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APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 1 
 
ESTADO DE PERNAMBUCO 
SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE PERNAMBUCO 
ACADEMIA BOMBEIRO MILITAR DOS GUARARAPES 
 
CFHP BM 2017 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO 
 
 
1) Normas de Segurança com munições e armamentos leves; 
2) Conhecimento dos tipos de Armamentos leves, munições e sua aplicabilidade; 
3) Manejo correto dos armamentos utilizados na Corporação. 
 
 O presente trabalho tem como fulcro a apresentação do armamento adotado pela Corporação 
aos alunos do Curso de Formação de Soldados 2011. Neste sentido, existe a necessidade de, 
primeiramente apresentar o contexto teórico das armas de fogo permitindo a exata compreensão da 
utilização de tais instrumentos no serviço na Corporação como o último recurso. 
 
 
ORGANIZADOR: 
Carlos José de Souza - Major QOC/BM. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 2 
REGRAS de SEGURANÇA 
 
 
 
 
 Nunca, em qualquer hipótese, aponte uma arma, carregada ou não, para qualquer pessoa exceto 
se for atirar; 
 
 Trate sua arma como se ela estivesse sempre carregada; 
 
 Mantenha sempre o dedo fora do gatilho exceto na hora do disparo; 
 
 Conheça bem o funcionamento de sua arma; 
 
 Guarde sua arma e munições em local seguro evitando o acesso de outras pessoas não 
habilitadas; 
 
 Manuseie sua arma sempre com o cano voltado para um local seguro; 
 
 Ao dar ou receber uma arma, faça-o com ela aberta (ferrolho aberto e sem carregador); 
 
 Use somente munições indicadas para o tipo de arma que possui evitando munições velhas e 
com alteração no estojo ou projetil; 
 
 Jamais transporte ou coldreie sua arma com o cão armado; 
 
 As travas de segurança de uma arma são apenas dispositivos mecânicos e não um substituto do 
bom senso; 
 
 A arma deve ser transportada, sempre que possível, em um coldre; 
 
 Não tente fazer modificações em sua arma para ela receber calibres maiores pois a mesma não 
foi projetada para isso; 
 
 Mantenha sua arma sempre limpa; 
 
 Verifique se não há obstrução do cano de sua arma antes de carregá-la; 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 3 
UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO POR PARTE DE AGENTES PÚBLICOS 
 
* PRINCÍPIOS ESSENCIAIS NO USO DA FORÇA E DAS ARMAS DE FOGO: 
 
- LEGALIDADE, NECESSIDADE, PROPORCIONALIDADE. 
 
 
1. USO DE ARMAS DE FOGO 
 
 
 - O uso de armas de fogo com o intuito de atingir objetivos legítimos de aplicação da 
Lei deve ser considerada uma medida extrema. 
 
 - Os encarregados da aplicação da Lei (agentes públicos) não usarão armas de fogo 
contra indivíduos, exceto: 
- em casos de legítima defesa ou defesa de outrem, contra ameaça iminente de morte 
ou ferimento grave; 
- para impedir a perpetuação de crime particularmente grave que envolva séria 
ameaça a vida; ou 
- efetuar a prisão de alguém que represente tal risco, e resista à autoridade, ou para 
impedir a fuga de alguém que represente tal risco; 
- e apenas nos casos em que outros meios menos extremos se revelem insuficientes para atingir tais 
objetivos. 
 
 Ao usar uma arma de fogo, o infrator considera apenas seus próprios interesses, 
enquanto o agente público deve considerar seu uso em relação a três grupos de pessoas, na seguinte 
ordem de importância: 
 
 1º - O público; 
 2º - Os próprios agentes públicos; 
 3º - O infrator. 
 
 A salvaguarda do público exige dos agentes públicos, que portam armas de fogo, 
competência ao usá-las. 
 
 
2. CONTEÚDO: 
 
2.1) LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA 
a) Lei nº 10.826, de 22/12/2003 (Estatuto do Desarmamento). 
b) Decreto nº 5.123, de 01/07/2004. 
c) Decreto nº 6.146, de 03/07/2007. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 4 
d) Decreto nº 3.665, de 20/11/2003 (R-105). 
 
2.2) PRECEITOS DE SEGURAÇA COM ARMAS E MUNIÇÕES 
a) Normas de Ação. 
b) Procedimentos para prevenção de acidentes. 
c) Procedimentos no estande de tiro. 
2.3) MUNIÇÕES: 
a) conceito 
b) munições de armamento leve 
c) elementos componentes do cartucho 
d) Balística interna 
 
2.4) ARMAMENTO LEVE: 
a) conceito 
b) classificação 
c) calibre 
d) manutenção geral com armamento leve 
 
2.5) ARMAS EM ESPÉCIE 
a) Revólver calibre .38” 
- Características 
- Manejo 
- Manutenção 
 
b) Mosquetão M968 7,62mm MOSQUEFAL 
- Características 
- Manejo 
- Manutenção 
 
c) Pistola .40” 
- Características 
- Manejo 
- Manutenção 
 
2.6) TIRO PRÁTICO DE DEFESA: 
- Fundamentos do tiro de precisão e tiro de defesa 
- Fundamentos do tiro noturno 
- Procedimentos no estande de tiro 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 5 
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA 
 
a) LEI Nº 10.826, DE 22/12/2003 (ESTATUTO DO DESARMAMENTO). 
 
DO REGISTRO 
Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. 
Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército, na 
forma do regulamento desta Lei. 
 
Art. 5o O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o território nacional, 
autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou 
domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou 
o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004) 
§ 1o O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será 
precedido de autorização do Sinarm. 
§ 2o Os requisitos de que tratam os incisos I, II e III do art. 4o deverão ser comprovados 
periodicamente, em período não inferior a 3 (três) anos, na conformidade do estabelecido no 
regulamento desta Lei, para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. 
 
DO PORTE 
Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos 
previstos em legislação própria e para: 
II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal; 
§ 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI deste artigo terão direito de portar arma de 
fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, na forma do 
regulamento, aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do 
regulamento desta Lei. 
§ 4o Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, 
bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4o, 
ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do 
regulamento desta Lei. 
 
Art. 10. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o território 
nacional, é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. 
§ 1o A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e 
territorial limitada, nos termos de atos regulamentares, e dependerá de o requerente: 
§ 2o A autorização de porte de arma de fogo, prevista neste artigo, perderá automaticamente 
sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de 
substâncias químicas ou alucinógenas. 
 
Art. 11. Fica instituída a cobrança de taxas, nos valores constantes do Anexo desta Lei, pela 
prestação de serviços relativos: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.884.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil/Constituicao/Constituiçao.htm#art144
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 6 
§ 2o As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5o do art. 
6o e para os integrantes dos incisos I, II, III, IV, V, VI e VII do art. 6o, nos limites do regulamento desta 
Lei. 
 
 
b) DECRETO Nº 5.123, DE 01/07/2004 C/C DECRETO Nº 6.146, DE 03/07/2007. 
 
DOS SISTEMAS DE CONTROLE DE ARMAS DE FOGOArt. 1o O Sistema Nacional de Armas - SINARM, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da 
Polícia Federal, com circunscrição em todo o território nacional e competência estabelecida pelo 
caput e incisos do art. 2o da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, tem por finalidade manter 
cadastro geral, integrado e permanente das armas de fogo importadas, produzidas e vendidas no 
país, de competência do SINARM, e o controle dos registros dessas armas. 
§ 1o Serão cadastradas no SINARM: 
III - as armas de fogo de uso restrito dos integrantes dos órgãos, instituições e corporações 
mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003; e 
§ 2o Serão registradas na Polícia Federal e cadastradas no SINARM: 
III - as armas de fogo de uso permitido dos integrantes dos órgãos, instituições e corporações 
mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. 
 
Art. 2o O SIGMA, instituído no Ministério da Defesa, no âmbito do Comando do Exército, com 
circunscrição em todo o território nacional, tem por finalidade manter cadastro geral, permanente e 
integrado das armas de fogo importadas, produzidas e vendidas no país, de competência do SIGMA, 
e das armas de fogo que constem dos registros próprios. 
§ 1o Serão cadastradas no SIGMA: 
I - as armas de fogo institucionais, de porte e portáteis, constantes de registros próprios: 
b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares; 
 
Art. 4o A aquisição de armas de fogo, diretamente da fábrica, será precedida de autorização do 
Comando do Exército. 
 
Das Definições 
Art. 10. Arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas, 
bem como a pessoas jurídicas, de acordo com as normas do Comando do Exército e nas condições 
previstas na Lei no 10.826, de 2003. 
 
Art. 11. Arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas, de 
instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas, devidamente 
autorizadas pelo Comando do Exército, de acordo com legislação específica. 
 
Da Aquisição e do Registro da Arma de Fogo de Uso Permitido 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 7 
Art. 13. A transferência de propriedade da arma de fogo, por qualquer das formas em direito 
admitidas, entre particulares, sejam pessoas físicas ou jurídicas, estará sujeita à prévia autorização 
da Polícia Federal, aplicando-se ao interessado na aquisição as disposições do art. 12 deste Decreto. 
Parágrafo único. A transferência de arma de fogo registrada no Comando do Exército será 
autorizada pela instituição e cadastrada no SIGMA. 
 
Art. 14. É obrigatório o registro da arma de fogo, no SINARM ou no SIGMA, excetuadas as 
obsoletas. 
 
Art. 15. O registro da arma de fogo de uso permitido deverá conter, no mínimo, os seguintes 
dados: 
I - do interessado: 
a) nome, filiação, data e local de nascimento; 
b) endereço residencial; 
c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe; 
d) profissão; 
e) número da cédula de identidade, data da expedição, órgão expedidor e Unidade da 
Federação; e 
f) número do Cadastro de Pessoa Física - CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; 
 
II - da arma: 
a) número do cadastro no SINARM; 
b) identificação do fabricante e do vendedor; 
c) número e data da nota Fiscal de venda; 
d) espécie, marca, modelo e número de série; 
e) calibre e capacidade de cartuchos; 
f) tipo de funcionamento; 
g) quantidade de canos e comprimento; 
h) tipo de alma (lisa ou raiada); 
i) quantidade de raias e sentido; e 
j) número de série gravado no cano da arma. 
 
Art. 16. O Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Federal, após 
autorização do SINARM, com validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a 
manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta, ou, 
ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal do 
estabelecimento ou empresa. 
 
Art. 17. O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar, imediatamente, à Unidade 
Policial local, o extravio, furto ou roubo de arma de fogo ou do seu documento de registro, bem 
como a sua recuperação. 
§ 3o Nos casos previstos no caput, o proprietário deverá, também, comunicar o ocorrido à 
Polícia Federal ou ao Comando do Exército, encaminhando, se for o caso, cópia do Boletim de 
Ocorrência. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 8 
 
Da Aquisição e Registro da Arma de Fogo de Uso Restrito 
Art. 18. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e registrar as armas de fogo de 
uso restrito. 
§ 1o As armas de que trata o caput serão cadastradas no SIGMA e no SINARM, conforme o caso. 
§ 2o O registro de arma de fogo de uso restrito, de que trata o caput deste artigo, deverá conter 
as seguintes informações: 
I - do interessado: 
a) nome, filiação, data e local de nascimento; 
b) endereço residencial; 
c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe; 
d) profissão; 
e) número da cédula de identidade, data da expedição, órgão expedidor e Unidade da 
Federação; e 
f) número do Cadastro de Pessoa Física - CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; 
II - da arma: 
a) número do cadastro no SINARM; 
b) identificação do fabricante e do vendedor; 
c) número e data da nota Fiscal de venda; 
d) espécie, marca, modelo e número de série; 
e) calibre e capacidade de cartuchos; 
f) tipo de funcionamento; 
g) quantidade de canos e comprimento; 
h) tipo de alma (lisa ou raiada); 
i) quantidade de raias e sentido; e 
j) número de série gravado no cano da arma. 
 
§ 3o Os requisitos de que tratam os incisos IV, V, VI e VII do art. 12 deste Decreto deverão ser 
comprovados periodicamente, a cada três anos, junto ao Comando do Exército, para fins de 
renovação do Certificado de Registro. 
§ 4o Não se aplica aos integrantes dos órgãos, instituições e corporações mencionados nos 
incisos I e II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, o disposto no § 3o deste artigo. 
 
DO PORTE E DO TRÂNSITO DA ARMA DE FOGO 
Art. 22. O Porte de Arma de Fogo de uso permitido, vinculado ao prévio cadastro e registro da 
arma pelo SINARM, será expedido pela Polícia Federal, em todo o território nacional, em caráter 
excepcional, desde que atendidos os requisitos previstos nos incisos I, II e III do §1o do art. 10 da Lei 
no 10.826, de 2003. 
 
Art. 23. O Porte de Arma de Fogo é documento obrigatório para a condução da arma e deverá 
conter os seguintes dados: 
I - abrangência territorial; 
II - eficácia temporal; 
III - características da arma; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art10§1i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art10§1i
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 9 
IV - número do registro da arma no SINARM ou SIGMA; 
V - identificação do proprietário da arma; e 
VI - assinatura, cargo e função da autoridade concedente. 
 
Art. 24. O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo 
válido apenas com a apresentação do documento de identidade do portador. 
 
Art. 25. O titular do Porte de Arma de Fogo deverá comunicar imediatamente: 
I - a mudança de domicílio, ao órgão expedidor do Porte de Arma de Fogo; e 
II - o extravio, furto ou roubo da arma de fogo, à Unidade Policial mais próxima e, 
posteriormente, à Polícia Federal. 
Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo implicará na suspensão do Porte de 
Arma de Fogo, por prazo a ser estipulado pela autoridade concedente. 
 
Art. 26. O titular de porte de arma de fogo paradefesa pessoal concedido nos termos do art. 10 
da Lei nº 10.826, de 2003, não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou 
permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes ou outros 
locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de eventos de qualquer natureza. (Redação 
dada pelo Decreto nº 6.146, de 2007 
§ 1o A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e 
na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. 
§ 2o Aplica-se o disposto no §1o deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja 
portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que 
provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. 
 
Dos Integrantes e das Instituições Mencionadas no Art. 6o da Lei no 10.826, de 2003 
Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais 
federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem 
como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas 
funções institucionais. 
§ 1o O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de 
Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças 
Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. 
§ 2o Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de 
suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade 
federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo 
determinado, conforme estabelecido em normas próprias. 
 
Art. 34. Os órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos I, II, III, V, VI, VII e X do 
caput do art. 6º da Lei nº 10.826, de 2003, estabelecerão, em normativos internos, os 
procedimentos relativos às condições para a utilização das armas de fogo de sua propriedade, ainda 
que fora do serviço. (Redação dada pelo Decreto nº 6.146, de 2007 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6146.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6146.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6146.htm#art1
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 10 
§ 1o As instituições mencionadas no inciso IV do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão 
em normas próprias os procedimentos relativos às condições para a utilização, em serviço, das armas 
de fogo de sua propriedade. 
§ 2o As instituições, órgãos e corporações nos procedimentos descritos no caput, disciplinarão 
as normas gerais de uso de arma de fogo de sua propriedade, fora do serviço, quando se tratar de 
locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no 
interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, públicos e privados. 
 
Art. 35. Poderá ser autorizado, em casos excepcionais, pelo órgão competente, o uso, em 
serviço, de arma de fogo, de propriedade particular do integrante dos órgãos, instituições ou 
corporações mencionadas no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. 
§ 1o A autorização mencionada no caput será regulamentada em ato próprio do órgão 
competente. 
§ 2o A arma de fogo de que trata este artigo deverá ser conduzida com o seu respectivo 
Certificado de Registro. 
 
Art. 36. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os 
integrantes das instituições descritas nos incisos III, IV, V, VI, VII e X do caput do art. 6º da Lei nº 
10.826, de 2003, serão atestadas pela própria instituição, depois de cumpridos os requisitos técnicos 
e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal. (Redação dada pelo Decreto nº 6.146, de 2007 
 
Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e 
corporações mencionados nos incisos II, V, VI e VII do caput do art. 6º da Lei nº 10.826, de 2003, 
transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de porte 
de arma de fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada três anos, aos testes de avaliação 
da aptidão psicológica a que faz menção o inciso III do caput art. 4º da Lei nº 10.826, de 2003. 
(Redação dada pelo Decreto nº 6.146, de 2007 
§ 1o O cumprimento destes requisitos será atestado pelas instituições, órgãos e corporações de 
vinculação. 
§ 2o Não se aplicam aos integrantes da reserva não remunerada das Forças Armadas e 
Auxiliares, as prerrogativas mencionadas no caput. 
 
 
c) DECRETO Nº 3.665, DE 20/11/2003 (R-105). 
AQUISIÇÃO DE ARMAS E MUNIÇÕES DE USO PERMITIDO 
Art. 149. A solicitação de aquisição de armas, munições e demais produtos controlados de uso 
permitido, na indústria, por parte das Forças Auxiliares, para uso dessas organizações, obedecerá as 
disposições do Anexo XXVI. 
Art. 151. As autorizações referentes aos artigos anteriores têm validade de um ano, a partir da data 
em que for concedida, tornando-se sem valor após esse prazo. 
Art. 152. A aquisição individual de armas e munições de uso permitido, por parte dos oficiais, 
subtenentes e sargentos das Forças Armadas, nas fábricas civis registradas, para uso próprio, 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6146.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6146.htm#art1
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 11 
mediante indenização, depende de autorização do Comandante, Chefe ou Diretor a que o militar 
estiver subordinado. 
§ 1º A autorização só poderá ser concedida se não ultrapassar a quantidade de armas permitida ao 
interessado. 
§ 2º Quando se tratar de oficiais da reserva remunerada ou reformados, a aquisição individual 
depende de autorização do Comandante, Chefe ou Diretor da sua Organização Militar de vinculação. 
§ 3º Autorizada a aquisição, o Comandante, Chefe ou Diretor publicará a autorização em Boletim 
Interno, relacionando os interessados, segundo o modelo do Anexo XXVII, em duas vias, tomando, 
ainda, as seguintes providências: 
I - oficiará ao comando da RM onde a fábrica estiver sediada, anexando a 2ª via da relação, para 
conhecimento do SFPC regional respectivo e visto na GT; e 
II - oficiará à fábrica produtora ou seu representante legal, solicitando o fornecimento, mediante 
indenização, anexando a 1ª via da relação. 
§ 4o Não será concedida autorização para os militares compreendidos neste artigo que estiverem 
classificados no comportamento "Mau" ou "Insuficiente". 
§ 5o As armas adquiridas são individuais, não sendo necessário o registro nas repartições policiais. 
§ 6o Cada militar somente poderá adquirir, de acordo com o estabelecido no presente capítulo: 
I - a cada dois anos, uma arma de porte, uma arma de caça de alma raiada e uma arma de caça de 
alma lisa; e 
II - a cada semestre, a seguinte quantidade máxima de munição: 
a) trezentos cartuchos carregados a bala, para arma de porte; 
b) quinhentos cartuchos carregados a bala, para arma de caça de alma raiada; e 
c) quinhentos cartuchos carregados a chumbo, para arma de caça de alma lisa. 
§ 7º Os procedimentos para aquisição e pagamento serão realizados diretamente entre a 
Organização Militar do interessado e a fábrica produtora ou seu representante legal. 
§ 8º Recebidas as armas ou munições, a Unidade, Repartição ou Estabelecimento publicará, em 
Boletim Interno Reservado, a entrega das mesmas, citando a data de aquisição e especificando 
quantidade, tipo, marca, calibre, modelo, número da arma, comprimento do cano, capacidade ou 
númerode tiros, tipo de funcionamento e país de fabricação. 
§ 9o A publicação em Boletim Interno Reservado, a que se refere o parágrafo anterior, corresponde 
ao registro das armas. 
§ 10. Após o registro, as armas serão cadastradas na DFPC, por meio da RM. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 12 
Art. 153. A aquisição individual de armas e munições de uso permitido, no comércio, destinadas ao 
uso próprio do militar das Forças Armadas, depende da autorização do Comandante, Chefe ou 
Diretor da OM a que o militar estiver subordinado, Anexo XXVIII. 
Parágrafo único. Quando se tratar de oficiais da reserva remunerada ou reformados, a autorização 
poderá ser concedida pelo Comandante da Unidade a que estejam vinculados. 
 
ANEXO XXVI 
AQUISIÇÃO DE ARMAS E MUNIÇÕES DE USO PERMITIDO NA INDÚSTRIA CIVIL 
Art. 6º A aquisição de armas, munições e coletes de uso permitido por parte dos oficiais, 
subtenentes e sargentos das Forcas Auxiliares, nas fábricas civis registradas, para uso próprio, 
através do Comando-Geral da Força Auxiliar, mediante indenização, depende da autorização do 
Comandante da RM. 
§ 1º Para esse fim, o Comandante-Geral oficiará ao Comandante da RM, solicitando autorização e 
relacionando os interessados, segundo o modelo próprio, em quatro vias. 
§ 2º Não será concedida autorização para os militares que estiverem no comportamento "MAU" ou 
"INSUFICIENTE". 
§ 3º As armas e coletes adquiridos são individuais, não sendo necessário o registro nas repartições 
policiais. 
§ 4º Cada militar poderá adquirir, bienalmente, uma arma de porte, uma arma de caça e uma arma 
de tiro ao alvo; semestralmente, as seguinte quantidades máximas de munição e de elementos 
componentes: 
a) trezentos cartuchos carregados a bala, para arma de porte, no total; 
b) quinhentos cartuchos carregados a bala, para carabina, no total; 
c) quinhentos cartuchos de papelão para caça (carregados, semicarregados ou vazios), no total; 
d) quinhentas espoletas para caça; 
e) cinco quilogramas de pólvora para caça, no total, e, sem limite, chumbo para caça. 
§ 5º Autorizada a aquisição, o Comandante da RM arquivará a 3ª via e oficiará: 
a) ao Comando-Geral da Força Auxiliar solicitante, comunicando a autorização concedida; 
b) ao Comandante da RM onde a fábrica produtora estiver sediada, anexando a 2ª via da relação; 
c) à fábrica produtora ou seu representante legal, autorizando o fornecimento e anexando a lª via da 
relação. 
§ 6º Após a autorização, os entendimentos para a aquisição e pagamento processar-se-ão 
diretamente entre o órgão interessado e a fábrica produtora ou seu representante legal. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 13 
§ 7º Recebidas as armas, munições ou coletes, o Comando-Geral da Força Auxiliar publicará em 
Boletim Interno a entrega dos mesmos, citando o posto ou graduação, nome e identidade do 
adquirente, bem como as características das armas (tipo, calibre, cano e número), munições 
(quantidades e calibres) ou coletes (tipo e número) adquiridos. 
§ 8º Qualquer mudança de adquirente deverá ser também retificada em Boletim Interno. 
Art. 7º As autorizações referentes ao art. 5º deste Anexo têm a validade de um ano, improrrogável, a 
partir da data em que for concedida. 
Art. 8º A aquisição individual de armas, munições ou coletes de uso permitido, destinada ao uso do 
militar das Forças Auxiliares, diretamente no comércio, não havendo tráfego, depende da 
autorização do Comando-Geral da Força Auxiliar, o qual deverá comunicar semestralmente ao SFPC 
regional as autorizações concedidas. 
Art. 9º A aquisição de armas, munições ou coletes, por parte das Forças Auxiliares, depende da 
autorização do Chefe do D Log, em face do parecer do COTER. 
Parágrafo único. Para esse fim, a Força Auxiliar deverá proceder de acordo com o art. 5º e seus 
parágrafos, deste Anexo. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 14 
PRECEITOS DE SEGURANÇA COM ARMAMENTO LEVE: 
 
NORMA GERAL DE AÇÃO 
 
Qualquer armamento é potente, preciso e de fácil manejo, mas deve ser manejado de forma 
que o poder letal nunca seja usado acidentalmente. Muitos acidentes envolvendo armamento 
poderiam ser evitados se fossem observados as seguintes regras de segurança, que o atirador deve 
praticar até que ele torne hábitos fixo: 
a) Jamais aponte uma arma contra alguém por brincadeira, mesmo sabendo que ela não esta 
municiada ou carregada; 
b) Verifique se não há obstrução no cano antes de carregar; 
c) Jamais deixe, fora do horário de utilização, o armamento municiado ou carregado, nem tão 
pouco engatilhado; 
d) Jamais posse o armamento a alguém estando carregado. Sempre posse o armamento 
desmuniciado e aberto. 
e) Adquira o habito de municiar o armamento toda vez que o apanhar; 
f) Desenvolva o habito de segurança todas as vezes que o armamento for retirado do coldre ou 
bandoleira, ou quando forem guardados; 
g) Fique com o dedo estendido do lado de fora do gatilho, até que esteja pronto para atirar; 
h) Em instrução mantenha o armamento sempre aberto, quando não estiver no coldre ou 
bandoleira; 
i) Conheça seu armamento e munição; 
j) Mantenha seu dedo longe da boca do cano; 
l) Saque rápido é perigoso. Em princípio a segurança 
m) Certifique-se que os cartucho de festim, quando utilizados, não sejam reais; 
n) Seja seloso com o armamento mantenha-o limpo e bem conservado, visto que em situações 
de emergência, sua vida dependerá do seu correto emprego e principalmente, de seu perfeito 
funcionamento. 
 
 
PROCEDIMENTOS PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES: 
 
a) Usar sempre o armamento, a munição, o equipamento, etc., somente para as finalidades 
para as quais foram produzidos originalmente. 
b) Examinar todo o seu material diariamente para descobrir quaisquer irregularidades ou 
peças perdidas. 
c) Cumprir todas as prescrições aplicáveis ao material. 
d) Participe, na forma da legislação vigente, com urgência, ao superior hierárquico imediato, 
toda e qualquer irregularidade ocorrida com o material bélico. 
e) Não realize alterações ou reparos que não seja autorizado ou especificado, pelo órgão 
competente, a fazê-los, salvo quando existam condições excepcionais e urgentes que exijam que 
adote todas medidas possíveis para manter sua arma em funcionamento. 
f) Sob condições de frio rigoroso, use a arma sem lubrificante, se o lubrificante adequado 
não estiver utilizável, por uma razão qualquer. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 15 
g) Os mecanismos das diversas armas devem ser adequadamente lubrificados. Avarias tem 
ocorrido pelo continuado uso de armas sem lubrificação adequada de suas partes em 
funcionamento. Tal falha pode resultar em ter-se um receptor rachado em ambos os lados, ou um 
ressalto de trancamento partido, ou um carregador intumescido, e um cartucho rompido. 
h) A contínua falta de lubrificação das partes em funcionamento resulta aquecimento à 
fricção, que é suficiente para aumentar danosamente o desgaste das peças para vencer a força de 
expansão da mola antes dos ciclos de trancamento estarem terminados. O trancamento incompleto 
ou o fechamento parcial produz freqüentes falhas ou negas. Evitar a lubrificação excessiva. 
 
 
PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NO ESTANDE DE TIRO: 
 
Durante o exercício de tiro, fica terminantemente proibido: 
a) Grito de qualquer natureza, mesmo com o objetivo de estabelecer comunicação entre a 
posição dos atiradores e os marcadores. 
b) Conversa ou comentário em torno dos homens que atiram. 
c) Circulação dos homens entre os abrigos e posições dos atiradores, sem ser um objeto do 
serviço. 
d) Movimento de pessoas nas proximidades dos atiradores. 
e) Sinais sem ordem do Oficial de Tiro. 
f) Manter a arma com a culatra fechada e com cobre-mira, as armas pertencentes à turma de 
tiro; qualquer arma que passe de um atirador a outro, estando carregada, deve ser acompanhada do 
aviso: "ESTÁ CARREGADA". 
g) Abandonar uma arma carregada;h) Manter o percussor armado após haver terminado seu exercício de tiro; 
i) Fazer exercício de pontaria no estande, na ocasião em que se fazem os tiros; 
j) Apontar a arma ou manobrar com seu mecanismo da culatra fora do lugar designado para 
atirar; 
l) Carregar ou municiar a arma fora do lugar em que se atira; 
m) Manter a arma carregada, fora do momento do tiro; 
n) Estabelecer comunicações por meio de homens, sem que elas se façam por caminhos 
abrigados; 
o) Manter a arma destravada se o tiro for suspenso, mesmo momentaneamente. 
p) As comunicações entre as posições dos atiradores e os marcadores serão feitas, sempre 
que possível, por telefone ou rádio, ou na sua falta, por sinais de apito ou bandeirolas. 
q) Deve existir cópia do quadro de sinais no abrigo dos marcadores. 
r) Se durante o tiro houver uma falha, o atirador deve esperar alguns segundos antes de abrir 
a culatra para evitar o perigo de um acidente devido a um retardo de deflagração. Aberta depois a 
culatra, retira o cartucho, gira-o sobre si mesmo, torna a carregar a arma e atira de novo. Se o 
cartucho falhar a segunda vez, deve ser empregado em outra arma antes de ser considerado 
definitivamente imprestável. 
s) O número de falhas e cartuchos imprestáveis por quaisquer outros motivos, deve ser 
motivo de parte ao comandante da subunidade que o encaminhará ao escalão superior, bem como 
de registro no livro de tiro. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 16 
t) O Sargento de Tiro deve fazer conduzir para o estande o material necessário à execução de 
uma rápida limpeza das armas que atirarem. 
u) Tanto os soldados que guardam sua vez para atirar, quanto aqueles que já executaram o 
tiro, não devem ser deixados a vontade. Especialmente durante os exercícios de tiro à distância 
reduzida, é de toda conveniência aproveitar o tempo para ministrar algumas instruções teóricas, nas 
quais eles permaneçam sentados. 
v) A conservação das benfeitorias do estande deve constituir preocupação constante dos 
comandantes de subunidades. Qualquer dano causado deve ser objeto de indenização do 
responsável; se este não foi identificado todos os homens presentes devem sofrer desconto. 
x) Sempre que comparecerem ao estande duas ou mais subunidades do mesmo batalhão, 
deverá a ele comparecer um oficial superior deste ou da Unidade, para superintender o serviço e a 
instrução. 
 
 
 
MUNIÇÃO DE ARMAMENTO LEVE 
 
 
 
APRESENTAÇÃO - São aquelas de calibre igual ou menor que .60” =15,24 mm. 
 São utilizadas em : Revólveres, pistolas, metralhadoras de mão, carabinas, fuzis, fuzis 
metralhadoras, metralhadoras leves, metralhadoras pesadas, etc... 
 
TERMINOLOGIA - Cartucho - munição encartuchada engastada. 
 
COMPONENTES: 
 1 - Estojo. 2 - Cápsula ou espoleta. 
 3 - Carga de projeção ou propelente. 4 - Projétil ou projetil ou bala. 
 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 17 
CLASSIFICAÇÃO: 
 
 QUANTO AO TIPO DE ESTOJO: 
 Fogo central. 
 Fogo circular ou anelar. 
 QUANTO A FINALIDADE OU EMPREGO 
 MUNIÇÃO DE GUERRA 
 COMUM - Contra pessoal e alvos não blindados. 
 PERFURANTE - Aeronaves, blindagens leves, abrigos,... 
 INCENDIÁRIA - Causar incêndios. 
 TRAÇANTE - Observação do tiro. 
 Secundariamente: Incêndios e sinalização. 
 PERFURANTE - INCENDIÁRIA 
 PERFURANTE - INCENDIÁRIA - TRAÇANTE 
 ALTO EXPLOSIVA INCENDIÁRIA - Mtr AAé. 
 MUNIÇÃO DE EMPREGO ESPECIAL 
 FESTIM - Tiro simulado e salvas. 
 MANEJO - Inerte, treina o manuseio do armamento. 
 PRESSÃO MAJORADA - Prova o armamento. 
 SUB - PRESSÃO 
 SOBRE - PRESSÃO 
 SUB - CALIBRE - Tubos redutores. 
 ESTILHAÇÁVEL - Exercício. 
 ANTI -DISTÚRBIO - Controle de distúrbios civis. 
 LANÇAMENTO - Lançamento de granada de bocal. 
 
 
ESTUDO DOS ELEMENTOS 
 
 ESTOJO: 
 FINALIDADES: 
 Reunir os demais elementos componentes da munição. 
 Proteger a carga de projeção. 
 Obturar a câmara. 
 
 NOMENCLATURA: 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 18 
 1 - Estojo - Elemento por completo. 
 2 - Culote - Possui as inscrições de identificação, (Fábrica, lote, tipo de 
munição,...). 
 3 - Corpo - Seu formato (cilíndrico ou tronco cônico) está totalmente ligado ao 
sistema de funcionamento da arma. 
 4 - Ombro - Faz a redução câmara / cano. 
 5 -Gargalo - Fixa o projétil. 
 6 - Boca - Recebe o projétil. 
 7 - Alojamento da cápsula - Recebe a cápsula. 
 8 - Gola - Aloja a garra do extrator. 
 9 - Evento(s) - Permite que a chama da cápsula atinja a carga de projeção. 
 10 - Câmara - Aloja a carga de projeção. 
 11 - Parede - Pela dilatação realiza a obturação dos gases. 
 12 - Bigorna - (Somente nos estojos tipo Berdan), com auxílio do percussor, 
permite o esmagamento do alto explosivo iniciador existente na cápsula. 
 13 - Virola - Permite a extração. 
 
 FABRICAÇÃO - Aço, alumínio ou latão confeccionados pelo processo de estiramento 
sucessivo. 
CLASSIFICAÇÃO: 
 QUANTO AO TIPO: 
 
 Fogo circular ou anelar Fogo central 
 
 QUANTO AO PERFIL: 
 Cilíndrico. 
 Tronco-cônico. 
 Tronco-cônico com gargalo cilíndrico. 
 
 
 QUANTO AO FORMATO DA VIROLA: 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 19 
 
 Escavada Semi-saliente Saliente 
 CÁPSULA 
 FINALIDADE: Iniciar, depois da excitação externa , a queima da carga de projeção. 
 NOMENCLATURA: 
 
 
 1 - Corpo ou copo - Recebe os demais elementos. 
 2 - Mistura iniciadora - Alto explosivo iniciador. 
 3 - Disco de papel - Mantém a mistura no seu local. 
 4 - Bigorna - (Somente nas cápsulas tipo Boxer), com auxílio do percussor, 
permite o esmagamento do alto explosivo iniciador. 
 FABRICAÇÃO: Cobre ou latão. 
 CONSTITUIÇÃO: Mistura iniciadora: Alto explosivo iniciador: Fulminato de mercúrio ou 
azida de chumbo ou estifinato de chumbo ou tetraceno. 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 QUANTO AO TIPO: 
 BOXER: A cápsula possui bigorna e é acondicionada 
num estojo com evento único (central). 
 BERDAN: A cápsula não possui bigorna, esta faz parte 
do estojo que possui dois eventos. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 20 
 CARGA DE PROJEÇÃO 
 DEFINIÇÃO: Baixos explosivos (pólvoras). 
 FINALIDADE: Depois de excitada pela chama produzida pela cápsula, transforma-se, 
gerando as pressões que irão lançar o projétil. 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 QUANTO AO TIPO: 
 PÓLVORA NEGRA: 
 COMPONENTES: 
 COMBUSTÍVEL - Salitre [ KNO3 (74 %) ]. 
 COMBURENTE - Carvão vegetal [ C (15,6 %) ]. 
 SUPORTE - Enxofre [ S (10,4 %)]. 
 PÓLVORA QUÍMICA OU COLOIDAL: 
 COMPONENTES: 
 COMBUSTÍVEL - Celulose (60 a 80 %). 
 COMBURENTE - Ácido nítrico (20 a 40 %). 
 DISSOLVENTE - Éter ou álcool ou acetona. 
 ESTABILIZANTE - Cânfora ou parafina ou vaselina. 
 GELATINIZANTE - Glicerina ou etil-centralite. 
 REFRIGERANTE - Guanidina ou polivinila. 
 REVESTIMENTO - Grafite. 
 TIPOS: 
 BASE SIMPLES - Nitrocelulose (NC). 
 BASE DUPLA - NC + Nitroglicerina (NG). 
 BASE TRIPLA - NC + NG + Nitoguanidina (NGu). 
 
QUANTO A FORMA: 
 GRÃOS. 
 LÂMINAS. 
 FIOS. 
 CILINDROS (não, mono ou heptaperfurados). 
 
 PROJÉTIL 
 FINALIDADE: Causar danos, é o próprio emprego da munição. 
 
 NOMENCLATURA: 
 
 
 1 - Projétil ou projétil ou bala - Elemento por completo. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 21 
 2 - Base ou culote - Favorece as propriedades balísticas, no que concerne ao 
arrasto. 
 3 - Corpo - Área que se engraza ao raiamento. 
 4 - Ogiva ou ponta - Favorece as propriedades balísticas, no que concerne a 
resistência do ar. 
 5 - Camisa - Somente nos projéteis tipo encamisados, uso militar obrigatório 
por convenção. 
 6 - Núcleo- É a finalidade do projétil. 
 7 - Cinta de lubrificação ou cinta de engastamento ou canelura - Mantém a 
camisa firmemente presa ao núcleo, permite que o gargalo (no estojo) engaste o projétil na 
montagem do cartucho, e ainda, ao receber graxa na sua manufatura, facilita a lubrificação e protege 
contra a umidade. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 
 QUANTO AO TIPO: 
 CHUMBO - Endurecidos com estanho e / ou antimônio. 
 ENCAMISADO - Núcleo de chumbo [aço ( Car .50 Cm)], e 
revestido com uma camisa com percentuais de cobre, zinco e níquel; podendo inclusive descartar 
um destes elementos. 
 Vantagens: 
 Não provocam chumbeamento no interior do cano. 
 Permitem maiores velocidades iniciais. 
 Não são danificados pelo carregamento. 
 
 
QUANTO A FORMA: 
 
 Ponta arredondada. 
 Ponta ogival. 
 
 
COMPOSIÇÃO DE ALGUNS PROJÉTEIS MILITARES: 
 
PERFURANTE - Chumbo na parte anterior e núcleo de aço cromo-tungstênio ou manganês-
molibidênio. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 22 
INCENDIÁRIO - Cilindro de aço no interior do corpo, tampão de chumbo no culote e misto 
incendiário no núcleo. Misto incendiário - Nitrato de bário, óxido de ferro, liga de alumínio e 
magnésio, e perclorato de potássio. 
TRAÇANTE - Ogiva de chumbo, culote co misto de ignição e misto traçante no núcleo. Misto de 
ignição - Elemento (sal) intermediário que recebe a chama da carga de projeção e após reforça-la, 
realiza a queima do misto traçante. Misto traçante - Resinato de cálcio, perclorato de potássio, 
peróxido de bário, peróxido de estrôncio, cloreto de polivinila, vermelho de taluidina, esterato de 
zinco, e magnésio em pó. 
 
 
PROJÉTEIS DE USO CIVIL E POLICIAL: (NACIONAIS: Siglas utilizadas pela CBC). 
 
SIGLAS DISCRIMINAÇÃO MATERIAL EMPREGO EFEITO 
CHCV CHumbo Canto 
Vivo 
chumbo sem ogiva tiro ao alvo corte retilíneo 
CHOG CHumbo OGival chumbo arredondado anti-pessoal penetração 
CHPO CHumbo Ponta 
Oca 
chumbo com orifício na parte 
frontal 
anti-pessoal expansão 
CHPP Chumbo Ponta 
Plana 
chumbo com a seção anterior 
cortada 
anti-pessoal penetração com 
corte retilíneo 
CHSCV Chumbo Semi 
Canto Vivo 
chumbo com a seção anterior 
cortada 
anti-pessoal penetração com 
corte retilíneo 
EPO Encamisado Ponta 
Oca 
encamisado com orifício na parte 
frontal 
anti-pessoal expansão 
ETOG Encamisado Total 
OGival 
encamisado anti-pessoal penetração 
ETPT Encamisado Total 
PonTudo 
ogival encamisado anti-pessoal penetração 
ETSCV Encamisado Total 
Semi Canto Vivo 
encamisado com a seção anterior 
cortada 
anti-pessoal penetração com 
corte retilíneo 
EXPO Expansivo Ponta 
Oca 
encamisado com orifício na parte 
frontal 
anti-pessoal expansão 
SEPC Semi Encamisado 
Ponta de Chumbo 
não possui camisa de latão na 
ogiva 
anti-pessoal expansão 
SEPO Semi-Encamisado 
Ponta Oca 
não possui camisa de latão na 
ogiva, com orifício na parte frontal 
anti-pessoal expansão 
IMPORTADOS: 
 
A.B.C. - projétil expansivo no formato de uma gola pregueada. 
ACCELERATOR - projétil sub-calibrado dentro de um corpo destacável que desenvolve altíssima 
velocidade. 
AJAX METAL - metal Ajax - projétil confeccionado por uma liga da cobre, chumbo e estanho. 
AP - ARMOUR PIERCING - perfurante de blindagem - projétil perfurante. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 23 
BALLE RONDE - bala redonda - projétil arredondado. 
BAT - BLITZ ACTION TRAUMA - trauma de ação rápida - projétil de latão contendo um pino plástico 
no seu interior, este pino após ser ejetado, faz com que o projétil tenha o aspecto cilíndrico oco. 
BIATHLON - projétil extremamente preciso a baixa temperatura ambiente. 
BLACK TALON - garra negra - projétil encamisado por uma camisa pré sulcada de teflon, contendo 
chumbo não endurecido no seu interior, dotado de uma ponta oca. 
BLANK - festim. 
BLAZER - estojo de alumínio. 
BLINDÉE - totalmente blindado - projétil encamisado. 
BOAT TAIL - rabo de barco (popa) - projétil com base tronco-cônica. 
BOSQUETTES - projétil arredondado. 
BRASS JACKETED - jaquetado com latão - projétil encamisado. 
COMPETIZIONE - competição - projétil, balanceado, destinado ao tiro esportivo. 
COOPER PLATED - fundo de tonel - projétil biogival. 
DEMI-BLINDÉE - semi-jaquetado - não possui camisa de latão na ogiva. 
D.H.K. - projétil encamisado com orifício na seção frontal. 
DUAL-CORE - duplo latão - projétil com núcleo de chumbo pré-sulcado e macio contendo uma esfera 
plástica na sua seção frontal. 
DZAL-CORE - projétil semi encamisado com dois ou mais núcleos de dureza diferentes. 
EXPANSIVE - expansivo - projétil com orifício na seção frontal. 
EXPLODER - explosivo - projétil de ponta oca, contendo no orifício um baixo explosivo que é excitado 
por uma cápsula sensibilizada, colocada na boca da ponta oca. 
EXPLOSIVE VELETEX - explosivo - projétil tipo “hydra shock”, contendo no orifício um baixo explosivo 
que é excitado por uma cápsula sensibilizada, colocada na boca da ponta oca. 
EXTENDED RANGE - alcance estendido - cartucho com mais pólvora ou mais potência. 
FAIL SAFE TALON - garra com segurança contra quebra (garra inquebrável) - projétil encamisado por 
uma camisa pré sulcada de material duro, contendo chumbo não endurecido no seu interior, dotado 
de uma ponta oca. 
FLAT BASE - base plana - projétil com a base totalmente plana. 
FLAT POINT - ponta plana - projétil ogival encamisado sem ogiva. 
FULL METAL JACKET - totalmente jaquetado - projétil encamisado. 
GAMEKING - rei dos jogos - projétil balanceado destinado principalmente ao esporte de tiro ao alvo. 
GAS-CHECK - retenção de gases - disco de latão colocado na base ou culote de projéteis de chumbo 
destinados a desenvolver grandes velocidades por acréscimo de pólvora. 
GLASER - 300 micro esferas de chumbo encamisadas em única camisa de latão. 
GOLD DOT - ponta de ouro - projétil encamisado por uma camisa pré sulcada de latão endurecido, 
contendo chumbo não endurecido no seu interior, dotado de uma ponta oca. 
GRAND SLAM - grande violência - projétil de grande tamanho e peso destinado a caça pesada. 
HIGH VELOCITY - HIGH VEL - H VEL - H V - alta velocidade. 
HIPER VELOCITY - muitíssimo veloz. 
HOLLOW POINT - ponta oca - projétil com orifício na seção frontal. 
HYDRA SHOCK - HI-SHOK - choque hidráulico - projétil de ponta oca com um pino no centro, que tem 
a finalidade de direcionar material para as paredes internas do projétil. 
INCENDIARY - incendiário - projétil incendiário. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 24 
INTERLOCK - travamento - projétil firmemente engastado. 
JAQUETADO - projétil encamisado. 
K.T.W. - projétil tronco-cônico de latão maciço. 
LEAD - chumbo - projétil de chumbo. 
MATCH - jogo - projétil, balanceado, destinado ao tiro esportivo. 
MATCHKING - rei dos jogos - projétil balanceado destinado principalmente ao esporte de tiro ao 
alvo. 
METAL CASE - estojo metálico - estojo de aço. 
MID-RANGE - médio alcance - projétil com alcance menor, por redução da quantidade de carga de 
projeção. 
MULTI-BALL - balas múltiplas - Cartucho montado com vários (2,3 ou 5) projéteis. 
NOSLER - projétil cujo núcleo é constituído de duas seções de chumbo. 
NOSLER PARTITION - divisão Nosler - munição montada por uma fábrica contendo componentes de 
outra, neste caso projétil da marca Nosler. 
NYCLAD - Nylon - núcleo de chumbo numa camisa de nylon. 
OGIVALE - ogival - projétil arredondado. 
PELLETS - pelotas - esferas de chumbo. 
PLOMB NU - somente chumbo - projétil de chumbo. 
POINTE CREUSE - ponta oca - projétil com orifício na seção frontal. 
POINTED - pontudo - projétil ogival. 
POLICE - policial - cartucho italiano com carga reduzida. 
POSITIVE EXPANDING POINT - ponta com expansão positiva - projétil expansivo somente até o final 
da ogiva. 
POWER JACKET - jaqueta potente - projétil encamisado por uma camisa pré sulcada de material 
duro, contendochumbo não endurecido no seu interior, dotado de uma ponta oca. 
POWER POINT - ponta potente - projétil perfurante. 
PRACTICE - exercício - projétil de material leve e de baixa periculosidade destinado ao tiro de salão 
ou galerias. 
PROFILE MATCH - perfil do alvo - projétil de chumbo extremamente duro destinado ao tiro esportivo 
(silhueta metálica). 
PRO-HUNTER - a favor da caça - projétil balanceado destinado principalmente a caça. 
PROTECTED POINT - ponta protegida - projétil ogival sem a ponta. 
RINO AMMO - munição rinoceronte - projétil de polímero aeroespacial, contendo esferas de chumbo 
no seu interior. 
ROUND NOSE - nariz redondo - projétil arredondado. 
SEMI-JACKETED - semi-jaquetado - não possui camisa de latão na ogiva. 
SEMI SPTITZER - semi pontudo - projétil ogival com a ponta suavizada. 
SEMI-WADCUTTER - semi-canto vivo - chumbo com a seção anterior cortada. 
SG - SCHEIBEN-GESCHOSSE - projétil ogival, encamisado de ponta oca. 
SHOT - tiro - projétil, balanceado, para determinados tipos de caça. 
SHOTSHELL - cartucho de caça - projétil no formato de um cilindro plástico contendo no seu interior 
micro esferas de chumbo. 
SILHOUETTE - silhueta - projétil de chumbo bastante duro destinado ao tiro esportivo (silhueta 
metálica). 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 25 
SILVERTIP - ponta de prata - núcleo de chumbo numa camisa de alumínio. 
SOFT POINT - ponta macia - não possui camisa de latão na ogiva. 
SOLID - sólido - projétil totalmente de latão. 
SPORTS MASTER - mestre dos esportes - projétil balanceado destinado principalmente ao esporte de 
tiro ao alvo. 
SPTITZER - pontudo - projétil ogival. 
STAR FIRE - fogo estrelar - projétil encamisado por uma camisa pré sulcada de latão, contendo 
chumbo não endurecido no seu interior, dotado de uma ponta oca. 
SUBSONIC - subsônico - projétil com menor amplitude sonora, destinado ao uso de supressores de 
ruído. 
SUPREME EXPANSION TALON - garra com expansão suprema - projétil encamisado por uma camisa 
pré sulcada de material duro, contendo chumbo macio no seu interior, dotado de uma ponta oca. 
SWIFT-A-FRAME - armadura cintada - projétil encamisado, com canelura de engastamento ou 
lubrificação. 
TARGETMASTER - mestre em alvos - projétil balanceado destinado principalmente ao esporte de tiro 
ao alvo. 
THV - TRÈS HAUTE VITESSE - muito alta velocidade - projétil com o formato de um telhado colonial, 
bastante leve e com uma velocidade muito elevada. 
TOURNAMENT MASTER - em torno do mestre - projétil encamisado. 
TROPHY BLONDED - troféu dourado - projétil encamisado de alto desempenho balístico. 
TRUNCKED - tronco-cônico. 
TUNGSTEN SOLID - tungstênio sólido - projétil encamisado com núcleo de liga de tungstênio. 
WADCUTTER - canto vivo - projétil de chumbo sem ogiva. 
W/CANNELURE - com canelura - projétil dotado de canelura de engastamento ou lubrificação 
WELDEORE - soldado - projétil sólido destinado a caça pesada, confeccionado por dois materiais de 
dureza distintas. 
ZIMMER - projétil balanceado destinado principalmente ao esporte de tiro ao alvo. 
 
SPL: 
SPL – Munição calibre .38” com carga de projeção padrão. 
(+P) - Munição calibre .38” com mais pólvora ou mais potência que o padrão SPL. 
(+P+) - Munição calibre .38” com mais pólvora ou mais potência que o (+P). 
(+P++) - Munição calibre .38” com mais pólvora ou mais potência que o (+P+). 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 26 
BALÍSTICA INTERNA 
 
FORÇAS PRODUZIDAS NO INTERIOR DA ARMA 
 
À medida que a pólvora da carga de projeção vai sendo queimada, é convertida em gases os 
quais exercem pressão contra as paredes do cano, com força igual em todas as direções. Esta força 
obriga o projétil a se mover dentro do cano e os gases a acompanharem o projétil empurrando-o no 
sentido contrário da culatra. A pressão exercida sobre a parte anterior da culatra dá origem ao 
retrocesso da arma durante o tiro. O recuo da arma começa no exato momento em que o projétil 
começa a se mover dentro do cano, porque ele é produzido pela mesma força que movimenta o 
projétil e os gases. O recuo da arma durante o tiro constitui uma excelente demonstração do 
princípio básico de que a toda ação corresponde uma reação igual e contrária. Com efeito seria 
impossível impelir o projétil numa determinada direção sem simultaneamente projetar na direção 
oposta aos gases, o mecanismo da culatra, o cano, ou algum outro objeto. Os gases em expansão 
procurarão qualquer passagem ao longo do cano para sair. Vantagem pode ser tirada dessa 
compressão dos gases obrigando-os a passar por um evento existente no cano e operar um 
mecanismo por meio de um êmbolo. 
 
CURVA DE PRESSÃO 
 
Após o propelente ter sido inflamado pela cápsula, são formados gases da pólvora 
incandescente e a pressão dentro do cartucho cresce muito rapidamente. Num período muito 
pequeno de tempo, a pressão interna é grande, bastante para empurrar o projétil para a frente. No 
início deste movimento, o projétil atinge o começo do raiamento e deve ser forçado neste raiamento 
antes de passar pelo cano. Este forçamento requer alguma energia e, por isso, há um pequeno 
retardo no movimento do projétil enquanto este está sendo engrazado. 
O engrazamento se realiza a uma pressão relativamente baixa, mas a pressão dos gases 
continua a crescer à medida que mais pólvora se queima e fornece mais gases para empurrar o 
projétil dentro do cano. 
À medida que a pólvora continua a queimar, a pressão continua a subir. Este aumento torna-
se mais rápido com o acréscimo da pressão e temperatura em torno do propelente incandescente. 
Quando o projétil se move no cano, o espaço dentro do qual estão confinados os gases aumenta a 
pressão tenderia a cair se não fosse pelo fato de que com pólvoras progressivas a proporção do 
aumento da pressão sobrepõe esta tendência. Após o trajeto de algumas polegadas, é atingido o 
ponto de pressão máxima, e a pressão começa a cair. 
Se todos os grãos do propelente queimassem uniformemente, a pólvora já estaria 
completamente queimada pouco depois de ter sido passado o ponto de pressão máxima e o 
restante do movimento do projétil no cano seria causado pela expansão dos gases. 
Enquanto a pólvora está queimando, a temperatura no cano poderá atingir 2.500 ou 3.000o F 
e a pressão máxima ser de até 60.000 1b/pol2. Esta pressão e temperatura vão caiando, de modo 
que, na ocasião em que o projétil atinge a boca, a pressão é de somente 5.000 ou 10.000 lb/pol2 e a 
temperatura dos gases caiu bastante. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 27 
É possível converter-se cerca de 30% da energia da pólvora, para o movimento do projétil. 
Uma larga proporção dos 70% remanescentes está contida na energia dos gases quentes e outra 
grande porção está na quantidade de pólvora não queimada lançada fora da boca. Cerca de 30% é 
perdida no aquecimento do cano. 
 
 
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO ARMAMENTO LEVE 
 
1) CONCEITO: 
 
Compreende-se por armamento leve, aqueles que possuem pesos e volumes relativamente 
reduzidos, podendo ser transportados , geralmente, por um homem, ou em fardos por mais de um, 
alem de possuírem calibre inferior a .50 pol. Devido a grande variedade do material bélico, existem 
armas que não se enquadram perfeitamente dentro da definição. Ex. Lç Rj AT4, Lç Gr 40, espingardas 
cal 12, etc. 
 
2) CALIBRE: 
 
Quando se fabrica o cano de uma arma, longa ou curta, um cilindro de aço é furado, alargado 
e retificado até um determinado diâmetro. Este diâmetro, antes de procedido o raiamento, é 
chamado de CALIBRE REAL ou DIÂMETRO ENTRE CHEIOS. Em seguida, o raiamento, constituído de 
um certo número de ranhuras de pequena profundidade, será usinado de forma helicoidal ao longo 
do cano. A distância entre os fundos opostos do raiamento é chamada de DIÂMETRO ENTRE 
FUNDOS e é igual ao DIÂMETRO OU CALIBRE DO PROJÉTIL que será usado na arma. Conclui-se, 
portanto,que o calibre do projétil será sempre maior que o calibre real do cano e essa diferença a 
mais é que irá fazer com que o projétil seja forçado contra os cheios, neles se engrazando e 
passando a acompanhar a hélice segundo o qual o raiamento foi fabricado e adquirindo, assim, a 
rotação necessária para sua estabilização após sair do cano. 
 
3) CLASSIFICAÇÃO: 
 
a) QUANTO AO TIPO: 
 DE PORTE: conduzidas em coldre 
 PORTÁTIL: conduzidas por um só homem, geralmente dotadas de bandoleira. 
 NÃO PORTÁTIL: conduzidas por viaturas ou divididas em fardos para dois ou mais 
homens. 
 
b) QUANTO AO EMPREGO: 
 INDIVIDUAL: quando se destina à proteção daquele que o conduz. 
 COLETIVO: quando é utilizado em benefício de um grupo de homens ou fração de 
tropa. 
 
c) QUANTO AO FUNCIONAMENTO: 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 28 
 REPETIÇÃO: funcionam pelo princípio da força muscular do atirador, que através de 
suas ações desencadeará cada fase do funcionamento. 
 SEMI-AUTOMÁTICO: funcionam pelo princípio do aproveitamento dos gases 
resultantes da queima da carga de projeção, o qual realiza quase todas as fases do funcionamento, 
exceto o desengatilhamento. 
 AUTOMÁTICO: funcionam pelo princípio de aproveitamento dos gases da carga de 
projeção, que realiza todas as fases do funcionamento. 
 
d) QUANTO AO PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO: 
FORÇA MUSCULAR DO ATIRADOR: 
 Ação sobre o gatilho. ( ex. revólveres ) 
 Sistema de alavanca ou “lever action” (ex. carabina puma ) 
 Sistema de bomba ou “pump” ( ex. espingardas cal 12 ) 
 Sistema de ferrolho. ( ex. mosquetão ) 
UTILIZAÇÃO DOS GASES: 
 Ação direta sobre o ferrolho ( ex. submtr ingram, uzi, uru, Pst de pequeno calibre, etc. 
) 
 Curto recuo do cano ( Pst 9x19 parabellum, .45 ACP ) 
 Tomada de gases em um ponto do cano ( ex. steyr AUG A1, colt AR15 / M16 ) 
 
QUANTO À AÇÃO: 
 SIMPLES: a ação do atirador sobre o gatilho, só realiza o desengatilhamento ( ex. pst 
9M973, etc.); 
 DUPLA: estando a massa percutente em repouso, a ação do atirador sobre o gatilho, 
pode realizar várias fases do funcionamento, culminando com o desengatilhamento. (ex. alguns 
revólveres); 
 SIMPLES E DUPLA: as duas características são reunidas em uma só arma. (ex. Pst PT 92, 
a maioria dos Revólveres, etc. ). 
 
 
QUANTO AO TRANCAMENTO: 
CULATRA DESAFERROLHADA OU DESTRANCADA ( blowback ): utiliza-se do princípio da massa 
( peso do ferrolho, com auxílio das molas recuperadoras ) para retardar a abertura. 
CULATRA AFERROLHADA OU TRANCADA: utiliza-se do princípio de sistemas de trancamento. ( 
basculante, rotativo, roletes, etc. ) 
 
QUANTO À ALIMENTAÇÃO: 
MANUAL: a munição é colocada uma de cada vez na arma. 
COM CARREGADOR: 
 tipo lâmina ( Mosquetões ) 
 tipo cofre metálico ou de polímeros: - retangular (Uzi, Steyr AUG A1, etc. ) 
 tambor ( Thompson, etc. ) 
 tipo fita: - de pano ( Mtr .30 ) 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 29 
 metálica: de elos destacáveis ( Mtr .50, etc.) 
 de elos não destacáveis ( Mtr MAG, etc. ) 
 tipo tubular ( Carabina puma .38, espingarda de repetição cal 12, etc. ) 
 tipo especial: - lâmina de adaptação da mun .45 ACP P/ Rv .45 M917 S&W 
 “speed loader” (jet load): dispositivo que permite o carregamento rápido e simultâneo 
de todas as câmaras de um Revólver. 
 
QUANTO AO RAIAMENTO: 
ALMA LISA: 
 Cilíndrica 
 Tronco-cônica 
ALMA RAIADA: 
 Sentido horário ou anti-horário 
 Passo constante ou progressivo 
ALMA POLIGONAL: 
 Geralmente hexágono ou octógono retorcido 
 
NOMENCLATURA APLICADA AO FUNCIONAMENTO: 
ALÇA DE MIRA: 
Regulável ou não, é a limitação oferecida ao olho do atirador. 
ARMADILHA, EXTENSÃO DO GATILHO OU GATILHO INTERMEDIÁRIO: 
Realiza o engatilhamento ao segurar a massa percutente. 
CANO: 
Divide-se em: 
 CÂMARA: recebe a munição e suporta a pressão inicial dos gases. 
 RAIAS: quando existentes, são sulcos internos em formato helicoidal, destinados a 
imprimir rotação ao projétil. 
 CHEIOS: diametralmente opostos nos dão a dimensão do calibre. 
CÃO, MARTELO OU MASSA PERCUTENTE: 
Ao ser desengatilhado, dispara, por ação da sua mola, de encontro ao percussor. 
CARREGADOR: 
Alojamento da munição para os tiros subsequentes. 
CORONHA: 
Suporte destinado à estabilização da pontaria por apoio no ombro do atirador, podendo ser: 
FIXA 
REBATÍVEL 
ARTICULADA 
RETRÁTIL 
DESTACÁVEL, ETC. 
CAIXA DA CULATRA: 
Invólucro metálico, disposto na parte média de uma arma longa, no interior do qual se 
movimenta o ferrolho, ligando ao mesmo tempo o cano e a coronha. 
EJETOR: 
Lança para fora da arma o estojo ou cartucho. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 30 
EXTRATOR: 
Retira o estojo ou cartucho da câmara. 
FERROLHO: 
Geralmente aloja o percussor e realiza o trancamento da arma. 
GATILHO: 
Tecla destinada ao acionamento da arma. 
GUARDA-MÃO OU TELHA: 
Em armas que necessitam o uso de duas mãos, é o apoio para a mão que não estará 
acionando o gatilho. Necessário para proteger a mão do calor dissipado pelo cano da arma. 
GUARDA-MATO: 
Proteção que envolve o gatilho. 
IMPULSOR DO FERROLHO: 
Aloja o ferrolho e obriga-o a trancar ou destrancar a culatra. 
MASSA DE MIRA: 
Enquadra o alvo na visão já limitada pela alça de mira. 
MOLA RECUPERADORA: 
Atua sobre o ferrolho ou seu impulsor, (peças móveis), retardando a abertura ( 
principalmente em culatras desaferrolhadas), e após o término do recuo, armazena energia 
suficiente para fazer as peças móveis retornarem á posição inicial. 
PERCUSSOR: 
Recebe a pancada da massa percutente e fere a cápsula do cartucho. 
PUNHO: 
Apoio para a mão que irá acionar o gatilho. 
REGISTRO DE SEGURANÇA: 
Oferece a segurança por travamento do sistema. 
REGISTRO DE TIRO OU CHAVE SELETORA: 
Permite ao atirador selecionar o regime de tiro a ser realizado: 
 SEMI-AUTOMÁTICO 
 AUTOMÁTICO 
 RAJADA CONTROLADA 
SOLEIRA: 
Torna cômodo o apoio da coronha ao ombro do atirador. 
 
FASES DO FUNCIONAMENTO: 
ABERTURA: 
Perda do contato entre o ferrolho e a câmara. 
ALIMENTAÇÃO: 
Ato de colocar a munição no tambor ou colocar o carregador municiado na arma. 
APRESENTAÇÃO: 
Estando a câmara vazia, é o ato realizado pelo carregador de colocar um cartucho pronto 
para ser levado à câmara. No revólver, é o alinhamento do cartucho com o percussor, realizado pelo 
giro do tambor. 
CARREGAMENTO: 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 31 
Realizado pelo ferrolho, é a retirada do cartucho do carregador e a introdução do mesmo na 
câmara. 
DESENGATILHAMENTO: 
Perda de contato entre a massa percutente e o gatilho ou sua extensão. 
DESTRANCAMENTO: 
Operação que permite que o ferrolho possa se separar da câmara. 
DISPARO: 
Avanço da massa percutente resultado da distensão da sua mola. 
EJEÇÃO: 
Ato de expulsar o estojo deflagrado do armt, depois que o mesmo foi extraído da câmara. 
ENGATILHAMENTO: 
Massa percutente presa somente pelo gatilho ou sua extensão. 
EXTRAÇÃO: 
Divide-se em duas fases: na primeira o extrator empolga a virola do cartucho; na segunda o 
extrator retira o estojo da câmara. 
FECHAMENTO: 
O ferrolho entra em contato com a câmara. 
PERCUSSÃO: 
o percussor fere a cápsula do cartucho. 
TRANCAMENTO: 
Ligação rígida realizada entre o ferrolho e a câmara. 
 
 
4) PREPARAÇÃO DO ARMAMENTO COM MUNIÇÃO: 
a) Municiar revólver (colocar munição no tambor); 
b) Carregar revolver (Fechar o tambor); 
c) Municiar carregador (colocar munição no carregador); 
d) Alimentar Ptz/Fz/Mtr (colocar carregador na arma); 
e) Carregar Ptz/Fz/Mtr (inserir munição na câmara); 
f) Travar a arma 
 
5) MANUTENÇÃO DE ARMAMENTO LEVE: 
a) LIMPEZA NORMAL 
Para limpar o armamento, quando em uso, mas sem ter atiraso, ou quando guardado, 
esfrega-lo extremamente com um pano lingeiramente embebido em óleo (anti-corrosivo), e depois 
com outro perfeitamente seco, até limpá-lo de todo resido de sujeira.Após a limpeza minuciosa dos resídos existentes, retirar o excesso do óleo antióxido, e aplicar 
leve camada de óleo fino e lubrificante, na armação, câmaras e cano. 
 
b) Limpeza antes do tiro: 
Limpar as partes do cano e das câmaras com um pano ou escova secos. 
Esfregar a superfície exterior com um pano levemente umedecido em ‘leo lubrificante (com 
exceção d coronha e gatilho), para retirar o pó existente. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 32 
c) Limpeza após o tiro: 
Necessáriamente, toda vez que o armamento for utilizado em uma seção de tiro, deve-se 
efetuar logo em seguida, a limpeza e lubrificação de todas as paetes antes de guarda-lo, observando 
os seguintes preceitos: 
1) Execultar a desmontagem completa da arma, expondo todas as suas partes e peças do 
mecanismo; 
2) Utilizarndo óleo antióxido, aplicar em todos os componente do armazenamento, e em 
seguida, utilizando uma escova de limpeza, esfregar todas as ppeças, a fim de retirar os resíduos de 
pólvoras e pó; 
3) Terminado a primeira limpeza, deve-se passar um pano seco (em todas as partes, uma por 
uma), para retirar o excesso de óleo com impurezas, e em seguida aplicar outra camada de antióxido 
com um pano seco. 
4) Repetir mais uma vez o item anterior. 
5) Efetuar a montagem do armamento e aplicar uma fina camada de óleo lubrificante em 
todas as partes, não deixando excesso (a arma deve estar enxuta). 
6) Examinar cuidadosamente cano e as câmadas para verificar se estão devidamente limpos. 
Se for encontrados resídos, repetir o processo. 
 
 
 
PODER DE PARADA ou STOPPING POWER: 
 
Conceito: 
 
 “STOPPING POWER” é uma forma abstrata de indicar a capacidade de um projétil em parar 
ou neutralizar um atacante, em seu curso de ataque, pondo-o fora de combate, não sendo 
intencional a sua morte, mas apenas a sua momentânea incapacitação. 
 A eficiência balística de determinados calibres, comparativamente a outros é objeto de 
estudo por parte de Órgãos Policiais Militares há muitos anos. Esta questão começou a ser analisada 
com uma maior profundidade a partir de 1889 pelo exército americano. Na época, os E.U.A estavam 
envolvidos num conflito em uma região da Ásia quando ficou evidenciado que os projéteis .38 Long 
Colt, utilizados nas munições de armas curtas do Exército americano, não eram eficientes contra os 
nativos da região, pois estes, mesmo atingidos por dois ou três disparos, continuavam o seu c urso 
de ataque, tendo êxito dos combates à curta distância. 
 Passou-se então a produzir calibres com projéteis mais pesados. O resultado foi a criação do 
calibre, juntamente com a arma, .45 ACP(Automatic Colt Pistol) que foi usado nas pistolas semi-
automáticas Colt 1911. Posteriormente, chegou-se à conclusão de que aumentando-se a velocidade 
do projétil obtinha-se uma eficiência balística melhor do que se, simplesmente, a massa do projétil 
fosse aumentada. Esta conclusão foi reforçada pelo trabalho de um sargento americano, chamado 
Evan P. Marshall. Marshall passou aproximadamente 15 anos pesquisando casos em que houve a 
incapacidade de um atacante ou vitima com apenas um tiro na região do tórax até que, em 1992, 
publicou o resultado das suas pesquisas. Ele determinou incapacitação da seguinte maneira: “se a 
vitima quando atingida entra em colapso antes de fazer algum disparo ou expressar uma reação de 
ataque ou fuga; se a vitima quando atingida não se deslocar mais que 3 metros antes de entrar em 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 33 
colapso.”. O Ex-policial também chegou à conclusão de que determinadas pessoas resistem a 
ferimentos melhor que outras; mas, de maneira geral, as suas conclusões mais importantes para 
uma utilização prática são as seguintes: 
- projéteis leves, de alta velocidade e com pontas expansivas são bem mais eficientes do que os 
pesados e totalmente encamisados (FMJ) ou de chumbo ogival; 
- o calibre .38 SPL só tem relativa eficácia quando empregado em sua versão +P, com projéteis de 
158 “greains” e em armas com canos de 4”. Com este binômio obteve-se um percentual de 72% 
de eficácia. Esta conclusão reforça a necessidade do uso de revólveres com canos de 4” para 
trabalho policial; 
- O “campeão” de eficiência, segundo Marshall, é o calibre .357 Magnum com projétil Hydra Shock 
da federal, que obteve 96% de eficiência. 
- O calibre 9 mm Parabellum ficou em terceiro lugar, na sua versão +P+ com ponta expansiva, 
obtendo 89% de eficiência; 
- Não existem calibres 100% eficientes, mas é indispensável o treinamento para a realização de 
tiros precisos, pois de nada adianta a potência da munição sem a precisão do disparo. 
- O calibre .380 ACP só relativamente eficiente quando empregado em sua versão +P com pontas 
expansivas. Sem esta configuração a eficiência deste calibre não passa de 60% (teoricamente). 
 
O Tema “Stopping Power” não se esgota ao longo dos anos, sobretudo pelo surgimento de novos 
calibres e armas. Na época em que Evan Marshall publicou o sue trabalho não se dispunha de dados 
sobre os calibres modernos como o 10 mm ou .40 S&W, hoje, no entanto, sabe-se que o calibre 
.40S&W é um dos melhores calibres para armas curtas, se adaptando bem, tanto ao trabalho policial 
quanto à defesa pessoal. Ainda devem surgir outros estudos importantes sobre o assunto, mas as 
conclusões feitas até agora perdurarão como válidas por um bom tempo ainda. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 34 
ARMAS EM ESPÉCIE 
 
ESTUDO DO ARMAMENTO UTILIZADO NA SDS/PE 
REVÓLVER Cal. 38 SPL 
 
 O revólver é composto por quatro partes básicas: a armação, o cano, o tambor e o 
mecanismo. 
 A armação é a peça que serve de suporte às demais, dando a forma da arma e permitindo sua 
empunhadura. 
 O tambor recebe a munição, e nele se dá a alimentação da arma. 
 O cano destina-se a, exclusivamente, conter e conduzir o projétil durante o disparo, 
conferindo-lhe rotação e precisão. 
 Por último o mecanismo é composto por um conjunto de peças pelas quais o esforço 
muscular do atirador faz a arma funcionar. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO REVÓLVER 
 
 Quanto ao tipo...................................................de porte; 
 Quanto ao emprego...........................................individual; 
 Quanto ao funcionamento.................................de repetição; 
 Quanto ao princípio de funcionamento.............ação muscular do atirador; 
 Quanto ao sistema de refrigeração...................a ar. 
 
DADOS NUMÉRICOS 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 35 
 Calibres ................................................................38 SPL (nominal) 
 Peso......................................................................870 gramas. 
 
OPERAÇÕES DE MANEJO 
 
ABERTURA DA ARMA 
 
 Pressiona-se o botão serrilhado existente na face esquerda da armação, para frente, 
rebatendo-se o tambor para a esquerda. 
 
MUNICIAMENTO 
 
 Colocação dos cartuchos de munição no tambor da arma, manualmente ou com auxílio de 
municiadores rápidos. 
 
ALIMENTAÇÃO 
 
 O tambor é conduzido de retorno à armação (da esquerda para a direita) 
 
CARREGAMENTO 
 
 O revólver estará carregado, no momento em que o cartucho de munição que está alinhado 
com o cano poderá ser percutido. 
 
DISPARO 
 
 Pressionando-se o gatilho, em ação simples ou dupla, o cão, através do percursor, deflagra o 
cartucho. 
 
EXTRAÇÃO E EJEÇÃO 
 
 Proceder como no primeiro item, e empurrando a vareta do extrator expulsar os estojos 
vazios, proporcionando condições para novo ciclo de operações de manejo. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 36 
 
PISTOLAS CAL. .40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A pistola está dividida em 6 partes básicas, são elas: 
 
1 – ARMAÇÃO 
 
 Parte da arma que serve de suporte ao cano e ao ferrolho e, em parte, ao mecanismo de 
disparo. 
 
2 – CANO 
 
 Contém a câmara de combustão e, a partir desta, é provido de raiamento.3 – FERROLHO 
 
 Peça em que é mais comum estar montado o bloco da culatra, articulando-se com a armação 
por meio de reservas de encaixes corrediços. 
 
 
4 – BLOCO DA CULATRA 
 
 Sua face anterior serve de apoio à base do cartucho da munição. Nele está montado o 
percutor e extrator. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 37 
5 – MECANISMO DE DISPARO 
 
 É constituído pelo gatilho, pelo cão percutor ou pelo cão e pelo percutor, e ainda pelas travas 
de segurança. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA PISTOLA (PT-100) 
 
 Quanto ao tipo.............................................de porte; 
 Quanto ao emprego.....................................individual; 
 Quanto ao funcionamento...........................semi-automática; 
 Quanto ao princípio de funcionamento........ação direta dos gases; 
 Quanto ao sistema de refrigeração.............a ar; 
 Quanto a alimentação.................................retrocarga; 
 Quanto ao carregador.................................metálico, tipo cofre; 
 Capacidade do carregador.........................11 a 13 cartuchos; 
 Sentido da alimentação..............................de baixo para cima. 
 
DADOS NUMÉRICOS 
 
 Calibre...................................................................40 S & W; 
 Peso......................................................................900 gramas; 
 
 
NOMENCLATURA 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 38 
OPERAÇÕES DE MANEJO 
 
A – Municiamento do carregador 
 
 Ato de colocar as munições no carregador; 
 
B – Alimentação da arma 
 
 Colocar o carregador (municiado) na armação; 
 
C – Carregamento 
 
 Com a arma segura pela mão forte (dedo fora do gatilho) acione o ferrolho para trás, até seu 
batente, e solte-o; 
 
D – Travar / Destravar a arma 
 
 Acionar a tecla da trava de segurança manual para cima (travar) ou para baixo (destravar); 
 
E – Atirar 
 
 Pressionar a tecla do gatilho, com a arma destravada, após a colocação de um cartucho na 
câmara. O primeiro tiro será dado em ação dupla, e os demais em ação simples. 
 
Municiando sua arma. 
 
 Aponte o cano da arma para local seguro; 
 Pressione o botão do retém do carregador e retire-o. 
 Coloque os cartuchos no carregador (municiar). 
 Recoloque o carregador na arma (alimentação) assegurando-se que ele fique preso. 
 Segure a pistola firmemente com a mão que você usa para atirar, lembrando-se de 
manter o dedo fora do gatilho. Com a outra mão puxe o ferrolho para trás até o 
batente e solte-o bruscamente. Isso faz com que o ferrolho posicione uma munição na 
câmara do cano. (carregar) 
 Agora a pistola está engatilhada pronta para atirar. Para desengatilhá-la pressione o 
desarmador do cão. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 39 
 Após o último tiro, o ferrolho fica recuado e imobilizado pela ação do retém do 
ferrolho. Para retorná-lo à posição normal, pressione para baixo o retém do ferrolho. 
 
 
 
Desmuniciando sua arma. 
 
 Aponte o cano da arma para local seguro; 
 Retire o carregador; 
 Puxe o ferrolho para trás certificando-se de que o cartucho que estava na câmara foi 
devidamente removido; 
 Acione novamente o desarmador, causando o desengatilhamento da arma; 
 Após desmuniciar sua arma, faça sempre o exame visual da câmara. Pronto: sua arma está 
desengatilhada e desmuniciada. 
 
 
 
Desmontagem e montagem. 
 
Desmontagem 
 
 Retire o carregador pressionando retém do carregador que está próximo ao guarda 
mato; 
 Puxe o ferrolho até o final do curso para certificar-se de que não há munição na 
câmara; 
 Pressione o botão de desmontagem e gire a alavanca de desmontagem; 
 Deslize o conjunto cano/ferrolho para frente até liberá-lo da armação; 
 Comprima a guia da mola recuperadora levantando o conjunto e retirando-o 
cuidadosamente; 
 Comprima o mergulhador do bloco de trancamento; 
 Retirar o conjunto do cano do ferrolho. 
 
Montagem 
 
 A montagem deve ser realizada no sentido inverso da desmontagem. 
 
Obs: Ao encaixar o conjunto cano/ferrolho na armação de sua pistola observe se o impulsor da trava 
do percursor está abaixado. 
 
 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 40 
MOSQUETÃO M968 7,62 mm (MOSQUEFAL) 
 
 
 
1) CARACTERÍSTICAS: 
a) CALIBRE: 7,62 mm (.30”) 
b) PESO SEM BAIONETA: 3,910 Kg 
c) PESO COM BAIONETA: 4,410 Kg 
d) COMPRIMENTO: 1115 mm (baioneta: 306 mm) 
e) NÚMERO DE RAIAS: 04 da esquerda para direita 
f) CAPACIDADE DO DEPÓSITO DE MUNIÇÕES: 05 cartuchos 
g) ALCANCE ÚTIL: 200 metros 
 
2) CLASSIFICAÇÃO: 
a) QUANTO AO TIPO: portátil 
b) QUANTO AO EMPREGO: individual 
c) QUANTO AO FUNCIONAMENTO: repetição 
d) QUANTO PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO: ação muscular 
e) QUANTO A ALIMENTAÇÃO: manual e carregador metálico tipo lâmina 
f) QUANTO AO SENTIDO DA ALIMENTAÇÃO: de cima para baixo 
g) QUANTO AO RAIAMENTO: 04 raias da esquerda para direita 
h) QUANTO A REFRIGERAÇÃO: a ar 
 
3) DIVISÃO: 
a) CANO E APARELHO DE PONTARIA 
(1) alça de mira (parafuso de regulagem, base) 
(2) maça de mira 
 
b) CORONHA E TELHA 
(1) fuste (batente da vareta) 
(2) golce (pára-choque) 
(3) delgado 
 
c) CAIXA DA CULATRA 
 
d) MECANISMO DA CAIXA DA CULATRA 
(1) ferrolho 
- cilindro oco (ressaltos de segurança, alavanca de manejo c/pomo, alojamento do culote) 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 41 
- percursor (ponta, corpo, engrassamentos) 
- receptor guia do cão [cão (corpo, talão, nozes), registro de segurança, retém do receptor 
guia do cão e sua mola] 
 
 
 
 
e) MECANISMO DE REPETIÇÃO 
(1) depósito 
(2) fundo do depósito 
(3) transportador 
(4) mola do transportador 
(5) retém do fundo do depósito (mola e pino) 
 
f) SABRE OU BAIONETA COM BAINHA 
 
g) GUARNIÇÕES 
(1) braçadeira superior e inferior 
(2) chapa da soleira 
(3) quebra-chama 
(4) cobre-mira 
(5) grampos 
(6) zarelhos 
(7) guarda-mato 
 
h) ACESSÓRIOS 
(1) bandoleira (fivela, grampo, botão duplo) 
(2) vareta de limpeza 
(3) coifa 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 42 
 
4) DESMONTAGEM (1º escalão): 
a) inspecionar a arma. 
b) desprender o grampo da bandoleira do guarda-mato, agindo sobre o botão do grampo; 
retirar o zarelho móvel da braçadeira superior; retirar o botão duplo da bandoleira, desabotoando-o 
das casas; retirar a correia da bandoleira do zarelho móvel da braçadeira superior e da fivela da 
bandoleira. 
c) desatarraxar a vareta de limpeza do seu batente e retirá-la do seu alojamento; 
d) retirar a coifa deslocando-a no sentido longitudinal do cano; 
e) engatilhar a arma (desmuniciada), rebatendo a alavanca de manejo para a direita; colocar 
na vertical o registro de tiro e segurança (RTS) e rebater para a esquerda a alavanca de manejo; 
afastar lateralmente o retém do ferrolho e retirar o ferrolho da arma. 
f) desatarraxar o receptor-guia do cão, para isto, segura-se o cilindro do ferrolho com a mão 
esquerda e com a mão direita, polegar disposto sobre a cabeça do retém, comprimi-lo no início do 
movimento e obrigá-lo a deixar o entalhe de segurança; girar o receptor guia do cão à esquerda e 
retirar o dispositivo de percussão que se desprende do cilindro. É necessário cuidado para não 
alterar a posição do registro de segurança, a fim de manter comprimida a mola do percursor, sem o 
que não seria possível desmontar ou montar o ferrolho. 
g) apoiar a ponta do percursor sobre uma superfície plana de madeira; com a mão esquerda 
sobre o receptor-guia do cão envolvendo-o, dispor o polegar sobre o RTS e calçar o conjunto para 
baixo, até que o talão da noz do cão deixe a sua corrediça, existente no receptor, ao mesmo tempo 
com a mão direita, imprimir ao cão um giro de ¼ de ciclo para qualquer dos lados e retirar o cão; 
amparar o receptor que sobe pela ação da distensão da mola, evitando que o mesmo seja lançado à 
distância; separar o percursor de sua mola. 
h) girar o registro de tiro e segurançaà direita, e puxá-lo para a retaguarda e ele sairá 
facilmente do seu alojamento. 
i) comprimir o retém do receptor, dando-lhe simultaneamente uma pequena rotação à 
direita, de modo a por o braço do retém fora da abertura que lhe dá passagem; a mola do retém 
impulsiona esta peça para cima. 
j) girar o extrator à direita, até colocá-lo entre os ressaltos de trancamento e cobrindo os 
eventos de gases; com o polegar direito firma-se a cauda, apoiando-se o polegar esquerdo à 
extremidade anterior da peça; forçar para cima a extremidade anterior do extrator; impelir o 
extrator para frente, com o polegar direito firmando a cauda. 
l) com o auxílio de ferramenta ou vareta de limpeza, comprimir o retém do fundo do depósito 
através do orifício, imprimindo simultaneamente um movimento da frente para trás ao fundo do 
depósito; retirando-o; separar o fundo do depósito, transportador e a mola do transportador. 
m) retirar o parafuso de fixação do retém do ferrolho; separar o retém do ferrolho e o ejetor. 
 
 
7) MONTAGEM: 
Ë feita na ordem inversa da desmontagem. 
 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 43 
8) NOMENCLATURA DAS PEÇAS: 
 
 
 
 
9) MANEJO: 
 
 
 
 
a) INSPECIONAR A ARMA: abrir a arma, efetuando dois golpes de segurança (recuando a 
alavanca de manejo à retaguarda rapidamente); inspecionar visualmente e introduzir o dedo no 
depósito de munições e na câmara, a fim de verificar a existência de cartuchos; inspecionar 
visualmente o interior do cano, a fim de verificar a existência de projetil preso; fechar a arma 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 44 
deixando-a engatilhada; observar o aspecto geral da arma, a fim de verificar a existência de peças 
defeituosas; efetuar um tiro em seco, a fim de constatar o funcionamento da arma; travar a arma. 
 
b) MUNICIAR O CARREGADOR: introduzir a munição no carregador metálico tipo lâmina. 
c) ALIMENTAR A ARMA: introduzir o carregador municiado na arma. 
d) CARREGAR , ENGATILHAR E FECHAR A ARMA: levar a alavanca de manejo à frente e rebatê-
la para a direita. 
e) TRAVAR A ARMA: girara o registro de tiro e segurança completamente para a direita. 
f) DISPARAR: estando arma alimentada e engatilhada, destravar e acionar o gatilho. 
 
 
 
 
SUBMETRALHADORA INA 9 mm. 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA SUBMETRALHADORA INA 9 mm 
 
 Quanto ao tipo................................................portátil; 
 Quanto ao emprego........................................individual; 
 Quanto ao funcionamento..............................automático; 
 Quanto ao princípio de funcionamento........ação dos gases sobre o ferrolho; 
 Capacidade......................................................20 cartuchos; 
 Carregador.......................................................cofre metálico; 
 Calibre..............................................................9 mm; 
 Peso..................................................................3,400 Kg. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 45 
 
 
 
 
SUBMETRALHADORA MT 40 (FAMAE). 
 
 
 
 
Preenchendo o espaço entre as armas longas e curtas a submetralhadora, ou metralhadora 
de mão, tem seu significado na atuação policial permitindo maior volume de fogo e precisão à média 
de distância. 
 
 As submetralhadoras são classificadas em quatro grupos a saber: 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 46 
 A – Submetralhadora 1º Geração – armas caras, com ótimo trabalho manufatureiro (quase 
artesanal), sendo extremamente robustas e confiáveis. Ex.: Submetralhadora Bergman MP 18. 
 
 B – Submetralhadora 2ª Geração – armas de fabricação econômica, feitas geralmente em aço 
estampado. Ex.: MT 12 / INA. 
 
 C – Submetralhadora 3ª Geração – também de fabricação barata, utilizando-se de aço 
estampado, sua principal característica é possuir o carregador encaixado em seu punho. Ex.: UZI, 
INGRAM. 
 
 Até aqui, todas operam em “blowback” puro, sem aferrolhamento (trabalham abertas). 
 
 
D – Submetralhadora 4ª Geração – trabalham com sistema de culatra aferrolhada (fechada), 
disparando com o bloco da culatra desde a posição à frente. Com isso não há necessidade do 
percursor chocar-se contra a espoleta do cartucho. Por esta razão, são armas de tiro automático 
estável e de grande precisão. Ex.: MT 40 FAMAE / HK MP5. 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA SUBMETRALHADORA TAURUS/FAMAE MT 40 
 
 Quanto ao tipo............................................portátil; 
 Quanto ao emprego....................................individual; 
 Quanto ao funcionamento...........................automático; 
 Quanto ao princípio de funcionamento........ação dos gases sobre o ferrolho; 
 Capacidade..................................................10, 15, 30 cartuchos; 
 Carregador....................................................cofre metálico; 
 Calibre...........................................................40 S & W; 
 Peso..............................................................3,705 Kg. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 47 
 
 
 
 
DIVISÃO BÁSICA 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 48 
 
 
 
A – Cano; 
 B – Caixa da culatra; 
 C – Caixa do mecanismo; 
 D – Ferrolho (interno); 
 E – Mola recuperadora (interno) 
 F – Coronha; 
 G – Carregador. 
 
 
OPERAÇÕES DE MANEJO 
 
MUNICIAR 
 
 Posicionar o seletor em segurança “S”, colocar os cartuchos no carregador, segurando-o com 
uma mão e com a outra introduzir os cartuchos pressionando-os para baixo. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 49 
ALIMENTAR 
 Introduzir o carregador na arma pelo seu receptáculo. 
 
CARREGAR 
 Apontando o cano para uma direção segura, puxar o ferrolho fortemente para trás até o final 
do curso e soltá-lo bruscamente. Com isso o ferrolho posicionará um cartucho na câmara, ficando a 
arma pronta para o disparo. 
 
TROCAR DE CARREGADOR 
 - Retornar o seletor na posição em segurança “S”. 
 - Retirar o carregador pressionando o retém e introduzir outro carregador. 
- Apontar o cano para a direção segura, e carregar acionando o retém do ferrolho ou 
puxando o preparador (ou alavanca de manejo) para trás soltando-o bruscamente. 
 
DESMUNICIAR (PARA ENTREGAR A ARMA) 
 - Posicionar o seletor em segurança “S”. 
 - Retirar o carregador. 
- Puxar o ferrolho à retaguarda retirando o cartucho que estiver na câmara. 
- Realizar inspeção visual e física, na câmara para se assegurar que não há realmente 
munição. 
- Direcionar o cano para lugar seguro, colocar o seletor na posição 1, acionar o gatilho, 
desarmando o mecanismo de disparo, e retomar o seletor na posição de segurança. 
 
ESPINGARDA CAL. 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Calibre: 12" 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 50 
2) Peso: 3,35 Kg 
3) Comprimento: 1055 mm 
4) Capacidade do depósito de munição: 7+1 
5) Alcance útil: 30 m 
 
APRESENTAÇÃO DA ESPINGARDA CAL 12 
 
 
 
1- Soleira 
 2- Coronha 
 3- Receptáculo 
 4- Ferrolho 
 5- Cano 
 6- Guarda-mato 
 7- Transportador 
 8- Telha 
 9- Tubo do depósito 
 10- Bujão do depósito 
 
 
TIRO DE PRECISÃO E TIRO RÁPIDO DE DEFESA: 
 
 
1) FUNDAMENTOS DO TIRO DE PRECISÃO: 
a) POSIÇÃO DO ATIRADOR: 
(1) Posição “em pé”. 
(2) ficar obliquamente em direção ao alvo. 
(3) abertura natural das penas. 
(4) arma da direção dos olhos. 
(5) Observar: 
- posição da mão e braço que não atiram. 
- chapa da soleira no cavado do ombro. 
- empunhadura da mão que atira. 
- colocação da cabeça sobre a coronha. 
- descontração. 
 
b) EMPUNHADURA: 
1 2 
3 
4 
5 
6 
7 8 9 
10 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 51 
(1) Empunhar uma arma é segurá-la firmemente, de modo a minimizar os efeitos que possam 
ser causados por um movimento indesejável, realizando ao mesmo tempo a pontaria correta e o 
disparo. 
• (2) A empunhadura exige: 
- posição estável. 
- controle da respiração. 
-controledo gatilho. 
(3) simples (uma só mão). 
(4) cano da arma no prolongamento do antebraço. 
(5) pressão constante. 
(6) firmeza na pegada, mantendo sempre a mesma posição. 
 
c) VISADA: 
 
(1) “APONTAR é posicionar a arma de tal maneira que o projétil orientado pelo cano, no início 
de sua trajetória, atinja o alvo”. 
(2) executar a linha de mira (alça + maça), ou seja, o enquadramento do aparelho de pontaria. 
“TOMADA DA LINHA DE MIRA” é o alinhamento da alça e da maça de maça. Tomar a linha de mira é 
focalizar a maça. 
(3) olhar sempre para o aparelho de pontaria, nunca diretamente para o alvo (este fica o com 
aspecto embaçado). 
(4) manter a alça e a maça de mira limpas e escurecidas. 
(5) não colocar o olho muito próximo do visor para não ser ferido no momento do disparo. 
(6) executar a linha de visada (alça + maça + alvo) na base do centro do alvo (para distâncias 
curta) ou diretamente no centro do alvo (para distâncias maiores). “TOMADA DA LINHA DE VISADA” 
é o prolongamento da linha de mira até o alvo. Tomar a linha de visada é focalizar o alvo. 
(7) ÁREA TREMIDA é a extensão dos movimentos em todas as direções, transmitidos a arma. 
É inevitável, mas pode ser reduzida. 
(8) Minimização da área tremida: 
- POSIÇÃO DE TIRO: Quanto mais estável, menor será a área tremida. 
- CONTROLE DO GATILHO: Ideal é que a arma dispare durante os momentos de menor AT. 
(9) No tiro NOTURNO, não enquadrar o aparelho de pontaria, visada por cima deste. Aplicar 
as técnicas de adaptação à escuridão e olhada tangente ao alvo frontal. 
 
OBS: 
 
1) Erro da linha de mira aumenta proporcionalmente com a distância. 
2) Erro da linha de visada permanece constante. 
 
d) CONTROLE DA RESPIRAÇÃO: 
 
(1) prender a respiração até o momento do disparo; 
(2) meio pulmão; 
(3) máximo de 10 segundos. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 52 
(4) após o disparo, continuar com a respiração travada e, em seguida, ir liberando 
lentamente, ao mesmo tempo que observa o impacto do projétil no alvo e relaxa a posição. 
 
PUXADA DO GATILHO 
 
 
 O gatilho deverá ser acionado lenta e progressivamente de forma ao atirador ser 
surpreendido pelo disparo, ou seja, jamais se deve comandar, determinar o momento da deflagração 
do cartucho, pois isto ocorrendo haveria o que denominamos de gatilhada e certamente o resultado 
obtido não será o desejado. 
 Agora bem sabemos que numa situação de defesa, numa ocorrência em que há troca de tiros, 
logicamente não iremos acionar o gatilho lentamente, progressivamente, no entanto para 
conseguirmos obter bons resultados numa situação de acionamento rápido do mesmo, é necessário 
que tenhamos completo domínio sobre o seu funcionamento, o que só conseguimos com o 
constante treinamento. 
 Um detalhe, também muito importante, na puxada do gatilho, ao qual deve o atirador estar 
atento é quanto ao posicionamento do dedo no mesmo, que nem deve ser de mais nem de menos; 
observando-se os diferentes procedimentos para disparos em ação dupla e em ação simples, que 
neste último deve ser apenas com a ponta do dedo; Deve-se ter o cuidado de ao colocar o dedo no 
gatilho, sempre deixar um espaço mínimo (luz) entre ele e a armação da arma, lateral – esta será 
movida em conjunto, ocasionando desvio do cano e, em conseqüência, do ponto de impacto do 
projétil (observar figura). O acionamento do gatilho significa 25% da possibilidade de tiro certeiro. 
 
 
 
 
 
 
Durante a puxada do gatilho o atirador deve ter a 
preocupação de ir aumentando a pressão lenta e 
continuamente, com bastante suavidade e manter a todo 
custo as miras alinhadas, perfeitamente enquadradas no 
alvo. 
 
 
 
 
Posicionamentos corretos do dedo no gatilho. 
Na figura da esquerda, disparo em ação simples; 
No da direita, disparo em ação dupla. 
 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 53 
ERROS MAIS COMUNS DURANTE A EXECUÇÃO DO TIRO REAL 
 
 
 
 
 
ESTRANGULAMENTO: O atirador que empunha a arma com excesso de 
força, fará com que o cano desloque-se para baixo e para direita. 
 
 
 
 
 
 
GATILHADA: É o ato de puxar o gatilho para trás depressa demais, o 
que fará com que os tiros atinjam a parte inferior do alvo. 
 
 
 
 
EXCESSO DE DEDO NO GATILHO: Ao introduzir demasiadamente o dedo 
no guarda-mato, ocorre uma pequena torção no momento do disparo, 
do cano da arma para a direita. 
 
 
 
ANTECIPAÇÃO DO CICE (RECUO): Quando aperta-se o gatilho a espera do recuo, provocando 
alteração no enquadramento das miras. 
 
 
 
 
3) FUNDAMENTOS DO TIRO RÁPIDO DE DEFESA: 
 
Aplicam-se os mesmos princípios que no tiro de precisão, com as seguintes variações: 
 
a) POSIÇÃO DO ATIRADOR: 
(1) Em pé sem visada (tiro instintivo): 
- corpo de frente para o alvo. 
- abertura flexionada das pernas (pernas paralelas). 
- arma na altura do tórax. 
- não e realizada a visada. 
- arma na direção do alvo, apontando para o centro de maior massa. 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 54 
(2) Em pé com visada (Técnica “WEAVER”): 
- corpo de frente para o alvo. 
- pernas estiradas e “trancadas” a altura dos joelhos, com um dos pés apontando para o alvo. 
- empunhadura dupla, com a arma na altura dos olhos, executando o enquadramento do 
aparelho de pontaria e o alvo. 
- braço da “mão forte” fica levemente flexionado. 
- braço de apoio fica bem flexionado, com o cotovelo perpendicular ao solo. 
 
(3) Em pé com visada (Técnica “WEAVER MODIFICADA”): 
- pés colocados como na posição “Weaver”. 
- empunhadura dupla, efetuando enquadramento do aparelho de pontaria e o alvo. 
- braço da mão forte fica esticado e travado nesta posição, agindo como uma extensão da 
coronha da arma. 
- rosto encosta que empunha a arma, fornecendo estabilidade ao tiro. 
 
(4) Em pé com visada (Técnica “ISÓSCELES”): 
- corpo de frente para o alvo, com as pernas paralelas e flexionadas. 
- empunhadura dupla, com a arma na altura dos olhos, efetuando enquadramento do 
aparelho de pontaria e o alvo. 
- braços estendidos e travados à frente, formando um triângulo isósceles em relação ao peito. 
 
(5) Em pé com visada (Técnica “ISÓSCELES MODIFICADA”): 
- procedimentos semelhantes ao “isósceles”. 
- a única variação é a perna esquerda que fica à frente, cerca de 30 (trinta) centrímetros, 
deslocando o peso do corpo à frente. 
 
(6) Joelho: 
- Minimização da silhueta corporal em relação ao agressor. 
- Posição alta: Joelho direito no solo. Joelho esquerdo apontando para o alvo. Cotovelo 
esquerdo não apóia no joelho esquerdo. 
- Posição baixa: Joelho direito no solo. Joelho esquerdo apontando para o alvo. Cotovelo 
esquerdo apoiado no joelho esquerdo. 
 
(7) Sentado: 
- Cotovelos apoiados na parte interna dos joelhos, com os pés cruzados. 
- Cotovelos apoiados na parte interna dos joelhos, com os pés apontado para frente. 
 
(8) Deitado: 
- Tronco na posição meio oblíqua à esquerda. 
- Perna direita estirada. 
- Perna esquerda reflexionada. 
- Calcanhares no solo. 
- Braços estirados à frente. 
- Mão de apoio da empunhadura no solo. Arma não vai ao chão. Pode haver apoio ou não. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 55 
 
 
b) EMPUNHADURA: 
(1) Dupla: a mão que empunha a arma (mão forte) empurra para frente, e a mão do braço de 
apoio (mão fraca) imprime pressão contrária, mantendo a arma firmemente estabilizada. Isto 
permite o controle dos disparos seqüenciais. 
(2) Mão que não segura a arma fazendo conta apoio da mão que segura a arma. 
 
 
 
VISADA 
 
 A visada é um dos fundamentos mais importantes na execução do tiro, pois é aonde 
procuramos atingir nosso alvo com o máximo de precisão. Ela exerce 15% de um tiro preciso. 
 Para iniciarmos o entendimento da visada, temos que conhecer o aparelho de pontaria das 
armas que iremos utilizar. De forma geral, respeitando-se algumas pequenas diferenças e 
peculiaridades de cada arma, temos dois componentes: a massa demira, que se encontra na parte 
frontal da arma, normalmente acima da parte anterior do cano, se apresentando como uma saliência 
única, e a alça de mira, esta se posicionando na parte superior da retaguarda da arma, normalmente 
se apresentando como uma cava ou furo. 
 A forma de fazer a visada utilizando o aparelho de pontaria da arma, consiste simplesmente 
em enquadrar, ou alinhar o alvo, a massa e a alça de mira na linha de visada do atirador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao se realizar a visada entre a alça, massa e alvo, forma-se uma figura que chamamos de 
fotografia, uma figura de três pontos posicionados em diferentes distâncias; a visão humana (aonde 
estaremos usando o nosso olho diretor) não permite a focalização nítida ao mesmo tempo de 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 56 
objetos posicionados desta maneira, deve o atirador concentrar a mesma na massa, ficando a laça e 
o alvo embaçados. 
 
OLHO DIRETOR 
 
 A tomada da linha de mira deverá ser vista apenas por um dos olhos. Podemos atirar com os 
dois olhos abertos (o que é ideal), porem só um dos nossos olhos é que dirigirá a pontaria. Para isso 
façamos como está na figura: formemos o símbolo norte-americano para “OK” com a mão que 
normalmente empunhamos a arma, e dirigindo-a para o espelho do alvo ou para um ponto qualquer 
de referência, olhemos através do orifício com um dos olhos e depois com o outro. Sentiremos 
naturalmente qual dos olhos teve predominância (melhor acuidade visual) para dirigir a pontaria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Normalmente, para quem é destro, a vista direita é o olho diretor e, para quem é sinistro ou 
canhoto, o olho será o esquerdo. Porém por características visuais de cada indivíduo, poderá haver 
uma troca: o olho diretor do destro poderá ser vista esquerda e vice-versa. No caso de armas curtas, 
não haverá tanto problema a ser resolvido. Os dois olhos totalmente abertos permitem que a 
musculatura facial fique completamente relaxada, evitando que ao se fechar um dos olhos 
mantendo o outro aberto, dependendo do atirador, logo ele estará com a pálpebra do olho diretor 
tentando fechar-se ou a do outro tentando abrir-se, provocando tremores faciais. 
 
 
d) CONTROLE DA RESPIRAÇÃO: 
(1) Prender a respiração em qualquer momento do ciclo respiratório e acionar o gatilho. 
(2) Aplicar os demais princípios do tiro de precisão. 
 
e) CONTROLE E ACIONAMENTO DO GATILHO: 
(1) Em armas com estágio de descanso (automáticas e semi-automáticas), aplicam-se os 
princípios do tiro de precisão. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 57 
(2) Em armas sem estágio de descanso (revólver), envolver o a tecla do gatilho pela frente, 
utilizando a junção entre a 2ª e a 3ª falange do dedo indicador da mão direita ou esquerda. Aplicar 
em seguida os demais princípios do tiro de precisão. 
 
 
3) PROCEDIMENTOS NO ESTANDE DE TIRO: 
a) inspecionar completamente a arma (câmara, cano, percussor, mecanismo), que deverá 
estar travada, aberta, descarregada, desalimentada e desmuniciada. 
b) tomar posição para execução do tiro, no box ou linha de tiro. 
c) ouvir atentamente as instruções iniciais sobre o exercício a ser realizado. 
d) receber e conferir a munição. 
e) municiar o armamento. 
f) alimentar o armamento. 
g) carregar o armamento. 
h) travar o armamento, deixando o cano apontando sempre para a direção do alvo. 
i) ouvir atentamente ao comando: “ATIRADORES PRONTOS”, que será repetido 03 vezes. Caso 
ocorra qualquer alteração na conduta do atirador, este deverá responder: “NÃO PRONTO”. Caso não 
ocorra nenhuma alteração, permanecer em silêncio. 
j) Após o comando: “NOS ALVOS EM FRENTE FOGO A VONTADE”, iniciar o exercício 
estabelecido. 
m) Após a seção de tiro será comandado: “LINHA DE FOGO EM SEGURANÇA. ABRIR E 
INSPECIONAR O ARMAMENTO. ATIRADORES À FRENTE PARA VERIFICAR OS IMPACTOS. ANOTAR OS 
RESULTADOS. ATIRADORES RETORNAR AOS BOXES OU LINHA DE TIRO”. 
 
 
 
INCIDENTES E ACIDENTES DE TIRO 
 
 
1. DEFINIÇÕES: 
 
 
a) INCIDENTE DE TIRO: 
 
É a interrupção do tiro da arma resultante de uma ação imperfeita de uma peça, ou de falha da 
munição, ou ainda de imperícia do atirador. 
 
b) ACIDENTE DE TIRO: 
 
 É toda ocorrência de que resulte dano ou avaria da arma, material estranho a arma ou de 
pessoas, em conseqüência de funcionamento anormal da arma ou munição, provocado ou não por 
imprudência, imperícia ou negligência de um ou mais agentes. 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 58 
 
b) MANUTENÇÃO PREVENTIVA: 
 
É o conjunto de cuidados e serviços realizados, com a finalidade de manter o armamento em 
satisfatórias condições de operações, de periódicas inspeções e averiguações, e de correção de 
incipientes falhas antes de ocorrerem (ou evoluírem) para defeitos ou avarias mais graves. 
 
d) DEPLAGRAÇÃO RETARDADA: 
 
 É o resultado de uma falha temporária ou atraso na ação de uma espoleta ou carga de 
projeção. Durante alguns segundos não se pode distingui-la de uma nega. 
 
e) NEGA: 
 
 É uma falha no tiro de uma arma, quando o gatilho é apertado e há o funcionamento normal 
do precussor. 
 
2 – CAUSAS GERAIS DE ACIDENTES E INCIDENTES DE TIRO: 
 
a) MATERIAL: 
 
 a manutenção preventiva que inclui também a lubrificação correta e a inspeção para 
verificação de partes gastas, frouxas ou danificadas – realizada de maneira deficiente ou imprópria, é 
a causa da maior parte de acidentes ou de incidentes de tiro, ou avarias, ou acidentes. 
 
 
 
b) PESSOAL; 
 
 A imperícia, a imprudência, negligência, são na maioria das vezes, as causas do mau 
funcionamento das armas. 
 
 
3 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES DE TIRO E OUTRAS OCORRÊNCIAS: 
 
a) Usar sempre o armamento, a munição, o equipamento etc., somente para as finalidades para 
as quais foram produzidos originalmente; 
 
b) Examinar todo o seu material diariamente para descobrir qualquer irregularidade ou peças 
perdidas; 
 
c) Cumprir todas as prescrições aplicáveis ao material; 
 
APOSTILA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO Página 59 
d) Participe, na forma da legislação vigente, com urgência, ao superior hierárquico imediato, 
toda e qualquer irregularidade ocorrida com o material bélico; 
 
e) Não realize alterações ou reparos que não seja autorizado ou especificado, pelo órgão 
competente, a fazê-los, salvo quando existam condições excepcionais e urgentes que exijam que 
adote todas as medidas possíveis para manter sua arma em funcionamento. 
 
f) Os mecanismos das diversas armas devem ser adequadamente lubrificados. Avarias têm 
ocorrido pelo continuado uso de armas sem lubrificação adequada de suas partes em 
funcionamento. 
 
g) A contínua falta de lubrificação das partes em funcionamento resulta aquecimento à fricção, que 
é suficiente para aumentar danosamente o desgaste das peças para vencer a força de expansão 
da mola antes dos ciclos de trancamento estarem terminados. O trancamento ou o fechamento 
parcial produz freqüentes falhas ou negas. Evitar a lubrificação excessiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA: 
 
LOBATO, Djalma Sayão. Tiro de defesa: o tiro condicionado. São Paulo: Fittipaldi, 1995. 80 p. 
ESCOLA DE MATERIAL BÉLICO DO EXÉRCITO BRASILEIRO. Manual Técnico de Armamento 
Leve. Rio de Janeiro, 1997. 
OLIVEIRA, João Alexandre Voss de; GOMES, Gerson Dias; FLORES, Érico Marcelo. Tiro de 
Combate Policial: Uma abordagem técnica. 4 ed. Erechim: São Cristóvão, 2001. 414 p. 
FORJAS TAURUS S.A. Manual de Assistência Técnica TAURUS: Manual de Serviços. Edição 
2002. Porto Alegre: Forjas Taurus, 2002. 
GOMES, Gerson Dias; FLORES, Érico Marcelo. Tiro Policial: técnicas sem fronteiras. Porto 
Alegre: Evangraf, 2006. 150 p. 
Coleção Armas Ligeiras de Fogo. Editora Del Prado.1996. 
Manual de Instruções da Metralhadora FAMAE-MT-40. Forjas Taurus. 
Manual de Instruções da Pistola PT 100. Forjas Taurus. 
Apostila básica de Tiro Policial para o CFC.

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