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Resolução Técnica CBMRS n.º 01 - Diretrizes Básicas de Segurança Contra Incêndio - 2024 Disposições Gerais • Análise e vistorias (3.1): Exclusivas do CBMRS (PSPCI, PPCI, vistorias ordinárias e extraordinárias). • Gerenciamento de processos (3.2): Feito via SISBOM-MSCI e SOL-CBMRS. o Regulamentação: RTCBMRS, Portarias e Instruções Normativas. o Assinatura dos documentos: manual ou digital via Gov.br; certificados ICP- Brasil aceitos (validar.iti.gov.br). • Legislação municipal (3.3): Pode ser usada de forma complementar, mas não pode suprimir requisitos mínimos da Lei Compl. 14.376/2013. • Normas técnicas (3.4): o Validade imediata para novos protocolos. o Vigência em cada norma publicada. o Aplicação retroativa quando: a) previsto na norma; b) otimizar medidas de segurança (por opção do responsável), exigindo novo PPCI/PSPCI. • Edificações com agrotóxicos/fertilizantes (3.5): Devem ter PPCI completo, salvo dispensadas de licença ambiental. o Responsabilidade do proprietário e técnico enviar o processo correto. • Definições (3.6): Aplicam-se conceitos da Lei Compl. 14.376/2013 e RTCBMRS nº 02. • Área a ser protegida (3.7): o Usada para definir medidas de segurança (Decreto 51.803/2014). o Calculada pela área total construída menos exclusões do art. 31 da Lei Compl. 14.376/2013. o Observações: ▪ Piscinas/banheiros/vestiários só descontam para definir obrigatoriedade de sistemas hidráulicos/alarme. ▪ As quadras esportivas com cobertura não poderão possuir paredes e assemelhados que restrinjam a saída das pessoas, tais como alambrados, barreiras ou redes, internas e externas, para terem a sua área subtraída da área total edificada. (F-12) ▪ Áreas excluídas devem ser protegidas (Medidas Mínimas) o Área total construída define tipo de processo e valor de taxas. • Edificações em construção (3.8): o Pode ser emitido APPCI parcial por etapas concluídas. o Necessário FACT discriminando áreas vistoriadas. o Novo APPCI emitido a cada agregação. o Área em construção deve estar desocupada e isolada. o Medidas de segurança não podem ser reduzidas/alteradas. • Veículos (3.8.5): o Veículos em geral não precisam de licenciamento. o Exceções (precisam licenciamento): a) Veículos com estruturas de lazer/diversão (ex.: brinquedos de parque). b) Veículos fixados permanentemente para atividades análogas a edificações. o Nesses casos: licenciamento como evento temporário, construção provisória ou edificação permanente, conforme legislação. o Atividades de baixo risco podem ser isentas (RT nº 05, Parte 02). 4.1 – Residências Unifamiliares • 4.1.1 Residências com acesso independente o Quando localizadas em térreo, segundo pavimento ou subsolo, em edificação de ocupação mista: ▪ Não são computadas para dimensionamento das medidas de segurança contra incêndio. ▪ Não entram na soma da área total edificada para fins de emissão de taxas. ▪ Não são objeto de análise e/ou vistoria pelo CBMRS. • 4.1.2 Residências sem acesso independente o Devem ser consideradas no PPCI/PSPCI como divisão “A-1”. o A área residencial será computada para: ▪ Dimensionamento das medidas de segurança contra incêndio. ▪ Emissão de taxas. o As medidas de segurança contra incêndio devem ser instaladas apenas: ▪ Nas ocupações não residenciais. ▪ Nas áreas comuns, quando existirem. o Mesmo neste caso, a residência não será objeto de análise e/ou vistoria pelo CBMRS. 4.2 – Condomínios Residenciais Horizontais • 4.2.1 Dispensa de PPCI/PSPCI (quando atendidas TODAS as condições): Enquadramento: Divisão “A-1”; o a) Distância do portão ao imóvel mais distante ≤ 120 m; o b) Sem edificações de uso comum (portaria, salão, guarita, academia etc.); o c) Sem central de GLP de uso comum. • 4.2.2 Distância > 120 m e ≤ 900 m o Dispensa de PPCI/PSPCI se atender às condições “b” e “c” do item 4.2.1; o Obrigatório acesso de viaturas conforme RT n.º 10/2024 o Sujeito a vistoria extraordinária do CBMRS. • 4.2.3 Distância > 900 m o Dispensa de PPCI/PSPCI se atender às condições “b” e “c” do item 4.2.1; o Obrigatório acesso de viaturas + hidrante urbano, conforme RT n.º 16; o Sujeito a vistoria extraordinária. • 4.2.4 Existência de edificações de uso comum / áreas de risco de incêndio o Obrigatório apresentar PPCI/PSPCI contemplando essas áreas. o Pode ser único PPCI/PSPCI ou separados, desde que haja isolamento de riscos (RT n.º 04). • 4.2.5 Condomínios com central de GLP de uso comum o Obrigatório PPCI completo, independentemente das demais condições. • 4.2.6 Ocupações de uso comum o Consideradas ocupações subsidiárias da divisão predominante “A-1”. • 4.2.7 Classificação das ocupações subsidiárias o Salões de festas / espaços gourmet → F-8; o Guaritas / portarias / salas de jogos → D-1; o Academias → E-3. • 4.2.8 Medidas de segurança contra incêndio o Exigências determinadas para A-1, inclusive subsidiárias; o Conforme Tabela 5 ou Tabela 6A do Decreto Estadual n.º 51.803/2014 + RT n.º 05 (Parte 07). • 4.2.9 Saídas de emergência o Devem ser dimensionadas segundo a atividade da ocupação subsidiária (conforme item 4.2.7). o População dos recintos comuns (salões de festa, espaços gourmet, brinquedoteca, academia e demais cômodos) pode ser limitada ao dimensionamento dos acessos (escadas, rampas, descargas). o 4.2.9.1.1: Limite populacional deve constar nas plantas baixas (quando licenciado via PPCI) ou em FACT (quando via PSPCI). o 4.2.9.1.2: Devem existir placas indicando capacidade máxima de lotação junto ao acesso principal dos recintos. 4.3 Medidas de Segurança Contra Incêndio • 4.3.1 – Devem ser observadas as Normas Brasileiras e Instruções Técnicas da Tabela 2, na edição mais recente. • 4.3.2 – Devem ser observadas as Resoluções Técnicas do CBMRS da Tabela 3, na edição mais recente. • 4.3.3 – Para aplicação das normas, considera-se a edição vigente na data do protocolo do PPCI para primeira análise. • 4.3.4 – Em caso de inexistência ou lacunas normativas: o Responsável técnico pode solicitar via FACT o uso de normas nacionais ou internacionais. o Necessária aprovação prévia do CBMRS. • 4.3.5 – Atividades econômicas de baixo risco → medidas de segurança conforme RT CBMRS nº 05, Parte 02. • 4.3.6 – Edificações/áreas de risco licenciadas via PSPCI com grau de risco baixo → medidas conforme RT CBMRS nº 05, Parte 03. • 4.3.7 – Medidas das Tabelas 2 e 3 podem receber exigências técnicas complementares ou alternativas conforme RT ou instrução normativa do CBMRS. • 4.3.8 – Medidas de segurança devem ser integralmente projetadas e executadas na edificação ou área de risco licenciada. o 4.3.8.1 – É permitido compartilhamento de medidas em um mesmo imóvel (lote), desde que atendida a RT CBMRS nº 04. o 4.3.8.2 – Não é permitido compartilhamento entre lotes distintos. TABELAS 4.4 – Do sistema de rede seca • Obrigatória quando: o Não houver exigência de hidrantes/mangotinhos e acesso de viaturas (item 4.2). o A fachada principal da edificação estiver a mais de 30 m do portão de acesso à via pública. • Características da rede seca: o Hidrante com saída simples de 38 mm (1½”). o Tubulação a até 5 m da fachada principal. o Registro de recalque junto ao passeio. o Conforme ABNT NBR 13714. o Não necessita mangueiras e acessórios, mas deve permitir operação do Corpo de Bombeiros. • Alternativa (4.4.1.1): proprietário pode optar por acesso de viaturas ou instalação de hidrantes/mangotinhos em vez da rede seca. • Substituição do acesso de viaturas pela rede seca (4.4.2): o Exige hidrantes de 38 mm em todos os pavimentos. o Cobertura deve atender limites da NBR 13714. • Limitação (4.4.3): comprimento máximo da rede seca = 120 m, medido do recalque até o hidrante mais distante. 4.5 – Dos líquidos combustíveis e inflamáveis• Instalações de produção, armazenamento, manipulação e distribuição: o Devem atender à IT nº 25 do CBPMESP até publicação de resolução própria do CBMRS. • Estações de bombeamento: o Classificação da ocupação: Grupo M, Divisão M-2. o Devem adotar medidas de segurança previstas na coluna “Tanques ou cilindros e processos” da Tabela 6M.2 (Decreto Estadual nº 51.803/2014). o Aplicar também a RT CBMRS nº 05 – Parte 07, conforme volume de combustível. • Dutos viários (aéreos, subterrâneos ou marítimos): o Para transporte de líquidos/gases combustíveis no meio urbano ou rural. o Não são objeto de licenciamento do CBMRS. 4.6 – Dos gases combustíveis (GLP e GN) Depósitos e bases de GLP • Devem atender às normas: o ABNT NBR 15514 (armazenamento, distribuição e comercialização). o ABNT NBR 15186 (bases de armazenamento, envasamento e distribuição). o Regulamentações da ANP e do CBMRS. Centrais prediais de GLP • Obrigatórias: o Em locais de reunião de público (F-6), independentemente da capacidade. o Nas demais ocupações, quando capacidade > 26 kg ou recipiente > 13 kg. • Execução: conforme ABNT NBR 13523 (até nova regulamentação). • Proibido: o Uso de botijões de 13 kg (P-13) em centrais ou em locais onde central é obrigatória. • Alternativa: uso de Gás Natural (GN) encanado. Redes internas • Devem atender às normas: o ABNT NBR 15526 e ABNT NBR 15358. Laudo de estanqueidade • Obrigatório quando há central de GLP ou GN encanado. • Deve ter ART/RRT e permanecer junto ao PrPCI. • Para GLP: da central até o ponto de consumo. • Para GN: toda a rede interna (tubulações, medidores, válvulas etc.). Instalações individuais de GLP (P-13 – até 13 kg) • Devem seguir ABNT NBR 13103. • Vedado uso conjugado de 2+ recipientes para alimentar aparelhos. • Armazenamento: o Local ventilado. o Afastado de ralos não sifonados (mín. 1,5 m). • Recipientes: o Devem ter válvula de segurança e mangueira com validade em dia e certificação INMETRO. • Instalação interna: o Junto a parede externa com ventilação direta. o Ventilação: ▪ Área mínima 200 cm² junto ao piso, máx. 1,5 m do recipiente mais distante. ▪ Ou duas aberturas de 5 cm de diâmetro. Edificações residenciais até 12 m (A-1, A-2, B-2) • Permitido até 26 kg de GLP/unidade autônoma, em nichos ventilados (cada nicho atende apenas uma unidade). • Alternativa: até 26 kg no interior da unidade, atendendo requisitos de ventilação/segurança. • Áreas de uso coletivo (salão de festas, portaria, etc.) contam como uma unidade autônoma. Edificações existentes – exceção • Se houver inviabilidade técnica de instalar central de GLP: o Permitido até 26 kg de GLP/unidade autônoma, em botijões de até 13 kg, respeitando as regras de ventilação. • Não se aplica às ocupações das divisões: F-3, F-5, F-6, F-11 e F-12. 4.8 – Centrais de energia e subestações elétricas • Classificação e normas aplicáveis (4.8.1 e 4.8.2) o Ocupação: Grupo M, Divisão M-6 (Central de Energia). o Medidas de segurança: Tabela 6M.6 (Dec. Estadual 51.803/2014) + IT 37 (CBPMESP) + Resolução Técnica CBMRS. o Aplicável a geração, transmissão e distribuição de energia, exceto torres e cabos de transmissão. • Substituição de medidas de segurança (4.8.3) o Pode ocorrer mediante análise e aprovação do CBMRS, com laudo fundamentado + ART/RRT. o Devem ser apresentadas medidas compensatórias equivalentes. o Aprovação feita pelo Comandante BESCI/Chefe da SSeg. o Pode haver exigência de medidas adicionais, caso as propostas sejam insuficientes. o Dispensa de análise por comissão técnica do CBMRS (4.8.3.7). • Exemplos de substituições permitidas: o Sistema de resfriamento manual → pode ser trocado por: ▪ Sprinklers (NBR 10897), ou ▪ Sistemas automáticos por água nebulizada (NFPA 15 ou NFPA 750). o Substituição do sistema fixo de espuma (4.8.3.4) → requer medidas compensatórias mínimas: ▪ +2 extintores sobre rodas (80- B:C). ▪ Estoque de LGE (líquido gerador de espuma): 10 L/m² da maior área de bacia de contenção. ▪ 2 proporcionadores e 2 esguichos lançadores de espuma (conexão storz 1½”). ▪ Hidrante urbano junto à entrada principal (ou o mais próximo possível). o Substituição simultânea de resfriamento + espuma (4.8.3.5) → além das medidas acima: ▪ Reserva técnica de incêndio pressurizada (mín. 60.000 L), conectada a hidrante tipo 3. ▪ 1 canhão monitor portátil com proporcionador de espuma e esguicho regulável (2½”). • Escadas (4.8.4) o Devem atender ao mesmo padrão exigido para ocupação M-3, conforme Tabela 4 da RT CBMRS nº 11. • Aplicação (4.8.5 e 4.8.6) o Regras do item 4.8 valem apenas para ocupações M-6. o Áreas adjacentes seguem as exigências da sua própria ocupação. o Regularização via PPCI completo. • Exigências específicas para subestações (4.8.6.1 e 4.8.7) o Planta baixa deve indicar tipo de subestação (conforme IT 37 CBPMESP). o Informar tipo (mineral ou classe K) e volume de óleo isolante de transformadores/reatores. o Algumas medidas da Tabela 6M.6 podem ser dispensadas ou substituídas conforme características construtivas da subestação (nota geral “a” da Tabela 6M.6). Descaracterização da ocupação predominante para atividades da divisão “F- 6” • 4.9.1 o Usar total ou parcialmente uma edificação para atividades “F-6” (eventos, shows, boates etc.) descaracteriza o uso licenciado. o Aplicam-se penalidades do Decreto nº 51.803/2014. • 4.9.1.1 o Deve ser apresentado novo processo de licenciamento, permanente ou temporário, conforme o caso. • 4.9.1.2 o Permitido realizar uma atividade F-6 a cada 90 dias consecutivos. o Deve ser regularizada como evento temporário. • 4.9.1.3 o Se ultrapassar essa periodicidade → será considerada descaracterização definitiva. o A edificação deve ser regularizada permanentemente como F-6. • 4.9.1.4 – Exceções ao prazo de 90 dias o O limite deixa de ser aplicado se: a) O local possuir as mesmas medidas de segurança de uma edificação “F-6” (Tabelas 5 ou 6F.3 do Dec. 51.803/2014); b) O evento for realizado fora da edificação permanente ou da sua projeção; c) O evento ocorrer em quadras ou campos descobertos de estádios, com uso permitido de arquibancadas; d) O evento tiver características de “F- 6” de forma não habitual. • 4.9.1.4.1 – Conceito de habitualidade o Considera-se habitual se ocorrerem mais de 3 eventos F-6 em 90 dias consecutivos. • 4.9.1.4.2 o Todo evento temporário deve ser licenciado conforme a Resolução Técnica CBMRS nº 05, Parte 4A. 4.10.2 Será exigido 01 (um) DEA a cada 5.000 pessoas, limitados ao máximo de cinco equipamentos. 4.11 – Áreas destinadas ao armazenamento de produtos a granel: • Dispensa de medidas internas o Áreas de armazenamento de produtos a granel ficam dispensadas de: ▪ Extintores de incêndio; ▪ Saídas de emergência; ▪ Sinalização de emergência; ▪ Iluminação de emergência; ▪ Alarme de incêndio em seu interior. • Hidrantes e mangotinhos o Quando exigidos para a edificação/área de risco: ▪ Devem cobrir a área de armazenamento se o produto for combustível ou inflamável; ▪ Podem ser usadas mangueiras adicionais (somatório máximo de 60 m); ▪ Podem ser utilizados hidrantes internos e/ou externos, desde que o sistema seja corretamente dimensionado. • Cálculo populacional e saídas de emergência o Áreas de armazenamento a granel estão dispensadas de entrar no cálculo: ▪ População; ▪ Distância a percorrer; ▪ Dimensionamento das saídas de emergência para o restante da edificação. • Exceções (não se aplica a dispensa) o Armazenamento de líquidos e gases combustíveis/inflamáveis → seguir normas específicas; o Armazenamento em silos e armazéns graneleiros → seguir Resolução Técnica CBMRS n.º 22; o Locais de armazenamento de produtos ensacados, embalados ou equivalentes. 4.12 – Centrosde eventos (divisão F-10): • 4.12.1 – Centros de eventos permanentes (com APPCI válido): o Permitida a instalação de estandes, bancas, quiosques, barracas e divisórias provisórias. o Uso destinado a exposições de objetos e animais. o Medidas de segurança contra incêndio devem ser redimensionadas conforme o novo layout. o Dispensado o licenciamento como evento temporário. • 4.12.2 – Necessidade de licenciamento como evento temporário quando houver: o Geradores de energia elétrica; o Uso de gás, líquidos inflamáveis ou combustíveis; o Palco, palanque ou tablado com altura > 1 m ou área > 50 m²; o Espetáculo pirotécnico; o Equipamentos para uso do público (ex.: brinquedos de parque, recreação); o Arquibancadas; o Acréscimo na capacidade de lotação da edificação. • 4.12.3 – Responsabilidades: o Do proprietário ou responsável pelo uso da edificação, em conjunto com o responsável técnico: ▪ Instalação de estandes, bancas, quiosques, barracas e divisórias provisórias; ▪ Redimensionamento das medidas de segurança contra incêndio conforme legislação e normas aplicáveis. 13 – Edificações de caráter regional (Divisão F-11): 4.13.1 – O que se enquadra como F-11 • Edificações e áreas destinadas a: o Centros de Tradições Gaúchas (CTGs); o Valorização e difusão do folclore e da cultura popular (material e imaterial); o Manifestações culturais indígenas, afro-brasileiras e demais segmentos étnicos do processo civilizatório nacional. 4.13.2 – Inclusões específicas • Inclui Escolas de Samba e edificações destinadas exclusivamente às atividades: o Culturais típicas do carnaval; o Beneficentes e recreativas ligadas a essas instituições. 4.13.2.1 – Atividades consideradas carnavalescas: • Ensaios e eventos preparatórios; • Escolinhas e cursos de música/dança; • Exposições de artefatos do carnaval; • Almoços, jantares e confraternizações; • Outras atividades que fortaleçam e difundam a cultura do carnaval. 4.13.2.2 – O que não se enquadra em F-11: • Sambódromos, arenas, passarelas → classificação F-3; • Estruturas temporárias apenas para o carnaval → classificação F-7; • Edificações que não realizem exclusivamente atividades carnavalescas ou beneficentes ligadas às escolas de samba → outra classificação. 4.13.2.3 – Atividades permitidas como subsidiárias: • Comércio; • Prestação de serviços; • Cultura física e artística → consideradas subsidiárias se não declaradas como predominantes no PPCI. 4.13.3 – O que não descaracteriza a ocupação F-11 • Atividades musicais (com dança, baixa luminosidade, consumo de alimentos/bebidas, público externo), desde que promovidas pelo próprio responsável e em prol da entidade; • Cobrança ou não de ingressos; • Cessão (gratuita ou paga) de parte ou totalidade do espaço para atividades compatíveis com F-11 realizadas por terceiros. 4.13.3.1 – Para atividades diferentes de F-11: • Exige licenciamento como evento temporário, construção provisória ou edificação permanente. 4.13.4 – Responsabilidade pelo enquadramento • Cabe ao proprietário/responsável pelo uso + responsável técnico do PPCI definir corretamente a ocupação (não é responsabilidade do analista ou vistoriante exigir documentos no licenciamento). 4.13.4.1 – Exceção: • Em vistoria extraordinária, o CBMRS pode exigir documentos comprobatórios de enquadramento, como: o Atos constitutivos; o Estatutos; o Relação de associados; o Outros documentos pertinentes. 4.14 – Clubes sociais, comunitários e salões de diversão (Divisão F-12): 4.14.1 – O que se enquadra como F-12 • Clubes comunitários e salões comunitários → atividades voltadas ao interesse do desenvolvimento local e interação social. • Clubes de diversão, clubes de sócios e sedes de entidades de classe → atividades esportivas, artísticas, culturais, de lazer, estética, terapêuticas e recreativas. • Salões paroquiais e salões para reuniões e festividades religiosas. • Clubes e salões exclusivos para festas familiares → casamentos, aniversários, formaturas, festas infantis e outros eventos privados. • Clubes de bilhar, tiro ao alvo, boliche e práticas desportivas semelhantes. 4.14.1.1 – Atividades subsidiárias permitidas • Comércio, prestação de serviços e promoção da cultura física/artística → desde que não declaradas como ocupação predominante no PPCI. 4.14.2 – O que não descaracteriza a ocupação F-12 • Atividades musicais (com dança, baixa luminosidade, consumo de alimentos/bebidas, presença de público externo), se promovidas pelo próprio clube/salão/entidade. • Cobrança ou não de ingressos. • Cessão (gratuita ou paga) de parte ou totalidade do espaço para terceiros, desde que para atividades compatíveis com F-12. 4.14.2.1 – Atividades diferentes de F-12 • Devem ser licenciadas como: o Evento temporário; o Construção provisória; o Edificação permanente. 4.14.3 – Responsabilidade pelo enquadramento • Cabe ao proprietário/responsável pelo uso + responsável técnico do PPCI definir corretamente a ocupação. • Analista/vistoriante não podem exigir documentos comprobatórios no licenciamento. 4.14.3.1 – Exceção • Em vistoria extraordinária, o CBMRS pode exigir comprovação, como: o Atos constitutivos; o Estatutos; o Relação de associados; o Outros documentos pertinentes. 4.15 – Do emprego de agente aditivo • Autorizado o uso de aditivos misturados à água dos sistemas de: o Hidrantes e mangotinhos; o Chuveiros automáticos; o Sistemas de resfriamento. • Responsabilidade do(s) responsável(is) técnico(s) do PPCI: correta especificação, dimensionamento e execução. 4.15.2 – Substituição da espuma por aditivo • Pode ser proposta, desde que garanta igual ou maior eficácia no combate a incêndio. • Exige envio de FACT (Formulário de Atendimento e Consulta Técnica) ao CBMRS para análise. 4.15.2.2 – FACT deve conter (mínimo): • Informações técnicas do aditivo; • Norma técnica de referência; • Dimensionamento e instalação na planta; • Método de aplicação; • Documentos que comprovem eficácia ≥ espuma; • Certificação nacional ou internacional válida. 4.15.3 – Restrições ao uso • O aditivo não pode gerar reações perigosas, projeção ou espalhamento do combustível/inflamável. 4.16 – Dispositivos eletrônicos para contagem da população • Obrigatórios em: o Edificações/áreas F-6 permanentes; o Eventos temporários F-6; o Sempre que a lotação > 200 pessoas. 4.16.1.2 – Requisitos do dispositivo: • Painel com indicação visual em tempo real da lotação; • Registrar entradas e saídas (inclusive de funcionários, proprietário e responsável pelo uso); • Instalado em local visível nos acessos do público. 4.16.1.3 – Aplicação: • Válido para edificações F-6 permanentes já licenciadas ou em processo de licenciamento; • Válido também para eventos temporários enquadrados como F-6. 4.17 – Botão de emergência para desligamento da energia elétrica • Obrigatório em: o Edificações/áreas com altura descendente > 12 m; o Divisões F-5, F-6, F-11 e F-12. • Deve estar: o Em local de permanente vigilância; o Devidamente sinalizado. Capítulo 5 – Ocupações predominantes e subsidiárias 5.1 – Ocupação predominante • Definição: atividade principal exercida em uma edificação ou área de risco → define medidas de segurança, dimensionamento, execução, processo e validade do APPCI. • Pode haver mais de uma ocupação predominante → chamada ocupação mista. 5.1.2 – Critério em ocupação mista sem isolamento de riscos: 1. Considerar a ocupação com maior grau de risco de incêndio; 2. Se mesmo grau de risco → considerar a que possui maior número absoluto de medidas de segurança exigidas. • F-6 → sempre será definidora das medidas de segurança em ocupações mistas. • C-3 → atividades inerentes são subsidiárias, exceto se houver F-6 (nestecaso, aplicar Tabela 6F.3). • Validade do APPCI → sempre a menor dentre as ocupações predominantes. • Grupo M em ocupação mista → medidas dimensionadas individualmente (não aplica regra do item 5.1.2). • Medidas devem considerar área total protegida e altura descendente das edificações/áreas não isoladas. 5.2 – Ocupação subsidiária • Definição: atividade vinculada à predominante, usada para atender a população fixa e usuários, sem ultrapassar a lotação máxima. • Não altera a ocupação predominante nem o grau de risco, salvo exceções: Exceções (se tornam predominantes): • Depósito (grupo J) → se exceder 10% da área total ou 1.500 m². • Local de reunião de público (grupo F) → se exceder 500 pessoas de lotação máxima (exceto divisão F-6 → segue regra 5.1.2.1). • Subsidiária do grupo M → medidas devem ser dimensionadas individualmente conforme exigências desse grupo. 5.2.3 – Atividades prioritariamente para público externo • Devem ser consideradas como ocupação principal, exemplos: o Auditórios; o Garagens para estacionamento rotativo; o Outros de mesma natureza. 5.3 Locais de elevado risco de incêndio e sinistro • Considerados de elevado risco para validade do APPCI: o Indústrias/depostos com líquidos inflamáveis > 400 L. o Ocupação “G-3” com tanques de combustíveis não enterrados. o Depósitos/revendas de gases inflamáveis/combustíveis ≥ 521 kg. o Locais com explosivos, munições e materiais pirotécnicos. o Ocupações “M-1”, “M-2” ou “M-5” (salvo exceções). o Ocupações “M-6”. o Carga de incêndio > 1.200 MJ/m². o Locais com agrotóxicos, defensivos, adubos e fertilizantes. • Característica: alto potencial de incêndio ou explosão devido à atividade, materiais ou máquinas. 5.4 Áreas técnicas • Espaços destinados apenas a equipamentos, sem permanência humana. • Acesso restrito, apenas para manutenção. • Exemplos: o Centrais de GLP, casas de elevador. o Abrigos de bombas e reservatórios. o Instalações elétricas, de refrigeração e comunicação. o Túneis e galerias de serviço, maquinários automatizados. 5.5 Rooftops, varandas, terraços e assemelhados • Definições: o Rooftop: área descoberta no último pavimento. o Varanda/terraço: área descoberta em qualquer pavimento, exceto o último. • Medidas de segurança: o Devem seguir as da ocupação predominante. o Dispensa de detecção, sprinklers e controle de fumaça. o Áreas contíguas (cobertas) também seguem a ocupação predominante. o Áreas descobertas computam na área construída e protegida. o Pavimentos entram no cálculo de altura descendente e população. o Exceção: uso exclusivo por unidade autônoma (A, B, H) → tratados como duplex/tríplex. o Rooftops/varandas com ocupações F- 5, F-6, F-11, F-12 → devem atender exigências específicas. 5.6 Mezanino • Considerado como compartimento do pavimento. • Deve cumprir mesmas medidas de segurança do andar onde se encontra. 5.7 Subsolo • Subsolos > 50 m² → exigem medidas adicionais além das básicas. • Medidas adicionais: complementares às já obrigatórias. • Permissões sem adicionais: garagem, lavagem de autos, vestiários até 100 m², banheiros, áreas técnicas não habitadas. • Não são considerados subsolos (se houver ventilação adequada): o Aberturas ≥ 2 m² a cada 15 m de parede, em pelo menos 2 lados. o Peitoril até 1,20 m acima do piso e aberturas mín. 0,60 m. o Esquadrias de fácil abertura (interno e externo). 5.8 Edificações sem janelas • Definição: edificações sem aberturas para ventilação direta ao exterior. • Não se aplica se houver portas/janelas ≥ 0,60 m a cada 50 m, permitindo ventilação e salvamento. • Devem possuir exaustão mecânica com: o Mín. 10 trocas de ar/hora. o Acionamento automático via detecção de incêndio. • Pode usar rede de dutos do ar-condicionado, se atender requisitos. 5.9 Pátios a céu aberto e assemelhados • Do grupo “F” - Devem ter medidas mínimas: o Extintores, saídas de emergência, sinalização, iluminação de emergência e brigada de incêndio. • Aplicável quando: o Possuem acesso de público. o Funcionam como extensão da ocupação da edificação. o Não possuem acesso direto ao logradouro público. o Portões devem obedecer ao dimensionamento da RT-11. • Rotas de fuga: percurso pelo interior da edificação conta na distância máxima, se o trajeto do pátio até a porta interna > 20 m.