantes para revestimentos. Exemplos: Poli (ácido glicólico) - (PGA), poli (L-ácido láctico), poli (dioxanona); as blendas poliméricas como a poli-ε caprolactona com poli (ácido sebácico) e os hidrogéis como poliHEMA (pHEMA) e o PVAI - Poli(vinil-butiral)). Fig. 5 – Prótese meniscal polimérica composta de poli (dioxanona) e PLA Fonte: Cardoso et al. (2010) 3.1. Biomateriais: Diferentes tipos de biomateriais 3. Materiais Avançados Cerâmicos – Cerâmicas geralmente são utilizadas em restaurações odontológicas e não possuem utilização de forma extensa no campo da Medicina. Fig. 6 – Imagens representativas de implantes cerâmicos feitos de zircônia Fonte: Neto et al. (2016) 3.1. Biomateriais: Diferentes tipos de biomateriais 3. Materiais Avançados Biocompatibilidade – O material e o tecido corporal devem coexistir sem que haja efeitos indesejados um sobre o outro. Em termos gerais – A biocompatibilidade é definida como “a capacidade de um material funcionar com uma resposta apropriada do hospedeiro em uma aplicação específica”. Biologicamente– a biocompatibilidade resulta da aceitabilidade de materiais não vivo em um organismo vivo. Biocompatibilidade Contato bioadesivo Aspectos importantes Biomecanicamente compatíveis 3.1. Biomateriais: Compatibilidade 3. Materiais Avançados • Imprescindível compreender a resposta do biomaterial in vivo; • Idealmente, os biomateriais não devem induzir alterações ou reações indesejáveis no organismo; • Em caso de falta de biocompatibilidade ocorre reações (sistêmicas ou locais); Classificação dos biomateriais no que diz respeito a biocompatibilidade e a resposta do hospedeiro: • Bioinerte/ biotolerante; • Bioativo; • bioabsorvíveis . 3.1. Biomateriais: Compatibilidade 3. Materiais Avançados Célula – unidade autoduplicável, tendo em conta os nutrientes e ambientes adequados. • Uma célula pode ser descrita alternativamente como uma coleção de enzimas autorreplicável e proteínas estruturais. A fig. 4 em (a) ilustra a anatomia de uma célula eucariótica típica de um mamífero e em (b) a interação célula/biomaterial. Fig. 7 - Anatomia celular Ratner et al. (2004) 3.1. Biomateriais: Interação celular 3. Materiais Avançados Fenômeno de adsorção de proteínas: em implantes ocorre por meio da cinética de adsorção, atuando como precursor para interação entre célula/biomaterial. Fig. 9 - Interação biomaterial/célula Fonte: Ratner et al. (2004) Fig. 8 - Interação biomaterial/célula Fonte: Ratner et al. (2004) 3.1. Biomateriais: Interação celular 3. Materiais Avançados Fig. 10 – Ilustração esquemática mostrando a anatomia celular e os mecanismos envolvidos na interação célula e biomaterial Fonte: Ratner et al. (2004) 3.1. Biomateriais: Interação celular 3. Materiais Avançados Testes: in vitro e in vivo Teste in vitro: Experiências simuladas em escala laboratorial. São rápidas e obrigatórias. Primeira etapa de avaliação de biocompatibilidade. Teste in vivo: Produzem uma melhor aproximação do ambiente humano. O material nessa etapa entra em contato com diferentes tipos de células. Segundo passo antes da utilização clínica Fig. 11 - O caminho da ciência básica dos biomateriais Fonte: Ratner et al. (2013) 3.1. Biomateriais: Avaliação experimental de biocompatibilidade 3. Materiais Avançados Teste in vitro Normatizado de acordo com a ISO 10933, a qual incorpora todas as diretrizes nacionais e internacionais. Os requisitos dessa norma para implantes de curta e longa duração incluem vários testes biológicos, e os principais são in vitro. Os testes in vitro incluem: • Citotoxicidade; • Genotoxicidade; • Hemocompatibilidade. Citotoxicidade - determinam se o material é tóxico em contato com algumas linhagens de células em particular. Geralmente é feito em um laboratório usando algum padrão/linhas celular. Genotoxicidade – Neste experimento, observa-se principalmente se ocorre mutações genéticas nas células em contato com a superfície do biomaterial. Hemocompatibilidade – Avalia a compatibilidade do material com os glóbulos vermelhos. 3.1. Biomateriais: Avaliação experimental de biocompatibilidade 3. Materiais Avançados Teste in vivo Os diferentes testes in vivo incluem: • Sensibilização; • Implantação; • Carcinogenicidade. Sensibilização – Nessa análise o biomaterial é mantido na região subcutânea de um animal, e, observa-se alterações na cor da pele, reações alérgicas ou irritações Implantação – Nesta etapa, o biomaterial é implantado e, após um período o mesmo e a região celular são examinados para determinar histopatologicamente a resposta in vivo do material. Carcinogenicidade – Experiência in vivo a longo prazo. Determina efeitos cancerígenos. 3.1. Biomateriais: Avaliação experimental de biocompatibilidade 3. Materiais Avançados A ISO – 10993, categoriza os dispositivos conforme sua natureza de contato com o corpo, como: a) Dispositivos contendo superfície, tal como: ligaduras de compressão, lentes de contato, cateteres urinários. 3.1. Biomateriais: Categoria de dispositivos segundo norma 3. Materiais Avançados A ISO – 10993, categoriza os dispositivos conforme sua natureza de contato com o corpo, como: b) Dispositivos de comunicação externa: tubos de diálises, cimentos dentários. 3.1. Biomateriais: Categoria de dispositivos segundo norma 3. Materiais Avançados A ISO – 10993, categoriza os dispositivos conforme sua natureza de contato com o corpo, como: c) Dispositivos de implante: tendões artificiais, próteses de joelho. 3.1. Biomateriais: Categoria de dispositivos segundo norma 3. Materiais Avançados Agrupamento de implantes segundo a ISO 10993 Conforme a duração de interação com o corpo: a) Limitada; b) Exposição prolongada; c) Ou contato permanente. 3.1. Biomateriais: Categoria de dispositivos segundo norma 3. Materiais Avançados Desenvolvimento do material Avaliação de propriedades Avaliação de propriedades/ análise in vitro Análise in vivo Análise microscópica Aspectos de seleção animal Seleção biológica de implantes Moldagem do material Prototipagem rápida Avaliação microbiológica do material 3.1. Biomateriais: Etapas de desenvolvimento, caracterização e aplicação 3. Materiais Avançados REFERÊNCIAS BASU, B.; KATTI, D. S.; KUMAR, A. Advanced biomaterials: fundamentals, processing, and applications. John Wiley & Sons, 2010. CARDOSO, T. P. et al. Prótese meniscal de polímero bioabsorvível: estudo em coelhos. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 45, p. 247-259, 2010. FERREIRA, J. T. L. Avaliação da resistência à corrosão de materiais metálicos utilizados em aparelhos ortodônticos fixos. 2005. 257 f. . Tese (Doutorado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005. HELITO, C. P. et al. Artroplastia de joelho com implante constrito e rotatório: uma opcão para casos complexos primários e de revisão. Revista brasileira de ortopedia , v. 53, p. 151-157, 2018. NETO, A. M. et al. Implantes Cerâmicos, aspectos atuais e perspectivas futuras. Osseointegração na Clínica Multidisciplinar, 2016. RATNER, B. D. et al. Biomaterials Science An Introduction to Materials in Medicine. Elsevier, 2013. RATNER, B. D. et al. Biomaterials science: an introduction to materials in medicine. Elsevier, 2004. SILVA, M. H. P. Apostila de biomateriais. Disponível em: http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/EME715/AT%202021/ApostilaBiomateriais.pdf. Acesso em: 01 de Março de 2023. 82 Artigo 05 83 Artigo 05 84 Dentre todos os semicondutores, os mais importantes são o Silício (Si) e o Germânio (Ge), pertencentes ao grupo IV A da tabela periódica (4 elétrons de valência, ou tetravalentes). Silício: Bandgap = 1,11 eV; Índice de Refração: n = 3,50 para = 1,5 μm. Condutividade elétrica intrínseca: (T = 293 K) = 10-3 S/m Possui característica diamagnética. Boas características elétricas e mecânicas. Estrutura cristalina: diamante. Si é o 2° elemento mais abundante na crosta terrestre: 28% do total. Fácil de ser extraído da sílica (SiO2) ou minerais silicatos (areia, quartzo). 3.2. Semicondutores: Homogêneos 3. Materiais Avançados 85 Reação de extração em forno com eletrodos de carbono a 1900 °C: SiO2+C = Si+CO2 Numero de Massa do Isótopo mais Comum: 28 (92,3%). Numero Atômico: 14. Configuração eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p2 Germânio: Bandgap = 0,67 eV; Índice de Refração: n = 4,15 a = 1,5 μm Condutividade elétrica intrínseca: (T = 293K) = 1 S/m Possui característica diamagnética. Tem boas propriedades de condução e foi utilizado nos primeiros transistores,alta eficiência para células fotovoltaicas, etc. Estrutura cristalina: diamante. 3.2. Semicondutores: Homogêneos 3. Materiais Avançados 86 O Ge é bem mais raro que o Si, tem importância na fabricação de fibras ópticas como dopante para a fibra de sílica, além de dispositivos. É encontrado na crosta terrestre na proporção de 1,6 ppm, associado a algumas rochas e compostos organometálicos. A extração principal vem da esfalerita, rocha que contem 0,3% de Ge. A produção mundial está na marca de 100 toneladas/ano. Número de Massa dos Isótopos mais comuns: 74 (35%), 72 (27%), 70 (21%) . N° Atômico: 32. Configuração eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p2. 3.2. Semicondutores: Homogêneos 3. Materiais Avançados 87 Outros Materiais Semicondutores são obtidos através da composição de materiais, que são denominados Alloys e blendas: Motivação: 1) melhorar características de condutividade elétrica e variar o valor do bandgap; 2) para fabricação de dispositivos emissores de luz, onde o Ge e o Si não são adequados (tem bandgap indireto); 3) para variar o espectro de emissão/absorção em lasers, leds e fotodetectores. 4) utilização de semicondutores com propriedades magnéticas, para uso em spintrônica; 3.2. Semicondutores: Homogêneos 3. Materiais Avançados 88 Principais Combinações: Combinação entre Elementos do Grupo IV A: tem bandgap ajustável embora em geral indireto, combinação SiC (para emissão no amarelo e no azul), PbS (pedra de galena, primeiro semicondutor utilizado), SiGe (melhora a condutividade e pode-se obter bandgap direto em estruturas denominadas superlattices); Combinação entre Elementos das Famílias III A e V A: As (V) e Ga (III) para formar o Arsenieto de Gálio (GaAs); InSb (Antimoneto de Índio), GaSb (Antimoneto de Gálio) etc. Em geral possuem bandgap direto, o que os torna úteis em optoeletrônica, para produzir leds e lasers, fotodetectores; 3.2. Semicondutores: Homogêneos 3. Materiais Avançados 89 Consideremos um modelo parabólico simplificado para a estrutura de bandas de um semicondutor: 3.2. Semicondutores: Estrutura de bandas de energia 3. Materiais Avançados 90 Por serem os semicondutores mais importantes, vamos considerar aspectos da estrutura de bandas do Si e Ge, sem perda de generalidade. Abaixo a estrutura de bandas do Si: 3.2. Semicondutores: Estrutura de bandas de energia 3. Materiais Avançados 91 O gap e indireto para o Si (no Ge também): o máximo da banda de valência não coincide com o mínimo da banda de condução, na primeira zona Brillouin. Existem, no entanto, alguns semicondutores cujo gap é direto (1,42 eV), como o GaAs. Pelo modelo de Kronig-Penney, sabemos que as bandas de energia tomam a forma geral: 3.2. Semicondutores: Estrutura de bandas de energia 3. Materiais Avançados 92 3.2. Semicondutores: Efeito da temperatura 3. Materiais Avançados Realizando o produto np obtemos: sendo o bandgap Eg dado por: A relação do produto é conhecida com lei de ação de massas, onde F é uma função da temperatura e dos parâmetros físicos de massa efetiva e bandgap. 93 Observe que o produto np aumenta com o aumento de temperatura na forma: Para T a parte exponencial tenderá para a unidade, Uma vez que no material intrínseco ni = pi temos nipi = ni 2 e a lei de ação de massas toma a forma: Para o material intrínseco tem-se nipi = ni 2 porque o número de elétrons é igual ao número de lacunas, e o aumento de temperatura aumenta o número de lacunas em valor igual ao número de elétrons promovidos a banda de condução por efeito térmico. 3.2. Semicondutores: Efeito da temperatura 3. Materiais Avançados 94 No material intrínseco a corrente elétrica tem contribuição de igual número de elétrons e lacunas. Além disso para T 0 o produto np tende para zero! Nesse caso o material semicondutor deve se comportar como isolante. No entanto, e possível introduzir um excesso de lacunas ou de elétrons no material, através do processo denominado dopagem, que veremos a seguir. 3.2. Semicondutores: Efeito da temperatura 3. Materiais Avançados 95 Dopagem é um processo pelo qual um outro tipo de átomo e diluído no material semicondutor intrínseco de modo a melhorar as características de condutividade. Diz-se que impurezas são adicionadas ao material puro, permitindo de acordo com o tipo de impureza, controlar o número de elétrons e lacunas no material e definir qual portador será o maior responsável pela condutividade. Da mesma forma defeitos na rede cristalina, como ausência de um átomo da rede em uma determinada posição, também são capazes de alterar a condutividade. 3.2. Semicondutores: Efeito da dopagem 3. Materiais Avançados 96 Os dois processos tem em comum a quebra de simetria da rede cristalina do material intrínseco, embora não há como controlar de modo preciso os defeitos de rede cristalina, enquanto a introdução de impurezas ditas substitucionais, na qual alguns átomos do material intrínseco serão substituídos pelos átomos da impureza na rede cristalina é um processo perfeitamente reprodutível. A quebra de algumas simetrias implica remoção de degenerescência, e no caso da estrutura de bandas de sólidos cristalinos, pode introduzir estados disponíveis de energia na região do gap do semicondutor intrínseco. É esse efeito que buscamos na dopagem de um semicondutor. O semicondutor dopado é dito extrínseco. 3.2. Semicondutores: Efeito da dopagem 3. Materiais Avançados 97 Existem dois tipos de dopagem, que iremos ver em maiores detalhes, adiante: Dopagem do tipo P: permitem aumentar a concentração de lacunas no material e são os materiais da família III-A no caso de dopagem dos semicondutores da família IV-A como o Silício e o Germânio; Dopagem do tipo N: permitem aumentar a concentração de elétrons no material e são os materiais da família V-A. A concentração de dopantes é em geral baixa, como 0,01 ppm numa dopagem dita soft ou light. Porém é possível altas taxas de dopagem como 100 ppm. Quando a dopagem e tão intensa a ponto de tornar o semicondutor mais próximo do comportamento condutor ele é dito degenerado. 3.2. Semicondutores: Efeito da dopagem 3. Materiais Avançados 98 Os dopantes do tipo P são usualmente denominados impurezas aceitadoras. Utilizam-se os elementos como Boro, Alumínio, Índio e eventualmente o Gálio, elementos da família III-A. Por terem configuração eletrônica s2p1 na última camada, em uma hibridização sp3 fica faltando um elétron para compartilhar nas ligações com o Si ou Ge. Essas ligações quebradas fornecem uma vacância ou lacuna. O efeito na estrutura de bandas é introduzir estados não-ocupados no gap semicondutor, próximos a banda de valência do semicondutor. Ao receber um elétron na ligação deficitária o dopante inicialmente neutro torna- se um íon negativamente carregado. 3.2. Semicondutores: Dopagem tipo p 3. Materiais Avançados 99 Considerando np = ni 2, se são acrescentadas lacunas o número de elétrons livres decai de forma inversamente proporcional, fazendo que com os portadores majoritários de corrente no material tipo P sejam lacunas, ficando os elétrons minoritários. 3.2. Semicondutores: Dopagem tipo p 3. Materiais Avançados 100 Os dopantes do tipo N são usualmente denominados impurezas doadoras. Utilizam-se os elementos como Fósforo, Bismuto, Arsênio e Antimônio, elementos da família V-A. Por terem configuração eletrônica s2p3 na última camada, em uma hibridização sp3 fica sobrando um elétron para compartilhar nas ligações com o Si ou Ge. Todas as ligações covalentes ficam completas e o elétron restante fica mais livre para se mover. O efeito na estrutura de bandas é introduzir estados não-ocupados no gap semicondutor, próximos a banda de condução do semicondutor. 3.2. Semicondutores: Dopagem tipo n3. Materiais Avançados 101 Pela lei de ação de massas np = ni 2, se há aumento do número de elétrons estes serão os portadores majoritários da corrente em um material do tipo N, enquanto as lacunas serão minoritárias. 3.2. Semicondutores: Dopagem tipo n 3. Materiais Avançados 102 A Supercondutividade foi descoberta por Heike Kammerlingh Onnes em 1911. (Onnes ganhou o prêmio Nobel de Física em 1913 por suas descobertas em fenômenos em baixas temperaturas, que levou a produção do hélio líquido). São características gerais dos supercondutores: •Abaixo de uma temperatura crítica Tc a resistência cai abruptamente para zero; •Há a expulsão total do campo magnético do interior do material supercondutor, conhecido como Efeito Meissner; • Existência de correntes persistentes, ou supercorrentes, que não sofrem dissipação. 3.2.1. Supercondutores: 3. Materiais Avançados 103 Comportamento da resistência elétrica em função da temperatura para um condutor normal e um supercondutor: Para um Supercondutor a resistência cai abruptamente para zero abaixo de Tc enquanto para um condutor normal ela nunca se anula. 3.2.1. Supercondutores: Propriedades 3. Materiais Avançados Efeito Meissner 104 Variação do Campo Magnético no Interior de um Supercondutor: Efeito Meissner 3.2.1. Supercondutores: Propriedades 3. Materiais Avançados 105 Elementos Supercondutores: 3.2.1. Supercondutores: Propriedades 3. Materiais Avançados 106 Teoria microscópica da supercondutividade descrita por Bardeen, Cooper e Schrieffer em 1957: prêmio Nobel de Física por essa teoria. As principais características são: •Existência de uma interação atrativa entre elétrons devido a interação elétron- fônon; •A interação promove a formação de pares de Cooper (estados de dois elétrons "ligados") que é energeticamente favorável em relação aos elétrons não correlacionados; •Prevê a existência do gap supercondutor, permite inferir a temperatura crítica abaixo da qual o material se torna supercondutor, o campo magnético crítico que destrói a supercondutividade e o comportamento do calor específico. 3.2.1. Supercondutores: Teoria BCS 3. Materiais Avançados 107 Teoria BCS: estado supercondutor Pares de Cooper 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Teoria BCS 108 Pares de Cooper são elétrons que se associam em pares enquanto se deslocavam no material, com o auxílio de “fônons”. Um fônon é uma excitação mecânica que se propaga pela rede cristalina de um sólido. Essa modificação causa uma concentração de carga positiva no local, assim atraindo outro elétron formando os pares. Representação diagramática da interações elétron-fônon: 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Teoria BCS 109 O modelo BCS mais simples negligencia interação coulombiana elétron-elétron. Nos metais considera um gás de elétrons representados por ondas planas uniformes, interagindo com o gás de fônons da rede cristalina: são operadores fermiônicos que aniquilam(criam) elétrons de momento ђk e spin = (,) são operadores bosônicos fermiônicos que aniquilam(criam) fônons de momento ђq Energia do gás de elétrons He Energia do gás de fônons Hph Energia da interação elétron-fônon He-ph v são que representam troca de energia e momento entre elétrons e fônons, com emissão e absorção de fônons, respectivamente. 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Teoria BCS 110 A Teoria BCS e também denominada convencional e prevê: •A existência de pares de Cooper mediada por fônons; •Os pares estão no estado singleto de spin; •É incompatível com ordem magnética e idealmente apresentam diamagnetismo perfeito; •Prevê como máxima temperatura crítica admissível Tc = 35K (-238 °C). Os supercondutores que não se encaixam nas definições da teoria BCS são ditos Não-Convencionais, dentre os quais existem os de High-Tc (Tc > 35K ). 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Supercondutores não-convencionais de High-Tc 111 Principais Tipos de Supercondutividade Não-Convencional: •Supercondutores de Altas Temperaturas, ou High-Tc: os pares de Cooper não podem ser formados através de interação por fônons virtuais, que limita Tc a aproximadamente 35K; •Os High-Tc foram descobertos por Bednorz e Muller, que ganharam o prêmio Nobel de Física em 1987 pela descoberta. São exemplos de High-Tc materiais cerâmicos chamados cupratos: HgBa2Ca2Cu3Ox tem a mais alta temperatura ate agora com 135K (-138 °C); •Além disso os supercondutores que envolvem ordem magnética, estado tripleto e pareamento por outros mecanismos que não sejam fônons. Exemplos são os supercondutores Iron-based. Podem ser ou não de high-Tc. 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Supercondutores não-convencionais de High-Tc 112 Evolução da descoberta de Supercondutores High-Tc: 3. Materiais Avançados 3.2.1. Supercondutores: Supercondutores não-convencionais de High-Tc 113 Artigo 06 114 Artigo 06 115 São materiais utilizados em aplicações de alta tecnologia; “Alta tecnologia”: dispositivo ou produto que opera por princípios sofisticados de engenharia; Materiais inteligentes são materiais de última geração, capazes de mudar paradigmas tecnológicos; “Inteligentes”: materiais capazes de sentir mudanças em seu ambiente e responder de forma predeterminada; Material inteligente é constituído por um sensor (detecta um sinal) e um atuador (executa a resposta ou adaptação). Ex: sistemas microeletromecânicos. 3.3. Materiais Inteligentes: 3. Materiais Avançados 116 3.3. Materiais Inteligentes: Sistemas Microeletromecânicos 3. Materiais Avançados • MEMS são dispositivos que combinam componentes eletromecânicos, eletrônicos e microfabricados em uma única estrutura integrada, com tamanhos que variam de micrômetros a alguns milímetros. • Com os avanços recentes, os MEMS podem ser utilizados, entre outros, como: microdispositivos de diagnóstico, na saúde; geradores de energia limpa a partir de movimentos naturais; sensores para a coleta de dados e feedback em tempo real na robótica, em inteligência artificial, e na Internet das Coisas (IoT). • Os MEMS são projetados para serem precisos, eficientes em termos de energia, confiáveis e econômicos em larga escala, e são amplamente utilizados em aplicações que requerem alta sensibilidade e miniaturização. 117 3.3. Materiais Inteligentes: Sistemas Microeletromecânicos 3. Materiais Avançados • MEMS são dispositivos eletromecânicos, eletrônicos e/ou microfabricados em uma única estrutura integrada, com tamanhos que variam de micrômetros a alguns milímetros. 118 3.3. Materiais Inteligentes: Princípios de funcionamento 3. Materiais Avançados • A piezoeletricidade e a termoeletricidade são dois fenômenos fundamentais para o funcionamento de MEMS. 119 3.3. Materiais Inteligentes: Fabricação 3. Materiais Avançados As técnicas fabricação de MEMS dependem do material utilizado e do desing do dispositivo. Dois métodos utilizados envolvem a utilização de materiais de sacrifício para a fabricação. 120 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como sensores 3. Materiais Avançados 1. Acelerômetros MEMS: são usados em sistemas de airbag para detectar a desaceleração repentina de um veículo e acionar o airbag em caso de colisão. 2. Giroscópios MEMS: são usados em smartphones, drones e sistemas de navegação inercial para medir a rotação e a orientação do dispositivo. 3. Sensores de pressão MEMS: são usados em sistemas de controle de climatização, pneus de automóveis e monitores de saúde para medir a pressão. 4. Sensores de temperatura MEMS: são usados em equipamentos de refrigeração, eletrônicos e automóveis para monitorar a temperatura. 5. Sensores de umidade MEMS: são usados em sistemas de controle de clima e em aparelhos domésticos para monitorar a umidade. 6. Sensores de luzMEMS: são usados em câmeras de smartphones e equipamentos de iluminação para detectar a intensidade da luz. 121 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como sensores 3. Materiais Avançados Giroscópio Sensor de Pressão 122 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como sensores 3. Materiais Avançados Acelerômetro Sensor de Temperatura 123 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como atuadores 3. Materiais Avançados 1. Microválvulas MEMS: são usadas em dispositivos de microfluidos e sistemas de controle de fluxo, como em dispositivos de análise clínica ou laboratorial. 2. Microatuadores piezoelétricos MEMS: são usados em dispositivos de foco automático em câmeras, microscópios e equipamentos de inspeção ótica. 3. Micromotores MEMS: são usados em robótica, como em microrrobôs para aplicações médicas ou na indústria de eletrônica. 4. Microespelhos MEMS: são usados em projetores, displays holográficos e sistemas de varredura a laser. 5. Microbombas MEMS: são usadas em dispositivos médicos, como sistemas de entrega de drogas ou em dispositivos de microfluidos para análise de amostras biológicas. 6. Microinterruptores MEMS: são usados em sistemas de comutação de alta velocidade, como em roteadores de rede. 124 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como atuadores 3. Materiais Avançados Micro Bomba 125 3.3. Materiais Inteligentes: Aplicações como atuadores 3. Materiais Avançados Válvula 126 3.3. Materiais Inteligentes: Desafios e limitações 3. Materiais Avançados Miniaturização Custo e Escalabilidade Fabricação e Integração Padronização Confiança e Durabilidade 127 Artigo 07 128 Artigo 07 129 Artigo 07 MEMS sensores: Park e cols. integrou um sensor de pressão MEMS baseado em um circuito ressonante indutor- capacitor em stents metálicos e poliméricos impressos em 3D para vasos sanguíneos. 130 Artigo 07 MEMS atuadores: Um switch MEMS impresso em 3D foi desenvolvido por Lee et al. Usando a impressão FDM de condutores PLA e poli(álcool vinílico) (PVA) como suporte solúvel em água, witch mostrou boas propriedades eletromecânicas, como comutação abrupta e uma relação de corrente liga/desliga de 106. 1. Introdução 2. 3. Materiais Avançados: Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 1. Introdução 2. Classificação dos Materiais: 2.1. Metais; 2.2. Cerâmicas; 2.3. Polímeros; 2.4. Compósitos. 3. Materiais Avançados: 3.1. Biomateriais 3.2. Semicondutores e supercondutores; 3.3. Materiais Inteligentes; 3.4. Nanomateriais; 3.5. Nanocompósitos. Trabalho: Artigos Lista de Exercícios Avaliação 01 outline: parte I 131 132 3.4. Nanomateriais: 3. Materiais Avançados É um nova classe de materiais com vasta aplicação em engenharia e o estudo das suas propriedades representa um campo da Nanotecnologia; As principais características são: • Podem ser qualquer um dos tipos básicos de materiais já apresentados, porém em dimensões nanométricas (10 -9m); • Possuem área superficial-por-volume extremamente grandes; • As propriedades físicas e químicas são governadas por efeitos de escala/quânticos. 133 3.4. Nanomateriais: Definição 3. Materiais Avançados 134 3.4. Nanomateriais: Definição 3. Materiais Avançados 135 3.4. Nanomateriais: Processamento 3. Materiais Avançados Os nanomateriais podem ser obtidos basicamente por duas vias: Top Down, que são processos físicos; e, Bottom Up, o qual representa processos biológicos e químicos. 136 3.4. Nanomateriais: Classificação 3. Materiais Avançados Fulerenos Quantum Dots Nanotubos Nanofitas Filmes finos Grafeno Nanopartículas Core-shell 0D 1D 2D 3D 137 3.4.1. Nanomateriais 0D: Fulerenos 3. Materiais Avançados Os Fulerenos são alótropos de carbono descobertos em 1985 por H. W. Kroto e R. E. Smalley, apresentam forma esférica perfeita na estrutura C60 com 0,7 nm de diâmetro. Foram batizados de “Fullerenes” em homenagem ao arquiteto norte americano Buckminster Fuller. 138 3.4.1. Nanomateriais 0D: Propriedades 3. Materiais Avançados 139 3.4.2. Nanomateriais 1D: Nanotubos de Carbono 3. Materiais Avançados Fonte: www.nanoshel.com 140 3.4.2. Nanomateriais 1D: Propriedades 3. Materiais Avançados Material Densidade (g/cm³) Condutividade Térmica (W/mK) Módulo de Young (GPa) Resistência à Tração (GPa) SWCNT 1,4 3000 1000 53 MWCNT 2,18 2000 1200 150 Alumínio 2,71 204 70 0,2 Aço 7,86 52 200 0,56 141 3.4.3. Nanomateriais 2D: Grafeno 3. Materiais Avançados No final de 2004, dois pesquisadores, Konstantin Novoselov e Andre Geim, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descreveram o processo para a obtenção de um novo material chamado grafeno, a partir da esfoliação de grafite. Fonte: Fapesp 142 3.4.3. Nanomateriais 2D: Propriedades 3. Materiais Avançados Materia l Densidade (g/cm³) Condutividad e Térmica (W/mK) Módulo de Young (GPa) Resistência à Tração (GPa) Preço R$/g SWCNT 1,4 3000 1000 53 10.450 MWCNT 2,18 2000 1200 150 1.329 Grafeno 2,26 4000 1000 130 4.756 143 3.4.3. Nanomateriais 2D: Propriedades 3. Materiais Avançados 144 3.4.4. Nanomateriais 3D: Core@Shell 3. Materiais Avançados São nanopartículas constituídas de um núcleo e um revestimento, onde podem ser compostos por metais, óxidos metálicos, polímeros ou semicondutores. O revestimento tem a função de proteger o núcleo de mudanças físicas e químicas. Fonte: https://doi.org/10.1155/2013/672059 145 3.4.4. Nanomateriais 3D: Propriedades 3. Materiais Avançados Fonte: https://doi.org/10.1007/s10653-020-00766-1 146 Artigo 08 147 Artigo 08 148 Artigo 08 Ferrita vermicular 304LSS 304LSS-NTC/MA 304LSS-NTC/CTTT 304LSS-NTC/CT 149 Artigo 08 150 3.5. Nanocompósitos: 3. Materiais Avançados São materiais multifásicos nanoestruturados, onde uma das fases terá dimensões nanométricas; As principais características são: • Possuem matrizes constituídos de qualquer um dos tipos básicos de materiais já apresentados, porém o seu reforço tem dimensões nanométricas (10 -9m); • A interação entre matriz e reforço depende da dispersão da fase nanométrica; • As propriedades físicas e químicas são diferentes de qualquer uma das fases individualmente. 151 (a) distância interpartículas surface-surface e (b) área superficial total com 1 mm3 assumindo partículas micrométricas e nanométricas com diâmetros de 1μm and 55 nm, respectivamente, e (c) um esquema descrevendo a discrepância causada pelo tamanho. 3.5. Nanocompósitos: compósitos vs nanocompósitos 3. Materiais Avançados 152 3.5. Nanocompósitos: interação matriz/reforço 3. Materiais Avançados 153 3.5. Nanocompósitos: reforços fibrosos (fonte: Scopus) 3. Materiais Avançados 154 Para nanocompósitos em matriz metálica, as matrizes que recebem maiores atenções são: Cu, Al e Ni, sendo os dois primeiros em função da elevada condutividade elétrica/térmica e baixo peso específico, respectivamente. Já o Ni devido sua elevada resistência a corrosão. Fonte: Scopus 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: 3. Materiais Avançados 155 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Classificação 3. Materiais Avançados 156 Classificação de diferentes processos para a fabricação de nanocompósitos de Matriz Metálica reforçados por CNT (MM-CNT): 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: 157 • É uma técnica de fácil dispersão de pós, onde o nível de mistura é governado pelo tamanho de particulados; • O nível de dispersão entre as partículas vai depender da técnica empregada na preparação e mistura dos pós. Mixing: (a) Moinho de Bolas (b) Ultrasonicação 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Metalurgia do pó 158 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitosem matriz metálica: Processamento por deformação 159 Os processos de fundição apresentam os seguintes desafios: 1. Como os nanotubos se dispersam no metal fundido? 2. Os nanotubos conseguem manter sua cristalinidade em elevadas temperaturas? 3. Como se comporta a estabilidade química dos CNTs devido a alta reatividade de metais fundidos? 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Processamento por fundição 160 O desafio é obter a dispersão dos CNT que tem baixa densidade em relação ao metal fundido. Portanto, a molhabilidade dos CNT é um fator importante e o ângulo de contato entre a fase líquida (L) e a superfície (S) do CNT determinará a mistura do CNT no metal fundido. 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Processamento por fundição 161 Esquema mostra o setup para a deposição eletroquímica de co-depósitos para a formação de um filme de metal-CNT. 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Eletrodeposição 162 Eletrodeposição: densidade de corrente é um fator importante dessa técnica. Um aumento na densidade de corrente ajuda na deposição de CNTs devido ao aumento das forças eletrostáticas entre CNT e o substrato. Entretanto, ao mesmo tempo, a elevada condutividade elétrica de CNTs causa seu envelopamento e crescimento de grandes estruturas globulares de metal. Banho eletroquímico: por ser um processo termo-químico, a temperatura e pH do banho são fatores importantes que determinam a composição e morfologia do revestimento. Esses dois parâmetros variam de acordo com a composição e morfologia esperadas ao filme. Entretanto, o tipo de agente redutor presente no solvente e o tipo de sal metálico do banho determinarão o tipo de revestimento nas paredes dos CNTs. 3. Materiais Avançados 3.5.1. Nanocompósitos em matriz metálica: Eletrodeposição vs Banho eletroquímico 163 • CNTs podem ser usados como reforço para melhorar as propriedades mecânicas e adicionar novas funcionalidades; • Materiais cerâmicos podem ser usados como escudo protetor da estrutura dos CNTs em ambientes agressivos, como por exemplo, ambientes corrosivos. 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: 164 Estruturas da matriz cerâmica microcristalina contendo nanoinclusões: a) Nanocompósito de matriz microcristalina com grãos em microescala em uma fase e partículas semi-esféricas em nanoescala localiadas na segunda fase na fronteira de grão; b) Nanocompósito de matriz microcristalina contendo semi-esferas nanocristalinas de segunda fase, incorporadas dentro dos grãos. 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Classificação 165 Estruturas da matriz cerâmica microcristalina contendo nanoinclusões ou matriz cerâmica nanocristalina: c) Nanocompósito de matriz microcristalina contendo fibras de segunda fase localizadas na fronteira de grão e/ou no interior dos grãos; d) Fase única de cerâmica nanocristalina consistindo de grãos aproximadamente equiaxiais com distribuição de tamanho de grão em nanoescala. 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Classificação 166 Estruturas da matriz cerâmica nanocristalina contendo nanogrãos ou segunda fase em nanoescala: e) Nanocompósito cerâmico de matriz Nanocristalina de diferentes fases e grãos equiaxiais; f) Nanocompósito cerâmico de matriz Nanocristalina contendo fibras de segunda fase. 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Classificação 167 a) O reforço por Fibra é realizado pelos efeitos crack-bridging (A–C) e crack- deflection (D) da segunda fase incorporada na matriz cerâmica; b) Reforço por fase dúctil. Inclusões dúcteis promovem o enfraquecimento da ponta da fratura (A), deformação plástica das partículas dúcteis na zona do crescimento da fratura (B), e efeito de ponte em partículas dúcteis gerada pela deformação plástica (C), desligamento da nanoinclusão da matriz cerâmica (D) ou quebra e pull out (E). 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Mecanismo de tenacidade 168 c) Endurecimento por transformação ocorre por meio da transformação de partículas de zirconia da fase tetragonal para monoclínica na vizinhança da fratura; d) Endurecimento por Microfissura por meio da formação de numerosos microcracks em nanopartículas de segunda fase na vizinhança do crescimento da fratura. 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Mecanismo de tenacidade 169 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Mecanismo de tenacidade 170 Influência do volume de CNT e tratamento ácido nas propriedades mecânicas (resistência à flexão e tenacidade à fratura) do nanocompósito: 3. Materiais Avançados 3.5.2. Nanocompósitos em matriz cerâmica: Volume de reforço vs propriedades 171 Considerando uma aproximação in situ, a combinação de um grande número de funcionalizações poliméricas possíveis e diferentes tipos de nanopartículas que podem ser preparadas, nos fornece uma imensa gama de nanocompósitos poliméricos que podem ser preparados. Os parâmetros que controlam sua natureza são: i. Tipos de funcionalizações polimérica; ii. Tipos de precursores de nanopartículas; iii. Tipos de reações que formam as nanopartículas; iv. A composição da nanopartícula de óxido metálico. Nesse caso, a matriz polimérica serve como nanoreator para prover de meio para a síntese e evitar a aglomeração de nanocompósito. 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: 172 (a) Íons metálicos são precarregados dentro da matriz polimérica para servir primeiro como precursor de nanopartículas; (b) Monômeros poliméricos hospedeiros e nanopartículas alvo como material de partida; (c) Nanopartículas e polímeros são preparados simultaneamente por meio da mistura de seus precursores. 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: Processo 173 Processo de preparação de PLA-MWCNT por Electrospinning em três etapas: 1 - Preparação da solução de MWCNT por ultrasonicação (0,1 mg/mL em DMF com 1% Pluronic F127 (BASF, Florham Park, NJ) em banho frio por 4 h a 25 Hz; 2 - Incorporação de MWCNT 20 wt% em PLA soubilizado a (3:1) de clorofórmio e dimethyl formamide, respectivamente. 3 - Electrospun do nanocompósito contendo de 0–1 wt% MWNT. 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: Processo 174 Nanocompósitos poliméricos são fabricados com nanofillers como reforço dentro de matriz polimérica podem ser naturais, sintéticas ou ambas. Abaixo temos três diferentes tipos de nanofillers que são extensivamente usados em matriz polimérica: 1. Carbon nanotubes; 2. Graphene; 3. Nanoclay; 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: Tipos de reforço 175 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: Propriedades 176 3. Materiais Avançados 3.5.3. Nanocompósitos em matriz polimérica: Aplicações 177 Artigo 09 178 Artigo 09 179 Artigo 09