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RREESSUUMMOO DDEE BBOOTTÂÂNNIICCAA 
# REINO PLANTAE # 
 
ASPECTOS GERAIS DOS VEGETAIS 
 
As plantas são seres vivos EUCARIÓTICOS, 
MULTICELULARES e AUTOTRÓFICOS. Em seu ciclo de vida, 
apresentam EMBRIÕES QUE DEPENDEM DO ORGANISMO 
MATERNO. Como diversas espécies de algas as plantas 
apresentam ALTERNÂNCIA DE GERAÇÕES haploides e 
diploides. 
As plantas podem ser divididas em dois grupos: plantas 
avasculares (BRIÓFITAS) e vasculares (TRAQUEÓFITAS). As 
plantas vasculares com sementes são chamadas de 
ESPERMATÓFITAS. 
 
 
CARACTERÍSTICA 
FILOS Vasos 
Condutores 
SEMENTE FRUTO 
Avasculares 
(Atraqueófitas) 
----------------- ----------------- 
Bryophyta (musgos) 
Hepatophyta 
(hepáticas) 
Anthocerophyta 
(antóceros) 
Vasculares 
(Traqueófitas) 
Sem Semente 
(Pteridófitas) 
------------------ 
Pteridophyta 
(samambais) 
Lycophyta (licófitas) 
Sphenophyta 
(cavalinha) 
Psilophyta (psilotos) 
Com Semente 
(Espermatófitas) 
Gimnospermas 
(sem fruto) 
Coniferophyta 
(pinheiros) 
Cycadophyta (cicas) 
Gnetophyta 
(gnetáceas) 
Ginkgophyta 
(gincobilobas) 
Angiospermas 
(com fruto) 
Magnoliophyta ou 
Antophyta 
(mangueira, açaizeiro, 
etc.) 
 
BRIÓFITAS 
São PLANTAS AVASCULARES pequenas e de organização 
corporal simples, que vivem em ambientes úmidos e sombreados. 
Estão divididos em três filos: BRYOPHYTA (musgos), 
HEPATOPHYTA (hepáticas) e ANTHOCEROPHYTA (antóceros). 
Os gametófitos (fase haploide e produtora de gametas) fixam-
se ao substrato por estruturas denominadas RIZÓIDES. A absorção 
de água e nutrientes ocorre por todo o corpo da planta e a 
distribuição interna dessas substâncias ocorre por DIFUSÃO, célula 
a célula. 
 
 
 
PTERIDÓFITAS 
São plantas que apresentam VASOS CONDUTORES de 
seiva (xilema e floema) e NÃO FORMAM SEMENTES. Podem ser 
distribuídas em quatro filos: PTEROPHYTA (samambaias e 
avencas), LYCOPHYTA (licopódios e selaginelas), 
PSILOTOPHYTA (psilófitas, como Psilotum nodum) e 
SPHENOPHYTA (cavalinha). 
Os gametófitos e esporófitos se desenvolvem 
independentemente. No ciclo de vida das pteridófitas, há 
REDUÇÃO DA FASE GAMETOFÍTICA e o esporófito se torna a 
fase dominante. 
 
GIMNOSPERMAS 
São plantas que FORMAM SEMENTES (estruturas 
reprodutivas que se desenvolvem a partir do óvulo). As sementes 
das gimnospermas não estão envolvidas por frutos e, por isso são 
chamadas de sementes nuas. 
Estas plantas são divididas em quatro filos: 
CONIFEROPHYTA (pinheiros e sequóias), CYCADOPHYTA 
(cicas), GNETOPHYTA (efedra) e GINKGOPHYTA (Ginkgo biloba). 
As estruturas reprodutivas dessas plantas são os 
ESTRÓBILOS, que geralmente apresentam a forma cônica. 
 
ANGIOSPERMAS 
São plantas que, além dos VASOS CONDUTORES 
diferenciados e SEMENTES, apresentam FLORES e FRUTOS. Os 
frutos são estruturas formadas a partir do desenvolvimento do 
ovário da flor e desempenham papel na proteção e na dispersão 
das sementes. A disseminação das sementes promove o 
afastamento dos novos esporófitos do local em que se encontra a 
planta-mãe, permitindo a colonização de novos ambientes e 
aumentando as chances de sobrevivência da espécie. 
As angiospermas estão reunidas no filo MAGNOLIOPHYTA e 
podem ser dividas em três categorias informais: 
DICOTILEDÔNEAS BASAIS, EUDICOTILEDÔNEAS e 
MONOCOTILEDÔNEAS. 
 
 
 
 
 
 
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RREESSUUMMOO DDEE BBOOTTÂÂNNIICCAA 
TIPOS DE REPRODUÇÃO 
O BROTAMENTO e a FRAGMENTAÇÃO são exemplos de 
REPRODUÇÃO ASSEXUADA. Nas briófitas, os gametófitos 
podem sofrer fragmentação e os pedaços originam novos 
gametófitos. Em algumas espécies de pteridófitas e de 
angiospermas, há brotamento de folhas e raízes a partir de pontos 
vegetativos do caule que cresce paralelo à superfície ou logo 
abaixo dela. 
Evolutivamente, é possível observar que houve a substituição 
da fase gametofítica, como fase dominante, pela fase esporofítica; 
a independência da água líquida para a fecundação; o 
aparecimento da semente e do fruto. 
As BRIÓFITAS dependem da água para completar seu ciclo 
de REPRODUÇÃO SEXUADA. 
Nas briófitas, os ANTERÍDIOS são estruturas gametofíticas 
que originam os ANTEROZÓIDES (gametas masculinos com 
flagelos), que devem andar até às OOSFERAS (gametas 
femininos) presentes em estruturas gametofíticas chamadas 
ARQUEGÔNIOS. A fecundação da oosfera pelo anterozoide origina 
o zigoto diploide que, por sucessivas mitoses, dá origem ao 
esporófito. 
 
 
 
As PTERIDÓFITAS também dependem da água líquida para 
completar o ciclo de reprodução sexuada. 
 
 
 
A germinação do esporo origina o prótalo que, nas 
samambaias, é uma pequena planta haploide e hermafrodita. O 
prótalo origina anterídios (que produzem anterozóides) e 
arquegônios (que produzem oosferas). O anterozóide flagelado 
nada até a oosfera, fecundando-a e formando o zigoto, que se 
desenvolve no interior do arquegônio. O zigoto origina um 
esporófito diploide, que formará esporos haploides. 
As FANERÓGAMAS (grupo que reúne as gimnospermas e 
angiospermas) produzem sementes e os gametas masculinos não 
precisam do meio líquido para encontrar os gametas femininos, 
sendo transportados de diversas formas, no processo de 
POLINIZAÇÃO. 
Nas GIMNOSPERMAS, o MICROSTRÓBILO (estróbilo 
masculino) é um ramo diferenciado que reúne vários 
MICROSPOROFILOS, os quais produzem os MICRÓSPOROS 
haploides que originarão os GRÃOS DE PÓLEN. Cada grão de 
pólen contém um microgametófito imaturo em seu interior. O 
MEGASPORÓFILO (estróbilo feminino) contém o 
MEGASPORÂNGIO, no interior do qual ocorre a produção de 
MEGÁSPORO que originará o MEGAGAMETÓFITO. O 
desenvolvimento do megagametófito no interior do megasporângio 
resultará na constituição do ÓVULO. 
 
 
 
Ao entrar em contato com o óvulo, o grão de pólen germina e 
dá origem ao tubo polínico, que crescerá até atingir a oosfera no 
interior do arquegônio. Ao encontrar a oosfera, o tudo polínico 
funde-se a ela e o microgametófito já se encontra maduro com duas 
células espermáticas. Uma célula espermática degenera e o núcleo 
da outra se funde ao núcleo da oosfera, fecundando-a; ocorre a 
formação do zigoto diploide. A semente é o conjunto formado pelo 
embrião (esporófito jovem), pelo megagametófito e pelo tegumento. 
AS FLORES DAS ANGIOPERMAS são as estruturas 
reprodutoras; nelas está presente o ovário que contém os óvulos. 
Os óvulos originam as sementes e os ovários, os frutos. 
 
 
 
O tubo polínico cresce em direção ao óvulo. Um núcleo 
espermático funde-se ao núcleo da oosfera, formando o zigoto 
diploide que originará o embrião. O outro núcleo espermático funde-
se com os dois núcleos polares da célula central do óvulo, 
formando uma CÉLULA TRIPLÓIDE, que originará o 
ENDOSPERMA, responsável pela nutrição do embrião. 
 
 
 
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RREESSUUMMOO DDEE BBOOTTÂÂNNIICCAA 
TECIDOS VEGETAIS 
São conjuntos de células especializadas em determinada 
função e organizam-se em cinco tipos básicos: de revestimento, de 
condução (ou vascular), de sustentação, de preenchimento (ou 
parênquimas) e de secreção. 
 
 
Os TECIDOS DE REVESTIMENTO têm a função de proteger 
a planta. O tecido de revestimento mais externo é a EPIDERME, 
formada por uma única camada de células. A epiderme é revestida 
por uma película impermeável, chamada CUTICULA. A epiderme 
pode apresentar ESTÔMATOS (estruturas responsáveis pelas 
trocas gasosas da planta com o ambiente), TRICOMAS (pêlos cuja 
função é proteger as folhas de herbivoria e da perda excessiva de 
água, por meio da gutação). 
Em caules e raízes que crescem em diâmetro (crescimento 
secundário), a epiderme é substituída pela periderme, originada de 
um meristema denominado felogênio, ou cambio da casca. O 
felogênio produz células para o interior da planta que constituem o 
feloderma, e para o exterior da planta, constituindo o súber. 
Os tecidos de preenchimento, ou parênquimas, preenchem os 
espaços internos das plantas e suas funções variam de acordo com 
o local onde estão e a espécie de planta; alguns parênquimas têm 
células que acumulam substancias de reserva (amilífero= amido; 
aquífero = água; aerífero = ar), outros apresentam células ricas em 
cloroplastos (clorofiliano) que podem estar ajustadas (paliçádico) ou 
apresentarem espaços entre as mesmas (lacunoso). 
Os tecidos de sustentação podem ser constituídos por células 
mortas com parede celular impregnada de lignina (substancia 
impermeável que confere resistência) sendo chamado 
esclerênquima, ou podem ser constituídos por células vivas que 
acumulam celulose como material de reforço das paredes, 
recebendo o nome de colênquima. 
Os tecidos condutores são divididos em dois tipos: o XILEMA 
e o FLOEMA. O xilema, ou lenho, transporta a seiva mineral ou 
inorgânica, e é constituído por células mortas com deposito de 
lignina apresentado como estruturas formadoras: TRAQUEÍDES, 
ELEMENTOS DO VASO, FIBRAS e CÉLULAS 
PARENQUIMÁTICAS. Já o floema, ou líber, conduz a seiva 
elaborada, ou orgânica, e é formado principalmente por 
ELEMENTOS DO TUDO CRIVADO que é formado por células 
diferenciadas (que não tem núcleo, membrana vacuolar, 
ribossomos, complexo golgiense nem citoesqueleto), que se 
mantem vivas por estarem associadas às células companheiras 
(que lhes fornecem as substancias necessárias ao metabolismo). 
 
 
MORFOLOGIA DAS PLANTAS ANGIOSPERMAS 
 
# RAIZ # 
Em uma raiz é possível diferenciar as regiões da COIFA, da 
ZONA DE MULTIPLICAÇÃO CELULAR, da ZONA DE 
ALONGAMENTO CELULAR e da ZONA DE DIFERENCIAÇÃO 
celular (onde há a presença de pêlos absorventes). 
 
 
 
A COIFA tem a função de proteger a raiz de eventuais danos. 
A ZONA DE MULTIPLICAÇÃO CELULAR é constituída por células 
que têm alta capacidade mitótica e são responsáveis pelo 
crescimento da raiz. Acima da zona de multiplicação existe a ZONA 
DE ALONGAMENTO CELULAR, em que as células se alongam e 
provocam o aumento do comprimento da raiz. A ZONA DE 
DIFERENCIAÇÃO CELULAR é o local onde as células se 
diferenciam e formam os tecidos especializados. Essa região 
apresenta pêlos absorventes, projeções que aumentam a superfície 
de contato e torna mais eficiente a absorção de água e sais 
minerais do solo. 
Em porções superiores da raiz de eucotiledôneas, nas quais 
os tecidos estão diferenciados e a estrutura interna é bem definida, 
ocorre à formação de RAÍZES LATERAIS (ou RAÍZES 
SECUNDÁRIAS). A organização básica de uma raiz secundária é 
idêntica à da RAIZ PRINCIPAL. A região em que se formam raízes 
laterais é denominada ZONA DE RAMIFICAÇÃO. Nas plantas 
monocotiledôneas, a raiz principal degenera e formam-se RAÍZES 
ADVENTÍCIAS com a mesma organização básica das demais 
raízes. 
 
 
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As raízes que não apresentam crescimento secundário 
(monocotiledôneas e eucotiledôneas jovens) tem um padrão de 
organização de seus tecidos denominado estrutura primária. 
As raízes com crescimento secundário (maioria das 
eucotiledôneas) tem um padrão de organização de seus tecidos 
denominado estrutura secundária. 
 
# CAULE # 
Em um caule é possível diferenciar a GEMA APICAL (ou 
MERISTEMA APICAL), os PRIMÓRDIOS DE FOLHAS e as 
GEMAS LATERAIS (ou GEMAS AXILARES). 
 
 
 
Na GEMA APICAL (ou MERISTEMA APICAL), há células 
com capacidade de multiplicação que são responsáveis pelo 
crescimento em extensão do caule. Conforme o caule cresce, 
formam-se espaçadamente, a partir da gema apical, PRIMÓRDIOS 
DE FOLHAS. Entre o eixo do caule e o primórdio foliar, algumas 
células da gema apical não se diferenciam, mantendo sua 
capacidade de multiplicação; essas células formam a GEMA 
LATERAL (ou GEMA AXILAR). As gemas laterais dão origem aos 
ramos laterais dos caules. 
Os caules podem ser classificados em diferentes tipos, de 
acordo com suas especializações: TRONCO, ESTIPES, COLMOS, 
CLADÓDIOS, TREPADORES, RASTEJANTES, RIZOMAS, 
TUBÉRCULOS e BULBOS. 
 
# FOLHAS # 
O tipo mais comum de folha apresenta três partes básicas: o 
LIMBO (ou LÂMINA FOLIAR), um PEDÚNCULO e o PECÍOLO 
(pelo qual o limbo se prende ao caule). Na maioria das 
monocotiledôneas, as folhas apresentam uma extensão na base, 
chamada BAÍNHA. Algumas folhas apresentam ESTÍPULAS, 
projeções localizadas na base do pecíolo. 
 
 As folhas de monocotiledôneas apresentam limbo não dividido, 
sendo chamadas FOLHAS SIMPLES. Já as folhas de 
eucotiledôneas podem ser simples ou compostas. Nas FOLHAS 
COMPOSTAS, o limbo é dividido em FOLÍOLOS, cada um com seu 
próprio pecíolo. 
A folha é totalmente revestida pela epiderme, que é coberta 
por uma cutícula. 
As nervuras foliares são formadas pelos feixes condutores 
das folhas. Na maioria das monocotiledôneas, as nervuras 
dispõem-se paralelamente e recebem o nome de paralelinérveas. 
Nas demais angiospermas, as nervuras formam um padrão 
ramificado e as folhas são denominadas reticuladas ou 
peninérveas. 
 
FISIOLOGIA DAS PLANTAS ANGIOSPERMAS 
 
# NUTRIÇÃO MINERAL VEGETAL # 
Além de ÁGUA, as plantas retiram do solo SAIS MINERAIS, 
que contém elementos químicos essenciais ao organismo vegetal. 
MACRONUTRIENTES são elementos necessários às plantas 
em grandes quantidades (ex.: C, H, O, N, P, S, Ca, K, Mg); os 
MICRONUTRIENTES são requeridos em quantidades 
relativamente pequenas (ex.: Cl, Fe, Na, Cu e Ni). 
 
 
 
A água e os sais minerais são absorvidos do solo, pelas 
raízes. O deslocamento da solução aquosa da epiderme em 
direção ao centro da raiz pode ser feito pelo APOPLASTO, quando 
a água e os sais dissolvidos passam pelos espaços externo às 
membranas celulares; ou pelo SIMPLASTO, quando atravessam 
pelo citoplasma das células epidérmicas e corticais, até chegarem 
aos vasos xilemáticos. 
 
# TRANSPIRAÇÃO VEGETAL # 
Esse processo acontece, principalmente, por meio dos 
estômatos (transpiração estomática) e, em menor escala, através 
da cutícula (transpiração cuticular). 
 
 
 
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 Quando as células-guarda do estômato absorvem água, 
tornam-se túrgidas, provocando a abertura estomática e permitindo 
a troca gasosa com o ambiente; consequentemente ocorre também 
a perda de água por transpiração. Quando as células-guarda 
perdem água, elas murcham ocasionando o fechamento 
estomático. 
 A abertura dos estômatos é estimulada pela alta intensidade 
luminosa, baixa concentração de gás carbônico e grande 
suprimento de água. 
 
CONDUÇÃO DA SEIVA MINERAL 
A seiva mineral (ou seiva bruta) é formada, essencialmente, 
por água e sais minerais. É absorvida pelas raízes e transportada 
até as folhas, pelos vasos xilemáticos (lenhosos). 
 
 
 
A teoria da coesão-tensão (ou teoria de Dixon) explica o 
deslocamento ascendente da seiva bruta, das raízes até as folhas. 
 
NOTA: A coesão das moléculas de água no interior do xilema e a 
sucção exercida pelas folhas ao perderem água pela transpiração 
possibilitam a ascensão da seiva mineral das raízes até as folhas. 
 
# NUTRIÇÃO ORGÂNICA VEGETAL # 
A fotossíntese é o processo responsável pela produção de 
matéria orgânica pelas plantas, utilizando a energia luminosa. Sofre 
influência de alguns fatores, como temperatura, intensidade 
luminosa, comprimento de onda da luz e concentração de gás 
carbônico. 
O ponto de compensação fótica (ou ponto de compensação 
luminosa) é a intensidade luminosa na qual as taxas de 
fotossíntese e de respiração se equivalem: o gás carbônico 
produzido por um processo é consumido pelo outro, assim como o 
gás oxigênio e a matéria orgânica. 
 
 
 
 
Plantas umbrófitas (de sombra) atingem o ponto de 
compensação fótica com uma intensidade menor de luz quando 
comparada com plantas heliófitas (de sol), e, por isso, podem viver 
em ambientes sombreados. 
 
# CONDUÇÃO DE SEIVA ORGÂNICA # 
A seiva orgânica (ou elaborada) é rica em matéria orgânica, 
como glicose ou sacarose, e é transportada pelo floema. 
A hipótese do fluxo por pressão (ou hipótese do desequilíbrio 
osmótico) propõe o deslocamento da seiva elaborada por diferença 
de concentração osmótica: a alta concentração de matéria orgânica 
nas células foliares (região produtora) cria um fluxo deágua para 
dentro dos vasos do floema, arrastando a solução para as regiões 
de consumo. 
 
 
 
 
 
 
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HORMÔNIOS VEGETAIS 
São substâncias produzidas pelas plantas, que regulam o seu 
desenvolvimento e crescimento. 
 
PRINCIPAIS HORMÔNIOS VEGETAIS 
HORMÔNIO Principais Funções 
Local de 
Produção 
AUXINA 
Estimula o 
alongamento celular; 
atua no fototropismo, 
no geotropismo, na 
dominância apical e no 
desenvolvimento dos 
frutos. 
Meristemas do 
caule, primórdios 
foliares, folhas 
jovens, frutos e 
sementes. 
GIBERELINA 
Promove a germinação 
de sementes e o 
desenvolvimento de 
brotos; estimula o 
alongamento do caule 
e das folhas, a floração 
e o desenvolvimento 
de frutos. 
Meristemas, 
frutos e 
sementes. 
CITOCININA 
Estimula as divisões 
celulares e o 
desenvolvimento das 
gemas; participa da 
diferenciação dos 
tecidos e retarda o 
envelhecimento dos 
órgãos. 
Desconhecido, 
acredita-se que 
um dos locais de 
sua produção 
seja a 
extremidade das 
raízes. 
ÁCIDO 
ABSCÍSICO 
Inibe o crescimento; 
promove a dormência 
de gemas e de 
sementes; induz o 
envelhecimento de 
folhas, flores e frutos; 
induz o fechamento 
dos estômatos. 
Folhas, coifa e 
caule. 
ETILENO 
Estimula o 
amadurecimento de 
frutos; atua na 
abscisão das folhas. 
Diversas partes 
da planta. 
 
Fototropismo é o crescimento das plantas em resposta à luz. 
Os caules geralmente apresentam fototropismo positivo 
(crescimento em direção ao estímulo luminoso) e as raízes, 
fototropismo negativo (crescem na direção oposta ao estímulo 
luminoso). A resposta fototrópica está relacionada com a 
distribuição da auxina: a iluminação unilateral de um caule jovem, 
por exemplo, promove uma maior concentração desse hormônio no 
lado não iluminado, as célula desse lado alongam-se mais e a 
planta se curva na direção da luz. 
A dominância apical é o efeito inibitório que as auxinas 
produzidas nas gemas apicais dos caules exercem sobre as gemas 
laterais, mantendo-as em estado de dormência. A técnica de poda 
(remoção das gemas apicais) reverte o efeito dessa dominância, 
permitindo o desenvolvimento das gemas laterais. 
 
FITOCROMOS, DESENVOLVIMENTO E FLORAÇÃO VEGETAL 
Fitocromos são proteínas reguladoras que controlam as 
respostas das plantas ao estímulo luminoso. 
O efeito da luz sobre a germinação é denominado 
fotoblastismo. Sementes que necessitam de estímulos luminosos 
para germinar são chamadas de fotoblásticas positivas; as que não 
necessitam de luz para germinar são denominadas fotoblásticas 
negativas. 
O crescimento que ocorre na ausência de luz, enquanto a 
jovem planta está sob o solo, é chamado de estiolamento. Plantas 
que se desenvolvem no escuro apresentam caule alongado, folhas 
pequenas e coloração amarelada, já que os plastos não produzem 
clorofila na ausência da luz. 
O fotoperiodismo é a relação de horas de luminosidade e de 
escuridão necessária à floração. Plantas de dias curtos só 
florescem se o período iluminado for menor do que um determinado 
valor limite (fotoperíodo crítico). Plantas de dias longos, pelo 
contrário, florescem se o período iluminado for maior do que o 
fotoperíodo crítico. 
Sabe-se atualmente que o fator mais importante para a 
floração é o período contínuo de escuridão. Assim, plantas de dias 
curtos são, na verdade, plantas de noites longas, ao passo que a 
plantas de dia longo são plantas de noite curta.

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