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Língua Portuguesa I - ESTUDADO E COMPLETO

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1
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO
LÍNGUA 
PORTUGUESA I
3
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO2
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
Silva, Ana Carolina da.
 Língua Portuguesa / Ana Carolina da Silva, Juliane Escola (revisora). – Serra : Multivix, 2017.
 
 
 
 
EDITORIAL
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA • MULTIVIX
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra
2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
Diretor Executivo
Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretora Acadêmica
Eliene Maria Gava Ferrão Penina
Diretor Administrativo Financeiro
Fernando Bom Costalonga
Diretor Geral
Helber Barcellos da Costa
Diretor da Educação a Distância
Pedro Cunha
Conselho Editorial
Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente do
Conselho Editorial)
Kessya Penitente Fabiano Costalonga
Carina Sabadim Veloso
Patrícia de Oliveira Penina
Roberta Caldas Simões
Revisão de Língua Portuguesa
Leandro Siqueira Lima
Revisão Técnica
Alexandra Oliveira
Alessandro Ventorin
Graziela Vieira Carneiro
Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo
Carina Sabadim Veloso
Maico Pagani Roncatto
Ednilson José Roncatto
Aline Ximenes Fragoso
Genivaldo Felix Soares
Multivix Educação à Distância
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial
Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia
Direção EaD
Coordenação Acadêmica EAD
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, des-
tacando-se pela oferta de cursos de gradua-
ção, técnico, pós-graduação e extensão, com 
qualidade nas quatro áreas do conhecimen-
to: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sem-
pre primando pela qualidade de seu ensino 
e pela formação de profissionais com cons-
ciência cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institui-
ções avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram 
notas 4 e 5, que são consideradas conceitos 
de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
MISSÃO
Formar profissionais com consciência cida-
dã para o mercado de trabalho, com ele-
vado padrão de qualidade, sempre mantendo a 
credibilidade, segurança e modernidade, visando 
à satisfação dos clientes e colaboradores.
 
VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
GRUPO
MULTIVIX
5
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO4
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte 
do maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoei-
ro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, 
São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, 
no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de 
cursos de graduação, pós-graduação e extensão 
de qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na mo-
dalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprova-
da pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência no 
Brasil, contando com sete unidades do Grupo en-
tre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa-
-se bastante com o contexto da realidade local e 
com o desenvolvimento do país. E para isso, pro-
cura fazer a sua parte, investindo em projetos so-
ciais, ambientais e na promoção de oportunida-
des para os que sonham em fazer uma faculdade 
de qualidade mas que precisam superar alguns 
obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
APRESENTAÇÃO 
DA DIREÇÃO 
EXECUTIVA
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina 
Diretor Executivo do Grupo Multivix
Bem-vindos à disciplina de Língua Portuguesa I, na qual iremos estudar para apro-
fundar seus conhecimentos sobre os princípios básicos do estudo da língua portu-
guesa na educação, do curso de Letras.
Para que seu estudo se torne proveitoso e prazeroso, esta disciplina foi organizada 
em 6 unidades, com temas e subtemas que, por sua vez, são subdivididos em seções 
(tópicos), atendendo aos objetivos do processo de ensino-aprendizagem.
De modo geral, na disciplina de Língua Portuguesa, que trata dos estudos da língua 
oral e escrita, e este material procurará auxiliá-lo a compreender a dinâmica e a 
evolução do idioma do português arcaico ao português brasileiro no contexto social. 
Descreveremos as diferentes áreas da Língua Portuguesa.
Detalharemos as principais linhas de estudo da língua e da linguagem na sociedade. 
Ao longo da disciplina destacaremos e promoveremos uma discussão partindo da 
contextualização dos principais conceitos do português, destacando os vários enfo-
ques, para, assim, realizarmos um bom curso.
Esperamos que, até o final da disciplina, você possa:
• ampliar a compreensão acerca de diferentes concepções da LínguaPortu-
guesa.
• conhecer a reforma ortográfica.
• identificar as tipologias textuais.
• compreender as classes gramaticais e a importância da aplicação dos vários 
conceitos da ortografia e dificuldades no uso da língua.
Para tanto, fique atento(a) à leitura dos mais importantes conceitos da atualidade na 
Língua Portuguesa. Antes de iniciar a leitura, gostaria que você parasse um instante 
para refletir a respeito do idioma. Não se preocupe, até o final da disciplina, você terá 
respostas e, também, outras perguntas formuladas. Enfim, esperamos promover re-
flexões acerca do assunto e desejamos sucesso e bons estudos!
7
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO6
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
SUMÁRIO
2UNIDADE
1UNIDADE
1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 10
1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA 10
1.2 A LÍNGUA: SISTEMA DE DIFERENTES FORMAS E SIGNIFICADOS 11
1.2.1 AS DIVISÕES 11
1.3 MORFOLOGIA 11
1.4 SINTAXE 12
1.4.1 SEMÂNTICA 13
2 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DO PORTUGUÊS 16
2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA 16
2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX 17
2.2.1 PORTUGAL EM 1911 17
2.2.2 O ACORDO DE 194517
2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971 18
2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA ÁFRICA 18
2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO OFICIAL 19
2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE 20
2.4.1 ACENTUAÇÃO 20
2.4.2 TREMA 21
2.4.3 USO DO HÍFEN 21
3 TIPOLOGIA TEXTUAL EXPOSITOVA 24
3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL 24
3.2 GÊNEROS TEXTUAIS 25
3.3 TIPOS DE TEXTOS 25
3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA 26
3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS 27
3.4 DISSERTAÇÃO 28
3.5 DESCRIÇÃO 28
4 AS CLASSES GRAMATICAIS 31
4.1 CLASSES DE PALAVRAS 31
3UNIDADE
4UNIDADE
5UNIDADE
6UNIDADE
4.1.1 SUBSTANTIVO 31
4.1.2 ADJETIVO 33
4.1.3 ARTIGO 34
4.1.4 PRONOME 34
4.1.5 NUMERAL 36
4.1.6 VERBO 36
4.1.7 ADVÉRBIOS 37
4.1.8 PREPOSIÇÃO 39
4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO 39
5 USO DA ORTOGRAFIA 43
5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA 43
5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA 43
5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA 44
5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA 44
5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA 45
5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA 45
5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO 45
6 DIFICULDADES NO USO DO PORTUGUÊS PADRĀO 48
6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO? 48
6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA MORFOLOGIA 49
6.2.1 VERBOS 49
6.2.2 PESSOAS E TEMPOS 49
6.2.3 SINGULAR E PLURAL 50
6.2.4 SUBSTANTIVOS 50
6.2.5 PRONOMES 50
6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM 51
REFERÊNCIAS 53
LÍNGUA PORTUGUESA I
8
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
ICONOGRAFIA
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
> Explicação dos 
conceitos básicos 
dos princípios 
básicos do 
estudo da língua 
portuguesa e sua 
importância no 
contexto social e 
educacional, assim 
como, diferentes 
áreas e principais 
métodos de 
estudo da língua, 
relacionando com a 
prática.
UNIDADE 1
11
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO10
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
1 PRINCÍPIOS BÁSICOS 
DO ESTUDO DA LÍNGUA 
PORTUGUESA
por
Nesta unidade iremos conhecer o conceito dos princípios básicos da Língua Portu-
guesa e sua importância na interação através da linguagem. É importante destacar 
a variedade no nosso idioma de origem. Esse é o objetivo no qual trabalharemos o 
curso de graduação nessa modalidade. 
Além disso, compreenderemos a língua como um sistema de diferentes formas e 
significados e que a apreensão do português não se restringe somente ao saber da 
gramática normativa, mas perpassa pelos elementos da Morfologia, Sintática e Se-
mântica.
Explicação dos conceitos básicos dos princípios básicos do estudo da língua portu-
guesa e sua importância no contexto social e educacional, assim como, diferentes 
áreas e principais métodos de estudo da língua, relacionando com a prática.
1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Conhecemos o português como o idioma dos portugueses, brasileiros, muitos afri-
canos e alguns asiáticos. A língua é instrumento de comunicação dentro de uma 
sociedade, nos relacionamentos interpessoais. Sendo assim, é reconhecida como o 
patrimônio nacional de um povo.
Nesse sentido, um estudioso da língua portuguesa busca através das teorias linguís-
ticas como aprender de forma efetiva os sistemas dos elementos que compõem a 
língua materna. A partir desse princípio de fala, definimos língua como o conjunto de 
letras que formam palavras com sentidos diversos. E a relação dessas palavras e suas 
significações nós chamamos de sistema. Logo, a língua é um sistema, ou seja, um 
conjunto de elementos que relacionam entre si e formam um significado
Verifica-se no Brasil, o ensino da língua materna em sua maioria baseado somente 
por meio do ensino da gramática tradicional. A ideia defendida é que saber a teoria 
gramatical equivale a apreensão do Português.
Portanto, ao decorrer dessa unidade, a língua será estudada e apresentada de manei-
ra que o falante se torne apto a utilizá-la com eficiência na produção e interpretação 
dos textos com que se organiza nossa vida social. Sabendo que por meio desses estu-
dos, amplia-se o exercício de nossa sociabilidade e, consequentemente, da cidadania.
1.2 A LÍNGUA: SISTEMA DE DIFERENTES FORMAS E 
SIGNIFICADOS
1.2.1 AS DIVISÕES
Os aspectos que constituem a língua portuguesa são um conjunto de sistemas de 
diferentes formas e significados e de seus entrelaçamentos. Dessa forma, utilizamos 
três modos de análises dos elementos que a compõe: morfologia, sintaxe e semân-
tica.
1.3 MORFOLOGIA
Morfologia é a lógica dos morfemas (são as menores unidades de significação que 
formam as palavras), ou seja,o estudo da estrutura, da formação e da classificação das 
palavras.
O estudo da palavra e a sua função na nossa língua destaca a divisão em categorias 
de classes gramaticais agrupada em dez classes. São elas: Substantivo, Artigo, Adjeti-
vo, Numeral, Pronome,
Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição.
Aplicando ao nosso dia a dia, podemos afirmar que, na oração, uma palavra exerce, 
especificamente,duas funções: a morfológica, que considera a sua classe gramatical 
13
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO12
LÍNGUA PORTUGUESA I
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
(substantivo, adjetivo, numeral, pronome, etc.); e a sintática, que analisa a palavra em 
relação a outros termos da oração, podendo desempenhar vários papéis (sujeito ocul-
to, objeto indireto, predicativo do objeto, etc).
Na análise morfológica, cada palavra é analisada separadamente.
Portanto, é importante não confundir este tipo de análise com a análise sintática. 
Na análise sintática, a palavra é estudada em relação às outras que se encontram na 
mesma oração.
1.4 SINTAXE
Constitui a parte da língua que estuda o modo como o falante transmite a informa-
ção, a maneira com que organiza e relaciona as palavras em uma oração.
Exemplos de análise morfológica:
-José comprou um carro.José: substantivo próprio
Comprou: verbo
Um: artigo indefinido
Carro: substantivo comum
Temos assim, as funções e as relações sintáticas . É possível verificar que um enuncia-
do(parte de um discurso ou discurso (oral ou escrito) em associação com o contexto) 
se organiza na língua. Essa organização e/ou estruturação é sempre regulada pela 
sintaxe que define a relação das palavras dentro de uma sentença.
1.4.1 SEMÂNTICA
Em uma definição ampla é a parte da língua que estuda o significado das palavras, os 
sentidos que elas podem tomar de acordo com o contexto.
Sabendo que nós definimos língua como o conjunto de letras que formam palavras 
com sentidos diversos. Somente a partir da relação dessas palavras e suas significa-
ções que é possível formar um significado.
Esse estudo do significado é compreendido em duas vertentes:
Semântica Sincrônica: indica o estudo da significação das palavras na atualidade.
Exemplo de análise sintática:
Laura e Antonio gostam de ler todos os dias.
Laura e Antonio: sujeito composto (dois núcleos)
Gostam de ler todos os dias: predicado verbal
De ler: objeto indireto (complementa o sentido do verbo)
Todos os dias: adjunto adverbial de tempo
LÍNGUA PORTUGUESA I
14
LÍNGUA PORTUGUESA I
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OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
Semântica Diacrônica: estudar o significado das palavras em determinado espaço de 
tempo.
Saiba mais em:
BALDO,Al. Compreensão de Expressões Idiomáticas da Língua Portugue-
sa domo L2: Evidências de Protocolos Verbais. Ling. (dis)curso, Maio 2014, 
vol.14, no.2, p.375-390. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://www.scielo.
br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
UNIDADE 2
> Apresentar e 
desenvolver os 
conceitos da 
reforma ortográfica 
do português e 
logo, as concepções 
diferenciadas no 
idioma. Analisar 
como a língua 
é aprendida e 
compartilhada, 
para que possamos 
melhorar nossa 
compreensão 
sobre as alterações 
ocorridas no novo 
acordo.
17
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO16
LÍNGUA PORTUGUESA I
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
2 O NOVO ACORDO 
ORTOGRÁFICO DO 
PORTUGUÊS
Estudaremos nessa unidade sobre o Novo Acordo ortográfico em vigência no Brasil e 
nos países de língua lusófona ( portuguesa). Compreenderemos que existem diferen-
ças contrastantes entre a fala e a escrita. 
A origem do idioma português, em seus aspectos etimológicos, deriva do latim e das 
línguas românticas europeias, esse estudo abordará não somente as mudanças no 
cotidiano dos falantes da língua materna. Verificaremos especificamente as altera-
ções morfológicas ocorridas na Nova Reforma Ortográfica.
Bons estudos!
2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA
O Decreto Nº 7.875, de 27 de Dezembro 
de 2012, garante um período de imple-
mentação do Acordo Ortográfico, com-
preendido de 1º de janeiro de 2009 a 31 
de dezembro de 2015, durante o qual 
coexistirão a norma ortográfica atual-
mente em vigor e a nova norma estabe-
lecida e é fundamental que a popula-
ção brasileira passe a conhecer as novas 
regras e a utilizá-las em suas atividades 
cotidianas, assim ao se tornar obrigató-
rio, o Novo Acordo
A língua portuguesa vivencia mudanças constantes. Podemos compreender a sua 
história em diferentes períodos. Do início do uso da língua até o século XVI, era defen-
Ortográfico já fará parte da 
cultura nacional:
http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2012/
decreto/D7875.htm
dido a aproximação da escrita da pronúncia das palavras. No Renascimento, a grafia 
se aproximava da origem da palavra seja grega, latina, entre outras, o que perdurou 
até o século XIX.
Entretanto, o século XIX trouxe uma mudança que pode ser considerada histórica e 
científica: o estabelecimento de um padrão na escrita da língua portuguesa. Tal prá-
tica exigiu necessidades de reformas ao longo do tempo.
2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA 
ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX
2.2.1 PORTUGAL EM 1911
A ortografia oficial da língua foi instituída após a proclamação da República de Por-
tugal em 1910.
Um dos membros mais importantes da comissão de estabelecimento de uma orto-
grafia padrão foi Gonçalves Viana, intelectual português, que simplificou a proposta 
ortográfica do idioma escrito.
Uma aproximação da escrita à fonética ( sons da fala humana) foi estabelecida. Nesse 
momento, o Brasil não foi participante da reforma. Porém, a Academia brasileira de 
Letras, no ano de 1915 tentou adequar o idioma escrito no Brasil ao de Portugal.
Contudo, em 1919, o Osório de Duque Estrada ( autor do hino nacional brasileiro) 
pressionou a ABL ( Academia Brasileira de Letras) a revogar a alteração feita em 1915.
2.2.2 O ACORDO DE 1945
Elaborada pelas Academias de Letras de Portugal e Brasil, acontece uma tentativa de 
unificar as ortografias.Dessa forma, foi assinado o Acordo Ortográfico de 1945.
Alterações feitas:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/D7875.htm
19
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
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LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO18
LÍNGUA PORTUGUESA I
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• O uso do acento circunflexo nas vogais tônicas “a”, “e” e “o”( Ex: Pânico).
• Uso de consoantes mudas, cheio de regras e especificidades complexas.
2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971
Novamente, um novo acordo foi estabelecido pelos países lusófonos ( falantes da 
língua portuguesa). Dessa vez,a área morfológica foi mais afetada e regras específicas 
de acentuação alteradas.
Alterações:
• O Trema no hiatos átonos. (Ex: “saudades”)
• O acento circunflexo diferencial nas letras tônica de certas palavras. Exemplo: 
(de macarrão) 
Mais uma vez, as mudanças não foram bem aceitas em Portugal e o acordo foi sus-
penso.
2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA 
ÁFRICA
As colônias de portuguesas na África, a saber, Angola, São Tomé e Príncipe, 
Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique tiveram em 1975 a sua independên-
cia decretada. A unificação do idioma escrito foi considerada fundamental, em 
virtude da busca de um sistema padronizado. Todavia, alguns membros da Aca-
demia de Letras lusitana foram contra à reforma, o que produziu a necessidade 
do estabelecimento do Novo Acordo da ortografia que temos hoje.
Podemos observar que os países Angola e Moçambique tem a oralidade da língua 
portuguesa falada de maneira mais pura e que se assemelha a
Portugal.Apesar do idioma lusófono ser o padrão, muitos dialetos nativos se mantém.
Trata-se de um português específico e diferenciado de outros países falantes do idio-
ma no mundo. Os africanos possuem apenas alguns traços próprios na linguagem 
como arcaísmos e dialetalismos. Verifica-se uma aproximação ao que ocorre na varia-
ção da língua no Brasil.
2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA 
COMO OFICIAL
Angola: Cerca de 70% da população pronuncia as línguas nativas, contudo o a língua 
oficial é o português.Existem mistura entre o idioma padrão com a linguagem criou-
la, essa combinação é chamada de ‘pequeno português’.
Cabo Verde: A língua oficial é a portuguesa, mas utilizada em documentações oficiais 
e administrativos, nos meios de comunicação e na escolarização.Na fala, prevalece o 
dialeto cabo-verdiano.
Guiné-Bissau: O Português não é considerado língua materna, menos de 15% da po-
pulação tem o domínio da língua. O dialeto crioulo é considerado o oficial.
Moçambique: A língua oficial é o português, mas falado como segunda língua por 
uma parte da população, apenas as das áreas urbanas. As demais usam a língua batu.
São Tomé e Príncipe: São faladas línguas locais em São Tomé: o forro, o angolar, o 
tonga e o monco. Em Príncipe, fala-se o monco ou principense, um outro crioulo de 
base portuguesa, mas com acréscimos de línguas indo- européias. Somente a alta 
sociedade utiliza o português europeu.
Entende-se dessa maneira que a influência foi muito leve, abrangendo apenas o léxi-
co dos nativos. Léxico é o conjunto de palavras de uma determinada língua.
“O Português arcaico a partir do séc. XVI passou-se a perseguir a “grafia per-
feita” – outra utopia necessária. Sucederam-se várias modificações, até que se 
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decidiu regulamentar a matéria por meio de uma legislação própria. “ (O Guia 
da Reforma Ortográfica/Museu da Língua Portuguesa)
A ortografia como um dos temas permanentes da Gramática normativa faz com que 
as línguas de grande circulação, sobretudo quando usadas em mais de uma região 
geográfica necessitem de um código ortográfico uniforme para facilitar a circulação 
de textos.
2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE 
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrou em vigor no Brasil em janei-
ro de 2009. Nosso paísfoi o primeiro dos falantes da língua a aplicar a reforma.
As mudanças são de aspectos morfológicos e se estabelecem no uso do hífen, da 
extinção do trema e de alguns acentos, da padronização de palavras e a inclusão das 
letras “k”, “w” e “y” em nosso alfabeto.
2.4.1 ACENTUAÇÃO
O acento agudo é suprimido nos casos:
• Nos ditongos abertos “ei” e “oi” das palavras paroxítonas Ex.: “idéia
• As oxítonas e monossílabos tônicos terminados em “éi”, “éu” e “ói” continuam 
acentuados. Ex.: “herói”.
• Nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos que formam hiato com a vogal 
anterior quando esta faz parte de um ditongo. Ex.: “feiura”. Atenção: as letras 
“i” e “u” continuam a ser acentuadas se formarem hiato e se estiverem sozi-
nhas na sílaba ou seguidas de “s”.Ex:”saída” e “Piauí”
• Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o “u” tônico precedi-
do das letras “g” ou “q” e seguido de “e” ou ‘i”.
O acento diferencial não será mais utilizado.
Palavras de mesma pronúncia (homófonas) não serão mais diferenciadas. Ex: “pára” 
(verbo) e “para” (preposição).
No entanto, fique atento! As regras são exceções em:
• Pôde/Pode 
• Pôr / Por 
• Plural dos verbos “ter” e “vir”. Ex: Eles detêm o poder.
 O acento circunflexo não será mais usado em palavras terminadas em “ee” e “oo”. Ex: 
“enjôo” virou “enjoo”.
2.4.2 TREMA
Extinção do trema.Contudo, na pronúncia ele é imutável. Casos de nomes próprios 
estrangeiros o sinal continua válido. Ex: “Müller”
2.4.3 USO DO HÍFEN
Casos em que não será utilizado:
• O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com as consoantes 
“s” ou “r”. Ex: “anti-semita” passa a ser “antissemita”.
• O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com consoantes 
diferentes de “s” ou “r”. Ex: “anteprojeto”. 
• O prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com uma vogal 
diferente. Ex: “autoestrada”.
Assinado em 1990 por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bis-
sau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, as negociações e estudos 
para esse acordo já ocorriam desde a década de 1980. Timor Leste juntou-se ao 
time mais tarde, assinando o acordo em 2004, após a sua independência.
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OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
• O prefixo terminar em consoante e segunda palavra começar com uma vogal. 
Ex: “superaquecer”.
• Houver consoantes diferentes no final do prefixo e no início da segunda pala-
vra. Ex: “intermunicipal”.
O hífen passa a ser utilizado nos casos:
• Houver prefixos e a palavra seguinte for iniciada por “h”. Ex: “anti-higiênico”.
• O prefixo terminar em “r” (hiper, inter e super) e a primeira letra da segunda 
palavra também é “r”. Ex: “super-resistente”
• O prefixo terminar em vogal e a palavra seguinte com a mesma vogal. Ex: 
“anti-inflamatório”
Saiba mais em: CAPISTRANO, C. C. Um entre outros: a emergência da ra-
sura na aquisição da escrita. Ling. (dis)curso, Dez 2013, vol.13, no.3, p.667-
694. ISSN 1518-7632.
Disponível em: http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
UNIDADE 3
> Abordar o fenômeno da 
comunicação que acontece 
através da instância do texto.
Destacar as características 
que conferem diversidades 
aos tipos de texto do 
cotidiano.Examinar os 
mecanismos constitutivos e 
a partir deles, as classes de 
palavras e de sentenças, os 
conectivos, os processos de 
ordenação e de retomada 
do tema, os tempos verbais, 
entre outros fenômenos. 
Refletir sobre as concepções 
básicas de coesão textual, 
tipologia e gêneros.
http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
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3 TIPOLOGIA TEXTUAL 
EXPOSITOVA
Nessa unidade analisaremos os tipos de textos. Textos são situações de comunicação 
no nosso cotidiano. Portanto, em cada momento encontraremos característica espe-
cíficas às formas do texto. 
A tipologia textual se divide em três tipos principais: Narração, dissertação e descri-
ção.Estudaremos as seus funcionamentos e subcategorias.
Bons estudos!
3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL
A nomenclatura tipologia textual relaciona como a estrutura da composição em que 
ele foi feito.Trata-se de questões estruturais da língua, determinadas por aspectos 
lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. 
Podemos observar que um texto é o conjunto de enunciados em uma estrutura 
de comunicação com características específicas. O funcionamento baseia-se na 
relação entre os interlocutores, que nesse caso vem a ser o autor(locutor/narra-
dor) e o leitor.
Entretanto, existe uma diferença entre tipos de texto e tipologia textual. Apesar 
dos vocábulos serem próximos, você entenderá melhor esse contexto no decor-
rer da unidade.
“A coesão textual” – Ingedore Koch
Um texto não é simplesmente uma sequência de frases isoladas, mas uma uni-
dade linguística com propriedades estruturais específicas.
A forma como composições de textos se apresentam chamamos de tipos de texto.
Para entendermos melhor como funciona um texto, pensemos em uma situação do 
dia a dia: Quando relatamos um acontecimento , um fato presenciado ou ocorrido 
conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum 
lugar pelo qual visitamos.É exatamente nesse momento que classificamos os nossos 
textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação.
3.2 GÊNEROS TEXTUAIS
As situações sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade são os 
gêneros textuais. Ao trocar um email formal ou informal estamos formulando o gêne-
ro correspondência (em meio eletrônico). Porém, isso também pode acontecer com 
receitas , bulas de remédios, reportagens, entre outros. Todos são tipos de textos em 
determinados gêneros. 
Mas é necessário saber que a técnica para compô-la, é extremamente importante 
que saibamos a maneira correta de produzir textos. À medida que a praticamos, va-
mos nos aperfeiçoando mais e mais na sua performance da estrutura.
3.3 TIPOS DE TEXTOS
NARRAÇÃO
Personagens, tempo , espaço e conflito são elementos que codificam o tipo narrativo.
Contar ou relatar história é a função dos texto com essa característica.
Na narrativa, o narrador é o responsável por contar a história, criando um texto que 
flui no imaginário do leitor, com a composição de tramas e a elaboração de perso-
nagens mais ou menos complexas. O texto narrativo também pode ser perpassado 
pelo tom poético, e as personagens podem ser conhecidas através de seus elementos 
físicos e por suas características psicológicas.
Os gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, ro-
mance, biografias, etc.
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3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA
Primeiramente, todas as obras narrativas possuem elementos em comum e devem 
responder as seguintes perguntas:
Quem?
O que? 
Quando? 
Onde? 
Como?
Por quê?
A fim de entendermos melhor, é necessário entender que esses questionamentos 
são respondidos através dos elemento estruturais que compõem um texto narrativo.
Vejamos a seguir:
• Narrador: é o que narra a história, pode ser onisciente (terceira pessoa, o ob-
servador) ou personagem (em primeira pessoa; narra e participa da história ).
• Tempo: é um determinado momento em que as personagens vivenciam as 
suas experiências e ações. Pode sercronológico ou psicológico (memórias).
• Espaço: lugar onde as ações acontecem e se desenvolvem.
• Enredo: é a trama, o que está envolvido na trama que precisa ser resolvido. 
Responsável pelo clímax e desfecho.
• Personagens: seres fictícios da trama, encadeiam-se os fatos que geram os 
conflitos e ações.
3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS
Romance: é uma narrativa longa, geralmente dividida em capítulos, possui persona-
gens variadas em torno das quais acontece a história principal .
Advém da literatura oral em que as pessoas contavam oralmente histórias de amor e 
aventuras. Há sempre uma trama central e pequenas outras secundárias que se cru-
zam para formarem a história. 
Exemplos de romances: Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa; São Ber-
nardo, de Graciliano Ramos; A hora da estrela, de Clarice Lispector etc.
Há também, os romances modernos: biográfico, policial, histórico, psicológico, regio-
nal, de costumes, de cavalaria, de ficção científica etc.
Novela
Possui em seu enredo é formado por uma pluralidade de histórias entrelaçadas umas 
às outras, portanto, não tem o foco somente em uma única história ficcional.Caracte-
riza-se por ser uma obra aberta.
Conto
Uma narrativa breve que ocorre centrada em um único conflito, conta com poucos 
personagens e relata apenas uma situação. 
Os contistas brasileiros mais renomados: Machado de Assis, João Guimarães Rosa, 
Clarice Lispector, Mário de Andrade e Lygia Fagundes.
Crônica
A crônica integra um gênero ligado ao cotidiano bastante popular. Caracteriza-se 
por textos breves que relatam fatos que os cronistas vivenciaram e fazem uma crítica 
Romance deriva do latim romance que tem como significado a língua românti-
ca e é um gênero herdeiro da epopéia.
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social.
Principais cronistas brasileiros: Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Luis Fernando Ve-
ríssimo.
Fábula e apólogo
Na fábula, há a personificação dos animais que são responsáveis pela ação. Ela tem 
fins didáticos ao conter uma lição de moral no final
3.4 DISSERTAÇÃO
O gênero que se apropria da estratégia argumentativa. Baseia-se no desenvolvimen-
to de idéias.
É um tipo de texto opinativo em que sua maior finalidade é conquistar a adesão do 
leitor aos argumentos apresentados. 
Texto que compõem a estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, disser-
tação, editorial etc.
3.5 DESCRIÇÃO
Descreve de forma objetiva ou subjetiva pessoas e/ou situações.
Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de 
viagem etc. Também podem ser encontrados em textos literários por meio da des-
crição subjetiva.
Saiba mais em: LUCCHESI, D., BAXTER, A., and RIBEIRO, I., orgs. O portu-
guês afro-brasileiro [online]. Salvador: EDUFBA, 2009, 576 p. ISBN 978-85-
232-0596-6. Available from SciELO Books.
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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA I
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
4 AS CLASSES GRAMATICAIS
Nessa unidade iremos abordar as classes gramaticais da língua portuguesa. Tratam-
-se de dez classes: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, 
preposição, conjunção e interjeição.
Cada uma delas possui características específicas de função primordial no estudo 
morfológico da língua portuguesa.
Bons estudos!
4.1 CLASSES DE PALAVRAS
É possível verificar na morfologia dez classes de palavras nas quais um estudo pode 
ser analisado e catalogado.
4.1.1 SUBSTANTIVO
São palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre ou-
tros. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e 
plural) e grau (diminutivo, normal, aumentativo). Exercem sempre a função de núcleo 
das funções sintáticas onde estão inseridos (sujeito, objeto direto, objeto indireto e 
agente da passiva).
Substantivos simples
• livro;
• felicidade.
Substantivos compostos
• passatempo;
• arco-íris;
UNIDADE 4
> Abordar os principais 
conceitos das classes 
gramaticais.Entender na 
morfologia, as relações 
entre as palavras, o 
contexto em que são 
empregadas, ou outros 
fatores que podem 
influenciá-la, mas 
somente a forma da 
palavra.
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• segunda-feira;
Substantivos primitivos
• folha;
• chuva;
• algodão;
Substantivos derivados
• território;
• chuvada;
• jardinagem;
• açucareiro;
Substantivos próprios
• Flávia;
• Brasil;
Substantivos comuns
• mãe;
• computador;
• papagaio;
Substantivos coletivos
• rebanho;
• arquipélago;
• constelação.
Substantivos concretos
• samambaia;
• chuva;
• Felipe.
Substantivos abstratos
• beleza;
• pobreza;
Substantivos comuns de dois gêneros
• o estudante / a estudante;
• o jovem / a jovem;
• o artista / a artista.
Substantivos sobrecomuns
• a vítima;
• a pessoa;
4.1.2 ADJETIVO
Expressa uma qualidade ou característica do ser e relaciona diretamente ao substan-
tivo.
Temos o exemplo:
A mulher bondosa, o homem bondoso e a moça bondosa.
Observamos que bondoso qualifica os substantivos mulher, homem e moça.
No caso da palavra bondade, a classiicação seria diferente. Ex: Pessoa bondade. 
Classificação do Adjetivo
Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Ex: neve fria.
Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Ex: fruta madura.
Formação do Adjetivo
Quanto à formação, o adjetivo pode ser:
Simples: Formado por um só radical. Ex: Cômico
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Composto: Formado por dois ou mais radicais. Ex: Azul-escuro
Primitivo: Dá origem : Belo
Derivado: Deriva de substantivo. verbo ou até mesmo outro adjetivo. Ex: Bondoso
4.1.3 ARTIGO
O artigo refere-se ao substantivo. Esta referência poderá ser definindo ou indefinindo.
Artigos definidos: tem a função de caracterizar o ser ou objeto em particular.
Artigos indefinidos: tem a função de apresentar um elemento qualquer de uma es-
pécie, ou seja, sem particularizar.
Exemplos: 
“Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante 
matéria...” (Machado Assis).
4.1.4 PRONOME
De origem grega a palavra pró(vem antes) nome( nome). Etimologicamente, é a pala-
vra que substitui o nome , que na nossa língua portuguesa classificamos como subs-
tantivo.
Classificações:
Pronomes Pessoais
Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são classifica-
dos em dois tipos:
• Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito, por exemplo: 
Eu gosto muito da Ana.
• Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e comple-
mentam os verbos, por exemplo: Está comigo seu caderno.
Pronomes Possessivos
Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse, por exemplo: 
Essa caneta é sua?
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar algo. Reúnem palavras variá-
veis (esse, este, aquele, essa, esta, aquela) e invariáveis (isso, isto, aquilo)
Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento são termos respeituosos empregados normalmente em 
situações formais:
Pronomes Indefinidos
Empregados na3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes in-
definidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou imprecisa.
Pronomes Possessivos
meu, minha (singular); meus, minhas (plural)
teu, tua (singular); teus, tuas (plural)
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
nosso, nossa (singular); nossos, nossas (plural)
vosso, vossa (singular); vossos, vossas (plural)
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4.1.5 NUMERAL
Palavra utilizada para dar quantidade ou determinar posição numérica.Pode ser re-
presentada escrita ou por extenso.Nesse caso, o substantivo é representado de ma-
neira quantitativa.
Quanto à classificação, o numeral pode ser:
Cardinal: quando ele indica quantidade ou serve para contabilizar algo. Ex: Um, três, 
cinco...
Ordinal: quando ele expressar ordem ou sequência de algo. Ex: Terceiro, décimo, se-
gundo...
Multiplicativo: quando ele indicar contagens multiplicativas. Ex: Triplo, dupla, dobro, 
sêxtuplo...
Facionário: quando ele expressar parte de um todo ou porções fracionadas. Ex: Terço, 
quinto, oitavo...
O numeral também pode ser coletivo, quando ele indicar um conjunto.
4.1.6 VERBO
Entendemos por verbo, as palavras acontecimentos de tempo, ação, estado ou fenô-
meno da natureza. Quanto à flexão pode ser por modo, número, voz ou pessoa.
Flexão em número: 
• Singular (um sujeito);
• Plural (vários sujeitos).
Flexão em pessoa: 
• 1.ª (quem fala: eu e nós);
• 2.ª (com quem se fala: tu e vós);
• 3.ª (de quem se fala: ele e eles).
Flexão em modo: 
• Indicativo (indica realidade);
• Subjuntivo (indica possibilidade);
• Imperativo (indica ordem);
• Formas nominais (infinitivo, particípio e gerúndio).
Flexão em tempo: 
• Tempos no passado 
• Tempos no presente 
• Tempos no futuro 
Flexão em voz: 
• Voz ativa 
• Voz passiva 
• Voz reflexiva (sujeito gramatical é agente e paciente da ação).
4.1.7 ADVÉRBIOS
A classe gramatical invariável que modifica um verbo ou um outro advérbio. Denota 
as circunstâncias em que ocorrem as ações verbais.
Classificação dos Advérbios
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, 
acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe.
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ain-
da, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, 
afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramen-
te, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, 
de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em 
tempos, em breve, hoje em dia.
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Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às 
pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, 
desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão 
e a maior parte dos que terminam em “-mente”: calmamente, tristemente, proposi-
tadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondo-
samente, generosamente.
Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, 
deveras, indubitavelmente.
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, 
de jeito nenhum.
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, 
por certo, quem sabe.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasia-
do, quanto, quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, 
de muito, por completo, extremamente,intensamente, grandemente, bem (quando 
aplicado a propriedades graduáveis).
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unica-
mente. Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. Por exemplo: O indivíduo 
também amadurece durante a adolescência.
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por exemplo: Primeiramente, eu gos-
taria de agradecer aos meus amigos por comparecerem à festa.
4.1.8 PREPOSIÇÃO
Morfologicamente, entende que é a palavra invariável que liga dois elementos de 
uma frase, estabelecendo uma relação entre eles que é considerada subordinativa, 
pois,entre os elementos ligados pela preposição não há sentido separado.
Vejamos o exemplo:
1. Os filhos de Maria riram do seu jeito feliz.
Os filhos de Maria/ seu jeito feliz.
do preposição
4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO
A conjunção é palavra que liga orações e estabelece entre si relação de coordenação 
e subordinação. A conjunção quanto à classificação pode ser coordenativa e subor-
dinativa.
Coordenativas: são conjunções que ligam duas orações independentes (coordena-
das). São cinco as orações coordenadas:
• Aditivas: indica ideia de adição 
• Adversativas: indica ideia de oposição, adversidade 
• Alternativa: indica ideia de alternância, escolha, exclusão 
• Conclusiva: indica ideia de conclusão 
• Explicativa: indica ideia de justificação 
Subordinativas: são conjunções que ligam duas orações dependentes.
• Causal: indica ideia de causa (porque, visto que, já que, uma vez que, desde 
que, como, etc).
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• Comparativa: indica ideia de comparação (como, (tal) qual, assim como, 
(tanto) quanto, etc).
• Condicional: indica ideia de condição (se caso, contanto que, desde que, 
salvo se, sem que, a menos que, etc).
• Consecutiva: indica ideia de consequência, efeito, resultado (que precedido 
de tal, tão e tanto; de modo que, de maneira que, de sorte que, sem que, 
etc).
• Conformativa: indica ideia de conformidade (conforme, consoante, segun-
do, como, etc).
• Concessiva: indica ideia de concessão (embora, conquanto, posto que, por 
muito que, se bem que, ainda que, mesmo que, etc).
• Temporal: indica ideia de tempo (quando, enquanto, logo que, desde que, 
assim que, até que, etc.).
• Final: indica ideia de finalidade (a fim de que, para que, que, etc.).
• Proporcional: indica ideia de proporção (à medida que, à proporção que, ao 
passo que, quanto mais, etc.).
As conjunções integrantes iniciam as orações subordinadas substantivas.
As interjeições são expressões do falante que expressam estados emocionais de acor-
do com o contexto. Podem expressar sentimentos como:
• Alegria: ah!, oh!, Oba!
• Advertência: Cuidado!, Atenção!
• Afugentamento: fora!, rua!, passa!, xô!
• Alívio: ufa!, arre!
• Animação: coragem!, avante!
• Aplauso: bravo!, bis!, mais um!
• Chamamento: alô!, olá!, psit!, psiu!
• Desejo: oxalá!, tomara!
• Dor: aí!, ui!
• Espanto: puxa!, oh!, chi!, ué!
• Impaciência: hum!,hem!
• Silêncio: silêncio!, psiu!, quieto!
Saiba mais em: OLIVEIRA, K., CUNHA E SOUZA, HF., and SOLEDADE, J., 
orgs. Do português arcaico ao português brasileiro: outras histórias [onli-
ne]. Salvador: EDUFBA,2009. 329 p. ISBN 978-85-232- 0602-4. Available 
from SciELO Books.
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LÍNGUA PORTUGUESA I
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA I
OBJETIVO 
Ao finaldesta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
UNIDADE 5
> Observar e comparar 
a escrita das palavras. 
Ampliar o vocabulário 
mostrando a 
escrita correta e 
estabelecendo 
relação com as novas 
regras ortográficas 
do acordo da língua 
portuguesa. Bom 
estudos!
5 USO DA ORTOGRAFIA
Nessa unidade, nosso objeto de estudos será a ortografia, que significa a ação da es-
crita. Compreendê-la é discernir os aspectos da gramática normativa e suas regras.
É de extrema importância que um falante da língua portuguesa e também um estu-
dioso dela como objeto domine as perspectivas da grafia correta.
5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA
Vimos na primeira unidade sobre o estudo da fonologia que compreende como par-
te da morfologia. A ortografia é o conteúdo da língua portuguesa responsável por 
estabelecer padrões para a escrita das palavras.
Os critérios da etimologia ( ciência que estuda a origem das palavras) e os fonológicos 
são padrões que geram a ortografia. Baseia-se na escrita, logo fruto de uma conven-
ção produzida em acordos ortográficos.
Exercitar a grafia é treinar a ortografia.Através de produções textuais e leitura orienta-
da a cada momento se apreende melhor o domínio da escrita (a ortografia).
A derivação das palavras gregas Ortho ( correto) e graphos ( escrita) define que um sis-
tema de símbolos, letras e sinais se torna um conjunto de regras que são oficialmente 
reconhecidas pelo país da língua falante.
5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA
A gramática é um sistema de normas que estabelece uma padrão de uma determi-
nada língua. Como já visto em unidade anterior, a gramática do português é utilizada 
em todos os países falantes da língua. Seria a gramática uma redução do sistema 
lingüístico? De modo algum, a língua é viva a partir da prática dos falantes, portanto, 
mutável, porém, existem regras a serem cumpridas na escrita.
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Contudo, os aspectos históricos, regionais e socioculturais da língua não são conside-
rados como fatores importantes na gramática normativa.
5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA
Abaixo você irá ler um fragmento do autor brasileiro Monteiro Lobato.
“Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar 
que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gra-
máticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você’! (Monteiro Lobato. Obra 
Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense)
Ocorreram erros gramaticais no texto acima? De certo que sim, entretanto somente 
se a correção for regida pela gramática normativa. Existem outros tipos de gramáticas 
que consideram as variações lingüísticas e regionais. Entretanto, há um elementos da 
escrita que devem ser obedecidos.
5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA
Conjunto de regras que consideram as variações da língua para identificar as instân-
cias contextuais. Vai além dos conceitos estabelecidos pela gramática normativa para 
estabelecer suas linhas de escrita.
Utilizada em escolas e salas de aula de português, a gramática normativa é a 
padrão da língua. Nela encontramos as regras de coesão, ortografia, coerência e 
concordâncias verbais e nominais.Esse conjunto rege as normas em que deve-
mos escrever e falar corretamente.
5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA
O objeto de estudo dessa gramática é a origem da determinada língua e a maneira 
que ela evolui no contexto social dos falantes.A premissa é que a língua é patrimônio 
cultural.
5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA
A função da gramática é comparar a língua local com outras línguas de origem. No 
caso do português com as línguas românticas européias.
5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS 
BRASILEIRO
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. 
a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê ou guê)
h H (agá)
i I (i)
j J (jota)
k K (cá)
l L (ele)
m M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w W (dáblio)
x X (xis)
y Y (ípsilon)
z Z (zê)
Uso das letras K/ W /Y
Após o novo acordo ortográfico são utilizados na língua portuguesa para antropôni-
mos de origem de outras línguas e em siglas e símbolos. 
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OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
Uso das letras X e Ch
Encontramos o X em: 
Casos de pós ditongo. Ex: Caixa
Após sílaba iniciada ‘em’ e ‘me’ . Ex: Enxaqueca / Mexerica
Palavras de origem indígena e africanas. Ex: Xavante 
Encontramos o o dígrafo Ch:
Palavras: fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
Saiba mais em: SANTANA, L. Relações de complementação no português 
brasileiro: uma perspectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; 
São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014.
UNIDADE 6
> Apresentar as 
dificuldades no uso 
da língua portuguesa. 
Entender como esses 
erros se apresentam 
na escrita e na fala. 
Problematizar os 
principais termos 
que são considerados 
erros crassos na 
gramática normativa.
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6 DIFICULDADES NO USO DO 
PORTUGUÊS PADRĀO
Nessa unidade ampliaremos os estudos sobre as dificuldades no uso da língua por-
tuguesa.Como já vimos em unidades passadas, é possível ser um falante apto da lín-
gua, porém, não dominante da escrita correta. Isso acontece em função de variações 
lingüísticas e lexicais.
Compreenderemos quais são as situações comuns de erros morfológicos no portu-
guês e também destacaremos especificamente porque acontecem os vícios de lin-
guagem.
Bons estudos!
6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO?
Como já visto na unidade passada, as regras que estabelecem a gramática normativa 
não consideram aspectos sócios, regionais e históricos, portanto, variações lingüísti-
cas são consideradas como erros. O respaldo está nas outras tipologias gramaticais, 
porém, existem regras escritas que precisam ser cumpridas para que haja uma inte-
ração completa entre os interlocutores em uma situação textual.
Diariamente em relações corporativas, avaliações, redações jornalísticas, ofícios, entre 
outros necessitam de um padrão de linguagem para que exista uma comunicação 
coesa do texto.
Dessa forma, textos que fujam da linguagem estabelecida são considerados incorre-
tos, tal como escrita que se aproxima da fala ( informal) ou até mesmo o uso de gírias 
e chavões em textos formais.
6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA 
MORFOLOGIA
6.2.1 VERBOS
Concordar e conjugar de maneira errônea os verbos são considerados erros clássicos 
da língua.
Exemplos: Nós ‘foi’ / Nós fomos
O uso do foi concorda com a pessoa verbal ‘eu’ (primeira pessoa do singular).
O professor interviu a tempo de auxiliar os alunos. 
A conjugação correta do verbo intervir seria ‘interveio’.
6.2.2 PESSOAS E TEMPOS 
Uma das ocorrências mais comuns é a mistura de pessoas verbais na mesma senten-
ça.
Ex: Deixe de sofrimento, vem para alegria!
Apesar de ser uma frase comum à fala, não é correta.Para que esteja de acordo com 
a concordância verbal e nominal deverá ser adequada.
Ex: Deixe de sofrimento, venha para alegria!
Ex: “Não acredito que essa solução satisfaça a todos os interessados”. (presente do 
subjuntivo)
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6.2.3 SINGULAR E PLURAL 
Flexões de número
O caso mais repetido é flexionar impropriamente em plural e singular.
Ex: Os alunos tem que compreender a língua portuguesa.
O correto é têm(como já visto em unidade passada, o novo acordo ortográfico man-
teve o acento em ‘têm’ no plural).
6.2.4 SUBSTANTIVOS
A classe gramatical dos substantivos frequentemente é comprometida, em virtude 
da falta de conhecimento das regras gramaticais.
O guarda-chuva / Os guarda-chuvas 
A bomba-relógio / As bombas-relógios
6.2.5 PRONOMES 
Casos de ênclises / próclises e mesóclises
Maior ocorrência: Me dê um pedaço de bolo?
A gramática normativa considera errado o uso do pronome oblíquo no início de uma 
frase.
O correto é: Dê-me um pedaço de bolo?
Mim / eu
Peguei o carro para mim dirigir.
Correto: Peguei o carro para eu dirigir. ( eu/pronome pessoal do caso reto).
6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM 
Os desvios das normais gramaticais nas construções de textos e falas são nomeados 
vícios de linguagem.
Barbarismo
Grafia ou pronúncia em desacordo com a norma culta. 
Ex: Rúbrica (o certo seria rubrica)
Etmologia /etimologia (grafia correta)
Solecismo
É o desvio em relação à sintaxe. 
Ex: Haviam pessoas. (o certo seria havia)
Cacófato
É o som desagradável.
Ex: Boca dela.
Ambiguidade 
Duplo sentido.
• O cachorro do seu pai avançou sobre o amigo.
Pleonasmo
Repetição desnecessária de uma expressão.
Ex: Subir para cima.
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Saiba mais em: SANTANA, L. Relações de complementação no português 
brasileiro: uma perspectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; 
São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014.
REFERÊNCIAS 
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tibulares, ENEM, colégios técnicos e militares.8.ed.São Paulo: Saraiva, 2007.
2. ILARI, Rodolfo. Gramática do português culto falado do Brasil: palavras de classe 
fechada. São Paulo: Contexto, 2015. v.4 
3. KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1994. 
4. BALDO, Al. Compreensão de Expressões Idiomáticas da Língua Portuguesa domo 
L2: Evidências de Protocolos Verbais. Ling. (dis)curso, Maio 2014, vol.14, no.2, p.375-
390. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/ CAPIS-
TRANO, C. C. Um entre outros: a emergência da rasura na aquisição da escrita. Ling. 
(dis)curso, Dez 2013, vol.13, no.3, p.667-694. ISSN 1518-7632. Disponível em: http://
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5. LUCCHESI, D., BAXTER, A., and RIBEIRO, I., orgs. O português afro-brasileiro [onli-
ne]. Salvador: EDUFBA, 2009, 576 p. ISBN 978-85-232-0596-6. Available from SciELO 
Books .
6. OLIVEIRA, K., CUNHA E SOUZA, HF., and SOLEDADE, J., orgs. Do português arcaico 
ao português brasileiro: outras histórias [online]. Salvador: EDUFBA, 2009. 329 p. 
ISBN 978-85-232- 0602-4. Available from SciELO Books . 
7. SANTANA, L. Relações de complementação no português brasileiro: uma pers-
pectiva discursivofuncional. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 
2010. Disponível em . Acesso em: Julho de 2014.
http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
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	1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA
	1.1 O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA
	1.2 A LÍNGUA: sistema de diferentes formas e significados
	1.2.1 AS DIVISÕES
	1.3 MORFOLOGIA
	1.4 SINTAXE
	1.4.1 SEMÂNTICA
	2 titulo
	2.1 A REFORMA ORTOGRÁFICA
	2.2 PRINCIPAIS ACORDOS DA REFORMA ORTOGRÁFICA NO SÉCULO XX
	2.2.1 PORTUGAL EM 1911
	2.2.2 O ACORDO DE 1945
	2.2.3 A REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1971
	2.3 PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA ÁFRICA
	2.3.1 PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO OFICIAL
	2.4 A REFORMA ORTOGRÁFICA VIGENTE 
	2.4.1 Acentuação
	2.4.2 TREMA
	2.4.3 USO DO HÍFEN
	3 titulo
	3.1 TIPOLOGIA TEXTUAL
	3.2 GÊNEROS TEXTUAIS
	3.3 TIPOS DE TEXTOS
	3.3.1 GÊNEROS DA ESTRUTURA NARRATIVA
	3.3.2 ESTILOS NARRATIVOS
	3.4 DISSERTAÇÃO
	3.5 DESCRIÇÃO
	4 título
	4.1 CLASSES DE PALAVRAS
	4.1.1 SUBSTANTIVO
	4.1.2 ADJETIVO
	4.1.3 ARTIGO
	4.1.4 PRONOME
	4.1.5 NUMERAL
	4.1.6 VERBO
	4.1.7 ADVÉRBIOS
	4.1.8 PREPOSIÇÃO
	4.1.9 CONJUNÇÃO E INTERJEIÇÃO
	5 ortogragia
	5.1 O ESTUDO DA ORTOGRAFIA
	5.2 GRAMÁTCA NORMATIVA
	5.3 TIPOS DE GRAMÁTICA
	5.3.1 GRAMÁTICA DESCRITIVA
	5.3.2 GRAMÁTICA HISTÓRICA
	5.3.3 GRAMÁTICA COMPARATIVA
	5.4 ASPECTOS DA ORTOGRAFIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
	6 título
	6.1 GRAMÁTICA: O QUE É CONSIDERADO ERRO?
	6.2 SITUAÇÕES COMUNS DE ERROS NA MORFOLOGIA
	6.2.1 VERBOS
	6.2.2 PESSOAS E TEMPOS 
	6.2.3 Singular e plural 
	6.2.4 SUBSTANTIVOS
	6.2.5 PRONOMES 
	6.3 VÍCIOS DE LINGUAGEM

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