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Análise crítica e reflexiva do projeto interdisciplinar, observando os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças, correlacionadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015.
Nesta agenda estão previstas ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.
Os ODS foram construídos em um processo de negociação mundial, que teve início em 2013 e contou com a participação do Brasil em suas discussões e definições a respeito desta agenda. O país tendo se posicionado de forma firme em favor de contemplar a erradicação da pobreza como prioridade entre as iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Foram divididos em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e em 169 metas.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 14 diz: “Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. E tem como um dos seus objetivos, cuidar e melhorar a vida marinha, sendo muito importante para as gerações futuras e, a Fundação Tamar realiza um excelente trabalho em cima desses objetivos, pois colaboram na proteção de tartarugas marinhas evitando extinção das mesmas, colaboram também no desenvolvimento das comunidades costeiras, buscando melhorias para os ecossistemas e a biodiversidade.
A ideia do projeto TAMAR surgiu no final dos anos 70 através de um grupo de estudantes de oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) que viajavam para praias desertas para realizar pesquisas. Naquela época, no Atol das Rocas, os pesquisadores documentaram pescadores matando tartarugas-marinhas, mas o projeto só foi colocado em prática oficialmente em 1980 e hoje é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha.
A principal missão do Projeto Tamar é a pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção. Eles também apoiam o desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social. O Tamar também protege tubarões e outras espécies de vida marinha.
As atividades são organizadas a partir de três linhas de ação: Conservação e pesquisa aplicadas, Educação Ambiental e o Desenvolvimento local sustentável, onde a principal ferramenta é a criatividade.
O Projeto atua em 1.100 quilômetros de praias, em 26 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros.
Atualmente o projeto sobrevive graças a patrocinadores, entres os principais está a Petrobras, tem apoios e parceria de governos estaduais e prefeituras, há também várias instituições nacionais e internacionais, e com ajuda de outras ONG’s.
Os pontos positivos que o Projeto Tamar tem é que:
· Salvaram mais de 40 milhões de tartarugas;
· É uma das empresas mais bem-sucedidas em salvar vidas marinhas;
· Pesquisa aplicada;
· Conscientização da sociedade sobre a vida marinha;
· Educação ambiental;
· Desenvolvimento local sustentável;
· Conservação de espécies.
Alguns pontos negativos são:
· Ferimento de tartarugas quando acontece a pesca incidental;
· Expansão da área abrangente do projeto;
· Alto preços de venda de produtos para clientes.
Dentro dos pontos negativos entram também as ameaças à sobrevivência das 5 espécies de tartarugas. As atividades humanas provocam impactos em todos os estágios do ciclo de vida das tartarugas marinhas, desde a perda de áreas de desova e dos habitats até a mortalidade na costa e em alto mar. Redes de pesca, anzóis, degradação de áreas de desova, foto poluição e a poluição dos oceanos, além das mudanças climáticas, são os principais inimigos das tartarugas e podem interromper a chance de recuperação das cinco espécies que ocorrem em nosso país. Centros de Visitantes e lojas.
Abordando a problemática do despejo de lixo no ecossistema marinho, dando foco nos resíduos plástico. O plástico representa a maior parte dos resíduos sólidos despejados no ecossistema marinho, apresentando um grande perigo a este meio. Por levarem muito tempo para serem degradados e serem leves, são transportados pelas correntes Os resíduos plásticos podem causar a morte de animais por estrangulamento ou ingestão, que levam ao sufocamento, obstrução do trato digestório ou diminuição do volume funcional do estômago, além de adsorverem compostos químicos tóxicos e bioacumuláveis que podem levar à deficiência do sistema imune, alterações no sistema endócrino, carcinogenia e mutagenia; por serem substratos inertes, suas substâncias possuem prolongada persistência e restrito controle ambiental. Consequentemente, os seres humanos estão também expostos a estes riscos, sendo ainda afetados pelo desequilíbrio ambiental que compromete importantes atividades comerciais como as associadas à pesca.
Lixo marinho pode ser caracterizado como qualquer tipo de resíduo sólido que tenha sido introduzido no oceano por qualquer tipo de fonte, normalmente constituído por plástico, isopor, borracha, vidro, metal, tecido, entre outros materiais (COE; ROGERS, 1997)
O ecossistema marinho, fonte de muitos recursos à humanidade, tem sido altamente afetado pelo despejo de lixo marinho. E de acordo com Derraik (2002) e Ivar do Sul e Costa (2007), os resíduos plásticos apresentam a maior ameaça a este ecossistema, afetando-o em diversos âmbitos.
Vem surgindo recentemente várias oportunidades para solucionar esse problema como: a mudança de hábitos da população, a implantação da coleta seletiva já se tornou obrigatória em muitos países e vem crescendo cada vez mais.
No Brasil, somente cerca de 20% do plástico consumido é reciclado. Ao invés de programas de incentivo, a indústria da reciclagem prefere importar o material. Por falta de matéria-prima, a indústria trabalha com 30% de sua capacidade ociosa. Essa exportação de lixo para o Brasil só ocorre devido à incapacidade dos municípios brasileiros de estimularem a coleta de resíduos que podem ser reciclados, em especial o plástico. Em 2008, de todo o plástico consumido no Brasil, somente 21,2% foram reaproveitados, apontando um dos menores índices de reciclagem. Em 2006, foram importadas 297,2 toneladas de plástico, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2009, a importação subiu para 2,2 mil toneladas, um aumento de 631%. Para agravar a situação, juntamente ao plástico, ou até mesmo sem a presença do material, são importados resíduos inúteis para a reciclagem, como foi o caso do carregamento proveniente da Inglaterra, no ano passado, e do carregamento alemão, ocorrido neste ano. Ou seja, como disse o presidente da Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos, Francisco de Assis Esmeraldo, “a falta de 23 coleta seletiva e, portanto, de matéria-prima a ser reciclada, é que abre espaço para a importação ilegal de lixo” (SASSINE; LEITE, 2010).
Uma outra forma de reaproveitar o plástico, antes mesmo da reciclagem, é a reutilização do material, evitando seu descarte. Garrafas PET, por exemplo, podem ser utilizadas para a construção de diversos objetos, lajes e até mesmo roupas. Estas roupas utilizam 50% do poliéster proveniente do PET e 50% de algodão. Ainda, sua estampa é feita com tintas à base de água, não gerando resíduos poluentes (COLETIVOVERDE, 2010).
Todos esses fatores afetam o ecossistema em geral, incluindo os seres humanos, que também estão susceptíveis à toxicidade destes compostos. A falta de costumes sustentáveis,juntamente ao baixo preço do produto, faz com que somente uma pequena parcela de todo o plástico produzido seja reaproveitado e reciclado, que somados a ausência de políticas permanentes e falta de conscientização da população, principalmente em países em desenvolvimento, dificulta a mudança neste quadro.
COE, J.M.; ROGERS, D.B. Marine Debris: sources, impacts and solutions. SpringerVerlac, v. 8, p. 99-139, 1997.
COLETIVO VERDE. Criando uma marca de produtos sustentáveis – Camiseta verde. Disponível em: http://www.coletivoverde.com.br/criando-uma-marca-de-produtos-sustentaveis-camiseta-verde/. Acesso em: 24 jun. 2020.
DERRAIK J.G.B. The pollution of the marine environment by plastic debris: A review. Marine Pollution Bulletin, v. 44, n. 9, p. 842-852, 2002. 
IVAR DO SUL, J.A.; COSTA M.F. Marine debris review for Latin America and the Wider Caribbean Region: From the 1970s until now, and where do we go from here? Marine Pollution Bulletin, v. 54, n. 8, p. 1087-1104, 2007.
SASSINE, V.; LEITE, L. Contrabando de lixo. Correio Braziliense, Brazilia, Brasil, n. 24, junho 2020.
ONU. Organização das Nações Unidas. In: Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. [S. l.], 2020. Disponível em: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/. Acesso em: 24 junho 2020.
FUNDAÇÃO TAMAR (Brasil). In: História. [S. l.], 2019. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=64. Acesso em: 24 junho 2020.
FUNDAÇÃO TAMAR (Brasil). In: Missão. [S. l.], 2019. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=63. Acesso em: 24 junho 2020.
FUNDAÇÃO TAMAR (Brasil). In: Mapa Geral. [S. l.], 2019. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=400. Acesso em: 24 junho 2020.
FUNDAÇÃO TAMAR (Brasil). In: Análise detalhada dos números: projeto tamar em números atuais. [S. l.], 2018. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=76. Acesso em: 24 junho 2020.
FUNDAÇÃO TAMAR (Brasil). In: Mais de 37 milhões de filhotes protegidos. [S. l.], 2018. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=440. Acesso em: 24 junho 2020.

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