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REVISÃO
ANA PAULA BLAZUTE
@PROFANABLAZUTE
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
1 
 
SEGUNDA-FEIRA – 16/05 
1) Revisar o material da primeira semana e 
fazer o simulado de questões. 
2) Anotar no material as informações extras 
das questões. 
• DIREITO CIVIL – EMENTA: DAS PESSOAS. 
DAS PESSOAS NATURAIS. DAS PESSOAS 
JURÍDICAS. DO DOMICÍLIO. DOS BENS. 
• Leia primeiramente as dicas da primeira 
semana, posteriormente faça as questões. 
1) Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho 
para, mantendo-o com sua arquitetura 
histórica, transformá-lo também em uma 
turbina eólica. Para tanto, chamou a 
restauradora de vidros de janelas antigas 
Maria, que os retirou para depois reinseri-los 
nas mesmas janelas, realizando a sua 
manutenção. Contratou também Roberto 
para fabricar tijolos artesanais idênticos aos 
originais, mas no final não foi necessário 
empregá-los na construção. 
No que concerne à classificação dos bens 
considerados em si mesmos, a energia 
eólica, os vidros em restauração e os tijolos 
artesanais podem ser classificados, 
respectivamente, como: 
Alternativas 
A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; 
B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; 
C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; 
D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; 
E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. 
 
2) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO 
Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico 
Judiciário 
Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve 
deficiência mental; Joana, 16 anos, 
graduada em Turismo; e Natália, 17 anos, 
casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar 
em conta que Caio, Joana e Natália são, 
respectivamente: 
Alternativas 
A) absolutamente capaz, absolutamente 
capaz e absolutamente capaz; 
B) absolutamente incapaz, absolutamente 
capaz e absolutamente incapaz; 
C) relativamente incapaz, relativamente 
incapaz e absolutamente incapaz; 
D) absolutamente incapaz, absolutamente 
capaz e relativamente incapaz; 
E) relativamente incapaz, absolutamente 
incapaz e absolutamente capaz. 
 
3) Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS 
Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de 
Justiça 
Virgulino leva um estilo de vida livre e não 
gosta de se prender a bens materiais. Não 
tem residência fixa e anda pelo Estado 
vivendo de trabalhos temporários em cada 
cidade pela qual passa. Em Caxias do Sul, 
teve um desentendimento com Irineu, que 
culminou em vias de fato. Agora Irineu 
pretende acioná-lo judicialmente. Descobriu 
que depois da briga ele esteve em Canela, 
onde trabalhou em uma obra por alguns dias. 
Constatou também que ele tem uma 
namorada em Torres, a qual visita 
periodicamente. Por fim, soube que seus 
pais residem em Garibaldi, onde ele costuma 
passar as festas. 
Para efeitos legais, o domicílio de Virgulino 
será: 
Alternativas 
A) Caxias do Sul; 
B) Canela; 
C) Torres; 
D) Garibaldi; 
E) onde for encontrado. 
 
4) Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS 
Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de 
Justiça 
Maria, grávida de 5 meses, preocupa-se com 
a proteção dos direitos do seu futuro bebê. O 
marido de Maria, pai da criança, está 
hospitalizado em quadro de saúde 
gravíssimo e a relação de Maria com a 
família do seu marido não é harmoniosa. 
 
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A afirmação que melhor reflete a situação do 
nascituro é: 
Alternativas 
A) nascituro goza de proteção jurídica; 
B) nascituro tem personalidade civil plena; 
C) nascituro não é titular de direitos 
subjetivos; 
D) embrião e nascituro têm o mesmo 
tratamento legal; 
E) material genético humano congelado é um 
nascituro. 
 
5. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: Prefeitura 
de Salvador - BA Prova: FGV - 2019 - 
Prefeitura de Salvador - BA - Agente de 
Trânsito e Transporte 
Bernardo encontrava-se no trânsito durante 
as chuvas torrenciais ocorridas em Salvador. 
No momento em que transitava pela avenida 
litorânea, houve forte deslizamento de terra, 
que atingiu quatro carros, dentre os quais 
estava o seu. Todos os veículos foram 
arrastados para o mar e, posteriormente, 
localizados pelo Corpo de Bombeiros. O 
evento resultou na morte dos motoristas de 
três carros. O corpo de Bernardo, contudo, 
não foi encontrado, permanecendo 
desaparecido mesmo após o encerramento 
das buscas. 
 
Diante desta situação, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) Sem a localização do corpo de Bernardo, 
não há o fim de sua personalidade, que 
apenas se encerra com a prova da morte 
natural. 
B) É possível declarar a morte presumida de 
Bernardo antes do fim das buscas. 
C) A declaração de morte de Bernardo 
apenas poderá se realizar mediante 
decretação de ausência. 
D) Diante do caso apresentado, é possível 
reconhecer a morte natural de Bernardo. 
E) Pode ser declarada a morte presumida de 
Bernardo sem decreto judicial de ausência, 
ante a alta probabilidade do falecimento. 
 
Direito Civil – Gabarito comentado 
1) Letra D – Código Civil. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os 
efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
[...] 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma 
construção, enquanto não forem 
empregados, conservam sua qualidade de 
móveis; readquirem essa qualidade os 
provenientes da demolição de algum prédio. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: [...] 
II - os materiais provisoriamente separados 
de um prédio, para nele se reempregarem. 
 
2) Letra A 
Desde a edição da Lei nº 13.146/15, o 
portador de deficiência mental não pode 
mais ser classificado como absolutamente 
incapaz → logo, Caio é plenamente capaz. 
Art. 5º. A menoridade cessa aos dezoito anos 
completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os 
menores, a incapacidade: [...] 
II - pelo casamento; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino 
superior. 
 
3) Letra E 
Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa 
natural, que não tenha residência habitual, 
o lugar onde for encontrada. 
 
4) Letra A 
 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa 
começa do nascimento com vida; mas a lei 
põe a salvo, desde a concepção, os direitos 
do nascituro. 
 
5) Letra E 
Em harmonia com a previsão do art. 7º, I do 
CC. Correta. 
 
 
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• CONSTITUCIONAL: PROCESSO 
LEGISLATIVO 
 
1) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-AM 
Provas: FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor 
Técnico de Controle Externo - Tecnologia da 
Informação 
O Presidente da República editou a Medida 
Provisória nº XX/2021 e a encaminhou para 
a apreciação do Congresso Nacional. À luz 
da sistemática constitucional, o referido ato 
normativo, preenchidos os demais requisitos 
exigidos: 
Alternativas 
A) se tornará definitivo, sendo convertido em 
lei, caso não seja apreciado em sessenta 
dias; 
B) perderá a eficácia se não for apreciado em 
trinta dias, prorrogáveis por igual período; 
C) perderá a eficácia se não for convertido 
em lei em sessenta dias, prorrogáveis por 
igual período; 
D) somente não será convertido em lei pelo 
voto contrário da maioria absoluta do 
Congresso Nacional; 
E) começará a produzir efeitos no momento 
em que for iniciada a sua apreciação pelo 
Congresso Nacional. 
 
2. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: MPE-RJ 
Prova: FGV - 2019 - MPE-RJ - Analista do 
Ministério Público - Administrativa 
Um grupo de dez senadores subscreveu 
proposta de emenda constitucional com o 
objetivo de alterar a redação de alguns 
preceitos do art. 5º da Constituição da 
República de 1988, embora a sua essência 
fosse preservada. Após ampla discussão,ou do 
ato administrativo que contrariar enunciado de 
súmula vinculante, negar-lhe vigência ou 
aplicá-lo indevidamente caberá reclamação 
ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo 
dos recursos ou outros meios admissíveis de 
impugnação. 
§ 1º Contra omissão ou ato da administração 
pública, o uso da reclamação só será admitido 
após esgotamento das vias administrativas. 
Em regra: NÃO PRECISA ESGOTAR VIA 
ADMINISTRATIVA PARA ACESSAR O 
JUDICIÁRIO. 
Exceções: 
● PRECISA ESGOTAR A VIA 
ADMINISTRATIVA: 
1. Justiça Desportiva 
2. Atuação Administrativa contrária a 
Súmula Vinculante (CASO DA 
QUESTÃO) 
● PRÉVIO INDEFERIMENTO DO 
PEDIDO DE INFORMAÇÃO: 
1. Habeas data 
● PRÉVIO REQUERIMENTO 
ADMINISTRATIVO: 
1. Benefício Previdenciário 
GABARITO: "D" 
 
2. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário 
- Oficial de Justiça) Um partido político, que 
somente contava com representação no 
Senado Federal, ajuizou ação direta de 
inconstitucionalidade almejando o 
reconhecimento da invalidade da íntegra da 
Lei nº XX, do Estado ZZ, que dispunha sobre 
a concessão de determinado benefício fiscal. 
Na ocasião, impugnou, ainda, o Decreto nº 
YY, que regulamentara a forma como o 
benefício seria concedido. Na situação 
descrita, o Supremo Tribunal Federal: 
A) não deve conhecer da ação, em razão da 
ilegitimidade do respectivo autor; 
B) pode declarar a inconstitucionalidade da 
Lei nº XX, juntamente com a do Decreto nº 
YY, em razão da interdependência entre 
ambos; 
C) pode declarar a inconstitucionalidade da 
Lei nº XX e a ilegalidade do Decreto nº YY, 
na relação processual voltada ao controle 
concentrado de constitucionalidade; 
 
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D) não deve conhecer da ação, em razão da 
acumulação indevida de pedidos, já que o 
Decreto nº YY não está sujeito ao controle 
concentrado de constitucionalidade; 
E) só pode declarar a inconstitucionalidade 
da Lei nº XX, cabendo às instâncias 
ordinárias avaliar se devem, ou não, aplicar 
o Decreto nº YY, cujo fundamento foi 
suprimido. 
 
"Decidiu o STF que a exigência de 
representação do partido político no 
Congresso Nacional é preenchida com a 
existência de apenas um parlamentar, em 
qualquer das Casas Legislativas [...] De 
acordo com a jurisprudência do STF, a 
aferição da representação do partido 
político em uma das Casas do Congresso 
Nacional (sendo suficiente em apenas 
uma), dá-se no momento da propositura 
da ação (ADI 2.054 QO)" 
GABARITO: "B" 
 
3. A Confederação Sindical ZZ, que zelava 
pelos interesses dos profissionais da área de 
saúde, ajuizou ação declaratória de 
constitucionalidade (ADC) da Lei Estadual nº 
XX, que estabeleceu importantes medidas 
em prol da realização de exames, em caráter 
preventivo, com o objetivo de detectar a 
presença de patologias de natureza viral. 
Como esse diploma normativo gerou muita 
insatisfação por parte de algumas 
sociedades empresárias, foram ajuizadas 
diversas demandas que postulavam a sua 
não aplicação sob o argumento de ser 
inconstitucional, sendo atendidos em muitas 
delas os pedidos formulados. Em caráter 
cautelar, ZZ postulou a suspensão do 
julgamento dos processos que envolvessem 
a aplicação da Lei Estadual nº XX, até o 
julgamento definitivo da ADC. À luz da 
sistemática afeta à ação declaratória de 
constitucionalidade, é correto afirmar que a 
narrativa 
A) não apresenta qualquer aspecto 
dissonante da ordem constitucional. 
B) apresenta irregularidade apenas em 
relação à formulação do pedido de natureza 
cautelar. 
C) apresenta irregularidade apenas em 
relação à legitimidade para agir da autora, 
que não a possui. 
D) apresenta irregularidade em relação à 
legitimidade para agir da autora e à 
formulação do pedido de natureza cautelar. 
E) apresenta irregularidade apenas em 
relação ao objeto, qual seja, a lei cuja 
constitucionalidade se almeja ver 
reconhecida. 
 
FIQUE ATENTO: 
ADC: Lei ou ato normativo federal; 
ADI: Lei ou ato normativo federal ou 
estadual; 
ADPF: Lei ou ato normativo federal, 
estadual ou municipal (incluídos os 
anteriores à CF/88). 
GABARITO: "E" 
 
4. ( FGV - 2020 - MPE-RJ -) Um dos 
legitimados universais à deflagração do 
controle concentrado de constitucionalidade 
perante o Supremo Tribunal Federal recebeu 
representação argumentando que a Lei nº 
XX/1987, do Município Beta, era 
incompatível com a Constituição da 
República de 1988. 
O legitimado concluiu corretamente que o 
referido diploma normativo: 
 
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A) não pode ser submetido ao controle 
concentrado de constitucionalidade, apenas 
ao difuso; 
B) somente está sujeito à verificação de sua 
recepção, ou não, pela ordem constitucional 
superveniente; 
C) pode ser objeto de ação direta de 
inconstitucionalidade, caso sejam 
preenchidos os requisitos exigidos; 
D) pode ser objeto de reclamação, caso a 
inconstitucionalidade de lei de conteúdo 
similar já tenha sido declarada; 
E) pode ser objeto de ação de 
descumprimento de preceito fundamental, 
caso sejam preenchidos os requisitos 
exigidos. 
 
– O ajuizamento da ARGUIÇÃO DE 
DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO 
FUNDAMENTAL rege-se pelo princípio da 
subsidiariedade, previsto no art. 4º, § 1º, 
da Lei 9.882/99, a significar que a 
admissibilidade desta ação constitucional 
pressupõe a inexistência de qualquer 
outro meio juridicamente idôneo apto a 
sanar, com efetividade real, o estado de 
lesividade do ato impugnado. 
– ADPF - quando for relevante o 
fundamento da controvérsia constitucional 
sobre lei ou ato normativo federal, 
estadual ou municipal, incluídos os 
anteriores à Constituição. 
GABARITO: "E" 
 
5. ( FGV - 2020 - MPE-RJ ) O Ministério 
Público ingressou com ação civil pública em 
face do Município Alfa, com o objetivo de 
anular ato considerado lesivo ao patrimônio 
público. Na causa de pedir, argumentou com 
a inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019, 
que servira de fundamento para o ato que se 
pretendia anular. 
O juízo competente para processar e julgar o 
feito deve: 
A) suspender a relação processual e formar 
incidente para que o Tribunal de Justiça 
aprecie, em caráter geral, a alegada 
inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019; 
B) apreciar a inconstitucionalidade suscitada 
e, caso venha a acolhê-la, reconhecendo o 
vício da Lei nº XX/2019, esse diploma 
normativo não mais poderá ser aplicado; 
C) apreciar a inconstitucionalidade suscitada 
e, caso venha a acolhê-la, reconhecendo o 
vício da Lei nº XX/2019, sua decisão 
produzirá efeitos apenas no caso concreto; 
D) suspender a relação processual e formar 
incidente para que o Supremo Tribunal 
Federal aprecie a arguição de 
descumprimento de preceito fundamental 
incidental; 
E) negar-se a apreciar a 
inconstitucionalidade da Lei nº XX/2019, que 
deve ser suscitada diretamente perante o 
Tribunal de Justiça ou o Supremo Tribunal 
Federal, conforme o caso. 
 
É correto afirmar que, no caso em tela, o 
juízo competente para processar e julgar o 
feito deve apreciar a inconstitucionalidade 
suscitada e, caso venha a acolhê-la, 
reconhecendo o vício da Lei nº XX/2019, 
sua decisão produzirá efeitos apenas no 
caso concreto. 
O gabarito, portanto, é a letra “c”. As 
alternativas “a”, “d” e “e” podem ser 
descartadas de plano, pois não se trata de 
situação em que o juiz deva suspender a 
relação processual ou deixar de apreciar a 
inconstitucionalidade. A alternativa “b”, por 
outro lado, também está equivocada, eis 
 
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que a decisão de inconstitucionalidade 
possui eficácia tãosomente para as partes 
do processo, não havendo que se falar em 
impeditivo para que o diploma normativo 
não seja aplicado. 
Nesse ponto, fique atento à cláusula de 
reserva de plenário, art. 97, CF bem como 
na Súmula Vinculante 10 que se relaciona 
com ela. 
GABARITO: "C" 
 
6. (FGV - 2018 - AL-RO - Consultor 
Legislativo - Assessoramento Legislativo) O 
Tribunal de Justiça do Estado Alfa, em sede 
de controle concentrado de 
constitucionalidade, foi instado a analisar a 
compatibilidade dos artigos 1º e 2º da Lei 
Estadual nº 123/2017 com a Constituição 
Estadual. 
Foi invocado, como paradigma de confronto, 
em relação ao Art. 1º, uma norma de 
reprodução obrigatória da Constituição da 
República, devidamente reproduzida na 
Constituição Estadual. Em relação ao Art. 2º, 
foi invocada outra norma de reprodução 
obrigatória da Constituição da República, 
mas que não fora reproduzida na 
Constituição Estadual. 
À luz da sistemática constitucional, é correto 
afirmar que o Tribunal de Justiça 
A) não pode realizar o controle de 
constitucionalidade da Lei Estadual. 
B) não pode realizar o controle de 
constitucionalidade utilizando nenhum dos 
dois paradigmas invocados. 
C) pode realizar o controle de 
constitucionalidade utilizando os dois 
paradigmas invocados. 
D) não pode realizar o controle de 
constitucionalidade utilizando o paradigma 
invocado em relação ao Art. 1º da Lei nº 123. 
E) não pode realizar o controle de 
constitucionalidade utilizando o paradigma 
invocado em relação ao Art. 2º da Lei nº 123. 
 
Quando o TJ julga uma ADI contra lei estadual 
ou municipal, ele poderá declará-la 
inconstitucional sob o argumento de que viola 
um dispositivo da Constituição Federal? 
Não cabe a tribunais de justiça estaduais 
exercer o controle de constitucionalidade de 
leis e demais atos normativos municipais em 
face da Constituição Federal. STF. Plenário. 
ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado 
em 20/09/2006. 
Exceção: 
Tribunais de Justiça podem exercer controle 
abstrato de constitucionalidade de leis 
municipais utilizando como parâmetro normas 
da Constituição Federal, desde que se trate de 
normas de reprodução obrigatória pelos 
estados. STF. RE 650898-RS, Plenário. Rel. 
originário Min. Marco Aurélio, Rel. para 
acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 
01/02/2017 (repercussão geral). 
Obs.: a tese acima fala em "leis municipais", 
mas ela também pode ser aplicada para 
representações de inconstitucionalidade 
propostas no TJ contra "leis estaduais". 
(...) Tratando-se de ação direta de 
inconstitucionalidade da competência do 
Tribunal de Justiça local – lei estadual ou 
municipal em face da Constituição estadual –, 
somente é admissível o recurso extraordinário 
diante de questão que envolva norma da 
Constituição Federal de reprodução 
obrigatória na Constituição estadual. (...) STF. 
2ª Turma. RE 246903 AgR, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgado em 26/11/2013. 
E em relação a Lei ou ato normativo distrital 
em face da CF/88: 
 
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Lei ou ato normativo distrital de natureza 
estadual que contrariar a CF: STF 
Lei ou ato normativo distrital de natureza 
municipal que contrariar a CF: não há controle 
concentrado através de ADI, só difuso. Há, 
contudo, a possibilidade do ajuizamento de 
ADPF tendo por objeto lei ou ato normativo 
distrital. 
FIQUE ATENTO: 
Súmula 642 do STF: Não cabe ADI de lei do 
Distrito Federal derivada da sua competência 
legislativa municipal. 
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: 
Tribunais de Justiça podem exercer controle 
abstrato de constitucionalidade de leis 
municipais utilizando como parâmetro normas 
da Constituição Federal, desde que se trate de 
normas de reprodução obrigatória pelos 
estados. STF. RE 650898-RS, Plenário. Rel. 
originário Min. Marco Aurélio, Rel. para 
acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 
01/02/2017 (repercussão geral) 
O STF entende que as normas de reprodução 
obrigatória são consideradas implícitas nas 
Constituições Estaduais, ainda que omissas 
essas, não sendo a omissão óbice ao controle 
de constitucionalidade (RE 598016 MA) 
GABARITO: "C" 
 
PENAL: TEORIA DO CRIME 
1. ( FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto) O 
Código Penal apresenta as regras do 
concurso de pessoas em seu Título IV e 
nelas prevê que cada agente que concorre 
para um crime deve responder na medida da 
sua culpabilidade (Art. 29). Assim, quanto 
maior a contribuição, maior a 
responsabilização. Sendo participação de 
menor relevância, a pena poderá ser 
diminuída de um a dois terços (Art. 29, § 1º). 
Em alguns contextos, porém, o legislador 
entendeu que a participação do agente 
ganha maior destaque. Dentre as hipóteses 
de agravantes em contextos com pluralidade 
subjetiva, é correto afirmar que: 
A) na autoria intelectual, um agente é coautor 
fundado no domínio funcional do fato, 
devendo ainda ter envolvimento pessoal na 
execução do delito; 
B) na coação e induzimento, o agente que 
constrange outrem à execução material 
delitiva, física ou moralmente, recebe pena 
agravada quando possui domínio sobre o 
fato; 
C) na instigação ou determinação, o 
convencimento ou a mera sugestão são 
suficientes para agravar o crime, desde que 
casualmente eficazes; 
D) na paga ou promessa de recompensa, a 
agravante deve ser considerada também nas 
hipóteses em que a vantagem for inerente à 
proibição; 
E) as circunstâncias agravantes do concurso 
de agentes incidem nos casos de crimes 
unissubjetivos e nos de crimes 
plurissubjetivos. 
No caso de coação e induzimento, "O 
agente que constrange outrem à execução 
material delitiva, física ou moralmente, 
recebe uma pena agravada quando possui 
domínio sobre o fato. Na coação 
irresistível, responderá apenas o coator 
(configurando a hipótese de autoria 
mediata"), porém, se resistível, também 
responde o coagido, podendo ser 
beneficiado (CP. art. 65, III, c)”. (Idem). 
GABARITO: "B" 
 
2. (FGV - 2021 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal 
da Receita Estadual - Tarde) José trabalha 
como guarda-vidas da piscina do Clube 
Romano, aberto ao público das 8h às 22h, 
diariamente. A piscina do clube funciona das 
 
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9h às 21h, de terça a domingo, sendo aberta 
por Antônio, que trabalha como zelador no 
mesmo clube. José é sempre o primeiro a 
entrar na área da piscina, tão logo ela é 
aberta, para assumir seu posto no alto da 
cadeira de guarda-vidas. Contudo, no dia 1º 
de novembro de 2020, ele não chegou no 
horário porque sua condução atrasou. O 
espaço da piscina foi aberto por Antônio no 
horário habitual, mas José somente chegou 
ao clube às 10h. Ao entrar na área da piscina 
deparou-se com uma cena terrível: o corpo 
de uma criança morta, boiando na piscina. 
Sobre a conduta de José, assinale a 
afirmativa correta. 
A) José não praticou nenhum crime. 
B) José omitiu-se na prestação de socorro 
(Art. 135 do CP). 
C) José cometeu homicídio culposo (Art. 
121, § 3º, do CP). 
D) José cometeu homicídio culposo na 
modalidade comissiva por omissão, pois 
exercia a função de garantidor (Art. 121, § 3º, 
c/c. o Art. 13, § 2º, ambos do CP). 
E) José cometeu homicídio doloso na 
modalidade comissiva por omissão, pois 
exercia a função de garantidor (Art. 121, 
caput, c/c. o Art. 13, § 2º, ambos do CP). 
Art. 13 — O resultado, de que depende a 
existência do crime, somente é imputável 
a quem lhe deu causa. Considera-se 
causa a ação ou omissão sem a qual o 
resultado não teria ocorrido. 
§ 2º — A omissão é penalmente relevante 
quando o omitente devia e podia agir para 
evitar o resultado. 
GABARITO: "A"3.(FGV - 2020 - MPE-RJ ) Ramon foi 
denunciado pela prática de um crime de 
estupro simples, sendo constatado ao longo 
da instrução, por meio de exame de 
insanidade mental, que, na data dos fatos, 
ele era inteiramente incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato em razão de 
desenvolvimento mental incompleto. 
Confirmada a autoria e a materialidade, no 
momento das alegações finais, caberá ao 
promotor de justiça buscar: 
A) o reconhecimento da autoria e 
materialidade, sendo, porém, o agente isento 
de pena, de modo que caberá aplicação de 
medida de segurança em razão da 
inimputabilidade de Ramon; 
B) a absolvição própria do agente, não sendo 
aplicada qualquer pena privativa de 
liberdade ou medida de segurança, diante da 
inimputabilidade do agente; 
C) a absolvição imprópria de Ramon, 
aplicando-se pena privativa de liberdade, 
com causa de diminuição de pena em razão 
da inimputabilidade; 
D) a condenação do réu, reduzindo-se a 
pena aplicada, porém, em um a dois terços 
em razão da semi-imputabilidade do agente; 
E) a absolvição imprópria de Ramon, 
aplicando-se medida de segurança, diante 
da semi-imputabilidade do agente. 
Sentença absolutória Imprópria: 
existe o reconhecimento do crime ou da 
infração penal, mas a penalização é 
revertida em medida de segurança. Isso 
pode acontecer quando o réu é 
inimputável ou semi-imputável. 
Semi-inimputável - 
cuida-se de hipótese de redução de pena 
prevista no art. 26 em seu parágrafo único 
do C. P 
Nesse caso, o agente tem parcialmente 
diminuída sua capacidade de 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
28 
 
entendimento e de determinação, o que 
enseja a redução da pena de um a dois 
terço. 
Ao Inimputável em virtude doença mental 
- Inteiramente Incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de comportar-se 
de acordo com esse entendimento. 
Causas legais de exclusão da 
culpabilidade: 
Elementos da culpabilidade - anomalia 
psíquica (art 26 caput), menoridade 
(art27), embriaguez acidental completa 
caso fortuito ou força maior (art.28 §1º). O 
rol da imputabilidade é taxativo. 
obs.: o índio não é considerado 
inimputável, salvo se portador de anomalia 
psíquica, for menor de 18 anos ou 
apresentar embriaguez completa 
acidental. 
GABARITO: "A" 
 
4. ( FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de 
Polícia Civil Substituto) Após discutir com 
alguns vizinhos, Lúcio efetuou disparos de 
arma de fogo para o alto na via pública, 
atingindo o telhado de uma das casas, o que 
fez com que os moradores da localidade, 
dois dias depois, registrassem o fato na 
delegacia de polícia. A autoridade policial 
representou pela busca e apreensão de 
eventual prova de crime na residência de 
Lúcio, o que foi deferido pelo juízo 
competente. No cumprimento do mandado, 
foi apreendida na residência uma arma de 
fogo sem registro, sendo certo que Lúcio não 
tinha autorização legal para portar ou possuir 
qualquer tipo de arma. Restando 
comprovados os fatos por prova oral e 
pericial, Lúcio: 
A) responderá pelos crimes de posse de 
arma de fogo e de disparo de arma de fogo, 
na forma continuada; 
B) responderá apenas pelo crime de disparo 
de arma de fogo, ficando o crime de posse 
absorvido pela consunção; 
C) responderá pelos crimes de posse de 
arma de fogo e de disparo de arma de fogo, 
em concurso material; 
D) responderá apenas pelo crime de posse 
de arma de fogo, configurando o disparo pós-
fato impunível; 
E) não responderá por qualquer delito, pois 
os crimes de posse e disparo de arma de 
fogo exigem perigo concreto. 
Concurso material 
Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de 
uma ação ou omissão, pratica dois ou mais 
crimes, idênticos ou não, aplicam-se 
cumulativamente as penas privativas de 
liberdade em que haja incorrido. 
De acordo com a jurisprudência desta Corte, 
somente quando estabelecido pelo Tribunal 
de origem que os crimes de porte ilegal e de 
disparo de arma de fogo tenham ocorrido no 
mesmo contexto fático e diante do nexo de 
dependência entre as condutas, será o 
primeiro considerado crime-meio para a 
execução do segundo delito. Nesse sentido: 
AgRg no AREsp 635.891/SC, Rel. Ministro 
JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 
17/05/2016 
GABARITO: "C" 
 
5. ( FGV - 2021 - IMBEL - Advogado) João 
andava pela rua falando ao celular quando 
teve seu aparelho furtado por uma pessoa 
que passou correndo de bicicleta. O furtador 
estava em uma bicicleta cinza, usando 
moletom preto. 
 
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29 
 
Ao andar mais algumas quadras, João vê 
José, que usava um moletom preto, 
sentando em cima de uma bicicleta cinza, 
falando ao celular, sendo o aparelho 
semelhante ao que acabara de ser furtado. 
Acreditando, equivocadamente, que José 
era o autor do delito de furto que acabara de 
sofrer, João tenta prendê-lo em flagrante. 
José tenta explicar que não era a pessoa 
procurada e que estava há uma hora ali 
parado aguardando para fazer uma entrega. 
João não acredita e começa a agredir José 
para obrigá-lo a entrar em um taxi, a fim de 
conduzi-lo a uma Delegacia de Polícia. 
Diante disso, José agride João e se afasta do 
local. Tanto João quanto José sofrem lesões 
corporais leves. 
Assinale a opção que indica as 
responsabilidades penais de João e de José, 
respectivamente. 
A) Lesão corporal leve e lesão corporal leve. 
B) Lesão corporal culposa e lesão corporal 
leve. 
C) Nenhuma responsabilidade penal, porque 
agiu em exercício regular de direito putativo, 
e nenhuma responsabilidade penal, porque 
agiu em legítima defesa real. 
D) Nenhuma responsabilidade penal, porque 
agiu em exercício regular de direito, e lesão 
corporal leve. 
E) Lesão corporal leve e nenhuma 
responsabilidade penal porque agiu em 
legítima defesa putativa. 
1) RESUMINDO: 
Legítima defesa real é reação contra 
agressão verdadeiramente injusta. 
Legítima defesa putativa : é uma reação a 
uma agressão imaginária. 
GABARITO: "C" 
 
6. (FGV - 2016 - MPE-RJ - ) Tício, 18 anos, 
durante a comemoração de sua aprovação 
no vestibular, ingere bebida alcoólica com 
seus amigos em um bar, apesar de não ter, 
com isso, qualquer intenção de ficar bêbado 
ou praticar crimes, mas tão só de comemorar 
seu sucesso nos estudos. Apesar disso, em 
razão da quantidade de cerveja que optou 
por ingerir, acaba ficando completamente 
embriagado e desfere quatro socos na face 
do ex-namorado de sua irmã, causando-lhe 
lesões gravíssimas. Considerando a 
hipótese narrada, é correto afirmar que a 
embriaguez de Tício era completa e: 
A) involuntária, logo exclui a imputabilidade 
penal; 
B) culposa, logo exclui a imputabilidade 
penal; 
C) voluntária em sentido estrito, não 
excluindo a imputabilidade penal e devendo 
ser reconhecida a agravante da embriaguez 
preordenada; 
D) culposa, mas não exclui a imputabilidade 
penal; 
E) voluntária em sentido estrito, não 
excluindo a imputabilidade penal, mas não 
deve ser reconhecida a agravante da 
embriaguez preordenada. 
A única embriaguez capaz de Isentar de pena 
é a COMPLETA / PROVENIENTE DE CASO 
FORTUITO OU FORÇA MAIOR e que ao 
tempo da ação torna o agente 
INTEIRAMENTE INCAPAZ DE ENTENDER O 
CARÁTER ILÍCITO DO FATO OU DE 
COMPORTAR-SE DE ACORDO COM TAL 
ENTENDIMENTO. 
---------------------------------------------------------- 
 
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30 
 
II) A embriaguez aguda, embriaguez simples 
ou embriaguez fisiológica = Não excluem a 
imputabilidade penal. 
III) Embriaguez crônica ou patológica, ou 
alcoolismo crônico= é equiparada as doenças 
mentais. 
-------------------------------------------------------------
-- 
Quanto a causa: 
Voluntária, ou intencional, é aquela em que o 
indivíduo ingere bebidas alcoólicas com a 
intenção de embriagar-se. 
Culposa é a espécie de embriaguez em que a 
vontade do agente é somente beber, e não 
embriagar-se. Por exagero no consumo do 
álcool, todavia, acaba embriagado. 
Preordenada, ou dolosa, é aquela em que o 
sujeito propositadamente se embriaga para 
cometer uma infração penal. A embriaguez 
fiinciona como fator de encorajamento para a 
prática do crime ou da contravenção penal. 
Acidental, ou fortuita: é a embriaguez que 
resulta de caso fortuito ou força maior. 
GABARITO: "D" 
 
QUARTA-FEIRA – 18/05 
1) Revisar a terceira e quarta semana, e fazer o 
simulado de questões. 
2) Anotar no material as informações extras das 
questões. 
PROCESSO CIVIL: ART.1º AO 187 CPC 
Ementa: Das normas fundamentais e da 
aplicação das normas processuais. Da função 
jurisdicional. Da competência interna. Dos 
sujeitos do processo. Dos procuradores. Do 
litisconsórcio. Da intervenção de terceiros 
 
1. (FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) 
Menor, com 16 anos de idade, intentou ação 
indenizatória em face do condutor do veículo 
que o havia atropelado, causando-lhe lesões 
corporais. Para tanto, o autor outorgou 
instrumento de mandato ao advogado 
contratado para lhe patrocinar a causa, sem 
estar assistido pelo representante legal. 
O vício processual em questão é: 
A) carência de ação, por ilegitimidade ativa 
ad causam; 
B) falta de capacidade de ser parte, em 
relação ao autor; 
C) falta de capacidade para estar em juízo, 
em relação ao autor; 
D) falta de capacidade postulatória; 
E) não há vício. 
 
** CAPACIDADES PROCESSUAIS 
Capacidade de ser parte: em regra, todos que 
tem personalidade jurídica a possuem 
(requisito para pessoas físicas: nascer com 
vida). Capacidade genérica. 
Capacidade de Estar em juízo/ Processual: 
capacidade para estar em juízo 
independentemente do auxílio de alguém (por 
assistência ou representação). Em regra, 
todos que possuam capacidade de fato ou de 
exercício, relacionado à maioridade civil (art. 
70, CPC). 
● Exceção: Curadoria especial - 
exercida pela Defensoria: réu preso 
revel e réu citado por edital ou com 
hora certa – citados fictamente. Em 
ambos os casos, eles são 
plenamente capazes, mas o CPC 
exige a presença de um curador 
especial. 
● Exceção: Capacidade das pessoas 
casadas/união estável (art. 73): 
precisa-se da concordância do 
cônjuge em algumas situações. 
 
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31 
 
Capacidade Postulatória: capacidade 
profissional para postular tecnicamente 
perante o judiciário. 
● Exceção: alguns atos dispensam, de 
modo que qualquer pessoa pode 
ajuizar (HC, Revisão criminal, Ação 
trabalhistas, Ação de alimentos, JEC 
até 20 SM, etc). 
 
2. ( FGV - 2021 - DPE-RJ - Defensor Público) 
Arlindo recebe salário elevado, mas está 
superendividado. Pela Defensoria Pública, 
intenta ação buscando a revisão de parte dos 
seus débitos, requerendo gratuidade de 
justiça. Nessa demanda: 
A) à vista do salário de Arlindo e do perfil das 
suas despesas, o juízo poderá indeferir de 
plano a gratuidade requerida, ou concedê-la 
apenas parcialmente, cabendo agravo de 
instrumento em ambos os casos; 
B) caso a gratuidade seja concedida e 
Arlindo não obtenha a procedência do seu 
pleito revisional, a sentença não poderá 
condená-lo ao pagamento de despesas 
processuais e honorários da parte contrária; 
C) caso haja indeferimento liminar da 
gratuidade, caberá agravo de instrumento, 
ficando Arlindo dispensado do recolhimento 
de custas pelo menos até decisão, sobre a 
questão, do relator do recurso; 
D) ainda que tenha obtido a gratuidade, 
Arlindo poderá eventualmente ser 
condenado a pagar multa à parte contrária 
por litigância de má-fé, mas a obrigação 
ficará sob condição suspensiva de 
exigibilidade por cinco anos; 
E) caso haja indeferimento liminar da 
gratuidade, o agravo de instrumento a ser 
interposto visará à concessão da gratuidade 
e, subsidiariamente, ao reconhecimento de 
que a Defensoria pode seguir na defesa de 
Arlindo, mesmo que sem gratuidade. 
 
 
LETRA A: O novo código estabelece o 
cabimento do recurso de agravo de 
instrumento contra a decisão que indeferir a 
gratuidade ou acolher pedido de sua 
revogação (artigos 101 e 1.015), salvo se a 
questão for decidida na sentença, contra a 
qual caberá apelação. Portanto, a contrario 
sensu, não cabe agravo na hipótese de 
deferimento do pedido, total ou parcialmente. 
LETRA B: Art. 98, § 4º, do CPC: A concessão 
de gratuidade não afasta o dever de o 
beneficiário pagar, ao final, as multas 
processuais que lhe sejam impostas. 
LETRA C: CPC art. 101. Contra a decisão que 
indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido 
de sua revogação caberá agravo de 
instrumento, exceto quando a questão for 
resolvida na sentença, contra a qual caberá 
apelação. § 1º O recorrente estará dispensado 
do recolhimento de custas até decisão do 
relator sobre a questão, preliminarmente ao 
julgamento do recurso. 
LETRA D: Art. 98. A pessoa natural ou 
jurídica, brasileira ou estrangeira, com 
insuficiência de recursos para pagar as 
custas, as despesas processuais e os 
honorários advocatícios tem direito à 
gratuidade da justiça, na forma da lei. (...) § 3º 
Vencido o beneficiário, as obrigações 
decorrentes de sua sucumbência ficarão sob 
condição suspensiva de exigibilidade e 
somente poderão ser executadas se, nos 5 
(cinco) anos subsequentes ao trânsito em 
julgado da decisão que as certificou, o credor 
demonstrar que deixou de existir a situação de 
insuficiência de recursos que justificou a 
concessão de gratuidade, extinguindo-se, 
passado esse prazo, tais obrigações do 
beneficiário. 
Letra C 
 
 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
32 
 
3. ( FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça) 
Credor de obrigação contratual propôs ação 
de cobrança em face dos três devedores 
solidários, o que deu azo à instauração de 
processo eletrônico. 
Validamente citados, os réus constituíram 
advogados diferentes, pertencentes a 
escritórios de advocacia distintos, tendo 
cada qual, então, ofertado a sua peça 
contestatória. 
Encerrada a fase instrutória e proferida 
sentença em que se julgava procedente o 
pleito autoral, o prazo de que os 
demandados dispõem para interpor recurso 
de apelação é: 
A) simples; 
B) duplicado; 
C) duplicado, desde que a peça recursal seja 
formalmente una; 
D) triplicado; 
E) quadruplicado. 
 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem 
diferentes procuradores, de escritórios de 
advocacia distintos, terão prazos contados 
em dobro para todas as suas 
manifestações, em qualquer juízo ou 
tribunal, independentemente de 
requerimento. 
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos 
processos em autos eletrônicos. 
ATENÇÃO: essa pegadinha cai demais, 
somente muda o caso concreto, mas 
incide sempre esse mesmo artigo. 
Memorizem!!! 
Lembre-se, procuradores distintos: 
Prazo em Dobro= Processos físicos 
Prazo simples= Processos Eletrônicos. 
 
4. ( FGV - 2018 - MPE-RJ ) João, com 21 
anos de idade, através de seu procurador, 
propôs ação de indenização em face do 
Município do Rio de Janeiro, sob o 
fundamento de que o veículo de propriedade 
deste abalroou o seu, causando-lhe 
prejuízos materiais. 
Nesse contexto, o julgador: 
A) deve intimar o Ministério Público para 
atuar no feito, no prazo de 30 dias, como 
fiscal da ordem jurídica, uma vez que o 
Município é parte da demanda;B) deve intimar o Ministério Público para 
atuar no feito, no prazo de 60 dias, como 
fiscal da ordem jurídica, uma vez que o 
Município é parte da demanda; 
C) pode deixar de intimar o Ministério 
Público, uma vez que a qualidade das partes 
da demanda não configura hipótese de sua 
intervenção obrigatória; 
D) pode intimar o Ministério Público para 
atuar no feito, que não terá prazo 
peremptório para se manifestar, uma vez que 
a ausência de sua manifestação será causa 
de nulidade; 
E) deve intimar o Ministério Público, que 
atuará no polo passivo da demanda, em 
litisconsórcio com o Município. 
 
Art. 178. O Ministério Público será 
intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, 
intervir como fiscal da ordem jurídica nas 
hipóteses previstas em lei ou na 
Constituição Federal e nos processos que 
envolvam: 
I - interesse público ou social; 
II - interesse de incapaz; 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
33 
 
III - litígios coletivos pela posse de terra 
rural ou urbana. 
Parágrafo único. A participação da 
Fazenda Pública não configura, por si só, 
hipótese de intervenção do Ministério 
Público. 
RESUMINDO: 
MP deverá intervir: 
》》 Interesse público ou social 
》》 Interesse de incapaz 
》》 Litígios coletivos pela posse de terra 
rural ou urbana 
 
 
5. ( FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça) 
Tendo sido acolhido, em sentença, o pedido 
formulado pelo autor, o réu, no prazo legal, 
interpôs recurso de apelação. 
Depois do oferecimento das contrarrazões 
recursais e da subida dos autos ao tribunal, 
o único advogado da parte ré renunciou ao 
mandato que lhe fora outorgado, disso dando 
ciência ao seu constituinte. 
Distribuído o processo a um dos órgãos 
fracionários do tribunal, o desembargador a 
quem coube a sua relatoria, constatando que 
o demandado não mais tinha advogado, 
suspendeu o feito e assinou-lhe prazo 
razoável para que sanasse o vício, o que não 
foi atendido. 
Nesse cenário, deverá o relator: 
A) julgar extinto o processo, sem resolução 
do mérito; 
B) decretar a nulidade do processo; 
C) nomear curador especial para patrocinar 
a defesa do réu; 
D) deixar de conhecer do recurso de 
apelação; 
E) conhecer do recurso de apelação, 
negando-lhe provimento. 
 
O CPC/ 2015 TROUXE MAIS 
"FLEXIBILIDADE" E "CONDIÇÕES" 
PARA QUE O PROCESSO SEJA 
RESOLVIDO! 
ARTIGO 76 NCPC - RECORRENTE EM 
PROVAS!!! 
Resumindo: 
PONTO 1 
Houve incapacidade processual ou 
irregularidade no processo? 
O Juiz: 
a) Irá suspender o processo 
b) Dará prazo para que o vício seja sanado 
PONTO 2 
E se houver descumprimento da ordem do 
juiz e não for sanado o vício? 
OCORREM DUAS SITUAÇÕES, veja: 
Se for na instância originária: 
Se era para o Autor tomar providência e 
não o fez: PROCESSO EXTINTO 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
Se era para o Réu tomar providência e não 
o fez: REVELIA 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
O terceiro será considerado revel ou 
excluído do processo dependendo do polo 
em que se encontrar. 
Se for perante ao TJ/ TRF / STJ, STF etc: 
Se recorrente: NÃO SERÁ CONHECIDO 
O RECURSO 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
Se recorrido: DESTRANHAMENTO DAS 
CONTRARRAZÕES. 
 
6. ( FGV - 2019 - DPE-RJ - Técnico Médio de 
Defensoria Pública) O Novo Código de 
Processo Civil de 2015 estabelece que a 
pessoa natural ou jurídica, brasileira ou 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
34 
 
estrangeira, com insuficiência de recursos 
para pagar as custas, as despesas 
processuais e os honorários advocatícios 
tem direito à gratuidade da justiça, na forma 
da lei. 
Nesse contexto, de acordo com o citado 
diploma legal: 
A) a gratuidade da justiça compreende, 
dentre outras, as despesas com a realização 
de exame de código genético - DNA e de 
outros exames considerados essenciais; 
B) a insuficiência financeira deve ser provada 
pela parte que requerer a gratuidade de 
justiça, não cabendo a presunção de 
veracidade da alegação de insuficiência 
deduzida por pessoa natural; 
C) o direito à gratuidade da justiça é inerente 
ao polo ocupado pela parte (autor ou réu), se 
estendendo ao litisconsorte e ao sucessor do 
beneficiário, independentemente de novo 
requerimento e deferimento expressos; 
D) a concessão de gratuidade afasta 
automaticamente a responsabilidade do 
beneficiário pelas despesas processuais e 
pelos honorários advocatícios decorrentes 
de sua sucumbência; 
E) a gratuidade, quando deferida, o será 
integralmente, sendo vedada a concessão 
parcial em relação a algum ato processual ou 
a redução percentual de despesas 
processuais que o beneficiário tiver de 
adiantar no curso do procedimento. 
 
B) Art. 99, § 3º Presume-se verdadeira a 
alegação de insuficiência deduzida 
exclusivamente por pessoa natural. 
C) Art. 99, § 6º O direito à gratuidade da 
justiça é pessoal, não se estendendo a 
litisconsorte ou a sucessor do beneficiário, 
salvo requerimento e deferimento 
expressos. 
D) Art. 98, § 2º A concessão de gratuidade 
não afasta a responsabilidade do 
beneficiário pelas despesas processuais e 
pelos honorários advocatícios decorrentes 
de sua sucumbência. 
E) Art. 98, § 5º A gratuidade poderá ser 
concedida em relação a algum ou a todos 
os atos processuais, ou consistir na 
redução percentual de despesas 
processuais que o beneficiário tiver de 
adiantar no curso do procedimento. 
 
TRABALHO: REMUNERAÇÃO E 
SALÁRIO (CLT) 
 
1. O trabalho noturno, em função da sua 
penosidade, possui algumas peculiaridades 
previstas na legislação trabalhista brasileira. 
Para efeitos legais, salvo algumas exceções 
previstas, nas atividades urbanas é 
considerado trabalho noturno aquele que se 
realiza entre 
A) 22.00h e 06.00h. 
B) 21.00h e 05.00h. 
C) 23.00h e 05.00h. 
D) 23.00h e 06.00h. 
E) 22.00h e 05.00h. 
 
JORNADA NOTURNA DE TRABALHO 
Urbano das 22h às 05h adicional 
de 20% possui hora ficta (52 min e 30 
seg) 
Rural lavoura das 21h às 05h 
adicional de 25% não possui hora ficta 
 
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35 
 
Rural pecuária das 20h às 04h 
adicional de 25% não possui hora ficta 
ATENÇÃO: CAI MUITO! 
 
2. (FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - 
Especialista - Advogado Legislativo) 
Fernanda é caixa em um supermercado, 
recebe o valor correspondente a 1,5 salário 
mínimo e no seu contracheque há desconto 
mensal a título de INSS; Oswaldo é repositor 
no mesmo supermercado e no seu 
contracheque se verifica a subtração mensal 
de pensão alimentícia na razão de 20% para 
o seu filho menor; Joana é subgerente no 
mesmo estabelecimento e no seu 
contracheque há desconto de empréstimo 
consignado que tomou junto a um banco, 
autorizando a dedução da parcela no seu 
contracheque. 
Diante do caso apresentado e dos ditames 
da CLT, é correto afirmar que: 
A) todos os descontos são ilegais em razão 
do princípio da irredutibilidade salarial; 
B) as subtrações efetuadas são legais, 
desde que haja concordância do empregado 
por escrito; 
C) Fernanda sofreu desconto legal, Oswaldo, 
desconto judicial e Joana, desconto 
contratual; 
D) os empregados em análise estão 
sofrendo descontos contratuais previstos em 
norma cogente; 
E) os descontos podem ser efetivados desde 
que haja dolo do empregado ou previsão 
contratual. 
 
a) Todos os descontos são ilegais em 
razão do princípio da irredutibilidade 
salarial; 
Errado. Não são ilegais, visto ter previsão 
em lei, decisão judicial ou contrato. 
Entretanto, nãopodem exceder a limite 
tolerável pela lei. 
DESCONTOS AUTORIZADOS NO 
SALÁRIO PELO TRABALHADOR. 
LIMITAÇÃO MÁXIMA DE 70% DO 
SALÁRIO BASE. (inserida em 25.05.1998) 
Os descontos não podem ser superiores a 
70% do salário base percebido pelo 
empregado, pois deve-se assegurar um 
mínimo de salário em espécie ao 
trabalhador. 
 b) as subtrações efetuadas são legais, 
desde que haja concordância do 
empregado por escrito; 
Errado. Não é necessária tal autorização 
para descontos de natureza legal ou 
judicial 
 c)Fernanda sofreu desconto legal, 
Oswaldo, desconto judicial e Joana, 
desconto contratual; 
Correta 
 d)os empregados em análise estão 
sofrendo descontos contratuais previstos 
em norma cogente; 
Falso. Oswaldo e Joana estão submetidos 
à ordem judical e contrato com instituição 
financeira 
 e)os descontos podem ser efetivados 
desde que haja dolo do empregado ou 
previsão contratual. 
Falso. Não é necessário dolo quando 
decorrer de le o ou previsão contratual. 
 
 
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36 
 
3. (FGV - 2017 - Prefeitura de Salvador - BA 
- Técnico de Nível Superior II - Direito) 
Margarida é empregada em uma empresa 
pública municipal de Salvador, para a qual foi 
aprovada como técnica administrativa. 
Ocorre que, em razão da redução do quadro 
de empregados da referida empresa devido 
às numerosas aposentadorias simultâneas, 
Margarida começou a realizar, por ordem de 
sua chefia direta, exclusivamente as tarefas 
afetas a um analista administrativo. 
Essa situação vigora há 3 anos, e Margarida 
mostra insatisfação, porque recebe o salário 
de técnica, mas exerce a função de analista, 
que é de maior complexidade. Para se 
resguardar, montou um dossiê dos vários 
processos que lhe foram encaminhados para 
verificação como analista administrativo. 
Diante da situação retratada e dos ditames 
legais, assinale a afirmativa correta. 
A) Margarida terá direito à diferença salarial, 
mas não ao reenquadramento. 
B) Margarida terá direito ao 
reenquadramento, mas as diferenças 
salariais somente serão pagas do trânsito em 
julgado em diante. 
C) Margarida não terá direito a qualquer 
parcela, haja vista o princípio da legalidade. 
D) Margarida, comprovado o desvio 
funcional, terá direito à diferença salarial, 
porém a cargo do gestor que permitiu essa 
anomalia. 
E) Margarida terá direito ao 
reenquadramento e às diferenças salariais, 
em razão da primazia da realidade. 
 
OJ nº 125, SDI-I - DESVIO DE FUNÇÃO. 
QUADRO DE CARREIRA (alterado em 
13.03.2002) → O simples desvio funcional 
do empregado não gera direito a novo 
enquadramento, mas apenas às 
diferenças salariais respectivas, mesmo 
que o desvio de função haja iniciado antes 
da vigência da CF/1988. 
Outras súmulas que auxiliam na resolução 
da questão: 
Súmula 378, STJ - Reconhecido o desvio 
de função, o servidor faz jus às diferenças 
salariais decorrentes. 
Súmula Vinculante 43: É inconstitucional 
toda modalidade de provimento que 
propicie ao servidor investir-se, sem prévia 
aprovação em concurso público destinado 
ao seu provimento, em cargo que não 
integra a carreira na qual anteriormente 
investido. 
 
4. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Oficial de Justiça 
Avaliador Federal) Anderson é comissionista 
puro num estabelecimento em Joinville (SC), 
com contrato de trabalho ativo. No último 
mês suas vendas foram de pequena monta. 
Ao incidir o percentual contratado de 
comissões, o empregador verificou que o 
valor alcançou menos que 1 salário mínimo. 
De acordo com a legislação em vigor, é 
correto afirmar que: 
A) a empresa deverá complementar o valor 
até 1 salário mínimo e descontar essa 
quantia das comissões vincendas; 
B) ficará a critério do empregador, se quiser 
ajudar Anderson, complementar as 
comissões para que alcancem, pelo menos, 
a média por ele recebida nos últimos 12 
meses; 
C) o empregador deverá complementar o 
valor do salário para que alcance 1 mínimo, 
mas não poderá no futuro descontar esse 
complemento; 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
37 
 
D) a lei de regência obriga que o empregador 
pague metade do valor necessário para 
alcançar 1 salário mínimo; 
E) Anderson deverá receber o que foi 
contratado, pois aufere salário por unidade 
de obra, razão pela qual pode ser inferior ao 
mínimo. 
 
Art. 78 -Parágrafo único. Quando o salário-
mínimo mensal do empregado a comissão ou 
que tenha direito a percentagem for integrado 
por parte fixa e parte variável, ser-lhe-á 
sempre garantido o salário-mínimo, VEDADO 
qualquer desconto em mês subseqüente a 
título de compensação. 
LOGO,O EMPREGADOR VAI TER QUE 
GARANTIR O MÍNIMO E COMPLEMENTAR 
O SALÁRIO DO COMISSIONISTA SE ELE 
NÃO ATINGIR O MÍNIMO E NÃO PODERÁ 
DESCONTAR NO MÊS SUBSEQUENTE. 
Atenção: Todos os empregados que ganhem 
salário variável (comissionista, por tarefa, por 
peça, produção etc) possuem a garantia de, 
pelo menos, receber o salário mínimo mensal! 
E evidentemente não poderá ser descontado 
esse acréscimo nos futuros pagamentos, pois 
senão de nada adiantaria ter complementado 
aquele salário anterior. 
 
5. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Oficial de Justiça 
Avaliador Federal) Rosa era engenheira em 
uma empresa, ganhava R$18.000,00 
mensais e foi dispensada por justa causa. 
Um mês após a ruptura contratual, a 
empresa contratou Regina para o seu lugar, 
com salário de R$8.500,00. Após saber do 
salário de sua antecessora, Regina queixou-
se ao setor de Recursos Humanos, 
afirmando que deveria receber o mesmo 
salário. 
De acordo com o entendimento consolidado 
pelo TST, é correto afirmar que: 
A) Regina não tem razão, pois se tratava de 
cargo vago; 
B) a forma de reparar a injusta lesão é a 
equiparação por equivalência; 
C) a empregada tem razão, pois vigora o 
princípio da isonomia; 
D) a substituta teria de receber, no mínimo, 
60% do salário da antecessora; 
E) não existe direito ao mesmo salário 
porque Rosa foi dispensada por justa causa, 
situação de caráter personalíssimo. 
 
SÚMULA 159 TST: 
I - Enquanto perdurar a substituição que não 
tenha caráter meramente eventual, inclusive 
nas férias, o empregado substituto fará jus ao 
salário contratual do substituído. 
II - Vago o CARGO VAGO EM DEFINITIVO, o 
empregado que passa a ocupá-lo NÃO TEM 
DIREITO a salário igual ao do antecessor. 
+ 
Art. 461, § 5o A equiparação salarial só será 
possível entre empregados contemporâneos 
no cargo ou na função, ficando vedada a 
indicação de paradigmas remotos , ainda que 
o paradigma contemporâneo tenha obtido a 
vantagem em ação judicial própria. 
 
6.(FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Área Judiciária) Waldir é 
empregado da empresa Ômega. Recebe 
R$3.000,00 mensais e exerce suas funções 
em contato habitual, embora por tempo 
extremamente reduzido, com substância 
inflamável. 
À luz da legislação e da jurisprudência 
uniforme do TST, é correto afirmar que: 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
38 
 
A) Waldir terá direito ao adicional de 
periculosidade, porque fatalidade não tem 
momento certo para acontecer; 
B) considerando o contato por tempo 
reduzido, o empregado fará jus ao 
pagamento de metade do adicional de 
periculosidade; 
C) não lhe é assegurado o pagamento de 
adicional de periculosidade, pois nesse caso 
considera-se que o contato se deu de forma 
eventual; 
D) diante da esporadicidade do risco de 
morte, o TST determina que o adicional de 
periculosidadeseja substituído pelo 
pagamento do adicional de insalubridade; 
E) o empregado receberá adicional de 
periculosidade na razão de 30% sobre o 
salário mínimo. 
 
Art. 193. São consideradas atividades ou 
operações perigosas, na forma da 
regulamentação aprovada pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua 
natureza ou métodos de trabalho, impliquem 
risco acentuado em virtude de exposição 
permanente do trabalhador a: 
I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; 
 Art. 193. § 1º - O trabalho em condições de 
periculosidade assegura ao empregado um 
adicional de 30% (trinta por cento) sobre o 
salário sem os acréscimos resultantes de 
gratificações, prêmios ou participações nos 
lucros da empresa. 
+ 
SÚMULA 364,I, TST: 
 I - Tem direito ao adicional de periculosidade 
o empregado exposto permanentemente ou 
que, de forma intermitente, sujeita-se a 
condições de risco. INDEVIDO, apenas, 
quando o CONTATO dá-se de forma 
EVENTUAL, assim considerado o fortuito, ou 
o que, SENDO HABITUAL, dá-se por TEMPO 
EXTREMAMENTE REDUZIDO. 
II -Não é válida a cláusula de acordo ou 
convenção coletiva de trabalho fixando o 
adicional de periculosidade em percentual 
inferior ao estabelecido em lei e proporcional 
ao tempo de exposição ao risco, pois tal 
parcela constitui medida de higiene, saúde e 
segurança do trabalho, garantida por norma 
de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF 
e 193, §1º, da CLT). 
 
RESUMINDO: 
PERICULOSIDADE: ---> 30% DO SALÁRIO 
BÁSICO. EXCEÇÃO: ELETRICITÁRIO 
(SÚMULA 191,II TST) 
 -
INFLAMÁVEIS,EXPLOSIVOS,MOTOCICLET
A 
-ENERGIA ELÉTRICA(ALTA TENSÃO) 
-SEGURANÇA 
-BOMBA DE GASOLINA ( SÚMULA 39 TST) 
-RADIAÇÃO (OJ.345 SDI-I TST) 
 
 
PROCESSO DO TRABALHO: 
COMPETÊNCIA + ATOS, TERMOS E 
PRAZOS 
 
1. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Oficial de Justiça 
Avaliador) Heitor ajuizou reclamação 
trabalhista contra o ex-empregador 
requerendo adicional de insalubridade, 
afirmando que o meio ambiente de trabalho 
apresentava nível de ruído acima dos limites 
de tolerância. Feita a perícia, o perito 
constatou que o ruído ambiental estava 
dentro do limite previsto na norma 
regulamentadora, mas que havia frio 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
39 
 
excessivo no ambiente. Com base nesse 
laudo, o juiz deferiu adicional de 
insalubridade. 
 
Considerando essa situação e o 
entendimento consolidado pelo TST, é 
correto afirmar que: 
A) a decisão foi extra petita e deve ser 
anulada; 
B) somente seria possível deferir o adicional 
se o grau da insalubridade do agente 
detectado fosse o mesmo do erroneamente 
pleiteado; 
C) trata-se de decisão ultra petita, que deve 
ser anulada; 
D) não há vício na decisão, pois o agente 
agressor apontado pela parte não é 
vinculante para o juiz; 
E) a decisão foi extra causa petendi e deve 
ser reformada. 
 
SÚMULA 293 TST: A VERIFICAÇÃO 
mediante perícia de prestação de serviços 
em condições nocivas, considerado 
agente insalubre diverso do apontado na 
inicial,NÃO PREJUDICA o pedido de 
adicional de insalubridade. 
Sobre o tema, vale lembrar que sentença 
extra petita é aquela que decide fora do 
que foi pedido, a sentença ultra petita é 
aquela que vai além decidindo a mais do 
que foi pedido e a sentença citra petita é 
aquela que apresenta-se incompleta, não 
resolve todos os pedidos formulados, 
decidindo a menos do pleiteado. 
Percebam a importância do estudo das 
súmulas! 
 
2. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Oficial de Justiça 
Avaliador Federal) Thamires é uma criança 
de 10 anos muito bonita e talentosa. Em 
razão disso, foi convidada para participar de 
uma novela em famosa emissora de 
televisão, incorporando a filha da 
personagem principal da trama, que 
interpretará uma senadora da república. 
Para isso Thamires, diante de sua pouca 
idade, precisa de uma autorização judicial 
para a participação na desejada novela. 
De acordo com a CLT, Thamires, 
representada por seus pais, deverá requerer 
a autorização da Justiça: 
A) Estadual; 
B) Eleitoral; 
C) do Trabalho; 
D) Militar; 
E) Federal comum. 
 
ATENÇÃO: questão com “CARA DE OAB”. 
Interdisciplinar e exige de você 
INTERPRETAÇÃO e conhecimento! 
Art. 406, CLT - O Juiz de Menores 
[atualmente, Varas da Infância e da Juventude 
- Justiça Estadual] poderá autorizar ao menor 
o trabalho a que se referem as letras "a" e "b" 
do § 3º do art. 405: 
I - desde que a representação tenha fim 
educativo ou a peça de que participe não 
possa ser prejudicial à sua formação moral; 
II - desde que se certifique ser a ocupação do 
menor indispensável à própria subsistência ou 
à de seus pais, avós ou irmãos e não advir 
nenhum prejuízo à sua formação moral. 
A matéria é objeto de ADI no STF, na qual foi 
proferida monocraticamente decisão liminar: 
 "Convencido da urgência da apreciação do 
tema, defiro a liminar pleiteada tal como o fiz 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
40 
 
no dispositivo do voto proferido: Diante do 
exposto, admito a ação direta de 
inconstitucionalidade e voto no sentido de 
implementar a medida acauteladora, para 
suspender, até o exame definitivo deste 
processo, a eficácia da expressão "inclusive 
artístico", constante do inciso II da 
Recomendação Conjunta nº 1/14 e do artigo 
1º, inciso II, da Recomendação Conjunta nº 
1/14, bem como para afastar a atribuição, 
definida no Ato GP nº 19/2013 e no 
Provimento GP/CR nº 07/2014, quanto à 
apreciação de pedidos de alvará visando a 
participação de crianças e adolescentes em 
representações artísticas e a criação do 
Juizado Especial na Justiça do Trabalho, 
ficando suspensos, por consequência, esses 
últimos preceitos. Alfim, neste primeiro exame, 
assento ser da Justiça Comum a competência 
para analisar tais pedidos. Publiquem." Rel. 
Min. Marco Aurélio, 14.8.2014. 
 
3.(FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Oficial de Justiça 
Avaliador) O servidor próprio da Justiça do 
Trabalho comparece ao domicílio de um 
devedor numa sexta-feira às 20:30 horas, 
pretendendo citá-lo para o pagamento de 
uma dívida. O executado se revolta porque 
entende que o mandado judicial não poderia 
ser cumprido naquele horário, mesmo 
porque não existe determinação judicial 
informando até que horas o ato poderia ser 
realizado. 
Diante desse impasse, é correto afirmar que: 
A) a CLT é omissa a respeito, razão pela qual 
o juiz utilizará os princípios da razoabilidade 
e proporcionalidade; 
B) o devedor tem razão, pois o ato 
processual pode ser realizado até às 20:00 
horas; 
C) o lar de uma pessoa é seu asilo inviolável, 
por isso o ato não poderia ser realizado sem 
a autorização do devedor; 
D) os atos processuais podem ser realizados 
a qualquer hora dos dias úteis, razão pela 
qual o devedor está errado; 
E) o devedor está errado, pois o ato 
processual pode ser realizado até às 22:00 
horas. 
 
IMPORTANTE: CPC X CLT - NÃO 
CONFUNDIR!!!! 
Na CLT: Atos processuais 06-20h; penhora 
em domingo ou feriado, com autorização do 
juiz, conforme art. 770, CLT citado pelo colega 
Yves. 
No CPC: Atos processuais 06-20h; 
penhora/citações/intimações podem ser feitas 
nos feriados/férias ou fora do horário, 
independente de autorização judicial. 
Vejamos: 
ATENÇÃO: 
ATOS/AUDIÊNCIA NO PROCESSO DO 
TRABALHO: 
-ATOS --> 06 ÀS 20 HRS --> LEMBRE DO 
OFICIAL JUSTIÇA, QUE VAI ACORDAR 
MAIS CEDO, E TRABALHA ATÉ MAIS 
TARDE QUE O JUIZ. 
-AUDIÊNCIAS --> 08 ÀS 18 HRS --> 
LEMBRE DO JUIZ DO TRABALHO , QUE VAI 
ACORDAR MAIS TARDE, E TRAB MENOS 
QUE O OFICIAL.4. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Área Judiciária) Das 
situações abaixo listadas, NÃO é da 
competência da Justiça do Trabalho: 
A) declarar abusividade de uma greve 
deflagrada na iniciativa privada; 
B) julgar ação de cobrança ajuizada por 
profissional liberal contra cliente; 
C) executar a parcela denominada RAT 
(risco ambiental do trabalho); 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
41 
 
D) julgar ação de indenização por dano moral 
oriunda de acidente do trabalho; 
E) julgar execução fiscal de multa aplicada 
por auditor fiscal do trabalho. 
 
A) CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do 
Trabalho processar e julgar: 
II -as ações que envolvam exercício do 
direito de greve; 
B) ERRADA. SÚMULA 363 STJ : Compete 
à Justiça estadual processar e julgar a 
ação de cobrança ajuizada por profissional 
liberal contra cliente. 
C) CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do 
Trabalho processar e julgar: 
VIII- a execução, de ofício, das 
contribuições sociais previstas no art. 195, 
I, a , e II, e seus acréscimos legais, 
decorrentes das sentenças que proferir; 
SÚMULA 454 TST: Compete à Justiça do 
Trabalho a execução, de ofício, da 
contribuição referente ao Seguro de 
Acidente de Trabalho (SAT) , que tem 
natureza de contribuição para a 
seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, 
“a”, da CF), pois se destina ao 
financiamento de benefícios relativos à 
incapacidade do empregado decorrente 
de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da 
Lei nº 8.212/1991). 
 D)CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do 
Trabalho processar e julgar: 
VI -as ações de indenização por dano 
moral ou patrimonial, decorrentes da 
relação de trabalho; 
SÚMULA VINCULANTE 22 
A Justiça do Trabalho é competente para 
processar e julgar as ações de 
indenização por danos morais e 
patrimoniais decorrentes de acidente de 
trabalho propostas por empregado contra 
empregador, inclusive aquelas que ainda 
não possuíam sentença de mérito em 
primeiro grau quando da promulgação da 
Emenda Constitucional nº 45/04. 
E)CERTA.Art. 114. Compete à Justiça do 
Trabalho processar e julgar: 
VII- as ações relativas às penalidades 
administrativas impostas aos 
empregadores pelos órgãos de 
fiscalização das relações de trabalho; 
** vejam só, essa não seria uma pergunta 
abordada dessa maneira, mas certamente 
esse conhecimento seria pedido em 
prova. Importante que você saiba! 
 
5. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Analista Judiciário – Área Judiciária) Em 
determinado processo trabalhista, o juiz 
determinou o fracionamento da audiência. 
Na primeira delas, tentou sem êxito o acordo 
e, após receber a defesa, definiu as provas 
que seriam produzidas: depoimentos 
pessoais recíprocos, sob confissão, e 
testemunhal. Na segunda audiência 
designada, a reclamada não se fez presente 
à audiência, embora tenha comparecido o 
advogado da empresa. O juiz manifestou-se 
no sentido de que não desejava 
espontaneamente produzir provas. 
À luz da legislação trabalhista e da 
jurisprudência uniforme do TST, é correto 
afirmar que: 
A) o juiz deverá aplicar a confissão contra a 
empresa e julgar de acordo com as provas já 
produzidas nos autos; 
B) deverá ser aplicada a revelia em desfavor 
da acionada em virtude da sua ausência; 
C) estando o advogado da ré presente, a 
demanda deve prosseguir normalmente, 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
42 
 
com colheita do depoimento pessoal do autor 
e das testemunhas, se houver; 
D) não há previsão legal ou jurisprudencial a 
respeito, assim o juiz deverá apreciar a 
situação com equidade e definir o destino do 
feito como entender justo; 
E) o juiz adiará a audiência e concederá 
prazo para a juntada de justificativa da 
ausência do preposto da reclamada. 
SÚMULA 122 TST: A reclamada, 
AUSENTE à audiência em que deveria 
apresentar defesa, É REVEL, ainda que 
presente seu advogado munido de 
procuração, podendo ser ilidida a revelia 
mediante a apresentação de atestado 
médico, que deverá declarar, 
expressamente, a impossibilidade de 
locomoção do empregador ou do seu 
preposto no dia da audiência. 
SÚMULA 74 TST: 
I - Aplica-se a confissão à parte que, 
expressamente intimada com aquela 
cominação, não comparecer à audiência 
em prosseguimento, na qual deveria 
depor. 
II - A prova pré-constituída nos autos pode 
ser levada em conta para confronto com a 
confissão ficta. 
REVISANDO: 
AUSÊNCIA DAS PARTES NA: 
AUDIÊNCIA INAUGURAL 
-RECLAMENTE: ARQUIVAMENTO 
-RECLAMADO: REVELIA E EFEITOS 
-OS DOIS FALTANDO: 
ARQUIVAMENTO 
 
AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO/ DE 
PROSSEGUIMENTO: 
-RECLAMANTE: CONFISSÃO FICTA 
-RECLAMADO: CONFISSÃO FICTA 
-OS DOIS FALTANDO: JULGA PELA 
REGRA DO ÔNUS DA PROVA 
 
 
6. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - 
Técnico Judiciário - Área Administrativa) 
Osvaldo ajuizou uma reclamação trabalhista 
em face do seu ex-empregador. No dia 
designado para a realização da audiência, 
compareceu no horário marcado juntamente 
com o seu advogado, identificando de 
imediato o titular da empresa com o seu 
respectivo advogado no local. Ao chegarem 
na sala de audiência, verificaram que o juiz 
ainda não havia chegado, o que perdurou 
mais de quinze minutos, sem que fosse 
apresentada qualquer justificativa. 
 
De acordo com a CLT, é correto afirmar que: 
A) os litigantes devem aguardar o prazo legal 
de 60 minutos antes de se retirarem; 
B) a audiência deve ser iniciada com o 
Diretor de Secretaria presidindo os trabalhos; 
C) o réu não pode ir embora, sob pena de 
provocar um adiamento e atentar contra a 
celeridade do processo; 
D) o juiz tem o poder de comando e controle 
nas audiências, razão pela qual as partes 
precisam aguardar o tempo que for 
necessário; 
E) as partes podem se retirar, devendo 
constar o ocorrido no livro de registro das 
audiências. 
 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
43 
 
Art. 815 - À hora marcada, o juiz ou presidente 
declarará aberta a audiência, sendo feita pelo 
secretário ou escrivão a chamada das partes, 
testemunhas e demais pessoas que devam 
comparecer. 
 Parágrafo único - Se, até 15 (quinze) minutos 
após a hora marcada, o juiz ou presidente não 
houver comparecido, os presentes PODERÃO 
retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro 
de registro das audiências. 
 COMPLEMENTANDO: OJ.245 SDI-I TST: 
INEXISTE previsão legal tolerando atraso no 
horário de comparecimento da parte na 
audiência. 
Não confundir com o prazo do NCPC de 30 
minutos. 
Art. 362. A audiência poderá ser adiada: 
(...) 
III - por atraso injustificado de seu início em 
tempo superior a 30 (trinta) minutos do horário 
marcado. 
 
EMPRESARIAL: TEORIA GERAL DO 
DIREITO EMPRESARIAL 
1. Algumas entidades e pessoas naturais, 
devidamente registrados no órgão 
competente, podem usufruir do tratamento 
favorecido e diferenciado conferido às 
microempresas e empresas de pequeno 
porte. 
Assinale a opção que apresenta algumas 
dessas entidades e pessoas naturais. 
A) Cooperativas de produção, empresários 
individuais e sociedades do tipo limitada. 
B) Sociedades do tipo limitada, sociedades 
do tipo simples e sociedades por ações. 
C) Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada, sociedades do tipo simples e 
sociedades do tipo limitada. 
D) Cooperativas habitacionais, empresários 
individuais e Empresa Individual de 
Responsabilidade Limitada. 
E) Empresários individuais, Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada e 
sociedades por ações. 
 
LC 123. Art. 3º Para os efeitos desta Lei 
Complementar,consideram-se 
microempresas ou empresas de pequeno 
porte, a sociedade empresária, a sociedade 
simples, a empresa individual de 
responsabilidade limitada e o empresário a 
que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 
10 de janeiro de 2002 (Código Civil), 
devidamente registrados no Registro de 
Empresas Mercantis ou no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde 
que… 
ATENÇÃO: não precisa você saber essa lei 
inteira, mas essa disposição é importante, pois 
já foi objeto de algumas questões da FGV. 
 
2. ( FGV - 2016 - Prefeitura de Cuiabá - MT - 
Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal 
- Prova I) O empresário individual Júlio 
Melgaço adquiriu da Metalúrgica Cotriguaçu 
Ltda., mediante o uso de sua firma, um 
estabelecimento industrial situado em 
Conquista d´Oeste. O adquirente prosseguiu 
com a exploração da empresa. 
Com base nessa informação, assinale a 
afirmativa incorreta. 
A) O estabelecimento adquirido por Júlio 
Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., 
em Conquista d´Oeste, pode ser objeto 
unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, compatíveis 
com a sua natureza. 
B) Se não restarem bens suficientes para a 
Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu 
passivo, a eficácia da alienação do 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
44 
 
estabelecimento depende do pagamento de 
todos os credores, ou do consentimento 
destes, de modo expresso ou tácito, em 30 
dias a partir de sua notificação 
C) O trespasse do estabelecimento de 
Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de 
Júlio Melgaço nos contratos estipulados para 
sua exploração, se não tiverem caráter 
pessoal, salvo disposição contratual em 
contrário. 
D) Júlio Melgaço responde solidariamente 
com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos 
tributos relativos ao estabelecimento 
adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da 
publicação do contrato de trespasse na 
imprensa oficial. 
E) Caso o estabelecimento de Conquista 
d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio 
Melgaço, não havendo autorização 
expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não 
poderia lhe fazer concorrência durante o 
prazo do contrato. 
 
A) CORRETA. Art. 1.143. Pode o 
estabelecimento ser objeto unitário de direitos 
e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a 
sua natureza. 
B)CORRETA. Art. 1.145. Se ao alienante não 
restarem bens suficientes para solver o seu 
passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende do pagamento de 
todos os credores, ou do consentimento 
destes, de modo expresso ou tácito, em trinta 
dias a partir de sua notificação. 
C)CORRETA. Art. 1.148. Salvo disposição em 
contrário, a transferência importa a sub-
rogação do adquirente nos contratos 
estipulados para exploração do 
estabelecimento, se não tiverem caráter 
pessoal, podendo os terceiros rescindir o 
contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa 
causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
E)CORRETA. Art. 1.147. Não havendo 
autorização expressa, o alienante do 
estabelecimento não pode fazer concorrência 
ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à 
transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou 
usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo 
do contrato. 
 
 
3. (FGV - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - 
Auditor do Tesouro Municipal - Prova I) Paulo 
Afonso, casado no regime de comunhão 
parcial com Jacobina, é empresário 
enquadrado como microempreendedor 
individual (MEI). O varão pretende gravar 
com hipoteca o imóvel onde está situado seu 
estabelecimento, que serve exclusivamente 
aos fins da empresa. 
De acordo com o Código Civil, assinale a 
opção correta. 
A) O empresário casado não pode, sem a 
outorga conjugal, gravar com hipoteca os 
imóveis que integram o seu estabelecimento, 
salvo no regime da separação de bens. 
B) O empresário casado pode, sem 
necessidade de outorga conjugal, qualquer 
que seja o regime de bens, gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o seu 
estabelecimento. 
C) O empresário casado, qualquer que seja 
o regime de bens, depende de outorga 
conjugal para gravar com hipoteca os 
imóveis que integram o seu estabelecimento. 
D) O empresário casado pode, sem 
necessidade de outorga conjugal, gravar 
com hipoteca os imóveis que integram o seu 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
45 
 
estabelecimento, salvo no regime da 
comunhão universal. 
E) O empresário casado pode, mediante 
autorização judicial, gravar com hipoteca os 
imóveis que integram o estabelecimento. 
 
Art. 978. O empresário casado pode, SEM 
necessidade de outorga conjugal, 
qualquer que seja o regime de bens, 
alienar os imóveis que integrem o 
patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real 
I Jornada de Direito Comercial Enunciado 
6: 
O empresário individual regularmente 
inscrito é o destinatário da norma do art. 
978 do Código Civil, que permite alienar 
ou gravar de ônus real o imóvel 
incorporado à empresa, desde que exista, 
se for o caso, prévio registro de 
autorização conjugal no Cartório de 
Imóveis, devendo tais requisitos constar 
do instrumento de alienação ou de 
instituição do ônus real, com a 
consequente averbação do ato à margem 
de sua inscrição no Registro Público de 
Empresas Mercantis. 
 
4. (FGV - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - 
Auditor do Tesouro Municipal - Prova I) 
Alfredo Chaves exerce em caráter 
profissional atividade intelectual de natureza 
literária com a colaboração de auxiliares. O 
exercício da profissão constitui elemento de 
empresa. Não há registro da atividade por 
parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão 
público. 
Com base nestas informações e nas 
disposições do Código Civil, assinale a 
afirmativa correta. 
A) Alfredo Chaves não é empresário porque 
exerce atividade intelectual de natureza 
literária. 
B) Alfredo Chaves não é empresário porque 
não possui registro em nenhum órgão 
público. 
C) Alfredo Chaves será empresário após sua 
inscrição na Junta Comercial. 
D) Alfredo Chaves é empresário porque 
exerce atividade não organizada em caráter 
profissional. 
E) Alfredo Chaves é empresário 
independentemente da falta de inscrição na 
Junta Comercial. 
Art. 966. Considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou 
a circulação de bens ou de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera 
empresário quem exerce profissão 
intelectual, de natureza científica, literária 
ou artística, ainda com o concurso de 
auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento 
de empresa. 
Art. 967. É obrigatória a inscrição do 
empresário no Registro Público de 
Empresas Mercantis da respectiva sede, 
antes do início de sua atividade. (a cargo 
das Juntas comerciais) 
==> Obs.: A falta de inscrição não o 
descaracteriza como empresário, mas sim 
o coloca em uma situação de 
irregularidade 
 
5. ( FGV - 2014 - SEFAZ- MT - Auditor Fiscal 
Tributário da Receita Municipal - Prova 1 ) A 
respeito do empresário individual, assinale V 
para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
46 
 
( ) O empresário individual poderá limitar sua 
responsabilidade pelos atos praticados no 
exercício da empresa caso seja enquadrado 
como microempreendedor individual. 
( ) Aquele que for impedido de exercer a 
empresa em nome próprio por lei especial, se 
a exercer, responderá pelas obrigações 
contraídas e poderá ter sua falênciadecretada. 
( ) Ao efetuar seu registro como empresário 
individual, a pessoa física tem a opção de 
declarar se exerce a empresa como 
empresário ou como EIRELI; no primeiro 
caso, a responsabilidade será ilimitada e, no 
segundo, limitada. As afirmativas são, 
respectivamente, 
A) F, V e V. 
B) V, F e V. 
C) V, F e F. 
D) F, F e V. 
E) F, V e F. 
 
Item 1: O empresário individual poderá limitar sua 
responsabilidade pelos atos praticados no 
exercício da empresa caso seja enquadrado como 
microempreendedor individual. 
ERRADO. Empresário individual é a pessoa física 
que exerce a atividade típica de empresa. Possui 
responsabilidade ILIMITADA e DIRETA pelas 
obrigações e dívidas decorrentes do exercício de 
sua atividade. O item está incorreto ao tentar limitar 
a responsabilidade do empresário individual. O 
empresário individual pode se enquadrar como 
Microempresa, Empresa de pequeno 
porte, Microempreendedor Individual (MEI) e 
Empresa Individual de Responsabilidade Limitada 
(EIRELI). 
 
Item 2: Aquele que for impedido de exercer a 
empresa em nome próprio por lei especial, se a 
exercer, responderá pelas obrigações contraídas e 
poderá ter sua falência decretada. CORRETO. Art. 
973, CC Art. 973. A pessoa legalmente impedida 
de exercer atividade própria de empresário, se a 
exercer, responderá pelas obrigações contraídas. 
Estará sujeito ao regime jurídico da falência (art. 1º 
da Lei 11.101/05 - LF), podendo sofrer sanções 
administrativas e penais, e ter sua falência 
decretada. 
Item 3: Ao efetuar seu registro como empresário 
individual, a pessoa física tem a opção de declarar 
se exerce a empresa como empresário ou como 
EIRELI; no primeiro caso, a responsabilidade será 
ilimitada e, no segundo, limitada. 
ERRADO. Dois erros: 1) Para optar pela EIRELI 
tem que ter capital social não inferior a 100 vezes 
o salario mínimo (art 980-A CC) . A empresa 
individual de responsabilidade limitada será 
constituída por uma única pessoa titular da 
totalidade do capital social, devidamente 
integralizado, que não será inferior a 100 (cem) 
vezes o maior salário-mínimo vigente no País). 
Não é correto dizer que o empresário individual 
possa optar pela EIRELI porque depende do 
capital social. 2) Além disso, a pessoa física ou 
opta por se registrar como empresário individual ou 
como EIRELI. Se já registrado como empresário 
individual não cabe essa declaração de exercício 
da atividade como empresário ou como EIRELI, 
pois já é empresário individual. O que pode ocorrer 
é a transformação dos atos constitutivos de 
empresário individual para EIRELI por meio de 
requerimento. 
 
CIVIL: Dos Fatos Jurídicos*Arts.104 ao 
188* 
1. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) 
Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho 
para, mantendo-o com sua arquitetura 
histórica, transformá-lo também em uma 
turbina eólica. Para tanto, chamou a 
restauradora de vidros de janelas antigas 
Maria, que os retirou para depois reinseri-los 
nas mesmas janelas, realizando a sua 
manutenção. Contratou também Roberto 
para fabricar tijolos artesanais idênticos aos 
originais, mas no final não foi necessário 
empregá-los na construção. 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
47 
 
No que concerne à classificação dos bens 
considerados em si mesmos, a energia 
eólica, os vidros em restauração e os tijolos 
artesanais podem ser classificados, 
respectivamente, como: 
A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; 
B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; 
C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; 
D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; 
E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. 
 
Artigos do Código Civil necessários para 
resolução da questão: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos 
legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
[...] 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma 
construção, enquanto não forem empregados, 
conservam sua qualidade de móveis; 
readquirem essa qualidade os provenientes 
da demolição de algum prédio. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: [...] 
II - os materiais provisoriamente separados de 
um prédio, para nele se reempregarem. 
Bens a serem analisados: 
● Energia eólica: bem MÓVEL (CC, 
Art. 83, II); 
● Vidros em restauração: bens 
IMÓVEIS (CC, Art. 81, II). O ponto 
está em perceber que Maria retirou 
os vidros para depois reinseri-los nas 
mesmas janelas. 
● Tijolos artesanais: bens MÓVEIS 
(CC, Art. 84). É necessário levar em 
consideração que não foi necessário 
empregá-los na construção. 
 
 
2. ( FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor Técnico 
de Controle Externo - Área de Ministério 
Público de Contas) Magda deseja vender um 
imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para 
não ter problemas com seus outros filhos que 
não concordarão com a venda, ela combina 
com Jorge, seu melhor amigo, de vender o 
imóvel para ele, mas com a incumbência de 
ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o 
que efetivamente ocorre. Quando os outros 
filhos de Magda descobrirem, eles poderão 
alegar: 
A) confirmação; 
B) conversão; 
C) simulação; 
D) redução; 
E) ratificação. 
 
1) Conforme o art. 496 do Código Civil, a 
venda entre ascendente e descendente é 
ANULÁVEL quando não existir prévia 
anuência dos demais descendentes e do 
cônjuge. Veja: 
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a 
descendente, salvo se os outros 
descendentes e o cônjuge do alienante 
expressamente houverem consentido. 
Parágrafo único. Em ambos os casos, 
dispensa-se o consentimento do cônjuge se o 
regime de bens for o da separação obrigatória. 
2) Trata-se de simulação, pois há uma 
modificação da realidade para burlar o 
ordenamento jurídico, com base no art. 167, I, 
CC/02: 
Art. 167, § 1 Haverá simulação nos negócios 
jurídicos quando: I - aparentarem conferir ou 
transmitir direitos a pessoas diversas 
daquelas às quais realmente se conferem, ou 
transmitem; 
 
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48 
 
3) Por fim, sinalizo que o prazo para anulação 
é de 2 anos: 
A venda de bem entre ascendente e 
descendente, por meio de interposta pessoa, 
é ato jurídico anulável, aplicando-se o prazo 
decadencial de 2 (dois) anos previsto no art. 
179 do CC/2002. STJ. 3ª Turma. REsp 
1.679.501-GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, 
julgado em 10/03/2020 (Info 667). 
 
 
3.(FGV - 2021 - TCE-AM - Auditor Técnico de 
Controle Externo - Área de Ministério Público 
de Contas) Leandro, solteiro, 17 anos, 
bacharel em química, celebrou contrato de 
compra e venda de um carro usado com 
Natália no valor de R$ 35.000,00. Após o 
pagamento, a propriedade do carro foi 
transmitida a Leandro. Nesse caso, o 
contrato celebrado por Leandro e Natália é: 
A) inexistente; 
B) válido; 
C) nulo; 
D) anulável; 
E) inexigível. 
 
ATENÇÃO: Questão A CARA DA OAB. 
Envolve dois assuntos do direito civil, e 
induz o examinado a erro com muita 
facilidade. 
Um negócio jurídico é válido quando 
satisfaz as seguintes condições: 
- Declaração de vontade; 
- Agente capaz; 
- Objeto lícito, possível, determinado ou 
determinável; 
- Obediência à forma prescrita ou não 
defesa em lei. 
A questão satisfaz esses requisitos. 
Observe que Leandro é bacharel, ou seja, 
ele já colou grau em ensino superior, o que 
é causa de emancipação legal, tornando-
o capaz de celebrar contrato. 
 
4. ( FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - 
Analista Legislativo Municipal - Licitação, 
Contratos e Convênios) A Construtora 
Imóveis Novos Ltda. (CIN) contrata com 
Loteamentos Urbanos Ltda. (LU) a permuta 
de determinado lote de propriedade da LU 
com o direito de quatro unidades no prédio 
de dez andares que CIN incorporaráa 
proposta foi aprovada por cada Casa 
Legislativa, em dois turnos de votação, pelo 
voto de três quintos dos seus membros, 
sendo por fim promulgada, pelo Presidente 
da República, a Emenda Constitucional nº 
XX. 
À luz da sistemática constitucional, a referida 
Emenda é inconstitucional por: 
Alternativas 
A) apresentar vício de iniciativa e ter sido 
promulgada por autoridade incompetente; 
B) não ter observado o quórum de aprovação 
e o quantitativo de turnos de votação 
exigidos; 
C) apresentar vício de iniciativa, não ter 
observado o quórum de aprovação e o 
quantitativo de turnos de votação exigidos; 
D) ter afrontado os limites materiais de 
reforma, não ter observado o quórum de 
aprovação e ter sido promulgada por 
autoridade incompetente; 
E) ter afrontado os limites materiais de 
reforma, não ter observado o quórum de 
votação exigido e ter sido promulgada por 
autoridade incompetente. 
 
3. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: DPE-RJ 
Prova: FGV - 2019 - DPE-RJ - Técnico 
Superior Jurídico 
O Presidente da República encaminhou 
projeto de lei ordinária, ao Senado Federal, 
dispondo sobre a revisão geral anual da 
remuneração dos servidores públicos. O 
projeto foi aprovado pelo Senado Federal e 
pela Câmara dos Deputados, sendo 
sancionado e promulgado pelo Presidente da 
República. Ao fim desse processo legislativo, 
foi publicada a Lei nº 123. 
 
Considerando a sistemática constitucional, a 
narrativa acima descrita: 
Alternativas 
A) não apresenta qualquer irregularidade; 
B) apresenta uma única irregularidade, 
consistente no vício de iniciativa; 
C) apresenta uma única irregularidade, 
consistente na Casa Legislativa iniciadora; 
D) apresenta uma única irregularidade, 
consistente na autoridade responsável pela 
promulgação; 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
4 
 
E) apresenta duas irregularidades, 
consistentes na autoridade responsável pela 
promulgação e no vício de iniciativa. 
 
4. Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de 
Salvador - BA Provas: FGV - 2018 - Câmara 
de Salvador - BA - Analista Legislativo 
Municipal - Área Legislativa 
O Presidente da República apresentou 
projeto de lei ordinária cuja discussão se 
iniciou no Senado Federal, que o aprovou, 
seguindo para a Câmara dos Deputados. 
Com a aprovação nesta última Casa, a Mesa 
do Congresso Nacional promulgou a Lei X. 
Um grupo de Deputados de oposição 
divulgou nota afirmando que o processo 
legislativo descumpriu a disciplina traçada na 
Constituição da República de 1988. 
À luz da sistemática constitucional, o grupo 
de Deputados está correto, já que o projeto 
apresenta o(s) seguinte(s) vício(s): 
 
Alternativas 
A) o Presidente da República não tem 
legitimidade para apresentar projetos de lei 
ordinária fora do regime de urgência 
constitucional; 
B a discussão do projeto de lei ordinária 
deveria ter sido iniciada na Câmara dos 
Deputados, não no Senado Federal, que 
seria a Casa Revisora; 
C) o Presidente da República não poderia 
apresentar o projeto e a análise deveria ser 
realizada em sessão conjunta das Casas 
Legislativas; 
D) após aprovação do projeto pelas Casas 
Legislativas, ele deveria ser encaminhado ao 
Presidente da República, não à Mesa do 
Congresso Nacional; 
E) a discussão deveria ser iniciada na 
Câmara e o projeto encaminhado ao 
Presidente da República, não à Mesa do 
Congresso. 
 
5. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: Prefeitura 
de Cuiabá - MT Prova: FGV - 2016 - 
Prefeitura de Cuiabá - MT - Auditor Fiscal 
Tributário da Receita Municipal - Prova II 
Um grupo de deputados federais, sensíveis 
à crise financeira que assola certos setores 
da economia, com o objetivo de diminuir o 
custo de produção e evitar o aumento de 
preços, apresentou proposição legislativa 
reduzindo a alíquota de determinados 
tributos da União. O projeto foi aprovado em 
ambas as Casas do Congresso Nacional, 
com estrita observância da sistemática 
constitucional, sendo convertido em lei, após 
sanção do Chefe do Poder Executivo. 
 
À luz da sistemática constitucional, assinale 
a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) Não há qualquer vício formal na lei, já que 
os deputados federais têm poder de iniciativa 
legislativa em matéria tributária. 
B) Há vício formal na lei, já que somente o 
Presidente da República pode iniciar o 
processo legislativo em matéria tributária. 
C) A lei somente terá vício formal se a 
proposta de lei orçamentária anual não tiver 
previsto a redução de alíquota. 
D) A ausência de iniciativa legislativa dos 
parlamentares foi superada com a sanção do 
projeto pelo Chefe do Poder Executivo. 
E) Os parlamentares somente teriam poder 
de iniciativa legislativa, em matéria tributária, 
caso a lei fosse direcionada a Território 
Federal. 
 
GABARITO: 
1. Letra C 
Art. 62, § 3º As medidas provisórias, 
ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 
perderão eficácia, desde a edição, se não 
forem convertidas em lei no prazo de 
sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 
7º, uma vez por igual período, devendo o 
Congresso Nacional disciplinar, por decreto 
legislativo, as relações jurídicas delas 
decorrentes. 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
5 
 
2. Letra A 
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada 
mediante proposta: I - de um terço, no 
mínimo, dos membros da Câmara dos 
Deputados ou do Senado Federal; Como 
são 81 senadores, 1/3 seria 27. 
Art. 60, § 2º A proposta será discutida e 
votada em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, considerando-se 
aprovada se obtiver, em ambos, três 
quintos dos votos dos respectivos 
membros. 
Art. 60, § 3º: A emenda à Constituição será 
promulgada pelas Mesas da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal, com o 
respectivo número de ordem 
3. Letra C 
O art. 61, §1º da CF/88 indica que são de 
iniciativa privativa do Presidente da 
República as leis que disponham sobre "a 
criação de cargos, funções ou empregos 
públicos na administração direta e autárquica 
ou aumento da sua remuneração". 
- O art. 64 da CF/88 determina que a 
discussão e votação dos projetos de lei de 
iniciativa do Presidente da República terão 
início na Câmara dos Deputados. 
4. Letra E 
Art. 64. A discussão e votação dos projetos 
de lei de iniciativa do Presidente da 
República, do Supremo Tribunal Federal e 
dos Tribunais Superiores terão início na 
Câmara dos Deputados. 
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída 
a votação enviará o projeto de lei ao 
Presidente da República, que, aquiescendo, 
o sancionará. 
5. Letra A 
São de iniciativa privativa do Pre-sidente da 
República as leis que disponham sobre 
organização administrativa e judiciária, 
matéria tributária e orçamentária, serviços 
públicos e pessoal da administração dos 
Territórios (CF, art. 61, § 1.°, II, “b”). 
Segundo o Supremo Tribunal Federal, 
esse dispositivo constitucional, ao se referir 
à iniciativa privativa do Presidente da 
República em matéria tributária, aplica-se 
exclusivamente aos tributos que digam 
respeito aos Ter-ritórios Federais. Em 
qualquer outro caso relativo a matéria 
tributária, não há iniciativa legislativa 
privativa do Chefe do Executivo, ainda 
que se cuide de lei que conceda renúncia 
fiscal ou vise à minoração ou revogação de 
tributo. Membros do Poder Legislativo 
podem, portanto, apresentar projeto de lei 
cujo conteúdo consista em instituir, 
modificar ou revogar tributo. 
- D. Constitucional, por Vicente Paulo e 
Marcelo Alexandrino, 2014, p. 533. 
 
• ADMINISTRATIVO: ORGANIZAÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
 
1) Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: IMBEL Prova:no local. 
Antes de iniciar a obra, CIN solicita 
autorização para construção junto à 
municipalidade, que, no entanto, nega, sob o 
fundamento de que naquela área apenas é 
possível realizar a construção de edificação 
de até três andares com três unidades 
imobiliárias, conforme legislação vigente 
antes mesmo da permuta. Diante da 
negativa administrativa, o negócio jurídico é: 
A) eficaz, mas poderá ser anulado por erro 
de direito; 
B) inválido, pois viciada a vontade das 
partes; 
C) eficaz, não sendo possível o 
desfazimento, tendo em vista que a ninguém 
é dado desconhecer a lei; 
D) inexistente, por ausente o motivo; 
E) válido, porém ineficaz, ante o vício sobre 
o motivo. 
O contrato é válido, pois as PARTES são 
capazes; o objeto é lícito; a forma não é 
vedada por lei; e houve a manifestação de 
vontade (válida, num primeiro momento). 
 
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49 
 
 Ele é EFICAZ, pois apto a produzir os 
efeitos (a propriedade sobre o lote 
permutado). 
 Poderá, no entanto, ser ANULADO (art. 
171,II, CC/02) por vício na vontade, da 
éspécie ERRO DE DIREITO (art. 139, III, 
CC/02), pois a possibilidade de construir 
prédios de 10 andares foi o único motivo 
do negócio. 
Não pode ser a letra B pois, além do 
negócio ter sido válido, o vício na vontade 
é gênero, do qual são espécies o erro, o 
dolo, a coação, a lesão e o estado de 
perigo (fraude contra credores e 
simulação são vícios sociais) e, consoante 
dispõe o artigo 171, II, os vícios da 
vontade são anuláveis, não nulos (ou 
inválidos). 
Art. 139. O erro é substancial quando: 
(...) 
III - sendo de direito e não implicando 
recusa à aplicação da lei, for o motivo 
único ou principal do negócio jurídico 
 
5. ( FGV - 2016 - Prefeitura de Cuiabá - MT - 
Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal 
- Prova I) Fábio comprometeu-se a doar uma 
casa aos noivos Roberto e Carla, desde que 
viessem a contrair matrimônio. 
Um mês antes do casamento, Carla 
descobriu que o vizinho do imóvel vem 
danificando o bem de Fábio, podendo a 
continuação destruir o imóvel. 
Diante do ocorrido, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Roberto e Carla nada poderão fazer, visto 
que só possuem uma mera expectativa de 
direito, sendo de Fábio a legitimidade para a 
propositura de qualquer ação. 
B) Roberto e Carla poderão promover ação 
judicial que impeça o ato do vizinho, visto que 
o termo inicial gera a aquisição do direito. 
C) Fábio, Roberto e Carla não poderão 
promover ação judicial, pois será preciso 
aguardar a realização do casamento para a 
propositura da ação. 
D) Roberto e Carla poderão agir, inclusive 
judicialmente, pois ao titular do direito 
eventual, nos casos de condição suspensiva, 
é permitido praticar os atos destinados a 
conservá-lo. 
E) A doação celebrada por Fábio está sujeita 
a uma condição suspensiva, o que gera a 
suspensão da aquisição do direito, inibindo a 
ação dos noivos. 
A) ERRADA. De fato o casal possui mera 
expectativa de direito, que em regra não se 
assegura proteção. No entanto o CC decidiu 
expressamente dar proteção a essa situação 
específica. Art. 130. Ao titular do direito 
eventual, nos casos de condição suspensiva 
ou resolutiva, é permitido praticar os atos 
destinados a conservá-lo. 
B) ERRADA. O casal não adquiriu o direito. O 
termo inicial de negócio com condição 
suspensiva só faz nascer expectativa de 
direito. O direito só é adquirido com o 
implemento da condição, que no caso é de 
casarem-se 
C) ERRADA. Fábio é o proprietário da casa, 
logo evidentemente poderá intentar ação para 
proteger seu imóvel. Também está errada pois 
a lei permite titular de direito eventual praticar 
os atos destinados a conservá-lo, nos termos 
do artigo 130 
D) CORRETA. 
E) ERRADA. De fato, a doação está sob 
condição suspensiva, e sim essa condição 
suspensiva suspende a aquisição definitiva do 
direito. mas, novamente, a lei expressamente 
preve que neste caso aquele com mera 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
50 
 
expectativa de direito pode protegê-lo 
judicialmente. Art. 130. 
 
6. ( FGV - 2015 - TJ-PI - Analista Judiciário - 
Analista Judicial) Carolina, com dezesseis 
anos de idade, comprou um ingresso para 
um show de rock destinado ao público da 
faixa etária acima dos dezoito anos. Ao ser 
perguntada sobre sua idade, ela declarou ser 
maior. Ao saber da situação, os pais de 
Carolina impediram que ela fosse ao show. 
Sobre a situação descrita, é correto concluir 
que: 
A) a sociedade empresária que vendeu o 
ingresso para Carolina deve restituir o valor 
que dela recebeu em razão da sua 
incapacidade relativa; 
B) trata-se de ato nulo, pois praticado por 
agente absolutamente incapaz sem a 
respectiva representação, obrigando a 
restituição do valor recebido pelo ingresso; 
C) a sociedade empresária só não seria 
obrigada a restituir o valor pago pelo 
ingresso, se provado que o pagamento 
reverteu em favor de Carolina; 
D) a sociedade empresária não será 
obrigada a restituir o valor do ingresso, pois 
sofreu simulação quanto a quem contratou, 
subsistindo o negócio dissimulado; 
E) a sociedade empresária não será 
obrigada a restituir o valor, pois no ato de 
declaração quanto a sua idade, Carolina 
declarou-se maior. 
"Art. 180 - Código Civil : "O menor entre 
dezesseis e dezoito anos, não pode, para 
eximir-se de uma obrigação, invocar a sua 
idade se dolosamente a ocultou quando 
inquirido pela outra parte, ou se, no ato de 
obrigar-se, declarou-se maior." 
Segundo Carlos Roberto Gonçalves, tal 
situação se aplica somente sob duas 
condições: 
- Ter o menor mentido sobre sua idade por 
MÁ-FÉ 
- Ser escusável o erro da outra parte em 
não perceber que aquela pessoa era 
menor de idade, isto é, não ser 
clarividente, perceptível que a outra parte 
era menor de idade. 
ATENÇÃO: 
o art. 180 não se aplica aos casos em que 
o menor que tiver mentido ou omitido sua 
idade for absolutamente incapaz (na 
hipótese do art. 3, I). 
Deste modo, se o enunciado da questão 
falasse que Carolina tinha idade inferior a 
16 anos, o ato da compra seria NULO, 
pouco importando se ela agiu ou não de 
má-fé. 
 
 
GABARITO: 
A. PROCESSO CIVIL 
1. C 
2. C 
3. A 
4. C 
5. D 
6. A 
 
B. TRABALHO 
1. E 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
51 
 
2. C 
3. A 
4. C 
5. A 
6. C 
 
C. PROCESSO DO TRABALHO 
1. D 
2. A 
3. B 
4. B 
5. A 
6. E 
 
D. EMPRESARIAL 
1. C 
2. D 
3. B 
4. E 
5. E 
 
E. CIVIL 
1. D 
2. C 
3. B 
4. A 
5. D 
6. E 
 
QUINTA-FEIRA – 19/05 
Revisar a 5ª Semana 
 
SEXTA-FEIRA – 20/05 
Fazer o simulado do Gran (anexo) e assistir o 
vídeo de correção. 
Como que você vai fazer o simulado? 
Você vai abrir a correção: 
https://www.youtube.com/watch?v=RUC0yA
UgiBM 
Faça as questões na ordem das matérias 
corrigidas. 
Faça a “1ª questão” e já veja a correção, e 
assim sucessivamente. 
Exemplo: 1º professor a corrigir – 
Administrativo – vá na matéria de 
Administrativo faça a primeira questão, e já 
veja a correção, e assim sucessivamente. 
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	Página 52FGV - 2021 - IMBEL - Analista Especializado - 
Comprador Técnico 
Leia o fragmento a seguir: Sociedade de 
economia mista é a entidade dotada de 
personalidade jurídica de______________, com 
criação autorizada por lei, sob a forma 
de_________________-, cujas ações com 
direito a voto pertençam _______________ à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos 
Municípios ou a entidade da administração 
indireta. Assinale a opção cujos itens completam, 
corretamente, as lacunas do fragmento acima. 
Alternativas 
A) direito público - sociedade anônima - 
integralmente 
B) direito público - sociedade limitada - 
integralmente 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
6 
 
C) direito público - sociedade limitada - em sua 
maioria 
D) direito privado - sociedade limitada - 
exclusivamente 
E) direito privado - sociedade anônima - em sua 
maioria 
 
2) Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: TJ-CE Prova: 
FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área 
Técnico-Administrativa 
De acordo com a doutrina de Direito 
Administrativo, em matéria de regime jurídico, é 
correto afirmar que uma autarquia estadual do 
Ceará: 
Alternativas 
A) não possui personalidade jurídica própria e 
autonomia financeira, pois está vinculada ao ente 
federativo que a criou; 
B) não está hierarquicamente subordinada ao 
ente federativo que a criou, mas se sujeita a 
controle finalístico; 
C) não pode cobrar taxas e demais tributos para 
exercício do poder de polícia ou prestação de 
serviços públicos inerentes às suas finalidades; 
D) tem seu pessoal regido pela consolidação das 
leis do trabalho, e o ingresso no serviço público 
se dá por meio de concurso público; 
E) integra a administração pública indireta, 
possui personalidade jurídica de direito privado e 
é criada por delegação negocial do Chefe do 
Executivo estadual. 
3) Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: 
FGV - 2018 - TJ-SC - Analista Administrativo 
As organizações sociais (OS) são entidades de 
direito privado que tiveram origem na estratégia 
de publicização de parte de atividades exercidas 
pelo Estado. 
Em relação às OS é correto afirmar que: 
Alternativas 
A) fazem parte da estrutura da administração 
indireta; 
B) podem exercer qualquer tipo de atividade de 
interesse público; 
C) são vinculadas à Administração Pública por 
meio do contrato de gestão; 
D) podem adquirir qualificação de agência 
executiva por decreto presidencial; 
E) devem se enquadrar no modelo societário de 
sociedade de economia mista. 
4) Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: MPE-MS 
Prova: FGV - 2013 - MPE-MS - Técnico II - 
Administrativa 
Com relação às Sociedades de Economia Mista 
Federais, analise os itens a seguir. 
I. São pessoas jurídicas de direito privado. 
II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. 
III. Gozam de isenção dos impostos federais, 
mas não dos Estaduais e Municipais. 
Assinale: 
Alternativas 
A) se somente o item I estiver correto. 
B) se Somente o item II estiver correto. 
C) se Somente o item III estiver correto. 
D) se somente os itens I e II estiverem corretos. 
E) se todos os itens estiverem corretos. 
5) Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Prova: 
FGV - 2015 - TCM-SP 
Com base na doutrina de Direito Administrativo, 
é correto afirmar que as autarquias: 
Alternativas 
A) ostentam personalidade jurídica de direito 
privado; 
B) são criadas por decreto do chefe do Poder 
Executivo; 
C) desempenham funções atípicas do Estado de 
caráter econômico; 
D) têm o seu pessoal regido pelo regime da CLT; 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
7 
 
E) possuem capacidade de autoadministração. 
Gabarito – Direito Administrativo 
1. Letra E. Lei 13303/16 Art. 4º Sociedade de 
economia mista é a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei, sob a forma de 
sociedade anônima, cujas ações com direito a 
voto pertençam em sua maioria à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a 
entidade da administração indireta. 
2.Letra B. As autarquias não são subordinadas 
hierarquicamente à Administração Pública 
Direta, mas sofrem um controle finalístico 
chamado de supervisão ou tutela ministerial. 
3. Letra C. Art. 5º da Lei 9.637/98: 
"Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por 
contrato de gestão o instrumento firmado entre o 
Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de 
parceria entre as partes para fomento e 
execução de atividades relativas às áreas 
relacionadas no art. 1º”. 
4. Letra A. 
Súmula 556 do STF: É competente a justiça 
comum para julgar as causas em que é parte 
sociedade de economia mista. Súmula 517 do 
STF: As sociedades de economia mista só têm 
foro na Justiça Federal, quando a União intervém 
como assistente ou opoente. 
 
5. Letra E. Possuem capacidade de 
autoadministração. 
A) Personalidade jurídica de direito público 
B) São criadas por lei específica. 
c) desempenham funções típicas do Estado. 
d) Regime estatutário. 
 
Processo do Trabalho: Competência + 
Partes e Procuradores 
1. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª 
Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª 
Região (SC) - Analista Judiciário – Área 
Judiciária 
Das situações abaixo listadas, NÃO é da 
competência da Justiça do Trabalho: 
Alternativas 
A) declarar abusividade de uma greve deflagrada 
na iniciativa privada; 
B) julgar ação de cobrança ajuizada por 
profissional liberal contra cliente; 
C) executar a parcela denominada RAT (risco 
ambiental do trabalho); 
D) julgar ação de indenização por dano moral 
oriunda de acidente do trabalho; 
E) julgar execução fiscal de multa aplicada por 
auditor fiscal do trabalho. 
 
2. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª 
Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª 
Região (SC) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa 
Carolina foi contratada em Florianópolis pela 
empresa Empreendimentos S.A., que promove 
suas atividades em diversas cidades do território 
nacional, organizando eventos corporativos. 
Depois de três anos de prestação de serviços, 
Carolina foi dispensada sem pagamento de suas 
verbas resilitórias. 
 
Diante dessa situação hipotética, é correto 
afirmar, à luz da legislação trabalhista, que: 
 
Alternativas 
A) a demanda trabalhista deve ser proposta 
apenas em Florianópolis, local da contratação; 
B) a lei preconiza que Carolina pode ajuizar ação 
trabalhista no local que lhe for mais conveniente 
para dar-lhe acesso à justiça; 
C) a reclamação trabalhista deverá ser dividida 
em tantos quantos forem os locais da prestação 
de serviços, e cada qual terá a sua fração de 
competência temporal; 
D) a ação trabalhista pode ser ajuizada no foro 
da celebração do contrato ou no da prestação 
dos respectivos serviços; 
E) Carolina precisa ajuizar ação na localidade em 
que, majoritariamente, tenha prestado o seu 
serviço. 
 
3. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: COMPESA 
Prova: FGV - 2016 - COMPESA - Analista de 
Gestão - Advogado 
Analise os casos a seguir. 
I. Pedro, 12 anos, pretende participar de uma 
novela como ator. 
II. Rogério é empregado de uma estatal e durante 
toda a sua vida funcional contribuiu para o ente 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
8 
 
de previdência privado a ela vinculada, dela 
recebendo atualmente complementação de 
aposentadoria. 
III. Mirtes foi contratada pela União na condição 
de trabalhador temporário, na forma do Art. 37, 
inciso IX, da CRFB/88. 
 
De acordo com a Lei e o entendimento atual do 
STF, assinale a opção queindica onde Pedro 
deverá requerer autorização para trabalhar, onde 
Rogério deverá ajuizar a ação reclamando a 
diferença na complementação de sua 
aposentadoria e onde Mirtes reclamará os 
direitos lesados no decorrer do seu contrato. 
 
Alternativas 
A) Tudo será dirimido na Justiça do Trabalho, 
pois todos os personagens são empregados ou 
trabalhadores. 
B) Juizado da Infância e Juventude para Pedro, 
Justiça Comum para Rogério e Justiça Federal 
para Mirtes. 
C) Juizado da Infância e Juventude para Pedro e 
Justiça do Trabalho para os demais. 
D) Todos os casos serão apreciados pela Justiça 
comum estadual. 
E) Justiça do Trabalho para Pedro e Rogério e 
Justiça Federal para Mirtes. 
 
4. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: CODEBA 
Prova: FGV - 2016 - CODEBA - Analista 
Portuário - Advogado 
Renato Pontes Antunez ajuizou reclamação 
trabalhista contra seu ex-empregador e um ente 
de previdência privada. Afirma que teve 1 ano de 
contrato de emprego sem a CTPS assinada, daí 
porque almeja a condenação da empresa ao 
recolhimento do INSS deste período, que será 
útil para um futuro pedido de revisão do valor da 
aposentadoria atualmente recebida. 
Além disso, requer o pagamento de diferença no 
valor da complementação de aposentadoria, pois 
nas convenções coletivas dos últimos anos 
diversos direitos de natureza salarial foram 
deferidos aos empregados da ativa, mas não 
estendidos aos inativos, o que gerou uma 
complementação de aposentadoria menor do 
que aquela que genuinamente deveria ser paga. 
Renato explica que o ente de previdência privada 
foi instituído e é patrocinado, em parte, pelo ex-
empregador, e somente os empregados da 
empresa podem a ela aderir, tratando-se de ente 
de previdência fechada que garante a quitação 
da diferença como se na ativa eles estivessem. 
Acerca da competência material, com base na 
CLT e no entendimento do STF e TST, assinale 
a afirmativa correta. 
 
Alternativas 
A) A Justiça do Trabalho é competente para 
apreciar ambos os pedidos – recolhimento de 
INSS e diferença na complementação de 
aposentadoria 
B) Não há competência material da Justiça do 
Trabalho para apreciar nenhum dos pedidos 
formulados. 
C) A Justiça do Trabalho tem competência para 
apreciar o pedido de recolhimento de INSS, mas 
não o de diferença na complementação de 
aposentadoria. 
D) Se o juiz entender pela incompetência em 
relação a ambos os pedidos formulados, deverá 
extinguir o feito sem resolução do mérito. 
E) A Justiça do Trabalho tem competência para 
apreciar o pedido de diferença na 
complementação de aposentadoria, mas não o 
de recolhimento de INSS. 
 
5. Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: PGM - Niterói 
Provas: FGV - 2014 - PGM - Niterói - 
Procurador do Município, 3ª Categoria (P3) 
O Procurador concursado de um Município 
necessita fazer a defesa do ente público numa 
causa trabalhista em que se reclama a 
responsabilidade subsidiária da municipalidade 
num contrato de terceirização, na qual o 
Município é apontado como tomador dos 
serviços do reclamante. 
Para viabilizar a defesa, de acordo com o 
entendimento do TST, o Procurador em questão 
Alternativas 
A) precisará juntar procuração outorgada pelo 
Prefeito, sob pena de não ser recebida a defesa 
e aplicada a revelia. 
B) bastará declinar o seu nome e indicar o 
número do número de sua inscrição na OAB. 
C) deverá apenas declarar-se exercente do 
cargo de Procurador municipal. 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
9 
 
D) necessitará, tão-somente, comprovar o ato de 
sua nomeação como Procurador Municipal. 
E) procederá, cumulativa e obrigatoriamente, sob 
pena de revelia, à juntada de procuração e do ato 
de nomeação, além de indicar o número de 
inscrição na OAB e declarar-se Procurador 
Municipal. 
 
 
Gabarito: Processo do Trabalho 
1. Letra B – Súmula 363 STJ : Compete 
à Justiça estadual processar e julgar a ação de 
cobrança ajuizada por profissional liberal contra 
cliente. 
2. Letra D Art. 651 CLT, § 3º - Em se tratando de 
empregador que promova realização de 
atividades fora do lugar do contrato de trabalho, 
é assegurado ao empregado apresentar 
reclamação no foro da celebração do contrato ou 
no da prestação dos respectivos serviços. 
3. Letra B I. Art. 406, CLT – Compete ao juizado 
dos menores autorizar; II. Matéria relativa à 
previdência PRIVADA é de competência da 
justiça comum, conforme art. 202, § 2º, CF, posto 
que não integra contrato de trabalho; 
III – STF. Rcl 4762 – O Contrato firmado tem 
natureza jurídica temporária, e submete-se ao 
regime jurídico administrativo, sendo a Justiça 
Federal competente para julgar o litígio. 
4. Letra B - Súmula Vinculante 53: "A 
competência da Justiça do Trabalho prevista no 
artigo 114, inciso VIII, da Constituição Federal 
alcança a execução de ofício das contribuições 
previdenciárias relativas ao objeto da 
condenação constante das sentenças que 
proferir e acordos por ela homologados". 
SÚMULA Nº 368 DO TST - A Justiça do Trabalho 
é competente para determinar o recolhimento 
das contribuições fiscais. A competência da 
Justiça do Trabalho, quanto à execução das 
contribuições previdenciárias, limita-se às 
sentenças condenatórias em pecúnia que 
proferir e aos valores, objeto de acordo 
homologado, que integrem o salário de 
contribuição. 
O STF nos autos do processo RE 586.453, 
decidiu que as demandas relativas à 
complementação de aposentadoria são de 
competência da Justiça Comum, mas 
determinou que os efeitos dessa decisão, com 
repercussão geral, fossem modulados a fim de 
se manter a competência da Justiça do Trabalho 
nas situações em que já houvesse sido proferida 
decisão de mérito até a data daquele julgamento 
(20.2.2013). (Informativo 78 do TST) 
5. Letra E 
Sum 436 TST. 
I - A União, Estados, Municípios e Distrito 
Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e 
passivamente, por seus procuradores, estão 
dispensadas da juntada de instrumento de 
mandato e de comprovação do ato de nomeação. 
II - Para os efeitos do item anterior, é essencial 
que o signatário ao menos declare-se exercente 
do cargo de procurador, não bastando a 
indicação do número de inscrição na Ordem dos 
Advogados do Brasil. 
 
TRABALHO: RELAÇÃO LABORAIS + 
CONTRATO DE TRABALHO 
• Leia primeiramente as dicas do dia 12/11, 
posteriormente faça as questões. 
1. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de 
Salvador - BA Prova: FGV - 2017 - Prefeitura de 
Salvador - BA - Técnico de Nível Superior II - 
Direito 
Pedro é segurança particular de um importante 
empresário baiano, eleito e recentemente 
empossado como vereador, e com ele trabalha 
há 2 anos e 5 meses. 
Pedro acompanha o empregador até os seus 
negócios em Salvador e retorna com ele à sua 
residência, no mesmo município. Eventualmente 
Pedro conduz seu patrão para a fazenda de lazer 
que o empregador possui no interior do estado. 
Pedro trabalha 4 dias na semanas, com horário 
fixo de 8 horas diárias. 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
10 
 
Diante da situação apresentada e de acordo com 
os preceitos legais de regência, assinale a opção 
que define a condição jurídico-trabalhista de 
Pedro. 
Alternativas 
A) Trabalhador temporário 
B) Empregado doméstico 
C) Servidor público 
D) Trabalhador adventício 
E) Empregado rural 
 
2. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª 
Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª 
Região (SC) - Analista Judiciário – Oficial de 
Justiça Avaliador Federal 
Em relação aos contratos, as características que 
melhor se adequam ao contrato de trabalho são: 
Alternativas 
A) sinalagmático, comutativo e de trato 
sucessivo; 
B) complexo, gratuitoe de atividade; 
C) unilateral, consensual e de direito privado; 
D) de adesão, real e instantâneo; 
E) oneroso, aleatório e intuitu personae. 
 
3. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª 
Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª 
Região (SC) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa 
Gilda pretende contratar uma babá para tomar 
conta de sua filha. De acordo com a Lei de 
Regência, a idade mínima para que alguém seja 
contratado como empregado doméstico é de: 
Alternativas 
A) 14 anos; 
B) 16 anos; 
C) 18 anos; 
D) 20 anos; 
E) 21 anos. 
 
4. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: TRT - 12ª 
Região (SC) Prova: FGV - 2017 - TRT - 12ª 
Região (SC) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa 
Para que alguém seja considerado empregado 
na forma prevista na CLT, NÃO é necessário o 
seguinte requisito: 
Alternativas 
A) exclusividade; 
B) subordinação; 
C) pessoalidade; 
D) onerosidade; 
E) não eventualidade. 
 
5. Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: CONDER 
Prova: FGV - 2013 - CONDER - Advogado 
Heleno, representante comercial autônomo, 
firma contrato de trabalho com uma empresa que 
fabrica utensílios médicos, tendo uma área 
delimitada onde somente ele pode vender os 
produtos. No contrato de Heleno há uma cláusula 
del credere. 
Sobre essa situação, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) Cláusula del credere é aquela em que se 
prevê que, caso um vendedor realize negócios 
na área exclusiva de outro representante 
comercial, o titular daquela área geográfica terá 
direito ao recebimento da comissão. Essa 
cláusula é válida. 
B) Cláusula del credere é aquela em que o 
representante comercial poderá dar crédito ao 
comprador, com liberdade e de forma ilimitada, 
mas não responderá por eventual insolvência do 
comprador. A cláusula é inválida, pois transfere 
para o representado o risco do negócio. 
C) Cláusula del credere é aquela em que o 
representante comercial é considerado, por força 
de contrato, empregado da empresa 
representada, mas excepcionalmente não 
poderá reclamar judicialmente o reconhecimento 
de vínculo empregatício, senão diferenças nas 
comissões. Em contrapartida, recebe percentual 
dos lucros obtidos pela empresa representada. A 
cláusula em questão é válida. 
D) Cláusula del credere é aquela pela qual o 
vendedor se torna devedor caso o comprador 
não efetue o pagamento dos produtos, sendo 
vedada por lei no contrato de representação 
comercial. 
E) Cláusula del credere é aquela na qual o 
representante comercial poderá conceder crédito 
até determinado limite aos compradores, com 
autonomia, mas em eventual inadimplência, o 
representante fica com a obrigação de cobrar 
judicialmente a dívida. A cláusula é válida. 
 
Gabarito de Trabalho 
1. Letra B 
Trabalhador doméstico: presta serviço de forma 
contínua, subordinada, onerosa, pessoal e de 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
11 
 
finalidade não lucrativa. ( mais de 2 dias na 
semana) 
2. Letra A 
Sinalagmático – os contratantes são credores e 
devedores um do outro, simultaneamente, a 
prestação de uma das partes é causa da 
prestação da outra; 
Comutativo – as partes já sabem quais são as 
prestações; equivalência de prestações; 
Trato Sucessivo – tem o seu cumprimento 
previsto de forma sucessiva ou periódica; 
3. Letra C - LC 150/15 
Art. 1º Ao empregado doméstico, assim 
considerado aquele que presta serviços de forma 
contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de 
finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no 
âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) 
dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. É vedada a contratação de 
menor de 18 (dezoito) anos para desempenho 
de trabalho doméstico, de acordo com a 
Convenção no 182, de 1999, da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto 
no 6.481, de 12 de junho de 2008 
4. Letra A 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa 
física que prestar serviços de natureza não 
eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
5. Letra D - O art. 43 da Lei nº 4.886/65 prevê 
textualmente que: “Art. 43. É vedada no contrato 
de representação comercial a inclusão de 
cláusulas del credere. 
 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
12 
 
TERÇA-FEIRA – 17/05 
1) Revisar o material da segunda semana e 
fazer o simulado de questões. 
2) Anotar no material as informações extras das 
questões. 
PROCESSO PENAL: APLICAÇÃO DA LEI 
PENAL PROCESSUAL + INQUÉRITO 
POLICIAL 
1. ( FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de 
Polícia Civil Substituto ) No curso de 
investigação criminal para apurar a prática 
de crime sexual por parte de Adonis, a 
autoridade policial notou que o investigado 
apresentava sinais de insanidade mental. 
Nesse sentido, havendo dúvida sobre a 
integridade mental de Adonis, a instauração 
de incidente de insanidade mental: 
A) não poderá ser determinada na fase de 
inquérito, pois incabível nesse momento; 
B) poderá ser determinada na fase de 
inquérito diretamente pelo delegado de 
polícia, de ofício; 
C) poderá ser determinada na fase de 
inquérito pelo juiz, mediante representação 
do delegado de polícia; 
D) poderá ser determinada na fase de 
inquérito diretamente pelo delegado de 
polícia, mediante requerimento da parte; 
E) poderá ser determinada na fase de 
inquérito pelo juiz, de ofício ou a 
requerimento da parte ou representação do 
delegado de polícia, devendo a autoridade 
policial nomear curador ao investigado. 
INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL 
1. Quando houver dúvida sobre a integridade mental do 
acusado, o juiz ordenará, de ofício ou a requerimento do 
Ministério Público, do defensor, do curador, do 
ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do 
acusado, seja este submetido a exame médico-legal. 
2. O exame poderá ser ordenado na fase do inquérito, 
mediante representação da autoridade policial. 
3. O juiz nomeará curador ao acusado, quando 
determinar o exame, ficando suspenso o processo, se já 
iniciada a ação penal, salvo quanto às diligências que 
possam ser prejudicadas pelo adiamento. 
4. A PRESCRIÇÃO corre normalmente. 
5. Os peritos se manifestam em até 45 dias, prorrogáveis 
a critério do juiz. 
6. Os autos correm em apartado e, só depois da 
apresentação do laudo, serão apensados ao processo 
principal. 
7. Para o efeito do exame, o acusado, se estiver preso, 
será internado em manicômio judiciário, onde houver, 
ou, se estiver solto, e o requererem os peritos, em 
estabelecimento adequado que o juiz designar. 
8. Não cabe recurso da decisão que determina a 
instauração do incidente (cabe MS – ação autônoma de 
impugnação) 
9. Cabe HC da decisão que rejeita o incidente. 
GABARITO: "C" 
 
2. ( FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário 
- Área Judiciária) Lauro figura como indiciado 
em inquérito policial em que se investiga a 
prática do crime de concussão. Intimado a 
comparecer na Delegacia para prestar 
declarações, fica preocupado com as 
medidas que poderiam ser determinadas 
pela autoridade policial, razão pela qual 
procura seu advogado. 
Com base nas informações expostas, a 
defesa técnica de Lauro deverá esclarecer 
que: 
A) reprodução simulada dos fatos poderá ser 
determinada pela autoridade policial, não 
podendo, contudo, ser Lauro obrigado a 
participar contra sua vontade; 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
13 
 
B) defesa técnica do indiciado não poderá ter 
acesso às peças de informação constantes 
do inquérito, ainda que já documentadas, em 
razão do caráter sigiloso do procedimento; 
C) indiciado e o eventual ofendido, diante do 
caráterinquisitivo do inquérito policial, não 
poderão requerer a realização de diligências 
durante a fase de investigações; 
D) procedimento investigatório, caso venha a 
ser arquivado com base na falta de justa 
causa, não poderá vir a ser desarquivado, 
ainda que surjam novas provas; 
E) a autoridade policial, em sendo de 
interesse das investigações, poderá 
determinar a incomunicabilidade do indiciado 
pelo prazo de 10 (dez) dias. 
 
a) Lauro não está obrigado a participar contra sua 
vontade da reprodução simulado dos fatos, à luz 
do regramento constitucional do nemo tenetur se 
detegere. Todavia, Lauro está obrigado a 
comparecer a cena do crime, podendo, em caso de 
recusa, ser conduzido coercitivamente. 
b) Errado, afronta a SV 14: É direito do defensor, 
no interesse do representado, ter acesso amplo 
aos elementos de prova que, já documentados em 
procedimento investigatório realizado por órgão 
com competência de polícia judiciária, digam 
respeito ao exercício do direito de defesa. 
c) Errado, vide o Art. 14. O ofendido, ou seu 
representante legal, e o indiciado poderão requerer 
qualquer diligência, que será realizada, ou não, a 
juízo da autoridade. 
d) Falso, pois o arquivamento em razão da falta de 
justa causa só faz coisa julgada formal, assim em 
caso de novas provas poderá ser desarquivado. 
e) ATENÇÃO: Há sim no CPP a possibilidade de 
incomunicabilidade, contudo,não obstante a tal 
regramento previsto no art 21 do cpp, com o 
advento da Constituição de 88, qualquer tipo de 
incomunicabilidade é vedada, seja na fase 
inquisitorial ou processual. Ademais, a 
incomunicabilidade do preso é vedada, inclusive, 
no estado de sítio (art. 136, § 3º, IV /CF), que é das 
situações mais excepcionais do Estado 
Democrático de Direito. 
GABARITO: "A" 
 
3. ( FGV - 2018 - TJ-SC - Técnico Judiciário 
Auxiliar) No curso de ação penal em que 
Roberto figurava como denunciado, entrou 
em vigor lei que versava sobre 
processamento de ação penal em 
procedimento comum ordinário, com 
conteúdo exclusivamente processual penal, 
prejudicial ao réu. O técnico judiciário, no 
momento de auxiliar no processamento do 
feito, deverá aplicar a: 
A) lei processual penal em vigor na época 
dos fatos, em virtude do princípio da 
irretroatividade da lei mais gravosa, não 
admitindo o Código de Processo Penal 
interpretação extensiva ou analógica da lei 
processual; 
B) lei processual penal em vigor na época 
dos fatos, em virtude do princípio da 
irretroatividade da lei mais gravosa, 
admitindo o Código de Processo Penal 
interpretação extensiva, mas não aplicação 
analógica da lei processual; 
C) lei processual penal em vigor na época 
dos fatos, em virtude do princípio da 
irretroatividade da lei mais gravosa, 
admitindo o Código de Processo Penal 
interpretação extensiva e aplicação 
analógica da lei processual; 
D) nova lei processual penal, ainda que 
desfavorável ao réu, respeitando-se os atos 
já praticados, admitindo o Código de 
Processo Penal interpretação extensiva, mas 
não aplicação analógica da lei processual; 
E) nova lei processual penal, ainda que 
desfavorável ao réu, respeitando-se os atos 
já praticados, admitindo o Código de 
Processo Penal interpretação extensiva e 
aplicação analógica da lei processual. 
Thais Felix dos Santos
estudosthaisf@gmail.com
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
14 
 
 
ATENÇÃO: "conteúdo exclusivamente processual 
penal", logo trata-se de uma lei PURAMENTE 
PROCESSUAL. 
Quando se trata de lei puramente processual, não 
há de se falar em "princípio da irretroatividade da 
lei mais gravosa", uma vez que esse princípio só é 
aplicável quando a nova lei processual tem 
conteúdo de direito penal, por exemplo, o que 
chamamos de heterotopia. 
Deste modo, por ser uma lei puramente 
processual, ainda que desfavorável ao réu (mais 
gravosa), a nova lei processual penal aplicar-se-á 
desde logo (IMEDIATAMENTE), sem prejuízo da 
validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior. 
Vejamos o que preceitua o CPP: 
"Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde 
logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados 
sob a vigência da lei anterior. 
Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação 
extensiva e aplicação analógica, bem como o 
suplemento dos princípios gerais de direito." 
GABARITO: "E" 
 
4. ( FGV - 2018 - TJ-AL - Analista Judiciário - 
Oficial de Justiça Avaliador) Gustavo, 
Delegado de Polícia, é a autoridade policial 
que preside duas investigações autônomas 
em que se apura a suposta prática de crimes 
de homicídio contra Joana e Maria. Após 
realizar diversas diligências, não verificando 
a existência de justa causa nos dois casos, 
elabora relatórios finais conclusivos e o 
Ministério Público promove pelos 
arquivamentos, havendo homologação 
judicial. Depois do arquivamento, chega a 
Gustavo a informação de que foi localizado 
um gravador no local onde ocorreu a morte 
de Maria, que não havia sido apreendido, em 
que encontrava-se registrada a voz do autor 
do delito. A autoridade policial, ademais, 
recebe a informação de que a família de 
Joana obteve um novo documento que 
indicava as chamadas telefônicas recebidas 
pela vítima no dia dos fatos, em que constam 
25 ligações do ex-namorado de Joana em 
menos de uma hora. 
 
Considerando as novas informações 
recebidas pela autoridade policial, é correto 
afirmar que: 
A) não poderá haver desarquivamento do 
inquérito que investigava a morte de Joana, 
mas poderá ser desarquivado o que 
investigava a morte de Maria, tendo em vista 
que o documento obtido pela família de 
Joana não existia quando do arquivamento; 
B)poderá haver desarquivamento dos 
inquéritos diretamente pela autoridade 
policial, mas não poderá o Ministério Público 
oferecer imediatamente denúncia, ainda que 
haja justa causa, diante dos arquivamentos 
anteriores; 
C)poderá haver desarquivamento dos 
inquéritos que investigavam as mortes de 
Joana e Maria, pois em ambos os casos 
houve prova nova, ainda que o gravador já 
existisse antes do arquivamento; 
D)poderá haver desarquivamento do 
inquérito que investigava a morte de Joana, 
mas não do de Maria, tendo em vista que 
apenas no primeiro caso houve prova nova; 
E) não poderá haver prosseguimento das 
investigações, tendo em vista que houve 
decisão de arquivamento que fez coisa 
julgada. 
 
Súmula 524: Arquivado o inquérito policial, por 
despacho do juiz, a requerimento do promotor de 
justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem 
novas provas. 
É descabido o desarquivamento do inquérito 
policial sem novas provas. O art. 18 do Código de 
Processo Penal (CPP) dispõe que “depois de 
ordenado o arquivamento do inquérito pela 
autoridade judiciária, por falta de base para a 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
15 
 
denúncia, a autoridade policial poderá proceder a 
novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.” 
De acordo com a doutrina, há duas espécies de 
provas novas: 
a) substancialmente novas: as que são inéditas, 
ou seja, desconhecidas até então, porque ocultas, 
ou ainda inexistentes. Suponha-se que a arma do 
crime, até então escondida, contendo a impressão 
digital do acusado, seja encontrada 
posteriormente; 
 b) formalmente novas: as que já são conhecidas e 
até mesmo foram utilizadas pelo Estado, mas que 
ganham nova versão, como, por exemplo, uma 
testemunha que já havia sido inquirida, mas que 
altera sua versão porque fora ameaçada quando 
do primeiro depoimento. 
Portanto, as provas informadas na questão são 
SUBSTANCIALMENTE NOVAS, e podem sim 
causar o desarquivamento do IP,bem como o 
próprio oferecimento da denúncia. 
GABARITO: "C" 
 
5.( FGV - 2013 - TJ-AM - Juiz) Sobre a 
aplicação da Lei Processual Penal, é correto 
afirmar que; 
A) no Brasil, adota-se integralmente o 
princípio da irretroatividade da lei processual 
penal, que impede que as inovações na 
norma processual penal sejam aplicadas de 
imediato para fatos praticados antes de sua 
entrada em vigor. 
B) ela admitirá interpretação extensiva e o 
suplemento de princípios gerais do direito, 
mas não a aplicação analógica. 
C) o processo penal reger-se-á, em todo o 
território brasileiro, pelo Código de Processo 
Penal, não havendo qualquer ressalva 
prevista neste diploma. 
D) as normas previstas no Código de 
Processo Penal de natureza híbrida, ou seja, 
com conteúdo de direito processual e de 
direito material, devem respeitar o princípio 
que veda a aplicação retroativa da lei penal, 
quando seu conteúdo for prejudicial ao réu. 
E) ela admitirá interpretação extensiva e 
aplicação analógica, mas não o suplemento 
dos princípios gerais do direito 
 
a) Errada: O art. 2 do CPP consagra o princípio do 
tempus regit actum ou da aplicabilidade imediata. 
Apesar de o referido dispositivo não estabelecer 
qualquer distinção entre as normas processuais, a 
doutrina e a jurisprudência têm trabalhado 
crescentemente com uma subdivisão dessas 
regras: (a) normas genuinamente processuais - 
são aquelas que cuidam de procedimentos, atos 
processuais, técnicas do processo. A elas se aplica 
o art. 2º do CPP; e (b) normas processuais 
materiais (mistas ou híbridas) - são aquelas que 
abrigam naturezas diversas, de caráter penal e de 
caráter processual penal. Assim, se um dispositivo 
legal, embora inserido em lei processual, versa 
sobre regra penal, de direito material, a ele serão 
aplicáveis os princípios que regem a lei penal, de 
ultratividade e retroatividade da lei mais benigna. 
(Renato Brasileiro de Lima, 3ª ed. 2015) 
b) Errada: art. 3º do CPP - A lei processual penal 
admitirá interpretação extensiva e aplicação 
analógica, bem como o suplemento dos princípios 
gerais de direito. 
c) Errada: art. 1º do CPP - O processo penal reger-
se-á, em todo o Território Brasileiro, por este 
Código, ressalvados:... 
e) Errada: art. 3º do CPP - A lei processual penal 
admitirá interpretação extensiva e aplicação 
analógica, bem como o suplemento dos princípios 
gerais de direito. 
Gabarito: "D" 
 
6. O inquérito policial é procedimento 
administrativo que possui características 
próprias destacadas pela doutrina e pela 
jurisprudência. 
Com relação ao tema, analise as afirmativas 
a seguir. 
I. Pode ser instaurado de ofício ou a 
requerimento, tanto nos crimes de ação 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
16 
 
pública quanto nos de ação privada, mas o 
oferecimento da ação penal dependerá da 
vontade da vítima nesse último caso. II. 
Contra a decisão que indefere o seu 
requerimento de abertura, cabe recurso ao 
Poder Judiciário. III. Pode ser requerida sua 
abertura, ainda que não seja possível 
identificar o autor do fato naquele momento. 
Está correto somente o que se afirma em: 
A)II; 
B) III; 
C) Ie II; 
D)I e III; 
E) II e III. 
 
I. Art. 5º, § 5 Nos crimes de ação privada, a 
autoridade policial somente poderá proceder a 
inquérito a requerimento de quem tenha qualidade 
para intentá-la. 
II. Art. 5º, § 2 Do despacho que indeferir o 
requerimento de abertura de inquérito caberá 
recurso para o chefe de Polícia. 
III. Pode ser requerida sua abertura, ainda que não 
seja possível identificar o autor do fato naquele 
momento. ✓ 
Não há necessidade de que saibamos quem é o 
autor do fato para que haja a instauração de um IP, 
tendo em vista que 
O Inquérito Policial é um procedimento 
administrativo que tem por fim a apuração das 
infrações penais e da sua autoria. 
GABARITO: "B" 
 
7. ( FGV - 2010 - PC-AP - Delegado de 
Polícia) Rosa Margarida é uma conhecida 
escritora de livros de autoajuda, consolidada 
no mercado já há mais de 20 anos, com 
vendas que alcançam vários milhares de 
reais. Há cerca de dois meses, Rosa 
Margarida descobriu a existência de um 
sistema que oferece ao público, mediante 
fibra ótica, a possibilidade do usuário realizar 
a seleção de uma obra sobre a qual recaem 
seus (de Rosa Margarida) direitos de autor, 
para recebê-la em um tempo e lugar 
previamente determinados por quem formula 
a demanda. O sistema também indica um 
telefone de contato caso o usuário tenha 
problemas na execução do sistema. O 
marido de Rosa Margarida, Lírio Cravo 
instala no telefone um identificador de 
chamadas e descobre o número do autor do 
sistema que permitia a violação dos direitos 
autorais de Rosa Maria. De posse dessa 
informação, Lírio Cravo vai à Delegacia de 
Polícia registrar a ocorrência de suposta 
prática do crime previsto no art. 184, §3º, do 
Código Penal (violação de direitos autorais). 
O Delegado instaura inquérito e de fato 
consegue identificar o autor do crime. 
Considerando a narrativa acima, assinale a 
alternativa correta. 
A) O Delegado agiu corretamente. Encerrado 
o inquérito policial, deve encaminhá-lo ao 
Ministério Público para que adote as 
providências cabíveis. 
B) O Delegado agiu incorretamente. O 
marido da ofendida não poderia ter obtido o 
número do telefone do autor das ameaças 
sem prévia autorização judicial, pois tal 
informação é sigilosa. 
C) O Delegado agiu incorretamente. A 
instauração do inquérito nesse caso 
depende de representação da ofendida, não 
podendo ser suprida por requerimento de 
seu marido. 
D) O Delegado agiu incorretamente. A 
instauração do inquérito policial nesse caso 
depende de requisição do Ministério Público, 
pois a interceptação telefônica é 
imprescindível à apuração dos fatos. 
E) O Delegado agiu corretamente. Encerrado 
o inquérito policial, deve entregar os autos à 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
17 
 
vítima, mediante recibo, para que a mesma 
possa oferecer queixa crime. 
 
O crime de violação de direitos autorais é de 
ação penal pública condicionada à 
repesentação, conforme explanação dos 
colegas acima. Portanto: 
Art. 5 §4ºO inquérito, nos crimes em que a 
ação pública depender de representação, não 
poderá sem ela ser iniciado. 
E por que seu esposo não poderia? 
 art. 24, §1º do CPP - No caso de morte do 
ofendido ou quando declarado ausente por 
decisão judicial, o direito de representação 
passará ao cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão. 
Portanto, se ela está viva, a representação 
deve ser feita por ela. 
GABARITO: "C" 
 
ADMINISTRATIVO: SERVIÇOS 
PÚBLICOS 
1. ( FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário 
- Oficial de Justiça) O Estado Alfa pretende 
contratar a reforma de determinada obra de 
interesse público, por meio de licitação, na 
modalidade concorrência ou diálogo 
competitivo, para delegação à pessoa 
jurídica ou consórcio de empresas que 
demonstre capacidade para a sua 
realização, por sua conta e risco, de forma 
que o investimento da contratada seja 
remunerado e amortizado mediante a 
exploração da obra por prazo determinado. 
No caso em tela, a contratação ocorrerá por: 
A) concessão de serviço público precedida 
da execução de obra pública, cujo contrato 
deve estipular os cronogramas físico-
financeiros de execução das obras 
vinculadas à concessão e exigir garantia do 
fiel cumprimento, pela concessionária, das 
obrigações relativas às obras vinculadas à 
concessão; 
B) permissão de serviço público, cujo 
contrato deve estipular as penalidades 
administrativas a que se sujeita a 
permissionária e exigirgarantia do fiel 
cumprimento, pela permissionária, das 
obrigações relativas às obras vinculadas à 
concessão; 
C) concessão de serviço público, cujo 
contrato deve estipular os cronogramas 
físico-financeiros de execução das obras 
vinculadas à concessão e os critérios para o 
cálculo e a forma de pagamento das 
indenizações devidas à concessionária; 
D) autorização de uso de bem público, cujo 
contrato deve estipular a exigência da 
publicação de demonstrações financeiras 
periódicas da concessionária e prever o foro 
e o modo amigável de solução das 
divergências contratuais; 
E) permissão de uso de bem público, cujo 
contrato deve prever os critérios para o 
cálculo e a forma de pagamento das 
indenizações devidas à permissionária, e as 
condições para prorrogação do contrato. 
 
LEI Nº 8.987, Art. 2º. Para os fins do disposto 
nesta Lei, considera-se: 
III - concessão de serviço público precedida da 
execução de obra pública: a construção, total 
ou parcial, conservação, reforma, ampliação 
ou melhoramento de quaisquer obras de 
interesse público, delegados pelo poder 
concedente, mediante licitação, na 
modalidade concorrência ou diálogo 
competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de 
empresas que demonstre capacidade para a 
sua realização, por sua conta e risco, de forma 
que o investimento da concessionária seja 
remunerado e amortizado mediante a 
exploração do serviço ou da obra por prazo 
determinado; 
 
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18 
 
** OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
** 
Novidade na nova lei de licitações 
O diálogo competitivo é uma nova modalidade 
de licitações, estabelecida pela Nova Lei de 
Licitações, a Lei no 14.133/21. Diferente de 
outras modalidades de licitação, como o 
pregão eletrônico, por exemplo, em que o 
poder público não sabe quem são os licitantes 
que estão participando do certame, no diálogo 
competitivo, a administração não só sabe 
quem são como conversa com os licitantes. 
Daí o nome “diálogo competitivo”, pois trata-se 
de uma modalidade em que a administração 
pública realiza diálogos com os licitantes 
previamente selecionados para, através de 
critérios objetivos, escolher a melhor solução. 
GABARITO: "A" 
 
2. ( FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto) A 
sociedade empresária Alfa é concessionária 
que presta o serviço público municipal de 
transporte coletivo intramunicipal de 
passageiros. No curso do contrato de 
concessão, o poder concedente constatou 
que a concessionária circulava com ônibus 
sem ar-condicionado, com pneus carecas e 
bancos rasgados, não equipou seus 
coletivos com portas acessíveis a pessoas 
com deficiência, além de inobservar as rotas 
e horários das linhas de ônibus. A 
concessionária, assim, descumpriu cláusulas 
contratuais e normas legais sobre o serviço 
prestado, não cumpriu as penalidades 
impostas por infrações nos devidos prazos e 
não atendeu à intimação do poder 
concedente no sentido de regularizar a 
prestação do serviço. No caso em tela, o 
poder concedente deve proceder à extinção 
do contrato de concessão, mediante a: 
A) anulação, cuja declaração por decreto do 
Prefeito a ser publicado no diário oficial 
deverá ser precedida da verificação da 
inadimplência da concessionária em 
processo administrativo, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, mediante 
indenização prévia; 
B) encampação, cuja autorização decorre de 
lei específica, que consiste na retomada do 
serviço pelo poder concedente durante o 
prazo da concessão, por motivo de 
inexecução total ou parcial do contrato, após 
prévio pagamento da indenização para 
garantir a continuidade do serviço público; 
C) encampação, que deve ser decretada no 
bojo de processo judicial, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, mediante 
indenização ulterior das parcelas dos 
investimentos vinculados a bens reversíveis, 
ainda não amortizados ou depreciados, para 
garantir a continuidade do serviço público; 
D) caducidade, que deve ser decretada no 
bojo de processo judicial, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, mediante 
indenização prévia das parcelas dos 
investimentos vinculados a bens reversíveis, 
ainda não amortizados ou depreciados, para 
garantir a continuidade do serviço público; 
E) caducidade, cuja declaração por decreto 
do Prefeito deverá ser precedida da 
verificação da inadimplência da 
concessionária em processo administrativo, 
assegurado o direito à ampla defesa, 
independentemente de indenização prévia. 
 
A caducidade é uma das formas de extinção 
do contrato de concessão administrativa. Ela 
decorre da inexecução total ou parcial do 
contrato de concessão pela concessionária. 
Nos termos do art. 38, §2º, da Lei 8.987/95, a 
declaração da caducidade da concessão 
deverá ser precedida da verificação da 
inadimplência da concessionária em processo 
administrativo, assegurado o direito de ampla 
defesa. 
O art. 38, § 4º da referida Lei ainda estabelece 
que, “Instaurado o processo administrativo e 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
19 
 
comprovada a inadimplência, a caducidade 
será declarada por decreto do poder 
concedente, independentemente de 
indenização prévia, calculada no decurso do 
processo”. 
MACETE: 
Caducidade = Descumprimento pela 
Concessionária 
ENcampação = INteresse público (mediante 
lei específica) 
 
GABARITO: "E" 
 
3. ( FGV - 2019 - MPE-RJ - Técnico do 
Ministério Público - Administrativa) 
Determinado Município, após licitação na 
modalidade concorrência, firmou com 
sociedade empresária contrato de 
concessão de serviço público de transporte 
coletivo de passageiros intramunicipal. No 
curso do contrato, durante o prazo da 
concessão, o poder concedente, por motivo 
de interesse público, deseja retomar o 
serviço público. No caso em tela, está-se 
diante da extinção do contrato pela: 
A) encampação, que configura cláusula 
exorbitante, desde que mediante lei 
autorizativa específica e após prévio 
pagamento da indenização; 
B) caducidade, que decorre da supremacia 
do interesse público, mediante prévia 
decisão judicial, com ulterior pagamento de 
indenização; 
C) rescisão, que decorre do poder de 
autotutela da Administração Pública, 
mediante prévia decisão judicial, com ulterior 
pagamento de indenização; 
D) anulação, que decorre da supremacia do 
interesse público, mediante decisão judicial, 
com prévio pagamento de indenização; 
E) caducidade, que decorre da supremacia 
do interesse público, independentemente de 
prévia decisão judicial, com ulterior 
pagamento de indenização. 
GABARITO: "A" – “E”nteresse Público: 
Encampação 
 
4. ( FGV - 2019 - TJ-CE - Técnico Judiciário 
- Área Técnico-Administrativa) O serviço 
público está submetido ao regime de direito 
público, com aplicação de regras específicas 
trazidas pela Lei nº 8.987/95. Assim, o 
serviço público deve ser prestado: 
1) com a modernidade das técnicas, do 
equipamento e das instalações e sua 
conservação; e 
2) mediante tarifas mais baixas possíveis 
cobradas dos usuários, a fim de manter a 
prestação do serviço à maior parte possível 
da coletividade. 
As duas características acima descritas 
traduzem, respectivamente, os princípios do 
serviço público da: 
A) modicidade e continuidade; 
B) atualidade e modicidade; 
C) economicidade e continuidade; 
D) universalidade e eficiência; 
E) generalidade e competitividade. 
ATUALIDADE: o princípio da atualidade 
corresponde ao compromisso de 
aperfeiçoar o serviço público da forma 
mais atual possível com os avanços 
científicos e tecnologia, visando garantir a 
qualidade da prestação dos serviços 
públicos. 
MODICIDADE TARIFÁRIA: os serviços 
públicos devem ser remuneradosa preços 
módicos, avaliando-se o poder aquisitivo 
 
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qualquer tipo de repasse. 
 
20 
 
do usuário para que não deixe de ser 
beneficiário. Esse princípio traduz a ideia 
de que o lucro não é objetivo da função 
administrativa. 
Princípio da continuidade: a prestação de 
serviços públicos não deve sofrer 
interrupção, de forma a evitar colapsos 
nas múltiplas atividades particulares. 
Princípio da economicidade: representa, 
em síntese, a promoção de resultados 
esperados com o menor custo possível. É 
a união da qualidade, celeridade e menor 
custo na prestação do serviço ou no trato 
com os bens públicos. 
Princípio da generalidade/ universalidade: 
dispõe que os serviços devem ser 
prestados com a maior amplitude possível, 
de forma a beneficiar o maior número 
possível de indivíduos 
GABARITO: "B" 
 
5.( FGV - 2019 - Prefeitura de Salvador - BA 
- Fiscal de Serviços Municipais) Considere 
que o Estado da Bahia, com o intuito de 
reduzir a superlotação carcerária da região, 
decida construir uma nova penitenciária. 
Para a tarefa, o Estado, que será 
responsável pela fiscalização do serviço, 
opta por contratar uma empresa privada para 
a construção e administração da 
penitenciária, por meio de licitação, 
remunerando-a de acordo com o número de 
detentos presentes no complexo. Sabe-se 
também que o valor previsto do acordo será 
de 30 milhões de reais e terá vigência de 25 
anos. 
Em relação à situação apresentada, é 
correto afirmar que o acordo realizado entre 
o Estado da Bahia e a empresa vencedora 
da licitação representa um exemplo de 
A) Parceria Público Privada, na modalidade 
de concessão administrativa. 
B) Parceria Público Privada, na modalidade 
de concessão patrocinada. 
C) Concessão comum, na modalidade 
pregão. 
D) Autorização, de caráter precário e 
discricionário. 
E) Publicização, vinculando a Organização 
Social ao Poder Público. 
 
A Parceria Público-Privada (PPP) é um 
contrato de prestação de obras ou serviços 
não inferior a R$ 10 milhões, com duração 
mínima de 5 e no máximo 35 anos, firmado 
entre empresa privada e o governo federal, 
estadual ou municipal. As parcerias podem ser 
de dois tipos: 
Concessão Patrocinada: As tarifas cobradas 
dos usuários da concessão não são 
suficientes para pagar os investimentos feitos 
pelo parceiro privado. Assim, o poder público 
complementa a remuneração da empresa por 
meio de contribuições regulares, isto é, o 
pagamento do valor mais imposto e encargos. 
Concessão Administrativa: Quando não é 
possível ou conveniente cobrar do usuário 
pelo serviço de interesse público prestado 
pelo parceiro privado. Por isso, a remuneração 
da empresa é integralmente feita por pelo 
poder público. 
GABARITO: "A" 
 
6. ( FGV - 2018 - AL-RO - Advogado ) 
Determinada sociedade empresária figura 
como permissionária estadual para 
prestação do serviço público de transporte 
público coletivo, mediante a assinatura de 
termo de permissão originário anterior a 
1988, que sofreu inúmeros termos aditivos 
para sua prorrogação. 
Por entender que as tarifas estão deficitárias, 
causando desequilíbrio econômico e 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
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financeiro da permissão, a permissionária 
ajuizou ação indenizatória em face do 
Estado. 
De acordo com a jurisprudência atual do 
Superior Tribunal de Justiça, o pleito do 
particular 
A) não merece prosperar, pois é 
indispensável a realização de prévio 
procedimento licitatório para que se possa 
cogitar de indenização aos permissionários 
de serviço público em razão de tarifas 
deficitárias. 
B) não merece prosperar, pois o valor do 
preço público é estabelecido de forma 
imutável em cada termo aditivo de 
prorrogação da permissão, não havendo que 
se falar em desequilíbrio econômico e 
financeiro superveniente. 
C) merece prosperar, pois se aplica o 
princípio da continuidade dos serviços 
públicos que não podem ser interrompidos 
em razão de desequilíbrio econômico e 
financeiro superveniente da permissão. 
D) merece prosperar, pois se aplica o 
princípio da atualidade do serviço público 
que significa que as tarifas devem ser 
módicas de maneira a não onerar 
excessivamente o usuário e permitir que 
permaneça lucrativa para o permissionário. 
E)merece prosperar, pois a lei das 
concessões e permissões estabelece que 
deve ser assegurado o equilíbrio econômico 
e financeiro do contrato, que deve ser 
lucrativo para o particular permissionário. 
 
 O mandamento constitucional é de que 
haja licitação prévia nos contratos de 
concessão com a administração. Então, 
os contratos anteriores à CF/88, que 
estiverem fora desse comando, devem se 
readequar à nova ordem, passando por 
procedimento licitatório. 
Assim, os contratos que não se 
readequaram ao comando da CF/88 não 
gozam das garantias e princípios 
inerentes à licitação, como a manutenção 
do equilíbrio econômico-financeiro do 
contrato. 
Não merece prosperar, pois é 
indispensável a realização de prévio 
procedimento licitatório para que se possa 
cogitar de indenização aos 
permissionários de serviço público em 
razão de tarifas deficitárias. 
"STJ. 2ª Turma. REsp 1352497-DF, Rel. 
Min. Og Fernandes, julgado em 4/2/2014 
(Info 535 - A empresa não possui garantia 
da manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro do contrato de permissão de 
serviço de transporte público se o ajuste 
foi celebrado sem que tenha havido prévia 
licitação." 
“(STJ 2ª Turma. REsp 886925/MG, Rel. 
Min. Castro Meira, DJ 21.11.2007).- É 
indispensável a realização de prévio 
procedimento licitatório para que se possa 
cogitar de indenização aos 
permissionários de serviço público de 
transporte coletivo em razão de tarifas 
deficitárias, ainda que os Termos de 
Permissão tenham sido assinados em 
período anterior à Constituição Federal de 
1988.” 
GABARITO: "A" 
 
CONSTITUCIONAL: CONTROLE DE 
CONSTITUCIONALIDADE 
 
1. Antônio requereu a concessão de licença 
para instalar uma farmácia na zona 
comercial do Município Alfa. O seu 
requerimento, no entanto, foi indeferido pela 
fiscalização de área, subordinada ao 
Secretário Municipal de Ordem Pública, sob 
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
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o argumento de que já existiam três outras 
farmácias na mesma quadra, o que gerava 
um desequilíbrio em outras área da cidade, 
prática vedada pela Lei municipal nº XX. 
Considerando que a decisão afrontava o teor 
de Súmula Vinculante, para que a questão 
seja submetida à apreciação do Supremo 
Tribunal Federal, Antônio, ao ser dela 
cientificado, deve: 
A) considerar nula a decisão proferida e 
praticar os atos amparados pela Súmula 
Vinculante, com posterior referendo do 
Tribunal; 
B) esgotar as vias administrativas, ingressar 
com ação no juízo competente, exaurir a 
instância ordinária e ajuizar reclamação; 
C) ingressar com ação no juízo competente, 
exaurir a instância ordinária e ajuizar 
reclamação; 
D) esgotar as vias administrativas 
competentes e ajuizar reclamação; 
E) ajuizar reclamação diretamente, 
independentemente de qualquer outro ato. 
 
Súmula Vinculante 49: Ofende o princípio da 
livre concorrência lei municipal que impede a 
instalação de estabelecimentos comerciais do 
mesmo ramo em determinada área. 
Decisão Judicial que contrariar súmula 
vinculante: reclamação diretamente ao STF. 
Decisão Administrativa que contrariar súmula 
vinculante: prévio esgotamento das vias 
administrativas para depois ajuizar a 
reclamação ao STF. 
Lei 11.417/06: Art. 7º Da decisão judicial

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