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Resolução Técnica CBMRS n.º 01 - Diretrizes Básicas 
de Segurança Contra Incêndio - 2024 
 
 
 Disposições Gerais 
• Análise e vistorias (3.1): 
Exclusivas do CBMRS (PSPCI, PPCI, vistorias 
ordinárias e extraordinárias). 
• Gerenciamento de processos (3.2): 
Feito via SISBOM-MSCI e SOL-CBMRS. 
o Regulamentação: RTCBMRS, Portarias 
e Instruções Normativas. 
o Assinatura dos documentos: manual 
ou digital via Gov.br; certificados ICP-
Brasil aceitos (validar.iti.gov.br). 
• Legislação municipal (3.3): 
Pode ser usada de forma complementar, mas 
não pode suprimir requisitos mínimos da Lei 
Compl. 14.376/2013. 
• Normas técnicas (3.4): 
o Validade imediata para novos 
protocolos. 
o Vigência em cada norma publicada. 
o Aplicação retroativa quando: 
a) previsto na norma; 
b) otimizar medidas de segurança (por 
opção do responsável), exigindo novo 
PPCI/PSPCI. 
• Edificações com agrotóxicos/fertilizantes 
(3.5): 
Devem ter PPCI completo, salvo dispensadas 
de licença ambiental. 
o Responsabilidade do proprietário e 
técnico enviar o processo correto. 
• Definições (3.6): 
Aplicam-se conceitos da Lei Compl. 
14.376/2013 e RTCBMRS nº 02. 
• Área a ser protegida (3.7): 
o Usada para definir medidas de 
segurança (Decreto 51.803/2014). 
o Calculada pela área total construída 
menos exclusões do art. 31 da Lei 
Compl. 14.376/2013. 
o Observações: 
▪ Piscinas/banheiros/vestiários 
só descontam para definir 
obrigatoriedade de sistemas 
hidráulicos/alarme. 
▪ As quadras esportivas com 
cobertura não poderão possuir 
paredes e assemelhados que 
restrinjam a saída das 
pessoas, tais como 
alambrados, barreiras ou 
redes, internas e externas, 
para terem a sua área 
subtraída da área total 
edificada. (F-12) 
▪ Áreas excluídas devem ser 
protegidas (Medidas Mínimas) 
o Área total construída define tipo de 
processo e valor de taxas. 
• Edificações em construção (3.8): 
o Pode ser emitido APPCI parcial por 
etapas concluídas. 
o Necessário FACT discriminando áreas 
vistoriadas. 
o Novo APPCI emitido a cada agregação. 
o Área em construção deve estar 
desocupada e isolada. 
o Medidas de segurança não podem ser 
reduzidas/alteradas. 
• Veículos (3.8.5): 
o Veículos em geral não precisam de 
licenciamento. 
o Exceções (precisam licenciamento): 
a) Veículos com estruturas de 
lazer/diversão (ex.: brinquedos de 
parque). 
b) Veículos fixados permanentemente 
para atividades análogas a 
edificações. 
o Nesses casos: licenciamento como 
evento temporário, construção 
provisória ou edificação permanente, 
conforme legislação. 
o Atividades de baixo risco podem ser 
isentas (RT nº 05, Parte 02). 
4.1 – Residências Unifamiliares 
• 4.1.1 Residências com acesso independente 
o Quando localizadas em térreo, 
segundo pavimento ou subsolo, em 
edificação de ocupação mista: 
▪ Não são computadas para 
dimensionamento das 
medidas de segurança contra 
incêndio. 
▪ Não entram na soma da área 
total edificada para fins de 
emissão de taxas. 
▪ Não são objeto de análise e/ou 
vistoria pelo CBMRS. 
• 4.1.2 Residências sem acesso independente 
o Devem ser consideradas no 
PPCI/PSPCI como divisão “A-1”. 
o A área residencial será computada 
para: 
▪ Dimensionamento das 
medidas de segurança contra 
incêndio. 
▪ Emissão de taxas. 
o As medidas de segurança contra 
incêndio devem ser instaladas 
apenas: 
▪ Nas ocupações não 
residenciais. 
▪ Nas áreas comuns, quando 
existirem. 
o Mesmo neste caso, a residência não 
será objeto de análise e/ou vistoria 
pelo CBMRS. 
4.2 – Condomínios Residenciais Horizontais 
• 4.2.1 Dispensa de PPCI/PSPCI (quando 
atendidas TODAS as condições): 
Enquadramento: Divisão “A-1”; 
o a) Distância do portão ao imóvel mais 
distante ≤ 120 m; 
o b) Sem edificações de uso comum 
(portaria, salão, guarita, academia 
etc.); 
o c) Sem central de GLP de uso comum. 
• 4.2.2 Distância > 120 m e ≤ 900 m 
o Dispensa de PPCI/PSPCI se atender às 
condições “b” e “c” do item 4.2.1; 
o Obrigatório acesso de viaturas 
conforme RT n.º 10/2024 
o Sujeito a vistoria extraordinária do 
CBMRS. 
• 4.2.3 Distância > 900 m 
o Dispensa de PPCI/PSPCI se atender às 
condições “b” e “c” do item 4.2.1; 
o Obrigatório acesso de viaturas + 
hidrante urbano, conforme RT n.º 16; 
o Sujeito a vistoria extraordinária. 
• 4.2.4 Existência de edificações de uso 
comum / áreas de risco de incêndio 
o Obrigatório apresentar PPCI/PSPCI 
contemplando essas áreas. 
o Pode ser único PPCI/PSPCI ou 
separados, desde que haja isolamento 
de riscos (RT n.º 04). 
• 4.2.5 Condomínios com central de GLP de 
uso comum 
o Obrigatório PPCI completo, 
independentemente das demais 
condições. 
• 4.2.6 Ocupações de uso comum 
o Consideradas ocupações subsidiárias 
da divisão predominante “A-1”. 
• 4.2.7 Classificação das ocupações 
subsidiárias 
o Salões de festas / espaços gourmet → 
F-8; 
o Guaritas / portarias / salas de jogos → 
D-1; 
o Academias → E-3. 
• 4.2.8 Medidas de segurança contra incêndio 
o Exigências determinadas para A-1, 
inclusive subsidiárias; 
o Conforme Tabela 5 ou Tabela 6A do 
Decreto Estadual n.º 51.803/2014 + RT 
n.º 05 (Parte 07). 
• 4.2.9 Saídas de emergência 
o Devem ser dimensionadas segundo a 
atividade da ocupação subsidiária 
(conforme item 4.2.7). 
o População dos recintos comuns 
(salões de festa, espaços gourmet, 
brinquedoteca, academia e demais 
cômodos) pode ser limitada ao 
dimensionamento dos acessos 
(escadas, rampas, descargas). 
o 4.2.9.1.1: Limite populacional deve 
constar nas plantas baixas (quando 
licenciado via PPCI) ou em FACT 
(quando via PSPCI). 
o 4.2.9.1.2: Devem existir placas 
indicando capacidade máxima de 
lotação junto ao acesso principal dos 
recintos. 
4.3 Medidas de Segurança Contra Incêndio 
• 4.3.1 – Devem ser observadas as Normas 
Brasileiras e Instruções Técnicas da Tabela 
2, na edição mais recente. 
• 4.3.2 – Devem ser observadas as Resoluções 
Técnicas do CBMRS da Tabela 3, na edição 
mais recente. 
• 4.3.3 – Para aplicação das normas, 
considera-se a edição vigente na data do 
protocolo do PPCI para primeira análise. 
• 4.3.4 – Em caso de inexistência ou lacunas 
normativas: 
o Responsável técnico pode solicitar via 
FACT o uso de normas nacionais ou 
internacionais. 
o Necessária aprovação prévia do 
CBMRS. 
• 4.3.5 – Atividades econômicas de baixo risco 
→ medidas de segurança conforme RT 
CBMRS nº 05, Parte 02. 
• 4.3.6 – Edificações/áreas de risco 
licenciadas via PSPCI com grau de risco 
baixo → medidas conforme RT CBMRS nº 05, 
Parte 03. 
• 4.3.7 – Medidas das Tabelas 2 e 3 podem 
receber exigências técnicas 
complementares ou alternativas conforme 
RT ou instrução normativa do CBMRS. 
• 4.3.8 – Medidas de segurança devem ser 
integralmente projetadas e executadas na 
edificação ou área de risco licenciada. 
o 4.3.8.1 – É permitido 
compartilhamento de medidas em um 
mesmo imóvel (lote), desde que 
atendida a RT CBMRS nº 04. 
o 4.3.8.2 – Não é permitido 
compartilhamento entre lotes 
distintos. 
 
TABELAS 
 
4.4 – Do sistema de rede seca 
• Obrigatória quando: 
o Não houver exigência de 
hidrantes/mangotinhos e acesso de 
viaturas (item 4.2). 
o A fachada principal da edificação 
estiver a mais de 30 m do portão de 
acesso à via pública. 
• Características da rede seca: 
o Hidrante com saída simples de 38 mm 
(1½”). 
o Tubulação a até 5 m da fachada 
principal. 
o Registro de recalque junto ao passeio. 
o Conforme ABNT NBR 13714. 
o Não necessita mangueiras e 
acessórios, mas deve permitir 
operação do Corpo de Bombeiros. 
• Alternativa (4.4.1.1): proprietário pode optar 
por acesso de viaturas ou instalação de 
hidrantes/mangotinhos em vez da rede seca. 
• Substituição do acesso de viaturas pela rede 
seca (4.4.2): 
o Exige hidrantes de 38 mm em todos os 
pavimentos. 
o Cobertura deve atender limites da NBR 
13714. 
• Limitação (4.4.3): comprimento máximo da 
rede seca = 120 m, medido do recalque até o 
hidrante mais distante. 
 
4.5 – Dos líquidos combustíveis e inflamáveis• Instalações de produção, armazenamento, 
manipulação e distribuição: 
o Devem atender à IT nº 25 do CBPMESP 
até publicação de resolução própria do 
CBMRS. 
• Estações de bombeamento: 
o Classificação da ocupação: Grupo M, 
Divisão M-2. 
o Devem adotar medidas de segurança 
previstas na coluna “Tanques ou 
cilindros e processos” da Tabela 6M.2 
(Decreto Estadual nº 51.803/2014). 
o Aplicar também a RT CBMRS nº 05 – 
Parte 07, conforme volume de 
combustível. 
• Dutos viários (aéreos, subterrâneos ou 
marítimos): 
o Para transporte de líquidos/gases 
combustíveis no meio urbano ou rural. 
o Não são objeto de licenciamento do 
CBMRS. 
 
4.6 – Dos gases combustíveis (GLP e GN) 
Depósitos e bases de GLP 
• Devem atender às normas: 
o ABNT NBR 15514 (armazenamento, 
distribuição e comercialização). 
o ABNT NBR 15186 (bases de 
armazenamento, envasamento e 
distribuição). 
o Regulamentações da ANP e do 
CBMRS. 
Centrais prediais de GLP 
• Obrigatórias: 
o Em locais de reunião de público (F-6), 
independentemente da capacidade. 
o Nas demais ocupações, quando 
capacidade > 26 kg ou recipiente > 13 
kg. 
• Execução: conforme ABNT NBR 13523 (até 
nova regulamentação). 
• Proibido: 
o Uso de botijões de 13 kg (P-13) em 
centrais ou em locais onde central é 
obrigatória. 
• Alternativa: uso de Gás Natural (GN) 
encanado. 
Redes internas 
• Devem atender às normas: 
o ABNT NBR 15526 e ABNT NBR 15358. 
Laudo de estanqueidade 
• Obrigatório quando há central de GLP ou GN 
encanado. 
• Deve ter ART/RRT e permanecer junto ao 
PrPCI. 
• Para GLP: da central até o ponto de consumo. 
• Para GN: toda a rede interna (tubulações, 
medidores, válvulas etc.). 
Instalações individuais de GLP (P-13 – até 13 kg) 
• Devem seguir ABNT NBR 13103. 
• Vedado uso conjugado de 2+ recipientes para 
alimentar aparelhos. 
• Armazenamento: 
o Local ventilado. 
o Afastado de ralos não sifonados (mín. 
1,5 m). 
• Recipientes: 
o Devem ter válvula de segurança e 
mangueira com validade em dia e 
certificação INMETRO. 
• Instalação interna: 
o Junto a parede externa com ventilação 
direta. 
o Ventilação: 
▪ Área mínima 200 cm² junto ao 
piso, máx. 1,5 m do recipiente 
mais distante. 
▪ Ou duas aberturas de 5 cm de 
diâmetro. 
Edificações residenciais até 12 m (A-1, A-2, B-2) 
• Permitido até 26 kg de GLP/unidade 
autônoma, em nichos ventilados (cada nicho 
atende apenas uma unidade). 
• Alternativa: até 26 kg no interior da unidade, 
atendendo requisitos de ventilação/segurança. 
• Áreas de uso coletivo (salão de festas, portaria, 
etc.) contam como uma unidade autônoma. 
Edificações existentes – exceção 
• Se houver inviabilidade técnica de instalar 
central de GLP: 
o Permitido até 26 kg de GLP/unidade 
autônoma, em botijões de até 13 kg, 
respeitando as regras de ventilação. 
• Não se aplica às ocupações das divisões: F-3, 
F-5, F-6, F-11 e F-12. 
4.8 – Centrais de energia e subestações 
elétricas 
• Classificação e normas aplicáveis (4.8.1 e 
4.8.2) 
o Ocupação: Grupo M, Divisão M-6 
(Central de Energia). 
o Medidas de segurança: Tabela 6M.6 
(Dec. Estadual 51.803/2014) + IT 37 
(CBPMESP) + Resolução Técnica 
CBMRS. 
o Aplicável a geração, transmissão e 
distribuição de energia, exceto torres e 
cabos de transmissão. 
• Substituição de medidas de segurança 
(4.8.3) 
o Pode ocorrer mediante análise e 
aprovação do CBMRS, com laudo 
fundamentado + ART/RRT. 
o Devem ser apresentadas medidas 
compensatórias equivalentes. 
o Aprovação feita pelo Comandante 
BESCI/Chefe da SSeg. 
o Pode haver exigência de medidas 
adicionais, caso as propostas sejam 
insuficientes. 
o Dispensa de análise por comissão 
técnica do CBMRS (4.8.3.7). 
• Exemplos de substituições permitidas: 
o Sistema de resfriamento manual → 
pode ser trocado por: 
▪ Sprinklers (NBR 10897), ou 
▪ Sistemas automáticos por 
água nebulizada (NFPA 15 ou 
NFPA 750). 
o Substituição do sistema fixo de 
espuma (4.8.3.4) → requer medidas 
compensatórias mínimas: 
▪ +2 extintores sobre rodas (80-
B:C). 
▪ Estoque de LGE (líquido 
gerador de espuma): 10 L/m² 
da maior área de bacia de 
contenção. 
▪ 2 proporcionadores e 2 
esguichos lançadores de 
espuma (conexão storz 1½”). 
▪ Hidrante urbano junto à 
entrada principal (ou o mais 
próximo possível). 
o Substituição simultânea de 
resfriamento + espuma (4.8.3.5) → 
além das medidas acima: 
▪ Reserva técnica de incêndio 
pressurizada (mín. 60.000 L), 
conectada a hidrante tipo 3. 
▪ 1 canhão monitor portátil com 
proporcionador de espuma e 
esguicho regulável (2½”). 
• Escadas (4.8.4) 
o Devem atender ao mesmo padrão 
exigido para ocupação M-3, conforme 
Tabela 4 da RT CBMRS nº 11. 
• Aplicação (4.8.5 e 4.8.6) 
o Regras do item 4.8 valem apenas para 
ocupações M-6. 
o Áreas adjacentes seguem as 
exigências da sua própria ocupação. 
o Regularização via PPCI completo. 
• Exigências específicas para subestações 
(4.8.6.1 e 4.8.7) 
o Planta baixa deve indicar tipo de 
subestação (conforme IT 37 
CBPMESP). 
o Informar tipo (mineral ou classe K) e 
volume de óleo isolante de 
transformadores/reatores. 
o Algumas medidas da Tabela 6M.6 
podem ser dispensadas ou 
substituídas conforme características 
construtivas da subestação (nota geral 
“a” da Tabela 6M.6). 
Descaracterização da ocupação 
predominante para atividades da divisão “F-
6” 
• 4.9.1 
o Usar total ou parcialmente uma 
edificação para atividades “F-6” 
(eventos, shows, boates etc.) 
descaracteriza o uso licenciado. 
o Aplicam-se penalidades do Decreto nº 
51.803/2014. 
• 4.9.1.1 
o Deve ser apresentado novo processo 
de licenciamento, permanente ou 
temporário, conforme o caso. 
• 4.9.1.2 
o Permitido realizar uma atividade F-6 a 
cada 90 dias consecutivos. 
o Deve ser regularizada como evento 
temporário. 
• 4.9.1.3 
o Se ultrapassar essa periodicidade → 
será considerada descaracterização 
definitiva. 
o A edificação deve ser regularizada 
permanentemente como F-6. 
• 4.9.1.4 – Exceções ao prazo de 90 dias 
o O limite deixa de ser aplicado se: 
a) O local possuir as mesmas medidas 
de segurança de uma edificação “F-6” 
(Tabelas 5 ou 6F.3 do Dec. 
51.803/2014); 
b) O evento for realizado fora da 
edificação permanente ou da sua 
projeção; 
c) O evento ocorrer em quadras ou 
campos descobertos de estádios, 
com uso permitido de arquibancadas; 
d) O evento tiver características de “F-
6” de forma não habitual. 
• 4.9.1.4.1 – Conceito de habitualidade 
o Considera-se habitual se ocorrerem 
mais de 3 eventos F-6 em 90 dias 
consecutivos. 
• 4.9.1.4.2 
o Todo evento temporário deve ser 
licenciado conforme a Resolução 
Técnica CBMRS nº 05, Parte 4A. 
4.10.2 Será exigido 01 (um) DEA a cada 5.000 
pessoas, limitados ao máximo de cinco 
equipamentos. 
4.11 – Áreas destinadas ao armazenamento de 
produtos a granel: 
• Dispensa de medidas internas 
o Áreas de armazenamento de produtos 
a granel ficam dispensadas de: 
▪ Extintores de incêndio; 
▪ Saídas de emergência; 
▪ Sinalização de emergência; 
▪ Iluminação de emergência; 
▪ Alarme de incêndio em seu 
interior. 
• Hidrantes e mangotinhos 
o Quando exigidos para a 
edificação/área de risco: 
▪ Devem cobrir a área de 
armazenamento se o produto 
for combustível ou 
inflamável; 
▪ Podem ser usadas mangueiras 
adicionais (somatório máximo 
de 60 m); 
▪ Podem ser utilizados hidrantes 
internos e/ou externos, desde 
que o sistema seja 
corretamente dimensionado. 
• Cálculo populacional e saídas de 
emergência 
o Áreas de armazenamento a granel 
estão dispensadas de entrar no 
cálculo: 
▪ População; 
▪ Distância a percorrer; 
▪ Dimensionamento das saídas 
de emergência para o restante 
da edificação. 
• Exceções (não se aplica a dispensa) 
o Armazenamento de líquidos e gases 
combustíveis/inflamáveis → seguir 
normas específicas; 
o Armazenamento em silos e armazéns 
graneleiros → seguir Resolução 
Técnica CBMRS n.º 22; 
o Locais de armazenamento de 
produtos ensacados, embalados ou 
equivalentes. 
4.12 – Centrosde eventos (divisão F-10): 
• 4.12.1 – Centros de eventos permanentes 
(com APPCI válido): 
o Permitida a instalação de estandes, 
bancas, quiosques, barracas e 
divisórias provisórias. 
o Uso destinado a exposições de objetos 
e animais. 
o Medidas de segurança contra incêndio 
devem ser redimensionadas 
conforme o novo layout. 
o Dispensado o licenciamento como 
evento temporário. 
• 4.12.2 – Necessidade de licenciamento 
como evento temporário quando houver: 
o Geradores de energia elétrica; 
o Uso de gás, líquidos inflamáveis ou 
combustíveis; 
o Palco, palanque ou tablado com altura 
> 1 m ou área > 50 m²; 
o Espetáculo pirotécnico; 
o Equipamentos para uso do público 
(ex.: brinquedos de parque, 
recreação); 
o Arquibancadas; 
o Acréscimo na capacidade de lotação 
da edificação. 
• 4.12.3 – Responsabilidades: 
o Do proprietário ou responsável pelo 
uso da edificação, em conjunto com o 
responsável técnico: 
▪ Instalação de estandes, 
bancas, quiosques, barracas e 
divisórias provisórias; 
▪ Redimensionamento das 
medidas de segurança contra 
incêndio conforme legislação e 
normas aplicáveis. 
 
 
 
 
13 – Edificações de caráter regional (Divisão F-11): 
 
4.13.1 – O que se enquadra como F-11 
• Edificações e áreas destinadas a: 
o Centros de Tradições Gaúchas (CTGs); 
o Valorização e difusão do folclore e da 
cultura popular (material e imaterial); 
o Manifestações culturais indígenas, 
afro-brasileiras e demais segmentos 
étnicos do processo civilizatório 
nacional. 
 
4.13.2 – Inclusões específicas 
• Inclui Escolas de Samba e edificações 
destinadas exclusivamente às atividades: 
o Culturais típicas do carnaval; 
o Beneficentes e recreativas ligadas a 
essas instituições. 
4.13.2.1 – Atividades consideradas carnavalescas: 
• Ensaios e eventos preparatórios; 
• Escolinhas e cursos de música/dança; 
• Exposições de artefatos do carnaval; 
• Almoços, jantares e confraternizações; 
• Outras atividades que fortaleçam e difundam a 
cultura do carnaval. 
4.13.2.2 – O que não se enquadra em F-11: 
• Sambódromos, arenas, passarelas → 
classificação F-3; 
• Estruturas temporárias apenas para o carnaval 
→ classificação F-7; 
• Edificações que não realizem exclusivamente 
atividades carnavalescas ou beneficentes 
ligadas às escolas de samba → outra 
classificação. 
4.13.2.3 – Atividades permitidas como subsidiárias: 
• Comércio; 
• Prestação de serviços; 
• Cultura física e artística → consideradas 
subsidiárias se não declaradas como 
predominantes no PPCI. 
 
4.13.3 – O que não descaracteriza a ocupação F-11 
• Atividades musicais (com dança, baixa 
luminosidade, consumo de 
alimentos/bebidas, público externo), desde 
que promovidas pelo próprio responsável e em 
prol da entidade; 
• Cobrança ou não de ingressos; 
• Cessão (gratuita ou paga) de parte ou 
totalidade do espaço para atividades 
compatíveis com F-11 realizadas por terceiros. 
4.13.3.1 – Para atividades diferentes de F-11: 
• Exige licenciamento como evento temporário, 
construção provisória ou edificação 
permanente. 
 
4.13.4 – Responsabilidade pelo enquadramento 
• Cabe ao proprietário/responsável pelo uso + 
responsável técnico do PPCI definir 
corretamente a ocupação (não é 
responsabilidade do analista ou vistoriante 
exigir documentos no licenciamento). 
4.13.4.1 – Exceção: 
• Em vistoria extraordinária, o CBMRS pode 
exigir documentos comprobatórios de 
enquadramento, como: 
o Atos constitutivos; 
o Estatutos; 
o Relação de associados; 
o Outros documentos pertinentes. 
 
 
 
 
4.14 – Clubes sociais, comunitários e salões de 
diversão (Divisão F-12): 
 
4.14.1 – O que se enquadra como F-12 
• Clubes comunitários e salões comunitários 
→ atividades voltadas ao interesse do 
desenvolvimento local e interação social. 
• Clubes de diversão, clubes de sócios e sedes 
de entidades de classe → atividades 
esportivas, artísticas, culturais, de lazer, 
estética, terapêuticas e recreativas. 
• Salões paroquiais e salões para reuniões e 
festividades religiosas. 
• Clubes e salões exclusivos para festas 
familiares → casamentos, aniversários, 
formaturas, festas infantis e outros eventos 
privados. 
• Clubes de bilhar, tiro ao alvo, boliche e 
práticas desportivas semelhantes. 
4.14.1.1 – Atividades subsidiárias permitidas 
• Comércio, prestação de serviços e promoção 
da cultura física/artística → desde que não 
declaradas como ocupação predominante no 
PPCI. 
 
4.14.2 – O que não descaracteriza a ocupação F-12 
• Atividades musicais (com dança, baixa 
luminosidade, consumo de 
alimentos/bebidas, presença de público 
externo), se promovidas pelo próprio 
clube/salão/entidade. 
• Cobrança ou não de ingressos. 
• Cessão (gratuita ou paga) de parte ou 
totalidade do espaço para terceiros, desde que 
para atividades compatíveis com F-12. 
4.14.2.1 – Atividades diferentes de F-12 
• Devem ser licenciadas como: 
o Evento temporário; 
o Construção provisória; 
o Edificação permanente. 
 
4.14.3 – Responsabilidade pelo enquadramento 
• Cabe ao proprietário/responsável pelo uso + 
responsável técnico do PPCI definir 
corretamente a ocupação. 
• Analista/vistoriante não podem exigir 
documentos comprobatórios no 
licenciamento. 
4.14.3.1 – Exceção 
• Em vistoria extraordinária, o CBMRS pode 
exigir comprovação, como: 
o Atos constitutivos; 
o Estatutos; 
o Relação de associados; 
o Outros documentos pertinentes. 
 
4.15 – Do emprego de agente aditivo 
• Autorizado o uso de aditivos misturados à água 
dos sistemas de: 
o Hidrantes e mangotinhos; 
o Chuveiros automáticos; 
o Sistemas de resfriamento. 
• Responsabilidade do(s) responsável(is) 
técnico(s) do PPCI: correta especificação, 
dimensionamento e execução. 
4.15.2 – Substituição da espuma por aditivo 
• Pode ser proposta, desde que garanta igual ou 
maior eficácia no combate a incêndio. 
• Exige envio de FACT (Formulário de 
Atendimento e Consulta Técnica) ao CBMRS 
para análise. 
4.15.2.2 – FACT deve conter (mínimo): 
• Informações técnicas do aditivo; 
• Norma técnica de referência; 
• Dimensionamento e instalação na planta; 
• Método de aplicação; 
• Documentos que comprovem eficácia ≥ 
espuma; 
• Certificação nacional ou internacional válida. 
4.15.3 – Restrições ao uso 
• O aditivo não pode gerar reações perigosas, 
projeção ou espalhamento do 
combustível/inflamável. 
 
4.16 – Dispositivos eletrônicos para contagem da 
população 
• Obrigatórios em: 
o Edificações/áreas F-6 permanentes; 
o Eventos temporários F-6; 
o Sempre que a lotação > 200 pessoas. 
4.16.1.2 – Requisitos do dispositivo: 
• Painel com indicação visual em tempo real da 
lotação; 
• Registrar entradas e saídas (inclusive de 
funcionários, proprietário e responsável pelo 
uso); 
• Instalado em local visível nos acessos do 
público. 
4.16.1.3 – Aplicação: 
• Válido para edificações F-6 permanentes já 
licenciadas ou em processo de licenciamento; 
• Válido também para eventos temporários 
enquadrados como F-6. 
 
4.17 – Botão de emergência para desligamento da 
energia elétrica 
• Obrigatório em: 
o Edificações/áreas com altura 
descendente > 12 m; 
o Divisões F-5, F-6, F-11 e F-12. 
• Deve estar: 
o Em local de permanente vigilância; 
o Devidamente sinalizado. 
Capítulo 5 – Ocupações predominantes e 
subsidiárias 
5.1 – Ocupação predominante 
• Definição: atividade principal exercida em 
uma edificação ou área de risco → define 
medidas de segurança, dimensionamento, 
execução, processo e validade do APPCI. 
• Pode haver mais de uma ocupação 
predominante → chamada ocupação mista. 
5.1.2 – Critério em ocupação mista sem isolamento 
de riscos: 
1. Considerar a ocupação com maior grau de 
risco de incêndio; 
2. Se mesmo grau de risco → considerar a que 
possui maior número absoluto de medidas 
de segurança exigidas. 
• F-6 → sempre será definidora das medidas de 
segurança em ocupações mistas. 
• C-3 → atividades inerentes são subsidiárias, 
exceto se houver F-6 (nestecaso, aplicar 
Tabela 6F.3). 
• Validade do APPCI → sempre a menor dentre 
as ocupações predominantes. 
• Grupo M em ocupação mista → medidas 
dimensionadas individualmente (não aplica 
regra do item 5.1.2). 
• Medidas devem considerar área total 
protegida e altura descendente das 
edificações/áreas não isoladas. 
 
5.2 – Ocupação subsidiária 
• Definição: atividade vinculada à 
predominante, usada para atender a 
população fixa e usuários, sem ultrapassar a 
lotação máxima. 
• Não altera a ocupação predominante nem o 
grau de risco, salvo exceções: 
Exceções (se tornam predominantes): 
• Depósito (grupo J) → se exceder 10% da área 
total ou 1.500 m². 
• Local de reunião de público (grupo F) → se 
exceder 500 pessoas de lotação máxima 
(exceto divisão F-6 → segue regra 5.1.2.1). 
• Subsidiária do grupo M → medidas devem ser 
dimensionadas individualmente conforme 
exigências desse grupo. 
5.2.3 – Atividades prioritariamente para público 
externo 
• Devem ser consideradas como ocupação 
principal, exemplos: 
o Auditórios; 
o Garagens para estacionamento 
rotativo; 
o Outros de mesma natureza. 
 
5.3 Locais de elevado risco de incêndio e sinistro 
• Considerados de elevado risco para validade 
do APPCI: 
o Indústrias/depostos com líquidos 
inflamáveis > 400 L. 
o Ocupação “G-3” com tanques de 
combustíveis não enterrados. 
o Depósitos/revendas de gases 
inflamáveis/combustíveis ≥ 521 kg. 
o Locais com explosivos, munições e 
materiais pirotécnicos. 
o Ocupações “M-1”, “M-2” ou “M-5” 
(salvo exceções). 
o Ocupações “M-6”. 
o Carga de incêndio > 1.200 MJ/m². 
o Locais com agrotóxicos, defensivos, 
adubos e fertilizantes. 
• Característica: alto potencial de incêndio ou 
explosão devido à atividade, materiais ou 
máquinas. 
 
5.4 Áreas técnicas 
• Espaços destinados apenas a equipamentos, 
sem permanência humana. 
• Acesso restrito, apenas para manutenção. 
• Exemplos: 
o Centrais de GLP, casas de elevador. 
o Abrigos de bombas e reservatórios. 
o Instalações elétricas, de refrigeração e 
comunicação. 
o Túneis e galerias de serviço, 
maquinários automatizados. 
 
5.5 Rooftops, varandas, terraços e assemelhados 
• Definições: 
o Rooftop: área descoberta no último 
pavimento. 
o Varanda/terraço: área descoberta em 
qualquer pavimento, exceto o último. 
• Medidas de segurança: 
o Devem seguir as da ocupação 
predominante. 
o Dispensa de detecção, sprinklers e 
controle de fumaça. 
o Áreas contíguas (cobertas) também 
seguem a ocupação predominante. 
o Áreas descobertas computam na área 
construída e protegida. 
o Pavimentos entram no cálculo de 
altura descendente e população. 
o Exceção: uso exclusivo por unidade 
autônoma (A, B, H) → tratados como 
duplex/tríplex. 
o Rooftops/varandas com ocupações F-
5, F-6, F-11, F-12 → devem atender 
exigências específicas. 
 
5.6 Mezanino 
• Considerado como compartimento do 
pavimento. 
• Deve cumprir mesmas medidas de segurança 
do andar onde se encontra. 
 
5.7 Subsolo 
• Subsolos > 50 m² → exigem medidas adicionais 
além das básicas. 
• Medidas adicionais: complementares às já 
obrigatórias. 
• Permissões sem adicionais: garagem, 
lavagem de autos, vestiários até 100 m², 
banheiros, áreas técnicas não habitadas. 
• Não são considerados subsolos (se houver 
ventilação adequada): 
o Aberturas ≥ 2 m² a cada 15 m de 
parede, em pelo menos 2 lados. 
o Peitoril até 1,20 m acima do piso e 
aberturas mín. 0,60 m. 
o Esquadrias de fácil abertura (interno e 
externo). 
5.8 Edificações sem janelas 
• Definição: edificações sem aberturas para 
ventilação direta ao exterior. 
• Não se aplica se houver portas/janelas ≥ 0,60 
m a cada 50 m, permitindo ventilação e 
salvamento. 
• Devem possuir exaustão mecânica com: 
o Mín. 10 trocas de ar/hora. 
o Acionamento automático via detecção 
de incêndio. 
• Pode usar rede de dutos do ar-condicionado, 
se atender requisitos. 
 
5.9 Pátios a céu aberto e assemelhados 
• Do grupo “F” - Devem ter medidas mínimas: 
o Extintores, saídas de emergência, 
sinalização, iluminação de emergência 
e brigada de incêndio. 
• Aplicável quando: 
o Possuem acesso de público. 
o Funcionam como extensão da 
ocupação da edificação. 
o Não possuem acesso direto ao 
logradouro público. 
o Portões devem obedecer ao 
dimensionamento da RT-11. 
• Rotas de fuga: percurso pelo interior da 
edificação conta na distância máxima, se o 
trajeto do pátio até a porta interna > 20 m.

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