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MEDIDAS E 
AVALIAÇÃO EM 
EDUCAÇÃO FÍSICA
Carlos Rey Perez
Avaliação da flexibilidade
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Descrever os testes para avaliação da flexibilidade.
  Analisar as tabelas de classificação de acordo com os resultados dos 
testes.
  Aplicar um teste para avaliação da flexibilidade.
Introdução
A palavra flexibilidade pode ser definida de inúmeras maneiras, de-
pendendo do campo da ciência em que é estudada. Para a ciência do 
esporte e da atividade física, a flexibilidade é a amplitude máxima de 
movimento obtida em uma ou mais articulações dentro dos limites 
morfológicos. Por meio da amplitude máxima, podemos avaliar de 
maneira funcional a flexibilidade de um membro e uma articulação. 
Dessa forma, medir e avaliar a flexibilidade requer uma gama de testes 
e seus respectivos protocolos de aplicação. Ao final, os resultados de-
terminam o menor ou maior grau de variáveis para a correta prescrição 
dos exercícios físicos.
Neste capítulo, você conhecerá os principais testes empregados para 
avaliar a flexibilidade, bem como seus critérios de avaliação e um exemplo 
de aplicação prática.
1 Testes para avaliação da flexibilidade
Realizamos movimentos físicos todos os dias, cuja qualidade está sujeita ao 
progressivo envelhecimento e, principalmente, à prática cada vez mais escassa 
de atividades físicas. Assim, a importância da avaliação da fl exibilidade está 
associada à longevidade do corpo e à prevenção de dores, lesões e problemas 
na coluna. 
Por sua natureza, a flexibilidade pode ser classificada como estática (passiva e ativa) ou 
dinâmica (ALTER, 2004; DANTAS, 2005). A flexibilidade estática envolve a amplitude 
máxima de movimento de forma lenta e gradual, como flexionado o tronco lentamente 
para tocar o chão, o que pode ser realizado sozinho, sem o auxílio externo (ativo) ou 
com ajuda de forças externas, uma pessoa ou aparelho, não envolvendo um esforço 
muscular voluntário (passivo). Por outro lado, a flexibilidade dinâmica refere-se à 
habilidade de realizar uma atividade física de forma rápida e vigorosa usando a máxima 
amplitude articular.
Para Dantas (2005), existem alguns fatores que influenciam diretamente na 
restrição e na capacidade de flexibilidade das pessoas, como fatores endógenos 
(idade, sexo, individualidade biológica, somatório) e exógenos (hora do dia, 
temperatura ambiente, exercícios e fadiga).
Os métodos para medição e avaliação da flexibilidade podem ser classi-
ficados de acordo com os resultados obtidos a partir das suas unidades de 
mensuração: testes adimensionais, testes angulares e testes lineares.
Testes adimensionais 
São testes cuja característica é a interpretação dos movimentos articulares a 
partir de um gabarito ou mapa de análise preestabelecido. Assim, não existe 
uma unidade de medida, como ângulo ou centímetros, para aferir o resultado, 
sequer o uso de equipamentos específi cos. A seguir descrevemos alguns dos 
testes adimensionais.
Teste de Carter (modificado por BEIGHTON; HORAN, 1970)
Avalia a mobilidade articular por meio de um escore crescente e variável de 
0 a 9 pontos, atribuindo-se um ponto inteiro para a habilidade realizada com 
sucesso em cada um dos seguintes movimentos: 
  extensão passiva dos quirodáctilos (denominação médica para os dedos 
das mãos) mínimos para além de 90° (Figura 1a); 
Avaliação da flexibilidade2
  hiperextensão dos joelhos para além de 10° (Figura 1b);
  flexão do tronco, partindo da posição ereta, com os joelhos estendidos, 
de modo que as palmas das mãos repousem facilmente no solo (Figura 
1c);
  posição passiva dos polegares à face flexora dos antebraços (Figura 1d);
  hiperextensão dos cotovelos para além de 10° (Figura 1e).
Figura 1. Teste de Carter.
Fonte: Chiodelli et al. (2015, p. 892).
Toe-touch test (KRAUS; HIRSCHLAND, 1954)
Partindo da posição ereta e com os joelhos completamente estendidos, 
deve-se fl exionar lentamente o tronco, tentando tocar com as pontas dos 
quirodáctilos as pontas dos pododáctilos (denominação médica para os 
dedos dos pés) (Figura 2).
3Avaliação da flexibilidade
Figura 2. Toe-touch test.
Fonte: Top End Sports (2020a, documento on-line).
Flexiteste (modificado por ARAÚJO, 1986)
O teste, ilustrado na Figura 3, consiste na avaliação da mobilidade articular 
passiva máxima de 20 movimentos articulares (oito movimentos dos membros 
inferiores, três do tronco e nove dos membros superiores). Cada movimento 
tem sua mobilidade avaliada em uma escala crescente de números inteiros 
variando entre 0 e 4 pontos, a partir da comparação entre a amplitude efeti-
vamente obtida e os mapas de referência. A partir daí, obtêm-se um índice 
ou escore da fl exibilidade global, que varia entre 0 e 80 pontos, denominado 
fl exíndice.
Avaliação da flexibilidade4
Figura 3. Flexiteste.
Fonte: Araújo (1986, p. 235 e 254).
Testes angulares 
São aqueles cujo resultados são apresentados em ângulos. A medida dos 
ângulos, chamada de goniometria, é estabelecida entre os dois segmentos 
corporais que se opõem na articulação. Esse é o método mais utilizado para a 
avaliação da fl exibilidade. A seguir descrevemos alguns dos testes angulares 
e seus respectivos instrumentos.
5Avaliação da flexibilidade
Flexômetro de Leighton
Tem o formato de um relógio, com um escala interna de 360°, uma agulha 
de gravidade e uma alça que se prende ao segmento do corpo a ser medido 
(Figura 4). Deve-se fi xar a agulha no mostrador em 0° em um extremo da 
amplitude de movimento. Depois que o segmento do corpo for movido para 
a nova posição, deve-se travar o ponteiro no outro extremo do intervalo. 
Com isso, o grau do arco é lido diretamente no mostrador. Esse equipamento 
funciona com a força da gravidade e mensura a amplitude de quase todas as 
grandes articulação e do tronco.
Figura 4. Flexômetro de Leighton.
Fonte: Top End Sports (2020a, documento on-line).
Flexímetro
Semelhante ao fl exômetro de Leighton, também possui um mostrador em 
formato de relógio, com uma escala de 1 a 360°, com uma alça de velcro que 
se prende ao segmento do corpo a ser medido. Como evolução, seu painel 
giratório permite a sincronização com um ângulo aleatório e, com isso, pos-
sibilita a medição de movimentos parciais, facilitando a avaliação de pessoas 
com problemas de mobilidade.
Avaliação da flexibilidade6
Eletrogoniômetro
O eletrogoniômetro é uma versão eletrônica do goniômetro manual. Por sua 
versatilidade, permite a mediação dinâmica do deslocamento angular de 
determinada articulação. É composto por dois terminais, um fi xo e um te-
lescópico, unidos por uma mola. Dentro da mola encontram-se sensores com 
células de carga elétrica. Conforme ocorre o movimento articular, o ângulo 
entre os terminais é alterado, com consequente mudança no comprimento da 
mola, que é medida e convertida em ângulos (Figura 5).
Figura 5. Eletrogoniômetro.
Fonte: Biometrics (2020, documento on-line).
Goniômetro
O padrão básico de todos os goniômetros tem um corpo (o transferidor) e 
dois braços, um fi xo e outro móvel. O braço fi xo é alinhado com o segmento 
corporal fi xo e o braço móvel, com o segmento corporal que se movimenta. 
No corpo do goniômetro, encontra-se uma escala em graus para realizar a 
mediação (Figura 6).
7Avaliação da flexibilidade
Figura 6. Goniômetro.
Fonte: PhysioSupplies (2020, documento on-line).
Testes lineares 
Os métodos lineares caracterizam-se por avaliar indiretamente a mobilidade 
articular. Assim, utilizam uma escala métrica de distância, em centímetros ou 
polegadas, na forma de uma fi ta métrica, régua ou trena para aferir a fl exibili-
dade. A avaliação normalmente ocorre a partir de movimentos que envolvem 
mais de uma articulação. A seguir descrevemos alguns dos testes lineares.
Sentar e alcançar (WELLS; DILLON, 1952)
É um dos testes mais difundidos, em que se avalia a articulação do quadril 
e dos músculos posteriores da coxa e paravertebrais. O avaliado senta-secom as pernas completamente estendidas e os pés ligeiramente afastados 
e completamente apoiados contra o chamado banco de Wells. Trata-se de 
um cubo de madeira com 30 cm de lado; outra peça de madeira de 53 × 
15 cm é afi xada na região central do cubo, que possui uma escala métrica 
afi xada, de modo que a marca de 23 cm coincida com a parte anterior do 
cubo. Com a palma da mão sobre a escala métrica e braços estendidos, 
o avaliado fl exiona o quadril, deslizando a mão sobre a escala métrica o 
máximo possível (Figura 7).
Avaliação da flexibilidade8
Figura 7. Sentar e alcançar.
Fonte: Gonçalves et al. (2019, p. 3).
Teste de “coçar as costas”
De pé, o avaliado deve colocar uma das mãos atrás da cabeça e de costas, por 
cima do ombro, tentar esticá-la o máximo possível pelo meio das costas, com 
a palma da mão para dentro. Em seguida, deve colocar o outro braço atrás das 
costas, a palma da mão voltada para fora e alcançar o máximo possível, tentando 
tocar ou sobrepor os dedos das duas mãos (Figura 8). Então, o avaliador deve 
medir a distância entre as pontas dos dedos do meio. Se as pontas dos dedos 
se tocarem, a pontuação é zero; se não se tocarem, a pontuação é negativa; e 
se sobrepuserem, a pontuação é positiva.
Figura 8. Teste de “coçar as costas”.
Fonte: Top End Sports (2020b, documento on-line).
9Avaliação da flexibilidade
Teste de Schober
Com o avaliado em posição ereta e com os pés juntos, localize sua junção 
lombossacra e trace uma linha 5 cm abaixo e 10 cm acima da junção. O avaliado 
deve então se inclinar lentamente para a frente com os joelhos estendidos. 
No máximo de sua fl exão de quadril, meça a distância entre as duas linhas; 
essa distância será a medida de fl exão (Figura 9).
Figura 9. Teste de Schober.
Fonte: Campos, Silva, F. e Silva, I. (2019, p. 2).
Os testes que avaliam a flexibilidade oferecem vantagens e desvantagens. 
Os testes lineares e os adimensionais têm como vantagens uma grande quan-
tidade de protocolos e são de baixo custo, mas apresentam como desvantagens 
uma incapacidade de proporcionar uma visão global da flexibilidade do ava-
liado. Além disso, seus resultados podem ser contaminados pela interferência 
de outras dimensões antropométricas. Já os testes angulares, por serem de 
avaliação direta, apresentam maior precisão em seus resultados. Segundo 
Reese e Bandy (2017), o goniômetro continua sendo um instrumento muito 
utilizado, mesmo com algumas limitações em certas articulações, o que 
levaram ao desenvolvimento de instrumentos mais especializados, como o 
eletrogoniômetro.
Avaliação da flexibilidade10
2 Tabelas de classificação
Os resultados dos testes de fl exibilidade são avaliados através de tabelas nor-
mativas pré-elaboradas baseadas no gênero e na idade, porém podem conter 
outros fatores como estatura, etnia e genética. Mesmo os testes angulares, 
que são considerados de mensuração direta, necessitam de um sistema de 
mensuração e uma tabela com valores de normalidade.
Testes adimensionais 
O fl exiteste consiste na comparação visual da amplitude de movimento al-
cançada em cada um dos 20 movimentos do avaliado frente a um mapa de 
avaliação pré-determinado. Há uma graduação entre 0 e 4 de julgamento do 
avaliador em relação à amplitude alcançada, perfazendo cinco valores possíveis:
  0 — muito pequena;
  1 — pequena;
  2 — média;
  3 — grande;
  4 — muito grande.
Já o índice global de flexibilidade ou mobilidade (flexíndice) é a somatória 
dos escores dos 20 movimentos. Com isso, o escore máximo atingido será de 80 
pontos. De acordo com Araújo (2005), escores 0 ou 4 em cada um segmentos 
articulares são extremamente raros. A a flexibilidade pode ser avaliada em:
  até 20 — muito pequena;
  entre 21 e 30 — pequena;
  entre 31 e 40 — média para pequena;
  entre 41 e 50 — média para grande;
  entre 61 e 60 — grande;
  acima de 60 — muito grande.
Segundo Araújo (2005), a tendência para a soma dos escores entre pessoas 
não atléticas é ficar em valores intermediários, com escores 2 na maioria dos 
movimentos e um flexíndice variando entre 30 e 50 pontos.
11Avaliação da flexibilidade
Testes lineares 
O teste de sentar e alcançar apresenta diversas tabelas de classifi cação, em 
virtude da quantidade de pesquisas envolvidas no seu aprimoramento. Se-
gundo o protocolo, deve-se computar a melhor distância entre três tentativas. 
O Quadro 1 apresenta os critérios divididos em relação ao gênero.
Fonte: Adaptado de Morrow et al. (2003).
Homens
Índice / idade 18–25 26–35 36–45 46–55 56–65 > 65
Excelente > 51 > 51 > 48 > 48 > 43 > 43
Boa 47–51 46–51 44–48 40–45 36–43 33–42
Média + 42–46 41–45 39–43 35–39 31–35 28–32
Média 37–41 36–40 34–38 30–34 25–30 23–27
Média – 33–36 31–35 29–33 24–29 20–25 20–22
Pequena 26–30 26–30 23–28 18–23 13–19 13–17
Muito pequena < 26 < 25 < 22 < 18 < 12 < 12
Mulheres
Índice / idade 18–25 26–35 36–45 46–55 56–65 > 65
Excelente > 61 > 58 > 56 > 53 > 53 > 51
Boa 53–61 51–58 48–56 46–53 46–53 46–53
Média + 51–52 48–50 44–47 43–45 43–45 41–45
Média 46–50 46–47 41–43 38–42 38–42 36–40
Média – 43–45 41–45 36–40 36–37 33–37 30–35
Pequena 35–42 36–40 27–35 28–35 25–32 23–29
Muito pequena < 34 < 34 < 27 < 26 < 24 < 22
Quadro 1. Valores de referência para o teste de sentar e alcançar
Avaliação da flexibilidade12
Segundo Guedes (2006), de acordo com a escala de medida fixada, caso 
o avaliado ultrapasse a linha dos pés, obterá valores superiores a 23 centí-
metros. De outra forma, quando é alcançado a linha da ponta dos dedos dos 
pés, os valores atribuídos são inferiores a 23 centímetros. Ainda de acordo 
com Guedes (2006), a estatura ou as proporções dos membros inferiores 
em relação ao tronco do avaliado podem causar distorções nos resultados 
apresentados.
Testes angulares 
Os goniômetros são instrumentos de fácil utilização e as medidas são coletadas 
rapidamente. Alguns fatores podem infl uenciar na mensuração das articu-
lações, como as mencionadas anteriormente, bem como o tipo de ocupação 
profi ssional e a dominância.
Conte et al. (2009) pesquisaram se a dominância tem influência na amplitude de 
movimento bilateral do ombro em mulheres adultas não atletas. A amplitude de 
movimento do ombro (flexão, abdução, adução horizontal, extensão e rotação externa 
e interna) foi mensurada de forma passiva em ambos lados em 50 mulheres destras 
que não praticavam atividades repetitivas com os membros superiores no momento 
desse estudo. A avaliação foi realizada com um goniômetro universal.
Houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois lados quanto à am-
plitude de movimento. O ombro dominante apresentou valores aumentados em 
comparação ao ombro oposto. Os autores concluíram que a dominância deve ser 
considerada quanto à amplitude de movimento em mulheres. 
A maioria dos avaliadores utiliza o sistema de mensuração baseado na 
escala de 0 a 180° graus proposto por Silver (1923). Os critérios de normalidade 
estão identificados no Quadro 2.
O registro da amplitude de movimento deve indicar o valor inicial e o valor 
final do arco de movimento, bem como movimentos normais, hipomóveis 
(perda de função articular) ou hipermóveis (função articular exagerada).
13Avaliação da flexibilidade
Ângulos articulares da coluna vertebral
Movimento Coluna cervical Coluna lombar
Flexão 0–65° 0–95° 
Extensão 0–50° 0–35°
Flexão lateral 0–40° 0–40°
Rotação 0–55° 0–35°
Ângulos articulares dos membros superiores
Articulação Movimento Grau de movimento
Ombro Flexão
Extensão
Adução
Abdução
Rotação interna
Rotação externa
0–180
0–45
0–40
0–180
0–90
0–90
Cotovelo Flexão
Extensão
0–145
145–0
Radioulnar Pronação
Supinação
0–90
0–90
Punho Flexão
Extensão
Adução (desvio ulnar)
Abdução (desvio radial)
0–90
0–70
0–45
0–20
Carpometacárpica 
do polegar
Flexão
Abdução
Extensão
0–15
0–70
0–70
Metacarpofalangianas Flexão
Extensão
Adução
Abdução
0–90
0–30
0–20
0–20
Interfalângicas 
proximais
Flexão
Extensão
0–110
0–10
Quadro 2. Amplitude normal de ângulosarticulares
(Continua)
Avaliação da flexibilidade14
3 Aplicação de teste de avaliação 
da flexibilidade
A aplicação de qualquer teste de avaliação física deve seguir um protocolo que 
visa dar confi abilidade aos seus resultados. A padronização e sistematização 
Fonte: Adaptado de The American Academy of Orthopaedic Surgeons (1965).
Articulação Movimento Grau de movimento
Interfalângicas distais Flexão
Flexão int. do polegar
Extensão int. do polegar
Extensão int. do 
2º ao 5º dedo
0–90
0–80
0–20
0–10
Ângulos articulares dos membros inferiores
Articulação Movimento Grais de movimento
Quadril Flexão
Extensão
Adução
Abdução
Rotação interna (medial)
Rotação externa (lateral)
0–125
0–10
0–15
0–45
0–45
0–45
Joelho Flexão 
Extensão
0–140
140–0
Tornozelo Flexão dorsal
Flexão plantar
Eversão
Inversão
0–20
0–45
0–20
0–40
Metatarsofalangianas Flexão do hálux
Extensão do hálux
Flexão do 2º ao 5º dedo
Extensão do 2º 
ao 5º dedo
0–45
0–90
0–40
0–45
Interfalangianas Flexão (I) do hálux
(IP) do 2º ao 5º dedo
(ID) do 2º ao 5º dedo
0–90
0–35
0–60
Quadro 2. Amplitude normal de ângulos articulares
(Continuação)
15Avaliação da flexibilidade
são suas principais características. A seguir, demonstraremos como exemplo 
a aplicação do teste linear de sentar e alcançar em sua versão original.
Objetivo: a avaliar a flexibilidade do quadril, em que o componente motor 
utilizado é a flexão do quadril com ambas pernas estendidas. 
Equipamento: banco de Wells.
Local: uma área plana com um piso adequado para que o avaliado possa 
se sentar. O banco de Wells deve estar situado próximo a uma parede, para 
que sirva de apoio, evitando que o instrumento se movimente.
Procedimento: o avaliado deve estar sem calçado e sentado de frente 
para o banco, com as pernas embaixo do anteparo, os joelhos completa-
mente estendidos e a planta de ambos os pés totalmente em contato com 
o banco. O avaliador deve apoiar os joelhos do avaliado para que fiquem 
estendidos durante o movimento. Os braços devem ficar estendidos sobre 
a superfície do banco, com as mãos uma sobre a outra e com as pontas 
dos dedos coincidindo. Ao comando, o avaliado, com as palmas das mãos 
voltadas para baixo e em contato com o banco, deve se estende à frente 
ao longo da escala de medida, na tentativa de alcançar a maior distância 
possível em um movimento lento e contínuo. São realizadas três tentativas; 
em cada uma delas, o avaliado deve permanecer por pelo menos 2 segundos 
no máximo alcance.
Resultado: a maior distância na série de três movimentos (Figura 10).
Figura 10. Aplicação do teste de sentar e alcançar.
Fonte: Guedes (2006, p. 124).
Avaliação da flexibilidade16
Precauções: a tentativa é invalidada se o avaliado flexionar um ou ambos 
os joelhos ou se as mãos não estiverem uma sobre a outra, coincidindo os 
dedos. Os quadris do avaliado devem estar paralelamente alinhados com o 
banco. É permitido que o avaliado realize alguns movimentos preparatórios 
para melhor adaptar os grupos musculares e as articulações à tarefa motora 
solicitada. Aspectos climáticos, como a temperatura ambiente baixa, fazem 
com que o avaliado também necessite de movimentos preparatórios.
ALTER, M. J. Science of flexibility. 3. ed. Champaign: Human Kinetics, 2004.
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ARAÚJO, C. G. S. Flexiteste. Barueri, SP: Manole, 2005. 
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p. 251–267, 1986. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/kinesis/article/view/10262. 
Acesso em: 11 jul. 2020.
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Eletrônica da Estácio, v. 5, n. 1, 2019.
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lação teoromandibular, mastigação e deglutição: estudo transversal. Revista CEFAC, v. 
17, n. 3, p. 890–898, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1982-0216201512514. 
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DANTAS, E. H. M. Alongamento e flexionamento. 5. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2005.
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Universidade de Cruz Alta. Análise, v. 17, p. 6, 2019.
GUEDES, D. P. Manual prático para avaliação em educação física. Barueri, SP: Manole, 2006.
17Avaliação da flexibilidade
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
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Leitura recomendada
GOBBI, S.; VILLAR, R.; ZAGO, A. S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
Avaliação da flexibilidade18

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