Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

2 
PASSOS PARA MONOGRAFIA - DIDÁTICA DA 
MONOGRAFIA 
 
 
1º Passo: Para elaborar uma monografia é preciso ter um Tema 
interessante para estudar, um problema a ser compreendido. 
 O Tema /problema é retirado da realidade natural ou social. É sempre 
fato do nosso ambiente familiar, profissional, escolar ou da nossa relação com a 
natureza. É na verdade, uma preocupação que temos e para resolvê-la 
precisamos buscar respostas mais fundamentadas, além daquelas que o senso 
comum oferece de imediato. 
 Para encontrar respostas mais convincentes é preciso realizar um 
estudo mais profundo do tema / problema, ou seja, temos que realizar uma 
pesquisa. 
 
2º Passo: Proposto o Tema, o estudante deve fazer o levantamento da 
bibliografia básica e complementar e, a seguir, deverá ler os livros, ou os capítulos 
dos livros, ou artigos que mais despertaram sua curiosidade, a partir dos títulos. 
Com essa leitura, irá incorporando as idéias dos autores e criando oportunidades 
para que a mente vá construindo suas próprias idéias. 
 A bibliografia poderá ser indicada pelo professor, mas ao avançar na 
leitura, o estudante vai criando autonomia de busca de novas fontes de 
conhecimento e assim construirá, por si mesmo, um processo de formação com 
autonomia de aprendizagem. 
 
3º Passo: À medida que a leitura dos textos para que as idéias dos autores 
sejam aprendidas e sirvam de ponto de partida para suas próprias idéias. 
Recomenda-se que sejam guardadas todas as anotações, pois sempre haverá o 
momento certo de serem utilizadas. 
 
 
 
 
 
3 
4º Passo: Feita a leitura e anotações, o estudante elabora a monografia 
Com o Projeto de Monografia pronto e apoiado na bibliografia preliminar 
com as devidas anotações, o estudante começará a redigir a monografia, atento 
às suas partes básicas e ao significado de cada uma, que são: 
 
 Sumário 
 Introdução 
 Desenvolvimento 
 Considerações Finais 
 Bibliografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA MONOGRAFIA 
 
 
Trataremos aqui os aspectos técnicos da monografia. Os elementos 
propostos precisam ser utilizados em todos seus detalhes para que a monografia 
atenda ao rigor que se exige de todo trabalho acadêmico e científico. Daí a 
necessidade de estruturá-lo em conformidade com as normas e configurações 
propostas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). 
 
- PROJETO GRÁFICO 
 
O formato do papel utilizado em trabalhos acadêmicos deve ser A4 (21 cm 
x 29,7 cm), branco, e o texto (em cor preta) deve ser impresso em conformidade 
com o seguinte padrão: 
 
 
 
 
 
 
5 
- TIPOS DE FONTE 
 
Recomenda-se, para a digitação do corpo do texto, a utilização de fonte no 
tamanho 12, estilo Arial ou Times New Roman. Em citações longas deve-se utilizar 
o mesmo estilo de fonte, com tamanho menor para diferenciação no texto. 
As letras maiúsculas (caixa alta) devem ser empregadas nos sobrenomes 
dos autores, nos nomes de entidades coletivas e nos títulos de periódicos. 
O uso de itálico no texto deve ser evitado, devendo ser utilizado apenas em 
termos científicos e palavras estrangeiras. Use as aspas nas citações de até três 
linhas e o negrito (ou as aspas) em palavras que deseja destacar. 
 
- ESPAÇAMENTO 
 
Texto deve ser digitado com espaçamento entre linhas de 1,5 pts. As 
citações longas, as referências e o resumo devem ter espaçamento simples. 
 Citações com até três linhas, deve-se usar as aspas ao serem 
incorporados ao texto. Nas que possuírem mais de três linhas, utiliza-se o espaço 
simples e margem à esquerda de 4 cm. 
Seções o fim de cada seção deve ser separado do início de outra por dois 
espaços de 1,5 pts. No início de cada seção (após os títulos e subtítulos) usa-se 
um espaço de 1,5 pts. 
 
- SEÇÕES (NUMERAÇÃO DOS CAPÍTULOS, TÍTULOS E SUBTÍTULOS) 
 
Para que um texto fique bem organizado, ele deve ser dividido em seções, 
de acordo com o conteúdo que aborda. A numeração progressiva tem por objetivo 
descrever as partes de um documento, de modo a tornar mais clara a exposição 
das divisões do texto, a sequência, a relevância e o entrelaçamento da matéria, 
permitindo a localização imediata de cada parte. 
 
 
 
6 
Seções primárias: são as principais divisões do texto, denominadas de 
capítulos. Deverão ser sempre ordenadas por algarismos romanos na 
numeração I, II, III, e assim por diante. 
 
Seções secundárias, terciárias, quaternárias, quinarias: são as divisões 
de texto de uma seção primária. 
Exemplos: 
Seção primária: 1 
Seção secundária: 1.1 
Seção terciária: 1.1.1 
 
CAPÍTULO I 
 
1 INDISCIPLINA NA ESCOLA 
 
1.1 COMO TRABALHAR A INDISCIPLINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
1.1.1 JOGOS COOPERATIVOS 
 
Tal como o exemplo evidencia, o ponto ou qualquer caractere não é 
usado após o último algarismo da seção. É recomendável não subdividir 
demasiadamente as seções, a fim de que a clareza e a concisão do texto não 
sejam comprometidas. Na leitura oral, os pontos não devem ser pronunciados. 
 
- INÍCIO DOS PARÁGRAFOS 
 
Os parágrafos devem ter início com um avanço de 1,0 ou 1,25 centímetros 
na régua superior, com relação à margem esquerda. 
 
 
 
 
 
 
7 
- TÍTULOS E SUBTÍTULOS 
 
O título de um capítulo deve ser escrito em caixa alta, negrito, centralizado 
e em tamanho 14. 
 Os subtítulos devem ser escritos a partir da esquerda, em tamanho 12, 
caixa alta e negrito. 
 
- PAGINAÇÃO E QUANTIDADE MÍNIMA DE PÁGINAS 
 
A numeração das páginas se dá a partir da introdução, mas a contagem 
começa na página de rosto. O número deve ser colocado no alto da página, no 
canto direito, mantendo uma distância de 2,0 cm da borda da folha e da primeira 
linha do texto. 
A monografia deve ter no mínimo 35 páginas. 
Observe no exemplo como deve ser a paginação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA DA MONOGRAFIA 
 
Um trabalho científico é dividido basicamente em três partes: 
 
 Elementos pré-textuais: capa, folha de rosto, folha de aprovação, 
dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo, listas e sumário. 
 Elementos textuais: Introdução, desenvolvimento (capítulos) e 
considerações finais. 
 Elementos pós-textuais: referências bibliográficas, apêndice, anexo 
 
EPÍGRAFE 
FICHA 
 
CATALOGRÁ
FICA 
FICHA 
DE 
APROVAÇÃO 
 
DEDICATÓRIA 
 
AGRADECI-
MENTO 
 
RESUMO 
 
SUMÁRIO
9 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
8 
- ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
 
CAPA 
 
A capa é utilizada como proteção externa do trabalho, normalmente 
padronizada pela instituição de ensino, e deve conter as seguintes informações: 
instituição, autor, título, subtítulo (se houver), cidade e ano. A CAPA NÃO CONTA 
COMO PÁGINA DE SUA MONOGRAFIA. 
 
 
 
 
 
 
Arial (14), 
em maiúscula, 
centralizado e 
em negrito 
 
 
9 
FOLHA DE ROSTO 
 
A folha de rosto contém elementos que são essenciais à identificação do 
trabalho, devendo estar de acordo com a capa. Nessa folha deve constar também 
a natureza do trabalho (neste caso monografia), o seu objetivo e o nome do (da) 
orientador(a). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DA FICHA DE CATALOGAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* No campo CIDADE deve constar: 
ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PIRAJU 
 
 
 
 
16 pt 
 
TÍTULO 
Título em maiúscula, negrito, 
centralizado e maior (16 pt) 
Monografia apresentada à 
FACESPI Faculdade 
Corporativa CESPI, como 
requisito parcial para a 
obtenção do título de 
Especialista em .............. 
 recuo 7 cm à direita 
 
 
10 
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
 
Deve ser impressa em nova página uma ficha catalográfica do documento 
correspondente. Esta deve ser confeccionada conforme modelo abaixo. 
Fonte tamanho 12 pts. Seguir o modelo abaixo substituindo por seus dados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRENOME, Nome do aluno 
 
Título completo da monografia / nome completo do aluno 
cidade,ano, número de páginas. 
 
Monografia FACESPI Faculdade Corporativa CESPI. Pós-
graduação. Nome do curso. 
Orientador: 
 
1. (palavra chave) 2. (palavra chave) 3. (palavra chave) 
 
 
11 
FOLHA DE AVALIAÇÃO E/OU APROVAÇÃO 
 
O uso da folha de aprovação é obrigatório, devendo conter: o título da 
monografia, o nome do autor do trabalho e campos para preenchimento pela 
banca examinadora. 
Fonte tamanho 12 pts em caixa alta e em negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
DEDICATÓRIA (OPCIONAL) 
 
Elemento opcional. Geralmente é destinada a homenagear pessoas 
importantes na vida do autor e que não estão necessariamente ligadas ao trabalho 
apresentado. A dedicatória não deve conter título algum. 
Fonte tamanho 12 pts, negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
AGRADECIMENTOS (OPCIONAL) 
 
Elemento opcional colocado após a dedicatória. Refere-se a um texto de 
manifesto de gratidão às pessoas e instituições que contribuíram para a confecção 
do trabalho. 
O t
centralizado, caixa-alta e em negrito. 
No texto, use fonte tamanho 12 pts, texto normal, sem negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
14 
 
EPÍGRAFE (OPCIONAL) 
 
Trata-se de uma citação literal de um texto, com a devida indicação da 
autoria, que aborde tema relacionado ao assunto do trabalho. Deverá ficar 
localizada ao pé da página, à sua direita e sem título. 
Fonte tamanho 12 pts, negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
RESUMO NA LÍNGUA VERNÁCULA 
 
Elemento obrigatório para a Monografia. Consiste na apresentação concisa 
dos pontos relevantes do texto. O resumo deve ser uma visão rápida e clara do 
conteúdo e das conclusões do trabalho. ncia de 
frases concisas e objetivas e não uma sim
14.724, 2002, p.4). Observar os seguintes fatores: 
 O resumo não deve ultrapassar 500 palavras ou 1 página; 
 Deve ser feito em um único parágrafo e com espaço entrelinhas simples. 
Usar fonte tamanho 12 pts, texto normal, sem negrito. 
deve constar nesta seção em fonte 14, centralizado, caixa-alta e em negrito; 
 Não usar recuo do parágrafo no início do texto; 
 Não colocar palavras-chave; 
 Não elaborar o ABSTRACT.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Este artigo propõe analisar as relações 
entre experiência social e produção 
literária em Clarice Lispector, campo 
prolífico para a identificação de um 
leque de constrições e trunfos 
(familiares e sociais) que atuaram de 
modo percuciente para sua viabilização 
artística. Esta análise, ao mesmo 
tempo em que se vale das construções 
biográficas sobre a escritora, da 
consideração dos óbices... 
 
 
16 
LISTA DE FIGURAS (OPCIONAL) 
 
Localiza-se após o resumo e antes do sumário, em página própria. 
Relaciona figuras, tabelas, quadros, gráficos, na ordem em que aparecem no 
texto, indicando o número, o título, a página em que se encontram. 
No texto, use fonte tamanho 12 pts, texto normal, sem negrito. 
centralizado, caixa-alta e em negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
17 
 
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS, SÍMBOLOS (OPCIONAL) 
 
Devem ser ordenados por ordem alfabética. Primeiro, cita-se o termo ou 
símbolo (em negrito) e, depois, o seu significado. Tais elementos podem ser 
separados pelo sinal de igual ( = ) ou pelo de dois pontos ( : ). 
Usa-se uma nova página para cada lista. 
No texto usa-se fonte tamanho 12 pts, texto normal, sem negrito. 
centralizado, caixa-alta e em negrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS 
 
 
ABL Academia Brasileira de Letras 
ABNT Associação Brasileira de 
Normas 
INEP Instituto Nacional de Estudos 
Pedagógicos 
LDB Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação 
RCNEI Referencial Curricular Nacional 
para Educação Infantil 
 
 
18 
SUMÁRIO 
 
O Sumário é uma relação das partes da monografia apresentadas na 
ordem em que se sucedem no texto e com indicação da página inicial. Sua 
composição é sempre provisória, pois, ao longo da elaboração do trabalho, os 
capítulos poderão desdobrar-se em títulos e subtítulos ou em outros capítulos. Ou 
então, o estudante-autor achará conveniente acrescentar apêndices e até anexos. 
 Obs: não se deve confundir Sumário com Índice e com Lista. 
 Índice é uma enumeração detalhada dos assuntos, nomes de 
pessoas, nomes geográficos, acontecimentos, etc, com a indicação de sua 
localização no texto. 
 O índice aparece no final da obra. 
 
 
 
 
19 
- ELEMENTOS TEXTUAIS 
INTRODUÇÃO 
 
A Introdução contém o que se pretende com a monografia. Por isso deve 
começar com uma frase de apresentação do trabalho e a seguir contará com 
elementos retirados do Projeto da monografia, como: 
 
 A justificativa do estudo do Tema. 
 Os objetivos que pretende alcançar com a compreensão da 
problemática que o Tema contém e com a elaboração da Monografia. 
 A metodologia utilizada para construção da monografia. 
Inicialmente, indica-se o tipo de pesquisa utilizado, as fontes investigadas, 
as dificuldades encontradas, enfim descreve-se os procedimentos 
metodológicos desenvolvidos. 
 
 Com o avanço dos estudos e na pós-graduação o estudante acrescentará 
à Metodologia a corrente teórica na qual o estudo está fundamentado ou o 
paradigma de conhecimento que serve de suporte teórico para suas análises. 
Ao final da exposição da metodologia deve-se colocar uma indicação do 
que contém cada capítulo. Por exemplo: No capítulo I farei a descrição do Tema 
percebido no cotidiano. No capítulo II tecerei considerações sobre a conceituação 
do Tema segundo a opinião de diversos autores... e assim por diante. 
Após elaborado os capítulos retorna-se à Introdução para verificar se o que 
foi proposto está contemplado no desenvolvimento do tema, em cada capítulo. Por 
esse motivo dizemos que a Introdução é provisória, pois estará em constante 
reelaboração até estar coerente com os capítulos e dizer claramente o que a 
monografia pretende esclarecer. 
É na introdução que o autor chama a atenção do leitor para o seu trabalho, 
despertando-lhe o interesse para leitura do mesmo. Por isso precisa ser um texto 
claro e objetivo. 
 
 
 
 
 
20 
DESENVOLVIMENTO (CAPÍTULOS) 
 
O Desenvolvimento do tema é realizado em capítulos e nestes pode-se 
considerar itens e sub-itens, a critério do autor, conforme queria dar uma 
explicação mais minuciosa, ou se o capítulo exigir uma subdivisão. 
 Proposta de capítulos para desenvolvimento do tema. 
I. O Tema percebido no cotidiano. 
II. Conceituação do Tema na perspectiva da área de estudo. 
III. O estado atual da Teoria sobre o Tema: estudo já realizados. 
IV. Considerações da Pesquisa realizada para compreensão do 
problema análise e discussão. 
V. Síntese crítica do Tema. 
 
Elaborando o Capítulo I: o tema está no cotidiano 
 
Ao buscarmos no cotidiano, na nossa experiência de vida, as primeiras 
idéias para elaborar um tema, estamos exercitando a prática de relacionarmos o 
que aprendemos na escola com a realidade vivenciada, com a nossa prática 
social. 
O Capítulo I é escrito a partir da Observação da realidade natural, e social e 
demonstra a maneira como vemos a realidade proposta pelo tema. Esta é vista 
com nosso conhecimento de senso comum que é formado pela quantidade de 
informações que possuímos adquiridas da leitura de jornais, revistas, das que são 
veiculadas pelo radio e TV e pela experiência de vida.
Neste capítulo fazemos uma descrição do que percebemos da realidade. 
Descrever é dizer a respeito das coisas tais como são. A descrição do fato 
percebido é feita utilizando nosso código restrito, mas devemos fazê-lo de formaque se tenha uma imagem clara do fato a partir do texto escrito. O código restrito, 
segundo FOUREZ (1995. p. 18), é a linguagem do dia-a-dia, útil na prática e que 
não leva adiante todas as distinções que se poderia fazer para aprofundar meu 
pensamento... fala do como das coisas, do mundo e das pessoas... 
 
 
21 
Pelo código restrito não se faz reflexão para compreender o mundo, a 
realidade que nos cerca, por isso descrevemos o fenômeno como o vemos, sem 
preocupação com a ordem histórica (BACHELARD, 1996, p. 10), pois é assumido 
o estado concreto, que o espírito se entretêm com as primeiras imagens do 
fenômeno...(BACHELARD, 1996, p. 11). 
O Capítulo I é uma preparação para os Capítulos II, III, IV, pois nestes 
vamos nos apropriar do conhecimento científico para sairmos do conhecimento de 
senso comum, da observação vulgar. Ou seja, na construção do conhecimento, o 
ponto de partida é o cotidiano, o senso comum, e o avanço é a busca de 
conhecimento científico para mudarmos nossa maneira de compreender o mundo. 
 
 
Elaborando os Capítulos II e III: o estado da questão.
 
Nestes capítulos, faremos o entendimento do tema. Para isso será preciso 
realizar uma pesquisa bibliográfica para nos apropriarmos do saber elaborado a 
respeito do tema. Nesse processo, será possível criar itens e sub-itens aos 
capítulos para melhor compreender o tema. É importante lembrar que cada 
capítulo não pode ser apenas mais um ajuntamento de dados sobre o tema, mas é 
preciso que todos estejam concatenados numa relação lógica e dialética, 
garantindo a organicidade entre as idéias que explicam o tema.
Os capítulos II e III, têm conteúdos próprios mas, integrados e 
complementares entre si. O fio condutor que une os capítulos II e III é o sentido 
explicativo que cada autor propõe para compreensão do tema, através dos 
conceitos, princípios e teorias que constituem o conhecimento científico. Os 
autores oferecem possibilidades críticas de percebermos a realidade, diferente 
daquela que descrevemos com conhecimentos de senso comum. 
Ao propor as idéias de outros autores, o aluno vai compondo seu quadro 
teórico de referência que ao longo dos anos de graduação e da pós-graduação vai 
lhe dando a oportunidade de definir suas tendências epistemológicas. 
Na verdade, o estudante fará uma pesquisa em diversos autores para 
construir seu conhecimento. 
 
 
22 
Ao citar autores, o estudante deverá desenvolver um diálogo intelectual 
com eles. Isto significa que não se trata de copiar os textos, mas de expor as 
idéias dos autores de forma a clarear a compreensão sobre o tema. 
Também poderão ser citadas frases e parágrafos dos autores indicados. 
Esta é uma estratégia para o desenvolvimento das idéias e, ao mesmo tempo, do 
texto. A utilizar esse recurso, devemos estar atentos para a norma técnica 
estabelecida. 
As ideias dos autores servem para nos possibilitar a superação do senso 
comum que utilizamos para ver as coisas e os fatos. Não se trata, pois, de copiar, 
mas de refletir sobre o que os autores têm a dizer. Com isso, se vai dando a 
direção que se quer imprimir ao trabalho. Na medida em que se habita o texto, 
este vai adquirindo personalidade e mostrando o sentido crítico que o estudante-
autor quer lhe imprimir. 
Citar autores é uma demonstração de que houve leitura e assimilação do 
texto, além do que o uso de palavras e frases dos autores representam rigor 
acadêmico e motivação para o avanço do conhecimento. É também a maneira de 
garantir a fundamentação teórica do trabalho. 
 
 
Elaborando o Capítulo IV Posicionamento crítico em relação ao tema. 
 
O capítulo IV refere-se aos anteriores. Seu conteúdo terá o sentido de uma 
síntese do estudante-autor. Partindo das afirmações expostas nos capítulos 
anteriores será proposta uma nova compreensão da realidade que era vista 
através do senso comum e que começou a mudar com a pesquisa realizada. 
A síntese é a demonstração do surgimento do novo sujeito conhecedor. 
A leitura inicial do mundo é ingênua. Com a busca do conhecimento e com 
a construção do pensamento, adquirimos a possibilidade de ter uma visão crítica 
do mundo. Nesse sentindo, realiza-se um movimento de mudança do senso 
comum para a consciência filosófica. Entendendo-se o filosófico como ato de 
pensar, de refletir, de aprender a aprender, de evoluir da consciência ingênua para 
 
 
23 
a consciência crítica. Ou seja, de como o tema será entendido, após a leitura de 
vários autores e das análises feitas. 
A leitura dos autores e a devida reflexão nos possibilitam enxergar a 
realidade com o uso do código elaborado que procura dizer algo do porquê e do 
sentido (das coisas). Utiliza-se o código elaborado quando se trata de interpretar 
os acontecimentos, o mundo, a vida humana, a sociedade (FOUREZ. 1995, p. 19 
e 20). 
Pretende-se com este capítulo que o estudante pesquisador seja capaz 
de demonstrar a evolução do seu pensamento a respeito do tema estudado. 
Este capítulo não é, portanto, a conclusão do trabalho, mas a demonstração 
do avanço científico e acadêmico do estudante. 
 
Elaborando as Considerações Finais 
 
É a parte final do trabalho, nela se condensa a essência do conteúdo. Aqui, 
o autor deve reafirmar seu posicionamento exposto nos capítulos precedentes. 
É preciso perceber que a conclusão é da Monografia e não do Tema. Por 
isso tem como conteúdo um texto que chame a atenção do leitor para que ele 
perceba que a proposta da Introdução ficou garantida nos capítulos e que as 
idéias não estão fechadas mas apresentam aberturas para continuidade do 
estudo.
 
Elaborando as Referências 
 
Relação das obras que foram utilizadas para elaboração da monografia. 
Deve ser indicada segundo as normas técnicas da ABNT. 
 Por conta da abrangência das normas que devem ser seguidas na 
REFERÊNCIAS
de e-mail ( apostila 3). 
 
 
 
 
 
24 
Mais usados: 
1- Site 
BORBA, Francisco da Silva. A língua e o uso. Disponível em: 
. Acesso em: 19 maio 1998. 
 
2- Lei 
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei nº 9.394, de 20 
de dezembro de 1996. Brasília, 1996. 
 
3- Revistas 
a) Inteira ( suplementos ou edições especiais) 
EXAME. Melhores e maiores: as 500 maiores empresas do Brasil. São 
Paulo: Editora Abril. Jul. 1997. Ano 20. 
 
b) Artigo (parte da revista) 
 
SILVA, José. Repercussões da fadiga psíquica no trabalho e na empresa. 
Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo, v. 8, n. 32, p. 37-45, 
out./dez. 1979. 
 
4- APUD ( Um autor é citado por outro) 
 
No texto: 
 
insegurança na linguagem, gera aversão ao estudo do idioma [...]
apud BAGNO, 2004). 
 
Nas referências: 
 
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização,1981 apud SOARES, 
Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2008. 
 
 
 
 
25 
AS CITAÇÕES 
 
Trata-se de uma menção, no texto, de uma informação colhida em outra 
fonte. Pode ser numa transcrição direta ou uma paráfrase, de fonte escrita ou oral. 
As citações são elementos (fragmentos, frases, parágrafos, etc.) retirados dos 
documentos pesquisados durante a leitura e que se revelam úteis para sustentar o 
ser: exatas, precisas e averiguáveis por todos. Através delas é possível identificar 
 
 
 - CITAÇÕES DIRETAS 
Em citações diretas com mais de três linhas, o texto citado deve ter um 
recuo de 4 cm da margem esquerda, fonte 10, espaço interlinear simples e não 
conter aspas. 
Observe exemplo: 
 
Para viver em sociedade, necessitou o homem de uma entidade com 
força superior, bastante para fazer as regras de conduta, para construir o 
Direito. Dessa necessidade nasceu o Estado, cuja noção se pressupõe 
conhecida de quantos iniciam o estudo do Direito Tributário. (MACHADO, 
2001, p. 31). 
 
 
Importante observar que nas citações diretas deve-se colocar o sobrenome 
do autor (em letra maiúscula), o ano da publicação daobra e o número da página 
onde foi retirado o texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas 
entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior 
da citação. 
Exemplo: 
 
Bobbio (1995, p. 30) com muita propriedade nos lembra, ao comentar esta 
romano ponderando que este era o direito do Império Romano que tinha sido 
 
 
 
 - CITAÇÕES INDIRETAS 
 
Citações indiretas (ou livres) são a reprodução de algumas ideias, sem 
que haja transcrição literal das palavras do autor consultado. Apesar de ser livre, 
deve ser fiel ao sentido do texto original. Não necessita de aspas. 
 
Exemplo: 
De acordo com Machado (2001), o Estado, no exercício de sua soberania, 
exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita, instituindo 
tributos. No entanto, a instituição do tributo é sempre feita mediante lei, devendo 
ser feita conforme os termos estabelecidos na Constituição Federal brasileira, na 
qual se encontram os princípios jurídicos fundamentais da tributação. 
 
 
 
Conforme visto supra, nas citações indiretas, diferentemente das citações 
diretas, não é necessário colocar o número da página onde o texto foi escrito. 
ATENÇÃO: Por conta da abrangência das normas que devem ser seguidas 
na seção citações, será enviado material complementar pelo professor através de 
e-mail. 
 
 
 
27 
REFERÊNCIAS DA APOSTILA 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA & E NORMAS TÉCNICAS. NBR -6023. Referências 
Bibliográficas. Rio de Janeiro, agosto 1989. 
______ NRB 6027 Sumário. Rio de Janeiro, agosto 1989. 
______ NRB 6028 Resumos. Rio de Janeiro, maio 1990. 
_______.NRB 10520 Apresentação de citações em documentos. Rio de 
Janeiro, abril, 1992. 
BARBOSA, Derly . Manual de Pesquisa: metodologia de estudos e elaboração 
de monografia. São Paulo: Expressão & Arte, 2006 
LAKATOS, E. M. Fundamentos de Metodologia Científica, 3ª ed., São Paulo: 
Atlas, 1991. 
SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 20ª ed., São Paulo: 
Cortez Editora, 1996. 
���������������������������������������������������������������������������
���������������������������������������������������������������������������������
�����������������������������������������������������

Mais conteúdos dessa disciplina