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1 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA I 3 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO2 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte) As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com Silva, Ana Carolina da. Língua Portuguesa / Ana Carolina da Silva, Juliane Escola (revisora). – Serra : Multivix, 2017. EDITORIAL FACULDADE CAPIXABA DA SERRA • MULTIVIX Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra 2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. Diretor Executivo Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretora Acadêmica Eliene Maria Gava Ferrão Penina Diretor Administrativo Financeiro Fernando Bom Costalonga Diretor Geral Helber Barcellos da Costa Diretor da Educação a Distância Pedro Cunha Conselho Editorial Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente do Conselho Editorial) Kessya Penitente Fabiano Costalonga Carina Sabadim Veloso Patrícia de Oliveira Penina Roberta Caldas Simões Revisão de Língua Portuguesa Leandro Siqueira Lima Revisão Técnica Alexandra Oliveira Alessandro Ventorin Graziela Vieira Carneiro Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo Carina Sabadim Veloso Maico Pagani Roncatto Ednilson José Roncatto Aline Ximenes Fragoso Genivaldo Felix Soares Multivix Educação à Distância Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia Direção EaD Coordenação Acadêmica EAD A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do Espírito Santo, com unidades em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999 atua no mercado capixaba, des- tacando-se pela oferta de cursos de gradua- ção, técnico, pós-graduação e extensão, com qualidade nas quatro áreas do conhecimen- to: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sem- pre primando pela qualidade de seu ensino e pela formação de profissionais com cons- ciência cidadã para o mercado de trabalho. Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de Instituições de Ensino Superior que possuem conceito de excelência junto ao Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institui- ções avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram notas 4 e 5, que são consideradas conceitos de excelência em ensino. Estes resultados acadêmicos colocam todas as unidades da Multivix entre as melhores do Estado do Espírito Santo e entre as 50 melhores do país. MISSÃO Formar profissionais com consciência cida- dã para o mercado de trabalho, com ele- vado padrão de qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores. VISÃO Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci- da nacionalmente como referência em qualidade educacional. GRUPO MULTIVIX 5 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO4 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Aluno (a) Multivix, Estamos muito felizes por você agora fazer parte do maior grupo educacional de Ensino Superior do Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional. A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoei- ro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos de graduação, pós-graduação e extensão de qualidade nas quatro áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na mo- dalidade presencial quanto a distância. Além da qualidade de ensino já comprova- da pelo MEC, que coloca todas as unidades do Grupo Multivix como parte do seleto grupo das Instituições de Ensino Superior de excelência no Brasil, contando com sete unidades do Grupo en- tre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa- -se bastante com o contexto da realidade local e com o desenvolvimento do país. E para isso, pro- cura fazer a sua parte, investindo em projetos so- ciais, ambientais e na promoção de oportunida- des para os que sonham em fazer uma faculdade de qualidade mas que precisam superar alguns obstáculos. Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: “Formar profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho, com elevado padrão de quali- dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores.” Entendemos que a educação de qualidade sempre foi a melhor resposta para um país crescer. Para a Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o mundo à sua volta. Seja bem-vindo! APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo do Grupo Multivix Bem-vindos à disciplina de Língua Portuguesa I, na qual iremos estudar para apro- fundar seus conhecimentos sobre os princípios básicos do estudo da língua portu- guesa na educação, do curso de Letras. Para que seu estudo se torne proveitoso e prazeroso, esta disciplina foi organizada em 6 unidades, com temas e subtemas que, por sua vez, são subdivididos em seções (tópicos), atendendo aos objetivos do processo de ensino-aprendizagem. De modo geral, na disciplina de Língua Portuguesa, que trata dos estudos da língua oral e escrita, e este material procurará auxiliá-lo a compreender a dinâmica e a evolução do idioma do português arcaico ao português brasileiro no contexto social. Descreveremos as diferentes áreas da Língua Portuguesa. Detalharemos as principais linhas de estudo da língua e da linguagem na sociedade. Ao longo da disciplina destacaremos e promoveremos uma discussão partindo da contextualização dos principais conceitos do português, destacando os vários enfo- ques, para, assim, realizarmos um bom curso. Esperamos que, até o final da disciplina, você possa: • ampliar a compreensão acerca de diferentes concepções da LínguaPortu- guesa. • conhecer a reforma ortográfica. • identificar as tipologias textuais. • compreender as classes gramaticais e a importância da aplicação dos vários conceitos da ortografia e dificuldades no uso da língua. Para tanto, fique atento(a) à leitura dos mais importantes conceitos da atualidade na Língua Portuguesa. Antes de iniciar a leitura, gostaria que você parasse um instante para refletir a respeito do idioma. Não se preocupe, até o final da disciplina, você terá respostas e, também, outras perguntas formuladas. Enfim, esperamos promover re- flexões acerca do assunto e desejamos sucesso e bons estudos! 7 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO6 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO SUMÁRIO 2UNIDADE 1UNIDADE 1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 10 1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 10 1.2 A LÍNGUA: SISTEMA DE DIFERENTES FORMAS E SIGNIFICADOS 11 1.2.1 AS DIVISÕES 11 1.3 MORFOLOGIA 11 1.4 SINTAXE 12 1.4.1 SEMÂNTICA 13 2 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DO PORTUGUÊS 16 2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA 16 2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX 17 2.2.1 PORTUGAL EM 1911 17 2.2.2 O ACORDO DE 194517 2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971 18 2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA ÁFRICA 18 2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO OFICIAL 19 2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE 20 2.4.1 ACENTUAÇÃO 20 2.4.2 TREMA 21 2.4.3 USO DO HÍFEN 21 3 TIPOLOGIA TEXTUAL EXPOSITOVA 24 3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL 24 3.2 GÊNEROS TEXTUAIS 25 3.3 TIPOS DE TEXTOS 25 3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA 26 3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS 27 3.4 DISSERTAÇÃO 28 3.5 DESCRIÇÃO 28 4 AS CLASSES GRAMATICAIS 31 4.1 CLASSES DE PALAVRAS 31 3UNIDADE 4UNIDADE 5UNIDADE 6UNIDADE 4.1.1 SUBSTANTIVO 31 4.1.2 ADJETIVO 33 4.1.3 ARTIGO 34 4.1.4 PRONOME 34 4.1.5 NUMERAL 36 4.1.6 VERBO 36 4.1.7 ADVÉRBIOS 37 4.1.8 PREPOSIÇÃO 39 4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO 39 5 USO DA ORTOGRAFIA 43 5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA 43 5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA 43 5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA 44 5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA 44 5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA 45 5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA 45 5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO 45 6 DIFICULDADES NO USO DO PORTUGUÊS PADRĀO 48 6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO? 48 6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA MORFOLOGIA 49 6.2.1 VERBOS 49 6.2.2 PESSOAS E TEMPOS 49 6.2.3 SINGULAR E PLURAL 50 6.2.4 SUBSTANTIVOS 50 6.2.5 PRONOMES 50 6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM 51 REFERÊNCIAS 53 LÍNGUA PORTUGUESA I 8 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: ICONOGRAFIA ATENÇÃO PARA SABER SAIBA MAIS ONDE PESQUISAR DICAS LEITURA COMPLEMENTAR GLOSSÁRIO ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM CURIOSIDADES QUESTÕES ÁUDIOSMÍDIAS INTEGRADAS ANOTAÇÕES EXEMPLOS CITAÇÕES DOWNLOADS > Explicação dos conceitos básicos dos princípios básicos do estudo da língua portuguesa e sua importância no contexto social e educacional, assim como, diferentes áreas e principais métodos de estudo da língua, relacionando com a prática. UNIDADE 1 11 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO10 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA por Nesta unidade iremos conhecer o conceito dos princípios básicos da Língua Portu- guesa e sua importância na interação através da linguagem. É importante destacar a variedade no nosso idioma de origem. Esse é o objetivo no qual trabalharemos o curso de graduação nessa modalidade. Além disso, compreenderemos a língua como um sistema de diferentes formas e significados e que a apreensão do português não se restringe somente ao saber da gramática normativa, mas perpassa pelos elementos da Morfologia, Sintática e Se- mântica. Explicação dos conceitos básicos dos princípios básicos do estudo da língua portu- guesa e sua importância no contexto social e educacional, assim como, diferentes áreas e principais métodos de estudo da língua, relacionando com a prática. 1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA Conhecemos o português como o idioma dos portugueses, brasileiros, muitos afri- canos e alguns asiáticos. A língua é instrumento de comunicação dentro de uma sociedade, nos relacionamentos interpessoais. Sendo assim, é reconhecida como o patrimônio nacional de um povo. Nesse sentido, um estudioso da língua portuguesa busca através das teorias linguís- ticas como aprender de forma efetiva os sistemas dos elementos que compõem a língua materna. A partir desse princípio de fala, definimos língua como o conjunto de letras que formam palavras com sentidos diversos. E a relação dessas palavras e suas significações nós chamamos de sistema. Logo, a língua é um sistema, ou seja, um conjunto de elementos que relacionam entre si e formam um significado Verifica-se no Brasil, o ensino da língua materna em sua maioria baseado somente por meio do ensino da gramática tradicional. A ideia defendida é que saber a teoria gramatical equivale a apreensão do Português. Portanto, ao decorrer dessa unidade, a língua será estudada e apresentada de manei- ra que o falante se torne apto a utilizá-la com eficiência na produção e interpretação dos textos com que se organiza nossa vida social. Sabendo que por meio desses estu- dos, amplia-se o exercício de nossa sociabilidade e, consequentemente, da cidadania. 1.2 A LÍNGUA: SISTEMA DE DIFERENTES FORMAS E SIGNIFICADOS 1.2.1 AS DIVISÕES Os aspectos que constituem a língua portuguesa são um conjunto de sistemas de diferentes formas e significados e de seus entrelaçamentos. Dessa forma, utilizamos três modos de análises dos elementos que a compõe: morfologia, sintaxe e semân- tica. 1.3 MORFOLOGIA Morfologia é a lógica dos morfemas (são as menores unidades de significação que formam as palavras), ou seja,o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras. O estudo da palavra e a sua função na nossa língua destaca a divisão em categorias de classes gramaticais agrupada em dez classes. São elas: Substantivo, Artigo, Adjeti- vo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição. Aplicando ao nosso dia a dia, podemos afirmar que, na oração, uma palavra exerce, especificamente,duas funções: a morfológica, que considera a sua classe gramatical 13 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO12 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO (substantivo, adjetivo, numeral, pronome, etc.); e a sintática, que analisa a palavra em relação a outros termos da oração, podendo desempenhar vários papéis (sujeito ocul- to, objeto indireto, predicativo do objeto, etc). Na análise morfológica, cada palavra é analisada separadamente. Portanto, é importante não confundir este tipo de análise com a análise sintática. Na análise sintática, a palavra é estudada em relação às outras que se encontram na mesma oração. 1.4 SINTAXE Constitui a parte da língua que estuda o modo como o falante transmite a informa- ção, a maneira com que organiza e relaciona as palavras em uma oração. Exemplos de análise morfológica: -José comprou um carro.José: substantivo próprio Comprou: verbo Um: artigo indefinido Carro: substantivo comum Temos assim, as funções e as relações sintáticas . É possível verificar que um enuncia- do(parte de um discurso ou discurso (oral ou escrito) em associação com o contexto) se organiza na língua. Essa organização e/ou estruturação é sempre regulada pela sintaxe que define a relação das palavras dentro de uma sentença. 1.4.1 SEMÂNTICA Em uma definição ampla é a parte da língua que estuda o significado das palavras, os sentidos que elas podem tomar de acordo com o contexto. Sabendo que nós definimos língua como o conjunto de letras que formam palavras com sentidos diversos. Somente a partir da relação dessas palavras e suas significa- ções que é possível formar um significado. Esse estudo do significado é compreendido em duas vertentes: Semântica Sincrônica: indica o estudo da significação das palavras na atualidade. Exemplo de análise sintática: Laura e Antonio gostam de ler todos os dias. Laura e Antonio: sujeito composto (dois núcleos) Gostam de ler todos os dias: predicado verbal De ler: objeto indireto (complementa o sentido do verbo) Todos os dias: adjunto adverbial de tempo LÍNGUA PORTUGUESA I 14 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: Semântica Diacrônica: estudar o significado das palavras em determinado espaço de tempo. Saiba mais em: BALDO,Al. Compreensão de Expressões Idiomáticas da Língua Portugue- sa domo L2: Evidências de Protocolos Verbais. Ling. (dis)curso, Maio 2014, vol.14, no.2, p.375-390. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://www.scielo. br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ UNIDADE 2 > Apresentar e desenvolver os conceitos da reforma ortográfica do português e logo, as concepções diferenciadas no idioma. Analisar como a língua é aprendida e compartilhada, para que possamos melhorar nossa compreensão sobre as alterações ocorridas no novo acordo. 17 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO16 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 2 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DO PORTUGUÊS Estudaremos nessa unidade sobre o Novo Acordo ortográfico em vigência no Brasil e nos países de língua lusófona ( portuguesa). Compreenderemos que existem diferen- ças contrastantes entre a fala e a escrita. A origem do idioma português, em seus aspectos etimológicos, deriva do latim e das línguas românticas europeias, esse estudo abordará não somente as mudanças no cotidiano dos falantes da língua materna. Verificaremos especificamente as altera- ções morfológicas ocorridas na Nova Reforma Ortográfica. Bons estudos! 2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA O Decreto Nº 7.875, de 27 de Dezembro de 2012, garante um período de imple- mentação do Acordo Ortográfico, com- preendido de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atual- mente em vigor e a nova norma estabe- lecida e é fundamental que a popula- ção brasileira passe a conhecer as novas regras e a utilizá-las em suas atividades cotidianas, assim ao se tornar obrigató- rio, o Novo Acordo A língua portuguesa vivencia mudanças constantes. Podemos compreender a sua história em diferentes períodos. Do início do uso da língua até o século XVI, era defen- Ortográfico já fará parte da cultura nacional: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2011-2014/2012/ decreto/D7875.htm dido a aproximação da escrita da pronúncia das palavras. No Renascimento, a grafia se aproximava da origem da palavra seja grega, latina, entre outras, o que perdurou até o século XIX. Entretanto, o século XIX trouxe uma mudança que pode ser considerada histórica e científica: o estabelecimento de um padrão na escrita da língua portuguesa. Tal prá- tica exigiu necessidades de reformas ao longo do tempo. 2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX 2.2.1 PORTUGAL EM 1911 A ortografia oficial da língua foi instituída após a proclamação da República de Por- tugal em 1910. Um dos membros mais importantes da comissão de estabelecimento de uma orto- grafia padrão foi Gonçalves Viana, intelectual português, que simplificou a proposta ortográfica do idioma escrito. Uma aproximação da escrita à fonética ( sons da fala humana) foi estabelecida. Nesse momento, o Brasil não foi participante da reforma. Porém, a Academia brasileira de Letras, no ano de 1915 tentou adequar o idioma escrito no Brasil ao de Portugal. Contudo, em 1919, o Osório de Duque Estrada ( autor do hino nacional brasileiro) pressionou a ABL ( Academia Brasileira de Letras) a revogar a alteração feita em 1915. 2.2.2 O ACORDO DE 1945 Elaborada pelas Academias de Letras de Portugal e Brasil, acontece uma tentativa de unificar as ortografias.Dessa forma, foi assinado o Acordo Ortográfico de 1945. Alterações feitas: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm 19 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO18 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • O uso do acento circunflexo nas vogais tônicas “a”, “e” e “o”( Ex: Pânico). • Uso de consoantes mudas, cheio de regras e especificidades complexas. 2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971 Novamente, um novo acordo foi estabelecido pelos países lusófonos ( falantes da língua portuguesa). Dessa vez,a área morfológica foi mais afetada e regras específicas de acentuação alteradas. Alterações: • O Trema no hiatos átonos. (Ex: “saudades”) • O acento circunflexo diferencial nas letras tônica de certas palavras. Exemplo: (de macarrão) Mais uma vez, as mudanças não foram bem aceitas em Portugal e o acordo foi sus- penso. 2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA ÁFRICA As colônias de portuguesas na África, a saber, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique tiveram em 1975 a sua independên- cia decretada. A unificação do idioma escrito foi considerada fundamental, em virtude da busca de um sistema padronizado. Todavia, alguns membros da Aca- demia de Letras lusitana foram contra à reforma, o que produziu a necessidade do estabelecimento do Novo Acordo da ortografia que temos hoje. Podemos observar que os países Angola e Moçambique tem a oralidade da língua portuguesa falada de maneira mais pura e que se assemelha a Portugal.Apesar do idioma lusófono ser o padrão, muitos dialetos nativos se mantém. Trata-se de um português específico e diferenciado de outros países falantes do idio- ma no mundo. Os africanos possuem apenas alguns traços próprios na linguagem como arcaísmos e dialetalismos. Verifica-se uma aproximação ao que ocorre na varia- ção da língua no Brasil. 2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO OFICIAL Angola: Cerca de 70% da população pronuncia as línguas nativas, contudo o a língua oficial é o português.Existem mistura entre o idioma padrão com a linguagem criou- la, essa combinação é chamada de ‘pequeno português’. Cabo Verde: A língua oficial é a portuguesa, mas utilizada em documentações oficiais e administrativos, nos meios de comunicação e na escolarização.Na fala, prevalece o dialeto cabo-verdiano. Guiné-Bissau: O Português não é considerado língua materna, menos de 15% da po- pulação tem o domínio da língua. O dialeto crioulo é considerado o oficial. Moçambique: A língua oficial é o português, mas falado como segunda língua por uma parte da população, apenas as das áreas urbanas. As demais usam a língua batu. São Tomé e Príncipe: São faladas línguas locais em São Tomé: o forro, o angolar, o tonga e o monco. Em Príncipe, fala-se o monco ou principense, um outro crioulo de base portuguesa, mas com acréscimos de línguas indo- européias. Somente a alta sociedade utiliza o português europeu. Entende-se dessa maneira que a influência foi muito leve, abrangendo apenas o léxi- co dos nativos. Léxico é o conjunto de palavras de uma determinada língua. “O Português arcaico a partir do séc. XVI passou-se a perseguir a “grafia per- feita” – outra utopia necessária. Sucederam-se várias modificações, até que se 21 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO20 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO decidiu regulamentar a matéria por meio de uma legislação própria. “ (O Guia da Reforma Ortográfica/Museu da Língua Portuguesa) A ortografia como um dos temas permanentes da Gramática normativa faz com que as línguas de grande circulação, sobretudo quando usadas em mais de uma região geográfica necessitem de um código ortográfico uniforme para facilitar a circulação de textos. 2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrou em vigor no Brasil em janei- ro de 2009. Nosso paísfoi o primeiro dos falantes da língua a aplicar a reforma. As mudanças são de aspectos morfológicos e se estabelecem no uso do hífen, da extinção do trema e de alguns acentos, da padronização de palavras e a inclusão das letras “k”, “w” e “y” em nosso alfabeto. 2.4.1 ACENTUAÇÃO O acento agudo é suprimido nos casos: • Nos ditongos abertos “ei” e “oi” das palavras paroxítonas Ex.: “idéia • As oxítonas e monossílabos tônicos terminados em “éi”, “éu” e “ói” continuam acentuados. Ex.: “herói”. • Nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos que formam hiato com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo. Ex.: “feiura”. Atenção: as letras “i” e “u” continuam a ser acentuadas se formarem hiato e se estiverem sozi- nhas na sílaba ou seguidas de “s”.Ex:”saída” e “Piauí” • Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o “u” tônico precedi- do das letras “g” ou “q” e seguido de “e” ou ‘i”. O acento diferencial não será mais utilizado. Palavras de mesma pronúncia (homófonas) não serão mais diferenciadas. Ex: “pára” (verbo) e “para” (preposição). No entanto, fique atento! As regras são exceções em: • Pôde/Pode • Pôr / Por • Plural dos verbos “ter” e “vir”. Ex: Eles detêm o poder. O acento circunflexo não será mais usado em palavras terminadas em “ee” e “oo”. Ex: “enjôo” virou “enjoo”. 2.4.2 TREMA Extinção do trema.Contudo, na pronúncia ele é imutável. Casos de nomes próprios estrangeiros o sinal continua válido. Ex: “Müller” 2.4.3 USO DO HÍFEN Casos em que não será utilizado: • O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com as consoantes “s” ou “r”. Ex: “anti-semita” passa a ser “antissemita”. • O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com consoantes diferentes de “s” ou “r”. Ex: “anteprojeto”. • O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com uma vogal diferente. Ex: “autoestrada”. Assinado em 1990 por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bis- sau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, as negociações e estudos para esse acordo já ocorriam desde a década de 1980. Timor Leste juntou-se ao time mais tarde, assinando o acordo em 2004, após a sua independência. LÍNGUA PORTUGUESA I 22 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: • O prefixo terminar em consoante e segunda palavra começar com uma vogal. Ex: “superaquecer”. • Houver consoantes diferentes no final do prefixo e no início da segunda pala- vra. Ex: “intermunicipal”. O hífen passa a ser utilizado nos casos: • Houver prefixos e a palavra seguinte for iniciada por “h”. Ex: “anti-higiênico”. • O prefixo terminar em “r” (hiper, inter e super) e a primeira letra da segunda palavra também é “r”. Ex: “super-resistente” • O prefixo terminar em vogal e a palavra seguinte com a mesma vogal. Ex: “anti-inflamatório” Saiba mais em: CAPISTRANO, C. C. Um entre outros: a emergência da ra- sura na aquisição da escrita. Ling. (dis)curso, Dez 2013, vol.13, no.3, p.667- 694. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ UNIDADE 3 > Abordar o fenômeno da comunicação que acontece através da instância do texto. Destacar as características que conferem diversidades aos tipos de texto do cotidiano.Examinar os mecanismos constitutivos e a partir deles, as classes de palavras e de sentenças, os conectivos, os processos de ordenação e de retomada do tema, os tempos verbais, entre outros fenômenos. Refletir sobre as concepções básicas de coesão textual, tipologia e gêneros. http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ 25 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO24 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 3 TIPOLOGIA TEXTUAL EXPOSITOVA Nessa unidade analisaremos os tipos de textos. Textos são situações de comunicação no nosso cotidiano. Portanto, em cada momento encontraremos característica espe- cíficas às formas do texto. A tipologia textual se divide em três tipos principais: Narração, dissertação e descri- ção.Estudaremos as seus funcionamentos e subcategorias. Bons estudos! 3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL A nomenclatura tipologia textual relaciona como a estrutura da composição em que ele foi feito.Trata-se de questões estruturais da língua, determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. Podemos observar que um texto é o conjunto de enunciados em uma estrutura de comunicação com características específicas. O funcionamento baseia-se na relação entre os interlocutores, que nesse caso vem a ser o autor(locutor/narra- dor) e o leitor. Entretanto, existe uma diferença entre tipos de texto e tipologia textual. Apesar dos vocábulos serem próximos, você entenderá melhor esse contexto no decor- rer da unidade. “A coesão textual” – Ingedore Koch Um texto não é simplesmente uma sequência de frases isoladas, mas uma uni- dade linguística com propriedades estruturais específicas. A forma como composições de textos se apresentam chamamos de tipos de texto. Para entendermos melhor como funciona um texto, pensemos em uma situação do dia a dia: Quando relatamos um acontecimento , um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos.É exatamente nesse momento que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. 3.2 GÊNEROS TEXTUAIS As situações sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade são os gêneros textuais. Ao trocar um email formal ou informal estamos formulando o gêne- ro correspondência (em meio eletrônico). Porém, isso também pode acontecer com receitas , bulas de remédios, reportagens, entre outros. Todos são tipos de textos em determinados gêneros. Mas é necessário saber que a técnica para compô-la, é extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir textos. À medida que a praticamos, va- mos nos aperfeiçoando mais e mais na sua performance da estrutura. 3.3 TIPOS DE TEXTOS NARRAÇÃO Personagens, tempo , espaço e conflito são elementos que codificam o tipo narrativo. Contar ou relatar história é a função dos texto com essa característica. Na narrativa, o narrador é o responsável por contar a história, criando um texto que flui no imaginário do leitor, com a composição de tramas e a elaboração de perso- nagens mais ou menos complexas. O texto narrativo também pode ser perpassado pelo tom poético, e as personagens podem ser conhecidas através de seus elementos físicos e por suas características psicológicas. Os gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, ro- mance, biografias, etc. 27 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO26 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA Primeiramente, todas as obras narrativas possuem elementos em comum e devem responder as seguintes perguntas: Quem? O que? Quando? Onde? Como? Por quê? A fim de entendermos melhor, é necessário entender que esses questionamentos são respondidos através dos elemento estruturais que compõem um texto narrativo. Vejamos a seguir: • Narrador: é o que narra a história, pode ser onisciente (terceira pessoa, o ob- servador) ou personagem (em primeira pessoa; narra e participa da história ). • Tempo: é um determinado momento em que as personagens vivenciam as suas experiências e ações. Pode sercronológico ou psicológico (memórias). • Espaço: lugar onde as ações acontecem e se desenvolvem. • Enredo: é a trama, o que está envolvido na trama que precisa ser resolvido. Responsável pelo clímax e desfecho. • Personagens: seres fictícios da trama, encadeiam-se os fatos que geram os conflitos e ações. 3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS Romance: é uma narrativa longa, geralmente dividida em capítulos, possui persona- gens variadas em torno das quais acontece a história principal . Advém da literatura oral em que as pessoas contavam oralmente histórias de amor e aventuras. Há sempre uma trama central e pequenas outras secundárias que se cru- zam para formarem a história. Exemplos de romances: Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa; São Ber- nardo, de Graciliano Ramos; A hora da estrela, de Clarice Lispector etc. Há também, os romances modernos: biográfico, policial, histórico, psicológico, regio- nal, de costumes, de cavalaria, de ficção científica etc. Novela Possui em seu enredo é formado por uma pluralidade de histórias entrelaçadas umas às outras, portanto, não tem o foco somente em uma única história ficcional.Caracte- riza-se por ser uma obra aberta. Conto Uma narrativa breve que ocorre centrada em um único conflito, conta com poucos personagens e relata apenas uma situação. Os contistas brasileiros mais renomados: Machado de Assis, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Mário de Andrade e Lygia Fagundes. Crônica A crônica integra um gênero ligado ao cotidiano bastante popular. Caracteriza-se por textos breves que relatam fatos que os cronistas vivenciaram e fazem uma crítica Romance deriva do latim romance que tem como significado a língua românti- ca e é um gênero herdeiro da epopéia. 29 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO28 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO social. Principais cronistas brasileiros: Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Luis Fernando Ve- ríssimo. Fábula e apólogo Na fábula, há a personificação dos animais que são responsáveis pela ação. Ela tem fins didáticos ao conter uma lição de moral no final 3.4 DISSERTAÇÃO O gênero que se apropria da estratégia argumentativa. Baseia-se no desenvolvimen- to de idéias. É um tipo de texto opinativo em que sua maior finalidade é conquistar a adesão do leitor aos argumentos apresentados. Texto que compõem a estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, disser- tação, editorial etc. 3.5 DESCRIÇÃO Descreve de forma objetiva ou subjetiva pessoas e/ou situações. Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de viagem etc. Também podem ser encontrados em textos literários por meio da des- crição subjetiva. Saiba mais em: LUCCHESI, D., BAXTER, A., and RIBEIRO, I., orgs. O portu- guês afro-brasileiro [online]. Salvador: EDUFBA, 2009, 576 p. ISBN 978-85- 232-0596-6. Available from SciELO Books. 31 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA I OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: 4 AS CLASSES GRAMATICAIS Nessa unidade iremos abordar as classes gramaticais da língua portuguesa. Tratam- -se de dez classes: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Cada uma delas possui características específicas de função primordial no estudo morfológico da língua portuguesa. Bons estudos! 4.1 CLASSES DE PALAVRAS É possível verificar na morfologia dez classes de palavras nas quais um estudo pode ser analisado e catalogado. 4.1.1 SUBSTANTIVO São palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre ou- tros. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (diminutivo, normal, aumentativo). Exercem sempre a função de núcleo das funções sintáticas onde estão inseridos (sujeito, objeto direto, objeto indireto e agente da passiva). Substantivos simples • livro; • felicidade. Substantivos compostos • passatempo; • arco-íris; UNIDADE 4 > Abordar os principais conceitos das classes gramaticais.Entender na morfologia, as relações entre as palavras, o contexto em que são empregadas, ou outros fatores que podem influenciá-la, mas somente a forma da palavra. 33 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO32 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • segunda-feira; Substantivos primitivos • folha; • chuva; • algodão; Substantivos derivados • território; • chuvada; • jardinagem; • açucareiro; Substantivos próprios • Flávia; • Brasil; Substantivos comuns • mãe; • computador; • papagaio; Substantivos coletivos • rebanho; • arquipélago; • constelação. Substantivos concretos • samambaia; • chuva; • Felipe. Substantivos abstratos • beleza; • pobreza; Substantivos comuns de dois gêneros • o estudante / a estudante; • o jovem / a jovem; • o artista / a artista. Substantivos sobrecomuns • a vítima; • a pessoa; 4.1.2 ADJETIVO Expressa uma qualidade ou característica do ser e relaciona diretamente ao substan- tivo. Temos o exemplo: A mulher bondosa, o homem bondoso e a moça bondosa. Observamos que bondoso qualifica os substantivos mulher, homem e moça. No caso da palavra bondade, a classiicação seria diferente. Ex: Pessoa bondade. Classificação do Adjetivo Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Ex: neve fria. Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Ex: fruta madura. Formação do Adjetivo Quanto à formação, o adjetivo pode ser: Simples: Formado por um só radical. Ex: Cômico 35 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO34 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Composto: Formado por dois ou mais radicais. Ex: Azul-escuro Primitivo: Dá origem : Belo Derivado: Deriva de substantivo. verbo ou até mesmo outro adjetivo. Ex: Bondoso 4.1.3 ARTIGO O artigo refere-se ao substantivo. Esta referência poderá ser definindo ou indefinindo. Artigos definidos: tem a função de caracterizar o ser ou objeto em particular. Artigos indefinidos: tem a função de apresentar um elemento qualquer de uma es- pécie, ou seja, sem particularizar. Exemplos: “Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria...” (Machado Assis). 4.1.4 PRONOME De origem grega a palavra pró(vem antes) nome( nome). Etimologicamente, é a pala- vra que substitui o nome , que na nossa língua portuguesa classificamos como subs- tantivo. Classificações: Pronomes Pessoais Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são classifica- dos em dois tipos: • Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito, por exemplo: Eu gosto muito da Ana. • Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e comple- mentam os verbos, por exemplo: Está comigo seu caderno. Pronomes Possessivos Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse, por exemplo: Essa caneta é sua? Pronomes Demonstrativos Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar algo. Reúnem palavras variá- veis (esse, este, aquele, essa, esta, aquela) e invariáveis (isso, isto, aquilo) Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento são termos respeituosos empregados normalmente em situações formais: Pronomes Indefinidos Empregados na3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes in- definidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou imprecisa. Pronomes Possessivos meu, minha (singular); meus, minhas (plural) teu, tua (singular); teus, tuas (plural) seu, sua (singular); seus, suas (plural) nosso, nossa (singular); nossos, nossas (plural) vosso, vossa (singular); vossos, vossas (plural) 37 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO36 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 4.1.5 NUMERAL Palavra utilizada para dar quantidade ou determinar posição numérica.Pode ser re- presentada escrita ou por extenso.Nesse caso, o substantivo é representado de ma- neira quantitativa. Quanto à classificação, o numeral pode ser: Cardinal: quando ele indica quantidade ou serve para contabilizar algo. Ex: Um, três, cinco... Ordinal: quando ele expressar ordem ou sequência de algo. Ex: Terceiro, décimo, se- gundo... Multiplicativo: quando ele indicar contagens multiplicativas. Ex: Triplo, dupla, dobro, sêxtuplo... Facionário: quando ele expressar parte de um todo ou porções fracionadas. Ex: Terço, quinto, oitavo... O numeral também pode ser coletivo, quando ele indicar um conjunto. 4.1.6 VERBO Entendemos por verbo, as palavras acontecimentos de tempo, ação, estado ou fenô- meno da natureza. Quanto à flexão pode ser por modo, número, voz ou pessoa. Flexão em número: • Singular (um sujeito); • Plural (vários sujeitos). Flexão em pessoa: • 1.ª (quem fala: eu e nós); • 2.ª (com quem se fala: tu e vós); • 3.ª (de quem se fala: ele e eles). Flexão em modo: • Indicativo (indica realidade); • Subjuntivo (indica possibilidade); • Imperativo (indica ordem); • Formas nominais (infinitivo, particípio e gerúndio). Flexão em tempo: • Tempos no passado • Tempos no presente • Tempos no futuro Flexão em voz: • Voz ativa • Voz passiva • Voz reflexiva (sujeito gramatical é agente e paciente da ação). 4.1.7 ADVÉRBIOS A classe gramatical invariável que modifica um verbo ou um outro advérbio. Denota as circunstâncias em que ocorrem as ações verbais. Classificação dos Advérbios Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe. Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ain- da, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramen- te, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia. 39 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO38 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em “-mente”: calmamente, tristemente, proposi- tadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondo- samente, generosamente. Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente. Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum. Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe. Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasia- do, quanto, quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis). Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unica- mente. Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores. Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a adolescência. Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por exemplo: Primeiramente, eu gos- taria de agradecer aos meus amigos por comparecerem à festa. 4.1.8 PREPOSIÇÃO Morfologicamente, entende que é a palavra invariável que liga dois elementos de uma frase, estabelecendo uma relação entre eles que é considerada subordinativa, pois,entre os elementos ligados pela preposição não há sentido separado. Vejamos o exemplo: 1. Os filhos de Maria riram do seu jeito feliz. Os filhos de Maria/ seu jeito feliz. do preposição 4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO A conjunção é palavra que liga orações e estabelece entre si relação de coordenação e subordinação. A conjunção quanto à classificação pode ser coordenativa e subor- dinativa. Coordenativas: são conjunções que ligam duas orações independentes (coordena- das). São cinco as orações coordenadas: • Aditivas: indica ideia de adição • Adversativas: indica ideia de oposição, adversidade • Alternativa: indica ideia de alternância, escolha, exclusão • Conclusiva: indica ideia de conclusão • Explicativa: indica ideia de justificação Subordinativas: são conjunções que ligam duas orações dependentes. • Causal: indica ideia de causa (porque, visto que, já que, uma vez que, desde que, como, etc). 41 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO40 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Comparativa: indica ideia de comparação (como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, etc). • Condicional: indica ideia de condição (se caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que, a menos que, etc). • Consecutiva: indica ideia de consequência, efeito, resultado (que precedido de tal, tão e tanto; de modo que, de maneira que, de sorte que, sem que, etc). • Conformativa: indica ideia de conformidade (conforme, consoante, segun- do, como, etc). • Concessiva: indica ideia de concessão (embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que, etc). • Temporal: indica ideia de tempo (quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, até que, etc.). • Final: indica ideia de finalidade (a fim de que, para que, que, etc.). • Proporcional: indica ideia de proporção (à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, etc.). As conjunções integrantes iniciam as orações subordinadas substantivas. As interjeições são expressões do falante que expressam estados emocionais de acor- do com o contexto. Podem expressar sentimentos como: • Alegria: ah!, oh!, Oba! • Advertência: Cuidado!, Atenção! • Afugentamento: fora!, rua!, passa!, xô! • Alívio: ufa!, arre! • Animação: coragem!, avante! • Aplauso: bravo!, bis!, mais um! • Chamamento: alô!, olá!, psit!, psiu! • Desejo: oxalá!, tomara! • Dor: aí!, ui! • Espanto: puxa!, oh!, chi!, ué! • Impaciência: hum!,hem! • Silêncio: silêncio!, psiu!, quieto! Saiba mais em: OLIVEIRA, K., CUNHA E SOUZA, HF., and SOLEDADE, J., orgs. Do português arcaico ao português brasileiro: outras histórias [onli- ne]. Salvador: EDUFBA,2009. 329 p. ISBN 978-85-232- 0602-4. Available from SciELO Books. 43 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA I OBJETIVO Ao finaldesta unidade, esperamos que possa: UNIDADE 5 > Observar e comparar a escrita das palavras. Ampliar o vocabulário mostrando a escrita correta e estabelecendo relação com as novas regras ortográficas do acordo da língua portuguesa. Bom estudos! 5 USO DA ORTOGRAFIA Nessa unidade, nosso objeto de estudos será a ortografia, que significa a ação da es- crita. Compreendê-la é discernir os aspectos da gramática normativa e suas regras. É de extrema importância que um falante da língua portuguesa e também um estu- dioso dela como objeto domine as perspectivas da grafia correta. 5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA Vimos na primeira unidade sobre o estudo da fonologia que compreende como par- te da morfologia. A ortografia é o conteúdo da língua portuguesa responsável por estabelecer padrões para a escrita das palavras. Os critérios da etimologia ( ciência que estuda a origem das palavras) e os fonológicos são padrões que geram a ortografia. Baseia-se na escrita, logo fruto de uma conven- ção produzida em acordos ortográficos. Exercitar a grafia é treinar a ortografia.Através de produções textuais e leitura orienta- da a cada momento se apreende melhor o domínio da escrita (a ortografia). A derivação das palavras gregas Ortho ( correto) e graphos ( escrita) define que um sis- tema de símbolos, letras e sinais se torna um conjunto de regras que são oficialmente reconhecidas pelo país da língua falante. 5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA A gramática é um sistema de normas que estabelece uma padrão de uma determi- nada língua. Como já visto em unidade anterior, a gramática do português é utilizada em todos os países falantes da língua. Seria a gramática uma redução do sistema lingüístico? De modo algum, a língua é viva a partir da prática dos falantes, portanto, mutável, porém, existem regras a serem cumpridas na escrita. 45 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO44 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Contudo, os aspectos históricos, regionais e socioculturais da língua não são conside- rados como fatores importantes na gramática normativa. 5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA Abaixo você irá ler um fragmento do autor brasileiro Monteiro Lobato. “Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gra- máticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você’! (Monteiro Lobato. Obra Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense) Ocorreram erros gramaticais no texto acima? De certo que sim, entretanto somente se a correção for regida pela gramática normativa. Existem outros tipos de gramáticas que consideram as variações lingüísticas e regionais. Entretanto, há um elementos da escrita que devem ser obedecidos. 5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA Conjunto de regras que consideram as variações da língua para identificar as instân- cias contextuais. Vai além dos conceitos estabelecidos pela gramática normativa para estabelecer suas linhas de escrita. Utilizada em escolas e salas de aula de português, a gramática normativa é a padrão da língua. Nela encontramos as regras de coesão, ortografia, coerência e concordâncias verbais e nominais.Esse conjunto rege as normas em que deve- mos escrever e falar corretamente. 5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA O objeto de estudo dessa gramática é a origem da determinada língua e a maneira que ela evolui no contexto social dos falantes.A premissa é que a língua é patrimônio cultural. 5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA A função da gramática é comparar a língua local com outras línguas de origem. No caso do português com as línguas românticas européias. 5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. a A (á) b B (bê) c C (cê) d D (dê) e E (é) f F (efe) g G (gê ou guê) h H (agá) i I (i) j J (jota) k K (cá) l L (ele) m M (eme) n N (ene) o O (ó) p P (pê) q Q (quê) r R (erre) s S (esse) t T (tê) u U (u) v V (vê) w W (dáblio) x X (xis) y Y (ípsilon) z Z (zê) Uso das letras K/ W /Y Após o novo acordo ortográfico são utilizados na língua portuguesa para antropôni- mos de origem de outras línguas e em siglas e símbolos. LÍNGUA PORTUGUESA I 46 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: Uso das letras X e Ch Encontramos o X em: Casos de pós ditongo. Ex: Caixa Após sílaba iniciada ‘em’ e ‘me’ . Ex: Enxaqueca / Mexerica Palavras de origem indígena e africanas. Ex: Xavante Encontramos o o dígrafo Ch: Palavras: fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc. Saiba mais em: SANTANA, L. Relações de complementação no português brasileiro: uma perspectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014. UNIDADE 6 > Apresentar as dificuldades no uso da língua portuguesa. Entender como esses erros se apresentam na escrita e na fala. Problematizar os principais termos que são considerados erros crassos na gramática normativa. 49 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO48 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 6 DIFICULDADES NO USO DO PORTUGUÊS PADRĀO Nessa unidade ampliaremos os estudos sobre as dificuldades no uso da língua por- tuguesa.Como já vimos em unidades passadas, é possível ser um falante apto da lín- gua, porém, não dominante da escrita correta. Isso acontece em função de variações lingüísticas e lexicais. Compreenderemos quais são as situações comuns de erros morfológicos no portu- guês e também destacaremos especificamente porque acontecem os vícios de lin- guagem. Bons estudos! 6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO? Como já visto na unidade passada, as regras que estabelecem a gramática normativa não consideram aspectos sócios, regionais e históricos, portanto, variações lingüísti- cas são consideradas como erros. O respaldo está nas outras tipologias gramaticais, porém, existem regras escritas que precisam ser cumpridas para que haja uma inte- ração completa entre os interlocutores em uma situação textual. Diariamente em relações corporativas, avaliações, redações jornalísticas, ofícios, entre outros necessitam de um padrão de linguagem para que exista uma comunicação coesa do texto. Dessa forma, textos que fujam da linguagem estabelecida são considerados incorre- tos, tal como escrita que se aproxima da fala ( informal) ou até mesmo o uso de gírias e chavões em textos formais. 6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA MORFOLOGIA 6.2.1 VERBOS Concordar e conjugar de maneira errônea os verbos são considerados erros clássicos da língua. Exemplos: Nós ‘foi’ / Nós fomos O uso do foi concorda com a pessoa verbal ‘eu’ (primeira pessoa do singular). O professor interviu a tempo de auxiliar os alunos. A conjugação correta do verbo intervir seria ‘interveio’. 6.2.2 PESSOAS E TEMPOS Uma das ocorrências mais comuns é a mistura de pessoas verbais na mesma senten- ça. Ex: Deixe de sofrimento, vem para alegria! Apesar de ser uma frase comum à fala, não é correta.Para que esteja de acordo com a concordância verbal e nominal deverá ser adequada. Ex: Deixe de sofrimento, venha para alegria! Ex: “Não acredito que essa solução satisfaça a todos os interessados”. (presente do subjuntivo) 51 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO50 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 6.2.3 SINGULAR E PLURAL Flexões de número O caso mais repetido é flexionar impropriamente em plural e singular. Ex: Os alunos tem que compreender a língua portuguesa. O correto é têm(como já visto em unidade passada, o novo acordo ortográfico man- teve o acento em ‘têm’ no plural). 6.2.4 SUBSTANTIVOS A classe gramatical dos substantivos frequentemente é comprometida, em virtude da falta de conhecimento das regras gramaticais. O guarda-chuva / Os guarda-chuvas A bomba-relógio / As bombas-relógios 6.2.5 PRONOMES Casos de ênclises / próclises e mesóclises Maior ocorrência: Me dê um pedaço de bolo? A gramática normativa considera errado o uso do pronome oblíquo no início de uma frase. O correto é: Dê-me um pedaço de bolo? Mim / eu Peguei o carro para mim dirigir. Correto: Peguei o carro para eu dirigir. ( eu/pronome pessoal do caso reto). 6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM Os desvios das normais gramaticais nas construções de textos e falas são nomeados vícios de linguagem. Barbarismo Grafia ou pronúncia em desacordo com a norma culta. Ex: Rúbrica (o certo seria rubrica) Etmologia /etimologia (grafia correta) Solecismo É o desvio em relação à sintaxe. Ex: Haviam pessoas. (o certo seria havia) Cacófato É o som desagradável. Ex: Boca dela. Ambiguidade Duplo sentido. • O cachorro do seu pai avançou sobre o amigo. Pleonasmo Repetição desnecessária de uma expressão. Ex: Subir para cima. 53 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 LÍNGUA PORTUGUESA I SUMÁRIO52 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Saiba mais em: SANTANA, L. Relações de complementação no português brasileiro: uma perspectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014. REFERÊNCIAS 1. ALMEIDA, Nilson Teixeira de. Gramática da língua portuguesa: para concursos, ves- tibulares, ENEM, colégios técnicos e militares.8.ed.São Paulo: Saraiva, 2007. 2. ILARI, Rodolfo. Gramática do português culto falado do Brasil: palavras de classe fechada. São Paulo: Contexto, 2015. v.4 3. KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1994. 4. BALDO, Al. Compreensão de Expressões Idiomáticas da Língua Portuguesa domo L2: Evidências de Protocolos Verbais. Ling. (dis)curso, Maio 2014, vol.14, no.2, p.375- 390. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ CAPIS- TRANO, C. C. Um entre outros: a emergência da rasura na aquisição da escrita. Ling. (dis)curso, Dez 2013, vol.13, no.3, p.667-694. ISSN 1518-7632. Disponível em: http:// www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ 5. LUCCHESI, D., BAXTER, A., and RIBEIRO, I., orgs. O português afro-brasileiro [onli- ne]. Salvador: EDUFBA, 2009, 576 p. ISBN 978-85-232-0596-6. Available from SciELO Books . 6. OLIVEIRA, K., CUNHA E SOUZA, HF., and SOLEDADE, J., orgs. Do português arcaico ao português brasileiro: outras histórias [online]. Salvador: EDUFBA, 2009. 329 p. ISBN 978-85-232- 0602-4. Available from SciELO Books . 7. SANTANA, L. Relações de complementação no português brasileiro: uma pers- pectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014. http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ 54 LÍNGUA PORTUGUESA I FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO EAD.MULTIVIX.EDU.BR CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE: SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS 1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 1.2 A LÍNGUA: sistema de diferentes formas e significados 1.2.1 AS DIVISÕES 1.3 MORFOLOGIA 1.4 SINTAXE 1.4.1 SEMÂNTICA 2 titulo 2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA 2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX 2.2.1 PORTUGAL EM 1911 2.2.2 O ACORDO DE 1945 2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971 2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA ÁFRICA 2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO OFICIAL 2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE 2.4.1 Acentuação 2.4.2 TREMA 2.4.3 USO DO HÍFEN 3 titulo 3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL 3.2 GÊNEROS TEXTUAIS 3.3 TIPOS DE TEXTOS 3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA 3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS 3.4 DISSERTAÇÃO 3.5 DESCRIÇÃO 4 título 4.1 CLASSES DE PALAVRAS 4.1.1 SUBSTANTIVO 4.1.2 ADJETIVO 4.1.3 ARTIGO 4.1.4 PRONOME 4.1.5 NUMERAL 4.1.6 VERBO 4.1.7 ADVÉRBIOS 4.1.8 PREPOSIÇÃO 4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO 5 ortogragia 5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA 5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA 5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA 5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA 5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA 5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA 5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO 6 título 6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO? 6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA MORFOLOGIA 6.2.1 VERBOS 6.2.2 PESSOAS E TEMPOS 6.2.3 Singular e plural 6.2.4 SUBSTANTIVOS 6.2.5 PRONOMES 6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM