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FisiologiaFisiologiaFisiologia
AvançadaAvançadaAvançada
Feito com base nas aulas e nos principais livros: Cunningham
Tratado de Fisiologia Veterinária - Bradley G. Klein - 5ª Edição e
Dukes-Fisiologia dos Animais Domésticos - William
O. Reece - 13ª Edição 
Material produzido por Camila Marinho -
@medvetresume I Proibido qualquer
compartilhamento sem prévia autorização
Controle do Desenvolvimento Gonadal
e dos Gametas
Sistema Reprodutor das fêmeas
Sistema Reprodutor dos machos
Fisiologia da Reprodução
Sistema Renal
Sistema Respiratório
Sistema Cardiovascular
Sistema Digestório 
Su
má
rio
Su
má
rio
Su
má
rio
 
3
 
 
 
 
 
23
 
38
 
52
 
64
 
 
 
@medvetresume
@medvetresume 
Fisiologia da Reprodução 
Controle do Desenvolvimento 
Gonadal e dos Gametas
Desenvolvimento do sistema reprodutivo 
→ A organização das gônadas está sob 
controle genético (diferenciação sexual 
genética). 
O desenvolvimento inicial do ovário 
embrionário envolve a migração das células 
germinativas primordiais do saco vitelínico 
para a crista gonadal. Estas células povoam 
os cordões sexuais que contribuem o para o 
desenvolvimento das células foliculares que 
posteriormente serão chamadas de células 
da granulosa, que imediatamente envolvem o 
oócito, os oócitos ou ovócitos são as células 
sexuais femininas; 
O mesênquima da crista gonadal contribui 
com células que se tornarão as chamadas 
células da teca, elas produzem os 
androgénios. 
A estrutura completa é chamada de folículo 
 (oócito, as células da granulosa e da teca) 
 
Conexões espontâneas são formadas entre 
os oócitos e os tubos destinados a se 
tornarem os ovidutos, os quais são derivados 
dos ductos müllerianos. O resultado final é 
que os oócitos são liberados pela ruptura de 
elementos do tecido que envolve o ovário; 
este processo é chamado de ovulação; 
Uma abertura terminal especializada do 
oviduto, a fímbria, desenvolve-se para 
permitir que o oócito seja removido de 
forma eficiente da superfície do ovário; 
 
Em alguns animais, os oócitos são passados para a 
fímbria através de uma Bursa, a qual rodeia o ovário; 
O desenvolvimento do testículo 
embrionário é semelhante ao do ovário: as 
células germinativas migram na crista 
genital e povoam os cordões sexuais. 
As células de Sertoli (correspondentes 
masculinos das células da granulosa) 
desenvolvem-se a partir dos cordões 
sexuais, e as células de Leydig 
(correspondentes masculinos das células da 
teca) desenvolvem-se a partir do 
mesênquima da crista genital. 
O ducto do mesonefro (ducto wolfiano) 
transforma-se no epidídimo, ducto 
deferente, e uretra, a qual tem uma ligação 
direta com os túbulos seminíferos. Então, as 
células germinativas masculinas passam para 
o exterior do animal através de um sistema 
tubular fechado. 
 
→ A organização sexual da genitália e 
do cérebro depende da presença ou 
ausência de testosterona 
A diferenciação sexual genital está sob 
controle das gônadas em desenvolvimento. 
Se o indivíduo é uma fêmea, o ducto 
mülleriano se desenvolve e o ducto 
wolffiano regride, devido à ausência de 
andrógenos. 
Se um indivíduo é macho, os ductos 
müllerianos regridem e o ducto wolffiano é 
mantido no macho devido à influência dos 
Inicialmente, os ductos müllerianos 
e wolffianos estão presentes em 
ambos os gêneros. 
@medvetresume 
hormônios andrógenos produzidos pelo 
testículo. 
 A presença da enzima 5α-redutase, 
ajuda na conversão da testosterona 
em di-hidrotestosterona para ocorrer 
a masculinização dos tecidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fêmea Macho 
A organização final de um indivíduo, no que 
se refere ao sexo, vem com a diferenciação 
sexual do hipotálamo. 
A exposição do hipotálamo a andrógenos 
próximo ao nascimento causa a organização 
do hipotálamo como masculino. 
Um achado paradoxal na 
masculinização, é que na genitália interna, o 
testículo converte o andrógeno em outro 
tipo mais potente, já no hipotálamo, o 
andrógeno é convertido em estrógenos. 
E na ausência de andrógenos, o hipotálamo é 
organizado como feminino. 
Fêmeas 
 
Controle hormonal na reprodução 
 
→ O Hipotálamo e a Adeno-Hipófise 
secretam hormônios proteicos e peptídicos, 
os quais controlam a atividade gonadal 
Os neurônios do hipotálamo secretam o 
GnRH (hormônio liberador de 
gonadotrofina). Este move-se para a 
hipófise pelo sistema vascular portal. E irá 
estimular a hipófise produzir e a liberar o 
FSH (hormônio folículo estimulante) e o LH 
(hormônio luteinizante), hormônios 
importantes para o controle das gônadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além do FSH e LH, a adeno-hipófie 
também produz a prolactina, os quais 
controlam o processo reprodutivo. 
Vale lembrar, que ela produz uma série de 
outros hormônios. 
O FSH exerce um papel dominante durante 
o crescimento dos folículos, e o LH durante 
os estágios finais da maturação folicular e 
na ovulação 
 
FSH e o LH são gonadotrofinas 
@medvetresume 
A ocitocina, a qual é liberada pela neuro 
hipófise, é um hormônio de importância na 
reprodução 
 
O principal padrão secretório da 
gonadotrofina é guiado pela secreção 
pulsátil do GnRH do hipotálamo. A liberação 
pulsátil do hormônio de liberação da 
gonadotrofina (GnRH) induz a produção 
pulsátil crítica das gonadotrofinas. 
 
Como que a hipófise sabe qual o hormônio 
liberar? 
Depende da frequência da liberação pulsátil, 
ou seja, com uma maior frequência há 
liberação de FSH, com uma menor 
frequência ocorre a liberação do LH. 
 
Hormônio Folículo Estimulante (FSH): 
Permite indiretamente o crescimento 
folicular 
Estimula o crescimento das células da 
granulosa, que irão produzir estrógenos. 
Esses estrógenos que irão trabalhar 
diretamente no crescimento folicular. 
 
A medida que o folículo vai se desenvolvendo 
mais estrógeno é produzido, até chegar num 
ponto em que a quantidade está tão alta que 
terá que ocorrer a ovulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hormônio Luteinizante (LH): 
 
Permite que ocorra a ovulação 
Lembrando que a ovulação, é o processo pelo 
qual o ovócito é liberado do folículo, para 
que ocorra a fecundação. 
Quando os níveis de estrógenos estiverem 
alto o folículo estará no seu estado final 
ficando pronto para ovular. 
Assim, o estrógeno atuará no mecanismo de 
feedback negativo, informando o hipotálamo 
que existe um folículo maduro, permitindo a 
mudança do FSH para LH, o hipotálamo 
produz uma frequência menor de GnRH e a 
hipófise entenderá e produzirá o LH. 
 
>> Em gatos o oócito só é liberado durante 
a cópula, sendo chamados de ovuladores 
induzidos. Pois a cópula substitui o 
estrogênio como o estímulo que induz a 
liberação ovulatória de LH. 
 
Nos ovuladores espontâneos, o estrogênio 
do folículo antral inicia a liberação 
ovulatória de LH no início da onda pré-
ovulatória. 
 
Estimula a formação do Corpo Lúteo 
É um cisto derivado do folículo ovulatório, 
que é fundamental para que a prenhez 
aconteça pois secreta o hormônio 
progesterona, responsável pela manutenção 
das condições do endométrio para uma 
possível prenhez. 
 
>>O corpo lúteo é mantido ao longo de toda a 
gestação pelo LH, já nas ovelhas e cadelas, é 
mantido pela prolactina. 
 
→ Além do estrógeno que trabalha no 
controle de liberação dos hormônios, tem a 
Inibina e a Progesterona 
 
A importância deste modo de liberação é exibida 
pelo fato de que se o GnRH for administrado de 
maneira contínua, o sistema pode ser 
desregulado. 
@medvetresume 
Progesterona: 
Produzido pelo corpo lúteo 
Preparação da gestação 
Inibe o eixo hipotálamo-hipofisário, 
pois se chegou ao momento da gestação, não 
precisa de crescimento folicular e de 
ovulação. 
 
Inibina: 
 
Inibe o crescimento de outros 
folículos.o 
fígado não tem capacidade de suprir sozinho 
as necessidades do organismo. 
 
Inervação 
 
A inervação do rim é proporcionada pela 
divisão simpática (adrenérgica) do sistema 
nervoso autônomo. Os nervos renais pós-
ganglionares entram no hilo do rim em 
associação a artéria e veia renais e 
proporcionam a inervação adrenérgica da 
vascularização renal, de todos os segmentos 
do néfron e das células justa glomerulares. 
 
Não existe inervação parassimpática para os 
rins. 
→ Nas arteríolas aferentes, promove 
vasoconstrição e redução da taxa de 
filtração glomerular. 
→ Nas arteríolas interlobares, 
interolobulares e arqueadas também exerce 
influência vasomotora. 
→ Nas células granulares (produtoras de 
renina), estimula a produção e a secreção de 
renina. 
→ No túbulo contorcido distal e no ducto 
coletor, a inervação simpática direta 
também é capaz de aumentar a reabsorção 
de sódio. 
 
 
Papel endócrino 
 
Pacientes com problemas renais tendem a 
um aumento de compostos nitrogenados no 
sangue, como ureia e creatina. Além desse 
acúmulo de substâncias, é preciso cuidado 
para que o paciente renal não desidrate, 
tendo em vista que ele perde a capacidade 
de reabsorção de água e sódio. Ele também 
perde a capacidade de controlar ácidos e 
bases, podendo ter uma acidose metabólica. 
 
O paciente também pode ter uma 
deficiência hormonal, já que o rim é 
responsável pela produção de alguns 
hormônios: 
→ Como Renina e Eritropoetina (produzida 
no interstício renal e responsável por 
estimular a produção de células vermelhas 
na medula óssea) 
 
→ Já a Vitamina D não é produzida pelo rim 
, mas precisa do rim para sua ativação! Essa 
vitamina é importante para que haja a 
absorção de cálcio pelo intestino e sem ela, 
o cálcio não seria absorvido e se perderia 
nas fezes. 
A ativação da vitamina D nos animais é 
diferente da que acontece nos seres 
humanos que depende do sol, fígado e rins. 
 
Os animais não precisam do raio ultravioleta 
para início da ativação de vitamina D. Eles 
possuem colecalciferol no sangue 
proveniente de alimentos ou da própria pele. 
No fígado, esse colecalciferol 
sofre hidroxilação e é convertido em 
calcidiol. No rim, sofre uma nova 
hidroxilação e é transformado em calcitriol 
(forma ativa da Vitamina D). 
O paratormônio (PTH) é o hormônio 
responsável pela hidroxilação da vitamina D 
@medvetresume 
nos rins. Pacientes com DRC e insuficiência 
renal podem ter uma hipovitaminose D como 
consequência, tendo em vista que o ambiente 
renal está prejudicado e a ativação da 
vitamina D será ineficiente. 
 
→ O ADH: também não é produzido pelo rim, 
mas tem atuação renal. Na ausência do ADH, 
ocorre uma maior perda de água e a urina 
fica bastante diluída; 
 
→ A aldosterona também tem atuação nos 
rins; 
 
→ A Calcitonina (hormônio que atua 
aumentando o teor de cálcio no sangue) nos 
rins atuará dessa mesma forma, 
reabsorvendo a nível de túbulo proximal 
tirando do túbulo e colocando no capilares e 
o PTH (hormônio que reduzindo o teor de 
cálcio no sangue) nos rins atuará fazendo o 
inverso da calcitonina, tirando do sangue e 
colocando no túbulo proximal. 
 
Micção 
 
Uma vez que o filtrado deixa os ductos 
coletores, ele já não pode mais ser 
modificado, e a sua composição não se 
altera. O filtrado, agora chamado de urina, 
flui para a pelve renal e, então, desce pelo 
ureter, em direção à bexiga urinária, com a 
ajuda de contrações rítmicas do músculo 
liso. 
Na bexiga, a urina é armazenada até 
que seja excretada no processo conhecido 
como micção, pela uretra 
A abertura entre a bexiga e a uretra 
é fechada por dois anéis musculares, 
chamados de esfíncteres. 
 O esfíncter interno da uretra é uma 
continuação da parede da bexiga e é 
formado por músculo liso. Seu tônus normal 
o mantém contraído. 
O esfíncter externo da uretra é um 
anel de músculo esquelético, controlado por 
neurônios motores somáticos. A estimulação 
tônica proveniente do sistema nervoso 
central mantém a contração do esfíncter 
externo, exceto durante a micção. 
 
 
 
 
 
 
 
Bexiga relaxada 
 
 
A micção é um reflexo espinal simples que 
está sujeito aos controles consciente e 
inconsciente pelos centros superiores do 
encéfalo. 
À medida que a bexiga urinária se 
enche com urina e as suas paredes se 
expandem, receptores de estiramento 
enviam sinais através de neurônios 
sensoriais para a medula espinal. Lá, a 
informação é integrada e transferida a dois 
conjuntos de neurônios. 
O estímulo da bexiga urinária cheia 
estimula os neurônios parassimpáticos, que 
inervam o músculo liso da parede da bexiga 
urinária. O músculo liso contrai, aumentando 
a pressão no conteúdo da bexiga urinária. 
Simultaneamente, os neurônios 
motores somáticos que inervam o esfíncter 
externo da uretra são inibidos. 
 
A contração da bexiga urinária ocorre em 
uma onda, a qual empurra a urina para baixo, 
em direção à uretra. A pressão exercida 
pela urina força o esfíncter interno da 
uretra* a abrir enquanto o esfíncter 
externo relaxa. A urina passa para a uretra 
e para fora do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Os receptores de estiramento disparam; 
2) Os neurônios parassimpáticos disparam. 
Os neurônios motores param de 
disparar; 
3) O músculo liso contrai. O esfíncter 
interno abre passivamente e o esfíncter 
externo relaxa 
 
 
Característica da urina dos Mamíferos 
 
✓ Composição: varia de acordo com as 
características do líquido 
extracelular 
✓ Cor : amarelada 
✓ Odor: sui generis , mas pode ser 
influenciado pela dieta 
✓ Consistência: aquosa na maioria das 
espécies sendo mucosa e rica em 
fosfatos e carbonatos nos equinos 
✓ Compostos nitrogenados: o principal 
é a Ureia que é formada no fígado a 
partir da amônia. 
✓ Volume: varia de acordo com a 
espécie e a ingestão de líquidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quantidade de néfrons varia por espécie, 
como podemos ver nesta tabela: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se notarmos, os cães e os gatos, mais ainda, 
possuem um número bem reduzido, e isso 
explica a grande incidência de insuficiência 
renal nestas espécies. 
 
Termos importantes 
 
✓ Poliúria: Produção excessiva de urina 
✓ Polidipsia: Aumento da ingestão de água 
✓ Oligúria: Produção diminuída de urina 
✓ Anúria: Produção urinária ausente 
✓ Disúria: Produção difícil ou dolorosa de 
urina 
✓ Glicosúria: Presença de glicose na urina 
✓ Azotemia: Aumentos de compostos 
nitrogenados no sangue, como ureia e 
creatina. 
✓ Hipovolemia: volume sanguíneo baixo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espécie Número de Néfrons 
Bovino 4 milhões 
Suíno 1,25 milhões 
Humano 1 milhão 
Cão 500 mil 
Gato 250 mil 
@medvetresume 
Funções 
A principal função do sistema respiratório é 
o transporte de oxigênio e de dióxido de 
carbono entre o meio ambiente e os tecidos; 
Mas apresenta outras funções, como: 
✓ Hematose: troca de oxigênio e CO2. 
O mecanismo que promove essa troca entre 
os tecidos é a difusão que vai do meio mais 
concentrado para o menor concentrado. 
✓ Equilíbrio ácido-base: uma grande 
concentração de CO2 no organismo leva à 
acidose metabólica. Uma das maneiras de 
diminuir a quantidade de CO2 e aumentar a 
quantidade de oxigênio para equilíbrio do pH 
é através do aumento da FR. 
✓ Termorregulação: os cães não têm 
quantidade significativa de glândulas 
sudoríparas e uma das maneiras mais 
eficientes para dissipação de calor é a 
respiração. 
✓ Filtração e proteção contra poeira, 
gases, patógenos 
✓ Aquecimento e umidificação 
 
Divisão funcional 
As estruturas presentes no sistema 
respiratório têm correlação com a parte 
funcional. 
Os cílios e epitélio ciliado, por exemplo, 
permitem aderência de partículas que não 
devem adentrar o sistema. 
 
Essesistema pode ser dividido em duas 
divisões funcionais: 
✓ Zona condutora (via de condução): é o 
caminho que o ar passa para atingir a parte 
respiratória é composta por nariz, cavidade 
nasal, parte da faringe, laringe, traqueia e 
pulmão com brônquios e bronquíolos. 
o Revestida por musculatura lisa; 
o Possui inervação: 
o Simpática (neurônios 
adrenérgicos) = dilatação 
o Parassimpática (neurônios 
colinérgicos) = constrição 
 
✓ Zona respiratória: compreende os 
bronquíolos respiratórios, alvéolos 
pulmonares, ductos e sacos alveolares. 
o Revestida por alvéolos, onde ocorrem 
as trocas gasosas 
 
Os mecanismos de bombeamento são: sacos 
pleurais, caixa torácica e diafragma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Narinas: aberturas externas 
pareadas que permitem a passagem do ar 
para a cavidade nasal. 
Temos variações entre as espécies e essas 
variações determinam a quantidade de ar 
inspirada. 
@medvetresume 
>> O cavalo é um animal corredor que não 
respira pela boca e por isso, a existência de 
narinas dilatáveis constitui uma vantagem, já 
que facilita a captação de ar. 
>> Os cães, por outro lado, não possuem um 
diâmetro anatômico tão importante das 
narinas. 
 
 Cavidades nasais: são separadas 
uma da outra pelo septo nasal e da boca 
pelos palatos duro e mole. 
São formadas pelas conchas e meatos que 
tem função de aquecimento, umidificação 
(diminui a irritabilidade da mucosa), 
proteção e facilitam a aderência de 
partículas. 
É um local vascularizado que favorece 
a atuação de células de defesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corte transversal da cabeça de um cavalo, 
mostrando a divisão das cavidades nasais 
 
>> Os animais conhecidos como 
braquicefálicos tem conchas e meatos mais 
compactos e estreitos, resultando em maior 
dificuldade na passagem do ar e maior 
esforço por parte destes animais. Além 
disso, possuem uma área menor para 
dissipação de calor e por isso sofrem 
bastante em períodos com altas 
temperaturas. Já os dolicefálicos não 
possuem dessa dificuldade pois possuem o 
focinho mais alongado e comprido. 
 
 
 
 
 
 
 
→ Conchas e meatos têm epitélio ciliado que 
produzem muco e este é o primeiro 
mecanismo de defesa da via. 
Um segundo mecanismo de proteção 
da via respiratória é a nasofaringe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corte sagital mediano da cabeça de uma vaca 
com o septo nasal removido 
 
 
 Nasofaringe e orofaringe: temos 
comunicação entre as duas. Tanto a reversão 
dorsal do palato mole no momento da 
deglutição quanto o fechamento da epiglote 
evitam que os alimentos vão para a via 
respiratória. 
 Pregas vocais – produção de sons 
durante a passagem de ar. 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
 Traqueia: é formada por anéis de 
cartilagem hialina não unidas dorsalmente – 
fator que permite variações de diâmetro e 
evita o colapso da via respiratória traqueal. 
 
>> Quando um animal tem colapso de 
traqueia, há uma redução no lúmen traqueal 
por falha na cartilagem e esse túnel de 
condução do ar acaba reduzido, causando 
dificuldade respiratória. Com isso, teremos 
uma menor concentração de oxigênio 
inspirado, menor velocidade de difusão, 
maior quantidade de CO2, animal cianótico e 
com menor oxigenação dos tecidos. 
 
→ Presença de epitélio ciliado com glândulas 
caliciformes (produção de muco). 
As impurezas se aderem ao muco e os 
cílios removem o muco com impurezas em 
direção à faringe. 
 
 
 
 
 
 Muco 
 Brônquios e bronquíolos: 
→ Brônquios são duas ramificações da 
porção final da traqueia que penetram nos 
pulmões; 
→ Bronquíolos são ramificações dos 
brônquios que terminam nos alvéolos 
pulmonares 
Apresentam a mesma constituição da 
traqueia. 
 Pulmões: são órgãos pares – 
localizados no interior da caixa torácica, 
formada na frente pelo esterno, atrás pela 
coluna vertebral e fechada inferiormente 
pelo diafragma. 
O pulmão é dividido em lobos e é revestido 
por pleuras, que são essas: 
o Pleuras parietal e visceral 
▪ Envolvem e protegem cada 
pulmão; 
o Pleura parietal 
▪ Lâmina superficial reveste a 
parede da cavidade torácica; 
o Pleura visceral 
▪ Lâmina profunda recobre os 
próprios pulmões 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Alvéolos: Bolsas de ar ricamente 
vascularizadas e é o local onde ocorre a 
hematose (transformação do sangue venoso 
em sangue arterial). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
Respiração 
A respiração é o processo de trocas gasosas 
entre o organismo e o meio, ou como um 
conjunto de reações químicas que faz parte 
do metabolismo energético; 
A respiração pode ser dividida em 5 eventos 
funcionais: 
 Ventilação pulmonar (entrada e saída 
do ar ente a atmosfera e os alvéolos 
pulmonares); 
 Difusão de oxigênio e de dióxido de 
carbono entre os alvéolos e o sangue 
(Hematose); 
 Transporte de oxigênio e de dióxido 
de carbono no sangue para dentro e 
para fora das células; 
 Utilização do oxigênio como parte do 
metabolismo, no processo de 
respiração celular. 
 Regulação da ventilação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Consumo de Oxigênio 
O sistema respiratório fornece oxigênio 
(O2) para manter o metabolismo tecidual e 
remove o dióxido de carbono (CO2). O 
consumo de oxigênio e a produção de dióxido 
de carbono variam com a taxa metabólica, 
que é dependente do nível de atividade do 
animal. 
Espécies menores consomem mais oxigênio 
por quilograma de peso corpóreo do que as 
maiores. 
Por exemplo, um rato de 20 g consome 
seis vezes mais oxigênio por unidade de 
massa corporal que um porco de 70 kg. Essa 
diferença se deve principalmente aos 
requisitos metabólicos necessários para 
manter a temperatura corporal constante. 
Como espécies menores possuem uma maior 
área de superfície com a atmosfera em 
relação ao peso corporal, elas têm uma maior 
superfície para perda de calor e menor 
capacidade de armazenagem de calor, 
necessitando, então, de maior metabolismo 
basal (metabolismo em que o animal está em 
repouso) para gerar mais calor. 
 
Animal pequeno: Maior área de 
contato >>> Maior perda de calor >>> 
Gasto maior de energia >>> isto 
necessitará de um maior metabolismo, 
e para isso precisa de mais oxigênio 
>>> Frequência respiratória aumenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
Exercícios também influenciam nesse 
consumo, quando os animais se exercitam, 
seus músculos precisam de mais oxigênio, o 
que leva a um aumento no consumo do mesmo. 
O consumo máximo de oxigênio (VO2máx) 
está relacionado à massa total da 
mitocôndria nos músculos esqueléticos. 
As espécies atléticas, como o cavalo e 
o cão, possuem maior densidade 
mitocondrial e, portanto, maior VO2máx que 
as espécies menos atléticas de tamanho 
corporal semelhante, como gado e cabras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em animais com doença respiratória, o gasto 
energético da respiração pode aumentar. 
Isto resulta em menos energia disponível 
para exercício ou ganho de peso, e o dono 
observa um baixo desempenho do animal. 
 
Termos importantes 
 
EUPNÉIA: termo usado para descrever a 
respiração normal, sem desvios em 
frequência ou profundidade. 
DISPNÉIA: respiração dificultosa, na qual é 
visível o esforço requerido para respirar. O 
animal usualmente está ciente desse estágio 
de respiração. 
HIPERPNÉIA: respiração caracterizada por 
aumento de profundida, frequência ou 
ambas e é notada após esforço físico. O 
animal não está consciente desse estágio. 
POLIPNÉIA: respiração rápida e 
superficial, de certa forma similar ao arfar. 
Assemelha-se a hiperpneia quanto à 
frequência, mas é diferente em relação a 
profundidade. 
APNÉIA: refere-se à interrupção da 
respiração. Porém, como usado clinicamente, 
em geral se aplica a um estágio transitório 
de cessação de respiração. 
TAQUIPNÉIA: é a rapidezexcessiva da 
respiração. 
BRADIPNÉIA: é uma lentidão anormal da 
respiração 
 
Ventilação pulmonar 
A entrada e saída de ar nos pulmões depende 
da diferença entre a pressão atmosférica e 
a pressão intrapulmonar, a qual é criada por 
ação dos músculos respiratórios 
intercostais e diafragma; 
 O ar se movimenta do local de maior 
pressão para o local de menor 
pressão. 
 
 
 
 
 
 
Pressões que causam o movimento 
do ar para dentro e para fora dos 
pulmões 
Os pulmões são estruturas elásticas que 
colapsam, como um balão, e expele todo o ar 
pela traqueia, toda vez que não existe força 
@medvetresume 
para mantê-lo inflado. Também não existem 
conexões entre os pulmões e as paredes da 
caixa torácica, exceto onde ele está 
suspenso no hilo a partir do mediastino, 
região situada no meio da caixa torácica. Em 
vez disso, o pulmão “flutua” na cavidade 
torácica, cercado por fina camada de líquido 
pleural que lubrifica o movimento dos 
pulmões dentro da cavidade 
 PRESSÃO PLEURAL: é a pressão do 
líquido no estreito espaço entre a pleura 
visceral e a pleura parietal. Normalmente 
ocorre leve sucção entre os folhetos 
pleurais, o que significa discreta pressão 
negativa. 
 PRESSÃO ALVEOLAR: a pressão do 
ar dentro dos alvéolos pulmonares. Quando 
a glote está aberta e não existe fluxo de ar 
para dentro ou para fora dos pulmões, as 
pressões em todas as partes da árvore 
respiratória, até os alvéolos, são iguais à 
pressão atmosférica, que é considerada a 
pressão de referência zero nas vias aéreas. 
 PRESSÃO TRANSPULMONAR: a 
diferença entre a pressão alveolar e a 
pressão pleural. É chamada pressão 
transpulmonar. É a diferença de pressão 
entre os alvéolos e as superfícies externas 
dos pulmões, sendo medida das forças 
elásticas nos pulmões que tendem a colapsá-
los a cada instante da respiração, a chamada 
pressão de retração. 
Volumes e Capacidades pulmonares 
As necessidades metabólicas de oxigênio 
requerem que um animal receba certo 
volume de ar dentro de seus pulmões, 
especialmente os alvéolos, são os principais 
pontos de difusão de gases entre o ar e o 
sangue, a cada minuto. 
 O volume corrente (VC) é o volume de 
ar inspirado ou expirado, em cada ciclo 
respiratório normal, quando o animal está em 
repouso. 
o Pode aumentar ou diminuir 
em relação ao normal, dependendo das 
necessidades ventilatórias. 
 O volume de reserva inspiratório é o 
volume extra de ar que pode ser inspirado, 
além do volume corrente normal, ou seja, é a 
quantidade de ar que pode ainda ser 
inspirada após a inalação do volume 
corrente. 
 O volume de reserva expiratório é o 
máximo volume extra de ar que pode ser 
expirado na expiração forçada, após o final 
de expiração corrente normal. 
 O volume residual é o volume de ar 
que fica nos pulmões, após a expiração 
forçada. Representa o ar que não pode ser 
removido dos pulmões. 
 REGISTRO DAS MUDANÇAS NO 
VOLUME PULMONAR - ESPIROMETRIA: a 
ventilação pulmonar pode ser estudada por 
meio do registro do movimento do volume de 
ar para dentro e para fora dos pulmões, o 
método chamado espirometria. 
Às vezes, é útil combinar dois ou mais desses 
volumes. Tais combinações são chamadas de 
capacidades. 
 
 Capacidade inspiratória é a soma dos 
volumes de reserva inspiratória e a 
corrente. 
 Capacidade residual funcional é a 
soma do volume de reserva expiratório e do 
volume residual. 
 Capacidade vital é a soma de todos os 
volumes além do volume residual, é a 
quantidade máxima de ar que pode ser 
@medvetresume 
respirada depois do maior esforço 
respiratório. 
(VRInsp+Vc+VRExp) 
 
 Capacidade pulmonar total é a soma 
de todos os valores, ou seja, o volume de ar 
contido nos pulmões no final de inspiração 
máxima. 
 
Pressões que promovem a ventilação 
A pressão dentro dos pulmões é chamada de 
pressão intrapulmonar e a pressão fora dos 
pulmões, mas dentro da cavidade torácica 
(entre as pleuras visceral e parietal) é a 
pressão intrapleural. 
O ar flui para dentro dos pulmões 
durante a inspiração porque a pressão do 
interior dos pulmões, pressão 
intrapulmonar, torna-se menor do que a 
pressão atmosférica. 
Semelhante, o ar flui para fora dos 
pulmões durante a expiração porque a 
pressão intrapulmonar excede a pressão 
atmosférica messe momento. 
A pressão intrapulmonar diminui durante a 
inspiração porque o volume dos pulmões 
aumenta. Os pulmões podem aumentar em 
volume porque são estruturas elásticas que 
podem esticar. Além disso, a pressão ao 
redor deles, a intrapleural, vai sendo 
reduzida porque o volume do espaço 
intrapleural, aumenta em resposta à 
contração do diafragma e dos músculos 
intercostais. 
Quando a contração dos músculos 
respiratórios cessa, começa a expiração. 
Para permitir que o ar flua para fora dos 
pulmões durante a expiração, a pressão 
intrapulmonar precisa se tornar positiva. 
A pressão positiva é principalmente gerada 
pela tendência de retração dos pulmões, que 
foram previamente esticados durante a 
inspiração. A tendência de retração é 
produzida não somente pelas fibras 
elásticas dentro do pulmão, mas também 
pela tensão de superfície do líquido que 
guarnece os alvéolos. 
>> A retração dos pulmões pode também ser 
auxiliada pelos músculos expiratórios. O 
diafragma é um músculo inspiratório e sua 
contração ajuda somente a inspiração, 
inversamente, seu relaxamento permite a 
expiração. 
Durante a eupneia, a pressão intrapulmonar 
pode ser cerca de -1mmHg (abaixo da 
atmosférica) durante inspiração, e de + 
1mmHg durante a expiração. 
A pressão intrapleural (pressão num espaço 
fechado) normalmente é menor do que a 
atmosférica, mesmo ao final da expiração e 
antes da inspiração, como resultado da 
tendência constante de retração dos 
pulmões e da absorção de gases dos espaços 
fechados causado pela existência de um 
gradiente de difusão entre o espaço 
fechado e o sangue venoso. 
Inspiração 
É um processo ativo que requer contração 
muscular. O ar flui para dentro dos pulmões 
devido ao gradiente de pressão criado por 
uma bomba, da mesma forma que o sangue 
flui pela ação de bombeamento do coração. 
No sistema respiratório, os músculos da 
caixa torácica (m. intercostais) e o 
diafragma funcionam como uma bomba, uma 
vez que a maior parte do tecido pulmonar é 
um fino epitélio de troca. Quando esses 
músculos se contraem, os pulmões 
expandem-se, aumentando o volume da 
@medvetresume 
caixa torácica, uma vez que estão presos à 
parede interna do tórax pelo líquido pleural. 
Para que o ar possa se mover para dentro dos 
alvéolos, a pressão dentro dos pulmões deve 
ser mais baixa do que a pressão atmosférica 
(diminuição da pressão intrapulmonar) e o 
ar entra. 
Dinâmica da inspiração 
 
 
 
 
 
Expiração 
É um processo passivo. Ao final da 
inspiração, os impulsos dos neurônios 
motores somáticos para os músculos 
inspiratórios cessam, e os músculos 
relaxam. A retração elástica dos pulmões e 
da caixa torácica leva o diafragma e as 
costelas para as suas posições originais 
relaxadas, da mesma maneira que um 
elástico esticado retorna ao seu tamanho 
original quando é solto. Devido ao fato de a 
expiração durante a respiração em repouso 
envolver a retração elástica passiva, em vez 
da contração muscular ativa, ela é chamada 
de expiração passiva. 
Como os volumes pulmonares e torácicos 
diminuem durante a expiração, a pressão de 
ar nos pulmões aumenta (aumento da 
pressão intrapulmonar), atingindo cerca de 
1 mmHg acima da pressão atmosférica. A 
pressão alveolar é agora maior do que a 
pressão atmosférica, de modo que o fluxo de 
ar se inverte, e o ar move-se para fora dos 
pulmões. 
No final da expiração, o movimento de ar 
cessa quando a pressão alveolar novamente 
se iguala à pressão atmosférica. O volume 
pulmonar atinge o seu valor mínimo dentrodo ciclo respiratório. Nesse ponto, o ciclo 
respiratório terminou e está pronto para ser 
iniciado novamente com a próxima 
respiração. 
Dinâmica da expiração 
 
 
 
 
 
 
Outros músculos esqueléticos podem 
auxiliar tanto na inspiração como na 
expiração, como os músculos abdominais. 
Quando contraídos, esses músculos 
forçam as vísceras abdominais para frente, 
para pressionar o diafragma, o que por sua 
vez diminui o volume torácico. 
 
Devido a alguma patologia 
respiratória ou na prática de exercícios 
como corridas, pode ocorrer a expiração 
forçada, passando de uma expiração passiva 
para ativa, ocorre durante a exalação 
voluntária e quando a ventilação excede os 
ciclos ventilatórios por minuto. 
A expiração ativa usa os músculos 
intercostais internos e os músculos 
abdominais, os quais não são utilizados 
durante a inspiração (músculos expiratórios) 
Os músculos intercostais quando se 
contraem, eles puxam as costelas para 
dentro, reduzindo o volume da cavidade 
torácica. 
@medvetresume 
Limite → Impede que o 
pulmão se expanda 
demais 
Os intercostais internos e os 
intercostais externos funcionam como 
grupos de músculos antagonistas para 
alterar a posição e o volume da caixa 
torácica durante a ventilação. O diafragma, 
entretanto, não possui músculos 
antagonistas. Em vez disso, os músculos 
abdominais contraem durante a expiração 
ativa para suplementar a atividade dos 
intercostais internos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ventilação alveolar 
A importância fundamental da ventilação 
pulmonar é a de renovar continuamente o ar 
nas áreas de trocas gasosas dos pulmões, 
onde o ar está próximo à circulação 
sanguínea pulmonar. Essas áreas incluem os 
alvéolos, sacos alveolares, duetos alveolares 
e bronquíolos respiratórios. 
A velocidade/intensidade com que o 
ar novo alcança essas áreas é chamada 
ventilação alveolar. 
“Espaço morto” 
Parte do ar que o animal respira nunca 
alcança as áreas de trocas gasosas, por 
simplesmente preencher as vias 
respiratórias onde essas trocas nunca 
ocorrem, tais como o nariz, a faringe e a 
traqueia. Esse ar é chamado ar do espaço 
morto, por não ser útil para as trocas 
gasosas. 
Na expiração, o ar do espaço morto é 
expirado primeiro, antes de qualquer ar dos 
alvéolos alcançar a atmosfera. Portanto, o 
espaço morto é muito desvantajoso para 
remover os gases expiratórios dos pulmões. 
 
 ESPAÇO MORTO ANATÔMICO x 
FISIOLÓGICO: o método descrito para 
medida do espaço morto mede o volume de 
todos os espaços, excetuando-se os alvéolos 
e outras áreas de trocas gasosas 
intimamente relacionadas; esse espaço é 
chamado espaço morto anatômico. 
Ocasionalmente, alguns dos próprios 
alvéolos podem ser não funcionantes ou 
parcialmente funcionantes por causa da 
ausência ou redução do fluxo sanguíneo pelos 
capilares pulmonares adjacentes. Assim, do 
ponto de vista funcional, esses alvéolos 
também devem ser considerados como parte 
do espaço morto. Quando o espaço morto 
alveolar é incluído na medida total do espaço 
morto, ele é chamado espaço morto 
fisiológico, em contraposição ao espaço 
morto anatômico 
 
 
 
 
 
 
 
A ventilação em geral se relaciona 
como o processo pelo qual o gás em locais 
fechados é renovado ou trocado. Quando se 
aplica aos pulmões, é um processo de troca 
entre gases nas vias aéreas e alvéolos e 
gases do ambiente. A principal função da 
respiração é prover a ventilação. 
Expiração forçada 
Limite → Impede que o pulmão colabe, pois 
uma vez colabado ela não realizará mais 
trocas gasosas. 
Inspiração forçada 
@medvetresume 
O volume total de ar inspirado por minuto, 
também conhecido como ventilação minuto 
(VE), é determinado pelo volume de cada 
respiração, conhecido como volume corrente 
(VC), e pela frequência respiratória (f). 
VE = VC x f 
O aumento da VE, que deve ocorrer quando 
um aumento na taxa metabólica demanda 
mais oxigênio, pode ser ocasionado por meio 
de um aumento no VC, na f, ou em ambos. 
Frequência respiratória refere-se ao 
número de ciclos respiratórios a cada 
minuto. 
A frequência respiratória pode ser afetada por: 
Tamanho corpóreo; Idade; Exercício; Excitação; 
Temperatura ambiente; Gestação; Grau de 
preenchimento do trato digestório; Estado de 
saúde 
A gestação e o preenchimento do trato 
digestório aumentam a frequência porque 
limitam o movimento do diafragma durante a 
inspiração. Quando a expansão dos pulmões fica 
restrita, a ventilação adequada é mantida pela 
elevação da frequência, por exemplo, quando os 
bovinos se deitam, o grande rúmen empurra o 
diafragma e restringe seu movimento e a 
frequência respiratória parece aumentar. 
 
Ventilação do espaço morto 
O volume corrente é usado para ventilar não 
somente os alvéolos, mas também as vias 
aéreas que levam a eles. Devido a pouca ou 
nenhuma difusão de oxigênio e dióxido de 
carbono através das membranas da maior 
parte das vias, eles formam parte do que é 
chamado de ventilação do espaço morto. A 
outra parte da ventilação do espaço morto é 
feita dos alvéolos com reduzida perfusão 
capilar. A ventilação desses alvéolos é 
ineficiente nas trocas produtivas de gases 
sanguíneos. A ventilação dos alvéolos e vias 
aéreas não perfundidos, graças a nenhuma 
troca dos gases respiratórios, é referida 
como espaço morto fisiológico. O espaço 
morto fisiológico é definido como o volume 
de gás que é inspirado, mas não participa das 
trocas de gases nas vias aéreas e alvéolos. 
Por isso, o volume corrente (Vc) tem um 
componente de espaço morto (VM) e um 
componente alveolar (VA) ou Vc = VM + VA. 
 
A ventilação do espaço morto é uma 
parte necessária do processo de ventilação 
dos alvéolos e não é totalmente 
desperdiçada. Ela ajuda no aquecimento e 
umidificação do ar inalado e no resfriamento 
do corpo sob certas condições, tais como 
quando é preciso arfar. Durante o ato de 
arfar, a frequência respiratória aumenta e o 
volume corrente diminui, de forma que a 
ventilação alveolar permanece 
aproximadamente constante 
 
Difusão dos gases 
respiratórios 
 
Pressões respiratórias 
Solutos e solventes difundem-se de uma 
área cuja concentração é maior para uma 
em que ela é menor, assim também os gases. 
 
As concentrações de gases em geral são 
expressas como pressões. Isso às vezes 
ajuda a pensar em termos de concentração, 
ao invés da pressão quando se determina a 
difusão de um único gás numa mistura de 
gases. 
 
Usualmente, a pressão do gás é considerada 
em termos de pressão total, 
@medvetresume 
independentemente de ser um único gás ou 
mistura de gases. 
Quando se considera o equilíbrio de 
duas misturas de gases, é necessário ter em 
conta cada gás na mistura. 
✓ Usa-se o termo pressão parcial, 
definido como a pressão exercida por um gás 
em particular numa mistura de gases. 
✓ A soma das pressões parciais dos 
gases numa mistura iguala-se à pressão 
total. 
 
A pressão parcial do oxigênio numa 
mistura de gases é registrada como PO2 e 
do dióxido de carbono é PCO2. 
A pressão parcial de oxigênio no 
sangue arterial e no sangue venoso é 
fornecida, respectivamente, como PaO2 e 
PvO2, onde a particularidade dos sangues 
arterial e venoso é expressa pelas letras a e 
v. 
 
Pressão sanguínea parcial arterial e 
venosa 
Como o oxigênio é consumido e o dióxido de 
carbono é produzido pelas células, espera-
se que o sangue venoso (sangue que retorna 
aos pulmões após servir as células) tenha 
maior PCO2 e menor PO2 do que o sangue 
arterial (sangue que foi reabastecido pelos 
pulmões e está no trajeto para as células). 
 
*Em solução, somente moléculas 
do gás dissolvido exercem pressão 
parcial; 
 
O sangue arterial obtido de uma parte do 
corpo tem aproximadamente o mesmo 
conteúdo de gases do que o obtido de outra 
parte porque nenhum atingiu os sistemascapilares onde ocorrem as trocas (perda de 
oxigênio e ganho de gás carbônico). 
O sangue venoso de diferentes partes do 
corpo pode variar, porém, devido ao 
metabolismo diferente associado à função 
da parte do corpo. Um local mais ativo 
consome mais oxigênio e produz mais gás 
carbônico do que um pouco menos ativo. 
Devido a essas diferenças, o sangue da veia 
jugular pode não ser representativo de todo 
o sangue venoso corpóreo (sangue do átrio 
direito) 
 
Difusão 
A passagem dos gases ocorre por difusão 
(maior concentração para menor 
concentração) 
Os gases respiratórios difundem-se 
prontamente através dos tecidos corpóreos. 
Decido a sua grande solubilidade lipídica, o 
dióxido de carbono difunde-se cerca e 20 
vezes mais prontamente do que o oxigênio. 
Além disso, conforme aumenta a distância 
da difusão, como em edema intersticial 
pulmonar, diminui a taxa de difusão. Sob 
esta condição, pode-se observar maior 
esforço ventilatório na tentativa de 
compensar a hipoxemia (concentração 
reduzida de oxigênio no sangue arterial) que 
se desenvolve devido à menor velocidade de 
difusão. 
 
A ventilação leva oxigênio para os alvéolos 
e remove gás carbônico. 
Como o oxigênio está sendo consumido 
tecidos, existe uma diferença de pressão 
para sua difusão dos alvéolos para o sangue 
venoso (que se torna arterial) e do sangue 
arterial para os tecidos. Como o gás 
carbônico está sendo produzido nos tecidos, 
existe uma diferença de pressão para sua 
difusão dos tecidos para o sangue arterial 
(que daí se torna venoso) e do sangue venoso 
para os alvéolos. 
 
 
 
 
@medvetresume 
A PCO2 adicionada é menor que a PO2 
subtraída. Isso também é verdadeiro para 
O2 e CO2 nos tecidos, mas somente é 
verdadeiro num certo grau em sangue 
arterial, pois nem todo sangue que vai aos 
pulmões se torna arterial (alvéolos não 
perfundidos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transporte de oxigênio 
 
O oxigênio é pouco solúvel em H2O por isso 
precisa ser transportado por uma proteína, 
a hemoglobina. Ele irá se ao O2 de modo 
cooperativo (ligação alostérica) – possui um 
estado de alta afinidade (estado R) e um de 
baixa afinidade (estado T). 
 
 
 
 
 
 
A hemoglobina está confinada na hemácia, a 
partir do momento que a ligação ocorre o O2 
é levado aos diferentes tecidos dentro da 
hemácia. No tecido o O2 se desliga da Hb e 
por difusão entra nas células, isso por que 
ele está em maior concentração no sangue, 
ou seja a pressão parcial de 02 é maior no 
sangue do que nos tecidos, ocorrendo a 
difusão do O2 sanguíneo para o tecido, e 
o CO2 que foi produzido pelo metabolismo 
basal se difunde pro meio intravascular que 
é onde ele está em menor concentração. 
 
✓ 3% dissolvido no plasma 
✓ 97% do O2 são transportados junto 
com a Hb, formando a oxihemoglobina. 
4Hb + 4 O2 4Hb O2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transporte de dióxido de 
carbono 
O transporte de dióxido de carbono é 
facilitado por várias reações que 
efetivamente oferecem outras formas de 
CO2 além de que encontra em solução. 
O Transporte de CO2 ocorre de 3 maneiras: 
✓ 5% fica absorvido no plasma; 
✓ 70% na forma de íon bicarbonato 
(plasma) 
@medvetresume 
✓ 25% se associam à hemoglobina 
formando a carbohemoglobina: 
Hb + CO2 HbCO2 
A pressão arterial de CO2 é maior nos 
tecidos do que no sangue, dessa forma o gás 
sai dos tecidos e vai para o sangue. 
Reação de hidratação 
Cerca de 70% do transporte de dióxido de 
carbono ocorrem na forma de bicarbonato 
(HCO3-). 
1. CO2 entra na hemácia; 
2. Ocorre a reação de hidratação: 
 
CO2 + H2O H2CO3 H+ + HCO3- 
 
A reação é favorecida dentro dos 
eritrócitos, graças à enzima anidrase 
carbônica. 
O H2CO3 se dissocia em H+ (associado 
à hemácia) + HCO3
- (vai para o plasma). Esse 
metabolito é levado até o pulmão pelos vasos 
onde será excretado. 
A hemácia segura o H+ para usar 
novamente próximo aos vasos alveolares, 
para fazer o inverso da reação; O 
bicarbonato próximo aos alvéolos volta para 
o interior da hemácia, faz reação reversa: 
 
HCO3
- + H+ H2CO3 CO2 + H2O 
 
E, assim, o CO2 irá deixar as hemácias que 
estão nos vasos sanguíneos para fazer a 
difusão para os alvéolos e serem liberados 
para o exterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monóxido de Carbono (CO) 
▪ Gás liberado durante a combustão de 
combustíveis fósseis e queimadas; 
▪ Afinidade com a hemoglobina 210 vezes 
maior que o oxigênio; 
▪ Formando um composto estável 
(carboxiemoglobina) podendo levar o 
organismo à asfixia. 
 
Controle da respiração 
 
A ventilação pulmonar é rigorosamente 
regulada para manter as concentrações de 
H+, CO2 e O2 em níveis relativamente 
constantes enquanto satisfazem às 
necessidades corpóreas sob várias 
condições. Se as concentrações de H+ ou de 
CO2 aumentarem ou se a concentração de 
O2 diminuir, seus níveis retornarão ao 
normal por meio do aumento da ventilação. 
Inversamente, se as concentrações de H+ ou 
CO2 diminuírem ou a de O2 aumentar, a 
ventilação pulmonar também se reduzirá. 
Esse mecanismo regulador é controlado por 
modificações no volume corrente, na 
frequência dos ciclos respiratórios ou 
ambos. 
O mediador central de tais alterações é o 
centro respiratório no tronco encefálico, 
que tem quatro regiões específicas: 
 CENTRO PNEUMOTORÁCICO: 
acredita-se que modele a sensibilidade do 
centro respiratório às chegadas que ativam 
o término da inspiração e facilitam a 
expiração. 
 CENTRO APNÊUSTICO: acredita-se 
que esteja associado às inspirações 
profundas, tais como o suspirar. 
 
@medvetresume 
 GRUPOS RESPIRATÓRIO DORSAL: 
grupo de neurônios predominantemente 
associados à atividade inspiratória 
(particularmente envolvida no término da 
inspiração induzida pela inflação do pulmão). 
 GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL: 
grupo de neurônios contendo neurônios 
inspiratórios e expiratórios (ajudam a 
inspiração iniciada por aqueles no grupo 
respiratório dorsal e também provêm a 
expiração assistida). 
Formulou-se a hipótese de um gerador de 
padrão central, acredita-se que o aparelho 
central seja responsável pela ritmicidade. 
Também se acredita que esse gerador de 
padrão central esteja no tronco encefálico, 
sendo influenciado pelas chegadas dos 
nervos vago e glossofaríngeo e por 
quimiorreceptores. 
 
Centro respiratório se situa no bulbo e 
ponte: 
▪ Controlam a inspiração, a 
expiração e a frequência 
respiratória; 
 
Controle químico da respiração: 
CO2 e H+ estimulam o centro respiratório: 
 No bulbo existe uma região sensível 
as mudanças da PCO2 e da [H+]. 
O2 estimula quimioceptores periféricos: 
 Localizados em várias áreas fora do 
cérebro; 
 Transmitem sinais nervosos aos 
centros de controle; 
 Principais: Corpos carótidos e 
aórticos: 
o Possuem suprimento sanguíneo 
especial; 
o ↓[O2]; ↑[CO2]; ↑[H+] estimulam 
a frequência respiratória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regulação de respiração durante o 
exercício 
 O consumo de O2 pode aumentar em 
até 20x; 
 A ventilação alveolar aumenta 
proporcionalmente: 
1. O SNC ao ativar a musculatura 
corporal, transmite impulsos colaterais para 
o centro respiratório; 
2. Os movimentos corporais excitam 
os proprioceptores das articulações que 
excitam o centro respiratório. 
3. Outros fatores importantes como 
a hipóxia nos músculos. 
 
 Outros mecanismos de regulação: 
o Anestesia: Deprime o centro 
respiratório. 
 
@medvetresume 
A função primária do sistema cardiovascular 
pode ser resumida em uma palavra: 
transporte. 
 A corrente sanguínea transporta 
numerosas substâncias que são essenciais 
para a vida e para a saúde, incluindo o 
oxigênio e os nutrientes necessários para 
cada célula no corpo. 
 O sangue também transporta dióxido 
de carbono e outros produtos metabólicos 
não aproveitáveis paralonge das células 
metabolicamente ativas, encaminhando-os 
para o pulmão, para os rins e para o fígado, 
onde serão excretados. 
Em cada tecido do corpo, a função normal 
depende da chegada de fluxo sanguíneo 
adequado. Quanto maior a taxa de 
metabolismo em um tecido, maior a 
necessidade de fluxo sanguíneo. 
 
A condição em que há inadequado 
fluxo sanguíneo para qualquer tecido é 
denominada isquemia. 
A isquemia persistente leva à lesão 
tecidual permanente (infarto) e, por fim, 
morte celular (necrose)." 
 
 É fundamental para a manutenção do 
equilíbrio homeostático: transporte de 
nutrientes, transporte de metabólitos, 
transporte hormonal e transferência 
térmica. 
 
Não é apenas constituído pelo sistema 
cardíaco o sistema linfático também faz 
parte do sistema circulatório. Esse sistema 
faz o transporte de substâncias no corpo, 
algumas substâncias são transportadas pelo 
sistema sanguíneo - sangue - (metabólitos, 
nutrientes, hormônios), lipídeos, células de 
defesa, água e algumas proteínas podem ser 
transportadas pelo sistema linfático, ou 
seja, a linfa. 
 
 
SISTEMA CARDÍACO: 
O sistema cardíaco é composto pelo coração, 
vasos e sangue. 
→ O coração é a bomba é o coração, ele é o 
motor que transporta e pega o sangue de 
todo o corpo. 
→ Os vasos sanguíneos são as artérias, 
veias, capilares, arteríolas e vênulas. 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR: transporte 
de sangue tecidos. Sangue, coração e 
vasos (bidirecional). 
SISTEMA VASCULAR LINFÁTICO: 
transporte de linfa, tecidos -> coração. Linfa 
e vasos linfáticos (unidirecional). 
 
Organização funcional da fibra 
muscular cardíaca 
 
1. MEMBRANA PLASMÁTICA 
(excitabilidade e condutibilidade). 
2. RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO 
(armazena cálcio). 
3. MIOFIBRILAS (aparelho contrátil). 
 
Parede cardíaca é composta por fibrócitos, 
células musculares estriadas cardíacas e 
matriz extracelular. A espessura da parede 
de cada câmara cardíaca está relacionada 
diretamente com a sua função: 
 Átrios: desenvolvem baixa pressão -> 
parede fina. 
@medvetresume 
 Ventrículos: alta pressão -> parede 
mais espessa. 
o O ventrículo esquerdo tem a 
parede mais espessa, isso se deve ao fato 
de que a contração nessa região deve 
ser mais vigorosa, de modo a garantir que o 
sangue siga para o corpo, já o sangue que sai 
do ventrículo direito irá apenas para o 
pulmão). 
 
A parede do coração é constituída por três 
camadas: pericárdio (tecido que protege o 
coração), miocárdio (tecido muscular 
estriado cardíaco) e endocárdio (reveste a 
parede interna do coração). 
 
O coração é um órgão tubular, em uma 
gestação de 9 meses começa a 
funcionar com 21 dias. 
 
Propriedades das células cardíacas 
As fibras musculares cardíacas são 
atravessadas por discos intercalares 
(membranas celulares que separam as 
células individualmente) que conectam as 
células cardíacas em série. Este sistema 
torna o músculo cardíaco um sincício, onde o 
estímulo se propaga de uma célula para outra 
com muita facilidade. 
 Excitabilidade: capacidade de 
despolarização da célula cardíaca; 
 Contratilidade: capacidade de 
contração (sistema sincício); 
 Automatismo: capacidade de iniciar 
seu próprio batimento cardíaco; 
 Condutibilidade: condução do 
potencial de ação pelo coração. 
 
Apesar de ter o potencial de despolarizar e 
iniciar sua contração, elas não o farão. Quem 
dará início a esse processo é o Nó sinoatrial, 
também conhecido como marcapasso. 
Ele irá emitir o potencial de ação para 
que ocorra a contração. 
Controle Externo - Inervação 
cardíaca 
Apesar de o coração ser um sincício, ou seja, 
tem o poder de contração por si só. A 
regulação da frequência cardíaca se dará 
pelo sistema nervoso autônomo. Pois as 
células cardíacas, não sabem quando devem 
aumentar ou diminuir a frequência quem 
regulará esse processo são os nervos 
simpáticos e parassimpáticos (vago). 
 O SNS emerge da medula espinhal 
dos níveis de T1-T5 e inervam o coração. 
o Libera noraepinefrina, ela irá 
aumentar a frequência cardíaca. 
 
 O SNP origina-se no bulbo que por 
meio do n. vago inerva o coração. 
o Libera acetilcolina, que irá 
diminuir a frequência cardíaca. 
 
Sistema cardíaco 
O coração é cavitário e dividido em quatro 
câmaras, serve para que o sangue circulante 
chegue no pulmão e retorne ao coração. 
É no pulmão que ocorre a hematose. 
 
Câmaras: 2 átrios e 2 ventrículos, o que 
separa o átrio do ventrículo são as valvas 
atrioventriculares, no lado direito temos a 
valva tricúspide e no lado esquerdo a valva 
bicúspide ou mitral. 
Tudo que chega no coração é veia e o que sai 
é artéria. 
 
 O sangue venoso é rico em gás 
carbônico (CO2), ele é transportado 
pelas veias. 
@medvetresume 
 O sangue arterial é rico em gás 
oxigênio (O2), ele é transportado 
pelas artérias. 
 
Exceção: veias e artérias pulmonares e veias 
umbilicais. 
 
No átrio direito tem um conjunto de veias 
que chegam no coração, sendo um sangue 
venoso (esse sangue veio do corpo), o 
conjunto de veias recebe o nome de veia 
cava cranial (superior) e caudal (inferior). 
 
No ventrículo direito sai a artéria pulmonar 
que carrega um sangue venoso, leva o sangue 
para o pulmão, no pulmão é dividida em 
arteríolas e depois em capilares que 
encontram os alvéolos pulmonares e ocorre a 
hematose (o gás carbônico - CO2 - sai do 
meio mais concentrado, ou seja, do vaso, e 
vai para o menos concentrado, ou seja, vai 
para o alvéolo). O gás carbônico sai do 
sangue e vai para o alvéolo, saindo pela 
traqueia e sendo expelido pelo corpo, o gás 
oxigênio que está no alvéolo vai para os 
capilares, vênulas e depois se fundem 
formando as veias pulmonares (sangue 
oxigenado) que chega no átrio esquerdo e 
passa para o ventrículo esquerdo saindo pela 
artéria aorta. (sangue arterial), por 
diferença de gradiente de concentração, 
oxigena os tecidos e pega o gás carbônico 
(produto final da respiração celular). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÁTRIO DIREITO: nele desembocam as 
veias cavas caudal e cranial, trazendo sangue 
dos tecidos para o coração. 
VENTRÍCULO DIREITO: se comunica com 
o átrio direito e dele parte o tronco 
pulmonar, que se dividirá em artérias 
pulmonar direita e esquerda, levando o 
sangue que chegou do átrio direito para os 
pulmões. 
ÁTRIO ESQUERDO: as veias pulmonares 
trazem a ele o sangue que já foi oxigenado 
nos pulmões. 
VENTRÍCULO ESQUERDO: se comunica 
com o átrio esquerdo, propele o sangue para 
a artéria aorta, e daí ele o distribui a todo o 
organismo. 
VALVA ATRIOVENTRICULAR DIREITA 
(TRICÚSPIDE): localiza entre o átrio 
direito e o ventrículo direito, evita o refluxo 
de sangue do ventrículo para o átrio. 
VALVA ATRIOVENTRICULAR 
ESQUERDA (BICÚSPIDE/MITRAL): 
localizada entre o átrio esquerdo e o 
ventrículo esquerdo, impede o refluxo para 
o átrio. 
 
@medvetresume 
VALVA SEMILUNAR PULMONAR: 
encontra-se no tronco pulmonar e se 
fecham, evitando o refluxo de sangue deste 
vaso para o ventrículo direito. 
VALVA SEMILUNAR AÓRTICA: encontra-
se na artéria aorta e impede o refluxo de 
sangue desta artéria para o ventrículo 
esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anatomia funcional 
Apresenta três divisões principais: 
1. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO 
(coração, artérias e arteríolas). 
2. 2. SISTEMA DE PERFUSÃO 
(artérias, arteríolas e capilares) 
3. 3. SISTEMA DE COLETA (vênulas, 
veias e coração). 
 
 
 
 
 
 
Circulação 
 
1. Pulmonar ou pequena circulação: 
Coração → pulmões → coração 
2. Sistêmica ou grande circulação: 
Coração → tecidos (corpo como um 
todo) → coração 
 
Anatomia dos vasos sanguíneos 
Os vasos sanguíneos são estruturas 
tubulares por onde o sangue circula, eles 
formam um grande sistema de tubos que 
garantem que o sangue bombeado pelo 
coração siga em direção ao corpo eposteriormente retorne ao coração. 
 
Ele é constituído por artérias, arteríolas, 
capilares, vênulas e veias. 
As artérias e veias são os dois maiores vasos 
 
O sangue circula por um vaso maior, as 
artérias levam o oxigênio para as células (na 
maioria das vezes), as artérias sofrem 
ramificações para chegar oxigênio nas 
células, a primeira ramificação é a arteríola, 
que depois se ramifica para capilar, o capilar 
que passa ao redor das células. Depois da 
troca gasosa, o sangue fica venoso e volta 
para o coração, a partir da troca gasosa o 
que volta é pelas veias, os capilares fazem 
uma anastomose e se juntam formando as 
vênulas, que depois vira a veia e volta para o 
coração. 
 
 As artérias e as veias seguem um 
modelo estrutural histológico comum, 
diferenciando-se uma das outras por 
características próprias destes 
componentes. 
 
 
 
 
@medvetresume 
o Apresentando 3 camadas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os capilares apresentam apenas a 
túnica íntima (endotélio), organizados em 
leitos capilares. Apresentando uma parede 
fina e poros, o que facilita a troca de gás 
oxigênio, nutrientes e eletrólitos 
Características dos principais tipos 
de vasos: 
 Artérias: transporte sob alta 
pressão. Fortes paredes e fluxo em alta 
velocidade; 
 
 Arteríolas: Pequenos ramos finais que 
agem como condutos de controle do sangue 
liberado nos capilares. Forte parede 
muscular e capacidade de ocluir ou dilatar 
alterando o fluxo em necessidade a resposta 
do tecido. Inervação simpática; 
 
 Capilares: É a troca de líquidos, 
nutrientes, eletrólitos, hormônios e outras 
substâncias entre o sangue e o líquido 
intersticial. Paredes finas e poros 
permeáveis à água e outras moléculas. 
Perfusão seletiva; 
 
 Vênulas: coletam o sangue dos 
capilares e gradualmente ficam maiores; 
 
 Veias: Condutos para o transporte de 
sangue de volta ao coração. Reservatório de 
sangue extra, paredes muito finas, mas 
suficiente para se contrair e expandir. 
Volumes a baixas pressões. 
 
Obs: As veias possuem válvulas. 
Diferentemente das artérias, a pressão 
nas veias é menor. 
Para que o sangue consiga vencer a 
força da gravidade e a baixa pressão para 
retornar ao coração, as veias possuem 
válvulas que evitam o refluxo de sangue. 
 
 
 
 
 
 
O coração apresenta o nó sinoatrial, 
no miocárdio tem células especializadas em 
gerar e transportar o potencial de ação 
porque o músculo só contrai se tiver o 
potencial de ação. Para o coração bater se 
faz necessário o potencial de ação para que 
ocorra a liberação de cálcio para a contração 
muscular. O coração tem as regiões de 
marcapasso ou nó sinoatrial que gera 
potencial de ação, que segue uma 
homeostase, o potencial de ação é gerado no 
nó sinoatrial, que não pode ficar parado no 
átrio direito, sendo necessário à sua 
redistribuição. O coração tem um sistema 
que faz com que o potencial de ação seja 
@medvetresume 
transportado para os ventrículos, o feixe de 
His distribui o potencial de ação que sofre 
uma bifurcação e o distribui através das 
fibras de Purkinje para os ventrículos. 
 
Ciclo cardíaco: Conjunto de eventos que 
ocorre entre o início de um batimento e o 
início do próximo batimento 
O movimento do sangue dentro do coração, 
é uma sequência de sístoles e diástoles, com 
isso passará um quantidade sangue em um 
determinado período 
 Diástole (relaxamento, durante o qual 
o coração se enche de sangue); 
 Sístole (contração, ejeção do volume 
sanguíneo). 
Como ocorre: 
Os átrios irão ser preenchidos 
espontaneamente com sangue que vem das 
veias, neste momento ele está em diástole 
atrial. Após isso, ele passará, por diferença 
de pressão, para o ventrículo (75% do 
sangue flui diretamente do átrio para o 
ventrículo), o ventrículo agora está em 
diástole ventricular. Devido à grande 
quantidade de sangue que fluiu para dentro 
do ventrículo, as pressões irão se igualar, e 
para que o restante passe precisará que aja 
uma contração, a sístole atrial (25% do 
sangue flui pela contração atrial). 
Quando o ventrículo estiver totalmente 
preenchido, sua pressão estará maior, e a 
tendência é que o sangue vá para onde a 
pressão está menor, que no caso neste 
momento é o átrio. Porém, as válvulas 
atrioventriculares impedem que isso 
aconteça, essa tentativa de retorno do 
sangue causa o fechamento da válvula 
impedindo o refluxo, essa batida na válvula é 
o chamado som cardíaco. 
O outro local de menor pressão, portanto, 
serão as artérias, no caso do ventrículo 
direito são as artéria pulmonares e do 
ventrículo esquerdo é a aorta. Esse 
esvaziamento é devido a sístole ventricular. 
Sobre a sístole ventricular: 
 Período de contração isovolumétrica 
(período de contração sem 
esvaziamento); 
 Período de ejeção (sangue lançado 
para as artérias); 
o 70% no primeiro terço do 
período – Ejeção rápida; 
o 30% nos dois últimos terços do 
período – Ejeção lenta; 
 Período de relaxamento 
isovolumétrico (relaxamento e 
fechamento das válvulas aórtica e 
pulmonar). 
 
 A sístole do ventrículo esquerdo é 
mais forte, pois o sangue irá percorrer o 
corpo inteiro, enquanto que o do ventrículo 
direito, apenas os pulmões que estão bem 
perto do coração. 
Obs: Quando os átrios estão em 
sístole os ventrículos estão em 
diástole e quando os átrios estão em 
diástole os ventrículos estão em 
sístole. 
As válvulas semilunares fecham-se 
durante a diástole ventricular, para que não 
aja o esvaziamento do ventrículo antes do 
seu preenchimento por inteiro. 
@medvetresume 
No momento da sístole ventricular, as 
válvulas semilunares se abrem para a 
passagem do sangue para as artérias e se 
fecham novamente logo após, para que não 
ocorra o refluxo do sangue. 
Pré-carga e Pós-carga 
 Pré-carga: Tensão gerada no músculo 
cardíaco quando se inicia a contração 
(pressão diastólica final quando o 
ventrículo está cheio); 
 Pós-carga: Pressão da aorta à saída 
do ventrículo (resistência arterial). 
 
Débito cardíaco 
Devido às circulações sistêmica e pulmonar 
estarem dispostas em série, o volume de 
sangue ejetado pelo lado direito deve ser 
igual ao volume de sangue ejetado pelo lado 
esquerdo do coração a cada minuto. O 
volume de sangue ejetado por minuto, tanto 
pelo ventrículo direito quanto pelo 
ventrículo esquerdo, é chamado de débito 
cardíaco. 
Retorno venoso 
É a intensidade ou velocidade pela qual o 
sangue retorna aos átrios através das veias. 
 
Regulação intrínseca do 
bombeamento cardíaco – mecanismo 
de Frank-Starling 
 Capacidade intrínseca do coração de 
se adaptar a volumes crescentes de 
fluxo sanguíneo; 
 Quanto mais distendido for o 
miocárdio durante a diástole, maior 
será a força de contração e maior 
será a quantidade bombeada. 
Obs.: O sangue bombeado depende do 
retorno. 
Dentro dos limites fisiológicos, o coração 
bombeia todo o sangue que a ele retorna 
pelas veias. 
Regulação pelo SNA 
 Estimulação simpática: aumenta DC 
 Estimulação parassimpática: reduz 
DC 
DC=débito cardíaco 
 
 
 
 
 
Regulação Autonômica do bombeamento 
Cardíaco: 
 Parassimpático (Vagos) – distribuídos 
principalmente nos Nodos SA e AV → libera 
ACh ( a permeabilidade ao K+ e com sua 
saída ocorre hiperpolarização): 
 a frequência de descargas do Nodo SA. 
 a velocidade de condução na junção AV até 
metade do normal ou até a parada completa 
de condução. 
 Simpático (T1 – T5) – libera 
norepinefrina (NOR) que  a permeabilidade 
ao Na+ e Ca+ promovendo a entrada de 
ambos e fazendo com que o potencial de 
repouso fique menos negativo em direção ao 
limiar de auto-excitação: 
 a frequência de descargas do Nodo SA. 
 a velocidade de condução na junção AV. 
@medvetresume 
 a força de contração cardíaca até 2 
vezes. 
Sistema excitatório e condutor 
especializado 
 
 
 
 
 
 
 
 Nodo sinusal(Sinoatrial): Músculo 
cardíaco especializado com fibras quase sem 
filamentos contráteis que se conectam 
diretamente as fibras musculares atriais; 
o Autoexcitação das fibras do 
nodo sinusal; 
o Vias internodais e transmissão 
do potencial de ação; 
 Nodo atrioventricular: sistema 
condutor organizado para que o impulso não 
se propague rapidamente dos átrios para os 
ventrículos; 
o O retardo da transmissão 
acontece pelo tecido fibroso que separa 
átrios e ventrículos; 
o Transmissão do impulso 
cardíaco pelo ventrículo: transmissão rápida 
pelo Sistema de Purkinje. 
 
 
 
Como ocorre: 
 
O nó sinoatrial desencadeia 
espontaneamente o potencial de ação, 
sinalizando a contração dos átrios direito e 
esquerdo → essa informação irá ser passada 
para o nó atrioventricular, ele irá retardar o 
impulso, e isso faz com que o ventrículo 
fiquem em relaxamento por um tempo, já que 
a informação de sua contração ainda não 
chegou. Nesse momento de contração do 
átrio e relaxamento do ventrículo, o 
ventrículo é enchido, no mesmo instante 
após o preenchimento, o impulso após passar 
pelo feixe de HIS, chega na rede de 
purkinje e manda a informação para que o 
ventrículo contraia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
O sangue é bombeado do ventrículo 
esquerdo até a aorta. A aorta divide-se e 
subdivide-se para formar várias artérias, 
que levam sangue fresco e oxigenado para 
cada órgão do corpo, com exceção do pulmão. 
É chamado de paralelo o padrão de 
ramificação arterial que leva o sangue, com 
a mesma composição, a cada órgão. Depois 
que o sangue passa pelos capilares dos 
órgãos individualmente, ele entra nas veias. 
Pequenas veias se juntam para formar 
progressivamente veias maiores até que o 
fluxo sanguíneo inteiro é levado ao átrio 
direito através da veia cava. Os vasos 
sanguíneos presentes entre a aorta e a veia 
cava (incluindo os vasos sanguíneos de todos 
os órgãos do corpo, exceto do pulmão) são 
coletivamente chamados de circulação 
sistêmica. Do átrio direito, o sangue passa 
ao ventrículo direito, que o bombeia para a 
artéria pulmonar. A artéria pulmonar 
ramifica-se, progressivamente, em artérias 
menores, que levam o sangue para cada 
capilar alveolar (pulmonar). O sangue dos 
capilares pulmonares é recolhido pelas veias 
pulmonares e levado ao átrio esquerdo. O 
sangue, então, passa ao ventrículo esquerdo, 
completando o circuito. Os vasos sanguíneos 
do pulmão, incluindo as artérias pulmonares 
e veias, constituem a circulação pulmonar. 
A circulação pulmonar e o coração são 
coletivamente chamados de circulação 
central. 
A circulação pulmonar e a circulação 
sistêmica são arranjadas em séries; isto é, o 
sangue precisa passar pelos vasos 
pulmonares entre cada passagem pelo 
circuito sistêmico. O sangue que sai dos 
capilares gástricos, esplênicos ou 
mesentéricos entram na veia porta. A veia 
porta leva o sangue venoso esplâncnico até o 
fígado, onde ele passa através de outra rede 
de capilares antes de voltar ao coração. Esse 
arranjo de dois leitos capilares em série é 
chamado de sistema porta. 
O sistema portal esplâncnico permite 
que os nutrientes que foram absorvidos pelo 
trato gastrointestinal sejam levados 
diretamente ao fígado. Lá, os nutrientes são 
transformados para armazenamento ou 
permitidos passar para a circulação geral. O 
fígado também recebe sangue diretamente 
da aorta pela artéria hepática. 
Os rins também possuem um sistema 
porta. O sangue entra no rim pela artéria 
renal e passa através de duas redes de 
capilares (chamadas de glomerular e 
tubular), antes de retornar ao lado venoso 
da circulação sistêmica. Grandes 
quantidades de água, eletrólitos e outros 
solutos são filtrados para fora do sangue, 
conforme ele passa pelos capilares 
glomerulares. A maior parte desse material 
filtrado é, subsequentemente, reabsorvida 
pela circulação sanguínea, à medida que ele 
passa pelos capilares peritubulares. O 
restante forma a urina. Os rins usam o 
sistema porta renal para ajustar as 
quantidades de água, eletrólitos e outros 
solutos críticos no sangue. 
Um terceiro sistema porta é 
encontrado no cérebro e é importante para 
controlar a secreção hormonal pela glândula 
hipófise. Após atravessar os capilares do 
hipotálamo, o sangue entra nos vasos porta, 
que o levam para a glândula hipófise anterior 
(adenohipófise) e para outra rede de 
capilares. Ao atravessar os capilares 
hipotalâmicos, o sangue recebe várias 
substâncias químicas sinalizadoras que 
controlam a liberação de hormônios 
hipofisários. Quando esse sangue atinge os 
capilares da glândula hipófise anterior, as 
substâncias se difundem da corrente 
sanguínea para o líquido intersticial 
hipofisário, e agem nas células hipofisárias 
para aumentar ou diminuir sua secreção de 
@medvetresume 
hormônios específicos. Este sistema é 
chamado de sistema porta hipotalâmico-
hipofisário. 
 
 
Princípios da função circulatória 
1. A intensidade do fluxo sanguíneo para 
cada tecido corporal é quase sempre 
controlada precisamente em relação a 
necessidade dos tecidos; 
2. O débito cardíaco é controlado 
principalmente pela soma de todos os 
fluxos teciduais locais; 
3. A regulação da pressão arterial é 
geralmente independente do fluxo 
sanguíneo local ou do débito cardíaco. 
 
 
 
Pressão, fluxo e resistência 
O Fluxo sanguíneo por um vaso é 
determinado por dois fatores: 
o Diferença de pressão entre as 
duas extremidades; 
o Resistência vascular; 
 Fluxo Laminar: fisiológico, flui de 
forma estável pelo vaso e se organiza 
em linhas de corrente; 
 Fluxo turbulento: não é fisiológico e é 
lento. Todo sangue entrará em 
contato com a parede do vaso, ou seja, 
irá ocorrer um aumento do atrito e 
diminuição da velocidade. Favorece a 
formação de trombos. 
 
 
 
 
 
 
 
Pressões no sistema cardiovascular: 
 As pressões não são iguais em todo o 
sistema; 
 Para o sangue fluir deve existir uma 
força propulsora: diferença de 
pressão entre o coração e vasos 
sanguíneos; 
 Quase sempre medida em milímetros 
de mercúrio (mmHg) pelo manômetro 
de mercúrio, representa a força 
exercida pelo sangue contra qualquer 
unidade de área da parede vascular; 
@medvetresume 
 Também pode ser medida em 
centímetros de água (cm H2O). 
 
 
No feto, existem três estruturas no sistema 
circulatório capazes de garantir sua 
sobrevivência intra-útero. São elas: ducto 
venoso, forame oval e canal arterial. Eles são 
responsáveis por executarem shunts – 
desvios de sangue – conforme suas 
localizações no sistema. 
A circulação fetal se inicia com o sangue 
vindo da placenta materna, que passa para o 
feto por meio da veia umbilical. Esse 
primeiro sangue possui concentração de 
oxigênio de 86%, sendo o sangue mais 
oxigenado que irá circular pelo corpo do 
feto. A veia umbilical ascende em direção ao 
fígado se ramificando em duas: veia porta, 
responsável pela nutrição do fígado e ducto 
venoso, responsável por desviar o sangue 
bem oxigenado à veia cava inferior (VCI). 
Na VCI ocorre a mistura do sangue do ducto 
venoso com o sangue do retorno venoso 
hepático, totalizando uma saturação de 
oxigênio de 70%. O sangue da VCI segue em 
direção ao coração, que ao desembocar no 
átrio direito para diretamente ao átrio 
esquerdo por meio do forame oval. 
No coração direito ocorre à chegada de 
outra estrutura, a veia cava superior, que 
traz o sangue proveniente do retorno venoso 
sistêmico, possuindo concentração de 
oxigênio em torno de 45%. Esse sangue não 
é desviado pelo forame oval, seguindo 
trajeto normal para o ventrículo direito 
(VD). 
O sangue do VD segue pela artéria pulmonar, 
que é atrofiada no feto devido à grande 
resistência vascular pulmonar. Como 
caminho alternativo, o sangue da artéria 
pulmonar é desviado pelo canal arterial, 
levandoo volume sanguíneo a aorta. Nesse 
momento da circulação ocorre uma mistura 
de sangue arterial com sangue venoso, 
gerando um sangue misto de concentração 
de oxigênio próxima de 60%. 
 
Cerca de 90% do volume da artéria pulmonar 
passa pelo canal arterial. Os 10% restantes 
são responsáveis pela nutrição do pulmão do 
feto. 
 
O sangue recebido pelo pulmão não sofre 
hematose, já que as trocas gasosas ocorrem 
pela placenta materna. Assim, seguindo o 
trajeto da circulação, o sangue chega ao 
átrio esquerdo, pelas veias pulmonares, 
como um sangue desoxigenado. 
O átrio esquerdo recebe pelo desvio do 
forame oval um sangue com boa oferta de 
oxigênio, reduzindo em muito pouco a 
concentração total de O2 quando misturado 
com a chegada de sangue dos pulmões 
inativos. Assim, o sangue segue para o 
@medvetresume 
ventrículo esquerdo, que bombeia para a 
aorta e que leva o sangue para o restante do 
corpo fetal. Por fim, o sangue retorna a 
placenta via artérias ilíacas e umbilicais. 
Como o canal arterial desemboca na aorta 
antes do ramo da artéria subclávia 
esquerda, os ramos que irrigam o membro 
superior direito, fígado, coração, cabeça e 
pescoço recebem sangue com saturação de 
oxigênio de 70%. O restante do corpo 
recebe sangue com uma oxigenação menor. 
Devido a isso, dividimos a circulação fetal 
em pré-ductal e pós-ductal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
A digestão é um processo através no qual o 
corpo transforma as propriedades físicas e 
químicos dos alimentos consumidos, para que 
sejam absorvidas pela corrente sanguínea e 
transportadas para todas as células. O trato 
gastrintestinal é a parte do organismo onde 
ocorre a ingestão, digestão e absorção. Toda 
parte da ingesta que não pode ser absorvido 
é eliminado com as fezes. 
Substância Orgânica: proteínas (unidade 
funcional -> aminoácidos), carboidratos 
(unidade funcional -> monossacarídeos), 
lipídios (clivado em ácido graxo mais 
glicerol) e vitaminas. Tem que serem 
quebrados nas unidades funcionais para 
serem absorvidos. 
Substância Inorgânica: água (absorvida de 
forma inalterada, ou seja, não sofre 
digestão) e sais minerais. 
 
Funções 
✓ Promover a digestão e absorção de 
água, eletrólitos e nutrientes; 
✓ Transformar macromoléculas em 
micromoléculas → fragmento ele e 
transformando em uma partícula 
solúvel que possa ser absorvida; 
✓ Captura de alimentos; 
✓ Redução mecânica (mastigação); 
✓ Insalivação do bolo alimentar; 
✓ Deglutição (passagem da faringe para 
o esôfago); 
✓ Digestão proteica; 
✓ Absorção do alimento; 
✓ Absorção de água (intestino grosso); 
✓ Eliminação de resíduos não 
absorvidos. 
 
Componentes 
O trato gastrointestinal apresenta os 
seguintes componentes: 
Boca; Dentes; Língua; Faringe; Esôfago; 
Estômago → nos não ruminantes é dividido 
em fundo, corpo e piloro, já no caso dos 
ruminantes é dividido em quatro 
compartimentos: o rúmen, retículo, omaso e 
abomaso; Intestino delgado → dividido em 
duodeno, jejuno e íleo; Intestino grosso 
→dividido em ceco, colón e reto; Ânus 
 
Ele também apresenta órgãos acessórios: 
fígado, vesícula biliar (ausente nos cavalos e 
ratos), pâncreas e glândulas salivares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de dietas 
O sistema digestório é adaptado ao tipo de 
nutrição que o animal tem: 
@medvetresume 
 Carnívoros: se alimentam de proteínas 
de origem animal → canídeos e 
felídeos 
 Herbívoros: animais que se alimentam 
de produtos de origem vegetal → 
bovídeos, caprinos, ovinos e equídeos 
>> Todo poligástrico é um herbívoro, porém 
nem todo herbívoro é um poligástrico 
 Onívoros: são aqueles que se 
alimentam de fonte vegetal e animal. 
Esses animais apresentam uma dieta 
bem variada → aves e suínos 
>> Não produz celulase, sendo assim, os 
vegetais são mais fonte de água e 
carboidratos de cadeia curta e amido, não 
consegue quebrar a celulose, sendo um dos 
carboidratos mais energéticos. 
 
 
Tipos de sistema digestório 
 
 Monogástricos: carnívoros, onívoros e 
equídeos 
 Poligástricos: ruminantes (bovinos, 
caprinos e ovinos) 
 
Os monogástricos se diferem dos 
poligástricos por conta do estômago, ambos 
possuem um estômago, porém, o que difere 
é que os poligástricos possuem um estômago 
com funções diferentes e dividido em 
compartimentos, isso ocorreu ao longo da 
evolução, os poligástricos necessitaram 
dividir o estômago para armazenarem a 
comida. 
Os equinos são monogástricos, mas seu ceco 
tem uma microbiota parecida com o do 
rúmen. 
 
>> Os monogástrico não tem a enzima 
celulase e por isso não consegue degradar a 
celulose. A celulose é um polímero de cadeia 
longa composto de um só monômero, 
classificado como polissacarídeo ou 
carboidrato. É um dos principais 
constituintes das paredes celulares das 
plantas, em combinação com a lignina, com 
hemicelulose e pectina 
E suas enzimas endógenas não degradam ou 
o fazem com baixa eficiência. 
>> Os poligástricos (ruminantes) conseguem 
digerir a celulose porque possuem bactérias 
em seus tratos digestivos que produzem 
enzimas capazes de metabolizar esse 
polímero. 
 
Controle nervoso 
Possui dois níveis de controle: 
 Extrínseco → pois vem de fora do 
sistema. Composto por: 
o Sistema nervoso (SN) 
o Sistema endócrino (SE) 
 Intrínseco → pois está dentro do 
próprio trato gastrointestinal. 
Composto por: 
o Sistema nervoso entérico 
intrínseco 
o Sistema endócrino intrínseco 
 Extrínseco 
O controle extrínseco do sistema nervoso é 
dado pelos nervos vago (inervação 
parassimpática) e esplâncnico (inervação 
eferente simpática e aferentes vertebrais), 
São enviadas fibras nervosas simpáticas e 
parassimpáticas pelo sistema nervoso 
autônomo. 
@medvetresume 
O parassimpático intensifica a 
maioria das atividades da função 
gastrointestinal, já o simpático tem função 
inibitória causando efeitos opostos ao 
parassimpático. 
Os principais neurotransmissores envolvidos 
são: acetilcolina e a noradrenalina 
(norepinefrina). 
 
 O nervo vago, através de vias vagais 
aferentes, tem a função de detectar 
diferentes estímulos do TGI e levar ao 
sistema nervoso central. Por meio de 
quimiorreceptores, ele fornece informações 
sobre a composição química do lúmen 
intestinal e, por meio de 
mecanorreceptores, comunica ao SNC as 
alterações físicas, como a distensão da 
mucosa. 
 O nervo esplâncnico inerva a mucosa, 
músculos, serosa e mesentério e sua função 
é informar ao sistema nervoso central, 
através das vias aferentes, a respeito de 
condições patológicas que ocorrem no TGI, 
como substâncias nocivas ou inflamações. 
 
O sistema endócrino controla através da 
secreção vários hormônios causando vários 
efeitos, como por exemplo a secreção de 
aldosterona. Esse nível de controle é bem 
parecido com o de outros órgãos e sistemas. 
 A aldosterona no intestino, é capaz de 
estimular a reabsorção de sódio e água. 
Dependendo da espécie, ela aumenta 
reabsorção destes elementos no colón 
proximal, mas diminui a absorção no colón 
distal. 
 
 Intrínseco 
Sistema nervoso entérico intrínseco 
O SNEI é um sistema próprio localizado na 
parede do trato gastrointestinal. Ele faz do 
sistema nervoso autônomo (junto com 
sistema nervoso simpático e 
parassimpático), agem indiretamente sobre 
o trato digestório influenciando o SNEI. 
É possível fazer um paralelo com o 
funcionamento do coração que apesar de 
sofrer influência do SN seus batimentos são 
independentes. Ou seja, apesar está ligado 
ao SN mas não recebe um comando direto. 
A quantidade de neurônios que existe 
no SNEI é quase tão grande quanto a da 
medula espinhal → isso significa que esse 
sistema é extremamente sofisticado → o 
que confere a ele um controle adequado aos 
diversostipos de alimentos ingeridos. 
O SNEI está situado na situado na parede 
do trato gastrointestinal, por isso é 
importante lembrar da histologia: 
O sistema digestório é formado por algumas 
camadas → mucosa; submucosa; muscular 
(circular e longitudinal) e serosa. 
O plexo submucoso está localizado na 
camada submucosa → controle da secreção 
e do fluxo sanguíneo local. 
O plexo mioentérico fica na camada 
muscular, entre a circular e longitudinal → 
controla os movimentos gastrointestinais, 
como o peristaltismo e segmentação, o 
longitudinal permite que o alimento desça e 
o circular permite a segmentação (são ondas 
de contração). 
É a partir desses plexos (conjunto de corpos 
celulares) que ocorrerá a neurocomunicação 
entres o sistema nervoso autônomo e o 
sistema nervoso entérico. 
Esse sistema ainda é composto por: 
Neurônios sensoriais, interneurônios e 
motores; 
@medvetresume 
Possui também os receptores → 
mecanorreceptores (detectam os estímulos 
mecânicos) e os quimiorreceptores 
(detectam as alterações químicas). 
Substâncias eliminadas: Ach, Dopamina, 
Subs. P, Norepinefrina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema endócrino intrínseco 
O SEI apresenta células de distribuição 
difusa pelo epitélio do trato digestório e se 
localizam junto as células epiteliais 
(enterócitos),morfologicamente apresentam 
uma ápice estreito e uma base mais larga 
(tipo um triângulo). Elas são capazes de 
liberar substâncias reguladoras. 
Essas células possuem uma 
característica importante: seu ápice é 
estreito e voltado para o lúmen, de forma 
que ela pode detectar as alterações do 
conteúdo que passa pelo lúmen, enquanto a 
sua base é mais larga e fica voltada para a 
submucosa o que permite maior área para a 
liberação de substâncias. 
Os três principais mecanismos de 
liberação das secreções são: Parácrina, 
autócrina e endócrina. 
 
 
 
São diversas as substâncias que podem ser 
secretadas por essas células, dentre elas: 
 Secretina: Secretada pelas células S 
no duodeno em resposta à gordura, ácido 
gástrico e ácidos biliares, a secretina tem a 
função de estimular a secreção do suco 
pancreático, secreção biliar e inibir a 
secreção de ácido gástrico; 
 Gastrina: Secretada pelas células G 
na presença de proteínas e distensão 
gástrica, sua principal função é estimular a 
secreção de ácido clorídrico; 
 Colecistocinina (CCK): Hormônio 
secretado pelas células I e pelos neurônios 
entéricos do duodeno e jejuno, tem a função 
de estimular a contração da vesícula biliar, 
promovendo seu esvaziamento, e aumentar a 
secreção pancreática. Além disso, pode 
inibir o esvaziamento gástrico; 
 Polipeptídio inibidor gástrico: 
Hormônio secretado pelas células K do 
intestino delgado em resposta à glicose e 
gordura, possui a capacidade de reduzir o 
esvaziamento gástrico. Por ter essa função, 
é referido como enterogastrona; 
 Motilina: Secretado pelas células M 
do duodeno, tem a função de regular o 
complexo motor migrante (discutido 
adiante), atuando em nervos e músculos. 
Sistema imunológico 
 
O sistema imunológico também possui 
participação, quando são detectados 
toxinas, antígenos ou qualquer agente que 
possa causar algum problema, são liberadas 
as citocinas e irão agir no SNEI e no SEI → 
ambos em uma ação coordenada, aumentam 
as secreções de fluido e a motilidade afim 
de expulsar o agente agressor. 
@medvetresume 
Apreensão 
Ocorre através dos lábios, língua e dentes 
>>Varia entre as espécies 
>>Os nervos facial (VII), glossofaríngeo (IX) 
e ramo motor do trigêmeo (V) controlam os 
músculos da preensão 
Boca 
Na boca, ocorre a quebra mecânica do 
alimento através da mastigação, porém em 
algumas espécies, como as aves por exemplo, 
se inicia a digestão de amido através da 
amilase salivar. 
O bolo alimentar é formado com a ajuda da 
mastigação e insalivação (produzidas pelas 
glândulas salivares parótidas, 
submandibulares e sublinguais), a saliva 
contém bicarbonato, serve para umidificar o 
alimento e em algumas espécies, como as 
aves e suínos, contém a amilase salivar , 
sendo a primeira porção que digere os 
carboidratos do tipo amido, isso faz com que 
a absorção do carboidrato seja realizada 
rapidamente. 
 
Mastigação e deglutição 
A mastigação e a deglutição são as principais 
etapas no processamento do alimento 
ingerido. 
A mastigação tem três funções importantes: 
1. Mistura do alimento com a saliva; 
2. Reduz o tamanho das partículas 
alimentares; 
3. Mistura os glicídios ingeridos com a 
amilase salivar. 
Ocorre quebra e insalivação do alimento, 
estruturas envolvidas: mandíbula (dentes), 
língua e bochechas. 
 
Deglutição é o ato de engolir, estruturas 
envolvidas: língua, faringe e esôfago. 
>>Estágios voluntários e involuntários 
após mastigação (reflexas e dependentes de 
estimulação de receptores) 
Esôfago 
Tubo muscular que se estende da faringe 
ao estômago (atravessa o mediastino) 
>>Inicia-se na glote e percorre pelo 
lado esquerdo da traqueia 
Permanece colabado quando vazio 
>>O alimento transita e é empurrado 
para o estômago 
>>Possui peristaltismo muscular 
(musculatura estriada) 
Constituído por esfíncter superior, corpo e 
esfíncter inferior. 
Estômago 
O estômago é uma dilatação do tubo 
digestório e possui diferenças entre as 
espécies. 
>> Os ruminantes possuem 3 pré-
estômago verdadeiro (abomaso) 
Sua função é tornar fluido o alimento e 
liberar no intestino delgado em partículas 
menores e com velocidade controlada 
 
Formado pelo cárdia (continuação ao 
esôfago), região fúndica (cúpula do 
estômago), corpo (região arredondada), 
região pilórica (antro) 
Apresenta células secretoras na regiões 
distintas: 
>> Cárdia e piloro: gastrina e muco 
@medvetresume 
>> Fúndica: ácido clorídrico (HCl) e 
pepsinogênio 
 
Dividido fisiologicamente em duas 
regiões: proximal e distal 
>> A parte proximal armazena e a 
distal tritura, seleciona o alimento 
• Há diferença no controle da 
motilidade 
>> Vago (relaxamento proximal e 
contração distal) 
• A velocidade de esvaziamento 
gástrico deve ser adequada à velocidade da 
digestão e absorção no ID (reflexo 
enterogástrico) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os monogástricos possuem apenas um 
estômago, igual as aves, porém, as aves têm 
a moela que diminui as partículas, também 
apresenta o papo que umidifica o alimento e 
forma o bolo alimentar, ao chegar no 
estômago recebe o HCl e prossegue para a 
moela, sendo o local que é triturada e 
encaminhada para o intestino delgado. Os 
equinos também apresentam apenas um 
estômago. 
Os ruminantes ou poligástricos, apresentam 
um estômago que é dividido em quatro 
cavidades, sendo elas: rúmen, retículo, 
omaso e abomaso, o abomaso é considerado 
o estômago verdadeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
Intestino delgado 
O intestino delgado é dividido em duodeno, 
jejuno e íleo, sendo que o duodeno é onde 
acontece maior parte da digestão e 
absorção dos alimentos. 
O intestino delgado apresenta as vilosidades 
que aumentam a taxa de absorção dos 
alimentos, é altamente vascularizado. 
O pâncreas está intimamente ligado ao 
duodeno que recebe as secreções 
pancreática pelo ducto pancreático. O 
duodeno também recebe a bile através do 
ducto biliar comum 
Para os monogástricos a maior parte da 
digestão ocorre no intestino delgado 
Existem pregas na mucosa que aumentam a 
superfície de contato (muscular da mucosa) 
As pregas são cobertas por vilos que 
possuem microvilos (borda em escova) 
A reposição dos vilos é rápida nos jovens e 
mais lenta nos idosos (2/10 dias) 
O intestino delgado digere e absorve muitos 
nutrientes (epitélio). Os produtos 
absorvidos vão direto para fígado pela veia 
porta. 
Intestino grosso 
O intestino grosso é divido em ceco, colón e 
reto. Há muitas variações no intestino 
grosso das diferentes espécies, variações 
tantoQuando uma fêmea de determinada espécie 
só gera um filhote é por que só foi ovulado 1 
folículo. 
Apesar disso, durante o seu ciclo 
reprodutivo vários folículos tentam 
amadurecer para que consigam ovular. Mas 
apenas o maior, o que atingiu seu nível de 
estrógeno mais rápido, vai ovular. 
A granulosa deste folículo maduro vai 
produzir a inibina, impedindo o crescimento 
dos outros que ficaram para trás, ocorrendo 
atresia folicular, que é a degeneração ou 
involução dos folículos do ovário, 
caracterizada pela morte das células 
Isto ocorre através da diminuição do efeito 
do FSH nos folículos menores, ou seja, 
diminui os receptores de FSH. 
Já o folículo dominante é capaz de 
compensar as menores concentrações de 
FSH e continuar a crescer devido ao grande 
número de receptores de FSH que possui. 
E em animais que tem mais de 1 filhote, como 
cadelas e suínos, o crescimento folicular é 
muito maior (mais de um folículo pode ser 
ovulado) e a Inibina não terá um efeito tão 
grande. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se o folículo antral após ser liberado não 
atuar através de uma adequada estimulação 
gonadotrófica em um curto intervalo de dias 
o resultado é a morte do folículo, ou seja, 
inicia-se imediatamente a atresia. 
 
Luteólise 
 
O corpo lúteo tem o objetivo de manter a 
gestação, se o reconhecimento materno da 
gestação não acontecer ocorre a luteólise 
possibilitando uma nova ovulação. 
 
Luteólise: Perda da função do corpo lúteo 
(CL) e sua regressão ou involução, que 
encerra o ciclo estral 
 
A Ocitocina juntamente com a 
Prostaglandina (PGF2 ALFA) são os 
hormônios responsáveis pela lise do corpo 
Lúteo (morte). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A progesterona começa a diminuir os níveis 
e pelo mecanismo de contra-corrente, as 
prostaglandinas chegam no ovário e produz a 
lise do corpo lúteo. A ocitocina juntamente 
com o aumento nos níveis de estrógeno 
estimula a liberação de prostaglandina. 
A partir do momento que não houve o 
embrião, esses processos começam devagar 
até haver a regressão lútea. A 
prostaglandina f2α diminui a vascularização 
@medvetresume 
e abre os canais de cálcio, o que leva a 
apoptose do corpo lúteo. 
 
O corpo albicans é formado pelo 
remanescente corpo lúteo após a luteólise e 
pode permanecer no ovário após vários ciclos 
estrais. 
 
Ao ocorre a regressão do CL, os níveis de 
progesterona caem e o eixo hipotalâmico-
hipofisário retorna, dando inicio a um novo 
ciclo. 
 
A aplicação de prostaglandina pode 
causar aborto em fêmeas, pois sem o 
corpo lúteo, não há manutenção da 
gravidez. Entretanto em éguas e ovelhas 
em estágio final da gestação não 
funciona, pois nesse estágio a 
responsabilidade da manutenção passa a 
ser da placenta. 
 
Onda folicular 
 
É quando grupos de folículos iniciam o 
desenvolvimento sincronicamente, em 
determinados períodos do ciclo estral. 
Em um determinado momento, durante a 
onda de crescimento folicular um ou mais 
folículos, dependendo da espécie são 
selecionados para ovular. 
 
Durante a fase lútea, em que o corpo lúteo 
está presente e produzindo grande 
quantidade de progesterona, o folículo que 
se tornar dominante até um tamanho em 
condições de ovular não ovulará pois há uma 
alta taxa de progesterona, e então sofrerá 
atresia e uma nova onda tem início. 
 
A alta taxa de progesterona, inibe o LH que 
é o hormônio responsável pela ovulação. 
 
A segunda onda inicia, e se o corpo lúteo já 
estiver em regressão, e o folículo em estágio 
de desenvolvimento, este pode ser ovulado, 
se por acaso o corpo lúteo ainda não esteja 
regredindo e ele se torne dominante, não há 
como haver ovulação e uma terceira onda se 
inicia. 
 
Ocorrendo a regressão, a taxa de 
progesterona cai (P4), permitindo o aumento 
na taxa pulsátil de secreção de 
gonadotrofina. 
→ A regressão do CL é importante em 
grandes animais não prenhes, de forma que 
os animais entram outra vez em um estado 
potencialmente fértil tão logo quanto 
possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A duração requerida para o desenvolvimento 
do folículo antral até o ponto de ovulação 
está em torno de dez dias nos animais 
domésticos. 
 
Lembrando que em uma mesma onda para que 
o folículo se torne dominante, este foi 
selecionado perante a outros folículos que 
não conseguiram se desenvolver e sofreram 
atresia. 
Em carnívoros e suínos, que podem gestar 
mais de um filhote ao mesmo tempo, 
selecionam mais de um folículo em uma 
mesma onda. 
 
Ciclos reprodutivos 
 
Existem dois tipos de ciclo, nas fêmeas, o 
estral e o menstrual. Nos animais 
domésticos que apresentam períodos 
@medvetresume 
definidos de estro (ou receptividade 
sexual); o termo utilizado é ciclo estral. 
Nos primatas, que são sexualmente receptivos 
durante grande parte do ciclo reprodutivo, o 
termo ciclo menstrual 
O ciclo está relacionado ao crescimento 
folicular e ovulação 
Têm influência dos hormônios 
Influencia o comportamento sexual 
 
Ciclo estral 
É dividido classicamente em fases que 
representam tanto os eventos 
comportamentais quanto gonadais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse exemplo, acima, é da vaca. 
 
Proestro: 
Período do início do ciclo, ou seja, de 
desenvolvimento folicular, ocorrendo à 
regressão lútea. 
Inicia em torno de 48 hrs após o final da fase 
lútea, exceto em cadelas e porcas. 
>>Na cadela o proestro é atrasado pela 
fase anestra (dois a três meses); 
>>Na porca após 5 a 6 dias. 
Como característica a fase possui folículos 
iniciais; 
FSH e Estrógeno aumentam, tendo o 
estrógeno ainda com níveis baixos. 
 
Estro: 
Como característica a fase possui folículos 
dominantes; 
Níveis altos de estrógeno; 
Apresentam receptividade sexual ou 
comportamento de CIO (aceitar o macho), 
esse comportamento é estimulado pelo 
estrogênio e pelo GnRH. 
Elas liberam feromônios que atraem os machos. 
 
 
 
 
 
Metaestro: 
Como característica da fase temos a 
ovulação; 
Produção de LH; 
Sem comportamento de CIO. 
 
Diestro: 
Como característica da fase temos a 
presença do corpo lúteo; 
 Níveis altos de progesterona; 
Preparação da gestação. 
Anestro: Sem ciclo estral (inibição do eixo) 
Ocorre após o parto (1-3 meses); 
Pode ser patológico, ou seja, ocasionado por 
doenças; 
 
>>Na égua, pode ocorrer o CIO do Potro, em 
que ela pode iniciar seu ciclo fértil assim que 
se encerra a gestação, em torno de 7° dia 
após o parto. 
 
O ciclo também pode ser descrito com 
referência à atividade ovariana: 
Fase folicular (proestro e estro) 
Fase lútea (metaestro e diestro) 
 
 Proestro Estro Metaestro Diestro 
Vaca 3-4 dias 12-18 
horas 
3-5 dias 10-12 
dias 
Égua 6-7 dias 15-16 dias 
Porca +/- 
3horas 
+/- 56 
horas 
Cerca de 18 dias 
Cadela 5-9 dias 6-12 dias 30 a 100 dias 
 
 
 
 
@medvetresume 
Puberdade 
 
Para as fêmeas iniciarem o ciclo reprodutivo, 
elas precisam passar pelo processo de 
puberdade, e define o início da vida 
reprodutiva. 
Nas fêmeas a puberdade é o momento da 
primeira ovulação. 
 
→ Para todas as espécies, há uma 
necessidade fundamental de se atingir um 
determinado peso para iniciar a 
puberdade. 
>>Nos bovinos, por exemplo, é de cerca de 275 
kg, e em ovinos cerca de 40 kg. 
Se essa necessidade não for alcançada em 
função de uma nutrição inadequada, a 
puberdade é retardada. 
A idade de alcance da puberdade nos animais 
domésticos é: 
 
Gatas Vacas Cadelas Cabras Éguas Ovelhas 
6 – 12 
meses 
8 – 12 
meses 
6 – 12 
meses 
7 – 8 
meses 
12– 18 
meses 
7 – 8 
meses 
 
>>Classicamente, as cadelas atingem 75% do seu 
tamanho adulto antes da puberdade. 
 
Os mecanismos fisiológicos envolvendo o 
controle da puberdade nos animais 
domésticos são mais conhecidos nos ovinos. 
Antes da puberdade, a secreção de GnRH e 
gonadotrofina devido a não maturação do 
hipotálamo. Ocorrendo a maturação,anatômicas quanto fisiológicas. 
A junção do íleo com intestino grosso pode 
ser pelo ceco (cavalo), cólon (cão) ou ceco e 
cólon (ruminante e porco) 
Dimensões variam com a alimentação: nos 
carnívoros é pouco desenvolvido, nos 
herbívoros é uma cuba de fermentação 
(monogástricos); nos ruminantes os pré-
@medvetresume 
estômagos fazem a fermentação (bactérias 
e protozoários) e a digestão enzimática 
ocorre depois. 
O cólon promove mistura, propulsão e 
retropropulsão do material fecal 
 Absorção de água e eletrólitos; 
 Armazenamento de fezes; 
 Fermentação de matéria orgânica. 
Esfíncter Ileocecal 
O esfíncter ileocecal está na junção do IE e 
IG e evita o movimento retrógrado dos 
conteúdos do cólon para o íleo. Consiste em 
um anel bem desenvolvido de músculo 
circular que permanece constrito a maior 
parte do tempo. 
Durante períodos de atividade peristálticas 
no íleo, o esfíncter relaxa, permitindo o 
movimento do material para dentro do cólon. 
>> INTESTINO GROSSO tem a função 
básica de reabsorver água. 
O pâncreas produz a enzima lipase que 
quebra o lipídio, se o animal possui algum 
problema pancreático, ele não terá essa 
digestão, dessa forma, suas fezes irão sair 
VOLUMOSAS e com um ODOR FÉTIDO, 
além de GORDUROSAS. 
 
Motilidade gastrointestinal 
 
A motilidade no trato gastrintestinal tem 
dois propósitos: transportar o alimento da 
boca até o ânus e misturá-lo mecanicamente 
para quebrá-lo uniformemente em partículas 
pequenas. Essa mistura maximiza a 
exposição das partículas às enzimas 
digestórias, uma vez que aumenta a sua área 
de superfície. A motilidade gastrintestinal é 
determinada pelas propriedades do músculo 
liso GI e é modificada por informações 
químicas dos nervos, dos hormônios e dos 
sinais parácrinos. 
O m. liso do sistema digestório pode gerar 
movimentos em todos os níveis, eles são 
chamados de motilidade. E de acordo com a 
natureza da motilidade, ela pode promover a 
retenção, propulsão ou a mistura do 
alimento. 
Importante: O tempo que o alimento 
demora para se deslocar de um local do s. 
digestório pro outro é chamado de tempo de 
trânsito. Quando os movimentos de 
retenção e mistura se sobressaem o tempo 
de trânsito, é alto, já quando os movimentos 
de propulsão se sobressaem o tempo de 
trânsito será baixo. 
Quando algo no s. digestório se move em 
sentido ao ânus, chamamos de sentido 
aboral, quando em direção a boca chamamos 
de sentido oral. 
As células musculares lisas da parede do 
trato digestório são unidas por junções, 
denominadas de nexos, isso permite que uma 
conexão elétrica seja criada, formando um 
sincício. 
Existem também estruturas especializadas 
com atividade elétrica espontânea, que são 
as células intersticiais de cajal, elas formam 
ondas elétricas que se propagam por todas 
as células m. lisas em sentido aboral. Essas 
ondas são chamadas de ondas lentas. 
As ondas lentas são despolarizações parciais 
da membrana, o que gera variações no 
potencial de membrana. Esses potenciais 
nunca chegam no limiar, ocorrendo ali uma 
oscilação, vai ficando positiva e depois volta 
a ficar negativa. E nunca chegando no limiar 
de disparo para que ocorra a despolarização 
@medvetresume 
completa da membrana, como a que ocorre 
no potencial de ação. 
 
 
 
 
 
 
 
As ondas lentas existem em todas as 
espécies, mas sua frequência é variável, por 
exemplo, no cão, ela ocorre cerca de 20 
vezes por minuto no intestino delgado e 
cerca de 5 vezes no intestino grosso e 
estômago. Ela irão determinar o ritmo de 
contração, isso significa que, se a gente 
pegar o exemplo do cão onde ocorrem cerca 
de 5 ondas lentas por minuto no estômago, o 
ritmo de contração desse segmento e de 5 
vezes por minuto. 
E essas ondas se propagam em sentido 
aboral. 
 
 
 
 
 
 Contração do m. liso 
gastrointestinal 
 
A contração da m. gastrointestinal ocorre 
quando células musculares são sensibilizadas 
com substâncias neuroreguladoras do 
sistema nervoso entérico intrínseco e em 
conjunto com as ondas lentas que sinalizam 
a contração → quando o pico das ondas 
lentas atinge certos níveis (mais próximo de 
0 milivolts) e ficam mais positivos, os 
potenciais de ação surgem e isso 
desencadeia a contração. 
 
Contração = SNEI + Ondas lentas 
Sem onda lenta não há 
contração 
 
 Padrões de motilidade 
 
Esôfago 
Assim como em outras regiões do TGI, o 
esôfago também é composto por uma 
camada muscular circular interna e 
longitudinal externa. No entanto, diferente 
de outras apresenta uma parte que contém 
músculo estriado esquelético, o que permite 
um certo grau de controle voluntário. 
O esôfago ele tem como função de conduzir 
a ingesta até o estômago através do 
movimento de propulsão, o peristaltismo. 
 
movimento propulsivo básico do trato 
gastrointestinal, que consiste em um anel 
contrátil que surge em um ponto e se move 
adiante, é como se estivesse colocando o 
dedo ao redor de um tubo fino distendido, 
apertando este tubo e escorregando o dedo 
adiante. 
 
 
 
Estômago 
O estômago possui padrões de motilidade 
mais complexos: 
@medvetresume 
Em animais de estômago simples 
(monogástricos): 
A função do estômago é tornar o alimento 
fluído e armazená-lo, enviando pro duodeno 
em uma velocidade controlada. Ele é dividido 
em duas porções fisiológicas: 
Parte proximal →tem função principal de 
armazenar o alimento; 
Parte distal → tem função de triturar. 
Quando o alimento chega no estômago ele irá 
se armazenar na região proximal, e nessa 
área ocorrerá o relaxamento adaptativo e 
nessa região as contrações são fracas e 
contínuas → ele será enviando lentamente 
para o estômago distal onde possui 
contrações fortes, triturando o alimento e 
selecionando as partículas menores 
(tamanho de 2 mm de diâmetro) que 
passaram para o piloro e depois enviadas ao 
duodeno. As partículas maiores voltam para 
o antro e dessa forma ocorre outra 
contração que empurra novamente o 
alimento de direção ao piloro e esses 
movimentos vão se repetindo até que o 
alimento atinja um tamanho adequado para 
ser levado ao duodeno. 
Esse padrões de motilidade no estomago 
ocorrem na chamada fase digestiva, nessa 
fase o estomago ele precisa liberar o 
alimento pro duodeno em uma velocidade 
controlada, isso é chamado de esvaziamento 
gástrico, e deve ser adequado a taxa de 
digestão e de absorção do duodeno. Por esse 
motivo, quando o alimento chega no duodeno 
é ativado o reflexo enterogástrico → ele 
ocorre em associação entre o SNC, SNEI e 
SEI → Isso permite que o esvaziamento 
seja controlado. 
 
Fase cefálica da digestão: 
Ocorre antes da chegada do alimento ao 
estomago → o que ocorre é uma estimulação 
do SNC através do nervo vago preparando o 
estomago para a chegada do alimento, 
fazendo com que haja maior secreção e 
motilidade. 
Fase Inter digestiva: quando o estomago 
está vazio, nesse período ocorre o complexo 
motor Inter digestivo → consiste em uma 
contração que se inicia lá no estomago 
proximal e vai até o final → com isso todo o 
alimento que ainda não foi digerido 
(partículas maiores que 2 mm) são 
empurradas para o duodeno, fazendo uma 
espécie de “faxina” → varre tudo aquilo que 
não foi digerido na fase digestiva, como por 
exemplo: ossos. 
No estômago proximal: 
 
 
 
 
No estômago distal: 
 
 
 
 
Intestino delgado 
Apresenta duas fases: 
Fase digestiva → tem dois momentos, o 
primeiro é o de segmentação (não 
propulsivos) onde uma contração que faz cm 
que o intestino fique com segmentos 
contraídos e outros dilatados, dentro de 
alguns segundos as porções se invertem, 
formando novos segmentos, esse padrão de 
@medvetresume 
motilidade faz com que a ingesta seja 
misturada com as secreções e se aproximem 
com a superfície absortiva. O outro 
momento é o de propulsão, consistem em 
ondas peristálticas,onde a contração 
empurra o alimento para frente. 
→ Esses dois momentos vão se repetindo até 
que o alimento esteja digerido e possa ser 
absorvido. 
Segmentação: 
 
 
 
 
 
 
Propulsão: 
 
 
 
Fase interdigestiva: ocorre um movimento 
parecido com o do estômago, chamado de 
complexo mioelétrico migrante, esse 
movimento consiste em contrações fortes 
que percorrem longas distâncias, começam 
no duodeno e percorre todo o intestino → 
empurrando todo o alimento que não foi 
digerido e, também, controla a população 
bacteriana. 
Intestino grosso 
Na junção entre o intestino delgado e o 
intestino grosso, existe um anel de músculo 
circular que fica fechado a maior parte do 
tempo, o esfíncter ileocecal. Além disso, 
existe uma dobra da mucosa que se projeta 
para a luz do ceco e se fecha para evitar que 
o conteúdo do intestino grosso retorne para 
o intestino delgado, essa estrutura é a 
válvula ileocecal. 
De modo geral, o intestino grosso possui a 
função de absorver água e eletrólitos do 
quimo para formar as fezes, armazenamento 
das fezes para que ela possa ser expelida 
posteriormente e fermentação de matéria 
orgânica. Como sabemos, nas diferentes 
espécies, o tamanho do colón varia, já que 
muitas espécies fazem fermentação neste 
local e suas necessidades energéticas são 
supridas a partir daí. No entanto, os padrões 
de motilidade são semelhantes nas 
diferentes espécies. Este segmento realiza 
movimentos de mistura pela segmentação e 
outros tipos de motilidade. 
Diferente de outras regiões, a mucosa do 
cólon faz movimentos de retropulsão 
(antiperistaltismo), ou seja, movimentos em 
sentido oral. O SNE consegue alterar a 
origem das ondas lentas e sua propagação 
(sentido oral), tornando possível a 
retropulsão. 
 
Secreções gastrointestinais 
Quando falamos nos processos de digestão 
e absorção, eles ocorrem em meio aquoso, 
para que isso ocorra, diversos líquidos e 
secretados. Essa produção É controlada por 
substâncias parácrinas, endócrinas e 
neurais. Um exemplo disso é que o sistema 
nervoso autônomo parassimpático é capaz de 
estimular as secreções glandulares do trato 
digestório. Hormônios liberados pelo próprio 
sistema também são capazes de influenciar 
nessas secreções. 
@medvetresume 
Quando a gente pensa nos tipos glandulares 
que existem no trato digestório, existem 
vários tipos: 
 Células caliciformes: presentes na 
superfície do epitélio de quase todo sistema, 
elas são glândulas de célula única, capazes de 
secretar um muco que protege a superfície 
epitelial de irritações; 
 Células secretoras especializada: 
presentes em diversas regiões do TGI, nas 
invaginações do epitélio na submucosa, as 
criptas; 
 Glândulas tubulares profundas: estão 
no estômago e no duodeno, nelas observam-
se diversos tipos de células secretoras; 
 
→ Há outras glândulas que não estão dentro 
do trato digestório, mas que fazem parte 
dele: o fígado, pâncreas e glândulas 
salivares. 
 
Glândulas salivares 
Na boca , durante a mastigação, o alimento 
é misturado com a saliva e moldado em um 
bolo alimentar o que facilita a deglutição. A 
secreção das glândulas salivares é 
controlado pelo sistema nervoso autônomo 
(SNA), principalmente pelo parassimpático. 
Além de umedecer e lubrificar o bolo 
alimentar, a saliva é ligeiramente alcalina, 
neutralizando os ácidos que podem ser 
consumidos. 
>> Nos ruminantes, a saliva possui um 
papel extremamente importante, tendo 
nesta espécie um pH muito mais alto (alta 
concentração de bicarbonato e fosfato) do 
que nos não ruminantes, o que permite que 
ácidos produzidos no processo de 
fermentação bacteriana do rúmen sejam 
neutralizados e tamponados. Outro ponto 
importante é que em algumas espécies ela 
possui uma enzima conhecida como amilase 
que vai iniciar a digestão do amido, além de 
lipase para iniciar a digestão de gordura. 
Outra função da saliva é controlar a 
população bacteriana na faringe pela ação da 
lisozima. A secreção das glândulas salivares 
é produzida nas células acinares e liberada 
no lúmen do ácino; 
 
 Secreção gástrica 
 Diferentes tipos celulares podem ser 
encontrados na mucosa gástrica. O 
estômago possui diversas invaginações, as 
favéolas. Cada favéola leva a uma glândula 
gástrica ou glândula parietal, que por sua vez 
é composta pelo istmo, corpo e colo. 
 Células de superfície da mucosa: a 
superfície do estômago, assim como as 
favéolas, é revestida por essas células. São 
capazes de secretar um muco espesso que 
fica firmemente aderido e tem a função de 
proteger a mucosa do ácido clorídrico e de 
enzimas proteolíticas. 
 
 
 Células parietais: podemos encontra- 
las nas glândulas gástricas. Tem a função de 
secretar o ácido clorídrico. 
 
 Células de mucosa do colo: além de 
secretar um muco mais fino, são capazes de 
se dividir e se diferenciar em qualquer outro 
tipo de célula das glândulas do estômago. 
 
 Células principais, que ficam na base 
da glândula, são capazes de liberar o 
pepsinogênio, a forma inativa da pepsina. 
 
Quando falamos de estômago, existem 
muitas variações entre as espécies e a 
depender da região, se é estômago proximal 
ou distal, pode ou não haver glândulas. Pois 
observamos dois tipos de mucosa: glandular 
e aglandular. 
→ De modo geral, os animais apresentam 
apenas a mucosa glandular, mas em equinos e 
@medvetresume 
ratos, por exemplo, a mucosa possui uma 
região glandular e outra aglandular. No 
equino, a divisão entre ambas é bem definida 
pela margem pregueada. 
Secreção de ácido clorídrico - HCl 
 
Estímulos para a produção do HCl 
Na fase cefálica da digestão, o olfato e a 
visão ativam o sistema nervoso 
parassimpático e este estimula o sistema 
nervoso entérico, que por sua vez, responde 
com a liberação de Acetilcolina (ACh), ela 
age na célula G e nas células parietrais 
(sintetizando o HCl), a célula G secreta a 
Gastrina (também age na célula parietal). 
Na fase gástrica (que é quando de fato o 
alimento chega no estômago), ocorre uma 
distensão da mucosa que é detectada pelos 
mecanorreceptores → estimulando o 
sistema nervoso entérico liberando ACh, que 
atuará nas células G e parietrais (as células 
G vão responder secretando gastrina, 
enquanto as células parietais respondem 
liberando HCL) 
Existe ainda as células enterocromafins, 
elas respondem tanto ao ACh quanto a 
gastrina, ela irá secretar a histamina que irá 
agir também na célula parietal. 
Quando os três receptores presentes na 
célula parietal (o de gastrina, ACh e 
histamina) estão ativados, a produção do 
suco gástrico é intensificada. 
 
 
 
 
 
 
Um outro estímulo para produção de suco 
gástrico é a presença do bolo alimentar, ele 
funciona como um tampão que aumenta o pH 
e fornece um feedback positivo para a 
produção de HCl. 
Da mesma forma que existem mecanismos 
que estimulam, existem os que inibem o HCl: 
Conforme o HCl aumenta → o pH vai 
diminuindo (+ácido) quando chega em torno 
de 1 a secreção de gastrina é inibida → causa 
a diminuição de HCl → aumentando PH 
(+alcalino). 
Formação do HCl na célula parietal 
Quando todos esses estímulos chegam na 
célula, ela irá dar início a sua sintetiza no eu 
interior. Dentro dessa célula tem 
abundância de CO2 e H2O, através da 
enzima anidrase carbônica, se transforma no 
ácido carbônio (H2CO3), porém ele é 
instável e acaba se dissociando e se 
transformando em íons de Hidrogênio (H+) e 
de Bicarbonato (HCO3-) 
CO2 + H2O → H2CO3→ HCO3- + H+ 
O hidrogênio é transportado para o lúmen 
gástrico através da bomba de prótons, essa 
bomba ela troca o H+ pelo potássio (K+). 
O bicarbonato que se acumulou no meio 
intracelular é jogado na corrente sanguínea 
e trocado por uma molécula de cloreto (Cl-). 
Este cloreto acaba sendo co-transportado 
para o lúmen junto com o potássio. No final 
temos o cloreto e ohidrogênio presentes no 
lúmen, que acabam se unindo e formando o 
HCl. 
Cl- + H+ → HCl 
Diante disso, percebemos que o HCl é 
formado fora da célula. 
@medvetresume 
O bicarbonato que foi jogado na corrente 
sanguínea vai gerar uma alcalinização 
moderada no sangue, isso leva o nome de 
maré alcalina ou alcalose pós-prandial. Esse 
bicarbonato é usado para neutralizar as 
secreções gástricas no duodeno, assim a 
maré alcalina é revertida. 
 
 
 
Secreção de pepsina 
 
No estômago também é iniciada a digestão 
de proteínas isso acontece por conta do pH 
que é extremamente baixo e também pela 
presença de pepsina. A pepsina é uma família 
de enzimas que digere proteínas, ela é 
secretada pelas células principais. São 
armazenada dentro de grânulos em sua 
forma inativa chamada de pepsinogênio. 
 
 
Fica estocado dentro da célula até 
que o momento para sua secreção ocorra. É 
secretada na luz do estômago, e o pH ácido 
faz com que o pepsinogênio seja clivado e 
ativada se tornando a pepsina. 
A pepsina juntamente com o baixo pH do 
estômago vai iniciar a digestão de proteínas. 
De uma forma geral todas as proteínas que 
são sintetizadas em uma forma inativa e 
ativadas na luz do trato gastrointestinal, são 
chamadas de zimogênios. 
 
Secreção pancreática 
O pâncreas é composto por uma parte 
endócrina (formada pelas ilhotas 
pancreáticas) e exócrina (pelos ácinos). 
 Os ácinos são interligados por um 
sistema ramificado de ductos, as células 
acinares produzem vários tipos de enzimas 
que podem digerir vários tipos de 
nutrientes, como gordura, proteínas e 
carboidratos. As enzimas proteolíticas são 
sintetizadas na forma de zimogênio pois elas 
podem digerir o próprio pâncreas. 
Além dos ácinos, existem células 
especializadas localizadas nas junções entre 
os ácinos e os ductos → células 
centroacinares. Produzem uma secreção rica 
em bicarbonato de sódio (HCO3-) para 
alcalinizar o quimo. 
O suco pancreático é despejado no 
duodeno através do ducto pancreático. As 
secreções pancreáticas são estimuladas por 
algumas substâncias nas diferentes fases da 
digestão: 
As células acinares possuem 
receptores de acetilcolina, CCK, Secretina. 
Durante a fase cefálica e gástrica da 
digestão é secretada a acetilcolina através 
do nervo vago com isso o pâncreas inicia sua 
secreção, preparando o intestino para 
receber o alimento. 
→ A CCK é o principal hormônio que estimula 
as células acinares e a secretina é o principal 
que estimula as células centroacinares. 
Após o bolo alimentar se processado pelo 
estômago, ele é enviado para o duodeno e 
recebe o nome de quimo → dando início a 
fase intestinal. As secreções pancreáticas 
vão começam a agir nessa fase. Nessa fase 
a CCK é secretada pelo duodeno na presença 
de gordura e proteína. Também é secretado 
a secretina que é estimulada pelo pH baixo, 
nessa fase a secreção pancreática é mais 
intensa. 
@medvetresume 
Quando a ingesta chega ao duodeno com o 
pH baixo, ela precisa ser alcalinizada, pois as 
enzimas digestivas do duodeno trabalham 
melhor em pH alcalino. Por esse motivo, a 
secretina é liberada e estimula as células 
centroacinares, o que permite que o suco 
pancreático rico em bicarbonato alcalinize a 
ingesta recém-chegada. 
Secreção biliar 
O fígado é composto por hepatócitos → 
formam placas, dentro delas existem os 
canalículos biliares. Os hepatócitos 
sintetizam e secretam a bile nos canalículos 
e posteriormente a bile é armazenada na 
vesícula biliar. 
A bile é composta pelos fosfolipídios e 
colesterol, que ficam mantidos em solução 
aquosa pela ação dos ácidos biliares. Os 
ácidos biliares são formados a partir do 
colesterol. 
Os hepatócitos promovem alterações 
químicas no colesterol que deixa a molécula 
com porções hidrofílicas e hidrofóbicas 
(lembrando que o colesterol é hidrofóbico). 
A função dos ácidos biliares é fazer a 
emulsificação da gordura do alimento para 
que ela se torne solúvel em água. Os ácidos 
biliares, fosfolipídios e o colesterol são os 
principais componentes da bile. Depois de 
sintetizada, ela é estocada na vesícula biliar. 
Quando o alimento gorduroso chega no 
duodeno é secretado a CCK, esse hormônio 
promove a contração da vesícula e o 
relaxamento esfíncter Oddi. 
Após o auxílio na digestão de gordura no 
jejuno, os ácidos biliares são reabsorvidos 
no íleo e reciclados e estimulam a secreção 
de mais bile, esse mecanismo é conhecido 
como circulação êntero-hepática. 
 
Digestão e Absorção: 
processos não fermentativos 
 
Digestão – processo de quebra de nutrientes 
para que sejam transformados em moléculas 
pequenas (micromoléculas), a digestão 
química ocorrem por enzimas hidrolíticas, e 
produzidas por glândulas especificas do 
próprio animal. 
Absorção – refere-se ao transporte de 
moléculas pelo epitélio intestinal para a 
corrente sanguínea. 
Se o nutriente não for digerido, não haverá 
absorção → por isso, são processos que 
estão interligados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Estrutura do Intestino 
delgado 
 
O Intestino delgado é onde ocorre maior 
parte da absorção e digestão. Apresentam 
as vilosidades: projeções da mucosa em 
direção ao lúmen, e elas aumentam a 
superfície de contato com o alimento. Em 
sua base, existem as criptas. Tanto as 
criptas quando as vilosidades estão 
recobertas por uma camada de epitélio 
simples (enterócitos), apresentam as 
microvilosidades em sua membrana apical → 
borda em escova, e a recobrindo estão os 
glicocálice. 
@medvetresume 
As microvilosidades dos enterócitos, 
possuem algumas enzimas aderidas a 
membrana apical, a membrana que não está 
voltada para o lúmen é chamada de 
membrana basolateral. Diversos nutrientes 
são absorvidos na membrana apical e passam 
pela basolateral antes de atingir a corrente 
sanguínea. 
As junções firmes entre os enterócitos 
permite a passagem de água e alguns 
eletrólitos. A membrana basolateral dos 
enterócitos não é justaposta e isso permite 
a formação de um espaço entre um 
enterócito e outro (espaço lateral) –-> essa 
região é importante porque a maioria dos 
nutrientes absorvidos vão passar por ela. 
 
 
 
 
 
 
Microambiente formado 
Entre os enterócitos, temos as células 
caliciformes o muco secretado por elas se 
mistura com o glicocálice e forma uma 
camada viscosa com capacidade de 
aprisionar moléculas na membrana apical. 
A água que passa próximo a superfície 
epitelial onde se encontra essa camada 
viscosa, passa em uma velocidade lenta 
formando a chamada camada de água 
estacionária e ela acaba se aderindo à essa 
camada viscosa por forças de tensão 
superficial → ficando conhecida como 
camada de água estacionária, camada de 
água inerte ou camada estável de água →ela 
permite que uma barreira de difusão se 
forme para que os nutrientes entrem nos 
enterócitos. Já a água que passa mais no 
centro do lúmen, flui com maior velocidade. 
 
 Processos de digestão e 
absorção de nutrientes 
A digestão ocorre pela quebra física e 
química do alimento. Após a quebra, as 
partículas possuem tamanho suficiente para 
que ocorra a absorção. Quando o alimento 
passa pela quebra física (ocorre na boca e no 
estômago distal), a sua superfície é exposta 
a digestão química onde irá ocorre a ação de 
enzimas hidrolíticas, isso é, rompimento das 
ligações químicas pela inserção da molécula 
de água. 
Quando a gente fala de digestão química, 
podemos encontrar duas classes de enzimas: 
 Enzimas luminal: agem no lúmen → são 
secretadas pelas diferentes glândulas 
(fígado, pâncreas, glândulas salivares). 
São misturadas com o conteúdo e 
resultam na hidrólise incompleta, quebrando 
as macromoléculas em polímeros de cadeias 
curtas. 
 Enzimas de membrana: agem na 
superfície da membrana do epitélio 
intestinal (enterócitos) 
Completam a hidrólise, quebrando os 
polímeros de cadeiacurta em monômeros 
para que esses possam ser absorvidos. 
 
O processo de absorção ocorre pela 
passagem das moléculas pela membrana 
apical e basolateral. Nestes locais existem 
transportadores específicos para os 
diversos nutrientes, como transportes 
ativos e transportes passivos 
@medvetresume 
Carboidratos 
Dos carboidratos existentes, podemos 
dividir em alguns tipos: o amido, açucares e 
fibras. As fibras requerem um processo de 
digestão diferente, o processo 
fermentativo. 
A membrana dos enterócitos existem 
enzimas especificas para cada tipo de 
carboidrato, então eles são digeridos e se 
tornam monossacarídeos, daí podem ser 
absorvidos. No processo de absorção, eles 
atravessam a membrana apical, passam pela 
membrana basolateral e entram na corrente 
sanguínea. 
Dentre os tipos de carboidratos, o amido é 
o único que é digerido na fase luminal, o 
restante na fase de membrana. 
Ele é digerido pela Amilase, secretada pelo 
pâncreas e também presente na saliva de 
algumas espécies, como galinhas, ratos, 
primatas e porcos. Pela ação dessa enzima o 
amido é quebrado em açúcares menores que 
vão para a digestão de membrana junto com 
os outros açucares que não passam pela 
digestão luminal. 
 
 
 
 
 
 
 
Proteínas 
As proteínas são cadeias de aminoácidos 
ligadas por ligações peptídicas. 
Diferente dos carboidratos, elas são 
digeridas por diversas enzimas na fase 
luminal, então são quebradas em moléculas 
menores para serem absorvidas. 
Existem inúmeras enzimas que digere 
proteínas. Alguns tipos de enzimas: Pepsina, 
Quimosina, Tripsina, Carboxpeptidase. 
A depender da maneira que a proteína é 
quebrada pela enzima, ela receberá 
diferentes nomes: 
 Endopeptidases: quebram as cadeias 
de aminoácidos em pontos internos, o 
que resulta em cadeias curtas de 
aminoácidos; 
 Exopepitidases: quebram as cadeias 
pelas extremidades, gerando 
aminoácidos livres. 
 
 
 
 
 
 
 
A digestão de proteínas, na fase luminal, se 
inicia lá no estômago por hidrolise pelas 
enzimas e o HCL. A quebra física e química 
que acontece no estômago é extremamente 
importante para digestão das proteínas. As 
enzimas pancreáticas vão completar a fase 
luminal no duodeno. Existe uma gama gigante 
de enzimas pancreáticas que cuida da 
digestão proteica. 
Após serem quebradas, as proteínas 
vão para a fase de membrana e, assim como 
os carboidratos, são digeridas por enzimas 
de superfície apical dos enterócitos e, 
@medvetresume 
então, reduzidas a aminoácidos livres. No 
entanto, diferentemente dos carboidratos 
que apenas a forma monomérica passa pela 
membrana apical do enterócito, alguns 
dipeptídeos e tripeptídeos são absorvidos e 
digeridos dentro da célula, o que gera 
aminoácidos livres. Então, da mesma forma, 
eles passam pela membrana basolateral, 
atingem o espaço lateral e entram na 
corrente sanguínea. 
 
Gorduras 
A gordura é uma molécula hidrofóbica, 
(insolúvel em água). A digestão química 
ocorre pela quebra da molécula por um 
processo de hidrólise e as gorduras não 
podem ser facilmente hidrolisadas, então há 
necessidade de passar por uma ação 
detergente, possibilitando assim que elas 
sejam submetidas a uma ação enzimática. 
Os lipídeos podem ser assimilados passando 
por quatro fases: a emulsificação, hidrólise, 
formação de micelas e absorção. 
 
 
 
 
 
 
 
 Emulsificação: processo de redução 
das gotículas de gordura em um tamanho 
suficiente para que possa formar uma 
suspensão estável na água. Essa etapa 
começa no estômago distal, os lipídeos 
começam a ser emulsificados, passando por 
um processo de aquecimento (temperatura 
corporal), agitação, mistura e separação. 
Após se tornarem gotículas e passam para o 
duodeno, onde irão sofrer ação dos sais 
biliares, o que completa o processo de 
emulsificação. O resultado final é a redução 
da tensão superficial da gordura tornando-a 
solúvel em água e, dessa forma, ela é ainda 
mais dividida e reduzida. Essa ação é 
chamada de ação detergente dos sais 
biliares. 
 Hidrólise: Após sofrer a ação 
detergente, as moléculas podem ser 
hidrolisadas pela lipase e colipase (enzimas 
provenientes do pâncreas). Essas enzimas 
agem em conjunto para hidrolisar os 
triglicerídeos (principal gordura da dieta), o 
que resulta em ácidos graxos livres e 
monossacarídeo. 
 Formação de micelas: os ácidos 
graxos livres e os monossacarídeos se 
combinam com os ácidos biliares e 
fosfolipídios para formar as micelas, que são 
pequenos agregados hidrossolúveis de 
ácidos biliares e lipídeos. 
 Absorção: nesse processo, os 
componentes da micela passam pela camada 
de água estacionária e os lipídeos tem 
contato com a membrana apical dos 
enterócitos onde serão absorvidos, 
passaram seja por difusão simples ou por 
proteínas transportadoras. 
 
Os ácidos biliares não são absorvidos 
com os outros componentes da micela, eles 
permanecem no lúmen intestinal e são 
absorvidos no íleo. Logo após, eles caem na 
corrente sanguínea e voltam para a circulação 
êntero-hepática. 
 
Os lipídeos que foram absorvidos, dentro da 
célula eles vão se juntar com diversas outras 
moléculas para formar o quilomícron, que é 
uma molécula hidrossolúvel → irão passar 
pela membrana basolateral e caem no espaço 
@medvetresume 
lateral, mas são moléculas muito grandes 
para passar pela membrana basal dos 
capilares sanguíneos, então são absorvidos 
pela circulação linfática e ao final vão 
desembocar na veia cava. 
 
 
Digestão e Absorção: 
processos fermentativos 
 
As fibras são carboidratos que não podem 
ser digeridos pelas enzimas do animal. Por 
isso, alguns animais possuem 
compartimentos que favorecem o 
crescimento microbiano. 
 
Nos ruminantes, os compartimentos 
fermentativos (pré-estômagos) são: rúmen, 
reticulo e omaso. O cavalo e o rato não 
possuem pré-estômagos, mas possuem 
compartimentos distais ao intestino delgado 
(ceco e colón). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ecossistema formado nos 
compartimentos 
 Nos compartimentos fermentativos 
existem diversas espécies de bactérias, 
sendo que grande maioria são anaeróbias 
estritas. Neste ambiente, também há 
fungos e protozoários. 
 
Essas características permitem a 
formação de um ecossistema. 
 Bactérias: fermentam uma gama 
enorme de substratos; 
 Fungos: digestão da parede celular 
vegetal; 
 Protozoários: além de possuírem uma 
capacidade fermentativa semelhante à das 
bactérias, eles também possuem a função de 
manter a população bacteriana sob controle, 
já que eles ingerem grandes quantidades de 
bactérias. 
O ecossistema que se forma nesses 
compartimentos é complexo; nele, os 
produtos excretados por um microrganismo 
podem servir de substrato para outro. 
 
Substratos da digestão fermentativa 
 O principal substrato que passa pela 
digestão fermentativa são as fibras. 
 
A célula vegetal possui uma parede celular 
(complexo de vários carboidratos.), nele 
encontramos a celulose, que possui 
resistência semelhante ao tecido conjuntivo 
animal, a hemicelulose, pectina e a lignina, 
que funcionam como uma espécie de cimento 
para a celulose. 
 
A lignina não é um carboidrato, mas todas as 
outras são. É um componente de difícil 
digestão. 
 
Não apenas os carboidratos estão sujeitos a 
digestão fermentativa, mas as proteínas da 
dieta também. A digestão de proteína pelos 
microrganismos ocorre principalmente nos 
ruminantes, já que a proteína passa primeiro 
pelos pré-estômagos, ou seja, esses 
nutrientes não se tornam disponíveis para a 
digestão glandular e aproveitamento 
insuficiente desses nutrientes. 
 
 
 
@medvetresume 
Aproveitamento dos ácidos graxos 
voláteis 
 
Quando um carboidrato chegam aos 
compartimentos fermentativos, eles são 
atacados pelas bactérias, que degradam a 
molécula e liberamos nutrientes. No caso 
dos carboidratos, a glicose, dentre outros 
componentes, são liberados e se tornam 
disponíveis para os microrganismos que irão 
metabolizar esses componentes e liberando 
os ácidos graxos voláteis (AGVs). 
Os principais ácidos graxos voláteis 
produzidos são: ácido acético, ácido 
propiônico e ácido butírico. 
 
O ácido acético está envolvido na 
produção de gás metano. 
 
Os AGVs são os produtos da 
fermentação e servem de substrato 
energético para o animal → Isso significa 
que há uma relação simbiótica entre os 
microrganismos e o hospedeiro. 
 
Esse composto pode substituir em grande 
parte o papel da glicose nos monogástricos, 
sendo assim a principal fonte de energia 
nessas espécies. E eles são absorvidos 
diretamente no epitélio dos pré-estômagos. 
 
Aproveitamento das proteínas 
 
Quando a gente fala de aproveitamento de 
proteínas, os ruminantes não aproveitam de 
forma eficiente a proteína da dieta, mas as 
proteínas de fonte bacterina aproveitam 
melhor. 
Esse aproveitamento acontece quando os 
microrganismos são levados em direção ao 
abomaso e ao intestino, onde são digeridos. 
 
As bactérias possuem a capacidade de gerar 
proteínas a partir de fontes não proteicas 
de nitrogênio, como a ureia, amônia e 
nitratos. 
 
Quando essas bactérias morrem ou 
alcançam compartimentos não 
fermentativos junto com a ingesta, a 
proteína existente dentro dessas bactérias 
é atacada por enzimas hidrolíticas do 
próprio animal e os aminoácidos são 
utilizados pelo hospedeiro. 
 
Os monogástricos podem aproveitar melhor 
a proteína de origem dietética, já que as 
câmaras de fermentação são distais ao 
intestino delgado e as proteínas passam 
primeiro por compartimentos não 
fermentativos. 
 
 Motilidade dos pré-
estômagos 
O padrão de motilidade dos pré-estômagos 
é algo complexo, porém é importante saber 
que a motilidade e a fermentação separam o 
conteúdo em algumas porções, criando 
estratificações, de forma que, na região 
mais dorsal, podemos encontrar o conteúdo 
gasoso(originado da fermentação), na parte 
do meio fica o conteúdo sólido, já em regiões 
mais ventrais permanece o conteúdo liquido. 
Na maioria dos pequenos ruminantes, a 
ingesta não forma essas camadas durante a 
fermentação. 
 
 
 
 
No rúmen e no reticulo, observamos três 
tipos diferentes de contração, que 
desempenham diferentes funções: 
@medvetresume 
 Contrações primárias: diversos 
padrões de motilidade que misturam da 
ingesta e separação de partículas; 
 Contrações secundárias: começam nas 
porções caudais do rúmen e vai até o saco 
dorsal → esse tipo de motilidade ocorre em 
direção cranial para que o gás contido no 
saco dorsal seja expelido pela boca, ou seja, 
ocorra a eructação; 
 Contração do reticulo e relaxamento 
da cárdia: ocorre a contração da porção 
média do saco ventral, onde há material 
sólido, força o conteúdo em direção à cárdia. 
Ocorre também um esforço inspiratório 
contra a nasofaringe fechada e o esfíncter 
esofágico superior aberto, o que cria uma 
pressão negativa para propelir a ingesta 
através do esôfago com o esfíncter 
esofágico inferior aberto. A partir disso, o 
material fibroso no esôfago inicia 
contrações antiperistálticas, em sentido 
oral, que propele o alimento em direção à 
boca, dando origem à ruminação. 
 
Os movimentos dos sacos do rúmen vão 
selecionando as partículas menores e 
deslocando em direção ao abomaso. O 
material é transferido para o abomaso em 
uma velocidade constante. Neste local, há 
uma semelhança com os estômagos 
verdadeiros, então o material é misturado 
com o HCL e enzimas digestivas. 
 
Reflexo do sulco reticular (goteira 
esofágica) em neonatos ruminantes 
Durante a sucção, ocorre um reflexo em 
neonatos, a goteira esofágica --> é uma 
invaginação semelhante a uma calha, se 
localiza na parede do retículo, vai desde a 
cárdia até o orifício retículo-omasal. 
Quando estimulada, os músculos da 
goteira se contraem formando um tubo, sua 
função é direcionar o leite até o omaso, para 
que o leite não caia no rúmen → permitindo 
que esse compartimento se desenvolva de 
uma forma adequada. Se o leite caísse 
direto no rúmen ocasionaria sua 
fermentação e não digestão, acarretando 
problemas metabólicos. 
 
 Intestino grosso dos 
equinos 
 
A função desse segmento nos equinos é 
fazer fermentação (além das outras funções 
normais que existem em outras espécies). A 
fermentação dele é parecido com o que 
ocorre nos pré-estômagos, mas com algumas 
particularidades. 
 
Antes da ingesta ser fermentada, ela passa 
pelo estômago (ação do HCL e enzimas) e 
pelo intestino delgado (ação de enzimas 
hidrolíticas). A ação do ácido clorídrico 
sobre a ingesta facilita o ataque microbiano, 
além disso, alguns nutrientes podem ser 
melhor aproveitados (como o amido), onde 
podem ser digeridos e absorvidos antes de 
chegar ao ceco. 
No entanto, a digestão glandular de 
carboidratos dos equinos não é tão 
eficiente, permitindo que o amido e outras 
moléculas alcancem o intestino grosso. 
As proteínas são absorvidas no 
duodeno e não chegam ao ceco, o que 
prejudica o fornecimento de materiais 
nitrogenados para os microrganismos, mas 
esses animais possuem um sistema de 
reciclagem de ureia para dentro do cólon, 
suprindo as necessidades de nitrogênio para 
os microrganismos. 
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REECE – Dukes- Fisiologia dos Animais Domésticos. 13ª ed.
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b%c3%a1sicos-de-troca-renal.pdf
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@medvetresume
https://www.fisiovets.com.br/search/label/Sistema%20digest%C3%B3rio?&max-results=5
https://www.sanarmed.com/members/isabella-rezende
https://www.sanarmed.com/fisiologia-do-trato-gastrointestinal-mecanismos-basicos-e-aplicados-colunistasinicia-
se a liberação do hormônio e os folículos se 
desenvolvem. 
 
→ As alterações no fotoperíodo são 
importantes para que as ovelhas entrem 
na puberdade. 
Devem ser expostas a fotoperíodos longos 
durante seu desenvolvimento pré-puberal. 
 
Com um crescimento apropriado e a 
exposição ao fotoperíodo, a secreção de 
gonadotrofinas em ovelhas causa um 
significativo crescimento folicular. 
Principais eventos durante a transição para 
a idade adulta em ovelhas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O fotoperíodo pode apresentar um efeito 
supressivo sobre o início da puberdade nos 
animais cuja ciclicidade ovariana é 
controlada pela luz. 
 
Nos cordeiros machos, o início da puberdade 
é iniciado por volta de 15 semanas de idade. 
Para muitos machos, isso ocorre durante um 
fotoperíodo longo ou em ascensão, ao 
contrário do que ocorre nas fêmeas. Mas só 
serão capazes de fertilizar uma fêmea em 
cerca de 30 ou mais semanas de idade, pois 
o processo de espermatogênese é um pouco 
demorado. 
 
Fatores externos que controlam os 
ciclos reprodutivos 
 
Fotoperíodo 
Tempo de exposição á luz 
O resultado é que estes animais possuem 
uma fase do ano na qual apresentam uma 
atividade ovariana contínua (cíclica), assim 
como um outro período sem atividade 
(anestro). 
>>Controla em felinos, caprinos, equinos e 
ovinos. 
O principal tradutor do fotoperíodo é a 
glândula pineal, que produz a melatonina em 
resposta à escuridão, no qual pode ser 
positivo ou negativo. 
@medvetresume 
 Em felinos e equinos, são negativamente; 
 Em caprinos e ovinos são positivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Éguas (verão-atividade ovariana) 
Verão: Como no verão há uma maior 
incidência de luz solar e dias mais longos → 
menor produção de melatonina → ativa o 
eixo hipotalâmico-hipofisário→ maior 
produção dos hormônios gonadotróficos. 
Inverno: há uma pouca incidência de luz 
solar, tendo as noites mais longas que o 
dia→ altos níveis de melatonina→ inibe o 
eixo. 
Ovelhas (inverno-atividade ovariana) 
Inverno: Ausência de luz→ maior produção 
de melatonina → ativa o eixo hipotalâmico-
hipofisário→ maior produção dos hormônios 
gonadotróficos. 
Verão: Maior luz → baixos níveis de 
melatonina → inibe o eixo. 
Os efeitos supressivos do fotoperíodo 
podem ser superados por meio de 
regimes de exposição à luminosidade 
artificial. Isso é relativamente fácil no 
caso de gatas e éguas, em que ambientes 
com luminosidade são compatíveis com a 
atividade ovariana 
 
Lactação 
A lactação pode apresentar efeitos 
supressivos sobre a atividade ovariana. Nas 
porcas, a supressão da atividade ovariana é 
completa; porcas não entram em estro antes 
da desmama dos leitões 
A atividade ovariana tende a ser suprimida 
em vacas de corte em lactação, com o 
primeiro estro e ovulação não ocorrendo 
antes de 45 dias pós-parto. 
O estimulo sensorial da mamada, inibe os 
fatores inibitórios da síntese da prolactina, 
a dopamina e o peptídeo, estes inibem a 
prolactina, sem eles, a prolactina é ativada e 
é ela inibirá a liberação do GnRH, 
consequentemente a atividade ovariana é 
reduzida 
Feromônios 
São compostos químicos que permitem a 
comunicação entre os animais através do 
sistema olfatório. 
Quando o comportamento sexual é 
envolvido, os compostos são denominados 
feromônios sexuais. 
Os feromônios liberados no estro da fêmea 
são importantes para a atração do macho 
pela fêmea durante o momento da 
receptividade sexual. 
As fêmeas também são influenciadas pelos 
odores do macho, por exemplo, as porcas em 
estro assumem um reflexo de monta 
(rigidez) quando expostas a urina de machos. 
A introdução súbita de um macho no mesmo 
ambiente que uma fêmea acíclica pode 
influenciar a secreção de gonadotrofina, e 
consequentemente, a atividade ovariana, 
isso é chamado de efeito Whitten. 
 
@medvetresume 
Gestação 
 
A fusão de um oócito e um 
espermatozoide ocorre no oviduto 
O desenvolvimento de um novo indivíduo 
requer a transferência dos gametas 
masculinos para o trato genital feminino 
para a fertilização do(s) gameta(s) 
feminino(s). O espermatozoide, que foi 
concentrado e estocado no epidídimo, 
gradualmente modifica seu metabolismo de 
oxidativo (aeróbico) para glicolítico 
(anaeróbico) enquanto se movimenta pelo 
epidídimo. 
O esperma geralmente é ejaculado na 
vagina, entretanto algumas espécies 
domésticas (cães, equinos e suínos) ejaculam 
diretamente dentro da cérvix e do útero. 
O movimento do esperma através da cérvix 
é auxiliado pelas alterações induzidas pelo 
estrógeno no muco cervical. 
O ambiente do sistema genital feminino, de 
uma forma geral, é inóspito para a 
sobrevivência do esperma; 
por exemplo, os leucócitos são 
rapidamente atraídos ao lúmen uterino, pois 
os espermatozoides são reconhecidos como 
estranhos ao trato genital feminino. 
Reservatórios especiais se desenvolveram 
no trato feminino para auxiliar na 
sobrevivência do esperma durante o 
transporte. 
Também durante o trajeto do 
espermatozoide até o oviduto, substâncias 
são liberadas para que ocorra a remoção de 
glicoproteína da superfície celular do 
espermatozoide, e esse processo é chamado 
de capacitação e é importante para que 
ocorra a reação acrossômica (penetração do 
espermatozoide através da granulosa e da 
zona pelúcida até a membrana plasmática do 
oócito). Essa reação envolve a liberação de 
enzimas hidrolíticas do acrossoma; 
 
Por causa das mudanças que o 
espermatozoide deve sofrer dentro do 
trato reprodutivo feminino antes da 
fertilização, a deposição do esperma 
antes da ovulação é o período 
preferencial para se alcançar uma 
fertilidade máxima. 
As fêmeas em geral são sexualmente 
receptivas por pelo menos 24 horas antes da 
ovulação. 
Uma vez ocorrida a fertilização, o embrião 
geralmente se desenvolve até o estágio de 
mórula, ou blastocisto inicial, dentro do 
oviduto antes de se deslocar para o útero. 
Este período, geralmente de quatro a cinco 
dias, fornece ao útero tempo para finalizar 
sua resposta inflamatória envolvida na 
remoção dos espermatozoides. Este período 
também fornece tempo para que as 
glândulas endometriais possam secretar 
nutrientes essenciais para o 
desenvolvimento do embrião sob a influência 
de progesterona do corpo lúteo (CL) em 
desenvolvimento; 
 
 
@medvetresume 
 
 
 
 
 
 
 
A placenta atua como um órgão 
endócrino 
Além do papel essencial de fornecer 
nutrientes e oxigênio para o metabolismo 
embrionário, a placenta também produz 
progesterona. 
A produção placentária de progesterona 
suficiente para manter a gestação ocorre 
posteriormente em animais domésticos: 
>>Ovelha:50 dia dos 150 dias de gestação; 
>>Éguas: 70 dia dos 340 dias de gestação; 
>>Gatas: 45 dia dos 65 dias de gestação); 
>>Em algumas espécies, a placenta nunca 
produz progesterona suficiente para 
sustentar a gestação (vaca, cabra, porca, 
cadela). 
 
Os hormônios proteicos que são produzidos 
durante a gestação tendem a ser de origem 
placentária. 
A relaxina é um hormônio produzido 
pela placenta em gatas, cadelas e éguas. 
Importante na preparação dos tecidos moles 
do canal pélvico para a passagem do feto e 
no suporte da gestação através de uma ação 
sinérgica com a progesterona. 
>>Exceção: em porcas, vacas e 
primatas, a relaxina é produzida pelo corpo 
lúteo durante a gestação, com a liberação 
pré-parto, ocorrendo em conjunto com a 
luteólise. 
A única CG identificada em animais 
domésticos até o momento é a CG equina 
(eCG- gonadotrofina sérica de “éguas 
prenhas”), aumenta a produção de 
progesterona pelo corpo lúteo da gestação. 
O lactogênio placentário é outro 
hormônio proteico placentário. 
Em primatas sua produção aumenta 
enquanto a CG diminui durante a gestação. 
Ele tem sido relatado em caprinos e ovinos, 
com a secreção aumentando durante a partefinal da gestação. Tendo efeito 
somatotrófico (semelhante ao GH) e 
lactogênico. 
Em vacas leiteiras o lactogênio placentário 
pode ser importante no desenvolvimento 
alveolar da glândula mamária para a lactação. 
A prolactina durante a gestação é 
aumentada, também é importante para o 
desenvolvimento alveolar durante o período 
do pré-parto. 
A prolactina não é um hormônio de origem 
placentária. 
Ela aumenta durante a parte final da 
gestação devido ao efeito do estrógeno 
sobre sua liberação pela adeno-hipófise. 
>>A prolactina é luteotrófica nas cadelas. 
Funcionamento dos hormônios 
durante a gestação 
O principal hormônio para que se mantenha 
a gestação em todas as espécies é a 
progesterona. 
→ Éguas: 
No início da gestação tem um grande nível de 
progesterona para que as fêmea forme um 
ambiente adequado para que possa receber 
@medvetresume 
o embrião, e nas égua há um maior aumento 
comparado a outras espécies. 
>>Nas éguas o estrógeno é bom para a 
gestação 
E no final da gestação, a placenta assume a 
principal produção de progesterona, e isso 
ocorre em ovelhas também. 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Vacas: 
Estrógeno em vacas, caprinos e suínos, 
estimula a produção de PGF 2 alfa levando a 
regressão lútea, diminuindo a progesterona 
e, consequentemente, não tem como ocorrer 
a gestação. Por isso durante a gestação seu 
níveis só aumentam com a chegada do parto. 
Nesses animais, o estrógeno e a PGF 
2 ALFA causam aborto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Ovelhas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Cadelas: 
Até o 20 dia a progesterona aumenta, após 
isso começa a cair, mas apesar disso, com o 
nível menor, ainda consegue manter a 
gestação. 
A prolactina é também muito importante 
para a gestação, em cadelas e gatas. 
A pseudociese (falsa gestação) é 
causada pela tanto pela progesterona 
quanto prolactina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
Parto 
 
Desencadeamento do parto 
Quem desencadeia é o feto! 
Quando o tempo de gestação é 
atingido o feto irá ativar o mecanismo do 
parto, ele vai perceber que ali que não é o 
ambiente mais ideal para ele, e, então, irá se 
estressar com a falta de espaço, com a 
nutrição que já não será a mais ideal para 
ele, e isso levará ao estresse, desencadeia, 
assim, a produção do cortisol (que nesse 
caso é o do feto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
O cortisol fetal inicia o trabalho de parto 
através da diminuição da progesterona e do 
aumento da secreção de estrógeno. 
A maturação do córtex suprarrenal 
fetal é de fundamental importância na iniciação 
do parto. O córtex suprarrenal se torna 
progressivamente sensível ao hormônio 
adrenocorticotrófico fetal (ACTH, 
corticotrofina), assim, liberando o cortisol. 
 
Dilatação 
 
 
 
 
 
O estrógeno irá desencadear a liberação 
de prostaglandina (PGF2α) e esta 
desencadeia a produção de relaxina, e juntas 
irão atuar na contração muscular do útero e 
no relaxamento da cérvix. 
PGF2α + relaxina = permitem a passagem do 
produto (feto) no canal do parto 
A produção da relaxina é responsável pela 
separação da sínfise púbica através de 
relaxamento do ligamento Inter pubiano. A 
relaxina causa o relaxamento dos ligamentos 
e dos músculos associados que circundam o 
canal pélvico, o que permite ao feto expandir 
o canal pélvico em sua capacidade total, para 
que o feto passe. 
Na vaca e em porcas, o CL é a fonte de 
relaxina; 
Em outras espécies domésticas, como gatas, 
cadelas e éguas, a fonte de relaxina é a 
placenta. 
 
Além disso, a queda progesterona, que inibia 
as contrações uterina, irá contribui para que 
as contrações uterinas sejam aumentadas 
gradativamente. 
Embora seja essencial para o parto 
nestas espécies, a remoção de progesterona 
em si não inicia o parto. É a liberação de 
PGF2α que causa tanto a luteólise quanto as 
contrações do miométrio. 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
>>Em éguas, assim como em primatas, o parto 
ocorre mesmo que as concentrações de 
progesterona permaneçam elevadas durante 
o processo. Nesta situação, a PGF2α é capaz 
de superar os efeitos supressores da 
progesterona na atividade do miométrio. 
O cortisol fetal também transforma 
a progesterona em estrógeno. 
O estrógeno também induz a formação do 
receptor para ocitocina no miométrio, e a 
ocitocina estimula também a contração 
uterina. Quantidades significativas de 
ocitocina são liberadas apenas com a 
entrada do feto no canal de parto. 
A liberação de ocitocina ocorre 
através do reflexo de Ferguson. 
→ A via aferente do reflexo envolve a 
passagem de impulsos através de 
nervos sensoriais na medula espinhal 
para o núcleo apropriado no 
hipotálamo; 
→ A via eferente envolve o transporte 
de ocitocina da neuro-hipófise pelo 
sistema vascular. A ocitocina é 
sinérgica a PGF2α na indução da 
contração do útero. 
Reflexo de fergusson: Em fêmeas, uma vez 
iniciado o parto, o feto ao passar no canal 
pélvico através da cérvix desencadeia um 
arco-reflexo no nível medular, através do 
nervo pudendo, permitindo que ocorra a 
contração da musculatura abdominal. 
 
 
 
 
 
 
Contrações uterinas + contração abdominal = 
favorece a expulsão do feto. 
 
Lactação 
 
As células secretoras de leite da glândula 
mamária se desenvolvem via proliferação do 
epitélio em estruturas ocas denominadas 
alvéolos (unidades secretoras de leite 
fundamentais da glândula mamária) 
 Apresentam sistemas de 
ductos que conectam os alvéolos as tetas, 
permitindo que o leite passe da região de 
produção para a área de saída (mamilo). 
 
Os ductos podem se fundir de forma a 
formar um ducto terminal por glândula. 
 
A maior parte do leite que se acumula antes 
da amamentação ou da ordenha é 
armazenada nos alvéolos. 
>> Em vacas e cabras apresentam 
grandes áreas de armazenagem de 
leite denominadas cisternas, não 
deixam de armazenar nos alvéolos; 
 As cisternas permitem que elas 
armazenem maiores quantidades de leite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As glândulas mamárias tipicamente se 
desenvolvem aos pares. O número de pares 
nos animais domésticos varia: 
o Caprinos, equinos e ovinos: 1 par; 
@medvetresume 
o Bovinos: 2 pares; 
o Suínos: 7 a 9 pares 
o Cadelas e gatas: 7 a 10 pares 
Controle de mamogênese 
O desenvolvimento fetal da glândula 
mamária está sob controle genético e 
endócrino. 
Suas células secretoras de leite se 
desenvolvem através da proliferação do 
epitélio, este processo começa já na vida 
intrauterina, em que há uma pequena taxa de 
desenvolvimento, sendo maior na puberdade 
em que ocorre um acelerado crescimento do 
tecido mamário, com os ductos sob o 
controle de estrógenos, hormônio do 
crescimento e esteroides suprarrenais, e os 
alvéolos sob o controle da progesterona e da 
prolactina. 
Embora tenha um desenvolvimento da 
glândula na puberdade, ela permanece 
relativamente subdesenvolvida até ocorrer 
a gestação, em estágio final, terá níveis 
elevados de progesterona e estrógeno que 
irão estimular esse desenvolvimento. 
O estrógeno também atua no hipotálamo, 
estimulando a produção de PRH (Hormônio 
liberador de Prolactina), que, por sua vez, 
atua nas células lactotróficas da adeno-
hipófise, que então produzem a prolactina. 
Entretanto, a progesterona inibe o efeito 
lactogênio da prolactina, possuindo apenas o 
efeito mamogênico, ou seja, nesse momento 
atuará apenas auxiliando o desenvolvimento 
das mamas. 
O lactogênio placentário, GH, a insulina e os IGFs 
também estão envolvidos na mamogênese 
Com a aproximação do parto há um aumento 
do cortisol fetal e, consequentemente os 
níveis de progesterona cai, e a prolactina 
começa atuar na produção de leite, 
inicialmente resultando na formação do 
colostro. 
Colostro 
Colostro é o leite produzido antes do parto, 
a sua remoção representa um processo 
secretório no qual a lactogênese ocorrena 
ausência da retirada do leite. Entretanto, a 
lactação não pode ocorrer completamente 
até que a gestação esteja a termo, devido 
aos efeitos inibitórios da progesterona e do 
estrógeno sobre a secreção do leite, fatores 
inibitórios que são removidos no momento ou 
logo antes do parto. 
Ingestão de colostro é importante pois além da 
nutrição, fornece imunidade passiva (proteção 
temporária) contra os agentes infecciosos 
devido a presença de altas concentrações de 
imunoglobulinas. 
O período no qual os neonatos podem 
absorver as imunoglobulinas pelo intestino 
está limitado às primeiras 24 a 36 horas de 
vida. 
Outros nutrientes como os lipídios 
(particularmente a Vitamina A) e as 
Proteínas (Caseína e Albumina) Estão em 
Altas Concentrações no Colostro; 
Os Carboidratos (Lactose) estão em baixas 
concentrações no colostro. 
As reservas de carboidrato são boas nos 
neonatos únicos ou gêmeos, enquanto as 
reservas são baixas nos neonatos nascidos em 
ninhadas; consequentemente, os primeiros 
podem suportar um intervalo maior (1 à 2 horas 
para começarem a mamar) para a primeira 
mamada do que os últimos (após o nascimento 
estarão mamando em menos de 30 minutos). 
Logo após o parto, as tetas produzem 
colostro em pequenas quantidades, que 
aumentam de forma gradual nos primeiros 
@medvetresume 
dias. Mas, após dois a quatro dias, começam 
a produzir quantidades muito maiores 
Lactogênese 
Produção do leite 
A prolactina desempenha um papel 
importante, ela é liberada em conjunto com 
a manipulação da teta por meio tanto da 
amamentação quanto do processo de 
ordenha. 
 Os estímulos sensoriais são 
conduzidos para o hipotálamo, e a síntese e 
liberação da dopamina, o principal inibidor da 
secreção da prolactina, são bloqueadas 
enquanto os neurônios no núcleo 
paraventricular são estimulados a produzir 
e liberar o peptídeo vasoativo intestinal, 
um estimulador da liberação da prolactina. 
Um pico curto de prolactina ocorre 
imediatamente após o início da retirada do 
leite, os valores do pico são atingidos 30 
minutos após o estímulo inicial. 
Via somatossensorial no reflexo induzido 
pela amamentação para a liberação de 
prolactina: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos ruminantes, o GH (hormônio do 
crescimento), também é importante na 
produção do leite. 
Outros hormônio também estão envolvidos: 
lactogênio placentário, GH, glicocorticóides, 
tiroxina, tireotropina e insulina. 
Galactopoese 
Manutenção da produção de leite 
A manutenção da lactação é controlada pela 
prolactina e glicorticoides, este último é 
liberado pelo córtex adrenal estimulados 
pelo ACTH(Hormônio adrenocorticotrófico) 
da hipófise anterior. 
Devendo ocorrer um estímulo de sucção das 
mamas de 12 em 12 horas para que continue 
a ocorrer a liberação de prolactina. 
Se o leite não for removido em 
aproximadamente 16 horas nas vacas 
leiteiras, a síntese do leite começa a ser 
suprimida. 
A resposta da prolactina, avaliada em função 
da quantidade de hormônio liberada após a 
estimulação da glândula mamária, diminui à 
medida que o período de lactação avança. 
 
Descida do leite 
Ejeção do leite 
 Para que ocorra uma eficiente 
retirada do leite as células musculares 
(mioepiteliais) que circundam os alvéolos e 
os ductos, necessitam de liberação de 
Ocitocina, em resposta a esse hormônio irão 
se contrair e causar o movimento do leite 
para dentro dos ductos e cisternas. 
 A síntese e liberação da 
ocitocina pela hipófise posterior são 
estimuladas por um reflexo 
neuroendócrino que envolve a 
@medvetresume 
estimulação tátil do úbere pela 
amamentação ou ordenha. 
 Os estímulos sensoriais do 
úbere são conduzidos através da medula 
espinhal para o hipotálamo. Os neurônios dos 
núcleos paraventricular e supraóptico são 
estimulados a sintetizar a ocitocina e liberá-
la dos terminais nervosos na neuro-hipófise 
(porção posterior da hipófise). Na neuro-
hipófise ocorre exocitose do hormônio, 
sendo, então, liberado para a corrente 
sanguínea, para então realizar suas ações. 
 
Outros estímulos sensoriais que iniciam a 
liberação de ocitocina incluem o auditivo, o 
visual e o olfatório, que ocorrem próximo ou 
dentro de canis, gatis ou sala de ordenha. 
A liberação da ocitocina ocorre segundos 
após o estímulo chegar ao hipotálamo, a 
pressão aumentada na glândula mamária é 
evidente dentro de um minuto da 
estimulação, conforme o leite é forçado 
para fora dos alvéolos e ductos devido à 
contração das células mioepiteliais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caso a fêmea em período de lactação passar por 
momentos de estresse ou excitação, libera 
adrenalina (epinefrina) pela glândula adrenal que 
inibe a Ocitocina e, consequentemente, a ejeção 
do leite. 
→ Resumindo a atuação dos hormônio 
na lactogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
Composição do leite 
As gorduras são as fontes de energia mais 
importantes do leite é composta por um 
grande número de lipídios, incluindo os 
monoglicerídeos, diglicerídeos, 
triglicerídeos (principal componente), ácidos 
graxos livres, fosfolipídios e esteroides; 
 Auxilia a compensar a perda de 
calor pelo neonato. 
Espécies Gordura Proteína Lactose Cinzas 
Gata 7,1 10,1 4,2 0,5 
Vaca 3,5 3,1 4,9 0,7 
Cadela 9,5 9,3 3,1 1,2 
Cabra 3,5 3,2 4,6 0,8 
Égua 1,6 2,4 6,1 0,5 
 
A lactose, composta de glicose e galactose, 
é o carboidrato principal do leite de 
mamíferos. 
@medvetresume 
 As proteínas principais são as 
Caseínas, também tem as albuminas e as 
globulinas. 
 
 
 
 
O ciclo da lactação 
 
O tempo necessário para a mudança de 
colostro para a secreção de um leite normal 
varia em cada espécie. 
 
>>Em vacas leiterias a produção de leite 
atinge o pico no primeiro mês, seguido de um 
leve declínio na produção; 
 
A pressão do leite dentro dos alvéolos 
gradualmente inibe a secreção do leite pelas 
células epiteliais alveolares, resultando na 
regressão das células alveolares e dos 
ductos menores, esse processo é chamado 
de involução. 
 
A ordenha geralmente termina ao redor do 
305 dia da lactação, de modo que o animal 
possa preparar a glândula mamária para a 
próxima lactação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
Machos 
 
Anatomia funcional 
 
O sistema reprodutivo masculino é 
constituído por vários órgãos individuais que 
agem em conjunto para produzir 
espermatozoides e depositá-los no trato 
reprodutivo da fêmea. 
Essa ação conjunta envolve o sistema 
neuroendócrino (hipotálamo e hipófise 
anterior) e o sistema genital. 
 
Espermatogênese normal na maioria dos 
mamíferos requer manutenção uniforme de 
temperatura testicular de 2° a 6°C inferior 
à temperatura corporal. Temperatura 
testicular elevada reduz o número de 
espermatozoides vivos normais. 
A termorregulação dos testículos nos 
animais domésticos é mantida pelo saco 
escrotal pendular, a vasculatura testicular, 
os músculos cremaster e dartos e a pele 
escrotal. 
A artéria espermática que trás o sangue 
para o testículo, contém temperaturas 
elevadas, o que poderia matar os 
espermatozoides. Para isso a veia entrelaça 
na artéria, formando o chamado plexo 
venoso pampiniforme, levando a uma troca 
de calor em contracorrente das artérias 
com as veias (baixa temperatura). 
Os músculos dartos e cremaster podem 
aumentar ou reduzir a área exposta da 
superfície do escroto e mover os testículos 
para mais perto ou mais longe do abdome, 
dependendo do seu estado de contração. 
 
 
 
 
Além disso, a localização dos testículos 
(fora da cavidade abdominal e dentro do 
escroto) auxilia essa termorregulação. Essa 
mudança de localização é chamada de 
descida dos testículos 
Nos animais domésticos, a descida dos 
testículos ocorre durante os seguintes 
períodos de tempo: 
o Cavalo: 9 a 11 meses de gestação 
o Gado: 3,5 a 4 mesesde gestação 
o Ovelha: 80 dias de gestação 
o Porco: 90 dias de gestação 
o Cachorro: 5 dias após o nascimento 
o Gato: 2 a 5 dias após o nascimento 
 
Migração testicular 
♂ 1ª fase: aumento no tamanho 
testicular 
♂ andrógenos → regressão 
ligamento suspensório anterior 
♂ 2ª fase: migração transabdominal 
♂ move-se em direção ao anel 
inguinal interno 
♂ 3ª fase: migração transinguinal 
♂ movimento para o escroto → 
andrógeno dependente 
 
Esta fase depende e é facilitado por uma 
condensação mesenquimatosa, o 
gubernáculo testicular, que orienta o 
testículo em direção ao canal inguinal e 
através dele. 
O aumento do peso do testículo, a 
pressão intraabdominal e a abertura do anel 
inguinal fornecem a passagem desse órgão 
para o interior do canal inguinal e, com o 
total encurtamento do gubernáculo o 
testículo se posiciona definitivamente no 
interior do escroto. 
 
Funcionalmente, considera-se que o 
testículo apresenta três compartimentos. 
o Do tecido intersticial, contendo as 
@medvetresume 
células de Leydig, circunda os túbulos 
seminíferos e banha-os em fluido rico em 
testosterona. 
 
Os outros dois compartimentos estão 
dentro dos túbulos seminíferos. 
o O compartimento basal contém as 
espermatogônias, que se dividem por mitose; 
o O compartimento adluminal 
representa um ambiente especial onde 
espermatócitos sofrem meiose e continuam 
suas divisões meióticas para se diferenciar 
em espermátides e finalmente em 
espermatozoides. 
 
Dentro dos túbulos seminíferos, as células 
de Sertoli, que proporcionam suporte e 
nutrição para as células germinativas em 
desenvolvimento, se estendem do 
compartimento basal até o compartimento 
adluminal. 
Junções de oclusão entre as células de 
Sertoli separam os compartimentos basal e 
adluminal e formam o mais importante 
componente da barreira hematotesticular. 
 
Funciona evitando que vários 
componentes presentes no sangue e no 
fluido intersticial entrem no compartimento 
adluminal. 
 
Os túbulos seminíferos liberam seu 
conteúdo dentro da rete testis, que 
subsequentemente transporta os 
espermatozoides e o fluido dos túbulos 
seminíferos até o epidídimo. 
 
O epidídimo serve para conduzir os 
espermatozoides e também fornece um 
ambiente especial no qual os 
espermatozoides sejam armazenados, 
sofrem maturação e adquirem capacidade de 
fertilização. 
 
Os ductos deferentes passam através dos 
anéis inguinais para o interior do abdome e 
conectam a cauda do epidídimo com a uretra 
pélvica. 
 
O órgão copulatório do macho é o pênis. 
O corpo do pênis é circundado por uma 
espessa cápsula fibrosa (a túnica albugínea) 
que contém numerosos espaços cavernosos 
(o corpo cavernoso do pênis), assim como o 
corpo esponjoso do pênis, que circunda 
diretamente a uretra. 
A ereção é um evento psicossomático que 
envolve a ação concomitante dos sistemas 
vascular, neurológico e endócrino. 
A contração do músculo 
isquiocavernoso durante a ereção resulta na 
oclusão do fluxo venoso. Ao mesmo tempo, o 
relaxamento do corpo cavernoso e do corpo 
esponjoso, mediado pelo sistema 
parassimpático, resulta no ingurgitamento 
desses espaços com sangue, e o pênis torna-
se alongado e túrgido. 
 
Eixo hipotalâmico-hipofisário testicular 
 
O controle da secreção de gonadotrofinas 
no macho é similar ao da fêmea; pulsos de 
GnRH, decorrentes do hipotálamo, influem 
na secreção pulsátil de gonadotrofinas (FSH 
e LH) através da hipófise anterior que, por 
sua vez, promove a secreção de 
testosterona, também em forma pulsátil, 
dos testículos. 
Pulsos de GnRH irregulares e de baixa 
amplitude resultam na liberação de FSH; 
Pulsos de GnRH de alta frequência induzem a 
liberação de LH. 
Uma grande diferença entre os sexos é que 
não existe a necessidade de um feedback 
positivo da liberação de gonadotrofinas no 
macho. 
Os gametas são produzidos e liberados 
continuamente em um sistema tubular que se 
abre para o exterior. Isto nega qualquer 
@medvetresume 
necessidade de uma onda de liberação de 
gonadotrofinas, como é requerido nas fêmeas 
para a ruptura da superfície ovariana, para a 
liberação dos oócitos. 
 
Dentro do testículo, o LH liga-se a 
receptores da membrana das células de 
Leydig e as estimula a converter colesterol 
em testosterona. 
Já o FSH tem como alvo específico 
receptores nas células de Sertoli dentro 
dos túbulos seminíferos. Essas células 
envolvem e dão suporte às células 
espermáticas em desenvolvimento. 
 
Altas concentrações locais de andrógenos 
dentro dos testículos são consideradas 
essenciais para a ocorrência da 
espermatogênese normal. 
 
O FSH e a Testosterona estimulam várias 
funções das células de Sertoli, incluindo a 
síntese e secreção de ABP, inibina, 
estrógeno e várias substâncias que estão 
envolvidas na transferência de nutrientes 
para as células germinativas, meiose, 
maturação de espermatócitos, espermiação, 
etc. 
 
As células de Sertoli também produzem as 
proteínas ligadoras de andrógenos (ABP), 
que irão se ligar a testosterona e 
transportá-las dos testículo para o 
epidídimo, onde esses hormônios influenciam 
o trânsito epididimal e a posterior 
maturação dos espermatozoides. 
Isso acontece, pois, a testosterona não 
consegue atravessar a membrana testicular 
sozinha. 
 
A inibina, juntamente com a testosterona, 
está envolvida na complexa regulação por 
feedback da função da hipófise. 
 
 
A testosterona, a di-
hidrotestosterona e o estrógeno regulam a 
síntese e secreção de LH através de 
feedback negativo exercido no hipotálamo 
ou hipófise anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumindo o processo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
 
Funções renais 
→ Filtragem do sangue – 180L por dia 
→ Reabsorção de substâncias 
necessárias ao organismo como, água, 
Na, cloretos, K, bicarbonato HCO3, 
aminoácidos, glicose, entre outros) 
→ Excreção de subprodutos 
metabólicos (dejetos metabólicos 
como, amônia, ureia, creatinina, ácido 
úrico. 
Além disso, os rins tem importante papel 
na manutenção da homeostase: 
→ Manutenção do equilíbrio 
hidroeletrolítico 
→ Manutenção do equilíbrio ácido 
básico - pH sanguíneo 
→ Manutenção da pressão sanguínea 
através da produção de hormônio 
que irão regulá-la. 
→ Estimulam a produção de eritrócitos 
através da enzima eritropoetina. 
 
Néfron 
Essas diversas funções são 
desempenhadas por uma extensa variedade 
de tipos celulares, cada qual com respostas 
específicas a sinais diretos e indiretos, 
dispostos em um padrão particular que 
forma a unidade funcional do rim, o néfron. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ilustração esquemática dos néfrons justa 
medulares e superficiais, listando as 
funções dos segmentos do néfron e do ducto 
coletor. 
 
As setas indicam a direção do fluxo do 
fluido tubular. 
Os segmentos estão numerados na 
ordem sequencial de modificação do fluido 
tubular, iniciando pelo glomérulo. 
 
 
 
 
 
Sistema Renal 
É composto pelos: 
✓ Glomérulos: onde o sangue é filtrado; 
✓ Segmentos renais associados: onde 
as substâncias filtradas são absorvidas e 
para onde os componentes plasmáticos são 
excretados, o fluido tubular. 
 
Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunnigham tratado de fisiologia veterinária, 5 edição. 
 
@medvetresume 
Glomérulo 
Existem dois tipos de néfrons; 
Néfron cortical (superficial): seu glomérulo 
está localizado no córtex externo e a alça de 
Henle estende-se na medula externa. 
 
Néfron justa medular: seu glomérulo está 
localizado profundamente no córtex, 
próximo à junção corticomedular. O ramo 
delgado da alça de Henle estende-se 
profundamente na medula interna. 
 
 
Os néfrons uma vez lesionados não são 
capazes de se regenerar, portanto, uma vez 
lesionado ele se perde o que irásobrecarregar os néfrons que ainda 
restaram, tendo que suprir o néfron 
perdido. 
 
 
Microestrutura dos rins 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os seguimentos renais são: 
✓ Túbulo contorcido proximal 
✓ Alça de Henle (ramos descendente 
mais delgado e ascendente mais 
espesso) 
✓ Túbulo contorcido distal 
✓ Túbulo coletor 
✓ Ducto coletor 
 
 
 
Estes néfrons tem um poder maior de 
absorção de água, os gatos possuem 
apenas esse tipo de néfron e isso 
significa que eles conseguem 
reabsorver muita água e concentrar 
bastante a urina. 
 
 
*Corpúsculo renal = glomérulo 
= tufo glomerular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No córtex renal, os néfrons 
intercalam o sistema de ductos 
coletores que atravessa o rim e 
desembocam na pelve renal. 
 
@medvetresume 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tufo glomerular apresenta uma arteríola 
aferente e uma eferente 
Nos mamíferos, o sangue da artéria 
renal flui para a arteríola aferente, que 
conduz o sangue ao glomérulo, ela se divide 
em inúmeros capilares glomerulares. 
 
 
 
 
 
 
 
A água e os solutos atravessam a parede dos 
capilares glomerulares, pelas fenestras, 
atingido o espaço de Bowman e formando o 
filtrado glomerular (área pontilhada), que 
flui para o túbulo proximal. 
Os capilares glomerulares se aglutinam e o 
sangue filtrado deixa o glomérulo pela 
arteríola eferente. 
 
Os capilares são emitidos com o intuito 
de diminuir o fluxo do sangue para que o 
corpúsculo renal não seja lesionado pois 
o sangue o sangue viria com muita força. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As arteríolas eferentes, que formarão uma 
segunda rede de capilares, os peritubulares, 
origem das veias interlobulares e assim por 
diante. Os capilares peritubulares são 
responsáveis por nutrir as partes distais do 
néfron, além de ser o destino final da 
reabsorção tubular do ultrafiltrado 
glomerular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tufo glomerular é envolto pela cápsula de 
Bowman, que é revestida por uma camada 
única de células, o epitélio parietal. A área 
entre o tufo glomerular e a cápsula de 
Bowman é o espaço de Bowman. É aí que o 
filtrado glomerular aparece pela primeira 
vez. A partir daí, ele entra no lúmen do 
primeiro segmento do túbulo proximal. 
A taxa de filtração Glomerular é 
determinada pela pressão média de 
filtração líquida, a permeabilidade da 
Filtração glomerular 
 
A primeira etapa da função renal é a filtração do sangue pelo glomérulo, este é uma compacta 
rede de capilares que retém os componentes celulares e as proteínas de peso molecular 
médio a elevado nos vasos, enquanto expele um fluido quase idêntico ao plasma em sua 
composição hídrica e eletrolítica. Este fluido é o ultrafiltrado glomerular; e esse processo 
da início a formação da urina. 
 
Não fazem parte do filtrado glomerular: componentes celulares sanguíneos, e 
proteínas de peso molecular médio a elevado, pois são estrutura grandes que não 
conseguem ultrapassar os vasos. 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
barreira de filtração e a área disponível 
para filtração. 
 
A parede dos capilares glomerulares 
cria uma barreira às forças que favorecem e 
se opõem à filtração do sangue. 
As forças que favorecem a filtração — ou 
seja, a movimentação de água e solutos 
através da parede dos capilares 
glomerulares — são a pressão hidrostática 
do capilar glomerular (Pgc) esta favorece a 
filtração, 60mmHg 
 
As forças que se opõem à filtração são: 
✓ Pressão oncótica plasmática nos 
capilares glomerulares (πb), 32 mmHg: é 
feita pelas proteínas plasmáticas e exerce 
uma força puxa o líquido para o vaso. 
✓ Pressão hidrostática no espaço 
de Bowman (Pt ou Pcaps), 18 mmHg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem ilustrando as forças que favorecem e se 
opõem à filtração. 
 
Pf é a pressão de filtração líquida, ela é a 
diferença entre as pressões que favorecem 
a filtração e as pressões que se opõem 
 
Pf = Pgc – (πb+Pt) 
A diferença de 10 mmHg é a pressão de 
Filtração 
 
A barreira de filtração é seletivamente 
permeável 
Normalmente, essencialmente todos 
os componentes celulares e proteínas 
plasmáticas do tamanho das moléculas de 
albumina ou maiores são retidos na corrente 
sanguínea, enquanto a água e os solutos são 
espontaneamente filtrados. 
Substâncias moleculares com raio 
maior ou igual a 4nm não são filtradas, ficam 
retidas na corrente sanguínea 
A carga elétrica da molécula também 
interfere, a molécula em sua forma catiônica 
(carregada positivamente) é filtrada com 
maior facilidade. 
 
Reabsorção de solutos 
 
A maior parte do ultrafiltrado formado no 
glomérulo deve ser reabsorvida pelos 
túbulos renais, ao invés de excretada na 
urina pois sem essa reabsorção o animal 
excretaria a todo momento os solutos 
necessários para o seu organismo, como 
água, sódio, glicose, proteínas de tamanho 
menor, vitaminas etc. 
Esse processo é chamado de reabsorção 
tubular: tira do túbulo as substâncias 
importantes que foram filtradas e devolve 
para os capilares peritubulares que também 
possuem fenestrações. 
 
Os túbulos também realizam a secreção 
tubular, isto é, retiram conteúdos não 
utilizáveis dos capilares peritubulares para 
que sejam secretados. Podemos citar como 
exemplo os resquícios metabólicos, 
medicamentoso, nitrogênio, ácidos biliares e 
excesso de hidrogênio (para regulação do 
pH). 
 
Importante: 
Reabsorção é quando se tira do túbulo e 
devolve ao capilar peritubular. 
Secreção é quando substâncias ruins que 
estão no capilar peritubular podem ser 
jogadas no túbulo, é uma ferramenta 
@medvetresume 
adicional de eliminação de substâncias 
que a filtração não foi capaz de eliminar 
 
E excreção é o volume excretado. Ex: 
urina, fezes. 
 
Para que ocorra a secreção e a reabsorção, 
precisamos dos compartimentos próximos 
entre si (túbulos renais e capilares 
peritubulares) e dos transportes 
específicos para aquela determinada 
molécula. 
 
Os transportes podem ser de diversos tipos: 
osmose, difusão, cotransporte, difusão 
facilitada e transporte ativo com auxílio de 
bombas. 
 
Felizmente, o túbulo renal repõe, de maneira 
eficaz, estes e outros componentes do 
ultrafiltrado 
Algumas substâncias são 100% 
reabsorvidas (ex. glicose, proteínas) 
Outras são reabsorvidas de modo a 
variar sua taxa de excreção para regular sua 
concentração no plasma (ex. Na+, K+) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) O Na+ é reabsorvido por transporte ativo; 
2) O gradiente eletroquímico determina a 
reabsorção dos ânions. 
3) A água move-se por osmose, seguindo a 
reabsorção do soluto. A concentração de 
outros solutos aumenta à medida que o 
volume de líquido do lúmen tubular diminui. 
4) Os solutos permeáveis são reabsorvidos por 
difusão através de transportadores de 
membrana ou pela via paracelular. 
Túbulo contorcido proximal (TCP) 
É o primeiro local de reabsorção do 
ultrafiltrado e onde absorve a maior taxa de 
nutrientes. 
 
Nesse túbulo existe um epitélio com 
microvilosidades (borda em escova), as 
células são ricas em mitocôndrias e entre 
uma célula e outra existe a zona de oclusão 
(estrutura permeável que adere às células 
do túbulo proximal entre si na junção dos 
domínios das membranas plasmáticas apical 
e basolateral) 
 
 
 
 
 
 
 
A estrutura do túbulo proximal e sua 
proximidade aos capilares peritubulares 
facilitam a movimentação dos componentes 
do fluido tubular para o sangue através de 
duas vias: 
 
Via transcelular 
As substâncias atravessam a 
membrana plasmática apical, citoplasma e 
membrana plasmática basolateral no fluido 
intersticial, por meio de canais ou por 
proteínas transportadora que se encontram 
na membrana (carreadoras). 
 
Via paracelular 
As substâncias passam através da 
zônula de oclusão, ocorrendo por difusão 
passiva ou por arrasto por solvente, que é asuspensão do soluto pelo fluxo de água. 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reabsorve: 
 
Praticamente 65% da água e do sódio 
filtrados conseguem ser reabsorvidos 
100% da glicose que chega é reabsorvida. 
Este é o único segmento do néfron com a 
capacidade de reabsorver glicose. Sendo 
assim, caso alguma molécula escape, ela sairá 
na urina. 
Se vemos glicose na urina do animal, 
há duas possibilidades: diabetes 
melittus ou um problema no túbulo 
proximal que não está conseguindo 
reabsorver toda a glicose que passa 
por ali. 
 
Quase 100% dos aminoácidos são 
reabsorvidos, vitaminas e eletrólitos como 
Cloreto (Cl-), bicarbonato (HCO3-), cálcio 
(Ca2+) e potássio (K+). 
 
Do ponto de vista eletrolítico, o túbulo 
proximal tem capacidade de reabsorção 
de todos os eletrólitos, mas reabsorve 
com maior intensidade o sódio. 
 
Controle de ácidos e bases é realizado com 
muita eficácia pelo túbulo proximal. Pode 
reabsorver o bicarbonato que seria 
eliminado na urina e secretar H+ para 
regular um caso de acidose, por exemplo. 
 
Quanto a secreção, ele secreta ácidos 
biliares, oxalato, urato, catecolaminas, 
fármacos, toxinas e H+. 
Alça de Henle 
A alça de Henle tem função e objetivos 
diferentes do túbulo proximal. É composta 
por duas porções: porção descendente e 
porção ascendente. 
 
Porção descendente 
 
A célula que reveste a alça não possui bordas 
em escova e tem poucas mitocôndrias. 
 É uma célula que tem por objetivo apenas a 
reabsorção de água e por isso, não precisa 
de grande atividade metabólica. 
 
Esse ramo é responsável pela 
reabsorção de aproximadamente 20% de 
água. 
 
Os diuréticos são medicamentos que aumentam 
a produção de urina. A furosemida, por exemplo, 
é um diurético de alça que impede que as 
aquaporinas transportem água. Portanto, ela 
impede a porção descendente da alça de Henle 
de reabsorver água. É preciso tomar cuidado 
com os diuréticos, pois com a reabsorção 
diminuída, o paciente precisa tomar uma 
quantidade maior de água (para não perder 
volume, diminuir pressão hidrostática e 
danificar os néfrons) 
 
 
Porção ascendente 
 
As células que revestem são praticamente 
impermeáveis a água, tendo em vista que seu 
objetivo é a reabsorção de eletrólitos como 
sódio, cloreto, potássio, magnésio e cálcio. 
Como houve grande reabsorção de 
água pelo túbulo contorcido proximal e pelo 
ramo ascendente da alça de Henle, o fluido 
estará mais concentrado com grande 
quantidade de eletrólitos. 
Esse ramo busca reabsorver os solutos 
para preservar a água dentro do túbulo. 
 
@medvetresume 
Essa porção tem grande quantidade de 
bombas ATPases que gastam atp para 
reabsorver os eletrólitos. 
 
Esse ramo secreta grande quantidade 
de H+ 
 
Túbulo contorcido distal (TCD) 
 
Possui duas porções distintas: 
✓ Porção distal inicial: atua com as 
mesmas características do ramo ascendente 
da alça de Henle. Sendo assim, é mais 
impermeável a água e reabsorve grande 
quantidade de eletrólitos. 
 
É aqui que temos a estrutura chamada 
de mácula densa, que possui papel no 
controle das reabsorções de água e pressão. 
✓ Porção distal final: nesta porção 
temos a ação da aldosterona. 
 
A aldosterona (ADH) é um hormônio 
produzido pelas glândulas adrenais e 
promove a reabsorção de sódio e água 
(aonde o sódio vai, a água vai atras). 
Para que ocorra a reabsorção do 
sódio, é necessária a secreção de potássio 
(moeda de troca), esse mecanismo é 
chamado de bomba de sódio e potássio. 
 
O túbulo distal, portanto, secreta 
hidrogênio e potássio e aqui ocorre a 
reabsorção de sódio e água. 
 
Ocorre a reabsorção de 5 a 10% de 
sódio e água nessa porção. Essa água 
reabsorvida é levada para os vasos e para o 
interstício que também precisa ser banhado. 
 
Túbulo coletor 
 
Até o final do túbulo contorcido distal temos 
90% da urina filtrada. 
Os 10% restantes são direcionados ao 
túbulo coletor, onde ocorre reabsorção de 
aproximadamente 5% (os outros 5% são 
eliminados na urina). 
 
O túbulo coletor faz a reabsorção de água, 
sódio, cloreto, ureia e bicarbonato e 
secreção de H+ (importante para o equilíbrio 
ácido-base). 
 O excesso de H+ deixa o sangue ácido 
e isso pode levar a um quadro de acidose 
metabólica, por isso o H+ são secretados 
para os túbulos renais, é uma maneira de 
regular o PH sanguíneo. 
 
O metabolismo proteico do animal gera 
resíduos a base de nitrogênio como a ureia e 
creatinina. 
A creatinina é praticamente 100% 
filtrada e eliminada na urina. Caso essa 
substância seja identificada em níveis 
elevados nos exames laboratoriais, indica um 
problema renal, já que a filtração não está 
ocorrendo de maneira adequada. 
A ureia, por sua vez, também deve ser 
eliminada, mas aproximadamente 50% dela é 
reabsorvida no túbulo coletor, para que o 
interstício medular fique com as 
concentrações adequadas. 
 
A região medular é mais concentrada que 
a região cortical do néfron e essa 
diferença de concentrações se deve à 
presença da ureia que é reabsorvida no 
túbulo e têm o papel de concentrar a 
região medular. 
 
O túbulo coletor também sofre ação de 
hormônios, assim como o TCD. 
A parede do túbulo é revestida por 
células que possuem canais para transporte 
de água, as aquaporinas. Elas ficam fechadas 
na maior parte do tempo e só se abrem sob 
o estímulo do hormônio vasopressina (ADH). 
 
@medvetresume 
Sem esse estímulo hormonal, elas 
permanecem fechadas e não ocorre a 
reabsorção de água no túbulo coletor. 
Neste sentido, os 5% que deveriam 
ser reabsorvidos neste segmento é 
eliminado na urina e isso corresponde a uma 
quantidade grande para um animal. 
 
 
 
 
O ADH é produzido pelo hipotálamo e 
armazenado na neuro hipófise. Qualquer 
problema na hipófise que afete a liberação 
deste hormônio resulta em falha na 
reabsorção de água pelo túbulo coletor. 
Pacientes com diabetes insipidus, por 
exemplo, tem falha na produção e liberação 
do ADH e a reabsorção de água no néfron 
ocorre somente até o TCD. Se esse paciente 
ficar sem acesso à água, ele desidrata com 
facilidade. Neste caso conseguimos repor o 
ADH e restabelecer o processo, porém há 
casos em que o problema não está na 
hipófise, e sim no túbulo coletor que não 
possui os receptores para ADH. Este caso já 
é mais difícil e os tutores precisam estar 
muito atentos a ingestão de água deste 
animal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em resumo: 
 
A urina excretada deve ter resquícios 
metabólicos e substâncias que já não são 
uteis para aquele organismo, como ureia, 
creatinina, fármacos, ácidos biliares, íons 
H+, um pouco de bicarbonato etc. 
 
Além disso, não deve conter proteínas, 
glicose, albumina e vitaminas e a 
eliminação de água deve estar dentro dos 
limites. 
Se vemos uma alteração nestes fatores, 
pode ser um indício de algum problema 
renal. 
 
Por exemplo, um animal urinando em grande 
quantidade pode ser uma falha na 
reabsorção de água em um ou mais 
segmentos dos túbulos. Por isto, uma 
densidade urinária baixa no exame de urina 
pode significar que o rim não conseguiu 
desempenhar tão bem o seu papel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E no final, menos de 1% do volume inicial é 
excretado. 
@medvetresume 
Aparelho justa glomerular 
 
O aparelho justa glomerular é a junção de: 
✓ Arteríolas aferentes e eferentes; 
✓ Mácula densa (região do epitélio do 
TCD em contato com a cápsula ou 
arteríolas do polo vascular do 
glomérulo de seu corpúsculo); 
✓ Células mesangiais (unem as 
arteríolas com a parede do túbulo 
distal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regulação da taxa de filtração glomerular 
 
Em condições normais, os rins mantêm a TFG 
em um nível relativamente constante, apesar 
das alterações na pressão arterial sistêmica 
e no fluxo sanguíneorenal. 
A TFG é mantida dentro da variação 
fisiológica pela modulação renal da pressão 
arterial sistêmica e do volume 
intravascular e pelo controle intrínseco do 
fluxo sanguíneo renal, da pressão dos 
capilares glomerulares. 
Os efeitos renais na pressão e volume 
arteriais sistêmicos são mediados, 
primariamente, pelos fatores humorais, em 
particular pelo sistema renina-angiotensina-
aldosterona. 
O controle intrínseco da perfusão dos 
capilares glomerulares é mediado por dois 
sistemas autorreguladores, que controlam a 
resistência ao fluxo nas arteríolas aferente 
e eferente: o reflexo miogênico e o 
feedback tubuloglomerular. 
 
 
Reflexo miogênico 
Importante: 
A pressão arterial é ocasionada pelo sódio, ele 
retém maior quantidade de líquido e isso faz com 
que o volume de fluidos nos vasos sanguíneos 
aumente. Dessa forma, as paredes dos vasos 
sofrem maior pressão pelo sangue. 
• Aumento da pressão arterial, leva 
a um aumento no fluxo sanguíneo 
renal (FSR) → isso pode causar 
lesões nos capilares glomerulares 
→ aumento da TFG. 
• Diminuição da pressão arterial → 
menor FSR (o sangue chega com 
baixa pressão) → TFG mais baixa 
Tendo em vista isso, o reflexo miogênico 
regula o fluxo sanguíneo renal e a TFG. 
→ Quando a pressão aumenta, o músculo liso 
da parede da arteríola estira, canais iônicos 
sensíveis ao estiramento se abrem, e as 
células musculares despolarizam. A 
despolarização leva à abertura de canais de 
Cálcio (Ca+) dependentes de voltagem, e o 
músculo liso vascular se contrai, causando 
uma vasoconstrição dos vasos aferentes. 
A vasoconstrição aumenta a 
resistência ao fluxo e leva a uma redução no 
fluxo sanguíneo através das vasos 
aferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
→ Por outro lado, a dilatação arteriolar 
ocorre quase imediatamente após uma 
diminuição na tensão da parede arteriolar, 
reduzindo, assim, a resistência ao fluxo 
quando a pressão de perfusão vascular 
diminui. 
 
O aumento na TFG (taxa de filtração 
glomerular) → precisa filtrar com mais 
rapidez e a urina também é formada mais 
rápido. Pensando na eliminação de tóxicos 
isso é bom, tendo em vista que as toxinas e 
elementos ruins serão eliminados de forma 
rápida. Porém, há menos tempo para a 
reabsorção das substâncias boas para 
aquele organismo. 
 
 
Paciente hidratado recebendo 
fluidoterapia, tem um aumento na TFG. Esse 
processo também facilita a eliminação de 
toxinas, tendo em vista que a filtração está 
ocorrendo de forma mais rápida. Os 
pacientes desidratados, por sua vez, têm 
menor volume de água corpórea e menor 
pressão – consequentemente, os néfrons 
filtram e trabalham de forma mais lenta. 
Possuem menor TFG, enquanto hirpertensos 
possuem maior TFG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Feedback túbulo glomerular 
 
Essa autorregulação evita perda de sais 
através da urina, tendo em vista que o 
aumento na TFG ocasionará uma rapidez na 
formação de urina, já que tem bastante 
fluído chegando, tendo um menor tempo 
para a reabsorção das substâncias boas para 
aquele organismo. 
Maior pressão arterial reflete no 
aumento da TFG e no fluxo sanguíneo renal 
(FSR), nas regiões distais do néfron as 
células da mácula densa irão perceber 
esse maior fluxo e grande concentração 
de cloreto de sódio. E então, o NaCl começa 
a ser reabsorvido num cotransporte (Na, Cl 
e K), à medida que é reabsorvido, isso 
estimula as céls da mácula densa a liberar 
mediadores, sendo um destes o ATP, que é 
liberado para o interstício. A adenosina do 
ATP age no receptor da célula justa 
glomerular (na AE), que permite então a 
entrada de Cálcio na célula, contraindo as 
células justa glomerulares, o que contraí 
também a arteríola aferente. 
Isso reduz a quantidade de sangue 
que chega ao glomérulo e reduz TFG, 
inibindo a liberação de renina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além disso, há também a 
vasodilatação da arteríola eferente 
O reflexo miogênico é bastante 
vantajoso para redução da 
pressão ou do volume em 
pacientes hiper hidratados, por 
exemplo. 
A vasoconstrição gera uma 
redução do volume sanguíneo que 
chega ao néfron, evitando 
possíveis lesões nos capilares 
glomerulares e melhorando a 
eficiência da filtração e 
reabsorções. 
 
→ Quando a arteríola aferente 
sofre vasoconstrição, a eferente 
se abre um pouco! 
 
@medvetresume 
aumentando a saída de sangue do glomérulo. 
Dessas forma menos sangue entra no 
glomérulo e mais sangue sai. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os vasos também sofrem influência de 
outros hormônios ou mediadores, como 
óxido nítrico e prostaglandina, substâncias 
vasodilatadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Caso o paciente tenha baixo nível de sódio 
e não chegue o suficiente para o néfron, 
chegará pouca quantidade de sódio na 
mácula densa. Com isso, a constrição não 
ocorrerá. 
 
→ Por outro lado, se chegar mais sódio do 
que a mácula densa está preparada para 
receber (em torno de 10-15%), significa que 
os segmentos anteriores falharam na 
reabsorção ou que esse paciente tem uma 
hipertensão arterial. Em um caso de 
hipertensão, a pressão com que o sangue 
chega nos glomérulos é maior e isso pode 
causar lesões nos capilares glomerulares. 
 
 
→ A pressão baixa (hipotensão arterial), 
faz com que o sangue chegue com baixa 
pressão e tenhamos uma TFG mais baixa. O 
melhor mecanismo não é o citado acima, e 
sim, o sistema renina angiotensina 
aldosterona. 
 
Sistema Renina-Angiotensina- 
 Aldosterona 
 
Esse sistema regulador hormonal: 
✓ Controla a taxa de volume glomerular 
→ fluxo sanguíneo renal; 
✓ Controla o volume sanguíneo → 
Pressão arterial 
✓ Controla o volume extracelular 
corporal 
 
Na arteríola aferente, temos células justa 
glomerulares contendo renina. Quando há 
uma redução da pressão da perfusão renal, 
geralmente ocasionada por uma queda de 
pressão arterial -hipotensão - (paciente 
desidratado ou em quadros hemorrágicos, 
por exemplo), os barorreceptores notam 
essa redução e promovem a liberação de 
renina. 
Essa renina adquire a corrente 
sanguínea e no fígado, converte o 
angiotensinogênio em angiotensina I. 
A angiotensina I é liberada e nos 
pulmões é convertida em angiotensina II 
pela enzima conversora de angiotensina 
(ECA). 
A angio II promove a constrição de 
arteríolas que tenham receptores para essa 
substância: no néfron, a arteríola eferente 
é a que sofre vasoconstrição. 
 
@medvetresume 
A angiotensina II ativa a captação de 
sódio em vários túbulos renais, incluindo o 
túbulo proximal, o túbulo contorcido distal e 
o ducto coletor, além de estimular a 
liberação de aldosterona da glândula 
suprarrenal e vasopressina da glândula 
hipofisária, outros hormônios que 
intensificam a reabsorção de sódio e água 
renal. Portanto, a angiotensina II aumenta a 
retenção de sais e água 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medvetresume 
Interstício renal 
O espaço entre os néfrons e vasos 
sanguíneos e linfáticos se chama interstício 
renal. O interstício é muito escasso na 
cortical, porém aumenta na medular. O 
interstício contém pequena quantidade de 
tecido conjuntivo, com fibroblastos, algumas 
fibras colágenas e uma substância 
fundamental muito hidratada e rica em 
proteoglicanos. 
As células do interstício da cortical renal 
produzem 85% da eritropoietina do 
organismo, um hormônio glicoproteico que 
estimula a produção de eritrócitos pelas 
células da medula óssea vermelha, o 
restante é sintetizado pelo fígado. A lesão 
dos rins pode levar a uma profunda anemia, 
devida à deficiência de eritropoietina, pois