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REVISÃO ANA PAULA BLAZUTE @PROFANABLAZUTE Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 1 SEGUNDA-FEIRA – 16/05 1) Revisar o material da primeira semana e fazer o simulado de questões. 2) Anotar no material as informações extras das questões. • DIREITO CIVIL – EMENTA: DAS PESSOAS. DAS PESSOAS NATURAIS. DAS PESSOAS JURÍDICAS. DO DOMICÍLIO. DOS BENS. • Leia primeiramente as dicas da primeira semana, posteriormente faça as questões. 1) Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho para, mantendo-o com sua arquitetura histórica, transformá-lo também em uma turbina eólica. Para tanto, chamou a restauradora de vidros de janelas antigas Maria, que os retirou para depois reinseri-los nas mesmas janelas, realizando a sua manutenção. Contratou também Roberto para fabricar tijolos artesanais idênticos aos originais, mas no final não foi necessário empregá-los na construção. No que concerne à classificação dos bens considerados em si mesmos, a energia eólica, os vidros em restauração e os tijolos artesanais podem ser classificados, respectivamente, como: Alternativas A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. 2) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário Três irmãos pretendem comprar juntos um automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: Alternativas A) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; B) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; C) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; D) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; E) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 3) Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça Virgulino leva um estilo de vida livre e não gosta de se prender a bens materiais. Não tem residência fixa e anda pelo Estado vivendo de trabalhos temporários em cada cidade pela qual passa. Em Caxias do Sul, teve um desentendimento com Irineu, que culminou em vias de fato. Agora Irineu pretende acioná-lo judicialmente. Descobriu que depois da briga ele esteve em Canela, onde trabalhou em uma obra por alguns dias. Constatou também que ele tem uma namorada em Torres, a qual visita periodicamente. Por fim, soube que seus pais residem em Garibaldi, onde ele costuma passar as festas. Para efeitos legais, o domicílio de Virgulino será: Alternativas A) Caxias do Sul; B) Canela; C) Torres; D) Garibaldi; E) onde for encontrado. 4) Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça Maria, grávida de 5 meses, preocupa-se com a proteção dos direitos do seu futuro bebê. O marido de Maria, pai da criança, está hospitalizado em quadro de saúde gravíssimo e a relação de Maria com a família do seu marido não é harmoniosa. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 2 A afirmação que melhor reflete a situação do nascituro é: Alternativas A) nascituro goza de proteção jurídica; B) nascituro tem personalidade civil plena; C) nascituro não é titular de direitos subjetivos; D) embrião e nascituro têm o mesmo tratamento legal; E) material genético humano congelado é um nascituro. 5. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Salvador - BA Prova: FGV - 2019 - Prefeitura de Salvador - BA - Agente de Trânsito e Transporte Bernardo encontrava-se no trânsito durante as chuvas torrenciais ocorridas em Salvador. No momento em que transitava pela avenida litorânea, houve forte deslizamento de terra, que atingiu quatro carros, dentre os quais estava o seu. Todos os veículos foram arrastados para o mar e, posteriormente, localizados pelo Corpo de Bombeiros. O evento resultou na morte dos motoristas de três carros. O corpo de Bernardo, contudo, não foi encontrado, permanecendo desaparecido mesmo após o encerramento das buscas. Diante desta situação, assinale a afirmativa correta. Alternativas A) Sem a localização do corpo de Bernardo, não há o fim de sua personalidade, que apenas se encerra com a prova da morte natural. B) É possível declarar a morte presumida de Bernardo antes do fim das buscas. C) A declaração de morte de Bernardo apenas poderá se realizar mediante decretação de ausência. D) Diante do caso apresentado, é possível reconhecer a morte natural de Bernardo. E) Pode ser declarada a morte presumida de Bernardo sem decreto judicial de ausência, ante a alta probabilidade do falecimento. Direito Civil – Gabarito comentado 1) Letra D – Código Civil. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; [...] Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: [...] II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 2) Letra A Desde a edição da Lei nº 13.146/15, o portador de deficiência mental não pode mais ser classificado como absolutamente incapaz → logo, Caio é plenamente capaz. Art. 5º. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: [...] II - pelo casamento; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior. 3) Letra E Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. 4) Letra A Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 5) Letra E Em harmonia com a previsão do art. 7º, I do CC. Correta. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 3 • CONSTITUCIONAL: PROCESSO LEGISLATIVO 1) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-AM Provas: FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor Técnico de Controle Externo - Tecnologia da Informação O Presidente da República editou a Medida Provisória nº XX/2021 e a encaminhou para a apreciação do Congresso Nacional. À luz da sistemática constitucional, o referido ato normativo, preenchidos os demais requisitos exigidos: Alternativas A) se tornará definitivo, sendo convertido em lei, caso não seja apreciado em sessenta dias; B) perderá a eficácia se não for apreciado em trinta dias, prorrogáveis por igual período; C) perderá a eficácia se não for convertido em lei em sessenta dias, prorrogáveis por igual período; D) somente não será convertido em lei pelo voto contrário da maioria absoluta do Congresso Nacional; E) começará a produzir efeitos no momento em que for iniciada a sua apreciação pelo Congresso Nacional. 2. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: MPE-RJ Prova: FGV - 2019 - MPE-RJ - Analista do Ministério Público - Administrativa Um grupo de dez senadores subscreveu proposta de emenda constitucional com o objetivo de alterar a redação de alguns preceitos do art. 5º da Constituição da República de 1988, embora a sua essência fosse preservada. Após ampla discussão,ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. § 1º Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. Em regra: NÃO PRECISA ESGOTAR VIA ADMINISTRATIVA PARA ACESSAR O JUDICIÁRIO. Exceções: ● PRECISA ESGOTAR A VIA ADMINISTRATIVA: 1. Justiça Desportiva 2. Atuação Administrativa contrária a Súmula Vinculante (CASO DA QUESTÃO) ● PRÉVIO INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE INFORMAÇÃO: 1. Habeas data ● PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO: 1. Benefício Previdenciário GABARITO: "D" 2. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça) Um partido político, que somente contava com representação no Senado Federal, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade almejando o reconhecimento da invalidade da íntegra da Lei nº XX, do Estado ZZ, que dispunha sobre a concessão de determinado benefício fiscal. Na ocasião, impugnou, ainda, o Decreto nº YY, que regulamentara a forma como o benefício seria concedido. Na situação descrita, o Supremo Tribunal Federal: A) não deve conhecer da ação, em razão da ilegitimidade do respectivo autor; B) pode declarar a inconstitucionalidade da Lei nº XX, juntamente com a do Decreto nº YY, em razão da interdependência entre ambos; C) pode declarar a inconstitucionalidade da Lei nº XX e a ilegalidade do Decreto nº YY, na relação processual voltada ao controle concentrado de constitucionalidade; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 23 D) não deve conhecer da ação, em razão da acumulação indevida de pedidos, já que o Decreto nº YY não está sujeito ao controle concentrado de constitucionalidade; E) só pode declarar a inconstitucionalidade da Lei nº XX, cabendo às instâncias ordinárias avaliar se devem, ou não, aplicar o Decreto nº YY, cujo fundamento foi suprimido. "Decidiu o STF que a exigência de representação do partido político no Congresso Nacional é preenchida com a existência de apenas um parlamentar, em qualquer das Casas Legislativas [...] De acordo com a jurisprudência do STF, a aferição da representação do partido político em uma das Casas do Congresso Nacional (sendo suficiente em apenas uma), dá-se no momento da propositura da ação (ADI 2.054 QO)" GABARITO: "B" 3. A Confederação Sindical ZZ, que zelava pelos interesses dos profissionais da área de saúde, ajuizou ação declaratória de constitucionalidade (ADC) da Lei Estadual nº XX, que estabeleceu importantes medidas em prol da realização de exames, em caráter preventivo, com o objetivo de detectar a presença de patologias de natureza viral. Como esse diploma normativo gerou muita insatisfação por parte de algumas sociedades empresárias, foram ajuizadas diversas demandas que postulavam a sua não aplicação sob o argumento de ser inconstitucional, sendo atendidos em muitas delas os pedidos formulados. Em caráter cautelar, ZZ postulou a suspensão do julgamento dos processos que envolvessem a aplicação da Lei Estadual nº XX, até o julgamento definitivo da ADC. À luz da sistemática afeta à ação declaratória de constitucionalidade, é correto afirmar que a narrativa A) não apresenta qualquer aspecto dissonante da ordem constitucional. B) apresenta irregularidade apenas em relação à formulação do pedido de natureza cautelar. C) apresenta irregularidade apenas em relação à legitimidade para agir da autora, que não a possui. D) apresenta irregularidade em relação à legitimidade para agir da autora e à formulação do pedido de natureza cautelar. E) apresenta irregularidade apenas em relação ao objeto, qual seja, a lei cuja constitucionalidade se almeja ver reconhecida. FIQUE ATENTO: ADC: Lei ou ato normativo federal; ADI: Lei ou ato normativo federal ou estadual; ADPF: Lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal (incluídos os anteriores à CF/88). GABARITO: "E" 4. ( FGV - 2020 - MPE-RJ -) Um dos legitimados universais à deflagração do controle concentrado de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal recebeu representação argumentando que a Lei nº XX/1987, do Município Beta, era incompatível com a Constituição da República de 1988. O legitimado concluiu corretamente que o referido diploma normativo: Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 24 A) não pode ser submetido ao controle concentrado de constitucionalidade, apenas ao difuso; B) somente está sujeito à verificação de sua recepção, ou não, pela ordem constitucional superveniente; C) pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade, caso sejam preenchidos os requisitos exigidos; D) pode ser objeto de reclamação, caso a inconstitucionalidade de lei de conteúdo similar já tenha sido declarada; E) pode ser objeto de ação de descumprimento de preceito fundamental, caso sejam preenchidos os requisitos exigidos. – O ajuizamento da ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL rege-se pelo princípio da subsidiariedade, previsto no art. 4º, § 1º, da Lei 9.882/99, a significar que a admissibilidade desta ação constitucional pressupõe a inexistência de qualquer outro meio juridicamente idôneo apto a sanar, com efetividade real, o estado de lesividade do ato impugnado. – ADPF - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição. GABARITO: "E" 5. ( FGV - 2020 - MPE-RJ ) O Ministério Público ingressou com ação civil pública em face do Município Alfa, com o objetivo de anular ato considerado lesivo ao patrimônio público. Na causa de pedir, argumentou com a inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019, que servira de fundamento para o ato que se pretendia anular. O juízo competente para processar e julgar o feito deve: A) suspender a relação processual e formar incidente para que o Tribunal de Justiça aprecie, em caráter geral, a alegada inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019; B) apreciar a inconstitucionalidade suscitada e, caso venha a acolhê-la, reconhecendo o vício da Lei nº XX/2019, esse diploma normativo não mais poderá ser aplicado; C) apreciar a inconstitucionalidade suscitada e, caso venha a acolhê-la, reconhecendo o vício da Lei nº XX/2019, sua decisão produzirá efeitos apenas no caso concreto; D) suspender a relação processual e formar incidente para que o Supremo Tribunal Federal aprecie a arguição de descumprimento de preceito fundamental incidental; E) negar-se a apreciar a inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019, que deve ser suscitada diretamente perante o Tribunal de Justiça ou o Supremo Tribunal Federal, conforme o caso. É correto afirmar que, no caso em tela, o juízo competente para processar e julgar o feito deve apreciar a inconstitucionalidade suscitada e, caso venha a acolhê-la, reconhecendo o vício da Lei nº XX/2019, sua decisão produzirá efeitos apenas no caso concreto. O gabarito, portanto, é a letra “c”. As alternativas “a”, “d” e “e” podem ser descartadas de plano, pois não se trata de situação em que o juiz deva suspender a relação processual ou deixar de apreciar a inconstitucionalidade. A alternativa “b”, por outro lado, também está equivocada, eis Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 25 que a decisão de inconstitucionalidade possui eficácia tãosomente para as partes do processo, não havendo que se falar em impeditivo para que o diploma normativo não seja aplicado. Nesse ponto, fique atento à cláusula de reserva de plenário, art. 97, CF bem como na Súmula Vinculante 10 que se relaciona com ela. GABARITO: "C" 6. (FGV - 2018 - AL-RO - Consultor Legislativo - Assessoramento Legislativo) O Tribunal de Justiça do Estado Alfa, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, foi instado a analisar a compatibilidade dos artigos 1º e 2º da Lei Estadual nº 123/2017 com a Constituição Estadual. Foi invocado, como paradigma de confronto, em relação ao Art. 1º, uma norma de reprodução obrigatória da Constituição da República, devidamente reproduzida na Constituição Estadual. Em relação ao Art. 2º, foi invocada outra norma de reprodução obrigatória da Constituição da República, mas que não fora reproduzida na Constituição Estadual. À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que o Tribunal de Justiça A) não pode realizar o controle de constitucionalidade da Lei Estadual. B) não pode realizar o controle de constitucionalidade utilizando nenhum dos dois paradigmas invocados. C) pode realizar o controle de constitucionalidade utilizando os dois paradigmas invocados. D) não pode realizar o controle de constitucionalidade utilizando o paradigma invocado em relação ao Art. 1º da Lei nº 123. E) não pode realizar o controle de constitucionalidade utilizando o paradigma invocado em relação ao Art. 2º da Lei nº 123. Quando o TJ julga uma ADI contra lei estadual ou municipal, ele poderá declará-la inconstitucional sob o argumento de que viola um dispositivo da Constituição Federal? Não cabe a tribunais de justiça estaduais exercer o controle de constitucionalidade de leis e demais atos normativos municipais em face da Constituição Federal. STF. Plenário. ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 20/09/2006. Exceção: Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis municipais utilizando como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução obrigatória pelos estados. STF. RE 650898-RS, Plenário. Rel. originário Min. Marco Aurélio, Rel. para acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 01/02/2017 (repercussão geral). Obs.: a tese acima fala em "leis municipais", mas ela também pode ser aplicada para representações de inconstitucionalidade propostas no TJ contra "leis estaduais". (...) Tratando-se de ação direta de inconstitucionalidade da competência do Tribunal de Justiça local – lei estadual ou municipal em face da Constituição estadual –, somente é admissível o recurso extraordinário diante de questão que envolva norma da Constituição Federal de reprodução obrigatória na Constituição estadual. (...) STF. 2ª Turma. RE 246903 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 26/11/2013. E em relação a Lei ou ato normativo distrital em face da CF/88: Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 26 Lei ou ato normativo distrital de natureza estadual que contrariar a CF: STF Lei ou ato normativo distrital de natureza municipal que contrariar a CF: não há controle concentrado através de ADI, só difuso. Há, contudo, a possibilidade do ajuizamento de ADPF tendo por objeto lei ou ato normativo distrital. FIQUE ATENTO: Súmula 642 do STF: Não cabe ADI de lei do Distrito Federal derivada da sua competência legislativa municipal. DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis municipais utilizando como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução obrigatória pelos estados. STF. RE 650898-RS, Plenário. Rel. originário Min. Marco Aurélio, Rel. para acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 01/02/2017 (repercussão geral) O STF entende que as normas de reprodução obrigatória são consideradas implícitas nas Constituições Estaduais, ainda que omissas essas, não sendo a omissão óbice ao controle de constitucionalidade (RE 598016 MA) GABARITO: "C" PENAL: TEORIA DO CRIME 1. ( FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto) O Código Penal apresenta as regras do concurso de pessoas em seu Título IV e nelas prevê que cada agente que concorre para um crime deve responder na medida da sua culpabilidade (Art. 29). Assim, quanto maior a contribuição, maior a responsabilização. Sendo participação de menor relevância, a pena poderá ser diminuída de um a dois terços (Art. 29, § 1º). Em alguns contextos, porém, o legislador entendeu que a participação do agente ganha maior destaque. Dentre as hipóteses de agravantes em contextos com pluralidade subjetiva, é correto afirmar que: A) na autoria intelectual, um agente é coautor fundado no domínio funcional do fato, devendo ainda ter envolvimento pessoal na execução do delito; B) na coação e induzimento, o agente que constrange outrem à execução material delitiva, física ou moralmente, recebe pena agravada quando possui domínio sobre o fato; C) na instigação ou determinação, o convencimento ou a mera sugestão são suficientes para agravar o crime, desde que casualmente eficazes; D) na paga ou promessa de recompensa, a agravante deve ser considerada também nas hipóteses em que a vantagem for inerente à proibição; E) as circunstâncias agravantes do concurso de agentes incidem nos casos de crimes unissubjetivos e nos de crimes plurissubjetivos. No caso de coação e induzimento, "O agente que constrange outrem à execução material delitiva, física ou moralmente, recebe uma pena agravada quando possui domínio sobre o fato. Na coação irresistível, responderá apenas o coator (configurando a hipótese de autoria mediata"), porém, se resistível, também responde o coagido, podendo ser beneficiado (CP. art. 65, III, c)”. (Idem). GABARITO: "B" 2. (FGV - 2021 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Tarde) José trabalha como guarda-vidas da piscina do Clube Romano, aberto ao público das 8h às 22h, diariamente. A piscina do clube funciona das Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 27 9h às 21h, de terça a domingo, sendo aberta por Antônio, que trabalha como zelador no mesmo clube. José é sempre o primeiro a entrar na área da piscina, tão logo ela é aberta, para assumir seu posto no alto da cadeira de guarda-vidas. Contudo, no dia 1º de novembro de 2020, ele não chegou no horário porque sua condução atrasou. O espaço da piscina foi aberto por Antônio no horário habitual, mas José somente chegou ao clube às 10h. Ao entrar na área da piscina deparou-se com uma cena terrível: o corpo de uma criança morta, boiando na piscina. Sobre a conduta de José, assinale a afirmativa correta. A) José não praticou nenhum crime. B) José omitiu-se na prestação de socorro (Art. 135 do CP). C) José cometeu homicídio culposo (Art. 121, § 3º, do CP). D) José cometeu homicídio culposo na modalidade comissiva por omissão, pois exercia a função de garantidor (Art. 121, § 3º, c/c. o Art. 13, § 2º, ambos do CP). E) José cometeu homicídio doloso na modalidade comissiva por omissão, pois exercia a função de garantidor (Art. 121, caput, c/c. o Art. 13, § 2º, ambos do CP). Art. 13 — O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. § 2º — A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. GABARITO: "A"3.(FGV - 2020 - MPE-RJ ) Ramon foi denunciado pela prática de um crime de estupro simples, sendo constatado ao longo da instrução, por meio de exame de insanidade mental, que, na data dos fatos, ele era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato em razão de desenvolvimento mental incompleto. Confirmada a autoria e a materialidade, no momento das alegações finais, caberá ao promotor de justiça buscar: A) o reconhecimento da autoria e materialidade, sendo, porém, o agente isento de pena, de modo que caberá aplicação de medida de segurança em razão da inimputabilidade de Ramon; B) a absolvição própria do agente, não sendo aplicada qualquer pena privativa de liberdade ou medida de segurança, diante da inimputabilidade do agente; C) a absolvição imprópria de Ramon, aplicando-se pena privativa de liberdade, com causa de diminuição de pena em razão da inimputabilidade; D) a condenação do réu, reduzindo-se a pena aplicada, porém, em um a dois terços em razão da semi-imputabilidade do agente; E) a absolvição imprópria de Ramon, aplicando-se medida de segurança, diante da semi-imputabilidade do agente. Sentença absolutória Imprópria: existe o reconhecimento do crime ou da infração penal, mas a penalização é revertida em medida de segurança. Isso pode acontecer quando o réu é inimputável ou semi-imputável. Semi-inimputável - cuida-se de hipótese de redução de pena prevista no art. 26 em seu parágrafo único do C. P Nesse caso, o agente tem parcialmente diminuída sua capacidade de Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 28 entendimento e de determinação, o que enseja a redução da pena de um a dois terço. Ao Inimputável em virtude doença mental - Inteiramente Incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de comportar-se de acordo com esse entendimento. Causas legais de exclusão da culpabilidade: Elementos da culpabilidade - anomalia psíquica (art 26 caput), menoridade (art27), embriaguez acidental completa caso fortuito ou força maior (art.28 §1º). O rol da imputabilidade é taxativo. obs.: o índio não é considerado inimputável, salvo se portador de anomalia psíquica, for menor de 18 anos ou apresentar embriaguez completa acidental. GABARITO: "A" 4. ( FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto) Após discutir com alguns vizinhos, Lúcio efetuou disparos de arma de fogo para o alto na via pública, atingindo o telhado de uma das casas, o que fez com que os moradores da localidade, dois dias depois, registrassem o fato na delegacia de polícia. A autoridade policial representou pela busca e apreensão de eventual prova de crime na residência de Lúcio, o que foi deferido pelo juízo competente. No cumprimento do mandado, foi apreendida na residência uma arma de fogo sem registro, sendo certo que Lúcio não tinha autorização legal para portar ou possuir qualquer tipo de arma. Restando comprovados os fatos por prova oral e pericial, Lúcio: A) responderá pelos crimes de posse de arma de fogo e de disparo de arma de fogo, na forma continuada; B) responderá apenas pelo crime de disparo de arma de fogo, ficando o crime de posse absorvido pela consunção; C) responderá pelos crimes de posse de arma de fogo e de disparo de arma de fogo, em concurso material; D) responderá apenas pelo crime de posse de arma de fogo, configurando o disparo pós- fato impunível; E) não responderá por qualquer delito, pois os crimes de posse e disparo de arma de fogo exigem perigo concreto. Concurso material Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. De acordo com a jurisprudência desta Corte, somente quando estabelecido pelo Tribunal de origem que os crimes de porte ilegal e de disparo de arma de fogo tenham ocorrido no mesmo contexto fático e diante do nexo de dependência entre as condutas, será o primeiro considerado crime-meio para a execução do segundo delito. Nesse sentido: AgRg no AREsp 635.891/SC, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 17/05/2016 GABARITO: "C" 5. ( FGV - 2021 - IMBEL - Advogado) João andava pela rua falando ao celular quando teve seu aparelho furtado por uma pessoa que passou correndo de bicicleta. O furtador estava em uma bicicleta cinza, usando moletom preto. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 29 Ao andar mais algumas quadras, João vê José, que usava um moletom preto, sentando em cima de uma bicicleta cinza, falando ao celular, sendo o aparelho semelhante ao que acabara de ser furtado. Acreditando, equivocadamente, que José era o autor do delito de furto que acabara de sofrer, João tenta prendê-lo em flagrante. José tenta explicar que não era a pessoa procurada e que estava há uma hora ali parado aguardando para fazer uma entrega. João não acredita e começa a agredir José para obrigá-lo a entrar em um taxi, a fim de conduzi-lo a uma Delegacia de Polícia. Diante disso, José agride João e se afasta do local. Tanto João quanto José sofrem lesões corporais leves. Assinale a opção que indica as responsabilidades penais de João e de José, respectivamente. A) Lesão corporal leve e lesão corporal leve. B) Lesão corporal culposa e lesão corporal leve. C) Nenhuma responsabilidade penal, porque agiu em exercício regular de direito putativo, e nenhuma responsabilidade penal, porque agiu em legítima defesa real. D) Nenhuma responsabilidade penal, porque agiu em exercício regular de direito, e lesão corporal leve. E) Lesão corporal leve e nenhuma responsabilidade penal porque agiu em legítima defesa putativa. 1) RESUMINDO: Legítima defesa real é reação contra agressão verdadeiramente injusta. Legítima defesa putativa : é uma reação a uma agressão imaginária. GABARITO: "C" 6. (FGV - 2016 - MPE-RJ - ) Tício, 18 anos, durante a comemoração de sua aprovação no vestibular, ingere bebida alcoólica com seus amigos em um bar, apesar de não ter, com isso, qualquer intenção de ficar bêbado ou praticar crimes, mas tão só de comemorar seu sucesso nos estudos. Apesar disso, em razão da quantidade de cerveja que optou por ingerir, acaba ficando completamente embriagado e desfere quatro socos na face do ex-namorado de sua irmã, causando-lhe lesões gravíssimas. Considerando a hipótese narrada, é correto afirmar que a embriaguez de Tício era completa e: A) involuntária, logo exclui a imputabilidade penal; B) culposa, logo exclui a imputabilidade penal; C) voluntária em sentido estrito, não excluindo a imputabilidade penal e devendo ser reconhecida a agravante da embriaguez preordenada; D) culposa, mas não exclui a imputabilidade penal; E) voluntária em sentido estrito, não excluindo a imputabilidade penal, mas não deve ser reconhecida a agravante da embriaguez preordenada. A única embriaguez capaz de Isentar de pena é a COMPLETA / PROVENIENTE DE CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR e que ao tempo da ação torna o agente INTEIRAMENTE INCAPAZ DE ENTENDER O CARÁTER ILÍCITO DO FATO OU DE COMPORTAR-SE DE ACORDO COM TAL ENTENDIMENTO. ---------------------------------------------------------- Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 30 II) A embriaguez aguda, embriaguez simples ou embriaguez fisiológica = Não excluem a imputabilidade penal. III) Embriaguez crônica ou patológica, ou alcoolismo crônico= é equiparada as doenças mentais. ------------------------------------------------------------- -- Quanto a causa: Voluntária, ou intencional, é aquela em que o indivíduo ingere bebidas alcoólicas com a intenção de embriagar-se. Culposa é a espécie de embriaguez em que a vontade do agente é somente beber, e não embriagar-se. Por exagero no consumo do álcool, todavia, acaba embriagado. Preordenada, ou dolosa, é aquela em que o sujeito propositadamente se embriaga para cometer uma infração penal. A embriaguez fiinciona como fator de encorajamento para a prática do crime ou da contravenção penal. Acidental, ou fortuita: é a embriaguez que resulta de caso fortuito ou força maior. GABARITO: "D" QUARTA-FEIRA – 18/05 1) Revisar a terceira e quarta semana, e fazer o simulado de questões. 2) Anotar no material as informações extras das questões. PROCESSO CIVIL: ART.1º AO 187 CPC Ementa: Das normas fundamentais e da aplicação das normas processuais. Da função jurisdicional. Da competência interna. Dos sujeitos do processo. Dos procuradores. Do litisconsórcio. Da intervenção de terceiros 1. (FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) Menor, com 16 anos de idade, intentou ação indenizatória em face do condutor do veículo que o havia atropelado, causando-lhe lesões corporais. Para tanto, o autor outorgou instrumento de mandato ao advogado contratado para lhe patrocinar a causa, sem estar assistido pelo representante legal. O vício processual em questão é: A) carência de ação, por ilegitimidade ativa ad causam; B) falta de capacidade de ser parte, em relação ao autor; C) falta de capacidade para estar em juízo, em relação ao autor; D) falta de capacidade postulatória; E) não há vício. ** CAPACIDADES PROCESSUAIS Capacidade de ser parte: em regra, todos que tem personalidade jurídica a possuem (requisito para pessoas físicas: nascer com vida). Capacidade genérica. Capacidade de Estar em juízo/ Processual: capacidade para estar em juízo independentemente do auxílio de alguém (por assistência ou representação). Em regra, todos que possuam capacidade de fato ou de exercício, relacionado à maioridade civil (art. 70, CPC). ● Exceção: Curadoria especial - exercida pela Defensoria: réu preso revel e réu citado por edital ou com hora certa – citados fictamente. Em ambos os casos, eles são plenamente capazes, mas o CPC exige a presença de um curador especial. ● Exceção: Capacidade das pessoas casadas/união estável (art. 73): precisa-se da concordância do cônjuge em algumas situações. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 31 Capacidade Postulatória: capacidade profissional para postular tecnicamente perante o judiciário. ● Exceção: alguns atos dispensam, de modo que qualquer pessoa pode ajuizar (HC, Revisão criminal, Ação trabalhistas, Ação de alimentos, JEC até 20 SM, etc). 2. ( FGV - 2021 - DPE-RJ - Defensor Público) Arlindo recebe salário elevado, mas está superendividado. Pela Defensoria Pública, intenta ação buscando a revisão de parte dos seus débitos, requerendo gratuidade de justiça. Nessa demanda: A) à vista do salário de Arlindo e do perfil das suas despesas, o juízo poderá indeferir de plano a gratuidade requerida, ou concedê-la apenas parcialmente, cabendo agravo de instrumento em ambos os casos; B) caso a gratuidade seja concedida e Arlindo não obtenha a procedência do seu pleito revisional, a sentença não poderá condená-lo ao pagamento de despesas processuais e honorários da parte contrária; C) caso haja indeferimento liminar da gratuidade, caberá agravo de instrumento, ficando Arlindo dispensado do recolhimento de custas pelo menos até decisão, sobre a questão, do relator do recurso; D) ainda que tenha obtido a gratuidade, Arlindo poderá eventualmente ser condenado a pagar multa à parte contrária por litigância de má-fé, mas a obrigação ficará sob condição suspensiva de exigibilidade por cinco anos; E) caso haja indeferimento liminar da gratuidade, o agravo de instrumento a ser interposto visará à concessão da gratuidade e, subsidiariamente, ao reconhecimento de que a Defensoria pode seguir na defesa de Arlindo, mesmo que sem gratuidade. LETRA A: O novo código estabelece o cabimento do recurso de agravo de instrumento contra a decisão que indeferir a gratuidade ou acolher pedido de sua revogação (artigos 101 e 1.015), salvo se a questão for decidida na sentença, contra a qual caberá apelação. Portanto, a contrario sensu, não cabe agravo na hipótese de deferimento do pedido, total ou parcialmente. LETRA B: Art. 98, § 4º, do CPC: A concessão de gratuidade não afasta o dever de o beneficiário pagar, ao final, as multas processuais que lhe sejam impostas. LETRA C: CPC art. 101. Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença, contra a qual caberá apelação. § 1º O recorrente estará dispensado do recolhimento de custas até decisão do relator sobre a questão, preliminarmente ao julgamento do recurso. LETRA D: Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. (...) § 3º Vencido o beneficiário, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. Letra C Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 32 3. ( FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça) Credor de obrigação contratual propôs ação de cobrança em face dos três devedores solidários, o que deu azo à instauração de processo eletrônico. Validamente citados, os réus constituíram advogados diferentes, pertencentes a escritórios de advocacia distintos, tendo cada qual, então, ofertado a sua peça contestatória. Encerrada a fase instrutória e proferida sentença em que se julgava procedente o pleito autoral, o prazo de que os demandados dispõem para interpor recurso de apelação é: A) simples; B) duplicado; C) duplicado, desde que a peça recursal seja formalmente una; D) triplicado; E) quadruplicado. Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. § 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos. ATENÇÃO: essa pegadinha cai demais, somente muda o caso concreto, mas incide sempre esse mesmo artigo. Memorizem!!! Lembre-se, procuradores distintos: Prazo em Dobro= Processos físicos Prazo simples= Processos Eletrônicos. 4. ( FGV - 2018 - MPE-RJ ) João, com 21 anos de idade, através de seu procurador, propôs ação de indenização em face do Município do Rio de Janeiro, sob o fundamento de que o veículo de propriedade deste abalroou o seu, causando-lhe prejuízos materiais. Nesse contexto, o julgador: A) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 30 dias, como fiscal da ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda;B) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 60 dias, como fiscal da ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda; C) pode deixar de intimar o Ministério Público, uma vez que a qualidade das partes da demanda não configura hipótese de sua intervenção obrigatória; D) pode intimar o Ministério Público para atuar no feito, que não terá prazo peremptório para se manifestar, uma vez que a ausência de sua manifestação será causa de nulidade; E) deve intimar o Ministério Público, que atuará no polo passivo da demanda, em litisconsórcio com o Município. Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos que envolvam: I - interesse público ou social; II - interesse de incapaz; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 33 III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público. RESUMINDO: MP deverá intervir: 》》 Interesse público ou social 》》 Interesse de incapaz 》》 Litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana 5. ( FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça) Tendo sido acolhido, em sentença, o pedido formulado pelo autor, o réu, no prazo legal, interpôs recurso de apelação. Depois do oferecimento das contrarrazões recursais e da subida dos autos ao tribunal, o único advogado da parte ré renunciou ao mandato que lhe fora outorgado, disso dando ciência ao seu constituinte. Distribuído o processo a um dos órgãos fracionários do tribunal, o desembargador a quem coube a sua relatoria, constatando que o demandado não mais tinha advogado, suspendeu o feito e assinou-lhe prazo razoável para que sanasse o vício, o que não foi atendido. Nesse cenário, deverá o relator: A) julgar extinto o processo, sem resolução do mérito; B) decretar a nulidade do processo; C) nomear curador especial para patrocinar a defesa do réu; D) deixar de conhecer do recurso de apelação; E) conhecer do recurso de apelação, negando-lhe provimento. O CPC/ 2015 TROUXE MAIS "FLEXIBILIDADE" E "CONDIÇÕES" PARA QUE O PROCESSO SEJA RESOLVIDO! ARTIGO 76 NCPC - RECORRENTE EM PROVAS!!! Resumindo: PONTO 1 Houve incapacidade processual ou irregularidade no processo? O Juiz: a) Irá suspender o processo b) Dará prazo para que o vício seja sanado PONTO 2 E se houver descumprimento da ordem do juiz e não for sanado o vício? OCORREM DUAS SITUAÇÕES, veja: Se for na instância originária: Se era para o Autor tomar providência e não o fez: PROCESSO EXTINTO ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Se era para o Réu tomar providência e não o fez: REVELIA ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ O terceiro será considerado revel ou excluído do processo dependendo do polo em que se encontrar. Se for perante ao TJ/ TRF / STJ, STF etc: Se recorrente: NÃO SERÁ CONHECIDO O RECURSO ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Se recorrido: DESTRANHAMENTO DAS CONTRARRAZÕES. 6. ( FGV - 2019 - DPE-RJ - Técnico Médio de Defensoria Pública) O Novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece que a pessoa natural ou jurídica, brasileira ou Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 34 estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. Nesse contexto, de acordo com o citado diploma legal: A) a gratuidade da justiça compreende, dentre outras, as despesas com a realização de exame de código genético - DNA e de outros exames considerados essenciais; B) a insuficiência financeira deve ser provada pela parte que requerer a gratuidade de justiça, não cabendo a presunção de veracidade da alegação de insuficiência deduzida por pessoa natural; C) o direito à gratuidade da justiça é inerente ao polo ocupado pela parte (autor ou réu), se estendendo ao litisconsorte e ao sucessor do beneficiário, independentemente de novo requerimento e deferimento expressos; D) a concessão de gratuidade afasta automaticamente a responsabilidade do beneficiário pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência; E) a gratuidade, quando deferida, o será integralmente, sendo vedada a concessão parcial em relação a algum ato processual ou a redução percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de adiantar no curso do procedimento. B) Art. 99, § 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural. C) Art. 99, § 6º O direito à gratuidade da justiça é pessoal, não se estendendo a litisconsorte ou a sucessor do beneficiário, salvo requerimento e deferimento expressos. D) Art. 98, § 2º A concessão de gratuidade não afasta a responsabilidade do beneficiário pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. E) Art. 98, § 5º A gratuidade poderá ser concedida em relação a algum ou a todos os atos processuais, ou consistir na redução percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de adiantar no curso do procedimento. TRABALHO: REMUNERAÇÃO E SALÁRIO (CLT) 1. O trabalho noturno, em função da sua penosidade, possui algumas peculiaridades previstas na legislação trabalhista brasileira. Para efeitos legais, salvo algumas exceções previstas, nas atividades urbanas é considerado trabalho noturno aquele que se realiza entre A) 22.00h e 06.00h. B) 21.00h e 05.00h. C) 23.00h e 05.00h. D) 23.00h e 06.00h. E) 22.00h e 05.00h. JORNADA NOTURNA DE TRABALHO Urbano das 22h às 05h adicional de 20% possui hora ficta (52 min e 30 seg) Rural lavoura das 21h às 05h adicional de 25% não possui hora ficta Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 35 Rural pecuária das 20h às 04h adicional de 25% não possui hora ficta ATENÇÃO: CAI MUITO! 2. (FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Especialista - Advogado Legislativo) Fernanda é caixa em um supermercado, recebe o valor correspondente a 1,5 salário mínimo e no seu contracheque há desconto mensal a título de INSS; Oswaldo é repositor no mesmo supermercado e no seu contracheque se verifica a subtração mensal de pensão alimentícia na razão de 20% para o seu filho menor; Joana é subgerente no mesmo estabelecimento e no seu contracheque há desconto de empréstimo consignado que tomou junto a um banco, autorizando a dedução da parcela no seu contracheque. Diante do caso apresentado e dos ditames da CLT, é correto afirmar que: A) todos os descontos são ilegais em razão do princípio da irredutibilidade salarial; B) as subtrações efetuadas são legais, desde que haja concordância do empregado por escrito; C) Fernanda sofreu desconto legal, Oswaldo, desconto judicial e Joana, desconto contratual; D) os empregados em análise estão sofrendo descontos contratuais previstos em norma cogente; E) os descontos podem ser efetivados desde que haja dolo do empregado ou previsão contratual. a) Todos os descontos são ilegais em razão do princípio da irredutibilidade salarial; Errado. Não são ilegais, visto ter previsão em lei, decisão judicial ou contrato. Entretanto, nãopodem exceder a limite tolerável pela lei. DESCONTOS AUTORIZADOS NO SALÁRIO PELO TRABALHADOR. LIMITAÇÃO MÁXIMA DE 70% DO SALÁRIO BASE. (inserida em 25.05.1998) Os descontos não podem ser superiores a 70% do salário base percebido pelo empregado, pois deve-se assegurar um mínimo de salário em espécie ao trabalhador. b) as subtrações efetuadas são legais, desde que haja concordância do empregado por escrito; Errado. Não é necessária tal autorização para descontos de natureza legal ou judicial c)Fernanda sofreu desconto legal, Oswaldo, desconto judicial e Joana, desconto contratual; Correta d)os empregados em análise estão sofrendo descontos contratuais previstos em norma cogente; Falso. Oswaldo e Joana estão submetidos à ordem judical e contrato com instituição financeira e)os descontos podem ser efetivados desde que haja dolo do empregado ou previsão contratual. Falso. Não é necessário dolo quando decorrer de le o ou previsão contratual. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 36 3. (FGV - 2017 - Prefeitura de Salvador - BA - Técnico de Nível Superior II - Direito) Margarida é empregada em uma empresa pública municipal de Salvador, para a qual foi aprovada como técnica administrativa. Ocorre que, em razão da redução do quadro de empregados da referida empresa devido às numerosas aposentadorias simultâneas, Margarida começou a realizar, por ordem de sua chefia direta, exclusivamente as tarefas afetas a um analista administrativo. Essa situação vigora há 3 anos, e Margarida mostra insatisfação, porque recebe o salário de técnica, mas exerce a função de analista, que é de maior complexidade. Para se resguardar, montou um dossiê dos vários processos que lhe foram encaminhados para verificação como analista administrativo. Diante da situação retratada e dos ditames legais, assinale a afirmativa correta. A) Margarida terá direito à diferença salarial, mas não ao reenquadramento. B) Margarida terá direito ao reenquadramento, mas as diferenças salariais somente serão pagas do trânsito em julgado em diante. C) Margarida não terá direito a qualquer parcela, haja vista o princípio da legalidade. D) Margarida, comprovado o desvio funcional, terá direito à diferença salarial, porém a cargo do gestor que permitiu essa anomalia. E) Margarida terá direito ao reenquadramento e às diferenças salariais, em razão da primazia da realidade. OJ nº 125, SDI-I - DESVIO DE FUNÇÃO. QUADRO DE CARREIRA (alterado em 13.03.2002) → O simples desvio funcional do empregado não gera direito a novo enquadramento, mas apenas às diferenças salariais respectivas, mesmo que o desvio de função haja iniciado antes da vigência da CF/1988. Outras súmulas que auxiliam na resolução da questão: Súmula 378, STJ - Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes. Súmula Vinculante 43: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 4. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal) Anderson é comissionista puro num estabelecimento em Joinville (SC), com contrato de trabalho ativo. No último mês suas vendas foram de pequena monta. Ao incidir o percentual contratado de comissões, o empregador verificou que o valor alcançou menos que 1 salário mínimo. De acordo com a legislação em vigor, é correto afirmar que: A) a empresa deverá complementar o valor até 1 salário mínimo e descontar essa quantia das comissões vincendas; B) ficará a critério do empregador, se quiser ajudar Anderson, complementar as comissões para que alcancem, pelo menos, a média por ele recebida nos últimos 12 meses; C) o empregador deverá complementar o valor do salário para que alcance 1 mínimo, mas não poderá no futuro descontar esse complemento; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 37 D) a lei de regência obriga que o empregador pague metade do valor necessário para alcançar 1 salário mínimo; E) Anderson deverá receber o que foi contratado, pois aufere salário por unidade de obra, razão pela qual pode ser inferior ao mínimo. Art. 78 -Parágrafo único. Quando o salário- mínimo mensal do empregado a comissão ou que tenha direito a percentagem for integrado por parte fixa e parte variável, ser-lhe-á sempre garantido o salário-mínimo, VEDADO qualquer desconto em mês subseqüente a título de compensação. LOGO,O EMPREGADOR VAI TER QUE GARANTIR O MÍNIMO E COMPLEMENTAR O SALÁRIO DO COMISSIONISTA SE ELE NÃO ATINGIR O MÍNIMO E NÃO PODERÁ DESCONTAR NO MÊS SUBSEQUENTE. Atenção: Todos os empregados que ganhem salário variável (comissionista, por tarefa, por peça, produção etc) possuem a garantia de, pelo menos, receber o salário mínimo mensal! E evidentemente não poderá ser descontado esse acréscimo nos futuros pagamentos, pois senão de nada adiantaria ter complementado aquele salário anterior. 5. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal) Rosa era engenheira em uma empresa, ganhava R$18.000,00 mensais e foi dispensada por justa causa. Um mês após a ruptura contratual, a empresa contratou Regina para o seu lugar, com salário de R$8.500,00. Após saber do salário de sua antecessora, Regina queixou- se ao setor de Recursos Humanos, afirmando que deveria receber o mesmo salário. De acordo com o entendimento consolidado pelo TST, é correto afirmar que: A) Regina não tem razão, pois se tratava de cargo vago; B) a forma de reparar a injusta lesão é a equiparação por equivalência; C) a empregada tem razão, pois vigora o princípio da isonomia; D) a substituta teria de receber, no mínimo, 60% do salário da antecessora; E) não existe direito ao mesmo salário porque Rosa foi dispensada por justa causa, situação de caráter personalíssimo. SÚMULA 159 TST: I - Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, inclusive nas férias, o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído. II - Vago o CARGO VAGO EM DEFINITIVO, o empregado que passa a ocupá-lo NÃO TEM DIREITO a salário igual ao do antecessor. + Art. 461, § 5o A equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de paradigmas remotos , ainda que o paradigma contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria. 6.(FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Área Judiciária) Waldir é empregado da empresa Ômega. Recebe R$3.000,00 mensais e exerce suas funções em contato habitual, embora por tempo extremamente reduzido, com substância inflamável. À luz da legislação e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que: Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 38 A) Waldir terá direito ao adicional de periculosidade, porque fatalidade não tem momento certo para acontecer; B) considerando o contato por tempo reduzido, o empregado fará jus ao pagamento de metade do adicional de periculosidade; C) não lhe é assegurado o pagamento de adicional de periculosidade, pois nesse caso considera-se que o contato se deu de forma eventual; D) diante da esporadicidade do risco de morte, o TST determina que o adicional de periculosidadeseja substituído pelo pagamento do adicional de insalubridade; E) o empregado receberá adicional de periculosidade na razão de 30% sobre o salário mínimo. Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; Art. 193. § 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. + SÚMULA 364,I, TST: I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. INDEVIDO, apenas, quando o CONTATO dá-se de forma EVENTUAL, assim considerado o fortuito, ou o que, SENDO HABITUAL, dá-se por TEMPO EXTREMAMENTE REDUZIDO. II -Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho fixando o adicional de periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantida por norma de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e 193, §1º, da CLT). RESUMINDO: PERICULOSIDADE: ---> 30% DO SALÁRIO BÁSICO. EXCEÇÃO: ELETRICITÁRIO (SÚMULA 191,II TST) - INFLAMÁVEIS,EXPLOSIVOS,MOTOCICLET A -ENERGIA ELÉTRICA(ALTA TENSÃO) -SEGURANÇA -BOMBA DE GASOLINA ( SÚMULA 39 TST) -RADIAÇÃO (OJ.345 SDI-I TST) PROCESSO DO TRABALHO: COMPETÊNCIA + ATOS, TERMOS E PRAZOS 1. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador) Heitor ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador requerendo adicional de insalubridade, afirmando que o meio ambiente de trabalho apresentava nível de ruído acima dos limites de tolerância. Feita a perícia, o perito constatou que o ruído ambiental estava dentro do limite previsto na norma regulamentadora, mas que havia frio Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 39 excessivo no ambiente. Com base nesse laudo, o juiz deferiu adicional de insalubridade. Considerando essa situação e o entendimento consolidado pelo TST, é correto afirmar que: A) a decisão foi extra petita e deve ser anulada; B) somente seria possível deferir o adicional se o grau da insalubridade do agente detectado fosse o mesmo do erroneamente pleiteado; C) trata-se de decisão ultra petita, que deve ser anulada; D) não há vício na decisão, pois o agente agressor apontado pela parte não é vinculante para o juiz; E) a decisão foi extra causa petendi e deve ser reformada. SÚMULA 293 TST: A VERIFICAÇÃO mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial,NÃO PREJUDICA o pedido de adicional de insalubridade. Sobre o tema, vale lembrar que sentença extra petita é aquela que decide fora do que foi pedido, a sentença ultra petita é aquela que vai além decidindo a mais do que foi pedido e a sentença citra petita é aquela que apresenta-se incompleta, não resolve todos os pedidos formulados, decidindo a menos do pleiteado. Percebam a importância do estudo das súmulas! 2. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal) Thamires é uma criança de 10 anos muito bonita e talentosa. Em razão disso, foi convidada para participar de uma novela em famosa emissora de televisão, incorporando a filha da personagem principal da trama, que interpretará uma senadora da república. Para isso Thamires, diante de sua pouca idade, precisa de uma autorização judicial para a participação na desejada novela. De acordo com a CLT, Thamires, representada por seus pais, deverá requerer a autorização da Justiça: A) Estadual; B) Eleitoral; C) do Trabalho; D) Militar; E) Federal comum. ATENÇÃO: questão com “CARA DE OAB”. Interdisciplinar e exige de você INTERPRETAÇÃO e conhecimento! Art. 406, CLT - O Juiz de Menores [atualmente, Varas da Infância e da Juventude - Justiça Estadual] poderá autorizar ao menor o trabalho a que se referem as letras "a" e "b" do § 3º do art. 405: I - desde que a representação tenha fim educativo ou a peça de que participe não possa ser prejudicial à sua formação moral; II - desde que se certifique ser a ocupação do menor indispensável à própria subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos e não advir nenhum prejuízo à sua formação moral. A matéria é objeto de ADI no STF, na qual foi proferida monocraticamente decisão liminar: "Convencido da urgência da apreciação do tema, defiro a liminar pleiteada tal como o fiz Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 40 no dispositivo do voto proferido: Diante do exposto, admito a ação direta de inconstitucionalidade e voto no sentido de implementar a medida acauteladora, para suspender, até o exame definitivo deste processo, a eficácia da expressão "inclusive artístico", constante do inciso II da Recomendação Conjunta nº 1/14 e do artigo 1º, inciso II, da Recomendação Conjunta nº 1/14, bem como para afastar a atribuição, definida no Ato GP nº 19/2013 e no Provimento GP/CR nº 07/2014, quanto à apreciação de pedidos de alvará visando a participação de crianças e adolescentes em representações artísticas e a criação do Juizado Especial na Justiça do Trabalho, ficando suspensos, por consequência, esses últimos preceitos. Alfim, neste primeiro exame, assento ser da Justiça Comum a competência para analisar tais pedidos. Publiquem." Rel. Min. Marco Aurélio, 14.8.2014. 3.(FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador) O servidor próprio da Justiça do Trabalho comparece ao domicílio de um devedor numa sexta-feira às 20:30 horas, pretendendo citá-lo para o pagamento de uma dívida. O executado se revolta porque entende que o mandado judicial não poderia ser cumprido naquele horário, mesmo porque não existe determinação judicial informando até que horas o ato poderia ser realizado. Diante desse impasse, é correto afirmar que: A) a CLT é omissa a respeito, razão pela qual o juiz utilizará os princípios da razoabilidade e proporcionalidade; B) o devedor tem razão, pois o ato processual pode ser realizado até às 20:00 horas; C) o lar de uma pessoa é seu asilo inviolável, por isso o ato não poderia ser realizado sem a autorização do devedor; D) os atos processuais podem ser realizados a qualquer hora dos dias úteis, razão pela qual o devedor está errado; E) o devedor está errado, pois o ato processual pode ser realizado até às 22:00 horas. IMPORTANTE: CPC X CLT - NÃO CONFUNDIR!!!! Na CLT: Atos processuais 06-20h; penhora em domingo ou feriado, com autorização do juiz, conforme art. 770, CLT citado pelo colega Yves. No CPC: Atos processuais 06-20h; penhora/citações/intimações podem ser feitas nos feriados/férias ou fora do horário, independente de autorização judicial. Vejamos: ATENÇÃO: ATOS/AUDIÊNCIA NO PROCESSO DO TRABALHO: -ATOS --> 06 ÀS 20 HRS --> LEMBRE DO OFICIAL JUSTIÇA, QUE VAI ACORDAR MAIS CEDO, E TRABALHA ATÉ MAIS TARDE QUE O JUIZ. -AUDIÊNCIAS --> 08 ÀS 18 HRS --> LEMBRE DO JUIZ DO TRABALHO , QUE VAI ACORDAR MAIS TARDE, E TRAB MENOS QUE O OFICIAL.4. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Área Judiciária) Das situações abaixo listadas, NÃO é da competência da Justiça do Trabalho: A) declarar abusividade de uma greve deflagrada na iniciativa privada; B) julgar ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente; C) executar a parcela denominada RAT (risco ambiental do trabalho); Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 41 D) julgar ação de indenização por dano moral oriunda de acidente do trabalho; E) julgar execução fiscal de multa aplicada por auditor fiscal do trabalho. A) CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: II -as ações que envolvam exercício do direito de greve; B) ERRADA. SÚMULA 363 STJ : Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. C) CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VIII- a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; SÚMULA 454 TST: Compete à Justiça do Trabalho a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) , que tem natureza de contribuição para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, “a”, da CF), pois se destina ao financiamento de benefícios relativos à incapacidade do empregado decorrente de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei nº 8.212/1991). D)CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI -as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; SÚMULA VINCULANTE 22 A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional nº 45/04. E)CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VII- as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; ** vejam só, essa não seria uma pergunta abordada dessa maneira, mas certamente esse conhecimento seria pedido em prova. Importante que você saiba! 5. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Área Judiciária) Em determinado processo trabalhista, o juiz determinou o fracionamento da audiência. Na primeira delas, tentou sem êxito o acordo e, após receber a defesa, definiu as provas que seriam produzidas: depoimentos pessoais recíprocos, sob confissão, e testemunhal. Na segunda audiência designada, a reclamada não se fez presente à audiência, embora tenha comparecido o advogado da empresa. O juiz manifestou-se no sentido de que não desejava espontaneamente produzir provas. À luz da legislação trabalhista e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que: A) o juiz deverá aplicar a confissão contra a empresa e julgar de acordo com as provas já produzidas nos autos; B) deverá ser aplicada a revelia em desfavor da acionada em virtude da sua ausência; C) estando o advogado da ré presente, a demanda deve prosseguir normalmente, Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 42 com colheita do depoimento pessoal do autor e das testemunhas, se houver; D) não há previsão legal ou jurisprudencial a respeito, assim o juiz deverá apreciar a situação com equidade e definir o destino do feito como entender justo; E) o juiz adiará a audiência e concederá prazo para a juntada de justificativa da ausência do preposto da reclamada. SÚMULA 122 TST: A reclamada, AUSENTE à audiência em que deveria apresentar defesa, É REVEL, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência. SÚMULA 74 TST: I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. II - A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. REVISANDO: AUSÊNCIA DAS PARTES NA: AUDIÊNCIA INAUGURAL -RECLAMENTE: ARQUIVAMENTO -RECLAMADO: REVELIA E EFEITOS -OS DOIS FALTANDO: ARQUIVAMENTO AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO/ DE PROSSEGUIMENTO: -RECLAMANTE: CONFISSÃO FICTA -RECLAMADO: CONFISSÃO FICTA -OS DOIS FALTANDO: JULGA PELA REGRA DO ÔNUS DA PROVA 6. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Osvaldo ajuizou uma reclamação trabalhista em face do seu ex-empregador. No dia designado para a realização da audiência, compareceu no horário marcado juntamente com o seu advogado, identificando de imediato o titular da empresa com o seu respectivo advogado no local. Ao chegarem na sala de audiência, verificaram que o juiz ainda não havia chegado, o que perdurou mais de quinze minutos, sem que fosse apresentada qualquer justificativa. De acordo com a CLT, é correto afirmar que: A) os litigantes devem aguardar o prazo legal de 60 minutos antes de se retirarem; B) a audiência deve ser iniciada com o Diretor de Secretaria presidindo os trabalhos; C) o réu não pode ir embora, sob pena de provocar um adiamento e atentar contra a celeridade do processo; D) o juiz tem o poder de comando e controle nas audiências, razão pela qual as partes precisam aguardar o tempo que for necessário; E) as partes podem se retirar, devendo constar o ocorrido no livro de registro das audiências. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 43 Art. 815 - À hora marcada, o juiz ou presidente declarará aberta a audiência, sendo feita pelo secretário ou escrivão a chamada das partes, testemunhas e demais pessoas que devam comparecer. Parágrafo único - Se, até 15 (quinze) minutos após a hora marcada, o juiz ou presidente não houver comparecido, os presentes PODERÃO retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das audiências. COMPLEMENTANDO: OJ.245 SDI-I TST: INEXISTE previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na audiência. Não confundir com o prazo do NCPC de 30 minutos. Art. 362. A audiência poderá ser adiada: (...) III - por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do horário marcado. EMPRESARIAL: TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL 1. Algumas entidades e pessoas naturais, devidamente registrados no órgão competente, podem usufruir do tratamento favorecido e diferenciado conferido às microempresas e empresas de pequeno porte. Assinale a opção que apresenta algumas dessas entidades e pessoas naturais. A) Cooperativas de produção, empresários individuais e sociedades do tipo limitada. B) Sociedades do tipo limitada, sociedades do tipo simples e sociedades por ações. C) Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, sociedades do tipo simples e sociedades do tipo limitada. D) Cooperativas habitacionais, empresários individuais e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. E) Empresários individuais, Empresa Individual de Responsabilidade Limitada e sociedades por ações. LC 123. Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar,consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que… ATENÇÃO: não precisa você saber essa lei inteira, mas essa disposição é importante, pois já foi objeto de algumas questões da FGV. 2. ( FGV - 2016 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Prova I) O empresário individual Júlio Melgaço adquiriu da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., mediante o uso de sua firma, um estabelecimento industrial situado em Conquista d´Oeste. O adquirente prosseguiu com a exploração da empresa. Com base nessa informação, assinale a afirmativa incorreta. A) O estabelecimento adquirido por Júlio Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., em Conquista d´Oeste, pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, compatíveis com a sua natureza. B) Se não restarem bens suficientes para a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu passivo, a eficácia da alienação do Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 44 estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a partir de sua notificação C) O trespasse do estabelecimento de Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de Júlio Melgaço nos contratos estipulados para sua exploração, se não tiverem caráter pessoal, salvo disposição contratual em contrário. D) Júlio Melgaço responde solidariamente com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial. E) Caso o estabelecimento de Conquista d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio Melgaço, não havendo autorização expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não poderia lhe fazer concorrência durante o prazo do contrato. A) CORRETA. Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. B)CORRETA. Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. C)CORRETA. Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub- rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a responsabilidade do alienante. E)CORRETA. Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 3. (FGV - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Auditor do Tesouro Municipal - Prova I) Paulo Afonso, casado no regime de comunhão parcial com Jacobina, é empresário enquadrado como microempreendedor individual (MEI). O varão pretende gravar com hipoteca o imóvel onde está situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da empresa. De acordo com o Código Civil, assinale a opção correta. A) O empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no regime da separação de bens. B) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento. C) O empresário casado, qualquer que seja o regime de bens, depende de outorga conjugal para gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento. D) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 45 estabelecimento, salvo no regime da comunhão universal. E) O empresário casado pode, mediante autorização judicial, gravar com hipoteca os imóveis que integram o estabelecimento. Art. 978. O empresário casado pode, SEM necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real I Jornada de Direito Comercial Enunciado 6: O empresário individual regularmente inscrito é o destinatário da norma do art. 978 do Código Civil, que permite alienar ou gravar de ônus real o imóvel incorporado à empresa, desde que exista, se for o caso, prévio registro de autorização conjugal no Cartório de Imóveis, devendo tais requisitos constar do instrumento de alienação ou de instituição do ônus real, com a consequente averbação do ato à margem de sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. 4. (FGV - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Auditor do Tesouro Municipal - Prova I) Alfredo Chaves exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração de auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há registro da atividade por parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público. Com base nestas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a afirmativa correta. A) Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de natureza literária. B) Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum órgão público. C) Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial. D) Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em caráter profissional. E) Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial. Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. (a cargo das Juntas comerciais) ==> Obs.: A falta de inscrição não o descaracteriza como empresário, mas sim o coloca em uma situação de irregularidade 5. ( FGV - 2014 - SEFAZ- MT - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Prova 1 ) A respeito do empresário individual, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 46 ( ) O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos praticados no exercício da empresa caso seja enquadrado como microempreendedor individual. ( ) Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei especial, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua falênciadecretada. ( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. As afirmativas são, respectivamente, A) F, V e V. B) V, F e V. C) V, F e F. D) F, F e V. E) F, V e F. Item 1: O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos praticados no exercício da empresa caso seja enquadrado como microempreendedor individual. ERRADO. Empresário individual é a pessoa física que exerce a atividade típica de empresa. Possui responsabilidade ILIMITADA e DIRETA pelas obrigações e dívidas decorrentes do exercício de sua atividade. O item está incorreto ao tentar limitar a responsabilidade do empresário individual. O empresário individual pode se enquadrar como Microempresa, Empresa de pequeno porte, Microempreendedor Individual (MEI) e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Item 2: Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei especial, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua falência decretada. CORRETO. Art. 973, CC Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas. Estará sujeito ao regime jurídico da falência (art. 1º da Lei 11.101/05 - LF), podendo sofrer sanções administrativas e penais, e ter sua falência decretada. Item 3: Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. ERRADO. Dois erros: 1) Para optar pela EIRELI tem que ter capital social não inferior a 100 vezes o salario mínimo (art 980-A CC) . A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País). Não é correto dizer que o empresário individual possa optar pela EIRELI porque depende do capital social. 2) Além disso, a pessoa física ou opta por se registrar como empresário individual ou como EIRELI. Se já registrado como empresário individual não cabe essa declaração de exercício da atividade como empresário ou como EIRELI, pois já é empresário individual. O que pode ocorrer é a transformação dos atos constitutivos de empresário individual para EIRELI por meio de requerimento. CIVIL: Dos Fatos Jurídicos*Arts.104 ao 188* 1. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho para, mantendo-o com sua arquitetura histórica, transformá-lo também em uma turbina eólica. Para tanto, chamou a restauradora de vidros de janelas antigas Maria, que os retirou para depois reinseri-los nas mesmas janelas, realizando a sua manutenção. Contratou também Roberto para fabricar tijolos artesanais idênticos aos originais, mas no final não foi necessário empregá-los na construção. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 47 No que concerne à classificação dos bens considerados em si mesmos, a energia eólica, os vidros em restauração e os tijolos artesanais podem ser classificados, respectivamente, como: A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. Artigos do Código Civil necessários para resolução da questão: Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; [...] Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: [...] II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Bens a serem analisados: ● Energia eólica: bem MÓVEL (CC, Art. 83, II); ● Vidros em restauração: bens IMÓVEIS (CC, Art. 81, II). O ponto está em perceber que Maria retirou os vidros para depois reinseri-los nas mesmas janelas. ● Tijolos artesanais: bens MÓVEIS (CC, Art. 84). É necessário levar em consideração que não foi necessário empregá-los na construção. 2. ( FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor Técnico de Controle Externo - Área de Ministério Público de Contas) Magda deseja vender um imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para não ter problemas com seus outros filhos que não concordarão com a venda, ela combina com Jorge, seu melhor amigo, de vender o imóvel para ele, mas com a incumbência de ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o que efetivamente ocorre. Quando os outros filhos de Magda descobrirem, eles poderão alegar: A) confirmação; B) conversão; C) simulação; D) redução; E) ratificação. 1) Conforme o art. 496 do Código Civil, a venda entre ascendente e descendente é ANULÁVEL quando não existir prévia anuência dos demais descendentes e do cônjuge. Veja: Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação obrigatória. 2) Trata-se de simulação, pois há uma modificação da realidade para burlar o ordenamento jurídico, com base no art. 167, I, CC/02: Art. 167, § 1 Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 48 3) Por fim, sinalizo que o prazo para anulação é de 2 anos: A venda de bem entre ascendente e descendente, por meio de interposta pessoa, é ato jurídico anulável, aplicando-se o prazo decadencial de 2 (dois) anos previsto no art. 179 do CC/2002. STJ. 3ª Turma. REsp 1.679.501-GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 10/03/2020 (Info 667). 3.(FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor Técnico de Controle Externo - Área de Ministério Público de Contas) Leandro, solteiro, 17 anos, bacharel em química, celebrou contrato de compra e venda de um carro usado com Natália no valor de R$ 35.000,00. Após o pagamento, a propriedade do carro foi transmitida a Leandro. Nesse caso, o contrato celebrado por Leandro e Natália é: A) inexistente; B) válido; C) nulo; D) anulável; E) inexigível. ATENÇÃO: Questão A CARA DA OAB. Envolve dois assuntos do direito civil, e induz o examinado a erro com muita facilidade. Um negócio jurídico é válido quando satisfaz as seguintes condições: - Declaração de vontade; - Agente capaz; - Objeto lícito, possível, determinado ou determinável; - Obediência à forma prescrita ou não defesa em lei. A questão satisfaz esses requisitos. Observe que Leandro é bacharel, ou seja, ele já colou grau em ensino superior, o que é causa de emancipação legal, tornando- o capaz de celebrar contrato. 4. ( FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Analista Legislativo Municipal - Licitação, Contratos e Convênios) A Construtora Imóveis Novos Ltda. (CIN) contrata com Loteamentos Urbanos Ltda. (LU) a permuta de determinado lote de propriedade da LU com o direito de quatro unidades no prédio de dez andares que CIN incorporaráa proposta foi aprovada por cada Casa Legislativa, em dois turnos de votação, pelo voto de três quintos dos seus membros, sendo por fim promulgada, pelo Presidente da República, a Emenda Constitucional nº XX. À luz da sistemática constitucional, a referida Emenda é inconstitucional por: Alternativas A) apresentar vício de iniciativa e ter sido promulgada por autoridade incompetente; B) não ter observado o quórum de aprovação e o quantitativo de turnos de votação exigidos; C) apresentar vício de iniciativa, não ter observado o quórum de aprovação e o quantitativo de turnos de votação exigidos; D) ter afrontado os limites materiais de reforma, não ter observado o quórum de aprovação e ter sido promulgada por autoridade incompetente; E) ter afrontado os limites materiais de reforma, não ter observado o quórum de votação exigido e ter sido promulgada por autoridade incompetente. 3. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: DPE-RJ Prova: FGV - 2019 - DPE-RJ - Técnico Superior Jurídico O Presidente da República encaminhou projeto de lei ordinária, ao Senado Federal, dispondo sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos. O projeto foi aprovado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, sendo sancionado e promulgado pelo Presidente da República. Ao fim desse processo legislativo, foi publicada a Lei nº 123. Considerando a sistemática constitucional, a narrativa acima descrita: Alternativas A) não apresenta qualquer irregularidade; B) apresenta uma única irregularidade, consistente no vício de iniciativa; C) apresenta uma única irregularidade, consistente na Casa Legislativa iniciadora; D) apresenta uma única irregularidade, consistente na autoridade responsável pela promulgação; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 4 E) apresenta duas irregularidades, consistentes na autoridade responsável pela promulgação e no vício de iniciativa. 4. Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BA Provas: FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Analista Legislativo Municipal - Área Legislativa O Presidente da República apresentou projeto de lei ordinária cuja discussão se iniciou no Senado Federal, que o aprovou, seguindo para a Câmara dos Deputados. Com a aprovação nesta última Casa, a Mesa do Congresso Nacional promulgou a Lei X. Um grupo de Deputados de oposição divulgou nota afirmando que o processo legislativo descumpriu a disciplina traçada na Constituição da República de 1988. À luz da sistemática constitucional, o grupo de Deputados está correto, já que o projeto apresenta o(s) seguinte(s) vício(s): Alternativas A) o Presidente da República não tem legitimidade para apresentar projetos de lei ordinária fora do regime de urgência constitucional; B a discussão do projeto de lei ordinária deveria ter sido iniciada na Câmara dos Deputados, não no Senado Federal, que seria a Casa Revisora; C) o Presidente da República não poderia apresentar o projeto e a análise deveria ser realizada em sessão conjunta das Casas Legislativas; D) após aprovação do projeto pelas Casas Legislativas, ele deveria ser encaminhado ao Presidente da República, não à Mesa do Congresso Nacional; E) a discussão deveria ser iniciada na Câmara e o projeto encaminhado ao Presidente da República, não à Mesa do Congresso. 5. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT Prova: FGV - 2016 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Prova II Um grupo de deputados federais, sensíveis à crise financeira que assola certos setores da economia, com o objetivo de diminuir o custo de produção e evitar o aumento de preços, apresentou proposição legislativa reduzindo a alíquota de determinados tributos da União. O projeto foi aprovado em ambas as Casas do Congresso Nacional, com estrita observância da sistemática constitucional, sendo convertido em lei, após sanção do Chefe do Poder Executivo. À luz da sistemática constitucional, assinale a afirmativa correta. Alternativas A) Não há qualquer vício formal na lei, já que os deputados federais têm poder de iniciativa legislativa em matéria tributária. B) Há vício formal na lei, já que somente o Presidente da República pode iniciar o processo legislativo em matéria tributária. C) A lei somente terá vício formal se a proposta de lei orçamentária anual não tiver previsto a redução de alíquota. D) A ausência de iniciativa legislativa dos parlamentares foi superada com a sanção do projeto pelo Chefe do Poder Executivo. E) Os parlamentares somente teriam poder de iniciativa legislativa, em matéria tributária, caso a lei fosse direcionada a Território Federal. GABARITO: 1. Letra C Art. 62, § 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 5 2. Letra A Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; Como são 81 senadores, 1/3 seria 27. Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. Art. 60, § 3º: A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem 3. Letra C O art. 61, §1º da CF/88 indica que são de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que disponham sobre "a criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento da sua remuneração". - O art. 64 da CF/88 determina que a discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República terão início na Câmara dos Deputados. 4. Letra E Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará. 5. Letra A São de iniciativa privativa do Pre-sidente da República as leis que disponham sobre organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios (CF, art. 61, § 1.°, II, “b”). Segundo o Supremo Tribunal Federal, esse dispositivo constitucional, ao se referir à iniciativa privativa do Presidente da República em matéria tributária, aplica-se exclusivamente aos tributos que digam respeito aos Ter-ritórios Federais. Em qualquer outro caso relativo a matéria tributária, não há iniciativa legislativa privativa do Chefe do Executivo, ainda que se cuide de lei que conceda renúncia fiscal ou vise à minoração ou revogação de tributo. Membros do Poder Legislativo podem, portanto, apresentar projeto de lei cujo conteúdo consista em instituir, modificar ou revogar tributo. - D. Constitucional, por Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, 2014, p. 533. • ADMINISTRATIVO: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 1) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: IMBEL Prova:no local. Antes de iniciar a obra, CIN solicita autorização para construção junto à municipalidade, que, no entanto, nega, sob o fundamento de que naquela área apenas é possível realizar a construção de edificação de até três andares com três unidades imobiliárias, conforme legislação vigente antes mesmo da permuta. Diante da negativa administrativa, o negócio jurídico é: A) eficaz, mas poderá ser anulado por erro de direito; B) inválido, pois viciada a vontade das partes; C) eficaz, não sendo possível o desfazimento, tendo em vista que a ninguém é dado desconhecer a lei; D) inexistente, por ausente o motivo; E) válido, porém ineficaz, ante o vício sobre o motivo. O contrato é válido, pois as PARTES são capazes; o objeto é lícito; a forma não é vedada por lei; e houve a manifestação de vontade (válida, num primeiro momento). Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 49 Ele é EFICAZ, pois apto a produzir os efeitos (a propriedade sobre o lote permutado). Poderá, no entanto, ser ANULADO (art. 171,II, CC/02) por vício na vontade, da éspécie ERRO DE DIREITO (art. 139, III, CC/02), pois a possibilidade de construir prédios de 10 andares foi o único motivo do negócio. Não pode ser a letra B pois, além do negócio ter sido válido, o vício na vontade é gênero, do qual são espécies o erro, o dolo, a coação, a lesão e o estado de perigo (fraude contra credores e simulação são vícios sociais) e, consoante dispõe o artigo 171, II, os vícios da vontade são anuláveis, não nulos (ou inválidos). Art. 139. O erro é substancial quando: (...) III - sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio jurídico 5. ( FGV - 2016 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Prova I) Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos Roberto e Carla, desde que viessem a contrair matrimônio. Um mês antes do casamento, Carla descobriu que o vizinho do imóvel vem danificando o bem de Fábio, podendo a continuação destruir o imóvel. Diante do ocorrido, assinale a afirmativa correta. A) Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem uma mera expectativa de direito, sendo de Fábio a legitimidade para a propositura de qualquer ação. B) Roberto e Carla poderão promover ação judicial que impeça o ato do vizinho, visto que o termo inicial gera a aquisição do direito. C) Fábio, Roberto e Carla não poderão promover ação judicial, pois será preciso aguardar a realização do casamento para a propositura da ação. D) Roberto e Carla poderão agir, inclusive judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. E) A doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição suspensiva, o que gera a suspensão da aquisição do direito, inibindo a ação dos noivos. A) ERRADA. De fato o casal possui mera expectativa de direito, que em regra não se assegura proteção. No entanto o CC decidiu expressamente dar proteção a essa situação específica. Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. B) ERRADA. O casal não adquiriu o direito. O termo inicial de negócio com condição suspensiva só faz nascer expectativa de direito. O direito só é adquirido com o implemento da condição, que no caso é de casarem-se C) ERRADA. Fábio é o proprietário da casa, logo evidentemente poderá intentar ação para proteger seu imóvel. Também está errada pois a lei permite titular de direito eventual praticar os atos destinados a conservá-lo, nos termos do artigo 130 D) CORRETA. E) ERRADA. De fato, a doação está sob condição suspensiva, e sim essa condição suspensiva suspende a aquisição definitiva do direito. mas, novamente, a lei expressamente preve que neste caso aquele com mera Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 50 expectativa de direito pode protegê-lo judicialmente. Art. 130. 6. ( FGV - 2015 - TJ-PI - Analista Judiciário - Analista Judicial) Carolina, com dezesseis anos de idade, comprou um ingresso para um show de rock destinado ao público da faixa etária acima dos dezoito anos. Ao ser perguntada sobre sua idade, ela declarou ser maior. Ao saber da situação, os pais de Carolina impediram que ela fosse ao show. Sobre a situação descrita, é correto concluir que: A) a sociedade empresária que vendeu o ingresso para Carolina deve restituir o valor que dela recebeu em razão da sua incapacidade relativa; B) trata-se de ato nulo, pois praticado por agente absolutamente incapaz sem a respectiva representação, obrigando a restituição do valor recebido pelo ingresso; C) a sociedade empresária só não seria obrigada a restituir o valor pago pelo ingresso, se provado que o pagamento reverteu em favor de Carolina; D) a sociedade empresária não será obrigada a restituir o valor do ingresso, pois sofreu simulação quanto a quem contratou, subsistindo o negócio dissimulado; E) a sociedade empresária não será obrigada a restituir o valor, pois no ato de declaração quanto a sua idade, Carolina declarou-se maior. "Art. 180 - Código Civil : "O menor entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior." Segundo Carlos Roberto Gonçalves, tal situação se aplica somente sob duas condições: - Ter o menor mentido sobre sua idade por MÁ-FÉ - Ser escusável o erro da outra parte em não perceber que aquela pessoa era menor de idade, isto é, não ser clarividente, perceptível que a outra parte era menor de idade. ATENÇÃO: o art. 180 não se aplica aos casos em que o menor que tiver mentido ou omitido sua idade for absolutamente incapaz (na hipótese do art. 3, I). Deste modo, se o enunciado da questão falasse que Carolina tinha idade inferior a 16 anos, o ato da compra seria NULO, pouco importando se ela agiu ou não de má-fé. GABARITO: A. PROCESSO CIVIL 1. C 2. C 3. A 4. C 5. D 6. A B. TRABALHO 1. E Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 51 2. C 3. A 4. C 5. A 6. C C. PROCESSO DO TRABALHO 1. D 2. A 3. B 4. B 5. A 6. E D. EMPRESARIAL 1. C 2. D 3. B 4. E 5. E E. CIVIL 1. D 2. C 3. B 4. A 5. D 6. E QUINTA-FEIRA – 19/05 Revisar a 5ª Semana SEXTA-FEIRA – 20/05 Fazer o simulado do Gran (anexo) e assistir o vídeo de correção. Como que você vai fazer o simulado? Você vai abrir a correção: https://www.youtube.com/watch?v=RUC0yA UgiBM Faça as questões na ordem das matérias corrigidas. Faça a “1ª questão” e já veja a correção, e assim sucessivamente. Exemplo: 1º professor a corrigir – Administrativo – vá na matéria de Administrativo faça a primeira questão, e já veja a correção, e assim sucessivamente. Página 1 Página 2 Página 3 Página 4 Página 5 Página 6 Página 7 Página 8 Página 9 Página 10 Página 11 Página 12 Página 13 Página 14 Página 15 Página 16 Página 17 Página 18 Página 19 Página 20 Página 21 Página 22 Página 23 Página 24 Página 25 Página 26 Página 27 Página 28 Página 29 Página 30 Página 31 Página 32 Página 33 Página 34 Página 35 Página 36 Página 37 Página 38 Página 39 Página 40 Página 41 Página 42 Página 43 Página 44 Página45 Página 46 Página 47 Página 48 Página 49 Página 50 Página 51 Página 52FGV - 2021 - IMBEL - Analista Especializado - Comprador Técnico Leia o fragmento a seguir: Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de______________, com criação autorizada por lei, sob a forma de_________________-, cujas ações com direito a voto pertençam _______________ à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta. Assinale a opção cujos itens completam, corretamente, as lacunas do fragmento acima. Alternativas A) direito público - sociedade anônima - integralmente B) direito público - sociedade limitada - integralmente Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 6 C) direito público - sociedade limitada - em sua maioria D) direito privado - sociedade limitada - exclusivamente E) direito privado - sociedade anônima - em sua maioria 2) Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: TJ-CE Prova: FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Técnico-Administrativa De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, em matéria de regime jurídico, é correto afirmar que uma autarquia estadual do Ceará: Alternativas A) não possui personalidade jurídica própria e autonomia financeira, pois está vinculada ao ente federativo que a criou; B) não está hierarquicamente subordinada ao ente federativo que a criou, mas se sujeita a controle finalístico; C) não pode cobrar taxas e demais tributos para exercício do poder de polícia ou prestação de serviços públicos inerentes às suas finalidades; D) tem seu pessoal regido pela consolidação das leis do trabalho, e o ingresso no serviço público se dá por meio de concurso público; E) integra a administração pública indireta, possui personalidade jurídica de direito privado e é criada por delegação negocial do Chefe do Executivo estadual. 3) Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2018 - TJ-SC - Analista Administrativo As organizações sociais (OS) são entidades de direito privado que tiveram origem na estratégia de publicização de parte de atividades exercidas pelo Estado. Em relação às OS é correto afirmar que: Alternativas A) fazem parte da estrutura da administração indireta; B) podem exercer qualquer tipo de atividade de interesse público; C) são vinculadas à Administração Pública por meio do contrato de gestão; D) podem adquirir qualificação de agência executiva por decreto presidencial; E) devem se enquadrar no modelo societário de sociedade de economia mista. 4) Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: MPE-MS Prova: FGV - 2013 - MPE-MS - Técnico II - Administrativa Com relação às Sociedades de Economia Mista Federais, analise os itens a seguir. I. São pessoas jurídicas de direito privado. II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. III. Gozam de isenção dos impostos federais, mas não dos Estaduais e Municipais. Assinale: Alternativas A) se somente o item I estiver correto. B) se Somente o item II estiver correto. C) se Somente o item III estiver correto. D) se somente os itens I e II estiverem corretos. E) se todos os itens estiverem corretos. 5) Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Prova: FGV - 2015 - TCM-SP Com base na doutrina de Direito Administrativo, é correto afirmar que as autarquias: Alternativas A) ostentam personalidade jurídica de direito privado; B) são criadas por decreto do chefe do Poder Executivo; C) desempenham funções atípicas do Estado de caráter econômico; D) têm o seu pessoal regido pelo regime da CLT; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 7 E) possuem capacidade de autoadministração. Gabarito – Direito Administrativo 1. Letra E. Lei 13303/16 Art. 4º Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta. 2.Letra B. As autarquias não são subordinadas hierarquicamente à Administração Pública Direta, mas sofrem um controle finalístico chamado de supervisão ou tutela ministerial. 3. Letra C. Art. 5º da Lei 9.637/98: "Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas relacionadas no art. 1º”. 4. Letra A. Súmula 556 do STF: É competente a justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade de economia mista. Súmula 517 do STF: As sociedades de economia mista só têm foro na Justiça Federal, quando a União intervém como assistente ou opoente. 5. Letra E. Possuem capacidade de autoadministração. A) Personalidade jurídica de direito público B) São criadas por lei específica. c) desempenham funções típicas do Estado. d) Regime estatutário. Processo do Trabalho: Competência + Partes e Procuradores 1. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Área Judiciária Das situações abaixo listadas, NÃO é da competência da Justiça do Trabalho: Alternativas A) declarar abusividade de uma greve deflagrada na iniciativa privada; B) julgar ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente; C) executar a parcela denominada RAT (risco ambiental do trabalho); D) julgar ação de indenização por dano moral oriunda de acidente do trabalho; E) julgar execução fiscal de multa aplicada por auditor fiscal do trabalho. 2. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Carolina foi contratada em Florianópolis pela empresa Empreendimentos S.A., que promove suas atividades em diversas cidades do território nacional, organizando eventos corporativos. Depois de três anos de prestação de serviços, Carolina foi dispensada sem pagamento de suas verbas resilitórias. Diante dessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz da legislação trabalhista, que: Alternativas A) a demanda trabalhista deve ser proposta apenas em Florianópolis, local da contratação; B) a lei preconiza que Carolina pode ajuizar ação trabalhista no local que lhe for mais conveniente para dar-lhe acesso à justiça; C) a reclamação trabalhista deverá ser dividida em tantos quantos forem os locais da prestação de serviços, e cada qual terá a sua fração de competência temporal; D) a ação trabalhista pode ser ajuizada no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços; E) Carolina precisa ajuizar ação na localidade em que, majoritariamente, tenha prestado o seu serviço. 3. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: COMPESA Prova: FGV - 2016 - COMPESA - Analista de Gestão - Advogado Analise os casos a seguir. I. Pedro, 12 anos, pretende participar de uma novela como ator. II. Rogério é empregado de uma estatal e durante toda a sua vida funcional contribuiu para o ente Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 8 de previdência privado a ela vinculada, dela recebendo atualmente complementação de aposentadoria. III. Mirtes foi contratada pela União na condição de trabalhador temporário, na forma do Art. 37, inciso IX, da CRFB/88. De acordo com a Lei e o entendimento atual do STF, assinale a opção queindica onde Pedro deverá requerer autorização para trabalhar, onde Rogério deverá ajuizar a ação reclamando a diferença na complementação de sua aposentadoria e onde Mirtes reclamará os direitos lesados no decorrer do seu contrato. Alternativas A) Tudo será dirimido na Justiça do Trabalho, pois todos os personagens são empregados ou trabalhadores. B) Juizado da Infância e Juventude para Pedro, Justiça Comum para Rogério e Justiça Federal para Mirtes. C) Juizado da Infância e Juventude para Pedro e Justiça do Trabalho para os demais. D) Todos os casos serão apreciados pela Justiça comum estadual. E) Justiça do Trabalho para Pedro e Rogério e Justiça Federal para Mirtes. 4. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: CODEBA Prova: FGV - 2016 - CODEBA - Analista Portuário - Advogado Renato Pontes Antunez ajuizou reclamação trabalhista contra seu ex-empregador e um ente de previdência privada. Afirma que teve 1 ano de contrato de emprego sem a CTPS assinada, daí porque almeja a condenação da empresa ao recolhimento do INSS deste período, que será útil para um futuro pedido de revisão do valor da aposentadoria atualmente recebida. Além disso, requer o pagamento de diferença no valor da complementação de aposentadoria, pois nas convenções coletivas dos últimos anos diversos direitos de natureza salarial foram deferidos aos empregados da ativa, mas não estendidos aos inativos, o que gerou uma complementação de aposentadoria menor do que aquela que genuinamente deveria ser paga. Renato explica que o ente de previdência privada foi instituído e é patrocinado, em parte, pelo ex- empregador, e somente os empregados da empresa podem a ela aderir, tratando-se de ente de previdência fechada que garante a quitação da diferença como se na ativa eles estivessem. Acerca da competência material, com base na CLT e no entendimento do STF e TST, assinale a afirmativa correta. Alternativas A) A Justiça do Trabalho é competente para apreciar ambos os pedidos – recolhimento de INSS e diferença na complementação de aposentadoria B) Não há competência material da Justiça do Trabalho para apreciar nenhum dos pedidos formulados. C) A Justiça do Trabalho tem competência para apreciar o pedido de recolhimento de INSS, mas não o de diferença na complementação de aposentadoria. D) Se o juiz entender pela incompetência em relação a ambos os pedidos formulados, deverá extinguir o feito sem resolução do mérito. E) A Justiça do Trabalho tem competência para apreciar o pedido de diferença na complementação de aposentadoria, mas não o de recolhimento de INSS. 5. Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: PGM - Niterói Provas: FGV - 2014 - PGM - Niterói - Procurador do Município, 3ª Categoria (P3) O Procurador concursado de um Município necessita fazer a defesa do ente público numa causa trabalhista em que se reclama a responsabilidade subsidiária da municipalidade num contrato de terceirização, na qual o Município é apontado como tomador dos serviços do reclamante. Para viabilizar a defesa, de acordo com o entendimento do TST, o Procurador em questão Alternativas A) precisará juntar procuração outorgada pelo Prefeito, sob pena de não ser recebida a defesa e aplicada a revelia. B) bastará declinar o seu nome e indicar o número do número de sua inscrição na OAB. C) deverá apenas declarar-se exercente do cargo de Procurador municipal. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 9 D) necessitará, tão-somente, comprovar o ato de sua nomeação como Procurador Municipal. E) procederá, cumulativa e obrigatoriamente, sob pena de revelia, à juntada de procuração e do ato de nomeação, além de indicar o número de inscrição na OAB e declarar-se Procurador Municipal. Gabarito: Processo do Trabalho 1. Letra B – Súmula 363 STJ : Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. 2. Letra D Art. 651 CLT, § 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. 3. Letra B I. Art. 406, CLT – Compete ao juizado dos menores autorizar; II. Matéria relativa à previdência PRIVADA é de competência da justiça comum, conforme art. 202, § 2º, CF, posto que não integra contrato de trabalho; III – STF. Rcl 4762 – O Contrato firmado tem natureza jurídica temporária, e submete-se ao regime jurídico administrativo, sendo a Justiça Federal competente para julgar o litígio. 4. Letra B - Súmula Vinculante 53: "A competência da Justiça do Trabalho prevista no artigo 114, inciso VIII, da Constituição Federal alcança a execução de ofício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela homologados". SÚMULA Nº 368 DO TST - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. O STF nos autos do processo RE 586.453, decidiu que as demandas relativas à complementação de aposentadoria são de competência da Justiça Comum, mas determinou que os efeitos dessa decisão, com repercussão geral, fossem modulados a fim de se manter a competência da Justiça do Trabalho nas situações em que já houvesse sido proferida decisão de mérito até a data daquele julgamento (20.2.2013). (Informativo 78 do TST) 5. Letra E Sum 436 TST. I - A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação. II - Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. TRABALHO: RELAÇÃO LABORAIS + CONTRATO DE TRABALHO • Leia primeiramente as dicas do dia 12/11, posteriormente faça as questões. 1. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Salvador - BA Prova: FGV - 2017 - Prefeitura de Salvador - BA - Técnico de Nível Superior II - Direito Pedro é segurança particular de um importante empresário baiano, eleito e recentemente empossado como vereador, e com ele trabalha há 2 anos e 5 meses. Pedro acompanha o empregador até os seus negócios em Salvador e retorna com ele à sua residência, no mesmo município. Eventualmente Pedro conduz seu patrão para a fazenda de lazer que o empregador possui no interior do estado. Pedro trabalha 4 dias na semanas, com horário fixo de 8 horas diárias. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 10 Diante da situação apresentada e de acordo com os preceitos legais de regência, assinale a opção que define a condição jurídico-trabalhista de Pedro. Alternativas A) Trabalhador temporário B) Empregado doméstico C) Servidor público D) Trabalhador adventício E) Empregado rural 2. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal Em relação aos contratos, as características que melhor se adequam ao contrato de trabalho são: Alternativas A) sinalagmático, comutativo e de trato sucessivo; B) complexo, gratuitoe de atividade; C) unilateral, consensual e de direito privado; D) de adesão, real e instantâneo; E) oneroso, aleatório e intuitu personae. 3. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Gilda pretende contratar uma babá para tomar conta de sua filha. De acordo com a Lei de Regência, a idade mínima para que alguém seja contratado como empregado doméstico é de: Alternativas A) 14 anos; B) 16 anos; C) 18 anos; D) 20 anos; E) 21 anos. 4. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Para que alguém seja considerado empregado na forma prevista na CLT, NÃO é necessário o seguinte requisito: Alternativas A) exclusividade; B) subordinação; C) pessoalidade; D) onerosidade; E) não eventualidade. 5. Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: CONDER Prova: FGV - 2013 - CONDER - Advogado Heleno, representante comercial autônomo, firma contrato de trabalho com uma empresa que fabrica utensílios médicos, tendo uma área delimitada onde somente ele pode vender os produtos. No contrato de Heleno há uma cláusula del credere. Sobre essa situação, assinale a afirmativa correta. Alternativas A) Cláusula del credere é aquela em que se prevê que, caso um vendedor realize negócios na área exclusiva de outro representante comercial, o titular daquela área geográfica terá direito ao recebimento da comissão. Essa cláusula é válida. B) Cláusula del credere é aquela em que o representante comercial poderá dar crédito ao comprador, com liberdade e de forma ilimitada, mas não responderá por eventual insolvência do comprador. A cláusula é inválida, pois transfere para o representado o risco do negócio. C) Cláusula del credere é aquela em que o representante comercial é considerado, por força de contrato, empregado da empresa representada, mas excepcionalmente não poderá reclamar judicialmente o reconhecimento de vínculo empregatício, senão diferenças nas comissões. Em contrapartida, recebe percentual dos lucros obtidos pela empresa representada. A cláusula em questão é válida. D) Cláusula del credere é aquela pela qual o vendedor se torna devedor caso o comprador não efetue o pagamento dos produtos, sendo vedada por lei no contrato de representação comercial. E) Cláusula del credere é aquela na qual o representante comercial poderá conceder crédito até determinado limite aos compradores, com autonomia, mas em eventual inadimplência, o representante fica com a obrigação de cobrar judicialmente a dívida. A cláusula é válida. Gabarito de Trabalho 1. Letra B Trabalhador doméstico: presta serviço de forma contínua, subordinada, onerosa, pessoal e de Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 11 finalidade não lucrativa. ( mais de 2 dias na semana) 2. Letra A Sinalagmático – os contratantes são credores e devedores um do outro, simultaneamente, a prestação de uma das partes é causa da prestação da outra; Comutativo – as partes já sabem quais são as prestações; equivalência de prestações; Trato Sucessivo – tem o seu cumprimento previsto de forma sucessiva ou periódica; 3. Letra C - LC 150/15 Art. 1º Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. Parágrafo único. É vedada a contratação de menor de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico, de acordo com a Convenção no 182, de 1999, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto no 6.481, de 12 de junho de 2008 4. Letra A Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. 5. Letra D - O art. 43 da Lei nº 4.886/65 prevê textualmente que: “Art. 43. É vedada no contrato de representação comercial a inclusão de cláusulas del credere. Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 12 TERÇA-FEIRA – 17/05 1) Revisar o material da segunda semana e fazer o simulado de questões. 2) Anotar no material as informações extras das questões. PROCESSO PENAL: APLICAÇÃO DA LEI PENAL PROCESSUAL + INQUÉRITO POLICIAL 1. ( FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto ) No curso de investigação criminal para apurar a prática de crime sexual por parte de Adonis, a autoridade policial notou que o investigado apresentava sinais de insanidade mental. Nesse sentido, havendo dúvida sobre a integridade mental de Adonis, a instauração de incidente de insanidade mental: A) não poderá ser determinada na fase de inquérito, pois incabível nesse momento; B) poderá ser determinada na fase de inquérito diretamente pelo delegado de polícia, de ofício; C) poderá ser determinada na fase de inquérito pelo juiz, mediante representação do delegado de polícia; D) poderá ser determinada na fase de inquérito diretamente pelo delegado de polícia, mediante requerimento da parte; E) poderá ser determinada na fase de inquérito pelo juiz, de ofício ou a requerimento da parte ou representação do delegado de polícia, devendo a autoridade policial nomear curador ao investigado. INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL 1. Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a exame médico-legal. 2. O exame poderá ser ordenado na fase do inquérito, mediante representação da autoridade policial. 3. O juiz nomeará curador ao acusado, quando determinar o exame, ficando suspenso o processo, se já iniciada a ação penal, salvo quanto às diligências que possam ser prejudicadas pelo adiamento. 4. A PRESCRIÇÃO corre normalmente. 5. Os peritos se manifestam em até 45 dias, prorrogáveis a critério do juiz. 6. Os autos correm em apartado e, só depois da apresentação do laudo, serão apensados ao processo principal. 7. Para o efeito do exame, o acusado, se estiver preso, será internado em manicômio judiciário, onde houver, ou, se estiver solto, e o requererem os peritos, em estabelecimento adequado que o juiz designar. 8. Não cabe recurso da decisão que determina a instauração do incidente (cabe MS – ação autônoma de impugnação) 9. Cabe HC da decisão que rejeita o incidente. GABARITO: "C" 2. ( FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Judiciária) Lauro figura como indiciado em inquérito policial em que se investiga a prática do crime de concussão. Intimado a comparecer na Delegacia para prestar declarações, fica preocupado com as medidas que poderiam ser determinadas pela autoridade policial, razão pela qual procura seu advogado. Com base nas informações expostas, a defesa técnica de Lauro deverá esclarecer que: A) reprodução simulada dos fatos poderá ser determinada pela autoridade policial, não podendo, contudo, ser Lauro obrigado a participar contra sua vontade; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 13 B) defesa técnica do indiciado não poderá ter acesso às peças de informação constantes do inquérito, ainda que já documentadas, em razão do caráter sigiloso do procedimento; C) indiciado e o eventual ofendido, diante do caráterinquisitivo do inquérito policial, não poderão requerer a realização de diligências durante a fase de investigações; D) procedimento investigatório, caso venha a ser arquivado com base na falta de justa causa, não poderá vir a ser desarquivado, ainda que surjam novas provas; E) a autoridade policial, em sendo de interesse das investigações, poderá determinar a incomunicabilidade do indiciado pelo prazo de 10 (dez) dias. a) Lauro não está obrigado a participar contra sua vontade da reprodução simulado dos fatos, à luz do regramento constitucional do nemo tenetur se detegere. Todavia, Lauro está obrigado a comparecer a cena do crime, podendo, em caso de recusa, ser conduzido coercitivamente. b) Errado, afronta a SV 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. c) Errado, vide o Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. d) Falso, pois o arquivamento em razão da falta de justa causa só faz coisa julgada formal, assim em caso de novas provas poderá ser desarquivado. e) ATENÇÃO: Há sim no CPP a possibilidade de incomunicabilidade, contudo,não obstante a tal regramento previsto no art 21 do cpp, com o advento da Constituição de 88, qualquer tipo de incomunicabilidade é vedada, seja na fase inquisitorial ou processual. Ademais, a incomunicabilidade do preso é vedada, inclusive, no estado de sítio (art. 136, § 3º, IV /CF), que é das situações mais excepcionais do Estado Democrático de Direito. GABARITO: "A" 3. ( FGV - 2018 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar) No curso de ação penal em que Roberto figurava como denunciado, entrou em vigor lei que versava sobre processamento de ação penal em procedimento comum ordinário, com conteúdo exclusivamente processual penal, prejudicial ao réu. O técnico judiciário, no momento de auxiliar no processamento do feito, deverá aplicar a: A) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa, não admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva ou analógica da lei processual; B) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa, admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva, mas não aplicação analógica da lei processual; C) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa, admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva e aplicação analógica da lei processual; D) nova lei processual penal, ainda que desfavorável ao réu, respeitando-se os atos já praticados, admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva, mas não aplicação analógica da lei processual; E) nova lei processual penal, ainda que desfavorável ao réu, respeitando-se os atos já praticados, admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva e aplicação analógica da lei processual. Thais Felix dos Santos estudosthaisf@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 14 ATENÇÃO: "conteúdo exclusivamente processual penal", logo trata-se de uma lei PURAMENTE PROCESSUAL. Quando se trata de lei puramente processual, não há de se falar em "princípio da irretroatividade da lei mais gravosa", uma vez que esse princípio só é aplicável quando a nova lei processual tem conteúdo de direito penal, por exemplo, o que chamamos de heterotopia. Deste modo, por ser uma lei puramente processual, ainda que desfavorável ao réu (mais gravosa), a nova lei processual penal aplicar-se-á desde logo (IMEDIATAMENTE), sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Vejamos o que preceitua o CPP: "Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito." GABARITO: "E" 4. ( FGV - 2018 - TJ-AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador) Gustavo, Delegado de Polícia, é a autoridade policial que preside duas investigações autônomas em que se apura a suposta prática de crimes de homicídio contra Joana e Maria. Após realizar diversas diligências, não verificando a existência de justa causa nos dois casos, elabora relatórios finais conclusivos e o Ministério Público promove pelos arquivamentos, havendo homologação judicial. Depois do arquivamento, chega a Gustavo a informação de que foi localizado um gravador no local onde ocorreu a morte de Maria, que não havia sido apreendido, em que encontrava-se registrada a voz do autor do delito. A autoridade policial, ademais, recebe a informação de que a família de Joana obteve um novo documento que indicava as chamadas telefônicas recebidas pela vítima no dia dos fatos, em que constam 25 ligações do ex-namorado de Joana em menos de uma hora. Considerando as novas informações recebidas pela autoridade policial, é correto afirmar que: A) não poderá haver desarquivamento do inquérito que investigava a morte de Joana, mas poderá ser desarquivado o que investigava a morte de Maria, tendo em vista que o documento obtido pela família de Joana não existia quando do arquivamento; B)poderá haver desarquivamento dos inquéritos diretamente pela autoridade policial, mas não poderá o Ministério Público oferecer imediatamente denúncia, ainda que haja justa causa, diante dos arquivamentos anteriores; C)poderá haver desarquivamento dos inquéritos que investigavam as mortes de Joana e Maria, pois em ambos os casos houve prova nova, ainda que o gravador já existisse antes do arquivamento; D)poderá haver desarquivamento do inquérito que investigava a morte de Joana, mas não do de Maria, tendo em vista que apenas no primeiro caso houve prova nova; E) não poderá haver prosseguimento das investigações, tendo em vista que houve decisão de arquivamento que fez coisa julgada. Súmula 524: Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. É descabido o desarquivamento do inquérito policial sem novas provas. O art. 18 do Código de Processo Penal (CPP) dispõe que “depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 15 denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.” De acordo com a doutrina, há duas espécies de provas novas: a) substancialmente novas: as que são inéditas, ou seja, desconhecidas até então, porque ocultas, ou ainda inexistentes. Suponha-se que a arma do crime, até então escondida, contendo a impressão digital do acusado, seja encontrada posteriormente; b) formalmente novas: as que já são conhecidas e até mesmo foram utilizadas pelo Estado, mas que ganham nova versão, como, por exemplo, uma testemunha que já havia sido inquirida, mas que altera sua versão porque fora ameaçada quando do primeiro depoimento. Portanto, as provas informadas na questão são SUBSTANCIALMENTE NOVAS, e podem sim causar o desarquivamento do IP,bem como o próprio oferecimento da denúncia. GABARITO: "C" 5.( FGV - 2013 - TJ-AM - Juiz) Sobre a aplicação da Lei Processual Penal, é correto afirmar que; A) no Brasil, adota-se integralmente o princípio da irretroatividade da lei processual penal, que impede que as inovações na norma processual penal sejam aplicadas de imediato para fatos praticados antes de sua entrada em vigor. B) ela admitirá interpretação extensiva e o suplemento de princípios gerais do direito, mas não a aplicação analógica. C) o processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, pelo Código de Processo Penal, não havendo qualquer ressalva prevista neste diploma. D) as normas previstas no Código de Processo Penal de natureza híbrida, ou seja, com conteúdo de direito processual e de direito material, devem respeitar o princípio que veda a aplicação retroativa da lei penal, quando seu conteúdo for prejudicial ao réu. E) ela admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, mas não o suplemento dos princípios gerais do direito a) Errada: O art. 2 do CPP consagra o princípio do tempus regit actum ou da aplicabilidade imediata. Apesar de o referido dispositivo não estabelecer qualquer distinção entre as normas processuais, a doutrina e a jurisprudência têm trabalhado crescentemente com uma subdivisão dessas regras: (a) normas genuinamente processuais - são aquelas que cuidam de procedimentos, atos processuais, técnicas do processo. A elas se aplica o art. 2º do CPP; e (b) normas processuais materiais (mistas ou híbridas) - são aquelas que abrigam naturezas diversas, de caráter penal e de caráter processual penal. Assim, se um dispositivo legal, embora inserido em lei processual, versa sobre regra penal, de direito material, a ele serão aplicáveis os princípios que regem a lei penal, de ultratividade e retroatividade da lei mais benigna. (Renato Brasileiro de Lima, 3ª ed. 2015) b) Errada: art. 3º do CPP - A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. c) Errada: art. 1º do CPP - O processo penal reger- se-á, em todo o Território Brasileiro, por este Código, ressalvados:... e) Errada: art. 3º do CPP - A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. Gabarito: "D" 6. O inquérito policial é procedimento administrativo que possui características próprias destacadas pela doutrina e pela jurisprudência. Com relação ao tema, analise as afirmativas a seguir. I. Pode ser instaurado de ofício ou a requerimento, tanto nos crimes de ação Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 16 pública quanto nos de ação privada, mas o oferecimento da ação penal dependerá da vontade da vítima nesse último caso. II. Contra a decisão que indefere o seu requerimento de abertura, cabe recurso ao Poder Judiciário. III. Pode ser requerida sua abertura, ainda que não seja possível identificar o autor do fato naquele momento. Está correto somente o que se afirma em: A)II; B) III; C) Ie II; D)I e III; E) II e III. I. Art. 5º, § 5 Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. II. Art. 5º, § 2 Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. III. Pode ser requerida sua abertura, ainda que não seja possível identificar o autor do fato naquele momento. ✓ Não há necessidade de que saibamos quem é o autor do fato para que haja a instauração de um IP, tendo em vista que O Inquérito Policial é um procedimento administrativo que tem por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. GABARITO: "B" 7. ( FGV - 2010 - PC-AP - Delegado de Polícia) Rosa Margarida é uma conhecida escritora de livros de autoajuda, consolidada no mercado já há mais de 20 anos, com vendas que alcançam vários milhares de reais. Há cerca de dois meses, Rosa Margarida descobriu a existência de um sistema que oferece ao público, mediante fibra ótica, a possibilidade do usuário realizar a seleção de uma obra sobre a qual recaem seus (de Rosa Margarida) direitos de autor, para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda. O sistema também indica um telefone de contato caso o usuário tenha problemas na execução do sistema. O marido de Rosa Margarida, Lírio Cravo instala no telefone um identificador de chamadas e descobre o número do autor do sistema que permitia a violação dos direitos autorais de Rosa Maria. De posse dessa informação, Lírio Cravo vai à Delegacia de Polícia registrar a ocorrência de suposta prática do crime previsto no art. 184, §3º, do Código Penal (violação de direitos autorais). O Delegado instaura inquérito e de fato consegue identificar o autor do crime. Considerando a narrativa acima, assinale a alternativa correta. A) O Delegado agiu corretamente. Encerrado o inquérito policial, deve encaminhá-lo ao Ministério Público para que adote as providências cabíveis. B) O Delegado agiu incorretamente. O marido da ofendida não poderia ter obtido o número do telefone do autor das ameaças sem prévia autorização judicial, pois tal informação é sigilosa. C) O Delegado agiu incorretamente. A instauração do inquérito nesse caso depende de representação da ofendida, não podendo ser suprida por requerimento de seu marido. D) O Delegado agiu incorretamente. A instauração do inquérito policial nesse caso depende de requisição do Ministério Público, pois a interceptação telefônica é imprescindível à apuração dos fatos. E) O Delegado agiu corretamente. Encerrado o inquérito policial, deve entregar os autos à Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 17 vítima, mediante recibo, para que a mesma possa oferecer queixa crime. O crime de violação de direitos autorais é de ação penal pública condicionada à repesentação, conforme explanação dos colegas acima. Portanto: Art. 5 §4ºO inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. E por que seu esposo não poderia? art. 24, §1º do CPP - No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Portanto, se ela está viva, a representação deve ser feita por ela. GABARITO: "C" ADMINISTRATIVO: SERVIÇOS PÚBLICOS 1. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça) O Estado Alfa pretende contratar a reforma de determinada obra de interesse público, por meio de licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, para delegação à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da contratada seja remunerado e amortizado mediante a exploração da obra por prazo determinado. No caso em tela, a contratação ocorrerá por: A) concessão de serviço público precedida da execução de obra pública, cujo contrato deve estipular os cronogramas físico- financeiros de execução das obras vinculadas à concessão e exigir garantia do fiel cumprimento, pela concessionária, das obrigações relativas às obras vinculadas à concessão; B) permissão de serviço público, cujo contrato deve estipular as penalidades administrativas a que se sujeita a permissionária e exigirgarantia do fiel cumprimento, pela permissionária, das obrigações relativas às obras vinculadas à concessão; C) concessão de serviço público, cujo contrato deve estipular os cronogramas físico-financeiros de execução das obras vinculadas à concessão e os critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações devidas à concessionária; D) autorização de uso de bem público, cujo contrato deve estipular a exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas da concessionária e prever o foro e o modo amigável de solução das divergências contratuais; E) permissão de uso de bem público, cujo contrato deve prever os critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações devidas à permissionária, e as condições para prorrogação do contrato. LEI Nº 8.987, Art. 2º. Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: III - concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegados pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado; Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 18 ** OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES ** Novidade na nova lei de licitações O diálogo competitivo é uma nova modalidade de licitações, estabelecida pela Nova Lei de Licitações, a Lei no 14.133/21. Diferente de outras modalidades de licitação, como o pregão eletrônico, por exemplo, em que o poder público não sabe quem são os licitantes que estão participando do certame, no diálogo competitivo, a administração não só sabe quem são como conversa com os licitantes. Daí o nome “diálogo competitivo”, pois trata-se de uma modalidade em que a administração pública realiza diálogos com os licitantes previamente selecionados para, através de critérios objetivos, escolher a melhor solução. GABARITO: "A" 2. ( FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto) A sociedade empresária Alfa é concessionária que presta o serviço público municipal de transporte coletivo intramunicipal de passageiros. No curso do contrato de concessão, o poder concedente constatou que a concessionária circulava com ônibus sem ar-condicionado, com pneus carecas e bancos rasgados, não equipou seus coletivos com portas acessíveis a pessoas com deficiência, além de inobservar as rotas e horários das linhas de ônibus. A concessionária, assim, descumpriu cláusulas contratuais e normas legais sobre o serviço prestado, não cumpriu as penalidades impostas por infrações nos devidos prazos e não atendeu à intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço. No caso em tela, o poder concedente deve proceder à extinção do contrato de concessão, mediante a: A) anulação, cuja declaração por decreto do Prefeito a ser publicado no diário oficial deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo, assegurados o contraditório e a ampla defesa, mediante indenização prévia; B) encampação, cuja autorização decorre de lei específica, que consiste na retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de inexecução total ou parcial do contrato, após prévio pagamento da indenização para garantir a continuidade do serviço público; C) encampação, que deve ser decretada no bojo de processo judicial, assegurados o contraditório e a ampla defesa, mediante indenização ulterior das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, para garantir a continuidade do serviço público; D) caducidade, que deve ser decretada no bojo de processo judicial, assegurados o contraditório e a ampla defesa, mediante indenização prévia das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, para garantir a continuidade do serviço público; E) caducidade, cuja declaração por decreto do Prefeito deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo, assegurado o direito à ampla defesa, independentemente de indenização prévia. A caducidade é uma das formas de extinção do contrato de concessão administrativa. Ela decorre da inexecução total ou parcial do contrato de concessão pela concessionária. Nos termos do art. 38, §2º, da Lei 8.987/95, a declaração da caducidade da concessão deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa. O art. 38, § 4º da referida Lei ainda estabelece que, “Instaurado o processo administrativo e Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 19 comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia, calculada no decurso do processo”. MACETE: Caducidade = Descumprimento pela Concessionária ENcampação = INteresse público (mediante lei específica) GABARITO: "E" 3. ( FGV - 2019 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público - Administrativa) Determinado Município, após licitação na modalidade concorrência, firmou com sociedade empresária contrato de concessão de serviço público de transporte coletivo de passageiros intramunicipal. No curso do contrato, durante o prazo da concessão, o poder concedente, por motivo de interesse público, deseja retomar o serviço público. No caso em tela, está-se diante da extinção do contrato pela: A) encampação, que configura cláusula exorbitante, desde que mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização; B) caducidade, que decorre da supremacia do interesse público, mediante prévia decisão judicial, com ulterior pagamento de indenização; C) rescisão, que decorre do poder de autotutela da Administração Pública, mediante prévia decisão judicial, com ulterior pagamento de indenização; D) anulação, que decorre da supremacia do interesse público, mediante decisão judicial, com prévio pagamento de indenização; E) caducidade, que decorre da supremacia do interesse público, independentemente de prévia decisão judicial, com ulterior pagamento de indenização. GABARITO: "A" – “E”nteresse Público: Encampação 4. ( FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Técnico-Administrativa) O serviço público está submetido ao regime de direito público, com aplicação de regras específicas trazidas pela Lei nº 8.987/95. Assim, o serviço público deve ser prestado: 1) com a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e sua conservação; e 2) mediante tarifas mais baixas possíveis cobradas dos usuários, a fim de manter a prestação do serviço à maior parte possível da coletividade. As duas características acima descritas traduzem, respectivamente, os princípios do serviço público da: A) modicidade e continuidade; B) atualidade e modicidade; C) economicidade e continuidade; D) universalidade e eficiência; E) generalidade e competitividade. ATUALIDADE: o princípio da atualidade corresponde ao compromisso de aperfeiçoar o serviço público da forma mais atual possível com os avanços científicos e tecnologia, visando garantir a qualidade da prestação dos serviços públicos. MODICIDADE TARIFÁRIA: os serviços públicos devem ser remuneradosa preços módicos, avaliando-se o poder aquisitivo Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 20 do usuário para que não deixe de ser beneficiário. Esse princípio traduz a ideia de que o lucro não é objetivo da função administrativa. Princípio da continuidade: a prestação de serviços públicos não deve sofrer interrupção, de forma a evitar colapsos nas múltiplas atividades particulares. Princípio da economicidade: representa, em síntese, a promoção de resultados esperados com o menor custo possível. É a união da qualidade, celeridade e menor custo na prestação do serviço ou no trato com os bens públicos. Princípio da generalidade/ universalidade: dispõe que os serviços devem ser prestados com a maior amplitude possível, de forma a beneficiar o maior número possível de indivíduos GABARITO: "B" 5.( FGV - 2019 - Prefeitura de Salvador - BA - Fiscal de Serviços Municipais) Considere que o Estado da Bahia, com o intuito de reduzir a superlotação carcerária da região, decida construir uma nova penitenciária. Para a tarefa, o Estado, que será responsável pela fiscalização do serviço, opta por contratar uma empresa privada para a construção e administração da penitenciária, por meio de licitação, remunerando-a de acordo com o número de detentos presentes no complexo. Sabe-se também que o valor previsto do acordo será de 30 milhões de reais e terá vigência de 25 anos. Em relação à situação apresentada, é correto afirmar que o acordo realizado entre o Estado da Bahia e a empresa vencedora da licitação representa um exemplo de A) Parceria Público Privada, na modalidade de concessão administrativa. B) Parceria Público Privada, na modalidade de concessão patrocinada. C) Concessão comum, na modalidade pregão. D) Autorização, de caráter precário e discricionário. E) Publicização, vinculando a Organização Social ao Poder Público. A Parceria Público-Privada (PPP) é um contrato de prestação de obras ou serviços não inferior a R$ 10 milhões, com duração mínima de 5 e no máximo 35 anos, firmado entre empresa privada e o governo federal, estadual ou municipal. As parcerias podem ser de dois tipos: Concessão Patrocinada: As tarifas cobradas dos usuários da concessão não são suficientes para pagar os investimentos feitos pelo parceiro privado. Assim, o poder público complementa a remuneração da empresa por meio de contribuições regulares, isto é, o pagamento do valor mais imposto e encargos. Concessão Administrativa: Quando não é possível ou conveniente cobrar do usuário pelo serviço de interesse público prestado pelo parceiro privado. Por isso, a remuneração da empresa é integralmente feita por pelo poder público. GABARITO: "A" 6. ( FGV - 2018 - AL-RO - Advogado ) Determinada sociedade empresária figura como permissionária estadual para prestação do serviço público de transporte público coletivo, mediante a assinatura de termo de permissão originário anterior a 1988, que sofreu inúmeros termos aditivos para sua prorrogação. Por entender que as tarifas estão deficitárias, causando desequilíbrio econômico e Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 21 financeiro da permissão, a permissionária ajuizou ação indenizatória em face do Estado. De acordo com a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça, o pleito do particular A) não merece prosperar, pois é indispensável a realização de prévio procedimento licitatório para que se possa cogitar de indenização aos permissionários de serviço público em razão de tarifas deficitárias. B) não merece prosperar, pois o valor do preço público é estabelecido de forma imutável em cada termo aditivo de prorrogação da permissão, não havendo que se falar em desequilíbrio econômico e financeiro superveniente. C) merece prosperar, pois se aplica o princípio da continuidade dos serviços públicos que não podem ser interrompidos em razão de desequilíbrio econômico e financeiro superveniente da permissão. D) merece prosperar, pois se aplica o princípio da atualidade do serviço público que significa que as tarifas devem ser módicas de maneira a não onerar excessivamente o usuário e permitir que permaneça lucrativa para o permissionário. E)merece prosperar, pois a lei das concessões e permissões estabelece que deve ser assegurado o equilíbrio econômico e financeiro do contrato, que deve ser lucrativo para o particular permissionário. O mandamento constitucional é de que haja licitação prévia nos contratos de concessão com a administração. Então, os contratos anteriores à CF/88, que estiverem fora desse comando, devem se readequar à nova ordem, passando por procedimento licitatório. Assim, os contratos que não se readequaram ao comando da CF/88 não gozam das garantias e princípios inerentes à licitação, como a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Não merece prosperar, pois é indispensável a realização de prévio procedimento licitatório para que se possa cogitar de indenização aos permissionários de serviço público em razão de tarifas deficitárias. "STJ. 2ª Turma. REsp 1352497-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 4/2/2014 (Info 535 - A empresa não possui garantia da manutenção do equilíbrio econômico- financeiro do contrato de permissão de serviço de transporte público se o ajuste foi celebrado sem que tenha havido prévia licitação." “(STJ 2ª Turma. REsp 886925/MG, Rel. Min. Castro Meira, DJ 21.11.2007).- É indispensável a realização de prévio procedimento licitatório para que se possa cogitar de indenização aos permissionários de serviço público de transporte coletivo em razão de tarifas deficitárias, ainda que os Termos de Permissão tenham sido assinados em período anterior à Constituição Federal de 1988.” GABARITO: "A" CONSTITUCIONAL: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 1. Antônio requereu a concessão de licença para instalar uma farmácia na zona comercial do Município Alfa. O seu requerimento, no entanto, foi indeferido pela fiscalização de área, subordinada ao Secretário Municipal de Ordem Pública, sob Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 22 o argumento de que já existiam três outras farmácias na mesma quadra, o que gerava um desequilíbrio em outras área da cidade, prática vedada pela Lei municipal nº XX. Considerando que a decisão afrontava o teor de Súmula Vinculante, para que a questão seja submetida à apreciação do Supremo Tribunal Federal, Antônio, ao ser dela cientificado, deve: A) considerar nula a decisão proferida e praticar os atos amparados pela Súmula Vinculante, com posterior referendo do Tribunal; B) esgotar as vias administrativas, ingressar com ação no juízo competente, exaurir a instância ordinária e ajuizar reclamação; C) ingressar com ação no juízo competente, exaurir a instância ordinária e ajuizar reclamação; D) esgotar as vias administrativas competentes e ajuizar reclamação; E) ajuizar reclamação diretamente, independentemente de qualquer outro ato. Súmula Vinculante 49: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. Decisão Judicial que contrariar súmula vinculante: reclamação diretamente ao STF. Decisão Administrativa que contrariar súmula vinculante: prévio esgotamento das vias administrativas para depois ajuizar a reclamação ao STF. Lei 11.417/06: Art. 7º Da decisão judicial