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Brazilian Journal of Development 
ISSN: 2525-8761 
38367 
 
 
Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.8, n.5, p. 38367-38389, may., 2022 
 
Emergências médicas e controle do medo e da ansiedade no ambiente 
odontológico 
 
Medical emergencies and control of fear and anxiety in the dental envi
ronment 
 
DOI:10.34117/bjdv8n5-371 
 
Recebimento dos originais: 21/03/2022 
Aceitação para publicação: 29/04/2022 
 
Caroline Mortagua Meireles Amaral 
Graduanda em odontologia 
Instituição: Universidade Grande Rio (UNIGRANRIO) 
Endereço: Rua Professor José de Souza Herdy, CEP: 25071202, Duque de Caxias/ 
RJ, Brasil 
E-mail: carolinemortagua22@gmail.com 
 
Monique Aparecida Dias Marsico 
Graduanda em odontologia 
Instituição: Universidade Grande Rio (UNIGRANRIO) 
Endereço: Rua Professor José de Souza Herdy, CEP: 25071202, Duque de Caxias/ RJ, 
Brasil 
E-mail: monique.marsico@gmail.com 
 
Davi Nascimento do Amaral 
Mestre em pacientes com necessidades especiais 
Instituição: Universidade Grande Rio (UNIGRANRIO) 
Endereço: Rua Professor José de Souza Herdy, CEP: 25071202, Duque de Caxias/ RJ, 
Brasil 
E-mail: davi.amaral@unigranrio.edu.br 
 
RESUMO 
Objetivo: Levando em consideração que as emergências médicas podem ocorrer dentro 
do consultório odontológico, devido a falta de planejamento e de técnicas que busquem 
o conforto do paciente no momento de tensão, esse estudo tem a finalidade de 
apresentar a importância de o cirurgião dentista se atentar ao nível de medo e ansiedade 
dos pacientes mediante ao tratamento e ao ambiente odontológico, pois quando essas 
emoções se tornam exarcebadas e descontroladas, é possível que gerem um quadro de 
intercorrência. Para a confecção desse estudo, foram utilizadas consultas à base de dado 
SCIELO, Google Acadêmico, PUBMED, MEDLINE e livros, embasados na seguinte 
pergunta “Quais as principais emergências médicas dentro do ambiente odontológico 
e como evitá-las?”. Métodos: a metodologia utilizada foi a revisão de literatura, cujo 
estudo possibilitou a perspectiva de um atendimento seguro, através do controle das 
emoções e o planejamento de um suporte adequado em casos de intercorrências no 
âmbito odontológico, suprindo as necessidades do paciente. Conclusão: É de extrema 
importância que o profissional odontológico leve em consideração o medo e 
nervosismo do indivíduo no ambiente clínico, uma vez que estes fatores podem levá-
los a situações de emergências e colocar a vida dele em risco. Para isso, é necessário 
que o cirurgião dentista realize um atendimento individualizado e proporcione conforto 
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/medical
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/and
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/control
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/of
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/fear
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/and
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/anxiety
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/in
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/the
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/dental
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/environment
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles-portugues/environment
mailto:carolinemortagua22@gmail.com
mailto:monique.marsico@gmail.com
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desses paciente enquanto presentes no consultório, consequentemente reduzindo os 
riscos de uma situação incidente. 
 
Palavra-chave: emergências médicas, intercorrências, controle do medo e da ansiedade. 
 
ABSTRACT 
Objective: Taking into account that medical emergencies can occur within the dental 
office, due to the lack of planning and techniques that seek the patient's comfort in the 
moment of tension, this study aims to present the importance of the dental surgeon 
paying attention to the level of fear and anxiety of patients through the treatment and 
the dental environment, because when these emotions become exacerbated and 
uncontrolled, it is possible that they generate a condition of intercurrence. For the 
preparation of this study, consultations were used in the SCIELO database, Google 
Scholar, PUBMED, MEDLINE and books, based on the following question “What are 
the main medical emergencies within the dental environment and how to avoid them?”. 
Methods: the methodology used was a literature review, the study of which enabled the 
prospect of safe care, through the control of emotions and the planning of adequate 
support in cases of complications in the dental field, meeting the needs of the patient. 
Conclusion: It is extremely important that the dental professional takes into account the 
fear and nervousness of the individual in the clinical environment, since these factors 
can lead them to emergency situations and put their life at risk. For this, it is necessary 
for the dental surgeon to perform individualized care and provide comfort to these 
patients while present in the office, consequently reducing the risks of an incident 
situation. 
 
Keyword: medical emergencies, intercurrences, fear and anxiety control. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
No momento atual, tem sido muito comum o relato de pacientes que já passaram 
por alguma experiência clínica que os deixaram apreensivos aos encontros com o 
profissional odontológico, seja pela presença dos paramentos e todos instrumentais 
odontológicos, que promovem uma ansiedade e receio do tratamento, ou pelo medo de 
passar novamente pelo ocorrido1. Dessa maneira, tornou-se essencial que o cirurgião-
dentista se atualize sobre os métodos de controle do medo e da ansiedade de forma que 
transmita maior confiança para o paciente, além de estar preparado para situações de 
intercorrências, preservando a vida deste.2
 
À vista disso, é evidente que toda preparação profissional antes do atendimento 
odontológico faz muita diferença no conforto e segurança do paciente enquanto presente3, 
sendo necessário ressaltar que, quanto maior o medo e a ansiedade do paciente, maior 
sintomatologia e maior os riscos de desenvolver uma emergência.4 Por esses fatores, é 
imprescindível que que seja realizado uma anamnese detalhada5 sobre a vida do paciente 
em geral e fique disponível no consultório, equipamentos de suporte básico de vida para 
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que, nesses momentos, seja ainda mais eficaz a assistência ao paciente.1 
 
2 METODOLOGIA 
Com o objetivo de reunir conhecimentos a respeito das intercorrências médicas 
no ambiente odontológico e promover ideias de controle emocional, será realizado uma 
revisão da literatura científica sobre o tema “Emergências médicas e controle do medo e 
da ansiedade no ambiente odontológico”, utilizando como fonte de pesquisa artigos e 
livros, além de bases de dados como Google acadêmico, Scielo, PubMed e Medline, com 
informações recentes e essenciais sobre o assunto em foco, tendo em vista o 
aprofundamento a respeito da segurança durante os procedimentos realizados pelo 
cirurgião-dentista. 
 
3 URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS 
As urgências e emergências odontológicas são situações que podem ocorrer para 
os profissionais que estão trabalhando de forma focada na manutenção e cuidado da 
cavidade oral, ignorando o olhar do paciente como um todo quanto ao seu estado de saúde 
geral, comprometendo o prosseguimento de um atendimento seguro.6 Frente a essas 
situações, é importante que o profissional consiga diferenciar e esteja preparado para 
intervir mediante as urgências e emergências,atenuando assim possíveis complicações e 
óbitos.7 
As urgências odontológicas são caracterizadas pela necessidade de atendimento 
rápido, com ou sem risco potencial à vida, mas é possível que o profissional se planeje 
para intervir em curto prazo.1 Já as emergências na odontologia, consistem em uma 
situação crítica de saúde do paciente, necessitando de intervenção imediata, pois há risco 
eminente de morte sem que o profissional tenha tempo para se planejar.8 
 
4 ANAMNESE 
Anamnese consiste em uma série de perguntas que diz respeito ao paciente sobre 
seu estado de saúde geral, incluindo a temática quanto ao relacionamento com o ambiente 
odontológico, sendo possível avaliar o medo e a ansiedade com perguntas que 
demonstrem o grau de receio em que o paciente se encontra.9 Esse procedimento é a base 
de uma consulta odontológica detalhada e cuidadosa, que permite, através desse primeiro 
contato e informações, a possibilidade de diagnosticar, planejar, promover tratamento 
adequado, evitando as emergências médicas.8 
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Ainda dentro da anmnese, um fato importante a ser mencionado é a aferição dos 
sinais vitais, PA, frequência cardíaca e respiratória, que indicam muito sobre o estado em 
que o paciente se encontra, podendo ser diagnosticado com uma hipertensão, com a 
síndrome do jaleco branco, taquicardia e outras condições,9que podem interferir de 
maneira significativa no sucesso do tratamento uma vez que sejam ignoradas. 
Após realização de uma anamnese minuciosa é importante classificar o paciente 
de acordo com seu estado físico para a avaliação do cálculo de risco quanto aos 
procedimentos a serem realizados.5 A classificação ASA se torna então cruscial uma vez 
que os pacientes que possuem alterações sistêmicas serão mais suscetíveis a 
desenvolverem uma emergência médica no consultório, devido seu estado emocional 
influenciar diretamente no descontrole da sua patologia.8 
 
5 EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Quando o profissional realiza uma anamnese aprofundada e toma a iniciativa de 
sempre aferir os sinais vitais do paciente, as chances de ocorrerem intercorrências se 
tornam praticamente nulas.5 É preciso atentarmos a alguns fatores de risco, como: idade, 
tempo de cadeira e uso de medicamentos, que podem influenciar no acometimento de 
emergências no consultório mesmo que, momentaneamente, o paciente demostre-se 
bem.1 
As emergências médicas de mais ocorrência no consultório odontológico são: 
Alteração ou perda da consciência: lipotímia, síncope e hipotensão postural; Alteração 
respiratória: depressão respiratória, hiperventilação, obstrução das vias áereas e crise 
asmática; Alteração neurológica: crises convulsivas; Alterações cardiovasculares: angina, 
infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial. Alterações endócrinas: diabetes mellitus 
e reações alérgicas.1 
 
5.1 ALTERAÇÃO OU PERDA DE CONCIÊNCIA 
➢ Lipotímia: 
É uma sensação de mal estar, que se não for percebida e tratada pode evoluir 
para uma síncope, sendo considerada uma situação pré – síncope. É uma das 
intercorrências que mais acontecem no consultório e pode ocorrer por conta de: susto; 
ansiedade; estresse emocional; dor forte e/ou inesperada; visualização de sangue e/ou 
instrumentos odontológicos; alimentação deficiente; cansaço físico extremo e calor 
excessivo.1,8 
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Alguns sintomas e sintomas que podem ser observados: calor na nuca; palidez; 
sudorese; náuseas; taquicardia; midríase, que é a diltação das pupilas; extremidades frias; 
pulso e presão arterial baixos; distúrbios visuais e sensação de desmaio.1 
O tratamento da lipotímia é iniciado com a interrupção do procedimento, assim 
que aparecerem os sinais e sintomas. Colocar o paciente em posição supina, e movimentar 
as penas dele para ajudar no retorno venoso e monitorar os sinais vitais.8 
➢ Síncope: 
Caracteriza-se por uma perda de consciência repentina e momentânea, ocasionada 
por uma rápida queda do fluxo sanguíneo promovendo também baixa oxigenação cerebral 
e geralmente acontece logo após a lipotímia.1 
Os sintomas mais comuns de uma síncope são: palidez, hipotensão, taquicardia, 
escurecimento da visão, zumbido, sonolência e vazio gástrico. O tratamento consiste em 
interromper o procedimento, inclinar a cadeira em posição supina, com os membros 
levemente elevados em relação a cabeça, hiperextender a cabeça e aguardar recuperação 
de 2 a 3 minutos. Caso não ocorra, administrar oxigênio e monitorar os sinais vitais até a 
chegada do suporte médico.10 
➢ Hipotensão postural: 
Também chamada de hipotensão ortostática, consiste em uma alteração do sistema 
nervoso autônomo que contribui para uma perda da consciência quando o paciente se 
levanta de maneira rápida, isso ocorre porque há uma significativa diminuição das pressões 
sistólica e diastólica, e aumento dos batimentos cardíacos.1 
Alguns pacientes são mais propensos a apresentarem hipotensão postural, eles 
são: aqueles que tenham história prévia de hipotensão postural, que tenha sido submetido 
a um procedimento sob sedação e/ou que permaneceu muito tempo deitados na cadeira 
odontológica. Além disso, há outros fatores que podem levar ao desencadeamento da 
hipotenssão postural, que podem estar associados a administração de drogas; ao 
atendimento prolongado; à gravidez; à idade avançada e aos problemas circulatórios em 
membros inferiores.9 
Para o tratamento dessa intercorrência, é preciso: avaliar o nível de consciência 
do paciente, verificar pulso e respiração. Se houver presença de sinais vitais, é preciso 
inclinar a cadeira em posição supina, hiperextender a cabeça e administrar O2 
suplementar. Monitorar os vitais, avaliar melhora do paciente e se ocorrer a melhora, 
levantar o encosto da cadeira lentamente até a melhora completa. Se a melhora não 
acontecer, acionar o socorro especializado.1 
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5.2 ALTERAÇÃO RESPIRATÓRIA 
➢ Depressão respiratória: 
Em sua etiologia, consiste na diminuição da respiração, causada por alterações 
pulmonares crônicas, insuficiência cardíaca, dispnéia, taquicardia, sudorese, irritabiliade, 
tremor, confusão mental, agitação e letargia, devido a quantidade de oxigênio disponível 
estar mais inferior do que a de dióxido de carbono na corrente sanguínea.1 
O tratamento a ser realizado iniciará pelo interrompimento do procedimento, 
monitorar os sinais vitais com saturação de O2, colocar o paciente em uma posição 
confortável para melhorar a respiração, verificar o nivel de consciência e orientação do 
paciente. Se não houver melhora, solicitar socorro especializado e iniciar o suporte básico 
de vida.1 
➢ Hiperventilação: 
A hiperventilação consiste em uma ventilação excessiva ao respirar, promovendo 
um aumento de captação de oxigênio e eliminação demasiada de dióxido de carbono, 
resultando na diminuição de CO2 na corrente sanguínea. Geralmente está associada ao 
estresse e ansiedade, e pode manifestar sinais e sintomas como: ofegância, parestesia de 
extremidades ou da face, tonturas, calafrios e dispnéia.11 
O tratamento frente a essa situação, se iniciará com a interrupção do atendimento, 
posicionando a cadeira de forma confortável para o paciente. Se estiver cosciente, 
posicioná-lo sentado facilita a respiração, caso não, posicionar a cadeira deitada é uma 
boa alterativa.1 Controlar as vias aéreas, avaliar a respiração e circulação, além de controlar 
ansiedade do paciente, sendo uma forma de prevenção para a ocorrência da 
hiperventilação.11 Se hover a disponibilidadede administração de oxigênio, pode ajudar 
na rápida recuperação. É preciso monitorar os sinais vitais e caso for necessário, iniciar o 
suporte básico de vida e agurdar o socorro especializado.1 
➢ Obstrução das vias áereas: 
É uma das situações mais perigosas que podem acontecer no consultório, por isso, 
requer um manejo rápido para que a desobstrução aconteça sem sequelas importantes para 
o paciente.12 A obstrução das vias áereas pode acontecer da seguinte forma: devido a 
ptose de língua, por edema de glote proveniente de alguma alergia grave ou aspiração de 
corpo estranho.1 
Os sinais e sintomas que os pacientes com obstrução das vias aéreas demonstram 
são: falta de ar, agitação, palidez, ruídos na respiração e normalmente, leva as mãos até o 
pescoço, demonstra ansiedade pela tentativa de respirar e não conseguir se expressar, 
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aumentando significativamente a pressão arterial e pulso.1,13 Em um segundo momento, 
o paciente evolui para a perda de consciência diminuindo a presença dos sinais vitais e caso 
não haja nenhuma intervenção rápida ou eficaz, haverá ausência desses sinais vitais e 
evolução para óbito.12 
O tratamento a ser realizado é a interrupção do procedimento odontológico, 
seguido da desobstrução das vias aéreas. Em situações de ptose de língua, o 
posicionamento do paciente em posição supina e a hiperextenção da cadeira, já é 
suficiente para a recuperação do paciente. Em casos de edema de glote, a desobstrução 
acontecerá colocando o paciente de maneira confortável, em geral sentado, admnistrar 
broncodilatador por inalação, se necessário administrar mais uma vez 5 minutos depois, 
administrar O2, tranquilizar o paciente e aguardar melhora.1 
As obstruções causadas por aspiração de corpo estranho, podem ser tratadas de 
forma não invasiva com as manobras de Heimlich e compressão torácica.13 Se não houver 
melhora após todas as manobras realizadas, solicitar socorro especializado e iniciar o 
suporte básico de vida para que o paciente não evolua para um quadro de parada 
cardiorespiratória.1 
➢ Crise asmática: 
É uma doença que consite em um aumento da resposta brônquica ocasionando um 
estreitamento das vias áereas.14 Os sinais e sintomas do paciente são: sensação de 
congestão torácica, como se o peito estivesse “cheio de ar”, tosse, ruído respiratório, 
dispnéia, vontade de sentar ou ficar em pé, utilização de músculos acessórios para 
respiração, aumento da ansiedade, taquipnéia, elevação da pressão sanguínea, aumento 
da frequência cardíaca, agitação, confusão e perda da consciência em casos mais severos.1 
O tratamento nos casos de crise asmática iniciará com a interrupção do 
procedimento, assim que forem observados os sinais e sintomas, colocando o paciente 
em posição confortável sentado com o tronco projetado para frente.11 Deve-se monitorar 
os sinais vitais e orientar o paciente a fazer uso de seu spray (caso utilize ou tenha levado 
para consulta). Se o paciente não fizer uso de nenhum medicamento, é preciso realizar as 
seguintes manobras: administrar broncodilatador por inalação 100 mcg/dose, se 
necessário repetir a dose após 5 minutos. Administrar de O2 e administrar adrenalina. 
Caso não haja melhora, solicitar o socorro especializado ou levar o paciente para o 
hospital.1 
 
 
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5.3 ALTERAÇÃO NEUROLÓGICA 
➢ Crise convulsiva: 
Pode ser definida como uma desordem que acontece repentinamente na região 
cerebral e altera o estado de consciência do paciente, atividade motora e percepção 
sensitiva que, em geral, tem ínicio inesperado e dura pouco tempo (até cinco minutos).10 
É importante ressaltar que a definição de estado eplético ou eplepsia, consiste em 
convulsões que duram mais de cinco minutos ou até horas, ou uma nova convulsão que 
se inicia antes da recuperação completa da primira crise. Geralmente acontece, pois está 
associado ao não uso do medicamento anticonvulsivante ou a mistura desses 
mediamentos com álcool.13 
O tratamento nesses casos também se iniciará com a interrupção do procedimento 
e remoção de objetos da cavidade oral para que não haja uma deglutição acidental. Em 
seguida, colocar o paciente em posição supina, inclinando a cabeça para o lado, afim de 
não haver broncoaspiração de saliva e vômitos. É preciso aguardar o fim da crise.10 Se 
estiver diante de um quadro de estado epilético, é preciso acionar o socorro especializado, 
administrar anticonvulsivante e hiperglicemiante.1 
 
5.4 ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES 
➢ Angina do peito: 
É quando há uma obstrução de alguma artéria coronária e ocorre um aumento na 
quantidade de oxigênio para o miocárdio, contribuindo então para uma isquemia 
transitória, manifestando-se como dor torácica.1 Os sinais e sintomas mais comumente 
relatados pela angina do peito, são: dor torácica localizada abaixo do esterno, na linha 
média do toráx, ligeiramente para o lado esquerdo, dor difusa, batimentos cardíacos e 
pressão arterial tendem a ficar aumentados.1,10 
O tratamento na ocorrência de angina pectoris se inicia com o interrompimento 
do tratamento, colocando o paciente em posição confortável, controlando a ansiedade, 
realizando medicação anti-hipertensiva e avaliando a pressão arterial que, provavelmente, 
estará elevada, confirmando quadro de angina. Caso seja necessário, realizar nova 
medicação anti- hipertensiva, e repetir a terapia em intervalos de 5 minutos até 3 vezes, 
administrar O2, monitorar os sinais vitais e aguardar melhora. Se não houver melhora, 
solicitar socorro especializado.8 
➢ Infarto agudo do miocárdio: 
Ocorre quando há uma diminuição acentuada do fluxo sanguíneo, devido a 
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obstrução de algum ramo da artéria coronária, levando a um quadro de isquemia 
permanente e promovendo necrose de parte do miocárdio.10 Os sinais e sintomas 
percebidos frente ao paciente que está tendo um infarto, são: dor torácica intensa e 
duradoura que irradia para o braço esquerdo, podendo se apresentar também no pescoço, 
mandíbula e ombros, o paciente também pode apresentar pulso rápido e fraco, 
palpitações, náuseas, vômitos, sudorese, falta de ar e pulso irregular.15 
O tratamento a ser realizado inicia-se pela interrupção do procedimento e 
colocação do paciente em posição confortável, juntamente com a monitoração dos sinais 
vitais. Ao avaliar a pressão arterial estará baixa, indicando quadro de infarto agudo do 
miocárdio. Será preciso administrar medicação vasodilatadora e antiagregador 
plaquetária para impedir a formação de novos trombos. Pode-se administrar O2 e é 
preciso solicitar imediatamente o socorro médico especializado.1 
➢ Hipertensão: 
Caracteriza-se pela elevação brusca dos níveis de pressão arterial, sendo a pressão 
sistólica maior ou igual a 140 mmHg e a diastólica maior ou igual a 90 mmHG, em 
indivíduos que não fazem uso de medicação anti-hipertensiva. Os sinais e sitomas da 
hipertensão arterial, são: cefaléia, tonturas, visão turva/ embassada, zumbido no ouvido, 
dispnéia, dor precordial, náuseas e vômitos, sendo necessário interromper o tratamento, 
colocar o paciente em uma posição confortável, monitorar os sinais vitais e avaliar a 
pressão arterial.14 
Se a PA estiver bastante elevada, realizar medicação anti- hipertensiva e aguardar 
melhora, caso o quadro não evolua bem, solicitar socorro especializado.8 Se a pressão 
arterial se apresentar normal ou pouco elevada, apenas é necessário administração de O2 
e aguardar melhora.1 
 
5.5 ALTERAÇÕES ENDÓCRINAS 
➢ Diabetes Mellitus: 
Pode ser definidacomo uma alteração no metabolismo da glicose promovendo 
seu aumento (hiperglicemia) que contribui para uma ineficácia na secreção de insulina 
pelo pâncreas.16 No consultório dentário, as complicações que mais acontecem decorrentes 
da diabetes são a hilerglicemia e principalmente, a hipoglicemia. A hiperglicemia é um 
aumento de glicose que ocorre na corrente sanguínea e leva mais tempo pra acontecer.1 
Já a hipoglicemia, consiste em uma queda brusca dos níveis de glicose no sangue podendo 
chegar a perda de consciência e levar o paciente a óbito.8 
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Os sinais e sintomas de um paciente hipoglicêmico são: tremor, sudorese, palidez, 
taquicardia, palpitação, fome, cefaléia, tontura, sonolência, irritabilidade, fraqueza, 
confusão mental, visão turva, falta de coordenação motora, desmaio, convulsão e coma. 
Já os pacientes hiperglicêmicos, vão apresentar: poliúria, polidipsia, polifagia, perda de 
peso e hálito cetônico.16 
O tratamento em caso de hiperglicemia, é interromper o procedimento e 
encaminhar o paciente para endocrinologista ou clínico geral para controlar a glicemia. Em 
situações de hipoglicemia, dependerá se o paciente estará consciente ou não. Caso esteja, 
é necessário interromper o tratamento colocá-lo em uma posição supina, monitorar os 
sinais vitais, realizar suporte básico de vida se necessário, administrar pequena 
quantidade de carboidrato via oral, tranquilizar o paciente e aguardar melhora. É 
preciso sempre avaliar a utilização de controle de asiedade e redução do tempo de 
atendimento na próxima sessão.1 
Se o paciente perder a consciência, é preciso avaliar a responsividade, avaliar os 
sinais vitais e se estiverem presentes, posicioná-lo em posição supina, administrar 
hiperglicemiante, aguardar melhora, e se não ocorrer, solicitar o suporte básico de vida. 
É preciso avaliar a utilização de controle de ansiedade e redução do tempo de atendimento 
na próxima sessão.1 
 
5.6 REAÇÕES ALÉRGICAS 
Caracteriza-se pelo estado de hipersensibilidade adquirido por conta de um prévio 
contato com alguma sustância que em um segundo momento de exposição, aumenta a 
capacidade de reação do organismo.1 São classificadas em quatro tipos, porém a que 
ocorre mais comumente no consultório odontológico é a tipo 1, mediada por IgE, que tem 
seu início de duração em poucos segundos a minutos, e podem promover na clínica: choque 
anafilático, rinite alérgica, urticária, edema angioneurótico e broncoespasmo.9 
Os sinais e sintomas manifestados pelo paciente que está apresentando uma reação 
alérgica, são: placas vermelhas pelo corpo que causam coceira (urticárias), coriza, 
espirros, mucosa congestionada, tosse, chiado no peito, dificuldade respiratória, 
broncoconstrição, edemas, edema de glote e choque anafilático.13 
O tratamento a ser realizado deve ser imediato, afim de não ter a evolução da 
gravidade da situação do paciente, devido a isso, é preciso interromper o procedimento, 
monitorar os sinais vitais, colocar o paciente em uma posição confortável, iniciar o 
suporte básico de vida, administrar adrenalina e anti-histamínico, solicitar socorro 
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especializado e manter controle das vias aéreas.1 
 
6 MEDICAMENTOS DE SUPORTE 
A presença de uma medicação de suporte no consultório é extremamente 
importante, uma vez que contribui em muitos casos, para a melhora do quadro do paciente. 
O profissional por sua vez, deve estar preparado para auxiliar o indivíduo nesse momento, 
tendo o conhecimento de cada dose e medicamento a ser administrado, garantindo o 
sucesso da sua aplicação no combate a tal intercorrência.13 
Alguns medicamentos SOS que podem ficar a disposição do cirurgião - dentista 
no consultório para agir frente a emergências médicas, são: amônia para síncopes, 
dinitrato de issorbita 5mg para dor torácica (angina do peito e infarto agudo do 
miocardio), ácido acetil salicílico 100mg para infarto agudo do miocárdio, capitopril 
12,5mg para angina e crise hipertensiva, glicose 50% ampola 10ml para casos de 
hipoglicemia. Diazepam ampola 10ml/2ml para crises convulsivas e controle da 
ansiedade, hidrocortisona ampola 500mg ou prometazina ampola 50mg / 2ml para reações 
alérgicas, bromidrato de fenoterol aerossol 100mcg/dose para crise asmática e adrenalina 
1:1000 ampola 1ml para reações alérgicas graves ou crise asmática grave.1 
Ainda é interessante disponibilizar no consultório açúcar (bala, doces, sucos) para 
a utilização em casos de hipoglicemia. Além disso, cilindros de oxigênio são muito úteis, 
uma vez que pode ajudar em uma recuperação mais rápida do paciente frente as 
emergências.1
 
 
7 SUPORTES BÁSICO DE VIDA 
O suporte básico de vida consiste na preparação do profissional em realizar 
manobras cardiopulmonares, afim de promover a sobrevivência do indivíduo até que o 
socorro especializado chegue ao local.7 Diante de uma situação de parada cardíaca, torna-
se necessário uma resposta rápida do cirurgião-dentista para manter a vida do paciente, 
como também garantir a sobrevivência ilesa deste, sem sequelas.17 
Para realizar o suporte básico de vida o profissional deve ter capacitação e se 
atualizar a cada dois anos, além de manter sua equipe treinada para que o auxilie no 
momento da intercorrência.18 O protocolo a ser seguido é: reconhecer a parada 
cardiorespiratória, avaliar responsividade e respiração do paciente, solicitar o socorro 
especializado, iniciar as compressões torácicas e ventilação artificial. Se houver 
treinamento eficaz, realizar manobra com desfribilador e repetir todas as condutas até o 
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socorro médico especializado chegue ao consultório.1 
Para realizar a reanimação cardiopulmonar através das compressões torácicas, é 
preciso realizar cem compressões torácicas por minuto, permitindo o retorno do toráx à 
posição normal, facilitando o fluxo de sangue para o coração; O ideal é que não haja 
interrompimento entre as sequências e trocar de lugar com o colega que está fazendo a 
ventilação artificial a cada cinco ciclos de compressão torácica, evitando cansaços e 
garantindo a eficácia da técnica.1 
 A técnica da ventilação artificial, é iniciada com a manutenção as vias aéreas 
abertas através da hiperextensão da cabeça. É preciso que o cirurgião se posicione ao lado 
do paciente, adapte a máscara no rosto para fazer o vedamento perfeito, utilizando as duas 
mãos. Em seguida, elevar a mandíbula para mantê-la hiperextendida e soprar por cerca 
de um segundo até que ocorra a expansão do tórax.1 
 
8 DEFINIÇÃO DE ANSIEDADE E MEDO 
A ansiedade é considerada um estado psíquico, caracterizada por uma angústia 
que se manifesta através de sentimentos de tensão, nervosismo e preocupação, 
determinada por estímulos internos e pelo grau da intensidade que eles apresentam. O medo 
consiste no temor a algo externo, que representa ao indivíduo um perigo real, seja ele 
físico ou psicológico e assim como a ansiedade, pode desencandear sintomas como o 
aumento da pressão arterial, taquicardia, sudorese excessiva e falta de cooperação frente 
ao tratamento odontológico.4
 
Diante dessas ocasiões, é preciso que o cirurgião-dentista utilize métodos de 
intervenção controle do medo e da ansiedade no consultório dentário, preservando a saúde 
mental e física do paciente, não permitindo que o emocional se torne algo patológico e 
ocorra uma emergência médica.19
 
Com o avanço da tecnologia no ambiente clínico, é possível que o profissional 
tenha dimensão dos sentimentos do paciente enquantopresente no ambiente clínico, 
através do emprego de uma escala que traduza o medo e a ansiedade, chamada de escala 
de Corah, e dessa forma, será possível conduzir o tratamento de forma individualizada para 
esse paciente na intenção de reduzir os sintomas e possibilitar o conforto no tempo de 
cadeira enquanto passa pelo procedimento.20 
 
9 PREPARO DO PROFISSIONAL E DO AMBIENTE ODONTOLÓGICO 
Uma das formas de se relacionar melhor com o paciente, é inicialmente se 
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apresentar sem nenhum traje clínico, permitindo que este se conecte e se tranquilize com 
a aparência do profissional, pois em alguns casos, as vestimentas clínicas funcionam 
como um gatilho para os que portam a síndrome do jaleco branco.21 
No momento da anamnese, mostrar interesse pelas condições físicas e psicológicas, 
manter uma conversa harmoniosa durante todo o tempo,22 identificar hábitos diários e 
alimentares, dar importância ao momento de avaliar seus sinais vitais e manter uma boa 
relação com o paciente, deixando o ambiente leve e descontraído, permite que ele se sinta 
seguro e menos ansioso para o procedimento.4 É essencial que neste momento também se 
faça a avaliação da escala de Corah, pontuará de uma simples ansiedade à uma ansiedade 
extrema, sendo possível estabelecer a melhor abordagem para esse paciente de acordo 
com suas inseguranças.20 
O treinamento da equipe odontológica é essencial, uma vez que vários 
procedimentos exigem um auxiliar com o profissional, que conduza a situação de estresse 
da melhor forma e no mesmo ritmo que o dentista.2 Muitos pacientes apresentam medo 
perante exposição aos instrumentais odontológicos e dos sons produzidos pelas canetas, 
devido a isso, é preciso todo um cuidado no manejo desses materiais para que o paciente 
não tenha contato visual e isso não gere maior ansiedade à ele.4 
É importante ressaltar que quanto mais o paciente espera na recepção, mais ansioso 
ele estará no momento do atendimento, portanto, levar em consideração o horário marcado 
será fundamental para modificar os pequenos detalhes que podem fazer diferença no bem- 
estar do paciente.23 
Ao invés de disponibilizar café na recepção, que é um estimulante do sistema 
nervoso e gera energia para um paciente que já se apresenta ansioso, podendo exacerbar 
seu quadro, podemos ofertar chás, como de hortelã e erva cidreira, pois são bebidas 
refrescantes e que tendem a acalmar o paciente.24 Uma outra alternativa coadjuvante para 
tornar o ambiente confortável ao paciente, é o emprego de músicas tranquilas e óleos 
essenciais, que transformem o ambiente clínico em um lugar leve para o paciente, 
despertando paz e equilíbrio.25 
Além desses, os manejos de comportamento, a sedação medicamentosa e sedação 
consciente com óxido nitroso, a hipnose e a homeopatia podem ser fortes aliados para 
minimizar a tensão do paciente de forma que sua ansiedade não se torne uma patologia 
durante o tratamento, levando a uma intercorrência médica.4 
 
 
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10 ÓLEOS ESSENCIAIS 
Os óleos essenciais são compostos orgânicos de origem vegetal, que apresentam 
várias funções químicas e são extraídos das plantas aromáticas pelo processo de 
destilação ou prensagem de partes de vegetais, e diluídos em diversas concentrações. 
Essas substâncias possuem ótimas propriedades que tem sido utilizada como coadjuvantes 
em diversos tratamentos, buscando o bem-estar físico e mental do paciente, através do 
equilíbrio das emoções.26 
Na odontologia, os óleos essenciais possuem uma ampla aplicabilidade, uma vez 
que estão presentes nos dentifrícios fluoretados e podem ser empregados de forma 
terapêutica e preventiva, devido seu poder antibacteriano, antifúngico, de regeneração 
celular e de alívio de sintomas.27 Afim de gerar o controle do medo e da ansiedade no 
consultório, o óleo essencial de lavanda possui propriedades sedativas potentes, que reduz 
a diminuição da pressão arterial e tem sido utilizado como anti-inflamatório, antisséptico 
e mucolítico.25 
Com o objetivo de utilizar o óleo essencial como coadjuvante no controle do medo 
e da ansiedade do paciente, este deve ser aplicado de forma inalatória, sendo a via mais 
comum,27 com a ajuda de um aromatizador, que trará ao ambiente, os odores da substância 
natural e vão estimular células nervosas e ativar emoções, tendo a cura.28 
Os óleos essenciais possuem diversas ações sobre o organismo do paciente, como 
ação ansiolítica, anti-inflamatória, anti-depressiva e outras, que exigem a qualificação 
profissional para a utilização dentro dos consultórios odontológicos.29 Com isso, é preciso 
que o profissional tenha conhecimento desses compostos, sabendo identificar os que são 
de qualidade, qual a sua funcionalidade, qual a intenção de usá-lo, a maneira e a dosagem 
correta para o paciente, afim de promover seus efeitos terapêuticos desejados.24 
 
11 MUSICOTERAPIA 
A musicoterapia é uma psicoterapia que utiliza melodias com a finalidade de obter 
diferentes estados terapêuticos a nível psicológico e psicomotor, contribuindo para 
mudanças comportamentais, como a redução dos níveis de estresse e ansiedade, 
induzindo o relaxamento e obtendo a qualidade de vida e do tratamento, a prevenção e 
reabilitação.30,31 
A aplicabilidade da musicoterapia nos consultórios odontológicos é ainda de 
extrema importância para os pacientes pediátricos, cujo a cooperação do tratamento é 
muitas vezes difícil, o que interfere diretamente no sucesso e início do procedimento.32 
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Existem estudos que ainda demonstram o poder da música durante um ato 
cirúrgico de exodontia, especialmente de terceiro molar impactado, onde a melodia 
suprime a atividade dos nervos simpáticos durante todo o procedimento, permitindo o 
alívio dos sintomas de ansiedade após todo tratamento.25 
Dessa forma, a musicoterapia é um método simples, indolor, não medicamentoso, 
humanizado, barato, bem aceito pelos pacientes e que demonstra eficácia no controle do 
estresse e ansiedade gerados pelo consultório odontológico, como também na redução dos 
traumas causados por esse ambiente no paciente.30 
 
12 MANEJO DE COMPORTAMENTO 
É fundamental que o cirurgião dentista observe seu paciente ao entrar no 
consultório e ao sentar na cadeira clínica, pois normalmente o paciente ansioso já dá 
indícios de seu nervosismo antes mesmo do início do tratamento.33 Os métodos de 
controle de comportamento podem auxiliar em um atendimento mais tranquilo, devido a 
atenção do dentista para com aquele paciente, sendo eles: a técnica do dizer-mostrar-fazer, 
controle de voz, contato visual, reforço positivo e a técnica da distração, que normalmente 
são mais empregados para o público pediátrico, cujo demonstram mais claramente o 
desconforto com a situação.20 
Durante o tratamento odontológico, é de extrema importância que o profissional 
explique o que será realizado para que seja possível o entendimento e a cooperação do 
paciente, além de permitir passar uma sensação de confiança, que culminará para a 
redução da sua ansiedade e do seu estresse.22 Alguns pacientes apresentam medo do que 
terão que passar durante o tratamento, como também possuem ansiedade ao olhar os 
intrumentais, dessa maneira, demonstrar de forma clara o procedimento e manter os 
intrumentais longe do campo de visão, de forma que estes não transmitam mais aflição, 
ajudará a tranquiliza-lo e mostrará o cuidado que o profissional está tendo com o seu bem-
estar e importância que está dando às suasemoções.33 
O simples ato de perguntar se está se sentindo bem durante o tratamento, com um 
tom de voz calmo, manter uma conversa tranquila e harmoniosa pelo tempo de cadeira o 
fará reduzir sua atenção no que o deixa tenso.20 Abraçar a causa do medo e da ansiedade 
do paciente torna o dentista mais humano e mais capacitado, adquirindo maior 
conhecimento sobre a causa das ocorrências de medo e ansiedade no consultório, como 
também identificará o melhor manejo de acordo com o grau da emoção desse paciente, 
resultando a realização de procedimentos mais seguros e com baixas chances de 
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desenvolver uma emergência médica no consultório.7 
 
13 SEDAÇÃO MEDICAMENTOSA 
A sedação medicamentosa é um mecanismo de controle emocional utilizado para 
prevenir intercorrências médicas e manter o conforto do paciente durante o procedimento 
odontológico, visando um tratamento atraumático à ele através do relaxamento e da 
amnésia retrógrada.25 Para isso, os medicamentos mais comumente utilizados são os 
benzodiazepínicos, que possuem ação ansiolítica e hipnótica, prescritos em condições de 
quadros agudos, devido evidências positivas de sua redução.34 
Os benzodiazepínicos mais usuais em odontologia são: o triazolam, 
alprazolam, lorazepam, midazolam e o diazepam.25 O efeito farmacológico desses 
medicamentos envolvem a diminuição da ansiedade e da agressividade, além de terem 
ação anticonvulsivantes, produzindo estado de calma e relaxamento, além de induzem o 
sono, dependendo da dosagem.35 
O mecanismo de ação desses fármacos são os mesmos, o que vai diferenciá-los é 
o início da sua ação e da duração no organismo,36 dessa maneira, poderá ser escolhido o 
benzodiazepínico de acordo com o perfil do paciente e de acordo com a invasividade do 
tratamento. Isto é, em pacientes idosos, por exemplo, o lorazepam é o mais indicado, 
devido ser o menos potente em comparação aos outros e possuir ação mais rápida, e o 
diazepam é uma ótima escolha para procedimentos cirúrgicos, pois sua ação é longa, 
permitindo um pós melhor.37 
Os anti-histamínicos também poderão ser utilizados para controlar os níveis de 
ansiedade. Estes são mais conhecidos como antialérgicos e não expressam tantos efeitos 
como os benzodiazepínicos, mas possuem ação similar de propriedades sedativas 
hipnóticas.38 Os mais utilizados em odontologia são: a hidroxizina e a prometazina, 
indicadas principalmente em pacientes pediátricos para obter o controle comportamental 
no consultório.39 Estes fármacos poderão ser escolhidos quando os benzodiazepínicos 
apresentarem alguma interação medicamentosa com os remédios que o paciente faz uso, 
não deixando a desejar na ação sedativa que se deseja alcançar.37 
Diante disso, a sedação medicamentosa será utilizada em casos onde todos os outros 
métodos de controle do medo e da ansiedade, não obtiveram um resultado eficaz e/ou em 
casos onde será preciso submeter o paciente a realizar procedimentos invasivos ou de 
longo período de tempo na cadeira, garantindo sua tranquilidade, seu conforto e o avanço 
do tratamento.37 
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14 SEDAÇÃO INALATÓRIA COM ÓXIDO NITROSO 
O óxido nitroso (N2O), é um gás incolor, não irritante, que atua em sistema nervoso 
central, promovendo tranquilidade ao paciente pela redução da dor de forma rápida e 
segura, e consequentemente, ajudando no controle dos níveis de estresse e ansiedade.40 O 
gás fica disponível dentro de um cilindro azul com diferentes volumes,41 e é inalado 
através de uma máscara nasal em dosagem pré-determinada de acordo com o perfil do 
paciente, que mesmo sedado terá a sua consciência preservada, respiração voluntária, 
mantendo diálogo com o dentista e respondendo a estímulos.42 
Dentre as vantagens da aplicação de óxido nitroso no consultório odontológico, 
podemos destacar: o fato de não possuir contra-indicação absoluta para seu uso, podendo 
ser utilizado até mesmo em pacientes com necessidades especiais, não gerar efeitos 
colaterais por não passar pelo processo de metabolização e ser eliminado através da 
expiração, não produzindo significativa alteração de sinais vitais, além de ser uma técnica 
de fácil controle, com rápida reversibilidade e início dos efeitos poderem ser observados 
em menos de 30 segundos, o que possibilita ao paciente passar pelo procedimento sem 
dificuldades.40 
Após o paciente atingir um estágio de analgesia ideal, alguns sinais e sintomas 
poderão ser observados, como a sensação de dormência nos pés e mãos, formigamento 
nos lábios, língua, palato, bochecha, espasmos palpebráis, voz anasalada e cadenciada, 
sensação de relaxamento, redução da ansiedade e do medo, e ampliação da audição. É de 
extrema importância que o cirurgião fique atento aos sinais que o paciente transparecer, 
pois pode ocorrer uma sobre-sedação e será manifestado sinais de aumento da pressão 
arterial, náusea, desconforto, vômitos e em casos mais raros, perda da consciência.40 
O cirurgião dentista que pretende aplicar a técnica de sedação consciente com 
óxido nitroso no consultório, precisa estar habilitado e credenciado frente ao conselho, 
reconhecendo limites e tendo conhecimento da sua aplicabilidade,43 gerando um 
atendimento seguro e favorável contra emergências médicas. 
 
15 HIPNOSE 
A hipnose é definida como um estado modificado da consciência, realizada por 
um profissional habilitado, que induz o paciente a entrar em um quadro de profundo 
relaxamento. Dessa forma, é possível controlar o medo e ansiedade do indivíduo, sem a 
necessidade de medicamentos, auxiliando na eliminação desses sentimentos e trazendo 
novas sensações agradáveis, através das sugestões estimuladas por som, voz e tato.44 
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Há grandes benefícios adquiridos com a utilização da técnica hipnótica, os quais 
podem ser destacados: não necessita da utilização de medicamentos e instrumentos; não 
necessita de ambientes específicos para ser empregada; pode ser utilizada em diversas 
especialidades, podendo ser recorrida em diversos atendimentos; o paciente participa e 
colabora mais com o procedimento, devido a redução do seu estresse.45 
O paciente é hipnotizado através da modificação do estágio de consciência causado 
pelas ondas cerebrais, que passam do estágio de vigília para o estágio irracional, da 
imaginação, o qual permite que o paciente seja sugestionado a novas sensações. Para que 
essa modificação ocorra, o dentista utilizará uma voz monótona e repetitiva, sugerindo à 
mente que determinada parte do corpo está anestesiada, proporcionando relaxamento e 
tranquilidade, e induzindo o paciente para esse estágio de ampliação da consciência, tendo 
todos os sintomas de medo e ansiedade reduzidos ou até mesmo, desaparecidos.44,45,46 
 
16 HOMEOPATIA 
A homeopatia é uma especialidade odontológica e médica que busca analisar e 
cuidar do paciente de forma individualizada como um todo, ativando o sistema 
imunológico através da sensibilização do organismo.47,48 Na odontologia, a homeopatia 
possui ampla aplicabilidade, sendo utilizada em tratamentos de doenças periodontais, 
abscessos endodônticos,48 podendo ser aplicada no pré-operatório para o tratamento da 
ansiedade e do medo com o intuito de minimizar processos traumáticos vivenciados e/ou 
experimentados pelo paciente, tornando o procedimento mais aceito.49 
A valeriana é uma planta muito conhecida e utilizada nos tratamentos 
homeopáticos para o controle da ansiedade, devido suas propriedades ansiolíticas e 
analgésicas, que promove confortoe relaxamento, sem a necessidade de sedação. Alguns 
estudos também demonstraram que sua aplicabilidade resultou em pouco ou nenhum 
efeito colateral, sendo segura e eficaz no tratamento do estresse causado pelo consultório 
dentário.25 
Há também a passiflora incarnata, conhecida como maracujá, muito utilizada no 
tratamento da ansiedade, do nervosismo e da neuralgia, que em diversos estudos 
demonstraram ser segura e eficaz para a sedação consciente no consultório, obtendo 
efeitos ansiolíticos semelhantes ao midazolam.25 Para que o cirurgião dentista possa 
empregar a homeopatia, é preciso que ele tenha a especialização na área, com os 
conhecimentos sobre a utilidade, manuseio, doses e indicações dos produtos 
homeopáticos, além de ver o paciente de forma individual para obter o controle do medo 
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e da ansiedade no ambiente odontológico.50 
 
17 DISCUSSÃO 
As emergências médicas são situações de alerta dentro do consultório 
odontológico, que contribuem para o risco de vida do paciente a curto ou a longo prazo, 
devendo então o profissional ser capacitado para agir em tempo, preservando a integridade 
física e psicológica do paciente, visto que essas ocorrem, na maioria das vezes, devido ao 
seu descontrole emocional.1 
Diversos estudos demonstraram eficácia na importância da adoção de métodos de 
controle do medo e da ansiedade no ambiente clínico, afim de evitar a ocorrência e 
gravidade de situações dissertadas anteriormente quando geradas em detrimento de um 
procedimento odontológico.4 
Cavalcanti Caputo et al.
2 
afirma a evidência que a melhor maneira de tratar e 
prevenir uma situação emergencial, é garantindo que ela não ocorra. Para isso, é 
fundamental que o dentista se atente às respostas que o paciente oferecerá durante a 
anamnese, dando importância principalmente ao estado emocional dele naquele ambiente.5 
Assim, o profissional e sua equipe estarão capacitados para seguir adiante com o 
tratamento, empregando os métodos de redução de ansiedade, contribuindo 
consequentemente e felizmente, para a diminuição dos casos de emergência.6 
 
18 CONCLUSÃO 
Levando em consideração que toda movimentação do ambiente clínico e do 
profissional influenciam diretamente nas sensações de medo e ansiedade do paciente, 
contribuindo para a ocorrência de emergências médicas no consultório odontológico, o 
cirurgião-dentista deve ter o conhecimento necessário para se tornar apto em agir perante a 
uma intercorrência, atendendo as necessidades do paciente no momento em questão, 
como também garantindo a integridade da sua saúde em geral. 
Nesse sentido, são necessárias técnicas de controle comportamental, cujo objetivo 
principal é reduzir o estresse do indivíduo, visto que a maior causa de ocorrência das 
emergências dentro do consultório odontológico estão associadas ao medo e ansiedade, 
controlando seu emocional e promovendo um atendimento humanizado, como também 
personalizado para alcançar suas expectativas e obter como resultado um tratamento de 
sucesso. 
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