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TIRO POLICIAL 2 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz SUMÁRIO CARTA DE APRESENTAÇÃO 3 BLOCO 1 ARMAS E MUNIÇÕES 4 TEMA 1 1. ARMAS E MUNIÇÕES: CARACTERÍSTICAS 4 1.1 Histórico 4 1.2 Estudo dos Cartuchos 5 1.3 Balística 7 1.4 Normas de Segurança 9 TEMA 2 2. PISTOLA TAURUS PT100 10 2.1 Características 10 2.2 Itens de Segurança 11 2.3 Operações de Manejo 14 2.4 Procedimentos básicos visando inspeção da pistola TAURUS PT100 17 BLOCO 2 ARMAS E LEGISLAÇÃO 24 TEMA 3 3. FUNDAMENTOS DO TIRO E LEGISLAÇÃO 24 3.1 Fundamentos do Tiro 24 3.2 Legislação Específica sobre Armas 24 3.3 Portaria CG 035/2005 25 3.4 Coletânea de Legislação 29 TEMA 4 4. SUBMETRALHADORA TAURUS SMT.40 32 4.1 Características 32 4.2 Operações de Manejo 34 4.3 Desmontagem e montagem 38 4.4 Limpeza e Manutenção 42 REFERÊNCIAS 44 3 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial CARTA DE APRESENTAÇÃO Prezados estudantes, Bem-vindos aos estudos do componente curricular Tiro Policial. Este módulo foi produzido com o objetivo de subsidiar aprendizagens dos alunos do Curso de Formação de Sargentos, da Polícia Militar da Bahia. O referido texto tem como objetivo criar condições para que o policial militar possa ampliar conhecimentos sobre os diversos tipos e funcionamento de armas, equipamentos e munições utilizados na corporação. Dessa forma, espera-se que faça uso consciente e técnico do equipamento durante as suas ações enquanto policial militar. Esperamos ao final da disciplina que o estudante possa desenvolver e exercitar habilidades para montar, desmontar, manejar e utilizar o armamento convencional disponibilizado pela força policial. Fortalecer atitudes para priorizar a preservação da vida, atuando de forma segura e de acordo com os princípios legais torna-se indispensável para a ação do PM. Desejo que você, futuro Sargento, possa encarar estes estudos de forma comprometida, para assim atender cada vez melhor a sociedade baiana. Bons estudos! Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz 4 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz BLOCO 1 ARMAS E MUNIÇÕES TEMA 1 1. ARMAS E MUNIÇÕES: CARACTERÍSTICAS 1.1 Histórico Desde o início da evolução humana, sempre houve a necessidade de desenvolver ferramentas com vistas a facilitar e melhorar a capacidade defensiva em relação aos predadores e principalmente a atividade da caça como modo de subsistência. Com o decorrer do tempo, além da atividade de caça, muitas armas foram sendo desenvolvidas com a finalidade de ataque e defesa, ou seja, a necessidade da preservação da espécie fez surgir diversos objetos tais como, pedras polidas em forma pontiaguda, arcos, flechas, etc. Para Domingos Tochetto afirma que Arma: é todo objeto que pode aumentar a capacidade de ataque ou defesa do homem. Certos objetos são concebidos e feitos pelo homem com o fim específico de serem usados como armas. Estes passam a ser denominados de armas próprias. Outros, como um martelo, um machado de lenhador, uma foice, por exemplo, eventualmente podem ser usados por indivíduos para matar ou ferir seus semelhantes. (TOCHETTO, 2011, p.01). No final da citação de Tochetto, podemos verificar que existem outros meios que inicialmente não foram concebidos para uso como armas. Contudo, estes foram usados para ampliar o seu potencial de ataque ou defesa, considerando assim estes objetos como armas impróprias. Dessa forma, conclui-se que arma é qualquer instrumento natural ou produzido pelo homem que potencializa a sua condição de ataque ou defesa. Arma de fogo As armas de fogo são aquelas que utilizam a força dos gases gerada pela queima do propelente para lançar um ou mais projéteis. Não existe consenso entre os historiadores acerca do surgimento das armas de fogo, nem do início da sua utilização. De acordo com o Dicionário Michaelis, arma de fogo – aquela que arremessa projéteis por 5 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial efeito da deflagração de uma carga explosiva. Arma de fogo é um “dispositivo que impele um ou vários projéteis através de um cano pela pressão de gases em expansão produzidos por uma carga propelente em combustão” (definição retirada da Cartilha de Armamento e Tiro, da ANP/DPF). Segundo o Novo Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados, contido no Decreto nº 10.030, de 30/09/2019 (aprova o Regulamento de Produtos Controlados), também conhecido como o “Novo R – 105”, o qual confere ao Exército Brasileiro a competência para estabelecer as normas necessárias para a correta fiscalização das atividades exercidas por pessoas físicas e jurídicas, que envolvam produtos controlados pelo Exército. Arma de fogo - arma que arremessa projéteis, empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente, além de direção e estabilidade ao projétil. 1.2 Estudo dos Cartuchos Cartuchos Ao acionar o gatilho de uma arma de fogo, seu percussor atinge a espoleta acionando a sua mistura iniciadora esta, ao ser detonada produz centelhas (chamas) que dão origem a queima do propelente gerando uma combustão que por sua vez, expulsa o projetil através do cano. Um cartucho é formado normalmente, por quatro elementos: estojo (1), projétil (2), propelente (3) e espoleta (4). Imagem 01: Cartucho .40 S&W (desmontado) 1 2 3 4 6 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Sistemas de ignição Percussão radial (fogo circular) a mistura iniciadora é colocada na base do estojo. Exemplo: cartucho calibre .22 LR. Imagem 02: Cartucho .22 LR Percussão central (fogo central) a mistura iniciadora (espoleta) é colocada num bolso no centro do estojo. Exemplo: cartucho calibre 5,56x45mm. Imagem 03: Cartucho 5,56 x 45mm Cartuchos de caça, munição de fogo central destinada a espingardas e armas de alma lisa. Exemplo: cartucho calibre 12ga. Imagem 04: Cartucho calibre 12ga 7 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Cuidados que o PM deverá ter com cartuchos Com vistas a evitar o cometimento de graves erros no que tange a conservação dos cartuchos de arma de fogo, onde as consequências desses erros podem levar a acidentes irreparáveis, vejamos alguns exemplos: a) Guardar os cartuchos em porta-luvas ou porta-malas de carro; b) Guardar os cartuchos em locais úmidos ou abafados; c) Jogar os cartuchos em fogueiras para ver se explodem; d) Aquecer os cartuchos em forno de fogão, micro-ondas, ou colocá-los expostos ao sol; e) Colocar os cartuchos em locais em que possam cair ao chão; f) Lubrificar ou polir os cartuchos com óleos ou pastas; g) Usar cartuchos de calibres diferentes na mesma arma; h) Colocar produtos químicos nos projéteis; i) Utilizar cartuchos recarregados para defesa; j) Modificar a forma original dos projéteis. Calibre O calibre é a medida do diâmetro do projétil, consequentemente, equivalente ao diâmetro do cano da arma. Os calibres podem ser expressos em milímetros (padrão europeu), enquanto que nos EUA são expressosPortaria nº 137 COLOG, de 08 de novembro de 2019 (Altera a Portaria 126-COLOG, de 22 de outubro que dispõe sobre a aquisição, o registro, o cadastro, a transferência, o porte e o transporte de arma de fogo; e a aquisição de munições e de acessórios de arma de fogo por militares, em serviço ativo ou na inatividade.) Disponível em: http://www. dfpc.eb.mil.br/images/Portarian137.pdf Acesso em: 10jul20. _____. Portaria nº 150 COLOG, de 05 de dezembro de 2019 (Dispõe sobre normatização administrativa de atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/port_150_.pdf Acesso em: 10jul20. GOMES, Édson.; SANTANA, Mário Augusto Cesário. Apostila Armamento e Tiro Policial I - PMBA, 2018. Documento digital. PMBA. Portaria 035/2005 do Comando Geral da PMBA (Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências.) Disponível em: http://www. pm.ba.gov.br/Legis/Portaria%2035%20-%20Porte%20de%20Arma.pdf Acesso em: 10jul20. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9847.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9847.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10030.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10030.htm http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian136.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian137.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian137.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/port_150_.pdf http://www.pm.ba.gov.br/Legis/Portaria%2035%20-%20Porte%20de%20Arma.pdf http://www.pm.ba.gov.br/Legis/Portaria%2035%20-%20Porte%20de%20Arma.pdf 46 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz _____. Boletim Geral Ostensivo nº 092, de 17 de maio de 2010, p. 2954-2963. Documento digital. TOCHCHETTO, Domingos. Balística Forense – Aspectos Técnicos e Jurídicos. 6ª edição. Campinas-SP: Millenium, 2011. TOCHCHETTO, Domingos; WEINGERTNER, João Alberto. Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança. 5ª edição. Campinas-SP: Millenium, 2013. TAURUS, Forjas. Manual de Instruções Pistolas de dupla ação, 2000. _____, Forjas. Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012. _____, Forjas. Manual de Instruções Pistolas metálicas, 03-2012.em centésimos ou até milésimos de polegadas. Quanto ao calibre das armas de alma lisa, quanto menor o número, maior é o calibre da espingarda. Pelo fato da equivalência está entre a boca do cano e quantidade de esferas de chumbo necessárias para atingir uma libra. Calibre real: É o diâmetro externo do projétil (medido com um paquímetro, por exemplo), geralmente é expresso em frações de polegadas ou em milímetros. Calibre nominal: É o nome que se dá ao calibre da munição e pelo qual ele é conhecido, podendo ou não coincidir com o calibre real. Projéteis com mesmo calibre real (mesmo diâmetro externo) podem pertencer a calibre nominal diferente. Exemplo: 223 Rem (5,56mm) e .22 LR, ambos possuem o mesmo diâmetro, todavia, aplicações totalmente diferentes. 1.3 Balística É uma parte da Física Aplicada que estuda a ligação entre a arma de fogo, o projétil e o alvo. Desde a realização do disparo, a passagem do projétil pelo cano, a sua saída (trajetória) e o ponto de impacto (a interação com o alvo). 8 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Balística Forense é uma ciência criminal a qual se dedica a identificação das armas de fogo, munições e acessórios. Sendo ainda, responsável pelo estudo do movimento dos projéteis. Que para efeito de análise pode ser dividida em: Balística Interna, Balística Externa e Balística Terminal. a. Considerações sobre balística interna Mecânica do disparo: 1) Percussão; 2) Iniciação da espoleta; 3) Queima da carga de projeção; 4) Tomada do raiamento pelo projétil; 5) Aceleração do projétil no interior do cano; 6) Saída do projétil. b. Considerações sobre balística externa Trajetória do Projétil: 1) Resistência do ar (elemento frenador); 2) Força da gravidade; 3) Massa e densidade do projétil; 4) Densidade do ar em tempo e lugar do tiro; 5) Diâmetro e seção transversal do projétil; 6) Forma do projétil; 7) Estabilidade do projétil em relação ao eixo da trajetória. c. Considerações sobre balística terminal Formação cavidade: durante a transferência de energia para um tecido, podemos observar a formação de dois tipos de cavidades: 1) Cavidade Temporária: durante a transferência de energia as partículas do tecido atingido se afastam, mas, por sua elasticidade, elas retornam à posição prévia; 2) Cavidade Permanente: durante a transferência de energia as partículas do tecido atingido se afastam, mas, por perda de substância, não retomam a sua forma original. d. Outras definições: Incidente de tiro: acontece quando há uma interrupção involuntária dos disparos que estavam sendo realizados pelo operador e que não causa danos materiais ou 9 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial pessoais. Sendo que após a resolução do problema (pane), a sequência de disparos continua normalmente. Acidente de tiro: acontece quando há uma interrupção dos disparos que estavam sendo realizados pelo operador, todavia neste caso pode gerar danos materiais ou pessoais. Podendo ser causado pelo operador, o armamento ou a munição. Disparo Acidental: acontece em situações alheias ao operador, em muitos casos por falhas mecânicas no armamento. 1.4 Normas de Segurança O manuseio de qualquer arma de fogo deve sempre ser precedido de alguns cuidados relativos à segurança. Por conhecermos vários exemplos de policiais militares que se acidentaram ou até mesmo perderam a vida, devido a falta de observação a esses cuidados. Relacionamos a seguir, algumas normas de segurança que deverão ser devidamente observadas no trato com armas de fogo, senão vejamos: a. Antes de tocar em uma arma que não conheça, obtenha informações sobre o seu manuseio, antes de utilizá-la. Seja humilde; b. Nunca pergunte se uma arma está carregada, verifique você mesmo; c. Trate uma arma de fogo como se ela estivesse permanentemente carregada; d. Nunca deixe uma arma carregada, de forma descuidada; e. Ao receber ou passar uma arma para alguém, proceda com a arma aberta e descarregada; f. Não permita que pessoa não preparada manipule sua arma; g. Sempre que descarregar uma arma, conte os cartuchos e verifique a(s) câmara(s), carregadores ou depósitos; h. Sempre que for carregar ou descarregar sua arma, o faça com o cano apontado para uma direção segura e com o dedo fora da tecla do gatilho; i. Sempre que for sacar ou colocar a arma ao coldre, o faça com o dedo fora da tecla do gatilho; j. Ao municiar o carregador ou quando for alimentar manualmente uma arma, certifique- se que os cartuchos a serem utilizados, correspondem ao calibre da mesma; k. Mantenha o dedo fora da tecla do gatilho, até que você esteja realmente pronto para o disparo e apontando para o local desejado; l. Não aponte uma arma para algo, que você não pretenda acertar, nem por brincadeira; m. Antes de proceder a manutenção de uma arma, certifique-se de que esteja descarregada; n. Ao guardar uma arma em sua residência, escolha um lugar seguro, longe do alcance dos olhos, principalmente, das crianças; 10 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz o. Drogas, álcool e armas NÃO se combinam; p. Não corra, não ultrapasse obstáculos, não execute esforço físico com o dedo na tecla do gatilho. Seu acionamento é natural e inconsciente; q. Lembre-se que o sistema de segurança de uma arma é apenas um dispositivo mecânico e não um substituto do bom senso; r. Sempre que estiver portando ou manuseando uma arma, concentre-se no que está fazendo e pense em segurança, antes, durante e depois do uso; s. Segurança é prevenção e prevenção é treinamento. Antecipe-se sempre ao inesperado, caso contrário, só restará arrependimento e responsabilização pelo ato. TEMA 2 2. PISTOLA TAURUS PT100 2.1 Características A Pistola Taurus PT 100, derivação do famoso modelo PT 92 (9mm), sendo no calibre .40 S&W, utilizado amplamente por todas as forças policiais do nosso país, não sendo diferente no nosso Estado, onde esta arma está presente em todas as Unidades pertencentes a PMBA. Trata-se de uma pistola robusta, composta por um ferrolho de aço teneferizado, cano oxidado e armação de alumínio anodizado. Quadro 1: Especificações Fonte: Elaborado pelo autor. Nomenclatura TAURUS PT100 AF Calibre .40 S&W Capacidade 13 + 1 Alma do cano Alma raiada, seis raias orientadas a direita Ação de disparo Ação dupla e ação simples Aparelho de pontaria Fixo, com sistema de três pontos Comprimento do cano 125mm Comprimento total 217mm Peso sem carregador 975g Quadro 2: Classificação Fonte: Elaborado pelo autor. Tipo Porte Funcionamento Semiautomático Princípio de Funcionamento Ação dos gases sobre o ferrolho Emprego Individual Alimentação Carregador metálico bifilar, tipo cofre 11 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial 2.2 Itens de Segurança Vale salientar que a Pistola Taurus é dotada de uma série de recursos no quesito segurança, a seguir descrito. O registro de segurança ao ser acionado para cima funciona como uma (trava de segurança), travando simultaneamente o cão e a armadilha. Peça que foi projetada para permitir o uso ambidestro além de possibilitar uma rápida passagem da posição de segurança para a de disparo. O registro de segurança, ao ser acionado para baixo, funciona como (desarmador do cão), permitindo que o operador transfira a arma da ação simples (cão à retaguarda) para a ação dupla (cão em repouso), sem a necessidade de acionar a tecla do gatilho. Imagem 05: Registro de segurança na função de trava de segurança Vale lembrar, de acordo com a imagem 06, ao acionarmos o registro de segurança para baixo (3) com a arma engatilhada, o cão (5) desconectará o tirante do gatilho(2), então a conexão entre o gatilho (1) e a armadilha (4) será interrompida. O movimento de avanço do cão será parado pelo retém do cão (6), caracterizando-se assim a (trava de queda), facilmente observada pelo espaço entre o cão e o fundo do percussor. Imagem 06: Mecanismo de segurança (trava de queda) Fonte: Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança, 2013, p. 183. 12 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Quando um cartucho está alojado na câmara, a extremidade do extrator fica saliente, revelando uma marca vermelha. Assim é possível controlar visualmente ou pelo tato, a existência de cartucho na câmara, característica principal do chamado (indicativo de cartucho na câmara). Imagem 07: Mecanismo de segurança (indicativo de cartucho na câmara) Fonte: Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança, 2013, p. 183. A trava do percussor é um dispositivo de segurança que mantém o percussor bloqueado, impedindo o seu deslocamento à frente. Sendo que, de acordo com as Figuras 04 e 05, no momento do acionamento da tecla do gatilho (1) por parte do operador, a trava do percussor é liberada, permitindo que o percussor (5) se desloque à frente, tão logo receba a energia oriunda do impacto do cão (6). A liberação se faz de forma sequencial: gatilho (1), tirante do gatilho (2), impulsor da trava do percussor (3) e trava do percussor (4). Imagem 09: Fase Dinâmica Fonte: Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança, 2013, p. 183. Fonte: Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança, 2013, p. 183. Imagem 08: Fase Estática Fonte: Armas Taurus – Uma Garantia de Segurança, 2013, p. 182. 13 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial 2.3 Operações de Manejo Objetivando o correto funcionamento das Pistolas Taurus, observe as seguintes instruções: 1. Pressione com o polegar, o retém do carregador, localizado próximo ao guarda- mato e retire o carregador; Imagem 10: Retirada do carregador 2. Com uma das mãos segure o carregador e com a outra introduza os cartuchos um a um (municie), pressionando-os para baixo e para trás. Uma vez municiado, introduza o carregador na pistola (alimente) até que fique preso pelo retém do carregador. Imagem 11: Municiando o carregador 3. Segure a pistola com uma das mãos, mantendo o dedo longe do gatilho. Com a outra mão puxe o ferrolho para trás até o batente, soltando-o a seguir. O ferrolho irá então para frente, impulsionado pela mola recuperadora, introduzindo um cartucho na câmara. Imagem 12: Carregando a pistola 4. A pistola está engatilhada (ação simples – fig. 13), pronta para disparar, caso deseje desengatilhar a pistola, acione o registro de segurança para baixo (desarmador do cão) e a arma continuará pronta para disparar, contudo, agora na ação dupla (fig.14). Após cada disparo, o ferrolho, impulsionado pela pressão dos gases, retrocederá para expulsar o estojo e carregar um novo cartucho. Novamente 14 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz a pistola estará pronta para disparar. Após a detonação do último cartucho, o ferrolho ficará recuado e imobilizado pela ação do retém do ferrolho sobre o mesmo (fig. 15). Imagem 13: Arma carregada e engatilhada (ação simples) Imagem 14: Arma carregada e desengatilhada (ação dupla) Imagem 15: Arma aberta após o último disparo 5. Para descarregar a pistola, retire o carregador e puxe o ferrolho até o seu batente para extração do cartucho que se encontra na câmara. Sempre que o operador tiver a intenção de desengatilhar e/ou descarregar a pistola, deverá apontar o cano sempre para uma direção segura. Imagem 16 (1) e 17 (2): Arma sendo descarregada 15 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial a) Desmontagem - para efe]tuar a desmontagem da pistola, devem-se efetuar as operações a seguir indicadas: 1. Pressione o botão localizado próximo ao guarda-mato (retém do carregador), retire o carregador, assegurando-se que não existe cartucho na câmara (execute pelo menos duas ciclagens de segurança), bem como, inspeção visual e tátil. Imagem 18: Acionamento do Retém do carregador Imagem 19: Inspeção tátil e visual 2. Com o dedo indicador da mão esquerda, pressione o botão do retém da alavanca de desmontagem (lado direito da arma) e ao mesmo tempo, com o dedo polegar, girar a alavanca, no sentido horário. Imagem 20: Iniciando a desmontagem Imagem 21: Acionamento da alavanca de desmontagem 3. Deslizar o conjunto do ferrolho para frente até liberá-lo da armação. Imagem 22: Separando o conjunto do ferrolho da armação. 16 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz 4. Comprimir levemente a guia da mola recuperadora com sua respectiva mola, levantando o conjunto e retirando-o cuidadosamente. Imagem 23: Retirando a guia da mola recuperadora 5. Comprimir o mergulhador do bloco de trancamento (somente nas PT 92 AF, PT 99 AF, PT 100 e PT 101). Em seguida retirar o grupo cano / bloco de trancamento do ferrolho. Imagem 24: Retirando cano e bloco de trancamento b) Montagem - Para proceder à montagem, fazer de forma inversa à desmontagem: 1. O impulsor da trava do percussor deve estar abaixado no momento de montar o ferrolho na armação. 2. Antes de girar a alavanca de desmontagem, o ferrolho deve estar perfeitamente alinhado com a parte posterior da armação. 17 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Imagem 25: Verificando a posição do impulsor da trava do percussor e alinhamento do conjunto do ferrolho com a armação. 2.4 Procedimentos básicos visando inspeção da pistola TAURUS PT100 (Publicado no BGO nº 092, 17 de maio de 2010, pag. 2954 - 2963) Considerando que poucas são as Unidades Operacionais que dispõem de mecânico de armas servindo na sala de meios, prejudicando dessa forma a aplicação da manutenção preventiva e corretiva, abordaremos a seguir, alguns procedimentos básicos, porém vitais, que o PM deverá observar, no momento em que estiver efetuando a cautela de uma pistola em sua Unidade, haja vista, que a rotina no desempenho das atividades policiais, bem como, o desconhecimento desses procedimentos, tem colaborado para a vulnerabilidade do PM, caso a arma escolhida para o serviço não esteja em plenas condições de funcionamento. Vale ressaltar que, esses cuidados devem ser constantes, ou seja, o PM deverá repeti-los a cada turno de serviço, tendo em vista que essas armas são utilizadas por diversos policiais, em períodos contínuos. Os procedimentos básicos visando à inspeção da Pistola Taurus (PT100) foram criados com o objetivo de dar mais segurança ao operador. Dessa forma a Polícia Militar da Bahia apresenta o protocolo a seguir. a. Inspeção, Limpeza e Manutenção - Procedimentos básicos visando à inspeção do armamento 1º PASSO: ao receber a Pistola Taurus das mãos do policial militar responsável pela Sala de Meios, a mesma deverá estar sempre aberta, não alimentada (sem carregador) e descarregada. Finalidade: anular qualquer possibilidade de disparo acidental durante a inspeção. 18 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz 2º PASSO: receber os carregadores sempre desmuniciados.Finalidade: certificar se as munições que utilizará no turno de serviço se encontram em perfeitas condições de uso operacional. Para tanto, o policial militar deverá receber das mãos do responsável pela sala de meios as munições fora do carregador, de modo a lhe permitir a conferência da quantidade e características das mesmas, observando os seguintes detalhes: se todas as munições são realmente do mesmo calibre; se não existem munições recarregadas ou negadas no meio das demais; se não existem munições mal crimpadas, ou seja, munições em que o projétil se encontra girando facilmente ou que parte do projétil adentrara para o interior do estojo, diminuindo sensivelmente o seu tamanho natural. Para constatar tal situação, basta posicionar as munições em cima de uma mesa ou bancada, uma ao lado da outra, e comparar o tamanho de todas, além de tentar girar manualmente o projétil de cada uma das munições. Observação importante: os carregadores mais antigos das Pistolas Taurus, PT 100, cal. .40, adquiridas pela PMBA apesar de, no corpo do carregador, constar a sua capacidade máxima de 11 cartuchos, o mesmo está sendo adquirido junto ao fabricante com prolongador do carregador (bumper), cuja capacidade máxima eleva-se para 13 cartuchos cada. 3º PASSO: Verificar a desobstrução do cano da arma. Procedimento: com a arma ainda aberta, deverá observar o interior do cano, constatando a inexistência de projétil ou de qualquer corpo estranho. Finalidade: certificar a inexistência de corpo estranho no interior do cano, uma vez que existindo, impediria o perfeito deslocamento do projétil. 4º PASSO: Proceder ao fechamento da pistola. Procedimento: empunhando a pistola com a mão forte, o policial militar deverá acionar o retém do ferrolho com o dedo polegar, movimentando-o de cima para baixo, de modo a proporcionar o avanço imediato do ferrolho. Outra forma de liberar o ferrolho é segurando-o firmemente em sua porção traseira (posterior) puxando-o a retaguarda e soltando-o em seguida, de modo a proporcionar também o seu avanço. Finalidade: certificar se após o fechamento e trancamento da arma, esta permanecerá com o cão a retaguarda (ação simples). 5º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do retém do cão. Procedimento: empunhando a pistola com a mão forte, devidamente engatilhada em ação simples, o policial militar deverá movimentar suavemente a tecla do desarmador do 19 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial cão para baixo, sem, contudo, chegar a desengatilhar o cão, atentando para o interior do mecanismo da arma, região entre a cauda do percussor e cão, a fim de constatar a existência e movimentação do retém do cão. Esta peça é responsável por atuar no primeiro dente do cão, quando da utilização do desarmador do cão, impedindo que o cão transfira energia para o fundo do percussor. Finalidade: certificar se o retém do cão está presente na arma e movimentando-se a cada acionamento da tecla do desarmador do cão. 6º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do desarmador do cão. Procedimento: empunhando a pistola com a mão forte, o policial militar deverá movimentar a tecla do desarmador do cão para baixo, utilizando para tanto o dedo polegar, momento em que acompanhará atentamente se o cão está parando diretamente na trava de queda (pequeno intervalo existente entre o cão em relação ao fundo do percussor); Finalidade: certificar se o desarmador do cão ao ser movimentado para baixo, fará o cão estacionar afastado em relação ao fundo do percussor (trava de queda – figura 01). Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2957. 7º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do registro de segurança. Procedimento: empunhando a pistola com a mão forte, o policial militar deverá movimentar para cima a tecla do registro de segurança através do dedo polegar, de modo a manter a pistola travada e, em seguida, acionará a tecla do gatilho, a fim de constatar o seu total bloqueio. Finalidade: certificar se o mecanismo de segurança da arma se encontra em perfeitas condições de funcionamento. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2957. 8º PASSO: Proceder à desmontagem da pistola. Procedimento: empunhando a pistola com a mão forte e com posicionando o cano levemente para cima, o policial militar deverá, preferencialmente, com o dedo indicador acionar o retém da alavanca de desmontagem, o qual está localizado do lado direito da arma, a frente do guarda-mato, onde, em ato contínuo, movimentará a asa da alavanca 20 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz de desmontagem para baixo, a qual está localizada no lado oposto ao seu retém. Ao final desse procedimento, o policial militar notará que o conjunto ferrolho/cano/haste/mola recuperadora deslizarão para frente, momento em que deverá separá-lo da armação da pistola. De posse do conjunto, pressionará a mola recuperadora, através da sua haste, retirando-os obliquamente. Também de forma oblíqua separará o cano do ferrolho. Finalidade: dar prosseguimento aos demais procedimentos de inspeção. 9º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do ejetor. Procedimento: segurando a armação da pistola com a mão forte, o policial militar deverá observar atentamente o estado do ejetor, de modo a constatar se não está quebrado, gasto ou empenado. Lembre-se que nas Pistolas PT 100 e PT 92, a extremidade do ejetor é pontiaguda e tem um corte diagonal. Já na PT 58, a extremidade do ejetor tem um corte praticamente reto. Finalidade: certificar se o ejetor se encontra em perfeitas condições de funcionamento. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2958. 10º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do impulsor da trava do percussor. Procedimento: segurando a armação da pistola com a mão forte, o policial militar deverá observar atentamente o estado do impulsor da trava do percussor, de modo a constatar se não está quebrado, gasto ou empenado. Em seguida, deverá acionar totalmente a tecla do gatilho, a fim de também constatar a sua completa movimentação (elevação). Finalidade: certificar se o impulsor da trava do percussor se encontra em perfeitas condições de funcionamento. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2959. 21 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial 11º PASSO: Verificar as condições de funcionamento da trava do percussor. Procedimento: de posse do ferrolho e utilizando-se de um bocal de uma caneta, o policial militar deverá pressionar a cauda do percussor, a fim de constatar o não afloramento do mesmo, uma vez que a função da trava do percussor é manter o percussor permanentemente bloqueado, até que haja o acionamento total da tecla do gatilho. Finalidade: certificar se a trava do percussor se encontra em perfeitas condições de funcionamento. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2960. 12º PASSO: Verificar as condições gerais do percussor. Procedimento: de posse do ferrolho, o policial militar deverá pressionar a base da trava do percussor com a ponta do dedo polegar da mão fraca e, utilizando-se de um bocal de uma caneta, deverá pressionar a cauda do percussor com a mão forte, a fim de constatar as condições do percussor, sua mobilidade, o seu afloramento e se sua ponta não está gasta ou quebrada. Finalidade: certificar se o percussor se encontra em perfeitas condições de uso. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2961. 13º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do extrator. Procedimento: de posse do ferrolho, o policial militar deverá pressionar a extremidade posterior do extrator, peça localizada ao ladodireito do ferrolho, em frente da alça de mira, a fim de que o mesmo aflore a sua extremidade anterior, de modo a sair do contorno normal do ferrolho, revelando uma faixa vermelha. É dessa forma que o extrator se apresentará quando a arma estiver com um cartucho na câmara (carregada). Finalidade: certificar se o percussor se encontra em perfeitas condições de funcionamento. 14º PASSO: Verificar as condições de funcionamento do bloco de trancamento (Pistola Taurus, PT 100, cal. .40 ou PT 92, cal. 9mm). Procedimento: de posse do cano, o policial militar deverá segurá-lo pelas extremidades utilizando o dedo indicador e polegar da mão fraca, direcionando a ponta do cano para cima, de modo que o mergulhador existente na outra extremidade do cano fique completamente 22 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz aflorado e apontado para o chão e com a mão forte, segurará o bloco de trancamento na sua porção intermediária de modo a puxá-lo um pouco para trás e, em seguida, o deslizará para um dos lados, fazendo-o desprender do cano. Atentar detalhadamente para o corpo do bloco de trancamento, verificando se não está trincado ou com uma das extremidades posteriores (ressaltos) partida. Finalidade: certificar se o bloco de trancamento se encontra em perfeitas condições de funcionamento. 15º PASSO: Verificar as condições físicas dos carregadores. Procedimento: segurando a armação da pistola com a mão forte, o policial militar deverá introduzir corretamente cada um dos carregadores (desmuniciado) em seu alojamento, atentando para o perfeito acionamento do retém do ferrolho através do dente do transportador, ou seja, o dente do transportador do carregador localizado do lado esquerdo do corpo do carregador deverá acionar o retém do ferrolho pela parte interna da arma. Caso os lábios do carregador estejam amassados em virtude de quedas ao solo, o transportador não atingirá a sua altura máxima, de modo a proporcionar a abertura e trancamento do ferrolho ao término das munições. Finalidade: constatar se os carregadores se encontram em perfeitas condições de funcionamento. Fonte: BGO PMBA 092 de 17 maio 02, pag. 2963. 16º PASSO: Proceder à montagem da pistola. Procedimento: empunhando a armação da pistola com a mão forte, o policial militar deverá seguir a ordem inversa da desmontagem, atentando para o momento da colocação do conjunto do ferrolho na armação da pistola, momento em que certificará se o impulsor da trava do percussor está totalmente voltado para baixo, evitando dessa forma que o mesmo seja quebrado ou empenado, no momento em que o conjunto do ferrolho estiver deslizando para trás. Ao perceber que a extremidade do ferrolho está alinhada com a parte final das guias da armação, o policial militar deverá trazer de volta a asa da alavanca de desmontagem para a sua posição inicial. Finalidade: mantê-la pronta para uso. 23 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial b. Limpeza e manutenção Para uma correta lubrificação de sua arma, utilize óleo apropriado para armas de fogo com o auxílio de um pano macio. Lubrifique a parte externa do cano, incluindo a parte externa da câmara; Lubrifique as guias corrediças do ferrolho e da armação da sua pistola, deve-se lubrificar também o mecanismo do gatilho. Cano: Uma vez desmontada a arma, o cano e a câmara podem ser facilmente limpos usando uma escova apropriada. Solventes específicos para armas de fogo podem ser utilizados para a limpeza. A parte interna do cano e câmara devem ser secos após a limpeza. Ferrolho: O ferrolho deve ser limpo, de forma a retirar quaisquer partículas estranhas. Para a limpeza do ferrolho deve-se utilizar uma escova apropriada. A face da culatra e a área abaixo do dente do extrator devem ser cuidadosamente limpas com uma escova e ficar completamente livres de partículas e detritos. Armação: A armação deve ser limpa externamente com o uso de um pano macio. As partes internas devem ser limpas utilizando uma escova macia. Solventes específicos para armas de fogo podem ser utilizados. Os solventes devem ser retirados completamente e a armação seca e limpa. Carregador: Quando necessário, o carregador pode ser limpo com uma escova macia. A mola e o transportador podem ser limpos com um pano limpo. Caso sejam utilizados solventes, eles devem ser completamente retirados das peças antes da montagem para evitar a contaminação das munições. 24 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz BLOCO 2 ARMAS E LEGISLAÇÃO TEMA 3 3. FUNDAMENTOS DO TIRO E LEGISLAÇÃO 3.1 Fundamentos do Tiro 1) EMPUNHADURA: É o fundamento que se refere a forma em que o operador segura a arma, sendo constituído de Altura, Envolvimento e Pressão. 2) POSIÇÃO: é necessário que fique claro que, em combate, o operador deverá tomar a posição que melhor convier ao momento, objetivando sempre o melhor aproveitamento para seu disparo. 3) VISADA: é o alinhamento do aparelho de pontaria e o alvo. Vale salientar que o tiro visado (olho diretor, alça e massa de mira) é o tiro de iniciantes, já no tiro de combate, utilizamos os dois abertos e tendo como referência somente a massa de mira (tiro instintivo). 4) RESPIRAÇÃO: é um dos fundamentos mais complexos visto que é ensinado nos primeiros contatos com a arma que se deve fazer uma pequena inspiração e bloqueá- la durante o acionamento. Expira-se logo após o disparo, e inicia-se outro ciclo. Lembro que numa situação de estresse dificilmente o operador irá lembrar deste fundamento. 5) ACIONAMENTO DA TECLA DO GATILHO: o acionamento da tecla do gatilho dever ser feito de forma lenta e progressiva, evitando trancos desnecessários na arma, gerando um dos erros mais comuns a famosa gatilhada. 3.2 Legislação Específica sobre Armas Neste módulo trataremos de questões especificas relativas ao registro, autorização para aquisição e porte de arma de fogo, baseadas na Lei Federal 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e na Portaria 035/2005 do Comando Geral da PMBA, onde constam a seguir as principais regulamentações publicadas nesta Portaria, visando proporcionar ao policial um conhecimento básico da legislação de tiro, que o habilite a intervir com segurança em ocorrências envolvendo arma de fogo. 25 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial IMPORTANTE: Precisamos deixar claro que, cada Secretaria de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal editaram suas Portarias, dando competência aos Comandantes Gerais no caso das Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares e aos Delegados Gerais no caso das Policias Civis. Isto mostra o quão diferente são as Portarias, inclusive dentro do mesmo Estado. Amparo Legal: Art. 24, do Decreto Federal nº 9.847 de 25 de junho de 2019. Anteriormente Art. 33, do Decreto Federal 5.123/04. 3.3 Portaria CG 035/2005 Vale salientar que, após a eleição do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, vários decretos federais foram editados, bem como, diversas portarias foram publicadas por parte do Exército Brasileiro, no que diz respeito a Legislação das armas e munições, o que levou a PMBA a montar uma comissão para revisar e atualizar a Portaria CG 035/2005 a qual, deverá ser publicada brevemente. Todavia, enquanto não sai a atualização vamos estudar alguns artigos fundamentais da nossa diretriz norteadora sobre armas e munições. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. CAPÍTULO IV Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes aos Militares Estaduais Artigo 7º - As armas de fogo de uso permitidopertencentes aos militares estaduais serão registradas, nos termos do parágrafo único do artigo 2º da Lei n.º 10.826/03, na própria Polícia Militar. § 1º - O Comandante-Geral, nos termos do artigo 3º do Decreto n.º 5.123/04, é a autoridade competente para expedir o registro próprio das armas de fogo de que trata este artigo, ficando delegada esta atribuição ao DAL. § 2º - O cadastro das armas particulares dos militares estaduais será realizado pela UEE (CMB), utilizando-se de banco de dados. 26 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz § 3º - O militar estadual colecionador, atirador ou caçador deverá registrar sua arma no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª Região Militar (SFPC/6ª RM), a qual será cadastrada no SIGMA, e deverá encaminhar cópia do registro, via cadeia de comando, para publicação em Boletim Geral Reservado (BGR) para controle da UEE (CMB). § 4º - As alterações de características (calibre, comprimento do cano, capacidade e/ ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares estaduais, procedidas com a devida autorização do SFPC/6ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado), deve ser publicada em BGR para controle da UEE (CMB). CAPÍTULO V Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) SEÇÃO I O CRAF é um documento expedido pela DAL/UEE (Mediante autorização do exército no caso de arma restrita), onde consta o registro de arma de fogo de uso permitido ou restrito, pertencente ao policial militar estadual, adquirida no comercio ou diretamente na indústria. O CRAF será expedido com base no cadastro da UEE e deverá conter os seguintes dados: I - do cadastro da arma de fogo; II - do militar estadual; III - da arma de fogo; IV – a inscrição: “De acordo com a Lei Federal n.º 10.826, de 22/12/03, e com o Decreto Federal n.º 5.123, de 01/07/04”. CAPÍTULO VI Do Porte de Arma de Fogo por Militares Estaduais Artigo 15 - O porte de arma de fogo de uso permitido, bem como a de uso restrito pertencente à PMBA, é inerente ao militar estadual do serviço ativo, restrito aos limites territoriais do Estado, mediante apresentação da Cédula de Identidade Funcional, observando-se, obrigatoriamente, as seguintes regras: I - quando de serviço com arma da PMBA, deverá portar a Cédula de Identidade funcional; II - quando de folga com arma da PMBA, deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e a Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF); Artigo 16 - O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar: I - a carga de arma de fogo pertencente à PMBA; 27 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial II - a utilização da arma particular em serviço; Parágrafo único - As autorizações mencionadas neste artigo podem ser revogadas a qualquer tempo, a juízo da autoridade que as concedeu. Artigo 20 – A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria; II – validade; III – assinatura do Comandante-Geral; IV - indicação do número do Boletim Geral Reservado que autorizou o porte; V - a inscrição: “O portador, identificado pela Cédula de Identidade da PMBA, está autorizado a portar a arma acima descrita, nos termos do Decreto Federal n.º 5.123/04”; Parágrafo único - A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos somente será válida com a apresentação da Cédula de Identidade da PMBA e do CRAF. CAPÍTULO VII Da Autorização de Carga Pessoal de Arma de Fogo Pertencente ao Patrimônio da PMBA Artigo 22 - O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar, conforme modelo constante do Anexo “C”, o qual deverá ser numerado pela OPM, a carga pessoal de arma de fogo de porte pertencente ao patrimônio da PMBA, mediante solicitação fundamentada do militar estadual. Tal autorização deverá ser publicada em BIR. § 3º - O militar estadual possuidor de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA deverá zelar por sua manutenção de primeiro escalão e conservação, responsabilizando- se por sua guarda. § 4º - Para fins desta norma, o extravio da arma guardada no interior de armários de alojamentos ou vestiários e veículos não excluirá a responsabilidade do possuidor. Artigo 24 - A autorização de carga pessoal de arma de fogo de porte, pertencente ao patrimônio da PMBA, constitui ato discricionário do Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM, observados os critérios de conveniência e de oportunidade, podendo ser revogada a qualquer tempo. § 1º - Não será concedida autorização de carga pessoal de arma de fogo ao militar estadual que: 1. encontrar-se no comportamento “Mau”; 2. estiver em estágio probatório; 3. estiver regularmente matriculado em curso de formação. 28 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz § 2º - Terá suspensa a autorização de carga pessoal de arma de fogo: 1. pelo período em que perdurar a situação, o militar estadual ao qual for prescrita recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma de fogo; 2. pelo período em que perdurar a apuração de roubo, furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade; 3. por 1 (um) ano, o militar estadual que disparar arma de fogo por negligência, imperícia ou imprudência; 4. por 1 (um) ano, o militar estadual que for surpreendido portando arma de fogo, de serviço, de folga ou em trânsito, alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente; 5. definitivamente, o militar estadual que incidir na prática concomitante das infrações constantes dos itens 3 e 4 acima, ou que reincidir em uma delas; 6. quando ingressar no comportamento “Mau”. § 3º - Terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo, em caráter definitivo, o militar estadual que: 1. tiver arma de fogo da PMBA roubada, furtada, ou extraviada e, após a devida apuração, for considerado responsável pela perda do armamento; 2. portá-la em atividade extraprofissional, independentemente das medidas disciplinares cabíveis ao caso. § 4º - A suspensão ou revogação da autorização de carga pessoal de arma de fogo não constitui medida punitiva e, portanto, não elide a eventual aplicação das sanções disciplinares por infrações administrativas praticadas. § 5º - Caberá, a critério do Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe da OPM, a suspensão cautelar de carga de arma de fogo ao militar estadual que dela fizer uso irregular, ainda que a apuração administrativa esteja em instrução. CAPÍTULO VIII Do Uso em Serviço de Arma de Fogo Particular Artigo 29 - Mediante autorização do Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM, a qual deverá ser publicada em BIR, o militar estadual poderá utilizar em serviço arma de fogo de sua propriedade, de porte e uso permitidos, em substituição à arma da PMBA e/ou como arma sobressalente, desde que esta corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido constantes da dotação prevista para a PMBA. 29 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial § 1º - A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de uso permitido, como arma principal ou sobressalente, pertencente ao militar estadual, deverá constar no Relatório de Serviço Específico ou em relatório próprio de serviço da OPM. CAPÍTULO XIX Prescrições Diversas Artigo 89 - Toda arma de fogo de porte, patrimônio da PMBA, deve ser identificada pela numeração e pelo Brasão da Polícia Militar. Artigo 90 - O extravio, furto ou roubo de Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF) deverá ser comunicadopelo responsável, de imediato, à autoridade policial-militar expedidora. Artigo 98 – É proibido o acesso de militar deste Estado portando armas de fogo no interior dos estabelecimentos bancários, salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. Artigo 99 - A inobservância ao disposto na presente Portaria sujeitará o infrator às sanções disciplinares cabíveis, sem prejuízo de outras cominações legais que couberem ao caso. 3.4 Coletânea de legislação Para aprofundamento dos conhecimentos relativos à matéria, sugiro que sejam feitas consultas e estudos sobre a legislação especifica, constante nos seguintes documentos: Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm define crimes e dá outras providências.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.826.htm Portaria 035/2005 do Comando Geral da PMBA (Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências) Disponível em: http://www.pm.ba.gov.br/Legis/Portaria%2035%20-%20Porte%20de%20Arma.pdf Portaria n° 028 COLOG, DE 14 DE MARÇO DE 2017 (Altera a Portaria nº 51- COLOG, de 8 de setembro de 2015 e substitui a Portaria nº 61 - COLOG, de 15 de agosto de 2016, que dispõe sobre normatização administrativa about:blank http://www.pm.ba.gov.br/Legis/Portaria%2035%20-%20Porte%20de%20Arma.pd 30 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz de atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, que envolvam a utilização de Produtos Controlados pelo Exército - PCE) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/p128.pdf Portaria n° 040 COLOG, de 28 de março de 2018 (Altera a Portaria nº 51 - COLOG, de 8 de setembro de 2015 que dispõe sobre normatização administrativa das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/portaria40.pdf Portaria n° 093 COLOG, de 29 de junho de 2018 (Altera a Portaria nº 51 - COLOG, de 8 de setembro de 2015, que dispõe sobre normatização administrativa das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_ Portaria_n_51_COLOG.pdf Decreto nº 9.845, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para dispor sobre a aquisição, o cadastro, o registro e a posse de armas de fogo e de munição.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9845.htm Decreto nº 9.846, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para dispor sobre o registro, o cadastro e a aquisição de armas e de munições por caçadores, colecionadores e atiradores.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9846.htm Decreto nº 9.847, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para dispor sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9847.htm Decreto nº 10.030, de 30 de setembro de 2019 (Aprova o Regulamento de Produtos Controlados.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10030.htm http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/p128.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/portaria40.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_Portaria_n_51_COLOG.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_Portaria_n_51_COLOG.pdf about:blank http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9846.htm about:blank http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10030.htm 31 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Portaria n° 136 COLOG, de 08 novembro de 2019 (Dispõe sobre o registro, o cadastro e a transferência de armas de fogo do SIGMA e sobre aquisição de armas de fogo, munições e demais Produtos Controlados de competência do Comando do Exército.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian136.pdf Portaria n° 137 COLOG, de 08 novembro de 2019 (Altera a Portaria 126-COLOG, de 22 de outubro que dispõe sobre a aquisição, o registro, o cadastro, a transferência, o porte e o transporte de arma de fogo; e a aquisição de munições e de acessórios de arma de fogo por militares, em serviço ativo ou na inatividade.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian137.pdf Portaria n° 150 COLOG, de 05 dezembro de 2019 (Dispõe sobre normatização administrativa de atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/port_150_.pdf about:blank http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian137.pdf about:blank 32 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz TEMA 4 4. SUBMETRALHADORA TAURUS SMT40 4.1 Características A Submetralhadora TAURUS SMT40, é uma arma leve, de fácil manejo e de cômoda utilização. Com carregadores em aço com capacidade para 30 cartuchos possui uma cadencia perfeitamente controlável, e grande poder de fogo. Através do seletor de tiro de 04 (quatro) estágios, (S) segurança, (1) tiro a tiro, (2) rajada limitada e (F) rajada total, possibilita o controle da utilização da munição. O seletor de tiro/segurança e o retém do ferrolho possuem teclas ambidestras, assegurando versatilidade no seu uso. O sistema de disparo com ferrolho fechado facilita a realização de tiros de precisão. Após o último tiro o ferrolho permanece aberto permitindo ao atirador perceber rapidamente o fim da munição e necessidade de troca de carregador. A introdução de novo carregador e o rápido acionamento de uma das teclas do retém do ferrolho deixa a arma imediatamente pronta para o tiro. Estando a arma aberta com o ferrolho à retaguarda e após ser alimentada, um novo carregamento pode ser obtido bastando ao atirador agir na alavanca de manejo do ferrolho puxando-a para traz e largando bruscamente, momento em que arma irá fechar ficando pronta para um novo disparo. O vértice de mira é regulável em altura e lateralmente, possui visor rebatível com vértice aberto ou com orifício. Para maior conforto do atirador, a versão de arma com coronha retrátil e rebatível pode ser ajustada em comprimento e, além disso, pode ser rebatida para o lado direito para facilitar o transporte da arma. A submetralhadora TAURUS SMT 40 é dotada de trilho, padrão MIL STD 1913 (Picatinny), na parte superior da caixa da culatra e o projeto desta arma também permite a colocação de trilhos adicionais nas duas laterais e na parte inferior do guarda mão. Com isso, a SMT permite o acoplamento de vários tipos de acessórios (manual da Taurus). 33 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 09) Quadro 3: Especificações da Submetralhadora Taurus SMT 40 Nomenclatura Submetralhadora Taurus SMT 40 Calibre .40 S&W Capacidade 15 ou 30 Alma do cano Alma raiada, seis raias orientadas a direita Sistema de disparo Blowback, ferrolho fechado Percussor Flutuante Modos de disparos Semiautomático, rajada limitada, automático Sistema de segurança Trava de gatilho Aparelho de pontaria Massa de mira - regulável em altura Alça de mira – aberta (até 50m), diópter (100m) Comprimento do cano 200mm Comprimento total 470mm(coronha rebatida), 678mm até 757mm (coronha estendida Distância entre miras 270mm Peso sem carregador 3 kg Cadência (modalidade rajada) Aproximadamente 750 disparos/minuto Fonte: elaborado pelo autor, 2020. 34 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Quadro 4: classificação Tipo Portátil Funcionamento Semiautomático e automático Princípio de Funcionamento Ação dos gases sobre o ferrolho Emprego Individual Alimentação Carregador metálico bifilar Fonte: elaborado pelo autor, 2020. 4.2 Operações de Manejo Seletor (ambidestro): O seletor de submetralhadora possui 04 (quatro) posições que estão assim classificadas: S - (Segurança): nesta posição o mecanismo de disparo da submetralhadora fica completamente bloqueado, impedindo o disparo. Obs: A posição “S” só pode ser selecionada com a arma engatilhada. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 11. 1 – (Tiro intermitente): posição em que a submetralhadora efetuará um (1) disparo, modo semiautomático, cada vez que o gatilho for pressionado. 2 – (Rajada limitada): nesta posição a submetralhadora efetua uma rajada de 2 disparos se o gatilho for mantido acionado durante o ciclo completo. A arma continua disparando rajadas de 2 tiros a cada novo acionamento do gatilho enquanto tiver munição no carregador. Obs: liberando o gatilho ou esgotando-se a munição em qualquer momento dentro do ciclo, os disparos serão interrompidos, podendo ter realizado somente 1 disparo. Acionando o gatilho, após esta situação, o ciclo interrompido será completado, não é iniciado um novo ciclo. Assim, é possível que apenas 1 disparo ocorra. Este efeito não é uma falha. O “desconector do gatilho” possui um mecanismo de came que continuamente rotaciona a cada disparo. Baseado na posição do came do desconector, o primeiro acionamento de gatilho (após a seleção prévia do seletor na posição RAJADA LIMITADA) pode realizar 1 ou 2 disparos antes que o gatilho seja acionado novamente. Isto acontecerá apenas na primeira série com o seletor na posição RAJADA LIMITADA. (manual da Taurus) 35 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial F – Nesta posição a metralhadora irá atirar enquanto o gatilho estiver acionado, rajada. A coronha da submetralhadora pode ter seu comprimento ajustado conforme abaixo: 1.pressionar a presilha de regulagem; 2.deslocar a coronha até o comprimento desejado e 3.liberar a presilha de regulagem. Para facilitar o transporte da submetralhadora, a coronha pode ser rebatida para a direita pressionando a tecla de liberação e rebatendo a coronha. A coronha permanecerá rebatida sob força de mola. Para retomá-la à posição original, basta forçar para vencer a resistência da mola até encaixar a coronha na posição original, estendida. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 12. Mira regulável Rebatimento do vértice de mira A visada pode ser feita através do orifício do visor ou do vértice aberto. Basta rebater o visor de mira conforme a figura. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 13 36 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Ajuste de direção O vértice de mira pode ser ajustado lateralmente através do parafuso de regulagem mostrado na figura abaixo. Para deslocar o visar e os impactos no alvo para direita, o parafuso de regulagem deve ser girado no sentido anti-horário. Para deslocar o visar, e os impactos no alvo, para esquerda, o parafuso de regulagem deve ser girado no sentido horário. Nota: 1 click no parafuso de regulagem lateral desloca em 1,15 cm o ponto de impacto em um alvo a. 25 m. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 14. Ajuste de elevação O ajuste de elevação (ajuste vertical) deve ser feito através do parafuso de regulagem mostrado na figura abaixo: Para elevar o visar de mira, e os impactos, o parafuso de regulagem deve ser girado no sentido anti- horário. Para baixar o visar mira, e os impactos, o parafuso de regulagem deve ser girado no sentido horário. Nota: 1 click no parafuso de regulagem vertical desloca em 2,15cm o ponto de impacto em um alvo a 25 m. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 15 37 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Municiamento Segurar o carregador com uma das mãos e, com a outra, introduzir os cartuchos pressionando-os para baixo, até o máximo de cartuchos, indicado na lateral do carregador. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 16. Posicionar o Seletor de tiro na POSIÇÃO “S” (Segurança). Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 16. Carregamento Condição: arma descarregada, ferrolho aberto e retido, seletor em posição de segurança “S”. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 17. A. Mantenha o dedo afastado do gatilho e a arma direcionada para uma área segura. B. insira o carregador municiado no alojamento e comprove que esteja realmente encaixado e retido pelo retém. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 17. 38 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz C. Com a mão livre, libere o retém do ferrolho ou puxe a alavanca de manejo até o final do curso e solte-a bruscamente. Obs.: NÃO CONDUZA a alavanca de manejo durante essa operação, pois poderá ocorrer falhas no carregamento. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 17. 4.3 Desmontagem e montagem a. Desmontagem Para a desmontagem de primeiro escalão seguir a seguinte sequência: 1. Colocar o Seletor de Tiro na posição “S” (Segurança); 2. Retirar o carregador (fig. 1), pressionando o retém do carregador; 3. Ciciar o ferrolho (fig. 2) para retirar a munição da câmara; 4. Verificar visualmente, pela janela de ejeção, que não há munição na câmara (fig. 3 da sequência). Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 20. Fechar o ferrolho, liberando-o do retém do ferrolho. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 21. 39 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial Desmontar o pino traseiro da caixa da culatra pressionando-o, com o dedo ou um estojo vazio, na face com menor diâmetro e retirar pelo outro lado. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 21. Levantar a caixa da culatra para permitir o acesso ao seu interior. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 21. Retirar o conjunto ferrolho/mola recuperadora. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 21. 40 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Desmontagem do carregador Com um punção ou pino, pressionar a chapa da mola do carregador pelo orifício no fundo; (figura 1) Deslizar o fundo do carregador para frente, tomando cuidado para impedir a ejeção forçada da chapa pressionada pela mola; (figura 2) Retire o fundo do carregador, a chapa com a mola e o transportador. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 22. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 23. Montagem da SMT 40 A remontagem da submetralhadora SMT deve ser feita na ordem inversa a da desmontagem, conforme a seguir: Introduzir o conjunto ferrolho/mola recuperadora na caixada culatra; 41 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial O conjunto do ferrolho/mola deve ficar completamente inserido na caixa da culatra, isto é, ferrolho apoiado no cano. O cão deve estar engatilhado. Fechar a caixa da culatra com o cano apontado levemente para baixo, conforme a figura abaixo, evitando assim que o conjunto do ferrolho/ mola se desloque; Inserir o pino traseiro na caixa da culatra; Ciclar o ferrolho, verificando a correta montagem do conjunto; Inserir o carregador. Fonte: Manual de Instruções Submetralhadora SMT, 01-2012, p. 24. Instruções para o uso 1 - A coronha (se for dobrável) a. Para estender: segure a arma com a mão esquerda e gire a coronha no sentido horário até sua total abertura. ATENÇÃO: ESTA OPERAÇÃO JAMAIS DEVERÁ SER FEITA COM O FERROLHO ARMADO. b. Para rebater: segure a arma na mão esquerda e pressione o botão localizado próximo ao parafuso de fixação da coronha. Após rebata a coronha. 2 - O tiro Antes de efetuar os disparos, certifique-se que o cano esteja limpo, livre de obstruções e que a arma e o local, apresentem condições de segurança. a. Municiar Posicionar o seletor em segurança em segurança “S”. Colocar os cartuchos no carregador, segurando-o com a mão e com a outra introduzir 42 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz os cartuchos pressionando-os para baixo, até no máximo 10 cartuchos (carregador 10 cartuchos), 15 cartuchos (carregador de 15 cartuchos) ou 30 cartuchos (carregador de 30 cartuchos). Colocar o carregador no seu alojamento na caixa do mecanismo, assegurando-se que fique preso pelo retém. ATENÇÃO: carregadores mal colocados podem cair no momento de atirar. Apontar o cano para uma direção segura. Puxe o ferrolho totalmente para trás, até o final do curso, soltando-o bruscamente. Este procedimento posicionará um cartucho na câmara e a arma estará pronta para atirar, bastando apenas liberar a trava e posicionando o seletor de tiro na posição “1”. b. Troca do carregador Retornar o seletor de tiro na posição segurança “S” Repetir o carregador, pressionando o retém e introduzir o outro carregador. Apontar o cano para uma direção segura, alimentar a arma pressionando o retém do ferrolho para cima ou puxando o preparador para trás e soltando-o bruscamente. O ferrolho posicionará novamente um cartucho na câmara deixando a arma em condições de prosseguir atirando. c. Descarregar Posicionar o seletor em segurança “S” Retirar o carregador Ciclar o ferrolho retirando o cartucho da câmara, certificando-se visualmente que realmente o cartucho foi extraído e fechar o ferrolho. 4.4 Limpeza e Manutenção A limpeza faz parte da manutenção necessária para garantir o perfeito funcionamento da arma e prevenir desgastes prematuros no tratamento superficial por agentes corrosivos e mecânicos, elevando a vida útil do produto. São duas as classes de limpeza ordinária após o serviço (limpeza diária) e após o tiro: 1 – Limpeza ordinária após o serviço compreende: Descarregar a arma; Limpar todas as superfícies extremas da arma e do carregador, mantendo-as lubrificadas com uma fina camada de óleo. 43 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial 2 – Limpeza após o tiro: Descarregar e logo em seguida, desmontar a arma; Limpar e lubrificar as caixas do mecanismo e culatra interna e externamente; Limpar e lubrificar o ferrolho, a guia e a mola recuperadora; Limpar e lubrificar a câmara e interior do cano; Desmontar, limpar e lubrificar os carregadores; Montar os conjuntos e verificar o funcionamento da arma. 3 – Cuidados especiais: Somente uma pequena quantidade de óleo deve ser usada para conservar o equipamento; Evite o excesso de óleo dentro do carregador e do cano; Óleo lubrificante possui alto poder de penetração e poderá danificar a munição; Antes da manutenção, certifique-se de que a arma esteja descarregada. 44 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Tiro Policial Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz REFERÊNCIAS ALMEIDA, Juarez Giffoni de. Apostila Armamento e Tiro - PMBA, 2000. Documento digital. BRASIL. Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/2003/l10.826.htm. Acesso em: 10jul20. _____. Portaria nº 028 COLOG, de 14 de março de 2017 (Altera a Portaria nº 51- COLOG, de 8 de setembro de 2015 e substitui a Portaria nº 61 - COLOG, de 15 de agosto de 2016, que dispõe sobre normatização administrativa de atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, que envolvam a utilização de Produtos Controlados pelo Exército (PCE).) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/p128.pdf Acesso em: 10jul20. _____. Portaria nº 040 COLOG, de 28 de março de 2018 (Altera a Portaria nº 51 - COLOG, de 8 de setembro de 2015 que dispõe sobre normatização administrativa das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/ images/portaria40.pdf Acesso em: 10jul20. _____. Portaria nº 093 COLOG, de 29 de junho de 2018 (Altera a Portaria nº 51 - COLOG, de 8 de setembro de 2015, que dispõe sobre normatização administrativa das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/ phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_Portaria_n_51_COLOG.pdf Acesso em: 10jul20. _____. Decreto nº 9.845, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para dispor sobre a aquisição, o cadastro, o registro e a posse de armas de fogo e de munição.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ Ato2019-2022/2019/Decreto/D9845.htm Acesso em: 10jul20. _____. Decreto nº 9.846, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para disp S, Forjas. Manual de Instruções Pistolas metálicas, 03-2012. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.826.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.826.htm http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/p128.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/portaria40.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/images/portaria40.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_Portaria_n_51_COLOG.pdf http://www.dfpc.eb.mil.br/phocadownload/Portarian93_COLOG_29JUN18_Altera_a_Portaria_n_51_COLOG.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9845.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9845.htm 45 Curso Especial de Formação de Sargentos da PMBA - CEFS - 2020 Conteudista - Sub Ten PM Nailson Aragão Cruz Tiro Policial _____. Decreto nº 9.847, de 25 de junho de 2019 (Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para dispor sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas.) Disponível em: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9847.htm Acesso em: 10jul20. _____. Decreto nº 10.030, de 30 de setembro de 2019 (Aprova o Regulamento de Produtos Controlados.) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2019/decreto/D10030.htm Acesso em: 10jul20. _____. Portaria nº 136 COLOG, de 08 de novembro de 2019 (Dispõe sobre o registro, o cadastro e a transferência de armas de fogo do SIGMA e sobre aquisição de armas de fogo, munições e demais Produtos Controlados de competência do Comando do Exército.) Disponível em: http://www.dfpc.eb.mil.br/images/Portarian136.pdf Acesso em: 10jul20. _____.