Prévia do material em texto
Semana 01 Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 1 1. Esse material foi feito para você ler a Lei Seca, e resolver as questões ao mesmo tempo. No cronograma, menciono os artigos que devem ser lidos por você. Assim, quando você estiver fazendo a leitura dos dispositivos, você também estará resolvendo as questões, otimizando seus estudos para o exame da ordem. 2. Sugestão* de questões diárias. Quantas horas você tem por dia para estudar? Horas de estudos 1h-2h 2h-4h 4h-6h 6h ou + Questões 5-10 questões 10-20 questões 20-30 questões +30 questões 3. Site para fazer as questões: Qconcursos.com (recomendo a assinatura). Obs: As questões já foram filtradas por mim, estando prontas para você resolver! 4. Caso não consiga fazer pelo site, recomendo a compra do livro de Questões Comentadas – Revisaço OAB – Ed. Juspodivm - Henrique Correia e Rogério Sanches. 5. Passarei desafios diários no grupo de estudos. Todos os dias você fará as questões de acordo com o cronograma, mesmo que nunca tenha estudado o assunto, assim você aprenderá com as questões. Marque todos os artigos citados no Vade Mecum com o lápis de cor de acordo com a cor do tema. Por exemplo: Civil (ROSA), marque os artigos e súmulas citadas. Além disso, a cada artigo citado nas questões, coloque um asterisco * ao lado. Mas Professora, e se eu falhar um dia? Compense no outro dia ou então no final de semana! Não desista! Sem dúvida alguma, a revisão é a parte mais importante do estudo, pois é a hora que você sedimenta tudo aquilo que estudou. Quando chegar o dia da revisão (escolha um dia) você fará a leitura dos artigos * marcados ao longo da semana. Dica: ao fazer uma questão, faça um asterisco no artigo que foi cobrado, pois, quando for fazer a revisão, chamará mais atenção aos artigos que mais caem em prova e isso facilitará a revisão de véspera da prova. Cuidado! É normal errar questões, ainda mais com a quantidade de informações que nós vamos adquirir em pouco tempo. O ideal é que mesmo que você erre, você aprenda com cada questão e depois de tantos “erros”, você começará a acertar, pois saberá filtrar o que é necessário para acertar as questões. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 2 - Vamos lá, preparados? CIVIL: *Arts.1º ao 103* Ementa: Das pessoas. Das pessoas naturais. Das pessoas jurídicas. Do domicílio. Dos Bens. Principais artigos do Código Civil: Cai muito em prova! Art.2º Art.3º Art.4º Art.5º Art.6º Art.7º Art. 11 Art.12 Art.14 Art.17 Art. 19 Art.21 Art.23 Art.25 Art.26 Art.37 Art.38 Art.39 Art.62 Art.63 Art.80 Art.81 Art.85 Art.96 1. Art. 2º O Enunciado 1 da I Jornada de Direito Civil estabelece que a proteção que o Código dá ao nascituro alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade, tais como nome, imagem e sepultura. 2. Artigo 3º do Código Civil “são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os fatos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 3 Artigo 4º do Código Civil: São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxicos; III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; IV - os pródigos. 5. Artigo 5º do Código Civil: Motivos que cessam a incapacidade para os menores. I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 3 Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. 6. Morte presumida: 7. Artigo 8º do Código Civil: O que significa comoriência? “Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos”. 8. Art 9º Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. OAB- XXXI Márcia, adolescente com 17 anos de idade, sempre demonstrou uma maturidade muito superior à sua faixa etária. Seu maior objetivo profissional é o de tornar-se professora de História e, por isso, decidiu criar um canal em uma plataforma on-line, na qual publica vídeos com aulas por ela própria elaboradas sobre conteúdos históricos. O canal tornou-se um sucesso, atraindo multidões de jovens seguidores e despertando o interesse de vários patrocinadores, que começaram a procurar a jovem, propondo contratos de publicidade. Embora ainda não tenha obtido nenhum lucro com o canal, Márcia está animada com a perspectiva de conseguir custear seus estudos na Faculdade de História se conseguir firmar alguns desses contratos. Para facilitar as atividades da jovem, seus pais decidiram emancipá-la, o que permitirá que celebre negócios com futuros patrocinadores com mais agilidade. Sobre o ato de emancipação de Márcia por seus pais, assinale a afirmativa correta. Resposta correta: Deve, necessariamente, ser levado a registro no cartório competente do Registro Civil de Pessoas Naturais. 9. Sucessão provisória - Art. 26 e ss: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 4 Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. 10. Sucessão definitiva: Art.37 e ss: Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas. Resumindo: Fases da morte presumida com declaração de ausência: 1o Arrecadação de bens; 2o Espera de 1 ano; 3o Declaração de ausência e abertura da sucessão provisória; 4o Espera de 10 anos após o trânsito em julgado da decisão; 5o Decisão autorizando a abertura da sucessão definitiva. Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele. OAB-XXIX – Gumercindo, 77 anos de idade, vinha sofrendo os efeitos do Mal de Alzheimer, que, embora não atingissem sua saúde física, perturbavam sua memória. Durante uma distração de seu enfermeiro, conseguiu evadir-se da casa em que residia. A despeito dos esforços de seus familiares, eleprojetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 41 ADMINISTRATIVO: SERVIÇOS PÚBLICOS AULA NA PLATAFORMA Leitura obrigatória: Lei 8.987/95 Art.2º Art. 6º Art.7º Art.11 Art.16 Art.32 Art.33 Art.34 Art.35 Art.36 Art.37 Art.38 Art.39 - - - Lei 11.079/04 Art.2º Art.5º Art.6º Art.9º Art.10§3º 1) Art. 175 da CF: Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. A outorga de concessão ou permissão de serviço público tem caráter de exclusividade? Art. 16 – 8987/95. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. 5º desta Lei. Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2015 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XVI - Primeira Fase O Estado X, após regular processo licitatório, celebrou contrato de concessão de serviço público de transporte intermunicipal de passageiros, por ônibus regular, com a sociedade empresária “F”, vencedora do certame, com prazo de 10 (dez) anos. Entretanto, apenas 5 (cinco) anos depois da assinatura do contrato, o Estado publicou edital de licitação para a concessão de serviço de transporte de passageiros, por ônibus do tipo executivo, para o mesmo trecho. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta. Resposta: A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica devidamente justificada. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 42 2) Classificação de Serviços Públicos quanto aos destinatários: Uti Universi (individuais, serviços gerais) Uti individual (divisível, singular) Prestado a um número indeterminado de indivíduos. Não pode ser feita por cobrança de taxa. É financiado por imposto. Prestado a um número determinado de indivíduos. Há como mensurar sua utilização. É remunerado por taxa. Exemplo: Iluminação Pública Exemplo: Água, luz, telefonia 3) Diferença entre Concessão, Permissão e Autorização de serviços públicos. Concessão Permissão Autorização Quem presta o serviço público? Licitação 4) Qual é a responsabilidade civil da concessionária? Art. 37 § 6º CR/88 + 25 da lei 8987/95 - Por ser pessoa jurídica de direito privado PRESTADORA DE SERVIÇO público, a concessionária responderá OBJETIVAMENTE pelos danos causados a terceiros, independente se o particular é ou não usuário de serviço público. Existe responsabilidade subsidiária (e objetiva) do Estado, caso a concessionária não tenha condições de arcar com os prejuízos. 5) É possível, que além da tarifa a concessionária, haja outras fontes provenientes de receitas alternativas? Sim. Há a possibilidade de o edital prever outras fontes provenientes de receitas alternativas, complementares, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas, devendo ser consideradas para aferição do equilíbrio econômico-financeiro. Exemplo: ônibus com propaganda atrás. 6) Quais as hipóteses em que se admite a interrupção da prestação do serviço público? Art. 6º§ 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 43 NOVIDADE LEGISLATIVA: Art 6º§ 4º A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II do § 3º (por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade) deste artigo não poderá iniciar-se na sexta-feira, no sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia anterior a feriado. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) 7) Possibilidade de Intervenção: Art. 32. O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes. Parágrafo único. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. Art. 33. Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa. § 1º Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo de seu direito à indenização. § 2º O procedimento administrativo a que se refere o caput deste artigo deverá ser concluído no prazo de até cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. Art. 34. Cessada a intervenção, se não for extinta a concessão, a administração do serviço será devolvida à concessionária, precedida de prestação de contas pelo interventor, que responderá pelos atos praticados durante a sua gestão. 8) Memorizar os casos de EXTINÇÃO DA CONCESSÃO: CAI MUITO! ANULAÇÃO CADUCIDADE RESCISÃO ENCAMPAÇÃO 9) Não confunda Concessão comum, patrocinada e Administrativa. Concessão comum Patrocinada(PPP) Administrativa(PPP) Quem paga a tarifa é o usuário Quem paga a tarifa é o usuário + poder público Quem paga a tarifa é o Poder Púbico, pois ostenta a qualidade Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 44 Art 2º§1 da lei 11.079/04 de usuário do serviço público Art 2º §2º da lei 11.079/04 OAB XXXII - O Município Alfa pretende formalizar uma parceria público-privada para a realização de obras, instalação de postes e prestação de serviços de iluminação pública. A contraprestação da concessionária vencedora da licitação seria inteiramente custeada pela Administração Pública local, mediante ordem bancária e por outorga de direitos sobre bens públicos dominicais do município. Sobre essa situação hipotética, assinale a afirmativa correta. Resposta: O Município Alfa deveria utilizar-se de concessão administrativa para a formalização da contratação pretendida. Parceria Público-Privada (PPP) VEDAÇÃO – PPP: Art 2º §4 da lei 11.079/04 a) o valor do contrato for inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); b) o período de prestação do serviço for inferior a 5 (cinco) anos; * (Obs: não pode ser inferior a 5 anos, nem superior a 35 anos, incluindo eventual prorrogação). c) quando tenha como objeto único o fornecimento de mão-de obra,fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. * Obs: Deve ser acompanhado de algum serviço público para ser permitida a PPP. A contratação de parceria público-privada será precedida de licitação na modalidade concorrência ou diálogo competitivo. Antes da celebração do contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria. 10) É possível a arbitragem na concessão comum e na PPP. 11) Súmulas: Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. Cassia Brito projetonave.g@gmail.comMaterial elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 45 Súmula Vinculante 27 - Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente. Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 10 questões Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=2&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=2294 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 46 CONSTITUCIONAL: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE AULA NA PLATAFORMA Constituição Federal: Cláusula de Reserva de Plenário: Art 97 CF ADI, ADC: 102, I, a , 102, “p” Legitimados controle concentrado: Art 103 Arts. 102§2; 103§1º§2º§3º CF 125§2 CF Súmula vinculante: 10 1. Inconstitucionalidade formal e material Formal (Nomodinâmica): Vício decorre da inobservância do processo legislativo. a) Subjetiva: Vício na iniciativa. Exemplo: O Deputado XY apresentou um projeto de lei sobre aumento da remuneração dos servidores públicos. A competência é do Presidente da República (art.61§1,II,a) logo inconstitucionalidade formal subjetiva. b) Objetiva: Vício no Quórum Exemplo: Uma lei complementar foi aprovada por maioria simples. Lei complementar deve ser aprovada por maioria absoluta – Art 69 CF. c) Orgânica: Vício na competência Exemplo: Estado legislando sobre direito penal. Competência privativa da União. Art 22, I CF. b) Material (Nomoestática): O conteúdo da norma é contrário ao conteúdo constitucional. Exemplo: Uma lei dando autonomia ao Território. Território é descentralização da União, não é considerado ente, nem possui autonomia. Art 18§2 CF. 2. Controle Preventivo judicial: É feito de forma excepcional, (pois a norma não está pronta e acabada), exemplo: projeto de lei, proposta de emenda à constituição. Esse controle só pode ser exercido pelo Poder Judiciário (STF) quando um parlamentar (só o parlamentar), por meio de um Mandado de Segurança, argumenta a violação ao devido processo legislativo, exemplo: violação as Cláusulas Pétreas. OBS: A perda superveniente da condição de parlamentar ocasiona a extinção do Mandado de segurança. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 47 3. Controle Repressivo judicial (Regra): Diferença entre controle DIFUSO e controle CONCENTRADO de constitucionalidade: Difuso (concreto) Concentrado (abstrato): ADI; ADC; ADPF; ADO É realizado por qualquer juiz ou tribunal Constituição Federal: STF Constituição Estadual: TJ - Efeito inter partes Obs.: se a decisão for proferida pelo STF é erga omnes. - A atuação do Senado: Artigo 52, X, da CF/88 apenas para fins de publicidade à decisão. - Efeito erga omnes - Efeitos ex tunc (retroativos); É possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc) - Efeitos ex tunc (retroativos); É possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc) - - Efeitos vinculantes, exceto o próprio STF e a função legislativa Legitimidade ampla Legitimados no artigo 103 da CF 4. Cláusula de reserva de plenário Art. 97 da CF: Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do órgão especial é que a inconstitucionalidade pode ser declarada. 5. Súmula Vinculante 10 do STF: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 48 6. Memorizar os legitimados do controle concentrado: art. 103 da CF. (podem ajuizar ADI/ADC/ADO/ADPF) Art 103 CF Legitimados Universais (U) Legitimados Especiais (E) – devem demonstrar pertinência temática Quem precisa de Advogado (A)? 3 pessoas 3 mesas 3 entidades 7. O governador pode impugnar normas editadas em outras entidades da federação, exemplo: o governador de Goiás propõe ADI para impugnar norma editada no Estado do Acre, a partir da demonstração que a proposição da norma ofende, de alguma forma, os interesses do Estado no qual ele exerce a governança. 8. Modulação dos efeitos temporais: A decisão de mérito em ADI tem efeito vinculante, erga omnes e, em regra, efeitos ex tunc. Ocorre que, havendo razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social, o STF, por 2/3 de seus membros, poderá modular os efeitos temporais da decisão para que esta produza os seus efeitos em outro momento (ex nunc). Segundo entendimento do STF, poderá haver a modulação dos efeitos temporais também em suas decisões de inconstitucionalidade proferidas no controle difuso. 9. As decisões no controle concentrado não vinculam o legislativo e o próprio STF. (cai muito) 10. As normas constitucionais originárias não podem ser declaradas inconstitucionais ( exemplo: art 2º CF) , já as normas constitucionais derivadas ( emendas constitucionais) estão sujeitas ao controle de constitucionalidade. 11. Ações do Controle Concentrado ADI ADC ADO ADPF Lei ou ato normativo Lei ou ato normativo Objetiva tornar a Leis pré- Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 49 Federal ou Estadual (pós-constitucional) Federal (pós-constitucional) norma constitucional efetiva. constitucionais; Lei Municipal X CF 12. Os Tribunais de Justiça podem realizar controle concentrado de Constitucionalidade tendo como parâmetro a Constituição Federal. Art. 125§2º CF: § 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão. Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 20 questões. Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=3&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=432 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 50 Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 51 PENAL: TEORIA DO CRIME Ementa: Da aplicação da lei penal.Teoria Geral do delito.Tipicidade.Antijuridicidade.Culpabilidade. Leitura obrigatória dos arts.1º ao 28 do CP. Principais artigos do CP: Art.13 Art.16 Art.20§1º Art.23 Art.24 Art.25 Art.26 Art.27 Art.28 Art.65 Art.73 Art. 74 - - - - - - 1. Eficácia da Lei Penal no Tempo: Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. Como regra, adota-se a teoria da atividade (o tempo do crime é o momento da conduta). Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2020 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXI - Primeira Fase André, nascido em 21/11/2001, adquiriu de Francisco, em 18/11/2019, grande quantidade de droga, com o fim de vendê-la aos convidados de seu aniversário, que seria celebrado em 24/11/2019. Imediatamente após a compra, guardou a droga no armário de seu quarto. Em 23/11/2019, a partir de uma denúncia anônima e munidos do respectivo mandado de busca e apreensão deferido judicialmente, policiais compareceram à residência de André, onde encontraram e apreenderam a droga que era por ele armazenada. De imediato, a mãe de André entrou em contato com o advogado da família. Considerando apenas as informações expostas, na Delegacia, o advogado de André deverá esclarecer à família que André, penalmente, será considerado Resposta: imputável, podendo responder pelo delito de tráfico de drogas, mesmo adotando o Código Penal a Teoria da Atividade para definir o momento do crime. Obs: André iniciou a conduta ainda menor de idade, ocorre que o crime praticado é um crime permanente, ou seja, a sua consumação se prolonga no tempo, assim, André responderá pelo crime de tráfico de drogas, pois foram apreendidas quando ele já havia completado a maioridade. 2. O que é Abolitio Criminis? Art. 2º CP - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 52 Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 3. Súmula 711, DO STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XIII - Primeira Fase Considere que determinado agente tenha em depósito, durante o período de um ano, 300 kg de cocaína. Considere também que, durante o referido período, tenha entrado em vigor uma nova lei elevando a pena relativa ao crime de tráfico de entorpecentes. Sobre o caso sugerido, levando em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a afirmativa correta. Resposta: Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar durante o período em que o agente ainda estava com a droga em depósito. 4. Eficácia da Lei Penal no Espaço: Regra: Princípio da territorialidade – aplica-se a lei brasileira ao crime cometido no território nacional, englobando embarcações ou aeronaves públicas ou a serviço do governo (extensão do território brasileiro. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXI - Primeira Fase Revoltado com a conduta de um Ministro de Estado, Mário se esconde no interior de uma aeronave pública brasileira, que estava a serviço do governo, e, no meio da viagem, já no espaço aéreo equivalente ao Uruguai, desfere 05 facadas no Ministro com o qual estava insatisfeito, vindo a causar-lhe lesão corporal gravíssima. Diante da hipótese narrada, com base na lei brasileira, assinale a afirmativa correta. Resposta: Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no critério da territorialidade. Aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada? Sim. Art. 5º § 2º CP. - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 53 Qual regra se aplica aos chamados crimes à distância ou de espaço máximo? (infrações penais que envolvem mais de um país, ocorrendo a conduta e o resultado em países distintos). Teoria mista ou da ubiquidade – Art. 6º CP - Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Art. 7º CP prevê de forma excepcional as hipóteses de extraterritorialidade, em que a legislação penal se aplica para além do território nacional. (Faça a leitura). 5. Teoria do Crime: Fato típico Ilicitude Culpabilidade - Conduta - Resultado - Nexo Causal - Tipicidade Excludentes: -Estado de necessidade - Legítima defesa - Estrito cumprimento do dever legal - Exercício regular do direito - Imputabilidade - Potencial conhecimento da ilicitude - Exigibilidade de conduta diversa 6. Conduta Conduta: Crime doloso – Art. 18, I CP - quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi- lo; Crime culposo - Art.18,II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência (conduta ativa – age sem o dever de cuidado), negligência (conduta negativa – deixa de observar o dever de cuidado) ou imperícia (falta de aptidão técnica) . Crime preterdoloso – Quando o agente atua com dolo no antecedente e culpa no consequente Exemplo: João tem o dolo de lesionar a vítima (antecedente), mas, por culpa, acaba por causar- lhe a morte (consequente). Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2013 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XII - Primeira Fase Wilson, competente professor de uma autoescola, guia seu carro por uma avenida à beira-mar. No banco do carona está sua noiva, Ivana. No meio do percurso, Wilson e Ivana começam a discutir: a moça reclama da alta velocidade empreendida. Assustada, Ivana grita com Wilson, dizendo que, se ele continuasse naquela velocidade, poderia facilmente perder o controle do carro e atropelar alguém. Wilson, por sua vez, responde que Ivana deveria deixar de ser medrosa e que nada aconteceria, pois se sua profissão era ensinar os outros a dirigir, ninguém poderia ser mais competente do que ele na condução de um veículo. Todavia, ao fazer uma curva, o automóvel derrapa na areia trazida para o asfalto por conta dos ventos do litoral, o Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 54 carro fica desgovernado e acaba ocorrendo o atropelamento de uma pessoa que passava pelo local. A vítima do atropelamentofalece instantaneamente. Wilson e Ivana sofrem pequenas escoriações. Cumpre destacar que a perícia feita no local constatou excesso de velocidade. Nesse sentido, com base no caso narrado, é correto afirmar que, em relação à vítima do atropelamento, Wilson agiu com Resposta: culpa consciente. Obs: Na Culpa consciente, com previsão ou "ex lascivia" ocorre quando o agente, após prever o resultado objetivamente previsível, realiza a conduta acreditando sinceramente que ele não ocorrerá. Por sua vez a culpa inconsciente, sem previsão ou "ex ignorantia" é aquela em que o agente não prevê o resultado objetivamente previsível. Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado Erros essenciais: Erro de tipo incriminador Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. Profª Blazute não entendi nada! Calma, veja só o exemplo: “Maria transporta um pacote de cocaína acreditando ser farinha de trigo”. “Blazute vê um óculos que comprou na Shein semelhante ao seu e o leva, acreditando que se trata daquele que o pertence. O que você precisa saber sobre o erro de tipo incriminador? Se inevitável/invencível/escusável - Afasta o dolo/culpa: fato atípico. Se evitável/vencível/inescusável - Afasta o dolo: responderá pela forma culposa (se houver previsão em lei) Veja outro exemplo: OAB – XX - Wellington pretendia matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do time Bola Cheia, seu adversário no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, Wellington vê, de costas, um jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, efetua diversos disparos de arma de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 era Rodrigo, adolescente que substituiria Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, Rodrigo faleceu. Considerando a situação narrada, assinale a opção que indica o crime cometido por Wellington. Resposta: Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro sobre a pessoa. Erro de tipo permissivo “descriminantes putativas” (putativo = imaginário) Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 55 § 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. Incide sobre causas excludentes da ilicitude. Se inevitável/invencível/escusável - Afasta o dolo/culpa: isenta a pena. Se evitável/vencível/inescusável - Afasta o dolo: Culpa imprópria, podendo gerar tentativa de crime “culposo” Exemplo: Pedro está sozinho em casa, à noite, e escuta um barulho estranho. Ao verificar pela janela vê que alguém estava entrando em sua casa. Como o local é escuro, e já foi existiram vários assaltos, ele vai à cozinha e pega uma arma, mira no vulto e atira, vindo a causar a morte da pessoa. Posteriormente, chama a polícia e verifica-se que a vítima era seu filho, João, que saiu e esqueceu a chave de casa. Erro de proibição Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. Exemplo¹: Eslow, holandês e usuário de maconha, que nunca antes havia feito uma viagem internacional, veio ao Brasil para a Copa do Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil decidiu, diante da tensão, fumar um cigarro de maconha nas arquibancadas do estádio. Imediatamente, os policiais militares de plantão o prenderam e o conduziram à Delegacia de Polícia. Diante do Delegado de Polícia, Eslow, completamente assustado, afirma que não sabia que no Brasil a utilização de pequena quantidade de maconha era proibida, pois, no seu país, é um hábito assistir a jogos de futebol fumando maconha. Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva. Resposta: Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento de pena Exemplo²: OAB XXII - Tony, a pedido de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que acredita ser de remédios, sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato de Cocaína em seu interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), pois acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para fins medicinais. Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das drogas, denunciados pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Considerando apenas as informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor dos clientes, respectivamente, a ocorrência de Resposta: erro de tipo e erro de proibição. Erros Acidentais: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 56 Erro sobre a pessoa – Há 2 pessoas envolvidas. Art.20 § 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. Resumindo: responde pelo crime, como se tivesse atingido a vítima pretendida e não a vítima efetivamente atingida. Exemplo: OAB XXX - Regina dá à luz seu primeiro filho, Davi. Logo após realizado o parto, ela, sob influência do estado puerperal, comparece ao berçário da maternidade, no intuito de matar Davi. No entanto, pensando tratar-se de seu filho, ela, com uma corda, asfixia Bruno, filho recém-nascido do casal Marta e Rogério, causando-lhe a morte. Descobertos os fatos, Regina é denunciada pelo crime de homicídio qualificado pela asfixia com causa de aumento de pena pela idade da vítima. Diante dos fatos acima narrados, o(a) advogado(a) de Regina, em alegações finais da primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, deverá requerer Resposta: a desclassificação para o crime de infanticídio, diante do erro sobre a pessoa, não podendo ser reconhecida a agravante pelo fato de quem se pretendia atingir ser descendente da agente. Obs: Não incidem as circunstâncias agravantes presentes no artigo 61,II, e (crime praticado contra descendente) e h (crime praticado contra criança), pois já integram a descrição típica do infanticídio. Aberratio ictus: Erro na execução Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código. Resumindo: Não exclui dolo nem culpa, e o agente responde pelo crime considerando as qualidades da vítima pretendida, e não da efetivamente atingida. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XIX - Primeira Fase Pedro e Paulo bebiam em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol. Pedro, objetivando atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e também terceira pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram, inclusive aquela cuja morte não era querida pelo agente. Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro - Resposta: aberratio ictus. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 57 Aberratio criminis (aberratio delicti– Art. 74 do CP) – Erro quanto ao crime praticado Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código. Exemplo: O agente quer causar um dano ao patrimônio. acaba errando o alvo e atinge uma pessoa causando-lhe a morte. Objetivo: afastar a tentativa de dano doloso praticada, respondendo por homicídio culposo produzido. 7. Relação de causalidade: Art. 13 do CP - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Princípio da intranscendência. Superveniência de causa independente: § 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. Exemplo: OAB XXIX - Após discussão em uma casa noturna, Jonas, com a intenção de causar lesão, aplicou um golpe de arte marcial em Leonardo, causando fratura em seu braço. Leonardo, então, foi encaminhado ao hospital, onde constatou-se a desnecessidade de intervenção cirúrgica e optou-se por um tratamento mais conservador com analgésicos para dor, o que permitiria que ele retornasse às suas atividades normais em 15 dias. A equipe médica, sem observar os devidos cuidados exigidos, ministrou o remédio a Leonardo sem observar que era composto por substância à qual o paciente informara ser alérgico em sua ficha de internação. Em razão da medicação aplicada, Leonardo sofreu choque anafilático, evoluindo a óbito, conforme demonstrado em seu laudo de exame cadavérico. Recebidos os autos do inquérito, o Ministério Público ofereceu denúncia em face de Jonas, imputando-lhe o crime de homicídio doloso. Diante dos fatos acima narrados e considerando o estudo da teoria da equivalência, o(a) advogado(a) de Jonas deverá alegar que a morte de Leonardo decorreu de causa superveniente Resposta: relativamente independente, que, por si só, produziu o resultado, devendo haver desclassificação para o crime de lesão corporal, não podendo ser imputado o resultado morte. Teoria da imputação objetiva no direito penal – Apenas devem ser imputadas as condutas que signifiquem um incremento, um aumento do risco ao bem jurídico penalmente tutelado. José conversava com Antônio em frente a um prédio. Durante a conversa, Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 58 José percebe que João, do alto do edifício, jogara um vaso mirando a cabeça de seu interlocutor. Assustado, e com o fim de evitar a possível morte de Antônio, José o empurra com força. Antônio cai e, na queda, fratura o braço. Do alto do prédio, João vê a cena e fica irritado ao perceber que, pela atuação rápida de José, não conseguira acertar o vaso na cabeça de Antônio. Com base no caso apresentado, segundo os estudos acerca da teoria da imputação objetiva, assinale a afirmativa correta. Resposta: O resultado não pode ser imputado a José, ainda que entre a lesão e sua conduta exista nexo de causalidade. Obs: Como não houve incremento do risco, José não responde por ter empurrado Antônio, visto que sua conduta reduziu o risco frente a queda do vaso. 8. Iter Criminis Iter Criminis Desistência Voluntária (art.15) Arrependimento Eficaz (art.15) Arrependimento Posterior (art.16) O agente inicia os atos executórios e, durante sua realização, voluntariamente desiste de continuar e abandona a prática dos atos em curso. Ou seja, não há consumação! Assim, o agente só responderá pelos atos anteriormente praticados, sendo ATÍPICA a tentativa do crime visado. O agente inicia e completa todos os atos executórios, e por sua escolha atua eficazmente e impede a consumação. Assim, o agente só responderá pelos atos anteriormente praticados, não responderá pela tentativa do crime visado. Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. Vamos treinar? OAB XXIX - Durante a madrugada, Lucas ingressou em uma residência e subtraiu um computador. Quando se preparava para sair da residência, ainda dentro da casa, foi surpreendido pela chegada do proprietário. Assustado, ele o empurrou e conseguiu fugir com a coisa subtraída. Na manhã seguinte, arrependeu-se e resolveu devolver a coisa subtraída ao legítimo dono, o que efetivamente veio a ocorrer. O proprietário, revoltado com a conduta anterior de Lucas, compareceu em sede policial e narrou o ocorrido. Intimado pelo Delegado para comparecer em sede policial, Lucas, preocupado com uma possível responsabilização penal, procura o advogado da família e solicita esclarecimentos sobre a sua situação jurídica, reiterando que já no dia seguinte devolvera o bem subtraído. Na ocasião da assistência jurídica, o(a) advogado(a) deverá informar a Lucas que poderá ser reconhecido(a) Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 59 Respostas: a atenuante da reparação do dano, apenas, não sendo, porém, afastada a tipicidade da conduta. Obs: o agente somente faz jus à atenuante da reparação do dano, na forma do art. 65, III, alínea 'b' do CP. Cuidado: O arrependimento posterior, que só incide nos crimes sem violência ou grave ameaça. OAB XIX Durante uma discussão, Theodoro, inimigo declarado de Valentim, seu cunhado, golpeou a barriga de seu rival com uma faca, com intenção de matá-lo. Ocorre que, após o primeiro golpe, pensando em seus sobrinhos, Theodoro percebeu a incorreção de seus atos e optou por não mais continuar golpeando Valentim, apesar de saber que aquela única facada não seria suficiente para matá-lo. Resposta: Neste caso, Theodoro responderá pelo crime de lesão corporal, em virtude de sua desistência voluntária. 9. Crime de moeda falsa de R$ 3,00 não existe: Crime impossível; Art. 17 CP - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2015 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII - Primeira Fase Cristiane, revoltada com a traição de seu marido, Pedro, decide matá-lo. Para tanto, resolve esperar que ele adormeça para, durante a madrugada, acabar com sua vida. Por volta das 22h, Pedro deita para ver futebol na sala da residência do casal. Quando chega à sala, Cristiane percebe que Pedro estava deitado sem se mexer no sofá. Acreditando estar dormindo, desfere 10 facadas em seu peito. Nervosa e arrependida, liga para o hospital e, com a chegada dos médicos, é informada que o marido faleceu. O laudo de exame cadavérico, porém, constatou que Pedro havia falecido momentos antes das facadas em razão de um infarto fulminante. Cristiane, então, foi denunciada por tentativa de homicídio. Você, advogado(a) de Cristiane, deverá alegar em seu favor a ocorrência de Resposta: crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. 10. Excludentes da ilicitude Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Excesso punível Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute.O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 60 Estado de necessidade: Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. §1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. § 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. Legítima defesa: Art. 25 do CP - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Por que a legítima defesa só é possível contra a ação de um ser humano? A legitima defesa somente pode ser alegada contra agressão de um ser humano e, no caso de ataque de animal, configura-se o Estado de Necessidade, a não ser que a agressão se originou de um ser humano (cão usado como instrumento para cometimento do crime) o que viabiliza a legitima defesa. Exemplo: OAB XXX Enquanto assistia a um jogo de futebol em um bar, Francisco começou a provocar Raul, dizendo que seu clube, que perdia a partida, seria rebaixado. Inconformado com a indevida provocação, Raul, que estava acompanhado de um cachorro de grande porte, atiça o animal a atacar Francisco, o que efetivamente acontece. Na tentativa de se defender, Francisco desfere uma facada no cachorro de Raul, o qual vem a falecer. O fato foi levado à autoridade policial, que instaurou inquérito para apuração. Francisco, então, contrata você, na condição de advogado(a), para patrocinar seus interesses. Considerando os fatos narrados, com relação à conduta praticada por Francisco, você, como advogado(a), deverá esclarecer que seu cliente Resposta: atuou escorado na excludente de ilicitude da legítima defesa. Estrito cumprimento de um dever legal. Relaciona-se com situações em que os agentes públicos, no desempenho de suas funções, cumprem o determinado pelo ordenamento jurídico, desse modo, uma conduta lícita (PRADO,2010). Exemplo: policial que prende alguém em flagrante. 11. Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 61 Exemplo: OAB XXXII - Paulo e Júlia viajaram para Portugal, em novembro de 2019, em comemoração ao aniversário de um ano de casamento. Na cidade de Lisboa, dentro do quarto do hotel, por ciúmes da esposa que teria olhado para terceira pessoa durante o jantar, Paulo veio a agredi- la, causando-lhe lesões leves reconhecidas no laudo próprio. Com a intervenção de funcionários do hotel que ouviram os gritos da vítima, Paulo acabou encaminhado para Delegacia, sendo liberado mediante o pagamento de fiança e autorizado seu retorno ao Brasil. Paulo, na semana seguinte, retornou para o Brasil, sem que houvesse qualquer ação penal em seu desfavor em Portugal, enquanto Júlia permaneceu em Lisboa. Ciente de que o fato já era do conhecimento das autoridades brasileiras e preocupado com sua situação jurídica no país, Paulo procura você, na condição de advogado(a), para obter sua orientação. Considerando apenas as informações narradas, você, como advogado(a), deve esclarecer que a lei brasileira Resposta: poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor responsabilizado criminalmente. 12. Culpabilidade O imputável é aquele que se responsabiliza pelos seus atos, podendo ser imputado um fato típico e ilícito. Por sua vez, o Código Penal traz hipóteses de inimputabilidade: Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão; II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. § 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 62 Exigibilidade de Conduta Diversa: Para existir culpa do agente, é necessário que tenha atuado em situações normais. Quais são as situações de inexigibilidade de conduta diversa? Art. 22 CP - Se o fato é cometido sob coação irresistível ( coação MORAL) ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem. Durante um assalto a uma instituição bancária, Antônio e Francisco, gerentes do estabelecimento, são feitos reféns. Tendo ciência da condição deles de gerentes e da necessidade de que suas digitais fossem inseridas em determinado sistema para abertura do cofre, os criminosos colocam, à força, o dedo de Antônio no local necessário, abrindo, com isso, o cofre e subtraindo determinada quantia em dinheiro. Além disso, sob a ameaça de morte da esposa de Francisco, exigem que este saia do banco, levando a sacola de dinheiro juntamente com eles, enquanto apontam uma arma de fogo para os policiais que tentavam efetuar a prisão dos agentes. Analisando as condutas de Antônio e Francisco, com base no conceito tripartido de crime, é correto afirmar que Gabarito: Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade (coação FÍSICA irresistível), enquanto Francisco não responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta (coação MORAL irresistível). Link para questões Sugestão: Faça no mínimo 20 questões Número de Questões: Acertos: Erros: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=9&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=796&subject_ids%5B%5D=1134&subject_ids%5B%5D=16667&subject_ids%5B%5D=16675&subject_ids%5B%5D=16691 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 Material elaborado pelaProfessora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 63 ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 64 PROCESSO CIVIL: ART.1º AO 187 CPC Ementa: Das normas fundamentais e da aplicação das normas processuais. Da função jurisdicional. Da competência interna. Dos sujeitos do processo. Dos procuradores. Do litisconsórcio. Da intervenção de terceiros Artigos de leitura obrigatória Art.3º Art.21 Art.46 Art.47 Art.49 Art.50 Art.53 Art.55 Art.56 Art.57 Art.62 Art.63 Art.64 Art.65 Art.72 Art.73 Art.75 Art.76 Art.78 Art.79 Art.81 Art.84 Art.85 Art.95 Art.99 Art.100 Art.104 Art.106 Art.109 Art.110 Art.112 Art.113 Art.115 Art.119 Art.123 Art.125 Art.130 Art.134 Art.141 Art.144 Art.145 Art.148 Art.165 Art.167 Art.172 Art.178 Art.790 Art.1005 - - 1. Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional. Veja como caiu: OAB XXXIII Carlyle Schneider, engenheiro suíço, morava em Madison, Wisconsin, Estados Unidos da América, há 12 anos.Em meados de 2015, participou da construção de dois edifícios em Florianópolis, Brasil, dos quais se afeiçoou de tal modo, que decidiu adquirir uma unidade residencial em cada prédio. Portanto, apesar de bem estabelecido em Madison, era o Sr. Schneider proprietário de dois imóveis no Brasil.Em 10/12/2017, viajou à Alemanha e, ao visitar um antigo casarão a ser restaurado, foi surpreendido pelo desabamento da construção sobre si, falecendo logo em seguida. Carlyle Schneider deixou 3 (três) filhos, que moravam na Suíça. A respeito dos limites da jurisdição nacional e da cooperação internacional, com base nas normas constantes do Código de Processo Civil, assinale a afirmativa correta. Resposta: Em matéria de sucessão hereditária, compete exclusivamente ao Estado brasileiro, local de situação dos imóveis, proceder ao inventário e à partilha dos dois bens imóveis. 2.Competência: Art. 48 CPC - O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: I - o foro de situação dos bens imóveis; II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 65 III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. OAB XXVIII - João Paulo faleceu em Atibaia (SP), vítima de um ataque cardíaco fulminante. Empresário de sucesso, domiciliado na cidade de São Paulo (SP), João Paulo possuía inúmeros bens, dentre os quais se incluem uma casa de praia em Búzios (RJ), uma fazenda em Lucas do Rio Verde (GO) e alguns veículos de luxo, atualmente estacionados em uma garagem em Salvador (BA). Neste cenário, assinale a opção que indica o foro competente para o inventário e a partilha dos bens deixados por João Paulo. Resposta: O foro de São Paulo (SP). 3. Dos deveres das partes e de seus procuradores NOVIDADE! Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: VII - informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário e, no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de citações e intimações. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 4. Caução: Art. 83. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país ao longo da tramitação de processo prestará caução suficiente ao pagamento das custas e dos honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento. § 1º Não se exigirá a caução de que trata o caput : I - quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte; II - na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença; III - na reconvenção. 5.Honorários: Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. § 1º São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, cumulativamente. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 66 § 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa... Ação Civil Pública: Art. 18 da lei 7347/85: Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários de advogado, custas e despesas processuais. Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. 6. Perícia: Art. 95 do CPC: Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada de ofício ou requerida por ambas as partes. Exemplo: OAB XXVIII - O fornecimento de energia elétrica à residência de Vicente foi interrompido em 2 de janeiro de 2018, porque, segundo a concessionária de serviço público, haveria um “gato” no local, ou seja, o medidor de energia teria sido indevidamente adulterado. Indignado, Vicente, representado por um(a) advogado(a), propôs, aproximadamente um mês depois, demanda em face da fornecedora e pediu o restabelecimento do serviço, pois o medidor estaria hígido. A fim de provar os fatos alegados, o autor requereu a produção de prova pericial. Citado poucos meses depois da propositura da demanda, a ré defendeu a correção de sua conduta, ratificou a existência de irregularidade no medidor de energia e, tal qual o autor, requereu a produção de perícia. Em dezembro de 2018, após arbitrar o valor dos honorários periciais e antes da realização da perícia, o juiz atribuiu apenas ao autor, que efetivamente foi intimado para tanto, o pagamento de tal verba. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. Resposta: O juiz decidiu de modo incorreto, pois se ambas as partes requererem a produção de perícia, autor e réu devem adiantar os honorários periciais. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse.67 Art. 790-B§3º CLT Não confundir! Em Processo do Trabalho o juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias. 7. Intervenção de terceiros: DENUNCIAÇÃO DA LIDE (ART. 125) CHAMAMENTO AO PROCESSO (ART.130) CABIMENTO: I-O alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam; II-àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo. Exemplo clássico: quando envolver seguros/ seguradoras CABIMENTO: I – do afiançado, na ação em que o fiador for réu; II – dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; III – dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum. Solidariedade! Exemplo: OAB-XXX Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, disponibiliza-se a ser seu fiador no contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de benefício de ordem. Um ano e meio após a assinatura do contrato, Daniel é citado em ação judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados. Ciente de que Joana possui bens suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você, como advogado(a), sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação. Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser arguida por Daniel em sua contestação. Resposta: Chamamento ao processo. Veja mais um exemplo: Felipe, a fim de cobrar dívida proveniente de contrato de mútuo firmado com Aline, ajuizou demanda de conhecimento em face de João Alberto, fiador. Surpreendido pela citação, João Alberto procura, no mesmo dia, um(a) advogado(a).Diante de tal quadro, assinale a opção que apresenta a medida mais adequada a ser adotada pelo(a) advogado(a) para obter a responsabilização de Aline. Resposta: Realizar o chamamento ao processo de Aline. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 68 8. Sobre a desconsideração da personalidade jurídica: Art. 133, 134 + 795§4º CPC Finalidade de atingir o patrimônio pessoal dos sócios administradores quando a sociedade estiver se utilizando de sua personalidade jurídica para cometer fraude ou abuso de direito. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público. Art. 133 CPC. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. Art. 134 CPC. Exemplo: OAB XXVIII – Amauri ingressou com ação ordinária em face de Mercadinho dos Suínos Ltda., em decorrência do consumo de alimento inapropriado vendido pelo réu. O pedido foi julgado procedente em decisão transitada em julgado, condenando a pessoa jurídica ré a indenizar o autor em R$ 10.000,00 (dez mil reais). Na fase de cumprimento de sentença, não foram encontrados bens penhoráveis pertencentes à sociedade, razão pela qual o juízo competente decretou, de ofício, a desconsideração da personalidade jurídica, penhorando um automóvel pertencente a Flávio, sócio majoritário da sociedade ré. Diante de tal cenário, assinale a afirmativa correta. Resposta: A decisão está incorreta, pois a desconsideração da personalidade jurídica exige, cumulativamente, o requerimento da parte interessada e a instauração do incidente, nos termos do CPC. 9. Impedimento e Suspeição do Magistrado Impedimento Art.144 Suspeição- Art. 145 I – em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; III – quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II – que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio; III – quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 69 consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V – quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; VII – em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII – em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado. companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV – interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. 10. Prazos diferenciados para a prática de atos processuais: Regra: Art. 183 CPC – A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. Exceções ao prazo em dobro: Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, podendo arguir: Art. 629. A Fazenda Pública, no prazo de 15 (quinze) dias, após a vista de que trata o art. 627 , informará ao juízo, de acordo com os dados que constam de seu cadastro imobiliário, o Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art627 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art627 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 70 valor dos bens de raiz descritos nas primeiras declarações. Art. 910. Na execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda Pública será citada para opor embargos em 30 (trinta) dias. Link para questões Sugestão: Faça as 19 questões cobradas em prova Número de Questões Acertos: Erros: Espaço para Anotações Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=560&page=2&subject_ids%5B%5D=19534&subject_ids%5B%5D=19624&subject_ids%5B%5D=19625&subject_ids%5B%5D=20005&subject_ids%5B%5D=20009&subject_ids%5B%5D=20276&subject_ids%5B%5D=20277&subject_ids%5B%5D=20334&subject_ids%5B%5D=20338 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 71 DIA 04/06: Sábado TRABALHO: REMUNERAÇÃO E SALÁRIO (CLT) Ler do Art. 457 ao 500 da CLT. Outros artigos importantes: 1. Art. 457 CLT - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. § 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. Exemplo: OAB XXXII - Desde abril de 2019, Denilson é empregado em uma indústria de cosméticos, com carteira profissional assinada. No último contracheque de Denilson verifica-se o pagamento das seguintes parcelas: abono, prêmio, comissão e diária para viagem. Considerando essa situação, assinale a opção que indica a verba que, de acordo com a CLT, integra o salário e constitui base de incidência de encargo trabalhista. A) Abono. B) Prêmio. C) Comissão. D) Diária para viagem. Resposta: Letra C §3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados. Súmula n. 354 do TST As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. Art.58 Art.58-A Art.59 Art. 457 Art. 462 Art.507-B Art.611-A Art.620 Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 72 Não confunda: Remuneração (soma dos pagamentos feitos pelo empregador e terceiros) com Salário (pagamentos feitos pelo empregador). Ano: 2018 Banca: FGV - XXVI - Primeira Fase Jorge era caixa bancário e trabalhava para o Banco Múltiplo S/A. Recebia salário fixo de R$ 4.000,00 mensais. Além disso, recebia comissão de 3% sobre cada seguro de carro, vida e previdência oferecido e aceito pelos clientes do Banco, o que fazia concomitantemente com suas atividades de caixa, computando-se o desempenho para suas metas e da agência. Os produtos em referência não eram do banco, mas, sim, da Seguradora Múltiplo S/A, empresa do mesmo grupo econômico do empregador de Jorge. Diante disso, observando o entendimento jurisprudencial consolidado do TST, bem como as disposições da CLT, assinale a afirmativa correta. Resposta: Os valores recebidos a título de comissão devem integrar a remuneração de Jorge. Obs: As principais parcelas salariais são: salário-base, 13º, adicionais em geral, comissões. 2. O que não é considerado salário: Art. 458 §2 da CLT. Art.458 §2º: Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro- saúde; V – seguros de vida e de acidentes pessoais; VI – previdência privada; VIII - o valor correspondente ao vale-cultura Obs: O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 73 § 3º - A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual. Resumindo: Salário- Utilidade: Urbano Rural Habitação 25% 20% Alimentação 20% 25% Obs: A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. 3. Descontos Salariais. Descontos Salariais Regra: Veda-se os descontos no salário. Exceções: Previsão legal/ contrato coletivo Adiantamentos Dano doloso Dano culposo (desde que autorizado pelo empregado) Descontos salariais com a autorização prévia e por escrito (exemplos: planos de assistência odontológica, médico-hospitalar, seguro...) Descontos Salariais – Domésticos – LC 150 Art. 18. É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas com transporte, hospedagem e alimentação em caso de acompanhamento em viagem. § 1º É facultado ao empregador efetuar descontos no salário do empregado em caso de adiantamento salarial e, mediante acordo escrito entre as partes, para a inclusão do empregado em planos de assistência médico-hospitalar e odontológica, de seguro e de previdência privada, não podendo a dedução ultrapassar 20% (vinte por cento) do salário. § 2º Poderão ser descontadas as despesas com moradia de que trata o caput deste artigo quando essa se referir a local diverso da residência em que ocorrer a prestação de serviço, desde que essa possibilidade tenha sido expressamente acordada entre as partes. 4. Princípio da irredutibilidade salarial – Art. 7º, VI, CF. Veda-se a redução do salário nominal pelo empregador. Exceção: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 74 Autorização por negociação coletiva. Não se aplica para parcelas de salário condição (pagas em virtude de condição mais gravosa ou circunstâncias temporárias). Exemplo: O trabalhador somente faz jus ao pagamento do adicional de insalubridade enquanto permanecer exposto a agentes de risco à sua saúde, independentemente do tempo em que percebeu o aludido adicional. Súmula 248 do TST. A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade, por ato da autoridade competente, repercute na satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial. 5. Décimo Terceiro Salário - Constituição Federal: Art. 7º, VIII. - O décimo terceiro será pago pelo empregador até o dia 20 de dezembro de cada ano, compensada a importância que, a título de adiantamento, o empregado houver recebido na forma do artigo seguinte. - Entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador pagará, como adiantamento da gratificação referida no artigo precedente, de uma só vez, metade do salário recebido pelo respectivo empregado no mês anterior. - Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: V - valor nominal do décimo terceiro salário; Ano: 2019 Banca: FGV Órgão:OAB Prova: FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXX - Primeira Fase Reinaldo é empregado da padaria Cruz de Prata Ltda., na qual exerce a função de auxiliar de padeiro, com jornada de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h, e pausa alimentar de 15 minutos. Aproxima-se o final do ano, e Reinaldo aguarda ansiosamente pelo pagamento do 13º salário, pois pretende utilizá-lo para comprar uma televisão. A respeito do 13º salário, assinale a afirmativa correta. Resposta: A gratificação natalina deve ser paga em duas parcelas, sendo a primeira entre os meses de fevereiro e novembro e a segunda, até o dia 20 de dezembro de cada ano. 6. Artigo 486 da CLT: fato do príncipe. Art. 486 - No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 75 7.Memorizar o artigo 4º, §2º da CLT: não é considerado tempo a disposição do empregador. Art 4º§ 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: I-práticas religiosas; II - descanso; III - lazer; IV - estudo; V - alimentação; VI - atividades de relacionamento social; VII - higiene pessoal; VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. 8. Saber sobre o intervalo intrajornada (artigo 71, §4º da CLT). § 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 9. Insalubridade e Periculosidade Insalubridade Periculosidade Base de cálculo: salário-mínimo Incide sobre o salário básico Adicional: Grau mínimo: 10% Grau médio: 20% Grau máximo: 40% Adicional: 30% Art.193 da CLT: São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial; § 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art58 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 76 § 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. § 3º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo. § 4º São também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. Exemplo: OAB XXX - Edimilson é vigia noturno em um condomínio residencial de apartamentos. Paulo é vigilante armado de uma agência bancária. Letícia é motociclista de entregas de uma empresa de logística. Avalie os três casos apresentados e, observadas as regras da CLT, assinale a afirmativa correta. Resposta: Paulo e Letícia exercem atividade perigosa e fazem jus ao adicional de periculosidade. A atividade de Edimilson não é considerada perigosa, e, por isso, ele não deve receber adicional. 10. Equiparação Salarial – Súmula 6 TST e Art. 461 CLT Requisitos: a) Identidade de função b) Identidade de empregador c) Identidade de estabelecimento d) Simultaneidade no exercício da função e) Diferença de tempo na função não seja superior a dois anos. f) Diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos. O que afasta a equiparação salarial? a) Perfeição técnica b) Produtividade c) Existência de quadro de carreira ou plano de cargos e salários. Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 15 questões Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=7&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=703 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 77 Cassia Brito projetonave.g@gmail.comnunca foi encontrado, e já se passaram nove anos do seu desaparecimento. Agora, seus parentes lidam com as dificuldades relativas à administração e disposição do seu patrimônio. Assinale a opção que indica o que os parentes devem fazer para receberem a propriedade dos bens de Gumercindo. Resposta: Eles devem requerer a sucessão definitiva do ausente, pois ele já teria mais de oitenta anos de idade, e as últimas notícias dele datam de mais de cinco anos. Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 5 Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o ausente não regressar, e nenhum interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território federal. 10. Domicílio: Domicílio da pessoa natural Domicílio da pessoa jurídica 1a Regra: Local onde estabelece a sua residência com ânimo definitivo. 2ª Regra: + de uma residência? Domicílio: qualquer uma delas. 3ª Regra: Não tem residência habitual? Local onde for encontrada 4ª Regra: Relações profissionais: Local onde é exercido. Domicílio necessário: Do incapaz: o de seu represente ou assistente Do servidor público: local onde exercer permanente suas atribuições Do militar: o local onde servir, e, sendo da Marinha ou Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar matriculado. Do preso: o lugar em que cumprir a sentença 1ª Regra: Local eleito no estatuto. Se não houver eleição, o local onde funcionarem as diretorias ou administrações. 2ª Regra: Mais de um estabelecimento, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. 3ª Regra: Se a administração (ou diretoria) tiver sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio o lugar do estabelecimento, no Brasil, a que ela corresponder. 4ª Regra: Pessoas jurídicas de direito público interno: União: DF; Estados: Capitais. Municípios: o lugar onde funcione a Administração 11. Das pessoas jurídicas (art.41 e 44 CC) : Pessoas Jurídicas de Direito Público Pessoas Jurídicas de Direito Privado I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios; IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; I - as associações; II - as sociedades; III - as fundações. IV - as organizações religiosas; V - os partidos políticos. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 6 V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. 12. Art. 93 do CC: “São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro”. Obs: Art. 94 do CC dispõe que “os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso". Bruna visitou a mansão neoclássica que André herdara de seu tio e cuja venda estava anunciando. Bruna ficou fascinada com a sala principal, decorada com um piano do século XIX e dois quadros do conhecido pintor Monet, e com os banheiros, ornados com torneiras desenhadas pelos melhores profissionais da época. Diante disso, decidiu comprá-la. Na ausência de acordo específico entre Bruna e André, por ocasião da transferência da propriedade, Bruna receberá: Resposta: a mansão juntamente com as torneiras dos banheiros, consideradas partes integrantes, mas não os quadros e o piano, considerados pertenças. Link para Questões Sugestão: Faça as 16 questões cobradas em prova Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=8&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=61&subject_ids%5B%5D=399&subject_ids%5B%5D=11257&subject_ids%5B%5D=11303&subject_ids%5B%5D=12138&subject_ids%5B%5D=13334&subject_ids%5B%5D=16112 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=8&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=61&subject_ids%5B%5D=399&subject_ids%5B%5D=11257&subject_ids%5B%5D=11303&subject_ids%5B%5D=12138&subject_ids%5B%5D=13334&subject_ids%5B%5D=16112 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 7 Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 8 CONSTITUCIONAL: PROCESSO LEGISLATIVO Leitura obrigatória dos artigos 60 ao 69 da Constituição Federal. Principais artigos da CF: Cai muito em prova! Art.60 Art.61§1 Art.62§1 Art.62§3º Art.62§10 Art.66 ASSISTA A AULA NA PLATAFORMA! 1. Memorizar o artigo 60 da Constituição, principalmente o quórum para aprovar uma Emenda à constituição (Art. 60 § 2º da CF/88), legitimados (Art. 60, I, II, III da CF/88) e cláusulas pétreas (artigo 60, §4º da CF/88). Obs.: O voto obrigatório é cláusula pétrea? Resposta: AULA NA PLATAFORMA Emenda à Constituição Lei 2. Artigo 61, §1º: Projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 9 § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II. a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; 3. Memorizar o quórum da iniciativa popular: Federal: Artigo 61, § 2º.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles Estadual: Art.27 § 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. Municipal: Art. 29 XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado; 4. Medida provisória: Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional: - Vedação a medida provisória: § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I - relativa a: a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penal e processual civil; c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditosadicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; É permitida medida provisória para abertura de crédito extraordinário: Art.167 § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 10 calamidade pública, observado o disposto no art. 62. II - que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; III - reservada a lei complementar IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. - Eficácia da MP: Prazo 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período Art. 62 §3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. § 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. - Apreciação da MP: - 45 dias Art. 62§6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. 5. Projeto de lei: Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar. Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará. § 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional (veto jurídico) ou contrário ao interesse público (veto político), vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. § 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 11 § 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção. (Sanção tácita) § 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. AULA NA PLATAFORMA Esquema feito pela professora em aula: AULA NA PLATAFORMA PEC REJEITADA – Art. 60§5º MP REJEITADA – Art. 62§10 PL REJEITADO – Art. 67 Link para Questões Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=3&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=731 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 12 Sugestão: Faça no mínimo 10 questões Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 13 ADMINISTRATIVO: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Principais artigos: CF: Art.37, XIX Art. 37 §9º Art.173 AULA NA PLATAFORMA 1. Os órgãos não possuem personalidade jurídica própria, mas podem possuir personalidade judiciária, que é sinônimo de capacidade processual, ou seja, podem estar no polo ativo de uma ação para a defesa de suas prerrogativas funcionais. Exemplo: Súmula 525 do STJ. A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais 2. Artigo 37, XIX CF/88 (artigo mais cobrado de administrativo): somente por lei específica (lei ordinária) poderá ser criada autarquia (a fundação pública de direito público também, ou seja, autarquia fundacional) e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. AULA NA PLATAFORMA Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 14 A Fundação pública é dotada de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. Veja o esquema: FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO PÚBLICO (Autarquia fundacional ou fundação autárquica) Doutrina FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO PRIVADO Prevista na CRFB Criada por lei específica Autorizada a criação por lei específica (Precisa de registro) ( Art 37, XIX CRFB) Regime de direito público (Concurso, licitação) Regime de direito público com derrogações privadas (Concurso, licitação). 3. As empresas públicas e sociedades de economia mista, são pessoas jurídicas de direito privado. 4. Art. 173 CF/88: Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. AULA NA PLATAFORMA 5. Distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista: 6. Art. 37 § 9º O disposto no inciso XI (teto remuneratório) aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. Empresa pública Sociedade de economia mista Forma Societária Capital Foro Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 15 7. Os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista serão CELETISTA. Embora tenham que fazer concurso público, NUNCA terão estabilidade! 8. Sobre as autarquias: são pessoas jurídicas de direito público. Obs: Lei 9.986/00. As agências reguladoras são autarquias em regime especial, que exercem o controle e a fiscalização dos serviços públicos. a principal característica de uma agência reguladora é o mandato fixo de seus dirigentes, não podendo ser exonerados livremente. Novidade: Os dirigentes de uma agência reguladora poderão perder o mandato? Art. 9º O membro do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada somente perderá o mandato: (Redação dada pela Lei nº 13.848, de 2019) I - em caso de renúncia; II - em caso de condenação judicial transitada em julgado ou de condenação em processo administrativo disciplinar; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência NOVIDADE! III - por infringência de quaisquer das vedações previstas no art. 8º-B desta Lei. Art. 8º-B. Ao membro do Conselho Diretorou da Diretoria Colegiada é vedado: I - Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas; II - Exercer qualquer outra atividade profissional, ressalvado o exercício do magistério, havendo compatibilidade de horários; III - participar de sociedade simples ou empresária ou de empresa de qualquer espécie, na forma de controlador, diretor, administrador, gerente, membro de conselho de administração ou conselho fiscal, preposto ou mandatário; IV - Emitir parecer sobre matéria de sua especialização, ainda que em tese, ou atuar como consultor de qualquer tipo de empresa; V - Exercer atividade sindical; VI - Exercer atividade político-partidária; VII - estar em situação de conflito de interesse, nos termos da Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. Obs.: O prazo da quarentena mudou... O que é a quarentena? Art. 8º da Lei 9.986/00 Os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada ficam impedidos de exercer atividade ou de prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva agência, por período de 6 (seis) meses, contados da exoneração Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12813.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12813.htm Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 16 ou do término de seu mandato, assegurada a remuneração compensatória. (Redação dada pela Lei nº 13.848, de 2019). 9. Terceiro Setor: Pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos! TERCEIRO SETOR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OS) Lei 9.637/98 Principais artigos: 1º; 2º I, “b” e “d” ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO (OSCIP) Lei 9.790/99 Pessoas Jurídicas de Direito Privado sem fins lucrativos? Sim Sim. Constituída e em funcionamento regular há, no mínimo 3 (três) anos. Principais Finalidades: Ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos nesta lei. I - promoção da assistência social; II – promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; III – promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta lei; (...) Art. 3º da lei 9.790/99 Vínculo jurídico Contrato de Gestão Termo de Parceria Qualificação Discricionária Art. 2, II. Vinculada ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL (OSC) – lei 13.019/14 Pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos; Exemplos: Sociedades cooperativas; e organizações religiosas que se dediquem a atividades ou a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos; Parcerias formalizadas por: Termo de colaboração: propostas pela administração pública que envolvam a transferência de recursos financeiros; Termo de fomento: propostas pelas organizações da sociedade civil, que envolvam Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 17 a transferência de recursos financeiros; Acordo de cooperação: não envolvem transferências de recursos. O procedimento adotado é como regra o Chamamento Público. 10. Consórcios Públicos Lei 11.107/05 – Artigos importantes: Art 6º, Art 6§2º Pessoa jurídica formada exclusivamente por entes da federação, na forma, para estabelecer relações de cooperação federativa, com a realização de objetivos de interesse comum. Consórcios públicos – personalidade jurídica de direito público. (associação pública: autarquia); Consórcios públicos – personalidade jurídica de direito privado sem fins econômicos. Cuidado: após a constituição do consórcio, poderá ele promover desapropriação, pois prevista no protocolo, mas a declaração de utilidade pública não pode ser feita pelo consórcio. A União somente participará de consórcios públicos em que também façam parte todos os estados em cujos territórios estejam situados os municípios consorciados. → Novidade Legislativa! O consórcio público, com personalidade jurídica de direito público ou privado, observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação, à celebração de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. (Redação dada pela Lei nº 13.822, de 2019) Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 10 questões Número de Questões: Acertos: Erros: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13822.htm#art1 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=2&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=775 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 18 ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 19 Processo do Trabalho: Competência + Partes e Procuradores Art.114 da CF Art. 791 ao 793 CLT CLT Art.791 Art.791§3º Art.793 Art.843 Art. 855-B 899§9ºe10 1. Competência art.114 da CF COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - JULGAR: I- as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II- as ações que envolvam exercício do direito de greve; Obs: Ações envolvendo greve dos servidores públicos estatutários não é da competência da Justiça do Trabalho. III- as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; IV- os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; V- os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; Obs: Conflito entre varas do trabalho de sua jurisdição – TRT Conflito entre Vara de Trabalho de mais de um TRT; TRT e Vara do trabalho de jurisdição de TRT distinto - TST VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. Não são processadas na Justiça do Trabalho: Ação de cobrança de honorários por profissional liberal; Ações envolvendo relações de consumo; Representação comercial; Complementação de aposentadoria; Ações penais Ações de acidente do trabalho em face do INSS Observações: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 20 Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei 8.112/1990, mesmo que a ação tenhasido ajuizada após a edição da referida lei. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista, mesmo após a sentença, limita a execução ao período celetista. Nos termos do art. 114, VI, da CF/88, a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador falecido. Nas ações que envolvem agentes comunitários de saúde/ agentes de combate às endemias, a regra é ser da competência da Justiça do Trabalho, quando não houver lei do ente respectivo submetendo os agentes a regime jurídico administrativo. 2. Competência territorial na Justiça do Trabalho: Local da prestação do serviço (Art.651 CLT) mesmo que a contratação tenha ocorrido em outro local ou no estrangeiro. Exceções: Agente ou viajante comercial: Competência da Vara do Trabalho que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado. Na falta de agência ou filial ou se o empregado não estiver subordinado a qualquer uma delas, ele poderá optar entre ajuizar a ação no seu domicílio ou a localidade mais próxima. Empregado que trabalha no exterior: Agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. Empregador que promove a prestação dos serviços fora do lugar da celebração do contrato: O empregado pode escolher entre: a Vara do Trabalho da celebração do contrato ou; a Vara do trabalho do local de prestação do serviço. Partes e Procuradores Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.legjur.com/legislacao/htm/lei_00081121990 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 21 3. Honorários de sucumbência: 5% a 15 % - art. 791-A da CLT. Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. Art. 791, §3º, da CLT: A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. 4. Leitura do 843, §2º CLT: Art.843 § 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato. 5. Sobre o depósito recursal: Memorizar quem é isento art. 899 § 10º da CLT e quem deposita pela metade: 899 § 9º CLT. Art. 899 § 9º O valor do depósito recursal será reduzido pela metade para entidades sem fins lucrativos, empregadores domésticos, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. § 10. São isentos do depósito recursal os beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas e as empresas em recuperação judicial. 6. JUS POSTULANDI – Na Justiça do Trabalho, em regra as partes não necessitam de advogados, limitando-se a Vara do trabalho, TRT. Súmula 425 do TST: "O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho." Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 22 MACETE: o JUS POSTULANDI não pode AMAR A EX: (Necessita de advogado): Ação rescisória; Mandado de segurança; Ação cautelar; Recurso ao TST; Acordo extrajudicial. 7. Súmula 418 do TST: A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. 8. Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da personalidade jurídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 - Código de Processo Civil. Obs: Art. 135 CPC: Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. § 1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente I - na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta Consolidação; II - na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; III - cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. Exame XXXII - No decorrer de uma execução trabalhista, não se conseguiu penhorar nenhum bem da empresa executada nem reter qualquer numerário dela em ativos financeiros. Então, o exequente instaurou um incidente de desconsideração de personalidade jurídica para direcionar a execução em face de um sócio. O referido sócio foi citado e, no prazo de 15 dias, manifestou-se contrariamente à sua execução. Submetida a manifestação ao contraditório e não havendo outras provas a produzir, o juiz julgou procedente o incidente e incluiu o sócio no polo passivo da execução na condição de executado, sendo, então, publicada essa decisão. Considerando a situação retratada e os ditames da CLT, assinale a afirmativa correta. Resposta correta: O sócio em questão poderá recorrer da decisão independentemente de garantia do juízo. 9. Homologação de acordo extrajudicial Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 23 Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado. § 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum. § 2ºFaculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 10 questões Número de Questões: Acertos: Erros: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=11&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=16541&subject_ids%5B%5D=18675 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 24 ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 25 TRABALHO: RELAÇÃO LABORAIS + CONTRATO DE TRABALHO Ementa: Contrato de trabalho. Duração do contrato de trabalho. Relação de trabalho. Relação de emprego. CTPS. Teletrabalho. Empregador. Grupo econômico. Sucessão de empresas. Trabalho do menor. Trabalho doméstico. Trabalho do aprendiz. Emprego rural O que você deve saber? Leitura obrigatória da CLT: Art.2º Art.3º Art.4º Art. 6º Art.8º Art.10 Art.29 Art. 75-A-E Art.301 Art. 402 Art.404 Art.405 Art.428 Art.442 Art.442-A Art.445 Art.451 Art.452 Art.456-A - - Lei complementar 150/2015 – Do trabalho doméstico Art.1º Art 2º Art.10 Art.12 Art.13 Art.14 Art.18 Art.21 Art.25 Art.26 1. Contrato de Trabalho: Art.442 e SS Acordo tácito ou expresso correspondente à relação de emprego Art. 442-A. Para fins de contratação,o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade. Anotação da CTPS: 5 dias úteis. A presunção de veracidade é relativa, cabendo prova em contrário. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram presunção "juris et de jure", mas apenas "juris tantum". Art. 29 § 8º O trabalhador deverá ter acesso às informações da sua CTPS no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a partir de sua anotação. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 26 Art. 611-B,I, CLT Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: I - normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Duração do contrato de trabalho: Regra: Prazo indeterminado – princípio da continuidade da relação de emprego. Exceção: Prazo determinado – Art. 443§1 CLT: Em quais casos? de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; (máximo 2 anos, permitida uma prorrogação desde que na somatória não ultrapasse 2 anos). de atividades empresariais de caráter transitório; (máximo 2 anos, permitida uma prorrogação desde que na somatória não ultrapasse 2 anos). de contrato de experiência; (máximo 90 dias, permitida uma prorrogação desde que na somatória não ultrapasse 90 dias). Art. 452 - Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. Art. 479-Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado, será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o temo do contrato. Obs: Art. 481 - Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula asseguratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 27 OAB XVII - Verônica foi contratada, a título de experiência, por 30 dias. Após 22 dias de vigência do contrato, o empregador resolveu romper antecipadamente o contrato, que não possuía cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. Sobre o caso, de acordo com a Lei de Regência, assinale a opção correta. Resposta: Verônica terá direito à remuneração, e por metade, a que teria direito até o termo do contrato. 2. Cláusula compromissória de arbitragem nos contratos individuais de trabalho Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) Exemplo: OAB XXXI - Gervásia é empregada na Lanchonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo a função de atendente e recebendo o valor correspondente a um salário mínimo por mês.Acerca da cláusula compromissória de arbitragem que o empregador pretende inserir no contrato da empregada, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. Resposta correta: A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato citado, em razão do salário recebido pela empregada. 3. Conceito de empregado: Art. 3º - Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Requisitos do vínculo empregatício: “SHOPP”. Subordinação; Habitualidade; Onerosidade Pessoalidade Pessoa Física Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9307.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9307.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 28 Obs: Relação de trabalho é gênero, tendo como espécies: Trabalho autônomo; eventual, avulso, voluntário, estágio, inclusive relação de emprego. Súmula 386, TST: Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. 4. Do teletrabalho: Arts. 75-A e SS Art. 75-B. Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo. Parágrafo único. O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. Art. 75-C. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado. § 2ºPoderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo contratual. Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado. Exemplo: OAB XXXII - Luiz e Selma são casados e trabalham para o mesmo empregador. Ambos são teletrabalhadores, tendo o empregador montado um home office no apartamento do casal, de onde eles trabalham na recepção e no tratamento de dados informatizados. Para a impressão dos dados que serão objeto de análise, o casal necessitará de algumas resmas de papel, assim como de toner para a impressora que utilizarão. Assinale a opção que indica quem deverá arcar com esses gastos, de acordo com a CLT. Resposta: A responsabilidade por esse gasto deverá ser prevista em contrato escrito. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 29 5. Trabalho do menor: Art, 7º XXXIII da CF; Art. 402 – 441 CLT Art. 7º XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Regramento diferenciado para doméstica: É vedada a contratação de menor de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico. Art. 404 CLT - Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. Obs: Ao menor não será permitido o trabalhoem locais ou serviços prejudiciais à sua moralidade. O trabalho exercido nas ruas, praças e outros logradouros dependerá de prévia autorização do Juiz de Menores, ao qual cabe verificar se a ocupação é indispensável à sua própria subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos e se dessa ocupação não poderá advir prejuízo à sua formação moral. É vedado o trabalho do menor em atividades que demandem força muscular superior a 20kg e 25kg, respectivamente, para o trabalho contínuo e ocasional, salvo se realizado por meios mecânicos. 6. Do empregado aprendiz – Art. 428 ao 433 da CLT Conceito: empregado maior de 14 anos e o menor de 24 anos que celebra contrato de aprendizagem! Requisitos: Contrato escrito Prazo determinado: máximo 2 anos, exceto pessoas com deficiência. Anotação CTPS Matrícula e frequência escolar Inscrição em programa de aprendizagem Jornada de trabalho: 6 horas por dia ou 8 horas por dia, para aquele que possui ensino fundamental completo e horas destinadas a ensino teórico. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 30 As prorrogações e compensação de jornadas são proibidas! Extinção do contrato: Termo do contrato, ou quando o empregado completar 24 anos, exceto para as pessoas com deficiência. 7. Do empregado doméstico - Lei complementar 150/2015 Conceito: Art. 1º LC 150/2015 - Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. Jornada de trabalho: Regra – 8 horas/dia e 44 horas/semanais. Exceção: Acordo de compensação (art.2§4º e 5º da LC 150/2015) Contrato de empregado doméstico com prazo determinado: Art.4º Rescisão antecipada nos contratos com prazo determinado: Art.6º e 7º Estabilidade provisória: Art. 25 Empregado doméstico em viagem: Adicional mínimo de 25% (art.11§2º) Art. 18. É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas com transporte, hospedagem e alimentação em caso de acompanhamento em viagem. Pode haver desconto salarial: Não pode ultrapassar 20% do salário “Moradia” – residência diversa àquele em que o empregado presta os serviços + consentimento expresso das partes. Planos de assistência médico-hospitalar e odontológica Seguro e previdência privada Adiantamento de salário 8. Emprego rural Conceito: O empregador deve explorar atividade agroeconômica, e o trabalho deve ser desenvolvido em propriedade rural ou prédio rústico Trabalho noturno: Adicional de 25% (não se aplica a hora fictamente reduzida) Lavoura: 21 horas às 05 horas Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 31 Pecuária: 20 horas às 04 horas Desconto nos salários - Regra não se aplicam descontos, salvo: Moradia: até 20% Alimentação: até 25% 9. Truck System? Cláusulas del credere? É vedado o truck system. Caracterizado pelo pagamento mediante o fornecimento de vales, fichas ou bo nus que vinculem o empregado a somente poder comprar mercadorias em armazéns ou outros locais de fornecimento vinculados ao empregado. É vedada no contrato de representação comercial a inclusão de cláusulas del credere. A cláusula “del credere” corresponde ao instituto ou previsão da parte contratante ou representada descontar os valores de comissões ou vendas do representante comercial na hipótese da venda ou da transação ser cancelada ou desfeita. Exemplo: Um representante comercial ajuíza ação na Justiça do Trabalho pedindo a devolução de descontos. Ele explica que sua comissão sobre as vendas é de 5%, mas que pode optar pelo percentual de 10%, desde que se comprometa a pagar o valor da venda, caso o comprador fique inadimplente. Alega que sempre fez a opção pelos 10%, e que, nos casos de inadimplência, teve de pagar o valor do negócio para depois tentar reaver a quantia do comprador, o que caracterizaria transferência do risco da atividade econômica. Diante do caso apresentado e da lei de regência, assinale a afirmativa correta: Resposta: A situação caracteriza a cláusula del credere, vedada pela Lei de Representação Comercial. 10. Conceito de empregador: Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Equiparam-se a empregador: Profissionais liberais Instituições de beneficência Associações recreativas Instituições sem fins lucrativos Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 32 Súmula 51 TST I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. O Artigo 611-A, VI da CLT dispõe que as negociações coletivas prevaleçam sobre a lei no que dispuserem sobre regulamento empresarial. 11. Grupo de empresas – Art. 2§2º e 3º §2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. § 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. Súmula nº 129 do TST CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 12. Sucessão de empresas: Art. 10, 10-A, 448 CLT Requisitos: Transferência do estabelecimento e continuidade na prestação laboral. Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor. Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar comprovada fraude na transferência. Responsabilidade do sócio retirante: Art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art448 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 33 dois anos depois de averbada a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de preferência: I - a empresa devedora; II - os sóciosatuais; e III - os sócios retirantes. Parágrafo único. O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato. 13. Sociedade Cooperativa: Ler o artigo 442 parágrafo único da CLT. Lei 12.690: Art. 6º, 7º,10. Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego. Parágrafo único – Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela Link para Questões Sugestão: Faça no mínimo 20 questões Número de Questões: Acertos: Erros: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=7&subject_ids%5B%5D=1462&subject_ids%5B%5D=6604&subject_ids%5B%5D=16489 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 34 PROCESSO PENAL: APLICAÇÃO DA LEI PENAL PROCESSUAL + INQUÉRITO POLICIAL O que você deve saber? Previsão art. 1º ao 26 do CPP Leitura obrigatória do CPP: 1.Princípio do tempus regit actum: Art.2º CPP - Aplicar-se a lei vigente no momento de sua execução. Logo, se um ato foi praticado com observância da legislação processual vigente à época, a superveniência de legislação não interferirá na sua validade. Exemplo: OAB- XXII - Em 23 de novembro de 2015 (segunda feira), sendo o dia seguinte dia útil em todo o país, Técio, advogado de defesa de réu em ação penal de natureza condenatória, é intimado da sentença condenatória de seu cliente. No curso do prazo recursal, porém, entrou em vigor nova lei de natureza puramente processual, que alterava o Código de Processo Penal e passava a prever que o prazo para apresentação de recurso de apelação seria de 03 dias e não mais de 05 dias. No dia 30 de novembro de 2015, dia útil, Técio apresenta recurso de apelação acompanhado das respectivas razões. Considerando a hipótese narrada, o recurso do advogado é Resposta: tempestivo, aplicando-se o princípio do tempus regit actum (o tempo rege o ato), e o antigo prazo recursal deve ser observado. 2. Sobre o Inquérito policial Procedimento administrativo dispensável que tem por finalidade colher elementos de informação para apuração de uma infração penal. Características: 1.Inquisitivo / Dispensável: não é obrigatório, portanto, não há direito ao contraditório nem à ampla defesa 2. Indisponível: Art. 17 CPP- A autoridade policial não pode arquivar o IP, pois a atribuição para tal prática é do judiciário. Dessa forma, o inquérito policial NUNCA será arquivado pela autoridade policial. O arquivamento deve ser OFERECIDO pelo ministério público, titular da ação penal pública e HOMOLOGADO pelo juiz. Art. 17 do CPP: A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. 3. Escrito: Art.9º CPP 4. Oficiosidade: Art.5º CPP Tratando-se de ação penal pública incondicionada o delegado deve agir de ofício, instaurando o IP. 5. Discricionário: o delegado tem discricionariedade para adotar as medidas e Art.2º Art.4º Art.5º Art.5§3º Art.5§5º Art.7º Art.17 Art.18 Art. 23 Art. 28 Art.155 Art.158 Art.167 Art.184 - - Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 35 diligências que entender adequadas. 6. Sigiloso: Art.20 CPP no IP não vigora o princípio da publicidade. Obs: o sigilo não alcança o juiz, o advogado, o MP. Obs: Súmula vinculante 14 É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 7. Administrativo: Por ser conduzido por uma autoridade policial possui caráter administrativo. Instauração do IP nos crimes de ação penal pública incondicionada: a) De ofício : Tratando-se de ação penal pública incondicionada o delegado deve agir de ofício, instaurando o IP. Notitia criminis: Art. 5º § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito. b) Requisição do juiz ou MP: art 5ºII CPP - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. c) Requerimento da vítima ou de seu representante: Art.5º II CPP - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. O STF e STJ têm admitido a denúncia anônima apenas quando precedida de diligências preliminares que atestem a verossimilhança dos fatos narrados. Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVII - Primeira Fase Após receber denúncia anônima, por meio de disque-denúncia, de grave crime de estupro com resultado morte que teria sido praticado por Lauro, 19 anos, na semana pretérita, a autoridade policial, de imediato, instaura inquérito policial para apurar a suposta prática delitiva. Lauro é chamado à Delegacia e apresenta sua identidade recém-obtida; em seguida, é realizada sua identificação criminal, com colheita de digitais e fotografias. Em que pese não ter sido encontrado o cadáver até aquele momento das investigações, a autoridade policial, para resguardar a prova, pretende colher material sanguíneo do indiciado Lauro para fins de futuro confronto, além de desejar realizar, com base nas Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 36 declarações de uma testemunha presencial localizada, uma reprodução simulada dos fatos; no entanto, Lauro se recusa tanto a participar da reprodução simulada quanto a permitir a colheita de seu material sanguíneo. É, ainda, realizado o reconhecimento de Lauro por uma testemunha após ser-lhe mostrada a fotografia dele, sem que fossem colocadas imagens de outros indivíduos com características semelhantes. Ao ser informado sobre os fatos, na defesa do interesse de seu cliente, o(a) advogado(a) de Lauro, sob o ponto de vista técnico, deverá alegar que Resposta: o inquérito policial não poderia ser instaurado, de imediato, com base em denúncia anônima isoladamente, sendo exigida a realização de diligências preliminares para confirmar as informações iniciais. Instauração do IP nos crimes de ação pública condicionada à representação ou à requisição do Ministro da Justiça. Art. 5º (...) § 4º CPP O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. Obs: a requisição do Ministro da Justiça não está sujeita a prazo decadencial, podendo ser exercitada enquanto o crime ainda não estiver prescrito. Instauração do IP nos crimes de ação pena privada: O IP só poderá ser instaurado por requerimento da vítima ou seu representante legal. Poderá ocorrer pela requisição do MP ou do Juiz, caso seja acompanhada do requerimentodo ofendido o autorizando a instauração do IP. Art. 5º, §5º estabelece que “a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.” Art. 38 CPP. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Conclusão do IP: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art29 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art29 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 37 Regra: Art. 10 do CPP: Se o indiciado tiver PRESO: 10 dias Se o indiciado tiver SOLTO: 30 dias prorrogável por iguais períodos. Exceções: a) Crimes de competência da justiça federal: Se o indiciado tiver PRESO: 15 dias (prorrogável por igual período) Se o indiciado tiver SOLTO: 30 dias b) Lei de drogas (11.343/2006) Se o indiciado tiver PRESO: 30 dias (pode ser duplicado) Se o indiciado tiver SOLTO: 90 dias (pode ser duplicado) c) Crimes contra a economia popular Se o indiciado tiver PRESO: 10 dias Se o indiciado tiver SOLTO: 10 dias d) Crimes militares Se o indiciado tiver PRESO: 20 dias Se o indiciado tiver SOLTO: 40 dias pode ser prorrogado por mais 20 dias Art. 18 do CPP: Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia. 3. Súmulas Súmula vinculante 14 É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Súmula 524 - STF Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 38 Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2021 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXII - Primeira Fase Após concluído inquérito policial para apurar a prática do crime de homicídio em desfavor de Jonas, o Ministério Público requereu o seu arquivamento por falta de justa causa, pois não conseguiu identificar o(s) autor(es) do delito, o que restou devidamente homologado pelo juiz competente. Um mês após o arquivamento do inquérito policial, uma testemunha, que não havia sido anteriormente identificada, compareceu à delegacia de polícia alegando possuir informações quanto ao autor do homicídio de Jonas. A família de Jonas, ao tomar conhecimento dos fatos, procura você, como advogado(a) da família, para esclarecimentos. Diante da notícia de existência de novas provas aptas a identificar o autor do crime, você deverá esclarecer aos familiares da vítima que o órgão ministerial Resposta: poderá promover o desarquivamento do inquérito, pois a decisão de arquivamento fez apenas coisa julgada formal no caso concreto. Obs: O Ministério Público poderá promover o desarquivamento quando houver novas prova (O depoimento de uma nova testemunha que não havia sido identificada constitui nova prova e não mera notícia), pois, em regra a decisão do arquivamento não faz coisa julgada material. Entretanto, quando for arquivado por atipicidade do fato, extinção da punibilidade, fará coisa julgada material, não podendo ser desarquivado. Súmula 714 - STF É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do ministério público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. 4. Acordo de não-persecução penal (ANPP- 28-A do CPP) Admite-se que o MP realize acordo com o autor do delito em infrações de médio potencial ofensivo, mitigando o princípio da obrigatoriedade da ação penal, buscando conferir maior celeridade na aplicação das sanções. Art. 28-A Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime... O reincidente não faz jus ao benefício. 5. Dicas finais sobre Inquérito Policial 1) Cabe ao Ministério Público promover pelo arquivamento, cabendo ao juiz analisar o pedido Cassia Brito projetonave.g@gmail.com Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 39 de decidir pelo arquivamento, na forma do art. 28 do CPP. Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. 2) A autoridade policial não pode mandar arquivar os autos do IP – Art. 17 CPP. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. 3) O Inquérito Policial é dispensável? Sim. Art. 39 § 5º CPP - O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias. Art. 107 CPP - Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, mas deverão elas declarar-se suspeitas, quando ocorrer motivo legal. Art. 16 CPP- O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. Admite-se a condenação fundada, exclusivamente, em inquérito policial? Não, mas as informações do IP podem servir de reforço à prova produzida no curso do processo. Art.155 CPP. O Juiz pode decretar a incomunicabilidade do investigado durante o processo? Não. O art. 21 do CPP não foi recepcionado pela CF. Link para Questões Sugestão: Faça as 21 questões cobradas em prova Número de Questões: Acertos: Erros: ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES: Cassia Brito projetonave.g@gmail.com https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/questoes?discipline_ids%5B%5D=10&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&subject_ids%5B%5D=149 Material elaborado pela Professora Ana Paula Blazute. O arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 40 Cassia Brito