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Semana 01
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
 
1 
 
1. Esse material foi feito para você ler a Lei Seca, e resolver as questões ao mesmo tempo. No 
cronograma, menciono os artigos que devem ser lidos por você. Assim, quando você estiver 
fazendo a leitura dos dispositivos, você também estará resolvendo as questões, otimizando seus 
estudos para o exame da ordem. 
2. Sugestão* de questões diárias. Quantas horas você tem por dia para estudar? 
Horas de 
estudos 
1h-2h 2h-4h 4h-6h 6h ou + 
Questões 5-10 questões 10-20 questões 
20-30 
questões 
+30 
questões 
 
3. Site para fazer as questões: Qconcursos.com (recomendo a assinatura). Obs: As questões 
já foram filtradas por mim, estando prontas para você resolver! 
4. Caso não consiga fazer pelo site, recomendo a compra do livro de Questões Comentadas – 
Revisaço OAB – Ed. Juspodivm - Henrique Correia e Rogério Sanches. 
5. Passarei desafios diários no grupo de estudos. 
 Todos os dias você fará as questões de acordo com o cronograma, mesmo que nunca 
tenha estudado o assunto, assim você aprenderá com as questões. 
 Marque todos os artigos citados no Vade Mecum com o lápis de cor de acordo com a 
cor do tema. Por exemplo: Civil (ROSA), marque os artigos e súmulas citadas. Além 
disso, a cada artigo citado nas questões, coloque um asterisco * ao lado. 
 Mas Professora, e se eu falhar um dia? Compense no outro dia ou então no final de 
semana! Não desista! 
 Sem dúvida alguma, a revisão é a parte mais importante do estudo, pois é a hora que 
você sedimenta tudo aquilo que estudou. 
 Quando chegar o dia da revisão (escolha um dia) você fará a leitura dos artigos * 
marcados ao longo da semana. 
 Dica: ao fazer uma questão, faça um asterisco no artigo que foi cobrado, pois, quando 
for fazer a revisão, chamará mais atenção aos artigos que mais caem em prova e isso 
facilitará a revisão de véspera da prova. 
 Cuidado! É normal errar questões, ainda mais com a quantidade de informações que 
nós vamos adquirir em pouco tempo. O ideal é que mesmo que você erre, você aprenda 
com cada questão e depois de tantos “erros”, você começará a acertar, pois saberá 
filtrar o que é necessário para acertar as questões. 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
 
2 
 
- Vamos lá, preparados? 
CIVIL: *Arts.1º ao 103* 
Ementa: Das pessoas. Das pessoas naturais. Das pessoas jurídicas. Do domicílio. Dos Bens. 
Principais artigos do Código Civil: 
Cai muito em prova! 
Art.2º Art.3º Art.4º Art.5º Art.6º Art.7º Art. 11 Art.12 Art.14 Art.17 
Art. 19 Art.21 Art.23 Art.25 Art.26 Art.37 Art.38 Art.39 Art.62 Art.63 
Art.80 Art.81 Art.85 Art.96 
 
1. Art. 2º O Enunciado 1 da I Jornada de Direito Civil estabelece que a proteção que o Código dá 
ao nascituro alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade, tais como 
nome, imagem e sepultura. 
2. Artigo 3º do Código Civil “são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os fatos 
da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
 
3 Artigo 4º do Código Civil: São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os 
exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os 
viciados em tóxicos; III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade; IV - os pródigos. 
5. Artigo 5º do Código Civil: Motivos que cessam a incapacidade para os menores. 
 
 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
 
 
 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
 
Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido 
qualquer tipo de repasse. 
 
 
3 
 
Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos 
após o término da guerra. 
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida 
depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento. 
 
 
 
 
6. Morte presumida: 
 
 
 
 
 
 
 
7. Artigo 8º do Código Civil: O que significa comoriência? 
“Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum 
dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos”. 
8. Art 9º Serão registrados em registro público: 
I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por 
sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença 
declaratória de ausência e de morte presumida. 
 OAB- XXXI Márcia, adolescente com 17 anos de idade, sempre demonstrou uma 
maturidade muito superior à sua faixa etária. Seu maior objetivo profissional é o de tornar-se 
professora de História e, por isso, decidiu criar um canal em uma plataforma on-line, na qual publica 
vídeos com aulas por ela própria elaboradas sobre conteúdos históricos. O canal tornou-se um 
sucesso, atraindo multidões de jovens seguidores e despertando o interesse de vários 
patrocinadores, que começaram a procurar a jovem, propondo contratos de publicidade. Embora 
ainda não tenha obtido nenhum lucro com o canal, Márcia está animada com a perspectiva de 
conseguir custear seus estudos na Faculdade de História se conseguir firmar alguns desses 
contratos. Para facilitar as atividades da jovem, seus pais decidiram emancipá-la, o que permitirá 
que celebre negócios com futuros patrocinadores com mais agilidade. Sobre o ato de emancipação 
de Márcia por seus pais, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: Deve, necessariamente, ser levado a registro no cartório competente do 
Registro Civil de Pessoas Naturais. 
 
 
9. Sucessão provisória - Art. 26 e ss: 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
 
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4 
 
Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante 
ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a 
ausência e se abra provisoriamente a sucessão. 
 
10. Sucessão definitiva: Art.37 e ss: 
Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da 
sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento 
das cauções prestadas. 
Resumindo: 
Fases da morte presumida com declaração de ausência: 
1o Arrecadação de bens; 
2o Espera de 1 ano; 
3o Declaração de ausência e abertura da sucessão provisória; 
4o Espera de 10 anos após o trânsito em julgado da decisão; 
5o Decisão autorizando a abertura da sucessão definitiva. 
 
Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta 
oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele. 
 OAB-XXIX – Gumercindo, 77 anos de idade, vinha sofrendo os efeitos do Mal 
de Alzheimer, que, embora não atingissem sua saúde física, perturbavam sua memória. 
Durante uma distração de seu enfermeiro, conseguiu evadir-se da casa em que residia. A 
despeito dos esforços de seus familiares, eleprojetonave.g@gmail.com
 
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ADMINISTRATIVO: SERVIÇOS PÚBLICOS 
 
AULA NA PLATAFORMA 
 
Leitura obrigatória: 
Lei 8.987/95 
Art.2º Art. 6º Art.7º Art.11 Art.16 Art.32 Art.33 Art.34 
Art.35 Art.36 Art.37 Art.38 Art.39 - - - 
 
Lei 11.079/04 
Art.2º Art.5º Art.6º Art.9º Art.10§3º 
 
1) Art. 175 da CF: Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de 
concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. 
 A outorga de concessão ou permissão de serviço público tem caráter de exclusividade? 
Art. 16 – 8987/95. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, 
salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. 5º 
desta Lei. 
 
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2015 - OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XVI - Primeira Fase 
O Estado X, após regular processo licitatório, celebrou contrato de concessão de serviço 
público de transporte intermunicipal de passageiros, por ônibus regular, com a sociedade 
empresária “F”, vencedora do certame, com prazo de 10 (dez) anos. Entretanto, apenas 5 
(cinco) anos depois da assinatura do contrato, o Estado publicou edital de licitação para a 
concessão de serviço de transporte de passageiros, por ônibus do tipo executivo, para o 
mesmo trecho. 
Diante do exposto, assinale a afirmativa correta. 
Resposta: A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no 
caso de inviabilidade técnica ou econômica devidamente justificada. 
 
 
 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
 
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2) Classificação de Serviços Públicos quanto aos destinatários: 
Uti Universi (individuais, serviços gerais) Uti individual (divisível, singular) 
Prestado a um número indeterminado de 
indivíduos. Não pode ser feita por cobrança 
de taxa. É financiado por imposto. 
Prestado a um número determinado de 
indivíduos. Há como mensurar sua 
utilização. É remunerado por taxa. 
Exemplo: Iluminação Pública Exemplo: Água, luz, telefonia 
 
3) Diferença entre Concessão, Permissão e Autorização de serviços públicos. 
 Concessão Permissão Autorização 
Quem presta o 
serviço público? 
 
Licitação 
 
 
4) Qual é a responsabilidade civil da concessionária? 
Art. 37 § 6º CR/88 + 25 da lei 8987/95 - Por ser pessoa jurídica de direito privado 
PRESTADORA DE SERVIÇO público, a concessionária responderá OBJETIVAMENTE pelos 
danos causados a terceiros, independente se o particular é ou não usuário de serviço público. 
Existe responsabilidade subsidiária (e objetiva) do Estado, caso a concessionária não tenha 
condições de arcar com os prejuízos. 
5) É possível, que além da tarifa a concessionária, haja outras fontes provenientes de receitas 
alternativas? 
Sim. Há a possibilidade de o edital prever outras fontes provenientes de receitas alternativas, 
complementares, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas, 
devendo ser consideradas para aferição do equilíbrio econômico-financeiro. Exemplo: ônibus 
com propaganda atrás. 
 
6) Quais as hipóteses em que se admite a interrupção da prestação do serviço público? 
Art. 6º§ 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação 
de emergência ou após prévio aviso, quando: 
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, 
II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
 
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NOVIDADE LEGISLATIVA: Art 6º§ 4º A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II 
do § 3º (por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade) deste artigo 
não poderá iniciar-se na sexta-feira, no sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia 
anterior a feriado. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) 
7) Possibilidade de Intervenção: 
 Art. 32. O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a 
adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, 
regulamentares e legais pertinentes. 
Parágrafo único. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a 
designação do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. 
Art. 33. Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, instaurar 
procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar 
responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa. 
§ 1º Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e 
regulamentares será declarada sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido 
à concessionária, sem prejuízo de seu direito à indenização. 
§ 2º O procedimento administrativo a que se refere o caput deste artigo deverá ser concluído no 
prazo de até cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. 
Art. 34. Cessada a intervenção, se não for extinta a concessão, a administração do serviço 
será devolvida à concessionária, precedida de prestação de contas pelo interventor, que 
responderá pelos atos praticados durante a sua gestão. 
 
8) Memorizar os casos de EXTINÇÃO DA CONCESSÃO: CAI MUITO! 
ANULAÇÃO CADUCIDADE RESCISÃO ENCAMPAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
9) Não confunda Concessão comum, patrocinada e Administrativa. 
Concessão comum Patrocinada(PPP) Administrativa(PPP) 
Quem paga a tarifa é o 
usuário 
Quem paga a tarifa é o usuário + 
poder público 
Quem paga a tarifa é o Poder 
Púbico, pois ostenta a qualidade 
Cassia Brito
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Art 2º§1 da lei 11.079/04 de usuário do serviço público 
Art 2º §2º da lei 11.079/04 
 
 
OAB XXXII - O Município Alfa pretende formalizar uma parceria público-privada para a 
realização de obras, instalação de postes e prestação de serviços de iluminação pública. A 
contraprestação da concessionária vencedora da licitação seria inteiramente custeada pela 
Administração Pública local, mediante ordem bancária e por outorga de direitos sobre bens 
públicos dominicais do município. Sobre essa situação hipotética, assinale a afirmativa 
correta. 
Resposta: O Município Alfa deveria utilizar-se de concessão administrativa para a 
formalização da contratação pretendida. 
 
 
 
Parceria Público-Privada (PPP) 
VEDAÇÃO – PPP: Art 2º §4 da lei 11.079/04 
 
 a) o valor do contrato for inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); 
 b) o período de prestação do serviço for inferior a 5 (cinco) anos; 
* (Obs: não pode ser inferior a 5 anos, nem superior a 35 anos, incluindo eventual prorrogação). 
 c) quando tenha como objeto único o fornecimento de mão-de obra,fornecimento e instalação 
de equipamentos ou a execução de obra pública. 
* Obs: Deve ser acompanhado de algum serviço público para ser permitida a PPP. 
 
A contratação de parceria público-privada será precedida de licitação na modalidade 
concorrência ou diálogo competitivo. 
Antes da celebração do contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito específico, 
incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria. 
 
10) É possível a arbitragem na concessão comum e na PPP. 
11) Súmulas: 
 Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos 
de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de 
imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. 
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45 
 
 Súmula Vinculante 27 - Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e 
concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte 
passiva necessária, assistente, nem opoente. 
 
Link para Questões 
 
 Sugestão: Faça no mínimo 10 questões 
Número de Questões: 
Acertos: Erros: 
 
 
ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: 
 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=2&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=2294
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149
 
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46 
 
CONSTITUCIONAL: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
 
 
AULA NA PLATAFORMA 
Constituição Federal: 
 Cláusula de Reserva de Plenário: Art 97 CF 
 ADI, ADC: 102, I, a , 102, “p” 
 Legitimados controle concentrado: Art 103 
 Arts. 102§2; 103§1º§2º§3º CF 
 125§2 CF 
 Súmula vinculante: 10 
 
 
1. Inconstitucionalidade formal e material 
 
Formal (Nomodinâmica): Vício decorre da inobservância do processo legislativo. 
 
 a) Subjetiva: Vício na iniciativa. 
 Exemplo: O Deputado XY apresentou um projeto de lei sobre aumento da 
remuneração dos servidores públicos. 
 A competência é do Presidente da República (art.61§1,II,a) logo 
inconstitucionalidade formal subjetiva. 
 
 b) Objetiva: Vício no Quórum 
 Exemplo: Uma lei complementar foi aprovada por maioria simples. 
 Lei complementar deve ser aprovada por maioria absoluta – Art 69 CF. 
 
 c) Orgânica: Vício na competência 
 Exemplo: Estado legislando sobre direito penal. Competência privativa da União. 
Art 22, I CF. 
 
b) Material (Nomoestática): O conteúdo da norma é contrário ao conteúdo constitucional. 
Exemplo: Uma lei dando autonomia ao Território. 
Território é descentralização da União, não é considerado ente, nem possui autonomia. Art 18§2 
CF. 
 
2. Controle Preventivo judicial: É feito de forma excepcional, (pois a norma não está pronta e 
acabada), exemplo: projeto de lei, proposta de emenda à constituição. Esse controle só pode ser 
exercido pelo Poder Judiciário (STF) quando um parlamentar (só o parlamentar), por meio de um 
Mandado de Segurança, argumenta a violação ao devido processo legislativo, exemplo: violação 
as Cláusulas Pétreas. 
 
OBS: A perda superveniente da condição de parlamentar ocasiona a extinção do Mandado de 
segurança. 
Cassia Brito
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3. Controle Repressivo judicial (Regra): Diferença entre controle DIFUSO e controle 
CONCENTRADO de constitucionalidade: 
 
 
 
Difuso (concreto) 
Concentrado (abstrato): ADI; ADC; ADPF; 
ADO 
É realizado por qualquer juiz ou tribunal Constituição Federal: STF 
Constituição Estadual: TJ 
- Efeito inter partes 
Obs.: se a decisão for proferida pelo STF é 
erga omnes. 
- A atuação do Senado: Artigo 52, X, da 
CF/88 apenas para fins de publicidade à 
decisão. 
- Efeito erga omnes 
 
 
 
- Efeitos ex tunc (retroativos); 
É possível a modulação dos efeitos temporais 
da sentença, quando causar risco à 
segurança jurídica ou ao interesse social. 
(Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex 
nunc) 
- Efeitos ex tunc (retroativos); 
É possível a modulação dos efeitos temporais 
da sentença, quando causar risco à segurança 
jurídica ou ao interesse social. 
(Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex 
nunc) 
- - Efeitos vinculantes, exceto o próprio STF e a 
função legislativa 
Legitimidade ampla Legitimados no artigo 103 da CF 
 
 
4. Cláusula de reserva de plenário Art. 97 da CF: Somente pelo voto da maioria absoluta de 
seus membros ou dos membros do órgão especial é que a inconstitucionalidade pode ser 
declarada. 
 
5. Súmula Vinculante 10 do STF: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a 
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou 
em parte. 
 
Cassia Brito
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6. Memorizar os legitimados do controle concentrado: art. 103 da CF. 
(podem ajuizar ADI/ADC/ADO/ADPF) 
 
Art 103 CF 
 Legitimados Universais (U) 
 Legitimados Especiais (E) – devem demonstrar pertinência temática 
 Quem precisa de Advogado (A)? 
 
3 pessoas 3 mesas 3 entidades 
 
 
 
 
 
 
 
7. O governador pode impugnar normas editadas em outras entidades da federação, exemplo: 
o governador de Goiás propõe ADI para impugnar norma editada no Estado do Acre, a partir da 
demonstração que a proposição da norma ofende, de alguma forma, os interesses do Estado no 
qual ele exerce a governança. 
 
8. Modulação dos efeitos temporais: 
 
A decisão de mérito em ADI tem efeito vinculante, erga omnes e, em regra, efeitos ex tunc. 
Ocorre que, havendo razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social, o STF, por 
2/3 de seus membros, poderá modular os efeitos temporais da decisão para que esta produza os 
seus efeitos em outro momento (ex nunc). Segundo entendimento do STF, poderá haver a 
modulação dos efeitos temporais também em suas decisões de inconstitucionalidade proferidas 
no controle difuso. 
 
9. As decisões no controle concentrado não vinculam o legislativo e o próprio STF. (cai 
muito) 
 
10. As normas constitucionais originárias não podem ser declaradas inconstitucionais ( exemplo: 
art 2º CF) , já as normas constitucionais derivadas ( emendas constitucionais) estão sujeitas ao 
controle de constitucionalidade. 
 
11. Ações do Controle Concentrado 
 
ADI ADC ADO ADPF 
Lei ou ato normativo Lei ou ato normativo Objetiva tornar a Leis pré-
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49 
 
Federal ou Estadual 
(pós-constitucional) 
Federal 
(pós-constitucional) 
norma constitucional 
efetiva. 
constitucionais; 
Lei Municipal X CF 
 
12. Os Tribunais de Justiça podem realizar controle concentrado de Constitucionalidade 
tendo como parâmetro a Constituição Federal. 
Art. 125§2º CF: 
§ 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos 
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição 
da legitimação para agir a um único órgão. 
 
 
Link para Questões 
Sugestão: Faça no mínimo 20 questões. 
Número de Questões: 
Acertos: Erros: 
 
ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES:
Cassia Brito
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Cassia Brito
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PENAL: TEORIA DO CRIME 
 
Ementa: Da aplicação da lei penal.Teoria Geral do 
delito.Tipicidade.Antijuridicidade.Culpabilidade. 
 
Leitura obrigatória dos arts.1º ao 28 do CP. 
 
Principais artigos do CP: 
 
Art.13 Art.16 Art.20§1º Art.23 Art.24 Art.25 Art.26 Art.27 Art.28 
Art.65 Art.73 Art. 74 - - - - - - 
 
1. Eficácia da Lei Penal no Tempo: 
 
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o 
momento do resultado. Como regra, adota-se a teoria da atividade (o tempo do crime é o 
momento da conduta). 
 
Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2020 - OAB - Exame de Ordem 
Unificado XXXI - Primeira Fase 
André, nascido em 21/11/2001, adquiriu de Francisco, em 18/11/2019, grande quantidade de 
droga, com o fim de vendê-la aos convidados de seu aniversário, que seria celebrado em 
24/11/2019. Imediatamente após a compra, guardou a droga no armário de seu quarto. 
Em 23/11/2019, a partir de uma denúncia anônima e munidos do respectivo mandado de 
busca e apreensão deferido judicialmente, policiais compareceram à residência de André, 
onde encontraram e apreenderam a droga que era por ele armazenada. De imediato, a mãe 
de André entrou em contato com o advogado da família. 
Considerando apenas as informações expostas, na Delegacia, o advogado de André deverá 
esclarecer à família que André, penalmente, será considerado 
Resposta: imputável, podendo responder pelo delito de tráfico de drogas, mesmo adotando o 
Código Penal a Teoria da Atividade para definir o momento do crime. 
Obs: André iniciou a conduta ainda menor de idade, ocorre que o crime praticado é um crime 
permanente, ou seja, a sua consumação se prolonga no tempo, assim, André responderá 
pelo crime de tráfico de drogas, pois foram apreendidas quando ele já havia completado a 
maioridade. 
 
2. O que é Abolitio Criminis? 
 
Art. 2º CP - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, 
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 
Cassia Brito
projetonave.g@gmail.com
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Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos 
anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 
3. Súmula 711, DO STF: 
 
A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua 
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 
 
 
Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XIII - Primeira Fase 
Considere que determinado agente tenha em depósito, durante o período de um ano, 300 kg 
de cocaína. Considere também que, durante o referido período, tenha entrado em vigor uma 
nova lei elevando a pena relativa ao crime de tráfico de entorpecentes. Sobre o caso sugerido, 
levando em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a 
afirmativa correta. 
Resposta: Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar 
durante o período em que o agente ainda estava com a droga em depósito. 
 
4. Eficácia da Lei Penal no Espaço: 
 
Regra: Princípio da territorialidade – aplica-se a lei brasileira ao crime cometido no território 
nacional, englobando embarcações ou aeronaves públicas ou a serviço do governo (extensão do 
território brasileiro. 
 
 Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2016 - OAB - Exame de 
Ordem Unificado - XXI - Primeira Fase 
Revoltado com a conduta de um Ministro de Estado, Mário se esconde no interior de uma 
aeronave pública brasileira, que estava a serviço do governo, e, no meio da viagem, já no 
espaço aéreo equivalente ao Uruguai, desfere 05 facadas no Ministro com o qual estava 
insatisfeito, vindo a causar-lhe lesão corporal gravíssima. 
Diante da hipótese narrada, com base na lei brasileira, assinale a afirmativa correta. 
Resposta: Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no 
critério da territorialidade. 
 
 
 Aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações 
estrangeiras de propriedade privada? 
 
Sim. Art. 5º § 2º CP. - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de 
aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso 
no território nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar 
territorial do Brasil. 
 
 
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 Qual regra se aplica aos chamados crimes à distância ou de espaço máximo? (infrações 
penais que envolvem mais de um país, ocorrendo a conduta e o resultado em países 
distintos). 
 
Teoria mista ou da ubiquidade – Art. 6º CP - Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar 
em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou 
deveria produzir-se o resultado. 
 
 Art. 7º CP prevê de forma excepcional as hipóteses de extraterritorialidade, em que a 
legislação penal se aplica para além do território nacional. (Faça a leitura). 
 
 
5. Teoria do Crime: 
 
Fato típico Ilicitude Culpabilidade 
- Conduta 
- Resultado 
- Nexo Causal 
- Tipicidade 
Excludentes: 
-Estado de necessidade 
- Legítima defesa 
- Estrito cumprimento do 
dever legal 
- Exercício regular do direito 
- Imputabilidade 
- Potencial conhecimento da 
ilicitude 
- Exigibilidade de conduta 
diversa 
 
 
6. Conduta 
Conduta: 
Crime doloso – Art. 18, I CP - quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-
lo; 
Crime culposo - Art.18,II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência 
(conduta ativa – age sem o dever de cuidado), negligência (conduta negativa – deixa de 
observar o dever de cuidado) ou imperícia (falta de aptidão técnica) . 
Crime preterdoloso – Quando o agente atua com dolo no antecedente e culpa no consequente 
Exemplo: João tem o dolo de lesionar a vítima (antecedente), mas, por culpa, acaba por causar-
lhe a morte (consequente). 
 
 
 Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2013 - OAB - Exame de 
Ordem Unificado - XII - Primeira Fase 
Wilson, competente professor de uma autoescola, guia seu carro por uma avenida à beira-mar. 
No banco do carona está sua noiva, Ivana. No meio do percurso, Wilson e Ivana começam a 
discutir: a moça reclama da alta velocidade empreendida. Assustada, Ivana grita com Wilson, 
dizendo que, se ele continuasse naquela velocidade, poderia facilmente perder o controle do 
carro e atropelar alguém. Wilson, por sua vez, responde que Ivana deveria deixar de ser 
medrosa e que nada aconteceria, pois se sua profissão era ensinar os outros a dirigir, ninguém 
poderia ser mais competente do que ele na condução de um veículo. Todavia, ao fazer uma 
curva, o automóvel derrapa na areia trazida para o asfalto por conta dos ventos do litoral, o 
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carro fica desgovernado e acaba ocorrendo o atropelamento de uma pessoa que passava pelo 
local. A vítima do atropelamentofalece instantaneamente. Wilson e Ivana sofrem pequenas 
escoriações. Cumpre destacar que a perícia feita no local constatou excesso de velocidade. 
 
Nesse sentido, com base no caso narrado, é correto afirmar que, em relação à vítima do 
atropelamento, Wilson agiu com 
Resposta: culpa consciente. 
Obs: Na Culpa consciente, com previsão ou "ex lascivia" ocorre quando o agente, após prever 
o resultado objetivamente previsível, realiza a conduta acreditando sinceramente que ele não 
ocorrerá. Por sua vez a culpa inconsciente, sem previsão ou "ex ignorantia" é aquela em que o 
agente não prevê o resultado objetivamente previsível. 
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado 
 
Erros essenciais: 
 
Erro de tipo incriminador 
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a 
punição por crime culposo, se previsto em lei. 
 
Profª Blazute não entendi nada! Calma, veja só o exemplo: 
 
“Maria transporta um pacote de cocaína acreditando ser farinha de trigo”. 
“Blazute vê um óculos que comprou na Shein semelhante ao seu e o leva, acreditando que se 
trata daquele que o pertence. 
 
O que você precisa saber sobre o erro de tipo incriminador? 
 Se inevitável/invencível/escusável - Afasta o dolo/culpa: fato atípico. 
 Se evitável/vencível/inescusável - Afasta o dolo: responderá pela forma culposa (se 
houver previsão em lei) 
 
 
Veja outro exemplo: 
 
OAB – XX - Wellington pretendia matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do 
time Bola Cheia, seu adversário no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, 
Wellington vê, de costas, um jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, 
efetua diversos disparos de arma de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 
era Rodrigo, adolescente que substituiria Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, 
Rodrigo faleceu. 
Considerando a situação narrada, assinale a opção que indica o crime cometido por 
Wellington. 
Resposta: Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve 
erro sobre a pessoa. 
 
Erro de tipo permissivo “descriminantes putativas” (putativo = imaginário) 
Cassia Brito
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§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando 
o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. 
 
 
 
Incide sobre causas excludentes da ilicitude. 
Se inevitável/invencível/escusável - Afasta o dolo/culpa: isenta a pena. 
Se evitável/vencível/inescusável - Afasta o dolo: Culpa imprópria, podendo gerar tentativa 
de crime “culposo” 
 
Exemplo: Pedro está sozinho em casa, à noite, e escuta um barulho estranho. Ao verificar pela 
janela vê que alguém estava entrando em sua casa. Como o local é escuro, e já foi existiram 
vários assaltos, ele vai à cozinha e pega uma arma, mira no vulto e atira, vindo a causar a morte 
da pessoa. Posteriormente, chama a polícia e verifica-se que a vítima era seu filho, João, que 
saiu e esqueceu a chave de casa. 
 
 
Erro de proibição 
 Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se 
inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 
Exemplo¹: 
Eslow, holandês e usuário de maconha, que nunca antes havia feito uma viagem 
internacional, veio ao Brasil para a Copa do Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil 
decidiu, diante da tensão, fumar um cigarro de maconha nas arquibancadas do estádio. 
Imediatamente, os policiais militares de plantão o prenderam e o conduziram à Delegacia de 
Polícia. Diante do Delegado de Polícia, Eslow, completamente assustado, afirma que não 
sabia que no Brasil a utilização de pequena quantidade de maconha era proibida, pois, no seu 
país, é um hábito assistir a jogos de futebol fumando maconha. 
Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva. 
Resposta: Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento 
de pena 
 
Exemplo²: 
OAB XXII - Tony, a pedido de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que 
acredita ser de remédios, sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato 
de Cocaína em seu interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis 
Sativa L. (maconha), pois acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua 
posse para fins medicinais. Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das 
drogas, denunciados pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Considerando apenas 
as informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor dos clientes, 
respectivamente, a ocorrência de 
Resposta: erro de tipo e erro de proibição. 
 
 
Erros Acidentais: 
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Erro sobre a pessoa – Há 2 pessoas envolvidas. 
Art.20 § 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. 
Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da 
pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. 
Resumindo: responde pelo crime, como se tivesse atingido a vítima pretendida e não a 
vítima efetivamente atingida. 
 
Exemplo: 
 
OAB XXX - Regina dá à luz seu primeiro filho, Davi. Logo após realizado o parto, ela, sob 
influência do estado puerperal, comparece ao berçário da maternidade, no intuito de matar 
Davi. No entanto, pensando tratar-se de seu filho, ela, com uma corda, asfixia Bruno, filho 
recém-nascido do casal Marta e Rogério, causando-lhe a morte. Descobertos os fatos, Regina 
é denunciada pelo crime de homicídio qualificado pela asfixia com causa de aumento de pena 
pela idade da vítima. 
Diante dos fatos acima narrados, o(a) advogado(a) de Regina, em alegações finais da 
primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, deverá requerer 
 
Resposta: a desclassificação para o crime de infanticídio, diante do erro sobre a pessoa, 
não podendo ser reconhecida a agravante pelo fato de quem se pretendia atingir ser 
descendente da agente. 
Obs: Não incidem as circunstâncias agravantes presentes no artigo 61,II, e (crime 
praticado contra descendente) e h (crime praticado contra criança), pois já integram a 
descrição típica do infanticídio. 
 
Aberratio ictus: Erro na execução 
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de 
atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse 
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No 
caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do 
art. 70 deste Código. 
Resumindo: Não exclui dolo nem culpa, e o agente responde pelo crime considerando as 
qualidades da vítima pretendida, e não da efetivamente atingida. 
 
 Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2016 - OAB - Exame de 
Ordem Unificado - XIX - Primeira Fase 
Pedro e Paulo bebiam em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol. 
Pedro, objetivando atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e 
também terceira pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram, 
inclusive aquela cuja morte não era querida pelo agente. 
Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro - 
Resposta: aberratio ictus. 
 
 
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Aberratio criminis (aberratio delicti– Art. 74 do CP) – Erro quanto ao crime praticado 
Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do 
crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é 
previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do 
art. 70 deste Código. 
Exemplo: O agente quer causar um dano ao patrimônio. acaba errando o alvo e atinge uma 
pessoa causando-lhe a morte. 
Objetivo: afastar a tentativa de dano doloso praticada, respondendo por homicídio culposo 
produzido. 
 
 
7. Relação de causalidade: 
 
Art. 13 do CP - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem 
lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
Princípio da intranscendência. 
 
Superveniência de causa independente: 
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si 
só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 
 
Exemplo: 
 
OAB XXIX - Após discussão em uma casa noturna, Jonas, com a intenção de causar lesão, 
aplicou um golpe de arte marcial em Leonardo, causando fratura em seu braço. Leonardo, 
então, foi encaminhado ao hospital, onde constatou-se a desnecessidade de intervenção 
cirúrgica e optou-se por um tratamento mais conservador com analgésicos para dor, o que 
permitiria que ele retornasse às suas atividades normais em 15 dias. 
A equipe médica, sem observar os devidos cuidados exigidos, ministrou o remédio a Leonardo 
sem observar que era composto por substância à qual o paciente informara ser alérgico em 
sua ficha de internação. Em razão da medicação aplicada, Leonardo sofreu choque 
anafilático, evoluindo a óbito, conforme demonstrado em seu laudo de exame cadavérico. 
Recebidos os autos do inquérito, o Ministério Público ofereceu denúncia em face de Jonas, 
imputando-lhe o crime de homicídio doloso. 
Diante dos fatos acima narrados e considerando o estudo da teoria da equivalência, o(a) 
advogado(a) de Jonas deverá alegar que a morte de Leonardo decorreu de causa 
superveniente 
Resposta: relativamente independente, que, por si só, produziu o resultado, devendo haver 
desclassificação para o crime de lesão corporal, não podendo ser imputado o resultado morte. 
 
Teoria da imputação objetiva no direito penal – Apenas devem ser imputadas as condutas 
que signifiquem um incremento, um aumento do risco ao bem jurídico penalmente tutelado. 
 José conversava com Antônio em frente a um prédio. Durante a conversa, 
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José percebe que João, do alto do edifício, jogara um vaso mirando a cabeça de seu 
interlocutor. Assustado, e com o fim de evitar a possível morte de Antônio, José o empurra 
com força. Antônio cai e, na queda, fratura o braço. Do alto do prédio, João vê a cena e fica 
irritado ao perceber que, pela atuação rápida de José, não conseguira acertar o vaso na 
cabeça de Antônio. 
Com base no caso apresentado, segundo os estudos acerca da teoria da imputação objetiva, 
assinale a afirmativa correta. 
Resposta: O resultado não pode ser imputado a José, ainda que entre a lesão e sua conduta 
exista nexo de causalidade. 
Obs: Como não houve incremento do risco, José não responde por ter empurrado Antônio, 
visto que sua conduta reduziu o risco frente a queda do vaso. 
 
8. Iter Criminis 
 
Iter Criminis 
Desistência Voluntária 
(art.15) 
Arrependimento 
Eficaz (art.15) 
Arrependimento 
Posterior (art.16) 
O agente inicia os atos 
executórios e, durante sua 
realização, voluntariamente 
desiste de continuar e 
abandona a prática dos atos 
em curso. 
Ou seja, não há consumação! 
Assim, o agente só responderá 
pelos atos anteriormente 
praticados, sendo ATÍPICA a 
tentativa do crime visado. 
O agente inicia e completa 
todos os atos executórios, e 
por sua escolha atua 
eficazmente e impede a 
consumação. 
Assim, o agente só responderá 
pelos atos anteriormente 
praticados, não responderá 
pela tentativa do crime visado. 
Nos crimes cometidos 
sem violência ou grave 
ameaça à pessoa, 
reparado o dano ou 
restituída a coisa, até o 
recebimento da denúncia 
ou da queixa, por ato 
voluntário do agente, a 
pena será reduzida de 
um a dois terços. 
 
Vamos treinar? 
 
OAB XXIX - Durante a madrugada, Lucas ingressou em uma residência e subtraiu um 
computador. Quando se preparava para sair da residência, ainda dentro da casa, foi 
surpreendido pela chegada do proprietário. Assustado, ele o empurrou e conseguiu fugir com 
a coisa subtraída. 
Na manhã seguinte, arrependeu-se e resolveu devolver a coisa subtraída ao legítimo dono, o 
que efetivamente veio a ocorrer. O proprietário, revoltado com a conduta anterior de Lucas, 
compareceu em sede policial e narrou o ocorrido. Intimado pelo Delegado para comparecer 
em sede policial, Lucas, preocupado com uma possível responsabilização penal, procura o 
advogado da família e solicita esclarecimentos sobre a sua situação jurídica, reiterando que já 
no dia seguinte devolvera o bem subtraído. 
Na ocasião da assistência jurídica, o(a) advogado(a) deverá informar a Lucas que poderá ser 
reconhecido(a) 
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Respostas: a atenuante da reparação do dano, apenas, não sendo, porém, afastada a 
tipicidade da conduta. 
Obs: o agente somente faz jus à atenuante da reparação do dano, na forma do art. 65, III, 
alínea 'b' do CP. 
Cuidado: O arrependimento posterior, que só incide nos crimes sem violência ou grave 
ameaça. 
 
OAB XIX Durante uma discussão, Theodoro, inimigo declarado de Valentim, seu cunhado, 
golpeou a barriga de seu rival com uma faca, com intenção de matá-lo. Ocorre que, após o 
primeiro golpe, pensando em seus sobrinhos, Theodoro percebeu a incorreção de seus atos e 
optou por não mais continuar golpeando Valentim, apesar de saber que aquela única facada 
não seria suficiente para matá-lo. 
Resposta: Neste caso, Theodoro responderá pelo crime de lesão corporal, em virtude de sua 
desistência voluntária. 
 
 
9. Crime de moeda falsa de R$ 3,00 não existe: Crime impossível; 
Art. 17 CP - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta 
impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. 
 
 Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2015 - OAB - Exame de 
Ordem Unificado - XVII - Primeira Fase 
Cristiane, revoltada com a traição de seu marido, Pedro, decide matá-lo. Para tanto, resolve 
esperar que ele adormeça para, durante a madrugada, acabar com sua vida. Por volta das 
22h, Pedro deita para ver futebol na sala da residência do casal. Quando chega à sala, 
Cristiane percebe que Pedro estava deitado sem se mexer no sofá. Acreditando estar 
dormindo, desfere 10 facadas em seu peito. Nervosa e arrependida, liga para o hospital e, 
com a chegada dos médicos, é informada que o marido faleceu. O laudo de exame 
cadavérico, porém, constatou que Pedro havia falecido momentos antes das facadas em 
razão de um infarto fulminante. Cristiane, então, foi denunciada por tentativa de homicídio. 
Você, advogado(a) de Cristiane, deverá alegar em seu favor a ocorrência de 
Resposta: crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. 
 
 
 
10. Excludentes da ilicitude 
 
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: 
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa; 
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. 
Excesso punível 
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo 
excesso doloso ou culposo. 
 
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Estado de necessidade: 
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo 
atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou 
alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. 
 §1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. 
 
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser 
reduzida de um a dois terços. 
 
Legítima defesa: Art. 25 do CP - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente 
dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. 
 Por que a legítima defesa só é possível contra a ação de um ser 
humano? 
 
A legitima defesa somente pode ser alegada contra agressão de um ser humano e, no caso de 
ataque de animal, configura-se o Estado de Necessidade, a não ser que a agressão se 
originou de um ser humano (cão usado como instrumento para cometimento do crime) o que 
viabiliza a legitima defesa. 
 
Exemplo: 
 
OAB XXX Enquanto assistia a um jogo de futebol em um bar, Francisco começou a provocar 
Raul, dizendo que seu clube, que perdia a partida, seria rebaixado. Inconformado com a 
indevida provocação, Raul, que estava acompanhado de um cachorro de grande porte, atiça o 
animal a atacar Francisco, o que efetivamente acontece. Na tentativa de se defender, 
Francisco desfere uma facada no cachorro de Raul, o qual vem a falecer. O fato foi levado à 
autoridade policial, que instaurou inquérito para apuração. 
Francisco, então, contrata você, na condição de advogado(a), para patrocinar seus interesses. 
Considerando os fatos narrados, com relação à conduta praticada por Francisco, você, como 
advogado(a), deverá esclarecer que seu cliente 
Resposta: atuou escorado na excludente de ilicitude da legítima defesa. 
 
 
Estrito cumprimento de um dever legal. 
Relaciona-se com situações em que os agentes públicos, no desempenho de suas funções, 
cumprem o determinado pelo ordenamento jurídico, desse modo, uma conduta lícita 
(PRADO,2010). 
Exemplo: policial que prende alguém em flagrante. 
 
11. Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
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61 
 
 
 
 
 
Exemplo: 
OAB XXXII - Paulo e Júlia viajaram para Portugal, em novembro de 2019, em comemoração 
ao aniversário de um ano de casamento. Na cidade de Lisboa, dentro do quarto do hotel, por 
ciúmes da esposa que teria olhado para terceira pessoa durante o jantar, Paulo veio a agredi-
la, causando-lhe lesões leves reconhecidas no laudo próprio. Com a intervenção de 
funcionários do hotel que ouviram os gritos da vítima, Paulo acabou encaminhado para 
Delegacia, sendo liberado mediante o pagamento de fiança e autorizado seu retorno ao Brasil. 
Paulo, na semana seguinte, retornou para o Brasil, sem que houvesse qualquer ação penal 
em seu desfavor em Portugal, enquanto Júlia permaneceu em Lisboa. Ciente de que o fato já 
era do conhecimento das autoridades brasileiras e preocupado com sua situação jurídica no 
país, Paulo procura você, na condição de advogado(a), para obter sua orientação. 
Considerando apenas as informações narradas, você, como advogado(a), deve esclarecer 
que a lei brasileira 
Resposta: poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do 
retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor 
responsabilizado criminalmente. 
 
12. Culpabilidade 
 
O imputável é aquele que se responsabiliza pelos seus atos, podendo ser imputado um fato 
típico e ilícito. 
Por sua vez, o Código Penal traz hipóteses de inimputabilidade: 
 
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era 
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às 
normas estabelecidas na legislação especial. 
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: 
I - a emoção ou a paixão; 
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 
1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou 
força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 § 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a 
plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com 
esse entendimento. 
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Exigibilidade de Conduta Diversa: 
Para existir culpa do agente, é necessário que tenha atuado em situações normais. 
 
Quais são as situações de inexigibilidade de conduta diversa? 
Art. 22 CP - Se o fato é cometido sob coação irresistível ( coação MORAL) ou em estrita 
obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da 
coação ou da ordem. 
 
 Durante um assalto a uma instituição bancária, Antônio e Francisco, gerentes 
do estabelecimento, são feitos reféns. Tendo ciência da condição deles de gerentes e da 
necessidade de que suas digitais fossem inseridas em determinado sistema para abertura do 
cofre, os criminosos colocam, à força, o dedo de Antônio no local necessário, abrindo, com 
isso, o cofre e subtraindo determinada quantia em dinheiro. Além disso, sob a ameaça de 
morte da esposa de Francisco, exigem que este saia do banco, levando a sacola de dinheiro 
juntamente com eles, enquanto apontam uma arma de fogo para os policiais que tentavam 
efetuar a prisão dos agentes. 
Analisando as condutas de Antônio e Francisco, com base no conceito tripartido de crime, é 
correto afirmar que 
Gabarito: Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade (coação FÍSICA 
irresistível), enquanto Francisco não responderá por ausência de culpabilidade em sua 
conduta (coação MORAL irresistível). 
 
 
 
 
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PROCESSO CIVIL: ART.1º AO 187 CPC 
Ementa: Das normas fundamentais e da aplicação das normas processuais. Da função jurisdicional. Da 
competência interna. Dos sujeitos do processo. Dos procuradores. Do litisconsórcio. Da intervenção de 
terceiros 
Artigos de leitura obrigatória 
Art.3º Art.21 Art.46 Art.47 Art.49 Art.50 Art.53 Art.55 Art.56 Art.57 
Art.62 Art.63 Art.64 Art.65 Art.72 Art.73 Art.75 Art.76 Art.78 Art.79 
Art.81 Art.84 Art.85 Art.95 Art.99 Art.100 Art.104 Art.106 Art.109 Art.110 
Art.112 Art.113 Art.115 Art.119 Art.123 Art.125 Art.130 Art.134 Art.141 Art.144 
Art.145 Art.148 Art.165 Art.167 Art.172 Art.178 Art.790 Art.1005 - - 
 
1. Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: 
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao 
inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de 
nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; 
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de 
bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio 
fora do território nacional. 
 
Veja como caiu: 
OAB XXXIII Carlyle Schneider, engenheiro suíço, morava em Madison, Wisconsin, Estados 
Unidos da América, há 12 anos.Em meados de 2015, participou da construção de dois 
edifícios em Florianópolis, Brasil, dos quais se afeiçoou de tal modo, que decidiu adquirir uma 
unidade residencial em cada prédio. Portanto, apesar de bem estabelecido em Madison, era o 
Sr. Schneider proprietário de dois imóveis no Brasil.Em 10/12/2017, viajou à Alemanha e, ao 
visitar um antigo casarão a ser restaurado, foi surpreendido pelo desabamento da construção 
sobre si, falecendo logo em seguida. Carlyle Schneider deixou 3 (três) filhos, que moravam na 
Suíça. 
A respeito dos limites da jurisdição nacional e da cooperação internacional, com base nas 
normas constantes do Código de Processo Civil, assinale a afirmativa correta. 
Resposta: Em matéria de sucessão hereditária, compete exclusivamente ao Estado 
brasileiro, local de situação dos imóveis, proceder ao inventário e à partilha dos dois bens 
imóveis. 
2.Competência: 
Art. 48 CPC - O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, 
ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
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III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
 
OAB XXVIII - João Paulo faleceu em Atibaia (SP), vítima de um ataque cardíaco fulminante. 
Empresário de sucesso, domiciliado na cidade de São Paulo (SP), João Paulo possuía 
inúmeros bens, dentre os quais se incluem uma casa de praia em Búzios (RJ), uma fazenda 
em Lucas do Rio Verde (GO) e alguns veículos de luxo, atualmente estacionados em uma 
garagem em Salvador (BA). Neste cenário, assinale a opção que indica o foro competente 
para o inventário e a partilha dos bens deixados por João Paulo. 
Resposta: O foro de São Paulo (SP). 
3. Dos deveres das partes e de seus procuradores 
NOVIDADE! 
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e 
de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: 
VII - informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder 
Judiciário e, no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para 
recebimento de citações e intimações. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
4. Caução: 
 
Art. 83. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país 
ao longo da tramitação de processo prestará caução suficiente ao pagamento das custas e dos 
honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens 
imóveis que lhes assegurem o pagamento. 
§ 1º Não se exigirá a caução de que trata o caput : 
I - quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz 
parte; 
II - na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença; 
III - na reconvenção. 
 
5.Honorários: 
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. 
§ 1º São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, 
provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, 
cumulativamente. 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
 
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§ 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre 
o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre 
o valor atualizado da causa... 
 
Ação Civil Pública: Art. 18 da lei 7347/85: Nas ações de que trata esta lei, não 
haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras 
despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em 
honorários de advogado, custas e despesas processuais. 
 
Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela 
propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao 
décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. 
 
6. Perícia: 
 
Art. 95 do CPC: Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver 
indicado, sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada 
quando a perícia for determinada de ofício ou requerida por ambas as partes. 
 
Exemplo: 
OAB XXVIII - O fornecimento de energia elétrica à residência de Vicente foi interrompido em 2 
de janeiro de 2018, porque, segundo a concessionária de serviço público, haveria um “gato” 
no local, ou seja, o medidor de energia teria sido indevidamente adulterado. Indignado, 
Vicente, representado por um(a) advogado(a), propôs, aproximadamente um mês depois, 
demanda em face da fornecedora e pediu o restabelecimento do serviço, pois o medidor 
estaria hígido. A fim de provar os fatos alegados, o autor requereu a produção de prova 
pericial. Citado poucos meses depois da propositura da demanda, a ré defendeu a correção 
de sua conduta, ratificou a existência de irregularidade no medidor de energia e, tal qual o 
autor, requereu a produção de perícia. Em dezembro de 2018, após arbitrar o valor dos 
honorários periciais e antes da realização da perícia, o juiz atribuiu apenas ao autor, que 
efetivamente foi intimado para tanto, o pagamento de tal verba. Sobre a hipótese apresentada, 
assinale a afirmativa correta. 
Resposta: O juiz decidiu de modo incorreto, pois se ambas as partes requererem a produção 
de perícia, autor e réu devem adiantar os honorários periciais. 
 
 
 
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Art. 790-B§3º CLT Não confundir! Em Processo do Trabalho o juízo não poderá exigir 
adiantamento de valores para realização de perícias. 
 
7. Intervenção de terceiros: 
 
DENUNCIAÇÃO DA LIDE (ART. 125) CHAMAMENTO AO PROCESSO (ART.130) 
CABIMENTO: 
I-O alienante imediato, no processo relativo à 
coisa cujo domínio foi transferido ao 
denunciante, a fim de que possa exercer os 
direitos que da evicção lhe resultam; 
II-àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo 
contrato, a indenizar, em ação regressiva, o 
prejuízo de quem for vencido no processo. 
Exemplo clássico: quando envolver seguros/ 
seguradoras 
 
CABIMENTO: 
I – do afiançado, na ação em que o fiador for 
réu; 
II – dos demais fiadores, na ação proposta 
contra um ou alguns deles; 
III – dos demais devedores solidários, quando 
o credor exigir de um ou de alguns o 
pagamento da dívida comum. 
 Solidariedade! 
 
Exemplo: 
 
OAB-XXX Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, 
disponibiliza-se a ser seu fiador no contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de 
benefício de ordem. Um ano e meio após a assinatura do contrato, Daniel é citado em ação 
judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados. Ciente de que Joana possui bens 
suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você, como advogado(a), 
sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação. Diante do caso 
narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser 
arguida por Daniel em sua contestação. 
Resposta: Chamamento ao processo. 
Veja mais um exemplo: 
Felipe, a fim de cobrar dívida proveniente de contrato de mútuo firmado com Aline, ajuizou 
demanda de conhecimento em face de João Alberto, fiador. Surpreendido pela citação, João 
Alberto procura, no mesmo dia, um(a) advogado(a).Diante de tal quadro, assinale a opção que 
apresenta a medida mais adequada a ser adotada pelo(a) advogado(a) para obter a 
responsabilização de Aline. 
Resposta: Realizar o chamamento ao processo de Aline. 
 
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8. Sobre a desconsideração da personalidade jurídica: 
 
Art. 133, 134 + 795§4º CPC 
 
 Finalidade de atingir o patrimônio pessoal dos sócios administradores quando a 
sociedade estiver se utilizando de sua personalidade jurídica para cometer fraude ou 
abuso de direito. 
 O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido 
da parte ou do Ministério Público. Art. 133 CPC. 
 O incidente de desconsideração da personalidade jurídica é cabível em todas as fases 
do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em 
título executivo extrajudicial. Art. 134 CPC. 
 
Exemplo: 
OAB XXVIII – Amauri ingressou com ação ordinária em face de Mercadinho dos Suínos Ltda., 
em decorrência do consumo de alimento inapropriado vendido pelo réu. O pedido foi julgado 
procedente em decisão transitada em julgado, condenando a pessoa jurídica ré a indenizar o 
autor em R$ 10.000,00 (dez mil reais). Na fase de cumprimento de sentença, não foram 
encontrados bens penhoráveis pertencentes à sociedade, razão pela qual o juízo competente 
decretou, de ofício, a desconsideração da personalidade jurídica, penhorando um automóvel 
pertencente a Flávio, sócio majoritário da sociedade ré. 
Diante de tal cenário, assinale a afirmativa correta. 
Resposta: A decisão está incorreta, pois a desconsideração da personalidade jurídica exige, 
cumulativamente, o requerimento da parte interessada e a instauração do incidente, nos 
termos do CPC. 
 
9. Impedimento e Suspeição do Magistrado 
Impedimento Art.144 Suspeição- Art. 145 
I – em que interveio como mandatário da parte, 
oficiou como perito, funcionou como membro do 
Ministério Público ou prestou depoimento 
como testemunha; 
II – de que conheceu em outro grau de 
jurisdição, tendo proferido decisão; 
III – quando nele estiver postulando, como 
defensor público, advogado ou membro do 
Ministério Público, seu cônjuge ou 
companheiro, ou qualquer parente, 
I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das 
partes ou de seus advogados; 
II – que receber presentes de pessoas que 
tiverem interesse na causa antes ou depois de 
iniciado o processo, que aconselhar alguma das 
partes acerca do objeto da causa ou que 
subministrar meios para atender às despesas do 
litígio; 
III – quando qualquer das partes for sua 
credora ou devedora, de seu cônjuge ou 
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consanguíneo ou afim, em linha reta ou 
colateral, até o terceiro grau, inclusive; 
IV – quando for parte no processo ele próprio, 
seu cônjuge ou companheiro, ou parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, 
até o terceiro grau, inclusive; 
V – quando for sócio ou membro de direção ou 
de administração de pessoa jurídica parte no 
processo; 
VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário 
ou empregador de qualquer das partes; 
VII – em que figure como parte instituição de 
ensino com a qual tenha relação de emprego ou 
decorrente de contrato de prestação de 
serviços; 
VIII – em que figure como parte cliente do 
escritório de advocacia de seu cônjuge, 
companheiro ou parente, consanguíneo ou 
afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro 
grau, inclusive, mesmo que patrocinado por 
advogado de outro escritório; 
IX – quando promover ação contra a parte ou 
seu advogado. 
 
companheiro ou de parentes destes, em linha 
reta até o terceiro grau, inclusive; 
IV – interessado no julgamento do processo 
em favor de qualquer das partes. 
 
 
10. Prazos diferenciados para a prática de atos processuais: 
Regra: 
Art. 183 CPC – A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas 
manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. 
Exceções ao prazo em dobro: 
Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu representante judicial, por carga, 
remessa ou meio eletrônico, para, querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios 
autos, impugnar a execução, podendo arguir: 
 
Art. 629. A Fazenda Pública, no prazo de 15 (quinze) dias, após a vista de que trata o art. 
627 , informará ao juízo, de acordo com os dados que constam de seu cadastro imobiliário, o 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art627
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valor dos bens de raiz descritos nas primeiras declarações. 
Art. 910. Na execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda Pública será citada para 
opor embargos em 30 (trinta) dias. 
 
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DIA 04/06: Sábado 
TRABALHO: REMUNERAÇÃO E SALÁRIO (CLT) 
Ler do Art. 457 ao 500 da CLT. 
Outros artigos importantes: 
 
1. Art. 457 CLT - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos 
legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do 
serviço, as gorjetas que receber. 
§ 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões 
pagas pelo empregador. 
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, 
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a 
remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base 
de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. 
 
Exemplo: 
OAB XXXII - Desde abril de 2019, Denilson é empregado em uma indústria de cosméticos, 
com carteira profissional assinada. No último contracheque de Denilson verifica-se o 
pagamento das seguintes parcelas: abono, prêmio, comissão e diária para viagem. 
Considerando essa situação, assinale a opção que indica a verba que, de acordo com a CLT, 
integra o salário e constitui base de incidência de encargo trabalhista. 
A) Abono. 
B) Prêmio. 
C) Comissão. 
D) Diária para viagem. 
Resposta: Letra C 
 
§3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao 
empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer 
título, e destinado à distribuição aos empregados. 
Súmula n. 354 do TST 
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos 
clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as 
parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. 
 
Art.58 Art.58-A Art.59 Art. 457 Art. 462 Art.507-B Art.611-A Art.620 
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72 
 
Não confunda: Remuneração (soma dos pagamentos feitos pelo empregador e 
terceiros) com Salário (pagamentos feitos pelo empregador). 
 Ano: 2018 Banca: FGV - XXVI - Primeira Fase 
Jorge era caixa bancário e trabalhava para o Banco Múltiplo S/A. Recebia salário fixo de R$ 
4.000,00 mensais. Além disso, recebia comissão de 3% sobre cada seguro de carro, vida e 
previdência oferecido e aceito pelos clientes do Banco, o que fazia concomitantemente com suas 
atividades de caixa, computando-se o desempenho para suas metas e da agência. Os produtos 
em referência não eram do banco, mas, sim, da Seguradora Múltiplo S/A, empresa do mesmo 
grupo econômico do empregador de Jorge. 
Diante disso, observando o entendimento jurisprudencial consolidado do TST, bem como as 
disposições da CLT, assinale a afirmativa correta. 
Resposta: Os valores recebidos a título de comissão devem integrar a remuneração de Jorge. 
Obs: As principais parcelas salariais são: salário-base, 13º, adicionais em geral, comissões. 
 
2. O que não é considerado salário: Art. 458 §2 da CLT. 
Art.458 §2º: Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as 
seguintes utilidades concedidas pelo empregador: 
 
I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no 
local de trabalho, para a prestação do serviço; 
II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores 
relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; 
III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não 
por transporte público; 
IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-
saúde; 
V – seguros de vida e de acidentes pessoais; 
VI – previdência privada; 
VIII - o valor correspondente ao vale-cultura 
 
Obs: O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. 
 
 
 
 
 
 
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73 
 
§ 3º - A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos 
fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por 
cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual. 
Resumindo: 
Salário- Utilidade: Urbano Rural 
Habitação 25% 20% 
Alimentação 20% 25% 
 
Obs: A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, 
quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no 
caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. 
3. Descontos Salariais. 
Descontos Salariais 
Regra: Veda-se os descontos no salário. 
Exceções: 
 Previsão legal/ contrato coletivo 
 Adiantamentos 
 Dano doloso 
 Dano culposo (desde que autorizado pelo empregado) 
 Descontos salariais com a autorização prévia e por escrito (exemplos: planos de 
assistência odontológica, médico-hospitalar, seguro...) 
 
 
Descontos Salariais – Domésticos – LC 150 
Art. 18. É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por 
fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas com 
transporte, hospedagem e alimentação em caso de acompanhamento em viagem. 
§ 1º É facultado ao empregador efetuar descontos no salário do empregado em caso de 
adiantamento salarial e, mediante acordo escrito entre as partes, para a inclusão do empregado 
em planos de assistência médico-hospitalar e odontológica, de seguro e de previdência 
privada, não podendo a dedução ultrapassar 20% (vinte por cento) do salário. 
§ 2º Poderão ser descontadas as despesas com moradia de que trata o caput deste artigo 
quando essa se referir a local diverso da residência em que ocorrer a prestação de serviço, 
desde que essa possibilidade tenha sido expressamente acordada entre as partes. 
 
4. Princípio da irredutibilidade salarial – Art. 7º, VI, CF. 
Veda-se a redução do salário nominal pelo empregador. 
Exceção: 
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74 
 
 Autorização por negociação coletiva. 
 Não se aplica para parcelas de salário condição (pagas em virtude de condição mais 
gravosa ou circunstâncias temporárias). 
Exemplo: O trabalhador somente faz jus ao pagamento do adicional de insalubridade enquanto 
permanecer exposto a agentes de risco à sua saúde, independentemente do tempo em que 
percebeu o aludido adicional. 
 
Súmula 248 do TST. 
A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade, por ato da autoridade competente, 
repercute na satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da 
irredutibilidade salarial. 
 
5. Décimo Terceiro Salário 
 
- Constituição Federal: Art. 7º, VIII. 
- O décimo terceiro será pago pelo empregador até o dia 20 de dezembro de cada ano, 
compensada a importância que, a título de adiantamento, o empregado houver recebido na 
forma do artigo seguinte. 
- Entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador pagará, como 
adiantamento da gratificação referida no artigo precedente, de uma só vez, metade do salário 
recebido pelo respectivo empregado no mês anterior. 
 
- Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, 
exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: V - valor nominal do décimo 
terceiro salário; 
 
 Ano: 2019 Banca: FGV Órgão:OAB Prova: FGV - 2019 - OAB - Exame de 
Ordem Unificado XXX - Primeira Fase 
Reinaldo é empregado da padaria Cruz de Prata Ltda., na qual exerce a função de auxiliar de 
padeiro, com jornada de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h, e pausa alimentar de 15 
minutos. Aproxima-se o final do ano, e Reinaldo aguarda ansiosamente pelo pagamento do 13º 
salário, pois pretende utilizá-lo para comprar uma televisão. A respeito do 13º salário, assinale a 
afirmativa correta. 
Resposta: A gratificação natalina deve ser paga em duas parcelas, sendo a primeira entre os 
meses de fevereiro e novembro e a segunda, até o dia 20 de dezembro de cada ano. 
 
 
 
 
6. Artigo 486 da CLT: fato do príncipe. 
Art. 486 - No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de 
autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que 
impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a 
cargo do governo responsável. 
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75 
 
7.Memorizar o artigo 4º, §2º da CLT: não é considerado tempo a disposição do empregador. 
Art 4º§ 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado 
como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de 
cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por 
escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más 
condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para 
exercer atividades particulares, entre outras: 
I-práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na 
empresa. 
 
8. Saber sobre o intervalo intrajornada (artigo 71, §4º da CLT). 
§ 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, 
apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho. 
9. Insalubridade e Periculosidade 
Insalubridade Periculosidade 
Base de cálculo: salário-mínimo Incide sobre o salário básico 
Adicional: 
Grau mínimo: 10% 
Grau médio: 20% 
Grau máximo: 40% 
Adicional: 
30% 
 
 Art.193 da CLT: 
São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada 
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, 
impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: 
I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; 
II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de 
segurança pessoal ou patrimonial; 
§ 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 
30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios 
ou participações nos lucros da empresa. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art58
 
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76 
 
§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja 
devido. 
§ 3º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente 
já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo. 
§ 4º São também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. 
 
Exemplo: 
OAB XXX - Edimilson é vigia noturno em um condomínio residencial de apartamentos. Paulo é 
vigilante armado de uma agência bancária. Letícia é motociclista de entregas de uma empresa 
de logística. Avalie os três casos apresentados e, observadas as regras da CLT, assinale a 
afirmativa correta. 
Resposta: Paulo e Letícia exercem atividade perigosa e fazem jus ao adicional de 
periculosidade. A atividade de Edimilson não é considerada perigosa, e, por isso, ele não deve 
receber adicional. 
 
10. Equiparação Salarial – Súmula 6 TST e Art. 461 CLT 
Requisitos: 
a) Identidade de função 
b) Identidade de empregador 
c) Identidade de estabelecimento 
d) Simultaneidade no exercício da função 
e) Diferença de tempo na função não seja superior a dois anos. 
f) Diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos. 
 
O que afasta a equiparação salarial? 
a) Perfeição técnica 
b) Produtividade 
c) Existência de quadro de carreira ou plano de cargos e salários. 
 
 
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projetonave.g@gmail.comnunca foi encontrado, e já se passaram nove 
anos do seu desaparecimento. Agora, seus parentes lidam com as dificuldades relativas à 
administração e disposição do seu patrimônio. Assinale a opção que indica o que os parentes 
devem fazer para receberem a propriedade dos bens de Gumercindo. 
Resposta: Eles devem requerer a sucessão definitiva do ausente, pois ele já teria mais de 
oitenta anos de idade, e as últimas notícias dele datam de mais de cinco anos. 
Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou 
algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes no 
estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais 
interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. 
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Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o ausente não 
regressar, e nenhum interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados 
passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas 
circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território 
federal. 
10. Domicílio: 
Domicílio da pessoa natural Domicílio da pessoa jurídica 
1a Regra: 
Local onde estabelece a sua residência com 
ânimo definitivo. 
 
2ª Regra: + de uma residência? 
Domicílio: qualquer uma delas. 
 
3ª Regra: Não tem residência habitual? 
Local onde for encontrada 
 
4ª Regra: Relações profissionais: 
Local onde é exercido. 
Domicílio necessário: 
 
Do incapaz: o de seu represente ou 
assistente 
Do servidor público: local onde exercer 
permanente suas atribuições 
Do militar: o local onde servir, e, sendo da 
Marinha ou Aeronáutica, a sede do comando 
a que se encontrar matriculado. 
Do preso: o lugar em que cumprir a sentença 
 
1ª Regra: 
Local eleito no estatuto. Se não houver 
eleição, o local onde funcionarem as 
diretorias ou administrações. 
 
2ª Regra: 
Mais de um estabelecimento, cada um deles 
será considerado domicílio para os atos nele 
praticados. 
 
3ª Regra: 
Se a administração (ou diretoria) tiver sede 
no estrangeiro, haver-se-á por domicílio o 
lugar do estabelecimento, no Brasil, a que ela 
corresponder. 
 
4ª Regra: 
Pessoas jurídicas de direito público 
interno: 
União: DF; 
Estados: Capitais. 
Municípios: o lugar onde funcione a 
Administração 
 
 
11. Das pessoas jurídicas (art.41 e 44 CC) : 
Pessoas Jurídicas de Direito Público Pessoas Jurídicas de Direito Privado 
I - a União; 
II - os Estados, o Distrito Federal e os 
Territórios; 
III - os Municípios; 
IV - as autarquias, inclusive as associações 
públicas; 
I - as associações; 
II - as sociedades; 
III - as fundações. 
IV - as organizações religiosas; 
V - os partidos políticos. 
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6 
 
V - as demais entidades de caráter público 
criadas por lei. 
 
12. Art. 93 do CC: “São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se 
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro”. 
Obs: Art. 94 do CC dispõe que “os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não 
abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou 
das circunstâncias do caso". 
 
 
Bruna visitou a mansão neoclássica que André herdara de seu tio e cuja venda estava 
anunciando. Bruna ficou fascinada com a sala principal, decorada com um piano do século XIX 
e dois quadros do conhecido pintor Monet, e com os banheiros, ornados com torneiras 
desenhadas pelos melhores profissionais da época. Diante disso, decidiu comprá-la. Na 
ausência de acordo específico entre Bruna e André, por ocasião da transferência da 
propriedade, Bruna receberá: Resposta: a mansão juntamente com as torneiras dos banheiros, 
consideradas partes integrantes, mas não os quadros e o piano, considerados pertenças. 
 
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CONSTITUCIONAL: PROCESSO LEGISLATIVO 
Leitura obrigatória dos artigos 60 ao 69 da Constituição Federal. 
Principais artigos da CF: 
Cai muito em prova! 
Art.60 Art.61§1 Art.62§1 Art.62§3º Art.62§10 Art.66 
 
ASSISTA A AULA NA PLATAFORMA! 
1. Memorizar o artigo 60 da Constituição, principalmente o quórum para aprovar uma Emenda à 
constituição (Art. 60 § 2º da CF/88), legitimados (Art. 60, I, II, III da CF/88) e cláusulas pétreas 
(artigo 60, §4º da CF/88). 
 
Obs.: O voto obrigatório é cláusula pétrea? 
Resposta: 
 
 
AULA NA PLATAFORMA 
 
Emenda à Constituição Lei 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Artigo 61, §1º: Projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. 
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9 
 
 
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: 
II. a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou 
aumento de sua remuneração; 
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e 
pessoal da administração dos Territórios; 
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, 
estabilidade e aposentadoria; 
 
3. Memorizar o quórum da iniciativa popular: 
Federal: Artigo 61, § 2º.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara 
dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por 
cento dos eleitores de cada um deles 
Estadual: Art.27 § 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. 
Municipal: Art. 29 XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do 
Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento 
do eleitorado; 
 
4. Medida provisória: 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar 
medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso 
Nacional: 
- Vedação a medida provisória: 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
I - relativa a: 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus 
membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditosadicionais e 
suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
 
É permitida medida provisória para abertura de crédito extraordinário: Art.167 
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas 
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou 
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10 
 
calamidade pública, observado o disposto no art. 62. 
 
II - que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer 
outro ativo financeiro; 
III - reservada a lei complementar 
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de 
sanção ou veto do Presidente da República. 
 
- Eficácia da MP: 
 
Prazo 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período 
 
Art. 62 §3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, 
desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos 
termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por 
decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. 
 
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a 
rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e 
decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
 
- Apreciação da MP: 
- 45 dias 
 
Art. 62§6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados 
de sua publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das 
Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as 
demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. 
 
 
5. Projeto de lei: 
Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de 
discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou 
arquivado, se o rejeitar. 
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. 
 Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da 
República, que, aquiescendo, o sancionará. 
§ 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional 
(veto jurídico) ou contrário ao interesse público (veto político), vetá-lo-á total ou parcialmente, 
no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de 
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. 
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso 
ou de alínea. 
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11 
 
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará 
sanção. (Sanção tácita) 
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu 
recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e 
Senadores. 
 
AULA NA PLATAFORMA 
Esquema feito pela professora em aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA NA PLATAFORMA 
PEC REJEITADA – Art. 60§5º MP REJEITADA – Art. 62§10 PL REJEITADO – Art. 67 
 
 
 
 
 
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13 
 
ADMINISTRATIVO: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Principais artigos: 
CF: 
Art.37, XIX Art. 37 §9º Art.173 
 
 
AULA NA PLATAFORMA 
 
1. Os órgãos não possuem personalidade jurídica própria, mas podem possuir personalidade 
judiciária, que é sinônimo de capacidade processual, ou seja, podem estar no polo ativo de uma 
ação para a defesa de suas prerrogativas funcionais. 
Exemplo: Súmula 525 do STJ. 
A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, 
somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais 
 
 
2. Artigo 37, XIX CF/88 (artigo mais cobrado de administrativo): somente por lei específica 
(lei ordinária) poderá ser criada autarquia (a fundação pública de direito público também, ou 
seja, autarquia fundacional) e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de 
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas 
de sua atuação. 
 
AULA NA PLATAFORMA 
 
 
 
 
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14 
 
 
A Fundação pública é dotada de personalidade jurídica de direito público ou de direito 
privado. Veja o esquema: 
 
FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO PÚBLICO 
(Autarquia fundacional ou fundação autárquica) 
Doutrina 
FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO 
PRIVADO 
Prevista na CRFB 
Criada por lei específica 
 
Autorizada a criação por lei específica 
(Precisa de registro) 
( Art 37, XIX CRFB) 
Regime de direito público 
(Concurso, licitação) 
Regime de direito público com 
derrogações privadas 
(Concurso, licitação). 
 
 
3. As empresas públicas e sociedades de economia mista, são pessoas jurídicas de direito 
privado. 
4. Art. 173 CF/88: Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de 
atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da 
segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
 
 AULA NA PLATAFORMA 
5. Distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista: 
 
6. Art. 37 § 9º O disposto no inciso XI (teto remuneratório) aplica-se às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de 
custeio em geral. 
 Empresa pública Sociedade de economia mista 
Forma 
Societária 
 
Capital 
Foro 
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15 
 
7. Os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista serão CELETISTA. 
Embora tenham que fazer concurso público, NUNCA terão estabilidade! 
8. Sobre as autarquias: são pessoas jurídicas de direito público. 
Obs: Lei 9.986/00. As agências reguladoras são autarquias em regime especial, que exercem o 
controle e a fiscalização dos serviços públicos. a principal característica de uma agência 
reguladora é o mandato fixo de seus dirigentes, não podendo ser exonerados livremente. 
 
Novidade: 
Os dirigentes de uma agência reguladora poderão perder o mandato? 
Art. 9º O membro do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada somente perderá o 
mandato: (Redação dada pela Lei nº 13.848, de 2019) 
I - em caso de renúncia; 
II - em caso de condenação judicial transitada em julgado ou de condenação em 
processo administrativo disciplinar; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
NOVIDADE! III - por infringência de quaisquer das vedações previstas no art. 8º-B desta Lei. 
 Art. 8º-B. Ao membro do Conselho Diretorou da Diretoria Colegiada é 
vedado: 
I - Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas; 
II - Exercer qualquer outra atividade profissional, ressalvado o exercício do magistério, 
havendo compatibilidade de horários; 
III - participar de sociedade simples ou empresária ou de empresa de qualquer espécie, na 
forma de controlador, diretor, administrador, gerente, membro de conselho de administração 
ou conselho fiscal, preposto ou mandatário; 
IV - Emitir parecer sobre matéria de sua especialização, ainda que em tese, ou atuar como 
consultor de qualquer tipo de empresa; 
V - Exercer atividade sindical; 
VI - Exercer atividade político-partidária; 
VII - estar em situação de conflito de interesse, nos termos da Lei nº 12.813, de 16 de maio de 
2013. 
Obs.: O prazo da quarentena mudou... O que é a quarentena? 
 
 
 
 
Art. 8º da Lei 9.986/00 Os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria 
Colegiada ficam impedidos de exercer atividade ou de prestar qualquer serviço no setor 
regulado pela respectiva agência, por período de 6 (seis) meses, contados da exoneração 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12813.htm
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16 
 
ou do término de seu mandato, assegurada a remuneração compensatória. (Redação dada 
pela Lei nº 13.848, de 2019). 
 
 
9. Terceiro Setor: Pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos! 
TERCEIRO 
SETOR 
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS 
(OS) 
Lei 9.637/98 
Principais artigos: 
1º; 2º I, “b” e “d” 
ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE 
CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO 
(OSCIP) 
Lei 9.790/99 
Pessoas 
Jurídicas de 
Direito Privado 
sem fins 
lucrativos? 
Sim 
Sim. Constituída e em funcionamento 
regular há, no mínimo 3 (três) anos. 
Principais 
Finalidades: 
Ensino, à pesquisa científica, 
ao desenvolvimento tecnológico, à 
proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde, 
atendidos aos requisitos previstos nesta 
lei. 
I - promoção da assistência social; 
II – promoção da cultura, defesa e 
conservação do patrimônio histórico e 
artístico; 
III – promoção gratuita da educação, 
observando-se a forma complementar 
de participação das organizações de 
que trata esta lei; 
(...) 
Art. 3º da lei 9.790/99 
Vínculo 
jurídico 
Contrato de Gestão Termo de Parceria 
Qualificação Discricionária Art. 2, II. Vinculada 
 
ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL (OSC) – lei 13.019/14 
Pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos; 
Exemplos: Sociedades cooperativas; e organizações religiosas que se dediquem a atividades ou 
a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente 
religiosos; 
Parcerias formalizadas por: 
Termo de colaboração: propostas pela administração pública que envolvam a transferência de 
recursos financeiros; 
Termo de fomento: propostas pelas organizações da sociedade civil, que envolvam 
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17 
 
a transferência de recursos financeiros; 
Acordo de cooperação: não envolvem transferências de recursos. O procedimento 
adotado é como regra o Chamamento Público. 
 
10. Consórcios Públicos 
Lei 11.107/05 – Artigos importantes: Art 6º, Art 6§2º 
Pessoa jurídica formada exclusivamente por entes da federação, na forma, para estabelecer 
relações de cooperação federativa, com a realização de objetivos de interesse comum. 
Consórcios públicos – personalidade jurídica de direito público. 
(associação pública: autarquia); 
Consórcios públicos – personalidade jurídica de direito privado sem fins econômicos. 
Cuidado: após a constituição do consórcio, poderá ele promover desapropriação, pois 
prevista no protocolo, mas a declaração de utilidade pública não pode ser feita pelo 
consórcio. 
 
A União somente participará de consórcios públicos em que também façam parte todos os 
estados em cujos territórios estejam situados os municípios consorciados. 
→ Novidade Legislativa! O consórcio público, com personalidade jurídica de direito 
público ou privado, observará as normas de direito público no que concerne à realização de 
licitação, à celebração de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que 
será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1º de maio de 1943. (Redação dada pela Lei nº 13.822, de 2019) 
 
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https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=2&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=775
 
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ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: 
 
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Processo do Trabalho: Competência + Partes e Procuradores 
Art.114 da CF 
Art. 791 ao 793 CLT 
CLT 
 
Art.791 Art.791§3º Art.793 Art.843 Art. 855-B 899§9ºe10 
 
1. Competência art.114 da CF 
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - JULGAR: 
I- as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e 
da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios; 
II- as ações que envolvam exercício do direito de greve; 
Obs: Ações envolvendo greve dos servidores públicos estatutários não é da competência da 
Justiça do Trabalho. 
III- as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, 
e entre sindicatos e empregadores; 
IV- os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado 
envolver matéria sujeita à sua jurisdição; 
V- os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no 
art. 102, I, o; 
Obs: Conflito entre varas do trabalho de sua jurisdição – TRT 
Conflito entre Vara de Trabalho de mais de um TRT; TRT e Vara do trabalho de jurisdição de 
TRT distinto - TST 
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; 
VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos 
órgãos de fiscalização das relações de trabalho; 
VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus 
acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; 
IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. 
 
 
Não são processadas na Justiça do Trabalho: 
Ação de cobrança de honorários por profissional liberal; 
Ações envolvendo relações de consumo; 
Representação comercial; 
Complementação de aposentadoria; 
Ações penais 
Ações de acidente do trabalho em face do INSS 
 
Observações: 
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20 
 
 Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por 
profissional liberal contra cliente. 
 Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na 
legislação trabalhista referente a período anterior à Lei 8.112/1990, mesmo que a ação 
tenhasido ajuizada após a edição da referida lei. A superveniência de regime estatutário 
em substituição ao celetista, mesmo após a sentença, limita a execução ao período 
celetista. 
 Nos termos do art. 114, VI, da CF/88, a Justiça do Trabalho é competente para 
processar e julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da 
relação de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele 
equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador 
falecido. 
 Nas ações que envolvem agentes comunitários de saúde/ agentes de combate às 
endemias, a regra é ser da competência da Justiça do Trabalho, quando não houver lei 
do ente respectivo submetendo os agentes a regime jurídico administrativo. 
2. Competência territorial na Justiça do Trabalho: Local da prestação do serviço (Art.651 
CLT) mesmo que a contratação tenha ocorrido em outro local ou no estrangeiro. 
 
Exceções: 
 
 
 
 Agente ou viajante comercial: 
 
 Competência da Vara do Trabalho que a empresa tenha agência ou filial 
e a esta o empregado esteja subordinado. 
 Na falta de agência ou filial ou se o empregado não estiver subordinado 
a qualquer uma delas, ele poderá optar entre ajuizar a ação no seu 
domicílio ou a localidade mais próxima. 
 
 Empregado que trabalha no exterior: 
 
 Agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro 
e não haja convenção internacional dispondo em contrário. 
 
 Empregador que promove a prestação dos serviços fora do lugar da 
celebração do contrato: 
 
 O empregado pode escolher entre: a Vara do Trabalho da celebração 
do contrato ou; a Vara do trabalho do local de prestação do serviço. 
Partes e Procuradores 
 
 
 
Cassia Brito
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https://www.legjur.com/legislacao/htm/lei_00081121990
 
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21 
 
3. Honorários de sucumbência: 5% a 15 % - art. 791-A da CLT. 
 
 
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze 
por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido 
ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
 
Art. 791, §3º, da CLT: A constituição de procurador com poderes para o 
foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a 
requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. 
 4. Leitura do 843, §2º CLT: 
Art.843 § 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente 
comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se 
representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu 
sindicato. 
 
5. Sobre o depósito recursal: Memorizar quem é isento art. 899 § 10º da CLT e quem deposita 
pela metade: 899 § 9º CLT. 
 
 
Art. 899 
§ 9º O valor do depósito recursal será reduzido pela metade para entidades sem fins 
lucrativos, empregadores domésticos, microempreendedores individuais, microempresas e 
empresas de pequeno porte. 
§ 10. São isentos do depósito recursal os beneficiários da justiça gratuita, as entidades 
filantrópicas e as empresas em recuperação judicial. 
 
 
6. JUS POSTULANDI – Na Justiça do Trabalho, em regra as partes não necessitam de 
advogados, limitando-se a Vara do trabalho, TRT. 
 
Súmula 425 do TST: 
"O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho 
e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, 
o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho." 
 
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22 
 
 
MACETE: o JUS POSTULANDI não pode AMAR A EX: (Necessita de advogado): 
Ação rescisória; 
Mandado de segurança; 
Ação cautelar; 
Recurso ao TST; 
Acordo extrajudicial. 
 
7. Súmula 418 do TST: 
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança. 
 
8. Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 - 
Código de Processo Civil. 
 
Obs: Art. 135 CPC: Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e 
requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. 
 
§ 1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente 
 
I - na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta 
Consolidação; 
 
II - na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; 
 
III - cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente 
no tribunal. 
 
 Exame XXXII - No decorrer de uma execução trabalhista, não se conseguiu 
penhorar nenhum bem da empresa executada nem reter qualquer numerário dela em ativos 
financeiros. Então, o exequente instaurou um incidente de desconsideração de personalidade 
jurídica para direcionar a execução em face de um sócio. O referido sócio foi citado e, no 
prazo de 15 dias, manifestou-se contrariamente à sua execução. Submetida a manifestação 
ao contraditório e não havendo outras provas a produzir, o juiz julgou procedente o incidente e 
incluiu o sócio no polo passivo da execução na condição de executado, sendo, então, 
publicada essa decisão. Considerando a situação retratada e os ditames da CLT, assinale a 
afirmativa correta. 
 
Resposta correta: O sócio em questão poderá recorrer da decisão independentemente de 
garantia do juízo. 
 
9. Homologação de acordo extrajudicial 
 
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23 
 
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, 
sendo obrigatória a representação das partes por advogado. 
§ 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum. 
§ 2ºFaculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. 
 
 
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 TRABALHO: RELAÇÃO LABORAIS + CONTRATO DE TRABALHO 
Ementa: Contrato de trabalho. Duração do contrato de trabalho. Relação de trabalho. Relação de 
emprego. CTPS. Teletrabalho. Empregador. Grupo econômico. Sucessão de empresas. Trabalho do 
menor. Trabalho doméstico. Trabalho do aprendiz. Emprego rural 
O que você deve saber? 
Leitura obrigatória da CLT: 
Art.2º Art.3º Art.4º Art. 6º Art.8º Art.10 Art.29 
Art. 75-A-E Art.301 Art. 402 Art.404 Art.405 Art.428 Art.442 
Art.442-A Art.445 Art.451 Art.452 Art.456-A - - 
 
Lei complementar 150/2015 – Do trabalho doméstico 
Art.1º Art 2º Art.10 Art.12 Art.13 Art.14 Art.18 Art.21 Art.25 Art.26 
 
1. Contrato de Trabalho: Art.442 e SS 
 
 Acordo tácito ou expresso correspondente à relação de emprego 
 
 
 
Art. 442-A. Para fins de contratação,o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade. 
 
 Anotação da CTPS: 5 dias úteis. 
 
A presunção de veracidade é relativa, cabendo prova em contrário. 
 
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção "juris et de jure", mas apenas "juris tantum". 
 
Art. 29 § 8º O trabalhador deverá ter acesso às informações da sua CTPS no prazo de até 48 
(quarenta e oito) horas a partir de sua anotação. 
 
 
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26 
 
Art. 611-B,I, CLT Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo 
coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: I - 
normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social. 
 
 Duração do contrato de trabalho: 
 
Regra: Prazo indeterminado – princípio da continuidade da relação de emprego. 
 
Exceção: Prazo determinado – Art. 443§1 CLT: 
 
 Em quais casos? 
 de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do 
prazo; (máximo 2 anos, permitida uma prorrogação desde que na somatória 
não ultrapasse 2 anos). 
 de atividades empresariais de caráter transitório; (máximo 2 anos, permitida 
uma prorrogação desde que na somatória não ultrapasse 2 anos). 
 de contrato de experiência; (máximo 90 dias, permitida uma prorrogação desde 
que na somatória não ultrapasse 90 dias). 
 
 
 
Art. 452 - Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da 
execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. 
 
Art. 479-Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado, será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o temo do contrato. 
 
 
 
Obs: Art. 481 - Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula asseguratória 
do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja 
exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por 
prazo indeterminado. 
 
 
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27 
 
OAB XVII - Verônica foi contratada, a título de experiência, por 30 dias. Após 22 dias de 
vigência do contrato, o empregador resolveu romper antecipadamente o contrato, que não 
possuía cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. 
Sobre o caso, de acordo com a Lei de Regência, assinale a opção correta. 
Resposta: Verônica terá direito à remuneração, e por metade, a que teria direito até o termo 
do contrato. 
 
 
 
 
2. Cláusula compromissória de arbitragem nos contratos individuais de trabalho 
 
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas 
vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência 
Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa 
do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei 
no 9.307, de 23 de setembro de 1996.(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Exemplo: 
OAB XXXI - Gervásia é empregada na Lanchonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo 
a função de atendente e recebendo o valor correspondente a um salário mínimo por 
mês.Acerca da cláusula compromissória de arbitragem que o empregador pretende inserir no 
contrato da empregada, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no 
contrato citado, em razão do salário recebido pela empregada. 
 
3. Conceito de empregado: 
 Art. 3º - Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de natureza 
não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. 
Requisitos do vínculo empregatício: “SHOPP”. 
 
 Subordinação; 
 Habitualidade; 
 Onerosidade 
 Pessoalidade 
 Pessoa Física 
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Obs: Relação de trabalho é gênero, tendo como espécies: Trabalho autônomo; eventual, avulso, 
voluntário, estágio, inclusive relação de emprego. 
 
Súmula 386, TST: Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. 
 
4. Do teletrabalho: Arts. 75-A e SS 
 
 
 
Art. 75-B. Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das 
dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação 
que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo. 
Parágrafo único. O comparecimento às dependências do empregador para a realização de 
atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não 
descaracteriza o regime de teletrabalho. 
 
Art. 75-C. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar 
expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão 
realizadas pelo empregado. 
 
§ 2ºPoderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por 
determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com 
correspondente registro em aditivo contratual. 
 
Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou 
fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à 
prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, 
serão previstas em contrato escrito. 
Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração 
do empregado. 
 
Exemplo: 
OAB XXXII - Luiz e Selma são casados e trabalham para o mesmo empregador. Ambos são 
teletrabalhadores, tendo o empregador montado um home office no apartamento do casal, 
de onde eles trabalham na recepção e no tratamento de dados informatizados. Para a 
impressão dos dados que serão objeto de análise, o casal necessitará de algumas resmas 
de papel, assim como de toner para a impressora que utilizarão. 
Assinale a opção que indica quem deverá arcar com esses gastos, de acordo com a CLT. 
Resposta: A responsabilidade por esse gasto deverá ser prevista em contrato escrito. 
 
 
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5. Trabalho do menor: Art, 7º XXXIII da CF; Art. 402 – 441 CLT 
Art. 7º XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e 
de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir 
de quatorze anos. 
 Regramento diferenciado para doméstica: É vedada a contratação de menor 
de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico. 
Art. 404 CLT - Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este 
o que for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. 
 Obs: Ao menor não será permitido o trabalhoem locais ou serviços prejudiciais à sua 
moralidade. 
O trabalho exercido nas ruas, praças e outros logradouros dependerá de prévia autorização 
do Juiz de Menores, ao qual cabe verificar se a ocupação é indispensável à sua própria 
subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos e se dessa ocupação não poderá advir 
prejuízo à sua formação moral. 
 
 É vedado o trabalho do menor em atividades que demandem força muscular superior a 
20kg e 25kg, respectivamente, para o trabalho contínuo e ocasional, salvo se realizado 
por meios mecânicos. 
6. Do empregado aprendiz – Art. 428 ao 433 da CLT 
 Conceito: empregado maior de 14 anos e o menor de 24 anos que celebra contrato de 
aprendizagem! 
 Requisitos: 
 Contrato escrito 
 Prazo determinado: máximo 2 anos, exceto pessoas com deficiência. 
 Anotação CTPS 
 Matrícula e frequência escolar 
 Inscrição em programa de aprendizagem 
 
 Jornada de trabalho: 6 horas por dia ou 8 horas por dia, para aquele que possui ensino 
fundamental completo e horas destinadas a ensino teórico. 
 
 
 
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 As prorrogações e compensação de jornadas são proibidas! 
 Extinção do contrato: 
 Termo do contrato, ou quando o empregado completar 24 anos, 
exceto para as pessoas com deficiência. 
7. Do empregado doméstico - Lei complementar 150/2015 
 Conceito: Art. 1º LC 150/2015 - Ao empregado doméstico, assim considerado aquele 
que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de 
finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais 
de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. 
 Jornada de trabalho: Regra – 8 horas/dia e 44 horas/semanais. Exceção: Acordo de 
compensação (art.2§4º e 5º da LC 150/2015) 
 Contrato de empregado doméstico com prazo determinado: Art.4º 
 Rescisão antecipada nos contratos com prazo determinado: Art.6º e 7º 
 Estabilidade provisória: Art. 25 
 Empregado doméstico em viagem: Adicional mínimo de 25% (art.11§2º) Art. 18. É 
vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por 
fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas 
com transporte, hospedagem e alimentação em caso de acompanhamento em 
viagem. 
Pode haver desconto salarial: Não pode ultrapassar 20% do salário 
 “Moradia” – residência diversa àquele em que o empregado presta os serviços 
+ consentimento expresso das partes. 
 Planos de assistência médico-hospitalar e odontológica 
 Seguro e previdência privada 
 Adiantamento de salário 
 
 
8. Emprego rural 
 Conceito: O empregador deve explorar atividade agroeconômica, e o trabalho deve ser 
desenvolvido em propriedade rural ou prédio rústico 
 
 
 Trabalho noturno: Adicional de 25% (não se aplica a hora fictamente reduzida) 
Lavoura: 21 horas às 05 horas 
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Pecuária: 20 horas às 04 horas 
 Desconto nos salários - Regra não se aplicam descontos, salvo: 
Moradia: até 20% 
Alimentação: até 25% 
9. Truck System? Cláusulas del credere? 
É vedado o truck system. 
Caracterizado pelo pagamento mediante o fornecimento de vales, fichas ou bo nus que 
vinculem o empregado a somente poder comprar mercadorias em armazéns ou outros locais 
de fornecimento vinculados ao empregado. 
 
É vedada no contrato de representação comercial a inclusão de cláusulas del credere. 
A cláusula “del credere” corresponde ao instituto ou previsão da parte contratante ou 
representada descontar os valores de comissões ou vendas do representante comercial na 
hipótese da venda ou da transação ser cancelada ou desfeita. 
 
 
Exemplo: 
Um representante comercial ajuíza ação na Justiça do Trabalho pedindo a devolução de 
descontos. Ele explica que sua comissão sobre as vendas é de 5%, mas que pode optar pelo 
percentual de 10%, desde que se comprometa a pagar o valor da venda, caso o comprador 
fique inadimplente. Alega que sempre fez a opção pelos 10%, e que, nos casos de 
inadimplência, teve de pagar o valor do negócio para depois tentar reaver a quantia do 
comprador, o que caracterizaria transferência do risco da atividade econômica. Diante do caso 
apresentado e da lei de regência, assinale a afirmativa correta: 
Resposta: A situação caracteriza a cláusula del credere, vedada pela Lei de Representação 
Comercial. 
 
 
10. Conceito de empregador: 
 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos 
da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 
 
Equiparam-se a empregador: 
 Profissionais liberais 
 Instituições de beneficência 
 Associações recreativas 
 Instituições sem fins lucrativos 
 
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Súmula 51 TST 
I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, 
só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. II - 
Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um 
deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. 
 
O Artigo 611-A, VI da CLT dispõe que as negociações coletivas prevaleçam sobre a lei no que 
dispuserem sobre regulamento empresarial. 
 
11. Grupo de empresas – Art. 2§2º e 3º 
§2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica 
própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para 
a configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de 
interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. 
Súmula nº 129 do TST 
CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 
21.11.2003 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a 
mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho, salvo ajuste em contrário. 
 
 
12. Sucessão de empresas: Art. 10, 10-A, 448 CLT 
Requisitos: Transferência do estabelecimento e continuidade na prestação laboral. 
 
Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 
10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em 
que os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do 
sucessor. 
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando 
ficar comprovada fraude na transferência. 
 
 Responsabilidade do sócio retirante: 
 
Art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da 
sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art448
 
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dois anos depois de averbada a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de 
preferência: 
 I - a empresa devedora; 
 II - os sóciosatuais; e 
 III - os sócios retirantes. 
 
Parágrafo único. O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar 
comprovada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato. 
 
13. Sociedade Cooperativa: Ler o artigo 442 parágrafo único da CLT. Lei 12.690: Art. 6º, 7º,10. 
 
Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à 
relação de emprego. 
 
Parágrafo único – Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não 
existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de 
serviços daquela 
 
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PROCESSO PENAL: APLICAÇÃO DA LEI PENAL PROCESSUAL + INQUÉRITO POLICIAL 
O que você deve saber? Previsão art. 1º ao 26 do CPP 
Leitura obrigatória do CPP: 
 
 
1.Princípio do tempus regit actum: 
Art.2º CPP - Aplicar-se a lei vigente no momento de sua execução. Logo, se um ato foi praticado 
com observância da legislação processual vigente à época, a superveniência de legislação não 
interferirá na sua validade. 
Exemplo: 
OAB- XXII - Em 23 de novembro de 2015 (segunda feira), sendo o dia seguinte dia útil em 
todo o país, Técio, advogado de defesa de réu em ação penal de natureza condenatória, é 
intimado da sentença condenatória de seu cliente. No curso do prazo recursal, porém, entrou 
em vigor nova lei de natureza puramente processual, que alterava o Código de Processo 
Penal e passava a prever que o prazo para apresentação de recurso de apelação seria de 03 
dias e não mais de 05 dias. No dia 30 de novembro de 2015, dia útil, Técio apresenta recurso 
de apelação acompanhado das respectivas razões. Considerando a hipótese narrada, o 
recurso do advogado é 
Resposta: tempestivo, aplicando-se o princípio do tempus regit actum (o tempo rege o ato), e 
o antigo prazo recursal deve ser observado. 
 
2. Sobre o Inquérito policial 
Procedimento administrativo dispensável que tem por finalidade colher elementos de 
informação para apuração de uma infração penal. 
 
 Características: 
1.Inquisitivo / Dispensável: não é obrigatório, portanto, não há direito ao 
contraditório nem à ampla defesa 
2. Indisponível: Art. 17 CPP- A autoridade policial não pode arquivar o IP, pois a 
atribuição para tal prática é do judiciário. 
Dessa forma, o inquérito policial NUNCA será arquivado pela autoridade policial. O 
arquivamento deve ser OFERECIDO pelo ministério público, titular da ação penal 
pública e HOMOLOGADO pelo juiz. Art. 17 do CPP: A autoridade policial não poderá 
mandar arquivar autos de inquérito. 
3. Escrito: Art.9º CPP 
4. Oficiosidade: Art.5º CPP Tratando-se de ação penal pública incondicionada o 
delegado deve agir de ofício, instaurando o IP. 
5. Discricionário: o delegado tem discricionariedade para adotar as medidas e 
Art.2º Art.4º Art.5º Art.5§3º Art.5§5º Art.7º Art.17 Art.18 
Art. 23 Art. 28 Art.155 Art.158 Art.167 Art.184 - - 
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diligências que entender adequadas. 
6. Sigiloso: Art.20 CPP no IP não vigora o princípio da publicidade. Obs: o sigilo não 
alcança o juiz, o advogado, o MP. 
Obs: Súmula vinculante 14 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos 
de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão 
com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de 
defesa. 
7. Administrativo: Por ser conduzido por uma autoridade policial possui caráter 
administrativo. 
 
 Instauração do IP nos crimes de ação penal pública incondicionada: 
 
a) De ofício : Tratando-se de ação penal pública incondicionada o delegado deve 
agir de ofício, instaurando o IP. 
Notitia criminis: Art. 5º § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de 
infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à 
autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar 
inquérito. 
b) Requisição do juiz ou MP: art 5ºII CPP - mediante requisição da autoridade 
judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver 
qualidade para representá-lo. 
c) Requerimento da vítima ou de seu representante: Art.5º II CPP - mediante 
requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do 
ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá 
recurso para o chefe de Polícia. 
O STF e STJ têm admitido a denúncia anônima apenas quando precedida de diligências 
preliminares que atestem a verossimilhança dos fatos narrados. 
 
Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem 
Unificado - XXVII - Primeira Fase 
Após receber denúncia anônima, por meio de disque-denúncia, de grave crime de 
estupro com resultado morte que teria sido praticado por Lauro, 19 anos, na semana 
pretérita, a autoridade policial, de imediato, instaura inquérito policial para apurar a 
suposta prática delitiva. Lauro é chamado à Delegacia e apresenta sua identidade 
recém-obtida; em seguida, é realizada sua identificação criminal, com colheita de digitais 
e fotografias. 
 
Em que pese não ter sido encontrado o cadáver até aquele momento das investigações, 
a autoridade policial, para resguardar a prova, pretende colher material sanguíneo do 
indiciado Lauro para fins de futuro confronto, além de desejar realizar, com base nas 
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declarações de uma testemunha presencial localizada, uma reprodução simulada dos 
fatos; no entanto, Lauro se recusa tanto a participar da reprodução simulada quanto a 
permitir a colheita de seu material sanguíneo. É, ainda, realizado o reconhecimento de 
Lauro por uma testemunha após ser-lhe mostrada a fotografia dele, sem que fossem 
colocadas imagens de outros indivíduos com características semelhantes. 
Ao ser informado sobre os fatos, na defesa do interesse de seu cliente, o(a) advogado(a) 
de Lauro, sob o ponto de vista técnico, deverá alegar que 
Resposta: o inquérito policial não poderia ser instaurado, de imediato, com base em 
denúncia anônima isoladamente, sendo exigida a realização de diligências preliminares 
para confirmar as informações iniciais. 
 
 Instauração do IP nos crimes de ação pública condicionada à representação ou à 
requisição do Ministro da Justiça. 
Art. 5º (...) § 4º CPP O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, 
não poderá sem ela ser iniciado. 
 Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá 
no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, 
contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em 
que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. 
 
Obs: a requisição do Ministro da Justiça não está sujeita a prazo decadencial, podendo ser 
exercitada enquanto o crime ainda não estiver prescrito. 
 
 Instauração do IP nos crimes de ação pena privada: 
O IP só poderá ser instaurado por requerimento da vítima ou seu representante legal. 
Poderá ocorrer pela requisição do MP ou do Juiz, caso seja acompanhada do requerimentodo 
ofendido o autorizando a instauração do IP. 
Art. 5º, §5º estabelece que “a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a 
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.” 
 
Art. 38 CPP. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de 
queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que 
vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o 
oferecimento da denúncia. 
 
Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão 
judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, 
ascendente, descendente ou irmão. 
 
Conclusão do IP: 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art29
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Regra: 
Art. 10 do CPP: 
Se o indiciado tiver PRESO: 10 dias 
Se o indiciado tiver SOLTO: 30 dias prorrogável por iguais períodos. 
 
Exceções: 
a) Crimes de competência da justiça federal: 
Se o indiciado tiver PRESO: 15 dias (prorrogável por igual período) 
Se o indiciado tiver SOLTO: 30 dias 
 
b) Lei de drogas (11.343/2006) 
Se o indiciado tiver PRESO: 30 dias (pode ser duplicado) 
Se o indiciado tiver SOLTO: 90 dias (pode ser duplicado) 
 
c) Crimes contra a economia popular 
Se o indiciado tiver PRESO: 10 dias 
Se o indiciado tiver SOLTO: 10 dias 
 
d) Crimes militares 
Se o indiciado tiver PRESO: 20 dias 
Se o indiciado tiver SOLTO: 40 dias pode ser prorrogado por mais 20 dias 
 
 
Art. 18 do CPP: Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por 
falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de 
outras provas tiver notícia. 
3. Súmulas 
 
Súmula vinculante 14 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova 
que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de 
polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Súmula 524 - STF 
Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não 
pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. 
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Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2021 - OAB - Exame de Ordem 
Unificado XXXII - Primeira Fase 
Após concluído inquérito policial para apurar a prática do crime de homicídio em desfavor de 
Jonas, o Ministério Público requereu o seu arquivamento por falta de justa causa, pois não 
conseguiu identificar o(s) autor(es) do delito, o que restou devidamente homologado pelo juiz 
competente. Um mês após o arquivamento do inquérito policial, uma testemunha, que não 
havia sido anteriormente identificada, compareceu à delegacia de polícia alegando possuir 
informações quanto ao autor do homicídio de Jonas. 
A família de Jonas, ao tomar conhecimento dos fatos, procura você, como advogado(a) da 
família, para esclarecimentos. Diante da notícia de existência de novas provas aptas a 
identificar o autor do crime, você deverá esclarecer aos familiares da vítima que o órgão 
ministerial 
Resposta: poderá promover o desarquivamento do inquérito, pois a decisão de arquivamento 
fez apenas coisa julgada formal no caso concreto. 
 
Obs: O Ministério Público poderá promover o desarquivamento quando houver novas prova (O 
depoimento de uma nova testemunha que não havia sido identificada constitui nova prova e 
não mera notícia), pois, em regra a decisão do arquivamento não faz coisa julgada material. 
Entretanto, quando for arquivado por atipicidade do fato, extinção da punibilidade, fará coisa 
julgada material, não podendo ser desarquivado. 
 
 
Súmula 714 - STF 
É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do ministério público, condicionada 
à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em 
razão do exercício de suas funções. 
4. Acordo de não-persecução penal (ANPP- 28-A do CPP) 
Admite-se que o MP realize acordo com o autor do delito em infrações de médio potencial 
ofensivo, mitigando o princípio da obrigatoriedade da ação penal, buscando conferir maior 
celeridade na aplicação das sanções. 
 Art. 28-A Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena 
mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não 
persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime... 
 
 O reincidente não faz jus ao benefício. 
5. Dicas finais sobre Inquérito Policial 
1) Cabe ao Ministério Público promover pelo arquivamento, cabendo ao juiz analisar o pedido 
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de decidir pelo arquivamento, na forma do art. 28 do CPP. 
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos 
da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à 
autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para 
fins de homologação, na forma da lei. 
2) A autoridade policial não pode mandar arquivar os autos do IP – 
Art. 17 CPP. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. 
3) O Inquérito Policial é dispensável? Sim. 
Art. 39 § 5º CPP - O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a 
representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste 
caso, oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias. 
Art. 107 CPP - Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, 
mas deverão elas declarar-se suspeitas, quando ocorrer motivo legal. 
Art. 16 CPP- O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade 
policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
Admite-se a condenação fundada, exclusivamente, em inquérito policial? 
Não, mas as informações do IP podem servir de reforço à prova produzida no curso do 
processo. Art.155 CPP. 
O Juiz pode decretar a incomunicabilidade do investigado durante o processo? 
Não. O art. 21 do CPP não foi recepcionado pela CF. 
 
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