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Macroeconomia e Economia Contemporânea
Prof. Ms. Allan Augusto Gallo Antonio
Centro Mackenzie de Liberdade Econômica
Centro de Ciências Sociais e Aplicadas
Universidade Presbiteriana Mackenzie
1
Panorama Descritivo da Economia Brasileira
Macroeconomia e Economia Contemporânea – 2025 - Prof. Ms. Allan Augusto Gallo Antonio
Como as mudanças na estrutura demográfica do Brasil ao longo dos últimos cem anos influenciaram e continuam a influenciar nossa economia e políticas públicas?
Essa pergunta faz sentido para o administrador:
Previsão Econômica:
Analisar como a estrutura etária influencia o consumo geral e a poupança, impactando projeções de crescimento econômico.
Mercado de Trabalho:
Preparar para mudanças no tamanho e nas características da força de trabalho, afetando salários, produtividade e custos operacionais.
Planejamento de Capital e Investimento:
Decidir sobre alocação de capital com base nas tendências demográficas que indicam áreas de crescimento ou declínio.
Essa pergunta faz sentido para o administrador:
Política Fiscal e Monetária:
Adaptar estratégias corporativas em resposta a mudanças nas políticas governamentais que visam responder aos desafios demográficos, como reformas previdenciárias.
Demanda por Setores Específicos:
Identificar oportunidades em setores que se beneficiam de mudanças demográficas, como saúde, imobiliário e tecnologia.
Sustentabilidade Financeira:
Avaliar o impacto de uma população envelhecida sobre os sistemas de pensão e benefícios, e seu efeito nas finanças corporativas.
Apresentação
Panorama descritivo
Crescimento populacional e desenvolvimento econômico
Demografia: elementos básicos
Transição demográfica brasileira
Estrutura etária
Migrações internas e urbanização
População residente por sexo (1872 -2022)
Total	1872	1890	1900	1920	1940	1950	1960	1970	1980	1991	2000	2010	2022	9930478	14333915	17438434	30635605	41236315	51944397	70191370	93139037	119002706	146825475	169799170	190755799	203080756	Homens	1872	1890	1900	1920	1940	1950	1960	1970	1980	1991	2000	2010	2022	4943125	7259487	8770830	154012	97	20677584	25968932	35131423	46455252	59023417	72780693	84149921	94397756	100000000	Mulheres	1872	1890	1900	1920	1940	1950	1960	1970	1980	1991	2000	2010	2022	4987353	7074428	8677604	15234308	20558731	25975465	35059947	46683785	59979289	74044873	85649249	96358043	103080756	Ano
População (em milhões)
Os 10 maiores países do mundo: área e população
	País	Área geográfica (1.000 km²)	País	População (Milhões de habitantes)
	Rússia	17.098	Índia	1417,2
	Canadá	9.880	China	1412,2
	Estados Unidos	9.832	Estados Unidos	333,3
	China	9.600	Indonésia	278,5
	Brasil	8.510	Paquistão	235,8
	Austrália	7.741	Nigéria	218,5
	Índia	3.287	Brasil	203,1
	Argentina	2.780	Bangladesh	171,2
	Cazaquistão	2.723	Rússia	143,6
	Argélia	2.283	México	127,5
Pontos importantes
A fisionomia do país muda com o passar do tempo.
Mesmo com uma diminuição no ritmo de crescimento nas últimas décadas, a economia brasileira cresceu.
Ao longo do século XX, a população brasileira cresceu 2.7% a.a. enquanto a mundial 1.4% a.a.
No século XXI, o crescimento populacional brasileiro diminuiu para menos de 1.2% a.a - em linha com a média mundial.
O Brasil além de possuir uma extensão territorial considerável (8.500 mil km2), também é uma das nações mais populosas (216,4 milhões - 2023).
Brasil: Evolução do PIB real (1950 – 2022)
1950	1960	1970	1980	1990	2000	2010	2022	100	204	371	849	992	1283	1842	2056	Ano
PIB Real (Bilhões de Reais)
Os 10 maiores países e o Brasil – produção e renda por habitante (2021-2022)
	País (PIB)	PIB (US$ Bilhões)	País (PIB per capita)	PIB per capita (US$ Mil)
	Estados Unidos	25035	Luxemburgo	135
	China	18321	Suíça	84
	Japão	4301	Noruega	78
	Alemanha	4031	Irlanda	77
	Índia	3469	Qatar	70
	Reino Unido	3198	Islândia	67
	França	2778	Estados Unidos	65
	Canadá	2200	Singapura	64
	Rússia	2133	Dinamarca	60
	Itália	1997	Austrália	54
	Brasil (12)	1895	Brasil (63)	9
Pontos importantes
A economia brasileira está entre as maiores do mundo (PIB).
No entanto, existem países territorialmente semelhantes ao Brasil, mas que têm um nível de produção maior. (O inverso também é verdade).
Quando levamos em conta o PIB per capta, o Brasil deixa de ser um dos maiores e se situa no grupo dos intermediários.
Apesar do forte crescimento, a economia brasileira deixa a desejar em termos de desenvolvimento.
O Brasil é um país relativamente pobre.
Pontos importantes
Não foi apenas a população que cresceu; a produção e a geração de renda também.
Na segunda metade do século XX, a produção brasileira ampliou-se mais de 1200%, ou seja, em 2000 produziu-se mais de 12 vezes o que se produzia em 1950.
Nesse período a taxa de crescimento da economia brasileira foi de 5,20% a.a., enquanto a produção mundial cresceu 4.7% a.a.
No século XXI, a média do crescimento brasileiro foi de 2.2% a.a. e encontra-se neste patamar desde 1980.
Brasil: População urbana x rural (1940-2022)
	Ano	População total	População urbana	% População urbana	População rural	% População rural
	1940	41.236.315	12.878.101	31,23	28.358.214	68,77
	1950	51.944.397	18.783.094	36,16	33.161.303	63,84
	1960	70.992.343	32.003.348	45,08	38.988.995	54,92
	1970	94.508.583	52.905.905	55,98	41.602.678	44,02
	1980	121.150.573	82.018.938	67,70	39.131.635	32,30
	1990	146.917.459	110.878.606	75,47	36.038.853	24,53
	2000	169.590.693	137.758.520	81,23	31.832.173	18,77
	2010	190.755.799	160.921.592	84,36	29.834.207	15,64
	2022*	203.062.512	176.562.854*	86,95*	26.499.658*	13,05*
Brasil: Participação dos setores na produção nacional (1947 – 2022)
Participação da agricultura no PIB. Países selecionados – 2010
Pontos importantes
Até 1930, o Brasil era considerado um país agroexportador.
Sua população estava concentrada na zona rural.
Produção nacional dependia fortemente da agricultura destinada ao mercado externo, sobretudo da exportação de café.
Em meados do século XX, reverte-se esse modelo por meio da industrialização. Esse processo intensifica a urbanização
Em 1940 mais de 2/3 da população brasileira vivia na zona rural, enquanto hoje menos de 15%.
Há um declínio da participação agropecuária na produção nacional que em 1950 era de 25% e gira em torno de 10% na década de 1990.
A indústria, que também representava 25% da produção em 1950, chegou a alcançar 40% do PIB em 1980, mas voltou a cerca de 22% em 2020.
A participação da agricultura no PIB dos países desenvolvidos gira em torno de 3%.
Pontos importantes
A diminuição da participação do setor agrícola não quer dizer que ele não é importante.
Muitos produtos da economia brasileira são considerados industrializados ou semi-industrializados, porém têm sua origem na agricultura. (Ex. Suco de laranja, etanol, farelo e óleo de soja etc).
Exportações agrícolas geram divisas que possibilitam importações de equipamentos industriais, e o campo é um forte consumidor de produtos da cidade.
Há uma redução da participação na agricultura à medida em que os países se desenvolvem, mas a partir de um nível mais elevado de desenvolvimento, há também uma queda na participação da indústria no PIB.
Percebe-se uma participação ainda maior do setor de serviços entre os países de alto desenvolvimento. A partir disso, começa-se discutir a desindustrialização.
Aspectos Demográficos da Economia Brasileira
Pontos importantes
Questões demográficas são importantes para o estudo da macroeconomia.
A população de um país representa o mercado consumidor em potencial.
Parte da população maior está enquadrada no que se chama população economicamente ativa (ou população na força de trabalho), que representa potenciais produtores/trabalhadores.
É preciso analisar a relação entre crescimento populacional e desenvolvimento econômico.
Pontos importantes
Neomalthusianos acreditam que a humanidade tem tendência à pobreza e à fome, pois a população tem propensão a crescer muito mais rapidamente que a produção de alimentos.
No entanto, os dados empíricos mostram que o crescimento populacional por si só não leva inevitavelmenteà pobreza e à fome. Esses problemas estão mais ligados a questões políticas, econômicas e de distribuição de recursos. 
A visão neomalthusiana subestima a capacidade tecnológica da humanidade de inovar, adaptar e produzir mais alimentos.
Renda e consumo ao longo do ciclo de vida
Taxa média anual de crescimento a população residente no Brasil e regiões – 1900-2022
	Região	1900/1920	1920/1940	1940/1960	1960/1970	1970/1980	1980/1991	1991/2000	2000/2010	2010/2022
	Brasil	2,86	1,5	2,39	2,89	2,48	1,93	1,64	1,17	0,71
	Norte*	3,7	0,08	2,29	3,47	5,02	3,85	2,86	2,09	0,98
	Nordeste	2,58	1,26	2,27	2,4	2,16	1,83	1,31	1,07	0,35
	Sudeste	2,82	1,49	2,14	2,67	2,64	1,77	1,62	1,05	0,7
	Sul	3,45	2,56	3,25	3,45	1,44	1,38	1,43	0,87	0,78
	Centro-Oeste	3,61	2,56	3,41	5,6	4,05	3,01	2,39	1,91	1,34
Transição Demográfica
Transição demográfica no Brasil
A transição demográfica no Brasil desde a década de 1940 caracteriza-se por mudanças substanciais nas taxas de natalidade e mortalidade. Inicialmente, altas taxas de natalidade e mortalidade começaram a declinar significativamente após melhorias em saúde pública e educação. A partir dos anos 1980, a taxa de natalidade caiu drasticamente devido à urbanização, maior educação, e acesso a contraceptivos, levando a um crescimento populacional mais lento e ao envelhecimento da população. Esse envelhecimento apresenta desafios para políticas públicas, especialmente em saúde e previdência, adaptando-se à nova estrutura etária da sociedade brasileira.
Pontos importantes
Alterações na distribuição etária da população, tem efeitos macroeconômicos, pois pessoas alteram seu comportamento econômico dependendo da idade.
De acordo com a teoria do ciclo de vida, as pessoas consomem ao longo de toda sua vida, mas não geram renda nos primeiros anos e diminuem muito, em média a geração de renda em idades mais avançadas.
Existem problemas de geração de poupança e previdenciários que surgem disso.
Esperança de vida da população brasileira: Brasil e regiões (1900-2019)
	Região	1930	1940	1950	1960	1970	1980	1990	2000	2010	2019
	Brasil	42,7	45,9	52,4	52,7	60,1	61,8	65,6	70,4	73,8	76,6
	Norte	40,4	44,3	52,6	54,1	64,2	61,3	67,4	69,5	71,2	73,9
	Nordeste	38,2	38,7	43,5	44,4	51,2	58,7	64,2	67,2	70,9	74,6
	Sudeste	44	48,8	57	56,9	63,6	64,5	67,5	72	75,1	78,4
	Sul	50,1	53,3	60,3	60,3	67	65,3	68,7	72,7	75,9	78,7
	Centro-oeste	48,3	51	56,4	56	64,7	63,5	67,8	71,8	73,8	76,2
Pontos importantes
O crescimento populacional de uma região ou de um país deve-se a uma combinação de três fatores básicos: a mortalidade, a natalidade e o saldo migratório (diferença entre pessoas que saem e entram definitivamente na região).
Taxa de crescimento populacional = taxa de natalidade – taxa de mortalidade + Taxa de migração
Taxa de natalidade = nascimento/população;
Taxa de mortalidade = óbitos/população
Taxa de migração = saldo migratório/população
Pontos importantes
Taxa de mortalidade é afetada:
pelas condições socioeconômicas que impactam a nutrição, a habitação e a educação da população. A questão da educação, especialmente das mães, é um elemento bastante importante, principalmente quando se analisa a questão da mortalidade infantil;
por questões institucionais, como regras sanitárias, legislação trabalhista etc.;
pelo desenvolvimento da medicina e da saúde pública, sendo extremamente importante para os países o aprimoramento de técnicas de controle e de imunização de doenças epidêmicas. 
por aspectos culturais que influem na alimentação, na educação etc.
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Pontos importantes
Taxa de natalidade é a relação entre os nascimentos e a população total, enquanto a taxa de fecundidade é a relação entre os nascimentos e o número de mulheres em idade fértil (dos 15 aos 44 anos).
A fertilidade, que não é vista apenas como uma questão biológica, dadas as possibilidades de se evitar a concepção, é afetada:
pelas condições socioculturais de cada sociedade, como a religião e os valores morais/filosóficos, as relações familiares, as regras legais e morais associadas ao casamento, à herança etc.;
por aspectos econômicos. Se há algumas décadas ter filhos era uma coisa importante, pois isso garantiria o futuro dos pais (assistência na velhice, crescimento do rendimento total da família no médio prazo), atualmente os filhos também representam custos para os pais, não apenas custos materiais com alimentação, saúde etc., mas também custos em termos de mobilidade social e de oportunidade no mercado de trabalho, especialmente para as mães. Esses custos são levados em consideração quando da decisão de se ter filhos;
por aspectos informacionais relativos ao conhecimento (e ao acesso) das mulheres a métodos contraceptivos.
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Pontos importantes
As migrações causadas por deslocamentos populacionais de uma região à outra. 
Forças de expulsão x forças de atração
Migrações internas x migrações externas. 
Quando o crescimento populacional é fortemente influenciado pela entrada de imigrantes em um país, dizemos que a população desse país é aberta. Já uma população é fechada quando seu crescimento depende apenas do chamado crescimento vegetativo, isto é, apenas da diferença entre nascimentos e óbitos
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Pontos importantes
Crescimento inicial com forte influência migratória (início do século XX)
O Brasil tinha uma população "aberta" devido a migrações externas significativas.
Principais grupos migrantes: italianos, portugueses, espanhóis e japoneses.
Até a década de 1930, 30% do crescimento populacional brasileiro era devido à imigração; o restante, ao crescimento vegetativo (nascimentos - óbitos).
Taxas de natalidade e mortalidade eram ambas elevadas, mas os nascimentos superavam os óbitos.
Fechamento populacional a partir de 1930
Diminuição das migrações externas; crescimento populacional passou a depender exclusivamente do crescimento vegetativo.
Migrações internas (redistribuição regional) continuaram, mas não afetaram o total populacional.
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Pontos importantes
Início da transição demográfica (década de 1940)
Transição de altas taxas de natalidade e mortalidade (situação "A") para taxas reduzidas (situação "C").
Estágios do declínio:
Primeiro, queda da mortalidade (década de 1940).
Posteriormente, queda da natalidade (décadas seguintes).
Entre esses estágios ("B"), houve aumento da taxa de crescimento populacional devido ao descompasso entre nascimentos elevados e óbitos reduzidos.
Causas do declínio da mortalidade
Melhorias em saúde pública:
Controle de doenças epidêmicas.
Avanços em saneamento básico:
Principalmente em áreas urbanas.
Educação e cuidados com recém-nascidos:
Diminuição da mortalidade infantil, especialmente nas décadas de 1960 e 1980.
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Brasil: expectativa de vida condicionada à idade
Pontos importantes
Os dados de expectativa de vida compõem as chamadas tábuas de mortalidade. Elas indicam, para cada ano que uma pessoa viveu, quantos anos espera-se que ela ainda viva.
Esses cálculos são importantes, dentre outras coisas para estimar os gastos com previdência.
Brasil: Taxas de mortalidade infantil e na infância (1940-2019)
Pontos importantes
A taxa de mortalidade na infância refere-se à quantidade de mortes de crianças até cinco anos a cada grupo de 1.000 nascidas vivas.
A taxa de mortalidade infantil é a quantidade de crianças falecidas durante o primeiro ano de vida.
A taxa de mortalidade infantil no Brasil ainda é considerada alta. Atualmente é 12 para cada 1000. Nos países desenvolvidos a taxa é inferior a 7 a cada mil.
Evolução das taxas de fecundidade: Brasil e regiões (1940 – 2013)
Brasil: Taxa de fecundidade segundo quintis de renda e anos de estudo (1922-2011).
Pontos importantes
A atual taxa de fecundidade de 1,7 filho por mulher em idade fértil, está abaixo da chamada taxa de reposição, ou seja, aquela que garante a reposição das gerações que, no longo prazo, mantêm a população.
Com os dados atuais de fecundidade, as novas gerações têm nascido em um número absolutamente inferior ao das gerações anteriores.
Mantida constante, a tendência é que a população brasileirase estabilize e passe a cair em algum momento.
Brasil: Distribuição da população por grupo de idades (1940-2021)
	Faixa Etária	1940	1950	1960	1970	1980	1991	1995	2000	2010	2021
	0 a 4 anos	15,6	16,1	16	14,8	13,7	11,5	10,2	9,5	7,2	6,9
	5 a 9 anos	14,6	14,6	14,5	14,4	12,4	12	10,8	10,2	7,8	6,9
	10 a 14	12,9	12,9	12,7	12,7	11,2	11,6	11	10	9	7,3
	15 a 19	10,6	10,6	10,2	11,1	11,4	10,2	10,3	10,2	8,9	7,3
	20 a 24	9,6	9	8,9	9,8	9,7	9,2	9,3	9,5	9,3	8
	25 a 29	9,6	8,3	7,5	7,7	7,9	8,6	8,8	8,5	9	8
	30 a 34	8,3	7,3	6,4	6,1	6,6	7,5	8,3	8,1	8,3	8,1
	35 a 39	6,5	5,6	5,1	5,5	5,3	5,3	6,9	6,4	7,4	7,5
	40 a 44	4,3	4	3,9	3,8	3,9	4,2	4,5	5,2	6,2	6,6
	45 a 49	3,6	3,4	3,2	3,3	3,6	3,6	3,7	3,9	4,3	5,4
	50 a 54	3,1	3,2	3,1	3,2	3,5	3,6	3,7	3,6	4,1	5,4
	55 a 59	2,3	2,5	2,3	2,5	2,6	2,7	3,2	3,2	3,4	4,5
	60 a 64	1,8	1,9	1,9	1,9	2,1	2,5	2,4	2,5	3,4	4,5
	65 a 69	0,9	1	1,1	1,3	1,7	1,9	2	2,2	2,6	3,6
	70 a 74	0,6	0,8	0,9	0,9	1,1	1,3	1,3	1,5	2	2,6
	75 a 79	0,4	0,5	0,5	0,5	0,6	0,8	0,9	1,1	1,3	1,8
	80 ou mais	0,1	0,4	0,5	0,5	0,5	0,6	0,7	0,9	1,5	1,9
	não declarada	0,1	0,1	0,2	0,2	0,2	 	 	 	 	 
Pirâmide etária brasileira - 1980
Pirâmide etária brasileira - 2000
Pirâmide etária brasileira - 2020
Pirâmide etária brasileira - 2050
Dinâmica populacional brasileira
Pontos importantes
Esse processo de envelhecimento pode ser observado pelo crescimento do índice de envelhecimento do IBGE, isto é, a relação entre a população com mais de 65 anos e a população com menos de 15 anos.
Nos próximos anos o conjunto de pessoas que normalmente auferem renda (15-65), sofrerá uma carga maior para sustentar os dependentes mais idosos. É preciso examinar a razão de dependência.
A razão de dependência é a relação entre os dependentes e a população em idade ativa.
Vivemos o fim da janela demográfica – também conhecido como bônus demográfico.
 Brasil: Distribuição da população por regiões (1940-2022)
Pontos Importantes
O principal fluxo migratório que caracterizou a economia brasileira durante o século XX foi o chamado Êxodo Rural. Entre 1950 e 1990, estima-se que mais de 40 milhões de pessoas deixaram o campo em direção à cidade.
As novas fronteiras agrícolas também impactaram na migração e diferem do processo de urbanização e metropolização.
A tendência é de continuidade do processo de urbanização da economia brasileira, porém com menor intensidade e, provavelmente, ampliando o surgimento de novas regiões metropolitanas ao longo de todo o país.
Considerações finais
A Evolução da População no Brasil
O Brasil passou de um país agroexportador e rural no início do século XX para uma economia urbanizada e diversificada.
A transição demográfica reduziu as taxas de natalidade e mortalidade, trazendo novas dinâmicas econômicas e sociais.
Impactos na Economia
O envelhecimento populacional pressiona sistemas de previdência e saúde, exigindo reformas estruturais.
A urbanização transformou o mercado de trabalho e os padrões de consumo, consolidando o setor de serviços como o mais relevante.
Conexão com a Macroeconomia
A população influencia a oferta de trabalho, o consumo, a poupança e os investimentos.
Entender essas mudanças é essencial para formular políticas públicas eficazes, como planejamento urbano e previdenciário.
Oportunidades e Desafios
Oportunidade: A janela demográfica permitiu o crescimento econômico sustentado na segunda metade do século XX.
Desafio: Agora, a redução da taxa de fecundidade e o envelhecimento demandam maior produtividade e inovação.
Conceitos-chave
Crescimento demográfico
Crescimento populacional
Esperança de vida
Estrutura etária
Êxodo rural
Fronteiras agrícolas
Índice de envelhecimento
Metropolização
Migração: força de expulsão e atração
População aberta e fechada
População economicamente ativa
Razão de dependência
Taxa de desemprego
Taxa de fecundidade
Taxa de migração
Taxa de mortalidade
Taxa de natalidade
Transição demográfica
Urbanização
Referências Bibliográficas
Gráficos e tabelas retirados e adaptados de GREMAUD, Amaury Patrick; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAKURAI, Sérgio Economia brasileira contemporânea. 2024
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