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Aula 4 CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA 
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE AULA PARA EAD 
(MATERIAL DIDÁTICO IMPRESSO) 
 
CURSO: Letras 
 DISCIPLINA: Lugar, ambiente, artes. 
 
 
CONTEUDISTA: José Maurício Saldanha Álvarez 
 
AULA 4 – TÍTULO. As conferências mundial de sustentabilidade e as ameaças globais. 
 
Meta da Aula 
Analisar a importância das conferências mundiais sobre natureza, ambiente sustentabilidade e 
mudanças climáticas e a produção de alimentos pela agricultura numa escala planetária. 
Esperamos que, ao final desta aula, você seja capaz de: 
1. Definir as conferências como uma tomada de posição gradual, aperfeiçoando a 
vida humana no mundo de maneira solidária e sustentável. 
2. Compreender o despertar ambiental como um processo multifacetado, onde 
diferentes atores elaboram estratégias destinadas a defender o planeta mediante 
práticas de crescimento econômicas sustentáveis. 
3. Descrever a sustentabilidade e as contradições do desenvolvimento entre países 
ricos e pobres, enfrentando revertendo as ameaças globais. 
2 
 
 Uma governança mundial para um problema planetário? 
Nas épocas mais recuadas as políticas ambientais eram tópicas, como a iniciativa do 
imperador Adriano, na Roma Antiga, interditando o corte das matas no Líbano. Conforme 
vimos na Aula 2, os primeiros governos mundiais eram impérios antigos. 
 No entanto, desde 1648, os Estados Nacionais modernos na Europa se consolidaram 
como atores internacionais e detentores da autoridade interna no interior de suas fronteiras e 
respectivos ambientes. Apesar de seu poder, eles não conseguiram produzir uma ação 
ambiental capaz de proteger seu território inteiro. Na verdade alguns bens como madeira eram 
consumidos velozmente. Os regulamentos de proteção vigentes visavam ao que pertencia ao 
monarca, eram descolados do interesse coletivo. Somente após a Revolução política e 
industrial, é que florestas, águas e subsolo se tornaram patrimônios públicos para serem, em 
seguida, privatizados por empreendedores como o pai Grandet. 
 As florestas na França, por exemplo, era propriedade da nobreza, do clero e do rei. 
Sem guarda eficaz, criminosos nelas se abrigavam. O povo comum no século XVII e XVIII 
pressionavam as florestas do rei. Furtava madeira para lenha, abatiam árvores e matavam caça 
e retiravam vários recursos. (Schama, 187). No século XVII e XVIII, a madeira por causa da 
extração descontrolado, era matéria prima escassa, e tão essencial para construção naval a 
ponto de o ministro Colbert declarar “A França perecerá por falta de madeira!” (Schama, 
183). 
 
Construção naval com madeira. West Indies Docks. Wikipédia. 
 
Também a Inglaterra e a Holanda abatiam suas florestas para construir navios. Em 
breve tiveram de recorrer a outras fontes de suprimento como fez a Royal Navy, que passou a 
cortar arvores das suas colônias norte-americanas. Quando esta fonte fechou suas portas, com 
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a independência dos Estados Unidos, ela adquiriu madeira de florestas polonesas e lituanas. 
(Ponting, 2007, p.277). A guerra, como já dissemos, era uma atividade faminta de armas de 
metal especialmente canhões. E, no século XIX, a espinha dorsal da indústria britânica de 
bens de capital – a siderurgia e ramos correlatos - continuou a ser um braço subalterno do 
exército e da marinha britânicas. Mas as siderúrgicas antes da descoberta do uso do carvão (os 
chineses já o usavam, séculos antes), empregavam madeira e exterminavam florestas inteiras. 
(Arrighi, Silver, 2000, 267). A célebre floresta de Sherwood, lar do mítico herói medieval, 
Robin Hood, (os portugueses o denominam de Robin dos bosques) quase desapareceu nessa 
época, (Schama,159). 
 
Entre o ambiente e as fumaças do progresso 
Nos finais do século XVIII, com as Luzes e, no XIX, com o Romantismo, surgiu o 
primeiro debate ambiental, alimentado por naturalistas, poetas, escritores e ilustradores e que 
proporcionaram a seu público, como lemos na aula 3, uma visão da importância e o lugar do 
homem dentro dela. (McCormick, 1992, 4). No entanto, o liberalismo econômico tinha por 
meta, o progresso com lucros a todo o custo, criando enorme poluição e arremessando na 
atmosfera, partículas pesadas ao longo de todo o processo. Naquele tempo não se sabia do 
poluente primário e, menos ainda dos secundários que, em contato com os primeiros, criam 
novas ameaças. Em suma: nessa época, céu fuliginoso, ar irrespirável e tóxico significava 
progresso e....lucros! 
 
A cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos em 1857. Observe as chaminés fumegantes. 
Wikipédia. 
 
Após 1945 em diante, nos Estados Unidos, a sociedade afluente e o incremento do 
consumo, aceleraram a produção industrial acrescida pelo acesso ao temido poder nuclear. 
(Worster, 342). O crescimento do uso do combustível fóssil, o petróleo, subiu de 294 tons em 
4 
 
1940, para 2.300 tons nos anos 1970 (Ponting, 2007, 287). Foi na época chamada de “a era de 
ouro do capitalismo.” (Arrighi, Silver, 2007, 307.) A intensa atividade industrial norte-
americana desde então, a chegada dos Tigres Asiáticos, mais o ingresso da China no mercado 
de consumo, nos anos 1990, abocanharam mais recursos naturais. 
Nessa época, surgiu um texto denominado Consenso de Washington, contendo 
fórmulas neoliberais em economia, e pretensamente modernizantes. Oriunda de um centro 
importante, se mostrou sedutora para países do Terceiro mundo, em especial, a República 
Argentina e o Chile. Na época, ambos viviam ditaduras militares, que, na ânsia de 
progredirem e serem reconhecidos como modernas, adotaram suas desastrosas práticas 
econômicas. Ao mesmo tempo, se deflagraram ameaças planetárias como o aquecimento 
global, o rombo na camada de ozônio e o derretimento das calotas polares, resultado do uso 
crescente do CFC (Ponting, 2007, 382). A ameaça mais recente ambiental é o surgimento de 
lagos azuis na Antártida, como resultado do derretimento dos glaciares. 
 
 A defesa mundial do meio-ambiente, trabalho lento e paciente. 
As ameaças ambientais identificadas para serem debeladas e enfrentadas, precisavam 
do suporte de uma plataforma coordenadora. Ela para ser bem sucedida, deveria operar a nível 
mundial. Após 1945, surgiu a Organização das Nações Unidas, que não pretendia ser um 
governo mundial. No entanto, coube a essa organização desenvolver uma política ambiental 
ativa e persistente. Ela se responsabilizou pelas primeiras medidas efetivas que, de alguma 
forma, correspondem a um princípio de governança mundial no campo do ambiente. 
Exatamente por ser planetária, a ONU possuía suporte moral e político consolidando a 
tomada das decisões para frear o avanço da destruição ambiental. A organização era capaz de 
obter o consenso entre diferentes atores, mediante práticas pactuadas, negociadas e aceitas 
pela comunidade internacional. Outro problema é o processo representado pela 
sustentabilidade que, em princípio, nos permite continuar produzindo gerando empregos e 
desenvolvendo. Mas usando de maneira racional os recursos, mantendo o equilíbrio do 
ambiente e dos ecossistemas. No entanto, ainda existem controvérsias quanto aos limites da 
sustentabilidade e do desenvolvimento nas bases atuais. Finalmente, uma tarefa para super-
heróis: as ameaças globais, derivadas dos processos de poluição descontrolada ocorrida desde 
a Revolução Industrial, resultando em graves alterações climáticas. No dia 25 de abril do 
mesmo ano, na Conferência de São Francisco, nos EUA, nasceu a Carta das Nações Unidas, 
cuja sede adotou a cosmopolita cidade de Nova York. 
http://www.dhnet.org.br/abc/onu/onu_humana_global_onu.pdf,Ana Isabel Xavier, 2005, 30). 
http://www.dhnet.org.br/abc/onu/onu_humana_global_onu.pdf,Ana
5 
 
A organização da ONU e seu compromisso ambiental 
A Organização das Nações Unidas dispõe de vários órgãos complementares como as 
diferentesagências, uma delas o Programa Alimentar Mundial (PAM), o Fundo das Nações 
Unidas para a Infância (UNICEF) e UNESCO, que trabalha com políticas e questões 
culturais. Sob a batuta da ONU, surgiram as preocupações sobre o meio ambiente, 
decorrentes do crescimento esbanjador da “era de ouro”. Assim, as questões relativas à defesa 
ambiental e o desafio de manter o desenvolvimento, passaram à ordem do dia, o que significa 
planejar. 
As grandes empresas, bem como os ministérios, planejam no curto prazo porque o 
processo eleitoral altera os governos a cada quatro anos. Nos países subdesenvolvidos e 
pobres, as cidades crescem desordenadamente, acrescentando periferias faveladas, com 
especuladores avançando sobre terras públicas, sobre biomas como o manguezal, que 
terminam degradados. Nós conseguimos, como sociedade, planejar com sucesso uma corrida 
espacial ou incrementar políticas armamentistas, mas pouco fazemos para alterar as 
perspectivas de vida degradada nas cidades subdesenvolvidas que são aterrorizantes (John 
Davy,1998, 2866). 
Após os primeiros impactos do livro de Rachel Carson e outras ações, como a 
Conferência de Estocolmo, a mídia achou que a década de 1970 seria a época da ecologia 
(Woerter,358). Várias vozes se ouviram, assinalando a necessidade de correção de rumos, 
como o pensador polonês Ignacy Sachs (1927). Deve-se, a ele, a ideia do desenvolvimento 
sustentável, preservando o ambiente da destruição e o resguardando para as próximas 
gerações. Em um dos seus livros, Sachs propugnou por um desenvolvimento de todos, isto é, 
inclusivo. No entanto, a tese mais complexa do desenvolvimento racional, passa pelo 
planejamento cauteloso da sustentabilidade ambiental e social (Sachs, 2004, 15). Um governo 
deve saber lidar ou gerenciar as crises, planejar, mobilizar recursos. Por exemplo, na 
reconstrução da Europa, após 1945, foi preciso criar muitos empregos de baixa produtividade 
(Sachs, 2004, 18). 
Outro pensador econômico que ajudou a moldar o conceito de sustentabilidade, foi 
Joseph Stiglitz, que propugnava uma ampla cooperação internacional, elaborando políticas 
conjuntas, alinhadas, coordenadas e descentralizadas. Stiglitz sugere que o papel do estado 
deva ser o de um agente ativo, vendo, ainda, aspectos importantes no comércio globalizado 
(Stiglitz, 15). Para esses autores, isso preconizaria uma cooperação internacional sob três 
linhas de ação: Governança global, regimes interacionais e abordagens organizacionais. Uma 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_Alimentar_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_a_Inf%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_a_Inf%C3%A2ncia
Highlight
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globalização democrática deve levar em conta todos os países do mundo e uma governança 
igualmente global (Stiglitz, 18). 
Sustentabilidade, essa palavra tão empregada, e se consolidou quando, em 1973, o 
canadense Maurice Strong, coordenador da Conferência de Estocolmo, juntamente com 
Ignacy Sachs, passam por ser os criadores do conceito de eco desenvolvimento, criticando 
autoridades governamentais como os ministros de finanças e economia, por prestarem pouca 
atenção ao problema ou se eximirem de participar de sua solução. Daí Sachs, pessoalmente, se 
bater por mecanismos de governança global (Stiglitz,2007, 21). 
A primeira aplicação dessas receitas ocorreu no Chile ainda sob o governo do general 
Pinochet (1915-2006), sendo seus mentores apelidados de Chicago Boys. As medidas foram 
aplicadas na Inglaterra de Margaret Thatcher (1925-2013), nos EUA, sob o governo Ronald 
Reagan (1911-2004), e foram desastrosos ao serem implementados na Argentina dos 
governos militares. O contexto internacional de crise nos anos1990, com o colapso da URSS e 
o rompimento da política bipolar da guerra fria, até a crise da Ásia, em 1997, terminou em 
medidas que desestabilizaram a economia de muitos países latino-americanos como a 
Argentina. 
 
Atividade. 
Atende aos objetivos 1 e 2. 
Responde às perguntas seguintes: 
1. A humanidade tinha, até 1964, alguma ideia dos males da poluição ambiental? 
2. Mesmo não sendo um governo mundial, como pode a ONU mostrar-se fundamental 
na proteção ao meio ambiente e o planeta? 
3. Quais são os principais pensadores e a síntese de suas ideias que levaram a 
sustentabilidade? 
Respostas comentadas 
1. O pensamento dominante que era liberal considerava parte do progresso e natural altas 
taxas de poluição. Pela destruição criativa, a humanidade avançava, progressiva, e a 
natureza era convencida, pois era destino do homem dominar a natureza e a terra, 
mesmo que os românticos reclamassem da sujeira, da miséria, da degradação humana 
e ambiental provocada pela poluição. 
2. Depois do fracasso da Liga das Nações, a ONU, após 1945, surgiu em bases mais 
dispostas a um diálogo multilateral são qual se agregaram novos países. Desde a carta 
do Atlântico e a partir de 1945, surgiu uma organização mundial que logo se ramificou 
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em outros organismos como a FAO e a UNESCO, procurando levar os países 
membros nos debates a uma concertação política possível. 
3. Desde 1960 que o agravamento da questão ambiental levou a ONU a desenvolver 
fóruns para abordar a questão multilateralmente. Mobilizados, pensadores como 
Sachs, propunha a sustentabilidade de um desenvolvimento sob equilíbrio, enquanto 
Stiglitz sugeriu que os estados nacionais tivessem papel ativo no desenvolvimento 
sustentável, tendo ele e Maurice Strong proposto, em Estocolmo, o conceito de 
sustentabilidade. 
 
Os recursos do mundo já acabaram várias vezes em algum lugar no passado 
Durante séculos, os homens conviveram com problemas ambientais. Vamos sumariar 
três casos dramáticos. As evidências arqueológicas desses apocalipses localizados causou 
grande impacto na comunidade de estudiosos. Citemos, por exemplo, o colapso da civilização 
maia, onde haviam vastas cidades com quase um milhão de habitantes, estados enormes, 
comercio intenso, escrita avançadíssima, dinastias poderosas. Hoje, ao ver suas cidades vazias 
e perdidas no meio de matas luxuriantes, nos indagamos: se tão poderosas, porque 
desapareceram? 
O mais provável foi a ocorrência de uma catástrofe ambiental que esgotou os recursos 
hídricos e florestais. As perturbações levaram ao rompimento da ordem baseada na elite e em 
seu sistema de crenças e o colapso resultou na versão maia de apocalipse. 
 
Mapa histórico dos territórios habitados por povos de língua maia. Wikipédia. 
 
A Ilha de Páscoa, no Oceano Pacifico , é chamada de Rapa-Nui, em Polinésio. É, até 
onde sabemos, o ponto mais extremo da expansão polinésia, uma cultura de navegantes 
sofisticados e destemidos. No entanto, ela era isolada e os polinésios não conseguiam navegar 
a partir dali. Consumida toda a madeira para construir barcos, onde viajavam os polinésios, a 
população ficou presa nela. Quando a população cresceu desmesuradamente, todos os 
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recursos naturais da ilha se esgotaram. O resultado foi um conflito generalizado, surgindo o 
canibalismo e a destruição de uma cultura versátil. 
 
Ilha de Páscoa, Jesse Allen, NASA Earth Observatory, using data obtained from the 
University of Maryland’s Global Land Cover Facility. Wikipédia. 
 
Outro fim do mundo ocorreu com os colonos vikings na Groelândia. Vindos do 
continente, Dinamarca e Noruega, povoaram o litoral hospitaleiro da verde e temperada 
Greenland, ou terra verde. Uma alteração climática fez dessa ilha, verde pelo nome, um 
deserto glacial. A produção de alimentos declinou, eliminando ou expulsando os colonos. Os 
arqueólogos localizaram esqueletos do início da colonização mostrando seres humanos cuja 
média era de 1metro e oitenta de altura. No entanto, como resultado da fome, os últimos 
colonos tinham menos de 1 metro e sessenta e membros deformados. Finalmente 
desapareceram. No Camboja, a imensa cidadede Angkor Wat, do império Khmer, no atual 
Camboja, viu seus recursos hídricos explorados sem controle se perderam, justamente quando 
eram mais precisos. Em breve sua poderosa cidade foi abandonada. 
 
Acidentes mostram o risco ambiental da indústria moderna 
Na nossa era Moderna, foi somente na segunda metade do século XX, que o avanço da 
poluição ambiental, como lemos na aula 3, deu início a uma atitude defensiva. A posição da 
indústria e, em especial, dos industriais e sua publicidade, havia criado para seus produtos 
uma mística imbatível. Era cientifico e industrial, era irrecusável. No entanto, os sintomas de 
desarranjo ambiental surgiram. Os homens lidaram com eles, inicialmente, com enorme 
perplexidade. 
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Operação Crossroads (Operation Crossroads), em 25 de julho de 1946 no atol de Bikini. 
Original: United States Department of Defense (either the U.S. Army or the U.S. 
Navy) Obra derivada: Victorrocha (talk) -Operation_Crossroads_Baker_(wide).jpg 
 
A série de testes nucleares norte-americanos na atmosfera no Novo México e outros 
lugares, resultaram em aumento dramático de câncer por radiação. Especialmente nas 
comunidades localizadas próximas dos locais de teste por causa da dispersão atmosférica, 
também cresceram os riscos do armazenamento dos resíduos nucleares (Worster, 346). Por 
outro lado, a indústria automobilística custou a aceitar que 500 milhões de carros, rodando no 
mundo, poluíssem. Alguns países integrantes da União Europeia, somente em 1993, 
introduziram em seus veículos dispositivos redutores de poluição (Ponting, 379). 
A produção industrial descontrolada gerou acidentes com trágicas consequências 
ambientais e humanas. No Japão, a baia de Minamata havia sido contaminada por toneladas 
de metal pesado por anos a fio. Ao analisar detidamente os pacientes internados nos hospitais, 
os estudiosos da Universidade de Kumamoto constataram de que não se tratava de uma 
doença, mas de envenenamento. Na região, havia o complexo industrial de Chisso, que 
produzia fertilizantes e despejava nas aguas da baia, toneladas de resíduos e metais pesados. 
Como se tratava de uma região costeira e pesqueira, o pescado e frutos do mar 
estavam contaminados com mercúrio. Um total de 3000 pessoas foram afetadas. Setenta 
morreram. Como em Mariana, era proibido falar mal da Chisso, que era uma grande 
empregadora na cidade. Ao final de uma longa batalha jurídica e pessoal, a comunidade de 
Minamata, finalmente, venceu. Ao contrário de empresas poluidoras brasileiras, o presidente 
da Chisso, prestou reverencia às vítimas e pediu humildes desculpas pelo desastre. Veja as 
imagens dramáticas no vídeo Desastre de Minamata - YouTube. A foto da jovem mãe com 
seu filho deformado no berço é impactante. 
Outra tragédia ocorreu em Bhopal, Índia, em dezembro e 1984. Ocorreu o vazamento 
tóxico de pesticidas da empresa Union Carbide, contaminando 500 mil pessoas. Como a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Crossroads
https://pt.wikipedia.org/wiki/25_de_julho
https://pt.wikipedia.org/wiki/1946
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atol_de_Bikini
https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Department_of_Defense
https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Army
https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Navy
https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Navy
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Victorrocha&action=edit&redlink=1
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=User_talk:Victorrocha&action=edit&redlink=1
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Operation_Crossroads_Baker_(wide).jpg
https://www.youtube.com/watch?v=_zMG0MsyIQ0
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empresa se recusou a descrever o componente químico, os médicos não sabiam como tratar 
seus pacientes que até hoje não receberam a informação. A Union Carbide afirmou que não se 
responsabilizaria, porque o acidente foi devido à sabotagem. 
E a indústria nuclear? Um grave acidente nuclear ocorreu na ilha americana de Three 
Mile Island, no rio Susquehanna, em 1979, quando um erro humano e mecânico, devido a 
cortes de custos, afetou a manutenção. O pior ocorreu na Usina de Chenobyl, na Ucrânia, em 
1983, quando um dos reatores explodiu, e uma nuvem radioativa se espalhou pela Europa. Ela 
atingiu a Escandinávia, impedindo o consumo de plantas e animais da área por algum tempo. 
Na Ucrânia, mais de 140 mil pessoas tiveram de evacuar a área; cerca de 220 aldeias 
foram evacuadas e 600 outras tiveram de ser descontaminadas. O número de mortos e pessoas 
afetadas permanece incerto. No Japão ocorrem vários acidentes nucleares pontuais, sendo que 
o de Fukushima, o mais grave de todos. Ocorreram ainda nos EUA, acidentes de estocagens 
de armas nucleares, como o de 1973, em Hartford, Washington, quando cerca de 422.000 
galões de material radioativo vazaram. (Ponting, 374). 
 
Os anos 1960 e o alarme ambiental 
Se regressarmos aos anos 1960, veremos que a mídia reportava muito sobre o 
ambiente, mas devido a novidade do assunto, se expressava de maneira ambivalente. Se as 
grandes redes midiáticas defendiam intransigentemente a indústria e a destruição criativa, a 
opinião pública muito lentamente inclinou a balança a favor do ambiente. A defesa ambiental 
teve início nos anos 1962, quando a renomada biólogo e zoóloga norte-americana Rachel 
Carson (1907-1964), lançou seu livro polemico: Silent Spring ou Primavera silenciosa 
denunciando o uso desenfreado de agrotóxicos e defensivos na Nova Inglaterra, que matou 
seres humanos, animais domésticos e gado. Ao ler o livro, o público se deu conta de que algo 
estava errado, quando vivenciaram uma primavera onde não havia o trinado dos pássaros no 
ar para anunciá-la. 
Segundo alguns pensadores, desde a publicação dessa obra, que vendeu um milhão de 
exemplares, o movimento ambientalista começou a tomar forma. (McCormick, 1992,47). A 
reação foi hostil à publicação por parte dos industriais e dos agricultores. A autora 
argumentou que havia outras formas de controle biológico capazes de combater os parasitos 
que atacavam a produção agrícola. A obra de Carson acendeu um sinal de alerta, seguidos por 
diversos governos no mundo, ao mesmo tempo em que, uma reavaliação da palavra natureza, 
começou a ganhar corpo junto à opinião pública. Obteve-se de imediato um grande resultado: 
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foi banido o uso indiscriminado do DDT. (McCormick, 1992, 85). Ela demonstrou que este 
pesticida ao ingressar na corrente sanguínea humana, provocava graves doenças, além dos 
efeitos colaterais. Um pesticida feito para eliminar besouros que destruíam arvores, terminava 
por matar pássaros e as mesmas árvores eu devim proteger (Carson, 2002 114). 
 
O Clube de Roma e seu Relatório 
Mas as coisas não pararam aí, pois, no mesmo ano de 1968 surgiu, na cidade de Roma, 
Itália, o chamado Clube de Roma (Dias, 13). Tratava-se de um coletivo que, pela primeira vez 
debatia economia, sociedade e política envolvidas pela noção de meio ambiente, alertando 
para a limitação dos recursos planetários. O Clube de Roma foi fundado por elementos 
destacados da sociedade, como o industrial italiano Aurélio Peccei, empresário da FIAT e da 
Olivetti, e o cientista escocês Alexandre King. Seus integrantes eram de origem variada e 
lutavam por uma sociedade capaz de prover melhor qualidade de vida entre diferentes povos, 
culturas e classes sociais. Buscavam um modo de vida equilibrado, capaz de explorar os 
recursos naturais com responsabilidade para com a natureza (Colombo, Gabor, King, 3). 
 (http://www.scienzainrete.it/contenuto/articolo/club-di-roma-e-limiti-alla-crescita) 
O Clube de Roma encomendou e financiou a um grupo de destacados cientistas do 
prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), que elaboraram um projeto 
intitulado Project on the Predicament of Mankind. Eles publicaram, em 1972, o seu famoso 
relatório, cujo título sugestivo foi: Os Limites do Crescimento. Seu modelo computadorizado 
previuas trágicas consequências ambientais de uma economia mundial em constante 
crescimento diante de recursos finitos. 
O relatório Meadows, fez a sombria previsão de que sem medidas de controle, o 
planeta estaria esgotado em duzentos ou trezentos anos, mantidos os níveis atuais de 
crescimento, pois o mundo consumia muito além dos seus limites (Meadows, 1992, XV.). A 
violenta oposição feita ao documento por parte das indústrias poluidoras e da mídia, ajudou a 
acender a polemica norte-sul, por colocar em campos opostos os países industrializados e 
poluidores do Norte, que se aproveitando dos dados do relatório, sugeriam que a defesa 
ambiental fosse feita às expensas do crescimento da industrialização dos países pobres do Sul. 
Como mostramos no início da aula, Estados Nacionais viam nessas iniciativas, uma 
intolerável limitação de suas políticas desenvolvimentistas. 
 
 
 
http://www.scienzainrete.it/contenuto/articolo/club-di-roma-e-limiti-alla-crescita
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Atividade 2 
Atende aos objetivos 1 e 2 
Responda as perguntas seguintes: 
1. O que motivou Raquel Carson a escrever seu livro e sumarize o que ela descreveu? 
2. Explique como o Clube de Roma percebeu a finitude dos recursos ambientais no planeta? 
3. Comente as conclusões do relatório Meadows e as contradições da industrializa e do 
crescimento populacional em busca do equilibro global. 
Respostas Comentadas 
1. Raquel Carson, renomada bióloga americana, percebeu graves anomalias nas áreas 
agrícolas após o emprego de pesticidas matando milhões de pássaros. Esses pesticidas 
ingressavam na cadeia alimentar humana causando graves doenças e morte. Seu livro 
denunciou a falta de critério cientifico e o oportunismo do uso indiscriminado dessas 
agentes industriais. 
2. O Clube de Roma foi uma reunião informal de pessoas de diferentes origens e 
profissões, fornecendo uma visão multifacetada interessadas na recuperação do 
ambiente degradado. O se dar conta das limitações do planeta, em suportar uma 
produção crescente e descontrolada, pediram a especialistas americanos um relatório 
sobre a questão. 
3. Do pedido do Clube de Roma veio o relatório Meadows que, reunindo especialistas, 
procedeu a um a balanço minucioso da questão concluindo pela finitude dos recursos 
planetários o que acendeu uma áspera polêmica com os poluidores, pois, o norte 
industrializado desejava que a defesa ambiental fosse feita, evitando-se que o Sul, 
subdesenvolvido tivesse aceso a industrializado. 
 
A conferência de Estocolmo 1972 
A grande virada da política ambiental no mundo se deu com a Conferência de 
Estocolmo. Vamos explicar: os lagos da Suécia sofreram danos originados da poluição 
industrial gerada nos vizinhos industriais. Esse país escandinavo decidiu realizar uma 
Conferência sobre os impactos ambientais, no que foi apoiada pela ONU, tornando-se a 
primeira grande convenção internacional sobre o assunto: a Conferência das Nações Unidas 
Sobre o Ambiente Humano. O interessante é que o primeiro cientista a afirmar a existência de 
um crescimento anormal da temperatura mundial em 1896, foi um sueco, o Dr. Svante 
Arhenius. 
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A Conferência se realizou em Estocolmo, entre os dias 5 a 16 de junho de 1972, 
colocou a questão ambiental na agenda internacional pela primeira vezem toda a sua 
magnitude (Dresner, 31). Isso se deu no mesmo ano da publicação do rumoroso relatório do 
Clube de Roma, alertando que os recursos do nosso planeta eram finitos. Esse evento propôs 
uma discussão ampla e sistematizada da questão ambiental sinalizando que ela deveria ser 
tratada de maneira global. Dela originou-se a UNEP, ou United Nations Environmental 
Programme, que assinalou a transição da questão ambiental de um perfil ingênuo e emocional, 
para um viés mais científico, racional e político (McCormick, 1991, 88). 
Durante os debates de Estocolmo, ao lado dos problemas ambientais, incluiu-se pela 
primeira vez a questão da pobreza. Recusando a ligação entre poluição e desenvolvimento, a 
primeira ministra da Índia, Indira Gandhi, declarou que a pobreza era a pior das poluições 
(Dresner, 31). A expressão desenvolvimento sustentável, emergiu do relatório definida como 
a integração da conservação e desenvolvimento, visando garantir a sobrevivência do planeta e 
o bem-estar de todos os habitantes. Desenvolvimento seria definido como a modificação da 
biosfera e a aplicação dos humanos, vivos e não vivos, recursos para satisfazer as 
necessidades humanas e intensificar a qualidade da vida (Dresner, 33). Passamos a saber que 
1 suíço consome o equivalente a 40 habitantes da Somália, e é preciso atingir-se um 
equilíbrio. 
A conferência alertou para um fato perturbador na modernidade: assim como as 
pessoas, os agentes poluidores viajam a grandes distâncias. Por causa das condições de vento 
e da baixa densidade atmosférica, a poluição é conduzida além dos limites territoriais das 
fontes emissoras da poluição, dando força ao organismo internacional que auxiliava a 
humanidade a enfrentar problemas ambientais (Ponting, 388). 
Prosseguindo esse debate, em 1979, realizou-se uma Conferência em Genebra, Suíça, 
destinada a proteger o ambiente contra os efeitos negativos da poluição atmosférica de longa 
distância e aperfeiçoar a umidade do ar atmosférico. Visava, ainda, evitar a chuva ácida e a 
redução dos níveis de acidez tanto no solo como nas águas. Na conferência de Helsinque, 
Finlândia, em 1983, se discutiu a qualidade do ar e, por da atmosfera, essa fina camada que 
nos protege. Esta questão se prende ao fato de que, desde o início da revolução industrial, 
cresceu o uso de combustíveis fosseis que danificaram a camada delicada de gases que nos 
mantêm vivos (Pollock, Steve, 2000, p.21). 
 
 
 
14 
 
O Relatório Brundtland: a sustentabilidade e seus problemas 
No início da década de 1980, a ONU retomou o debate das questões ambientais. 
Indicada pela entidade, a primeira-ministra da Noruega, Gro Harpem Brundtland, chefiou a 
Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, e Mansur Khalid. Ambos e 
mais uma equipe de 27 membros que publicou, em 1987, um relatório intitulado Our 
Commom Future, o Relatório Brundtland. Ele propõe o desenvolvimento sustentável como 
sendo “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as 
gerações futuras atenderem às suas necessidades”. 
O relatório demonstrou que os modelos desenvolvimentistas e poluidores, em voga 
nos países mais industrializados e ricos, eram seguidos pelos países em vias de 
desenvolvimento. O Relatório assinala os perigos do emprego excessivo dos recursos naturais 
e ambientais, sem ter em conta o caráter limitado dos ecossistemas. Assinalou, ainda, que o 
desenvolvimento do modelo industrial de consumo requeria uma reserva ambiental, isto é, 
requeria um desenvolvimento sustentável. Segundo o Relatório, essa condição deve "suprir as 
necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as 
suas". 
O relatório Brundtland, porém, rejeitou o argumento venenoso de que os países pobres 
em nome da “segurança ambiental mundial” não deveriam se desenvolver (Dresner, 34). Até 
o circunspecto conselho mundial de igrejas se reuniu e após debater o relatório Grundtland, 
propugnou que uma sociedade mundial sustentável, requer o consumo estável dos bens 
terrestres para impedir as variações climáticas extremas (Dresner, 32) 
Então, alunos! Se vocês quiserem ler esse famoso relatório de 1987, aqui está o site 
onde ele está disponível em bom português: 
https://ambiente.wordpress.com/2011/03/22/relatrio-brundtland-a-verso-original/ 
 
Conferência de Belgrado, 1975. 
Essa conferência lançou as bases de Educação Ambiental, e originou a chamada Carta 
de Belgrado, enfatizando uma educação voltada para o ambiente. A carta, em seu preâmbulo, 
faz um resumo que já abordamos nas aulas anteriores: 
“Nossa geração foi testemunhade um crescimento, e de um progresso tecnológico sem 
precedentes que, mesmo quando aportou benefícios a muitas pessoas, provocou, ao mesmo 
tempo, graves consequências sociais e ambientais.” Aumentou a desigualdade entre ricos e 
pobres, entre as nações e dentro delas. Demonstrou inequivocamente as evidências de uma 
https://pt.wikipedia.org/wiki/1980
https://pt.wikipedia.org/wiki/ONU
https://pt.wikipedia.org/wiki/Noruega
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gro_Harlem_Brundtland
https://ambiente.wordpress.com/2011/03/22/relatrio-brundtland-a-verso-original/
15 
 
crescente degradação ambiental, sob diferentes formas, em escala mundial. Esta situação, 
apesar de causada principalmente por um número relativamente pequeno de países, afeta a 
toda humanidade. Sobre a Educação Ambiental Belgrado sugere que: “A reforma dos 
processos e sistemas educativos é essencial para a elaboração desta nova ética do 
desenvolvimento e da ordem econômica mundial”. 
http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/pdfs/crt_belgrado.pdf. 
 
Ao designar um imenso público alvo novo, estudantes e jovens em geral, as propostas 
de Belgrado na direção de uma sustentabilidade na execução pactuada das políticas. 
O destinatário principal da Educação Ambiental é o público em geral. Nesse contexto global, 
as principais categorias são as seguintes: 1. O setor da educação formal: alunos da pré-escola, 
ensino básico, médio e superior, professores e os profissionais durante sua formação e 
atualização. 2. O setor da educação não-formal: jovens e adultos de todos os segmentos da 
população, tais como famílias, trabalhadores, administradores e todos aqueles que dispõem de 
poder nas áreas ambientais ou não. 
http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/pdfs/crt_belgrado.pdf. 
 
Conferencia de Tbilisi, na República da Geórgia, 1977. 
Ela aperfeiçoou o princípio da carta de Belgrado abrangendo objetivos mais 
ambiciosos e enriquecidos pelos debates suscitados. Sua carta, no preâmbulo, aponta para a 
importância de se investir no futuro. Pois, nas recentes décadas, “o homem, utilizando o poder 
de transformar o ambiente, modificou de maneira acelerada o equilíbrio da natureza. A 
consequência disso é que as espécies vivas ficam frequentemente expostas a perigos às vezes 
irreversíveis”. 
 http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf. 
 
A Educação Ambiental deve atingir pessoas de todas as idades, todos os níveis e 
âmbitos, tanto da educação formal quanto da não-formal. Os meios de comunicação social 
têm a grande responsabilidade de colocar seus imensos recursos a serviço dessa missão 
educativa. Os especialistas em questões ambientais, assim como aqueles cujas ações e 
decisões podem repercutir de maneira perceptível no ambiente, devem adquirir, no decorrer 
de sua formação, os conhecimentos e as atitudes necessários e perceber plenamente o sentido 
de suas responsabilidades a esse respeito. http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-
ontent/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf. 
http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/pdfs/crt_belgrado.pdf
http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/pdfs/crt_belgrado.pdf
http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf
http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-ontent/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf
http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-ontent/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf
16 
 
Atividade 3 
Atende ao objetivo 3 
Responda as seguintes questões. 
1. Faça um resumo de 5 linhas do Relato Brundtland. 
2. Porque a educação ambiental e tão importante conforme expressa na Carta de Belgrado e 
Tiblisi? 
3. Cite três itens da Educação Ambiental que lhe parecem mais importantes: 
 
Respostas comentadas. 
1. Em 1987, após a conferência Estocolmo, foi publicado o relatório Brundtland, Nosso 
Futuro Comum (Our Commom Future), propondo um desenvolvimento sustentável como 
capaz de atender ao presente sem comprometer o futuro. O relatório questionou os modelos de 
desenvolvimento empregados pelos países ricos que desperdiça recursos necessários sem 
levar em conta as limitações dos ecossistemas. 
2. A Carta de Belgrado, enfatizou a educação voltada para o ambiente. Ao testemunhar um 
progresso desregrado e exclusivo, que intensificou a desigualdade ente ricos e pobres, o 
relatório de Tbilisi, sugeriu um aperfeiçoamento por meio da educação para investir no futuro 
de uma maneira abrangente e para todos. O homem, ao transformar o ambiente, destruiu o 
mesmo aceleradamente expondo a segurança do planeta e das pessoas. 
3. Cite os três itens segundo seu ponto de vista. 
 
A ameaça a camada de Ozônio e a conferencia de Montreal, 1988. 
A conferência de Montreal em 1987, que produziu um importante protocolo debateu a 
recomposição da camada de ozônio por cerca de 15 gases CFC, o processo de destruição 
deixa dúvidas se o mesmo pode ou não ser plenamente restaurado. Durante o tempo que se 
conhecia o efeito perverso, os gases de química artificiais, denominados clorofluorcarbonos 
os CFC, estavam destruindo a camada de ozônio que protege a Terra. Ela absorve muitas das 
radiações ultravioletas vindas do espaço exterior e as impedem de atingir o planeta terra. 
(Vide o Livro de Eli). Os excessos de exposição dos humanos à sua radiação causam doenças 
como o câncer e a catarata. Nas plantas, o processo torna lenta a fotossíntese, e atinge o 
Philoplâncton, que é fundamental na cadeia alimentar dos oceanos. Foi somente em 1970 que 
seus efeitos perversos foram registrados cientificamente (Ponting, 380). 
17 
 
Nos finais do mesmo ano, os escandinavos, canadenses e norte-americanos tinham 
banido os CFC de suas fronteiras. Os países em desenvolvimento receberam suporte para se 
adequar às mudanças. O protocolo entrou em vigor em 1989 e sendo alterado na conferência 
de Londres, em 1990, seguindo-se Copenhague 1992, Viena 1995, em 1997, Montreal de 
novo e, finalmente Pequim, 1999. Em 1985, foi realizada a conferência de Viena, visando 
proteger a camada de ozônio embora reconhecessem o direito sagrado de perseguirem como o 
princípio 21 da Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente. Ele garantia aos 
“Estados, de acordo com a carta das Nações Unidas, e os princípios do direito soberano, de 
explorar seus próprios recursos, nos termos da suas próprias políticas ambientais, e a 
responsabilidade de assegurar que atividades dentro da área de sua jurisdição ou controle, não 
causem danos ao meio ambiente de outros estados ou de áreas além dos limites da jurisdição 
nacional”. http://www.ecolnews.com.br/camadadeozonio/conv_viena_tex.htm. 
Além disso, tivemos a adesão do Brasil às decisões da Convenção de Viena e do 
protocolo de Montreal desde 1990. Estava previsto a adoção de um mecanismo de 
compensação pela desvalia tecnológica, pois os países desenvolvidos financiaram a 
erradicação das substancias danosas, tendo o Brasil recebido recursos do FMI para sua 
reconversão industrial, qualificando-se para uma programação especial de redução recendo 
assistência técnico-financeira que lhe permitiu receber transferência de tecnologia. O 
protocolo de Montreal foi assinado por quase todos os países do Mundo, propondo de maneira 
segura e progressiva, substituir as substancia nocivas por outras menos perigosas entrando em 
vigor em 1989, sendo descrito por Kofi Anam. Como “o mais bem-sucedido acordo 
internacional de todos os tempos” (Wikipedia). 
A Eco 92: Rio de Janeiro 
Em 1992 teve lugar a ECO-92 - oficialmente, Conferência sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidando o conceito de 
desenvolvimento sustentável defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland). Na Rio 92, foram aprovados 
protocolos como a Convenção da biodiversidade, cujo compromisso era o de envidar esforços 
para preservar a biodiversidade e a sustentabilidade dos elementos ambientais e uma divisão 
mais igualitária dos dividendos. Suaaplicação começou em dezembro de 1993. Resultou 
desse encontro a chamada Agenda 21, que enfatiza um novo tipo de desenvolvimento, 
empregando métodos de proteção ambiental e equidade social. Saiu da Rio-92 os temas das 
http://www.ecolnews.com.br/camadadeozonio/conv_viena_tex.htm
18 
 
futuras conferências de aperfeiçoamento como a Rio mais 10, em Johanesburgo, África do 
Sul, e a Rio mais 20. 
O conceito de desenvolvimento sustentável - entendido como o desenvolvimento que 
atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de 
atenderem às suas próprias necessidades - foi concebido de modo a conciliar as reivindicações 
dos defensores do desenvolvimento econômico como as preocupações de setores interessados 
na conservação dos ecossistemas e da biodiversidade. 
Em 1995, ocorreu em Copenhagen, Dinamarca, uma conferência mundial reunindo um 
número sem precedentes de chefes de estado num total de 117. Dessa conferência, surgiu um 
documento, assim dividido: uma declaração de Copenhague sobre o desenvolvimento social 
(declaração dos chefes de estado); e um Programa de Ação da Conferência Mundial para o 
desenvolvimento social, no qual se encontra as manifestações dos chefes de estado. Segundo 
Alves, denominada pela imprensa "Cúpula da Pobreza", o encontro de Copenhagen 
congregou o maior número de Chefes de Estado e de Governo da história, os quais, 
pessoalmente, ou por representação, subscreveram os compromissos e recomendações do 
evento. O final do relatório, “elaborado por consultoria não-governamental a partir de 
subsídios fornecidos por seminários convocados sobre os três temas principais da Cúpula – 
pobreza, desemprego e integração social – e aprovado por consenso pelos membros do 
Comitê Nacional estabelecido pelo Governo para coordenar a preparação brasileira, chegou a 
surpreender por sua franqueza” (Alves, 1997). 
Dentre as transformações mundiais, a conferência de Quioto, Japão. Outra importante 
conquista da conferência foi a Agenda 21, um amplo e abrangente programa de ação, visando 
à sustentabilidade global no século XXI. Originada em conferências menores anteriores, (tudo 
é complicado nesse campo ambiental pelos interesses envolvidos), saiu um importante 
protocolo, um tanto controvertido que reunindo 55 países, propôs que eles reduzissem 55 por 
cento de suas emissões. Suas metas de redução pragmaticamente não eram homogêneas, mas 
diferenciadas, pressionando os mais industrializados a reduzir suas emissões dos gases do 
efeito estufa. Os países em desenvolvimento não foram alvo de metas estritas. 
A partir da Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em 
Tbilisi, em 1977, inicia-se um amplo processo em nível global orientado para criar as 
condições que formem uma nova consciência sobre o valor da natureza, e também para 
reorientar a produção de conhecimento, baseada nos métodos da interdisciplinaridade e nos 
princípios da complexidade. Em seguida, foi a de Tessalônica, na Grécia, em 1997, reiterando 
a importância da educação ambiental no processo de sensibilização/conscientização pública 
19 
 
para a sustentabilidade, através de um processo de aprendizagem coletiva, com a participação 
de todos os segmentos da sociedade. “As recomendações e planos de ação em educação 
ambiental das Conferências de Belgrado (1975), Tbilisi (1977), Moscou (1987) são, todavia, 
válidas e, ainda, não totalmente exploradas.” 
 
2012 – Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável 
Esta Conferência foi denominada de Rio + 20, também chamada de RIO+20, no Rio 
de Janeiro, ocorreu vinte anos após a Eco 92. Realizada entre 20 e 22 de junho, reunindo 
chefes de estado de cerca de 190 países dispostos a debater o uso dos recursos naturais e 
ambientais da Terra. Desta vez, a participação das ONG no Brasil teve uma coordenação onde 
esteve presente o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e 
o Desenvolvimento, cuja intensão é conduzir mais e mais participantes a debater com uma 
pluralidade de pontos de vista inclusive destinado a participar na Cúpula dos Povos 
(http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20.html). 
A ONU organizou uma agenda 2030, um plano de ação para o planeta e para o que ela 
considera a prosperidade, um projeto de desenvolvimento sustentável centrados nas pessoas 
tendo por meta eliminar a pobreza, pois esta é a forma mais perversa de poluição: a produção 
de lixo. A segunda questão diz respeito à preservação do planeta, afastando tanto a 
degradação ambiental como “tomando medidas urgentes contra a mudança climática para que 
ele possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras.” E, em termos de 
sustentabilidade, a ONU deseja incrementar a prosperidade como uma forma plena para todos 
os seres humanos, a fim de que o “progresso econômico social e tecnológico possa ocorrer em 
harmonia com a natureza”. https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ 
Atividade 4 
Atende ao Objetivo 3 
Responde as seguintes perguntas 
1. Porque é importante manter a camada de ozônio e quais são as ameaças e suas 
consequências segundo o protocolo de Montreal? 
2. Como você entende a Conferência de Quioto e sua ênfase na educação ambiental? 
3. O que houve de diferente na Conferência de Copenhagen? 
 
 
 
http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20.html
https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
20 
 
Respostas comentadas 
1. Parte da radiação solar que chega a terra, é refletida para o espaço e outra parte e retida 
pelos gases que compõe a atmosfera, no entanto, os gases do chamado efeito estufa, mantêm 
um calor excessivo, causando um aquecimento atmosférico capaz de afetar todo o planeta. O 
protocolo de Montreal propôs substituir, progressivamente, as substâncias deletérias por outas 
mais seguras. Entrou em vigor em 1989. 
2. A Conferência de Quioto gerou a Agenda 21, um amplo programa de ação visando à 
sustentabilidade global no século XXI. Ela estabeleceu um calendário progressivo para a 
redução dos gases do efeito estufa por parte dos países industriais, mas subvencionou e 
apoiou medidas para os países em desenvolvimento, a fim de evitar que suas indústrias 
fossem oneradas e perdessem competitividade. 
3. Em 1995, esta conferência dedicou-se a planejar a eliminação da pobreza numa escala 
mundial reunindo um enorme número de chefes de estado, cujo documento continha a 
declaração deles e um programa para o desenvolvimento social. Suas etapas visavam permitir 
o acesso universal a educação, assistência médica e um crescimento social inclusivo, sem 
danos ao ambiente em nível local, regional e internacional. Por sua acentuada preocupação 
social, ela foi conhecida como a "Cúpula da Pobreza". 
A negação do aquecimento global e das mudanças climáticas 
Durante muito tempo, os opositores da teoria fizeram crer que o aquecimento se 
tratava de um processo natural e sem intervenção humana. Existe hoje uma opinião científica 
majoritária e consolidada, que não deixa margens a dúvidas. As mudanças climáticas são 
causadas pela ação humana, apesar de sabermos que a ação do sol e da erupção vulcânica 
podem ocasionar problemas similares. O relatório norte-americano de 1998 sobre alterações 
climáticas, concordou que é discernível a influência humana na mudança climática global. Eis 
alguns de suas evidências: Os derretimentos das camadas polares avançaram desde 1960 com 
as temperaturas antárticas aumentando em 2 graus desde 1975; lagos e curso d’água no 
hemisfério norte congelam menos duas semanas, desde 1900, e a primavera se antecipou 
meses antes. Em todo o mundo glaciares perdem volume e o Monte Kilimanjaro, na África, 
perdeu cerca de 80 por cento de sua camada de neve desde 1912. As alterações climáticas 
alteram as condições em que ocorre o processo de produção agrícola. Não esqueçamos que o 
verão de 2015 foi o mais quente já medido no mundo inteiro.file:///C:/Users/Jos%C3%A9%20Mauricio/Downloads/Renata_Marchioreto_Muniz.pdf 
file:///C:/Users/José%20Mauricio/Downloads/Renata_Marchioreto_Muniz.pdf
21 
 
 A eleição do presidente norte-americano Donald Trump é preocupante para o futuro 
das negociações ambientais tão laboriosamente urdidas desde 1945. No entanto, apesar dele 
ter sido eleito com forte suporte da indústria e de setores poluentes, como a do petróleo e do 
carvão, alguns importantes apoiadores texanos são, paradoxalmente, produtores de energia 
limpa nos EUA. (Silvio Barros, Rádio CBN sustentabilidade e cidadania Gilson Aguar 
22/11/2016). Para o renomado e polêmico cientista americano, Michael Mann (para nós ainda 
é muito cedo para afirmá-lo), a ascensão de Donald Trump representa o game over na batalha 
contra as mudanças climáticas, temendo que se torne impossível estabilizar o aquecimento 
planetário abaixo de níveis perigosos. (The Guardian 22/11/2016). 
Está em grande risco o acordo climático de Paris, consagrando a redução das emissões 
americanas de carbono, graças ao Clean Power Plan. Se grandes poluidores como a China, a 
Índia e os países da União Europeia abandonarem o acordo, condenarão milhões de pessoas à 
insegurança alimentar, configurando um verdadeiro desastre humanitário. Além disso, 
cidades como o Rio de Janeiro, Cabo Frio, Paraty, Salvador, Nova Iorque, Londres, Tóquio e 
Miami estão sujeitas a inundações catastrófica no próximo 20 anos. O Pentágono elaborou 
estudos sobre o contexto da mudança climática nos EUA, vistos como uma grande ameaça 
para a segurança americana, já afetando a base naval de Norfolk, Virginia. O baixo custo da 
bem-sucedida energia solar e eólica mostra como a poluidora indústria carbonífera e das 
grandes hidrelétricas está condenada. Quase 100 usinas americanas, a carvão, foram fechadas 
em 2015. No entanto, cerca de 2/3 da geração de energia norte-americanas, já provém de 
fontes limpas e sustentáveis. Alguns estados, como a Califórnia e Nova Iorque, têm seus 
próprios planos individuais de geração de energia limpa e sustentável, alicerçada por 
empresas como a Tesla. Seus painéis solares e a reserva energética em baterias colocou uma 
grande capacidade de geração de energia nas mãos de proprietários individuais. 
 
A negação do aquecimento global e das mudanças climáticas 
Voltemos a polêmica existente entre os que creem e os que descreem do aquecimento 
global. Durante muito tempo, a mídia e os opositores da teoria fizeram crer que o fenômeno 
era um processo natural e sem intervenção humana. Os céticos afirmavam que o clima na 
terra sempre mudou e as mudanças atuais não seriam novidades. Outros, bastante céticos 
afirmam que o sol provocava o aquecimento global. Enquanto isso, os cientistas consideram 
que, ao longo dos milênios de aquecimento global, o sol apresentou um reduzido 
resfriamento. Para estes últimos, o aquecimento global não é ruim, no entanto, seus efeitos 
https://www.theguardian.com/environment/2015/aug/03/obamas-clean-power-plan-hailed-as-strongest-ever-climate-action-by-a-us-president
22 
 
perniciosos e deletérios na atividade agrícola, e no ambiente, destroem outros improváveis 
efeitos positivos. 
Argumentos favoráveis: o homem causa o aquecimento global 
As mudanças climáticas ocorridas no passado sugerem que o clima sempre foi sensível 
a um desequilíbrio energético. Elas evidenciavam a sensibilidade do clima às variações de 
CO2. Atualmente, o CO2 que estamos emitindo, retém parte da energia que antes escapava de 
volta para o espaço. Existe hoje uma opinião científica majoritária de que as alterações são 
causadas pela ação humana. Se o planeta acumula calor, as temperaturas globais sobem. 
Existe consenso científico acerca do aquecimento global? A resposta é sim. Instituições 
científicas, de aproximadamente 19 países, afirmam com base em seus estudos que o 
aquecimento global é causado por atividade humana. Aproximadamente 97% dos estudiosos 
sobre o clima afirmam, baseado em seus estudos, que o clima está mudando. E se os céticos 
indagam se o clima se mostra mais frio, as medições científicas realizadas evidenciam que o 
planeta concentra calor, e o denominado aquecimento global, de fato, ocorre. Temperaturas de 
superfície podem mostrar resfriamento de curto prazo quando se troca calor entre a atmosfera 
e o oceano, que tem muito mais capacidade de armazenar calor do que o ar. 
http://www.skepticalscience.com/translation.php?lang=10 
Atividade Final 
Atende ao objetivo 3 
Descreva em 8 linhas as metas de sustentabilidade da ONU para o projeto 2030 e os 
argumentos favoráveis e contrários ao aquecimento global. 
Resposta Comentada 
A agenda 2030 é um plano de ação para o planeta e atende a ideia de prosperidade 
para todos, um plano de desenvolvimento sustentável baseado nas pessoas, na eliminação da 
pobreza, do lixo, impedindo a degradação ambiental, prevenindo a mudança climática para 
garantir vida das gerações futuras numa forma de progresso harmônico e solidário. Hoje, 97% 
dos estudiosos concordam que o clima está mudando. As provas constantes do relatório norte-
americano de 1998, evidenciaram a influência humana na mudança climática global, como o 
derretimento das calotas polares e os verões mais quentes. 
 
 
http://www.skepticalscience.com/translation.php?lang=10
23 
 
Resumo 
Após 1945, num mundo bipolar, surgiu a ONU que acolheu as primeiras demandas 
ambientais emanadas na década de 1960. O despertar ambiental causado pelo livro de Raquel 
Carson e alerta do Clube de Roma diante da ameaça de esgotamento de recursos planetário, 
fez a ONU apoiar conferências destinadas a construir uma política ambiental consistente 
lutando contra a pobreza no Mundo. 
Tema da próxima aula 
Definiremos as noções de meio ambiente, ecossistema, ecologia além de debatermos a 
educação ambiental e sua importância. Ecossistemas, bioma e, finalmente, as chamadas 
ameaças globais como a poluição das águas o degelo das calotas polares e a destruição da 
camada de ozônio na atmosfera. 
Leituras recomendadas 
 
Jacobi, Pedro (org). Ciência ambiental: os desafios da interdisciplinaridade. São Paulo: 
Annablume, 2000. 388 p. 
 
Ponting, Clive. Uma história verde do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. 
 
Bibliografia 
Alves, J. A. Lindgren. A Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Social e os paradoxos de 
Copenhague* Rev. bras. polít. int. vol.40 no.1 Brasília Jan./June 1997 
 
Arrighi, Giovanni. Silver, Beverley. O longo século XX. Dinheiro, poder, e s origens de nosso 
tempo. São Paulo: Unesp, Contraponto, 2000. 
 
Carson, Rachel, Primavera Silenciosa. Global Editora, 2015. 
 
Gabor, D., Colombo, U. King, A. S. Beyond the Age of Waste: A Report to the Club of 
Rome, Oxford, Pergamon Press 1981. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-73291997000100006 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73291997000100006#nt
24 
 
Jacob, Pedro, Roberto. Educação Ambiental: o desafio da construção de um pensamento 
crítico, complexo e reflexivo São Paulo: Universidade de São Paulo. 
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a07v31n2.pdf. 
 
Jacobi, Pedro (org). Ciência ambiental: os desafios da interdisciplinaridade. São Paulo: 
Annablume, 2000. 388 
 
McCormick, John. Reclaiming Paradise. The Global Environmental Movement. Indianapolis, 
Indiana, University Press, 1991.Meadows, Donnela, Beyhound the limits, Chelsea Green Pub, 
1992. 
 
Ponting, Clive. A new green history of the world. The environment and the collapse of great 
civilizations. London, Penguin Books, 2007. 
 
Revistas 
Sachs, Ignacy. Desenvolvimento excludente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro, 
Garamond, 2004. 
 
Santos, Teotônio dos. Martins, Carlos Eduardo. Bruckman, Monica de Sa. Globalização e 
regionalização. Hegemonia e contra hegemonia. Rio de Janeiro: Puc-Rio, 2004. 
 
Schama, Simon. Paisagem e Memoria. São Paulo, Companhia das Letras, 1996.Silvio Barros, Rádio CBN-RJ, Sustentabilidade e cidadania, Gilson Aguar 22/11/2016. 
Simon Dresner, The principles of sustainability. London, Earthscon, 2008. 
 
Stiglitz, Joseph. Globalization and Its Discontents. London, Penguin Books 2014. 
The Guardian, Londres, 22/11/2016. 
 
Worster, Donald. Nature’s economy. A History of ecological ideas, 2a educcao. Cambridge, 
Cambridge University Press, 2006. 
 
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a07v31n2.pdf

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