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RESUMO DO ARTIGO: “CRIATIVIDADE NA ESCOLA: REFLETINDO SOBRE CURRÍCULO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS” Alane Sousa da Silva¹ GUERRA, A. L. V. Criatividade na escola: refletindo sobre currículo e práticas pedagógicas. Ensino em Perspectivas, Fortaleza, v. 2, n. 4, p. 1-11, 2021. O texto aborda a importância da criatividade no ambiente escolar, destacando como ela tem sido tratada nas práticas pedagógicas e no currículo educacional. Três pontos principais emergem dessa discussão: 1. A Limitação da Criatividade nas Práticas Escolares: O autor critica a forma como a criatividade é frequentemente reduzida a atividades superficiais, como confecção de lembrancinhas em datas comemorativas. Essas práticas limitam a verdadeira expressão criativa dos alunos, que deveriam ter a oportunidade de desenvolver suas próprias ideias e interpretações sobre os conteúdos estudados. A criatividade, muitas vezes, é tratada como um elemento decorativo, em vez de ser integrada de forma significativa ao processo de aprendizagem. O autor observa que, em muitas escolas, a criatividade se manifesta apenas em momentos específicos, como festas e datas comemorativas, sem que haja um desenvolvimento contínuo e consistente ao longo do ano letivo. Essa abordagem superficial pode levar os alunos a se tornarem meros reprodutores de ideias, sem a capacidade de pensar criticamente ou inovar. 2. A Necessidade de uma Educação que Valorize a Criatividade: O texto enfatiza que a escola deve ser um espaço que reconheça e promova a criatividade como parte fundamental da formação dos alunos. Para isso, é essencial que os educadores adotem práticas pedagógicas que incentivem a autonomia e a expressão individual dos estudantes. A criatividade deve ser vista como um processo que envolve reflexão, diálogo e a capacidade de transformar informações em produtos originais e significativos. O autor sugere que os professores devem criar um ambiente de aprendizagem que estimule a curiosidade e o pensamento crítico, permitindo que os alunos explorem suas próprias ideias e desenvolvam soluções criativas para problemas. Essa abordagem não apenas enriquece o aprendizado, mas também prepara os alunos para os desafios do mundo contemporâneo, onde a inovação e a adaptabilidade são cada vez mais valorizadas. 3. A Importância de Políticas Públicas e Formação Docente: O autor ressalta a necessidade de políticas públicas que promovam o desenvolvimento da criatividade nas escolas, além da importância da formação continuada dos docentes. Para que a criatividade seja efetivamente integrada ao currículo, é fundamental que os professores recebam suporte e recursos que lhes permitam explorar novas metodologias e abordagens. A valorização da criatividade deve ser uma prioridade nas diretrizes educacionais, garantindo um ambiente que favoreça a expressão e o desenvolvimento pleno dos alunos. Além disso, a formação de professores deve incluir estratégias para fomentar a criatividade em sala de aula, capacitando-os a reconhecer e valorizar as potencialidades de cada aluno. O texto conclui que, para que a criatividade se torne uma realidade nas escolas, é necessário um compromisso coletivo que envolva educadores, gestores e formuladores de políticas, criando um ecossistema educativo que priorize a inovação e a liberdade de expressão. Logo, o texto defende que a criatividade deve ser um componente central da educação, indo além de atividades superficiais e se tornando um elemento estruturante das práticas pedagógicas e do currículo escolar. A promoção da criatividade não apenas enriquece a experiência educacional, mas também prepara os alunos para serem cidadãos ativos e inovadores em uma sociedade em constante mudança.