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1 INTRODUÇÃO O fósforo é um elemento de origem mineral amplamente distribuído nos alimentos, sejam eles de origem animal ou vegetal, sendo encontrado em maior quantidade nos alimentos de origem animal. A absorção do fósforo pelo organismo humano atinge aproximadamente 70% do total presente nos alimentos. No entanto, dietas com alto consumo de carnes podem apresentar riscos relacionados ao excesso de fósforo. Devido ao seu importante papel nos processos biológicos, o fósforo é um dos elementos mais disseminados na natureza. Ele não ocorre em estado livre, sendo comumente encontrado na forma de fosfatos, os quais compõem cerca de 0,10% da crosta terrestre. Estima-se que o fósforo seja o 11º elemento mais abundante em rochas vulcânicas e sedimentares, estando presente desde as erupções vulcânicas ocorridas no período de formação da Terra. A erosão de depósitos vulcânicos de fosfatos, seguida da absorção pelas plantas pré-históricas, introduziu o fósforo nos sistemas biológicos. A importância deste mineral na nutrição animal está associada tanto ao excesso quanto à deficiência em sua ingestão. A suplementação de fósforo nas dietas dos animais de interesse zootécnico é fundamental para garantir o bom desempenho produtivo. No entanto, devido ao elevado custo dos suplementos, buscam-se alternativas que aumentem a biodisponibilidade do fósforo proveniente de fontes vegetais, frequentemente utilizadas na formulação de rações para aves e suínos. Nos sistemas de criação a pasto, comuns no Brasil, onde os solos são geralmente pobres em fósforo, os bovinos também requerem suplementação dietética adequada. Embora o fósforo esteja presente nos tecidos ósseos e dentes sob a forma de hidroxiapatita, os principais depósitos naturais consistem em fluorapatita. Estima-se que existam aproximadamente 50 bilhões de toneladas de rochas fosfatadas no mundo, sendo cerca de dois terços localizados no norte da África, e o restante distribuído entre os Estados Unidos e a Rússia. Todavia, projeções indicam possíveis reduções significativas nas reservas globais, o que tem impulsionado pesquisas voltadas à melhoria da biodisponibilidade do fósforo nas fontes vegetais e ao desenvolvimento de tecnologias, como o uso de enzimas, que contribuam para minimizar a liberação excessiva de fósforo no meio ambiente. 2 DESENVOLVIMENTO INTRODUÇÃO DO POTÁSSIO O potássio é um mineral essencial que desempenha um papel crucial em várias funções biológicas do organismo humano. Ele é um eletrólito, o que significa que ajuda a conduzir impulsos elétricos no corpo, sendo fundamental para a função muscular e a transmissão de sinais nervosos. O potássio é encontrado em diversas fontes alimentares, como frutas, vegetais, legumes e grãos integrais, e sua ingestão adequada é vital para a manutenção da saúde. Os níveis de potássio no sangue são regulados pelo rim, que controla a quantidade de potássio que é excretada na urina. A concentração normal de potássio no sangue varia entre 3,5 e 5,0 mEq/L. Níveis muito baixos (hipocalemia) ou muito altos (hipercalemia) podem causar sérios problemas de saúde, incluindo arritmias cardíacas, fraqueza muscular e, em casos extremos, podem levar à morte. A hipocalemia pode ocorrer devido a várias condições, como desidratação, diarreia intensa, uso excessivo de diuréticos e algumas doenças endócrinas. Os sintomas incluem fadiga, fraqueza muscular, cãibras e, em casos mais graves, problemas cardíacos. Por outro lado, a hipercalemia pode ser causada por insuficiência renal, uso de certos medicamentos e ingestão excessiva de potássio, apresentando sintomas como fraqueza, paralisia e alterações no ritmo cardíaco. Além de sua importância na função muscular e nervosa, o potássio também desempenha um papel significativo na regulação da pressão arterial. Estudos mostram que uma dieta rica em potássio pode ajudar a reduzir a pressão arterial em pessoas hipertensas, contribuindo para a saúde cardiovascular. Isso se deve ao fato de que o potássio ajuda a equilibrar os efeitos do sódio, que é conhecido por aumentar a pressão arterial. Definição O potássio é um elemento químico representado pelo símbolo K, derivado do latim kalium, com número atômico 19 e massa atômica 39 u. Trata-se de um metal alcalino, de coloração branca prateada, abundante em águas salgadas e diversos minerais. Foi descoberto em 1807 por Humphry Davy, por meio da eletrólise do hidróxido de potássio. É essencial para o crescimento vegetal e desempenha funções fundamentais no organismo humano, como a regulação das atividades celulares, musculares e nervosas, além de atuar no equilíbrio do pH sanguíneo, prevenção de cálculos renais, osteoporose e controle da pressão arterial. 4.2 Fontes Alimentares O potássio é encontrado em diversos alimentos de origem vegetal e animal. Frutas como banana, abacate, melão, damasco e kiwi, vegetais como espinafre, batata-doce, tomate e brócolis, além de leguminosas como feijão e lentilha, são ricos neste mineral. Nozes, sementes, leite de cabra e água de coco também são fontes importantes. Dietas equilibradas, com alimentos naturais e frescos, garantem uma ingestão adequada de potássio. 4.3 Medicamentos com Potássio Medicamentos que contêm potássio são utilizados no tratamento e prevenção da hipocalemia (deficiência de potássio). Entre os mais utilizados estão: · Slow-K: comprimidos de liberação prolongada com cloreto de potássio. · Cloreto de potássio: disponível em soluções orais e injetáveis. · Repotas: xarope utilizado na reposição de potássio. A utilização desses medicamentos requer acompanhamento médico, devido aos riscos de desequilíbrio eletrolítico. 4.4 Excesso e Carência A hipercalemia (excesso de potássio) pode causar fadiga, fraqueza muscular, arritmias cardíacas, náuseas e até parada cardíaca. Já a hipocalemia (carência de potássio) pode gerar sintomas como cãibras, formigamentos, constipação, arritmias e fadiga. As causas incluem perdas gastrointestinais, uso de diuréticos e desequilíbrios hormonais. 4.5 Funções e Benefícios O potássio é fundamental para o bom funcionamento do organismo e contribui com diversos benefícios à saúde: · Controle da pressão arterial: promove o relaxamento das artérias e reduz os níveis de sódio. · Prevenção da osteoporose: neutraliza ácidos que favorecem a perda de cálcio. · Auxílio na perda de peso: elimina líquidos retidos e regula a insulina. · Redução do risco de derrame: melhora a circulação sanguínea e a função cardíaca. · Prevenção do diabetes: melhora a sensibilidade à insulina. · Prevenção de cálculos renais: regula o pH urinário e reduz a eliminação de cálcio. · Recuperação muscular: atua na contração e desempenho muscular, prevenindo cãibras. INTRODUÇÃO DE FÓSFORO Um dos elementos mais importantes para regular o nosso corpo, o fósforo é o segundo mineral em maior quantidade em nosso organismo. A absorção do fósforo pelo organismo chega a aproximadamente 70% do que existe nos alimentos. Nos casos de alimentação à base de carnes, existe um risco associado ao fósforo caso seja consumido em excesso. Devido ao seu importante papel nos processos biológicos, o fósforo é um dos elementos mais dispersos na natureza. Não ocorre livre, sendo comum encontrá-lo na forma de fosfatos que constituem cerca de 0,10 % da crosta terrestre. Estima-se que seja o 11º elemento mais abundante nas rochas vulcânicas e sedimentares. O fósforo encontra-se em quase todas as rochas vulcânicas, tendo estado presente nas erupções vulcânicas durante o período de formação da Terra. A erosão dos depósitos de fosfatos vulcânicos pela água, e posterior assimilação por plantas pré-históricas, introduziu o fósforo nos mecanismos biológicos. A importância desse mineral na nutrição animal está relacionada tanto com o excesso quanto com a deficiência. A suplementação desse mineral nas dietas dos animais de interesse zootécnico é fundamental para garantir o ótimo desempenho dos animais. Contudo, devido ao seu alto custo, tem se procurado alternativas para aumentar a biodisponibilidade deste mineral nas fontesde origem vegetal, comumente utilizada nas rações dos animais, principalmente aves e suínos. Devido ao fato dos solos brasileiros serem pobres em fósforo, os bovinos criados a pasto também são altamente exigentes quanto à suplementação dietética deste mineral. Apesar de o fósforo estar presente nos tecidos ósseos e nos dentes como hidroxiapatite, os grandes depósitos de fosfatos na natureza são compostos principalmente por fluorapatite. Os depósitos de rochas ricas em fosfatos em todo o mundo estimam-se em 50 mil milhões de toneladas. Destas, cerca de 2/3 encontram-se no Norte de África e o restante 1/3 distribuído pelos territórios dos EUA e da Rússia. Contudo, há estimativas de drásticas reduções nas reservas desse mineral por todo o mundo, o que tem demandado pesquisas para melhorar a sua biodisponibilidade nas principais fontes de origem vegetal, comumente utilizada nas rações animais. Além disso, as novas tecnologias, como o uso de enzimas, também visam reduzir o excesso de fósforo lançado no meio ambiente. Definição O fósforo é um elemento químico essencial, descoberto por Henning Brand em 1669, na Alemanha. Representado pelo símbolo P, possui número atômico 15, massa atômica 30,97 e está localizado no grupo 15 (ou 5A) da Tabela Periódica. Seu nome deriva do latim phosphorus, que significa “portador de luz”. Na natureza, não é encontrado em estado livre, estando presente principalmente no mineral apatita. Em sua forma pura, é uma substância cerosa, que brilha no escuro e oxida-se espontaneamente ao contato com o ar. Apresenta dez formas alotrópicas, sendo as principais o fósforo branco, vermelho e negro. 3.2 Fontes Alimentares O fósforo está presente em diversos alimentos, especialmente os de origem animal. Fontes ricas incluem carnes vermelhas, aves, peixes (como sardinha e camarão), leite, queijos, iogurtes, ovos e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico). Nozes, sementes e alguns alimentos industrializados (como embutidos) também são fontes relevantes. Embora menos abundantes, frutas e vegetais também contêm fósforo. A ingestão deve ser monitorada, especialmente em pessoas com doenças renais crônicas. 3.3 Medicamentos com Fósforo Medicamentos que contêm fósforo incluem suplementos alimentares (como Centrum, Supradyn e Gerovital), além de compostos usados no tratamento da hiperfosfatemia, como o Cloridrato de Sevelamer. Outras substâncias com fósforo, como Tiotepa e Auranofina, são utilizadas no tratamento de câncer e artrite reumatoide, respectivamente. A orientação médica é essencial antes do uso, devido aos riscos associados ao excesso ou à deficiência. 3.4 Excesso e Carência O excesso de fósforo (hiperfosfatemia) pode provocar coceira, fragilidade óssea e calcificação dos vasos sanguíneos. Já a carência (hipofosfatemia) pode causar dores ósseas, fadiga, raquitismo, osteomalácia e até infertilidade. Em plantas, a deficiência de fósforo afeta o crescimento e pode levar à morte precoce. 3.5 Aplicações do Fósforo Além de sua importância biológica, o fósforo possui diversas aplicações práticas. Está presente em fósforos de segurança (na lateral da caixa), fertilizantes, produtos de limpeza, refrigerantes à base de cola, ligas metálicas e fogos de artifício. Biologicamente, participa da composição de DNA, RNA, membranas celulares, ossos e dentes, sendo essencial para a contração muscular e o metabolismo celular. 3.6 Ciclo do Fósforo O ciclo do fósforo é um dos mais simples entre os nutrientes, pois não envolve a atmosfera. O fósforo é encontrado em forma sólida nas rochas e é liberado por processos de erosão. Ele é absorvido por plantas e, posteriormente, passa para os animais e demais organismos, desempenhando papel essencial na sobrevivência e crescimento dos seres vivos. 3 CONCLUSÃO O fósforo é um elemento essencial à vida, presente em todas as células dos seres vivos. Ele participa de processos vitais, como a produção de energia por meio do ATP, a composição estrutural dos ácidos nucleicos (DNA e RNA) e a formação de ossos e dentes. A presença equilibrada deste mineral no organismo é fundamental para o adequado funcionamento do metabolismo e para o desenvolvimento saudável dos seres vivos. Compreender a importância do fósforo na manutenção da vida permite valorizar sua função biológica e reforçar a necessidade de preservar seu ciclo natural de forma equilibrada, tanto no corpo humano quanto no meio ambiente. Essa consciência é essencial para o uso sustentável desse recurso, especialmente frente aos desafios relacionados à sua disponibilidade e ao impacto ambiental do seu excesso. 4 REFERÊNCIAS ANDRIGUETTO, J.M.; PERLY, L.; MINARDI, I.; GEMAEL, A.; FLEMMING, J, S. ; SOUZA, G.A. BONA, A. F.; Os minerais na nutrição animal, Nutrição animal, Nobel, v. 1, p. 89-205, 2002. DIAS, R.S. Estudo do metabolismo do fósforo utilizando modelos matemáticos. 2006. 104f. Tese (Doutorado em Ciências), Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo, Piracicaba. TUA SAÚDE. Busca: Tudo sobre potássio. Disponível em: https://www.tuasaude.com/busca/?s=Tudo+sobre+pot%C3%A1ssio. Acesso em: 23 maio 2025. TUA SAÚDE. Para que serve o potássio. Disponível em: https://www.tuasaude.com/para-que-serve-o-potassio/. Acesso em: 23 maio 2025. TODA MATÉRIA. Fósforo. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/fosforo/. Acesso em: 23 maio 2025. image1.png image2.png 1 INTRODUÇÃO O fósforo é um elemento de origem mineral amplamente distribuído nos alimentos, sejam eles de origem animal ou vegetal, sendo encontrado em maior quantidade nos alimentos de origem animal. A absorção do fósforo pelo organismo humano atinge aproximadamente 70% do total presente nos alimentos. No entanto, dietas com alto consumo de carnes podem apresentar riscos relacionados ao excesso de fósforo. Devido ao seu importante papel nos processos biológicos, o fósforo é um dos elementos mais disseminados na natureza. Ele não ocorre em estado livre, sendo comumente encontrado na forma de fosfatos, os quais compõem cerca de 0,10% da crosta terrestre. Estima-se que o fósforo seja o 11º elemento mais abundante em rochas vulcânicas e sedimentares, estando presente desde as erupções vulcânicas ocorridas no período de formação da Terra. A erosão de depósitos vulcânicos de fosfatos, seguida da absorção pelas plantas pré-históricas, introduziu o fósforo nos sistemas biológicos. A importância deste mineral na nutrição animal está associada tanto ao excesso quanto à deficiência em sua ingestão. A suplementação de fósforo nas dietas dos animais de interesse zootécnico é fundamental para garantir o bom desempenho produtivo. No entanto, devido ao elevado custo dos suplementos, buscam-se alternativas que aumentem a biodisponibilidade do fósforo proveniente de fontes vegetais, frequentemente utilizadas na formulação de rações para aves e suínos. Nos sistemas de criação a pasto, comuns no Brasil, onde os solos são geralmente pobres em fósforo, os bovinos também requerem suplementação dietética adequada. Embora o fósforo esteja presente nos tecidos ósseos e dentes sob a forma de hidroxiapatita, os principais depósitos naturais consistem em fluorapatita. Estima-se que existam aproximadamente 50 bilhões de toneladas de rochas fosfatadas no mundo, sendo cerca de dois terços localizados no norte da África, e o restante distribuído entre os Estados Unidos e a Rússia. Todavia, projeções indicam possíveis reduções significativas nas reservas globais, o que tem impulsionado pesquisas voltadas à melhoria da biodisponibilidade do fósforo nas fontes vegetais e ao desenvolvimento de tecnologias, como o uso de enzimas, que contribuam para minimizar a liberação excessiva de fósforo no meio ambiente.